domingo, 30 de dezembro de 2007

Policial federal será novo secretário de Segurança do PA

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, terá um novo secretário de Segurança a partir de janeiro: o ex-superintendente da Polícia Federal em São Paulo Geraldo Araújo, que hoje dirige a PF paraense. Araújo assumirá a vaga de Vera Tavares, que decidiu entregar o cargo após sentir-se desgastada no episódio da menina L., de 15 anos, que ficou por 24 dias presa na mesma cela da delegacia de Abaetetuba com vinte homens. Na avaliação de seu primeiro ano de governo, feita na semana passada, a governadora disse que a segurança pública foi a área que teve pior desempenho.Araújo ainda não definiu sua equipe de trabalho, mas garante que para ganhar o jogo contra a violência irá "mexer apenas em algumas peças". Ele também manda um recado aos policiais hoje exercem o comando, dizendo que só ficará em seu time para "jogar e ganhar" quem tiver experiência de gestão. O chefe interino da Polícia Civil, delegado Justiniano Alves Junior, poderá ser mantido no cargo se "passar" na avaliação de Araújo. Alves Junior substituiu Raimundo Benassuly, exonerado pela governadora no episódio de L. após declarar na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, em Brasília, que a menina seria "débil mental".Originário do quadro da PF, para assumir a segurança pública paraense Araújo terá de ver aprovado no Ministério da Justiça o pedido da governadora para que ele seja cedido ao quadro funcional do Estado. O ministro Tarso Genro não deverá colocar qualquer obstáculo à cessão, segundo garantiu uma fonte do Ministério.De acordo com Ana Júlia, a segurança pública representa o maior desafio dos próximos três anos de seu governo. Ela voltou a criticar os governos passados, do PSDB, afirmando que eles não investiram em políticas sociais, provocando o aumento da criminalidade. "A polícia ficou limitada a operações repressivas e sem a participação da comunidade", disse a governadora, acrescentando que 1.800 novos policiais aprovados em concurso público serão chamados nos próximos meses.

Agência Estado

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