terça-feira, 31 de março de 2015

Paulo Moreira Leite: PSDB recebeu 42% das doações das grandes empreiteiras da Lava Jato. E agora, Moro?

 

publicado em 30 de março de 2015 às 11:42

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E agora, Sérgio Moro?

Segundo pesquisa, PSDB recebeu 42% das doações das grandes empreiteiras da Lava Jato aos partidos

por Paulo Moreira Leite, em seu blog

A descoberta de que o conjunto das empreiteiras investigadas na Lava Jato responde por 40% das doações eleitorais aos principais partidos políticos do país – PT, PMDB, PSDB – entre 2007 e 2013 é uma dessas novidades imensas à espera de providências a altura.

Permite uma nova visão sobre as denúncias envolvendo a Petrobrás, confirma uma distorção absurda nas investigações e exige uma reorientação no trabalho da Justiça e do Ministério Público.

É o caso de perguntar: e agora, Sérgio Moro? O que vamos fazer, Teori Zavaski?

Explico.

Conforme o Estado de S. Paulo, entre 2007 e 2013 as 21 maiores empresas da Lava Jato repassaram R$ 571 milhões a petistas, tucanos, peemedebistas. Desse total, 77% saíram dos cofres das cinco maiores, que estão no centro das investigações: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Grupo Odebrecht e OAS.

Segundo o levantamento, o Partido dos Trabalhadores ficou com a maior parte, o que não é surpresa. As doações ocorreram depois da reeleição de Lula. Cobrem aquele período do calendário político no qual Dilma Rousseff conquistou o primeiro mandato e Fernando Haddad venceu as eleições municipais de São Paulo. Mas o PSDB não ficou muito atrás. Embolsou 42% do total. Repetindo para não haver dúvidas: conforme análise do Estado Dados, de cada 100 reais enviados aos partidos, 42 chegaram aos cofres tucanos.

Gozado, não?

Agora dê uma olhada na relação de beneficiários denunciados na Lava Jato e pergunte pelos tucanos. O personagem mais ilustre, senador Sérgio Guerra, já morreu. É acusado de ter embolsado dinheiro para inviabilizar uma CPI. Infelizmente, não está aqui para defender-se – o que permite imaginar até onde pode chegar a largura de suas costas.

O outro implicado é o senador Antônio Anastasia, aliado número 1 de Aécio Neves, forte candidato a um carimbo de “falta de provas” amigo nas próximas etapas do percurso.

Como chegaremos aos 42%? Alguém vai investigar, vai explicar? Ninguém sabe. Nem uma pista.

Onde estão as delações premiadas, as prisões preventivas?

Apoiado na delação premiada de Paulo Roberto Costa, que chegou à diretoria da Petrobras com proteção do lendário Severino Cavalcanti, do PP pernambucano, a investigação concentrou-se no condomínio Dilma-Lula e legendas aliadas. Esbarrou no PSDB, de vez em quando, quase sem querer, por acaso. E só.

A descoberta da fatia de 42% do PSDB na Lava Jato pode ser mais útil do que se imagina.

Deixando de lado, por um momento, a demagogia moralista que tenta convencer o país que todo político é ladrão cabe reconhecer um aspecto real e relevante.

Estamos falando de um sistema no qual todos os partidos se envolvem na busca de recursos financeiros para tocar as campanhas. Todos. São as mesmas empresas, com os mesmos clientes, com os mesmos doadores que se ligam às mesmas fontes.

Isso quer dizer o seguinte: ou todos são tratados da mesma forma, conforme regra elementar da Justiça, ou teremos, na Lava Jato de 2015, o mesmo tratamento preferencial dispensado aos tucanos do mensalão PSDB-MG. Não dá para dizer que um recebe “propina” e o outro ” verba de campanha,” certo?

Acho errado por princípio criminalizar as campanhas financeiras dos partidos políticos. Por mais graves que sejam suas distorções – e nós sabemos que podem ser imensas – elas envolvem recursos indispensáveis ao funcionamento do regime democrático. Mesmo a Nova República, que substituiu o regime militar, nasceu com auxílio de um caixa clandestino formado pelos maiores empresários e banqueiros do país, na época. Não conheço ninguém que, mesmo informado dessa situação, sentisse nostalgia da suposta — sim, suposta e apenas suposta — moralidade do regime dos generais.

Se queremos uma democracia emancipada do poder econômico, precisamos de novas regras – como financiamento público, como proibição de contribuições de empresas – para isso. E temos de ter regras transitórias para caminhar nessa direção, que não joguem fora a criança junto com a água do banho, certo?

Mas não é isso o que tem ocorrido. Pelo contrário. A tradição é criminalizar os indesejáveis, submetidos a penas rigorosas, e poupar amigos e aliados, através de uma prática conhecida.

Comparece-se a AP 470 com o mensalão PSDB-MG.Julgados pelo mesmo crime que conduziu importantes dirigentes do Partido dos Trabalhadores a prisão, os acusados da versão tucana sequer foram julgados – até hoje. Muitos já tiveram a pena prescrita. Não faltam acusados que dormem o sono dos justos com a certeza de que jamais correrão o risco de qualquer condenação. Os acusados tucanos que forem condenados – se é que isso vai acontecer um dia — terão direito a um julgamento com segundo grau de jurisdição, que foi negado aos principais réus do PT. A última notícia do caso é que a juíza que presidiu o julgamento em primeira instancia aposentou-se antes de terminar o serviço e ninguém foi nomeado para seu lugar. Se esse filme parece velho, lembre das denúncias que envolvem as obras do metrô paulista.

Muito instrutivo, não?

Leia também:

Maria Inês Nassif: O precedente Joaquim Barbosa gerou Sérgio Moro

Fonte: http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-moreira-leite-psdb-recebeu-42-das-doacoes-das-grandes-empreiteiras-da-lava-jato-aos-partidos-e-agora-sergio-moro.html

'Perseguido por virtudes', PT prega sair da defensiva

 

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Os representantes regionais do PT aprovaram, durante reunião, nesta segunda (30), o Manifesto dos Diretórios Regionais em defesa do partido; no texto, o partido reforça a importância do 5º Congresso Nacional do PT para o fortalecimento da sigla, diz que é hora de a legenda "assumir responsabilidades", "corrigir rumos"; no documento, os dirigentes defendem dez bandeiras tradicionais da esquerda para reaproximar o partido e o governo Dilma Rousseff (PT) da base social da legenda; principais propostas são a orientação da bancada petista no Congresso Nacional a aprovar proposta de taxação de grandes fortunas, a aprovação das reformas política e tributária e a ampliação dos direitos trabalhistas; no Twitter, presidente do PT, Rui Falcão, postou: "Apesar do ódio que destilam contra nós, continuaremos a amar o Brasil e a lutar por um País melhor. #OrgulhodeserPT"

30 de Março de 2015 às 20:35

247 - Os representantes regionais do PT aprovaram, durante a reunião, nesta segunda-feira (30), o Manifesto dos Diretórios Regionais em defesa do partido. No texto, o partido reforça a importância do 5º Congresso Nacional do PT para o fortalecimento da sigla, diz que é hora de a legenda "assumir responsabilidades", "sair da defensiva" e "corrigir rumos".

No documento, os dirigentes estaduais da sigla defendem dez bandeiras tradicionais da esquerda para reaproximar o partido, e consequentemente, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), da base social da legenda. As principais propostas são a orientação da bancada petista no Congresso Nacional a aprovar proposta de taxação de grandes fortunas, que sofre resistências de setores do governo federal, a aprovação das reformas política e tributária e a ampliação dos direitos trabalhistas, na contramão do ajuste fiscal elaborado pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda).

Os dirigentes estaduais afirmam ainda que os setores da oposição "querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia". As lideranças petistas comparam os ataques sofridos pelo partido, em meio às investigações do esquema de corrupção na Petrobras, ao sequestro do empresário Abílio Diniz, em 1989, que, segundo eles, foi "imputado ao PT". Os dirigentes estaduais dizem que o partido é alvo de uma campanha de "cerco" e "aniquilamento" e setores da oposição que tentam "criminalizar" o PT. “O momento não é de pessimismo, é de reavivar as esperanças. A hora não é de recuo, é de avançar com coragem e determinação”, reforça.

Leia a íntegra do Manifesto:

“Manifesto dos DRs

Nunca como antes, porém, a ofensiva de agora é uma campanha de cerco e aniquilamento. Como já propuseram no passado, é preciso acabar com a nossa raça. Para isso, vale tudo. Inclusive, criminalizar o PT — quem sabe até toda a esquerda e os movimentos sociais.

Condenam-nos não por nossos erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de filiados. Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.

Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de País tenha sido vitorioso nas urnas. Primeiro com um operário, rompendo um preconceito ideológico secular; em seguida, com uma mulher, que jogou sua vida contra a ditadura para devolver a democracia ao Brasil.

Maus perdedores no jogo democrático, tentam agora reverter, sem eleições, o resultado eleitoral. Em função dos escândalos da Petrobrás, denunciados e investigados sob nosso governo -– algo que não ocorria em governos anteriores –, querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia, em um contexto adverso de crise mundial prolongada.

Como já reiteramos em outras ocasiões, somos a favor de investigar os fatos com o maior rigor e de punir corruptos e corruptores, nos marcos do Estado Democrático de Direito. E, caso qualquer filiado do PT seja condenado em virtude de eventuais falcatruas, será excluído de nossas fileiras.

O PT precisa identificar melhor e enfrentar a maré conservadora em marcha. Combater, com argumentos e mobilização, a direita e a extrema-direita minoritárias que buscam converter-se em maioria todas as vezes que as 2 mudanças aparecem no horizonte. Para isso, para sair da defensiva e retomar a iniciativa política, devemos assumir responsabilidades e corrigir rumos. Com transparência e coragem. Com a retomada de valores de nossas origens, entre as quais a ideia fundadora da construção de uma nova sociedade.

Ao nosso 5º Congresso, já em andamento, caberá promover um reencontro com o PT dos anos 80, quando nos constituímos num partido com vocação democrática e transformação da sociedade – e não num partido do “melhorismo”. Quando lutávamos por formas de democracia participativa no Brasil, cuja ausência, entre nós também, é causa direta de alguns desvios que abalaram a confiança no PT.

Nosso 5º Congresso, cuja primeira etapa será aberta, a fim de recolher contribuições, críticas e novas energias de fora, deverá sacudir o PT. A fim de que retome sua radicalidade política, seu caráter plural e não- dogmático. Para que desmanche a teia burocrática que imobiliza direções em todos os níveis e nos acomoda ao status quo.

