sexta-feira, 26 de junho de 2020

Fabrício Queiroz, tesoureiro do clã Bolsonaro, negocia delação premiada


A maior preocupação de Queiroz é com a família: sua mulher, Márcia Aguiar de Oliveira, que está foragida, e as filhas, Nathalia Mello e Evelyn Mello, todas investigadas no “esquema da rachadinha”. Ele também pede para cumprir prisão domiciliar, segundo a CNN

26 de junho de 2020, 18:35 h Atualizado em 26 de junho de 2020, 19:06

Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Jair Bolsonaro Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Jair Bolsonaro (Foto: Ag. Senado | Polícia Civil/Divulgação | PR)


247 - Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, preso na semana passada, Fabrício Queiroz negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Rio de Janeiro, informa reportagem da CNN Brasil.

De acordo com fontes envolvidas na investigação, a maior preocupação de Queiroz é com a família. Ele quer garantidas e proteções para a mulher, Márcia Aguiar de Oliveira, que está foragida, e para as filhas, Nathalia Mello e Evelyn Mello, todas investigadas no “esquema da rachadinha”. Ele também pede para cumprir prisão domiciliar. Queiroz está bastante preocupado que as filhas venham a ser presas e que Márcia seja localizada.

"A negociação está arrastada porque os promotores querem garantias que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tem informações novas para apresentar e não apenas relatar fatos que a investigação já conseguiu remontar", informa ainda a reportagem.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/fabricio-queiroz-tesoureiro-do-cla-bolsonaro-negocia-delacao-premiada

Grupo da Lava Jato na PGR rompe com Aras e pede demissão coletiva


Procuradores acusam a subprocuradora-geral da República, Lindora de Araújo, de tentar obter dados sigilosos sem realizar o procedimento legal

26 de junho de 2020, 20:21 h Atualizado em 26 de junho de 2020, 20:34

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O grupo de procuradores responsáveis pela Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu demissão nesta sexta-feira, 26, por divergências com a gestão do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Segundo o jornal O Globo, o estopim da demissão coletiva foi a visita feita pela subprocuradora-geral da República, Lindora de Araújo à força-tarefa de Curitiba nesta semana. Segundo ofício enviado pela força-tarefa à Corregedoria do Ministério Público Federal, ela teria tentado obter acesso a informações sigilosas dos bancos de dados da operação sem realizar o devido procedimento legal.

Pediram demissão os procuradores Hebert Reis Mesquita, Luana Vargas de Macedo e Victor Riccely. Outra integrante, que era a mais antiga na Lava-Jato da PGR, já havia deixado o grupo no início do mês, Maria Clara Barros Noleto.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/grupo-da-lava-jato-na-pgr-rompe-com-aras-e-pede-demissao-coletiva

Wassef diz que Queiroz seria morto 'pelo mesmo pessoal que deu a ordem' para matar Adriano da Nobrega


Segundo o advogado Frederick Wassef, a ordem de matar o miliciano Adriano da Nóbrega e ameaçar Fabricio Queiroz teria partido de políticos interessados em colocar a culpa em Jair Bolsonaro

26 de junho de 2020, 19:59 h Atualizado em 26 de junho de 2020, 20:34

Fabrício Queiroz e Frederick Wassef Fabrício Queiroz e Frederick Wassef (Foto: Reprodução)


247 - O advogado Frederick Wassef deu entrevista nesta sexta-feira, à revista Época e afirmou que a ameaça de morte que Fabricio Queiroz sofrendo, e que teria justificado sua ação de escondê-lo, tem relação direta com a morte do miliciano Adriano da Nóbrega.

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"Queiroz ia ser assassinado pelo mesmo pessoal que deu a ordem para assassinar o Adriano. Policiais do Rio foram à Bahia, torturaram o Adriano, quebraram as costelas, deram três coronhadas na cabeça. Quer prova de tortura? Adriano foi assassinado", afirmou Wassef ao jornalista Guilherme Amado.

Segundo Fred Wassef, a ordem de matar Adriano e ameaçar Queiroz teria partido de políticos interessados em colocar a culpa em Bolsonaro. "(É) a política que está por trás disso. Queiroz ia ser assassinado. Eles iriam matar o Queiroz. Ele teria sido enterrado há muito tempo. De quem é a culpa? A culpa seria do presidente Bolsonaro. E você ia torturar a família, porque não tem o pai para assessorar. Eles iriam sequestrar, barbarizar", afirmou.

Em entrevista à revista Veja, Wassef afirmou que escondeu Fabrício Queiroz para proteger a família Bolsonaro. De acordo com defensor, haveria um mirabolante plano para matar o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e culpar o clã presidencial. Uma eventual morte de Queiroz seria interpretada como uma queima de arquivo, já que ele está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio, onde trabalhava para o parlamentar.

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Fonte:  https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/wassef-diz-que-queiroz-seria-morto-pelo-mesmo-pessoal-que-deu-a-ordem-para-matar-adriano-da-nobrega

PL 4162: PT é o único partido que vota contra o projeto que privatiza e encarece água e saneamento no País


Postado em 25 de junho de 2020

Reprodução: Twitter @pacobaca

O painel eletrônico no plenário do Senado registrou a orientação de voto das lideranças partidárias, na noite dessa quarta-feira (24), onde mostrou que a Bancada do PT foi a única a votar contra a privatização do saneamento básico brasileiro. Prevaleceu, na votação, o interesse dos empresários desse setor, com cadeira cativa naquela Casa Legislativa, capitaneada pelo relator do projeto de lei (PL 4162/2019), o senador-empresário Tasso Jereissati (PSDB-CE). O projeto encaminhado pelo Executivo estabelece o novo Marco Legal do Saneamento Básico no País.

“O PT entende que a água é um direito básico, não uma mercadoria cotada na bolsa de valores. Ele foi o único partido a votar contra a privatização dos serviços de fornecimento, pois sabe que será o fim da universalização do acesso à água e esgotos tratados”, condenou o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PT-PR) em suas redes sociais.

No final do ano passado, a bancada petista na Câmara travou uma luta árdua para derrotar essa proposta que abre as portas do setor de saneamento básico para a privatização. À frente dessa batalha, o deputado Afonso Florence (PT-BA) também condenou a aprovação da proposta pelo Senado. À época ele afirmou que o PL 4162 significa “o monopólio do setor privado na água, na coleta e tratamento de esgoto. Esse é o projeto da tarifa alta e do desabastecimento de água”.

Em sua conta no Twitter, Florence explicou que o texto aprovado subtrai prerrogativa constitucional dos municípios ao não permitir o Contrato de Programa (CP). “Antes do PL 4162/19, contratos de programas entre municípios e empresas públicas estaduais eram uma possiblidade, assim como a licitação para empresas privadas prestarem o serviço. O projeto proíbe contratação por contrato de programa, portanto, patrocina o monopólio privado”, lamentou.

Segundo Florence, votar esse projeto em plena pandemia é priorizar o desmonte e a especulação privada. “Meu partido, o PT, orientou voto não. A sociedade vai cobrar responsabilidades”, escreveu.

”Venderam a nossa água”

O deputado Bohn Gass (PT-RS) lamentou o descompromisso dos senadores que votaram favoravelmente à proposta. “Venderam a nossa água. Senado acaba de sacramentar um dos maiores erros que já se cometeu no Brasil, ao aprovar a privatização da água. Esse projeto havia sido aprovado na Câmara, onde votei não. Entregar para empresas não deu certo em nenhuma cidade do mundo, por que daria no Brasil?”, questionou.

Quando ocorreu a votação do PL na Câmara, Bohn Gass (PT-RS) alertou que a água ficaria mais cara para o consumidor. “Isso aqui é uma grande negociata das empresas, que só querem pegar o filé mignon, e vai sobrar igualmente para os estados, os governos, as prefeituras a carne de pescoço”, denunciou. Bohn Gass alertou sobre os escândalos de corrupção nas empresas onde houve privatização. “E a qualidade do serviço caiu e só há investimento onde tem recurso público”, completou.

Ao avaliar a aprovação da proposta pelos senadores, o deputado Joseildo Ramos (PT-BA) escreveu: “Tem gente que se engana e compara o projeto aprovado ontem no Senado com a privatização da telefonia. Acha que poderá escolher qual empresa irá fornecer água na torneira de casa? Ou que terá um plano 5G ilimitado de uso? Veja o exemplo do Chile”, recomendou. Para o deputado, o Senado prestou um desserviço ao País. “O PL da privatização da água aprovado sob o discurso falacioso que haverá “chuva” de investimentos no setor é mentira”, alertou.

O deputado Odair Cunha (PT-MG) também usou sua conta no Twitter para condenar mais uma conta perversa que o povo brasileiro vai ter de pagar. “O novo Marco Regulatório do Saneamento não será benéfico para a população mais carente. Apenas servirá para deixar empresários ainda mais ricos”, condenou.

Para ele, o Senado atuou na contramão do que acontece em outros países. “Um movimento contrário ao que vemos no mundo, onde centenas de cidades estão reestatizando o saneamento nos últimos anos”, lembrou o parlamentar.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) classificou a ação dos senadores de desrespeitosa com aqueles que mais precisam do Estado brasileiro. “O projeto, infelizmente, foi aprovado. Considero essa ação um desrespeito com a população brasileira, principalmente com a população de baixa renda, pois a conta de água vai encarecer e certamente muita regiões periféricas não serão atendidas”.

