sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pizzolato: justiça italiana alegou três razões para não extraditá-lo

 

pizzo 13

30/10/2014

por Tereza Cruvinel

Imprensa brasileira só tem falado em uma.

Foram três as alegações da justiça italiana para negar a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil mas a grande imprensa só tem se referido a uma delas, as péssimas condições dos presídios brasileiros, que apresentariam “risco de o preso receber tratamento degradante”. As outras duas têm a ver com as anomalias do julgamento da Ação Penal 470, a do mensalão mas têm sido omitidas. Os magistrados italianos apontaram também o fato de não ter sido observado, no julgamento de Pizzolato pelo STF (bem como para os demais réus) o direito universal ao duplo grau de jurisdição e a ocorrência de omissão de provas apresentadas pela defesa.

Como qualquer um sabe, não houve duplo grau de jurisdição porque o julgamento foi transferido para o Supremo Tribunal Federal em função do foro especial para os que tinham mandato eletivo. O tribunal negou o pedido de desmembramento para o julgamento daqueles que, não tendo direito ao chamado foro privilegiado, poderiam ser julgados inicialmente por instâncias inferiores, podendo recorrer depois às superiores, chegando ao próprio Supremo. Já a referência à omissão de provas da defesa diz respeito a uma das maiores anomalias do julgamento: a não inclusão, nos autos da Ação Penal 470, do inquérito 2474. Nele, a defesa de Pizzolato apresentou provas de que os serviços contratados à agência DNA para divulgação dos cartões Ourocard bandeira Visa foram efetivamente realizados. Os famosos R$ 71 milhões de reais transferidos do fundo Visanet para a agência de Marcos Valério destinavam-se, segundo a acusação (Ministério Público e Joaquim Barbosa) a abastecer o valerioduto e dele serem distribuídos aos chamados “mensaleiros”. Pizzolato teria reapresentado à justiça italiana documentos sobre a veiculação de peças publicitárias dos cartões nas grandes emissoras de televisão do Brasil, em grandes revistas nacionais, sobre a realização de campanhas de mobiliário urbano (shoppings, placas de rua, outdoors etc) e até de patrocínios a eventos, entre os quais um encontro de magistrados na Bahia. Como o inquérito 2474 ficou fora do processo principal (e seria preciso saber onde está trancado no STF), tais documentos não foram acessados pelo conjunto dos ministros nem pela defesa de outros réus.Segundo um advogado que atuou na defesa de outro réu, Pizzolato levou consigo um grande volume de documentos de defesa quando fugiu do Brasil. Vinha se preparando para isso há alguns meses e municiou-se. Eles teriam sido mais determinantes que as condições dos presídios brasileiros para que ele obtivesse a recusa da extradição e a liberdade de que agora desfrutará na Itália, onde tem a segunda cidadania.

Das três alegações da justiça italiana, a imprensa brasileira só tem mencionado uma. Por que será

http://terezacruvinel.com/2014/10/30/pizzolato-justica-italiano-alegou-tres-razoes-para-nao-extradita-lo/

Lula: "Veja fez um panfleto da campanha do Aécio"

 

:

Em vídeo divulgado nesta quinta-feira 30, ex-presidente Lula fez uma análise, um desabafo e uma crítica contundente à revista Veja; "Essa revista odeia o PT, odeia os governos do PT, nós temos de entender isso e não ter azia por causa disso", assinalou Lula; "Se você olha a revista Veja achando que ela é uma revista de informação, você fica nervoso pelo monte de mentiras que tem nela. Mas se você olha para ela como um panfleto da campanha do Aécio Neves, ai você entende", disse; ele próprio deu sua posição: "Faz muito tempo que eu não leio a revista Veja"; sob risco de ser condenada por crime eleitoral e ter de conceder novo direito de resposta ao PT, publicação de Gianca Civita, dirigida por Fábio Barbosa e Eurípedes Alcântara, está em apuros

30 de Outubro de 2014 às 13:58

247 – Numa contundente crítica à revista Veja, o ex-presidente Lula, em vídeo divulgado nesta quinta-feira 30, classificou a publicação do Grupo Abril como "talvez o melhor panfleto da campanha do Aécio". Lula se referiu diretamente à edição antecipada da revista, na sexta-feira antes da eleição, com acusações diretas contra Lula e a presidente Dilma.

- A Veja jogou na perspectiva de iria dar o golpe final, que com aquela capa iria virar a eleição. Na verdade, a Veja deu instrumento para o resto da mídia ter o que falar. A Veja talvez tenha feito o melhor panfleto da campanha do Aécio.

Lula, assim, deu a entender que a capa com supostas acusações do doleiro Alberto Yousseff contra ele e a presidente Dilma Rousseff poderia, de fato, ter mudado o resultado da eleição.

- Se você olha a Veja como uma revista de informação, você fica irritado pelo monte de mentiras que tem nela. Mas se você enxerga a Veja como um panfleto da campanha do Aécio Neves, ai você entende. Ela fez um panfleto e fez a campanha, antecipou a tiragem. Eu não leio a Veja há muitos anos, porque eu não levo a revista a sério.

Para Lula, "a Veja se definiu ideologicamente há muito tempo".

- Nós, em vez de ficarmos irritados, a gente tem de entender que a Veja é uma revista de oposição ao governo, pronto, acabou. Em lugar de a gente ficar com azia, não dormir à noite, a gente tem de sofrer menos, não vai ter azia. Se eles perceberem que a gente dormir e não perdeu o sono por causa deles, eles é que vão perder o sono, eles é que vão ter azia e ficar muito mal. É assim que eu trato eles.

Brasil 247

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

CONDUTOR DE TRILHA, ASSASSINADO EM JIJOCA

 

Cruz. No final da tarde de quarta-feira, 29, por volta das 16 horas, o Condutor de Trilha Danilo Guia ou Paulista, como era conhecido, casado, 25, foi assassinado quando trabalhava no ponto dos guias no Trevo de Jijoca de Jericoacoara.

clip_image002

Segundo informações, Danilo estava no ponto onde esperam por turistas, quando chegou um homem em um veículo e perguntou por Danilo, que se identificou pensando que era turista a procura de um guia. Ao ser identificado, logo foi alvejado com um tiro no braço. Tentou fugir, mas, foi seguido pelo homem que efetuou vários disparos, ocasionando a morte do guia que tombou no asfalto da CE – 085.

Segundo as informações que conseguimos, através de pessoas que o conhecia, tratava-se de um elemento com uma longa ficha criminal com envolvimento com drogas e assaltos.

clip_image004

Mais um trabalho para a polícia investigar e apurar as verdadeiras causas deste bárbaro crime bem como o exato comportamento do Guia, para que se possa conhecer sua real identidade, se um traficante, praticante de roubos e furtos ou tratar-se de um cidadão portador de boa conduta.

Ato de tamanha barbaridade como foi este crime deixa os Condutores de Trilhas em uma situação incômoda, pois, não se sabe que será a próxima vítima, haja, vista, que vários assassinatos, de forma misteriosa, têm acontecido na região de Jijoca de Jericoacoara.

Dr. Lima

Eunício comunica ao PMDB: não quer ser ministro e não veta nenhum nome

 

Senador diz que ‘interesse do Ceará é maior que briga política’ e defende ‘oposição crítica’ a Camilo.

Hermínia Vieira
jornalismo@cearanews7.com.br

A cúpula nacional do PMDB se reuniu, na manhã desta quarta-feira (29), no Palácio do Jaburu, residência oficial do Vice-presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), para discutir o espaço que o partido pretende ocupar no novo governo de Dilma Rousseff (PT), reeleita, no último domingo (26), como presidente da República.
A pauta que norteou o encontro foi a composição do novo time de ministros que acompanhará Dilma em seu segundo mandato. O represente do PMDB no Ceará, senador Eunício Oliveira (PMDB), afirmou que não requererá para si nenhuma fatia ministerial, contrariando os anseios de líderes peemedebistas.
Além de não querer ser ministro, o cearense deixou claro que não pretende vetar qualquer nome ou impor quaisquer condições à presidente. Apesar do duelo recém-travado contra o governador Cid Gomes (PROS), o senador acredita que o bem comum deve se sobrepor às outras questões. “O interesse do Ceará é maior do que a briga política”, defendeu Eunício.
Descartado o cabo de guerra contra Cid, Eunício também excluiu a possibilidade de perseguição ao governador eleito Camilo Santana (Pros). Apesar de ter sido vitorioso em Fortaleza e Região Metropolitana, tendo perdido em apenas uma urna na capital, o peemedebista não quer um Ceará dividido, por isso, garantiu que fará uma “oposição crítica” ao apadrinhado político do atual governador.
Reforma Ministerial
Como principal partido da base aliada de Dilma e detentor da maior bancada no Senado e segunda maior da Câmara dos Deputados, o PMDB pode indicar parte da equipe que trabalhará com Dilma Rousseff a partir do dia 1º de janeiro de 2015.
O presidente do PMDB no Ceará, Eunício Oliveira, já constava da lista de ministeriáveis proposta por Michel Temer. O senador, no entanto, agradeceu o convite, mas afirmou não ter interesse em ocupar nenhuma pasta.

cearanews7

Números do TSE esvaziam discurso sobre divisão geopolítica do Brasil

 

Sudeste e Nordeste tiveram peso muito semelhante na reeleição de Dilma, contrariando ideia que atribui vitória petista apenas aos nordestinos. Radicais pedem que São Paulo se separe do país

por Redação RBA publicado 27/10/2014 17:02, última modificação 28/10/2014 11:28

PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS

festadilmapaulista_paulopinto_fotospublicas.jpg

Comemoração da vitória de Dilma em São Paulo, terra na qual Aécio teve ampla vitória. Divisão não é tão simples quanto parece

São Paulo – As redes sociais amanheceram hoje (27) com novas demonstrações racistas de ressaca eleitoral entre correligionários do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, derrotado no pleito de ontem por uma diferença de 3,45 milhões de votos. A intolerância contra nordestinos – já criticados por preferirem Dilma Rousseff no primeiro turno – foi além do discurso sobre a “divisão geopolítica” do Brasil e chegou ao separatismo. Uma ira, porém, que não resiste aos números.

Um dos principais porta-vozes da recente onda secessionista é o vereador da cidade de São Paulo, Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante da tropa de elite da Polícia Militar, entusiasta da ditadura e recém-eleito deputado estadual com 254 mil votos. “Que o Brasil engula esse sapo atravessado. Acho que chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”, lamentou, em sua página no Facebook, reproduzindo um cartaz que convocava paulistas a lutarem durante a Revolução Constitucionalista de 1932 contra o então presidente Getúlio Vargas.