O PT não pode encerrar-se em si mesmo, numa rigidez conservadora que dificulta o acolhimento de novos filiados, ou de novos apoiadores que não necessariamente aderem às atuais formas de organização partidária.

Queremos um partido que pratique a política no quotidiano, presente na vida do povo, de suas agruras e vicissitudes, e não somente que sai a campo a cada dois anos, quando se realizam as eleições.

Um PT sintonizado com nosso histórico Manifesto de Fundação, para quem a política deve ser “ atividade própria das massas, que desejam participar, legal e legitimamente, de todas as decisões da sociedade”.

Por isso, “o PT deve atuar não apenas no momento das eleições, mas, principalmente, no dia-a-dia de todos os trabalhadores, pois só assim será possível construir uma 3 nova forma de democracia, cujas raízes estejam nas organizações de base da sociedade e cujas decisões sejam tomadas pelas maiorias”.

Tal retomada partidária há de ser conduzida pela política e não pela via administrativa. Ela impõe mudanças organizativas, formativas, de atitudes e culturais, necessárias para reatar com movimentos sociais, juventude, intelectuais, organizações da sociedade – todos inicialmente representados em nossas instâncias e hoje alheios, indiferentes ou, até, hostis em virtude de alguns erros políticos cometidos nesta trajetória de quase 35 anos.

Dar mais organicidade ao PT, maior consistência política e ideológica às direções e militantes de base, afastar um pragmatismo pernicioso, reforçar os valores da ética na política, não dar trégua ao “cretinismo” parlamentar – tudo isso é condição para atingir nossos objetivos intermediários e estratégicos.

Em concordância com este manifesto, nós, presidentes de Diretórios Regionais de 27 Estados, propomos:

1. Desencadear um amplo processo de debates, agitação e mobilização em defesa do PT e de nossas bandeiras históricas;

2. Defesa do nosso legado político-administrativo e do governo Dilma;

3. Participar e ajudar a articular uma ampla frente de partidos e setores partidários progressistas, centrais sindicais, movimentos sociais da cidade e do campo, unificados em torno de uma plataforma de mudanças, que tenha no cerne a ampliação dos direitos dos trabalhadores, da reforma política, da democratização da mídia e da reforma tributária;

4. Apoiar o aprofundamento da reforma agrária e do apoio à agricultura familiar;

5. Orientar nossa Bancada a votar o imposto sobre grandes fortunas e o projeto de direito de resposta do senador Roberto Requião, ambos em tramitação na Câmara dos Deputados;

6. Apoiar iniciativas para intensificar investimentos nas grandes e médias cidades, a fim de melhorar as condições de saneamento, habitação e mobilidade urbana;

7. Buscar novas fontes de financiamento para dar continuidade e fortalecimento ao Sistema Único de Saúde;

8. Apoiar uma reforma educacional que corresponda aos objetivos de transformar o Brasil numa verdadeira Pátria Educadora;

9. Levar o combate à corrupção a todos os partidos, a todos os Estados e Municípios da Federação, bem como aos setores privados da economia;

10. Lutar pela integração política, econômica e cultural dos povos da América, por um mundo multipolar e pela paz mundial. O momento não é de pessimismo; é de reavivar as esperanças. A hora não é de recuo; é de avançar com coragem e determinação. O ódio de classe não nos impedirá de continuar amando o Brasil e de continuar mudando junto com nosso povo. Esta é a nossa tarefa, a nossa missão. É só querer e, amanhã, assim será!

São Paulo, 30 de março de 2015″

Fonte: Brasil 247

PML: empresas da Lava Jato doaram em peso ao PSDB

 

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Levantamento sobre doações eleitorais revela que 42% das doações ao PSDB nos últimos anos vieram das empresas investigadas na Lava Jato, segundo aponta Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; número é próximo ao das doações ao PT e ao PMDB, os dois principais partidos da base aliada; PML cobra do juiz Sergio Moro um tratamento isonômico, pergunta dos tucanos na relação de beneficiários e lembra que "o personagem mais ilustre, o senador Sérgio Guerra, já morreu"; "Ou todos são tratados da mesma forma, conforme regra elementar da Justiça, ou teremos, na Lava Jato de 2015, o mesmo tratamento preferencial dispensado aos tucanos do mensalão PSDB-MG", em que os acusados "sequer foram julgados – até hoje" e "muitos já tiveram a pena prescrita", afirma o jornalista

30 de Março de 2015 às 12:33

Por Paulo Moreira Leite, do 247

A descoberta de que o conjunto das empreiteiras investigadas na Lava Jato responde por 40% das doações eleitorais aos principais partidos políticos do país – PT, PMDB, PSDB – entre 2007 e 2013 é uma dessas novidades imensas à espera de providências a altura.

Permite uma nova visão sobre as denúncias envolvendo a Petrobrás, confirma uma distorção absurda nas investigações e exige uma reorientação no trabalho da Justiça e do Ministério Público.

É o caso de perguntar: e agora, Sérgio Moro? O que vamos fazer, Teori Zavaski?

Explico.

Conforme o Estado de S. Paulo, entre 2007 e 2013 as 21 maiores empresas da Lava Jato repassaram R$ 571 milhões a petistas, tucanos, pemedebistas. Desse total, 77% saíram dos cofres das cinco maiores, que estão no centro das investigações: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Grupo Odebrecht e OAS.

Segundo o levantamento, o Partido dos Trabalhadores ficou com a maior parte, o que não é surpresa. As doações ocorreram depois da reeleição de Lula. Cobrem aquele período do calendário político no qual Dilma Rousseff conquistou o primeiro mandato e Fernando Haddad venceu as eleições municipais de São Paulo. Mas o PSDB não ficou muito atrás. Embolsou 42% do total. Repetindo para não haver dúvidas: conforme análise do Estado Dados, de cada 100 reais enviados aos partidos, 42 chegaram aos cofres tucanos.

Gozado, não?

Agora dê uma olhada na relação de beneficiários denunciados na Lava Jato e pergunte pelos tucanos. O personagem mais ilustre, senador Sérgio Guerra, já morreu. É acusado de ter embolsado dinheiro para inviabilizar uma CPI. Infelizmente, não está aqui para defender-se – o que permite imaginar até onde pode chegar a largura de suas costas.

O outro implicado é o senador Antônio Anastasia, aliado número 1 de Aécio Neves, forte candidato a um carimbo de "falta de provas" amigo nas próximas etapas do percurso.

Como chegaremos aos 42%? Alguém vai investigar, vai explicar? Ninguém sabe. Nem uma pista.

Onde estão as delações premiadas, as prisões preventivas?

Apoiado na delação premiada de Paulo Roberto Costa, que chegou à diretoria da Petrobras com proteção do lendário Severino Cavalcanti, do PP pernambucano, a investigação concentrou-se no condomínio Dilma-Lula e legendas aliadas. Esbarrou no PSDB, de vez em quando, quase sem querer, por acaso. E só.

A descoberta da fatia de 42% do PSDB na Lava Jato pode ser mais útil do que se imagina.

Deixando de lado, por um momento, a demagogia moralista que tenta convencer o país que todo político é ladrão cabe reconhecer um aspecto real e relevante.

Estamos falando de um sistema no qual todos os partidos se envolvem na busca de recursos financeiros para tocar as campanhas. Todos. São as mesmas empresas, com os mesmos clientes, com os mesmos doadores que se ligam às mesmas fontes.

Isso quer dizer o seguinte: ou todos são tratados da mesma forma, conforme regra elementar da Justiça, ou teremos, na Lava Jato de 2015, o mesmo tratamento preferencial dispensado aos tucanos do mensalão PSDB-MG. Não dá para dizer que um recebe "propina" e o outro " verba de campanha," certo?

Acho errado por princípio criminalizar as campanhas financeiras dos partidos políticos. Por mais graves que sejam suas distorções – e nós sabemos que podem ser imensas – elas envolvem recursos indispensáveis ao funcionamento do regime democrático. Mesmo a Nova República, que substituiu o regime militar, nasceu com auxílio de um caixa clandestino formado pelos maiores empresários e banqueiros do país, na época. Não conheço ninguém que, mesmo informado dessa situação, sentisse nostalgia da suposta — sim, suposta e apenas suposta — moralidade do regime dos generais.

Se queremos uma democracia emancipada do poder econômico, precisamos de novas regras – como financiamento público, como proibição de contribuições de empresas – para isso. E temos de ter regras transitórias para caminhar nessa direção, que não joguem fora a criança junto com a água do banho, certo?

Mas não é isso o que tem ocorrido. Pelo contrário. A tradição é criminalizar os indesejáveis, submetidos a penas rigorosas, e poupar amigos e aliados, através de uma prática conhecida.

Comparece-se a AP 470 com o mensalão PSDB-MG. Julgados pelo mesmo crime que conduziu importantes dirigentes do Partido dos Trabalhadores a prisão, os acusados da versão tucana sequer foram julgados – até hoje. Muitos já tiveram a pena prescrita. Não faltam acusados que dormem o sono dos justos com a certeza de que jamais correrão o risco de qualquer condenação. Os acusados tucanos que forem condenados – se é que isso vai acontecer um dia — terão direito a um julgamento com segundo grau de jurisdição, que foi negado aos principais réus do PT. A última notícia do caso é que a juíza que presidiu o julgamento em primeira instancia aposentou-se antes de terminar o serviço e ninguém foi nomeado para seu lugar. Se esse filme parece velho, lembre das denúncias que envolvem as obras do metrô paulista.

Muito instrutivo, não?

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/175137/PML-empresas-da-Lava-Jato-doaram-em-peso-ao-PSDB.htm

STF abre inquérito contra Agripino Maia

 

Presidente do DEM é acusado de receber propina

Jornal do Brasil

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Menos de dez dias depois de participar dos protestos contra a corrupção e de defender, em entrevistas recentes, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Agripino Maia (DEM/RN) se tornou réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção.

A ministra do STF Cármen Lúcia decidiu abrir uma investigação contra o senador Agripino Maia (RN), presidente do DEM, com base em denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Maia foi delatado pelo empresário do Rio Grande do Norte George Olímpio, que disse negociar propina com políticos. A denúncia foi feita por meio de delação premiada.

Ele contou que o senador lhe pediu R$ 1,1 milhão para campanhas políticas e o chantageou, afirmando que, caso não lhe desse o dinheiro, perderia o contrato que tinha por meio de um instituto para prestar serviços ao Detran/RN.

Ele disse que chegou a entregar R$ 300 mil a Agripino Maia e a fazer empréstimos a pessoas indicadas por ele para que completasse a quantia solicitada. O pagamento ajudaria a liberar serviços de inspeção veicular no Rio Grande do Norte.

