segunda-feira, 31 de agosto de 2015

TSE: POR QUE AÉCIO OMITIU DOAÇÃO DA ODEBRECHT?

 

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Relatora das contas da campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República no TSE, ministra Maria Thereza de Assis Moura pediu explicações sobre 15 supostas irregularidades detectadas nos documentos entregues à corte; entre as mais graves, estão o fato de Aécio ter repassado ao PSDB uma doação de R$ 2 milhões feita pela empreiteira de Marcelo Odebrecht, mas não ter registrado a transação na prestação de contas; além da Odebrecht, o TSE quer saber também por que Aécio recebeu R$ 1,75 milhão da construtora Construbase, mas só declarou R$ 500 mil; ao todo, doações recebidas antes das prestações de contas parciais e que só foram registradas nas prestações finais somam mais de R$ 6 milhões

30 DE AGOSTO DE 2015 ÀS 12:44

247 - A relatora da prestação de contas da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Maria Thereza de Assis Moura, solicitou do tucano explicações sobre 15 supostas irregularidades detectadas nos documentos entregues à corte.

Entre elas está o fato de Aécio ter repassado para o PSDB uma doação de R$ 2 milhões da Odebrecht, mas não ter registrado a transferência na prestação de contas.

"O comitê financeiro nacional para presidente da República do PSDB registrou em sua prestação de contas o recebimento de doação de R$ 2 milhões, efetuada pelo candidato, no entanto, não há o registro da transferência na prestação de contas", afirma o relatório técnico da Justiça Eleitoral. A Odebrecht é uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato e seu presidente, Marcelo Odebrecht, está preso desde 17 julho.

Segundo dados divulgados pelo Estado de S. Paulo, além da Odebrecht, o TSE aponta também uma diferença entre o valor declarado pela campanha e o montante efetivamente doado pela construtora Construbase. O candidato tucano recebeu R$ 1,75 milhão, mas declarou R$ 500 mil.

A ministra Maria Thereza de Assis Moura quer saber também por que a campanha tucana declarou R$ 3,9 milhões em doações estimáveis apenas na prestação de contas retificadora.

Das 15 irregularidades detectadas pelo tribunal, pelo menos três foram consideradas infrações graves. Elas dizem respeito a doações recebidas antes das prestações de contas parciais e que só foram registradas nas prestações finais, somando mais de R$ 6 milhões.

O PSDB informou por meio de nota que já esclareceu ao TSE todas as dúvidas e ratificou os erros apontados pelo tribunal. Segundo o partido, todos as doações foram registradas com os devidos recibos eleitorais, inclusive as da Odebrecht e Construbase, e as falhas detectadas são erros meramente contábeis.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/194841/TSE-por-que-A%C3%A9cio-omitiu-doa%C3%A7%C3%A3o-da-Odebrecht.htm

Quem se beneficia de todas as pesquisas do tipo “e se a eleição fosse hoje?”

 

por : Kiko Nogueira

urna

Um estranho fenômeno ocorre desde janeiro de 2015: o ano eleitoral brasileiro passou a ter mais de 1500 dias.

A quantidade de pesquisas com o título “se a eleição fosse hoje, em quem você votaria” ultrapassou qualquer limite do absurdo. Há pelo menos uma por mês. O Google completa sozinho a frase, como você pode ver abaixo.

Cui bono? Quem ganha com isso?

Em 2014, alguns institutos — nominalmente, Paraná, Sensus e Veritá — foram responsáveis por presepadas homéricas. Todas ficaram impunes. Continuam trabalhando normalmente, sob encomenda de não se sabe de quem.

Na sexta, 28, o Paraná saiu com um levantamento, veiculado celeremente no blog do jornalista e ficcionista Ricardo Noblat.

Teriam sido ouvidos 2 060 pessoas de 154 municípios de todos os estados, mais o Distrito Federal. Aécio venceria Lula com quase o dobro dos “votos” – 54,7% a 28,3%. Uau.

Em março, o mesmo Paraná já havia feito a mesma pergunta. Deu Aécio com 51,5% contra Lula, com 27,2%. Uau, uau, uau.

Em fevereiro, a questão era se aqueles que votaram em Dilma estavam arrependidos: 21,7% não repetiriam a escolha. Com relação a Aécio, só 3,8% voltariam atrás. O placar, então, seria de 51 milhões para Aécio contra 49,1 para a petista.

Captura de Tela 2015-08-28 às 12.20.51

No ano passado, a cinco dias do pleito, o Veritá apareceu com uma pesquisa em que Aécio aparecia com 53,2% contra 46,8% de sua adversária. De acordo com a Folha, em matéria na semana seguinte, houve utilização de dados falsos.

O diretor do instituto Paraná, Murilo Hidalgo, é comentarista da Gazeta do Povo, o maior jornal do estado, e da CBN-Curitiba.

Num artigo no site da empresa, escreveu o seguinte: “Com essas eleições ficou claro que é urgente uma discussão honesta e franca acerca da utilização das pesquisas”.

Treino é treino e jogo é jogo — mas esses dados servem para manipular e inflar uma insatisfação, além de alimentar a sensação de instabilidade. O desejo é matar Lula antes de ele entrar em campo.

É muito pouco provável que ele, ou qualquer um, desista por causa disso.

Curiosamente, não há pesquisas, por exemplo, para saber se, atualmente, Geraldo Alckmin venceria. O calendário eleitoral paulista é diferente.

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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Nosso correspondente na Batalha do Lula Inflado

 

por : Pedro Zambarda de Araujo

Marcello Reis, dos Revoltados On Line, chora a morte do Lula Inflado

Marcello Reis, dos Revoltados On Line, chora a morte do Lula Inflado

Batizado pelos antipetistas de “Pixuleco”, o boneco inflável que critica o ex-presidente Lula apareceu pela primeira vez nos protestos do dia 16 de agosto, em Brasília, e ressurgiu na manhã desta sexta-feira na Ponte Estaiada em São Paulo.

Seus criadores, membros do MBL e dos Revoltados Online, pretendiam fazer uma turnê nacional do bonecão no país.

Tudo terminou com alguns furos feitos por militantes petistas na frente da prefeitura paulistana, ao lado do Viaduto do Chá, por volta das 16h.

A investida da militância ocorreu na presença de Marcello Reis, rei dos Revoltados On-line. Um princípio de confusão aconteceu e a Polícia Militar interveio, sem uso de violência.

“Eles nos deram um golpe. Isso aqui é um golpe”, gritou um dos manifestantes pró-impeachment para os petistas e reclamando do Lulão furado, que começou a ser recolhido para uma sacola plástica quando o DCM chegou ao local.

“Foi uma manifestante esquerdista que veio e rasgou o nosso boneco. Ela fez dois rasgos na altura do peito dela, sendo que ela tem mais ou menos 1m70. Nós erguemos o boneco diante da prefeitura de São Paulo e eles cometeram esse ato criminoso”, disse Henrique, do Movimento nas Ruas Contra a Corrupção, que tem 24 anos.

Ele define sua manifestação como democrática e acha que o PT tem direito de se manifestar contra. Mas não achou justo o sacrifício do bonecão Pixuleco. O DCM conversou com Carmen Ferreira, da Frente da Luta pela Moradia (FLM) e uma mulher de esquerda.

“Nós não viemos apenas defender o Lula, mas sim fazer um protesto pelos nossos direitos. Em 12 anos de PT, o que nós trabalhadores tivemos foram avanços e não podemos ser a favor de uma manifestação contra este governo porque isso é contra o que nós conquistamos. Se há problemas, temos que nos unir e não impedir a presidente de governar”, disse ela.

A militante definiu o bonecão como uma “afronta”. “Por que não fazem então um boneco inflado do Aécio 45 171?”.

Henrique não deu uma explicação muito clara sobre os R$ 12 mil investidos no Pixuleco, número fornecido pela revista Época. “Não é esse valor, não. Nós gastamos na verdade R$ 3 mil e os movimentos fizeram uma espécie de vaquinha via Whatsapp com os integrantes. Este boneco ficou famoso em Brasília e nós resolvemos trazer ele para São Paulo”, me explicou, baixando os olhos, hesitando.

Na internet, as pessoas fizeram piada com o Lula Inflado. “Que crime isso! Boneco do Lula é a figura mais carismática deste país desde o Cebolinha”, disse um dos meus amigos. Outro reclamou que a agora o PT não pode criar seu próprio bonecão do Aécio. Uma pessoa também disse que a derrotada do Lulão é o “fim de um meme” digital.

A melhor definição do incidente veio de uma amiga minha de faculdade no Facebook: “Ele morreu como nasceu, numa baita furada”.

A mulher suspeita de ter dado os dois furos foi levada para a delegacia e não foi identificada. Ela foi encaminhada ao 3º DP. Outro homem conseguiu fugir.

O delegado pediu a nota fiscal do Lula Inflado ao líder dos Revoltados On-line e aos outros presentes.

Um jornalista confiável, com fontes próximas ao MBL e ao Revoltados On-Line já me avisou: existem outros bonecos do Lula Inflado por ai. Isso talvez explique a informação dos R$ 12 mil divulgada anteriormente.

Apesar da furada, o Lula Inflado pode aparecer novamente nos protestos da oposição antipetista. Surgirá num futuro próximo, um Godzilla levando terror aos homens de bem.

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Pedro Zambarda de Araujo

Sobre o Autor
Escritor, jornalista e blogueiro. Autor do projeto Geração Gamer, que cobre jogos digitais feitos no Brasil. Teve passagem pelo site da revista EXAME e pelo site TechTudohttp://www.diariodocentrodomundo.com.br/nosso-correspondente-na-batalha-do-lula-inflado-por-pedro-zambarda/

Janot absolve único tucano da Lava Jato

 

Anastasia era o bode expiatório – era.

