domingo, 31 de maio de 2015

Exclusivo: Piloto do ‘helicoca’ está livre e dando aulas em SP

Enquanto a Policia Federal segue nas ações espetaculares, com delegados e agentes efetuando prisões e realizando diligências em Brasília acompanhados de fotógrafos e cinegrafistas, o caso do Helicoca continua sem nenhuma punição. O Ministério Público Federal pediu a absolvição do empresário Élio Rodrigues, dono da fazenda no Espírito Santo onde o helicóptero do senador Zezé Perrella fez o pouso com 445 quilos de cocaína, em novembro de 2013. O pedido de absolvição ocorreu depois que o Tribunal Federal da Segunda Região mandou devolver o helicóptero à família Perrella, anulando decisão do juiz de primeira instância, que queria o confisco, com base na lei de combate ao tráfico. Segundo a legislação, bens usados usados no preparo, transporte ou venda de drogas devem ter sua propriedade transferida ao Estado. A participação do senador Zezé Perrella foi sumariamente descartada pela PF neste caso, alguns dias depois do flagrante, e com isso o Tribunal entendeu que não seria justo deixá-lo sem o helicóptero. Os policiais federais também desistiram de investigar o local onde a aeronave, vinda do Paraguai com a droga e a caminho do Espírito Santo, pousou e deixou a mercadoria guardada por uma noite. O local é em Jarinu, na Grande São Paulo, e segundo um dos pilotos fazia parte de um hotel fazenda. No dia seguinte, o helicóptero voltou para lá e recarregou a cocaína, menos duas sacolas, com 50 quilos de droga, que ficaram. Apesar de a delegada que assina relatório do inquérito recomendar investigação dos proprietários do local, que poderiam ser os verdadeiros donos da cocaína, não se tem notícia no processo de que algo tenha sido feito nesse sentido. No processo que tramita em Vitória, capital do Espírito Santo, sobraram quatro pessoas para ir a julgamento: os dois pilotos, além de um jardineiro e um pequeno empresário de Araruama, Rio de Janeiro, os dois que aguardavam em solo para ajudar a descarregar a droga, colocá-la em um carro e levá-la para um ponto, de onde, ao que o inquérito indica, seguiria para a Europa. O julgamento deve ocorrer em junho, mas dificilmente haverá prisões após a sentença, ainda que alguém seja condenado, já que caberá recurso. Depois que foram presos em flagrante, em novembro de 2013, os quatro homens acusados de tráfico permaneceram seis meses na prisão. Há um ano, foram soltos depois que o procurador do caso levantou a hipótese de farsa da Polícia Federal, que teria efetuado as prisões com base numa escuta clandestina. Por conta disso, os advogados de defesa querem anular o processo. Enquanto aguarda em liberdade, um dos pilotos voltou a voar, e até dá aulas para quem quer pilotar helicóptero. Alexandre José de Oliveira Júnior, que aparece no inquérito da Polícia Federal como o piloto que organizou a viagem que trouxe a droga do Paraguai, assina como testemunha um contrato de aulas de voo, celebrado entre um aluno e a escola Unifly Heicópteros, que opera em Arujá, na Grande São Paulo. Quem assina como representante legal da escola é Airton Ginez Dantas, mas, segundo o aluno, todas as tratativas foram feitas com o próprio Alexandre. “Ele falava como se também fosse dono da empresa”, conta o aluno. O contrato foi assinado no ano passado, mas, sem a realização das aulas, o aluno temeu que pudesse estar sendo vítima de um golpe, pesquisou na internet o nome de Alexandre e descobriu sua relação com o Helicoca. Depois de um período sem aulas, o piloto do Helicoca retomou a rotina de ensino, voa com frequência e até posta as fotos no Facebook. Em sua página, Alexandre publicou um vídeo em que sobrevoa o bairro do Tatuapé, em São Paulo. Alexandre tem hoje três helicópteros: um Robinson 44 e dois Robinson 22. O helicóptero de Perrella, que ele usou para buscar cocaína no Paraguai, é um Robinson 66. Na velocidade de seus negócios, livre e solto, Alexandre ainda chega lá. Quem o conhece não tem dúvida disso. http://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-piloto-do-helicoptero-de-perrella-pego-com-445-kg-de-coca-esta-livre-e-dando-aulas-em-sp/ Por : Joaquim de Carvalho

sábado, 30 de maio de 2015

A tortura imposta por Sérgio Moro a um velho doente de 74 anos

por : Paulo Nogueira Com João Roberto Marinho: na Globo ninguém mexe Sérgio Moro é o pior tipo de justiceiro. É o que se faz passar por bonzinho. É o que se observa num vídeo que está circulando nas redes sociais. Nele, Moro concede uma audiência ao preso Mário Góes. O objetivo de Góes ali era conseguir prisão domiciliar. Várias coisas chamam a atenção no vídeo. A primeira é o estado de desabamento moral e físico de Góes. Ele tem uma série de doenças que vão de diabete a colite, e um problema de coluna o impede de ficar sentado com conforto. Está emocionalmente desequilibrado. Chorou na conversa com Moro, e é evidente que não estava interpretando um coitadinho ali. Góes era o coitadinho. E tem 74 anos. Considere. Na Itália, a partir dos 70 anos, você não cumpre sentenças na cadeia, e sim em prisão domiciliar. Por razões humanitárias. Diz-se de Moro que ele se inspirou numa operação policial italiana – afinal espetacularmente fracassada — para desencadear a Lava Jato. Mas pelo visto desconsiderou a civilidade que existe no código da Itália. Góes não poderia cumprir pena domiciliar? Por que? Bem, perguntas não faltam no caso. A mais impressionante é a seguinte: quais são as evidências contra Góes? Moro parece tão no ar sobre isso quanto você e eu. Moro fala em contas em paraísos fiscais, genericamente. Mas admite, candidamente, não saber nada delas. Sequer, e é ele quem afirma, se estão ativas ou não. É o triunfo do absurdo. Mais um, a rigor. Num outro vídeo de Moro, desta vez com Cerveró, ficamos sabendo que a principal acusação do juiz era uma reportagem – logo de quem – da Veja, uma revista mitomaníaca. Recentemente a BBC visitou o presídio onde Góes está. A descrição é esta: “A maior parte das celas são sujas e apertadas. Algumas têm até seis camas e estão frequentemente abarrotadas de cadeiras de rodas e equipamento médico.” A maior parte das celas no são sujas e apertadas. Algumas tem até seis camas e estão frequentemente abarrotadas de cadeiras de rodas e equipamento médico Moro é uma versão atualizada, mas não necessariamente melhor, de Joaquim Barbosa. Ele agrada, como JB, a dois públicos específicos: o poder econômico e os analfabetos políticos. Alguém consegue imaginar Moro e Barbosa enfrentando a Globo, por exemplo? Ou mesmo a CBF e Marin? Como os vazamentos da Lava Jato na campanha eleitoral, a valentia dos dois é seletiva. Ambos, não por coincidência, foram premiados pela Globo. E os dois são heróis de grupos de imbecis como o MBL e o Revoltados Online. São, também, abominados pelos progressistas. Falta-lhes, em comum, uma característica tão brasileira: a compaixão. JB tripudiou sobre Genoino quando este estava em condições de saúde miseráveis. Moro faz o mesmo agora com Góes. Eles representam a plutocracia brasileira, e a defendem ferozmente. Mas não representam os brasileiros. Gente assim não é perdoada pela história. http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-tortura-imposta-por-sergio-moro-a-um-velho-doente-de-74-anos-por-paulo-nogueira/

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Câmara aprova fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos



A medida tem que ser aprovada ainda em segundo turno e, após isso, segue para o Senado.

rEDAÇÃO
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A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em primeiro turno, a PEC que acaba coma reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Foram 452 votos a favor e 19 contra, além de 1 abstenção.

A medida tem que ser aprovada ainda em segundo turno e, após isso, segue para o Senado, onde também precisa do apoio mínimo de 60% dos parlamentares.

Se entrar em vigor, a medida valerá para os prefeitos eleitos em 2016 e para o presidente e governadores eleitos em 2018. Ou seja, quem se elegeu em 2012 e 2014 e não está cumprindo o segundo mandato consecutivo ainda pode tentar a reeleição em 2016 ou 2018.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Comunicação Empresarial em Blogs Corporativos

A internet vem se destacando como elemento transformador da maneira como a comunicação é feita. Nela, os blogs corporativos surgem como uma das novas ferramentas que podem ser adotadas pelo marketing para se relacionar com os seus públicos, de uma maneira direta e transparente. Metade da audiência mundial da internet já é formada por leitores de blogs. Só no Brasil são mais de 10 milhões de visitantes por mês, segundo o Ibope/NetRatings. De simples leitores, receptores de mensagens, ou seja, o ponto final da comunicação, esses milhões de pessoas estão descobrindo que podem ser os emissores da mensagem e, até mesmo, receptores ativos. Todo este potencial econômico não tem sido ignorado pelas grandes empresas. Reconhecendo que o perfil dos clientes tem mudado ao longo dos anos e que as novas tecnologias tornam o consumidor mais exigente, muitas empresas têm buscado meios inovadores para fidelizar e atrair os clientes. O cliente de hoje, utilizando-se destas modernas ferramentas tecnológicas, cria um relacionamento mais significativo com a empresa, na medida em que possui maiores oportunidades de opinar, criticar, elogiar, compartilhar e analisar a empresa que lhe presta um produto ou serviço, participando e/ou influenciando ativamente todas as etapas do processo de marketing. A facilidade do acesso à informação na era digital transformou o cliente, tornando-o mais exigente, demandando ser tratado com cada vez mais respeito, dignidade, personalização de atendimento e transparência de informação. Assim, o blog também pode tornar-se um problema quando a empresa não conhece bem a ferramenta. A transparência, o diálogo e o relacionamento aberto necessitam, de fato, ser as reais intenções de uma empresa que deseja utilizar um blog tornando-o um excelente instrumento de relacionamento com o cliente, fidelização e de marketing. Ao criar um blog corporativo a empresa precisa principalmente ter ciência de que acaba de abrir um espaço para que os clientes se comuniquem com ela e que deve estar disposta a ouvir o que os clientes tem a dizer, especialmente se for algo negativo, e a buscar soluções. A falta de planejamento, o desconhecimento das oportunidades da ferramenta, o não-monitoramento e a ausência de criatividade podem provocar um desperdício de esforços e danos ao relacionamento com os clientes e à imagem da empresa. Essas novas tecnologias tem potencializado a capacidade de influência dos stakeholders forçando empresas a utilizarem a comunicação empresarial em canais digitais a fim de protegerem a reputação da companhia e construírem identidade de marca dessa forma permanecendo competitivas e colhendo recompensas financeiras. A partir do momento em que os blogs corporativos ganham cada vez mais espaço no ambiente virtual, em virtude de suas inúmeras vantagens nas formas de interação com o público, podem ser considerados uma forte ferramenta de Comunicação Empresarial, fortalecendo a imagem institucional da organização e representando um canal de relacionamento direto com os públicos da empresa. fonte: Ações Básicas de Comunicação Empresarial na Internet - Estudo de caso: Blog Corporativo da Petrobras S.A.. Monografia defendida em 08/05/2015 pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. Autoria de Jacimara Pereira de Souza.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Vaccari: depósito na conta da mulher veio de salários

 

: 15/04/2015. Crédito: Geraldo Bubniak/AGB/Agência O Globo. Brasil. Curitiba - PR. Prisão de João Vaccaria - O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, compareceu ao IML para realizar exame de corpo delito em Curitiba (PR). Secretário de Finanças do partido, te

Em pedido de reconsideração da prisão preventiva apresentado pelo advogado Luiz D´Urso ao juiz Sergio Moro, ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto afirma que os R$ 583 mil que foram depositados em dinheiro na conta da sua mulher, Giselda Rousie de Lima, entre 2008 e 2014, tiveram origem em seus vencimentos e estão declarados no Imposto de Renda; o valor - que daria R$ 6,9 mil por mês - seria, segundo ele, compatível com a renda bruta de R$ 3,4 milhões que teve no período

26 de Maio de 2015 às 05:44

247 - O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na operação Lava Jato, afirma que os R$ 583 mil que foram depositados em dinheiro na conta da sua mulher, Giselda Rousie de Lima, entre 2008 e 2014, tiveram origem em seus vencimentos e estão declarados no Imposto de Renda.