“Já que o Brasil fez sua escolha pelo PT, entendo que Sul e Sudeste (exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro, que optaram pelo PT) iniciem o processo de independência de um país que prefere esmola do que o trabalho, preferem a desordem ao invés da ordem, preferem o voto de cabresto do que a liberdade”, queixou-se, antes de questionar: “Por que devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos.”

eleicoes estados.jpg

A simples conferência das urnas, porém, desmonta o discurso do coronel tucano. De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nordeste e Sudeste tiveram participação muito semelhante na vitória da candidata petista. A presidenta Dilma Rousseff obteve um total de 54,5 milhões de votos no segundo turno. A região tão atacada por setores da elite paulista contribuiu com 20,2 milhões de votos – 37% dos sufrágios ao PT. No Sudeste, 19,9 milhões de pessoas escolheram a presidenta – o que representa 36,5% dos votos em Dilma.

Por sua vez, Aécio Neves teve 25,4 milhões de votos no Sudeste, quase 6 milhões de vantagem sobre Dilma Rousseff, mostrando que a região claramente prefere o tucano. O representante do PSDB, porém, conseguiu apenas 7,9 milhões de votos entre os nordestinos – pouco mais de um terço da votação obtida pela presidenta na região. Fica claro, portanto, que o Nordeste nutre ampla predileção por Dilma Rousseff. Mas não é verdade que essa preferência se reflete com tanta ênfase para Aécio Neves no Sudeste.

Há certo equilíbrio entre a votação recebida por Dilma e Aécio no Norte do país. Os estados amazônicos concederam 4,4 milhões de votos à petista e 3,3 milhões ao tucano. A balança tampouco pende muito para Aécio no Centro-Oeste, onde obteve 4,3 milhões de votos contra 3,2 milhões de Dilma. No Sul, a vantagem do tucano é um pouco maior: 9,6 milhões contra 6,8 milhões. Os números do TSE, portanto, permitem dizer que, se há divisão política, ela abrange todo o país: pende significativamente para o PSDB, no Sudeste, e muito favoravelmente para o PT, no Nordeste.

http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/numeros-do-tse-esvaziam-discurso-sobre-divisao-do-geopolitica-do-brasil-4885.html

Carta Capital: PF suspeita de armação em depoimento de Youssef

 

Para a PF, a acusação do doleiro contra Lula e Dilma pode ter sido estimulada pela defesa de Youssef

O Conversa Afiada reproduz de Carta Capital:

PF SUSPEITA DE ARMAÇÃO EM DEPOIMENTO DE YOUSSEF, DIZ “O GLOBO”

Para a Polícia Federal, a acusação do doleiro contra Lula e Dilma pode ter sido estimulada pela defesa de Youssef, com intenção eleitoral, um dia antes da publicação de “Veja”
O jornal O Globo traz em sua edição desta quarta-feira 29 uma informação que pode ajudar a elucidar a história por trás da “bala de prata” da oposição contra Dilma Rousseff (PT), a indicação, feita pelo doleiro Alberto Youssef, de que a presidente reeleita e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo o jornal, os investigadores suspeitam que a declaração do doleiro pode ter sido forçada pela defesa para influenciar o resultado do segundo turno das eleições.

A Polícia Federal investiga como o depoimento de Youssef vazou e, segundo a reportagem do Globo indica, suspeita da ação da defesa do doleiro. De acordo com o jornal, Youssef prestou depoimento na terça-feira 21, como vinha fazendo normalmente, e não citou Lula ou Dilma. Na quarta-feira 22, diz o jornal, um dos advogados de Youssef pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior”. No interrogatório, afirma o Globo, o advogado “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”. Youssef disse, prossegue o jornal, “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”. A retificação acabou exatamente neste trecho.

No dia seguinte, a quinta-feira 23, antecipando sua circulação semanal em um dia, Veja publicou as declarações de Youssef a respeito de Lula e Dilma. Segundo a reportagem da revista, o doleiro não apresentou provas e elas não foram solicitadas.

A suspeita da PF levanta uma questão temporal curiosa. Enquanto a retificação do depoimento de Youssef teria ocorrido na quarta-feira, segundo O Globo, Veja afirmou em nota que sua APURAÇÃO “COMEÇOU NA PRÓPRIA TERÇA-FEIRA, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira”.

A defesa de Youssef é coordenada pelo advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto. Por um ano, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná. Como consta no site da empresa, ele ASSUMIU O CARGO EM 17 DE JANEIRO DE 2011, 16 dias após a posse de Beto Richa (PSDB) como governador do Paraná. Em 25 de abril de 2012, a carta de renúncia de Basto foi lida em assembleia geral da Sanepar, como consta em ATA TAMBÉM PUBLICADA no site da companhia. No último 23 de outubro, no mesmo dia da publicação de Veja, Basto disse ao mesmo jornal O Globo que DESCONHECIA O TEOR DO DEPOIMENTO dado por Youssef na terça-feira 21.

A reportagem sobre a suspeita da PF, publicada nesta quarta-feira 29 pelo Globo, no pé da página 6

A notícia veiculada pelo Globo, apurada de Brasília e Curitiba e que não tem assinatura em sua edição imprensa, apenas na VERSÃO ONLINE, foi relegada à parte inferior da página 6 do periódico, uma escolha que chama atenção diante da repercussão que teve a capa da revista Veja.
No horário eleitoral do dia seguinte, a sexta-feira 24, DILMA ROUSSEF DISSE QUE IRIA PROCESSAR VEJA, e prometeu INVESTIGAR A CORRUPÇÃO NA PETROBRAS “doa a quem doer”. Na Justiça, o PT conseguiu proibir a editora Abril de VEICULAR PROPAGANDAS DE SUA CAPA, considerada “propaganda eleitoral”, e também o DIREITO DE RESPOSTAdiante da reportagem.

Na sexta-feira e no sábado, véspera do segundo turno, panfletos com a capa impressa de Veja foram distribuídos em várias cidades do Brasil. Na madrugada de sábado 25 para domingo 26 começou a circular pelas redes sociais o BOATO DE QUE YOUSSEF, INTERNADO EM CURITIBA, TERIA SIDO ENVENENADO. A Polícia Federal e o hospital em que ele esteve desmentiram a informação, que circulou pelas redes sociais em uma velocidade impressionante, assustando a militância petista na reta final da votação e provocando um impacto que dificilmente poderá ser mensurado.

Também na imprensa brasileira houve repercussões. No domingo 26, um colunista da Folha de S.Paulo, que publicou reportagem de teor semelhante ao de Veja a respeito do suposto conhecimento de Lula e Dilma sobre a corrupção, acusou a TV Globo de ter “medo” ao não repercutir as denúncias dos dois veículos no Jornal Nacional. Em resposta, o diretor de jornalismo da Globo afirmou que as fontes da emissora não confirmaram “com suas fontes o sentido do que fora publicado” pela revista e classificaram como “distorcida” da reportagem da Folha.
(Por José Antonio Lima)

Até quando jornalistas como Merval serão financiados com dinheiro público?

 

por : Paulo Nogueira

Bancado com dinheiro público

Bancado com dinheiro público

Uma das coisas essenciais que você aprende como executivo é a chamada “base zero” para elaborar orçamentos.

Na inércia, nas empresas, cada departamento vai simplesmente acrescentando no planejamento de seus gastos  5% ou 10%, a cada ano.

A base zero evita isso. Você mergulha em cada investimento e verifica se ele ainda faz sentido. Às vezes, em vez de mantê-lo ou aumentá-lo, você percebe que o melhor mesmo é eliminá-lo.

A quem interessar: foi uma das coisas que aprendi em meus anos de editor da Exame e, depois, de diretor superintendente de uma unidade de negócios da Abril.

Minha introdução se destina a falar da regulação da mídia – um assunto que vai provocar fortes emoções nos próximos meses.

Um passo vital – e este independe de qualquer outra coisa que não seja a vontade do governo – é fazer um orçamento a partir da base zero nos gastos com publicidade do governo federal.

Por exemplo: faz sentido colocar 600  milhões de reais por ano na Globo? Citei a Globo porque, de longe, é ela quem mais recebe dinheiro federal na forma de anúncios.

Do ponto de vista técnico, o carro-chefe da Globo é a televisão aberta – uma mídia que vai se tornando mais e mais obsoleta à medida que avança a Era Digital.

Veja as audiências da Globo. Nos últimos meses, ou até anos, é comum você ver que foi batido o recorde de pior Ibope de virtualmente toda a grade da Globo.

Jornal Nacional? Antes, 60% ou coisa parecida. Agora, um esforço para ficar na casa dos 20%.

Novelas? Para quem chegou a ter 100% em capítulos finais, é uma tragédia regredir, hoje, a 30%, e isto na novela principal, a das 9.

Faustão, Fantástico? Em breve, estarão com um dígito de audiência, pelo trote atual.

Não vou entrar aqui na questão da qualidade. Se um gênio assumisse o Jornal Nacional, o conteúdo melhoraria, mas a audiência não: é a Era Digital em ação.

Pois bem.

Tudo aquilo considerado, 600 milhões por ano fazem sentido tecnicamente?

É claro que não.

Quanto faz sentido: metade? Um terço? Não sei: é aí que entra o estudo com base zero.

É curioso notar que um efeito colateral desse dinheiro colossal que entra todos os anos na Globo – seu Anualão – é o pelotão de jornalistas como Jabor, Merval, Sardenberg, Waack, Noblat e tantos outros dedicados à manutenção dos privilégios de seus patrões e, claro, deles próprios.

Não  é exagero dizer que eles são financiados pelo dinheiro do contribuinte.

Digamos que para 2015 fosse mantida metade do Anualão da Globo. Haveria, aí, 300 milhões de reais ou para ajudar a equilibrar as contas públicas ou, no melhor cenário, para ampliar programas sociais.

Cito a Globo apenas pelo tamanho de seu caso.

Alguns meses atrás, a sociedade subitamente se perguntou se era certo o governo federal colocar 150 milhões por ano no SBT, em publicidade, para que, no final, aparecesse em seu principal telejornal com enorme destaque uma comentarista que apoiava justiceiros, Raquel Sheherazade.

Esqueçamos, no caso do SBT, Sheherazade e tantos outros comentaristas de emissoras afiliadas iguais a ela, como Paulo Martins, do SBT de Curitiba.

“O PT é um tumor maligno”, escreveu ele em sua conta no Twitter perto das eleições. “Essa eleição é o ponto limite para o Brasil desse mal com tratamento convencional. Depois dessa, é muita dor ou morte.”

Em português: ele estava pregando um golpe na democracia em caso de fracasso no “tratamento convencional” – a vontade da maioria expressa nas urnas.

Também ele – aliás numa concessão pública – é bancado pelo dinheiro público. A sociedade aprovaria esse emprego de dinheiro?

É irônico, mas o que a mídia tem que enfrentar é um choque de capitalismo: andar pelas próprias pernas, sem o Estado-babá. (Até hoje vigora uma reserva de mercado na imprensa, por absurdo que pareça em pleno 2014.)

Os bilhões que ano após ano o sucessivos governos – na Era FHC as somas eram ainda maiores – colocam nas grandes corporações de mídia têm ainda uma consequência pouco discutida.