Água não é mercadoria

Na opinião da deputada Maria do Rosário (PT-RS), a proposição aprovada não poderia ser feita no momento em que o País passa pela maior crise sanitária já vista. “A votação não se justifica na pandemia, pois não contribui para melhorar a situação de saúde e pode agravá-la no futuro. O mais importante recurso natural para a vida, a água potável, não pode ser tratada como uma mercadoria”.

O deputado Waldenor Pereira (PT-BA) disse que a aprovação do PL 4162/19 pelo Senado é uma medida perversa que acentuará as desigualdades sociais em nosso País. “O Marco Regulatório do Saneamento Básico, votado em plena pandemia, na verdade, privatiza a água. Acesso a água e esgotamento é um direito. Lamento profundamente”, escreveu o petista.

Para o deputado Zé Neto (PT-BA), o PL que permite a privatização dos serviços de saneamento em todo o Brasil é “perverso, que vai na contramão do mundo moderno, onde serviços como fornecimento de água são reestatizados em muitos países da Europa”, criticou.

Benildes Rodrigues

Reprodução: Twitter @pacobaca

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2020/06/25/pl-4162-pt-e-o-unico-partido-que-vota-contra-o-projeto-que-privatiza-e-encarece-agua-e-saneamento-no-pais/

Justiça cobra de Bolsonaro e Pazuello explicação sobre censura na Saúde


Postado em 25 de junho de 2020


Foto: Arquivo-PT na Câmara

O juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara da Justiça Federal da 1ª Região, determinou que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, se manifestem em até cinco dias sobre ação popular que pede a interrupção imediata de medidas de restrição da liberdade de expressão imposta aos servidores do Ministério da Saúde. O juiz requisitou ainda a manifestação do Ministério Público Federal (MPF). A ação é de autoria do deputado federal Jorge Solla (PT-BA).

Na peça, o petista destaca que os servidores foram obrigados a assinar termos de confidencialidade, com ameaça expressa de prisão sob alegado descumprimento da Lei de Segurança Nacional (Lei 7170/83); receberam ainda, em suas caixas de e-mail, aviso de que suas redes sociais particulares seriam monitoradas, em documento assinado pelo Conselho de Ética do Ministério da Saúde, que alertava: “A função pública se integra na vida particular de cada servidor público e, por isso, os fatos verificados na conduta do dia a dia em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional”.

“Houve a violação expressa (…) da Carta Magna e as disposições da Lei de Acesso a Informação, uma vez que os Réus em ato manifestamente ilegal, com nítido desvio de finalidade, criaram ‘’normas de comportamento’’ dos servidores lotados na pasta, buscando, a um só tempo, coibir a divulgação de dados do Ministério, especialmente aqueles relacionados ao COVID-19, conforme orientação governamental, sob o pálio de identificar e punir severamente o servidor que se manifestar contrários a tais ideias antidemocráticos”, destaca Solla, na ação popular.

Veja a ação popular:

Ação Popular – pressão servidores01 cópia

Despacho(1)

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2020/06/25/justica-cobra-de-bolsonaro-e-pazuello-explicacao-sobre-censura-na-saude/

quarta-feira, 24 de junho de 2020

41% dos moradores de favelas que pediram o auxílio emergencial não receberam nenhuma parcela


Pesquisa realizada pelo DataFavela apontou, ainda, que 80% dos moradores viram sua renda cair para menos da metade do período que antecedeu a pandemia do novo coronavírus

24 de junho de 2020, 12:49 h Atualizado em 24 de junho de 2020, 13:37

(Foto: REUTERS/Bruno Kelly)

247 - Pesquisa realizada pelo DataFavela, fruto de uma parceria da Central Única de Favelas (CUFA) com o Instituto Locomotiva, aponta que sete de cada dez moradores de favelas pediram o auxílio emergencial do governo federal para enfrentar a pandemia. Deste total 41% não receberam nenhuma parcela do  benefício.

Segundo reportagem do blog do jornalista Lauro Jardim, a pesquisa revelou, ainda, 80% dos moradores destas comunidades viram sua renda ser reduzida para menos da metade do período que antecedeu a pandemia. Ainda conforme o levantamento, outros 11%% perderam metade da renda, 5% perderam um pouco e apenas 4% mantiveram o mesmo nível de rendimento.

A pesquisa ouviu 3.221 moradores de 239 favelas de todo o Brasil entre os dias 16 e 22 de junho.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/41-dos-moradores-de-favelas-que-pediram-o-auxilio-emergencial-nao-receberam-nenhuma-parcela

PF prende Daniel “Ativista”, líder de acampamento bolsonarista com Sara Winter


A prisão de Daniel Miguel, que se classifica como Daniel Ativista e integrava o acampamento bolsonarista 300 do Brasil, ocorreu no âmbito das investigações sobre atos pró-golpe. A ação da PF foi autorizada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes

24 de junho de 2020, 10:58 h Atualizado em 24 de junho de 2020, 13:37

Daniel Miguel Daniel Miguel (Foto: Reprodução)

247 -  A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (23) Daniel Miguel, que se classifica como Daniel Ativista, ex-líder, junto com Sara Winter, do acampamento '300 do Brasil', da milícia paramilitar bolsonarista que havia se instalado na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF) - um grupo já havia sido desmantelado por agentes policiais. A detenção ocorreu no âmbito do inquérito das investigações sobre atos pró-golpe, tendo como principais propostas o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

O integrante do acampamento teve a prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no último dia 14, mas o mandado só foi cumprido nesta terça, após Daniel comparecer à sede da PF para prestar depoimento.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) criticou a prisão. "O ativista Daniel Miguel foi colaborar prestando depoimento na PF. Porém, chegando lá foi preso com base no inquérito dos 'atos antidemocráticos' presidido por @alexandre de Moraes. Já é o 4º preso político do Brasil nesta pandemia. Sua prisão temporária pode durar 5+5 dias", escreveu o parlamentar no Twitter.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/pf-prende-daniel-ativista-lider-de-acampamento-bolsonarista-com-sara-winter

Governo Bolsonaro suspendeu multa de R$ 27,1 mi a consórcio integrado pela ex-mulher de Wassef


Consórcio que tinha entre seus participantes a Globalweb Outsourcing, fundada por Cristina Boner Leo, ex-mulher do advogado Frederick Wassef, foi contratado em 2014, mas não entregou os serviços listados pela Dataprev

24 de junho de 2020, 08:09 h Atualizado em 24 de junho de 2020, 09:1

Cristina Boner Cristina Boner (Foto: Reprodução)

 

247 - O governo federal suspendeu uma multa de R$ 27,1 milhões aplicada a um consórcio empresarial que tinha entre seus participantes a Globalweb Outsourcing, que tem como fundadora e presidente do conselho de administração a empresária Cristina Boner Leo, ex-mulher do advogado Frederick Wassef, que trabalha para a família de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do jornal O Globo, o consórcio foi contratado em 2014, mas não entregou os serviços listados pela Dataprev. A multa foi suspensa em março do ano passado.

O consórcio MG2I foi contratado para elaborar um sistema de tecnologia para a Dataprev até 2015 e o prazo foi em um primeiro momento até 2016. Os serviços, porém, não haviam sido entregues até abril de 2018. A Dataprev, então, rescindiu o contrato, “assim como suspender o direito de licitar e de contratar de todas as empresas participantes deste consórcio”, e aplicar uma multa no valor total de R$ 21,7 milhões.

A multa, porém, acabou sendo suspensa por uma decisão do governo Jair Bolsonaro e o contrato foi prorrogado até outubro deste exercício, diz a reportagem. A Dataprev informou que o caso está em análise e nega que tenha havido interferência política.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/governo-bolsonaro-suspendeu-multa-de-r-27-1-mi-a-consorcio-integrado-pela-ex-mulher-de-wassef

terça-feira, 23 de junho de 2020

Justiça ordena que Bolsonaro use máscara: terá multa de R$ 2 mil por dia se desrespeitar


Justiça Federal decidiu nesta segunda-feira impor a Jair Bolsonaro a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial no Distrito Federal, depois de ele ter circulado em diversas ocasiões sem o item. Em caso de descumprimento, a multa diária será de R$ 2 mil

23 de junho de 2020, 10:09 h Atualizado em 23 de junho de 2020, 11:17

Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara de proteção em Brasília 09/06/2020 Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara de proteção em Brasília 09/06/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu, nesta segunda-feira (22), impor a Jair Bolsonaro (sem partido) a obrigatoriedade de usar máscara de proteção facial no Distrito Federal. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 2 mil. A informação é do portal Metrópoles.

Segundo a reportagem, conforme a tutela de urgência deferida pelo juiz Renato Coelho Borelli, Bolsonaro deve utilizar o adereço em todos os espaços públicos, vias públicas, equipamentos de transporte público coletivo e estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços da capital do Brasil.

O tribunal ainda obriga a União a exigir de seus servidores e colaboradores em geral o uso do acessório enquanto estiverem prestando serviços. A multa foi fixada em R$ 20 mil nesse caso.

Renato Coelho Borelli, como relatou o portal Veja, atendeu a uma ação popular movida contra Bolsonaro e a União, segundo a qual nem o presidente, nem os servidores federais têm usado máscara, contrariando a obrigatoriedade determinada pelo governo do Distrito Federal.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/justica-ordena-que-bolsonaro-deve-usar-mascara-tera-multa-de-r-2-mil-por-dia-se-desrespeitar

Assessores de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio negociam delação premiada


Oito funcionários da Assembleia do Rio negociam delação premiada sobre esquemas de "rachadinha". No grupo estão servidores que foram lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro

23 de junho de 2020, 10:02 h Atualizado em 23 de junho de 2020, 11:17

Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro (Foto: Alessandro Dantas)

247 - O Ministério Público do Rio (MP-RJ) está negociando com oito servidores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), uma série de delações premiadas. Eles integram grupo suspeito de participar de esquemas de “rachadinha”, lotados nos gabinetes de Flávio Bolsonaro e outros deputados Os desvios de dinheiro público foram registrados nos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A informação é de Acelmo Gois no jornal O Globo.