Como presidente do DEM, Agripino recebeu a solidariedade de correligionários como o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO). No dia 15 de março, Caiado participou dos protestos e chegou a usar uma camisa de inspiração fascista contra o ex-presidente Lula. Em relação a Agripino, ele afirmou que o senador potiguar deveria ter o benefício da dúvida e o direito de se defender.

Com Brasil 247

Ex-tesoureiro de Serra e FHC cai no Swissleaks

 

Ex-tesoureiro de Serra e FHC cai no Swissleaks

Mesmo com R$ 2,4 milhões depositados na Suíça, Márcio Fortes nunca mencionou a existência de suas três contas do HSBC nas declarações de bens enviadas ao TRE-RJ; em 2000, ele foi a pessoa física que mais doou ao PSDB – o equivalente a 21% do total arrecadado

Por Redação

O empresário Márcio Fortes – primeiro vice-presidente do PSDB-RJ e ex-tesoureiro dos políticos tucanos Fernando Henrique Cardoso e José Serra – aparece como um dos mais de 8 mil correntistas brasileiros no HSBC da Suíça. Segundo reportagem do jornal O Globo, ele nunca mencionou a existência de suas três contas no banco suíço nas declarações de bens enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Em 2006/2007, a quantia de dinheiro depositada era de US$ 2,4 milhões.

Fortes é empresário da construção civil e um conhecido doador de campanhas. Em 2000, foi a pessoa física que mais doou ao PSDB – o equivalente a 21% do total arrecadado. Ele já presidiu o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e atuou ainda como deputado federal e secretário municipal de Obras do Rio.

Outros políticos de cinco partidos também foram citados no Swissleaks, como o ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira (PDT-RJ), seu secretário de Obras à época, José Roberto Mocarzel, e o vereador Marcelo Arar (PT-RJ). Lirio Parisotto, suplente de senador pelo PMDB-AM, e Daniel Tourinho, presidente nacional do PTC, além de duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), também foram citados no caso. Todos negam ter cometido qualquer ilegalidade.

Foto de capa: Reprodução/YouTube

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/03/ex-tesoureiro-de-serra-e-fhc-cai-no-swissleaks/

Propina para o PSDB: Quando é o assaltante que grita “pega ladrão”

 

“Os três senadores de oposição, Sérgio Guerra (PSDB-PE), Álvaro Dias (PSDB-PR) e ACM Júnior (DEM-BA) deixaram a CPI acusando a Petrobras de comandar uma operação abafa”. Assim o jornal Folha de S. Paulo noticiou, no dia 11 de novembro de 2009, a saída da oposição, PSDB e DEM, da CPI criada na época para investigar a estatal. Segundo relatório divulgado ontem pelo novo herói nacional, juiz Sérgio Moro, a saída custou R$ 10 milhões, pagos pela empreiteira Queiroz Galvão.


O citado relatório é relegado, pela mídia hegemônica, às páginas internas dos jornais impressos e não é destaque nos telejornais e nem objeto de comentários nas rádios “que trocam a notícia”. Diz textualmente o relatório: “com o levantamento do sigilo sobre os depoimentos da colaboração premiada de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa, veio à luz informação de que teria havido pagamento de propina a parlamentares para obstruir as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás dos anos de 2009 e 2010". Diz Moro que existem provas de que Fernando Baiano, preso na Operação Lava Jato, “teria intermediado o pagamento de propinas para obstruir o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito de 2009 e 2010”. O relatório é divulgado depois que o assunto ganhou nova força na quinta-feira (19), quando a Procuradoria Geral da República (PGR) liberou um vídeo com o depoimento do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, um dos principais delatores da Lava Jato, contando com detalhes como ocorreu a negociação com o falecido ex-senador e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, para o pagamento dos R$ 10 milhões exigidos para "abafar" a CPI. Lembrando que respondendo à pergunta de um policial sobre para quem era destinada à propina, respondeu Paulo Costa: “O PSDB, doutor”. Declarou também que o dinheiro foi entregue e o serviço feito. Agora o problema se coloca assim: Sérgio Guerra não saiu da CPI sozinho. O PSDB também não saiu sozinho. Na foto acima, o Catão da moralidade e da ética, entusiasta da passeata do dia 15, Álvaro Dias, anuncia a retirada do PSDB da CPI em 2009. Notem sua feição serena, de homem digno, cuja saída da CPI é um gesto de protesto. Ao lado um sorridente Sérgio Guerra.
Sérgio Guerra convencia qualquer um
Era de fato um homem com uma lábia irresistível este Sérgio Guerra, pois provavelmente ficou com a suposta propina de R$ 10 milhões só para ele, mas convenceu os demais senadores a saírem da CPI apenas na argumentação política. Aguardemos agora a avalanche de textos irados em defesa da ética com que os conhecidos colunistas amestrados irão abordar este tema. Aguardemos também as manchetes indignadas dos jornalões. Aguardemos uma matéria especial sobre o fato, com a duração de vários minutos, no Jornal Nacional. Aguardemos uma capa da Veja denunciando esta maracutaia e afirmando sem provas que Serra e Aécio sabiam de tudo. Aguardemos sentados.

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia/261211-367

segunda-feira, 30 de março de 2015

Viva a Democracia

 

João Baptista Herkenhoff

As manifestações contra o Governo são democráticas.

Uma característica fundamental da Democracia é o respeito sagrado às opiniões divergentes.

A ditadura consagra o pensamento único. A Democracia aplaude a contestação.

Nas manifestações populares só não se pode tolerar o quebra-quebra, a violência. Se a manifestação é realizada, obedecidos os limites civilizados, deve receber palmas até de quem não concorda com o que está escrito nos cartazes como, por exemplo, abaixo Dilma, fora PT, Lula nunca mais.

O raciocínio a ser feito é simples: sou favorável a Dilma porém rendo homenagem a quem é contra e protesta dentro dos postulados da boa convivência humana.

Seria bastante útil aprofundar o debate e evitar o superficialismo fácil porém enganoso. O aprofundamento no exame do tema corrupção levaria a discutir, por exemplo, se os tribunais de contas estão cumprindo seu papel constitucional. Cabe a esses tribunais não apenas fiscalizar as contas da administração direta, como também da administração indireta, fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público. Rui Barbosa foi a primeira grande voz no Brasil que advogou a criação de tribunais de contas. Os tribunais de conta, seja em nível nacional, seja nos Estados, estão cumprindo seu papel?

A Petrobrás possui natureza jurídica de sociedade de economia mista, com capital público e privado. O Tribunal de Contas da União fiscalizou devidamente a Petrobrás?

As novas gerações não têm a possibilidade de comparar regime democrático e regime ditatorial. Diante de certos episódios, que mancham a Democracia, podem ter a tentação de indagar: na ditadura não seria melhor?

O grande desafio da Democracia é aceitar o impacto da liberdade. Nas democracias: a corrupção é denunciada; os jornais estampam nas manchetes as falcatruas; são apontados para conhecimento geral os conluios que traem o interesse público em benefício de interesses de grupos privilegiados. Nas ditaduras os mais vis procedimentos medram, sem que deles a opinião pública tome conhecimento. Este não é um fenômeno das ditaduras brasileiras, mas das ditaduras no mundo inteiro. Só depois que caem as ditaduras, seus crimes vêm à tona, os carrascos passam a ter face e nome, as cifras dos ladrões são contabilizadas.

Os desvios de conduta não existem como consequência da Democracia. O sistema democrático, especialmente a liberdade de imprensa, apenas torna públicos os atos desonestos.

O maior antídoto da corrupção é a possibilidade de contestar, o jorro de luz sobre os fatos, a abertura de todas as cortinas.

O Brasil vive uma hora de debate. Salve a Democracia, por 9cuja implantação tantos pagaram alto preço, inclusive sofrendo tortura e exílio.

João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES), professor e escritor. E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

Site: www.palestrantededireito.com.br

domingo, 29 de março de 2015

Jurista questiona: propina de sonegador não revolta?

 

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Quando a propina é de grandes sonegadores de imposto, aí não há corrupção?

Por Jacques Távora Alfonsin

A maior parte das denúncias de corrupção levadas ao conhecimento do povo, nesses dias, tem sido feita por aquela parte da mídia, porta-voz tradicional das “virtudes morais e patrióticas” de grandes grupos econômicos. Empresárias/os ricas/os, dotadas/os de um empreendedorismo típico do capital indispensável ao progresso do país, seriam vítimas inocentes de um Estado corrupto, ineficiente, perdulário, adversário disfarçado do livre mercado.

Essa campanha “civilista” ganhou um impulso extraordinário nos últimos tempos por força do caso Petrobras. Qualquer indício de mal feito chega a sociedade como prova indiscutível de imoralidade, a merecer de todas/os as/os brasileiras/os a execração pública da/o denunciada/o e do “mar de lama” onde está se afogando o governo do país.

Esse veneno começa a ser ingerido agora por quem mais tem se dedicado a tornar manifesto seu passado de moral ilibada, o seu zelo pelo respeito devido à ética, seja a pública, seja a privada, a pureza de suas intenções em punir as pessoas responsáveis por tais crimes.

O Correio do povo deste sábado, 18 de março, indicando como fonte o Estadão, noticia estar a Polícia Federal apurando desvios de R$ 19 bilhões na Receita de bancos e empresas:

“Os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods são investigados por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Na relação das empresas listadas na operação Zelotes também constam Petrobras, Camargo Corrêa e a Light, distribuidora de energia do Rio.”

“O grupo de comunicação RBS é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo investigadores. O grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O banco Safra, que tem dívidas em discussão de R$ 767 milhões, teria sido flagrado negociando o cancelamento dos débitos.” “Estão sob suspeita, ainda, processos envolvendo débitos do Bradesco e da Bradesco Seguros no valor de R$ 2,7 bilhões; do Santander (R$ 3,3 bilhões) e do Bank Boston (R$ 106 milhões). A Petrobras também está entre as empresas investigadas. Processos envolvendo dívidas tributárias de R$ 53 milhões são alvo do pente-fino, que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as corregedorias da Receita Federal e do Ministério da Fazenda.”

