terça-feira, 30 de abril de 2019

Análise: manobras navais conjuntas da Rússia e China enviam sinal para Ocidente


Grande navio antissubmarino russo Admiral Tributs (imagem ilustrativa)

© Sputnik / Vitaly Ankov

Ásia e Oceania

11:43 30.04.2019URL curta

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As marinhas da Rússia e da China iniciaram as manobras navais conjuntas Interação Naval 2019. O cientista político russo explica por que essa situação provoca tantas preocupações nos EUA.

As manobras navais russo-chinesas foram iniciadas na segunda-feira (29) nas águas próximas ao porto chinês de Qingdao, localizado na província de Shandong. A fase costeira das manobras decorre em 29 e 30 de abril, enquanto a simulação de combates no mar será realizada entre 1º e 4 de maio.

A Antártida, continente mais meridional do planeta

CC BY 2.0 / Andreas Kambanis / Antártida

'Guerra' no continente gelado: Antártica pode se tornar local de atrito entre EUA e China

Segundo comunicou o Departamento de Informações da Frota do Pacífico, o grupo de navios de guerra russos que participam das manobras é composto por: cruzador de mísseis Varyag, navios antissubmarino grandes Admiral Vinogradov e Admiral Tributs, corveta Sovershenny, navio de desembarque grande Oslyabya, navio de salvamento Igor Belousov e petroleiro Irkut.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista Sergei Sudakov comentou as manobras navais recém-iniciadas.

"Os exercícios de hoje confirmam que no âmbito da nossa cooperação temos não só compromissos políticos e econômicos, mas também estamos abrindo novas páginas na nossa interação militar. Nos exercícios anteriores em grande escala, a parte chinesa se mostrou um parceiro muito confiável com o qual se pode cooperar em condições de combate", afirmou.

"Por isso, hoje aperfeiçoamos as capacidades para realizar ações conjuntas no mar […]", indicou, apontando que estes são "passos muito importantes".

Destróier da Marinha americana USS Stethem

© AFP 2019/ ROSLAN RAHMAN

Analista sobre navios dos EUA perto da China: paranoia e desejo de sufocar economia do país

Ao mesmo tempo, o cientista político acrescentou que este "também é um sinal muito bom que damos ao mundo ocidental, aos Estados Unidos, em caso se eles continuarem a se comportar de forma extremamente agressiva, como têm feito ultimamente".

Para resumir, o especialista enfatizou que "nós [Rússia] estamos prontos para declarar que estamos trabalhando em direção a algumas ações militares conjuntas para o caso de haver qualquer ameaça à China ou à Rússia".

Na opinião dele, os Estados Unidos consideram uma possível aliança militar entre a China e a Rússia como uma séria ameaça.

"Isso seria muito desagradável para os EUA. Porque há a Rússia, que tem boas tecnologias militares e que está rapidamente introduzindo inovações, e há a China, que também é bem adaptável, e também tem uma grande quantidade de mão-de-obra e um enorme potencial efetivo para o recrutamento do exército."

"Tudo isso cria certas ameaças para os Estados Unidos. E eles gostariam, de todas as formas, de criar uma barreira entre a Rússia e a China para que não tivéssemos exercícios conjuntos, para que nossas relações fossem frias. Mas os exercícios que estão decorrendo hoje confirmam o oposto", ressaltou o analista.

Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019043013783896-russia-china-manobras-navais-sinal-eua/

México aciona Mecanismo de Montevidéu para tratar da crise na Venezuela


Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó (imagem de arquivo)

México aciona Mecanismo de Montevidéu para tratar da crise na Venezuela

© REUTERS / Carlos Jasso

Américas

13:15 30.04.2019URL curta

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O México está consultando os países do Mecanismo de Montevidéu para buscar uma posição comum sobre a crise na Venezuela.

"Através da Secretaria de Relações Exteriores, estão sendo realizadas consultas com os outros dezesseis país que integram o Mecanismo de Montevidéo com o objetivo de encontrar uma rota comum", disse o governo Mexicano por meio de nota.

O governo do presidente Andrés Manuel López Obrador também expressou "preocupação" com a possível escalada da violência e derramamento de sangue.

Militares leais a Guaidó defendem posição próxima à base La Carlota, em Caracas.

© AFP 2019 / Yuri Cortez

Maduro conta com Guarda Nacional e milícias armadas contra possível levante de generais

O

Mecanismo de Montevideo é composto por Bolívia, Uruguai, México e a Comunidade do Caribe, bloco que reúne países da América Central.

O autoproclamado presidente Juan Guaidó publicou vídeo no Twitter nesta terça-feira em que diz ter apoio das Forças Armadas e pede ajuda da população para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2019043013786049-mexico-aciona-mecanismo-de-montevideu-para-tratar-da-crise-na-venezuela/

Rússia diz que crise na Venezuela deve ser resolvida por diálogo 'sem condições prévias'


Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sorri durante reunião com membros do governo no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela, em 23 de abril de 2019

Rússia diz que crise na Venezuela deve ser resolvida por diálogo 'sem condições prévias'

© REUTERS / Palácio de Miraflores

Américas

13:43 30.04.2019URL curta

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As questões da Venezuela devem ser resolvidas por meio de conversas responsáveis e ​​sem condições prévias, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado nesta terça-feira (30).

Em nota, Moscou pediu uma "renúncia à violência" e disse que "é importante evitar a desordem e derramamento de sangue."

"Os problemas enfrentados pela Venezuela devem ser resolvidos através de um processo de negociação responsável, sem condições prévias. Todas as ações devem ser tomadas exclusivamente no âmbito do campo legal, em estrita conformidade com a Constituição e sem interferência externa destrutiva", afirma o comunicado.

Militar da Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela

© AFP 2019/ Yuri CORTEZ

Exército da Venezuela expressa apoio a Nicolás Maduro

A Rússia também reitera que defende que "todos os membros da comunidade internacional, incluindo os vizinhos mais próximos do país" sigam os principíos da Carta das Nações Unidas e o direito internacional "para apoiar o retorno da Venezuela ao caminho do desenvolvimento estável e progressivo através do diálogo de todas as forças políticas responsáveis."

