quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

CBH-ACARAÚ REALIZOU SUA ÚLTIMA REUNIÃO EM 2017


Cruz. O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú realizou nesta terça-feira, 12, a 47ª Reunião Ordinária, a última deste ano, no Auditório do SISAR, em Sobral.

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Na pauta da reunião, constava a leitura e aprovação da Ata da 19ª Reunião Extraordinária, a Comenda Zaranza que foi conferida ao ilustre cidadão do DIBAU Senhor Raimundo Pereira Neto, que se disse muito orgulhoso pelo reconhecimento do seu trabalho na direção do DIBAU – Distrito de Irrigação do Baixo Acaraú.

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José Maria, da Caritas, fez um relato sobre a realização do XIX ENCOB – Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica realizado de 7 a 10 de novembro em Aracaju, Capital de Sergipe, e Antonio dos Santos relatou sobre o 8º Encontro Intercontinental Sobre a Natureza, realizado em Fortaleza nos dias 5, 6, 7 e 8 de novembro, onde esteve representando o Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú (FAC) e Irismar (CAGECE)

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Fernanda e Mariane apresentaram e fizeram uma discussão sobre a Lei de Segurança de Barragens.

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Patrícia fez a apresentação de contas sobre a situação hídrica do Vale do Acaraú mostrando o atual volume de água armazenado nos açudes monitorados pela COGERH.

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Bartolomeu da COHERH fez uma exposição sobre o trabalho de monitoramento feito com duas máquinas para limpeza e desobstrução de barramento no Rio Acaraú para que a água pudesse fluir com mais eficácia e chegar ao seu destino final para atender aos seus usuários.

Também, foram apresentados dados de Atualização do Cadastro de Usuários da Bacia do Acaraú.

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Foi agendo o Calendário de Reuniões Ordinárias para 2018 para os dias 4 de abril, 20 de junho, 17 de outubro e 12 de dezembro, em locais a serem definidos posteriormente. Também, foi agendado um curso de capacitação para os membros do Comitê nos dias 20 e 21 de fevereiro a ser realizado em Meruoca.

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Samuel Pimenta da SDA informou que, dia dezoito, acontecerá a 10ª Reunião Itinerante do Comitê da Seca, no Centro de Eventos em Sobral, com início previsto para as 9hs. Na pauta, os prognósticos da FUNCEME, o Programa de Perfuração de Poços e outros programas de relevante interesse para os cearenses.

Encerrou-se a reunião com os votos de um Feliz Natal e Próspero Ano Noivo para todos que fazem a COGERH e o Comitê de Bacia do Acaraú.

Dr. Lima

ATENÇÃO BOMBA: tivemos acesso ao discurso de Gilmar com estratégia para...

Veja o que o golpe fez com o seu país

VEJA A ÚLTIMA SOBRE MORO: Tacla Durá, o homem-bomba da Lava Jato.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

TACLA DURAN ACABA COM SÉRGIO MORO E GLOBOlixo

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URGENTE! Sérgio Moro e Rosângela Moro receberam dinheiro de Doleiro da O...

Tacla Durán x Sergio Moro: Zucolotto apaga os rastros

STF decide que há duas leis no Brasil – Uma para Lula e o PT e outra para o PSDB e seus aliados


Escrito por Bajonas Teixeira, Postado em Bajonas Teixeira, Lava-Jato

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Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho

O STF decidiu que o Brasil tem duas Constituições Federativas e dois Códigos Penais, um vale para o PT e para Lula, e o outro para o PSDB e os demais. A lei é dupla, mas os procuradores e juízes, os recebedores  de mais de R$ 70 mil reais por mês (chegando a mais de R$ 200 mil nos contracheques com o 13º salário), que aplicam essa lei dupla, são únicos e formam uma única casta.

Ao arquivar pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que teria recebido R$ 4 milhões de empresa investigada pela PF na Operação Acrônimo, o STF instituiu com toda clareza, e em definitivo, duas leis no Brasil. Agora ninguém pode mais ignorar que o que vale para Lula e para o PT, para os ex-ministros do PT, não vale para o PSDB, para os ministros de Temer e para os aliados.

O país agora tem dois Códigos Penais e duas Constituições da República Federativa.  E quem se beneficia com isso é, por exemplo, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, cujos planos de chegar à presidência seriam prejudicados com uma investigação sobre seu ex-secretário de Segurança, Alexandre de Moraes. E, claro, se beneficia também, e muito, Michel Temer, atual patrão do agora ministro Alexandre de Moraes. Um ministro da Justiça investigado por R$ 4 milhões? Seria péssimo para o golpe que já perdeu ministros demais.

Mesmo sem provas contra Lula, duas denúncias foram aceitas contra ele. Embora ele tenha sido deliberadamente ultrajado, seus direitos tenham sido pisoteados, e sua vida pessoal invadida, com a divulgação dos áudios ilegalmente gravados por Sérgio Moro, foi decidido que tudo isso não constitui crime.

Ao contrário, crime foi declarado o desejo de Lula, que os áudios ‘provariam’, de obstruir a Justiça assumindo o cargo de ministro da Casa Civil. Posição, aliás, que nada o impedia de assumir, que estava inteiramente em acordo com seus direitos políticos, e que foi obstruída por aquela divulgação criminosas das suas conversas.

Se o PT e Lula são culpados mesmos sem culpa, ou melhor, mesmo tendo seus direitos violados, o PSDB e os demais são isentos liminarmente, negando-se contra eles pedidos para investigar suspeitas objetivas e consistentes.

Pois é. O ministro Luiz Fux acaba de arquivar pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e filiado ao PSDB. O pedido esperou apenas oito dias no STF antes de ser negado.  A PF, na Operação Acrônimo, descobriu pagamentos suspeitos no valor de R$ 4 milhões ao ministro. A decisão do ministro do STF Luiz Fux sequer ouviu a Procuradoria Geral da República, procedimento padrão.

Além disso, diferente do mínimo que se exige dos investigados da Lava Jato, que provem a origem dos recursos, Alexandre de Moraes foi dispensado de apresentar qualquer prova.  O ministro do STF simplesmente decidiu, monocraticamente, valendo-se de uma previsão do Regimento Interno do STF, que “o fato narrado evidentemente não constitui crime”.

O mais engraçado, é que Alexandre de Moraes diz que não pode explicar os serviços prestados à empresa devido à “cláusula de confidencialidade”. Uma vez que ele diz isso, Luiz Fux é obrigado a concluir que então, como é mais que óbvio, “o fato narrado evidentemente não constitui crime”.

Caro leitor, O convidamos para visitar e curtir a página MÁQUINA CRÍTICA. Abraços.

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Vicente Franz Cecim e a hipótese onírica »

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Fonte: https://www.ocafezinho.com/2016/10/08/stf-decide-que-ha-duas-leis-no-brasil-uma-para-lula-e-o-pt-e-outra-para-o-psdb-e-seus-aliados/

Brasil: em 15 anos, homicídios mataram mais do que guerras na Síria e Iraque, diz jornal

Projeto propõe doação de armas apreendidas em operações para órgãos de segurança do país


ssp.ma.gov.br

BRASIL

11:50 12.12.2017URL curta

1051

Os assassinatos no Brasil entre 2001 e 2015 tiraram a vida de mais pessoas no país do que o somatório de mortes ocorridas nas guerras do Iraque e da Síria, segundo dados publicados nesta terça-feira em um levantamento feito pelo jornal O Globo. Os dados compõem um crescimento exponencial da violência nas cidades brasileiras durante o mesmo período.

Segundo dados do Datasus, plataforma do Sistema Único de Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, 786.870 pessoas foram assassinadas no Brasil entre janeiro de 2001 e dezembro de 2015, o que corresponde a uma morte a cada dez minutos, informou a publicação.

A título de comparação, 331.765 mortes foram registradas na Síria entre março de 2011 e julho de 2017, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Já o projeto Iraq Body Count (Contagem de Mortos no Iraque, em tradução livre) mostra que 268 pessoas morreram no Iraque entre 2003 e 2017. Somadas as suas guerras, 570.573 pessoas perderam a vida nos dois países que vivem conflitos internos.

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CC0 / PIXABAY

Atlas da violência: Brasil teve mais de 59 mil homicídios em 2015

Nem mesmo o terrorismo global matou mais do que os assassinatos no Brasil: o projeto Global Terrorism Database contabiliza 238.808 mortes decorrentes de atentados entre 2001 e 2016.

Os homicídios no país mataram mais do que os crimes do mesmo gênero em oito países sul-americanos somados, ou ao assassinatos registrados no período nos 28 países da União Europeia (UE).

Como estudos anteriores já demonstraram, 56% do total dos assassinatos no Brasil envolvem pessoas com até 29 anos, e 63% das vítimas são negras ou pardas. As armas de fogo correspondem a 70% dos homicídios, que envolvem homens em 91% das situações.

Para especialistas, os indicadores não surpreendem, já que o país possui 25 cidades entre as mais violentas do planeta, com mais de 40 assassinados por 100 mil habitantes, o que corresponde a quatro vezes mais que o limite estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para classificar como epidêmico o nível de homicídios de uma

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2017121210055773-homicidios-brasil-superam-siria-iraque/

Argentina, um país (quase) sem forças armadas. De quem é a culpa?

FERROVIA E VENDA DE TERRAS: O FIM DO BRASIL?

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Youssef soltinho da Silva. É uma esculhambação!


Podia ter convidado o Moro para churrasquear...

publicado 10/12/2017

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Via Gazeta do Povo, a partir do Facebook do Deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS):

A Lava Jato não acabou. Mas para Alberto Youssef, um dos responsáveis por tacar fogo no circo de Brasília, tudo isso parece coisa do passado remoto. Agora a vida segue tranquila.

O doleiro, que esteve na carceragem de Curitiba por um bom tempo e delatou muita gente, foi visto nesta sexta almoçando tranquilamente no Madero Prime, na Jaime Reis. Papeava com amigos, livre, leve e… solto.