Em dezembro do ano passado, o MP-RJ realizou mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ex-assessores do atual senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), incluindo Fabrício Queiroz.

O ex-assessor do parlamentar está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Alerj quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. Queiroz movimentou R$ 7 milhões em de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Em depoimento por escrito ao MP-RJ, em março do ano passado, Queiroz afirmou que fazia o "gerenciamento" de valores recebidos por servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e coordenava "os trabalhos e demandas" com o objetivo de expandir as redes de contato e de colaboradores do parlamentar.

O grupo é suspeito de praticar “rachadinha” no gabinete de Flávio, que na época era deputado estadual no Rio.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/assessores-de-flavio-bolsonaro-na-assembleia-legislativa-do-rio-negociam-delacao-premiada

domingo, 21 de junho de 2020

Bolsonaro conseguiu um advogado mais mentiroso do que ele, diz Pannunzio


"Que anta! Fodeu o capitão, o filho do capitão, o Queiroz e a mulher do Queiroz", aponta o jornalista

21 de junho de 2020, 05:15 h Atualizado em 21 de junho de 2020, 07:33 

247 – "O Bolsonaro conseguiu arranjar um advogado mais mentiroso do que ele. Que anta! Fodeu o capitão, o filho do capitão, o Queiroz e a mulher do Queiroz. Deus me livre de rábulas dessa qualidade!", escreveu o jornalista Fábio Pannunzio, em seu twitter. Ontem, Frederick Wassef afirmou que Jair e Flávio Bolsonaro não sabiam onde estava Fabrício Queiroz, escondido em sua própria casa. Saiba mais abaixo:

Sputnik – O advogado Frederick Wassef disse neste sábado (20) para Globo News que o presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Flávio Bolsonaro, não conheciam a localização do ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz.

Na manhã desta quinta-feira (18), o policial militar aposentado Fabrício Queiroz foi detido na cidade do interior paulista de Atibaia, em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de SP, em um imóvel que pertence a Wassef.

"O senador Flávio Bolsonaro não sabia disso. O presidente da República não sabia disso. Eles jamais tiveram ciência desde o que aconteceu agora. Jamais o Flávio ou o próprio presidente tiveram qualquer contato com o Fabrício Queiroz desde dezembro de 2018 até a presente data, e tudo isso são especulações", afirmou o advogado à GloboNews.

Segundo Wassef, Fabrício Queiroz não morava na casa de Atibaia.

"O Queiroz não mora lá. O Queiroz estava no Rio de Janeiro. As pessoas que estavam lá dizem que ele chegou há menos de 4 dias", disse Wassef.

"Jamais escondi Queiroz. Queiroz não estava escondido", acrescentou.

O advogado da família Bolsonaro destacou que revelará ainda esta semana as razões para Fabrício Queiroz estar em sua propriedade.

As afirmações do jurista contradizem as declarações à Polícia Civil de um dos caseiros, que estava na residência, de Queiroz morava no local há cerca de um ano.

"Eu não falei com o Queiroz, não tenho telefone do Queiroz, eu nunca troquei mensagem com o Queiroz. O que eu vou dizer é o seguinte: sobre a pauta Queiroz, eu só vou poder falar até o ponto que eu posso falar por uma questão de sigilo". Ainda neste sábado (20), o defensor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das "rachadinhas" negou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que tenha abrigado Queiroz e que manteve contatos com a família do ex-assessor.

Fonte: https://www.brasil247.com/midia/bolsonaro-conseguiu-um-advogado-mais-mentiroso-do-que-ele-diz-pannunzio

Empresa da ex-mulher de Wassef recebeu R$ 41 milhões no governo Bolsonaro


Cristina Boner e Wassef passeiam juntos em jet ski - UOL

Cristina Boner e Wassef passeiam juntos em jet ski Imagem: UOL

Constança Rezende e Eduardo Militão

do UOL, em Brasília

21/06/2020 04h00Atualizada em 21/06/2020 10h38

Uma empresa ligada à ex-mulher e sócia do advogado Frederick Wassef, que defende o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), recebeu R$ 41,6 milhões durante a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

O valor se refere a pagamentos efetuados entre janeiro de 2019 e junho deste ano pelo governo federal para a Globalweb Outsourcing — empresa fundada por Cristina Boner Leo.

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Os valores pagos à Globalweb em menos de um ano e meio da gestão Bolsonaro, R$ 41 milhões, já chegam aos pagos à empresa nos quatro anos de gestão compartilhada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), R$ 42 milhões.

A empresa presta serviços de informática e tecnologia da informação a diferentes órgãos da administração federal, como o Ministério da Educação e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

Segundo levantamento feito pelo UOL no portal da Transparência e Diário Oficial, os contratos que a empresa tinha negociado com governos anteriores foram prorrogados e receberam aditivos de R$ 165 milhões pela gestão de Bolsonaro.

Além disso, o novo governo fechou novos contratos com a Globalweb Outsourcing no valor de R$ 53 milhões — totalizando um compromisso de R$ 218 milhões a serem pagos pelos cofres públicos nos próximos anos.

Questionado, Wassef disse que os negócios da empresa não têm relação alguma com ele, acusou um ex-marido de Cristina de persegui-la e defendeu Jair Bolsonaro. A Globalweb e Cristina negaram "qualquer tentativa de vinculação de seus resultados ou das contratações como fruto de influência política". O Palácio do Planalto não se manifestou. (veja mais abaixo)

Foi em um imóvel do Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo, que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, foi preso pela polícia na última quinta-feira (18) sob acusação de lavagem de dinheiro. O advogado não quis comentar esse assunto com o UOL.

Cristina representa a empresa em eventos

Aberta em 2010, a Globalweb é hoje administrada por Bruna Boner Leo Silva, filha de Cristina, ex-mulher de Wassef.

Além de ter criado a empresa, Cristina foi apresentada como CEO e presidente do Conselho de Administração da Globalweb, durante fórum do Instituto de Formação de Líderes (IFL), em 2017. Em agosto de 2019, ela também representou a empresa num evento da Rede Nacional de Pesquisas (RNP).

Em junho do ano passado, a empresária foi condenada por improbidade administrativa no chamado "mensalão do DEM" e proibida de fechar contratos com a administração pública até 2022, de acordo com sentença do juiz Mário Henrique Silveira, da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal.

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Advogado e ex são sócios em terreno

A empresária e Wassef mantêm amizade até hoje, apesar de estarem separados. Até o ano passado, o advogado era representante legal de Cristina em processos judiciais.

Eles também são sócios em um terreno comprado com 339 mil metros quadrados, em São Francisco do Sul (SC). Em maio de 2013, a Justiça de São Paulo chamou Wassef de "companheiro" de Cristina, em processo criminal envolvendo outro ex-marido da empresária.

Wassef se apresenta como advogado de Bolsonaro e diz que tem procurações assinadas pelo presidente que comprovam isso. Ele também costuma dar entrevistas em nome do presidente e frequentar o Palácio do Planalto.

Na quinta-feira (18), a advogada Karina Kufa, que também frequenta o Palácio, enviou nota afirmando que estão com o seu escritório todas as ações do presidente, "sejam elas cíveis, criminais ou eleitorais, em curso no poder Judiciário, exceto aquelas de competência da Advocacia Geral da União - AGU".

"O advogado Frederick Wassef não presta qualquer serviço advocatício em nenhuma ação em que seja parte o senhor Jair Messias Bolsonaro e não faz parte do referido escritório, não constando seu nome em qualquer processo", declarou.

Presidente comprou Land Rover

A empresária também ganhou destaque na imprensa após a revista Veja revelar, em abril do ano passado, que Bolsonaro havia comprado, anos antes, uma Land Rover blindada de uma outra firma dela, a Compusoftware, na época comandada por Cristina. O presidente adquiriu um veículo preto modelo 2009/2010.

À revista, a empresária disse que uma agência de veículos intermediou o negócio e que Bolsonaro quitou a compra por meio de uma transferência eletrônica de R$ 50 mil, embora o veículo, fosse avaliado em cerca de R$ 77 mil à época.

Bolsonaro jamais favoreceu empresários, diz advogado

O UOL perguntou a Wassef se o aumento nos pagamentos e contratos da Globalweb com o governo guardava relação com eventual interferência do advogado. Ele disse que não. "A resposta é: isso é fakenews e crime de calúnia", iniciou. "Não existe."

Jamais o presidente Bolsonaro moveu uma palha para quem quer que fosse. Isso é pura calúnia e ilaçãoFrederick Wassef, advogado

O advogado disse que manteve relacionamento com Cristina entre 2008 e 2017. Ele defendeu a empresária em processos judiciais. Mas afirmou que não trabalhou para a Globalweb nem mesmo informalmente.

Wassef acusou um ex-marido de Cristina persegui-la e estar por trás de notícias mecionando o nome da empresária. "Cristina é vítima de perseguição."

A Globalweb e Cristina Boner foram procurados pela reportagem por meio de assessores e de correio eletrônico.