Dependentes do governo – nenhuma sobreviveria se as verbas fossem extirpadas –, elas entram em pânico a cada eleição presidencial. E fazem o que todos sabemos que fazem, pela manutenção de seus privilégios.

Aécio, agora, era a garantia de vida boa para todas elas. O modus operandi de Aécio é conhecido: como governador de Minas, ele triplicou os gastos com publicidade.

Ele não teve o pudor de deixar de colocar dinheiro público nem nas rádios de sua própria família.

Na Minas de Aécio, a imprensa amiga foi bem recompensada com anúncios´, incluída a Globo local.

E aqui um acréscimo importante: fora o dinheiro federal, as grandes corporações de mídia são abençoadas também com anúncios de governos estaduais e municipais.

Em São Paulo, os governos do PSDB têm contribuído na medida de suas possibilidades com empresas como Abril, Estado e Folha.

E não só com publicidade. Todo ano, o governo paulista renova um grande lote de assinaturas da Veja para distribuir as revistas em escolas públicas.

Felizmente para a cabeça dos jovens, as revistas sequer são tiradas do plástico que as embala.

Que jovem lê revista, hoje? Mesmo assim, as assinaturas são sempre renovadas.

Mas um passo por vez.

Fazer um orçamento de marketing  com base zero nos gastos com publicidade seria uma das atividades mais nobres nestes meses finais de 2014 para a equipe do governo.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Rejeição de decreto na Câmara é como 3º turno para oposição, dizem especialistas

 

Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a derrubada, na Câmara dos Deputados, do decreto presidencial que regulamentava a Política Nacional de Participação Social e os conselhos populares tem um significado de revanche, de terceiro turno eleitoral, para os partidos de oposição ao governo.

Desde a publicação do decreto, alguns setores do Congresso Nacional vêm se opondo à ampliação da participação da sociedade civil na elaboração de políticas do Estado, destacou o advogado Darci Frigo, coordenador da Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos.

“Essa oposição se dá em função do entendimento bastante conservador de que o decreto é uma ameaça à democracia representativa, que está configurada através do voto. Mas a Constituição garante também a democracia direta, em um processo como esse, que amplia a participação da sociedade. Seria um avanço importante de qualificação da democracia, mas o Congresso não quer dividir poder com a sociedade, e essa negativa confronta com as mobilizações que ocorreram no Brasil em 2013, que pediam essas mudanças”, disse Frigo.

Para o advogado, a participação popular não implica a existência de conflito com os direitos parlamentares, mas sim complementa. “A democracia representativa não faz o esforço para resolver os problemas que a sociedade está vivendo. Isso sinaliza que, se a população não se mobilizar, não ir às ruas de novo, a reforma política que está por vir pode ser no sentido de retroceder e não atender aos anseios do povo”, completou.

Frigo conta ainda que a Articulação Justiça e Direitos Humanos, da qual a Terra de Direitos faz parte, solicitou audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para discutir meios que permitam à sociedade participar de forma mais ativa no processo de construção da Justiça do país. Ele conta que o ministro falou sobre a ampliação dos mecanismos de participação em seu discurso de posse na presidência da Corte. “Seria um passo importante para debater ainda mais a participação popular.”

Saiba Mais

A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro Souza, explica que, na prática não haverá mudança na criação de novos conselhos e eles continuarão existindo. O decreto apenas regulamentava e reorganizava os conselhos e responsabilizava mais os governos, nos três níveis.

“Temos quase 30 anos de democracia, mas é possível melhorar, ter mais articulação entre a democracia participativa e a representativa. Não é porque o Legislativo foi eleito pelo povo que damos o direito de [os parlamentares] legislarem sem dar voz às comunidades. [A derrubada do decreto] foi uma reação revanchista, precipitada, sem transparência ou diálogo com uma política de Estado”, disse Maria do Socorro.

Em participação ontem (28) no programa Espaço Público, da TV Brasil, o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, disse que a derrubada do decreto não é o fim do mundo. “Já perdemos várias, perdemos votações e a vida segue, claro que queremos ganhar o máximo possível. Mas o resultado é ruim para quem defende posições populares”, avaliou.

“É uma derrota simbólica”, disse o assessor de Projetos e de Formação da Coordenadoria Ecumênica de Serviço, José Carlos Zanetti. “O decreto seria o coroamento da criação de um sistema de muitos conselhos já existentes, que legitimam políticas públicas. Houve um sinal ruim com a suspensão do decreto que cria uma cortina de fumaça naquilo que já estava acontecendo, provoca um desgaste na sociedade”, disse.

Segundo a coordenadora-geral da associação Ação Educativa e integrante da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão, o decreto estava ligado à transparência e coibia o aparelhamento do governo. Para ela, a Câmara colocou em xeque a iniciativa de milhares de pessoas que, voluntariamente, participam de conselhos em todos os níveis pelo país.

“Não há nenhum argumento válido [dos deputados]. A perda é grave com a atitude do Congresso, uma ação que seria importante para a democracia ser usada para embate político. E o que chama a atenção é a participação de um grupo tão grande de lideranças de partidos historicamente comprometidos com a participação social”, disse Vera.

A integrante da Abong acrescentou que a sociedade saiu mais politizada da eleição e que é preciso cobrar desses partidos uma oposição mais qualificada, com mais consistência dos argumentos e propostas alternativas. “Se eles se sentem ameaçados, têm que explicitar”, argumentou Vera.

O Projeto de Decreto Legislativo 1.491/14, que derruba o Decreto nº 8.243, de maio deste ano, ainda passará pela avaliação do Senado Federal. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje que “dificilmente” o decreto será mantido no Senado.

Agência Brasil

SP: por trás da falta d’água, privatização e ganância

Água do 'volume morto' começa a ser captada e chega às torneiras domingo

Obcecada por lucros e bolsa de Nova York, empresa de saneamento abandonou investimento em mananciais, até deixar população à míngua

Por Lúcia Rodrigues, no Viomundo

A falta de água em São Paulo não pode ser atribuída à ausência de chuvas no último período. A principal causa para o esvaziamento do sistema Cantareira, maior reservatório da região metropolitana, se deve à falta de investimentos do governo do Estado na ampliação de novos mananciais. Essa é a conclusão do professor aposentado da Escola Politécnica da USP e engenheiro de hidráulica e saneamento Júlio Cerqueira Cesar, um dos maiores especialistas na área.

Ele explica que estiagens são comuns em outros países e nem por isso a população fica sem água potável nas torneiras. “O que está acontecendo em São Paulo, acontece em qualquer lugar do mundo. Faz parte do ciclo hidrológico. A chuva não é a culpada. O problema é que o sistema de abastecimento de água tem de ter a capacidade de suprir essa variação na precipitação, e isso não ocorreu aqui”, enfatiza.

“O governo não investiu na ampliação de mananciais, são os mesmos de 30 anos atrás. Nesse período, a população cresceu em 10 milhões de pessoas (saltou de 12 milhões para 22 milhões). Os mananciais existentes não são capazes de atender a essa demanda. Essa é a grande causa da falta de água em São Paulo”, ressalta.

A falta de investimento na ampliação de novos mananciais tem explicação. Segundo o professor Júlio, até o início da década de 1990, o objetivo da companhia era atender a população com saneamento básico, para manter a saúde pública em níveis adequados. “Até 90, a companhia era comandada por engenheiros sanitaristas, depois disso a Sabesp aderiu ao lucro de corpo e alma. Deixou de se preocupar com seus usuários e passou a se preocupar com seus acionistas. Hoje quem comanda a Sabesp são economistas e advogados. O objetivo da empresa mudou. É para dar lucro para os acionistas.”

Para o geólogo e deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), líder da minoria (PT – PSOL – PCdoB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a lógica do lucro na Sabesp é anterior à década de 90, e remonta à época da ditadura militar. “Vem desde o Maluf, mas os tucanos intensificaram a mercantilização da água ao abrir o capital da Sabesp em Bolsa. Isso agudizou o problema, porque os acionistas não querem abrir mão do lucro para se fazer os investimentos necessários, por exemplo, na ampliação dos mananciais.”

Apesar de não ter sido privatizada nos moldes tradicionais, na prática a Sabesp deixou de ser pública. Em 2000, a companhia teve inclusive seu capital acionário aberto na Bolsa de Nova York. “Com a abertura do capital, a companhia deixou de ser uma empresa de saúde pública e virou um balcão de negócios. Só se preocupa com o lucro dos acionistas, que estão muito satisfeitos”, afirma o professor Júlio.

Com faturamento anual na casa dos R$ 10 bilhões e lucro líquido em torno de R$ 2 bilhões, a Sabesp tem repassado anualmente a seus acionistas aproximadamente R$ 500 milhões. “Os acionistas estão dando risada, enquanto os usuários choram”, ironiza o professor, ao se referir à falta de água que atinge os moradores da região metropolitana de São Paulo.

O professor conta que dez anos após o capital da companhia ter sido aberto na Bolsa de Nova York, a Sabesp foi premiada nos Estados Unidos por ser a empresa que mais se valorizou no período. “Sucesso financeiro e fracasso completo em saúde pública…”, sentencia.

Lucro X Investimento

Para ele, a abertura das ações na Bolsa de Nova York é um dos principais motivos da falta de investimento na ampliação dos mananciais para o abastecimento de água da população de São Paulo. “Não investe porque só quer ter lucro para repassar aos acionistas. Estar na Bolsa de Nova York é sintomático. A Sabesp entrou na lógica do lucro, deixou de se preocupar com água e saneamento básico, para se preocupar com seus acionistas.”

O deputado petista destaca que o comportamento da Sabesp é diametralmente oposto ao da Petrobras, que também tem ações em Bolsa, mas não abriu mão de investir. “A Petrobras não deixou de fazer os investimentos necessários, tanto é que descobriu o pré-sal”, alfineta. Adriano Diogo também é critico em relação ao valor da tarifa cobrada dos usuários pela Sabesp. “É uma das contas de água mais caras do mundo. Isso é para dar lucro para os acionistas.”

Para o ex-governador do Paraná, senador Roberto Requião (PMDB-PR), “o aumento da tarifa e a fantástica distribuição dos lucros nas bolsas” são consequências da privatização do interesse público. “O objetivo não é mais o saneamento básico e a purificação da água, mas dar lucro aos acionistas. Transformaram a água numa commodity [mercadoria]”, critica.

Requião afirma que o resultado de uma empresa de água deve ser medido pelo serviço que presta à população e não pelo lucro que gera a seus acionistas. Ele teme que seus adversários também abram o capital acionário da Sanepar, a companhia de água e saneamento do Paraná, em Bolsa. Parte dela já havia sido vendida por seu antecessor.

“Empresa de água tem de ser pública. Quando saí do governo, deixei em caixa na Sanepar R$ 1 bilhão. O Beto Richa (atual governador do Estado) chegou e aumentou a participação (dos acionistas) de 25% para 50% e passou a não fazer mais investimentos. O Estado não tem de tirar dinheiro da empresa, tem de reinvestir.”