Youssef foi condenado a 122 anos de cadeia. Mas com a delação, ficou menos de três preso.

Fonte: https://www.conversaafiada.com.br/brasil/youssef-soltinho-da-silva-e-uma-esculhambacao

Moro usa a Lei como arma contra Lula

A Globo sempre pactuando com os bandidos que dobraram o preço do gás

Com alta do gás, Jornal Nacional faz matéria exaltando fogão a lenha e vira piada na internet


Jornal Nacional, da Rede Globo, fez reportagem sobre volta da “cozinha à moda antiga” — o fogão a lenha —, em razão do preço do gás (quase 70% mais caro de junho até agora), e virou piada na internet.

Teve gente sugerindo que, depois da reportagem que glamurizou a lenha, o Jornal Nacional faça outra, sobre a substituição do carro pelo jegue e da energia elétrica pela vela.
E mostre aonde chegamos depois que a Globo ajudou Michel Temer a erguer a ponte para o futuro em cima do golpe que incinerou 54 milhões de votos.
MAIS
» Médico lista 5 feitos históricos dos governos Lula e Dilma pela saúde
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33645 visitas - Fonte: Brasil247

“Ninguém eleito presidente teria coragem de fazer o que o Temer está fazendo”



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (8), em entrevista à Rádio Tupi, que nenhum presidente eleito teria “coragem” de executar a agenda pautada pelo governo Temer. “Nenhum presidente da República que fosse eleito teria a desfaçatez de fazer o que o Temer está fazendo. Eles queriam que a Dilma fizesse e ela se recusou. Por isso tiraram ela”, avaliou.
Lula citou a Reforma Trabalhista como exemplo e criticou a medida que permite o trabalho intermitente. “O que fizeram com a reforma foi um crime. Criaram um tal de trabalho intermitente em que o trabalhador nunca vai saber quanto vai ganhar no fim do mês. Rasgaram tudo que foi feito em 1943”, analisou. Para o ex-presidente, trabalhadores não sentirão os efeitos da reforma “nem hoje, nem amanhã”, mas “ao longo do tempo”.

Sobre a Previdência, Lula criticou o modelo proposto pelo atual governo, que em breve deve ser analisado pelo Congresso. “Você não pode jogar a culpa da crise econômica no aposentado. A Previdência foi superavitária de 2004 a 2014 porque geramos emprego, aumentamos o salário mínimo, formalizamos as domésticas. Tem que gerar empregos para gerar contribuição”, ressaltou.
Lula pelo Rio de Janeiro – O ex-presidente encerra nesta sexta-feira a Caravana Lula pelo Rio de Janeiro, com um ato na UERJ, às 19h. Durante a viagem, Lula defendeu ajuda federal ao Rio para recuperação da situação financeira do estado.

Sobre a segurança pública, o ex-presidente ressaltou que o meio mais efetivo de se combater o aumento da criminalidade é promovendo a geração de empregos.

Site do Lula
Foto: Ricardo Stuckert

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2017/12/08/ninguem-eleito-presidente-teria-coragem-de-fazer-o-que-o-temer-esta-fazendo-avalia-lula/

Governos do PT: Documento confirma mais acesso à água, saneamento e energia elétrica


Postado em 8 de dezembro de 2017

6 min read

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Em 2002 podia-se considerar que 90% do total da população brasileira tinha acesso à água de qualidade no País. Entretanto, ao olhar para a população 5% mais pobre do Brasil, à época, menos da metade dela, 49, 6%, tinha acesso a esse bem universal. No ano de 2015, entretanto, esse percentual progrediu para 76%. Essa ampliação do acesso à água deu-se nos governos do PT, beneficiou o conjunto dos brasileiros, mas foi sete vezes mais rápida entre os 5% mais pobres para os quais foi ampliada em 53%.

Os dados são do livro Faces da Desigualdade no Brasil, divulgado na semana passada, coordenado pela pesquisadora e doutora em políticas públicas em saúde, Tereza Campello, ex-ministra de Desenvolvimento Social do governo Dilma.

O estudo mostra que, em 13 anos, água de qualidade chegou a quase 10 milhões de novas famílias do Norte e Nordeste, equivalente a quase uma Argentina.

Nesse período o programa de cisternas, iniciado como uma ação da sociedade civil, foi transformado em política pública com o objetivo de universalizar o acesso à água para consumo no semiárido brasileiro. Em pouco mais de uma década foram construídos 1,2 milhão de cisternas, beneficiando 4,6 milhões de pessoas. Mais de um milhão de mulheres deixaram de carregar água em suas cabeças. Do conjunto de cisternas entregues, 73% foram para famílias chefiadas por mulheres.

Saneamento – O estudo detalha ainda que, entre os 5% mais pobres, entre 2002 e 2015, o acesso ao escoamento sanitário mais do que dobrou. Enquanto que para a população como um todo aumentou 18%, para os mais pobres o avanço passou de 114%.

Ao todo, 21,8 milhões de famílias passaram a ter cobertura de rede de esgoto e fossa séptica melhorando as condições ambientais e de saúde.

Energia Elétrica – Outro dado, em outro setor, de energia elétrica, mostra que em 2002, quase 19% da população entre os 5% mais pobres não conhecia eletricidade em suas casas. As barreiras de acesso à energia se concentravam na área rural, nas regiões Norte e Nordeste, entre as pessoas pobres e públicos específicos como quilombolas ou moradores de áreas remotas. Recentemente, comunidades inteiras conquistaram o direito de viver com acesso à eletricidade. Atualmente pode-se dizer que o Brasil universalizou o acesso à luz. O acesso à energia avançou nos governos do PT sete vezes mais rápido entre os 5% mais pobres, estimulando o desenvolvimento dessas comunidades.

É fundamental destacar a importância do programa Luz para Todos nesse processo. Criado em 2004, pelo Governo Lula, atendeu 3,3 milhões de famílias, cerca de 15,9 milhões de brasileiros. Estima-se que as obras do Luz para Todos tenham gerado cerca de 498 mil novos postos de trabalho.

– que conta ainda com outras abordagens que fotografam o Brasil naquele período – tem como base uma pergunta: Quem eram os 5% e os 20% mais pobres em 2002 e quem são agora??? Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE), de 2002 a 2015.

A publicação constitui-se em uma das contribuições ao Programa Agenda Igualdade desenvolvido pela faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, FLACSO Sede Brasil e o Conselho Latino-americano de Ciências Sociais, CLACSO, e contou com apoio da Fundação Ford.

PT na Câmara

Leia a íntegra do documento abaixo

O Documento

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2017/12/08/governos-do-pt-documento-confirma-mais-acesso-a-agua-saneamento-e-energia-eletrica/

Liquidação de Natal na Previdência


Por Fernando Brito · 10/12/2017

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O Estadão diz que há 215  votos contra a reforma da Previdência – 124 deles da base governista – e dá os nomes e rostos destes  votantes.

O Governo, por sua vez, diz que tem 270 votos – anônimos – e que, portanto, só lhe faltam 38 para ter o número necessário à aprovação da emenda constitucional que tira direitos dos brasileiros.

Verdade, aí, só a de que o sistema representativo parlamentar é um farsa, pois não representa: não se define voto pelo partido e nem sequer pela consonância com o sentimento público.

O resto, é mentira.

O governo não tem 270 votos, é obvio, mas acena com um “estamos quase lá” que diz aos deputados: “a emenda vai passar, você vai perder essa oportunidade de negócios?”

Assim como entre os que declaram voto contrário há aqueles que, com isso, acenam seu desejo de uma proposta melhor para votar a favor.

O dinheiro público, em emendas, anistias de dívidas e repasses, vai-se aos bilhões para comprar os votos faltantes.

Os homens da austeridade e do equilíbrio fiscal pouco se importam: vai-se tirar mais do que o gasto, eliminando direitos dos aposentados. Dá lucro, portanto, e para tê-lo é necessário pagar caro por matéria prima podre.

Na noite de sábado, no Alvorada, o general de Temer (ou de si mesmo) Rodrigo Maia, reuniu-se com o “estado maior”: Michel, o pitbull Carlos Marun, o demissionário tucano Antonio Imbassahy, o angorá Moreira Franco e os “donos do PP” e do PPS. Definiram que tentarão fazer com que se ponham de fora as cabeças dos adversários e a dos “compráveis”, a partir de quinta feira.

Estão decididos a aproveitar o último final de semana antes do Natal para comprarem o presente do “mercado”.

E na base do “é hoje só, amanha não tem mais”

Fonte: http://www.tijolaco.com.br/blog/liquidacao-de-natal-na-previdencia/

Apeoesp denuncia que governo Alckmin quer demitir 33 mil professores antes do Natal

 

08 de dezembro de 2017

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Em nota, Bebel, presidente da Apeoesp, revela intransigência do governo do Estado

Por Maria Izabel Azevedo Noronha – Bebel

Ao final do ano letivo, no dia 20/12, cerca de 33 mil professores da categoria O da rede pública estadual poderão ser demitidos, tendo em vista que o governo do Estado se recusa a reduzir o período de afastamento obrigatório do final do contrato de 180 dias para 40 dias, ou apresentar outra solução que permita a esses professores participar do processo inicial de atribuição de aulas de 2018, mantendo seus postos de trabalho.

Por isso, estive na noite desta quinta-feira, 7/12, na Secretaria da Educação, onde conversei mais uma vez com o chefe de gabinete, acompanhada de uma comissão de mais de cem professores da categoria O.

A APEOESP vem lutando há um ano ou mais por uma solução para este grave problema. Apesar disto, o governo nada fez. Frente ao drama humano de milhares de professores que serão desempregados e de suas famílias, o governo do PSDB se apega a querelas jurídicas, produzidas pela Procuradoria Geral do Estado, instituição insensível às necessidades da nossa categoria e da escola pública. O fato é que não foi apresentada nenhuma proposta.