Na edição de março do Le Monde Diplomatique, igualmente, Silvio Caccia Bava exibe dados relativos aos expedientes utilizados por poderosas empresas e pessoas ricas, valer-se da prática da corrupção para sonegar o pagamento de impostos. Embora sem poupar a responsabilidade do Poder Público em bem fiscalizar e impedir tais ilícitos, afirma:

“Existem também, mecanismos utilizados pelas grandes empresas multinacionais que atuam no Brasil, que se valem de expedientes de sub e sobrefaturamento para promover a evasão fiscal. Isto é, deixar de pagar impostos e transferir ilegalmente riqueza para fora do país. A Tax Jusfice Network identifica, com base em dados do Banco Mundial, que a evasão fiscal no Brasil, em 2011, foi de 13,4% do PIB, algo como US$ 280 bilhões. Os impostos mais sonegados são o INSS, o ICMS e o Imposto de Renda. Mas não para por aí. As dívidas reconhecidas pela Receita Federal de impostos das multinacionais que operam no Brasil, em 2012, somam R$680 bilhões.” (…) “Em meio ao escândalo do SBC, o segundo maior banco do mundo, identificaram-se 8.667 brasileiros que sonegaram ou o lavaram dinheiro fora do país por meio dessa instituição. São bilhões de dólares por ano. Eles são parte da elite econômica do nosso país, acostumada a tudo poder. O que vai acontecer com eles?”

Diante de uma realidade como essa, pelo que se está apurando até agora, os valores de desvio de dinheiro da Petrobras são até significativamente inferiores, mas a conveniência de serem expostos como únicos e reprováveis se vale do exemplo de inocência do quero-quero, para até isso deturpar. Gritando estridentemente bem longe do ninho justamente para esconder o lugar onde esse se encontra, a avezinha despista agressores, defende e salva a vida dos seus filhotes. A corrupção moral desses poderosos grupos econômicos, bem ao contrário, grita para esconder seus ninhos de reprodução, cirando injustiça social e morte, pelo volume do dinheiro público que eles roubam, dessa forma retirando do que é devido ao povo, em serviços públicos de qualidade, os recursos necessários para garantir sua dignidade, cidadania, bem-estar e bem viver.

A sonegação de imposto é crime, previsto em várias leis, uma delas ainda de 1965 (lei 4729) e pode fazer cair sobre esses grupos econômicos uma espécie de “ficha suja” suficiente para servir de impedimento – note-se a ironia dessa palavra para quantos desses grupos, direta ou indiretamente, estão defendendo o impeachment da Presidenta Dilma – para muitos dos seus negócios.

Essa, entre muitas outras evidentemente, uma das razões de não se imitar, nem como represália, a conduta imoral de algumas dessas empresas, grupos de mídia e pessoas, antecipando como verdadeiros os fatos ora investigados pela Polícia Federal contra elas. A existência de razões, porém, para a sua pregação moral já se encontrar sob suspeita de hipócrita e cínica, não há como negar. Se andou usando e abusando da tão proclamada liberdade de iniciativa, fazendo o que fez, e da não menos defendida liberdade de expressão, para mentir, não vai dar mais para recolher as pedras que andou lançando sobre a moral alheia e a conduta política do governo.

Se a própria moral delas estiver sem a mesma ou pior condição dos pecados por ela atribuídos às outras, com a mesma ou maior publicidade impõe-se agora ser provada.

* Jacques Távora Alfonsin é procurador aposentado e advogado de movimentos populares

Fonte: Brasil 247

Informante da Lava Jato é suplente de Dias, parente de Moro, e dono da Globo/PR

 

Fabiano Portilho

Senador Álvaro Dias e Joel MalucelliSenador Álvaro Dias e Joel Malucelli

Segundo informações de pessoas próximas à Operação Lava Jato, o informante do Juiz Federal Sérgio Fernando Moro nas investigações seria Joel Malucelli, suplente do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Malucelli é dono da Rádio Globo Paraná, e da TV Bandeirantes Curitiba e Maringá, além de ser banqueiro, empreiteiro aonde tem participação em diversos pedágios no Paraná.

Dedo de Malucelli

Os Executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite, presidente e vice da Camargo Corrêa, respectivamente, fecharam acordo de delação na Lava Jato, na noite desta sexta-feira, após 103 dias presos; acerto com juiz Sérgio Moro, além de revelações de novos nomes de funcionários da Petrobras envolvidos no esquema e de irregularidades em outras estatais e obras do setor elétrico, como a Usina de Belo Monte.

Em 2011 o Grupo J.Malucelli, um dos participantes do Consórcio Norte Energia, que venceu o leilão da Hidrelétrica de Belo Monte (PA), deixou o consórcio do qual ela fazia parte, acompanhe:

Belo Monte

Malucelli: terá que provar isso na prática, a começar por uma verdadeira cirurgia nas entranhas da Petrobras

O grupo Malucelli com um patrimônio de R$ 2 bilhões, possui mais de 40 empresas, atuando desde a construção pesada até meios de comunicação, intercalando usinas hidrelétricas, sistema financeiro, futebol entre outros.

É proprietário do Paraná Banco e em 2008 constitui a primeira resseguradora privada do Brasil. O Grupo J. Malucelli foi, por meio de sua seguradora, a pioneira na emissão de apólices pela internet.

No High Society de Curitiba, Malucelli é chamado pelos mais chegados, de Senador. Com um possível Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, e de seu vice Michel Temer por causa do escândalo Petrobrás, uma nova eleição para presidente é realizada, com suposta vitória de Aécio Neves (PSDB), Malucelli realizaria seu sonho com a ida de Álvaro Dias (PSDB) para o Ministério.

Rádios e jornal de Joel Malucelli esqueceram rapidinho o escândalo da Sanepar

As duas Famílias italiana, Moro e Malucelli são parentes clique aqui

http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/informante-da-lava-jato-e-suplente-de-dias-parente-de-moro-e-dono-da-globo-pr

Jurista questiona: propina de sonegador não revolta?

 

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Jurista gaúcho Jacques Távora Alfonsin afirma que os crimes descobertos pela Operação Zelotes, da Polícia Federal, são superiores aos da Lava Jato, mas não devem despertar a mesma atenção dos meios de comunicação; até porque um deles, o grupo RBS, está envolvido; Alfonsin lembra que a RBS, de Eduardo Sirotsky, é suspeita de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões; "A existência de razões, porém, para a sua pregação moral já se encontrar sob suspeita de hipócrita e cínica, não há como negar. Se andou usando e abusando da tão proclamada liberdade de iniciativa, fazendo o que fez, e da não menos defendida liberdade de expressão, para mentir, não vai dar mais para recolher as pedras que andou lançando sobre a moral alheia e a conduta política do governo", afirma

29 de Março de 2015 às 13:01

Quando a propina é de grandes sonegadores de imposto, aí não há corrupção?

Por Jacques Távora Alfonsin

A maior parte das denúncias de corrupção levadas ao conhecimento do povo, nesses dias, tem sido feita por aquela parte da mídia, porta-voz tradicional das “virtudes morais e patrióticas” de grandes grupos econômicos. Empresárias/os ricas/os, dotadas/os de um empreendedorismo típico do capital indispensável ao progresso do país, seriam vítimas inocentes de um Estado corrupto, ineficiente, perdulário, adversário disfarçado do livre mercado.

Essa campanha “civilista” ganhou um impulso extraordinário nos últimos tempos por força do caso Petrobras. Qualquer indício de mal feito chega a sociedade como prova indiscutível de imoralidade, a merecer de todas/os as/os brasileiras/os a execração pública da/o denunciada/o e do “mar de lama” onde está se afogando o governo do país.

Esse veneno começa a ser ingerido agora por quem mais tem se dedicado a tornar manifesto seu passado de moral ilibada, o seu zelo pelo respeito devido à ética, seja a pública, seja a privada, a pureza de suas intenções em punir as pessoas responsáveis por tais crimes.

O Correio do povo deste sábado, 18 de março, indicando como fonte o Estadão, noticia estar a Polícia Federal apurando desvios de R$ 19 bilhões na Receita de bancos e empresas:

“Os bancos Bradesco, Santander, Safra, Pactual e Bank Boston, as montadoras Ford e Mitsubishi, além da gigante da alimentação BR Foods são investigados por suspeita de negociar ou pagar propina para apagar débitos com a Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Na relação das empresas listadas na operação Zelotes também constam Petrobras, Camargo Corrêa e a Light, distribuidora de energia do Rio.”

“O grupo de comunicação RBS é suspeito de pagar R$ 15 milhões para obter redução de débito fiscal de cerca de R$ 150 milhões. No total, as investigações se concentram sobre débitos da RBS que somam R$ 672 milhões, segundo investigadores. O grupo Gerdau também é investigado pela suposta tentativa de anular débitos que chegam a R$ 1,2 bilhão. O banco Safra, que tem dívidas em discussão de R$ 767 milhões, teria sido flagrado negociando o cancelamento dos débitos.” “Estão sob suspeita, ainda, processos envolvendo débitos do Bradesco e da Bradesco Seguros no valor de R$ 2,7 bilhões; do Santander (R$ 3,3 bilhões) e do Bank Boston (R$ 106 milhões). A Petrobras também está entre as empresas investigadas. Processos envolvendo dívidas tributárias de R$ 53 milhões são alvo do pente-fino, que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e as corregedorias da Receita Federal e do Ministério da Fazenda.”

Na edição de março do Le Monde Diplomatique, igualmente, Silvio Caccia Bava exibe dados relativos aos expedientes utilizados por poderosas empresas e pessoas ricas, valer-se da prática da corrupção para sonegar o pagamento de impostos. Embora sem poupar a responsabilidade do Poder Público em bem fiscalizar e impedir tais ilícitos, afirma:

“Existem também, mecanismos utilizados pelas grandes empresas multinacionais que atuam no Brasil, que se valem de expedientes de sub e sobrefaturamento para promover a evasão fiscal. Isto é, deixar de pagar impostos e transferir ilegalmente riqueza para fora do país. A Tax Jusfice Network identifica, com base em dados do Banco Mundial, que a evasão fiscal no Brasil, em 2011, foi de 13,4% do PIB, algo como US$ 280 bilhões. Os impostos mais sonegados são o INSS, o ICMS e o Imposto de Renda. Mas não para por aí. As dívidas reconhecidas pela Receita Federal de impostos das multinacionais que operam no Brasil, em 2012, somam R$680 bilhões.” (…) “Em meio ao escândalo do SBC, o segundo maior banco do mundo, identificaram-se 8.667 brasileiros que sonegaram ou o lavaram dinheiro fora do país por meio dessa instituição. São bilhões de dólares por ano. Eles são parte da elite econômica do nosso país, acostumada a tudo poder. O que vai acontecer com eles?”

Diante de uma realidade como essa, pelo que se está apurando até agora, os valores de desvio de dinheiro da Petrobras são até significativamente inferiores, mas a conveniência de serem expostos como únicos e reprováveis se vale do exemplo de inocência do quero-quero, para até isso deturpar. Gritando estridentemente bem longe do ninho justamente para esconder o lugar onde esse se encontra, a avezinha despista agressores, defende e salva a vida dos seus filhotes. A corrupção moral desses poderosos grupos econômicos, bem ao contrário, grita para esconder seus ninhos de reprodução, cirando injustiça social e morte, pelo volume do dinheiro público que eles roubam, dessa forma retirando do que é devido ao povo, em serviços públicos de qualidade, os recursos necessários para garantir sua dignidade, cidadania, bem-estar e bem viver.