Saiu no Globo:

Lava-Jato: PGR pede arquivamento de inquérito contra Antônio Anastasia no STF

Defesa do senador tucano já havia pedido trancamento das investigações

por Carolina Brígido
BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de arquivamento do inquérito contra o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG). Para Janot, não há elementos mínimos para justificar a continuidade da investigação. Caberá ao relator da Lava-Jato no tribunal, ministro Teori Zavascki, formalizar o arquivamento.
No dia 16, a defesa de Anastasia pediu o trancamento das investigações. Os advogados desqualificaram o depoimento do ex-policial Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, que entregava dinheiro a diversos políticos por ordem do doleiro Alberto Youssef. O ex-policial disse, em depoimento, que entregou R$ 1 milhão em 2010 a uma pessoa parecida com Anastesia. Depois, Youssef negou que tenha pedido a Careca para entregar qualquer quantia ao tucano.
— O arquivamento era a única solução que nós esperávamos. Na verdade, o nosso desejo era que fosse esclarecido a quem esse rapaz Careca teria entregue esses valores, se é que entregou. O depoimento do Alberto Youssef foi muito categórico dizendo que o dinheiro não foi entregue ao senador. Isso é suficiente para o arquivamento, por falta de indício de verdade daquilo que o Careca disse — afirmou o advogado Maurício Oliveira Campos, depois de saber do arquivamento.
(…)

Veja também:

Quem é quem na lista tucana de Furnas

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/29/janot-absolve-unico-tucano-da-lava-jato/

Seca tucana: Alckmin é o criminoso !

 

Vai um impítim do Alckmin, professor Gandra ? Vai, Dr Reale ?


Da Fel-lha:
Grande São Paulo (tucana há três décadas – PHA) teria 51% mais água se gestão (sic) Alckmin tivesse agido antes”
“Com ações como sobretaxa e bônus desde janeiro de 2014
(antes da eleição … – PHA) Grande são Paulo teria 238 bilhões de litros a mais”
Esse volume equivale a uma vez e meia toda a agua hoje na Cantareira.
Sobre outra magnifica ação tucana em São Paulo, veja que a batalha entre a PM e a Policia Civil resultou numa vergonha de dimensões internacionais: não será possível provar nada contra os suspeitos da chacina que matou dezoito inocentes !
Viva a Chuíça (ver no ABC do C Af) !
E ainda querem governar o Brasil !
Vai acontecer alguma coisa ao Alckmin pelo crime de provocar e preservar a seca ?
Nada !
Pergunta ao Anastasia, o único tucano (vivo) da Lava-Jato e que acaba de merecer a absolvição do Janó.
O escândalo não é o que os tucanos fazem.
O escândalo é estarem soltos !
Não é isso, Tarja Preta?

Em tempo do amigo navegante joão augusto:

PauLISTA de Furnas
PaulLISTA sem pau é LISTA
PauLISTA sem lLISTA é pau
Tiraram o pau do PauLISTA
PauLISTA ficou sem pau
PauLISTA de Furnas
Barão da Cantareira
Marquês do PCC,
Alckmin só dá bandeira!

Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/30/seca-tucana-alckmin-e-o-criminoso-%e2%80%8b/

sábado, 29 de agosto de 2015

Delator reafirma 'tabelinha' entre empreiteira e PSDB em Furnas

 

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Jornalista Helena Sthepanowitz, da RBA, mostra que são fartas as evidências sobre a corrupção acerca da Lista de Furnas e o PSDB; caso voltou a tona nas declarações do doleiro Alberto Youssef, que reafirmou que o presidente nacional tucano, Aécio Neves, recebia propina de uma diretoria de Furnas, por meio da empresa Bauruense; irmã do senador, Andrea, seria a operadora que recolhia o dinheiro, segundo a delação de Yousseff; "A frase proferida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a semana – "Pau que dá em Chico dá em Francisco" –, não está valendo. Ainda", afirma

28 de Agosto de 2015 às 17:33

Helena Sthephanowitz, RBA - A acareação organizada pela CPI da Petrobras, entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, na última terça-feira (25), trouxe uma importante confirmação, que deveria ter sido levada a sério pela velha mídia do país: o doleiro voltou a relatar sua participação em uma reunião na empreiteira Camargo Correa, em 2002, junto com o então deputado José Janene (do PP paranaense, morto em 2010), para cobrar daquela empresa R$ 4 milhões, como parte de um acordo de propinas e corrupção dentro da hidrelétrica mineira de Furnas. Segundo Youssef, um executivo da empreiteira, João Auler, disse a Yousseff e a Janene que o valor já havia sido pago a agentes do PSDB.

Yousseff também reafirmou que Janene contou a ele que dividia com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) as propinas desviadas de uma diretoria de Furnas, por meio da empresa chamada Bauruense. A irmã do senador, Andrea, seria a operadora que recolhia o dinheiro, segundo a delação de Yousseff. E que o esquema tucano teria sido montado em 1994.

O relato é mais um a confirmar a existência da chamada "Lista de Furnas", relação de pagamentos clandestinos feitos por empresas fornecedoras daquela estatal para políticos tucanos e seus aliados nas eleições de 2002.

O senador Aécio e seus familiares tiveram grande influência em Furnas na época desses (ainda supostos) acontecimentos. O pai, o ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha, foi nomeado conselheiro de administração em 1993, cargo em que permaneceu durante o governo Itamar Franco, passando por todo o mandato de Fernando Henrique Cardoso, e indo até 2005, já com o país sob o primeiro mandato do governo Lula – por força de arranjos políticos locais, em que "aliados" tanto compuseram a base governista federal, como apoiaram o governo tucano de Minas.

Nos meios políticos atribui-se a Aécio Neves a indicação de Dimas Toledo, epicentro do escândalo da lista, num cargo de diretoria de Furnas durante o governo FHC e também até 2005.

São fartas as evidências e provas sobre a corrupção acerca da Lista de Furnas. Além dos relatos de Youssef, o ex-deputado Roberto Jefferson (pelo PTB-RJ) afirmou ter recebido R$ 75 mil a título de participação do esquema.

Nilton Monteiro, que revelou a trama há dez anos, é caso único de delator que autoridades responsáveis por investigações parecem fugir como o diabo foge da cruz. Se a Lava Jato solta presos provisórios após fecharem acordo de delação premiada, Nilton Monteiro foi mantido preso na jurisdição estadual mineira só para ficar calado, e não poder delatar.

Ele ofereceu-se ao então ministro do STF Joaquim Barbosa, para contar tudo o que sabia dos bastidores das campanhas tucanas de que ele participou mas, "sabe-se lá por quê", ninguém quis ouvi-lo.

O desinteresse na apuração das denúncias se repete agora nos trabalhos – e sobretudo na cobertura – da Operação Lava Jato. A investigação chegou a resvalar no setor elétrico, mais precisamente na Eletronuclear, mas insiste em solenemente ignorar Furnas, mesmo havendo uma série de denúncias de pagamento de propinas ao PSDB e formação de caixa 2 para financiar campanhas eleitorais de tucanos.

Assim, a frase proferida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a semana – "Pau que dá em Chico dá em Francisco" –, não está valendo. Ainda.

http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/194756/Delator-reafirma-'tabelinha'-entre-empreiteira-e-PSDB-em-Furnas.htm

Baiano indica que entregará a cúpula do PMDB

 

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Aos integrantes do Ministério Público Federal, o lobista Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na Lava Jato, mencionou Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (RN), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e do senador petista Delcídio do Amaral (MS)

28 de Agosto de 2015 às 05:32

247 – Em acordo de delação premiada, o lobista Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na Lava Jato, disse que pode contribuir com novas informações sobre a cúpula do PMDB.

Aos integrantes do Ministério Público Federal, ele mencionou Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (RN), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e do senador petista Delcídio do Amaral (MS).

Ele também afirmou que pode detalhar o papel de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, no esquema.

Leia aqui reportagem de Gabriel Mascarenhas sobre o assunto.

http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/194641/Baiano-indica-que-entregar%C3%A1-a-c%C3%BApula-do-PMDB.htm

'Se MP não abrir inquérito contra Aécio será a desmoralização das instituições'

 

Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não abrir inquérito contra o senador Aécio Neves será a desmoralização completa das instituições no Brasil, afirma o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG)(foto). O parlamentar fez esse comentário após declarações dos delatores da operação Lava Jato, o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, durante uma acareação, realizada na terça-feira (25/08), na CPI da Petrobras na Câmara. Eles mencionaram que o ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, e o senador Aécio Neves, foram beneficiados com recursos desviados da Petrobras e de Furnas. Reportagem Marilu Cabañas.

http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/2015/08/se-mp-nao-abrir-inquerito-contra-aecio-sera-a-desmoralizacao-das-instituicoes

Este entregador do patrimônio brasileiro, continua querendo entregar o que é nosso aos Americanos e de maneira descarada

Serra atribui a 'senadoras' atraso no projeto do pré-sal

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Durante debate na Câmara de Comércio Americana do Rio, o senador José Serra (PSDB-SP) prevê para setembro a votação do seu projeto de lei que põe fim ao regime de partilha nos poços do pré-sal; ele atribuiu às "senadoras mulheres" responsabilidade pelo adiamento da votação; "Se quiser ganhar voto de senadora mulher, é só falar que precisa aprofundar, precisa conhecer melhor, [que] é uma mudança importante e não pode ser feita de forma atropelada", disse Serra; além de retirar a obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora dos poços do pré-sal e ter ao menos 30% dos consórcios criados para a exploração da área, o projeto do tucano propôs também a privatização do controle de três subsidiárias da Petrobras –Gaspetro, Transpetro e BR Distribuidora

29 de Agosto de 2015 às 06:10

247 - O senador José Serra (PSDB-SP) atribuiu nessa sexta-feira, 28, às "senadoras mulheres" uma parte da responsabilidade pelo adiamento da votação de seu projeto de lei que põe fim ao regime de partilha nos poços do pré-sal.

"Foi ao plenário e não se conseguiu votar, na linha [de argumentação] de que é um assunto profundo, precisa entender melhor. Isso comoveu muitos senadores que, em tese, são a favor. Senadores mulheres então... Se quiser ganhar voto de senadora mulher, é só falar que precisa aprofundar, precisa conhecer melhor, [que] é uma mudança importante e não pode ser feita de forma atropelada. As mulheres, mesmo estando do seu lado, fecham para deixar para depois", disse Serra em debate promovido pela Câmara de Comércio Americana do Rio.

