quinta-feira, 31 de março de 2016

Operadora informou Moro sobre grampo em escritório de advocacia

: A operadora de telefonia que executou a ordem para interceptar o ramal central do escritório de advocacia Teixeira, Martins e Advogados já havia informado duas vezes ao juiz federal Sergio Moro que o número grampeado pertencia à banca, que conta com 25 advogados; apesar disso, em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta semana, Moro afirmou desconhecer o grampo determinado por ele na Lava Jato
31 de Março de 2016 às 20:32
Conjur - A operadora de telefonia que executou a ordem para interceptar o ramal central do escritório de advocacia Teixeira, Martins e Advogados já havia informado duas vezes ao juiz federal Sergio Fernando Moro que o número grampeado pertencia à banca, que conta com 25 advogados. Apesar disso, em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta semana, Moro afirmou desconhecer o grampo determinado por ele na operação “lava jato”.
Dois ofícios enviados pela Telefônica à 13ª Vara Federal de Curitiba, no dia 23 de fevereiro (quando foram determinados os grampos) e outro do dia 7 de março (quando foram prorrogadas as escutas), discriminam cada um dos números que Moro mandou interceptar. Os documentos deixam claro que um dos telefones grampeados pertence ao Teixeira, Martins e Advogados, descrevendo, inclusive, o endereço da banca.
Os documentos estão no processo que determinou a quebra do sigilo também dos telefones do Instituto Lula e de seu presidente, Paulo Okamotto; do Instituto de Pesquisas e Estudos dos Trabalhadores; bem como de Vania de Moraes Santos, Elson Pereira Vieira e Clara Ant.
Os ofícios colocam em xeque a afirmação feita por Moro em documento enviado ao Supremo no último dia 29, no qual o juiz confirma ter autorizado o grampo no celular do advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Teixeira, mas diz não saber das interceptações telefônicas do seu escritório.
Ao se explicar para o STF, Moro afirmou: “Desconhece este juízo que tenha sido interceptado outro terminal dele [Roberto Teixeira] ou terminal com ramal de escritório de advocacia. Se foi, essas questões não foram trazidas até o momento à deliberação deste juízo pela parte interessada”.
Além dos documentos da empresa Telefônica enviados a Moro em fevereiro e março, o próprio Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil já havia enviado um ofício ao juiz federal requerendo informações sobre a interceptação dos telefones do escritório Teixeira, Martins e Advogados durante a “lava jato”, uma semana antes de o juiz enviar ao STF o documento interpretado como um pedido de desculpas pelos transtornos causados com a divulgação de conversas da presidente Dilma Rousseff.
A assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto.
Em pauta
O assunto pode esquentar a discussão nesta quinta-feira (31/3) no Supremo Tribunal Federal, uma vez que, segundo a pauta de julgamento, o Plenário vai deliberar sobre a decisão liminar do ministro Teori Zavascki que determinou a remessa ao STF de procedimentos em trâmite na 13ª Vara Federal de Curitiba que envolvam interceptação de conversas telefônicas do ex-presidente Lula.
Esta reclamação, especificamente, aponta o fato de as interceptações registrarem diálogos com a presidente da República, Dilma Rousseff, e com outros agentes públicos que detêm prerrogativa de foro. Teori decidiu que cabe apenas ao STF decidir sobre a necessidade de desmembramento de investigações que envolvam autoridades com prerrogativa de foro.
Sigilo ameaçado
Reportagem da ConJur mostrou que o Ministério Público Federal indicou o número do escritório como se fosse de uma empresa do ex-presidente Lula (Lils Palestras e Eventos), conseguindo que segredos e estratégias de defesa em centenas de casos chegassem às mãos dos acusadores antes de serem levadas aos tribunais. O MPF diz que foi por engano, mas silencia a respeito da destruição das conversas.
O resultou foi que conversas de todos os 25 advogados do escritório com pelo menos 300 clientes foram grampeadas, além de telefonemas de empregados e estagiários da banca. Levando em conta a fatura telefônica do Teixeira, Martins e Advogados, à qual a ConJur teve acesso, é possível concluir que ao menos 100 horas de conversas estão arquivadas no sistema Guardião do MPF. O sistema não intercepta, mas organiza e armazena os dados e conversas dos grampos, permitindo inclusive o cruzamento de dados por hora, dia e até pela voz do alvo.
Os membros da força-tarefa da operação “lava jato” afirmaram que o telefone do Teixeira, Martins foi incluído no pedido por constar no site "FoneEmpresas" como sendo da Lils Palestras e Eventos. Além disso, os membros do MPF ressaltam que Moro autorizou a interceptação. Uma busca pelo número de telefone no Google, no entanto, já traz em seus primeiros resultados o escritório de advocacia.
A ConJur também ligou para o número indicado no processo e ouviu a gravação que começa com a seguinte frase: “Você ligou para Teixeira, Martins e Advogados”. Durante a interceptação por pelo menos 30 dias, os investigadores parecem não ter percebido o “engano”. Os procuradores argumentam ainda que não juntaram transcrições das escutas do telefone central do escritório nos autos do processo — constando no relatório os registros das ligações envolvendo o número.
Segundo o processo, Moro autorizou essa escuta por entender que ela poderia “melhor esclarecer a relação do ex-Presidente com as empreiteiras [Odebrecht e OAS] e os motivos da aparente ocultação de patrimônio e dos benefícios custeados pelas empreiteiras em relação aos dois imóveis [o triplex em Guarujá (SP) e o sítio em Atibaia (SP)]”.
http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/223461/Operadora-informou-Moro-sobre-grampo-em-escritório-de-advocacia.htm

Renan: ‘Rompimento foi precipitado e pouco inteligente’

Jane de Araújo/Agência Senado: Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que recebeu nesta quinta-feira artistas, intelectuais e parlamentares em defesa da presidente Dilma, considerou "precipitada" a decisão do PMDB pelo rompimento com o governo, formalizado na terça-feira; "É evidente que isso precipitou reações em todas as órbitas: no PMDB, no governo, nos partidos da sustentação, nos partidos da oposição, o que significa em outras palavras, em bom português, não foi um bom movimento, um movimento inteligente", avaliou; ele também disse não acreditar que o PMDB engrosse a oposição caso o Congresso não aprove o impeachment; líderes do PMDB, entre eles Jader Barbalho, avaliaram a insistência de Michel Temer para uma ruptura como "uma burrada" do vice-presidente
31 de Março de 2016 às 15:17
247 - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ter considerado "precipitada" a decisão do PMDB de desembarcar da base do governo da presidente Dilma Rousseff, formalizada na última terça-feira 29. Segundo ele, um acordo firmado na reunião da convenção do partido, no dia 12, e que reelegeu o vice-presidente Michel Temer para continuar à frente da legenda, previa que não fossem votadas moções.
De acordo o presidente do Congresso, o ato surpreendeu, pois se votou uma moção que dava prazo de 30 dias para que o partido decidisse se mantinha o apoio ao governo. A apreciação, porém, foi antecipada para o dia 29, quando o PMDB aprovou o texto de rompimento e a entrega imediata dos cargos que ocupa na administração federal em menos de quatro minutos.
"É evidente que isso precipitou reações em todas as órbitas: no PMDB, no governo, nos partidos da sustentação, nos partidos da oposição, o que significa em outras palavras, em bom português, não foi um bom movimento, um movimento inteligente", avaliou Renan.
O senador ressaltou que quando o partido reelegeu Temer para comandar a legenda demonstrou uma "férrea unidade", reconduzindo-o ao cargo por meio de uma chapa única. O movimento posterior de rompimento, porém, foi "pouco calculado" em sua opinião.
O presidente do Senado destacou, ainda, que não tem participado das discussões em torno de um eventual governo Temer de maneira a resguardar a isenção e a transparência do Senado. Mesmo evitando comentar se existiria uma pressa do PMDB em ocupar o Palácio do Planalto, Renan disse não acreditar que a legenda engrosse a bancada e oposição caso o Congresso não aprove o impeachment da presidente Dilma.
"Eu acho que não (o PMDB passar à oposição) porque, na medida em que você permite a radicalização das posições, você deixa de defender o interesse nacional e quando você abre os olhos apenas para a disputa de poder e fecha os olhos para a defesa de valores como a democracia, a liberdade, a governabilidade, você sem dúvida inverte os papéis", disse.
Artistas, intelectuais e parlamentares vão a Renan para defender Dilma
Renan recebeu, o início da tarde desta quinta-feira, parlamentares, artistas, intelectuais e representantes de movimentos sociais apoiadores da manutenção do governo da presidente Dilma. No encontro, Renan Calheiros voltou a dizer que o momento é conturbado.
"Eu acredito que as disputas políticas muitas vezes são saudáveis, mas não podemos permitir que essas disputas ultrapassem os limites da Constituição e fragilizem a democracia. Saibam dos meus compromissos com a Democracia, saibam do papel, o qual eu entendo que devo desempenhar como presidente do Congresso Nacional, que é agir, não tenham a menor dúvida, em defesa da democracia", disse.
Líderes do PMDB, entre eles Jader Barbalho, avaliaram a insistência de Michel Temer para uma ruptura como "uma burrada" do vice-presidente. Leia mais na reportagem do Jornal do Brasil:
Líderes do PMDB avaliam ruptura como "uma burrada" de Michel Temer
Peemedebistas não querem o ônus de ter precipitado eventual queda de Dilma
Eduardo Miranda - Os menos de três minutos em que o Diretório Nacional do PMDB aprovou, por aclamação, e não por votos, a ruptura do partido com o governo federal podem ter um efeito negativo prolongado para o vice-presidente Michel Temer, principal articular do desembarque.
O sentimento de líderes do PMDB contrários ao rompimento, neste momento, é de que o governo, com o que eles vêm chamando de "erro tático do Michel", pode conseguir os votos necessários na Câmara dos Deputados para arquivar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Em reunião com a cúpula do partido nesta quarta-feira (30), segundo apuração do Jornal do Brasil, o senador Jader Barbalho classificou a insistência de Temer no rompimento como "uma burrada, que nem serviu para esconder o racha do PMDB".
Os caciques do PMDB voltaram a lembrar que o governo "vai cair de maduro" e que se o partido empurrasse Dilma para o precipício pareceria oportunismo capaz de retirar a legitimidade de Michel Temer, caso o presidente nacional do partido assuma o Planalto. A cúpula do PMDB no Senado avalia que, aberta a porteira, o governo tem chances de sobreviver mesmo com poucos votos.
Dilma pediu aos ministros do PMDB um prazo para decidir o destino deles. Podem ficar no governo Kátia Abreu, Helder Barbalho em função do pai, Jader, e Eduardo Braga pelo que representa no Senado Federal. Com exceção da Agricultura, os demais cargos já entraram nos classificados do Planalto Central ou na cobiça de outros aliados. A permanência deles explicita um racha no PMDB e constrange Michel Temer.
Os movimentos adesistas dos partidos médios (PP, PSD e PR) que, teoricamente, podem totalizar 129 votos, provocam um vexame público aos ministros do PMDB que não querem largar o osso. Mesmo querendo ficar, o governo avalia que eles não têm o que entregar (votos) e já começou a leiloar os cargos ocupados até aqui pelos sem votos. Se estes mesmos ministros não conseguiram evitar o rompimento do partido, como conseguiriam votos pró Dilma? Neste caso estão Celso Pansera, Marcelo Castro e Mauro Lopes, contabilizados como 1 voto cada.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223402/Renan-‘Rompimento-foi-precipitado-e-pouco-inteligente’.htm