A sonegação de imposto é crime, previsto em várias leis, uma delas ainda de 1965 (lei 4729) e pode fazer cair sobre esses grupos econômicos uma espécie de “ficha suja” suficiente para servir de impedimento – note-se a ironia dessa palavra para quantos desses grupos, direta ou indiretamente, estão defendendo o impeachment da Presidenta Dilma – para muitos dos seus negócios.

Essa, entre muitas outras evidentemente, uma das razões de não se imitar, nem como represália, a conduta imoral de algumas dessas empresas, grupos de mídia e pessoas, antecipando como verdadeiros os fatos ora investigados pela Polícia Federal contra elas. A existência de razões, porém, para a sua pregação moral já se encontrar sob suspeita de hipócrita e cínica, não há como negar. Se andou usando e abusando da tão proclamada liberdade de iniciativa, fazendo o que fez, e da não menos defendida liberdade de expressão, para mentir, não vai dar mais para recolher as pedras que andou lançando sobre a moral alheia e a conduta política do governo.

Se a própria moral delas estiver sem a mesma ou pior condição dos pecados por ela atribuídos às outras, com a mesma ou maior publicidade impõe-se agora ser provada.

* Jacques Távora Alfonsin é procurador aposentado e advogado de movimentos populares

http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/175048/Jurista-questiona-propina-de-sonegador-não-revolta.htm

Ombudsman aponta erro grave da Folha em denúncia contra Dirceu

 

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A manchete principal da Folha deste domingo é uma nova acusação ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu: a que os pagamentos a sua consultoria feitos por empreiteiras seriam parte da "propina" destinada ao PT; a Camargo, no entanto, confirmou que as consultorias foram realizadas, o que já havia sido feito antes por outras empresas, como Ambev, Consilux, Engevix e até pelo grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes

29 de Março de 2015 às 08:58

247 - A manchete do último domingo da Folha de S. Paulo, em que delatores da Lava Jato supostamente acusam o ex-ministro José Dirceu de receber "propina" da Petrobras na forma de consultorias, está errada.

A distorção, antes apontada por 247 (saiba mais aqui), foi agora confirmada pela própria ombudsman da Folha, a jornalista Vera Guimarães Martins.

No texto "Diferente do informado", ela coloca os pingos nos is.

"É obrigação do bom jornalista produzir títulos atraentes, capazes de fisgar o interesse do leitor. Já é um problema quando, no afã de cumprir bem a tarefa, o titulador (que nem sempre é o repórter que escreveu o texto) exagera no 'esquenta' e, além da atenção, atrai também a ira de quem se sente enganado por um enunciado que vende gato por lebre. A manchete do último dia 22 – 'Dirceu recebia parte de propina paga ao PT, afirmam delatores' – foi mais do que um desses casos clássicos de exagero. Foi erro sem sombra de dúvida, gerado desde o título interno da reportagem", diz ela.

"A manchete tem alguns problemas, mas os principais cabem num resumo: quem informou não é delator e quem é delator não informou o que está na título. E, claro, se a fonte é uma só, usa-se o singular", afirma. "A afirmação de que os pagamentos à consultoria de Dirceu eram descontados das propinas da Petrobras foi feita pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, que ainda não fechou acordo de delação premiada – o que faz toda a diferença."

Vera Guimarães também questiona o erro no que diz respeito à Camargo, bem como o espaço dedicado pela Folha para a correção. Leia abaixo:

"A reportagem também relata que um representante da Camargo Corrêa, nome não divulgado, afirmou, nas mesmas circunstâncias, que a empreiteira contratou os serviços de Dirceu porque tinha medo de que a recusa prejudicasse os negócios que mantinha com a Petrobras. Ele, sim, é delator, mas sua história é outra. A Secretaria de Redação diz que houve um erro de enunciado, de responsabilidade da Redação, mas avalia que o conteúdo da reportagem valia mesmo manchete. Como já escrevi antes, erros prejudicam o jornal, mas, por improváveis e absurdos que possam parecer, acontecem. O que acho mais lamentável é que a correção tenha sido feita em uma nota de dez linhas na seção Erramos."

Fonte: Brasil 247

Arthur faz 28 contratos por R$ 48 milhões com consórcio que tem endereço fantasma

 

O prefeito Arthur Virgílio Neto voltou a culpar o governo federal pela falta de recursos para mobilidade urbana, mas o município ainda não tem projeto pronto (Foto: Divulgação)

O prefeito Arthur Virgílio Neto assina os contratos cujos extratos não mencionam qualquer vinculação com secretaria municipal (Foto: Divulgação)

MANAUS – Horas depois de confirmada a saída do secretário municipal de Educação, Humberto Michilles, o Diário Oficial do Município (DOM), publicado na noite desta quinta-feira, 19, trouxe 28 contratos assinados pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) para a construção de escolas municipais, que somam R$ 48.337.183,30. Como adiantou a Coluna Expressão desta sexta-feira, uma das estratégias para desgastar Michilles era segurar publicações da pasta dele no DOM. Os contratos, segundo a publicação, foram assinados no dia 5 de novembro de 2014, mas só agora foi publicado no Diário Oficial. A data dos documentos assinados por Arthur é 3 de março de 2015.

Mas o que chama a atenção é o nome do consórcio que firma o contrato com o município de Manaus: “Consórcio Pró-Infância Brasil (PIB). A reportagem do AMAZONAS ATUAL pesquisou e localizou o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do consórcio. De acordo com o documento da Receita Federal, ele foi criado no dia 10 de outubro de 2013. O endereço da empresa-consórcio é Rua Comendador Clementino, 651, no Centro. Neste endereço funciona uma empresa de turismo e uma representação de marcas de tinta. Ninguém nessas empresas conhece o Consórcio Pró-Infância Brasil. “Outras pessoas já procuraram por esse nome aqui, mas nunca ouvimos falar”, disse uma funcionária da loja de turismo.

De acordo com a publicação o consórcio é representado pela empresa líder Construtora Ferraz Ltda., com sede em São Paulo.

No documento da Receita Federal também consta um número de telefone do consórcio. A reportagem ligou e a pessoa que atendeu disse que o número é da empresa A3 Contabilidade, e que esta empresa começou a fazer o processo de abertura de firma do consórcio, mas não chegou a concluir. “Eles desistiram de criar o consórcio”, disse a mulher que preferiu não se identificar. Ela também não sabia que a empresa tinha CNPJ e nem que o número do telefone da A3 estava no documento da Receita Federal.

Consorcio endereco fantasma

No endereço do Consórcio Pró-Infância Brasil funcionam uma loja de turismo e uma representação de tintas (Foto: Valmir Lima)

Licitação

A reportagem também realizou uma pesquisa no Diário Oficial do Município e não localizou qualquer documento de licitação que o Consórcio Pró-Infância Brasil tenha participado. A única edição do DOM que menciona o nome do consórcio é o desta quinta-feira, 19, que traz os 28 contratos.

Outro detalhe que chama a atenção é que os contratos não estão vinculados nem à Secretaria Municipal de Educação e nem à Secretaria Municipal de Infraestrutura, que é responsável pelas obras do município. Em todos os contratos, o contratante é o “Município de Manaus, representado pela Prefeitura de Manaus”.

Valores

Os contratos assinados pelo prefeito tem por objeto a construção de escolas do Programa ProInfância, obedecendo às tipologias dos Projetos Padrão FNDE Escola ProInfância B. Os valores de cada obra variam de R$ 1.783.374,01 a R$ 1.810.109,48. Não há detalhe na publicação que possibilite identificar a diferença de valores.

As publicações dos extratos de contratos também não informam os locais onde as 28 escolas serão construídas.

Outro lado

A reportagem fez uma série de questionamentos à Secretaria Municipal de Comunicação sobre os contratos e o consórcio, mas não obteve resposta. A secretária Mônica Santaella pediu um tempo para responder, mas não o fez até o fechamento da matéria.

Entre os questionamentos estavam os seguintes: 1) por que os contratos foram assinados pelo prefeito e não estão sob responsabilidade de uma secretaria? 2) foi realizada licitação para a escolha do Consórcio Pró-Infância Brasil? 3) por que os contratos assinados em novembro de 2014 só foram publicados nesta quinta-feira, 19 de março de 2015? 4) onde funciona o consórcio contratado pela prefeitura?

Depois do fechamento da matéria, a Semcom enviou a seguinte resposta:

Esses extratos publicados no Diário Oficial do Município de quinta-feira, 19, dizem respeito à construção de creches no município de Manaus, por meio de convênio com o Governo Federal. O que a Prefeitura de Manaus fez foi uma adesão a uma Ata Nacional de Registro de Preços do Ministério da Educação/FNDE para a viabilização da construção dessas obras. O repasse dessa verba federal esta vinculado à adesão dessa Ata de Registro do MEC. Portanto, a responsabilidade da realização da licitação da qual sagrou-se vencedor o consórcio em questão, bem como a verificação de qualquer informação prestada pelo mesmo no certame, é do Governo Federal.

Acesse aqui o Diário Oficial do Município com os 28 contratos (a partir da página 3)

Inscrição do Consórcio no CNPJ

Comprovante de Inscrição consorcio

http://amazonasatual.com.br/arthur-faz-28-contratos-por-r-48-milhoes-com-consorcio-que-tem-endereco-fantasma/

sexta-feira, 27 de março de 2015

“Se Janot não denunciar o Aécio nem abrir investigação, vou encaminhar denúncia ao Senado por crime de responsabilidade”

 

publicado em 25 de março de 2015 às 21:18

janot e aécio

por Conceição Lemes

Na quinta-feira passada 19, os deputados Rogério Correia (estadual), Padre João e Adelmo Leão (federais), todos do PT de Minas Gerais, entregaram à Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, provas para abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) nas investigações da Operação Lava Jato.

Aécio foi citado explicitamente na delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Entre outras coisas, o doleiro disse “ter conhecimento” de que Aécio, na época em que era deputado federal, estaria recebendo recursos desviados de Furnas “através de sua irmã” (aqui e aqui). Também que Aécio operava a diretoria de Furnas “em comum acordo” com o PP, do ex-deputado federal José Janene, já falecido.

O esquema ao qual Youssef se refere é a Lista de Furnas, alvo de denúncia feita em 2012 pela procuradora Andrea Bayão, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ), atualmente em Brasília. À época, ela já havia acumulado provas que justificavam a abertura de um inquérito, inclusive um laudo da Polícia Federal (PF) autenticando a lista.