O governador Beto Richa, do Paraná, é do mesmo partido de Geraldo Alckmin, seu colega paulista: PSDB.

Medo da eleição

Mas a falta de investimentos em novos mananciais devido à preponderância na valorização dos interesses dos acionistas em detrimento do bem-estar da população está se tornando o grande pesadelo do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB).

A falta de água representa um risco real à sua reeleição. “O governador não assume o racionamento porque quer ser reeleito e acha que se fizer, não será. Está empurrando a crise da água em São Paulo, com a barriga, politicamente… É impressionante a desproporção entre o tamanho do problema e a pequenez das soluções adotadas pelo governo”, critica o professor.

Além da crise que atinge os moradores da região metropolitana neste momento, três milhões de pessoas já sofriam com a falta de água antes desse problema. “A Sabesp faz ligação de rede pra todo mundo, porque assim cobra a tarifa, só que depois não leva a água até a casa das pessoas. Diz que o cano furou… Infelizmente são os pobres que pagam…”

Ele revela que há um déficit de 13 metros cúbicos de água por segundo entre o que é oferecido pela Sabesp e o que é demandado pela população. Os reservatórios fornecem em torno de 72 metros cúbicos por segundo, quando deveriam liberar 85.

A situação é gravíssima. Um técnico da companhia que não quer se identificar com medo de represálias, porque a Sabesp persegue quem aponta seus erros, reforça a preocupação do professor. “Este ano há o risco de um colapso.”

“A Cantareira seca no próximo mês”, frisa Júlio. “E o Alto Tietê deve secar até no máximo novembro, se as coisas continuarem do jeito que estão”, completa o funcionário.

Desperdício

Um dos problemas levantados pelo técnico para o agravamento da crise é o desperdício de água pela própria Sabesp, que hoje ultrapassa os 30% do volume produzido, segundo dados da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp). Esse percentual de desperdício é suficiente para abastecer uma cidade como Campinas.

Os vazamentos em grande medida são fruto da política adotada pela companhia, que optou por terceirizar parte de seus serviços. “Isso tem reflexo na qualidade do serviço prestado. Não dá pra comparar o trabalho de um funcionário da Sabesp com o de uma (empresa) terceirizada. Quem é terceirizado não recebe a mesma formação que nós, a rotatividade dessas empresas é muito grande. Por isso, não é raro que logo depois de se instalar uma rede, ela esteja vazando”, explica.

Ele revela como essa política também pode aumentar drasticamente o valor da conta de água. “Quando falta água, entra ar nos canos e o hidrômetro começa a girar que nem louco. Isso faz com que a conta de água aumente muito, sem a pessoa saber o porquê. Se são técnicos da Sabesp, fazem ventosas no sistema para retirar esse ar, mas os terceirizados não fazem isso…”, lamenta.

Racionamento vai perdurar

Para o professor Júlio, a população vai pagar pelo erro do governo do Estado de São Paulo. Ele considera inevitável o racionamento no curto e médio prazo. O próximo ano deve ser ainda mais difícil. Ele prevê que o racionamento dure em torno de dois anos.

“Se (Alckmin) quisesse resolver tecnicamente o problema, já deveria ter começado o racionamento em dezembro do ano passado e tomado uma série de providências, mas não fez isso. O governador quer empurrar o problema para depois das eleições.”

“A boa notícia é que temos água em condição de ser trazida para as cidades, o problema é que essas obras demoram muito para serem concluídas.”

O professor se refere à bacia hidrográfica localizada no Vale do Ribeira. “Lá há pouca gente e uma quantidade enorme de água. Não vai afetar em nada a vida dos moradores.”

http://spressosp.com.br/2014/10/29/sp-por-tras-da-falta-dagua-privatizacao-e-ganancia/

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Brasil dividido? A culpa não é dos nordestinos

 

"A eleição presidencial mais parelha dos 125 anos de República deixa o país dividido entre os que produzem e pagam impostos e os beneficiários de programas sociais. O desenho esboçado no primeiro turno, com a divisão do país em dois grandes blocos, recebeu traços mais fortes: grosso modo, o Norte-Nordeste perfilado ao PT, o Sudeste-Sul-Centro/Oeste com a oposição. Fica evidente que o país que produz e paga impostos _ pesados, ressalte-se _ deseja o PT longe do Planalto, enquanto aquele Brasil cuja população se beneficia dos lautos programas sociais _ não só o Bolsa Família _ financiados pelos impostos, não quer mudanças em Brasília, por razões óbvias".

Engana-se quem atribuir a análise acima ao sociólogo Fernando Henrique Cardoso, na mesma linha da que o ex-presidente já havia feito ao final do primeiro turno das eleições presidenciais.

Desta vez, o pensamento único dos que dividem o Brasil entre quem produz e os vagabundos que vivem de bolsas está no editorial do jornal carioca O Globo, sob o título "A Mensagem das Urnas", publicado em sua edição desta terça-feira _ de resto, é o que está na raiz das manifestações racistas e preconceituosas contra os nordestinos que invadiram as redes sociais desde que foi anunciada a vitória de Dilma Rousseff na noite de domingo.

Grosso modo, como diria o jornal, os números finais divulgados pelo TSE desmentem esta teoria. Vamos a eles.

Quem assegurou a vitória do PT foram exatamente os eleitores do Sul e Sudeste, que deram 26,6 milhões dos votos totais obtidos por Dilma, ou seja, mais de 2 milhões de votos a mais do que os obtidos por ela no Norte e Nordeste, com 24,5 milhões de votos.

Ao contrário do que afirmam o editorial de "O Globo" e dez entre dez analistas da grande mídia, isto significa que Dilma recolheu 48,8% dos seus 54,5 milhões de votos na chamada região "rica e produtiva" do Sul e Sudeste, e 45% vieram do "pobre e dependente" eleitorado do Norte e Nordeste.

Quem diz e escreve o contrário, como se fosse a verdade absoluta das coisas, é porque não conhece o Brasil e se baseia nos mapas eleitorais produzidos nas eleições americanas, em que o candidato leva todos os votos dos delegados de Estados onde venceu as eleições.

Aqui não é assim. Nos mapas publicados pela imprensa brasileira, o Rio Grande do Sul, por exemplo, onde Aécio Neves venceu, aparece em azul, mas lá Dilma conseguiu 46,47% dos votos, quer dizer, quase a metade. No Rio de Janeiro, que aparece em vermelho no mapa, aconteceu o contrário: Dilma venceu, mas Aécio teve 45,06% dos votos.

Se prestassem mais atenção nos números do TSE, editorialistas, sociólogos e analistas perceberiam que não é o país que está dividido ao meio, geográfica e socialmente, mas apenas os votos dos partidos, que se espalharam por todos os Estados, com predominância de um ou outro candidato, dando na soma final a vitória a Dilma por uma diferença de apenas 3 milhões de votos.

Assim, não se pode afirmar que quem derrotou o candidato tucano foi o Nordeste, onde o PSDB sempre foi muito fraco e o PT é hegemônico. Mais justo seria buscar as razões da derrota de Aécio em Minas Gerais, Estado por ele governado durante oito anos, que agora aparece em vermelho no mapa. Era de lá que o PSDB planejava sair com uma vantagem de três milhões de votos, exatamente o que lhe faltou para vencer as eleições. E lá Aécio acabou ficando com 548 mil votos a menos do que Dilma. "Nem na pior projeção pensamos nesse resultado, após o Aécio sair do governo com 92% de aprovação", lamentou-se Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro.

Não é justo, portanto, colocar a culpa nos nordestinos.

Vida que segue.

Do blog Balaio do Kotscho

O Bolsa-família na Europa

 

Postado por Juremir em 23 de março de 2010 - Sem categoria

O Bolsa-família na Europa

Dizem que bolsa-família é coisa de país atrasado. Concordo. Todo país europeu desenvolvido e com algum senso de responsabilidade social tem bolsa-família. Sem esse nome, claro. A Alemanha tem. A França tem. Os países escandinavos tem. Até a Inglaterra tem. Os europeus são dinossauros. Na França, o bolsa-família atende pelo nome de “aides sociales” (ajudas sociais). A França é totalmente insensível aos novos tempos. O seguro-desemprego francês pode durar até 36 meses. Depois disso, se a vida continua dura, o sujeito pode ter acesso ao RMI (renda mínima de inserção): 447 euros para uma pessoa só, 671 euros para quem tiver um filho. Quase 2 milhões 500 mil franceses recebem o RMI (nome válido até este ano). A partir dos 59 anos de idade, a pessoa pode receber o RMI sem sequer ter a obrigação de procurar trabalho. Não dá!
As famílias francesas recebem ajuda financeira conforme o número de filhos. O Estado ajuda a alugar apartamento e até a tirar férias. O sistema de saúde é universal e gratuito, inclusive os medicamentos. Que atraso! Um estudante estrangeiro em situação regular na França pode receber ajuda do Estado para ter onde morar. É muita mamata. Lembrete: o governo francês atual é, como eles dizem, de direita. Mas o Estado francês é republicano. A concepção de Estado dos europeus é muito esquisita: uma instituição para ajudar a todos e proteger os interesses da coletividade, devendo estimular a livre-iniciativa e dar condições de vida digna aos mais desfavorecidos. Agricultores recebem subsídios. Empresas ganham incentivos. A universidade é gratuita para todos os aprovados no BAC, o Enem deles. Há vagas para todos. Obviamente não há necessidade de cotas. Que loucura!
Existem instituições privadas de ensino, cujos salários dos professores são, em geral, pagos pelo Estado, pois se trata de um serviço de utilidade pública. Aí os nossos liberais adoram dizer: “E por isso que a França está quebrada”. Tive a impressão de que a crise mundial mostrou os Estados Unidos mais quebrados do que a França. Os mesmos liberais contradizem-se e afirmam: “A França é rica e pode se dar esse luxo…” É rica ou está quebrada? Quase 30% do PIB francês é distribuído em ajudas sociais. O modelo francês enfurece os capitalistas tupiniquins, leitores de revistas como a Veja, cujas páginas pingam ideologia. Visto que dá mau exemplo de proteção social, o Estado francês é chamado de anacrônico, ultrapassado, assistencialista e outros termos do mesmo quilate usados na guerra midiática. Está certo. Moderno é ajudar a turma dos camarotes e mandar a plebe se virar. Acontece que a plebe do Primeiro Mundo não aceita esse tipo de modernidade tão avançada.
É plebe rude. Se precisa, quebra tudo, mas não cede. Os ruralistas de lá são mestres em incendiar prefeituras quando falam em cortar-lhes os subsídios estatais. Nas cidades, a turma adora queimar uns carros para fazer valer seus direitos. Na Europa, pelo jeito, não se melhora o Estado piorando a sociedade. A França tem muito a aprender com o Brasil. Somos arcaicamente modernos. Numa pesquisa recente, a França tem a melhor qualidade de vida da Europa. Nada, claro, que possa nos superar.