Dilma: Tentam dar colorido democrático a um golpe

Roberto Stuckert Filho/PR: <p>Brasília - DF, 31/03/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com artistas e intelectuais em defesa da democracia Foto: Roberto Stuckert Filho/PR</p> "Há 52 anos, um golpe militar foi dado. Eu vivi esse momento e acredito que todos nós aprendemos o valor da democracia", começou a presidente Dilma Rousseff em seu discurso durante encontro com intelectuais, artistas e cientistas no Palácio do Planalto, onde recebeu dezenas de manifestos contra o golpe; "Se no passado chamaram revolução de golpe, hoje estão tentando dar um colorido democrático a um golpe que não tem base legal para ser feito", afirmou; ela ressaltou que se sofrer impeachment por conta das 'pedaladas fiscais', "todos os governos anteriores ao meu teriam que ter sofrido impeachment"; e lembrou que as pedaladas foram usadas para fazer "pagamentos do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida e a redução das taxas de juros para o setor industrial gerar emprego"; a presidente também condenou o "fascismo" que vive hoje o País
31 de Março de 2016 às 13:18
247 – A presidente Dilma Rousseff iniciou seu discurso durante encontro com intelectuais, artistas e cientistas no Palácio do Planalto nesta quinta-feira 31 lembrando do aniversário do golpe militar no País. "Há 52 anos, um golpe militar foi dado. Eu vivi esse momento e acredito que todos nós aprendemos o valor da democracia", disse Dilma, depois do discurso de dezenas de artistas e intelectuais contra o impeachment.
"Se no passado chamaram revolução de golpe, hoje estão tentando dar um colorido democrático a um golpe que não tem base legal para ser feito", afirmou. Dilma ressaltou que "ninguém tem que ter medo de falar impeachment", que "está na Constituição". "O que a Constituição não autoriza é um impeachment por alguém a quem interessa o impeachment. Para ter impeachment, tem que ter crime de responsabilidade", defendeu.
Dilma afirmou que se sofrer impeachment por conta das 'pedaladas fiscais', "todos os governos anteriores ao meu teriam que ter sofrido impeachment". "Porque todos, sem exceção, praticaram as mesmas coisas que eu pratiquei, e todos com respaldo legal", explicou. Ela lembrou que as pedaladas foram usadas para fazer "pagamentos do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida e a redução das taxas de juros para o setor industrial gerar emprego".
"Eu acho que qualquer jurista responsável nesse país responderá com um sonoro 'sim' que o impeachment está previsto na constituição, mas também responderá 'não' para o impeachment sem crime de responsabilidade. O golpe assume uma cara", continuou a presidente. Segundo ela, a palavra "golpe dói demais" para os defensores de sua saída do cargo. Ao comentar os pedidos para que renuncie, disse: "Acham que as mulheres são frágeis". "Nós somos sensíveis, mas não somos frágeis", respondeu.
A presidente também condenou o "fascismo" que vive hoje o País e afirmou que, "sem instabilidade política, é como se a gente se esforçasse, se esforçasse e as coisas não andassem. Precisamos da estabilidade". "Nós temos preconceito, temos que lutar contra ele. Vez ou outra aparece um fundamentalista, o que é grave. Mas o Brasil nunca teve esse lado fascista. Estigmatizar as pessoas pelo que elas pensam?", questionou. "Não se une o país destilando ódio, raiva e perseguição", completou.
Durante a cerimônia, a presidente recebeu dezenas de manifestos contra o golpe.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223386/Dilma-Tentam-dar-colorido-democrático-a-um-golpe.htm

Caetano engrossa coro em defesa da democracia

: Criolo, Otto, Emicida, Elza Soares, Tico Santa Cruz, Chico César, Céu, Fred Zero Quatro, Geraldo Azevedo e Caetano Veloso estão entre as dezenas de músicos e artistas que, no dia da mobilização nacional pela democracia, fizeram em vídeo alertas sobre os riscos de golpe que corre o país
31 de Março de 2016 às 20:28
247 - Diversos artistas participam do vídeo #TodosPelaDemocracia contra o golpe.
“Eu também virava o tabuleiro de ‘War’ quando estava perdendo. Mas tinha 7 anos”, brinca no começo do vídeo a atriz e cantora Clarice Falcão. Sua fala faz uma comparação com as tentativas de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff que, para as dezenas de artistas que aparecem no vídeo, configuram como um golpe.
“Sofremos muito para conquistar o que conquistamos. Muita calma, muita serenidade e muita inteligência neste momento. Golpe não é andar para frente”, disse Emicida, que, assim como outros músicos, fizeram críticas à atuação da mídia e à seletividade da Justiça.
O cantor Caetano Veloso também participa do vídeo. Ele diz que não se pode perder o que se conquistou com tanto esforço.
http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/223460/Caetano-engrossa-coro-em-defesa-da-democracia.htm

Barroso sobre PMDB: “Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder”

: Ministro do Supremo se mostrou espantado com a possibilidade de o PMDB assumir o poder; "Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando", disse; na foto citada por Barroso aparecem o ex-ministro Eliseu Padilha, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR); imagem foi retratada pelo 247 como "a foto que constrange o movimento golpista"
31 de Março de 2016 às 16:16
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse que o país passa por uma "falta de alternativa" política e demonstrou espanto com a possibilidade de o PMDB assumir o poder.
"Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando", disse o magistrado.
A foto citada por Barroso retrata o momento em que o PMDB anunciou o rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na imagem aparecem com destaque o ex-ministro Eliseu Padilha, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR). Ela foi retratada pelo 247 como A foto que constrange o movimento golpista.
"A política morreu, porque nosso sistema político, que não tem um mínimo de legitimidade democrática, ele deu uma centralidade imensa ao dinheiro e à necessidade de financiamento e se tornou um espaço de corrupção generalizada", disparou. "Talvez morreu eu tenha exagerado. Mas ela está claramente enferma. É preciso mudar", completou ainda o ministro.
As declarações de Barroso foram feitas durante um encontro dele com alunos da Fundação Lemann nas dependências da Corte. Ao fazer as afirmações, ele não sabia que o encontro estava sendo transmitido para todos os gabinetes pelo sistema interno da TV do Supremo. Ao tomar conhecimento disso, ele pediu a exclusão dos áudios.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/223419/Barroso-sobre-PMDB-“Deus-do-céu!-Essa-é-a-nossa-alternativa-de-poder”.htm

Falando como se já fosse presidente, Temer promete não parar a Lava Jato

: Pelo Twitter, o vice-presidente Michel Temer, que insistiu pelo rompimento do PMDB com o governo Dilma e já é chamado de "presidente" dentro do partido, negou que vá interferir em investigações em curso; parlamentares da base governista têm acusado a aliança PMDB-PSDB de visar interromper a Lava Jato caso haja impeachment; "Dizer que eu poderia interferir em processo judicial, levado adiante em função da posição do Ministério Público: isso jamais eu faria", diz Temer
31 de Março de 2016 às 15:58
247 – Falando como se já fosse presidente da República, o vice, Michel Temer (PMDB), negou nesta tarde pelo Twitter que interferiria em investigações em curso, conforme vem sendo acusado. Parlamentares da base governista têm acusado a aliança PMDB-PSDB para derrubar a presidente Dilma de querer acabar com a Operação Lava Jato.
"Dizer que eu poderia interferir em processo judicial, levado adiante em função da posição do Ministério Público: isso jamais eu faria. No país, cada um cumpre a sua função. Tenho salientado que nós do Executivo, Legislativo e Judiciário somos apenas exercentes do poder", postou Temer, que insistiu no rompimento do PMDB para romper com o governo Dilma, posição oficializada na última terça-feira.
"Registro com muita ênfase que sou muito atento à institucionalidade e, portanto, jamais haveria de influenciar outro poder", continuou o vice-presidente.
Ele negou também que esteja negociando cargos de um eventual governo. Recentemente, ele foi acusado pelo vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PTB-PE), de já prometer presidências de bancos estatais e até diretorias da Petrobras. Notícias sobre possíveis negociações de Temer também saíram em diversos veículos da imprensa.
"Outro registro que quero fazer é que eu já estaria negociando cargos, recebendo parlamentares e partidos para fazer negociação de cargos. Sou muito procurado mas não trato desse assunto. Não trato sequer do assunto do que possa ou não possa acontecer", escreveu Michel Temer.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223415/Falando-como-se-já-fosse-presidente-Temer-promete-não-parar-a-Lava-Jato.htm

Dilma: governos anteriores deveriam ter sofrido impeachment por pedaladas

31 de Março de 2016 às 17:20
TV NBR - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (31), durante cerimônia no Palácio do Planalto, onde recebeu apoio de intelectuais e artistas contra o processo de impeachment, que governos anteriores ao seu também praticaram as chamadas pedaladas fiscais e que deveriam ter sofrido impeachment se esse for o motivo do processo contra ela.
Para Dilma, as pedaladas não constituem crime de responsabilidade para embasar o impeachment. As chamadas pedaladas referem-se aos atrasos de repasses a bancos públicos referentes ao pagamento de benefícios de programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, seguro-desemprego e abono salarial
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223439/Dilma-governos-anteriores-deveriam-ter-sofrido-impeachment-por-pedaladas.htm