O autoproclamado presidente Juan Guaidó publicou vídeo no Twitter nesta terça-feira em que diz ter apoio das Forças Armadas e pede ajuda da população para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

Maduro, todavia, afirma que os militares continuam ao seu lado.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=FKYz2mb_pNY

Bolsonaro quer lei para isentar fazendeiros que atirarem em sem terra


247 - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (29) em Ribeirão Preto (SP), na abertura da 26ª edição da Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, a Agrishow, que enviará ao Congresso projeto para que fazendeiros que atirarem em sem terra não possam ser punidos. A fórmula para isso, segundo Bolsonaro, será o "excludente de ilicitude" para ruralistas, um segmento importante de sua base de apoio político-parlamentar. Quem atirar em sem terra, que a extrema-direita qualifica de "invasor", não será mais punido. Além disso, Bolsonaro prometeu que a posse de armas será liberada nas propriedades rurais -para seus proprietários e contratados. A Agrishow é um dos principais eventos dos ruralista no país.

Bolsonaro disse que o presidente da Câmara Rodrigo Maia prometeu pautar as propostas no Congresso, informa o jornalista Gustavo Schmitt, de O Globo: "Estive com ele (Maia) e a questão do agronegócio entrou na pauta. Ele vai pautar um projeto pra que a posse de arma do produtor rural possa ser usada em todo o perímetro da sua propriedade".

Ao defender a impunidade dos fazendeiros, Bolsonaro afirmou: "Tem um outro (projeto) que vai dar o que falar, mas que é uma maneira de ajudar a combater a violência no campo. Ao defender a sua propriedade privada ou a sua vida, o cidadão de bem poderá entrar no excludente de ilicitude. Ou seja, ele responde, mas não tem punição. É a forma que nos temos que proceder. Para que o outro lado que desrespeita a lei tema o cidadão de bem".

Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/poder/391779/Bolsonaro-quer-lei-para-isentar-fazendeiros-que-atirarem-em-sem-terra.htm

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Quem é Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime e homenageado por Flávio Bolsonaro


247 - Homenageado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), o ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega é acusado pelo Ministério Público de ser o chefe do "Escritório do Crime", grupo de matadores de aluguel que tem como clientes preferenciais chefes do jogo do bicho carioca, e que comanda a zona oeste do Rio de Janeiro.

Membros do Escritório do Crime são suspeitos de envolvimento no atentado que resultou nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

Os jornalistas Flávio Costa e Sérgio Ramalho, do UOL, escreveram o perfil de Adriano e lembram que foi na Polícia Militar que Adriano da Nóbrega fez amizade com Fabrício de Queiroz, que trabalhou como ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), suspeito de arrecadar salários dos funcionários do clã Bolsonaro. Por indicação de Queiroz, a mãe e a mulher de Capitão Adriano foram trabalhar no gabinete do filho mais velho do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os relatos ouvidos pela reportagem e documentos de seu processo de expulsão da PM classificam Capitão Adriano como "caçador de gente". Ele pode passar dias isolado em meio à Floresta da Tijuca ou, em busca de aprimoramento, horas em chats na chamada "deep web" (sites que não estejam indexado em mecanismos de buscas). É descrito como um aficionado por armas, equipamentos tecnológicos, treinamentos militares e jogos com simulações de combates.

Adriano chegou a ser homenageado por Flávio Bolsonaro com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa. Era o ano de 2005, e ele estava preso sob acusação de cometer homicídio. A ficha de serviços mostra que Capitão Adriano recebeu treinamento de elite durante sua trajetória como PM. Entre os cursos em que se formou, estão os de sniper (atirador de elite), operações táticas especiais e segurança especial para autoridades.

Na denúncia, os promotores mostram como a milícia domina os bairros de Rio das Pedras, Muzema e seus arredores na zona oeste do Rio. Capitão Adriano é chamado de "patrãozão" pelos milicianos. "Adriano prestava serviços também para empresários, políticos e até integrantes do Judiciário. Chega uma hora em que esses matadores querem rivalizar com os patrões. É aí que são mortos e substituídos por outros", diz o delegado de polícia ouvido pelo UOL. Capitão Adriano está foragido desde o dia 22 de janeiro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/391769/Quem-%C3%A9-Adriano-da-N%C3%B3brega-chefe-do-Escrit%C3%B3rio-do-Crime-e-homenageado-por-Fl%C3%A1vio-Bolsonaro.htm

Filhos e 'despreparo' incomodam eleitores de Bolsonaro


Taxas de ótimo e bom na avaliação do governo ficaram estáveis em abril e aprovação pode estar perto de ‘piso’

Ao analisar os dados de quatro pesquisas mensais feitas até agora, a diretora-executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, afirma que, de janeiro a abril, as taxas de avaliação do governo de Jair Bolsonaro como ruim e péssimo subiram em todas as sondagens. Mas as taxas de ótimo e bom caíram só até março, e ficaram estáveis em abril, o que poderia indicar neste caso um piso para as avaliações.

“A insatisfação aumenta, mas a aprovação pode estar próxima de um piso. As próximas pesquisas vão mostrar o tamanho desse núcleo que mais aprova o governo”, diz ela. O levantamento mostra que Bolsonaro perdeu 'voto de confiança' dos mais pobres.

Governos recém-empossados despertam otimismo entre os eleitores, mesmo entre os que não votaram no vencedor. O que é raro, indica a análise das pesquisas do Ibope, é a “lua de mel” durar tão pouco. Pelos dados, o presidente Jair Bolsonaro não conseguiu manter por muito tempo a janela de boa vontade, o que é verdade até entre aqueles que votaram no candidato do PSL no ano passado.

O advogado Antônio Carlos Mello, de Lins, no interior paulista, diz ter votado em Bolsonaro para romper com um ciclo político encabeçado nos últimos anos por PT e PSDB. Neste sentido, viu como positivas as escolhas dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “O Bolsonaro estancou aquela sangria de dar verba para parlamentar a torto e a direito. Isso também foi bom.”

O que tem incomodado o apoiador de Bolsonaro é a participação dos filhos no governo. “Por mais que o Carlos Bolsonaro goste do pai, ele não pode esquecer que é parlamentar (vereador) do Rio, tem de cuidar do trabalho dele lá. Ele fica interferindo e isso atrapalha”, afirma. “Se ele quiser ir pra Brasília, que espere mais alguns anos e tente”, completou Mello. 

Confiança. Com a queda da avaliação positiva e da aprovação ao modo de governar, caiu também a confiança na figura do presidente – 51% em abril, ante 62% em janeiro. Moradora de Salvador, a tecnóloga Dilmara Serafim optou por Bolsonaro no segundo turno das eleições do ano passado, mas diz que vê no governo um “despreparo administrativo”. Ela pondera, no entanto, que ainda é cedo para uma “ideia definitiva”. “Vejo que tem boa intenção e espero que, com mais tempo, ele adquira capacidade.” 