A urgência do projeto de lei de Serra foi retirada em julho e, segundo Serra, deve voltar à pauta em setembro. o tucano afirmou crer que seu projeto será aprovado no Congresso. Ele disse que a proposta beneficia a Petrobras, já que a exime da obrigatoriedade num momento de crise financeira da empresa.

"Ela está numa situação difícil e é obrigada a investir 30% de cada nova área do pré-sal e ser operadora única. Ela não pode cumprir isso. Se for cumprir isso vai se endividar ainda mais", afirmou o senador.

O projeto retira a obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora dos poços do pré-sal e ter ao menos 30% dos consórcios criados para a exploração da área. Mas ele dá à estatal a possibilidade de indicar em quais campos tem interesse, nos quais a regra atual poderia ser mantida.
"Se for bom negócio, ela decide e pega", disse Serra.

O senador tucano propôs também a privatização do controle de três subsidiárias da Petrobras –Gaspetro, Transpetro e BR Distribuidora. Para ele, a empresa lucraria mais com a medida do que com a venda de ações.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/194784/Serra-atribui-a-'senadoras'-atraso-no-projeto-do-pré-sal.htm

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sibá critica parcialidade de Gilmar Mendes e qualifica Aécio de "moleque"

 

siba entrevista rogerioO líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), criticou hoje (26) o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, pela “recorrente parcialidade” com que tem agido para prejudicar o Partido dos Trabalhadores. A crítica decorre da reanálise, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), das contas da campanha eleitoral da presidenta Dilma e do vice-presidente Michel Temer. As contas já tinham sido aprovadas pela Corte e tiveram como relator o próprio Gilmar Mendes.

Para o líder petista, Gilmar extrapola seu papel de magistrado e age de forma parcial e partidarizada no processo reaberto por proposta da coligação que nas eleições do ano passado teve como candidato o presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves (MG). “Aécio age como um moleque, inconformado com a derrota a ele imposta pela presidente Dilma nas eleições do ano passado. O voto do povo brasileiro é soberano”, disse o líder ao contestar as ações do PSDB no TSE.

“O que se requer de um ministro do STF é equilíbrio e imparcialidade, a isenção não pode ser jogada na lata de lixo”, registrou Sibá sobre Gilmar Mendes.

O líder lembrou que Aécio, na terça-feira (25), foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de ter recebido propina num esquema para irrigar campanhas políticas em 2002, pelo qual desviaram-se de Furnas mais de 108 milhões de reais.

Chororô – O líder ressaltou que não houve irregularidade na campanha de Dilma e que as contas foram aprovadas pelo TSE em dezembro de 2014. “Passou da hora de se dar um basta a este assunto. O chororô do PSDB e do senador Aécio é apenas sintoma de golpismo de quem perde nas urnas e quer ganhar no tapetão”, afirmou.

Sibá lembrou que desde o ano passado o PSDB comporta-se como “mal perdedor” e tenta “macular a democracia” ao não aceitar o resultados das eleições. “A primeira reação golpista foi a de lançar suspeições sobre o nosso sistema eleitoral, com Aécio pedindo a recontagem dos votos, como se nossas urnas eletrônicas – um sistema dos mais modernos do mundo – fossem sujeitas a fraudes”, recordou o petista.

Destrato - Na sessão do TSE de terça-feira, Gilmar Mendes destratou sua colega, a também ministra Maria Thereza de Assis Moura, após ela ter rejeitado, como relatora, o prosseguimento da ação do PSDB contra a presidenta Dilma por suposto abuso de poder econômico durante a campanha. Os tucanos continuam com suas tentativas golpistas e querem impugnar o resultado das eleições. Votaram pela continuidade da ação os ministros Gilmar Mendes, João Otávio de Noronha, Luiz Fux e Henrique Neves.

A ministra Maria Thereza de Assis Moura manteve sua decisão de arquivar a ação proposta pelo PSDB e ainda afirmou que a legenda, ao propor a ação, não anexou provas das irregularidades que apontava, como abuso de poder político e econômico, inclusive com financiamento mediante recursos desviados da Petrobras. A ministra Luciana Lóssio pediu vistas do processo. Quando retomado o caso, faltarão apenas os votos da ministra e do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli.

PT na Câmara
Foto: Rogério Tomaz Jr./PT na Câmara

http://www.ptnacamara.org.br/index.php/inicio/noticias/item/24165-siba-critica-parcialidade-de-gilmar-mendes-e-qualifica-aecio-de-moleque

Janot está livre para bater em Chico e em Francisco

 

Hélio Doyle

Geraldo Magela/Agência Senado: <p>sabatina janot</p>

Treze senadores são investigados na Operação Lava-jato. A nomeação do procurador-geral, Rodrigo Janot, foi aprovada pelo Senado com 12 votos contra e uma abstenção. Ninguém sabe quem são, a não ser o autodeclarado Fernando Collor, pois nesses casos o voto das excelências continua secreto. O senador não tem satisfações a dar a seus eleitores sobre como o representa no Congresso, muito menos à população. Podem alegar que, pela Constituição, os senadores não representam o povo, representam as unidades federativas.

Janot agora, mais do que antes, está livre para exercer plenamente suas funções e bater em Chico e em Francisco. Não depende mais dos políticos para se manter na Procuradoria e a autoridade de sua função lhe permite agir com isenção e imparcialidade nas investigações que conduz. Não que não pudesse fazer isso antes, mas sempre fica no ar a dúvida.

A aprovação de autoridades públicas pelo Senado é uma medida, em princípio, positiva. Permite, em tese, que o parlamento participe das nomeações, equilibrando seu poder com o do Executivo. O presidente da República indica, mas só nomeia depois da aprovação do Senado, que submete os designados a uma sabatina. É o caso, entre outros, de ministros do Tribunal de Contas e dos tribunais superiores, de embaixadores e de dirigentes de agências reguladoras. Há modelos melhores, mas não dá para dizer que esse é totalmente ruim. Em tese.

O problema é que na prática a teoria é outra. E a prática é o critério da verdade. A realidade é que a boa intenção, de equilibrar os poderes, dá aos senadores mais poder para pressionar e até chantagear não só o governo como os próprios indicados, que dependem deles. Janot teve de se submeter apenas às ofensas do senador Collor e a algumas perguntas mal-intencionadas ou imbecis, pois nenhum senador além daquele que diz ter aquilo roxo teria coragem de enfrentá-lo nas atuais circunstâncias – a não ser no voto escondido.

Mas candidatos a ministro de tribunal e a outras funções que dependem do Senado passam apertado. Por uma tradição nociva e degradante, imposta pelos senadores, espera-se deles que eles sejam visitados, um a um, para pedir a bênção. Foi triste ver o último indicado para ministro do Supremo peregrinando pelo Senado com uma pastinha e a mulher ao lado, como um pedinte de votos. E, pior, rogando aos senadores que esquecessem o que já havia escrito e declarado. Indigno para quem está na mais alta Corte de Justiça do país.

Senadores impõem nomes ao governo para, em troca, aprovar nomes que o governo indica. Troca-troca mesmo: indica o meu que eu aprovo o seu. Senadores se aproveitam de sua prerrogativa de aprovar ou não para exigir nomeações, liberações de emendas e coisinhas mais para aprovar um indicado. Ou para fazer política partidária. O pior é que o governo cede, na maioria das vezes.

Suas excelências fazem barganha política com as funções públicas da mais alta relevância. Não há como justificar a indicação do genro do senador Eunício de Oliveira (PMDB), Ricardo Fenelon Junior, com menos de 28 anos e nenhuma experiência, para dirigir a agência reguladora da aviação. Foi aprovado rapidamente, em um dia. Mas um experiente técnico, um dos melhores especialistas no setor, Bernardo Figueiredo, foi rejeitado para a agência de transportes porque alguns senadores do PMDB e do PTB queriam pressionar o governo para conseguir algumas daquelas coisinhas sobre as quais não falam publicamente.

Bem fez outro renomado especialista em transportes que se negou a fazer o beija-mão aos senadores sob o argumento óbvio de que todos já o conheciam, pois até ministro já tinha sido. Alguns senadores foram reclamar ao governo e o quase indicado, Paulo Sérgio Passos, desistiu. O embaixador Guilherme Patriota teve sua indicação para representante na Organização dos Estados Americanos rejeitada porque senadores direitistas alegaram ser ele um “bolivariano”. Na verdade, queriam mandar recado ao governo.

Sem falar nas sabatinas geralmente formais e cerimoniosas, nas quais boa parte dos senadores demonstra seu despreparo sem nenhum pudor e outros se limitam a bajular ou criticar os indicados, sem consistência. A maioria dos senadores, na verdade, não passaria numa sabatina de verdade.

Quando houver um governo que deixe de lado esse pragmatismo irresponsável e lesivo adotado em nome de uma falsa governabilidade, talvez os senadores se sintam intimidados e não insistam em seu jogo sujo. Quando a imprensa parar de tratar essas coisas como inerentes à vida política e não narrá-las como normais, talvez a população veja melhor o que acontece nos bastidores daquela que deveria ser, em tese, uma respeitável casa legislativa. Mas, na prática, não é mesmo.

Janot, felizmente para ele e para o país, passou pelos que acreditam mesmo serem os “pais da pátria”.

http://www.brasil247.com/pt/blog/heliodoyle/194556/Janot-está-livre-para-bater-em-Chico-e-em-Francisco.htm

Grupo de 35 deputados pede afastamento de Cunha

 

Gustavo Lima / Câmara dos Deputados:

27 de Agosto de 2015 às 16:43

247 – Um manifesto pedindo o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi assinado por 35 deputados federais e divulgado na tarde desta quinta-feira 27. O documento tem como base a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Janot, o peemedebista recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina no esquema de corrupção da Petrobras.

"A diferença de condição de investigado em um inquérito para a de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Com a denúncia do MP, a situação torna-se insustentável para o deputado, que já demonstrou utilizar o poder derivado do cargo em sua própria defesa", diz trecho do documento", que tem a adesão de parlamentares de oito partidos. O único correligionário de Cunha que defende seu afastamento é Jarbas Vasconcelos (PE).