Além da insensibilidade com o drama humano, o governo demonstra descompromisso com a educação pública, pois sua decisão de demitir esses milhares de professores vai agravar a falta de profissionais que já é muito grave na rede estadual de ensino.

Este é o governo que temos no estado de São Paulo. Não nos dobraremos ao seu autoritarismo. Vamos lutar até o fim. Estamos denunciando esta situação para que a comunidade escolar e a sociedade sejam mais uma vez solidárias a nós, professores e professoras.

Estamos na luta, como sempre. Queremos a garantia de emprego para todos os professores que já trabalham na rede estadual de ensino e lutaremos sem tréguas para conseguir essa vitória.

Fonte: https://www.revistaforum.com.br/2017/12/08/apeoesp-denuncia-que-governo-alckmin-quer-demitir-33-mil-professores-antes-do-natal/

LULA DISPARADO, TEMER DESPENCANDO


Ricardo Stuckert

Por Dario Pignotti, para o Página/12, via Carta Maior

Não para de crescer. Luiz Inácio Lula da Silva obteve entre 34% e 37% de intenções de voto numa pesquisa publicada neste domingo (3/12) pelo diário Folha de São Paulo, visando as eleições de outubro de 2018. Os números do Instituto DataFolha confirmaram a curva ascendente na popularidade do ex-mandatário observada desde 2016, com uma guinada mais forte este ano, quando o Partido dos Trabalhadores (PT), começou a se reconstruir depois do golpe híbrido (parlamentário-midiático-judiciário) que derrubou Dilma Rousseff.
Entre agosto e setembro, Lula reforçou o contacto direto com seus seguidores através de uma caravana pela qual visitou vários estados da região Nordeste, a mais pobre do país – e de onde ele é oriundo –, e que foi seguida por outra, entre outubro e novembro, por municípios do estado de Minas Gerais, o segundo mais populoso do país.
Nesta semana ele retoma sua peregrinação no Espírito Santo, sempre andando de ônibus, e desta vez seguindo rumo ao Rio de Janeiro, um dos estados mais afetados pelo desemprego e a recessão que começou a ser superada a conta-gotas: o Produto Interno Bruto cresceu 0,1% em setembro.
A pesquisa do DataFolha mostrou o líder do PT com 34% dos votos potenciais para a eleição de 2018, seguido pelo militar retirado Jair Bolsonaro, com 17%. A dirigente ambientalista Marina Silva tem 9% e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin aparece com 6%, empatado com Ciro Gomes, representante do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Quando a consulta foi realizada sem o nome de Marina Silva, Lula saltou para 37%, Bolsonaro 18%, Alckmin % e Ciro 7%.
Um dado destacável é que o ex-presidente conquistou um pouco menos que a soma de todos os seus adversários, com o que ficou próximo dos 50% dos votos válidos, cifra necessária para ser eleito no primeiro turno.
Visto desde um outro ângulo, o fato destacado é que o petista cresce tanto quando a rejeição do atual governo do presidente Michel Temer.
Em julho de 2016, Lula contava com 21% dos votos potenciais para um hipotético primeiro turno, e não vencia nas simulações de segundo turno. Naquele momento, a avaliação de Temer mostrava 14% de imagem positiva. Na sondagem desta semana, além de se mostrar perto de uma possível vitória no primeiro turno, Lula também venceria qualquer adversário no segundo turno, segundo as simulações. Enquanto isso, Temer exibe meros 5% de apoio e 71% de desaprovação.
Claro que estas simulações eleitorais são válidas somente se for respeitado o (pouco) que resta de normalidade institucional.
Quanto mais robustas as chances de vitória de Lula, mais rápido parecem se mover os trâmites no Supremo Tribunal Federal (STF) para permitir uma mudança de sistema de governo, adotando um parlamentarismo que poderia neutralizar o poder do futuro chefe de Estado.
Ademais, o Tribunal Federal nº 4 de Porto Alegre sinaliza uma possível antecipação da decisão em segunda instância sobre a sentença dada a Lula por crime de corrupção, proferida pelo juiz Sérgio Moro, em meio à Operação Lava Jato, apesar da falta de provas contundentes sobre os delitos apontados. Essa pressa judicial em emitir uma sentença de segunda instância, recomendada recentemente pelos diários O Globo e Folha, impediria a inscrição da candidatura de Lula. Um golpe dentro do golpe.
E não somente isso: em Brasília há quem especule que as eleições podem ser adiadas ou canceladas, sob qualquer pretexto, mas com o claro fim de impedir o triunfo do petista e até mesmo para permitir que Temer continue em liberdade – porque quando perder os foro de presidente, ele terá que responder pelas acusações contra si na Lava Jato, este sim com provas claras.
Inveja a Messi e Neymar
Durante um ato organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, Lula falou de sua condição de “favorito” e prometeu que se for eleito, deixará sem efeito as medidas do governo através de um “referendo revogatório”.
“Temer vendeu a alma ao diabo (…) está vendendo tudo”.
Também aproveitou de lançar o ex-presidente Luiz Marinho como candidato ao governo do estado de São Paulo. Marinho é ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a organização sindical que convocou uma greve, com data ainda a ser determinada, para se manifestar contra a reforma da previdência, a qual enfrenta fortes resistências da população.
Segundo Lula, ele e Luiz Marinho fariam uma dupla “para dar inveja a Messi e Neymar, vamos a fazer a maior revolução democrática já vista neste país”.
Lula também falou de desemprego, recordou sua história de líder sindical, comandando as greves mais importantes nos tempos da ditadura. “Não se pode perder a esperança” insistiu ele, diante dos militantes reunidos, demonstrando estar seguro de sua vitória.
Os 12,7 milhões de desempregados registrados em outubro são argumentos que explicam a falta de apoio ao governo, e também a recuperação da popularidade de Lula, que concluiu seu segundo mandato, em dezembro de 2010, com apenas 4% de desemprego.
Desde sua chegada ao Palácio do Planalto, Temer tomou medidas como o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, além de uma reforma trabalhista que praticamente acabou com as negociações colectivas, a elevação das jornadas de trabalho e a criação de uma nova modalidade: o “contrato intermitente”, cuja aplicação permite pagar salários abaixo do mínimo e até cobrar multa ao empregado que falta sem aviso prévio.
Lula disse, em outro evento recente, que foi um “radical”, mas que não tem medo do “mercado”, cujos operadores fizeram soar os alarmes do caos sobre um eventual retorno ao poder do sindicalista. “Não posso voltar para fazer o mesmo que fiz, tenho que fazer mais (…) vamos lutar por isso”, prometeu.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/331460/Lula-disparado-Temer-despencando.htm

SENADO VOTA NA TERÇA DOAÇÃO DE TEMER À SHELL



Por Esmael Morais, em seu blog

Os bancos e os lobistas terão uma semana gorda no Congresso Nacional, pois, além da doação de R$ 1 trilhão às petrolíferas estrangeiras, Mishell Temer também prepara, na Câmara, o fim das aposentadorias.

O governo Temer quer que o trabalhador contribua 40 anos a fim de obter o direito à aposentadoria integral, mas dá isenções fiscais de R$ 1 trilhão às petrolíferas que exploram as jazidas de óleo e gás no país. Uma das beneficiadas nessa patifaria é a Shell, conforme texto da MP 795.

Mishell Temer se coloca como Papai Noel para a Shell, mas um verdadeiro demônio para os trabalhadores brasileiros.

O peemedebista afirma que, faça chuva ou sol, votará esta semana o fim das aposentadorias na Câmara. O custo dessa operação é elevadíssimo, bilionário, haja vista o estabelecimento de um mercado de compra e venda de parlamentares no Congresso Nacional.

O mesmo procedimento se dá no Senado com a MP do Trilhão. Não faltaram denúncias de que ministros e empresas estrangeiros fizeram na Casa lobby pela edição Medida Provisória 795, do governo Mishell Temer.

Um verdadeiro horror!

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/331465/Senado-vota-na-ter%C3%A7a-doa%C3%A7%C3%A3o-de-Temer-%C3%A0-Shell.htm

domingo, 10 de dezembro de 2017

APÓS DEBATES, VAMOS! LANÇA PROPOSTAS DE GOVERNO



SP 247 – Foram quatro meses de debates e agora a Frente Povo Sem Medo concluiu o programa de governo do Vamos, que pretende ser um movimento da busca por uma alternativa ao PT. Um dos seus idealizadores é um possível presidenciável em 2018 pelo PSOL: Guilherme Boulos, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Embora seja uma alternativa ao PT, a elaboração do documento de 20 páginas teve a participação de Tarso Genro, petista histórico e ex-ministro da Justiça.

Segundo reportagem de Catia Seabra e Artur Rodrigues, da Folha, o ex-presidente Lula soube, em junho, pela imprensa, que dirigentes do PSOL e do PT haviam se reunido para discutir o futuro da esquerda, mobilização que, para alguns participantes, significa a construção de uma corrente política "para além de Lula".

Batizado de "Sem Medo de Mudar o Brasil! Vamos", o programa traz propostas como a extinção do Senado, a reversão de privatizações e a legalização progressiva das drogas, redução dos salários de congressistas e a possibilidade de perda de mandato em referendo popular, taxação de grandes fortunas, veto popular a medidas do Legislativo e o fim do mandato vitalício dos ministros do STF.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/331420/Ap%C3%B3s-debates-Vamos!-lan%C3%A7a-propostas-de-governo.htm

O Estado mínimo permitirá o roubo máximo


A Câmara e o Senado, no vai e vem dos corredores e gabinetes, mais parecem um formigueiro, tomados por lobistas de grandes corporações empresariais, nacionais e estrangeiras.

Nos ministérios, nos tribunais, em Brasília, a mesma coisa. Lobistas participam de reuniões para tratar dos mais variados assuntos de interesses privados dando as cartas.