O valor - que daria R$ 6,9 mil por mês - seria, segundo ele, compatível com a renda bruta de R$ 3,4 milhões que teve no período.

As informações foram prestadas ao juiz Sergio Moro pelo advogado de Vaccari, Luiz D´Urso, em pedido de reconsideração da prisão preventiva.

“Em razão da própria atividade profissional do requerente, que inclusive sempre demandou inúmeras viagens pelo país, é Giselda, sua esposa, quem administra as finanças domésticas e, para tanto, o requerente lhe repassava os valores necessários, não tendo o requerente grande movimentação bancária, face a entrega de seu dinheiro para que a mulher o gerisse, depositando o em sua conta”, justificou.

Vaccari é acusado de ser operador de propina em nome do PT no esquema de corrupção na Petrobras.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/182332/Vaccari-depósito-na-conta-da-mulher-veio-de-salários.htm

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Beto Richa sofrerá impeachment?

Beto Richa sofrerá impeachment?

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Altamiro Borges - blog
Os tucanos falaram tanto no impeachment, inclusive incentivando os fanáticos golpistas, que podem virar as primeiras vítimas desta proposta em 2015. No Paraná, o governador Beto Richa se atola a cada dia que passa. Após o massacre dos professores em 29 de abril, que gerou uma onda de revolta na sociedade e até repercutiu internacionalmente, agora são as denúncias de corrupção que não param de surgir. Nesta sábado (23), reportagem da Folha confirmou que o grão-tucano recebeu generosas doações de auditores envolvidos em falcatruas na Receita estadual. Diante do caos instalado, juristas paranaenses já elaboraram um pedido de impeachment contra o governador do PSDB.

Segundo a reportagem da Folha, assinada pela jornalista Estelita Hass Carazzai, quinze auditores denunciados pela Promotoria por desvio de recursos públicos fizeram doações à campanha de Beto Richa no ano passado. Pelo apurado até agora, as contribuições totalizaram quase R$ 1 milhão. No esquema montado para a coleta do dinheiro, a própria primeira-dama do Estado, Fernanda Richa, estaria envolvida. Para complicar ainda mais a história, alguns dos “generosos” auditores foram promovidos pouco antes das eleições de outubro – o que reforçou as suspeitas do Ministério Público, que apura o milionário esquema de corrupção e pagamento de propina da Receita estadual do Paraná.
“Contribuíram para o caixa eleitoral 291 dos 933 auditores do Estado, com doações individuais. Desses, 219 foram promovidos pouco antes da campanha, em maio. A maioria foi elevada ao teto da categoria, com salários de aproximadamente R$ 30 mil. O decreto que estabeleceu a promoção também é investigado pela Promotoria. Uma denúncia anônima sustenta que a mulher de Richa, Fernanda, teria condicionado as promoções às doações. Até agora, não há provas que corroborem a suspeita”, relata a comedida Folha tucana.
Ainda segundo o jornal, que não costuma ser tão cauteloso no seu denuncismo quando se trata de satanizar o PT, “todas as doações levantadas pela Folha são legais e declaradas à Justiça Eleitoral. A Promotoria, porém, coloca parte delas em xeque, pois vieram de auditores de Londrina investigados sob suspeita de cobrar propina para reduzir ou até mesmo anular dívidas tributárias. Quinze já foram denunciados - todos fizeram doações, que somam R$ 41 mil, às campanhas. Um dos fiscais mencionou, em colaboração com a Justiça, que a campanha de Richa recebeu R$ 2 milhões de propina da Receita, em caixa dois, no ano passado. O governador nega. O fato ainda é alvo de investigação”.
Crime de responsabilidade
As novas denúncias reforçam a iniciativa de um grupo de juristas e professores universitários, que pretendem ingressar nesta segunda-feira (25) com pedido de impeachment de Beto Richa. O grupo já havia feito o julgamento simbólico do tucano na Universidade Federal do Paraná (UFPR), que resultou na sua “condenação” como responsável pela ação da PM contra professores em greve que resultou em mais de 200 feridas no final de abril, em Curitiba. Até o final da tarde de sexta-feira, a petição online com o pedido de impeachment já tinha coletado 2.300 assinaturas.
A iniciativa da ação do professor de direito e blogueiro Tarso Cabral Violin, que foi atingido no olho por policiais no dia massacre aos grevistas. “O governador cometeu crimes de responsabilidade. Mesmo que ele não tenha ordenado o massacre, Richa deixou que ele acontecesse. Mesmo sendo avisado, ele permitiu que o poder público cometesse a agressão”, explica o autor do pedido de impeachment.

http://www.blogdadilma.com/eleicoes/4246-9-sofrera

Oposição não comparece à audiência; delegados dizem que lei é condescendente com crimes tributários

 

publicado em 20 de maio de 2015 às 22:49

zelotes - audiencia 20 de maio

Na mesa: os delegados Hugo Correia (E) e Marlon Cajado (D); no centro, o deputado Valtenir Pereira (Pros-MT)

zelotes - audiência 2

Oposição não compareceu à audiência, que foi acompanhada por boa parte dos deputados petistas. Entre eles, da esquerda para a direita, Adelmo Leão (MG), Paulo Pimenta (RS) e Toninho Wandscheer (PR). Fotos: Zeca Ribeiro/ Câmarados Deputados

Zelotes: “Crimes tributários têm tratamento diferenciado de crimes comuns”, critica delegado da Polícia Federal

da assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), via e-mail

A subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanha a Operação Zelotes recebeu, na manhã desta quarta-feira (20), os delegados da Polícia Federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos, da Divisão de Repressão a Crimes Fazendários, e Hugo de Barros Correia, da Coordenadoria Geral da Polícia Fazendária. Os dois são responsáveis pela investigação da Operação Zelotes, que apura o esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), em que empresas com débitos tributários com a Receita Federal pagavam propina a conselheiros que atuavam no órgão para escaparem das dívidas.

Na audiência pública, que foi acompanhada durante boa parte somente por deputados petistas, os delegados fizeram críticas à legislação, à composição do Carf e à Súmula Vinculante 24 do Supremo Tribunal Federal que, segundo eles, reduziu pela metade os inquéritos policiais contra crimes tributários nos últimos cinco anos.

“Não é que diminuiu a quantidade de crimes tributários, ou que a Polícia está investigando menos. A Súmula do STF, de 2009, consolida o entendimento de que a PF não pode instaurar inquérito policial se a Receita Federal, em sua última instância, não constituir definitivamente o crédito tributário. Isso dificulta e impede o início de uma investigação”, lamentou o delegado Hugo Correia.

O delegado informou que muitas das investigações relacionadas ao Carf só foram possíveis a partir de evidências de crimes de corrupção, advocacia administrativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Os delegados enfatizaram que a legislação brasileira permite um tratamento diferenciado para crimes tributários em relação aos crimes comuns. Segundo eles, a leis são mais condescendentes no âmbito do direito penal tributário.

De acordo com delegado Marlon Cajado dos Santos, a conclusão do inquérito deverá ocorrer em quatro meses, e que a ideia é desmembrar a investigação para dar mais celeridade. Marlon Cajado dos Santos também criticou a fórmula de composição do Carf, que possui 216 conselheiros, sendo metade de servidores de carreira da Receita Federal e a outra metade composta por representantes da sociedade civil. “Está demonstrada que a paridade do Carf facilitava a atuação de pessoas que buscavam cometer irregularidades”, disse com base nas investigações.

Deputado Pimenta defende “investigação dentro da investigação”

Relator da subcomissão, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu que seja feita uma “investigação dentro da investigação”. O deputado disse temer que haja uma contaminação das “esferas superiores” no andamento dos processos, em razão dos vultuosos valores e do envolvimento de pessoas e empresas muito influentes no País.

Pimenta classificou como “estranho” o fato de a Justiça ter negado os 26 pedidos de prisão solicitados pelo Ministério Público Federal e ter decretado o sigilo das investigações. Diante desses fatos, o deputado Pimenta anunciou que, na próxima semana, fará uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo a instauração de procedimento para apurar possíveis irregularidades na prestação jurisdicional na 10ª Vara Criminal Federal do DF.

“Não é razoável que um País como o nosso, com as necessidades e as dificuldades que possui, tenha créditos bilionários sem que haja uma agilidade ou prioridade por parte do Poder Judiciário. Como é possível existir processos bilionários como esses prescrevendo em prejuízo da União em varas especializadas de combate à lavagem de dinheiro e aos crimes de colarinho branco?”, questionou o deputado Pimenta.

De acordo com o relator, deputado Paulo Pimenta, os próximos convidados para falarem à subcomissão serão o Presidente do Carf, Carlos Alberto Freitas Barreto, e a Corregedora Geral do Ministério da Fazenda, Fabiana Vieira Lima.

Leia também:

Fernando Marroni: O estranho silêncio da mídia sobre os R$ 40 bilhões sonegados

Do Viomundo

domingo, 24 de maio de 2015

FHC perdeu chance de ficar quieto

 

Paulo Moreira Leite
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

Nem por oportunismo rasteiro Fernando Henrique Cardoso deveria juntar-se ao coral que aplaude as prisões dos condenados da ação penal 470

Em pronunciamento, ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso empregou termos duros. Referindo-se às denuncias dos prisioneiros do mensalão e seus advogados, que têm críticas consistentes ao julgamento, como tantos juristas admitem, chegou a dizer: “Temos de dar um basta nisso. Chega de desfaçatez.”

“Desfaçatez?”

“ Basta?”

O retrospecto do PSDB e de seu governo não autorizam um discurso nestes termos.

FHC só manteve-se no Planalto por oito anos depois de conquistar o direito de disputar a reeleição, num esquema de compra de votos em que se demonstrou aquilo que apenas se disse sobre o mensalão de Delúbio e Valério.