O UOL questionou Cristina sobre sua relação com Wassef, o aumento de contratos da empresa no governo Bolsonaro e a eventual atividade do advogado na empresa. Também questionou se Bolsonaro já esteve na residência onde Cristina morava, assim como Flávio Bolsonaro. Além disso, questionou se a empresa estar em nome da filha não seria contrária a uma decisão da Justiça do DF que a proibiu de contratar com a administração pública.

A assessoria de imprensa de Cristina respondeu com uma nota:

"A Globalweb repudia qualquer tentativa de vinculação de seus resultados ou das contratações pelo Estado como fruto de influência política. A empresa participa de licitações, abertas aos diversos competidores do mercado de tecnologia, por meio de pregão eletrônico, com finalização em resultado aleatório. Com relação aos contratos renovados a partir de 2019, a Globalweb informa que os mesmos foram assinados em períodos anteriores e que possuem renovação automática."

Assina o texto Pedro Rondon, como presidente da Globalweb.

O Palácio do Planalto disse que não se manifestaria. Os esclarecimentos serão publicados pelo UOL se forem recebidos.

Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/06/21/ex-advogado-jair-bolsonaro-cristina-boner-frederick-wassef-contratos.htm

sábado, 20 de junho de 2020

Com risco de prisão no Brasil, Weintraub foge para os Estados Unidos


"Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA”, escreveu seu irmão Arthur

20 de junho de 2020, 09:46 h Atualizado em 20 de junho de 2020, 10:51

Abraham Weintraub Abraham Weintraub (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Abraham Weintraub, o pior ministro da educação da história do Brasil, fugiu para os Estados Unidos. A informação foi prestada por seu irmão Arthur. "Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA."

Weintraub corre o risco de ser preso por ter defendido a prisão dos “vagabundos do Supremo Tribunal Federal” e por estar ligado ao esquema de ataques às instituições e de disseminação de fake news.

A exoneração de Abraham Weintrau ainda não foi publicado no Diário Oficial da União. Na quinta-feira (18), ele anunciou, ao lado de Jair Bolsonaro, que estava deixando a pasta após aceitar o convite para ocupar um cargo de direção no Banco Mundial, onde também deve ser rejeitado.


Arthur Weintraub

@ArthurWeint

Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA.

40,9 mil

09:07 - 20 de jun. de 2020


Lucas Rohan

@lucasrohan

ATENÇÃO
O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub já teria fugido para os Estados Unidos. Segundo o irmão dele e segundo a localização do último tweet do ex-ministro, ele está em Miami

8.109

09:30 - 20 de jun. de 2020


https://www.brasil247.com/brasil/com-risco-de-prisao-no-brasil-weintraub-foge-para-os-estados-unidos

Após Weintraub chegar aos EUA, governo Bolsonaro publica exoneração


Jair Bolsonaro esperou Weintraub chegar aos EUA para publicar sua exoneração do cargo de ministro da Educação, o que reforça a suspeita de que Bolsonaro acobertou a fuga, permitindo o uso de passaporte diplomático para entrar no país

20 de junho de 2020, 12:07 h Atualizado em 20 de junho de 2020, 12:19

Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Em uma edição extra do Diário Oficial da União deste sábado, 20 de junho, Jair Bolsonaro publicou a exoneração de Abraham Weintraub do cargo de ministro da Educação. O governo esperou Weintraub chegar nos Estados Unidos, para exonerá-lo do cargo.

Weintraub saiu do Brasil nesta sexta-feira (19), ainda com as prerrogativas de ministro de Estado, rumo aos Estados Unidos. E como as fronteiras dos EUA estão fechadas para egressos do Brasil, o ex-ministro deve ter usado passaporte diplomático, com aval da Casa Civil.

Weintraub havia anunciado a sua demissão na última quinta-feira (18), com a publicação de um vídeo nas redes sociais, Naquele mesmo dia ele escreveu que pretendia deixar o país "o mais rápido possível".

O ex-ministro responde a investigações no Brasil por racismo e no inquérito que apura ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/apos-weintraub-chegar-aos-eua-governo-bolsonaro-publica-exoneracao

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Os militares já são O Poder, e agora ameaçam o Supremo Tribunal. O que f...

Haddad aponta novo crime do clã Bolsonaro e pergunta até quando vão segurá-lo


O presidenciável Fernando Haddad, que é também advogado, foi direto ao ponto, ao indicar que a família Bolsonaro e o advogado Frederico Wassef cometeram o crime de obstrução judicial ao esconder o tesoureiro da família, Fabrício Queiroz. E agora: haverá impeachment?

18 de junho de 2020, 09:52 h Atualizado em 18 de junho de 2020, 10:48

Fernando Haddad, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, Jair Bolsonaro e Frederick Wassef Fernando Haddad, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, Jair Bolsonaro e Frederick Wassef (Foto: Mathieu Delmestre | Reprodução)

247 – A revelação de que a família Bolsonaro e o advogado Frederico Wassef cometeram o crime de obstrução judicial, ao esconder o ex-policial Fabrício Queiroz, tesoureiro do clã, torna praticamente insustentável a situação do governo, uma vez que foi cometido o crime de obstrução judicial. Diante disso, o advogado e presidenciável Fernando Haddad questiona o que falta para derrubar o governo e acelerar o processo de impeachment. Confira o tweet, veja video a respeito e saiba mais sobre o caso:

SÃO PAULO (Reuters) - Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira em Atibaia, interior de São Paulo, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado, em cumprimento de mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, informou o MP paulista.

O mandado expedido pela Justiça fluminense se refere às investigações sobre o esquema conhecido como “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio. Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro quando o atual senador era deputado estadual no Rio. A suspeita é de apropriação e desvio de parte dos salários dos servidores do gabinete do parlamentar.

“Na manhã desta quinta-feira, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil efetuaram a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, na cidade de Atibaia”, informou o MP paulista em nota.

“Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça do Rio, a pedido do Grupo de Combate à Corrupção (Gaecc) do Ministério Público daquele Estado, que investiga a participação de Queiroz em um esquema de desvio de vencimentos de servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A transferência para o Rio ocorrerá ainda hoje.”

A prisão foi feita no escritório de um advogado que presta serviços para Queiroz, informou o MP. O ex-assessor está sendo levado para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil na capital paulista, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/haddad-aponta-novo-crime-do-cla-bolsonaro-e-pergunta-ate-quando-vao-segura-lo

Assista ao vídeo do momento em que Fabrício Queiroz foi preso em imagens da Polícia Civil de São Paulo


Alvo de uma operação da Polícia Civil em São Paulo, Fabrício Queiroz, ex-assessor da Flávio Bolsonaro, não ofereceu resistência à prisão. Confira as imagens que retratam a detenção

18 de junho de 2020, 11:03 h Atualizado em 18 de junho de 2020, 11:20

Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Jair Bolsonaro Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Jair Bolsonaro (Foto: Ag. Senado | Polícia Civil/Divulgação | PR)

247 - Foram divulgadas as imagens do momento em que policiais prenderam Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, em Atibaia, no interior de São Paulo. Queiroz, na mira da Justiça do Rio por envolvimento em um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio, não ofereceu resistência à prisão.

Leia a matéria do Brasil 247 sobre a prisão de Queiroz:

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia, no interior de São Paulo. Ele estava no imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro. Policial Militar aposentado, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).

O MP do Rio também cumpre mandados de busca e apreensão em diversos endereços da capital paulista e no Rio. No Rio, a Polícia Civil faz buscas em um imóvel que consta da relação de bens do presidente Jair Bolsonaro, em Bento Ribeiro.

A Justiça do Rio de Janeiro expediu o mandado de prisão no âmbito das investigações sobre um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) - o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. A prisão foi feita numa operação da Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo.

Ainda segundo o Coaf, Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017.

Veja agora a pauta sobre o lugar em que o ex-assessor estava escondido, em um imóvel do advogado Frederick Wassef, que defende Flávio Bolsonaro:

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Fabrício Queiroz estava em um imóvel de Frederick Wassef, advogado do parlamentar, e foi levado para unidade da Polícia Civil no Centro da capital paulista, onde deverá passar por exame de corpo de delito. O mandado de prisão foi expedido pela Justiça do estado do Rio de Janeiro. Investigadores apuram um esquema de corrupção que aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio - o parlamentar era deputado estadual.

A Polícia Civil e o MP-RJ cumprem também um mandado de busca e apreensão em uma casa que pertence a Jair Bolsonaro na Zona Norte do Rio e que foi seu comitê de campanha. Atualmente, quem mora na casa é Alessandra Esteves Marins, ligada ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro

De acordo com um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), foram identificadas operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Alerj. As investigações apontaram que o dinheiro usado para pagar funcionários na Alerj voltavam para os próprios deputados estaduais.

O Coaf identificou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz, que ocorre entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/assista-ao-video-do-momento-em-que-fabricio-queiroz-foi-preso-em-imagens-da-policia-civil-de-sao-paulo

quarta-feira, 17 de junho de 2020

TCU quer informações sobre o número de militares no governo Bolsonaro


Por unanimidade, o Tribunal de Contas da União (TCU) demonstrou preocupação com a “militarização dos setores civis do governo”

17 de junho de 2020, 17:23 h Atualizado em 17 de junho de 2020, 17:24Jair Bolsonaro recebe Honras Militares ao desembarcar na Academia Militar das Agulhas Negras Jair Bolsonaro recebe Honras Militares ao desembarcar na Academia Militar das Agulhas Negras (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu ao governo Jair Bolsonaro que informe o número de militares que estão ocupando cargos de civis no Executivo.

O TCU demonstrou preocupação com a “militarização dos setores civis do governo”. Será feito ainda um comparativo com os últimos três anos.