Nas cercanias da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios, nos edifícios dos setores de Autarquia Norte e Sul, multiplicam-se e ampliam-se os escritórios de lobbys empresariais.

Parece uma "tomada de Brasília". Sempre existiram lobbys na cidade, mas atualmente o aumento da presença ostensiva e a desenvoltura dos agentes de interesses privados em ação nos órgãos públicos são visíveis e comentados.

A cena mais marcante das incursões dos lobistas em Brasilia deu-se recentemente no Congresso, no dia da votação da Medida Provisória 775/17, que resultou na isenção fiscal de mais de 1 trilhão de reais às empresas estrangeiras que exploram petróleo e gás no Brasil.

Identificado como Tiago de Moraes Vicente, o lobista da multinacional Shell agiu nos bastidores e orientou o relator da Medida Provisória, deputado Aelton Freitas (PR/MG), de forma acintosa, diante dos parlamentares no plenário, à luz do dia, numa ação considerada um ato de corrupção explícita, que causou revolta e indignação em deputados e senadores da oposição.

Descobriu-se depois que o lobista da Shell é filiado ao PMDB e goza da intimidade de Michel Temer.

Nas buscas e apreensões da Polícia Federal, na residência do "homem da mala", Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial da Presidência, preso na época, foi encontrada uma carta da Shell, endereçada a Michel Temer, datada do dia 22 de março e assinada pelo lobista da empresa, Tiago de Moraes Vicente.

Também em março, o ministro inglês esteve no Brasil para tratar de negócios e interesses das empresas do seu país nas áreas de petróleo, gás, mineração, água, e mudanças na legislação ambiental.

Reuniu – se com autoridades do governo para tratar diretamente dos interesses das petroleiras Shell, British Petroleum e de empresas de mineração, como quem veio da metrópole em missão na colônia.

Essa ofensiva de agentes do neoliberalismo foi tratada pelo filósofo Dany-Robert Dufour e os sociólogos Frédéric Vandenberghe e Carlos Gutierrez em artigo no jornal francês Libération, intitulado "Brasil, o novo laboratório neoliberal".

Trata – se de uma análise assustadora sobre o que estão fazendo com o Brasil depois do golpe de Estado.

O economista e professor Bresser Pereira e outros intelectuais e acadêmicos, também têm a mesma avaliação.

Ou seja, o Brasil está passando por uma experiência de governança estabelecida pelas maiores corporações transnacionais em atividade no país, que vêem o Estado como empecilho aos negócios.

A exploração dos recursos naturais abundantes, do país, de matérias primas, dos setores de serviços, depois do congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, mais a mão de obra barata, agravada com a reforma trabalhista e a terceirização, estão sendo retomadas como em tempos idos, coloniais.

No plano institucional, é como se o Brasil estivesse sendo anexado às instituições e leis dos Estados Unidos e de outras nações que têm interesses e negócios aqui.

A interação de setores do judiciário, do Ministério Público, da Polícia Federal e das Forças Armadas, com órgãos governamentais dos Estados Unidos é fato. Mais a atuação de agentes de interesses externos no Palácio do Planalto, no Senado e na Câmara completam a governança.

A reforma do Estado, iniciada nos governos Fernando Henrique Cardoso, que está sendo requentada no caldeirão de maldades do Palácio do Planalto vai além do Estado mínimo. Soberania zero.

Segundo vozes das sombras do governo, a tal reforma será temperada com uma porção cavalar de marketing.

A previsão é de aplausos da população, tendo em vista o aproveitamento da insatisfação dos cidadãos com a prestação dos serviços públicos e a justificativa de que a corrupção se combate com a redução do Estado ao mínimo.

As paredes da Esplanada dos Ministérios estão vazando conversas de que haverá demissões em massa de servidores públicos em todos os poderes da República.

A ideia é condicionar a estabilidade, os planos de carreira e aposentadorias, ao orçamento, à necessidade e à "qualidade" dos serviços prestados pelo Estado.

Isso valeria para todos os servidores de todas as carreiras, de todos os Poderes da República, para União, Estados e municípios.

Recentemente, a aprovação do projeto de lei, no Senado, relatado pelo senador da base de Michel Temer, Lasier Martins (PSD/RS), que põe fim à estabilidade do servidor público da União, dos Estados e municípios, deixou servidores de todo o país em estado de alerta.

Caso isso se efetive, estarão fadados à perseguições, demissões, ou substituição por apadrinhados de políticos e de corporações empresariais.

O poder das corporações que se estabeleceu no país está emitindo sinais de que não precisa de servidores públicos.

Estão mostrando que os lobbys fazem tudo nos escritórios privados, espalhados ao redor da Esplanada, da Praça dos Três Poderes e entregam prontinho para as autoridades apenas assinar.

Projetos de Lei, Emendas Constitucionais, Medidas Provisórias, pareceres, estudos, trabalhos especializados, a cargo das consultorias legislativas no Congresso, de gestores públicos do Executivo, funcionários do Judiciário, já são feitos pelos escritórios de lobbys, por consultorias privadas e escritórios de advocacia mantidos pelas corporações.

Os lobistas estão passando por cima dos servidores públicos concursados, altamente qualificados para o exercício da função pública, credenciados pelo Estado e pela sociedade.

Certas autoridades, por sua vez, têm se comportado como gerentes de interesses privados, externos, subordinados à governança de grandes corporações multinacionais.

Na Câmara já existe um projeto de lei que regulamenta o trabalho dos lobistas, pronto para ser levado a votação.

Caso aprovado, deixariam de atuar na clandestinidade e assumiriam, explicita e definitivamente, negociatas e temerosas transações das mega corporações, enquanto a pátria anda assim tão distraída.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/laurezcerqueira/331314/Estado-minimo-%C3%A9-o-roubo-m%C3%A1ximo.htm

Moro é do mal, diz Lula em reunião com intelectuais no Rio

CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL AO RIO

09/12/2017 14h54

<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />19 mil

Mais opções

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste sábado (9), que o juiz Sergio Moro "é do mal". O petista fez essa afirmação durante reunião com artistas e intelectuais em um hotel em Copacabana, no Rio.

Cerca de cem pessoas participaram do encontro. Entre eles, o cineasta Luiz Carlos Barreto, a atriz Cristina Pereira, o ator Tonico Pereira e a filósofa Marcia Tiburi, além dos ex-ministros Franklin Martins, Celso Amorim, Luiz Dulci e José Gomes Temporão.

No encontro, Lula disse que chegou acreditar que, pelo refinamento intelectual que o cargo exige, os agentes da Lava Jato não dariam prosseguimento ao processo contra ele. Também disse que esperava que, ao receber a denúncia contra ele, Moro recomendasse que os procuradores fossem estudar, ou que, aberto o processo, fosse absolvido.

"Mas não. O cara é do mal", afirmou. O ex-presidente já tinha dito nesta semana achar que o magistrado de Curitiba "é surdo" e que não ouve o que ele fala.

O ex-presidente foi condenado em julho pelo juiz a 9 anos e 6 meses de prisão, no caso do tríplex de Guarujá (SP). Ele recorreu ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região.

Na reunião deste sábado, Lula justificou a necessidade de alianças para garantir governabilidade. Ele disse que, mesmo que se eleja sozinho, um político terá que "fazer as contas" para governar.

Afirmou ainda que o ideal para um governante é que seu partido eleja 513 deputados e 81 senadores. Depois brincou, afirmando que, se isso acontecesse no PT, no dia seguinte o partido teria 40 tendências.

"Se for necessário eu ser de esquerda, sou mais que muita gente. Mas não sou burro. Não sou 'principista'", afirmou Lula, dizendo ainda que "política não se aprende na universidade".

Essa foi uma resposta ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que, pouco antes da fala de Lula, disse esperar que o ex-presidente dê um "passinho para a esquerda nas próximas eleições".

Em sua intervenção, Haddad arrancou gargalhadas ao descrever a cara de espanto do ex-presidente americano George W. Bush ao ouvir do intérprete o que Lula acabara de dizer: que ainda não haviam encontrado o "ponto G" da relação Brasil e Estados Unidos.

Ao defender seu espírito conciliador, Lula se definiu como um "ponto G" na política. Pouco antes de encerrar seu discurso, ele disse que encontrará o "ponto G" da vontade do povo brasileiro.

Aos intelectuais, disse ser necessário que se fale a linguagem do povo na disputa. Afirmou, por exemplo, que, em uma favela, não precisa falar apenas em armamento como solução para segurança. Mas também em emprego e educação, além de formação policial.

"O policial mais bem formado não vai sair atirando no primeiro negrinho que ele vê", afirmou.

Lula defendeu o aquecimento do mercado interno como saída econômica. "Mais uma vez os pobres vão salvar o país."

Ele disse, porém, que nada disso será possível sem que ganhem as eleições. "A gente só vai mudar se a gente ganhar."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/12/1942074-moro-e-do-mal-diz-lula-em-reuniao-com-intelectuais-no-rio.shtml

sábado, 9 de dezembro de 2017

A PF, o golpe e a desmoralização da universidade: o Brasil está sendo atacado. Por Joaquim de Carvalho


Por

Joaquim de Carvalho


A Polícia Federal teve um papel decisivo na criação do ambiente que levou ao golpe parlamentar de 2016, ao transformar em espetáculo midiático o que deveria ser um trabalho de investigação. O mesmo movimento acontece agora, com o avanço da PF sobre as universidades públicas brasileiras. Não parece ser coincidência que essas operações aconteçam ao mesmo tempo em que Banco Mundial divulga um relatório no qual propõe o fim da universidade pública e gratuita.

Ontem, logo depois da invasão da Universidade Federal de Minas Gerais, o jurista Afrânio Silva Jardim, professor associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, aparentemente atônito com a notícia, escreveu em seu facebook: “Será que isto tem ligação com a “recomendação” do Banco Mundial de privatizar as nossas universidades públicas?”.