A baiana Dilmara Santos Serafim, 42, esperava mais do governo de Bolsonaro

A baiana Dilmara Santos Serafim, 42, esperava mais do governo de Bolsonaro Foto: Edson Ruiz/Estadão

Outro segmento em que Bolsonaro perdeu mais apoio do que na média nacional é o de moradores de capitais e de cidades com mais de 500 mil habitantes, nas quais mais de três a cada dez apoiadores pularam do barco no período. O presidente se sai melhor em municípios pequenos e do interior, com 37% de avaliação positiva em ambos os casos. 

Eleitor de Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos da eleição, o empresário paulistano Roberto Guariglia afirma não estar satisfeito com o que vê, principalmente na economia. Apesar de a escolha do candidato ter sido feita pela “falta de opção”, como ele define, o empresário enxergou motivos para depositar o voto em Bolsonaro para além da motivação de “não continuar com o pessoal do PT no poder”. 

Roberto Guariglia votou em Jair Bolsonaro e se decepcionou

Roberto Guariglia votou em Jair Bolsonaro e se decepcionou Foto: Gabriela Biló/Estadão

“Foi o único que apareceu nessa safra de políticos novos que conseguiria encarar o cargo. Já tinha um histórico político que poderia ajudar no trâmite com o Congresso, e eu achava que seria capaz de fazer essa retomada econômica”, diz. 

Ao fim do quarto mês de governo, a avaliação de Guariglia se inverteu. “Estou me sentindo abandonado, vejo que não vai dar em nada”, diz. “A reforma da Previdência é importante, mas existem outras coisas que poderiam estar em andamento, como a redução da taxa de juros e o apoio do BNDES para pequenas empresas./COLABORARAM CAIO SARTORI E DANIEL BRAMATTI

Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,filhos-e-despreparo-incomodam-eleitores-de-bolsonaro,70002808375

domingo, 28 de abril de 2019

Em guerra contra radares, Bolsonaros somam mais de 40 multas de trânsito


Fotos: ABr

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Com discurso de enfrentar uma suposta indústria de multas, Jair Bolsonaro iniciou nas últimas semanas investida contra os radares; levantamento da Folha de S. Paulo junto ao Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro) talvez explique o motivo de tanta irritação: Bolsonaro, seus três filhos e a mulher, Michelle, receberam ao menos 44 multas de trânsito nos últimos cinco anos

28 de Abril de 2019 às 09:00

247 - Com discurso de enfrentar uma suposta indústria de multas, Jair Bolsonaro iniciou nas últimas semanas investida contra os radares. Levantamento da Folha de S. Paulo junto ao Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro) talvez explique o motivo de tanta irritação: Bolsonaro, seus três filhos e a mulher, Michelle, receberam ao menos 44 multas de trânsito nos últimos cinco anos.

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"Os prontuários da primeira-dama e do senador Flávio têm infrações que extrapolam o limite de 20 pontos permitido por lei para o período de um ano, o que, em tese, pode resultar na suspensão do direito de dirigir. Os dois são os que mais colecionam pontos na carteira ao longo dos cinco anos, com 41 e 39 pontos, respectivamente (...). O presidente acumulou seis infrações nos últimos cinco anos, segundo o Detran-RJ. Todas já foram pagas e resultaram em 18 pontos na carteira", informa a Folha.

Bolsonaro declarou que cancelaria a instalação de 8 mil equipamentos nas estradas e revisaria os contratos dos já implantados - medidas que foram barradas pela Justiça Federal - e também anunciou que pretende dobrar para 40 pontos o parâmetro para a suspensão do direito de dirigir. Atualmente, são 20 pontos.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/391683/Em-guerra-contra-radares-Bolsonaros-somam-mais-de-40-multas-de-tr%C3%A2nsito.htm

sábado, 27 de abril de 2019

China diz que mais países entrarão na Nova Rota da Seda e anuncia US$ 64 bilhões em investimentos


© Sputnik / Aleksei Nikolski

Ásia e Oceania

13:35 27.04.2019URL curta

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O presidente chinês, Xi Jinping, disse neste sábado (27) que US $ 64 bilhões em acordos foram assinados na cúpula de sua Iniciativa Cinturão e Rota que mais nações se unirão ao programa de infraestrutura global.

Xi e 37 líderes mundiais encerraram a cúpula do projeto, também conhecido como Nova Rota da Seda, em Pequim.

"Estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento aberto, limpo e verde e rejeitar o protecionismo", disse Xi à imprensa.

O projeto é sua vitrine na política externa e visa reinventar a antiga Rota da Seda para conectar a Ásia à Europa e à África através de investimentos maciços em projetos marítimos, rodoviários e ferroviários - com centenas de bilhões de dólares em financiamento de bancos chineses.

Mas os críticos dizem que o projeto de seis anos é um plano para impulsionar a influência global de Pequim, repleta de acordos opacos que favorecem as empresas chinesas e sobrecarregam as nações com dívidas e danos ambientais.

Caminhão descarregando, no porto chinês de Nantong, alimento para animais feito de soja importada do Brasil, agosto de 2018

© AFP 2019 /

Brasil é ameaçado pelos 'tiros de bala perdida na guerra comercial sino-americana'

Os EUA, a Índia e algumas nações europeias encaram a iniciativa com desconfiança. Washington não enviou representantes para a reunião.

"O fórum deste ano envia uma mensagem clara: mais e mais amigos e parceiros se unirão na Iniciativa do Cinturão e Rota", disse Xi.

Um documento divulgado após a reunião mostrou que Guiné Equatorial, Libéria, Luxemburgo, Jamaica, Peru, Itália, Barbados, Chipre e Iêmen foram os últimos países a aderir ao clube.

Xi disse que empresas conduzirão todos os projetos da Nova Rota da Seda e que os princípios de mercado se aplicarão, com os governos fornecendo um papel de apoio.

"Isso tornará os projetos mais sustentáveis ​​e criará um ambiente justo e não discriminatório para os investidores estrangeiros", pontuou Xi.

O líder chinês afirmou que os líderes empresariais reunidos em um evento paralelo assinaram cerca de US$ 64 bilhões em negócios durante o fórum, sem fornecer detalhes.

Temer deu uma camiseta da seleção brasileira de futebol ao presidente Xi Jinping.

© Foto : Beto Barata/PR

Muito além da 'bugiganga': China é principal fonte de produtos tecnológicos para o Brasil

No pitoresco Lago Yanqi, nos arredores de Pequim, líderes da Europa, África, Ásia e América Latina se reuniram para emitir um comunicado conjunto (link em inglês).