“É importante que a sociedade saiba exatamente quantos militares, ativos e inativos, ocupam atualmente cargos civis, dados os riscos de desvirtuamento das Forças Armadas que isso pode representar”, diz trecho da decisão.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/tcu-quer-informacoes-sobre-o-numero-de-militares-no-governo-bolsonaro

Em derrota para Bolsonaro, STF mantém inquérito das fake news


Supremo Tribunal Federal formou nesta quarta-feira (17) maioria pela legalidade da portaria que instaurou o inquérito das fake news. Oito dos 11 ministros já votaram a favor da validade do inquérito. Julgamento será retomado nesta quinta

17 de junho de 2020, 16:59 h Atualizado em 17 de junho de 2020, 21:21

(Foto: Divulgação)

Por André Richter, Agência Brasil - O Supremo Tribunal Federal (STF) formou hoje (17) maioria de oito votos a favor da legalidade do inquérito aberto pelo próprio tribunal para apurar a divulgação de notícias falsas e ameaças contra integrantes da Corte. Até o momento, nenhum ministro se manifestou contra a investigação.

Com a decisão, as medidas de buscas e apreensões e quebras de sigilos realizadas contra empresários e acusados de financiar, difamar e ameaçar ministros pelas redes sociais também ficam validados.

Após a formação da maioria de votos, o julgamento foi suspenso e será retomado amanhã (18) para a tomada dos últimos votos, que serão proferidos pelos ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e Dias Toffoli.

Desde a semana passada, o Supremo julga uma ação da Rede Sustentabilidade, protocolada no ano passado para contestar a forma de abertura da investigação, que não foi feita por iniciativa do Ministério Público ou pela polícia.

A abertura do inquérito foi feita em março de 2019. Na época, o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater à veiculação de notícias falsas que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. Segundo o presidente, que nomeou o ministro Alexandre de Moraes como relator do caso, a decisão pela abertura está amparada no regimento interno da Corte.

Votos

Até o momento, oito ministros seguiram o voto do relator, Edson Fachin, proferido na semana passada. Pelo entendimento de Fachin, houve omissão dos órgãos de controle, que não tomaram a iniciativa de investigar os ataques contra a independência do Poder Judiciário nas redes sociais. Dessa forma, segundo o ministro, o regimento interno pode ser aplicado como instrumento de defesa institucional.

Fachin também estabeleceu parâmetros para a continuidade do inquérito. Pelos regras estabelecidas, a investigação deverá ser acompanhada pelo Ministério Público, os advogados dos investigados deverão ter acesso ao processo e o objeto do inquérito devem ser ameaças aos ministros, seus familiares, aos poderes constituídos, contra o estado de direito e contra a democracia.

O relator também definiu que não poderão ser alvo do inquérito matérias jornalísticas e manifestações pessoais nas redes sociais, desde que não façam parte de “esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais."

Fachin foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, que é relator do inquérito sobre as fake news, também votou pela legalidade da investigação. Segundo o ministro, ameaças aos ministros pelas redes sociais não podem ser reconhecidas como liberdade de expressão.

Entre os casos de ameaças identificados, Moraes citou uma mensagem publicada em redes sociais por uma advogada, do Rio Grande do Sul, que dizia: “Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do STF”. Em outra mensagem lida por ele, a mesma pessoa indaga “quanto custa atirar à queima-roupa nas costas de cada filho da p* ministro do STF que queira acabar com a prisão em segunda instância.”

PGR e AGU

Na quarta-feira (10), primeiro dia do julgamento, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu o prosseguimento do inquérito, mas com balizas para garantir a participação do Ministério Público.

O advogado-geral da União, José Levi do Amaral, também defendeu o prosseguimento do inquérito, desde que seja garantida a não criminalização da liberdade de expressão.

Segundo Levi, as liberdades de expressão e de imprensa devem ser plenas nos meios tradicionais de comunicação e nas redes sociais, sejam os autores das mensagens jornalistas profissionais ou não.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/em-derrota-para-bolsonaro-stf-mantem-inquerito-das-fake-news

segunda-feira, 15 de junho de 2020

EUA o império em franco declínio


Putin diz que a agitação social dos EUA mostra "crises internas profundas"

    Zero Hedge

    15 de junho de 2020

    Pavel Zarubin, do Rubin Report, entrevistou o presidente russo Vladimir Putin no domingo, onde afirmou que a agitação social nos EUA revela a profunda crise interna no país, informou a TASS News.

    "O que aconteceu [nos EUA] é a manifestação de algumas profundas crises domésticas", disse Putin, observando que essa crise estava deteriorando muito antes da posse do presidente Trump. "Quando ele venceu, e sua vitória foi absolutamente óbvia e democrática, o partido derrotado inventou todo tipo de histórias falsas apenas para questionar sua legitimidade", acrescentou.

    Putin apontou que o maior problema do sistema político dos EUA são os partidos e seu interesse especial pelas pessoas nos bastidores.

    "Parece-me que o problema é que os interesses das partes do grupo, neste caso, são colocados acima dos interesses de toda a sociedade e dos interesses das pessoas", disse Putin.

    Ao comentar sobre questões domésticas, Putin disse que seu governo está combatendo o vírus com perdas mínimas. Ele disse que esse não era o caso nos EUA, acrescentando que as falhas do "sistema de gestão" dos EUA levaram a respostas ruins e a destruição generalizada. Ele disse que a melhor estratégia tem sido a abordagem descendente de Moscou, pois todas as partes do governo operam como uma única equipe.

    Putin expandiu ainda mais a agitação social dos EUA, vinculando-a à pandemia: “Isso mostra que há problemas. As coisas relacionadas à luta com o coronavírus têm destacado os problemas gerais. ”

    Ele criticou a falta de liderança forte nos esforços de resposta a vírus, dizendo que "o presidente diz que precisamos fazer isso e aquilo, mas o governador em algum lugar diz a ele para onde ir".

    Na Rússia, "duvido que alguém do governo ou das regiões diga" não vamos fazer o que o governo diz, o que o presidente diz, achamos que está errado ", disse Putin.

    Putin acredita que a democracia americana trabalhará para acabar com a crise de gêmeos: saúde pública e agitação social, que engoliram o país recentemente.

    "Espero que a base fundamental da democracia americana ainda permita e ajude o país a encerrar esse período de crise em que certamente se encontra", afirmou.

    Watch Full Interview

    Em resumo, esta foi a primeira entrevista importante de Putin desde o início da pandemia. Ele descreve como o mau manejo da pandemia e dos protestos está relacionado, sinalizando uma "profunda crise interna" no país. Ao comparar os esforços de resposta dos EUA e da Rússia, ele disse que a estrutura do governo dos EUA é o motivo pelo qual foram observadas perdas significativas, em oposição às perdas mínimas na Rússia.

    E se todas essas distrações ocorrerem porque o império dos EUA está em declínio?

    Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

    Sara Winter é presa pela PF em Brasília


    Líder do movimento de extrema direita 300 do Brasil, Sara Winter foi presa esta manhã em Brasília pela Polícia Federal, depois de seguidas ameaças ao STF. Ela é a primeira liderança de destaque do bolsonarismo a ser presa

    15 de junho de 2020, 08:36 h Atualizado em 15 de junho de 2020, 09:32

    Sara Winter Sara Winter (Foto: Reprodução)

    247 - A ativista bolsonarista Sara Winter foi presa na manhã desta segunda-feira (15), pela Polícia Federal, após autorização do Supremo Tribunal Federal. A prisão foi decorrente do inquérito que apura atos antidemocráticos.

    Sara foi a primeira liderança do bolsonarismo a ser presa. Ela está entre os líderes do chamado movimento "Os 300 do Brasil", grupo armado de extrema direita formado por apoiadores de Jair Bolsonaro, que acampavam na capital federal. Agentes da PF também cumprem outros cinco mandados de prisão, todos contra lideranças do grupo bolsonarista.

    No âmbito de outro inquérito, o das fake news, a militante também havia feito ameaças ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Em suas redes sociais, ela afirmou: "a gente vai descobrir os locais que você frequenta".

    No mês passado, Sara foi alvo de mandados de busca e apreensão no inquérito que apura a disseminação de notícias falsas.

    A militante também publicou um vídeo afirmando ter vontade de “trocar socos” com Moraes. Ela foi expulsa do DEM.

    Leia mais na matéria publicada anteriormente pelo Brasil 247:

    A ativista bolsonarista Sara Winter, que é alvo de um procedimento em curso na Procuradoria da República no Distrito Federal, pode pegar de 7 a 22 anos de prisão, de acordo com levantamento de Robson Bonin, da Veja.

    Além de atacar manifestantesneste sábado (13), Sara Winter já fez diversas ameaças aos ministros do Supremo Tribunal Federal, e tem pode ter incorrido em uma lista de crimes, de acordo com o ministro do STF Alexandre de Moraes:  injúria, ameaça, impedir com o uso de violência o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados, incitação à subversão da ordem política ou social e calúnia ou difamação.

    Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/sara-winter-e-presa-pela-pf-em-brasilia

    quinta-feira, 11 de junho de 2020

    Lula: o Ciro viaja para Paris, o FHC anula o voto e eles vêm dizer que PT elegeu Bolsonaro? Tenha dó


    O ex-presidente Lula rebate as acusações de que o PT é o responsável pela eleição de Jair Bolsonaro. “O Ciro viaja para Paris, o FHC anula o voto e eles vêm dizer que PT elegeu Bolsonaro? Tenha dó”

    11 de junho de 2020, 16:08 h Atualizado em 11 de junho de 2020, 17:3

    Lula Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

    247 - O ex-presidente Lula, em entrevista concedida a youtubers nesta quinta-feira (11) rebate as acusações de que o PT é o responsável pela eleição de Jair Bolsonaro.  “O Ciro viaja para Paris, o FHC anula o voto e eles vêm dizer que PT elegeu Bolsonaro? Tenha dó”.