O manifesto foi formulado no gabinete do PSOL da Bahia, com a presença de ao menos dez deputados. De acordo com os parlamentares que defendem a saída de Cunha do comando da Casa, a denúncia contra ele é "gravíssima". Cunha não quis comentar a reação dos colegas contra ele. "Não comento sobre isso, cada um tem direito de fazer o que quer", disse a jornalistas, quando questionado sobre o assunto.

Assinaram o pedido: Adelmo Carneiro Leão (PT/MG); Alessandro Molon (PT/RJ); Arnaldo Jordy (PPS/PA); Chico Alencar (PSOL/RJ); Chico D''Angelo (PT/RJ); Clarissa Garotinho (PR/RJ); Edmilson Rodrigues (PSOL/PA); Eliziane Gama (PPS/MA); Erika Kokay (PT/DF); Givaldo Vieira (PT/ES); Glauber Braga (PSB/RJ); Heitor Schuch (PSB/RS); Helder Salomão (PT/ES); Henrique Fontana (PT/RS); Ivan Valente (PSOL/SP); Jarbas Vasconcellos (PMDB/PE); Jean Wyllys (PSOL/RJ); João Daniel (PT/SE); Jorge Solla (PT/BA); José Stedile (PSB/RS); Julio Delgado (PSB/MG); Leonardo Monteiro (PT/MG); Leônidas Cristino (PROS/CE); Leopoldo Meyer (PSB/PR); Luiz Couto (PT/PB); Luiza Erundina (PSB/SP); Marcon (PT/RS); Margarida Salomão (PT/MG); Moema Gramacho (PT/BA); Padre João (PT/MG); Pedro Uczai (PT/SC); Sergio Moraes (PTB/RS); Silvio Costa (PSC/PE); Valmir Assunção (PT/BA); Waldenor Pereira (PT/BA).

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/194602/Grupo-de-35-deputados-pede-afastamento-de-Cunha.htm

Após 10h de sabatina, Janot é aprovado no Senado

 

Lula Marques/ Fotos Públicas:

Por 59 votos a 12 e uma abstenção, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta (26), a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República; antes, ele foi sabatinado por mais de dez horas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde teve 26 votos favoráveis e um contrário; antes de encerrar a comissão, Janot disse não ter havido seletividade nas denúncias contra Eduardo Cunha e Fernando Collor, que, segundo ele, "amadureceram" antes; "A investigação é técnica e não se deixa contaminar por aspectos políticos", afirmou; Janot disse ainda ser difícil prever quando virão as próximas denúncias; "Estamos empenhados em buscar provas de todos os fatos", informou

26 de Agosto de 2015 às 20:46

247 - Por 59 votos a 12 e uma abstenção, o plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (26), a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República. Antes, ele foi sabatinado por mais de dez horas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Na CCJ, ele teve 26 votos favoráveis e um contrário.

Antes de encerrar a sessão da CCJ, o senador Lasier Martins (PDT-RS) quis saber por que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, iniciou as denúncias da Lava-jato pelo senador Fernando Collor e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e quando virão os próximos nomes.

Janot disse não ter havido seletividade nas denúncias contra Cunha e Collor, que "amadureceram" antes. "A investigação é técnica e não se deixa contaminar por aspectos políticos", afirmou. Ele disse ser difícil prever quando virão as próximas denúncias. "Estamos empenhados em buscar provas de todos os fatos", informou.

Na CCJ, o procurador negou ainda a existência de um acordão entre a PGR e o governo em relação à operação Lava Jato (leia aqui).

Abaixo matéria da Agência Brasil:

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou há pouco a indicação para a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República. Foram 26 votos a favor e 1 contra. A aprovação ocorreu após mais de dez horas de sabatina.

Logo após o anúncio, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), pediu urgência para a votação em plenário. A expectativa é que a votação ocorra ainda esta noite.

Durante a sabatina, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi perguntado pelo senador Marcelo Crivella (PSC-RJ) sobre a denúncia de que uma das empresas investigadas na Operação Lava Jato teria doado R$ 250 mil à Igreja Assembleia de Deus como forma de pagamento de propina ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é ligado à denominação.

Crivella, que é evangélico, disse que a igreja e o deputado não poderiam saber sobre a origem ilícita do dinheiro. “É inverossímil o senhor [Janot] imaginar, ou o senhor admitir que um malintencionado coloque dinheiro sujo na igreja para depois receber na sua conta. A igreja não contrata consultoria. Onde está a triangulação, senhor procurador? Como lavar dinheiro através de oferta e dízimos da igreja?”, perguntou Crivella. O senador afirmou que outros investigados na Lava Jato não tiveram suas religiões citadas pela imprensa, nem foram fotografados indo à igreja.

Sem detalhar a denúncia, o procurador-geral garantiu a Crivella que “não houve investigação de nenhum credo” na Operação Lava Jato. “As investigações são de fatos, e fatos tidos como criminosos. Nessas investigações também não se criminalizou igreja alguma, que é a expressão máxima da garantia constitucional da liberdade de expressão”, disse. Janot lembrou ainda que o fato citado já está submetido ao Supremo Tribunal Federal e que os ministros da Corte decidirão sobre a questão.

Redução da maioridade penal

Perguntado pelos senadores sobre questões relacionadas à área criminal, como a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, Janot disse não acreditar que a medida venha colaborar para a redução da criminalidade no Brasil. O procurador-geral, no entanto, não quis falar do assunto sob o ponto de vista Constitucional. De acordo com Janot, o tema poderia ser levado ao Supremo Tribunal Federal, onde seria chamado a se manifestar.

“Eu vou dar a minha opinião como cidadão. Eu não acho que a redução da maioridade penal leve a alguma solução. Não acho. Esse vai ser um fato isolado que não vai ter reflexo nenhum na questão da segurança pública. A segurança pública merece outros enfrentamentos”, disse.

O procurador citou propostas que já estão em tramitação no Senado, como a do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e outra do senador José Serra (PSDB-SP), que tratam de flexibilizar o Estatuto da Criança e do Adolescente para ampliar o tempo de internação ou reduzir a maioridade nos casos mais graves. “Eu acho que essas duas soluções se colocam, para mim, de maneira mais eficaz do que a simples redução da maioridade penal”, disse.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/194477/Após-10h-de-sabatina-Janot-é-aprovado-no-Senado.htm

Lava-Jato: Dono da empreiteira UTC diz que Aécio recebeu R$2,5 milhões

 

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Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC.

Via Poços 10 Notícias

E as máscaras não param de cair! O que começou como um tsunami de denúncias contra o governo Dilma, o PT e partidos aliados, agora se alastra e envolve também partidos de oposição.

No portal Rede Brasil Atual, a jornalista Helena Sthephanowitz, que assina o texto Polícia Federal chega no “Doutor Freitas” e Aécio Neves desaparece, afirma que o PSDB também recebeu doações de recursos para suas campanhas presidencial e estaduais de empresas investigadas na Operação Lava-Jato.

O envolvimento direto dos tucanos foi revelado em depoimento de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, à Policia Federal. De acordo com Pessoa, o ex-executivo do Itaú e responsável pela arrecadação de recursos nas campanhas presidenciais do PSDB em 2010 (com José Serra) e 2014 (com Aécio Neves), Sergio de Silva Freitas, teria recebido de um clube de empreiteiras, pelo menos R$6,6 milhões de reais, sendo que desse total, R$2,5 mi seguiram direto para o comitê presidencial de Aécio, outros R$4,1 mi foram divididos entre as campanhas a governador de Pimenta da Veiga (MG) e Geraldo Alckmin (SP), e mais R$400 mil direcionados a outros candidatos do partido. Esses teriam sido os valores declarados na prestação de contas à Justiça Eleitoral e são referentes à campanha eleitoral de 2014.

A maior parte dos recursos arrecadados nas campanhas presidencial e estaduais do PSDB, são oriundas de doações de bancos, empreiteiras e construtoras. Algumas delas, aliás, investigadas pela Lava-Jato.

Outro fato interessante e que considero importante ponderar, é sobre uma das maiores e mais cara obra da história recente de Minas Gerais, que foi licitada e iniciada na gestão de Aécio Neves governador.

Trata-se da construção da Cidade Administrativa, obra orçada em R$1,7 bilhões, mas que já apresentou diversos problemas estruturais (como desnível provocado pelo afundamento dos prédios e queda de janelas). O que interessa não é a obra em si, mas o fato de ela ter sido tocada por empreiteiras hoje arroladas como envolvidas no escândalo da Petrobras, e serem elas também as mesmas doadoras de campanha do PSDB. Chega a ser uma relação de promiscuidade pública.

Estranhamente, justo no momento em que os depoimentos e acordos de delação premiada dos investigados pela Operação Lava-Jato começaram a citar a oposição e especificamente o PSDB, o Senador e candidato derrotado Aécio Neves desapareceu misteriosamente da mídia.

http://limpinhoecheiroso.com/2014/11/25/lava-jato-dono-da-empreiteira-utc-diz-que-aecio-recebeu-r25-milhoes/

A Igreja de Eduardo Cunha vai devolver os "dízimos" que ele depositou?

 

O que a igreja de Eduardo Cunha fará com os “dízimos” que ele depositou? De acordo com denúncia oficial da Procuradoria Geral, a Assembleia de Deus intermediou pelo menos 500 mil reais em propina

eduardo cunha igreja assembleia deus

Eduardo Cunha ao lado do pastor Everaldo, um dos líderes da igreja Assembleia de Deus

Kiko Nogueira, DCM

Enfim o o procurador Rodrigo Janot denunciou Eduardo Cunha no STF pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Há um detalhe curioso para um devoto apaixonado do Altíssimo, como Cunha. A Assembleia de Deus teria intermediado o recebimento de pelo menos 500 mil reais em propina em 2012, segundo a PGR (saiba mais aqui).

“Fernando Soares, por orientação do Deputado Federal Eduardo Cunha, indicou a Júlio Camargo que deveria realizar o pagamento desses valores à Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Segundo Fernando Soares, pessoas dessa igreja iriam entrar em contato com o declarante”, afirma a denúncia.

A quantia foi repassada a uma filial em Campinas, interior de SP. O chefe, ali, é um pastor chamado Samuel Ferreira, que responde ao irmão, o presidente da Assembleia de Deus Madureira no Rio, Abner Ferreira.