No entanto, contrariando a recomendação dos procuradores responsáveis pelo caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, livrou Aécio de ser investigado na Lava Jato.

Mais surpreendente para os deputados petistas foi a alegação de que não havia indícios suficientes para abrir investigação contra Aécio.

Afinal, em 13 de fevereiro de 2014, eles foram pessoalmente ao gabinete de Janot entregar as provas do envolvimento de Aécio no caixa 2 de Furnas. Foi a primeira vez. Na semana passada, a segunda.

Entre os documentos entregues agora está uma notificação do jornalista Marco Aurélio Carone ao procurador-geral da República sobre a Lista de Furnas.

“Absurda a postura do PGR de nem ao menos abrir investigação”, diz, indignado, Carone ao Viomundo. “A delação de Youssef confirma a denúncia feita em 2012 pela procuradora federal Andrea Bayão.”

Na notificação (na íntegra, ao final), Carone requer a Janot que ofereça denúncia contra o Aécio Neves, de acordo com os inquéritos do mensalão tucano e a Lista de Furnas. Ou abra uma investigação como fez com outros envolvidos na Lava Jato.

“Se o PGR não cumprir o seu dever constitucional, vou encaminhar denúncia ao Senado por crime de responsabilidade, com base na lei 1.079, de 10 de abril de 1950, artigo 40”, observa Carone. “Isso pode abrir caminho para o pedido de seu impeachment.”

PRISÃO “FOI PARA SE GARANTIR DE QUE NÃO PUBLICARIA QUALQUER DENÚNCIA CONTRA AÉCIO”

Desde cedo, todo mineiro aprende na escola. A bandeira do Estado, instituída em 1963, baseia-se na proposta pelos inconfidentes para a República que idealizavam em 1789. Um triângulo com a inscrição em latim, Libertas Quæ Sera TamenLiberdade ainda que tardia.

Entretanto, nos 12 anos de PSDB no governo de Minas Gerais, faltou liberdade, sobrou truculência.

A serviço de Aécio Neves (2003 a 2010) e Antonio Anastasia (2011 a 2014), a grande imprensa mineira foi amordaçada e jornalistas críticos aos desmandos tucanos, calados.

Alguns perderam emprego. Marco Aurélio Carone, do site Novo Jornal, além de ter equipamentos e documentos apreendidos, foi preso. Amargou cadeia de 20 de janeiro a 4 de novembro de 2014 e quase morreu devido a um ataque cardíaco.

O mesmo destino teve o controvertido lobista Nílton Monteiro, delator do mensalão tucano e da lista de Furnas. Permaneceu dois anos em prisão preventiva sem nenhuma condenação.

Carone, segundo a versão oficial, formava uma quadrilha junto com Monteiro, para disseminar documentos falsos, inclusive por meio de seu site, com o objetivo de extorquir acusados. O jornalista foi acusado de ser o relações públicas do esquema.

O bloco parlamentar Minas Sem Censura (MSC) tem outra explicação: a prisão preventiva do jornalista era uma armação e tinha a ver com o chamado mensalão tucano e a Lista de Furnas no contexto das eleições de 2014, quando Aécio foi candidato à presidência da República.

Agora, a delação premiada do doleiro Alberto Youssef reforça a denúncia da Lista de Furnas, onde consta que o próprio Aécio teria recebido R$ 5,5 milhões em propinas. O deputado Rogério Correia acrescenta: “É bom lembrar que, em 1998, ele já tinha recebido 110 mil de mensalão tucano de Marcos Valério, que hoje significariam em torno de R$ 400 mil”.

Diante disso, Carone protocolou em 12 de março no Ministério Público Federal em Belo Horizonte uma notificação ao procurador-geral Rodrigo Janot, questionando a não abertura de inquérito contra Aécio. O documento tem 18 páginas.

De saída, o jornalista relata a sua prisão e a acusação de “integrar uma quadrilha comandada por Nílton Monteiro, tratado como lobista e especialista em falsificação de documentos, entre eles a Lista de Furnas”. Carone frisa: “a sua prisão foi para se garantir de que não publicaria qualquer denúncia sobre o candidato Aécio Neves”.

carone petição 1

Carone diz que Janot “não se movimenta” em relação aos inquéritos referentes a Aécio Neves, entre os quais o da Lista de Furnas.

carone petição 2

O jornalista diz também que, ao deixar de ao menos investigar Aécio na Lava Jato, Janot tem uma “atitude protecionista”.

carone petição 3

Finalizando, o jornalista requer que o procurador-geral ofereça denúncia contra Aécio Neves ou abra investigação, “sob pena de denúncia por Crime de Responsabilidade junto ao Senado Federal”.

Carone captura 4-001

“Se o PGR não cumprir o seu dever constitucional, não há outro caminho que não a denúncia ao Senado”, reforça Carone, arrematando. “A lei é clara. Abre-se um inquérito, cria-se uma comissão processante que avaliará o caso. A decisão final cabe ao plenário.”

Notificação de Marco Aurélio Carone ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.pdf by Conceição Lemes

Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/carone-se-o-pgr-nao-oferecer-denuncia-contra-aecio-nem-abrir-investigacao-vou-encaminhar-denuncia-ao-senado-por-crime-de-responsabilidade.html

Lava Jato: o tucano morto e o que se finge de morto

 

26 de março de 2015 | 08:46 Autor: Fernando Brito

hugohenrique

Uma das coisas que me enchem de esperança é a imparcialidade da mídia brasileira.

Ontem, seu herói Sérgio Moro, deixou publicar seu relatório em que, a respeito do suposto operador de propinas Fernando Baiano, afirma textualmente: “com o levantamento do sigilo sobre os depoimentos da colaboração premiada de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa, veio à luz informação de que teria havido pagamento de propina a parlamentares para obstruir as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás dos anos de 2009 e 2010″.

E os confirma, adiante, dizendo que há “prova de que ele teria intermediado o pagamento de propinas para obstruir o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito de 2009 e 2010, evidenciando risco à investigação e à instrução”.

É obvio que não se pode abrir inquérito sobre um morto, como é o caso de Sérgio Guerra.

Mas poderia ter, sozinho, Sérgio Guerra, “vendido” por R$ 10 milhões o “fim” da CPI da Petrobras?

Obvio que não, porque não tinha este poder.

Nos jornais não há uma palavra sobre o que aconteceu no dia 10 de novembro de 2009, quando foi “entregue a mercadoria” pela qual se teriam pagos os R$10 milhões .

A foto aí de cima é daquele dia, quando o senador Álvaro Dias, sob o olhar matreiro e o mal contido sorriso de Guerra, anuncia que ele – autor do requerimento que criou a CPI – está desistindo da investigação, tal como Guerra e o outro oposicionista que a integrava, “senador filho do senador” Antônio Carlos Magalhães.

O argumento foi que não os deixavam investigar. E o fato é que ali se deu a consumação do crime de concussão praticado por Guerra ao pedir dinheiro para que a CPI não causasse problemas a quem estava roubando na Petrobras.

Mas, claro, Álvaro Dias não sabia de nada e apenas cedeu aos argumentos do colega tucano, que apareceu na véspera em seu gabinete trazendo um bolo de rolo bem pernambucano e dizendo: “Alvaro, vamos terminar com esta CPI…”

“Tá bom, Serginho, amanhã eu anuncio isso e a gente bota a culpa no Governo”. Escuta, esse bolo de rolo aí é só para você?”

Dias está quietinho. Não fala, até porque ninguém pergunta, sobre como foi este episódio onde executou o ato que Guerra “vendeu”.

Dr, Janot, como o MP é a “esperança do Brasil”?

http://tijolaco.com.br/blog/?p=25811

E se Vaccari ou Delúbio tivessem conta no HSBC?

 

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Num novo capítulo do caso Swissleaks, o jornal O Globo revelou que "políticos estão na lista do HSBC", assim, de modo superficial e genérico; o nome mais importante da lista é o do tucano Márcio Fortes, que foi o pai das privatizações, no BNDES, além de tesoureiro de FHC, de José Serra e secretário-geral do PSDB; na lista, ele aparece com US$ 2,5 milhões; se isso não bastasse, Fortes foi também o maior doador individual de campanhas tucanas; o Globo, no entanto, decidiu diluir sua participação no caso, misturando-o com prefeitos e vereadores com contas zeradas; seria esse o comportamento se, de repente, aparecessem contas de tesoureiros petistas, como Delúbio Soares e João Vaccari?

26 de Março de 2015 às 10:58

247 - Dias atrás, uma reportagem da agência Reuters revelou como funciona a blindagem ao PSDB em parte da imprensa brasileira. No rascunho de uma matéria, que foi ao ar por engano, o jornalista sinalizava ao editor que poderia retirar uma menção negativa ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, referente ao escândalo da Petrobras (leia mais aqui).

Nesta quinta-feira, o jornal O Globo deu mais uma demonstração desse fenômeno de proteção seletiva. Ao noticiar que "políticos" estão na lista do HSBC, a publicação dos Marinho escondeu bem mais do que revelou ao público. A descoberta mais importante, por qualquer critério, é a presença de um ex-presidente do BNDES, que depois se tornou secretário-geral do PSDB e tesoureiro das campanhas de Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Ele mesmo, o ex-deputado Márcio Fortes, que apareceu com US$ 2,4 milhões numa conta numerada, ou seja, secreta.

Ao Globo, Fortes disse que como presidente de uma construtora assinou muitos papéis e que todos os seus investimentos no exterior são declarados. Mas não apresentou documentos.

O curioso é que, rem 2002, ele tenha sido apontado como o maior doador individual de campanhas do PSDB, numa reportagem da Folha de S. Paulo. "Eu sou um político. Ao ajudar, estou enriquecendo o partido, que vai me enriquecer quando eu precisar de sua estrutura. Não é cifra. São votos. Eu gosto de dar para o partido", disse ele, à época. Confira abaixo:

Márcio Fortes, secretário-geral do PSDB, é o maior doador do partido

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O secretário-geral do PSDB, deputado Márcio Fortes (RJ), é a pessoa física que mais dá dinheiro ao partido. Segundo a prestação de contas de 2000, ele doou R$ 245 mil ao PSDB. Neste ano, o próprio Fortes admitiu que já deu ao PSDB R$ 60 mil.

Do total doado ao PSDB em 2000 -R$ 1,125 milhão-, a contribuição do deputado representa 21%. As contas do ano passado ainda não foram apresentadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Os partidos têm até o dia 30 deste mês para entregar ao tribunal o balanço de 2001.

Segundo Márcio Fortes, 57, o dinheiro repassado ao partido vem de seu patrimônio, de sua poupança. Ele é empresário da construção civil no Rio de Janeiro e já ocupou cargos públicos como as presidências do Banerj (banco estadual privatizado) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Estadual).