Brasil terá nesta 5ª dia de manifestações contra o golpe

: Movimentos sociais e centrais sindicais organizadas na Frente Brasil Popular vão realizar nesta quinta (31) mobilização nacional em defesa da democracia e contra o golpe; eles não pretendem deixar as ruas, independente do resultado do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; “Não vamos reconhecer um eventual governo (Michel) Temer. A 'saída Temer' é um jogo casado dos golpistas”, afirmou o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo; confira programação
30 de Março de 2016 às 19:53
RBA - Movimentos sociais e centrais sindicais organizadas na Frente Brasil Popular vão realizar amanhã (31) mobilização nacional em defesa da democracia e contra o golpe, a reforma da Previdência e o ajuste fiscal. Eles não pretendem deixar as ruas, independente do resultado do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. “Não vamos reconhecer um eventual governo (Michel) Temer. A 'saída Temer' é um jogo casado dos golpistas”, afirmou o presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo.
Para o dirigente sindical, um governo de coalizão entre PMDB, PSDB e DEM representa “o pior dos mundos” para os trabalhadores e vai ser enfrentado com amplas mobilizações e paralisações. “Não vamos reconhecer um governo que não tem a legitimidade dos votos do povo. Que só representa ajuste, flexibilização das leis trabalhistas e ataques contra os programas sociais”, disse Izzo.
Já no caso da derrota dos defensores do impeachment, o coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Gilmar Mauro ressalta que os movimentos vão pressionar o governo a adotar o programa vencedor das eleições de 2014 e adotar uma agenda econômica de desenvolvimento e distribuição de renda. Dentre as pautas estão as reformas política, tributária e das comunicações, a taxação das grandes fortunas, o fim do ajuste fiscal e a retomada dos programas sociais, que já vêm sendo colocadas pelos movimentos desde o ano passado.
“Evidente que do ponto de vista legal há uma busca do governo em mobilizar 180 votos no Congresso e depois reorganizar o governo. Mas também é preciso ressaltar que a mobilização dos movimentos sociais e centrais foi determinante para evitar retrocessos. Nós não estamos aqui colocando 'tudo bem, vamos lutar contra o golpe'. Nós queremos ser ouvidos por esse governo. E as nossas pautas precisam ser ouvidas”, explicou Mauro.
Para o ativista, a população brasileira está passando por um processo intenso de politização nas últimas semanas, demonstrado pelo número de ações em defesa da democracia que vêm ocorrendo em vários pontos do país. “Isso se deve principalmente ao ascenso de ideias fascistas nas mobilizações pró-golpe”, ressaltou. Mauro destacou que os movimentos farão vigília em Brasília se houver votação da aceitação da denúncia de impeachment na Câmara, em abril. “Os setores golpistas estão assustados com a reação do povo, por isso têm pressa. Mas nós não vamos parar”, emendou.
As mobilizações vão ocorrer em, pelo menos, 56 cidades pelo Brasil e também na Europa. O maior ato será em Brasília, onde estarão as principais lideranças do movimento social e sindical brasileiro e terá participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento é realizado em união pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. A manifestação terá concentração e apresentações culturais no Estádio Mané Garrincha, às 14h, seguido de marcha pelo Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios.
Em São Paulo, a manifestação vai ocorrer na Praça da Sé, centro da cidade, a partir das 16h. Haverá atividades culturais e ato político. “Onde há 30 anos a população defendeu o direito ao voto direto, agora nós vamos defender a democracia”, afirmou Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP).
Classe estudantil
O movimento estudantil também vai participar das mobilizações na capital federal e outras cidades brasileiras com a sua “Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira”. A ação vem sendo realizada todos os anos, em março, para lembrar o golpe de Estado de 1964 e homenagear os líderes estudantis Edson Luís e Honestino Guimarães, assassinados pelos agentes da ditadura. A ação é organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Desde a semana passada, os estudantes têm realizado uma blitz no Congresso Nacional, visitando gabinetes de deputados federais para apresentar os motivos por que a juventude não apoia o impeachment sem base legal. Adesivos com os dizeres “Contra o impeachment, esse parlamentar apoia a democracia” são colados na porta dos gabinetes dos parlamentares que se opõem ao impeachment.
Além disso, os discentes criaram uma campanha para pressionar os parlamentares pela internet. Pelo site mapadademocracia.org.br, qualquer cidadão pode enviar mensagens aos deputados e acompanhar o posicionamento de cada um com relação ao processo de impeachment.
Além das mobilizações de rua, a Frente Brasil Popular está criando comitês em defesa da democracia em várias cidades e na periferia das capitais. No último final de semana, utilizaram carro de som e distribuíram panfletos na zona sul da capital paulista. Ação que deve se repetir em outras regiões nos próximos finais de semana. Na segunda-feira (28), a frente inaugurou um acampamento popular na Praça do Patriarca, região central de São Paulo, onde estão sendo realizados debates e atividades culturais.
Locais de manifestações
ARACAJU
15h – Concentração na Praça General Valadão, depois caminhada até a Orlinha do bairro Industrial, onde às 18h tem ato político cultural
BELÉM
16h – Praça do Operário – Bairro São Brás
https://www.facebook.com/events/992360614177962/
BELO HORIZONTE
17h – Praça da Estação
BRASILIA
14h – Concentração e atrações culturais
Estádio Mané Garrincha
18h – Marcha pelo Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios
CAMPO GRANDE
14h – Concentração na Rua 14 de Julho
19h – Ato político na praça do Rádio
CUIABA
17h30 – Ato na Praça Alencastro
CURITIBA
18h – Praça Santos Andrade
FORTALEZA
15h – Praça da Bandeira
GOIANIA
17h – Caminhada da Praça Cívica até a Praça Universitária
JOÃO PESSOA
18h – Ponte de Cem Réis (Rua Artur Aquiles, 80)
https://www.facebook.com/events/249982185340675/
MACAPÁ
16h – Av. FAB, 86 Praça das Bandeiras
MACEIÓ
14h – Concentração em frente à sede da OAB e caminhada até a Praça dos Martírios, onde acontece ato político/cultural, às 16h00
MANAUS
16h – Praça São Sebastião
NATAL
16h – Av. Bernardo Vieira, 3775
PALMAS
17h – Estação Serente, Aurenty III
PORTO ALEGRE
17h – Esquina Democrática
https://www.facebook.com/events/1534996123468317/
PORTO VELHO
19h – Sindicato dos Urbanitários
RECIFE
15h – Praça do Derby
https://www.facebook.com/events/211983352498502/
RIO DE JANEIRO
12h – Concentração em frente à FIRJAM, depois segue pro ato
16h – Largo da Carioca
https://www.facebook.com/events/997580850320860/
Queremos Chico, Caetano e Gil, em praça pública, pela democracia!
16h – Largo da Carioca
https://www.facebook.com/events/1691589101095014/
SALVADOR
15h – Caminhada da Praça da Piedade ao Campo da Pólvora, todos vestidos de branco e flores no monumento aos perseguidos pela ditadura.
SÃO LUIS
18h – Avenida Litorânea
SÃO PAULO
16h – Praça da Sé
https://www.facebook.com/events/1695214090691495/
TERESINA
16h – Cruzamento das Avenidas Serafim com Coelho Rezende
Depois tem vigília na Igreja São Sebastião
VITÓRIA
18h – Assembleia Legislativa do ES
Avenida Américo Buaiz, 205
https://www.facebook.com/events/692828940859428/
ATOS NAS CIDADES DO INTERIOR
ILHEUS – BA
09h – Praça da Catedral de Ilhéus
PELOTAS – RS
17h – Em frente à sede da Prefeitura de Pelotas
https://www.facebook.com/events/261219420875768/
SANT'ANA DO LIVRAMENTO – RS
18h – Parque Internacional
https://www.facebook.com/events/933147553473427/
ERECHIM – RS
18h – Praça Prefeito Jayme Lago
https://www.facebook.com/events/1529435397358228/
IJUÍ – RS
18h – Praça da República
PASSO FUNDO – RS
17h – Praça Teixeirinha
RIO GRANDE – RS
17h – Praça Coronel Pedro Osório
SANTA MARIA – RS
17h – Largo Dr. Pio
SANTA ROSA – RS
18h – Praça da Bandeira
TRÊS PASSOS – RS
18h – Praça Reneu Mertz
BARRA MANSA – RJ
17h – Corredor Cultural
BALSAS – MA
18h – Avenida Litorânea
SOBRAL – CE
16h – Arco
JUIZ DE FORA – MG
17H – Ato na Curca do Lacet
MONTES CLAROS – MG
19h – Praça da Matriz
POÇOS DE CALDAS –MG
19h – Urca
SÃO LOURENÇO – MG
18h – Praça do Brasil
VARGINHA – MG
17h – Praça do ET
MARABÁ – PA
18h – Auditório do Campus I da UNIFESSPA
CARAUARU – PE
16h – Av. Rui Barbosa em frente ao prédio do INSS
FLORESTA – PE
7h30 – Sindicato dos Trabalhadores Rurais
TABIRA – PE
17h – Sindicato dos Trabalhadores Rurais
FOZ DO IGUAÇU – PR
Bosque Guarani – em frente ao TTU
MARINGÁ – PR
17h – Praça Raposo Tavares
MOSSORÓ – RN
16h – Em frente a Igreja São João
JI-PARANÁ – RO
17h – Praça da Matriz
ATOS NO MUNDO
PARIS – FRANÇA
19h – Maison de l´Amérique latine
https://www.facebook.com/events/1649103942019535/
BERLIN – ALEMANHA
19h – Pariser Platz
https://www.facebook.com/events/1794707547415247/
MUNIQUE – ALEMANHA
14h – Consulado Geral do Brasil em Munique
https://www.facebook.com/events/1705901246331484/
LONDRES – INGLATERRA
17h30 – 14-16 Cockspur St, London SW1Y 5BL
https://www.facebook.com/events/347223575402116/
COIMBRA – PORTUGAL
Ato em defesa da democracia – estudantes da graduação, mestrado e doutorado da Universidade de Coimbra
12h – Praça Dom Dinis
https://www.facebook.com/events/1733795590223510/
BARCELONA – ESPANHA
18h – Praca de Sant Jaume
https://www.facebook.com/events/954267841323084/
SANTIAGO – CHILE
17h – Palacio Errázuriz (embaixada do Brasil no Chile)
Avenida Libertador Bernardo O'Higgins (Alameda), n.º 1656.
https://www.facebook.com/events/862704053852633/
CALIFORNIA – SAN FRANCISCO
17h – Union Square
CIDADE DO MEXICO – MEXICO
17h30 – Fuente en Frente del Centro Cultural Brasil México – San Francisco 1220 Col Del Valle Centro – Metrobús Ciudad de los Deportes
https://www.facebook.com/events/1036349339760008/
Em GENEBRA, na SUÍÇA, o ato será no dia 2, sábado, às 10h, na Praça das Nações
Em MADRID, na ESPANHA, será no dia 3, domingo, às 17h, na Puerta del Sol
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/223275/Brasil-terá-nesta-5ª-dia-de-manifestações-contra-o-golpe.htm