O repórter Fernando Rodrigues publicou, já naquela época, o depoimento de um certo senhor X, que organizou os pagamentos de parlamentares. Trouxe o depoimento, gravado, de um parlamentar que assumia ter embolsado o dinheiro. No livro Príncipe da Privataria, Palmério Doria completou o serviço. Entrevistou o próprio senhor X, revelou sua identidade verdadeira e explicou que ele comprou 150 parlamentares.

Outro dia, conversei com um deputado do PP que assistiu ao mercado da reeleição e me disse o seguinte: “O pessoal votava a favor e na saída do plenário já tinha gente esperando para acertar o pagamento em dinheiro junto a doleiros. Não tinha erro.”

FHC falou em tom crítico sobre adversários políticos que se tornaram prisioneiros, enfrentando medidas duras e espetaculares de Joaquim Barbosa que receberam críticas até de outros ministros do STF. A verdade é que muitos prisioneiros da ação penal 470 foram mais próximos de seu governo do que se imagina.

Marcos Valério começou a se aproximar das verbas do Visanet a partir dos diretores que o PSDB instalou no Banco do Brasil durante o governo de Fernando Henrique. Foram eles, no segundo mandato de FHC, que assinaram os primeiros contratos com a agência DNA, que seriam apenas renovados depois da posse de Lula.

O diretor responsável pelos pagamentos à DNA – aqueles que Joaquim Barbosa diz que foram desviados para subornar políticos – era um homem de confiança do governo Fernando Henrique, um diretor chamado Leo Batista.

Ele tinha esse papel no governo FHC. Seguiu na função depois de 2003. Se alguém foi tão decisivo para o esquema, seu nome não é Henrique Pizzolato, hoje foragido na Itália, mas Leo Batista. Estava acima de Pizzolato e tinha a prerrogativa de assinar os cheques.

FHC fez elogios às prisões ao lado de estrelas graúdas do PSDB. Uma delas era Geraldo Alckmin, cujo governo afunda-se em três gerações de governadores denunciados no propinoduto Alston-Siemens. Outro era o presidenciável Aécio Neves. Conforme a CPMI dos Correios, durante seu governo estatais mineiras fizeram dezenas de milhões de reais em depósitos nas contas da DNA. Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, sócios de Valério na agência, eram publicitários de reputação firmada no Estado. As relações de Cristiano Paz com Aécio se assemelham às relações de Nizan Guanaes com Fernando Henrique. Hollerbach integrou a coordenação da campanha de Aécio em 2002.

Um ditado popular ensina que não se deve falar de corda em casa de enforcado, mas o retrospecto mostra que há fundamento para FHC portar-se como se nada tivesse a ver com estes fatos e pessoas. Em 1997, o procurador Geraldo Brindeiro encarregou-se de enterrar a denúncia da compra de votos e a maioria tucana impediu que se fizesse uma CPI. Embora um homem de confiança do PSDB tenha sido o responsável final pelos pagamentos para a agência de publicidade do mensalão, nenhum deles foi investigado na ação penal 470. Por uma questão de hierarquia, deveria ter sido mais investigado do que Pizzolato. Pela proximidade, era um caso típico de coautoria. Sua investigação ocorreu em segredo, num inquérito paralelo, cuja existência só veio a público durante o próprio julgamento.

O propinoduto paulista foi investigado até na Suíça, mas é alvo permanente de um esforço para arquivar qualquer indicio e toda denúncia que possa envolver os tucanos e seus amigos. O procurador Rodrigo de Grandis recebeu oito solicitações do Ministério da Justiça para prestar esclarecimentos e não atendeu a nenhuma. O mensalão PSDB-MG está sendo investigado na primeira instância, em Belo Horizonte, com vagarosidade espantosa e metodologia diversa. Enquanto os réus da ação penal 470 não tiveram direito ao duplo grau de jurisdição, o STF autorizou que os mineiros tivessem um julgamento na primeira instância e, mais tarde, um segundo julgamento. Entre os petistas, viveu um clima de guerra civil para um pequeno grupo de condenados conseguir, após diversos lances de chantagem dos meios de comunicação contra Celso de Mello, o direito de apresentar embargos infringentes sobre uma das penas recebidas.

Como parece difícil de negar, a principal diferença entre escândalos tucanos e ação penal 470 é a blindagem.

Esse acesso assegurado à impunidade – 100% garantida até aqui na maioria dos casos – mostra que o PSDB não apenas dedicou-se às mesmas práticas que condena nos adversários, como tantos indícios confirmam, mas construiu um impenetrável muro de proteção sobre seus atos, situação que apenas eleva a gravidade do atos que cometeu.

Vamos combinar que não é um motivo honroso para FHC falar contra a “ desfaçatez” dos adversários.

Derrotado por Jânio Quadros na disputa pela prefeitura em 1985, quase ministro de Fernando Collor em 1990, Fernando Henrique pode sentir de perto os efeitos nocivos do nosso moralismo. Tem experiência demais para dedicar-se a ele.

http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/335504_FHC+PERDEU+CHANCE+DE+FICAR+QUIETO%22target=%22_blank%22

sábado, 23 de maio de 2015

Justiça manda deputado tucano devolver R$ 115 mi

 

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O deputado federal João Castelo (PSDB-MA) foi condenado pela Justiça do Maranhão a devolver R$ 115,1 milhões aos cofres públicos e pagar multa de R$ 38,3 milhões por improbidade administrativa; ele ainda teve a função pública cassada e deverá perder o mandato parlamentar; decisão é da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Luzia Madeiro Neponucena, que ainda a condenou Castelo a perda dos bens adquiridos ilicitamente ao patrimônio e a proibição de contratar com o poder público e direitos políticos suspensos por oito anos; o deputado disse que vai recorrer da decisão

23 de Maio de 2015 às 10:47

247 - O deputado federal João Castelo (PSDB-MA) foi condenado pela Justiça do Maranhão a devolver R$ 115,1 milhões --em valores atualizados-- aos cofres públicos e pagar multa de R$ 38,3 milhões por improbidade administrativa. Ele ainda teve a função pública cassada e deverá perder o mandato parlamentar.
A decisão é da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Luzia Madeiro Neponucena, que ainda a condenou Castelo a perda dos bens adquiridos ilicitamente ao patrimônio e a proibição de contratar com o poder público e direitos políticos suspensos por oito anos.
O deputado federal disse que vai recorrer da decisão --que ainda não foi publicada oficialmente.
O valor a ser devolvido é referente a ato de improbidade administrativa que ele teria cometido em 2009 e 2010, quando era prefeito de São Luís e autorizou obras de asfaltamento de ruas.
Segundo as investigações do MP (Ministério Público) do Maranhão, Castelo teria feito contratos de recuperação, reconstrução e revitalização de pavimentação de ruas e avenidas da capital maranhense sem licitação.
Além disso, ele também foi condenado por fraude no procedimento licitatório e de lesar ao patrimônio público.
Outras três pessoas --sendo um ex-secretário municipal de Obras e Serviços Públicos e dois empresários-- também foram condenados com as mesmas penas, exceto a perda de função pública, pois não exercem cargos públicos.
Segundo o MP, após chuvas na capital, Castelo expediu decreto emergencial em julho de 2009 para dispensa de licitação para a realização de obras de pavimentação asfáltica. O contrato foi fechado no valor de R$ 29,9 milhões.
Para os promotores, teria existido "ocorrência de favorecimento indevido e malversação de recursos públicos".
Conforme o MP, o município não teria demonstrado a necessidade do decreto de emergência em ruas e avenidas. Além disso, diz também que os serviços deveriam ser fiscalizados com medições, para fins de pagamento.
Um ano depois, um novo contrato com a mesma empresa foi assinado no valor de R$ 85,1 milhões para novas obras de pavimentação asfáltica.
Para poder realizar as obras, empresa que foi contratada alterou o capital social para se adequar ao edital de licitação, na modalidade concorrência pública. O certame exigia que a empresa tivesse capital mínimo de 10% do valor total da obra.
Segundo apurou o MP, a alteração foi feita pouco mais de dois meses antes da abertura do processo licitatório.
Para o MP, tudo isso foi feito com intuito de fraudar a concorrência na licitação no segundo contrato com a empresa. Assim como no primeiro contrato, as medições e a localização das obras não foram apresentadas.

http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/182093/Justiça-manda-deputado-tucano-devolver-R$-115-mi.htm

Janot quer aprofundamento de investigação contra Lobão

UESLEI MARCELINO: Brazil's Mines and Energy Minister Edison Lobao speaks during an interview with Reuters in Brasilia January 15, 2013. REUTERS/Ueslei Marcelino (BRAZIL - Tags: POLITICS BUSINESS ENERGY)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avaliou que merecem "aprofundamento" as investigações sobre uma suposta sociedade oculta do senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) na Diamond Mountain Capital Group, via fundo de investimento aberto nas Ilhas Cayman, conhecido paraíso fiscal; o parecer de Janot foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal como parte de um processo que apura a prática de crimes de ocultação de bens e lavagem de dinheiro no qual Lobão foi citado; o ministro Luís Roberto Barroso relata o caso

23 de Maio de 2015 às 06:48

247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avaliou que merecem "aprofundamento" as investigações sobre uma suposta sociedade oculta do senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) na Diamond Mountain Capital Group, via fundo de investimento aberto nas Ilhas Cayman, conhecido paraíso fiscal. O parecer de Janot foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal como parte de um processo que apura a prática de crimes de ocultação de bens e lavagem de dinheiro no qual Lobão foi citado. O ministro Luís Roberto Barroso relata o caso no Supremo.

O nome do ex-senador foi citado por Jorge Alberto Nukin, ex-dirigente da Diamond Participações, à Polícia Federal. Ele afirmou aos investigadores ter ouvido por diversas vezes dos donos da empresa que Lobão seria sócio de um fundo do grupo nas Ilhas Cayman. A menção fez com que um inquérito que corre na justiça federal em São Paulo fosse desmembrado para o STF já que Lobão tem prerrogativa de foro por ser parlamentar em exercício. O procurador diz ainda que as declarações e documentos apresentados por Nurkin oferecem indícios de que Lobão teria participado de "transações e facilitações no suposto esquema de fraudes arquitetado pelos representantes legais da Diamond Mountain Capital Group".

Segundo Nukin, os dirigentes da Diamond Marcos Henrique Marques da Costa e Luiz Alberto Maktas Meiches, teriam buscado apoio de Lobão no "intuito de obter facilidades junto aos fundos de investimentos controlados pelo Governo Federal, dentre eles, o Postalis - Fundo de Seguridade dos Correios", diz o texto. Costa e Meiches são investigados em inquérito aberto na Justiça Federal em São Paulo. O Estado confirmou que a Diamond é gestora de um fundo do qual o Postalis tem R$ 67,5 milhões investidos.