Comunicado de Imprensa

 

O Projeto “Nós Fazemos a Diferença no Desenvolvimento Sustentável da Rota das Emoções”, realizado pela CARE Brasil, com financiamentos da União Europeia e parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos do Estado do Ceará, COGERH, e a prefeitura municipal de Camocim-CE, realizou nos dias 16 e 17 de outubro o “Curso em Gestão de Bacias Hidrográficas”.

O objetivo era proporcionar ao poder público e à sociedade civil organizada uma visão ampla acerca do gerenciamento participativo das águas, voltado ao atendimento dos usos múltiplos e o desenvolvimento sustentável, tendo seus princípios fundamentais regidos pelas leis nacional e estadual dos recursos hídricos.

A primeira etapa da atividade aconteceu no auditório da 4ª Crede de Camocim, das 8 às 12 e das 14 às 17h30. No total, são 30 horas de formação com abordagem dos seguintes temas: papel da bacia hidrográfica no desenvolvimento sustentável, legislação ambiental aplicada às bacias, Política Nacional de Recursos Hídricos, os conflitos de uso, uso do solo e recursos hídricos, a gestão das bacias e construindo comitês de bacias. A data da segunda etapa ainda será definida. O curso contou com 39 inscritos e foi ministrado por técnicos da COGERH.

“Acreditamos que um desenvolvimento sustentável perpassa pela qualidade do uso de nossos bens. Enquanto projeto queremos infundir no Poder Público e na Sociedade Civil discussões que não sabemos até que ponto são atendidas pelos seus planos de governos, o uso dos recursos hídricos e sua gestão é uma dessas pautas”, disse Gérson Felix, consultor pedagógico da CARE Brasil no Piauí.

O curso faz parte de mais uma ação do Projeto “Nós Fazemos a Diferença para o Desenvolvimento Sustentável da Rota das Emoções”, que busca potencializar a capacidade da gestão pública e social dos 14 municípios que compõem a Rota das Emoções para melhor responder as questões sociais, ambientais e econômicas da região – vinculadas ao desenvolvimento do turismo regional sustentável.

Sobre a CARE Brasil – A CARE Brasil é uma ONG brasileira, com título de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que iniciou suas operações em 2001. A CARE Brasil se concentra no combate à pobreza, abordando as suas causas estruturais por meio de projetos de desenvolvimento urbano e rural. Para este fim, opera atualmente em nove estados, incluindo duas áreas urbanas (Rio de Janeiro e São Paulo) e sete regiões rurais (Acre, Bahia, Piauí, Pará, Maranhão, Ceará e Goiás). Atua, ainda, na resposta e redução de risco de desastres, com projetos na Região Serrana do Rio de Janeiro, e em Francisco Morato, em São Paulo.

A CARE Brasil faz parte da rede CARE Internacional. Com atuação em 87 países, a CARE apoiou, em 2013, mais de 97 milhões de pessoas, melhorando a saúde básica e a educação, combatendo a fome, desenvolvendo o acesso à água potável e saneamento, expandindo oportunidades econômicas, combatendo as mudanças climáticas e atuando na recuperação de desastres. Para mais informações, acesse: www.care.org.br.

Dr. Lima 

Para Aloysio Nunes, Dilma não tem 'autoridade' para pedir diálogo

 

Aloysio NunesDois dias após o segundo turno, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ex-vice na chapa de Aécio Neves à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira que rejeita participar de qualquer acordo com a presidente Dilma Rousseff (PT). Para ele, Dilma não tem “autoridade moral” para propor um diálogo. Em inflamado discurso da tribuna do Senado, o tucano disse que Dilma não pode dizer que “não sabia o que estava acontecendo” dos ataques que ele e Aécio sofreram na internet de pessoas “a serviço do PT”.

“(Não se pode) transformar as redes sociais em um esgoto fedorento para destruir adversários. Foi isso que fizeram. Não diga a candidata Dilma que não sabia o que estava acontecendo. Todo mundo percebia as insinuações que fazia nos debates e os coros nos debates sociais, dizendo que o Aécio batia em mulheres era drogado. Quem faz isso não tem autoridade moral para pedir diálogo. Comigo, não. Estende uma mão e, com a outra, tem um punhal para ser cravado nas costas”, criticou o tucano. Aloysio Nunes disse também ter sido informado por familiares de que, nas redes sociais, o nome dele chegou a ser vinculado ao tráfico de drogas.

O tucano disse que pretende discutir reforma política, como defendeu Dilma no discurso da vitória no domingo (26), mas destacou que antes quer que sejam concluídas as investigações dos escândalos da Petrobras, para que não digam que há “corrupção na política porque faltam recursos de financiamento público para as campanhas”.

Aloysio Nunes reafirmou o discurso, já relatado em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, que não dará trégua ao governo.

O tucano disse que Dilma não cumpriu nenhuma das promessas para a PF e para a Polícia Rodoviária Federal. E concluiu o discurso, em duro tom: “Eu fui pessoalmente agredido por canalhas escondidos nas redes sociais a serviço do PT, de uma candidatura. Eu devo essa satisfação às minhas famílias, amigo e à nação. Não faço acordo. Não quero ser sócio de um governo falido, e nem cúmplice de um governo corrupto”.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que “de nenhuma forma” o PT, como partido, ou Dilma teriam estimulado ou patrocinado qualquer tipo de agressão nas redes sociais. O petista disse que não se pode atribuir essa ação ao PT e exemplificou que, no dia da eleição, foi atribuído a petistas a suposta morte por envenenamento do doleiro Alberto Youssef, delator do esquema de corrupção na Petrobras, que foi internado em um hospital em Curitiba no final de semana.

http://www.cearaagora.com.br/site/2014/10/para-aloysio-nunes-dilma-nao-tem-autoridade-para-pedir-dialogo/

Dilma quer fim dos 'feudos' de partidos nos Ministérios

 

Dilma-aeroportosA presidente Dilma Rousseff quer acabar com os feudos dos partidos na Esplanada dos Ministérios ao anunciar sua equipe do segundo mandato, além de fortalecer a articulação política do Palácio do Planalto. Decidida a não deixar que as legendas transformem as vagas do primeiro escalão em “capitanias hereditárias”, que passam de um governo para outro, Dilma pretende fazer uma ampla troca de cadeiras na qual nem todos ficarão onde estão. O PT, hoje com 17 dos 39 assentos no Ministério, poderá ter seu espaço reduzido.

Apoiada por uma coligação de nove partidos (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB), a presidente sabe que enfrentará resistências na base aliada, mas avalia que tudo será resolvido com negociação caso a caso. Eleita com uma margem apertada de votos na disputa contra Aécio Neves (PSDB), Dilma tem uma “fatura” política a pagar e fará de tudo para evitar rebeliões e problemas com o Congresso. “Não é o momento nem a hora de discutir nomes do próximo governo. No tempo exato darei o nome e o perfil”, afirmou ontem a presidente em entrevista ao Jornal da Record. “Não vou discutir um ministro, mas um ministério.”

Auxiliares de Dilma, porém, dão como certo o “rodízio” dos partidos no comando de pastas, com prováveis “compensações” em diretorias de estatais. Ministérios como o dos Transportes, há anos com o PR, Cidades, nas mãos do PP, e Previdência, dirigidas pelo PMDB, podem entrar nesse remanejamento.

Kassab

O PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab deverá ganhar mais uma vaga na equipe, mantendo a Secretaria da Micro e Pequena Empresa com Guilherme Afif Domingos. Apesar de filiado ao PSD, Afif entrou no governo, no ano passado, na cota pessoal de Dilma.

Na bolsa de apostas, o nome de Kassab é citado para ocupar o Ministério das Cidades, mas ele desconversa. “O PSD será governo sim, mas não impôs qualquer condição ao declarar apoio à presidente e a escolha de ministros é uma decisão da presidente” afirmou Kassab, derrotado na disputa pelo Senado.

Núcleo duro

Na tentativa de driblar revoltas de aliados, que barrem votações importantes para o governo no Congresso, Dilma também quer reabilitar o chamado “núcleo duro” do Planalto para discutir semanalmente as estratégias do governo, principalmente na seara política. O grupo foi criado no primeiro mandato do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, e Dilma chegou a participar dele como ministra da Casa Civil. Aos poucos, porém, esse núcleo foi diluído.

O desejo da presidente é resgatar o modelo de uma Casa Civil mais política, como no tempo do então ministro Antônio Palocci – que caiu em 2011, no rastro do escândalo da multiplicação do patrimônio -, acompanhado de um núcleo que a assessore no dia a dia da relação com o Congresso. O grupo, porém, seria agora composto por ministros mais próximos dela, os chamados “dilmistas”.

http://www.cearaagora.com.br/site/2014/10/dilma-quer-fim-dos-feudos-de-partidos-nos-ministerios/

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Reeleição de Dilma mostra "solidez da democracia", diz Obama

 

Ao receber a ligação do líder americano, Dilma agradeceu os cumprimentos e ressaltou ter todo interesse em estreitar laços com os EUA

Presidente dos EUA, Barack Obama, reunido com a presidente Dilma Rousseff no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington. 9/4/2012

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou nesta terça-feira (28) para a presidente Dilma Rousseff cumprimentando-lhe pela reeleição. Na ligação, Obama disse que o pleito demonstrou “a solidez da democracia brasileira” e que pretende continuar a trabalhar com a mandatária brasileira, com quem espera encontrar-se por ocasião da reunião do G20, na Austrália, nos dias 15 e 16 de novembro. As informações são da Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Obama disse que valoriza a parceria bilateral com o Brasil e vê grandes oportunidades de cooperação nas áreas econômico-financeira e de energia. O presidente dos Estados Unidos sugeriu que equipes dos dois países "trabalhem os mecanismos existentes para definir a agenda para 2015, estabelecendo as bases para preparação da visita de Estado da presidente brasileira aos EUA em momento oportuno".

No ano passado, Dilma cancelou uma visita de Estado ao país após as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) contra pessoas do governo, incluindo ela própria e empresas estatais, feitas pelo ex-consultor de informática do órgão Edward Snowden. Obama observou que recebeu impressões muito positivas de seu vice, Joe Biden, sobre a reunião que manteve com a presidente Dilma durante a visita feita ao Brasil, na Copa do Mundo.

SAIBA MAIS

Dilma afirma que mudanças na economia começam em novembro

Dilma diz que novas medidas serão objeto de amplo diálogo entre todos setores

Secretário-geral da OEA felicita Dilma e destaca pleito exemplar no Brasil

Dilma recebe cumprimentos de chefes de Estado por telefone, Twitter e cartas

De acordo com sua assessoria, a presidente agradeceu os cumprimentos do colega e disse que a eleição foi importante para o Brasil e para a região. Ela ressaltou ter todo interesse em estreitar laços com os Estados Unidos e que terá satisfação em encontrá-lo na reunião do G20. Dilma também concordou com a importância do trabalho bilateral para preparar uma visita de Estado ao país.