New Yorker: os mais pobres serão maiores prejudicados com o golpe

: A revista semanal americana "The New Yorker" afirmou nesta quarta (30) que o eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff prejudicará população carente: "Os verdadeiros perdedores na reformulação política que deve acontecer no Brasil não serão os políticos corruptos. As dezenas de milhões de beneficiários dos programas sociais criados nos governos de Lula e Dilma, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, estão sob risco também. Será uma tragédia se, na corrida louca para formar uma nova coalizão política, ela (coalizão) se torne mais favorável aos negócios e deixe para trás o eleitorado", afirma
30 de Março de 2016 às 20:27
247 - A revista semanal americana "The New Yorker" comparou nesta quarta-feira (30) a presidente Dilma Rousseff ao ex-presidente americano Richard Nixon, reeleito ao posto em 1972 que, menos de dois anos depois, acabou renunciando em meio a um processo de impeachment contra ele.
Assim como ocorre no Brasil com a operação Lava Jato, nos Estados Unidos também houve um escândalo que levou a uma crise política sem precedentes à época.
"Richard Nixon foi reeleito de maneira esmagadora em novembro de 1972 e renunciou em agosto de 1974. Dilma Rousseff, presidente do Brasil, parece estar seguindo o mesmo caminho: reeleita (não de maneira esmagadora) em outubro de 2014, ela corre tanto perigo um ano e meio depois que não parece que vai conseguir finalizar seu mandato", afirma a revista.
A publicação diz que quem tem mais a perder com a crise e a instabilidade é a população carente. "Os verdadeiros perdedores na reformulação política que deve acontecer no Brasil não serão os políticos corruptos. As dezenas de milhões de beneficiários dos programas sociais criados nos governos de Lula e Dilma, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, estão sob risco também. Será uma tragédia se, na corrida louca para formar uma nova coalizão política, ela (coalizão) se torne mais favorável aos negócios e deixe para trás o eleitorado", afirma.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/223279/New-Yorker-os-mais-pobres-serão-maiores-prejudicados-com-o-golpe.htm

quarta-feira, 30 de março de 2016

Manifestantes fazem ato na Paulista em defesa da democracia

: Depois de cantar, dançar, tocar e discursar durante toda a tarde desta quarta (30) no vão-livre do Masp, um grupo de artistas, diretores, profissionais do audiovisual, representantes de coletivos artísticos e manifestantes a favor da democracia decidiram fechar brevemente a Avenida Paulista, em São Paulo, para uma intervenção artística; o ato faz parte de uma série de manifestações em diversas cidades do país, denominada Vigília pela Democracia, que continua amanhã (31) com um ato na Praça da Sé, no centro de São Paulo
30 de Março de 2016 às 21:16
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Depois de cantar, dançar, tocar e discursar durante toda a tarde de hoje (30) no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), um grupo de artistas, diretores, profissionais do audiovisual, representantes de coletivos artísticos e manifestantes a favor da democracia decidiram fechar brevemente a Avenida Paulista, em São Paulo, para uma intervenção artística.
Eles começaram a fechar um trecho da avenida, sentido Consolação, por volta das 20h, segurando uma grande bandeira branca onde se lia Arte pela Democracia. A interrupção do trânsito da Avenida Paulista, no entanto, durou poucos minutos. O ato faz parte de uma série de manifestações em diversas cidades do país, denominada Vigília pela Democracia, que continua amanhã (31) com um ato na Praça da Sé, no centro de São Paulo.
Uma das pessoas que participou do evento de hoje foi a cineasta Anna Muylaert, diretora do filme Que Horas Ela Volta?. “Estamos em um momento muito perigoso, onde a democracia está sendo ameaçada e nosso voto invalidado. É importante que os artistas e toda a sociedade mostrem que isso não é brincadeira, que estamos em uma democracia”, afirmou Anna em entrevista a jornalistas.
Interesses
Para a cineasta, há um golpe em curso contra a presidenta da República Dilma Rousseff. “Entendo que há interesses econômicos fortes fazendo discurso difamatório contínuo, muitas vezes falsos, além de grampos inconstitucionais, derrubando a imagem do governo, ao qual muita gente tem crítica, mas isso é normal”, disse.
No pequeno palco montado no vão livre do Masp, diversas pessoas se apresentaram, entre elas o músico Chico César. Além das apresentações musicais, o palco também serviu para discursos a favor da democracia. Diversos representantes de coletivos artísticos discursaram e foram acompanhados por gritos de “Não vai ter golpe” e “Democracia não é mercadoria”.
Uma das pessoas que subiu ao palco para discursar foi o diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel.
“É disso que estamos falando aqui hoje: da democracia, da legalidade, do respeito ao voto de cada homem e de cada mulher, dos ricos e dos pobres. Estamos falando do direito dos brasileiros de pensar como quiserem. Estamos falando do direito dos brasileiros de fazerem a opção política que quiserem. Eles dizem que impeachment não é golpe. Nós respondemos que, visto pela letra fria do texto constitucional, é verdade. Impeachment não é golpe, mas esse impeachment é golpe sim, porque a presidenta da República não cometeu nenhum crime de responsabilidade. É golpe porque não se pode interromper um mandato de alguém eleito pelo voto da maioria dos brasileiros e que não cometeu crime”, concluiu Rangel.
http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/223286/Manifestantes-fazem-ato-na-Paulista-em-defesa-da-democracia.htm

PF identifica suspeitos de ameaças a Teori Zavascki

: A Polícia Federal identificou suspeitos de usar a internet para ameaçar e cometer injúria contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki; alguns dos crimes foram cometidos no Rio Grande do Sul, onde o magistrado reside e onde ele representou pela investigação
30 de Março de 2016 às 21:07
247 - A Polícia Federal identificou suspeitos de usar a internet para ameaçar e cometer injúria contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Alguns dos crimes foram cometidos no Rio Grande do Sul, onde o magistrado reside e onde ele representou pela investigação.
Segundo a PF, o inquérito para investigar se Teori foi vítima de ameaça e injúria foi instaurado na última quinta-feira (24).
As ameaças tiveram início após o ministro determinar, na terça-feira (22), que o juiz federal Sérgio Moro envie para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Lula.
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/223285/PF-identifica--suspeitos-de-ameaças-a-Teori-Zavascki.htm

Lava Jato: PGR denuncia sete integrantes do PP

Foto: João Américo /Secom/PGR: 18/03/2015- Brasília- DF, Brasil- Entrevista coletiva do procurador-geral, Rodrigo Janot (dir.) e com o procurador-geral da Suiça, Michael Lauber, sobre as investigações da Operação Lava Jato, em Brasília. Foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal os deputados Luiz Fernando Ramos Faria (MG), Roberto Britto (BA), Mario Negromonte Junior (BA), Arthur Lira (BA) e José Otávio Germano (RS); os ex-deputados Mario Negromonte (BA) e João Pizzolatti (SC) também foram denunciados; Rodrigo Janot pede que eles respondam pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa
30 de Março de 2016 às 18:55
André Richter - Repórter da Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta quarta-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal denúncia envolvendo sete parlamentares e ex-parlamentares do PP investigados na Operação Lava Jato, por recebimento de vantagens indevidas.
Foram denunciados os deputados Luiz Fernando Ramos Faria (MG), Roberto Britto (BA), Mario Negromonte Junior (BA), Arthur Lira (BA) e José Otávio Germano (RS).
A procuradoria pede que eles respondam pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os ex-deputados Mario Negromonte (BA) e João Pizzolatti (SC) também foram denunciados.
A denúncia é baseada em depoimentos de delação premiada de investigados na Operação Lava Jato e, por isso, os detalhes das acusações não foram divulgados pela procuradoria
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223271/Lava-Jato-PGR-denuncia-sete-integrantes-do-PP.htm

terça-feira, 29 de março de 2016

Ato em Lisboa denuncia golpe em evento de Gilmar

: Manifestantes amanheceram na entrada da Universidade de Lisboa, onde ocorre o "4º Seminário Luso-Brasileiro de Direito", com o tema "Constituição e Crise – A Constituição no contexto das crises política e econômica"; organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes, evento tentou unir a nata do movimento golpista para apresentar o que jornais portugueses chamaram de "Governo em exílio": os senadores tucanos Aécio Neves e José Serra, o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, o também ministro do STF Dias Toffoli e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que patrocinou o encontro; Serra chegou ao evento aos gritos de "não vai ter golpe" (assista ao vídeo); o presidente português, Marcelo Rebelo de Souza, e o ex-primeiro-ministro de Portugal Pedro Passos Coelho cancelaram sua participação
29 de Março de 2016 às 08:01
Por Artur Voltolini - Cerca de cem manifestantes – poucos, mas barulhentos – amanheceram na entrada da Universidade de Lisboa nesta terça-feira 29 portando faixas, cartazes e entoando gritos contra o golpe em curso no Brasil. Lá ocorre o "4º Seminário Luso-Brasileiro de Direito", com o tema "Constituição e Crise – A Constituição no contexto das crises política e econômica".
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes é responsável pela organização do seminário, por meio de seu Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Gilmar tentou unir a nata do movimento golpista para apresentar o que jornais portugueses chamaram de "Governo em exílio": os senadores tucanos Aécio Neves e José Serra, o presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, o também ministro do STF Dias Toffoli e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que patrocinou o encontro.
José Serra chegou ao evento aos gritos de "não vai ter golpe" (assista ao vídeo abaixo). Entre os governistas, somente o senador petista Jorge Viana, pelo Acre, e o ex-advogado-geral da União Luís Inácio Adams foram convidados.
O vice-presidente da República, Michel Temer, cancelou sua participação, assim como o presidente português, Marcelo Rebelo de Souza, e o ex-primeiro-ministro de Portugal Pedro Passos Coelho, ambos do Partido Social Democrata. Os dois alegaram "problemas de agenda" para cancelar a participação.
Abaixo, os vídeos da manifestação e da chegada de José Serra, aos gritos de "não vai ter golpe":
http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/223004/Ato-em-Lisboa-denuncia-golpe-em-evento-de-Gilmar.htm

Líder diz que governo tem votos para barrar impeachment

Edilson Rodrigues: <p>Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza reunião para apreciação do projeto que autoriza o uso da fosfoetanolamina por pacientes com câncer. À bancada, senador Humberto Costa (PT-PE). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado</p> Senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o governo tem votos suficientes para barrar o impeachment, mesmo com uma possível saída do PMDB da base do governo; "Se tivermos uma perda de integrantes do PMDB no Congresso, nós vamos trabalhar com aqueles que ainda nos apoiam e com os partidos que são fiéis. Vamos convocá-los à ação de governar e vamos, sem dúvida, recompor essas forças para o enfrentamento do impeachment", afirmou; líder do governo disse ainda que o PMDB "pode estar cometendo um suicídio político e queimando a sua biografia apoiando um movimento que é claramente golpista"
29 de Março de 2016 às 15:07
Pernambuco 247 - O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), avalia que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem votos suficientes para impedir o impeachment, mesmo com uma possível saída do PMDB da base. Segundo o parlamentar, o Governo deve recompor a base com parlamentares peemedebistas que não concordam com a decisão do partido, bem como com as demais legendas aliadas.
"Se tivermos uma perda de integrantes do PMDB no Congresso, nós vamos trabalhar com aqueles que ainda nos apoiam e com os partidos que são fiéis. Vamos convocá-los à ação de governar e vamos, sem dúvida, recompor essas forças para o enfrentamento do impeachment", avaliou o senador, durante entrevista, nesta terça-feira (29), à Rádio CBN Recife.
Humberto disse ainda que as articulações devem também ser feitas diretamente com parlamentares e governadores e devem contar com o apoio do ex-presidente Lula. "Vamos ter que trabalhar levando em consideração os partidos e outros fatores que interferem na correlação de forças no Congresso Nacional. Vamos conversar com os parlamentares individualmente com os governadores de Estado e com vários outros atores que terão influência na decisão final", afirmou o líder governista.
O senador voltou a criticar setores do PMDB que vêm defendendo o rompimento com o Governo Dilma. "O PMDB sempre se caracterizou por ser um partido vinculado à democracia e à liberdade. Mas pode estar cometendo um suicídio político e queimando a sua biografia apoiando um movimento que é claramente golpista", disse.
Humberto Costa fez ainda um chamamento às ruas e disse que a população não "aceitará calada o golpe". No próximo dia 31, diversas manifestações estão sendo organizadas em todo o país. No Recife, o ato acontece a partir das 15 horas, na Praça do Derby, e deve percorrer as principais ruas do Centro do Recife.
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/223077/Líder-diz-que-governo-tem-votos-para-barrar-impeachment.htm