Hoje, diante da notícia de que a PF voltou a atacar a Universidade Federal de Santa Catarina, ele escreveu um artigo em que elabora os últimos acontecimentos, nem de longe para defender eventuais ilícitos, mas para mostrar que há excessos — exatamente o que aconteceu entre 2014 e 2016, com a Lava Jato e seu alvo principal: a Petrobras. A pretexto de defendê-la, os policiais a estavam rebaixando. Agora, o alvo é a universidade pública gratuita.

“A investigação deve se lastrear em notícia verossímil de conduta penalmente típica, lastreada em alguma prova. Entretanto, não se justificam todos estes estardalhaços e as ilegais conduções coercitivas”, destacou. “Como está expresso no Código de Processo Penal, somente cabe a condução coercitiva da testemunha que, previamente intimada, deixar de comparecer sem motivo justificado”, acrescentou.

Mário Marona (grande jornalista, foi editor-chefe do Jornal Nacional, quando eu era repórter lá) publica em seu blog relato do professor Alexandre Neves sobre como foi a condução coercitiva do reitor da UFMG:

“Às 6 horas, a PF invadiu a casa do reitor Jaime Artur Ramirez, da UFMG, que estava saindo do banho, enrolado numa toalha. Ele pediu alguns minutos para se trocar. Resposta de um dos policiais: — Você não tem mais direito à privacidade, não, rapaz!”

Afrânio Silva Jardim indaga: “O que nos assusta é que alguns juízes ainda deferem tais medidas constritivas ilegais”.

A truculência da Polícia Federal, endossada pela Justiça, teve repercussão internacional.  O diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, um dos maiores intelectuais da atualidade, divulgou nota nesta manhã, depois da segunda invasão da Universidade Federal de Santa Catarina:

“Quero ao mesmo tempo testemunhar a mais veemente solidariedade a estes académicos íntegros e quero pedir-lhes, em nome da comunidade académica internacional, que não se deixem intimidar por estes actos de arbítrio por parte das forças anti-democráticas que tomaram conta do poder no Brasil”, escreveu. “Os actos de que são vítimas visam, isso sim, desmoralizar as universidades públicas e preparar o caminho para a sua privatização”, acrescentou.

Privatização. Aí está a chave. O relatório do Banco Mundial, sugere o pagamento de mensalidades para economizar o equivalente a 0,5% do PIB no orçamento federal. A cobrança de mensalidade é o primeiro passo para a privatização completa. O físico Peter Shulz, da Unicamp, dissecou o relatório e publicou um interessante texto. Ele mostra que os técnicos do Banco Mundial confundiram dados e compararam situações desiguais para chegar a essa conclusão.

Shulz publica vários dados, mas bastam alguns para ver no trabalho do Banco Mundial indício de fraude intelectual: 85% dos docentes na rede pública estão no regime de tempo integral, enquanto que, na rede privada, apenas 25,7%. Além disso, na rede pública 39% do corpo docente tem formação de doutorado, índice que cai para 22,5% na rede privada.

Inclusive por ter melhores quadros, a universidade pública realiza pesquisa e oferece serviços à comunidade (extensão), na forma de hospitais, cursos e outras atividades. Serviços que, em geral, não são oferecidos pela rede particular. Expurgando as diferenças, o custo entre o privado e o publico é praticamente o mesmo.

Além disso, é preciso considerar que os cursos mais caros, como medicina, se concentram nas universidades públicas. Universidades privadas dão preferência a cursos mais baratos, como a formação de professores.

Ainda assim, golpeando o topo do ensino superior, até a formação de docentes fica comprometida. É o que lembra Shulz, ao citar o exemplo do ex-presidente da Tanzânia, que seguiu o conselho dos técnicos estrangeiros, diminuiu o investimento em ensino superior e depois descobriu que o país estava sem quadros para sustentar a formação de professores e fazer pesquisas básicas.

“Não cometam o mesmo erro que nós”, disse Julius Nyerere, ex-presidente da Tanzânia. No Brasil, com sua ação midiática, a PF, aliada a setores da Justiça e do Ministério Público Federal, desmoraliza a universidade pública e abre caminho para que se repita o equívoco do país africano.

É preciso lembrar ainda que, ao contrário do que diz o relatório do Banco Mundial, a maior parte dos países europeus sustenta o ensino superior gratuito — e até nos Estados Unidos a gratuidade já é reclamada –, para que o ensino superior não seja mero serviço mercantil, mas se mantenha pelo que de fato é: parte da estratégia de desenvolvimento e de redução da desigualdade.

A PF e demais autoridades que lhe dão apoio são hoje inimigos do Brasil.

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Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/pf-o-golpe-e-desmoralizacaoda-universidade-o-brasil-esta-sendo-atacado-por-joaquim-de-carvalho/

Com popularidade em baixa e depoimento de Durán, Moro pede apoio a juízes



09/12/2017

Em email numa lista da Ajufe, Associação dos Juízes Federais do Brasil, Sergio Moro fez um apelo corporativo para que os colegas o apoiem. Com a popularidade em baixa, seis dias depois do depoimento de Tacla Durán à CPI da JBS, alguns deles manifestaram solidariedade.

Lembra Fernando Collor, às portas do impeachment, rogando à população: “Não me deixem só”.

Diz ele:
Prezados,

Agradeço a todos.

No fundo, fico orgulhoso de pertencer a essa categoria dos juizes federais e, se não tiver o apoio de todos ou da quase absoluta maioria, fica difícil.

Leia também: Temer diz que fará possível e impossível por reforma da previdência

Abs,
Sergio Fernando Moro

Fonte: Diário do Centro do Mundo

Veja mostra que Moro tirou selfies com deputados acusados de corrupção



    08/12/2017

    Moro perdeu o pudor e o mínimo de postura e já tira fotos com deputados tucanos e do DEM sem nem sequer se constranger.

    Via Radar Veja Online

    A visita de Sergio Moro à Câmara agitou a rotina da Casa. Cidadãos foram à porta do legislativo gritar frases de apoio ao magistrado, servidores (não os do PT, claro) também cantavam músicas em apoio a Moro e muitos dos que conseguiram chegar perto do juiz tentaram tirar selfies. Entre eles, o próprio presidente da […]

    A visita de Sergio Moro à Câmara agitou a rotina da Casa.
    Cidadãos foram à porta do legislativo gritar frases de apoio ao magistrado, servidores (não os do PT, claro) também cantavam músicas em apoio a Moro e muitos dos que conseguiram chegar perto do juiz tentaram tirar selfies.

    Entre eles, o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que aproveitou a visita que o juiz fez a seu gabinete para tirar uma selfie e postar em seu facebook.

    P.S: Rodrigo Maia é acusado pela PF de Corrupção e lavagem de dinheiro, é alvo em vários inquéritos na justiça, mas para o “Judge” Moro isso parece não vir ao caso, além de claro eles terem se encontrado para discutir combate a corrupção e o deputado Onyx Lorenzoni que aparece na foto com Moro também admitiu ter recebido caixa 2 da JBS

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Fonte: https://falandoverdades.com.br/veja-mostra-que-moro-tirou-selfies-com-deputados-acusados-de-corrupcao/

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Orçamento de 2018 sem investimentos sociais vai a voto na próxima semana


O Congresso Nacional deve apreciar o projeto de Lei Orçamentária Anual de 2018 (PLN 20/2017) na próxima terça-feira (12). O líder do PT na Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Bohn Gass (PT-RS), observou que esse é apenas o primeiro orçamento feito com os limites impostos pela Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos públicos por 20 anos. “É um orçamento sem investimentos, principalmente em políticas sociais e de consumo, o que já alerta para a necessidade de revogarmos a EC 95. O Brasil não sobreviverá a mais 19 orçamentos como esse”, afirmou.

Bohn Gass disse que ainda aguarda o parecer final da Comissão de Orçamento, que deverá ser entregue até segunda-feira (11), para fazer uma avaliação mais profunda de tudo que o País está perdendo por causa desse limite dos gastos públicos. “Mas já sabemos que o salário mínimo, que garante o consumo da maioria dos brasileiros, foi reduzido. O governo ilegítimo de Temer também cortou recursos para programas essenciais para a população de baixa renda, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para a reforma agrária, para habitação e tantos outros”, enumerou.

O deputado Bohn Gass aproveitou para criticar as opções econômicas do governo Temer. “Enquanto os parlamentares votavam na CMO um orçamento apertado, sem investimento e com cortes que prejudicam os mais pobres, o governo trabalhava para aprovar, em plenário, uma medida provisória (a MP 795/17) que abre mão de arrecadar R$ 1 trilhão em tributos em favor das petroleiras internacionais”, lamentou.

Agenda – O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocou sessão do Congresso Nacional para a próxima terça-feira (13), às14h. Em pauta, além de cinco vetos presidenciais que não foram apreciados na sessão da última quarta-feira (6), estarão 15 projetos de lei e a proposta orçamentária para 2018.

Antes de ser apreciado em plenário, o Orçamento da União para o próximo ano ainda precisa ser aprovado pela Comissão Mista de Orçamento. A expectativa é a de que o relatório final seja apreciado pelo colegiado na própria terça-feira pela manhã.

Vânia Rodrigues

Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2017/12/07/orcamento-de-2018-sem-investimentos-sociais-vai-a-voto-na-proxima-semana/

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Entenda como o Brasil dará perdão fiscal de R$ 576,75 bilhões às petroleiras estrangeiras


Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto


© Foto: REUTERS/Adriano Machado

#SputnikExplica

10:00 07.12.2017(atualizado 10:18 07.12.2017) URL curta

12416

Apenas nos próximos três anos, o Governo Federal poderá deixar de arrecadar R$ 576,75 bilhões caso o Senado confirme a decisão da Câmara e aprove a Medida Provisória 795 - que estabelece regras de tributação especiais para as petroleiras estrangeiras.