"Essa pergunta [sobre a origem das doações" deveria ser feita ao Everardo Maciel [secretário da Receita Federal". Está tudo na minha declaração do Imposto de Renda", afirmou o tucano.

Márcio Fortes afirmou que estabelece uma relação de troca com o partido: ele doa o dinheiro e recebe apoio da estrutura partidária (vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais e senadores).

"Eu sou um político. Ao ajudar, estou enriquecendo o partido, que vai me enriquecer quando eu precisar de sua estrutura. Não é cifra. São votos. Eu gosto de dar para o partido", disse.

Na administração do dinheiro do PSDB, Márcio Fortes é considerado "pão-duro" pelos colegas. Ele mesmo disse que não é "perdulário" e que exige comprovação da necessidade de cada um dos gastos sugeridos pelos tucanos. "O dinheiro não é meu. Se fosse, eu gastava", afirmou. (LD e AM)

Agora, responda. O que aconteceria se o Globo descobrisse, por exemplo, nomes de tesoureiros do PT, como Delúbio Soares e João Vaccari, com contas na Suíça?

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/174710/E-se-Vaccari-ou-Delúbio-tivessem-conta-no-HSBC.htm

Petroleiros processam corruptos da Petrobras

 

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A Federação Única dos Petroleiros, a FUP, ingressou com uma ação de responsabilidade civil contra o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco, por danos morais coletivos causados aos trabalhadores; a ação corre na 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e tem o objetivo de responsabilizar os ex-gestores por danos causados às "honras pessoais" e ao "coletivo espírito de corpo dos mais de 80 mil trabalhadores da Petrobras"; "A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro e seus empregados são os responsáveis diretos pelos resultados e contribuição da empresa para o desenvolvimento do país", ressaltou o coordenador da FUP, José Maria Rangel

26 de Março de 2015 às 20:51

247 - A Federação Única dos Petroleiros, a FUP, ingressou no último dia 25, com uma Ação de Responsabilidade Civil contra o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco, por danos morais coletivos causados aos trabalhadores.

A ação corre na 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, e tem o objetivo de responsabilizar os ex-gestores por danos causados às "honras pessoais" e ao "coletivo espírito de corpo" dos mais de 80 mil trabalhadores da Petrobrás que estão na ativa e também milhares de aposentados que ajudaram a construir a empresa.

Em texto enviado à imprensa, a FUP afirma que "desde o início da Operação Lava Jato, em março do ano passado, os petroleiros vêm sendo vítimas de insinuações, piadas e outros tipos de constrangimento, em função da distorcida e tendenciosa cobertura da imprensa, que tem levado a opinião pública a associar a Petrobrás à corrupção". Um ex-executivo da Petroquímica Triunfo chegou a divulgar um vídeo na internet, declarando que a empresa "virou um condomínio político de ladrões de primeira linha", relata o texto da federação.
A FUP e seus sindicatos e os movimentos sociais lançaram uma campanha nacional em defesa da Petrobras e do Brasil, esclarecendo para a sociedade que a estatal não pode ser criminalizada, nem seus trabalhadores penalizados, por erros individuais de algumas pessoas. "A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro e seus empregados são os responsáveis diretos pelos resultados e contribuição da empresa para o desenvolvimento do país", declarou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltando que "os meliantes mancham a imagem de milhares de trabalhadores honestos e dedicados e devem pagar por isso".

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/174791/Petroleiros-processam-corruptos-da-Petrobras.htm

Mensalão tucano: um ano parado e sem juiz

 

Foto: José Cruz/ Agência Brasil (11/02/2014):

Julgamento das acusações de caixa 2 na campanha do então governador do Estado, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, segue parado na Justiça de Minas, desde que foi devolvido pelo Supremo Tribunal Federal à primeira instância; ação também não tem mais juiz, já que o titular designado se aposentou; de acordo com denúncia do Ministério Público Federal, o mensalão tucano envolveu desvios de R$ 3,5 milhões de empresas públicas de Minas, usados na campanha eleitoral; esquema começou a ser investigado em 2005

27 de Março de 2015 às 05:24

247 – O processo do chamado ‘mensalão tucano’ está parado há uma na Justiça de Minas, desde que foi devolvido pelo Supremo Tribunal Federal à primeira instância. Ação também não tem mais juiz, já que o titular designado se aposentou.

O caso se refere às suspeitas de caixa 2 pelo então governador do Estado, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, o mensalão tucano envolveu desvios de R$ 3,5 milhões de empresas públicas de Minas, usados na campanha eleitoral.

O esquema começou a ser investigado em 2005, em meio ao escândalo do ‘mensalão’ do PT, que já foi julgado e está em fase de progressão de pena dos acusados. A Procuradoria apresentou denúncia à Justiça em 2007.

Azeredo, numa clara manobra, renunciou ao mandato de deputado federal e perdeu o foro privilegiado. Apesar de a renúncia ter ocorrido em março, somente no dia 4 de dezembro de 2014 a ação penal chegou à 9ª Vara Criminal, em BH,.

Leia aqui reportagem de Paulo Peixoto sobre o assunto.

Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 26 de março de 2015

Peço respeito a você que descobriu as ruas ontem

 

Talita do Lago Anunciação

TALITA DO LAGO ANUNCIAÇÃO 24 de Março de 2015 às 16:34

Vocês não foram os primeiros a ocupar esse espaço público. As pessoas vestidas de vermelho a quem vocês costumam chamar genericamente de "petralhas coruPTos" já estão há muito tempo nas ruas pedindo por uma nação melhor

Gostaria de me dirigir àqueles que tanto se entusiasmaram por terem saído às ruas pela primeira vez, por terem tentado pensar a política nacional e lutado por um país melhor.

Fico feliz que tenham descoberto as ruas o poder do coletivo, a liberdade democrática e o empoderamento que traz uma manifestação! Fico muito aliviada em saber que, apesar do atraso, vocês tenham chegado junto para somar na luta contra corrupção no Brasil. Corrupção essa que não começou com o PT ou com o PSDB, mas que está enraizada em nossa sociedade desde os nossos pequenos egoísmos cotidianos até as grandes vantagens adquiridas pelos financiadores de campanhas e políticos.

No entanto, gostaria de lembrar que vocês não foram os primeiros a ocupar esse espaço público. As pessoas vestidas de vermelho a quem vocês costumam chamar genericamente de "petralhas coruPTos" e direcionar seus discursos de ódio e olhares violentos, já estão há muito tempo nas ruas pedindo por uma nação melhor. Eles estão na linha de frente do Brasil se opondo as grandes multinacionais que disseminam o uso dos agrotóxicos e transgênicos, defendendo o direito e a dignidade das mulheres,dos menores, dos sem terra e sem teto, dos índios, dos operários, dos latinos, dos negros, dos jovens sem oportunidades, dos lavradores, enfim, dos "irmãos menores" como costumavam dizer Francisco de Assis ou Jesus Cristo.

Sendo assim, peço RESPEITO. Peço respeito a você que descobriu as ruas ontem e a política na eleição passada. Peço tolerância para com aqueles que não chegaram ontem e que não estão aí somente pelo preço da gasolina ou pela corrupção na Petrobrás, mas que também lutaram na ditadura para que você pudesse se manifestar livremente e que lutam todos os dias para que o país seja de todos e não somente de uma minoria muito rica e poderosa, na qual eu sinto informar, você não está incluído. Sinto também em ter que lhe dizer que apesar de ter sido sua primeira vez nas ruas, nem tudo foram flores. Muito pelo contrário!

Na manifestação desse 15 de março, por de trás das pessoas aparentemente "ordeiras", supostamente pacíficas e "do bem" escondiam-se espinhos dos mais diversos. Vi faixas pedindo o retorno da ditadura militar, ouvi relatos de que crianças (em consonância com os pais) gritavam "Dilma vaca/vagabunda", vi também um casal segurando um bebê e um cartaz que dizia que "bandido bom é bandido morto", teve também a famosa faixa contra Paulo Freire (procure saber mais sobre, por favor) e a insensível reivindicação pela redução da maioridade penal. Além desses tristes exemplos, não tive notícias de que ontem alguém tenha se manifestado a favor da justiça social ou da distribuição de renda.

Dessa forma, sugiro que da próxima vez em que você decidir por ser manifestar por um Brasil melhor, reflita e atente-se para não acabar engrossando o coro do discurso de ódio travestido de moral e bons costumes, cuide-se para não avolumar uma luta rasa e unilateral contra a corrupção e preocupe-se em saber se você não estará nutrindo um movimento que se pauta em um rancor irracional e que joga sobre os ombros de um único partido a culpa por problemas que são históricos no Brasil. Lembrem-se de não demonizar o vermelho, pois antes dessa cor estar na bandeira de um partido, ela está na natureza, na cor do elemento fogo, no sangue e no coração humano. Coração esse que não deve pulsar mais forte somente contra a corrupção dos últimos anos mas contra toda forma de desonestidade e injustiça social que vier a excluir ou fazer sofrer um ser humano. No mais, sejam bem-vindos a rua.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/174459/Peço-respeito-a-você-que-descobriu-as-ruas-ontem.htm

Implantes extraterrestres

implantes - diminutos dispositivos, normalmente da ordem de milímetros, implantados por extraterrestres (ou em alguns casos por militares) em abduzidos e contatados; suas funções são desconhecidas, mas algumas hipóteses são: monitoramento; localização; manipulação mental; alterações biológicas; indução de poderes paranormais artificialmente.

Você sabia disso?

É o que iremos discutir, entre outras coisas, na nossa Reunião Plenária do CSPU amanhã (27/03).

O local: Sala l da CDL de Sobral, que fica situado na Rua Dr. João do Monte 826, no Centro, Sobral - CE. Acontecerá a partir das 19 horas e a entrada é franca. Maiores informações pelo 88 99210172

Centro Sobralense de Pesquisa Ufológica

Políticos de cinco partidos estão na lista de contas do HSBC na Suíça

 

Estado do Rio tem ao menos quatro representantes nas planilhas que reúnem correntistas do banco

por Chico Otavio, Cristina Tardáguila e Ruben Berta

26/03/2015 4:00

RIO - Políticos de cinco partidos aparecem na lista dos 8.667 brasileiros que tinham contas numeradas (sigilosas) no HSBC da Suíça entre 2006 e 2007. O Estado do Rio de Janeiro tem quatro representantes: o primeiro vice-presidente do PSDB-RJ, Márcio Fortes, o ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira (PDT-RJ), seu secretário de Obras à época, José Roberto Mocarzel, e o vereador Marcelo Arar (PT-RJ). Procurados pela reportagem, eles negaram ter cometido qualquer irregularidade.