O encontro incluiu o presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte, cuja nação se tornou o primeiro membro do G7 a se unir à Nova Rota da Seda, e o paquistanês Imran Khan. Também compareceram o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde.

Fonte: https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019042713770309-china-diz-que-mais-paises-entrarao-na-nova-rota-da-seda-e-anuncia-us-64-bilhoes-em-investimentos/

Lula enquadra Bolsonaro e condena entrega do Brasil aos Estados Unidos


247 – O ex-presidente Lula bateu duramente no projeto de Brasil-colônia de Jair Bolsonaro, que governa para atender aos interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos – e não do Brasil.

"No dia em que eu sair daqui, eles sabem, eu estarei com o pé na estrada. Para, junto com esse povo, levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos. Para acabar com esse complexo de vira-lata. Eu nunca vi um presidente bater continência para a bandeira americana. Eu nunca vi um presidente ficar dizendo 'eu amo os EUA, eu amo'. Ama a sua mãe, ama o seu país! Que ama os Estados Unidos! Alguém acha que os Estados Unidos vão favorecer o Brasil?", questionou.

"Americano pensa em americano em primeiro lugar, pensa em americano em segundo lugar, pensa em americano em terceiro lugar, pensa em americano em quinto e se sobrar tempo pensa em americano. E ficam os lacaios brasileiros achando que os americanos vão fazer alguma coisa por nós. Quem tem que fazer por nós somos nós. A solução dos problemas do Brasil está dentro do Brasil", afirmou Lula.

Desde que assumiu o poder, Bolsonaro já entregou a Boeing e uma base militar aos Estados Unidos e só não fez uma guerra contra a Venezuela porque foi impedido pelos militares. A despeito de sua submissão a Washington, Bolsonaro mal consegue ser recebido em Nova York, em razão de suas posturas racistas e homofóbicas.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/391621/Lula-enquadra-Bolsonaro-e-condena-entrega-do-Brasil-aos-Estados-Unidos.htm

Bolsonaro, que faz o Brasil passar vergonha quando fala, diz que Lula não poderia ter falado


Reprodução internet

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Jair Bolsonaro disse na manhã deste sábado (27) que o Supremo Tribunal Federal (STF ) errou ao conceder o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser entrevistado pela Folha de S. Paulo e pelo El País; "Lula nem deveria ter dado entrevista", informou o Uol

27 de Abril de 2019 às 11:42

247 -Jair Bolsonaro disse na manhã deste sábado (27) que o Supremo Tribunal Federal (STF ) errou ao conceder o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser entrevistado pela Folha de S. Paulo e pelo El País. "Lula nem deveria ter dado entrevista", informou o Uol.

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"Segundo o presidente, o PT e Lula tinham um plano de poder que roubaria a liberdade dos brasileiros. Ele não detalhou como isso seria feito. Bolsonaro também declarou que o STF (Supremo Tribunal Federal) errou ao conceder o direito do petista dar entrevista", contou a reportagem.

Bolsonaro rebateu a frase de Lula de que o país está sendo governado por um "bando de maluco".

"Pelo menos não é um bando de cachaceiro. O Lula, primeiro, não deveria falar. Ele falou besteira. Quem era o time dele? Grande (parte) está preso ou sendo processado", disse Bolsonaro.

Fonte: brasil247

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Lewandowski desmonta o circo: só Florestan e Mônica entrevistam Lula

 

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski desmontou o circo iniciado pela Polícia Federal, que abriu para uma plateia de jornalistas de diversos veículos a entrevista do ex-presidente Lula que seria exclusiva para Florestan Fernandes Jr., do El País, e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, conforme havia sido determinado pelo STF. Leia aqui a íntegra da decisão do ministro.

Lewandowski atendeu a um recurso apresentado pela defesa de Lula, que viu como "desrespeito" a decisão da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Segundo texto publicado na página do ex-presidente, a decisão da PF "desrespeita o Supremo Tribunal Federal e o trabalho dos jornalistas e dos veículos de comunicação que há oito meses obtiveram autorização para entrevista na época das eleições".

Segundo reportagem do site Bem Paraná, após decisão do superintendente da PF em Curitiba Luciano Flores de Lima de abrir a entrevista, "a PF enviou e-mail convidando para um "pré-cadastro" apenas jornalistas pré-selecionados, como do site "O Antagonista". Repórteres de agências de notícias, como Reuters; e jornais como Le Monde, e diversos outros, acostumados a receber diariamente comunicados da PF, não foram convidados ao pré-cadastro".

"Questionada em grupos de Whatsapp mantidos pela PF desde o início da Operação Lava Jato em 2014, a assessoria da PF não se manifestou sobre os critérios de escolha para o convite. A maioria dos jornalistas não recebeu o e-mail", diz ainda a matéria. Confira abaixo o que diz o e-mail recebido por alguns repórteres selecionados pela Polícia Federal:

"Prezado(a), Não se tratará propriamente de uma coletiva de imprensa, porém, jornalistas pré cadastrados poderão participar da entrevista, embora só poderão realizar suas perguntas se autorizado pelo entrevistando Sr. Luís Inácio Lula da Silva. O pré cadastramento poderá ocorrer até às 17h de hoje, 25/04, por meio do endereço eletrônico da Comunicação Social da PF em Curitiba, xxxx@dpf.gov.br e xxx@dpf.gov.br A quantidade de jornalistas a participar da entrevista dependerá da logística interna e segurança orgânica institucional". Comunicação Social da Polícia Federal Superintendência Regional Curitiba - Paraná 41-3251-xxxx".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasilia/391422/Lewandowski-desmonta-o-circo-s%C3%B3-Florestan-e-M%C3%B4nica-entrevistam-Lula.htm

Moro é quem tenta tumultuar a entrevista de Lula, diz Luis Costa Pinto

 

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O jornalista Luis Costa Pinto, do Jornalistas pela Democracia, criticou o ministro Sérgio Moro pela decisão da Polícia Federal de colocar sites de extrema-direita para acompanhar a entrevista do ex-presidente Lula aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Monica Bergamo; "Moro é um integrante ativo desse tiroteio que é um absurdo, uma burrice e uma agressão à nossa liberdade de expressão e ao jornalismo", afirmou Costa Pinto na TV 247; ministro Ricardo Lewandowski manteve a exclusividade da entrevista de Lula a Florestan e Monica

25 de Abril de 2019 às 15:39

247 - O jornalista Luis Costa Pinto, do Jornalistas pela Democracia, criticou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, pela decisão da Polícia Federal de tentar tumultuar a entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Monica Bergamo, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/391418/Moro-%C3%A9-quem-tenta-tumultuar-a-entrevista-de-Lula-diz-Luis-Costa-Pinto.htm

PF cria uma nova modalidade jornalística: a entrevista-circo



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Por Helena Chagas, no Divergentes e para o Jornalistas pela Democracia - A Superintendência da Polícia Federal no Paraná acaba de divulgar uma estranha decisão, que mais parece uma jogada para inviabilizar a entrevista do ex-presidente Lula à Folha de S.Paulo e ao El País, marcada para a manhã desta sexta. Divulgou ofício autorizando a presença de outros jornalistas, ainda que sem o direito de fazer perguntas, na entrevista conseguida por decisão judicial pelos profissionais dos dois veículos. Num procedimento inédito, a PF criou uma nova modalidade jornalística, a entrevista-circo, com platéia.