A MP foi editada por Michel Temer (PMDB) sob a justificativa que era necessária para tornar os leilões de campos do pré-sal mais atrativos. Com os benefícios fiscais, o leilão teria mais interessados.

Toda essa movimentação aconteceu de maneira relativamente despercebida — até o jornal The Guardian publicar que o Governo britânico fez lobby em favor de suas petroleiras.

A Sputnik explica quatro pontos-chave para entender a MP 795.

Como funciona a exploração de petróleo no Brasil?

Por mais de quatro décadas, o petróleo brasileiro foi uma exclusividade da Petrobrás. O monopólio começou em 1953, quando o então presidente Getúlio Vargas criou a empresa, e foi até 1997, quando Fernando Henrique Cardoso assinou a Lei do Petróleo.

A legislação abriu o mercado nacional de pesquisa, exploração, produção e refino de petróleo e gás natural para empresas estrangeiras.

Entre indas e vindas legislativas, existem dois modelos de exploração de petróleo de maneira privada no Brasil hoje:

Petrobras mostra recuperação no balanço do segundo semestre

Tânia Rêgo/Agência Brasil/Fotos Públicas

Governo quer privatizar a Petrobras, diz ex-diretor da ANP

Concessão: o petróleo é explorado por uma empresa que assume os riscos de pesquisa e de investimentos. Essa empresa passa a ser a proprietária do petróleo que extrai. Em contrapartida, o Estado recebe pagamentos na forma de royalties.

Partilha: o petróleo é dividido entre Petrobrás e as outras empresas envolvidas na iniciativa — que ficam com uma porcentagem da produção determinada por contrato. Até o final de 2016, a Petrobrás era obrigada a ser a operadora dos campos de pré-sal e ter um mínimo de 30% de participação em todas as operações. Mas essa situação foi alterada por uma lei aprovada pelo Congresso Nacional.

O modelo de partilha foi utilizado no leilão de oito áreas do pré-sal realizado no final de novembro. Foram arrematadas seis delas, o que rendeu um bônus de assinatura de R$ 6,15 bilhões — uma quantia essencial para garantir a manutenção da meta fiscal.

A participação da Petrobras neste campos varia entre nenhuma até 80%.

Como foi lobby das petroleiras estrangeiras?

A preocupação das petroleiras britânicas com os impostos e as regras de utilização de material nacional foi transmitida pelo ministro de comércio do Reino Unido, Greg Hands, em três reuniões em março de 2017 com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.

O plataforma petrolífera no Rio de Janeiro

© Sputnik/ Laura Korobkova

Arábia Saudita pede para Brasil diminuir produção de petróleo

Pedrosa garantiu que as preocupações britânicas estavam sendo transmitidas ao Governo brasileiro. Temer editou a MP 795 em agosto.

O teor das reuniões entre Hands e Pedrosa foi descoberta por meio de uma correspondência diplomática obtida pela ONG Greenpeace através da lei de transparência britânica.

Após a publicação do relato, Pedrosa afirmou à imprensa nacional que a conversa com Hands foi uma "discussão normal entre representantes de dois países".

O que é um benefício fiscal?

Benefício fiscal é regime de impostos diferenciado, com descontos, utilizado para fomentar algum setor da economia que o Estado deseja incentivar. Trata-se de uma ferramenta utilizada por vários países do mundo.

O professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Lopreato esclarece que o uso de benefícios fiscais não é uma novidade no Brasil, já que a prática é utilizada desde os governos da ditadura civil-militar (1964-1985) para incentivar a indústria nacional. Lopreato, entretanto, esclarece que a MP de Temer é diferente:

"O uso desses incentivos fiscais com o setor petroleiro não tem nada a ver com a indústria nacional. Não tem nada a ver com uma proposta de alavancagem do setor industrial como uma forma de expandir o crescimento industrial e do país. Pelo contrário, os incentivos fiscais vão reduzir a atividade do setor industrial brasileiro porque favorecem a importação de vários produtos, não só os sofisticados como também os mais simples", afirmou Lopreato em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Como fica a indústria nacional?

Outro ponto alterado por Temer é a suspensão de impostos para importação de equipamentos utilizados pelas petroleiras para a exploração de petróleo em solo nacional.

As empresas estrangeiras vão deixar de pagar imposto de importação, IPI, PIS-importação e COFINS-importação para os equipamentos utilizados na exploração de petróleo. Caso eles não sejam utilizados dentro de quatro anos, a cobrança será feita com juros.

Até mesmo produtos de baixo valor agregado, como materiais de embalagem, terão isenção de impostos.

Moedas e notas de yuan chinês em torno de um dólar norte-americano

© AP Photo/ EyePress, FILE

Recusando vender petróleo por dólares, Venezuela enfraquece EUA e reforça China

A medida recebeu críticas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq):

"O setor já está praticamente sem serviço, devido à falta de encomendas e à redução dos investimentos da Petrobras. Então, a tendência é que sucumba caso equipamentos que têm similar nacional possam ser importados sem impostos", afirmou o presidente da ABIMAQ, José Velloso, em entrevista à Folha de Pernambuco.

Luiz Pinguelli Rosa, professor de planejamento energético da UFRJ, também não concorda com a isenção de impostos. Para ele, a isenção deveria atingir equipamentos específicos e não ser ampla da maneira como está desenhada atualmente.

"[A nova regra] impede que os recursos de produção de recursos sejam internalizados, novamente atendendo aos interesses das empresas estrangeiras. São atividades industriais que não vão ser mais feitas no Brasil, mas sim em outros países. É uma atuação totalmente contrária aos interesses brasileiros", afirmou o professor da UFRJ em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Já o professor do Instituto de Economia da Unicamp Francisco Lopreato acredita que Temer desempenha uma "não política industrial".

Fonte: https://br.sputniknews.com/sputnik_explica/2017120710017275-perdao-fiscal-temer-petroleiras-estrangeiras-mp-675-lobby-bilionario/

O que Trump está fazendo em Jerusalém e por que ele está fazendo isso


JOHN CHUCKMAN

"Declaração de guerra": a decisão de Trump em Jerusalém acende o barril de pólvora do Oriente Médio "- Russia Today

Trump parece ser um idiota perigoso repentinamente e inesperadamente solto no mundo dos assuntos internacionais, um mundo que normalmente assume uma aparência de restrição e ordem e palavras cuidadosas.

Com praticamente tudo o que ele toca, ele se assemelha a uma criança grande e desprezível que quebra coisas - acordos de comércio internacional, Coréia do Norte, Irã, Síria, Rússia e, agora, Jerusalém.

Ele parece gostar de criar novos problemas e tensões, ele faz tanto. É certamente uma maneira de manter-se como centro de atenção, bem como com o seu fluxo de "tweets", apenas notável pela sua capacidade de surpreender e surpreender milhões de pessoas que não são usadas em tais palavras de um homem em alto nível.

A maquiagem psicológica de Trump tem alguma coisa na linha Oscar Wilde, sobre o fato de ser melhor falar sobre o mal que não foi falado.

Claro, há apenas uma explicação para essa decisão de mover a embaixada americana para Jerusalém.

Não é um ato promover a paz na região. Não é mesmo um ato no interesse de longo prazo dos Estados Unidos. Muito pelo contrário. Isso vai contra os cuidados expressados ​​por muitos estadistas. E Trump não é religioso, nem judeu nem um cristão praticante, então Jerusalém e os esforços para empurrar textos Bíblicos empoeirados para os assuntos mundiais contemporâneos não significam nada para ele.

Netanyahu é conhecido por ter exercido forte pressão sobre este movimento, repetidamente. E sabemos do testemunho inadvertido alguns anos atrás de testemunhas de alto nível - os ex-presidentes Sarkozy da França e Obama dos Estados Unidos - o que um homem incansável, indignado com a dor de cabeça, Netanyahu pode ser. Obama opinou a Sarkozy, durante um evento acidental de microfone aberto, sobre ter que lidar com as chamadas diárias dele depois que Sarkozy se queixou de ter que lidar com ele.

Trump certamente foi assegurado que haverá reciprocidade favorável para ele tomar essa ação, e os negócios são o que Trump gosta. Simplesmente não pode haver outro motivo para o que ele está fazendo. Que forma poderia ter essa reciprocidade, além de contribuições de campanha generosas, que talvez sejam menos necessárias pelo bilionário Trump do que a maioria dos outros candidatos?

Trump é um homem com um ego maciço e inextinguível e, sem dúvida, está cansado de ser atacado na imprensa. Ele teve um momento terrível com a imprensa - a grande imprensa nacional, o que os britânicos costumavam chamar de "imprensa de qualidade", tanto impressos quanto transmitidos - onde ele foi tratado de uma maneira incansavelmente hostil.

Não é prejudicado observar, mas simplesmente um fato, que uma grande parte da imprensa e da radiodifusão da América é detida e administrada por americanos judeus.

E a prática do jornalismo da imprensa sempre tem sido tratar Israel de forma extremamente favorável, quaisquer pontos de vista, liberais ou conservadores, que possam tomar dos assuntos domésticos americanos. Como apenas um exemplo, o New York Times há muito teve a prática de enviar todas as histórias sobre Israel ao censura israelense oficial antes da publicação, dificilmente o material do jornalismo imparcial.

Então, é provável que veremos uma mudança definitiva, mas gradual, no tom do tratamento de Trump pela imprensa.

Qualquer flexibilidade da intensa oposição a ele, qualquer esforço para fazê-lo parecer mais sensível, amigável e palatável, especialmente na imprensa de ponta, só pode aliviar a controvérsia constante sob a qual ele trabalha e ajudar suas chances de reeleição.

Lembre-se, sabemos de suas próprias palavras, Trump gosta de ser considerado "presidencial", mesmo que ele seja tão freqüentemente incapaz de se comportar assim. Ele gosta de vestir "gravata branca", mesmo que sua conversa se pareça com a do gerente de um pequeno parque de trailers no Arizona na fronteira mexicana que vende vídeos XXX como uma linha lateral.