Bloomberg: Temer também pode sofrer impeachment

: Agência de notícias, referência no mercado de investimentos, diz que o vice-presidente, Michel Temer, tem várias características que seriam bem-vindas em um país atolado em uma recessão brutal - mas corre o risco de ser retirado do cargo por acusações relacionadas ao mesmo caso de impeachment formulado contra a presidente Dilma
29 de Março de 2016 às 11:56
(Bloomberg) - Com a presidente Dilma Rousseff parecendo ter chances cada vez maiores de enfrentar um impeachment até o início de maio, os investidores estão voltando suas atenções para o homem que a sucederia.
Michel Temer, o vice-presidente, tem várias características que seriam bem-vindas em um país atolado em uma recessão brutal. Aqueles que o conhecem melhor dizem que se trata de um pragmático amigável aos negócios que desenvolveu um talento especial, ao longo de uma carreira política de décadas, para forjar acordos com seus colegas parlamentares. Mas também há outra questão: ele corre o risco de ser retirado do cargo por acusações relacionadas ao mesmo caso de impeachment formulado contra Dilma. Espera-se que oPMDB, o partido de Temer e o maior do país, abandone a base do governo em reunião marcada para esta terça-feira.
Em apenas 30 anos desde seu retorno à democracia, o Brasil confiou duas vezes em seu vice-presidente para sair de uma crise. Em uma delas o país deu calote em suas dívidas e na outra acabou com a hiperinflação. Os investidores se perguntam se Temer será mais parecido com o vice-presidente José Sarney e seus problemáticos planos econômicos dos anos 1980 ou com o vice-presidente Itamar Franco, que lançou as bases para anos de crescimento e estabilidade nos anos 1990.
"Não haverá nenhum milagre, mas há mais tendência de alta aqui -- eu estou muito otimista", disse John Welch, economista do Canadian Imperial Bank of Commerce e observador do Brasil há longa data, que acredita que a sucessão de Temer seria um acontecimento bom. "Ele é agregador como Itamar, um construtor de consenso. Talvez não na medida em que o mercado quer, mas certamente muito melhor do que o que temos agora".
Com o maior déficit orçamentário da história, não haverá muito espaço para que Temer adote medidas de estímulo fiscal. Ele, contudo, agiria de forma mais efetiva para controlar os gastos do que Dilma, segundo Thiago de Aragão, sócio e diretor de estratégia da empresa de consultoria de risco político Arko Advice.
Mais importante do que isso, Temer poderia impulsionar a confiança do investidor, que está próxima de uma baixa histórica, com políticas que tirariam a mão pesada do governo sobre a economia dos 13 anos de governo do PT.
Um documento emitido pelo PMDB de Temer em outubro sustenta que o motor de crescimento do Brasil, baseado no consumo, se esgotou e precisa ser substituído por investimentos privados e ganhos de competitividade. O partido pede uma idade deaposentadoria mais elevada e o fim das vinculações constitucionais para alguns gastos para que se consiga uma melhor alocação de recursos.
Importância maior do setor privado
O partido já aprovou um projeto de lei no Senado reduzindo a importância da estatal Petrobras e permitindo uma maior participação do setor privado na indústria do petróleo. O PMDB também propõe a independência plena do Banco Central, com mandatos fixos para seus diretores, uma proposta há muito buscada pelos investidores, desconfiados da interferência do governo na política monetária.
Em sinal de apoio a Temer, Aécio Neves, o segundo colocado na eleição presidencial de 2014, baixou o tom de seus pedidos por novas eleições e agora está apoiando o processo de impeachment que colocaria o vice-presidente no cargo. Temer reuniria o apoio de parlamentares de centro e de partidos de oposição para formar um governo de unidade nacional capaz até de aprovar algumas reformas constitucionais, disse o senador Tasso Jereissati, do PMDB.
Ajudando a cimentar esse apoio, legisladores do PMDB dizem que Temer, de 75 anos, se retiraria em 2018, dando a Aécio e a outros uma chance no principal cargo do país.
Não concorrerá
"Ele tomaria o compromisso de não ir para reeleição", disse o senador Raimundo Lima, do PMDB, em entrevista. "Já falou não só pra mim, falou inclusive para membros da oposição".
A assessoria de imprensa de Temer preferiu não comentar sobre a política econômica de um possível governo de unidade nacional, mas disse que ele tem discutido o cenário político e as propostas econômicas do PMDB.
Contudo, Temer enfrenta uma série de armadilhas que poderiam fazer dele um presidente tampão até 2018 ou até mesmo forçá-lo a deixar o cargo. Os partidos de oposição pediram que o Tribunal Superior Eleitoral anulasse a reeleição de 2014 de Dilma, argumentando que a campanha foi financiada por propinas da Petrobras. Se o TSE decidir a favor deles, Temer, ex- companheiro de chapa de Dilma, também poderia cair, provocando eleições gerais ou uma votação indireta para presidente no Congresso.
"Temer será uma segunda Dilma", disse Paulo Santos, que participou dos protestos contra o governo em Brasília, neste mês, para expressar sua insatisfação com a corrupção generalizada. "Precisamos de novas eleições".
Esse sentimento - de que o Brasil pode não estar caminhando para águas mais calmas e que mais políticos podem cair - reverbera entre os traders também. Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio na Treviso Corretora de Câmbio em São Paulo, disse que o mercado está tenso. "Parece que não vai sobrar ninguém", lamentou.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/223046/Bloomberg-Temer-também-pode-sofrer-impeachment.htm

Foot Hardman: Lava Jato serviu à subversão e à tomada do poder

: ‘Na Operação Lava Jato, a perícia é instalar uma máquina inquisitória interminável, a serviço dos mesmos poderes que já comemoram a próxima derrubada do governo e a destruição de seu oponente mais difícil. Aqui não se ouve, prende-se. Aqui não se solta, extrai-se delação. Aqui não se ajuíza, panfleta-se. Que o timing concatenado de seu vazamento fabricará a "verdade" do dia’, diz Francisco Foot Hardman, responsável pela cátedra em história da cultura brasileira na Universidade de Bolonha, na Itália
29 de Março de 2016 às 06:11
247 – Para Francisco Foot Hardman, a Lava Jato serviu à subversão e à tomada do poder. ‘Na Operação Lava Jato, a perícia é instalar uma máquina inquisitória interminável, a serviço dos mesmos poderes que já comemoram a próxima derrubada do governo e a destruição de seu oponente mais difícil. Aqui não se ouve, prende-se. Aqui não se solta, extrai-se delação. Aqui não se ajuíza, panfleta-se. Que o timing concatenado de seu vazamento fabricará a "verdade" do dia’, disse o responsável pela cátedra em história da cultura brasileira na Universidade de Bolonha, na Itália.
Leia abaixo seu artigo sobre o assunto:
Mãos polidas ou polutas?
Agora tudo ficou claro. Sergio Moro, o juiz-mor da Lava Jato, queria só fazer jus ao título de grande agitador das massas. Subversivo, para ninguém duvidar: o novo campeão da "agitprop".
Na Operação Lava Jato, a perícia é instalar uma máquina inquisitória interminável, a serviço dos mesmos poderes que já comemoram a próxima derrubada do governo e a destruição de seu oponente mais difícil. Aqui não se ouve, prende-se. Aqui não se solta, extrai-se delação. Aqui não se ajuíza, panfleta-se. Que o timing concatenado de seu vazamento fabricará a "verdade" do dia.
Eduardo Cunha, presidente da Câmara, inventou as pautas-bombas para livrar a própria cara e permanecer onde está. O juiz-mor faz da agitação processual sua bomba de efeito moral, mesmo que às custas do atropelamento de qualquer legalidade. Contra os agentes do poder estatal que se protegem na sombra, a sombra de um grampo transparente em sua obscuridade.
Quando representantes oficiais da Justiça assumem a ideologia da transparência total, que qualquer aluno de primeiro ano de linguística sabe ser falsa, é certo que haverá tantos outros interesses escusos, tantos outros partidarismos em trama.
Dos mitos redivivos da "Mani Pulite" (mãos polidas, limpas) e de Watergate, mal se disfarça a obsessão em fazer do inquérito um desfile de fases intermináveis em sua nomeação/enumeração, que parecem ser pilar de uma instância autônoma do poder policial-judiciário condenada a se propagar sem meta final, requisito de qualquer investigação de interesse público.
A Lava Jato é o "Processo" de Kafka feito para se eternizar, meta que agentes de uma Justiça e uma polícia autorreferentes cobiçam como sonho autocrático. E que é afinal populista, porque ancorada na publicidade extremada, na sensação dos segredos palacianos expostos, na humilhação do ex-presidente Lula, que deve voltar às origens de onde nunca deveria ter saído, para a sanha dos que não o vencem nas urnas.
E Brasília? O país deve assistir agora ao inusitado processo dirigido por um Congresso de réus, encabeçado por duas figuras de forte matiz delinquencial –os presidentes da Câmara e do Senado.
Isso não importa? Para a bazófia oportunista do grão-tucanato, certamente não. Mais vale um poder central na mão, nesse atalho cômodo, no cálculo das poucas dezenas de deputados venais que faltam para o butim, do que ter que correr atrás, daqui a dois anos, de mais de 50 milhões de votos.
Aécio Neves, o inconformado, o neto que faria Tancredo, o legalista, corar, trocou o programa eleitoral que nunca teve pela sala de espera do impeachment. Já o vice-presidente, Michel Temer, agora incensado pelos sonhos igualmente golpistas de José Serra, parece não ter o que temer.
A Fiesp o resguarda; Cunha, réu unânime no STF (Supremo Tribunal Federal), idem. Orquestrados, todos.
E a Justiça populista subversiva vai iludindo as massas ignaras com o mito do justiceiro contra o dragão da corrupção: um caçador de marajás de capa preta. Já vimos esse filme antes.
Michel Temer poderá assim vestir a faixa que lhe cabe, não a de chacal, por favor, mas a de pacificador popularíssimo como um bolero bolorento.
Se a política degenera, pré-condição da emergência do fascismo de cada dia, de cada rua, isso já não é com os técnicos da toga ou da pura propaganda. E as "Mani Pulite", nessa lenda urbana do juiz-mor e de sua operação sem fim, vão se mostrando, irremediavelmente, mãos polutas, calcadas naquilo que nenhum conceito de justiça contempla: manipulação.
O resto se chama tragédia brasileira. Quem responde por ela assim, convertida numa Grécia impensada, sem ruína e sem misericórdia?
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/222983/Foot-Hardman-Lava-Jato-serviu-à-subversão-e-à-tomada-do-poder.htm