Além de Obama, Dilma recebeu o telefonema, hoje, do presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, que também a cumprimentou pela reeleição e desejou-lhe êxito no novo governo. Dilma agradeceu e disse que, no segundo mandato, manterá como alta prioridade as relações com a África. Ela acrescentou que seguirá com o apoio para a consolidação da democracia e o desenvolvimento econômico e social da Guiné-Bissau.

Dilma Rousseff é reeleita; eleitores comemoram pelo Brasil

1/35

Reuters

Eleitores de Dilma Rousseff comemoram reeleição da presidente na capital paulista

Foto: Miguel Schincariol / Reuters

KOTSCHO VÊ MÍDIA NO "FUNDO DO POÇO" APÓS DERROTA

 

:

Colunista Ricardo Kotscho diz que, ‘cegados pela intolerância, barões da imprensa ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes’; ele cita a tentativa de manipulação eleitoral com a publicação da capa-panfleto da revista "Veja" e defende que Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações

28 DE OUTUBRO DE 2014 ÀS 08:17

247 – O colunista Ricardo Kotscho critica a postura dos “barões da imprensa” e sugere que a presidente Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações diante da última tentativa de manipulação eleitoral da Veja. Leia:

Mídia vai ao fundo do poço e sofre a 4ª derrota

2002, 2006, 2010, 2014.

Nas últimas quatro eleições presidenciais, a velha mídia familiar brasileira fez o diabo, vendeu a alma e foi ao fundo do poço para derrotar o PT de Lula e Dilma.

Perdeu todas.

Desta vez, perdeu também a compostura, a vergonha na cara e até o senso do ridículo.

Teve até herdeiro de jornalão paulista que deu uma de black bloc e foi sem máscara à passeata pró-Aécio em São Paulo, chamada de

"Revolução da Cashmere" pela revista britânica "The Economist", carregando um cartaz com ofensas à Venezuela.

Antigamente, eles eram mais discretos, mas agora perderam a modéstia, assumiram o protagonismo.

Agora, não adianta rasgar as pregas das calças nem sapatear na avenida Faria Lima. "The game is over", como eles gostam de dizer em bom inglês.

Se bem que alguns já pregam o terceiro turno e pedem abertamente o impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff, que derrotou o candidato deles, o tucano Aécio Neves, por 51,6% a 48,4%. Endoidaram de vez. E não é para menos: ao final do segundo mandato de Dilma, o PT terá completado 16 anos no poder central, um recorde na nossa história republicana.

Só teremos nova eleição presidencial daqui a quatro anos. Até lá, terão que esperar no banco de reservas do poder os herdeiros dos barões de imprensa e seus sabujos amestrados, inconformados com o resultado das urnas, se é que vão sobreviver aos novos tempos da mídia democratizada. Cegados pela intolerância, ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes. Alguns ficaram parados em 1932 ou 1964, por aí. Vivem ainda em tempos passados, dos quais o Brasil contemporâneo não tem saudades. Devo-lhes informar que o país mudou, e não é mais o mesmo dos currais midiáticos de meia dúzia de famílias, hoje abrigadas no Instituto Millenium.

Diante da gravidade dos acontecimentos nas últimas 48 horas que antecederam a votação, a partir da publicação da capa-panfleto da revista "Veja", a última "bala de prata" do arsenal de infâmias midiáticas para mudar o rumo das eleições, não dá agora para simplesmente fingir que nada houve, virar a página e tocar a bola pra frente, como se isso fosse algo natural na disputa política. Não é.

Caso convoque uma rede nacional de rádio e televisão para anunciar os rumos, as mudanças e as primeiras medidas do seu novo governo _ o que se tornou um imperativo, e deve ocorrer o mais rápido possível, para restaurar a normalidade democrática no país ameaçada pelos pittbulls da imprensa _ a presidente Dilma terá que tocar neste assunto, que ficou de fora do seu pronunciamento após a vitória de domingo: a criação de um marco regulatório das comunicações.

No seu brilhante artigo "Dilma 7 X 1 Mentira", publicado pela Folha nesta segunda-feira, o xará Ricardo Melo foi ao ponto:

"Além do combate implacável à corrupção e de uma reforma política, a tarefa de democratizar os meios de informação, sem dúvida, está na ordem do dia. Sem intenção de censurar ou calar a liberdade de opinião de quem quer que seja. Mas para dar a todos oportunidades iguais de falar o que se pensa. Resta saber qual caminho Dilma Rousseff vai trilhar".

A presidente reeleita, com a força do voto, não precisa esperar a nova posse no dia 1º de janeiro de 2015. Pode, desde já, demitir e nomear quem ela quiser, propor as reformas que o país reclama, desarmando os profetas do caos e acabando com este clima pesado que se abateu sobre o país nas últimas semanas de campanha.

Pode também, por exemplo, anunciar logo quem será seu novo ministro da Fazenda e, imediatamente, reabrir o diálogo com os empresários e investidores nacionais e estrangeiros, que jogaram tudo na vitória do candidato de oposição, especulando na Bolsa e no dólar, e precisam agora voltar à vida real, já que eles não têm o hábito de rasgar dinheiro. Queiram ou não, o Brasil continua sendo um imenso mercado potencial para quem bota fé no seu taco e acredita na vitória do trabalho contra a usura.

O povo, mais uma vez, provou que não é bobo.

Valeu a luta, Dilma. Valeu a força, Lula.

Vida que segue.

https://www.facebook.com/reudsondesouza.reudson/posts/798951396823003

Blog do Dirceu: Brasil não está dividido

 

Isso é para tirar a legitimidade da vitória.

Sugestão do amigo navegante Leonardo Templário, no Facebook do C Af

O Conversa Afiada reproduz artigo do Blog do Dirceu:

VITÓRIA É LEGÍTIMA, NATURAL NUMA DEMOCRACIA E PAÍS NÃO ESTÁ DIVIDIDO
Parabéns ao país e para a nossa militância. Vencemos graças a ela. Esta 4ª  vitória nacional consecutiva do PT e da aliança que apoiou a presidenta Dilma Rousseff à reeleição não pode e não deve ser vista como divisão do pais ou um risco de radicalização de nossa vida política. Trata se de uma tentativa primária de deslegitimar a vitória do PT, um típico recurso dos derrotados. Com o agravante que uma vitória do candidato do PSDB-DEM, senador Aécio Neves (PSDB-MG) nas mesmas circunstâncias teria a mesma leitura já que seria por alguns milhões de votos de vantagem também.

O país não está dividido. Tem dois grandes partidos, PT e PSDB, que polarizam a vida política há 20 anos como em todas democracias. Basta ver os exemplos dos Estados Unidos (partidos Democrata e Republicano),  Grã Bretanha (Conservador e Trabalhista), Alemanha (Partido Social Democrata-SPD e a União da Democrata Cristã (CDU), ou Espanha (PSOE e PP) e Portugal (PS e PSD).

Lá, em cada um desses países, para ficar nos mencionados, são projetos e programas que têm apoio de amplos setores e classes sociais no país com interesses contraditórios e às vezes antagônicos, que podem ou não se compor em determinadas circunstâncias (caso mais comum na Alemanha) e frente a desafios políticos sociais e econômicos, mas não são iguais e não defendem nem os mesmos interesses e nem os mesmos programas. E essa é a percepção que a própria sociedade e seu povo têm.

No Brasil o PSDB é um partido da elite, identificado por exemplo com o sistema bancário. Já o PT é um partidos dos pobres, dos trabalhadores, identificado desde sempre, desde o seu nascimento há mais de 30 anos, com o presidente Lula e sua história.

PSDB QUER POR FIM À REELEIÇÃO POR PURO OPORTUNISMO

A radicalização da vida política do país nessa eleição se deve ao fato que uma vitória, como aconteceu, da presidenta Dilma abre a possibilidade real de o ex-presidente Lula ser eleito presidente em 2018 e reeleito em 2022. Daí a conversão oportunista do PSDB à proposta de por fim à reeleição por ele mesmo instituída no país sob graves suspeitas de compra de votos.

A tentativa de derrotar o PT e a presidenta Dilma a qualquer preço tem seu exemplo maior na revista Veja e no boato sobre um suposto e falso assassinato de um dos delatores da operação Lava Jato, Alberto Yousseff, uma tentativa desesperada e não inédita de interferência indevida e ilegal no processo eleitoral.

Dai o direito de resposta dado ao PT pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agravada depois com a 2ª tentativa de transformar um ato de protesto contra a revista (na 6ª à noite) – condenado pelos presidentes Dilma e Lula – em atentado à liberdade de expressão e de imprensa, na tentativa vã de atenuar o atentado à democracia e à própria liberdade de imprensa que a revista praticou e pratica.

O fato concreto é que praticamente toda a mídia apoiou Aécio e militou pela derrota do PT, dos presidentes Lula e Dilma. Alguns assumiram em editoriais – caso do Estadão, ontem e quase diariamente – outros não, criando um desequilíbrio na disputa apenas atenuado com o horário eleitoral e com nossa atuação nas redes.

VEJA É QUE ATENTOU CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE IMPRENSA

Não fosse o legado dos 8 anos do presidente Lula e a continuidade que a presidenta Dilma deu ao nosso projeto para o país com novas iniciativas como os programas Mais Médicos, PRONATEC e Minha Casa Minha Vida, o poder da mídia nos teria derrotado e entregue de bandeja o governo de volta aos tucanos.

Não fosse esse legado e sua continuidade, não fosse a presidenta Dilma e sua recusa a aceitar as receitas ortodoxas no interesse do capital financeiro, não fosse a proteção dada por ela ao emprego e ao salário, às conquistas trabalhistas e sociais dos trabalhadores e da classe média, e não fosse o engajamento de nossa militância e de milhões de brasileiros que vestiram e apoiaram a candidatura de Dilma, não teríamos vencido ontem.

Assim não se trata de unir o país ou evitar a polarização. A tarefa principal agora é viabilizar o diálogo nacional, como enfatizou nossa presidenta em seu discurso da vitória na noite de ontem, para buscar campos de consenso e acordo para realizar as mudanças e reformas que o país demanda, dentro do programa aprovado pela maioria dos brasileiros que a elegeram.

COM ESSE DISCURSO, OPOSIÇÃO TENTA DESLEGITIMAR VITÓRIA

Só assim, e este é realmente o caminho para evitar que predomine o discurso da oposição, da deslegitimação da vitória da presidenta Dilma, ou da radicalização contra seu governo e se estará  criando pontes e abrindo caminhos para, por exemplo, fazer as reformas política e a tributaria.