Como Lula concordara em falar para Mônica Bergamo, da Folha, e Florestan Fernandes, para o El País, ele obviamente não deverá concordar com o formato inventado pela PF. O caso deverá voltar ao STF, que na semana passada autorizou a entrevista, que havia sido suspensa há oito meses, durante a campanha eleitoral. Se houver alguma lógica por lá, será restabelecida a decisão anterior. Só que não há garantias, e isso às vezes leva tempo, com o risco de novo adiamento.

No curtíssimo prazo, a PF – e quem estiver por trás dela, com medo de uma simples entrevista de um sujeito que, no mínimo, ainda vai levar meses para sair da cadeia – pode até passar a ideia de que venceu um round. Ledo engano. Esse tipo de atitude pequena, mesquinha, acaba sendo um tiro no pé de quem a desfere. Alimenta o discurso dos que apontam uma perseguição das instituições e das autoridades de investigação contra Lula e o PT. No julgamento da história – que, ao fim e ao cabo, é o que vai ficar -, pode ser desastroso.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/helenachagas/391409/PF-cria-uma-nova-modalidade-jornal%C3%ADstica-a-entrevista-circo.htm

Contra retrocessos de Bolsonaro, centrais convocam mobilização nacional


CLAYTON DE SOUZA

Tatiana Melim, CUT - Em resposta ao avanço da tramitação da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional, a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT –, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, convocam os trabalhadores e trabalhadoras a ocuparem as ruas no 1º de Maio em defesa da aposentadoria.

Nesta terça-feira (23), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, por 49 votos a favor e 18 contra, o parecer do relator da reforma, deputado delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Os únicos que votam contra o fim do direito à aposentadoria foram os deputados do PT, PC do B, Psol, PSB, Pros, PDT, Avante e Rede.

E, pela primeira vez na história, as centrais sindicais brasileiras se uniram em um ato unificado de 1º de maio, especialmente para lutar contra a reforma da Previdência de Bolsonaro que acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

Durante o ato do Dia Internacional dos Trabalhadores, os sindicalistas vão anunciar os próximos passos da luta para impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que trata das profundas mudanças nas regras da aposentadoria.

"As centrais estão construindo a data da greve geral. Por isso, é importante a realização de grandes atos do 1º de maio no Brasil inteiro"", diz o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre.

Ainda como parte da agenda de luta, explica Sérgio, as centrais sindicais já aprovaram a convocação de um Dia Nacional de Luta no dia 15 de maio, quando terá início a greve geral dos professores e professoras.

"Vamos demonstrar o nosso total apoio à greve dos professores que está sendo convocada para ocorrer em todo o Brasil a partir do dia 15 de maio. Será uma paralisação de extrema importância para a construção da greve geral da classe trabalhadora brasileira", afirma o secretário-geral da CUT, ressaltando que os dias 1º e 15 de maio são as prioridades da agenda do próximo mês.

1º de maio unificado
O secretário-geral da CUT explica que, no 1º de Maio, as centrais sindicais e os movimentos sociais irão denunciar o desmonte que o governo pretende fazer com a Previdência pública e solidária e dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre as consequências das privatizações, do aumento do desemprego, da falta de uma política econômica sólida para o país e dos ataques ao direito de organização sindical.

"Vamos esclarecer o que é a nefasta reforma da Previdência, mas também iremos conversar com os trabalhadores sobre as graves consequências das medidas adotadas pelo governo de Bolsonaro para economia, os direitos políticos e individuais e para a soberania do Brasil", diz Sérgio.

Em São Paulo, o 1º de Maio Unificado será no Vale do Anhangabaú, na região central da capital paulista, e terá início às 10h, com apresentações artísticas e culturais. A tarde será realizado o ato político.

Entre os artistas confirmados para se apresentarem estão Leci Brandão, Simone e Simaria, Paula Fernandes, Toninho Geraes, Mistura Popular, Maiara e Maraísa, Kell Smith, e Júlia e Rafaela.

Confira o calendário dos atos:

Bahia

14h - 1º de maio unificado no Farol da Barra, em Salvador.

Brasília

13h – Ato do 1º de maio da classe trabalhadora no Taguaparque, com apresentações culturais de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações locais.

No 1º de maio também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF).

Ceará

15h - Ato unificado na Praia de Iracema, em Fortaleza, com concentração na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa.

Goiás

14h – Concentração na Praça Cívica, em frente ao Coreto.

17h - Ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

Mato Grosso

16h – Ato político e cultural, com artistas regionais, na Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

Mato Grosso do Sul

9h às 12h – Ato unificado do 1º de maio na Rua Anacá com a Rua Barueri, bairro Moreninha II

Paraíba

14h – Caminhada com concentração em frente ao Centro de Zoonoses dos Bancários

17 – Ato cultural no Mercado Público de Mangabeira

Parnambuco

9h - Concentração na Praça do Derby, em Recife

Piauí

8h - Ato do 1º de maio na Praça da Integração, em Teresina.

Rio de Janeio

9h às 14h - Ato na Praça Mauá, com barraquinhas para coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

14h às 17h - Os trabalhadores e trabalhadoras sairão em bloco pelas ruas, intercalando bloco e fala política das centrais sindicais e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

Sergipe

8h - Concentração do ato na Praça da Juventude - Conjunto Augusto Franco. Em seguida, caminhada em direção aos Arcos da Orla de Atalaia, onde ocorrerá um ato político e cultural com coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

Rio Grande do Sul

– Porto Alegre
15h – Ato na Orla do Guaíba - programação completa será definida nesta terça-feira (23)

– Caxias do Sul
14h – Ato nos Pavilhões da Festa da Uva

– Bagé
14h – Concentração na Praça do Coreto, com caminhada pela Avenida 7 de Setembro

– Erechim
10h – Concentração no Bairro Atlântico

– Passo Fundo
14h às 17h – Ato no Parque da Gare

– Pelotas
14h às 18h - Ato com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

– Santa Maria
10h às 17h – Atividades com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, no bairro Santa Marta.