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    Ele também aponta que “muita gente que defende a criação de uma ‘frente’,  mas não defende o impeachment”. “O ideal seria uma frente para tirar o Bolsonaro e o Mourão e fazer novas eleições”, defende o ex-presidente

    Lula refere-se ao movimento “Juntos”, elaborado por empresários e políticos em defesa da democracia, mas que não necessariamente reivindica o impeachment de Jair Bolsonaro.

    O ex-presidente também esclarece que “o TSE pode julgar o processo das fake news e cassar a chapa Bolsonaro/Mourão. Se tiver argumento jurídico e coragem política pra isso... Agora é brigar e pressionar”.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/lula-o-ciro-viaja-para-paris-o-fhc-anula-o-voto-e-eles-vem-dizer-que-pt-elegeu-bolsonaro-tenha-do

    Nova pesquisa aponta 47% de ruim e péssimo para Bolsonaro e apenas 28% de ótimo e bom


    Pesquisa do DataPoder360 também indica que rejeição a Bolsonaro é maior entre as mulheres do que entre os homens

    11 de junho de 2020, 09:28 h Atualizado em 11 de junho de 2020, 09:49

    Brasília - DF. 21-05-2020 Brasília - DF. 21-05-2020 (Foto: LULA MARQUES)

    247 - Nova pesquisa do DataPoder360 informa que Jair Bolsonaro tem desaprovação crescente. A pesquisa foi realizada entre 8 a 10 de junho de 2020, com 2.500 pessoas de todas as regiões do País. A pesquisa afirma que 47% avalia Bolsonaro como ruim/péssimo. Duas semanas atrás, a taxa era de 44%. Os que acham o trabalho bom/ótimo manteve-se em 28%.

    A pesquisa também mostra que ele é mais rejeitado pelas mulheres. Enquanto 35% dos homens avaliam que Bolsonaro faz um trabalho bom ou ótimo, entre as mulheres, o percentual cai para 22%. A rejeição entre homens, por sua vez, é de 44% e, entre as mulheres, 50%.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/nova-pesquisa-aponta-47-de-ruim-e-pessimo-para-bolsonaro-e-apenas-28-de-otimo-e-bom

    segunda-feira, 8 de junho de 2020

    Lula nega entrevista ao Globo e explica o motivo: grupo de mídia é parte da perseguição judicial


    “O que me impede de atendê-lo é o notório tratamento editorial que as Organizações Globo adotam em relação a mim, meu governo e aos processos judiciais ilegais e arbitrários de que fui alvo, que têm raízes em inverdades divulgadas pelos veículos da Globo e jamais corrigidas”, escreveu Lula, ao jornalista Bernardo Mello Franco

    8 de junho de 2020, 12:44 h Atualizado em 8 de junho de 2020, 13:10

    Lula Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

    Do site do ex-presidente Lula - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta em resposta a um pedido de entrevista do jornal O Globo. O ex-presidente fala de como as Organizações Globo lideraram o lawfare para impedi-lo de ser candidato em 2018, mesmo com a lei brasileira e decisão das ONU garantindo esse direito ao ex-presidente. E esconderam as suas absolvições na justiça que desmontam a tese do “power point”, e as muitas provas de sua inocência e de que foi vítima de um processo político e parcial, diversas vezes demostradas pela sua defesa desde 2015 e também pelas série de reportagens da Vaza Jato feitas pelo site The Intercept Brasil em parceria com veículos como a Folha de S. Paulo, Agência Pública entre outros órgãos de imprensa. A última entrevista de Lula para um veículos das Organizações Globo foi para o jornalista Roberto D’Ávila, para a Globonews, em 2015.

    A íntegra da carta abaixo:

    “Prezado Bernardo,

    Agradeço o convite para uma entrevista para o jornal O Globo em uma série sobre ex-presidentes da República. Seu convite destoa da censura imposta pelas Organizações Globo. Não confundo as organizações com as diferentes condutas profissionais de cada um dos seus jornalistas.

    O que me impede de atendê-lo é o notório tratamento editorial que as Organizações Globo adotam em relação a mim, meu governo e aos processos judiciais ilegais e arbitrários de que fui alvo, que têm raízes em inverdades divulgadas pelos veículos da Globo e jamais corrigidas, apesar dos fatos e das evidências nítidas, reconhecidas por juristas no Brasil e no exterior.

    As próprias sentenças tão celebradas pela Globo são incapazes de apontar que ato errado eu teria cometido no exercício da presidência da República. Fui condenado por ‘atos indeterminados’.

    Ao invés de ser analisada com isenção jornalística, a perseguição judicial contra mim foi premiada pelo O Globo. As revelações do site The Intercept foram censuradas, escondendo as provas de que fui julgado por um juiz parcial, em conluio com os promotores, que sabiam da fragilidade e falta de provas da sua acusação.

    Enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório das Organizações Globo não será possível acolher um pedido de entrevista como parte de uma normalidade que não existe, pelos parâmetros do jornalismo e da democracia.

    Luiz Inácio Lula da Silva”

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/lula-nega-entrevista-ao-globo-e-explica-o-motivo-grupo-de-midia-e-parte-da-perseguicao-judicial

    Brigadeiro da Aeronáutica detona Bolsonaro: gera crises e tenta envolver militares em golpe


    Ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), tenente-brigadeiro-do-ar Sérgio Xavier Ferolla não poupou críticas ao governo Bolsonaro e a parte das Forças Armadas. "Quem gera as crises é o presidente", diz ele

    8 de junho de 2020, 14:34 h Atualizado em 8 de junho de 2020, 15:20

    (Foto: ABr | Reprodução)

    247 - O tenente-brigadeiro-do-ar Sérgio Xavier Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM), fez duras críticas a Jair Bolsonaro."É inaceitável tentar envolver as Forças Armadas em uma ruptura", disse o tenente-brigadeiro Ferolla, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. O militar também criticou a utilização de militares na articulação política do governo.

    "As Forças Armadas não podem se meter em política. Elas são instituições de Estado e não de governo. Não deve se meter em política pessoal. Quem gera as crises é o presidente", acrescentou.

    O tenente-brigadeiro Sérgio Ferolla criticou também o negacionismo de membros do governo Bolsonaro. "Diga-me: Como é possível vir com essa conversa de Terra plana nessa altura do campeonato? Estamos no século 21. E tem dois amigos dele no governo: o ministro da Educação, esse Weintraub, e o das Relações Exteriores, o Ernesto Araújo", afirmou.

    Representantes da Aeronáutica têm mostrado insatisfação com o governo de Bolsonaro, que tem privilegiado o Exército. Integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB) criticaram a medida de Bolsonaro de permitir ao Exército voltar a ter aviões, un período de crise econômica, em que as verbas para a Defesa são escassas. “O problema não é o Exército ter sua aviação, mas o momento da decisão, que não é oportuno”, afirmou Ferolla sobre o assunto.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/brigadeiro-da-aeronautica-detona-bolsonaro-gera-crises-e-tenta-envolver-militares-em-golpe

    sábado, 6 de junho de 2020

    Agentes da PF, sem identificação nem mandado, entram em Diretório do PT


    Publicado por

    Diario do Centro do Mundo


    Diretório Nacional do PT em Brasília

    Publicado originalmente no Site do PT:

    Na última quinta-feira (4/6), pessoas que se diziam agentes da Polícia Federal estiveram na sede do Diretório Nacional do PT em Brasília e do PT do Distrito Federal. Sem se identificar funcionalmente e sem portar mandado judicial, disseram investigar a suposta presença de seguranças privados em manifestações públicas na Praça dos Três Poderes, nos dias 21 de maio e 4 de junho.

    Apesar de solicitação dos advogados do partido, até hoje não nos foi dado a conhecer oficialmente nenhum procedimento formal de inquérito para que o partido possa se defender de eventual acusação.

    Trata-se de um procedimento de intimidação à margem do devido processo legal e do estado democrático de direito, típico de um estado policial como tivemos no Brasil no período da ditadura.

    Diante do histórico de manipulação do aparato repressivo por parte do governo Bolsonaro para difamar, intimidar e criminalizar adversários políticos, o PT faz o seguinte alerta à sociedade:

    1) As manifestações de 21 de maio (dia da apresentação do pedido coletivo de impeachment por 7 partidos, 53 juristas e mais de 400 entidades) e do dia 4 de junho (em protesto contra a discriminação de mulheres e negros) foram organizadas por diversos movimentos, entidades e cidadãos e são asseguradas pela Constituição Federal.

    2) A batida policial de quinta-feira às sedes do PT em Brasília configura uma intimidação ilegal e aponta para mais uma tentativa de criminalizar o maior partido de oposição ao governo fascista.

    3) Diante disso, o PT alerta os participantes das manifestações marcadas para este domingo e para todas as demais que vierem ser feitas, para que estejam atentos à presença de provocadores e pessoas infiltradas.

    Lutamos com as armas da democracia, estamos ao lado da paz e da verdade sempre.

    Gleisi Hoffmann, Presidenta Nacional do PT

    Paulo Teixeira, Secretário-Geral do PT

    Brasília, 6 de junho de 2020

    Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/agentes-da-pf-sem-identificacao-nem-mandado-entram-em-diretorio-do-pt/

    Haja fôlego para tanta impressão de dinheiro sem fim


    Casa Branca planeja US $ 1 trilhão para a próxima rodada de estímulo: relatório

    Impressora Com Moeda De Papel De RMB Imagem de Stock - Imagem de ...