O problema não é, portanto, votar em Aécio ou Dilma, optar por um outro partido ou programa, o problema é não aceitar a derrota ou a vitória de um e outro. É problema é querer romper com as regras democráticas, sabotar o governo e paralisar o Congresso Nacional, buscando descaminhos para inviabilizar a gestão do país.

A saída é o governo e nós  fazermos uma leitura correta do recado das urnas e buscarmos compor uma maioria no pais, na sociedade e no Congresso para fazer avançar as reformas e mudanças reclamadas pelo país.

Em tempo: veja o que eles planejam: o impeachment ou uma bala no peito !​
https://twitter.com/jose_anibal/status/524697787116830721

O tempo do Governador eleito Camilo aproveita período de descanso

 

Após quase quatro meses de campanha, dividida em dois turnos, o deputado estadual Camilo Santana (PT), que venceu as eleições para o Governo do Ceará, passou grande parte do dia de ontem descansando ao lado da família, sem compromissos oficiais. Segundo a assessoria de imprensa do petista, Camilo vai tirar uns dias de descanso, mas, por enquanto, não há informações sobre viagens e nem mesmo sobre quando ele retorna às atividades parlamentares na Assembleia Legislativa. Camilo é deputado estadual eleito em 2010.
Camilo Santana (PT) conversou na manhã de ontem por telefone com a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, os dois se parabenizaram pelas vitórias e comprometeram-se a trabalhar juntos para o Ceará e o Brasil. Dilma ressaltou as parcerias que tem com o governador Cid Gomes e que pretende ampliá-las com Camilo.
“Fiquei muito feliz com a vitória de Dilma. Ela é do meu partido e comemorou o fato de eu ser o primeiro governador do PT eleito no Ceará. Nossa parceria será muito importante para que o nosso Estado garanta suas conquistas e avance ainda mais”, disse Camilo, ressaltando haver muitos projetos com o Governo Federal que devem ser intensificados no Ceará, como as obras do Cinturão das Águas, Metrô de Fortaleza, Transposição do Rio São Francisco e Transnordestina. O futuro governador e a presidente reeleita ficaram de conversar mais uma vez, nos próximos dias, para marcar uma reunião de trabalho em Brasília.
No domingo (26), Camilo foi eleito com cerca de 2.417.668 milhões de votos – 53,35% dos votos válidos – contra 46,65% de seu adversário, Eunício Oliveira (PMDB). Em discurso após confirmação do resultado, Camilo falou da responsabilidade de unir o Ceará e comentou suas primeiras ações a partir de janeiro de 2015.
Ontem, em entrevistas para emissoras de rádio e TV, Camilo Santana falou que buscará dialogar com todos os “parlamentares eleitos”. O petista não vetou os nomes de senadores de devem atuar na oposição como é o caso de Eunício Oliveira (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).
O petista também prometeu que vai priorizar a Segurança Pública em sua gestão, uma das áreas mais questionadas durante os debates eleitorais.
AGENDA
Apesar de reverberar ser cedo para tratar sobre os critérios que utilizará para compor o quadro de secretários, Camilo afirmou que não tem “compromisso com ninguém” no que diz respeito a indicações para formar o secretariado de sua gestão.
O petista ainda revelou que, partir de novembro, começará por meio de reuniões com a vice-governadora Izolda Cela, a pensar sobre a sua administração. Segundo a assessoria de comunicação, hoje, o petista terá diversas reuniões internas.
VITÓRIA POR MUNICÍPIOS
Durante a campanha eleitoral, o petista chegou a visitar 160 dos 184 municípios cearenses. Após a abertura de 100% das urnas apuradas, constatou-se que Camilo foi o mais votado em municípios como Juazeiro do Norte, Crato, Quixadá, Itapipoca, Iguatu e Sobral, reduto político de Cid. Vencendo assim em seis dos dez maiores colégios eleitorais do Ceará.
O melhor desempenho dele se deu no Crato, sua terra natal, com 83,09% dos votos contra 16,91% de Eunício. Em Sobral, terra de Cid Gomes e Izolda Cela, eleita vice-governadora, Camilo chegou a 62,19% contra 37,81% de seu adversário.
Já o seu adversário político, Eunício Oliveira (PMDB) liderou nos outros quatro maiores colégios eleitorais cearenses: Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Maranguape, todos na Região Metropolitana. Na Capital, Eunício obteve 57,17% dos votos contra 42,83% do governador eleito, Camilo Santana.

Postado por pompeumacario

Cid sobe nas tamancas e chama o PMDB de ‘mal terrível’

 

O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), defende a criação de um novo partido ou bloco para fazer frente ao PMDB, legenda que ele classifica como “mal que precisa ser combatido”. A ideia, segundo Cid, seria criar uma bancada de entre 50 a 60 deputados, fazendo fusões com siglas como PDT e PCdoB, com o objetivo de se contrapor aos peemedebistas no Congresso Nacional.
“O PMDB é um mal terrível, que tem que ser combatido organizadamente, racionalmente e inteligentemente. É um ajuntamento de secções regionais que não tem nenhuma identidade, mas um interesse em comum: chantagear governos”, declarou Cid, no domingo, ao acompanhar a votação do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros).
O governador cearense afirmou que essa é uma tarefa para o presidente do Pros, Eurípedes Júnior, mas que irá ampliar conversas com ele nesse sentido. “Quem deve tocar esse processo é ele (Eurípedes), mas eu defendo a tese de que a gente converse com outros partidos e pense num bloco, no mínimo. Mas eu defendo mesmo é que ocorram fusões”, disse.
PDT e PCdoB foram citados como possíveis partidos que poderiam se unir ao Pros por conta de afinidades, segundo Cid. “São partidos em que há afinidades. Afinidades. Não há nenhuma conversa ainda”, ressaltou.
Até abril deste ano, o governador Cid Gomes mantinha o PMDB como aliado de seu governo no Ceará. Ele rompeu com o partido diante da insistência do senador Eunício Oliveira (PMDB) em disputar o governo cearense. Sem o apoio do governador, Eunicío lançou-se na disputa. Ele aliou-se aos partidos que fazem oposição, como o PR e o PSDB, e foi derrotado pelo petista Camilo Santana, apoiado por Cid.
O governador do Ceará também fez duras críticas ao PSDB que, segundo ele, deixou de ser um partido solidário, de pessoas mais simples, e passou a ser um partido da elite. “E o Aécio gostou dessa posição, se rendeu a isso”, afirmou. “Nós rompemos com o partido (PSDB). Eu e Ciro já fomos do partido. O Ciro foi o primeiro governador do partido aqui no Ceará e nós rompemos com eles. A gente tem uma trajetória, realmente, com mudanças de partido, mas como regra em igual posição. Apoiamos o Fernando Henrique, e com ele, já eleito, começamos a perceber que estava fazendo um governo voltado para as elites brasileiras, então, rompemos com ele e passamos a apoiar o Lula”, declarou.
Cid reconheceu que Aécio tem carisma, mas avalia que ele foi muito mal orientado pelos marqueteiros dele, que não têm a noção do Brasil real e só conhece a metade do Brasil. “(Aécio) Ficou irônico, agressivo na campanha, e isso foi o responsável pelo declínio nas pesquisas”, alfinetou.

http://macariobatista.blogspot.com.br/

Dilma isola radicais e obtém tempo e trégua

 

:

 

247 – No day after das eleições mais acirradas da história do Brasil, prevaleceu o chamado à união feito tanto pelo candidato derrotado, Aécio Neves, como, especialmente, pela presidente reeleita Dilma Rousseff. Para quem temia incidentes políticos, provocados por setores descontentes com o resultado, as ocorrências foram iguais a zero. Nem mesmo no epicentro do nervosismo econômico, a Bolsa de Valores de São Paulo, o discurso fim do mundo assustou os investidores além da conta. Após chegar a cair mais de 6%, o índice Bovespa se recuperou parcialmente e fechou em -2,77%.

Não houve nada parecido, no entanto, com uma fuga de capitais ou pânico entre investidores. É certo que as ações da Petrobras caíram 12%, mas isso foi visto como apenas maios uma nova rodada da especulação que já vinha ocorrendo nos últimos dois meses. O dólar, por outro lado, chegou a R$ 2,50, atingindo um pico em três anos. A alta se deu sem qualquer intervenção do Banco Central.

Na política, as reações foram de tranquilidade diante da reeleição de Dilma. Os chefes do PSDB, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra seguiram pela linha da discrição, sem pronunciamentos na segunda-feira 27. Na véspera, Aécio considerou que a missão "prioritária" é a de unir o País. Alckmin seguiu tocando a agenda de São Paulo, enquanto Serra declarou estar se preparando para ter "muito trabalho" no Senado, onde pretende elaborar e aprovar projeto como da Nota Fiscal Brasileira.

Até mesmo a ex-candidata Marina Silva, que tinha bons motivos para manter suas críticas ao governo, manifestou que voltará aos seus tempos de militante política.

Da parte do PT, as manifestações ficaram restritas à própria Dilma. Em entrevistas ao Jornal da Record, da emissora do mesmo nome, e ao Jornal Nacional, da Rede Globo, Dilma outra vez pregou a união entre os setores da sociedade:

- Minha palavra de ordem é diálogo. Quero dialogar com os empresários, com o setor financeiro, com o agronegócio e com os movimentos populares, de modo a fazer o que o povo brasileiro me demandou nas urnas: mudanças e reformas.

À tarde, a presidente chamou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Palácio da Alvorada, de onde despachou ao longo do dia. Ele entrou para a conversa como o nome que deverá ser trocado por Dilma, conforme ela mesma prometeu ao longo da campanha. E saiu na mesmíssima condição. Ele segue como comandante da economia, mas Dilma, com um novo estilo mais pausado e calmo, adiantou que não arquivou a ideia de injetar sangue novo no coração da área econômica:

- Eu tenho medidas para o crescimento que serão apresentadas no tempo exato, disse Dilma ao Jornal da Record.

- Eu não vou trocar apenas um ministro, mas fazer uma mudança em todo o ministério, para fazer, como eu disse na campanha, um governo novo com ideias novas, completou a presidente.

MUDANÇAS EM NOVEMBRO - Ao Jornal Nacional, Dilma foi mais precisa:

- Farei as mudanças antes do final do ano, no mês que começa na próxima semana, disse ela referindo-se a novembro.

Com isso, a presidente reeleita conseguiu ter um protagonismo positivo no primeiro dia como presidente reeleita. Os políticos deram um passo atrás para esperar pelos movimentos dela. Dilma, por sua vez, não se precipitou nem, tampouco, deixou de prestar contas aos eleitores que votaram e não votaram nela.

- Como eu disse na campanha, repetiu a presidente, doa a quem doer eu vou investigar todos os casos de corrupção. Não vai sobrar pedra sobre pedra.

Com coerência entre a prática do primeiro dia e o discurso dos palanques, a presidente deu um passo pela unidade nacional, obteve uma trégua não declarada dos principais adversários e ainda ganhou uma semana para iniciar, antes mesmo de janeiro, seu segundo mandato.