Abner é próximo de Cunha. Foi lá, no bairro carioca, que Cunha comemorou a vitória como deputado, em fevereiro. Em sua campanha, recebeu o apoio maciço das maiores lideranças evangélicas, incluindo o picareta Silas Malafaia, que agora renega EC como Pedro a JC.

“O Satanás teve que recolher cada uma das ferramentas preparadas contra nós. Nosso irmão em Cristo é o terceiro homem mais importante da República”, disse um extático Abner Ferreira na Câmara.

Em maio de 2014, Abner participou de um certo Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora (não é nome de uma banda de heavy metal), em Santa Catarina.

Ali, Abner pôs-se a criticar, veja só, os candidatos que, em anos de pleito, tentam comprar líderes religiosos. “Em alguns lugares que nós vamos por ai políticos falam na nossa cara: aquele pastor, daquele lugar lá, eu compro ele no cobre”, disse no púlpito.

“É isso que muitas autoridades precisam entender: a igreja não está à venda. O nosso ministério não está à venda”, discursou. “Aqui não se vende milagre, nem prodígio e nem maravilha. Homem de Deus não aceita dinheiro sujo”.

Continuou sua peroração: “Essa época eleitoral é uma das piores épocas para a igreja. O que tem de gente se prostituindo espiritualmente por aí é uma coisa de louco. É uma vergonha!”

Eduardo Cunha assembleia de deus

Pois é. Como se trata de um servo do Senhor, Abner certamente está, neste momento, refletindo sobre a grana entregue pelo amigo Eduardo Cunha. Jesus o iluminará no sentido de dar, no mínimo, uma explicação. Seu rebanho merece conhecer a verdade. Abner, provavelmente, não sabia de nada.

Não que haja algo necessariamente errado na transação. De jeito nenhum. Sempre se pode contar com a possibilidade de que se tratava apenas do dízimo generoso do querido irmão Eduardo ou da vontade do Espírito Santo.

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http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/08/a-igreja-de-eduardo-cunha-vai-devolver-os-dizimos-que-ele-depositou.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Após 10h de sabatina, Janot é aprovado no Senado

 

Lula Marques/ Fotos Públicas:

Após mais de dez horas de sabatina, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta (26), a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República; ele teve 26 votos favoráveis e um contrário; a indicação de Janot segue agora ao plenário, que está reunido em sessão deliberativa; antes de encerrar a comissão, Janot disse não ter havido seletividade nas denúncias contra Eduardo Cunha e Fernando Collor, que, segundo ele, "amadureceram" antes; "A investigação é técnica e não se deixa contaminar por aspectos políticos", afirmou; Janot disse ainda ser difícil prever quando virão as próximas denúncias; "Estamos empenhados em buscar provas de todos os fatos", informou

26 de Agosto de 2015 às 20:46

247 - Após mais de dez horas de sabatina, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (26), a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República. Ele teve 26 votos favoráveis e um contrário, anunciou há pouco o presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB). A indicação de Janot segue agora ao Plenário, que está reunido em sessão deliberativa, em regime de urgência.

Antes de encerrar a sessão da CCJ, o senador Lasier Martins (PDT-RS) quis saber por que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, iniciou as denúncias da Lava-jato pelo senador Fernando Collor e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e quando virão os próximos nomes.

Janot disse não ter havido seletividade nas denúncias contra Cunha e Collor, que "amadureceram" antes.

"A investigação é técnica e não se deixa contaminar por aspectos políticos", afirmou.

Janot disse ser difícil prever quando virão as próximas denúncias. "Estamos empenhados em buscar provas de todos os fatos", informou.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/194477/Após-10h-de-sabatina-Janot-é-aprovado-no-Senado.htm

Blindagem a Aécio na mídia lidera críticas nas redes

 

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Hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor foi o tema mais comentado no Twitter desde ontem, quando o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef reafirmam na CPI da Petrobras, na Câmara, que o senador tucano recebeu propina de Furnas; portal UOL alterou sua manchete principal para ocultar o nome de Aécio Neves; jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço, aponta "silêncio sepulcral" da mídia em relação ao caso e questiona: "Os jornais não vão buscar mais detalhes: quem pagava, como pagava, quem levava, quem recebia – a bufunfa? Vamos ficar no 'não vem ao caso'? Ninguém quer tomar a palavra de um bandido da cepa de Youssef como verdade, mas – ao contrário de tudo o mais que ele falou – não se vai investigar?"; termo 'Podemos tirar, se achar melhor' teve origem em março, quando a agência Reuters vazou essa orientação em uma reportagem que citava FHC

26 de Agosto de 2015 às 10:12

247 – A ocultação do nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) das manchetes dos principais veículos da imprensa tradicional no País é o debate principal nas redes sociais desde que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa reafirmaram, nesta terça-feira 25, durante sessão da CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados, que o tucano recebeu propina de Furnas.

O portal UOL ganhou destaque nas críticas, por ter alterado sua manchete principal sobre o tema, ocultando os nomes de Aécio e do ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, já morto. De "Youssef e Costa confirmam repasse de propinas a Aécio Neves e Sérgio Guerra", o título foi modificado para "Em CPI, Youssef e Costa citam repasse de propinas de estatais a tucanos". A foto dos dois títulos circula nas redes.

No Twitter, a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor está em primeiro lugar entre os temas discutidos nesta quarta-feira 26. O termo teve origem em março, quando a agência Reuters deixou vazar uma reportagem com as sugestões de edição do repórter para o editor. Em um trecho do texto negativo para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornalista propôs: "podemos tirar, se achar melhor".

No blog Tijolaço, o jornalista Fernando Brito destacou ontem o "silêncio sepulcral" da mídia sobre o tema:

Youssef repete CPI que houve propina a Aécio mas jornais acham que "não vem ao caso"

Fiquei procurando, em vão, menção no noticiário ao que disse Alberto Youssef sobre as propinas que pagou, segundo ele, a uma diretoria de Furnas que seria "dividida" entre José Janene, do PP, e Aécio Neves, cujo pai, Aécio Ferreira da Cunha, foi membro do Conselho de Administração da Empresa.

Nada.

Silêncio sepulcral, apesar de Youssef ter falado nisso suas vezes, segundo a "narração" do seu depoimento, feita em tempo real pelo Estadão:

16h02: Youssef volta a confirmar o esquema de repasses na diretoria da estatal energética Furnas, que segundo ele possuía uma diretoria dividida entre Aécio Neves e José Janene;
18h12 :Deputado Jorge Solla (PT-BA) volta a questionar sobre episódio envolvendo a propina em uma diretoria de Furnas, dividida entre PP e PSDB, e também o repasse de recurso para a campanha do senador Antonio Anastasia ao governo de Minas Gerais em 2010;
18h14: Youssef confirma que mandou dinheiro para Belo Horizonte, mas diz que não sabia que era para Anastasia. O doleiro afirmou ainda que só o Jayme Careca, que entregava dinheiro para ele, saberá falar quem entregou o dinheiro;
18h15: Doleiro também confirma sua versão sobre propina em Furnas e diz que Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu propina na estatal de energia pelo que ele ouviu na época;
19h06: "Não podemos dizer que alguém que foi aqui denunciado por Youssef, como Aécio em um esquema nebuloso de Furnas, possa sem ser investigado ser declarado inocente", conclui o deputado Paulo Pimenta.

Não vou nem falar sobre a confirmação dos R$ 10 milhões para Sérgio Guerra e dos R$ 20 milhões para Eduardo Campos, que estão mortos e não são, por isso, mais "notícia", embora meu parco entendimento diga que, sendo dinheiro público o que se usou nestes pagamentos, é dever da Justiça procurá-lo e reavê-lo.

Mas a reiterada acusação a um senador da República, candidato a presidente e – segundo seus próprios delírios – "presidente moral do Brasil" vai continuar sendo ignorada?

O ministro Gilmar não vai pedir investigações?

Os jornais não vão buscar mais detalhes: quem pagava, como pagava, quem levava, quem recebia – a bufunfa?

Vamos ficar no "não vem ao caso"?

Ninguém quer tomar a palavra de um bandido da cepa de Youssef como verdade, mas – ao contrário de tudo o mais que ele falou – não se vai investigar?

E a acusação a Pallocci, sobre a qual Youssef diz que "tem um outro réu colaborador que está falando. Eu não fiz esse repasse e assim que essa colaboração for noticiada, vocês vão saber realmente quem foi que pediu o recurso e quem repassou o recurso".

Como assim? Youssef participa das negociações de outros delatores? É combinado? Uma delação que, até ser homologada, deveria correr em absoluto sigilo, é do conhecimento do doleiro?

Será possível que o Judiciário brasileiro aceite – perdão pela palavra – esta "esculhambação"?

Houvesse um pouco de brio e Youssef estaria agora sendo interrogado sobre como obteve informações sobre delações em negociação com o Ministério Público.

Mas não há.

http://linkis.com/www.brasil247.com/pt/W2WEK

Aécio e Anastásia serão alvos de várias CPI’s em 2015

 

2015 promete ser o começo de uma grande dor de cabeça para os tucanos, documentos descobertos serão enviados ao MP

O ano de 2015 promete ser o início de uma forte dor de cabeça para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Várias Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs) estão na mira da antiga oposição da Assembleia Legislativa para investigar tanto a gestão do parlamentar mineiro, que governou Minas de 2003 a 2010, como a do seu correligionário e sucessor, Antonio Anastasia, eleito senador neste ano.
“Durante esses 12 anos de governo (do PSDB) em Minas, a oposição foi impedida de instalar CPIs. Havia boicotes”, dispara o deputado estadual Rogério Correia (PT), reeleito para o seu quarto mandato na Assembleia de Minas Gerais, com 72.413 votos.
A CPI de Repasses Educacionais é uma das que está na lista dos oposicionistas. Com base em cálculos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado afirma que há uma defasagem de R$ 8 bilhões em recursos que deveriam de sido aplicados na área nos 12 anos de governo tucano em Minas.
“Jamais aplicaram o mínimo de 25% como determina a legislação”, diz Correia ao Minas 247. De acordo com o parlamentar, se for instalada, a CPI da Saúde também investigará uma defasagem em torno de R$ 8 bilhões no setor.
Outra CPI envolve um parente de Aécio, conforme o deputado, a da Construção da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, sede do governo mineiro, entregue em 2010. O deputado informa que a obra teve um custo de R$ 600 milhões, porém a despesa final alcançou R$ 1,2 bilhão, o dobro do valor inicial.
Segundo o petista, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) foi a responsável pela obra, que era presidida por um parente de Aécio chamado Oswaldo Borges da Costa. “Ele preside a Codemig desde que Aécio entrou (no governo)”, complementa. Ainda referindo-se à Codemig, o parlamentar afirma que será investigada a extração de um minério conhecido como Nóbio feita sem licitação.