PMDB Sindical: ‘participar de impedimento sem crime’ é indigno

DIVULGAÇÃO/CSB: Sindicalista Antonio Neto (dir.), presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e da executiva nacional do PMDB Sindical, defenderá na reunião do PMDB que a sigla deve ter responsabilidade sobre a crise política; "Se o partido acha que não deve participar do governo, paciência. Acho muito natural. O PT fez isso com o PMDB no Rio de Janeiro. Quando da candidatura do Lindbergh Farias (ao governo do estado em 2014), o PT entregou os cargos e saiu do governo", diz Neto; "Sair é natural, se a coalizão não está funcionando. Mas daí a passar para o impedimento, é outro problema", afirma; reportagem da RBA
29 de Março de 2016 às 13:46
Eduardo Maretti, da RBA - O sindicalista Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e da executiva nacional do PMDB Sindical, vai defender hoje (29), na reunião do diretório nacional do partido que definirá sua permanência ou não no governo Dilma Rousseff, que a legenda deve ter responsabilidade sobre a crise política. "Se o partido acha que não deve participar do governo, paciência. Acho muito natural. O PT fez isso com o PMDB no Rio de Janeiro. Quando da candidatura do Lindbergh Farias (ao governo do estado em 2014), o PT entregou os cargos e saiu do governo", lembra Neto.
Segundo o sindicalista, sua posição na reunião desta terça-feira será a mesma que expôs em carta que divulgou no Facebook na sexta (25). "Defendo o que está na carta. Encaro com muita naturalidade (o possível desembarque do partido). O PMDB está amadurecendo muito a ideia do que fazer, as coisas se complicaram bastante. Mas, como disse na nota que divulguei, repito que sair do governo não é a questão principal", diz. "Sair é natural, se a coalizão não está funcionando. Mas daí a passar para o impedimento, é outro problema."
"Na verdade, estou dando uma satisfação ao movimento sindical que eu represento dentro do partido", pondera.
Se a questão principal não é sair ou não do governo, qual seria? "O principal é ver a responsabilidade que temos no desdobramento disso", diz. Na carta, ele escreve: "A saída do governo pode ser admitida pela história, mas jamais será digno da nossa história apoiar ou participar do impedimento de um presidente se não houver crime de responsabilidade para isso".
No documento que publicou, Neto afirma que o PMDB foi objeto de "muitos desrespeitos e muitos atos de leviandade que fortalecem a posição pelo desembarque". Porém, o presidente da CSB diz ainda no documento que "a questão central neste momento é referendarmos e defendermos a vontade do povo. Esta vontade foi expressa na última eleição presidencial".
Segundo ele, o presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, "tem mantido, como sempre, uma postura serena, conciliadora, estadista e comprometida com o país, buscando sempre o caminho da união e da conciliação política e social".
Na carta, Neto defende alguns pontos já apresentados em moção na convenção do partido. Ele resume as bandeiras pelas quais o PMDB deve lutar em sete pontos:
1- SIM a uma política de formalização do mercado de trabalho, modernização do sistema previdenciário para combater a sonegação e NÃO à reforma da Previdência;
2- SIM à manutenção da legislação aprovada pelo PMDB, que estabelece a Petrobrás como operadora única do Pré-sal e destina os recursos do petróleo à Educação e NÃO ao projeto de entrega do petróleo brasileiro, prometido pelo senador José Serra às empresas norte-americanas;
3- SIM à ampliação do Conselho Monetário Nacional para contemplar o setor produtivo e NÃO ao domínio dos bancos sobre a política econômica do Estado;
4- SIM à valorização do Parlamento Brasileiro e às leis básicas que regram as relações entre o capital e trabalho e NÃO ao acordado sobre o legislado;
5- SIM ao fortalecimento do Estado Brasileiro, à renegociação da dívida dos Estados e municípios e NÃO à privatização das empresas públicas;
6- SIM à auditoria da dívida pública brasileira, NÃO ao veto presidencial nº 03/2016.
7- SIM à defesa do princípio da Unicidade Sindical, da contribuição sindical compulsória e NÃO ao desmonte da estrutura sindical brasileira.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/223061/PMDB-Sindical-‘participar-de-impedimento-sem-crime’-é-indigno.htm

segunda-feira, 28 de março de 2016

Costa: se Dilma cair, Temer será o próximo

: O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), fez nesta segunda (28), um duro discurso da tribuna da Casa endereçado ao vice-presidente Michel Temer e avisou que, se a presidente Dilma Rousseff for deposta pelo impeachment "golpista", ele será "seguramente" o próximo a cair; "Não pense que os que hoje saem organizados para pedir 'Fora, Dilma' vão às ruas para dizer 'Fica, Temer', para defendê-lo. Não! Depois de arrancarem, com um golpe constitucional, a presidenta da cadeira que ela conquistou pelo voto popular, essa gente vai para casa porque estará cumprida a sua vingança e porque não lhe tem apreço algum. E, seguramente, Vossa Excelência será o próximo a cair", disse
28 de Março de 2016 às 19:46
247 - O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), fez nesta segunda-feira (28), um duro discurso da tribuna da Casa endereçado ao vice-presidente Michel Temer e avisou que, se a presidente Dilma Rousseff for deposta pelo impeachment "golpista", ele será "seguramente" o próximo a cair.
Costa afirmou que não haverá trégua a esse movimento golpista nem antes, nem depois, caso ele venha "vergonhosamente" a se materializar. "Não pense que os que hoje saem organizados para pedir 'Fora, Dilma' vão às ruas para dizer 'Fica, Temer', para defendê-lo. Não! Depois de arrancarem, com um golpe constitucional, a presidenta da cadeira que ela conquistou pelo voto popular, essa gente vai para casa porque estará cumprida a sua vingança e porque não lhe tem apreço algum. E, seguramente, Vossa Excelência será o próximo a cair", disse.
Para o senador, a convenção do PMDB marcada para decidir se a legenda ficará ou não no governo só pode ser entendido pelo "viés escancarado do oportunismo".
Para ele, não se pode criar outra crise, de proporções maiores. "Não quero aqui imaginar que - em desapreço ao papel constitucional que exerce e ao papel institucional que tem como presidente do PMDB - o vice-presidente da República Michel Temer conspurque a própria biografia em uma conspiração para destruir a chapa pela qual se elegeu, ao trabalhar para derrubar a sua titular", afirmou, ao classificar tal atitude como um ato de ignorância sem tamanho, um suicídio político que poderá jogar o País no caos da instabilidade jurídica e institucional.
Humberto Costa destacou que os golpistas não terão trégua e que, se for violentado o Estado de Direito, seu grupo estará nas ruas no mesmo dia porque não vai aceitar soluções à margem da Constituição. "O vice-presidente da República precisa ter isso em conta. Não caia nesse canto da sereia, não seja, como no poema de Machado de Assis, o poleá (pária) que se encanta pela Mosca Azul. Se Vossa Excelência sucumbir a essa vendeta em curso contra a presidenta Dilma, estará levando o Brasil inteiro a ser tragado por uma maré de forte instabilidade, e o país e a sua biografia não merecem isso", frisou
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/222946/Costa-se-Dilma-cair-Temer-será-o-próximo.htm

Brasilianistas apontam risco de golpe no País

: Manifesto online de 51 especialistas em estudos sobre o Brasil em universidades estrangeiras aponta que a democracia brasileira encontra-se "seriamente ameaçada"; documento reconhece a necessidade do combate à corrupção, mas diz que "setores do judiciário, com o apoio da grande imprensa, têm se tornado protagonistas em prejudicar o Estado de Direito"; para os acadêmicos, a retórica contra a corrupção pode estar sendo usada para desestabilizar um governo democraticamente eleito, como ocorreu com o ex-presidente João Goulart (1964); documento é idealizado pelo historiador James Green, da Universidade Brown (EUA), e já recebeu mais de 1.000 subscrições até esta manhã, entre elas de Barbara Weinstein, da Universidade de Nova York, de Elizabeth Leeds, do Massachussets Institute of Technology – MIT, além de estudiosos da França, México, Argentina, África do Sul, Índia e Japão
28 de Março de 2016 às 10:24
Felipe Pontes, da Agência Brasil - Um manifesto online, assinado por 51 acadêmicos especializados em estudos sobre o Brasil em universidades estrangeiras, diz que a democracia brasileira encontra-se "seriamente ameaçada" pelo atual clima político. O documento, que convoca intelectuais estrangeiros a aderirem ao texto, já recebeu mais de mil subscrições até a manhã de hoje (28), desde que foi lançado, há quatro dias.
Idealizado pelo historiador James Green, da Universidade Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos, e o sociólogo brasileiro Renan Quinalha, pesquisador convidado na Brown, o manifesto reconhece a legitimidade e a necessidade do combate à corrupção por meio de inquéritos como os da Operação Lava Jato, mas acusa o que seriam abusos na condução da investigação e afirma que "setores do judiciário, com o apoio de interesses da grande imprensa, têm se tornado protagonistas em prejudicar o Estado de Direito".
"Tomamos a iniciativa de organizar esse abaixo-assinado por conta da grave situação política que o Brasil atravessa hoje. Recebemos uma chamada de acadêmicos brasileiros pedindo solidariedade na defesa da democracia e atendemos prontamente a esse chamado", disse Green, por email, à Agência Brasil. "Nossa intenção foi somar a comunidade acadêmica internacional às diversas iniciativas que estão se proliferando pelo Brasil."
Green é autor dos livros Além do Carnaval – A Homossexualidade Masculina no Brasil do Séc. XX (Unesp, 2000) e Apesar de Vocês – Oposição à Ditadura Brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985 (Companhia das Letras, 2009), que analisa as relações Brasil-EUA no período e conta a história de pessoas que combateram o regime militar brasileiro a partir do país norte-americano.
O texto é assinado, entre outros, por brasilianistas como Barbara Weinstein (New York University), autora de diversos livros sobre o Brasil pós-colonial; Elizabeth Leeds (Massachussets Institute of Technology – MIT), que é também cofundadora e presidente de honra do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Jean Hébrard, professor na Ecóle de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Assinam ainda intelectuais brasileiros que no momento atuam fora do país, como o especialista em literatura brasileira Pedro Meira Monteiro, que leciona na Universidade Princeton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e o historiador Sidney Chalhoub, professor convidado na Universidade Harvard, em Massachussets (EUA).
Impeachment
No manifesto, os acadêmicos enxergam um sério risco de que a retórica contra a corrupção esteja sendo usada para desestabilizar um governo democraticamente eleito, citando que o mesmo expediente fora utilizado antes da queda do ex-presidente João Goulart (1964), dando espaço à ditadura militar subsequente. À Agência Brasil, Barbara Weinstein criticou o processo de impeachment em curso no Congresso.
"Caso surjam evidências de algo mais sério do que 'contabilidade criativa', ou se você puder encontrar uma maioria de dois terços da Câmara dos Deputados que se acredite nunca ter cometido qualquer ato que possa ser descrito como 'corrupto' ou 'desonesto', então talvez eu possa considerar legítimo que eles decidam se Dilma permanece no cargo ou é impedida", disse Weinstein. "Acho muito improvável."
Para Chalhoub, um dos historiadores brasileiros de maior projeção internacional, "o processo de impeachment tem bases muito frágeis, como já mostraram vários juristas. E está sendo conduzido por parlamentares sobre os quais pesam acusações de gravidade ímpar. Destituir uma presidenta desse modo fragiliza a democracia, é um golpe contra ela, traduz apenas o inconformismo dos derrotados nas eleições de 2014. Esse é um momento decisivo da democracia brasileira", disse ele à Agência Brasil.
Dos mais de mil subscritos no abaixo-assinado disponível no site Avaaz, grande parte é composta por acadêmicos do México e da Argentina, mas há intelectuais de países diversos, como África do Sul, Índia, Japão e Turquia.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/222848/Brasilianistas-apontam-risco-de-golpe-no-País.htm