– Ijuí
14h – Concentração seguida de ato na Praça Central.

Santa Catarina

– Florianópolis
9h30 - Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades culturais na comunidade do Mont Serrat.

– Palhoça
Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades na ocupação Nova Esperança.

– Blumenau
15h - Ato público em defesa da Previdência na Praça da Prefeitura.

São Paulo

– Campinas
9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral
10h30 – Ato no Largo da Catedral
11h – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú

– Osasco
6h30 - 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

– São Bernardo do Campo
9h - Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz
9h30 - Missa

– Sorocaba
14h às 22h - O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/391396/Contra-retrocessos-de-Bolsonaro-centrais-convocam-mobiliza%C3%A7%C3%A3o-nacional.htm

Miriam Leitão: trapalhadas do clã Bolsonaro viram um problema nacional

 

Reprodução

247 - "O último surto dos filhos do presidente mostra, uma vez mais, a situação bizarra em que o Brasil se encontra. Um vereador do Rio fica dando ordens de bom comportamento ao vice-presidente da República. A família do governante se comporta como se o país tivesse escolhido, nas urnas, o clã inteiro para governar. O presidente não consegue ter a mínima autoridade em sua própria casa e aparece como um joguete na mão dos filhos" -este é o diagnóstico que a jornalista Miriam Leitão faz da situação nacional. Além de ser a mais influente colunista e comentarista das mídias das Organizações Globo, ela é uma porta-voz oficiosa da família Marinho.

O artigo de Miriam Leitão publicado nesta quinta-feira (25) em O Globo (aqui a íntegra), tem tom de editorial. Ela estende a crítica a Olavo de Carvalho: "mais do que terem mau desempenho como parlamentares, os três filhos do presidente criam dificuldades para o país atacando integrantes do governo do pai. Uma frente de constrangimento vem do autodenominado filósofo Olavo de Carvalho, a quem Carlos e Eduardo, e o próprio presidente, prestam uma patética vassalagem. Os ataques que, dos Estados Unidos, ele dispara contra pessoas como o ministro Santos Cruz, ou o próprio vice-presidente, não teriam a mais remota relevância. Têm destaque quando o presidente posta em rede social uma entrevista na qual ele mistura seus costumeiros palavrões, pensamentos rasteiros, com críticas a integrantes do governo".

A constatação mais incisiva do texto é de que "a confiança na capacidade do governo Bolsonaro está derretendo entre os agentes econômicos e o mercado financeiro. Sua popularidade está em queda rápida. E isso, na visão dos analistas, tornará mais remota a possibilidade de o governo aprovar as necessárias reformas econômicas".

O governo, na visão de Miriam Leitão e da família Marinho, parece estar caminhando para o colapso.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/391363/Miriam-Leit%C3%A3o-trapalhadas-do-cl%C3%A3-Bolsonaro-viram-um-problema-nacional.htm

Governo Bolsonaro implode antes de começar: até quando o país aguenta este barraco?

Carolina Antunes/PR

Por Ricardo Kotscho, para o Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia - Antes de completar quatro meses, o governo Bolsonaro está implodindo, com o capitão presidente e o vice general agora em guerra aberta.

Aonde isso vai dar, quanto tempo ainda o país vai assistir placidamente a este barraco federal armado no Palácio do Planalto?

Parece que nada mais é capaz de espantar os brasileiros, tantos são os desmandos, as bizarrices, as pernadas abaixo da linha de cintura e os escândalos que se multiplicam em progressão geométrica para onde quer que se olhe.

Ou que outro nome se pode dar a esta notícia publicada pela Folha, como se fosse um fato corriqueiro: "Governo oferece R$ 40 mi de emendas a deputados que votarem pela reforma"?

É isso mesmo: o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em nome do governo, resolveu comprar os deputados para votarem a favor da reforma da Previdência no plenário da Câmara.

A R$ 40 milhões por cabeça, isso vai custar ao país R$ 14,2 bilhões até 2020, se forem incluídos também os senadores, para aprovar essa reforma já desidratada, um verdadeiro Frankenstein costurado pelo Centrão de Eduardo Cunha em parceria com o superministro Paulo Guedes.

Se essa reforma era a salvação da lavoura, o pau da barraca do governo, capaz de resolver todos os nossos problemas, de dor de corno a frieiras, então estamos perdidos.

Fora isso, qual é a estratégia do governo para os próximos meses e anos? Quais são os projetos para desencalhar a economia que está parando e enfrentar o grande drama do desemprego crescente?

Até agora, o governo só se dedicou a destruir a Educação, a Cultura e a Política Externa, acabar com direitos sociais, rifar a soberania nacional e o patrimônio público, distraindo a platéia com o arranca rabo entre filhos do presidente, generais de pijama e olavetes ensandecidos.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

É só isso que anima o noticiário político, onde não há mais espaço para a discussão dos grandes problemas nacionais de um país que vai se desfazendo de vergonha na cara.

Outro dia, Bolsonaro acabou por decreto com todos os conselhos formados nos últimos anos pela sociedade civil organizada. Ninguém fala mais no assunto.

São tantos os absurdos e as atrocidades, que um vai superando e outro, uma tragédia cede lugar a outra maior, e logo os assuntos vão sendo esquecidos.

Nem se fala mais no fuzilamento por uma guarnição do Exército, com mais de oitenta tiros, contra o carro do músico em que mataram também um catador de papel que foi salvar o filho dele.

A troca de ofensas entre filhos do presidente, militares e olavetes virou arroz de festa, não dá mais manchete.

O aumento progressivo do desemprego e da miséria já faz parte da paisagem, não chama mais a atenção de ninguém.

E as milícias continuam mandando e matando impunemente no Rio de Janeiro, onde o famoso motorista Queiroz desapareceu, junto com os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson.

Tudo virou o "novo normal", essa expressão calhorda que inventaram para designar o que não é normal numa sociedade civilizada.

Até quando?

Vida que segue.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/ricardokotscho/391277/Governo-Bolsonaro-implode-antes-de-come%C3%A7ar-at%C3%A9-quando-o-pa%C3%ADs-aguenta-este-barraco.htm

Diplomata russo diz que seu país e o Brasil não são províncias dos EUA


247 - Apesar das divergências entre o Brasil e a Rússia sobre o processo político e os conflitos em curso na Venezuela, o diretor do Departamento de América Latina do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Schetinin, defende que ambos os paises devem conversar entre si e não se comportar como províncias dos Estados Unidos.