No documento, Janot pede ainda ao STF que o senador seja notificado e apresente documentos, caso queira. Lobão nega qualquer envolvimento com a Diamond. A defesa diz que vai processar quem usou o nome do senador indevidamente. A Diamond também tem negado participação do ex-ministro e qualquer irregularidade nas atividades do grupo.

http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/182079/Janot-quer-aprofundamento-de-investigação-contra-Lobão.htm

Auditores fiscais doaram a Richa e foram promovidos

 

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Um novo escândalo atinge o governo do tucano Beto Richa, no Paraná; nada menos que 291 dos 933 auditores fiscais do estado doaram para a campanha do governador à reeleição, em 2014; destes, 219 foram promovidos e passaram a receber salários de R$ 30 mil mensais, que equivalem ao teto da categoria; doações dos auditores a Richa somam R$ 1 milhão; denúncia enviada ao Ministério Público sustenta que a mulher do governador, Fernanda Richa, foi quem condicionou as doações às promoções

23 de Maio de 2015 às 06:24

Paraná 247 - O governador do Paraná, Beto Richa, está no centro de um novo escândalo. Segundo reportagem da jornalista Estelita Hassa Carrazai (leia aqui), auditores fiscais do Paraná, acusados de corrupção, doaram à campanha à reeleição de Richa, em 2014, e foram promovidos.

"Na mira do Ministério Público após a descoberta de um esquema de corrupção e pagamento de propina na Receita estadual, auditores fiscais do Paraná doaram à campanha do governador Beto Richa (PSDB) e a outros 25 aliados quase R$ 1 milhão no ano passado", diz a reportagem. "Contribuíram para o caixa eleitoral 291 dos 933 auditores do Estado, com doações individuais. Desses, 219 foram promovidos pouco antes da campanha, em maio. A maioria foi elevada ao teto da categoria, com salários de aproximadamente R$ 30 mil."

Uma denúncia enviada ao Ministério Público sustenta que a mulher do governador, Fernanda Richa, foi quem condicionou as doações às promoções.

De acordo com os auditores e a campanha de Richa, as doações foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral. Um dos auditores, em delação premiada, afirma que a campanha de Richa recebeu R$ 2 milhões de propinas levantadas pelos fiscais para anular dívidas tributárias.

http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/182074/Auditores-fiscais-doaram-a-Richa-e-foram-promovidos.htm

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Hildegard Angel: “Nunca um homem sofreu tal linchamento e se manteve de pé”

 
Hildegard Angel, STF, Zé Dirceu

: Texto da jornalista Hildegard Angel aborda o drama do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. “Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso”, diz ela, que batizou o chamado “mensalão” como Mentirão; cineasta Tata Amaral prepara documentário sobre os últimos meses de Dirceu, chamado “O grande vilão”

Pescado do Brasil 247

247 – Colunista do Jornal do Brasil, a jornalista Hildegard Angel publicou ontem um desabafo em defesa de José Dirceu. Segundo ela, nunca uma pessoa foi tão acatada, humilhada e linchada na história do País. Leia abaixo:

JOSÉ DIRCEU: NUNCA, ANTES, NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, UM HOMEM SOFREU TAL LINCHAMENTO

Ao fim da transmissão, quinta-feira, da sessão no STF, Maria Alice Vieira, a colaboradora braço direito de José Dirceu, anunciou que todos os presentes ali reunidos no salão de festas do prédio do ex-Chefe da Casa Civil estavam convidados para retornar na próxima quarta-feira e, juntos, assistirem novamente à próxima sessão, que provavelmente deverá julgar os Embargos Infringentes, assim todos esperam.

Havia no ar uma certa sensação de alívio. Alguém atrás de mim comentou: “Mais uma semana!”. O que entendi como “mais uma semana de esperança”.

O irmão de José Dirceu, Luís, que naquela manhã teve um mal estar cardíaco e precisou ser atendido numa clínica, veio me cumprimentar e agradecer o apoio, “em nome da família”. Gesto inesperado e tocante, de quem estava claramente emocionado.

José Dirceu é o que a literatura define como “homem de fibra”. Impressionante como se manteve e se mantém de pé, ao longo de todos esses anos, mesmo atacado por todos os lados, metralhado por todas as forças, todos os poderosos grupos de mídia, os políticos seus detratores, todas as forças da elite do país, formadores de opinião de todos os segmentos e matizes, de forma maciça e ininterrupta, massacrante.

De modo como jamais se viu uma pessoa nesta Nação ser ofendida, ele vem sendo acossado, desmoralizado, num processo de demolição continuada, sem deixarem pedra sobre pedra, esmiuçando-se cada milímetro de sua intimidade, devassando, perseguindo, escarafunchado e, sem qualquer evidência descoberta, juízes o condenam proferindo frases do tipo “não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Nem mesmo o mais reles criminoso foi satanizado de tal forma ou sofreu linchamento tão perverso.

Com tal carga a lhe pesar sobre os ombros, ele não os curva. Às vezes mais abatido, outras aparentemente decepcionado, contudo sempre em combate, preparando-se para o momento seguinte. Não se queixa, não acusa, não lamenta, nem cobra a ausência de apoio daqueles que, certamente, deveriam o estar respaldando. É discreto. Não declina nomes. Nunca deixa transparecer quem está próximo dele, quem não. Um eterno militante de 68, que jamais despiu a boina.

“Família”, antes da reunião daquela tarde, em seu prédio, com os companheiros que o apoiam nessa via crucis penal, para juntos assistirem à transmissão da TV Justiça, ele almoçou em casa com suas três ex-mulheres, filhas, irmãos, uma confraternização familiar necessária para quem poderia, dali a algumas horas, escutar o pior dos resultados.

E lá estávamos nós, aguardando sua chegada, falando baixo, sem grande excitação no ambiente, enquanto um técnico ajeitava, no laptop, o projetor das imagens da TV que seriam exibidas na parede.

A diretora de cinema Tata Amaral fez uma preleção sobre seu filme “O grande vilão”, um documentário sobre esse período da vida de Dirceu, “o homem mais perseguido da história da República”, e distribuiu termos de autorização de uso de imagem para que os presentes, que assim o desejassem, assinassem. Pelo que percebi, todos assinaram.

Dirceu cumprimentou um por um, agradecendo a presença de todos. Parecia calmo ao chegar. E calmo permaneceu até o final. Quando se despediu de mim, José Dirceu disse, elogiando: “O ministro Barroso estava certo, quando defendeu a suspensão da sessão até a próxima semana”.

Ele se referia à argumentação do ministro Luis Roberto Barroso, que, para garantir aos advogados plena defesa dos réus, usou a frase “seria gentil e proveitoso dar aos advogados a oportunidade de apresentar memoriais”. Ponderação que o presidente Joaquim Barbosa acolheu muito a contragosto.

Na próxima semana, estaremos lá todos com você de novo, José Dirceu. Acredito em sua inocência. Acredito em Mentirão, não em Mensalão, que para mim existe muito mais para desqualificar a luta dos heróis e mártires da ditadura militar do que para qualquer outra coisa. Mais para justificar o apoio dado pela direita reacionária de 1964 – as elites e a classe média manipulada – ao totalitarismo que massacrou nosso país, tolheu nossa liberdade e nosso pensamento, dizimou valores, destruiu famílias, acabrunhou, amedrontou, paralisou, despersonalizou e tornou apático o povo brasileiro por duas décadas.

E como alvo maior desse processo de desqualificação reacionária, que ressurge como um zumbi nostálgico assombrando o país, foi eleito José Dirceu, o qual, como bem analisa o cineasta Luiz Carlos Barreto, cometeu o grave delito de colocar no poder um sindicalista das classes populares, o Lula.

Pois foi por obra, empenho, articulação e graça de José Dirceu que Luís Inácio Lula da Silva chegou a Presidente da República. E chegou com um projeto político de sucesso, bem estruturado, com um discurso certo, que alçou Luís Inácio não só a um patamar diferenciado de Estadista em nossa História, como também a um conceito internacional jamais alcançado por um Chefe de Estado brasileiro.

Grande parte disso tudo pode ser creditada (ou, segundo interpretação de alguns,debitada) a José Dirceu.

Motivos não faltaram nem faltam para essa obsessão de tantos por destrui-lo.

https://luizmullerpt.wordpress.com/2013/09/08/hildegard-angel-nunca-um-homem-sofreu-tal-linchamento-e-se-manteve-de-pe/

Relatório confirma versão de Dilma sobre Pasadena

 

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Documento elaborado pelo comitê de auditoria da Petrobras sobre a compra da refinaria de Pasadena em 2006 aponta que o ex-diretor Nestor Cerveró omitiu informações relevantes em apresentações à diretoria e ao conselho, que resultaram em "substanciais perdas financeiras para a Petrobras"; ata confirma versão da presidente Dilma Rousseff de que o conselho, que presidia na época, não foi informado sobre as cláusulas "Marlim" e "put option"

20 de Maio de 2015 às 06:41

247 – Um relatório elaborado pelo comitê de auditoria da Petrobras sobre a compra da refinaria de Pasadena em 2006, confirma a versão da presidente Dilma Rousseff de que o conselho de administração da estatal, que presidia na época, não foi informado sobre as cláusulas "Marlim" e "put option".

O conselho autorizou a compra de 50% da refinaria por US$ 360 milhões. Posteriormente, a estatal foi obrigada a ficar com 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga, Astra Oil. Acabou desembolsando US$ 1,18 bilhão - cerca R$ 2,76 bilhões.

Segundo o documento divulgado pelo Valor, anexo à ata de reunião do conselho o ex-diretor Nestor Cerveró omitiu informações relevantes em apresentações à diretoria e ao conselho, que resultaram em "substanciais perdas financeiras para a Petrobras".

Petrobras culpa Cerveró e confirma versão de Dilma sobre Pasadena

Por Letícia Casado e Fernando Torres | De Brasília e de São Paulo

Relatório do comitê de auditoria da Petrobras sobre a aquisição nos Estados Unidos da refinaria de Pasadena em 2006, elaborado como resultado de investigação interna da companhia, reconhece pela primeira vez diversas irregularidades no processo e coloca praticamente toda a responsabilidade nas costas do ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró, preso desde janeiro por causa das investigações da Operação Lava-Jato.

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/181595/Relat%C3%B3rio-confirma-vers%C3%A3o-de-Dilma-sobre-Pasadena.htm

Nada mais nada menos que um globalista vem advertir sobre a iminência da 3ªGM

 

George Soros: “Nós estamos na iminência da Terceira Guerra Mundial”

Bilionário teme um conflito entre EUA e China

21 de Maio , 2015

O investidor bilionário George Soros disse ao Banco Mundial nesta semana que o planeta está à beira de uma terceira guerra mundial que pode surgir de um colapso econômico na China.
"Se houver um conflito entre a China e um aliado militar dos Estados Unidos, como o Japão, então não é um exagero dizer que estamos no limiar de uma terceira guerra mundial", disse Soros durante uma conferência de Bretton Woods.
O bilionário advertiu que a dificuldade da China na transição de uma economia de exportação para um sistema puxado pela demanda doméstica está a forçar Pequim para chicotear acima um conflito com um inimigo externo, numa tentativa de evitar que o país entre em colapso.
Soros disse que a única solução para a perspectiva era permitir que a China para se juntar a cesta de moedas globais do FMI para que pudesse competir com o dólar.
Sem essa medida, Soros advertiu que, "há um perigo real de que a China vai se alinhar com a Rússia econômico-politico e militarmente, e depois a ameaça da terceira guerra mundial torna-se real, por isso vale a pena tentar."
Comentários de Soros vem na mesma semana em que a CNN revelou como Marinha da China tem repetidamente emitido avisos para aviões de vigilância norte-americanos que voam sobre o Mar do Sul da China. Pequim está a tentar aumentar a sua influência através da construção de uma série de made in man de ilhas da região.