CPIs do Mineirão e Cemig

Nem mesmo o Mineirão, um dos estádios-sede da Copa do Mundo ficou de fora da lista de CPIs por parte dos antigos oposicionistas, que agora compõem a base aliada do governador eleito de Minas, o ex-ministro Fernando Pimentel (PT).
Correia diz que, de acordo com contrato entre o governo mineiro e o consórcio Minas Arena, responsável pelo gerenciamento do estádio, o consórcio deve atingir um lucro de R$ 7 milhões com a manutenção da arena.
“No ano passado (2014), o governo desembolsou cerca de R$ 50 milhões só para o lucro do consórcio. Tira dinheiro público para sustentar o lucro da empresa”, denuncia o parlamentar. O deputado aponta, ainda, superfaturamento nas obras.
Em relação à Companhia Energética de Minas Gerias (Cemig), Correia afrima que atualmente a empresa é controlada pela Andrade Gutierrez (a mesma envolvida na Operação Lava Jato, da Polícia Federal). “A Andrade, embora tenha participação minoritária, tem um mando, no mínimo, estranho”, complementa.

Rádio Arco-Ìris e IPSEMG

Outra CPI citada pelo deputado, que pode ser instalada, é a das Verbas Publicitárias. Parlamentares da Assembleia de Minas pretendem investigar a doação de verba publicitária para a Rádio Arco-Íris, da qual Aécio é proprietário, bem como sua irmã, Andrea Neves. Vale ressaltar que, em 2012, o Ministério Público (MP-MG) instaurou um inquérito civil com o objetivo de apurar os repasses feitos ao veículo entre 2003 e 2010.
A ligação de Aécio com a emissora veio à tona em abril de 2011, quando o senador mineiro se recusou a fazer o testo do bafômetro depois de ser parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. O parlamentar, que foi multado em R$ 1.149,24, teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida.
O senador tucano dirigia uma Land Rover de placa HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora, detentora de uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte.
Em nota, a assessoria de Aécio negou que a rádio tenha recebido patrocínios durante a gestão do tucano. De acordo com a assessoria do senador, foram utilizados critérios técnicos na escolha das rádios que receberiam verbas publicitárias e negou interferência de Andrea no direcionamento de recursos – ela foi coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do Executivo, órgão responsável por controlar gastos do governo com comunicação.
O deputado do PT menciona, também, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) como um dos possíveis alvos de investigações. Sem maiores detalhes, Correia diz que recursos foram retirados do instituto para o caixa único do governo. O valor seria cerca de R$ 250 milhões.
Em novembro passado, o governo mineiro informou, em nota, que o decreto referente à medida “apenas” regulamenta a transferência dos recursos de uma conta bancária para outra, e comprometerá o orçamento destinado à assistência médica dos servidores por meio do Ipsemg. “O dinheiro do Ipsemg é o único, dentre os órgãos públicos, que não está no caixa único do Estado. O decreto apenas regulamenta a transferência do dinheiro, que será feita aos poucos”.
Conforme a nota, o caixa único pode aumentar os rendimentos dos recursos do instituto de previdência dos servidores. “O caixa único do Estado tem mais dinheiro do que o fundo usado para a assistência médica. Dessa forma, os rendimentos são maiores também, o que pode garantir mais dinheiro para o Ipsemg e mais benefícios para o servidor”.

Aeroporto de Claudio

Talvez o caso mais conhecido acerca de possíveis investigações contra Aécio, o aeroporto de Claudio, município do interior mineiro. Conforme denúncia da Folha, em matéria publicada em julho do ano passado, o tucano cometeu ato de improbidade administrativa ao utilizar R$ 14 milhões de recursos públicos para construir um aeroporto, em uma área desapropriada que pertencia ao seu tio-avô.
Também no mês de julho, em artigo enviado para a Folha, Aécio afirmou que, “se algum equívoco houve, certamente eu posso reconhecer e não ter me preocupado em examinar em que estágio o processo de homologação está”. “Este é um equívoco e eu quero reconhecer. O MP-MG abriu investigação sobre o caso.
O parlamentar informa que o início dos trabalhos e a ordem das instalações das CPIs na Assembleia ainda serão definidos.

Ataques a Aécio

Questionado sobre a atuação de Aécio durante a campanha presidencial, o deputado Rogério Correia foi taxativo: “Minas derrotou Aécio. Isso diz tudo. Mostrou ao Brasil que onde ele governava não se confia, tanto do ponto de vista moral e ético como administrativo”, alfinetou. No primeiro turno da eleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio em Minas por 43% dos votos válidos contra 39% do senador. No segundo turno, a petista também ficou na frente (52,41% a 47,49%).
“É um senador nota zero”, cutuca o deputado, em referência à nota da revista Veja atribuída ao senador (veja aqui). Ao explicar a nota dada ao tucano, a revista disse que o senador foi afetado pela campanha presidencial, que teria provocado seu afastamento das atividades parlamentares (confira aqui). “A pior revista do Brasil dá nota zero ao pior senador”, acrescenta Correia.
Para o deputado, Aécio “se sustentou no antipetismo”. “Se não fosse isso, ele teria tomada uma ‘balaiada’ da Dilma”, afirma Correia. Dilma venceu a eleição, em segundo turno, por 51,64% a 48,36%. “Com a vitória de (Fernando) Pimentel, vamos mostrar o que de fato foi governo Aécio em Minas”.

Minas 247 – Diário do Brasil e Portal Metrópole

Delatores Youssef e Costa mencionam repasse de propina a Guerra e Aécio

 

Dois dos principais delatores da operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, mencionaram nesta terça-feira (25) que políticos do PSDB receberam recursos desviados de empresas estatais como a Petrobras e Furnas. Entre os beneficiados estariam o ex-presidente nacional partido Sérgio Guerra e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

As declarações de Costa e Youssef foram feitas durante uma acareação realizada nesta terça-feira na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras na Câmara. Costa e Youssef disseram que Sérgio Guerra recebeu R$ 10 milhões para "abafar" uma CPI no Congresso Nacional para investigar irregularidades na Petrobras em 2009. O dinheiro, segundo a dupla, teria sido pago pela empreiteira. Segundo Youssef, o dinheiro foi pago pela empreiteira Camargo Correa, uma das investigadas pela operação Lava Jato.

Costa disse que foi procurado por Guerra e pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) para que o dinheiro fosse encaminhado ao líder tucano. "De minha parte, posso dizer que eles receberam", afirmou Costa. Sérgio Guerra morreu em março de 2014.

Deputados do PT seguiram questionando os dois delatores sobre suspeitas de pagamento de propina a líderes tucanos. Jorge Sola (PT-BA) perguntou a Youssef se ele tinha conhecimento das informações de que o senador Aécio Neves teria recebido dinheiro de propina relativa a contratos da estatal Furnas. "O senhor confirma que Aécio recebeu dinheiro de corrupção de Furnas?", indagou Sola. Youssef disse ter ouvido sobre isso do ex-deputado José Janene, morto em 2010: "Eu confirmo por conta do que eu escutava do deputado José Janene, que era meu compadre, e eu era operador dele", disse Youssef. Janene é apontado como o responsável pela indicação de Paulo Roberto Costa à direção de Abastecimento da Petrobras.

Em nota oficial, o diretório nacional do PSDB rebateu as afirmações dos delatores. "Como já foi afirmado pelo advogado de Alberto Youssef e, conforme concluiu a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF), as referências feitas ao senador Aécio Neves são improcedentes e carecem de quaisquer elementos que possam minimamente confirmá-las."

O texto prossegue questionanando as motivações de tais declarações: "Não se tratam de informações prestadas, mas sim de ilações inverídicas feitas por terceiros já falecidos, a respeito do então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, podendo, inclusive, estar atendendo a algum tipo de interesse político de quem o fez à época."

A partir das menções feitas a Aécio Neves e a Sérgio Guerra, deputados do PT e da oposição travaram uma espécie de "batalha" ao longo da acareação. Em diversos momentos, quando deputados oposicionistas faziam perguntas sobre líderes do PT, deputados governistas gritavam o nome de Aécio.

Youssef disse ainda que chegou a enviar recursos oriundos de propina a Belo Horizonte, mas negou que fossem direcionados ao senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

"Com referência ao Anastasia, eu mandei, sim, dinheiro para Belo Horizonte, mas não fui que fui entregar. Então, a mim não foi dito que era para o Anastasia. Mas quem foi lá entregar foi o Jayme [Alves de Oliveira Filho], então só ele pode dizer a quem ele entregou. Eu posso dizer que recebi um endereço, um nome, e mandei entregar. Esse nome que eu recebi, me lembro muito bem, não era o Anastasia. Tinha outro nome e tinha outro endereço", afirmou.

Em março deste ano, Aécio negou participação no esquema de Furnas. "A chamada lista de Furnas - relação que contém nomes de mais de 150 políticos brasileiros de diferentes partidos - é uma das mais conhecidas fraudes políticas do País e já foi reconhecida como falsa em 2006 pela CPMI dos Correios", disse o tucano em nota. Segundo a nota, a "lista de Furnas" surgiu em 2005 como "tentativa de dividir atenção da opinião pública" em meio à revelação do mensalão.

Em relação ao PT, Youssef disse que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinham conhecimento do esquema de desvios de recursos públicos da Petrobras investigado pela Polícia Federal e pelo MPF (Ministério Público Federal). Ambos negam.