Pode parecer pouco, mas para quem saiu das urnas sob análises de que o País se dividiu no domingo 26, a presidente agiu como articuladora da união. Ponto para ela.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/158517/Dilma-isola-radicais-e-obtém-tempo-e-trégua.htm

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A história do doleiro que a mídia não contou

 

27 de outubro de 2014 | 15:07 Autor: Miguel do Rosário

doleiro1

A mídia escondeu a verdadeira história do doleiro.

Alberto Youssef foi condenado em 2004, pelo mesmo juiz Sergio Moro, do Paraná, por corrupção.

Segundo a Ação Penal movida contra Youssef, ele obteve um empréstimo de US$ 1,5 milhão, em 1998, numa agência do Banestado, banco público do Paraná, nas Ilhas Cayman.

No processo de delação premiada da época, Youssef confessou que internou o dinheiro no Brasil de forma ilegal, ao invés de fazê-lo via Banco Central.

Mas negou que tenha pago propina a um executivo do Banestado. Segundo o doleiro, a condição imposta para o Banestado liberar o dinheiro para sua empresa, a Jabur Toyopar, era fazer uma doação para a campanha de Jaime Lerner, do então PFL (hoje DEM), aliado do PSDB, para o governo do Paraná.

Doação “não-contabilizada”. Caixa 2.

A mídia nunca deu destaque a essa informação.

Alberto Youssef operava para tucanos e demos do Paraná desde a primeira eleição de Jaime Lerner, em 1994. Assim como operou tambémpara FHC e Serra em 1994 e 1998.

O Banestado, um dos bancos mais sólidos do sistema financeiro do país, foi saqueado pelos tucanos na década de 90. Após devastarem as finanças da instituição, o PSDB, que governava o país, iniciou um processo de privatização cheio de fraudes.

O Banestado foi então vendido para o Itaú, pela bagatela de R$ 1,6 bilhão.

Existem acusações de que a privatização do Banestado gerou prejuízo de R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

Mas tucanos podem tudo.

Depois de tanta roubalheira, o único condenado foi o mordomo, o doleiro Alberto Youssef, um homem de origem simples que ficou milionário operando para a elite tucana.

Mas a elite tucana é magnânima, e o juiz Sérgio Moro absolve o doleiro após um ridículo acordo de delação premiada, que não resultou em nada.

Este é o Sérgio Moro que a mídia chama de “duro”.

Em agosto deste ano, Youssef é preso outra vez e Moro cancela o acordo anterior de delação premiada do doleiro.

O juiz e a elite tucana tinham outros planos para o doleiro. Ele poderia ser útil numa operação midiática para derrotar Dilma nas eleições de 2014.

O advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, tem profundas conexões com o PSDB. Foi membro do conselho da Sanepar, estatal paranaese que cuida do saneamento do estado, e foi também advogado de doleiros tucanos envolvidos no trensalão.

Os escândalos de corrupção no PSDB paranaense envolvem mais nomes. Em 2001, a Procuradoria de Maringá acusou o prefeito tucano Jairo Gioanoto de desvios superiores a R$ 100 milhões, feitos durante o período de 1997 a 2000. Em valores atualizados, esse montante aproxima-se de R$ 1 bilhão.

E quem aparece nesse escândalo, mais uma vez?

Ele mesmo: Alberto Youssef.

Trecho de matéria publicada na Folha, em 4 de março de 2001:

“Um dos nomes sob investigação, o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, apontado como pivô do esquema de corrupção, afirmou, em depoimento à Jusitça, que as campanhas de políticos do Paraná, como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB), foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

A campanha em questão foi a de 1998. “A pessoa que coordenava (o comitê de Lerner em Maringá) era o senhor João Carvalho (Pinto, atual chefe do Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Agricultura), que sempre vinha ao meu gabinete e pegava recursos, em dinheiro”, afirmou Paolicchi, que não revelou quanto teria destinado à campanha do governador -o qual não saberia diretamente do esquema, segundo ele.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.”

Todas as histórias que envolvem o doleiro Alberto Youssef e seus advogados desembocam em escândalos tucanos: Banestado, caixa 2 de campanhas demotucanas na década de 90, desvios em Maringá, trensalão.

Todavia, na última hora, os tucanos e a mídia levaram um susto.

Houve uma fissura na conspirata para prejudicar Dilma, quando apareceu um dos “testas de ferro” do doleiro, o senhor Leonardo Meirelles.

Em depoimento à Justiça, Meirelles acusou Youssef de operar para o PSDB, e de ter como “padrinho” um político de oposição do estado do Paraná, praticando nomeando Álvaro Dias (e confirmando o depoimento do secretário da fazenda de Maringá, citado acima).

Assim que a informação do testa de ferro de Youssef veio à tôna, o advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, iniciou uma operação midiática desesperada para negar que seu cliente tivesse operado para o PSDB. A mídia seguiu-lhe os passos, tentando neutralizar uma informação que poderia atrapalhar os planos de usar o doleiro para derrotar Dilma.

Em segundos, todos os jornais deram um destaque desmedido à “negativa” de Youssef de ter operado para o PSDB.

Só que não tem sentido.

A própria defesa do doleiro, em suas argumentações contra a condenação imposta por Sérgio Moro, pela Ação Penal de 1998, extinta e retomada agora, diz que os US$ 1,5 milhão que ele internou no país em 1998 foram destinados à campanha de Jaime Lerner, candidato demotucano ao governo do Paraná.

Como assim ele não operou para o PSDB?

Youssef operou a vida inteira para o PSDB! Era a sua especialidade!

Tentar pregar uma estrelinha do PT no peito do doleiro não vai colar.

Alberto Youssef é um produto 100% tucano.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=22562

Cid propõe criação de uma nova legenda, logo após as eleições

 

Proposta permitiria a acomodação de todos os cidistas em uma só sigla, inclusive o petista Camilo Santana.

Anderson Pires
jornalismo@cearanews7.com.br

Depois de passar pelo PMDB, PSDB, PPS e PSB, o governador Cid Gomes, hoje no PROS, pretende encampar a criação de novo partido, logo após as eleições deste ano. A proposta está sendo cogitada por conta do desempenho do recém-instituído Partido Republicano da Ordem Social, que elegeu apenas 11 deputados. A informação está publicada na coluna do jornalista Ilimar Franco, neste sábado (25), no Jornal O Globo.
Cid quer que seus correligionários procurem outras legendas, que tenham alguma afinidade com seu grupo político, para promoverem o fortalecimento de ambos com a criação de um bloco ou até mesmo por meio de uma fusão.
A nova sigla seria uma via mais cômoda para arregimentar todos os apoiadores dos irmãos Ferreira Gomes, em especial o candidato ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT), apadrinhado pelo clã neste pleito.

Cearánews7

domingo, 26 de outubro de 2014

Camilo Santana é eleito governador do Ceará

 

Photographer: Carlos Gibaja: 26/10/2014- Barbalha- CE, Brasil- O Candidato Camilo Santana vota no distrito de Caldas em Barbalha, Ceará.<br />Fotos: Carlos Gibaja/ Coligação para o Ceará Seguir Mudando.

 

26 de Outubro de 2014 às 21:38

247 – Com 100% das urnas apuradas, o candidato ao governo do Ceará pelo PT, Camilo Santana, foi eleito com 53,35% dos votos válidos (2.417.255). Eunício Oliveira, do PMDB, alcançou 46,65% (2.113.702 votos). Os votos brancos somam 2,07% e os nulos 5,55%. A abstenção foi de 21,75%.

Apoiado pelo atual governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), Santana tem 46 anos e é natural de Creto (CE). Servidor público federal, começou a carreira política atuando junto ao movimento estudantil.

Em 2010, Santana foi o candidato à Assembleia Legislativa Estadual mais votado, com mais de 131 mil votos. Já contava, na época, com o apoio do atual governador, Cid Gomes. Além da Secretaria Estadual de Cidades, Santana comandou também a Secretaria de Desenvolvimento Agrário.

A candidata a vice é a professora Izolda Cela (PROS).

*Com Agência Brasil

Brasil 247

Rollemberg é eleito governador no Distrito Federal

 

George Gianni/PSDB: O candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSB, Rodrigo Rollemberg, formalizou nesta terça-feira (14/10) o apoio ao candidato à Presidência da Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, na sede do PSDB, em Brasília.<br /> <br />Crédito: George Gianni/PSDB

Com 99% das urnas apuradas, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é eleito o novo governador do Distrito Federal, com 55,67%, contra 44,33% de Jofran Frejat (PR). Votos brancos somam 2,54% e nulos, 9,20%. Com o resultado, Rollemberg foi o primeiro governador eleito no segundo turno

26 de Outubro de 2014 às 17:32

Com 99% das urnas apuradas, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) é eleito o novo governador do Distrito Federal, com 55,67%, contra 44,33% de Jofran Frejat (PR). Votos brancos somam 2,54% e nulos, 9,20%. Com apenas 12,59% de abstenções, índice considerado bem abaixo da média nacional, o eleitorado do DF compareceu às urnas para exercer sua cidadania.

A rápida apuração da Justiça Eleitoral no DF deu a Rollemberg o posto de primeiro governador eleito no segundo turno destas eleições.

Rollemberg assumiu a dianteira na disputa pelo governo do DF nas últimas semanas antes da votação do primeiro turno, após a renúncia da candidatura de José Roberto Arruda (PR), cuja candidatura foi impugnada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Na primeira rodada de votação, o senador do PSB atingiu 45,23% dos votos e disputou todo o segundo turno à frente nas pesquisas de intenção de voto.

A distância sobre Frejat diminuiu nos últimos dias da campanha, quando o PR intensificou suas ações com a divulgação da proposta de redução das tarifas de ônibus para R$1. Desvencilhando-se das tentativas de desconstrução de sua imagem, insistentemente associada ao governador Agnelo Queiroz (PT), derrotado no primeiro turno, Rollemberg chega ao final das eleições vitorioso.

A disputa inicial envolvia seis candidatos. Além de Rollemberg e Frejat, tentavam a eleição o atual governador Agnelo Queiroz (PT), Luiz Pitiman (PSDB), Toninho (PSOL) e Perci Marrara (PCO).

Trajetória política
Nascido no Rio de Janeiro em 13 de julho de 1959, Rodrigo Rollemberg veio para Brasília quando tinha 1 ano. Formou-se em história pela Universidade de Brasília (UnB) e está filiado ao PSB, desde 1985.

Eleito deputado distrital em 1995, assumiu a Secretaria de Turismo do governo de Cristovam Buarque no ano seguinte. Concorreu ao Buriti pela primeira vez em 2002. Em 2004, foi nomeado secretário nacional de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, no governo Lula. Rollemberg foi eleito deputado federal em 2006. Depois do primeiro mandato, se candidatou a senador em 2010 e também foi eleito.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/158363/Rollemberg-é-eleito-governador-no-Distrito-Federal.htm