Dino: ‘espero que algum economista calcule o prejuízo depois do golpe’

: Governador do Maranhão disse esperar "que algum economista depois calcule o prejuízo imposto ao País por essa tentativa de golpe. Que vai fracassar"; "Aos que dizem que impeachment é constitucional porque 'está na Constituição'. Sim, mas somente para crimes provados, pessoalmente cometidos"; Flávio Dino, que é ex-juiz federal, reforça que "não existe impeachment por não gostar do governo ou por pressa em chegar ao poder. Isso que está na Constituição, que deve ser cumprida"; "Isso que defendo: respeito ao calendário de eleições estabelecido na Constituição. A próxima é em 2018", completou
28 de Março de 2016 às 17:01
Maranhão 247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), voltou a usar o Twitter para criticar duramente o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), em tramitação no Congresso Nacional. Ele disse esperar "que algum economista depois calcule o prejuízo imposto ao País por essa tentativa de golpe. Que vai fracassar". "Aos que dizem que impeachment é constitucional porque "está na Constituição". Sim, mas somente para crimes provados, pessoalmente cometidos", acrescentou.
De acordo com o chefe do executivo maranhense, "não existe impeachment por não gostar do governo ou por pressa em chegar ao poder. Isso que está na Constituição, que deve ser cumprida". "Isso que defendo: respeito ao calendário de eleições estabelecido na Constituição. A próxima é em 2018".
Sobre o impeachment da presidente Dilma, conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele também traçou um paralelo bíblico, ao escrever um artigo: "foi o clamor de uma maioria momentânea que pressionou pela absolvição de Barrabás e condenação de Cristo à cruz"(leia aqui).
Ex-juiz federal e ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Flávio Dino vem reiterando duras críticas ao impeachment contra a presidente.
Na sexta-feira (25), ele disse que "uma das principais metas que alimenta o impeachment é a nomeação de um novo 'engavetador' para Procuradoria Geral da República em 2017". "Podem observar: basta sair 'listas amplas' na Lava Jato que indecisos passam a apoiar impeachment, tentativa de acabar com investigações", postou Dino no Twitter (veja aqui).
A declaração foi concedida dois dias após a divulgação da lista da Odebrecht, que traz nomes de mais de 200 políticos, da base e da oposição, que teriam recebido repasses da empreiteira, legais e ilegais.
o governador não poupou de críticas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), favorável ao impeachment. "Acho que eles esqueceram que nenhuma condenação pode se basear apenas em delação. Nem por crime de responsabilidade", afirmou, na quinta-feira (24). "Andamos mal quando até a OAB resolve usar delação sem provas" (confira aqui).
http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/222924/Dino-‘espero-que-algum-economista-calcule-o-prejuízo-depois-do-golpe’.htm

Tudo o que você precisa saber sobre o golpe

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É preciso avisar tod@s @s brasileir@s, informar de um modo tão claro e objetivo que até as carrancas do Rio São Francisco tenham conhecimento de que:
1.O pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não tem NADA A VER com a Operação Lava Jato, nem com qualquer outra iniciativa de combate à corrupção. Dilma não é acusada de roubar um único centavo. O pretexto usado pelos políticos da oposição para tentar afastá-la do governo, a chamada "pedalada fiscal", é um procedimento de gestão do orçamento público de rotina em todos os níveis de governo, federal, estadual e municipal, e foi adotado nos mandatos de Fernando Henrique e de Lula sem qualquer problema. Ela, simplesmente, colocou dinheiro da Caixa Econômica Federal em programas sociais, para conseguir fechar as contas e, no ano seguinte, devolveu esse dinheiro à Caixa. Não obteve nenhum benefício pessoal e nem os seus piores inimigos conseguem acusá-la de qualquer ato de corrupção.
2.O impeachment é um golpe justamente por isso, porque a presidente só pode ser afastada se estiver comprovado que ela cometeu um crime - e esse crime não aconteceu, tanto que, até agora, o nome de Dilma tem ficado de fora de todas as investigações de corrupção, pois não existe, contra ela, nem mesma a mínima suspeita.
3.Ao contrário da presidenta Dilma, os políticos que pedem o afastamento estão mais sujos que pau de galinheiro. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que como presidente da Câmara é o responsável pelo processo do impeachment, recebeu mais de R$ 52 milhões só da corrupção na Petrobrás e é dono de depósitos milionários em contas secretas na Suíça e em outros paraísos fiscais. Na comissão de deputados que analisará o pedido de impeachment, com 65 integrantes, 37 (mais da metade!) estão na mira da Justiça, investigados por corrupção. Se eles conseguirem depor a presidenta, esperam receber, em troca, a impunidade pelas falcatruas cometidas.
4.Quem lidera a campanha pelo impeachment é o PSDB, partido oposicionista DERROTADO nas eleições presidenciais de 2014. Seu candidato, Aecio Neves, alcançar no tapetão o mesmo resultado político que não foi capaz de obter nas urnas, desrespeitando o voto de 54.499.901 brasileiros e brasileiras que votaram em Dilma (3,4% mais do que os eleitores de Aecio no segundo turno).
5.Se o golpe se consumar, a oposição colocará em prática todas as propostas elitistas e autoritárias que Aécio planejava implementar se tivesse ganho a eleição. O presidente golpista irá, com toda certeza, mudar as leis trabalhistas, em prejuízo dos assalariados; revogar a política de valorização do salário mínimo; implantar a terceirização irrestrita da mão-de-obra; entregar as reservas de petróleo do pré-sal às empresas transnacionais (como defende o senador José Serra); privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal; introduzir o ensino pago nas universidades federais, como primeiro passo para a sua privatização; reprimir os movimentos sociais e a liberdade de expressão na internet; expulsar os cubanos que trabalham no Programa Mais Médicos; dar sinal verde ao agronegócio para se apropriar das terras indígenas; eliminar a política externa independente, rebaixando o Brasil ao papel de serviçal dos Estados Unidos. É isso, muito mais do que o mandato da presidenta Dilma ou o futuro político de Lula, o que está em jogo na batalha do impeachment.
6.É um engano supor que a economia irá melhorar depois de uma eventual mudança na presidência da república. Todos os fatores que conduziram o país à atual crise continuarão presentes, com vários agravantes. A instabilidade política será a regra. Os líderes da atual campanha golpista passarão a se digladiar pelo poder, como piranhas ao redor de um pedaço de carne. E Dilma será substituída por um sujeito fraco, Michel Temer, mais interessado em garantir seu futuro (certamente uma cadeira no Supremo Tribunal Federal) e em se proteger das denúncias de corrupção do que em governar efetivamente. A inflação continuará aumentando, e o desemprego também.
7.No plano político, o Brasil mergulhará num período caótico, de forte instabilidade. A derrubada de uma presidenta eleita, sacramentada pelo voto, levará o país em que, pela primeira vez desde o fim do regime militar, estará à frente do Executivo um mandatário ilegítimo, contestado por uma enorme parcela da sociedade.
8.O conflito dará a tônica da vida social. As tendências fascistas, assanhadas com o golpe, vão se sentir liberadas para pôr em prática seus impulsos violentos, expressos, simbolicamente, nas imagens de bonecos enforcados exibindo o boné do MST ou a estrela do PT e, de uma forma mais concreta, nas invasões e atentados contra sindicatos e partidos políticos, nos ataques selvagens a pessoas cujo único crime é o de vestir uma camisa vermelha. O líder dessa corrente de extrema-direita, o deputado Jair Bolsonaro, já defendeu abertamente, num dos comícios pró-impeachment, que cada fazendeiro carregue consigo um fuzil para matar militantes do MST.
9.Os sindicatos e os movimentos sociais não ficarão de braços cruzados diante da truculência da direita e da ofensiva governista e patronal contra os direitos sociais durante conquistados nas últimas duas décadas. Vão resistir por todos os meios – greves, ocupações de terras, bloqueio de estradas, tomada de imóveis, e muito mais. O Brasil se tornará um país conflagrado, por culpa da irresponsabilidade e da ambição desmedida de meia dúzia de políticos incapazes de chegar ao poder pelo voto popular. Isso é o que nos espera se o golpe contra a presidenta Dilma vingar.
10.Mas isso não acontecerá. A mobilização da cidadania em defesa da legalidade e da democracia está crescendo, com a adesão de mais e mais pessoas e movimentos, independentemente de filiação partidária, de crença religiosa e de apoiar ou não as políticas oficiais. A opinião de cada um de nós a respeito do PT ou do governo Dilma já não é o que importa. Está em jogo a democracia, o respeito ao resultado das urnas e à norma constitucional que proíbe a aplicação de impeachment sem a existência de um crime que justifique essa medida extrema. Mais e mais brasileiros estão percebendo isso e saindo às ruas contra os golpistas. Neste dia 31 de março, a resistência democrática travará mais uma batalha decisiva.
É essencial a participação de todos, em cada canto do Brasil, todos precisamos sair às ruas, em defesa da legalidade, da Constituição e dos direitos sociais. Todos juntos! O fascismo não passará! Não vai ter golpe!
PS: O texto incorpora trechos de artigos de Jeferson Miola e de Fabio Garrido.
http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/222856/Tudo-o-que-você-precisa-saber-sobre-o-golpe.htm