      Zero Hedge

      6 de junho de 2020

      Um dia após a coalizão de Merkel superar as diferenças ideológicas e aprovar um estímulo de 130 bilhões de euros para a economia alemã fundadora, os EUA já estão contemplando sua próxima infusão fiscal, com a Bloomberg relatando que o governo Trump agora prevê outros US $ 1 trilhão na próxima rodada de estímulo econômico - um número que parece estranhamente baixo no momento em que alguns acreditam que o déficit fiscal dos EUA pode atingir US $ 8 trilhões em 2020 - embora as discussões programadas para esta semana tenham sido adiadas.

      Mitch McConnell disse às autoridades da Casa Branca a portas fechadas que "outra rodada de estímulos fiscais do Congresso poderia custar pouco menos de US $ 1 trilhão", uma figura com a qual os funcionários do governo estão confortáveis.

      Mais alguns detalhes da Bloomberg:

      Os principais assessores planejavam se reunir nesta semana para discutir a próxima rodada de ajuda pandêmica, já que mais de 40 milhões de pessoas perderam o emprego desde que os estados começaram a restringir a atividade pública em março. Essa reunião foi removida do calendário e ainda não foi remarcada, segundo as pessoas que falaram sob condição de anonimato.

      A Casa Branca foi consumida nesta semana com protestos violentos varrendo o país por brutalidade policial após a morte sob custódia policial de um homem negro em Minneapolis. Os republicanos do Senado não tinham planos de atuar em um projeto de lei de estímulo este mês.

      Qualquer medida potencial provavelmente não passará antes de 20 de julho, que é quando um recesso de duas semanas programado para começar em 3 de julho começa.

      Como lembrete, no mês passado os EUA aprovaram uma medida de alívio de US $ 3,5 trilhões, com quase US $ 1 trilhão em ajuda a estados e governos locais que enfrentam déficits de receita. Esse projeto também forneceria uma nova rodada de pagamentos diretos de estímulo a indivíduos, além de dinheiro para testes e rastreamento de contatos.

      Como agora é seguro dizer que qualquer prudência ou conservadorismo fiscal está morto e enterrado, e que os próximos US $ 1 trilhão serão seguidos por muitos outros trilhões, à medida que os EUA liberarem toda a força do exército de helicópteros, apenas mostraremos o gráfico mais recente dos gastos federais - um nível que está prestes a explodir muito, muito mais alto - sem comentários.

      UND: Eu só quero entender onde isso vai parar ?

      Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

      Uma mensagem da China aos EUA de Trump

      Mensagem da China a Donald: O que você quer de nós?

      Mensagem de um cidadão chinês ao presidente Trump, ao governo dos Estados Unidos e à mídia americana


      Por Lin Liangduo

      Traduzido para Global Research.

      Já é suficiente. Hipocrisia suficiente para este mundo único.
      O que você quer de nós, afinal? O que você realmente quer de nós?
      Quando éramos o homem doente da Ásia, éramos chamados "o perigo amarelo".
      Quando somos anunciados como a próxima superpotência, somos chamados de "a ameaça".

      Quando éramos pobres, você invadiu nossas cidades e ergueu placas dizendo: "Não são permitidos cães ou chinamens".
      Quando somos ricos e lhe emprestamos dinheiro, você nos culpa por suas dívidas nacionais.
      Quando fechamos nossas portas, você contrabandeava drogas para abrir nossos mercados.
      Quando adotamos o livre comércio, você nos culpa por tirar seus empregos.
      Quando tentamos o comunismo, você nos odiava por ser comunista.
      Quando abraçamos o capitalismo, você nos odeia por ser capitalista.
      Quando estávamos desmoronando, você marchou com suas tropas e queria seu "quinhão". Quando tentamos juntar os pedaços quebrados novamente, "Tibete Livre", você gritou:

      Foi uma invasão! Quando, por sua causa, Xinjiang e Tibet se perderam no caos e nos tumultos, você exigiu regras legais.
      Quando defendemos a lei e a ordem contra a violência, você a chama de violação dos direitos humanos.
      Quando tínhamos um bilhão de pessoas, você disse que estávamos destruindo o planeta. Quando tentamos limitar nossos números, você disse que abusamos dos direitos humanos.
      Quando construímos nossas indústrias, você nos chama de poluidores.
      Quando vendemos seus produtos, você nos culpa pelo aquecimento global.
      Quando compramos petróleo, você chama isso de exploração e genocídio.
      Quando você invade países em busca de petróleo, você chama isso de libertação.
      Quando ficamos em silêncio, você disse que queria que tivéssemos liberdade de expressão. Quando não estamos mais calados, você diz que somos xenófobos com lavagem cerebral.
      "Você nos entende, perguntamos"? "É claro que sim", você disse: "Temos a Fox News, a CNN e o The Economist".
      E hoje em 2020, estamos fazendo o nosso melhor para lidar com uma epidemia de vírus desconhecida, mas nada do que fazemos é bom o suficiente para agradá-lo.
      Colocamos em quarentena a área infectada, mas sua CNN publica um artigo sujo nos dizendo que é "muito agressivo" e que estamos "violando direitos humanos" e fazendo "um plano para a segregação racial". Mas se não fizermos isso, você nos condenará por não tomar medidas mais fortes. (1)
      Então, o que você realmente quer de nós?

      Já é suficiente. Hipocrisia suficiente para este mundo único.
      Os líderes da China não precisam ser dirigidos pelos EUA, e os americanos não têm o direito de ensinar à China sobre "paz" ou "direitos humanos" ou qualquer outra coisa.
      E por que essa terra não é grande o suficiente para todos nós?
      *
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      Nota
      (1) https://edition.cnn.com/2020/01/26/health/quarantine-china-coronavirus/index.html
      https://www.globalresearch.ca

      Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

      Velha política: Bolsonaro já entregou 325 cargos ao Centrão


      A relação, no entanto, é conflituosa. Governo tem dificuldades para nomear nomes do grupo que não sejam citados em delações ou envolvidos em escândalos de corrupção

      6 de junho de 2020, 11:43 h Atualizado em 6 de junho de 2020, 13:17

      Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

      Revista Fórum - O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) já entregou 325 cargos ao grupo do Congresso denominado centrão. Vários dos políticos do grupo são envolvidos na operação Lava-Jato e no chamado mensalão. Um dos principais articuladores dessa aproximação, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi denunciado nesta sexta-feira (5) à Justiça por corrupção passiva.

      De acordo com dados obtidos pelo jornal O Globo, desde julho do ano passado, parlamentares já pediram a nomeação para mais de 700 cargos federais — em 325 deles, ou 45% dos casos, o pleito foi atendido. Cerca de 200 foram rejeitados pelo governo, e o restante ainda aguarda aprovação.

      Ao contrário do que acontecia no ano passado, as nomeações do governo passaram a ser para cargos maiores, com orçamentos mais robustos. A relação, no entanto, é conflituosa. Nos últimos dois meses, o governo recebeu 88 pedidos de nomeações de parlamentares, dos quais só 11 deles foram atendidos após análise do Palácio do Planalto.

      Fonte: https://www.brasil247.com/poder/velha-politica-bolsonaro-ja-entregou-325-cargos-ao-centrao

      sexta-feira, 5 de junho de 2020

      Deputados de dez partidos diferentes assinam pedido de CPI contra Moro


      Congressistas do PT, PSL, PSDB, DEM, PV, Podemos, PSOL, PDT, PCdoB e PSB subscrevem o requerimento, que pretende apurar “os indícios de supostos crimes de Sergio Moro quando ministro, como prevaricação, obstrução a investigações, advocacia administrativa"

      5 de junho de 2020, 17:15 h Atualizado em 5 de junho de 2020, 17:44

      (Foto: Agência Brasil)

      247 - Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os crimes praticados pelo ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, começa a ganhar corpo na Câmara Federal.

      Congressistas do PT, PSL, PSDB, DEM, PV, Podemos, PSOL, PDT, PCdoB e PSB subscrevem o requerimento.

      Proposto pelo deputado Rogério Correia, o pedido de CPI visa a apurar “os indícios de supostos crimes do Sr. Sergio Moro quando ministro, como prevaricação, obstrução a investigações, advocacia administrativa, dentre outros, tudo em proveito próprio ou alheio”.

      Entre os signatários da CPI estão os deputados Kim Kataguiri, do DEM, Carlos Sampaio, Alexandre Frota e Samuel Moreira, do PSDB, e Marcelo Freixo, Luiza Erundina, David Miranda, do PSOL.

      Ao todo, para instalação da CPI,  são necessárias 171 assinaturas. Até agora, o documento conta com 83. Segundo Correia, há um trabalho para ampliar o número de apoios.

      Em declaração à revista Carta Capital, Rogério Correia diz que Moro, quando ministro, “prevaricou o tempo inteiro e protegeu as suas relações com a Lava Jato”. “Enviei ao Ministério da Justiça documentos para investigar integrantes da operação Lava-Jato e nada foi feito”, afirma o deputado, que continua: “Ele prevaricou porque escondeu denúncias contra o presidente [Jair Bolsonaro]”.

      Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/deputados-de-dez-partidos-diferentes-assinam-pedido-de-cpi-contra-moro

      quinta-feira, 4 de junho de 2020

      Pepe Escobar explica a "primavera americana"

      Seremos cobaias para os americanos


      Chioro detona acordo que desova 2 milhões de hidroxicloroquina dos EUA no Brasil: “Seremos cobaias para os americanos. Criminoso!” Foto: Alan Santos/Presidência da República

      Blog da Saúde VIOMUNDO na Pandemia

      Chioro detona acordo que desova 2 milhões de hidroxicloroquina dos EUA no Brasil: “Seremos cobaias para os americanos. Criminoso!”


      02/06/2020 - 21h50

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      por Conceição Lemes

      Deu no New York Times (veja acima) deste domingo (31/05): Os EUA enviaram dois milhões de doses de hidroxicloroquina para o Brasil.

      Nesta terça-feira, nota do Itamaraty – Declaração Conjunta dos Governos da República Federativa do Brasil e dos Estados Unidos da América relativa à Cooperação em Saúde – confirma.

      Diz a nota:

      O povo brasileiro e o povo norte-americano solidarizam-se na luta contra o coronavírus. Hoje, como demonstração dessa solidariedade, anunciamos que o governo dos EUA entregou dois milhões de doses de hidroxicloroquina (HCQ) para a população do Brasil. Os Estados Unidos também enviarão em breve 1000 ventiladores para o Brasil.

      A HCQ será usada como profilático para ajudar a defender enfermeiros, médicos e profissionais de saúde do Brasil contra o vírus. Ela também será utilizada no tratamento de brasileiros infectados.

      Além disso, como continuação da colaboração de longa data dos dois países em questões de saúde, também estamos anunciando um esforço de pesquisa conjunto Brasil-Estados Unidos, que incluirá testes clínicos controlados randomizados. Esses testes ajudarão em avaliações adicionais sobre a segurança e a eficácia da HCQ tanto para a profilaxia quanto para o tratamento precoce do coronavírus.

      Seguindo adiante, o Brasil e os Estados Unidos continuarão em estreita coordenação na luta compartilhada contra a pandemia do coronavírus e na resposta regional em curso para salvaguardar a saúde pública, limitar ainda mais a disseminação do coronavírus, avançar no desenvolvimento inicial de uma vacina e salvar vidas. Tendo o Presidente Bolsonaro e o Presidente Trump conversado duas vezes desde março, os dois países estão bem posicionados para continuar seu trabalho conjunto no enfrentamento da pandemia do coronavírus, bem como em outros assuntos de importância estratégica.

      Ou seja 1: o Brasil será campo de testes para a hidroxicloroquina, no contexto de uma cooperação com os EUA.

      Ou seja 2: Por trás do protocolo do Ministério da Saúde, respaldado pelo Conselho Federal (CFM), que ampliou a indicação da cloroquina e da hidroxicloroquina para casos leves de covid-19 e no uso doméstico, há muito mais perigo à saúde dos brasileiros do que supúnhamos até agora

      “Dois irresponsáveis estabelecem um acordo absurdo para desovar a produção perdulária de um medicamento que não tem eficácia nem segurança comprovada no tratamento e na prevenção da covid-19”, denuncia o médico sanitarista e professor Arthur Chioro, ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff.

      “Querem empurrá-lo para emprego em trabalhadores da saúde brasileiros e na população que usa o SUS, sem nenhum respaldo científico. É criminoso!”, acrescenta.

      “Seremos cobaias para os americanos. Inaceitável”, resume Arthur Chioro.

      Fonte: https://www.viomundo.com.br/blogdasaude/chioro-detona-acordo-que-desova-2-milhoes-de-doses-de-hidroxicloroquina-dos-eua-no-brasil-seremos-cobaias-para-os-americanos-criminoso.html

      quarta-feira, 3 de junho de 2020

      Os impactos da Covid na sociedade global

      Além da Epidemiologia e Economia. Os impactos devastadores da paralisação na educação, saúde, família, religião, sociedade civil ...


      Por Dra. Lisa Mccusker

      Desde o início do desligamento do Covid-19, a mídia o considerou um desligamento da economia, fazendo com que a resistência parecesse ser sobre colocar lucro ao longo da vida. Esta não é uma descrição precisa do desligamento. A política de desligamento está atualmente interrompendo ou transformando todas as nossas principais instituições sociais: governo, educação, saúde, economia, religião e família. Essas instituições formam a base da nossa sociedade, pois suprem nossas necessidades individuais e coletivas. No entanto, cada um deles está passando por grandes mudanças:

      1. Governo: a interrupção das eleições do nível nacional para o local.

      2. Educação: a interrupção da socialização e educação de todos os nossos filhos; e a preparação de nossos jovens adultos para a vida profissional.
      3. Saúde: a interrupção dos serviços de saúde comuns, de visão, odontologia e necessidades não cobertas (câncer, doenças cardíacas, diabetes), até a supervisão de saúde pública da violência doméstica e abuso infantil.
      4. Economia: a interrupção dos processos básicos de trabalhar e ganhar a vida.
      5. Religião: a perturbação das congregações religiosas que fornecem significado, comunidade e apoio social a milhões.
      6. Família: a interrupção da capacidade dos pais de sustentar suas famílias e contar com escolas públicas para educar e cuidar de seus filhos enquanto o fazem.

      Não existe uma única instituição social que tenha sido deixada intacta por aqueles que agora estão determinando nossas políticas públicas. Em que ponto essas perturbações, juntamente com os pedidos incessantes de um "novo normal", se tornam uma subversão das instituições que construímos e nas quais dependemos? Tudo isso está acontecendo sem discussão pública, muito menos consenso.

      É hora de parar de se concentrar na distração oficial das minúcias: máscaras, lavar as mãos e a dois metros de distância, e começar a ver como a perturbação de todas as principais instituições sociais está afetando a vida de todos na América. Nós nos reunimos como nação para "achatar a curva", mas agora está claro que, assim como a Guerra do Iraque, não existe uma estratégia de saída. Não haverá mais vacina para esse coronavírus do que para o resfriado comum, outro tipo de coronavírus. Todos esses vírus sofrem mutações constantemente. Os seres humanos nunca estarão livres de vírus. A morte é, e sempre foi, uma parte trágica da vida humana. Temos medo de nossa própria mortalidade.

      Crescendo de forma insana na América

      Seremos beneficiados como sociedade, permitindo a subversão de nossas instituições sociais em nome da luta contra algo com o qual sempre vivemos? Qual será o resultado? Quais vozes estão determinando esse novo normal? Os epidemiologistas não foram eleitos nem estão equipados para avaliar as complexas ramificações sociais, psicológicas e políticas das políticas públicas às quais estão sendo confiadas.

      A ciência nos ensinou muito, mas onde estão as vozes nacionais dos psicólogos que descrevem os efeitos do estresse a longo prazo, quando vêem a depressão subir e uma epidemia de suicídios; de assistentes sociais comentando sobre os aumentos no abuso doméstico e infantil agora não relatados e não investigados; de cardiologistas que informam sobre os perigos do isolamento sedentário e do ganho de peso prejudicial com a defesa da compulsão alimentar na Netflix? Onde os pediatras estudam o cérebro alterando os efeitos do tempo excessivo de tela para crianças pequenas ou os gerontologistas que explicam os efeitos imunológicos do isolamento em idosos saudáveis? Por que a epidemiologia é a única ciência que pesa sobre a saúde de nossa nação?

      Como educador, pergunto como podemos descartar completamente a educação de nossos jovens tão facilmente. O ensino a distância é um oxímoro para todos, exceto o mais maduro dos jovens adultos. Sabemos que as crianças que ficam para trás em habilidades na terceira série têm maiores chances de abandonar a escola e terminar na cadeia da prisão. Os Estados Unidos já sofrem de vastos níveis de desigualdade. A educação é entendida como a única saída da pobreza. Eu questiono se os epidemiologistas devem ter permissão para descartar toda a base de conhecimento e leis implementadas para salvaguardar a educação da próxima geração.

      Por que a atual desintegração de todas as instituições sociais está substituindo o isolamento e o cuidado criteriosos dos doentes? Quem se beneficia com essa perturbação em larga escala de toda a sociedade? Os recentes protestos e motins fizeram lembrar o ano crítico de 1968 na América e em todo o mundo. Quantos de nós se lembram da pandemia de 1968 que matou 100.000 americanos e um milhão de pessoas em todo o mundo? Eu posso ouvir os leitores dizendo: "Mas já tivemos 100.000 americanos morrendo! Isso é pior! Peço-lhes que tenham em mente que a população dos EUA em 1968 era pouco mais de 200 milhões, em oposição aos atuais 330 milhões. Quando atingirmos 166.000 mortes, teremos aproximadamente a mesma taxa de mortalidade per capita nos EUA que a pandemia de 1968. É melhor lidar com essa pandemia? Seremos mais fortes quando emergirmos?

      Vimos agora reuniões massivas de pessoas nos Estados Unidos e no mundo, quebrando regras de distanciamento, isolamento e máscaras. Se não vermos aumentos igualmente maciços em nossos hospitais em duas semanas, isso afetará a narrativa oficial de nossos epidemiologistas? Ou seremos solicitados a continuar sacrificando a sociedade como a conhecemos?

      A Dra. Lisa Mccusker é uma educadora que mora em San Francisco, Califórnia. Ela é formada pela Universidade de Iowa (1982) e pela Universidade da Califórnia em Berkeley (MA, 1985 e Ph.D, 1992). Ela é professora veterana de estudos étnicos, governo e economia dos EUA. Ela também ensina História dos EUA e História do Mundo a quem não fala inglês no ensino médio.

      A imagem em destaque é deMorning Star

      Global Research

      Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/