Um relatório de meio de comunicação do Estado russo a Sputnik News também especula que a presença de navios americanos no Mar da China do Sul pode levar a uma guerra entre as duas superpotências mundiais.Em editorial do Diário do Povo em setembro passado, Professor chinês do PLA Han Xudong advertiu que Pequim deve preparar-se para uma terceira guerra mundial terrível que poderá surgir de um conflito entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a Ucrânia."À medida que a crise ucraniana se aprofunda, os observadores internacionais se tornaram mais e mais preocupados com um confronto militar direto entre os EUA e a Rússia. Uma vez que um conflito armado irrompe da rivalidade, é provável que se estenda para todo o mundo. E não é impossível que uma guerra mundial possa a sair ", escreveu Xudong.China aumentou recentemente o seu orçamento militar em 10% para 2015, tornando-se o segundo maior gastador militar do mundo.Temendo inquietação global e a possibilidade de um outro grande conflito, muitos membros da elite estão na compra de propriedades remotas e terras em lugares como Nova Zelândia, de acordo com relatos de que emergiram do Fórum Econômico de Davos em janeiro.

Paul Joseph Watson is the editor at large of Infowars.com and Prison Planet.com.

http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

FHC explica por que odeia tanto o Lula

 

Imprensa americana ignorou solenemente o Man of The Year !

O FHC quebra-barraco deu uma entrevista em inglês num inglês de jogador brasileiro que acabou de chegar à Champion’s League.
E deu a um jornal inglês que é escrito por e para banqueiros e economistas de bancos.
A “base popular” do FHC.
(Não deixe de votar no não e sim com Paulo Henrique Amorim: o FHC quebra barraco gosta de rico ? )
A entrevista é um conjunto nulo de obviedades tucanas paulistas.
Mas, a última frase é reveladora:
“The PT has no alternative other than Lula,” Mr Cardoso said.
O Lula é a única alternativa do PT.
É por isso que ele odeia tanto o Lula.
Vai ter que aguentar quatro da Dilma e mais oito do Lula.
Bom é o PSDB que não tem alternativa nenhuma !
Em tempo: como se sabe, o FHC não existe na vida real. Ele é dos exemplares da zoologia fantástica do Borges e só tem vida no PiG – brasileiro e inglês.
Em tempo2: por falar nisso, a imprensa americana não dedicou à cerimônia do Man of the Year na Nova York de Miami uma única misera linha. Nem com a presença de Bill Clinton, em plena campanha presidencial americana. O que dá uma ideia da irrelevância do evento social. Se desse, seria na página de humor.
Paulo Henrique Amorim

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/05/18/fhc-explica-por-que-odeia-tanto-o-lula/

Sem anestesia, FHC tirou dinheiro da área social e aumentou desemprego. Que moral tem para falar de ‘estelionato eleitoral’?

 

desemprego FHC

A autoridade moral de Fernando Henrique Cardoso – II

Sem anestesia, FHC tirou dinheiro da área social e aumentou o desemprego com o pacote fiscal de 1998. E ainda assim quer falar de ‘estelionato eleitoral’?

Maria Inês Nassif, em Carta Maior

Por razões que qualquer pedaço amarelado de jornal da época indicam, é difícil entender a lógica do PSDB e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo a qual o pesadíssimo ajuste fiscal feito nos primeiros dias após as eleições de outubro de 1998 foi um ato louvável, e as medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado, nas mesmas condições, são estelionato eleitoral.

Em 1998, o mundo tinha acabado de enfrentar a crise russa, com grande repercussão sobre o Brasil, que empurrou seus sérios problemas cambiais com a barriga até que FHC vencesse a disputa pela reeleição, apesar das fragilidades externas do país, e jogou o país na recessão.

No ano passado, Dilma, logo após o pleito que a reconduziu ao cargo, anunciou um corte drástico de despesas e investimentos do governo e reduziu gastos com alguns programas sociais – e, ao que tudo indica, paralisou também o país – sob o argumento de que a crise internacional, que o Brasil dribla desde 2008, havia, enfim, atingido a economia brasileira com intensidade.

A semelhança entre ambos é que os dois ajustes foram feitos seguindo o be-a-bá da ortodoxia e jogaram ainda mais para baixo uma atividade econômica já deprimida.

A diferença entre ambos é que o Brasil de FHC não tinha gordura, estava à beira da bancarrota e sequer teve escolha: seguiu à risca o receituário do FMI porque precisava desesperadamente da ajuda de U$ 41 bilhões que o FMI, outros organismos internacionais e países desenvolvidos condicionavam à aplicação dos famosos remédios amargos que, segundo o receituário neoliberal tão caro ao então presidente e sua equipe econômica, eram necessários, um preço a ser pago para entrar no clube do mundo globalizado.

Em 1998, sequer houve escolha: ou era isso, ou o Brasil quebrava. O clima beirava ao pânico. Tanto que, em 29 de janeiro de 1999, uma sexta-feira negra, boatos sobre a situação econômica do país provocaram uma corrida aos bancos. O governo teve que decretar feriado bancário na segunda-feira para evitar o pior. (“Agora, sob nova direção: FMI assume política econômica e impõe pesada recessão para conter a inflação e a queda do Real”, Isto É, 10/2/1999).

No caso de Dilma, embora haja uma justa discussão se o pacote fiscal foi amargo demais para o tamanho da doença, existe o fato inegável de que o Brasil não vai quebrar – e vai precisar de muito ataque especulativo ao país, como os que já ocorreram, para tornar o Brasil próximo ao que era na crise de 1998. Naquele ano, as reservas internacionais brasileiras eram de US$ 34 bilhões e cairiam para US$ 23,9 bilhões no ano seguinte. O Brasil fechou o ano passado com US$ 374,1 bilhões de reservas.

O que não é crível, no caso atual, é que o ex-presidente FHC, que considerou como remédio necessário o arrocho fiscal de 1998, venha dizer do pacote de Dilma que “estão operando sem anestesia” para uma plateia de empresários, em 29 de maio passado. Provavelmente, o mesmo público que, 17 anos atrás, pagava pelos danos do pacote de FHC. No final de agosto de 1998, um grupo de empresários e o então sindicalista Paulinho da Força foram ao vice-presidente Marco Maciel para alertá-lo dos efeitos colaterais do pacote (“Principal temor é o desemprego”, O Estado de S. Paulo, 8/10/1998). Não haviam conseguido chegar em FHC ou no seu ministro da Economia para apresentarem as queixas.

Naquele ano, o IEDI (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial), em documento, diagnosticava que “as políticas de juros, cambial e tributária condenam as empresas ao desaparecimento”.

O governo FHC chegou a anunciar um “mutirão anticrise”, a disponibilização de linhas de crédito para empresas em dificuldade, segundo a Folha de S. Paulo para “compensar os efeitos das altas taxas de juros na economia e atenuar a recessão”. Mas, segundo o jornal, sem grandes chances de concretização, pois “falta dinheiro nas principais instituições oficiais de crédito”. “O BNDES deverá reduzir em 1999 seu orçamento de investimentos”, informa o jornal. (“Falta dinheiro para o mutirão anticrise”, Folha de S. Paulo, 27/01/1999).

Da parte de FHC, não teve anestesia nem remédio para dor. Depois dos cortes de outubro de 1998, em fevereiro seguinte o governo anunciou um corte adicional (“Governo decide cortar mais R$ 1 bilhão só no 1º bimestre”, FSP, 20/2/1999). Sem Novalgina, FHC resolve reduzir “Outras despesas de custeio, que incluem os gastos em projetos sociais do governo federal”. O anúncio foi feito no mesmo dia em que era divulgado o resultado do PIB de 1998 pelo IBGE, de 0,15%, perdendo apenas para o posterior ao Plano Collor, em 1992, que provocou um crescimento negativo do PIB de 0,54% (“PIB tem o pior resultado em seis anos”, FSP, 20/2/1999).

O jornal Folha de S. Paulo, em 21 de fevereiro de 1999, deu na manchete que “País tem 5% do desemprego mundial”. Na página de dentro (a 7 do Caderno Dinheiro) informava que não apenas o ajuste fiscal do governo, mas o próprio modelo econômico do modelo FHC, havia levado o Brasil a um quarto lugar mundial em número de desempregados. “O crescimento recente da participação brasileira no desemprego mundial começou quatro anos atrás, em 1995. Não por acaso, o desemprego acompanha o aumento da abertura do país aos produtos importados”. Era a âncora cambial do governo FHC produzindo os seus efeitos. Sem anestesia.

Também sem nenhum conforto para a dor, os preços dos produtos básicos chegaram à estratosfera. “Cesta básica sobe e bate recorde no real”, anunciou a Folha de S. Paulo, em sua edição de 23/02/1999. Onze dias depois, era a vez de mais más notícias: “Desemprego bate recorde em SP” (FSP, 3/3/1999). Segundo o IBGE, a Região Metropolitana de São Paulo atingia a maior taxa de desemprego desde 1983, de 9,18% da população economicamente ativa.

Dois dias depois, os jornais anunciavam que o novo presidente do Banco Central, Armínio Fraga, no dia de sua posse, promoveu um aumento de juros para 45% ao ano, a unificação das taxas em uma única, a Selic, e o início do regime de metas de inflação – herança imposta aos sucessores de FHC. No mesmo dia, sem anestesia, o governo aumentou os derivados de petróleo em 11,5%. Esperou a campanha eleitoral passar. (“Juros sobem para conter a inflação; combustível terá aumento de 11,5%”, FSP, 05/03/1999).

Ainda no mês de março, e já como resultado das medidas fiscais restritivas, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou a redução de 0,71% no nível de emprego industrial do Estado (“Indústrias fecham 11,6 mil vagas em fevereiro em SP”, FSP, 11/03/1999). Na edição do dia 14, a FSP informa que “o PIB vai cair de 3,5% a 4% em 1999” segundo o FMI, previsão que “embute o recuo de 8% na produção industrial” (“Indústria tem pior queda com o FMI”, FSP, 14/3/1999).

Esses são apenas exemplos da autoridade moral de FHC para se tornar o porta-voz das críticas a Dilma. Quem quiser mais, basta ler jornais velhos.

http://www.viomundo.com.br/politica/maria-ines-nassif-sem-anestesia-fhc-tirou-dinheiro-da-area-social-e-aumentou-desemprego-que-moral-tem-para-falar-de-estelionato-eleitoral.html

O PSDB tem Telhada de vidro

 

Lula Miranda

LULA MIRANDA 19 de Maio de 2015 às 13:35

O PSDB indicou para presidir a comissão de Direitos Humanos um ex-PM acusado por dezenas de mortes – todas, claro, “em confronto”. Sim, o mesmo PSDB do “príncipe” Fernando Henrique Cardoso. Acredite se quiser

O ditado é bastante antigo e conhecido de todos: "quem tem telhado de vidro, não deve atirar pedras no do vizinho". O PSDB, depois de seguidos governos incompetentes e ruinosos, diversos malfeitos, maus exemplos e pecados capitais cometidos, perdeu o direito de atirar pedras no telhado alheio. O PSDB, meus caros, perdeu a moral. Teria se tornado então o PSDB um partido amoral?