domingo, 27 de março de 2016

BRICS sob Ataque: O Império Contra-Ataca no Brasil

BRICS Under Attack: The Empire Strikes Back In Brazil

By Eric Draitser
Mint Press News 26 Março 2016
brics
Apesar de toda a fantasia retórica anti-corrupção, o assalto ao governo de esquerda do presidente Rousseff é o resultado de uma campanha coordenada por interesses empresariais ligados a Washington e Wall Street.
A última década assistiu a uma coalescência notável de nações não-ocidentais em ambas as parcerias económicas e políticas. Essas instituições multilaterais têm sido defendida como alternativas aos órgãos ocidentais de poder político e econômico, como a OTAN, o Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
A partir do crescimento da Organização de Cooperação de Xangai para o estabelecimento da União Económica da Eurásia, da China "One Belt, One Road" estratégia para conectar-se a maior parte da Eurásia através do comércio e do investimento e, mais recentemente o estabelecimento da Infra-estrutura do Banco Asiático de Investimento, muitos têm visto estes desenvolvimentos como essencial para a descentralização do poder global longe dos centros imperiais de Washington, Wall Street, Londres e Bruxelas.
Mas, talvez, nenhum dos agrupamentos internacionais Sul global emergentes tem sido mais promissora em termos de relações públicas e de parceria económica real do que a dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
BRICS representam 46 por cento da população do mundo - mais de 3 bilhões de pessoas, a partir de 2015 - tornando-se o maior bloco em termos de capacidade humana entre alianças globais. O âmbito do BRICS, combinado com a sua assertividade crescente como uma potência económica em si mesma, tem, sem dúvida agradou a algumas pessoas em Washington e no resto do Ocidente.
Ela deveria vir como nenhuma surpresa que os grandes movimentos foram tomadas nos últimos 12 a 24 meses para minar cada nação membro do BRICS e desestabilizá-los através de meios políticos e económicos. E não é por coincidência que os líderes mostrado sorrindo e apertando as mãos em recentes cimeiras BRICS estão agora ambos os alvos dos esforços de desestabilização e subversão - como nos casos do Brasil, Rússia, China e África do Sul - ou são alvo de um militar e ofensiva de charme político, como no caso da Índia. Em cada caso, os Estados Unidos e seus aliados beneficiar significativamente com os últimos desenvolvimentos.


Brasil na mira


Um dos métodos experimentados e verdadeiros do império EUA de desestabilizar um país-alvo é através da fabricação e promover escândalos políticos e / ou movimentos políticos que aparecem de oposição, mas cujos interesses, conscientemente ou não, se alinham com o estabelecimento dominante no Ocidente. Ambos os elementos estão em jogo no Brasil, que vem se movendo em direção ao aumento económico e, consequentemente, política, independência nos últimos anos.
Woman shows poster written in Portuguese
Uma mulher mostra poster escrito em Português "Não haverá um golpe" ao lado de uma imagem do presidente do Brasil Dilma Rousseff, durante uma reunião em seu apoio e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Brasil, sexta-feira 18 marco de 2016. Silva foi alvo de uma alegada investigação de corrupção envolvendo a gigante do petróleo Brasil Petrobras. (AP / Eraldo Peres)
No Brasil, o governo de Dilma Rousseff está enfrentando uma grande campanha de desestabilização orquestrada por elementos de direita poderosos do país e seus aliados norte-americanos. Sob a bandeira sempre conveniente de "anti-corrupção", milhões se voltaram para as ruas para exigir a queda do governo Dilma duas vezes eleito na esteira de uma série de revelações sobre alegada corrupção referentes ao quase-estado, quase- empresa privada de petróleo da Petrobras.
De acordo com as alegações, uma série de figuras políticas principais, alguns dos quais estão ligados a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores, têm desnatado, pelo menos, 3 por cento dos bilhões de dólares em receitas de petróleo da Petrobras, ilustrando a tradição ainda ativo da corrupção no Brasil .
O último alvo é o ex-presidente Lula da Silva, que foi retirado à força de sua casa em uma ostentação da força pelas autoridades de aplicação da lei destinado a humilhar a 70 anos fundador do Partido dos Trabalhadores. Por causa de seu fundo da classe trabalhadora, o ex-presidente foi visto como a esperança e orgulho da esquerda no Brasil, ea remoção pública de sua casa no início deste mês provocou a última rodada de protestos.
Mas o que - ou quem - está realmente por trás do golpe no Brasil?
A direita é a força motriz dos protestos, apesar de qualquer sentimento, anti-corrupção progressiva de espírito que está sendo expressa por vários segmentos do movimento de protesto. Dois dos principais grupos responsáveis ​​por organizar e mobilizar as manifestações são as andStudents Livre Movimento Brasil (MBL) para Liberty (EPL), sendo que ambos têm ligações diretas com Charles e David Koch, da direita, neocon, bilionários norte-americanos, como bem como outras figuras principais do, pro-business estabelecimento neoliberal extrema direita.
(Click to Expand) The bio of Fabio Ostermann from the Atlas Network website.
(Click to Expand) A bio de Fabio Ostermann from the Atlas Network website.
(Click to Expand) The bio of Juliano Torres from the Atlas Network website.
(Click to Expand) The bio de Juliano Torres from the Atlas Network website.
MBL é liderada por Fabio Ostermann e Juliano Torres, ambos os quais foram educados na Leadership Academy Atlas, um satélite da Fundação de Pesquisa Económica Atlas, que está directamente financiado pelos irmãos Koch. EPL é uma filial direta dos alunos baseados em EUA para a liberdade, um bem conhecido Koch irmãos equipamento com laços profundos com o establishment político de direita em os EUA
Um dos principais rostos do movimento é Kim Kataguiri, a 20-year-old "ativista", que é ao mesmo tempo um dos fundadores da MBL e um líder na EPL. Descaradamente pró-grande negócio, ele é um adepto da chamada Escola Austríaca de Economia, a ideologia econômica que defende a desregulamentação total da economia no interesse de empresas privadas, e um grande admirador de Milton Friedman, o pai do que é conhecido hoje como o capitalismo neoliberal.
Kataguiri e seus colegas ativistas de direita têm sido rápidos em se distanciar do legado encharcado de sangue de golpes de direita no Brasil e na América Latina por razões óbvias. No entanto, eles defendem precisamente as mesmas políticas econômicas como as promulgadas em toda a região, talvez o mais famosa no Chile sob a ditadura brutal de Augusto Pinochet, cujas políticas econômicas foram guiados diretamente por ninguém menos que Friedman.
In this March 18, 2015 photo, anti-government protest leader Kim Kataguiri poses for a picture in Sao Paulo, Brazil. (AP/Andre Penner)
Neste 18 de março de 2015 da foto, líder do protesto anti-governo Kim Kataguiri posa para uma fotografia em São Paulo, Brasil. (AP / Andre Penner)
Kataguiri explicou ao The Guardian em 2015:
Defendemos mercados livres, impostos mais baixos e a privatização de todas as empresas públicas. ... No Brasil, a esquerda ainda é vista como cool pelos jovens. ... Queremos destruir esta ideia de que se você defender mercados livres, então você é um homem velho que está pedindo uma ditadura. ... Infelizmente, não temos qualquer grandes patrocinadores. O governo e alguns setores da imprensa dizer que são financiados por pessoas ricas. Nós não teria nenhum problema em ser financiada por pessoas ricas.
Infelizmente para Kataguiri, Ostermann, Torres e seus colegas, a verdade sobre suas ligações com o capital financeiro poderoso e negócios nos EUA e toda a América Latina é bem conhecida. Ainda assim, a mídia corporativa branqueia essas conexões, apresentando os protestos como uma espécie de pura expressão do descontentamento das pessoas, em vez de uma forma fabricados de manipulação política e de desestabilização que se apoderou tempos econômicos difíceis de explorar cinicamente a opinião pública. crise econômica do Brasil nos últimos dois anos tem feito isso muito mais fácil.
Outros grupos influentes como VemPraRua ( "Come to the Streets") estão diretamente financiado pelo poderosos de direita interesses comerciais no interior do país, incluindo o homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann. Como observado na Bloomberg um perfil de Lemann 2013:
Nos EUA, Lemann é praticamente desconhecido, embora ele e seus dois parceiros de longa data, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, agora controlam três ícones da cultura de consumo norte-americano: Heinz Ketchup, Burger King, e, após a aquisição da Anheuser $ 52000000000 -Busch em 2008, a cerveja Budweiser. O valor das empresas que correm mercado combinada é de US $ 187 bilhões de maior do que o Citigroup.
No Brasil, Lemann é um herói de classe empresarial. ... Worth cerca de US $ 20 bilhões, Lemann é No. 32 no Índice Bloomberg Billionaires, sete slots atrás George Soros e três à frente de Carl Icahn.
Enquanto isso, o reacionário, pro fora dos EUA. elementos dentro (e fora) Brasil são particularmente irritado com o Partido dos Trabalhadores e, mais amplamente, à esquerda. Isto não é por causa da corrupção - embora a corrupção continua a ser, sem dúvida, um problema - mas por causa da ascensão ao poder de forças políticas que representam classe trabalhadora e brasileiros pobres.
O Congresso norte-americano sobre a América Latina corretamente avaliada em abril de 2015: "Não acredito que a ênfase da mídia de direita sobre a corrupção-as recentes manifestações são motivados pelo descontentamento elite entrincheirada sobre expandindo a inclusão econômica e política para a maioria da nação."
Trazendo BRICS ao calcanhar
Em suma, apesar de toda a fantasia retórica anti-corrupção, o assalto ao governo de esquerda de Dilma é o resultado de uma campanha coordenada por interesses comerciais amarrados para os EUA Washington e Wall Street, que vêem no Brasil um precedente perigoso em que um governo de esquerda compreensão ea aliado com movimentos bolivarianos na Venezuela, Bolívia, Equador, e até recentemente, Argentina, foi capaz de ganhar poder e presidir um boom econômico.
A graph demonstrating the correlation between expansion of anti-government sentiment and the stagnation of GDP growth.
Um gráfico que demonstra a correlação entre a expansão do sentimento anti-governo e da estagnação do crescimento do PIB.
Na verdade, este ponto não deve ser subestimado - ou seja, a crise econômica em commodities, como o petróleo, que pôs os freios em rápido progresso econômico do Brasil.
De fato, dados recentes mostram que a expansão do sentimento anti-governo se correlaciona diretamente com a estagnação do crescimento do PIB, que se correlaciona diretamente com a queda nos preços de commodities. Como muitos têm argumentado convincentemente, o colapso do petróleo, sem dúvida, foi lamentado e incentivada, se não diretamente orquestrada, por os EUA e seus aliados no Golfo a fim de orientar os países não-ocidentais, cujas economias estão vinculados a receitas de petróleo e gás - Venezuela, Bolívia, Brasil, e especialmente a Rússia.
Essencialmente, o que está se desenrolando no Brasil é um esforço em várias frentes para desestabilizar o país através de uma variedade de meios políticos e económicos, com o objetivo final de trazer ao calcanhar um membro chave do BRICS. Mas não é o único.
Brasil certamente não é o único membro do BRICS enfrentando uma ofensiva pelo sistema EUA-OTAN.
O próximo artigo desta série irá examinar as forças desestabilizadoras que atingem a África do Sul. peças futuras examinarão a crescente relação militar entre os EUA e a Índia, bem como as estratégias multi-facetadas para conter, isolar e desestabilizar a Rússia e a China.
A fonte original deste artigo é
Mint Press News
http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/