Políticos de cinco partidos na lista do HSBC

Filhos de prefeito também são correntistas

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  • .Foto: Editoria de Arte
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RIO - O levantamento feito pelo GLOBO, em parceria com o UOL, também identificou a presença de Lirio Parisotto, suplente de senador pelo PMDB-AM, e Daniel Tourinho, presidente nacional do PTC, além das duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).

Também foram correntistas do HSBC três filhos do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB-MG). Eles, no entanto, apresentaram documentos que comprovam que suas contas foram oficialmente declaradas no Brasil e, portanto, são legais.

Ao nome do tucano Márcio Fortes, estão relacionadas três contas. Duas delas foram abertas em 1991, quando ele presidia o Banerj. Uma foi fechada em 2003, e a outra, em 2004. Nesse período, Fortes foi eleito deputado federal. Na declaração de bens que enviou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) em 1998, ele não informou ter contas na Suíça. Em dezembro de 2003, ano em que assumiu seu segundo mandato, abriu a terceira conta, segundo os documentos do HSBC. Em 2006/2007, o saldo era de US$ 2,4 milhões. Em 2006, Fortes voltou a se candidatar ao cargo de deputado, mas não foi eleito. Na declaração de bens enviada ao TRE-RJ também não informou qualquer conta na Suíça.

Fortes é empresário da construção civil e um tradicional doador de campanha. Em 2000, foi a pessoa física que mais doou ao PSDB — o equivalente a 21% do total arrecadado. Fortes já foi presidente do BNDES (1987-1989) e secretário municipal de Obras do Rio (1993-1994).

O ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira e José Roberto Mocarzel também estão entre os donos de contas numeradas. Segundo o banco, o ex-prefeito começou a fazer depósitos em julho de 1993 e encerrou sua conta em abril de 2003. Morcazel abriu a sua contas em janeiro de 1991 e a fechou também em abril de 2003, apontam os documentos do banco. Em 2006/2007, seus saldos estavam zerados.

Jorge Roberto administrou Niterói por quatro períodos: de 1989 a 1992, de 1997 a 2000, de 2001 a 2002 (quando saiu para concorrer ao governo do estado e perdeu para Rosinha Garotinho) e de 2009 a 2012. Em seu currículo, ainda tem o cargo de secretário de Projetos de Integração Social do segundo governo de Leonel Brizola (1993) e uma candidatura fracassada ao Senado em 1994.

Mocarzel é tido como seu braço-direito. Em janeiro de 2009, assumiu o posto de secretário municipal de Obras e, em 2012, ao fim do mandato de Jorge Roberto, já havia passado pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte. A vida política dos dois foi afetada pela tragédia do Morro do Bumba, deslizamento de terra que, em 2010, matou mais de 50 pessoas. Há dois anos, Mocarzel chegou a ser indiciado por homicídio culposo e crime ambiental. Na época da tragédia ele presidia a Empresa de Moradia, Urbanização e Saneamento de Niterói.

O petista Marcelo Arar aparece nos documentos do HSBC ligado a duas contas numeradas e abertas de forma conjunta com duas pessoas de mesmo sobrenome. Uma surgiu em 1990 e foi fechada em 1998. A outra foi criada em 23 de março de 1998 e permanecia ativa até 2006/2007, com um saldo de US$ 247.812. No ano seguinte, em 2008, Arar disputou o cargo de vereador no Rio pelo PSDB. Foi eleito segundo suplente. Na declaração de bens que entregou à Justiça Eleitoral não relatou conta na Suíça. Em 2012, Arar conseguiu uma cadeira na Câmara. Na segunda declaração ao TRE-RJ, também não fez menção a contas no exterior. Antes da política, Arar foi promotor de eventos e radialista.

Listado no ranking da revista “Forbes” como um dos bilionários brasileiros, Lirio Parisotto tem seu nome relacionado a cinco contas ativas no HSBC da Suíça nos anos de 2006 e 2007. Todas elas abertas entre 2001 a 2005. Os saldos depositados variam de US$ 1 mil a US$ 45 milhões.

Com uma fortuna estimada em US$ 1,6 bilhão, segundo a “Forbes”, o político é dono da Videolar (fábrica de materiais plásticos) e um dos principais investidores no mercado de ações no Brasil. Em 2010 foi eleito segundo suplente do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), atual ministro de Minas e Energia. No registro da candidatura, Parisotto não declarou contas na Suíça.

Como Eduardo Braga assumiu em janeiro o ministério, sua cadeira no Senado passou a ser ocupada pela primeira suplente e sua mulher, Sandra Braga. Parisotto só teria a vaga se ela também se licenciasse.

O presidente do Partido Trabalhista Cristão, Daniel Sampaio Tourinho, aparece nos arquivos do HSBC por um período curto: de 2 de março a 6 de novembro de 1992. Nesses nove meses, teve duas contas relacionadas ao seu nome, ambas zeradas em 2006/2007. Embora presida um partido pequeno (o PTC tem só 2 deputados e nenhum senador), ele tem participação ativa na política nacional. Em 2010, apoiou a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) e, em 2014, a de Aécio Neves (PSDB).

CONTAS DECLARADAS

Duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) aparecem com quatro contas no HSBC, todas elas abertas em 1990 e 1996. Therezinha Maluf Chamma, que tem 86 anos, tinha em 2006/2007 saldos que variavam entre US$ 20 mil e US$ 1,7 milhão. Nelly Maluf, que morreu no ano passado, aos 89 anos, estava com saldo zerado.

As contas dos filhos do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), foram devidamente declaradas à Receita Federal, e a saída do dinheiro está informada ao Banco Central. Procurados pela reportagem, eles mostraram declarações de Imposto de Renda e documentos que comprovam o registro da saída dos recurso no Banco Central.

Citados nas planilhas negam irregularidades

RIO - Todos os políticos ou pessoas relacionadas a eles que foram localizadas pelo GLOBO e UOL negaram a posse das contas ou alguma irregularidade em suas movimentações financeiras.

O tucano Márcio Fortes confirmou os dados que aparecem registrados junto ao seu nome nas planilhas do HSBC. Fortes disse acreditar que as duas contas abertas em 1991, já encerradas, possam estar relacionadas a um trabalho que ele prestou para a organização WBSC (World Business Council for Sustainable Development), entidade sediada em Genebra. Ele diz que foi contratado para trabalhar nos preparativos da conferência Rio-92.

Indagado sobre a terceira conta relacionada a seu nome, aberta em 2003 e ainda ativa em 2006/2007, com saldo de US$ 2,4 milhões, Fortes afirmou desconhecê-la:

— Não declarei essas contas porque elas não são minhas. Sempre tive muito cuidado com as contas enviadas ao TSE. Minhas declarações de bens à Justiça Eleitoral devem estar certas.

Fortes afirmou que assinou muitos papéis como presidente da João Fortes Engenharia e que não se recorda de todos eles:

— Na minha vida de empresário, imagina a quantidade de papéis que assinei e não me recordo. Não por irresponsabilidade, mas porque você faz parte do estatuto da empresa e é sempre solicitado a assinar. Mas não me lembro de ter passado na minha frente qualquer coisa relacionada ao HSBC.

O ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira foi contatado através do PDT do Rio, partido ao qual ainda é filiado. A assessoria da legenda não conseguiu localizá-lo. O advogado de Silveira, Murilo João do Nascimento Heusi, não quis comentar a presença do político nas planilhas do HSBC. José Roberto Mocarzel afirmou, por meio de seu advogado, Guilherme Valdetaro Mathias, que desconhece a existência de contas na filial suíça do banco.

Marcelo Arar, que aparece nas planilhas do HSBC com uma conta vinculada a outros membros de sua família, negou, por e-mail, ter recursos fora do país:

“Estou completamente surpreso e desconheço qualquer conta no exterior. Em 1990 (ano de abertura da primeira conta), eu tinha 15 anos de idade. Entrei para política em 2011, aos 36 anos”. Arar já havia sido candidato em 2008, mas não foi eleito, ficando apenas como suplente.

Lirio Parisotto informou, por meio de sua empresa, a Videolar, que já havia se manifestado, em fevereiro deste ano, sobre suas contas no HSBC da Suíça às revistas “Época” e “IstoÉ Dinheiro”. Naquela ocasião, ele disse que todos seus bens e valores haviam sido declarados à Receita Federal e ao Banco Central, mas não apresentou documento ao GLOBO.

— Fui eleito segundo suplente ao Senado em 2010. Não faço negócios com o governo. Nem eu e tampouco as empresas as quais controlo.

A reportagem tentou contatar Daniel Sampaio Tourinho, presidente do PTC, ligando para a sede nacional de seu partido. Ele não respondeu o e-mail enviado pelo GLOBO e UOL até a publicação desta reportagem.

Therezinha Maluf Chamma, de 86 anos, irmã de Paulo Maluf, afirmou que nunca teve e não tem dinheiro no HSBC da Suíça:

— Se tiver dinheiro lá, o senhor pode ficar com ele — afirou ela.

Therezinha ainda negou qualquer relação financeira com seu irmão:

— Sou parente de político, mas não falo com ele (Paulo Maluf) há mais de um ano. Não tenho negócios com ele.

Mais de 700 nomes de políticos foram checados

Nas últimas semanas, O GLOBO, em parceria com o UOL, cruzou a lista de congressistas do país com a dos 8.667 brasileiros que aparecem relacionados a contas numeradas do HSBC na Suíça em 2006/2007. Além dos atuais 513 deputados federais, 81 senadores titulares e 162 senadores suplentes, a reportagem checou se apareciam como correntistas em Genebra a presidente da República e todos seus antecessores, o atual vice-presidente da República e os integrantes das Assembleias Legislativas dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No mesmo levantamento, foram verificados todos os integrantes das Câmaras de Vereadores das cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio. Nenhum deles apareceu na lista dos brasileiros com contas numeradas no HSBC da Suíça entre os 2006 e 2007. Nada impede, no entanto, que eles tenham mantido contas no exterior em outros bancos ou períodos.

De acordo com a legislação brasileira, enviar e manter dinheiro no exterior não é necessariamente um crime. Isso só acontece quando o contribuinte deixa de declarar à Receita Federal e ao Banco Central que mantém valores fora do país.

Desde 8 de fevereiro, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) publica reportagens com base nas planilhas vazadas do HSBC em 2008. No Brasil, a apuração é feita com exclusividade pelo GLOBO e pelo UOL, que, no trabalho, já localizaram pessoas que mantiveram valores na Suíça de forma legal, declarando-os.

http://oglobo.globo.com/brasil/politicos-de-cinco-partidos-na-lista-do-hsbc-15700236