A título de refresca-memória, devo então citar alguns exemplos da "amoralidade" tucana – uma vez que vivemos tempos em que as manchetes, que parecem pretender apenas a embriaguez e o torpor do momento, são etéreas, voláteis.

Sabe-se, pois já é história, que era o finado, o grande "Serjão", quem governava de fato para o "Príncipe de Higienópolis". Sérgio Motta, segundo confissão de dois dos deputados envolvidos na negociata, teria comprado a reeleição de FHC por "duzentos mil dinheiros". Essa notícia foi manchete do jornal Folha de S.Paulo em 13 de maio de 1997, salvo engano numa reportagem de Fernando Rodrigues. Eis a manchete: "Deputado conta que votou pela reeleição por R$ 200 mil".

Esse mesmo "escândalo" levou o insuspeito e provecto jornalista Jânio de Freitas a dizer, em depoimento ao programa "Roda Viva", da TC Cultura de SP, em 2012, que esse episódio "é o mais grave, do ponto de vista institucional; é o mais grave dos episódios ocorridos a partir da Presidência da República desde o fim do regime militar". Palavras de Jânio de Freitas.

Lembro ainda, aos que sofrem de amnésia seletiva, o episódio que ficou conhecido como "privataria tucana" – que rendeu até um livro Best Seller. Quantos bilhões de dólares em propina teriam sido arrecadados naquela ocasião? Quantos bilhões de dólares do caixa 2 das campanhas tucanas dormitam hoje em contas no exterior – como as do recente escândalo apelidado de "Swissleaks"? Quantos milhões de dólares dos que batem panelas contra Dilma estão escondidos nesses "porquinhos offshores" pertencentes a essa nossa elite inescrupulosa e amoral?

E o "mensalão" tucano – nunca julgado?! E o "trensalão"?! E o... A lista é infinda.

Lembro ainda, por dever de ofício, o episódio da desocupação da invasão do Pinheirinho, no qual, para preservar o patrimônio de uma massa falida, um governo tucano desalojou, com desmedida e impiedosa truculência, mais de 6.000 cidadãos que lá viviam há anos.

Lembro o recente episódio do já histórico massacre dos professores grevistas na cidade de Curitiba, no Paraná, no qual professores da rede pública foram violentamente escorraçados e agredidos pela Polícia Militar do (des)governo Beto Richa. Mais de duzentos feridos – homens e mulheres, alguns idosos, com décadas de serviços prestados ao Estado. Triste de ver. Deplorável.

O PSDB tem autoridade para falar em corrupção ou em Direitos Humanos?! Ainda lhe resta alguma moral para alguma coisa neste país?!

Como se não bastasse, dentre tantos desvarios, despautérios e desgovernos, o Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB, em deplorável episódio ainda mais recente, como se desejasse fazer troça e/ou por aparente escárnio com seus fundadores, filiados e simpatizantes, achou por bem indicar o coronel Telhada para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de SP. Antes este mesmo "político" já havia sido indicado para a Câmara Municipal de SP, quando eleito vereador.

Não. Não se trata de uma daquelas "piadas prontas" tão ao gosto do impagável "macaco Simão". Aconteceu de fato. O PSDB indicou para presidir a comissão de Direitos Humanos um ex-PM acusado por dezenas de mortes – todas, claro, "em confronto".

Sim, o mesmo PSDB do "príncipe" Fernando Henrique Cardoso. Acredite se quiser.

Deve ser por isso que nomes como Luiz Carlos Bresser-Pereira, Walter Feldman, Paulo Sérgio Pinheiro, Jô Soares, Barbara Gancia, entre outros ex-tucanos de bela plumagem, abandonaram essa agremiação partidária desvirtuada e, hoje, absolutamente non sense.

Ou seja: o PSDB perdeu o senso, a moral e a graça.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/181515/O-PSDB-tem-Telhada-de-vidro.htm

Estive lá e foi uma ótima festa

SABESPÃO TUCANA: CORRUPÇÃO É PIOR QUE NA PETROBRAS!!

 

Laércio Benko, presidente da CPI da Sabesp diz que corrupção na empresa chega ser comparável ou até pior que a da Petrobrás
Por Redação, com informações do DCM
O presidente da CPI da Sabesp, Laércio Benko (PHS), tem 41 anos, é advogado especialista em Direito Tributário, atuou no Partido Verde (PV) e foi vice-presidente da legenda durante a campanha de Marina Silva à presidência.
Após a derrota de Marina, filiou-se ao PHS. É umbandista há oito anos por conta de sua mãe e defende a liberdade religiosa entre políticos. Conversamos com ele sobre a crise hídrica em São Paulo e a atuação do governo na Sabesp.
A CPI tem chances de dar resultado?
A CPI fez pelo menos 200 requerimentos, entre Sabesp, ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), Agência Nacional de Águas (ANA), Prefeitura de São Paulo e Ministério Público. Ou seja, nós temos um trabalho documental grande e vamos terminar no dia 28 de maio com um relatório útil para identificar problemas, apontar responsáveis, para que isso que está acontecendo seja minimizado e nunca mais volte a acontecer.
Vocês estão lidando com que tipos de denúncias?
Temos várias denúncias protocoladas no MP ou dirigidas diretamente para a gente, de todos os tipos. Elas variam muito, de vazamentos até esgoto clandestino. Há quem fale que a própria Sabesp despejou dejetos na represa do Guarapiranga através de uma estação elevatória de esgoto que não funciona direito. Condomínios populares ilegais instalados na beira de represa e também moradores que recebem ar no lugar da própria água. E eles são cobrados financeiramente pelo ar. Essas são alguns fatos que se tornam queixas à Sabesp diante da comissão.
Como está a questão do vazamentos de água, alvo de denúncias pesadas?
O percentual de 30% de perdas é o mesmo desde 2004, há 10 anos. Dentro deste número, 20% escapam por vazamentos e 10% por furtos. A Sabesp não investiu nas perdas, porque para eles ficava mais caro consertar do que deixar vazar. Ou seja, se tratou água como um produto, não como um bem estratégico. Nós vimos pela imprensa que o Japão tem 2% de perdas hídricas e eles querem diminuir mais ainda. Aqui nós temos 30% e a Sabesp não quis esvaziar o bolso dos acionistas em Nova York e deixou esvaziar o reservatório da Cantareira.
A situação deve permanecer assim por muito tempo?
Estou otimista quanto ao trabalho da comissão porque acredito que a crise será prolongada. Infelizmente viveremos tempos difíceis nos próximos dois ou três anos. Isso fará com que todas as autoridades se envolvam com o problema. O envolvimento será profundo para que isso nunca mais volte a acontecer.
Pensando na participação privada e na gestão do governo do estado dentro da Sabesp, de quem foi a maior culpa neste perigo de colapso?
Esse problema foi uma soma de todos os fatores, públicos e corporativos. Eu, pessoalmente, jamais privatizaria a Sabesp e jamais abriria ações dela na bolsa de valores. Não tenho nada contra isso, e sou favorável a participação da livre-iniciativa em vários setores. Mas água é a área mais estratégica de qualquer Estado. Se você quer acabar com o país, acabe com a sua água. Isso não pode ser objeto de especulação financeira ou lucro. A água faz parte da nossa sobrevivência. Foi um desvio de conduta o que foi feito com a Sabesp, além do governador Geraldo Alckmin tentando passar uma falsa sensação de segurança em 2014.
Você acredita que o problema da Sabesp é a gestão do PSDB?
Não vejo tanta diferença entre o PT e o PSDB. A corrupção da Sabesp chega a ser comparável com a da Petrobras, se não pior. Acho que, se um partido estivesse no lugar do outro, ainda assim teríamos problemas. É tudo a mesma coisa.

http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=88164

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Criticado, Dias acredita pagar 'ônus da coerência'

 

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Relator no Senado da indicação de Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal, o tucano Alvaro Dias (PR), que fez uma ampla defesa ao jurista durante sabatina na CCJ, passou a ser atacado por críticos do governo por ter contribuído com uma vitória do Planalto, concluída na noite de terça-feira, com a aprovação de Fachin no plenário por 52 a 27; "É o ônus da coerência. O preço que deve se pagar pela coerência", disse, em entrevista ao 247; nas redes sociais, ele já foi chamado de "traidor" e "trouxa do ano"; sobre a resistência ao nome do advogado, o senador avalia que houve uma "retaliação política" contra a presidente Dilma no Congresso; "Se a presidente escolhesse um Rui Barbosa, a reação existiria. Porque é um reflexo do momento político conturbado que estamos vivendo"; confira a entrevista

20 de Maio de 2015 às 20:37

Gisele Federicce, 247 – Autor de um longo discurso em defesa do jurista Luiz Edson Fachin, indicado da presidente Dilma Rousseff para ocupar a 11ª vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Alvaro Dias, do PSDB, passou a ser chamado de "traidor", por críticos do governo, por ter contribuído com uma vitória do Planalto.

Na noite desta terça-feira 19, o nome de Fachin foi aprovado no plenário do Senado. Pouco antes da votação, Dias havia pedido bom senso da Casa. Para o tucano, que é do Paraná, mesmo estado onde o advogado construiu carreira, foi o que prevaleceu, diante do resultado de 52 votos contra 27. Sobre as críticas, ele afirma, em entrevista ao 247, estar pagando o "ônus da coerência".

A assessoria do senador passou o dia seguinte à votação, esta quarta-feira 20, respondendo a críticas nas redes sociais. "Trouxa do ano: Sob aplausos de Dilma, comprometeu carreira promissora para fazer favor para um macho", escreveu o jornalista José Nêumanne Pinto, via Twitter. "Então tudo isso se resume a uma questão de gênero? Se fosse uma 'fêmea' não haveria problema?", rebateu Dias.

Outros usuários o chamaram de "mais um parlamentar na mão de Dilma", "rabo preso com o STF", "traíra" e se disseram "decepcionados" com o senador, um dos oposicionistas mais ativos na Casa. Alvaro Dias então publicou um vídeo agradecendo aos que "compreenderam" e manifestou seu "respeito àqueles que divergiram" de sua posição e o "combateram" com "elegância".

A sabatina do senhor Fachin durou cerca de 12 horas. Ela foi histórica, na sua opinião?

A posição de independência do Supremo exige uma postura nesses termos. Na verdade, em todas as outras sabatinas a oposição esteve liberada, os membros da oposição estiveram liberados para uma atuação independente. E isso se repetiu agora. Eu cito exemplos: na votação do ministro Dias Toffoli, nós tivemos apenas nove votos contrários no plenário e na CCJ, apenas três. O único voto contrário da oposição na CCJ foi o meu.