A ação de Trump, é claro, significa que qualquer candidato democrata em 2020 ficará em desvantagem em termos de publicidade, a menos que esse candidato aumente as apostas Israel-Palestina ainda maior. O que sempre é possível. Basta considerar as palavras passadas e os atos de vários candidatos democratas, como, por exemplo, Hillary Clinton, que já foi gravada chocando insana que estava pronta para limpar o Irã, um país de cerca de 80 milhões de pessoas, fora do mapa.

Isso explica apenas uma das razões pelas quais a ação de Trump não está no interesse a longo prazo de seu país. A América já sofreu muito em uma guerra de licitação dessa forma, uma guerra de licitação para apoio à imprensa e fundos de campanha, sobre os interesses estreitos de um país pequeno que parece nunca poder viver em paz com seus vizinhos e parece sempre exigir níveis crescentes de apoio e subsídio americanos.

Israel é um país que parece incapaz de controlar o seu comportamento, mas também abençoou com o extraordinário recurso de direito de primogenitura de um grande e bem sucedido grupo de correligionários na América e uma população ainda maior de fundamentalistas cristãos que consideram a loucura do pesadelo do Livro das Revelações como texto sagrado e promessa.

Não importa o que o ato de Trump faz para os assuntos internacionais. A visão americana contemporânea, e certamente a visão de Trump, é que a maioria das "pessoas" lá fora não contam de qualquer maneira, especialmente a maioria do mundo muçulmano.

Afinal, a América passou a última década e metade matando cerca de dois milhões deles, criando incontáveis ​​refugiados e literalmente destruindo vários países. E a retórica do ano passado de Trump e alguns de seus apoiantes pode fazer você pensar que a América vê os muçulmanos como o único alvo de uma nova Cruzada Sagrada.

Os refugiados muçulmanos - que são o resultado direto das guerras destrutivas do Oriente Médio dos Estados Unidos, as guerras conduzidas em grande parte pelo benefício de Israel - muitas vezes não são escritas e faladas na América como refugiados, são descaradamente consideradas indesejáveis, como riscos de segurança, como elementos criminosos. Esse material flui diariamente como um esgoto aberto de artigos e comentários de leitores naquela parte do jornalismo na Internet que serviu de fonte de suporte não qualificada da Trump, a Alt-right.

É claro que ele joga diretamente nas mãos de políticos e lobistas israelenses que saboreiam qualquer coisa que faça com que seus esforços agressivos e quebrando leis para aproveitar ainda mais a propriedade de outros se assemelhem a uma espécie de campanha digna contra as forças da escuridão.

Só posso imaginar o que seria a reação de Trump se um grande grupo de migrantes mexicanos agachasse seu amado resort Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida. Ao invés de apoiá-los em sua reivindicação, ele certamente segurava seu seis-atirador e ajudaria a expulsá-los, indubitavelmente dirigindo-os até a fronteira mexicana, gritando selvagemente o tempo todo.

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com.br/

GGN: MORO SE FAZ DE DESENTENDIDO E ACABA DESMONTADO PELA DEFESA DE LULA


Por Cíntia Alves, Jornal GGN - Está recheado de ironias e perguntas desconcertantes o recurso que a defesa de Lula apresentou ao juiz Sergio Moro, nesta quarta (6), insistindo em colher o depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran na ação penal em que o ex-presidente é acusado de receber um imóvel para o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que habita, em São Bernardo do Campo (SP).

Moro já rejeitou Tacla Duran como testemunha duas vezes. E descolou várias justificativas para isso.

Disse que não sabe onde Tacla Duran se encontra, já que está foragido na Espanha. O argumento é estranho, tendo em vista que o próprio juiz apontou o endereço com detalhes quando formulou uma ordem para que as autoridades brasileiras peçam cooperação jurídica internacional para processar o advogado em Curitiba.

Moro também disse que Duran não tem nada a acrescentar à defesa de Lula, já que não participou diretamente dos supostos fatos que fundamentam a denúncia. Se faz, no caso, de desentendido.

HOMEM-BOMBA

Tacla Duran deixou claro no depoimento à CPMI da JBS que tem potencial para minar não só a ação penal contra Lula, mas também todas as outras que foram apresentadas tendo como provas extratos do Meinl Bank e o Drousys (um sistema de comunicação que teria registro de propinas), ambos da Odebrecht.

O que o advogado explicou aos deputados, e que foi totalmente abafado pela grande mídia, é que dois os sistemas são de propriedade da Odebrecht e foram manipulados no decorrer da Lava Jato. Se o sistema foi fraudado em algumas oportunidades (ele citou especificamente a denúncia contra Michel Temer), quem garante que todas as provas não são viciadas? Ninguém. Por isso Duran declarou, com todas as letras, que tudo que está relacionado ao Drousys está viciado e deve ser descartado.

"A partir do momento em que o sistema foi manipulado antes, durante e depois do bloqueio, as provas, no meu entender, são viciadas. Todas as provas que saem daquele sistema, a partir daí, são viciadas", disse Duran.

As falas de Duran à CPMI foram anexadas pela defesa de Lula no recurso [em anexo] apresentado a Sergio Moro, para que rebater o argumento de que o ex-advogado da Odebrecht não teria importância para o julgamento do ex-presidente.

CRIMINOSO SEMPRE TEVE CRÉDITO

Os advogados de Lula ainda rebatem outra justificativa de Moro para não ouvir Duran: a de que o advogado seria um criminoso cuja palavra não merece crédito.

Na visão de Moro, "o objetivo claro das declarações públicas de Rodrigo Tacla Duran são, como ele mesmo chegou a admitir, afastar este julgador, que decretou a sua prisão preventiva, do processo pelo qual responde, não sendo ele, no contexto e sem mínima corroboração, pessoa digna de qualquer credibilidade, com o que seu depoimento em nada contribuiria para a apuração dos fatos na presente ação penal, máxime quando, como adiantado, sequer participou dos fatos que constituem objeto da ação penal."

O juiz disse mais: "A palavra de pessoa envolvida, em cognição sumária, em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração não é digna de crédito, como tem reiteradamente decidido este Juízo e as demais Cortes de Justiça, ainda que possa receber momentâneo crédito por matérias jornalísticas descuidadas e invocadas pela Defesa."

A defesa de Lula ironizou as desculpas de Moro.

"Esse Juízo mesmo tem sido frequente em afirmar que 'crimes não acontecem no céu' (sic) e que, em certas circunstâncias somente pessoas partícipes dos fatos (ou correlatos e conexos) podem esclarecer a verdade, não é mesmo?"

"Assim não fosse", continuaram, "delações e depoimentos de aspirantes a delatores, ordinariamente desacompanhados de quaisquer elementos de corroboração, teriam de ser de plano descartados, o que não se pratica (muito ao contrário) nos casos que tramitam – ou já tramitaram – perante esta douta Vara Especializada."

Além disso, apesar da Lava Jato fingir que não, ainda está em vigor no Brasil o "princípio constitucional da presunção de inocência", o que desautoriza Moro a chamar Tacla Duran de "criminoso", um vez que sua ação penal ainda está em andamento.

Não satisfeita, a defesa de Lula atacou a seletividade de Moro em relação à imprensa: quando o "criminoso" delata a Lava Jato, as notícias, para o juiz, são falsas; mas quando o "criminoso" delata Lula, as reportagens são até usadas na sentença.

"Cabe recordar que este juízo deu grande valor a matérias jornalísticas quando da prolação da sentença condenatória [do caso triplex], por exemplo. Agora não mais?", questionaram os advogados de Lula.

Por fim, os advogados ainda disseram que se Moro não quer dar ou não possui o endereço de Tacla Duran para uma videoconferência, a solução é simples: basta pedir para a CPMI da JBS, que ouviu o advogado por meio deste mesmo recurso, na semana passada. "Como se vê, é fácil inquiri-la..."

"QUE NÃO INTERDITE O CAMINHO DA VERDADE"

Se Moro não quer autorizar uma audiência com Duran com a desculpa de que oitivas de testemunhas que moram no exterior "são custosas e demoradas", que o juiz autorize, então, a juntada aos autos do depoimento do advogado à CPMI. Foi o que pediu a defesa de Lula.

"Diante de tais declarações prestadas, envolvendo diretamente os documentos impugnados no âmbito deste procedimento incidental, como é possível se afirmar ser impertinente a oitiva do Sr. Rodrigo Tacla Duran nestes autos para a resolução do conflito? Só mesmo para quem não o quer, de modo algum!", disparou a banca.

"Em suma, o que se pede é que não se interdite o caminho para a descoberta de toda a verdade", acrescentou.


Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/330876/GGN-Moro-se-faz-de-desentendido-e-acaba-desmontado-pela-defesa-de-Lula.htm

PUBLICITÁRIO NÃO CONSEGUE ENCONTRAR ELEITORES QUE REJEITEM LULA


Pernambuco 247 - Um publicitário contratado por um outsider para fazer pesquisas qualitativas sobre a eleição de 2018 está quase desistindo de montar um grupo para análise em Recife.

O motivo: não consegue achar eleitores que rejeitem Lula.

As informações são da coluna Painel na Folha de S.Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera em todos os cenários de intenção de votos em 2018.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/330867/Publicit%C3%A1rio-n%C3%A3o-consegue-encontrar-eleitores-que-rejeitem-Lula.htm

PT ampliou a transparência pública e o combate à corrupção


Pela primeira vez em sua história, o Brasil viu o combate a corrupção ser prioridade de um governo eleito democraticamente, a partir de 2003, quando Lula se tornou presidente da República.

A partir desse período, foram realizadas diversas ações que tornaram a gestão da coisa pública mais transparente, com informações mais acessíveis e que ampliaram o combate à corrupção. Essas iniciativas desmontam o discurso fácil daqueles que tentam iludir a população afirmando que o combate a corrupção iniciou recentemente.