Leia a seguir a íntegra da nota oficial do PSDB sobre os depoimentos dos delatores:

"Como já foi afirmado pelo advogado de Alberto Youssef e, conforme concluiu a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF), as referências feitas ao senador Aécio Neves são improcedentes e carecem de quaisquer elementos que possam minimamente confirmá-las.

Não se tratam de informações prestadas, mas sim de ilações inverídicas feitas por terceiros já falecidos, a respeito do então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, podendo, inclusive, estar atendendo a algum tipo de interesse político de quem o fez à época.
Em seu depoimento à Polícia Federal, conforme a petição da PGR, Youssef afirma que: "Nunca teve contato com Aécio Neves" (página 18) e que "questionado se fez alguma operação para o PSDB, o declarante disse que não" (página 20).
Na declaração feita hoje, diante da pressão de deputados do PT, Yousseff repetiu a afirmativa feita meses atrás: de que nunca teve qualquer contato com o senador Aécio Neves e de que não teve conhecimento pessoal de qualquer ato, tendo apenas ouvido dizer um comentário feito por um terceiro já falecido.
Dessa forma, a tentativa feita pelo deputado do PT Jorge Solla, durante audiência da CPI que investiga desvios na Petrobras, buscou apenas criar um factoide para desviar a atenção de fatos investigados pela Polícia Federal e pela Justiça e que atingem cada vez mais o governo e o PT."

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Nova CPI da Petrobras84 fotos

25.ago.2015 - Deputados da CPI da Petrobras realizam acareação entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa (esquerda) e o doleiro Alberto Youssef (direita), nas dependências da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Youssef e Costa já foram condenados pela Justiça Federal do Paraná. O ex-diretor da Petrobras cumpre pena domiciliar e é monitorado com uma tornozeleira eletrônica. Já Youssef segue em regime fechado. Essa é a primeira acareação realizada pela CPI da Petrobras Leia mais André Dusek/Estadao Conteúdo

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/08/25/youssef-e-costa-confirmam-repasses-a-lideres-tucanos.htm

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Desde que o pai assumiu a Câmara, Danielle Cunha ganhou contas de ao menos três deputados

 

Publicitária de 28 anos, filha do peemedebista trabalha com marketing político

por Evandro Éboli


Danielle na Câmara: Eduardo Cunha afirma que nunca interferiu a favor da publicitária junto aos parlamentares - ANDRE COELHO / André Coelho/4-8-2015

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BRASÍLIA - A publicitária Danielle Cunha transita com livre acesso no plenário e em alguns gabinetes da Câmara dos Deputados, onde atua como captadora de clientes. Todos parlamentares. Ela oferece trabalho de assessoria e divulgação de mandatos. Marketing político. Danielle, de 28 anos, é filha do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Desde que seu pai assumiu o comando da Câmara, a publicitária conquistou as contas de, pelo menos, três deputados aliados de Cunha. Nesse período, esses três desembolsaram R$ 102,6 mil da cota parlamentar a que têm direito, um dinheiro público, para pagar a empresa Popsicle Digital Flavours, a qual Danielle é ligada.

Os assessorados de Danielle são o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB) - acusado por colegas de preservar Cunha na comissão -; André Fufuca (PEN-MA), outro aliado e que acaba de ser indicado para uma sub-relatoria na CPI do BNDES; e Danilo Forte (PMDB-CE), que atuou na campanha para fazer o peemedebista presidente da Câmara. Eles argumentam que contrataram Danielle por sua competência e negam qualquer influência de Cunha no fechamento do negócio. Desse total pago até agora, R$ 50 mil foi por assessoria a Motta; R$ 27.600 a Fufuca; e R$ 25.080 para Forte.

Danielle transita pela Câmara sempre ao lado do publicitário Michell Yamasaki Verdejo, que aparece como dono da Popsicle. Sempre juntos, eles vão aos gabinetes de parlamentares aliados vender o serviço. Na nota fiscal emitida pela empresa aparece descrito o tipo de trabalho prestado: assessoria com foco na elaboração e na revisão de textos, boletins informativos para divulgação do trabalho parlamentar em sites, rádios, TVs e jornais. Na Câmara, utilizam também, como nome da empresa, DTBS (Design Thinking Branding Solutions). Os dois são responsáveis por "novos negócios". Há também dois gerentes, de projeto e conteúdo, e uma coordenadora de mídias sociais.

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Danielle e Michell são vistos em todas as partes, até mesmo no plenário, como ocorreu na última quarta-feira. No pouco tempo em que permaneceram ali, foram abordados e conversaram com André Moura (PSC-SE), Celso Pansera (PMDB-RJ), Manoel Júnior (PMDB-PB) e também Fufuca. Todos da linha de frente de apoio a Cunha.

Fufuca conta que contratou Danielle por sua experiência nessa área e nega influência de sua relação com Cunha para fechar o contrato.

- Eu a contratei para fazer esse trabalho de comunicação, de monitoramento nas redes sociais, alimentar o site. Estava precisando desse serviço, e ela tem experiência. A influência (de Cunha) é nenhuma. Zero. Ela faz o serviço independentemente do pai - argumentou Fufuca.

Danilo Forte evitou se estender no assunto e foi na mesma linha do colega.

- A razão de contratar Danielle foi a sua competência - disse Forte.

Procurado na última sexta-feira, Hugo Motta não retornou o contato do GLOBO.

Danielle Cunha disse que é funcionária de Michell e que recebe salário. Ela entende que não há conflito de interesse entre seu trabalho e a posição de Eduardo Cunha. Para ela, o cargo do pai pode até atrapalhar.

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- Atuo na linha de frente. Recebo salário e prospecto trabalhos. Não necessariamente me ajuda (o fato de Cunha ser o presidente da Câmara). Até pela minha condição, pode atrapalhar. Tenho cinco empresas na área de internet e dez anos de experiência. Meu currículo diz por si só. É aprovado no mercado - disse Danielle, que negou receber recurso da cota parlamentar. - Presto um serviço. Do mesmo jeito para a Popsicle como para várias outras. Um trabalho mensurável. Não tem nada ilegal. Trabalho para uma empresa privada, que recebe verba de parlamentar.

Michell Verdejo não retornou os contatos do GLOBO na última sexta.

Eduardo Cunha, por meio de sua assessoria, disse que a filha é qualificada para esse trabalho e que nunca interferiu a favor dela junto aos parlamentares. "Danielle Cunha, filha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é uma profissional com qualificação reconhecida no meio em que exerce seu ofício e desenvolve suas atividades dentro das normas legais. O presidente não acompanha sua carteira de clientes, nunca pediu nem pedirá, para quem quer que seja, que a contrate. Ela não precisa desse tipo de auxílio", diz o presidente.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/desde-que-pai-assumiu-camara-danielle-cunha-ganhou-contas-de-ao-menos-tres-deputados-17276470#ixzz3jsYHIfoO
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Justiça afasta prefeito de Campo Grande por corrupção

 

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Gilmar Olarte (PP) e o presidente da Câmara Municipal da cidade, Mario César Oliveira da Fonseca (PMDB) foram afastados dos cargos e proibidos de se aproximarem das dependências administrativas da prefeitura e da Câmara, por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul; Olarte, que assumiu o cargo em 2014, após a cassação de Alcides Bernal (PP), é acusado pelo Ministério Público do Estado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro; segundo o Ministério Público, há indícios de promessa de propina a políticos voltadas à cassação do mandato de Alcides Bernal

25 de Agosto de 2015 às 16:18

247 - O prefeito de Campo Grande (MS), Gilmar Olarte (PP), e o presidente da Câmara Municipal da cidade, Mario César Oliveira da Fonseca (PMDB) foram afastados dos cargos e proibidos de se aproximarem das dependências administrativas da prefeitura e da Câmara, por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Olarte é acusado pelo Ministério Público do Estado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele assumiu o cargo em março do ano passado, após cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP). Segundo o Ministério Público, há indícios de promessa de propina a políticos voltadas à cassação do mandato de Alcides Bernal.

"Relata a inicial a presença de indícios veementes de que houve uma articulação entre empresários, vereadores de Campo Grande (MS) e o atual prefeito de Campo Grande Gilmar Antunes Olarte, consistente no oferecimento de promessas de vantagens (tais como pagamento de vultuosas quantias, nomeações em cargos públicos comissionados/secretarias e de benefícios junto à administração pública municipal), para fins de cassação do mandado de Alcides Bernal", destaca o despacho do desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva.

De acordo com o despacho do desembargador, as investigações da Polícia Federal começaram antes da posse de Gilmar Olarte como prefeito. “É nesse período que ocorrem os diálogos captados entre o empresário João Alberto Kramp Amorim dos Santos e o vereador Mario César, dos quais extrai-se fortes indícios acerca do acordo que teria sido firmado com os vereadores visando à cassação do mandato do prefeito eleito, sendo que após a confirmação de que teria ocorrido uma ‘excelente conversa’ com os vereadores, João confirma que então é dia de ‘pegar outro cafezinho”.

A Justiça determinou, além do afastamento do prefeito e do presidente da Câmara, a busca e apreensão de seus aparelhos de telefone celular e de outros 15 investigados.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/194297/Justiça-afasta-prefeito-de-Campo-Grande-por-corrupção.htm

Juruna pede saída de Paulinho, após apoio a Cunha

 

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Movimento por saída definitiva do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) da Força Sindical ficou mais forte depois que o parlamentar deu apoio explícito ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), denunciado por corrupção; secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que já é hora de Paulinho "seguir seu caminho", "deixando que a central siga o seu próprio caminho, tenha a sua posição permanente em defesa de políticas democráticas, do respeito à institucionalização do Estado de Direito Democrático"

24 de Agosto de 2015 às 14:06

Da Rede Brasil Atual - O apoio explícito ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em evento da Força Sindical na última sexta-feira (21), em São Paulo, causou "grande constrangimento" na central, a ponto de seu secretário-geral, João Carlos Gonçalves, o Juruna, sugerir a saída definitiva do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SD-SP), hoje licenciado da presidência.