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Aleksandr Schetinin tem longa experiência diplomática na América latina, onde já foi embaixador na Argentina e trabalhou junto à OEA (Organização dos Estados Americanos).

Em conversa com o jornal Folha de S.Paulo, depois de uma palesra no Instituto Fernando Henrique Cardoso na última terça-feira (23), Schetinin defendeu o Brics, afirmando que as diferenças com o Brasil não são motivo para "deixar para trás o que se fez e o que se pode fazer".

Schetinin defendeu também o apoio ao governo de Nicolás Maduro, argumentando que se trata de um governo legítimo e condenou as sanções que levam o país sul-americano ao caos, de acordo relato de Igor Gielow.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/391347/Diplomata-russo-diz-que-seu-pa%C3%ADs-e-o-Brasil-n%C3%A3o-s%C3%A3o-prov%C3%ADncias-dos-EUA.htm

Delator diz que Paulo Preto recebeu em caixas propinas de R$ 24 milhões


247 - Paulo Preto, operador do PSDB, teria recebido R$ 24 milhões em caixas de dinheiro, como propina por obra da marginal durante a gestão de José Serra. A denúncia foi feita em delação de ex-gerente de empreiteira, que, segundo ele, entregou caixas com dinheiro na Dersa.

Reportagem de Italo Nogueira e Wálter Nunes na Folha de S.Paulo revela que "um ex-gerente da empreiteira Delta declarou à Justiça ter destinado cerca de R$ 24 milhões em propina ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, em razão das obras de ampliação da marginal Tietê em 2009".

Os repasses teriam sido feitos antes da licitação e durante a execução da obra em São Paulo, na época do governo de José Serra (PSDB).

"O delator disse que chegou a levar caixas de dinheiro na sede da Dersa, estatal paulista que foi uma das responsáveis pela construção", aponta a reportagem.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/391344/Delator-diz-que-Paulo-Preto-recebeu-em-caixas-propinas-de-R$-24-milh%C3%B5es.htm

terça-feira, 23 de abril de 2019

Lula sobre STJ: a pena tinha que ser zero, ela não tinha que existir


247 - O deputado estadual e dirigente do PT Emídio de Souza (SP) esteve com o ex-presidente Lula na prisão nesta terça-feira 23 e relatou a ele o resultado do julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu, por unanimidade, a pena do petista de 12 anos e 1 mês de prisão, que havia sido impetrada pelo TRF-4, para 8 anos e 10 meses no caso do triplex do Guarujá (SP).

Segundo Emídio, Lula já "não esperava nada de positivo" deste julgamento. "O julgamento de hoje é mais um capítulo de um processo totalmente político, onde não vale provas, as provas da defesa são desconsideradas e a palavra do delator vale mais do que qualquer outra coisa", observou.

"O presidente Lula não esperava nada de positivo desse julgamento. Aqui dentro desse prédio há um homem que quer sair, mas não de cabeça baixa, ele quer sua inocência provada. Quer mostrar ao país que todas as acusações apontadas contra ele são rigorosamente falsas, não tem um pingo de verdade", acrescentou.

De acordo com o deputado, Lula afirmou que "não é o problema de ter reduzido a pena, o problema é que a pena tinha que ser zero, ela não tinha que existir". "A luta tem que continuar. Esse processo, da mesma forma que fui julgado politicamente, eu vou ser libertado politicamente pela luta do povo brasileiro. A resistência, a começar desse local, onde se encontra a vigília o tempo todo", disse ainda o ex-presidente.

Para Emídio, "Lula é refém de um sistema criado dentro do Judiciário, que julga não baseado em provas, mas baseado em quem ele é, quem ele representa para a história do Brasil". O deputado paulista lembrou tam'bem que, "apesar da redução [da pena], eles podem apressar outros julgamentos que já estão na fila para serem julgados", como o caso do sítio de Atibaia.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/391195/Lula-sobre-STJ-a-pena-tinha-que-ser-zero-ela-n%C3%A3o-tinha-que-existir.htm

STJ reduz pena de Lula e ex-presidente poderá deixar prisão neste ano


Lula em missa em homenagem à sua esposa falecida, Marisa Letícia, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

© AP Photo / Nelson Antoine

Brasil

17:23 23.04.2019(atualizado 18:04 23.04.2019) URL curta

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O Superior Tribunal de Justiça (STF) decidiu nesta terça-feira (23) reduzir a pena do ex-presidente Lula. Com a medida, o ex-presidente poderá deixar a prisão ainda neste ano.

A decisão foi em resposta a um pedido da defesa do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá, em São Paulo.

O então juiz da Lava Jato Sergio Moro, em 2017, condenou Lula a prisão pelo caso e o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) confirmou a pena de 12 anos e 1 mês de prisão.


O STJ nesta terça reduziu a pena para 8 anos, 10 meses e 20 dias. A decisão abre a possibilidade de Lula passar a cumprir o resto de sua pena em regime domiciliar ou semiaberto em setembro, quando já terá cumprido um sexto de sua pena.

A possível liberdade do petista está condicionada ao pagamento de uma multa de R$ 2,4 milhões.

Outros pedidos da defesa de Lula, contudo, foram negados. A defesa do petista havia pedido a nulidade do processo.

Lula também já foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão, na primeira instância, no caso do sítio de Atibaia. Caso o TRF-4 condene Lula neste caso, o ex-presidente poderá ser impedido de progredir de pena e deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2019042313744821-stj-reduz-pena-de-lula-e-ex-presidente-podera-deixar-prisao-neste-ano/

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Trump se declara fudido


"Estou fudido": a reação inicial de Trump ao saber da investigação do conselho especial

"Este é o fim da minha presidência".

Paul Joseph Watson

PrisonPlanet.com
18 Abril, 2019

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A reação inicial do Presidente Trump ao saber que um Conselho Especial havia sido designado para investigá-lo era exclamar: “Este é o fim da minha Presidência. Estou fudido.

A versão editada do relatório Mueller foi agora divulgada ao público.

Em uma seção intitulada "A indicação do conselho especial e a reação do presidente", descobrimos como Trump respondeu imediatamente às notícias que estava sob investigação.

Depois que o procurador-geral Jeff Sessions retransmitiu a notícia, Trump disse; "Oh my God. Isso é terrível. Este é o fim da minha presidência. Estou fudido.

Trump então ficou bravo e culpou Sessions por se recusar a investigar, dizendo que Sessions tinha “decepcionado”.