Essa liberdade que tem a oposição ela é recorrente. Então eu tive essa oportunidade de fazer a defesa de quem eu conheço mais de perto por conviver no mesmo estado. Reputo que Fachin, além dos atributos exigidos pela Constituição, tem uma exemplar história de vida, que não poderia ser ignorada por quem o conhece.

O que me moveu foi o espírito de Justiça. Por entender que o STF é uma instituição independente e multifacetada e não pode ser o palco para os gladiadores da política, não pode ser instrumento de política, nem local onde se estabelece o confronto entre governo e oposição. Tem que se ter uma atitude republicana, se avaliar as condições técnicas.

Essa resistência quase que inédita à indicação se resume exclusivamente à insatisfação do Legislativo com o governo?

É exatamente isso. Se a presidente da República escolhesse um Rui Barbosa, a reação existiria, estaria presente também. Porque é um reflexo do momento político conturbado que estamos vivendo, um confronto mais exacerbado entre os que apoiam e os que se opõem. Fosse outro o cenário, certamente teríamos uma aclamação em razão das qualificações técnicas do indicado. Confundiu-se muito quem indica com o indicado.

Viram a presidente Dilma na figura do Fachin...

Exato. Na verdade existiu uma retaliação política e creio que esse não é o momento. Isso levou inclusive à falsificação das teses do indicado, à tentativa de se estabelecer vínculos inexistentes...

Agora o senhor vem sendo atacado por críticos do governo por ter contribuído com uma vitória do Planalto. Foi chamado de "traidor" e de "trouxa do ano". Como enxerga essa reação?

É o ônus da coerência. O preço que deve se pagar pela coerência. Já paguei esse preço em outros momentos, por adotar uma postura de coerência. Tenho que ter paciência e compreensão. Não posso me revoltar contra aqueles que me combatem, até pela responsabilidade democrática.

Acho que foi, de qualquer maneira, pedagógico esse debate, esse confronto de ideias. Primeiro a oportunidade da devassa na vida do indicado, que permitiu um conhecimento maior da sua história. E de outro lado nós discutimos o STF pela primeira vez. Esse debate exacerbado possibilitou uma discussão sobre as funções do Supremo, foi produtivo, pela primeira vez nós tivemos uma sabatina em que os senadores tiveram a oportunidade de questionar com tempo suficiente, e inclusive com réplicas, fato que nunca havia acontecido antes. E o sabatinado teve paciência inclusive pra responder perguntas repetidas. Houve um engrandecimento do Congresso.

E na votação do plenário, acredita então que prevaleceu o bom senso?

Exatamente. O que nós vimos ontem foi a ausência do confronto entre oposição e governo. O que se deu foi opção pessoal de votos, não houve fechamento de questão. Os partidos liberaram os membros para optarem, exatamente como deve ser. Agora é possível perceber que alguns oposicionistas votaram a favor da indicação e alguns governistas votaram contra.

Do Brasil 247

Lula faz queixa disciplinar contra procurador

 

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Procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes é autor de um pedido de explicações ao Instituto Lula, ao BNDES e à Odebrecht para apurar as suspeitas de tráfico de influência do ex-presidente em favor da construtora; na reclamação, Lula indica postagens do procurador nas redes sociais, incluindo manifestações de simpatia à candidatura de Marina Silva (PSB) no primeiro turno e do tucano Aécio Neves no segundo na eleição presidencial

20 de Maio de 2015 às 05:45

247 - O ex-presidente Lula entrou com uma reclamação disciplinar contra o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

Ele é autor de um pedido de explicações ao Instituto Lula, ao BNDES e à Odebrecht para apurar as suspeitas de tráfico de influência do ex-presidente em favor da construtora. A medida faz parte do inquérito aberto pelo MPF para investigar se Lula agiu junto ao BNDES para que o banco financiasse obras de Odebrecht fora do Brasil.

Na reclamação, Lula indica postagens do procurador nas redes sociais, incluindo manifestações de simpatia à candidatura de Marina Silva (PSB) no primeiro turno e do tucano Aécio Neves no segundo na eleição presidencial.

No inicio do mês, o Instituto Lula divulgou nota rebatendo a matéria publicada pela revista Época em que destaca a investigação. No texto de resposta à reportagem intitulada "Lula, o operador", que aponta que o ex-presidente teria cometido tráfico internacional de influência de maneira a beneficiar a construtora Odebrecht em contratos internacionais, Paulo Okamoto destaca que "na esfera internacional, o Instituto Lula tem como principais objetivos cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana e que nos últimos quatro anos, realizamos diversas atividades nesse sentido, com diferentes parceiros do Brasil e do exterior".

Leia aqui reportagem de Catia Seabra sobre o assunto.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/181593/Lula-faz-queixa-disciplinar-contra-procurador.htm

terça-feira, 19 de maio de 2015

Vitória de Dilma: Fachin é aprovado com 52 votos

 

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A presidente Dilma Rousseff teve hoje uma grande vitória no Senado: a aprovação, pelos senadores, da indicação do jurista Luiz Edson Fachin para ocupar a 11ª vaga no Supremo Tribunal Federal (STF); para que o nome fosse aprovado, eram necessários, no mínimo, 41 votos por Fachin, mas o resultado teve mais folga, com 52 posicionamentos favoráveis, contra 27 que votaram contra o advogado gaúcho; a votação é secreta; o nome levantou críticas da oposição, mas recebeu apoio geral e irrestrito no meio jurídico

19 de Maio de 2015 às 19:07

Brasília 247 - A presidente Dilma Rousseff teve hoje uma grande vitória no Senado: a aprovação, pelos senadores, da indicação do jurista Luiz Edson Fachin para ocupar a 11ª vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Oara que o nome fosse aprovado, eram necessários, no mínimo, 41 votos em defesa de Fachin, mas o resultado teve mais folga, com 52 posicionamentos favoráveis, contra 27 que votaram contra o advogado gaúcho. A votação é secreta.

A sabatina de Fachin foi histórica, tendo durado cerca de 12 horas de perguntas. Em um momento de hostilidade ao governo Dilma, a indicação do jurista causou polêmica depois que veio à tona uma manifestação de Fachin favorável à eleição da presidente em 2010.

Em seu discurso durante a sabatina, o relator Alvaro Dias (PSDB-PR) lembrou, no entanto, que a oposição que acusou Fachin de votar a favor do PT se esqueceu que ele já deu apoio a diversos políticos, como os ex-governadores José Richa (Paraná) e Mário Covas (São Paulo) e o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet.

As críticas também eram voltadas pelas relações do jurista com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Fachin recebeu, porém, o apoio geral e irrestrito do meio jurídico. Nesta terça-feira 19, um grupo de dez ex-presidentes da OAB publicaram uma moção de apoio ao advogado e pediram "serenidade" e "isenção" ao Senado durante a votação.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/181570/Vitória-de-Dilma-Fachin-é-aprovado-com-52-votos.htm

Richa não recua e amplia guerra com professores

 

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Governador do Paraná não volta atrás na proposta de reajuste de 5% aos professores da rede estadual, que protestam hoje em Curitiba pelo mínimo de 8,17%; após reunião sem acordo, servidores ameaçam greve geral no Estado; "Nossa indignação só aumenta", disse Marlei Fernandes de Carvalho, representante do sindicato dos trabalhadores da educação pública; na Assembleia Legislativa, até os deputados que votam com Beto Richa (PSDB) dizem estar no limite e podem aprovar uma emenda ao projeto do Executivo que concede o aumento reivindicado, de 8%, mesmo que seja inconstitucional e atrapalhe as contas do Estado

19 de Maio de 2015 às 16:47

Paraná 247 – A reunião realizada entre o governo do Paraná e representantes dos professores da rede pública estadual, nesta terça-feira 19, terminou, mais uma vez, sem acordo. O governo manteve a proposta de reajuste salarial de 5%, enquanto a categoria pede aumento 8,17% para compensar a reposição da inflação. Os grevistas estão de braços cruzados desde o dia 25 de abril, uma paralisação que afeta mais de 1 milhão de alunos.

"Nossa indignação só aumenta. O governo, reunido com o chefe da Casa Civil [Eduardo Sciarra], o secretário da Fazenda [Mauro Ricardo Costa] e o líder do governo [o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB)], não tem proposta. Na nossa avaliação, não há como aceitar porque não se sabe quando vão pagar", disse, após o fim do encontro, Marlei Fernandes de Carvalho, uma das representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato).

Hoje, cerca de 10 mil pessoas voltaram às ruas de Curitiba em defesa do reajuste de 8,17%. Servidores estaduais ameaçam greve geral no Estado a partir de hoje e pedem "Fora, Richa!". Segundo Marlei, sete universidades estaduais, além dos professores da educação básica, estão parados. As demais categorias devem definir, em assembleia, se aderem à paralisação.

O governo do Paraná ainda não se pronunciou sobre a reunião de hoje. Anteriormente, o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, disse que o governo já estava no limite da lei de responsabilidade fiscal e da disponibilidade financeira do estado. "Estamos fazendo um esforço extraordinário para garantir esse índice de reajuste num momento em que a economia dá sinais concretos de recessão e aumento do desemprego", afirmou.

Deputados ameaçam aprovar reajuste de 8% à revelia

Na Assembleia Legislativa, onde a maioria tem votado com Richa, os deputados também dizem estar no limite e cresce a tendência de se aprovar uma emenda ao projeto do Executivo que concede o aumento reivindicado pelos professores, de 8%, mesmo que seja inconstitucional e atrapalhe as contas do Estado. "A CCJ diz que é inconstitucional, mas está surgindo uma outra visão", diz um governista, segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo.

Outro governista disse ter falado "com oito deputados que votam com o governo" e que "todos disseram que estão no limite. Não têm como comprar mais uma briga, pegar mais um rabo de foguete. Ninguém está falando em pedir liberação de emendas, nada. Simplesmente, dizem que não votam esse projeto".

Um terceiro parlamentar da base acredita que "alguém" no governo terá o bom senso de rever o projeto. "Quando eles entenderem que a base vai fazer a emenda, eles vão mandar o projeto desse jeito, com 8%, nem que seja parcelado. Eles não vão querer perder no plenário", declarou um peemedebista. Os deputados reclamam de, até agora, não terem conseguido iniciar seu mandato, precisando se esconder da população com tantos problemas.

http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/181550/Richa-não-recua-e-amplia-guerra-com-professores.htm

PSDB assume ser o partido dos paneleiros

 

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Jornalista lembra que o partido iniciará sua propaganda eleitoral nesta noite com imagens dos panelaços promovidos contra o governo e o PT e destaca uma "virada radical" da sigla, comandada pelo ex-presidente FHC, que parte "como um Carlos Lacerda pra cima de Lula"; para Ricardo Kotscho, o programa que será exibido hoje "servirá como um divisor de águas na guerra política" e marcará a decisão dos tucanos, que, "meio envergonhados no começo, sem saber direito como agir diante dos protestos", resolveram "assumir de vez o papel de partido dos paneleiros e das marchadeiras"; legenda presidida por Aécio Neves, porém, "repete apenas as palavras de ordem da mídia", sem apresentar alternativas, diz Kotscho

19 de Maio de 2015 às 13:44

Enfim, PSDB assume ser o partido dos paneleiros

Por Ricardo Kotscho, em seu blog
Meio envergonhado no começo, sem saber direito como agir diante dos protestos do "Fora Dilma", apresentados como "espontâneos e apartidários", com seus lideres relutando em sair às ruas para se misturar aos manifestantes, agora o PSDB resolveu assumir de vez o papel de partido dos paneleiros e das marchadeiras.