"Talvez tenha chegado o momento de falarmos com muita franqueza e sempre com lealdade se já não é hora de o companheiro Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que por sua própria vontade e decisão optou exclusivamente pela atividade partidária, seguir o seu caminho, e a exemplo do companheiro Luiz Antônio de Medeiros, no passado, continuar ao nosso lado, nos apoiando, nos ajudando com a sua experiência e bagagem, mas deixando que a central siga o seu próprio caminho, tenha a sua posição permanente em defesa de políticas democráticas, do respeito à institucionalização do Estado de Direito Democrático a duras penas conquistado e, sobretudo, de uma coerente e combativa política sindical em defesa dos trabalhadores e suas famílias, o que é nosso objetivo maior", escreveu Juruna.

Os dois dirigentes ainda não conversaram após a divulgação do artigo, que segundo Juruna tem como objetivo suscitar um debate interno. Muitos dirigentes, embora não afirmem publicamente, ficaram incomodados com a repercussão, na imprensa, das demonstrações de apoio a Cunha, que na véspera havia sido denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "O presidente Eduardo Cunha é a pessoa mais correta que encontrei", afirmou Paulinho na sexta-feira.

"O que era para ser uma atividade institucional e imparcial, para conversar sobre as leis e medidas que estão em tramitação ou que já foram votadas, transformou-se num ato partidarizado, de apoio a um político que está sendo denunciado pelo Ministério Público", diz Juruna, em seu texto. "Os gritos de guerra a favor de Cunha, ouvidos no ato, configuraram uma ação deslocada e sem sentido no atual contexto. Isso porque a democracia deve funcionar para todos. Ninguém está acima da justiça e, neste sentido, precisamos aguardar as conclusões do Judiciário no processo que envolve o político em questão. Repito: o que era para ser uma atividade sindical, meramente institucional, com pauta definida pelo presidente Miguel Torres (presidente em exercício da Força), transformou-se em um ato de apoio político, e isso não estava na pauta."

O secretário-geral da Força diz que a entidade tem buscado manter o equilíbrio, lembrando que Torres vem conversando com "os principais atores sociais, como os presidentes de centrais sindicais", além de reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conversas agendadas com o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o atual vice-presidente, Michel Temer. "O que aconteceu na última sexta-feira, dia 21, com a transformação de uma atividade sindical em uma ação partidária, não condiz com o caminho que temos tomado. Milhares de sindicalistas filiados à Força Sindical em todo o Brasil foram pegos de surpresa pelo noticiário, gerando um grande constrangimento para a central."

O documento faz referência depreciativa à CUT. Segundo Juruna, a Força "deve ser dar o respeito como entidade sindical multipartidária, como está colocado desde a fundação, e não joguete e instrumento de partidos ou pessoas, como têm se caracterizado os companheiros da CUT ao longo de sua história".

Criada em 1991, a Força teve apenas dois presidentes eleitos até hoje: Medeiros e Paulinho, ambos originários do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. O último congresso da central, o sétimo, foi realizado há pouco mais de dois anos. Para mudar o presidente, não é preciso realizar novo congresso – assumiria o 1º vice (atualmente, Melquíades de Araújo, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de São Paulo e ligado ao PSDB), e o substituto seria escolhido em reunião da direção.

Originalmente opositor da CUT, Medeiros já foi secretário de Relações do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego, na gestão Lula. Também passou pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo. Atualmente, é secretário municipal das Subprefeituras do governo Fernando Haddad (PT). Ex-PDT e fundador do Solidariedade, Paulinho apoiou Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006 e Dilma Rousseff (PT) em 2010. Na eleição do ano passado, tornou-se feroz opositor da candidatura petista, e hoje é um dos principais defensores do impeachment da presidenta.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/194125/Juruna-pede-sa%C3%ADda-de-Paulinho-ap%C3%B3s-apoio-a-Cunha.htm

Quando as imagens explicam melhor a política do que as palavras

 

fotos

Se reunissem todas as análises que têm sido escritas desde o começo do ano sobre o momento político e as razões das manifestações contra o governo Dilma Rousseff, provavelmente esses escritos lotariam as prateleiras da Biblioteca Real de Alexandria.

Há alguns meses, porém, circulam pela internet – a meu ver, timidamente – duas fotos que, justapostas, são muito mais eficientes para explicar o processo político-ideológico em curso no país do que todas essas análises juntas.

foto 2015

51 anos separam a foto tirada neste ano nas manifestações contra o governo de 12 de março da foto tirada em 19 de março de 1964, a menos de duas semanas do golpe militar que instituiu uma ditadura de 21 anos no país.

Antes que alguém venha contra-argumentar que há diferenças fundamentais entre os dois momentos da vida nacional, quero dizer que concordo. O país em que vivemos hoje impede que essa gente que saiu às ruas em 1964 dizendo as mesmas bobagens que hoje obtenha os mesmos resultados que obteve cinco décadas atrás.

As instituições e as garantias constitucionais são muito mais sólidas, apesar de combalidas pelas prisões arbitrárias e pelo uso da lei de forma seletiva que têm sido vistos nos últimos dois anos e pouco.

Não existe hoje no mundo condições para um país da importância do Brasil sofrer uma quartelada sem se isolar dramaticamente da comunidade internacional – um golpe militar, hoje, afundaria o país, que seria alijado de todas as instâncias multilaterais do mundo.

Então para que serve comparar essas fotos?, perguntará o leitor. Será só pela coincidência perfeita entre as frases que exibem?

Em primeiro lugar, não há coincidência. Quem manufaturou a faixa vista nas manifestações antigoverno deste ano certamente inspirou-se em dizeres que foram levados às ruas nas marchas “da família com Deus pela liberdade” de meio século atrás, as quais, paradoxalmente, levaram o país à maior falta de liberdade que sofreu no século XX.

Uma falta de liberdade que durou 21 anos, diga-se.

Em segundo lugar, a comparação serve para explicar a motivação de quem está protestando contra o governo.

Mais uma vez, outra comparação de imagens mostra que atribuir “repúdio à corrupção do PT” como razão para protestar, não passa de balela.

fotos cunha

Mas se repúdio à corrupção não é a verdadeira motivação dessas manifestações antigoverno, então o que move essa gente?

Aí é que entram as duas fotos que encabeçam este texto. Tanto em 1964 quanto hoje, o que move essa uniformidade étnica e de classe social que quer derrubar o governo é a preservação da desigualdade que essas pessoas conseguiram ampliar ao longo de 21 anos de ditadura.

O aumento da desigualdade durante os anos do Milagre Econômico foi tema de diversos estudos de economistas. Veja o que especialistas escreveram, naquela época, sobre a concentração de renda no país.

Alberto Fishlow, professor da universidade de columbia

Em 1972, escreve artigo publicado na ‘American Economic Review’, mostrando o aumento da concentração de renda no Brasil entre 1960 e 1970. Era o período que a repressão do regime militar alcançava seu auge.

De certa maneira (Carlos) Langoni replicou meu artigo, mas não utilizou as rendas maiores e mostrou uma situação um pouco melhor dos habitantes — afirma.

Carlos Langoni, doutor pela Universidade de Chicago

A pedido do então ministro da Fazenda Delfim Netto, ele fez um estudo sobre o tema e concluiu que a educação era fator preponderante para explicar a piora na distribuição de renda:

— Todos reconhecem que a educação é um fator fundamental para reconciliar desenvolvimento com melhoria da distribuição de renda — afirma o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni.

Rodolfo Hoffmann, doutor em Economia Agrária /USP

No Brasil, na mesma época que Fishlow, Hoffmann também constatou o aumento da desigualdade.

—Todos nós deduzimos, matematicamente, que (o aumento da concentração) tinha a ver com a ditadura. O espantoso no livro do Langoni é que ele não fala do golpe. É o erro básico, como se o mercado funcionasse independentemente da política.

Vale ressaltar que quem diz isso não é este blogueiro, mas o jornal O Globo.

Assim, recorremos de novo a uma imagem para explicar por que a extrema-direita, após mais de 50 anos, voltou a protestar com virulência ímpar contra um governo brasileiro.

concentração de renda

O que preocupa o autor desta análise, pois, é que quando imagens explicam melhor a política do que as palavras é porque a sociedade abandonou o campo do diálogo e mergulhou no da imposição de vontades.

É simples assim.

http://www.blogdacidadania.com.br/2015/08/quando-as-imagens-explicam-melhor-a-politica-do-que-as-palavras/

PROJETO MANDALLA, A ESPERANÇA DE UM FUTURO MELHOR

 

Cruz. Nos dias 11, 12 e 13 de maio, aconteceu uma capacitação sobre o Projeto Mandalla no Município de Cruz. O Curso sobre Práticas Alternativas de Sanidade e Produção Vegetal contou com a participação de Agricultores Familiares, homens e mulheres integraram a turma, que alternou aulas práticas com teoria recheada com vídeos onde mandalleiros mostravam suas experiências com esta nova modalidade de produzir alimentos saudáveis sem aplicação de agrotóxicos e usando alternativas de adubação por compostagem, controle de pragas por inseticidas naturais, além de aprenderem técnicas de produção de biofertilizantes naturais usando matéria prima local.

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Sec. Carlão – Dr. Ximenes - Dra Sara

O curso foi ministrado por dois técnicos da SDA, profundo conhecedores do segredo mandalla, Dr. Ximenes e Feijãozinho, Engenheiros Agrônomos com larga experiência em implantação de Mandallas com mais de 700 unidades já instaladas em todo o Ceará.

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Preparo da Compostagem

A capacitação foi uma antiga solicitação do Secretário de Agricultura do Município Carlos Cesar, que tem sido um grande incentivador de adoção de técnicas que venham a favorecer a Agricultura Familiar.

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Coentro

Com o incentivo e apoio técnico oferecidos aos horticultores, as mandallas já começam a mudar a paisagem rural com o verde exuberante das hortas que se espalham pelas diversas comunidade rurais. Cebola, coentro, alface, tomate, rúcula, pimentão, maxixe, banana e outros vegetais alimentícios já começam a despertar o interesse dos Agricultores Familiares.

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Cebola

 

Em visita técnica aos produtores, já se ouve relatos de famílias que sobrevivem da produção exclusiva de hortaliças.

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Dr. Feijãozinho - SDA