Uma das principais ações dos governos do PT para combater a corrupção foi a criação, em 2003, da Controladoria Geral da União – órgão quase extinto, após o golpe, por Michel Temer.

Lula garantiu a estrutura adequada para fiscalizar a aplicação por estados, municípios e entidades da sociedade civil dos recursos federais transferidos, em articulação com diversos órgãos federais de combate à corrupção.

Também em 2003, foi criada a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, conhecida como ENCCLA. Essa é a principal rede de articulação que reunia periodicamente cerca de 50 órgãos e entidades públicas para debater, propor e elaborar propostas e projetos nessas áreas.

“Evidente que toda essa movimentação inovadora e reformadora na área do combate à corrupção e da transparência pública, chamou a atenção dos organismos e foros internacionais dedicados ao tema. Daí o protagonismo conquistado pelo Brasil, a partir dessa década, em instâncias como a ONU, a OCDE, o Banco Mundial, e tantos outros”, destaca o ex-ministro-chefe da CGU, Jorge Hage.

Também foi nos governos do PT que foram desenvolvidas políticas públicas que proporcionaram o fortalecimento e a autonomia de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público, apesar de tais medidas gerarem alguns questionamentos em decorrência do desvirtuamento do papel das entidades.

O Portal da Transparência do governo federal, criado em 2004, pela CGU, para assegurar a boa e correta aplicação dos recursos públicos rapidamente se tornou a principal ferramenta de atualização diária e de divulgação de todas as despesas de cada órgão do Governo, inclusive a remuneração de todos os agentes públicos.

Seu objetivo é aumentar a transparência da gestão pública, permitindo que o cidadão acompanhe como o dinheiro público está sendo utilizado e ajude a fiscalizar. Em 2015, ultrapassou 1,3 milhão de acessos.

A corrupção é um fenômeno complexo para o qual não servem discursos moralistas e palavras de ordem, que simplificam e não alcançam o verdadeiro enfrentamento do problema.

Políticas consistentes para combater a corrupção respeitam o devido processo legal e o direito à ampla defesa. Falsas acusações aumentam a corrupção porque desviam o foco dos verdadeiros corruptos.

(PT no Senado – Rafael Noronha)

Imagem: Divulgação

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2017/12/06/pt-ampliou-a-transparencia-publica-e-o-combate-a-corrupcao/

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Lula-2018 é para promover a agitação permanente

LULA: EM ALGUM PAÍS DO MUNDO O GÁS DE COZINHA CUSTA R$ 105?


ABr | José Eduardo Bernardes

Rio 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta quarta-feira, 6, o pólo avançado do Instituto Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes.

Em discurso, Lula criticou a política econômica do governo de Michel Temer, que tem prejudicado principalmente a população mais pobre. "Fiquei oito anos na Presidência e não aumentei o gás de cozinha uma única vez. O Temer, em sete meses, já aumentou 68%. Tem lugar do país onde o gás já está custando R$ 105. É um produto da cesta básica. Não pode ser aumentado desse jeito", disparou o ex-presidente.

"O gás de cozinha aumentou mais uma vez essa semana. Agora eu pergunto: quando foi a última que aumentaram o salário do professor?", questiona o ex-presidente. "No meu governo eu não deixava aumentar o preço do gás de cozinha, pois ele faz parte da cesta básica", acrescentou Lula.

O líder petista disse ainda que um governo "que não é legítimo" e um governo de "incompetentes" está entregando o Brasil. "Fizeram uma PEC proibindo o gasto em educação por 20 anos. E vocês já sabem que a educação nos institutos federais já está sofrendo. As universidades federais do Rio já estão quase todas caindo aos pedaços", afirmou.

Durante a visita, Lula criticou os cortes do atual governo nos institutos e universidades federais. "Nós transformamos o Estado em fiador do jovem brasileiro. Já eles emprestam bilhões para as empresas e não podem emprestar pra bolsa de estudos. Não tem investimento mais sagrado para um país crescer do que a Educação", avaliou.

Para Lula, o sucateamento das universidades representa uma ameaça ao futuro do país." Para a universidade pública ter qualidade tem que ter dinheiro. Tem que fazer concurso, pagar salário digno, ter laboratório. Na hora que tivermos milhões de engenheiros, de médicos, de professores, esse país vai melhorar. Ainda falta muito pra fazer em se tratando de Educação", ponderou.

O ex-presidente citou a descoberta do Pré Sal, evento que só ocorreu graças aos investimentos em ciência e tecnologia realizados durante os governos petistas. "Se a gente não tivesse investido em pesquisa, não teríamos encontrado o Pré Sal. Se não tivesse investido em tecnologia, não conseguiríamos extrair o petróleo", exemplificou. "Esse país não pode ser só exportador de petróleo e minério de ferro, ele tem que exportar conhecimento".

Trajetória

A uma plateia formada por estudantes, Lula relembrou a trajetória que o levou à Presidência e destacou que sua formação profissional foi fundamental. "Minha mãe teve 12 filhos, quatro morreram. Dos oito, fui o primeiro a ter um diploma primário. Por conta desse diploma, fiz o Senai e passei a ganhar um salário muito maior do que todos os outros irmãos. Fui o primeiro a ter uma geladeira, carro, casa... e me tornei presidente", contou, ao destacar que, justamente por não ter diploma universitário, dedicou-se tanto à universalização do acesso ao ensino superior.

Fonte: Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/rio247/330760/Lula-em-algum-pa%C3%ADs-do-mundo-o-g%C3%A1s-de-cozinha-custa-R$-105.htm

TIRIRICA RENUNCIA: “ESTOU DECEPCIONADO COM A POLÍTICA”


SP 247 - No primeiro discurso da tribuna da Câmara, o deputado Tiririca (PR-SP) afirmou nesta quarta-feira (6) que está abandonando a vida pública e disse estar com "vergonha" da política. "Subo nesta tribuna pela primeira vez e pela última vez, não por morte, [mas] porque estou abandonando a vida pública", disse.

“Seria hipócrita se eu não falasse realmente que estou decepcionado. Decepcionado com a política brasileira, decepcionado com muitos de vocês, muitos. Saio totalmente com vergonha. Não são todos, mas eu queria que vocês tivessem um olhar pelo nosso país, pela nossa saúde”, afirmou.

Tiririca ressaltou ainda ser, segundo ele, um dos deputados mais assíduos na Câmara. No discurso, ele afirmou não ter feito "muita coisa", mas atribuiu isso à "mecânica louca" do Congresso Nacional.

"Estou saindo triste para caramba, estou muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso parlamento. Eu, como artista popular que sou e político que estou, estou bem chateado. Não com os meus 7 anos aqui na política. Não fiz muita coisa, mas, pelo menos, fiz o que sou pago para fazer, estar aqui e votar de acordo com o povo", declarou.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/330779/Tiririca-renuncia-%E2%80%9CEstou-decepcionado-com-a-pol%C3%ADtica%E2%80%9D.htm

Tiririca renuncia “Saio com vergonha Estou decepcionado com a política...

Reforma da Previdência é o troféu que Temer está devendo aos patrocinadores do golpe


Foto: Gustavo Bezerra

Nesta terça-feira (5) foi realizado na Câmara dos Deputados um debate da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social Rural. A reunião foi presidida pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), que criticou os desmontes que o desgoverno de Michel Temer vem realizando no país, como a reforma Trabalhista e, agora, a reforma da Previdência. O deputado defendeu a mobilização dos trabalhadores para que a reforma não seja votada.  “Se a matéria não obter votos suficientes para a sua aprovação nessa semana, ou na semana que vem, não haverá possibilidade de votá-la em 2018. É isso que nós queremos. A reforma não passará”, afirmou. O debate contou com a presença de parlamentares e representantes de organizações rurais.

“Ninguém pode perder a sua aposentadoria, muito menos o trabalhador rural.  Esta reforma significa a destruição de direitos dos trabalhadores rurais. Temos que garantir a continuidade dos direitos já existentes, não podemos permitir a retirada de direitos dessa categoria”, enfatizou Bohn Gass.

Foto: Gustavo Bezerra

Segundo a deputada Margarida Salomão (PT-MG), presente no debate, depois de todas as maldades e atrocidades feitas pelo golpe, o desgoverno de Michel Temer quer votar a todo custo a reforma da Previdência. “ Depois de destruir o direito dos trabalhadores com a reforma Trabalhista, agora querem passar a reforma da Previdência a todo custo, esse é o grande troféu que Temer está devendo a seus patrocinadores”, lamentou.

O deputado Marco Maia (PT-RS) explicou que é uma ilusão pensar que os agricultores estão fora do projeto do golpista Michel Temer e de sua turma, quando o assunto é reforma da Previdência. “A intenção dessa máfia é votar a primeira parte da PEC (287/17) e depois transformar o restante em projetos de lei e medidas provisórias. Eles insistem em dizer que os agricultores estão fora dessa reforma, mas quando votarem para os trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, será votado também para os agricultores”, alertou. O parlamentar lembrou que o objetivo da reforma é dividir trabalhadores do campo e da cidade, e separar trabalhadores do setor público e privado.

Para Frei Sérgio, dirigente do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), essa reforma vem sustentada sem base ética e agride os direitos de todos os trabalhadores, sejam do campo ou da cidade, que foram conquistados ao longo dos anos. “ Esse desgoverno, além de dizer que os camponeses e agricultores sugam sem produzir nada, insiste em dizer que a previdência não possui sustentabilidade econômica mas, hoje, esse governo retira 30% do Orçamento para custear despesas da sua base aliada  e, mesmo assim, quer mexer em nossos direitos”, explicou.

O deputado Adelmo Leão (PT-MG) também participou da reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Social Rural, onde detalhou vários exemplos de perda direitos para os trabalhadores rurais, caso a reforma seja aprovada.

Layla Andrade

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2017/12/05/reforma-da-previdencia-e-o-trofeu-que-temer-esta-devendo-aos-patrocinadores-do-golpe/