Na noite desta terça-feira, o programa dos tucanos que irá ao ar no rádio e na TV servirá como um divisor de águas na guerra política. Ameaçado de perder o protagonismo das oposições, a reboque da mídia e dos movimentos organizados pelas redes sociais, os tucanos deixaram de lado o pudor acadêmico, mandaram os escrúpulos democráticos às favas, e resolveram ir à luta.

Os grandes caciques tucanos voltaram bem diferentes da temporada em Nova York, onde participaram, na semana passada, de um festival de homenagens ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na gangorra do vai não vai que caracteriza a ciclotimia do partido, o PSDB preparou o mais duro ataque já desfechado contra seu adversário histórico, 12 anos após a perda do poder central.

É o próprio FHC, fugindo ao habitual estilo cordato, quem comanda a virada radical do partido, ao partir como um Carlos Lacerda para cima de Lula, após o programa abrir as baterias com as imagens dos panelaços das varandas promovidos contra o governo e o PT.

"Nunca se roubou tanto em nome de uma causa (...) A raiz da crise foi plantada bem antes da eleição da atual presidente. Os enganos e desvios começaram já no governo Lula. O que já se sabe sobre o petrolão é grave o suficiente para que a sociedade condene todos os que promoveram tamanho escândalo, tamanha vergonha".

Na mesma linha, e para não perder o lugar na fila dos presidenciáveis tucanos, Aécio Neves também desceu do muro e bateu pesado:

"O Brasil precisa saber definitivamente quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo, se calou e nada fez para impedir. Se a corrupção ganhar, ela vai voltar cada vez pior, cada vez mais forte. É hora de fazer o que é certo".

E o que é certo? Ao longo do programa, o PSDB nada diz a respeito. Repete apenas as palavras de ordem da mídia, das ruas e das varandas contra o PT, Lula e Dilma, mas em nenhum momento aproveita a propaganda partidária para apontar alternativas à política econômica adotada pelo governo. Fica difícil saber o que o partido ganha com isso pois quem concorda com este discurso já votou em Aécio nas últimas eleições. Os descontentes com o governo podem buscar outras alternativas, não necessariamente as tucanas.

Por coincidência, o programa do PSDB, em clima de panelaços de fim de feira, vai ao ar na mesma semana em que o Brasil recebe o maior volume de investimentos externos já aportado no país. São US$ 53 bilhões em projetos de infraestrutura que a comitiva do primeiro ministro da China, Li Keqiang, vai apresentar hoje em encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Como os chineses não são de rasgar dinheiro, eles parecem estar mais confiantes no futuro do Brasil do que os brasileiros da oposição. Tem algo aí que não bate, para além das panelas.

Vida que segue.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/181502/Kotscho-PSDB-assume-ser-o-partido-dos-paneleiros.htm

Líder do Vem Pra Rua mata trabalho e vai pra rua

 

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Organizador de manifestações contra a corrupção e contra a presidente Dilma Rousseff nas ruas de Vitória, no Espírito Santo, o líder do movimento Vem Pra Rua, Armando Fontoura, foi flagrado por câmeras da Câmara Municipal batendo o ponto de presença e indo embora sem trabalhar; nas imagens, ele vestia bermuda, sandálias e óculos escuros; o líder oposicionista diz não se lembrar do episódio, para ele, uma "trama diabólica"; Fontoura, que acabou demitido, foi eleito no último domingo 17 o novo secretário do diretório municipal do PSDB; ele também é acusado de fraude na eleição interna por integrantes da juventude do PSDB, que afirmam que ele teria filiado pessoas de sua família para poder participar da disputa

19 de Maio de 2015 às 09:46

247 – O líder do movimento Vem Pra Rua em Vitória, no Espírito Santo, foi flagrado por câmeras da Câmara Municipal da capital batendo o ponto de presença vestido de bermuda, camiseta, sandálias e óculos escuros e indo embora sem trabalhar.

O vídeo causou sua exoneração, mas ele afirma desconhecer as imagens e não se lembrar de ter feito isso. O fato aconteceu em março de 2013, mas o vídeo só foi divulgado ontem.

Fontoura foi um dos organizadores de manifestações contra a corrupção e contra a presidente Dilma Rousseff nas ruas de Vitória. Para ele, a divulgação do vídeo é uma "trama diabólica".

Questionado pelo jornal A Tribuna sobre se sua conduta como assessor na Câmara condizia com o que prega nas ruas, Fontoura respondeu: "Minha luta sempre foi pública e quem me conhece sabe que eu não coaduno com nenhum tipo de malfeito".

No último domingo 17, Armando Fontoura foi eleito secretário do diretório municipal do PSDB. O vídeo foi divulgado por integrantes da juventude do PSDB, após a eleição da Executiva Municipal da legenda.

Eles denunciam uma fraude na disputa interna: Armando Fontoura teria a senha do programa de filiação do partido e teria filiado várias pessoas de sua família para participar da eleição. "O Armando conseguiu filiar pessoas que nunca tiveram ligação com o PSDB. Ele ligou para os parentes irem votar. Teve gente que foi votar de pijama", contou Bárbara Kuster, 25.

Para Elias José Salim, 20, a chapa vencedora, encabeçada por Wesley Goggi, e que tem Armando Fontoura como secretário, só está atrás de cargos, não tem ideologia. "Eles achavam que teriam cargo no governo com César Colnago (PSDB) como vice-governador", disse. O líder do Vem Pra Rua respondeu ser normal ter parentes filiados ao partido, mas não precisou o número de familiares que foi votar por ele no domingo passado.

Do Brasil 247

Convite para evento da ACIS

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Deputado rejeita aliança PTB e DEM

 

O PTB não tem motivo justo para se fundir com o DEM, porque os dois partidos têm formação e pensamento ideológico diferente. A declaração é do presidente estadual do PTB, deputado federal José Arnon Bezerra.
Ele chama atenção, por exemplo, para o posicionamento das bancadas federas das duas siglas: enquanto o PTB dá apoio ao governo Dilma Rousseff, o DEM faz oposição ferrenha ao mesmo governo. “Os dois partidos têm pensamentos e ações diferentes e, por isso, não vejo como ocorrer uma fusão”, ressalta.
Com relação ao Ceará, o deputado observou que a posição do PTB é de apoio ao governador Camilo Santana e ao prefeito Roberto Cláudio. “O momento que o Brasil atravessa é muito delicado, porque existe uma crise econômica que precisa ser resolvida, mas os partidos de oposição, um deles o DEM, não estão dando a devida cooperação para que seja possível reverter o quadro”, lamenta.
Bezerra observa que a oposição critica o governo federal, através de discurso “fácil”, e sem uma proposta positiva. Ele reconhece que o governo Dilma tem erros e dificuldades que foram cometidos no passado, mas, agora, é o momento é de ajustes.

http://macariobatista.blogspot.com.br/

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Como funciona a fábrica de infâmias contra Lula na internet. Por Paulo Nogueira

 

por : Paulo Nogueira

Contra ele, vale tudo na imprensa

Contra ele, vale tudo na imprensa

O professor Gaudêncio Torquato não é exatamente um jornalista mirim.

Ele milita no jornalismo há décadas, e é um acadêmico sério e respeitado.

Por isso mesmo me chamou a atenção um tuíte que ele postou hoje a respeito de Lula.

Ele comprou, sem o menor senso crítico, o texto de um artigo do Estadão cujo título dizia que Lula reconhecia que seu projeto político estava “esfarelado”.

Pelo título bombástico, eu tinha lido na internet o texto.

Bem, para resumir, era uma tremenda duma futrica. Não havia nada de consistente. Era aquela coisa: X disse isso, Y acrescentou aquilo e Z confirmou tudo.

Não é jornalismo sério. É partidário.

Isso tem acontecido na imprensa brasileira, nos ataques a Lula. Parece haver uma editoria nos jornais e revistas cuja atribuição é publicar coisas contra Lula.

Vale tudo.

Nenhum chefe cobra os repórteres dessa editoria. E as pseudoinformações, mesmo quando claramente desmentidas pelos fatos, não custam o emprego a ninguém.

São dois repórteres que assinam a matéria do Estadão. Um deles é Andreza Matais, especialista em intrigas antipetistas.

Andreza é casada com Tuca Pinheiro, assessor de Roberto Freire, cujo ódio pelo PT não conhece limites.

Todos os dias, no Twitter, Tuca dedica-se a postar textos antipetistas, colhidos em sites como o da Veja.

Não há um artigo de Reinaldo Azevedo que ele não retransmita aos seguidores. Há um evidente conflito de interesses em Andreza: como uma repórter política pode trabalhar decentemente quando o marido é ferozmente anti-PT?

Andreza é casada com um antipetista militante, e mesmo assim cobre política

Andreza é casada com um antipetista militante, e mesmo assim cobre política

Faça as contas.

Qual o valor de uma “informação” de Andreza quando se trata de atacar Lula? Com todo o respeito: zero multiplicado por zero.

Lula teria que ser muito ingênuo para sair por aí falando, a tagarelas que depois passariam suas palavras a Andreza, que seu projeto estava “esfarelado”.

E ingênuo ele não é.

Temos, portanto, um texto sem nenhum valor.

Mesmo assim, o professor Gaudêncio colocou em seu Twitter o pseudofuro de Andreza.

Como um principiante, e não um veterano, anunciou, triunfal: “Novidade, novidade!” E publicou a “autocrítica” de Lula.

O episódio mostra como se forma a corrente de boatos que, para analfabetos políticos, se transformam em verdades absolutas.

O tuíte obtuso de Torquato foi retransmitido, por exemplo, pela jogadora de vôlei Ana Paula.

Pouco tempo atrás, Ana Paula virou motivo de piada na internet ao condenar o “emparelhamento” do STF por conta de Fachin.

Ana Paula tem o mesmo perfil de celebridades B como Lobão e Roger do Ultraje. É uma analfabeta política que acredita que o Brasil vai se transformar numa imensa Cuba.

Para ela, graças ao professor Torquato, Lula já se rendeu aos fatos e está prestes a desistir de tudo.

Por aí você tem uma ideia do círculo viciado das “notícias”.

Andreza fabrica alguma coisa, retransmitida por pessoas como o professor Torquato. E a fabricação vai dar em gente despreparada intelectualmente como Ana Paula.

E dela vai chegar a muitas outras pessoas, que depois baterão panelas e irão protestar na Paulista, enfiadas em camisas da seleção e balançando, ululantes em sua ignorância, bandeiras nacionais.

Faz tempo que não sei do professor Torquato. Esperava mais dele, francamente.

Espero que tenha sido um caso puramente de inépcia, de não checar as afirmações.

Porque a outra hipótese é pior.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do

Mundo.http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-funciona-a-fabrica-de-infamias-contra-lula-na-internet/