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"Como você pôde deixar isso acontecer ... você deveria me proteger", disse Trump.

“Todos me dizem que, se você receber um desses conselhos independentes, isso arruinará sua presidência. Leva anos e anos e eu não posso fazer nada. Essa é a pior coisa que já aconteceu comigo ”, acrescentou Trump.

Dada a reação inicial de Trump, é irônico que a investigação de Mueller tenha acabado por justificá-lo e pudesse realmente ajudá-lo a ser reeleito.

O relatório concluiu que não havia provas de que qualquer membro ou substituto do governo Trump conspirasse com a Rússia para interferir na eleição.

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

Milícias revolucionárias bolivarianas da Venezuela serão partes das FANB


Milícia venezuelana se tornará parte das forças armadas nacionais da Bolívia - Maduro

Members of the Bolivarian militia deploy a 1200-metre-long Venezuelan flag in Caracas on April 13, 2015 during a rally to protest against US sanctions against Venezuelan officialsMOSCOU (Sputnik) - A Venezuela vai emendar sua legislação para tornar a milícia uma parte das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas de esquerda, disse o presidente socialista venezuelano Nicolas Maduro em um discurso no domingo.


"O comandante Chávez sonhava com uma poderosa e grande milícia armada[...] A milícia receberá um posto constitucional como uma parte completa das Forças Armadas do país", disse Maduro, acrescentando que a legislação será alterada para essa medida.


No início deste mês, Maduro disse que o número de oficiais da milícia venezuelana será aumentado de 2,1 milhões para 3 milhões até dezembro de 2019.


A decisão vem na esteira de uma profunda crise política na Venezuela, que entrou recentemente em seu terceiro mês.

Em janeiro, o líder da oposição Juan Guaido, apoiado pelos Estados Unidos, declarou-se ilegalmente presidente interino da Venezuela após contestar a vitória da reeleição do presidente venezuelano Nicolás Maduro em maio de 2018. Washington imediatamente endossou Guaido e pediu a Maduro que renunciasse.

Maduro, constitucionalmente eleito, acusou os Estados Unidos de tentarem organizar um golpe para instalar a força Guaido como uma marionete norte-americana. Rússia, China, Cuba, Bolívia, Turquia e vários outros países expressaram seu apoio a Maduro como o único presidente legítimo da Venezuela.


O presidente dos EUA, Donald Trump, deu a entender que uma intervenção militar dos EUA na Venezuela era "uma opção".

https://sputniknews.com

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

FMI: Brasil tem pior participação na economia mundial em quase 4 décadas

Fábrica da Chery em Jacareí (SP), um dos muitos investimentos chineses feitos no Brasil

FMI: Brasil tem pior participação na economia mundial em quase 4 décadas

CheryBrasil/SD Press/Fotos Públicas

Economia

12:04 19.04.2019URL curta

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Estudo divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que o Brasil continua diminuindo sua participação na economia global e teve seu pior resultado em 38 anos.

Com o resultado de 2018, o dados apontam que há sete anos consecutivos o Brasil perde participação na economia global. O estudo lembra que a participação do Brasil na economia mundial chegou a ser de 4,4%, em 1980, e que desde então atingiu o ápice em 2011, quando após idas e vindas chegou a 3,1%.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

© AFP 2019 / VANDERLEI ALMEIDA

PIB do Brasil cresce 1,1% em 2018 e mantém estagnação

Para mensurar os resultados, o FMI utiliza dados do Produto Interno Bruto (PIB) sob a régua da paridade do poder de compra (PPC), que ajusta o índice de acordo com o custo de vida dos países.

O Brasil é hoje a oitava maior economia do mundo, tendo perdido o sétimo posto para a Indonésia este ano e deve continuar perdendo participação na economia mundial pelo menos até 2024, segundo o FMI. Isso se dá não só pela diminuição da atividade econômica do Brasil, mas também pelo aumento da participação de outras nações no cálculo, como é o caso da China.

Desde 2014, o Brasil enfrenta desaceleração econômica, quando o PIB cresceu 0,5%. Em 2015 e 2016, o Brasil enfrentou fortes recessões, de —3,77% e —3,59%, respectivamente. Nos dois anos seguintes, os números foram positivos, mas ainda tímidos e em torno de 1% de crescimento.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2019041913717052-brasil-fmi-pib-economia-global/

Em manifesto, artistas e intelectuais pedem Lula Livre


Ricardo Stuckert

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"Prenderam Lula para aumentar a repressão ao povo, para fazer valer com mais força a lei da bala contra pobre, negro, trabalhador, enquanto os milionários ficam ainda mais milionários. Lutar pela liberdade de Lula é enfrentar o caos", diz o texto

19 de Abril de 2019 às 06:17

247 – Em manifesto, intelectuais e artistas pedem a libertação de Lula. Já são diversos signatários: Leonardo Boff, Marieta Severo, Raduan Nassar, Martinho da Vila, Arnaldo Antunes, Mia Couto,  Leci Brandão, Fernando Morais, Boaventura de Sousa Santos, José de Abreu, Frei Betto, José Celso Martinez Corrêa, Gilberto Gil, Flora Gil, Chico Buarque, Carol Proner, entre outros. Confira  o manifesto:

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MANIFESTO
O SOM PELA LIBERDADE

“Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir”
Você já se imaginou, por um mísero minuto sequer, viver privado injustamente da sua liberdade?
Um ano.
Doze meses.
Cinquenta e duas semanas. Trezentos e sessenta e cinco dias.
Oito mil, setecentas e sessenta horas.
Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos.
Este é o tempo em que Lula se encontra preso.
Hoje, um pouco mais que isso.
O que a prisão de Lula tem a ver com você?
Olhe em volta.
Sabe esse nó na garganta que você sente com o bombardeio diário de problemas, esse sentimento de andar em marcha à ré enquanto crescem ao seu redor os sem emprego, os sem teto, os sem comida?
A angústia de imaginar que, em breve, querem juntar ao bonde dos sem direitos, os sem aposentadoria, os sem universidade, os sem voz?
Não se engane.
Lula é vítima de um processo forjado, de um arranjo ilegal de interesses.
Uma farsa, tendo como pano de fundo um apartamento sem escritura, sem as chaves, que nunca lhe pertenceu e onde não passou uma única noite.
Uma condenação sem provas, feita sob encomenda para atender os desejos de quem quer arrancar os seus direitos na marra.
Um ano se passou e a injustiça continua.
Lula foi impedido de disputar eleições e silenciado.
Sua família foi perseguida.
Uma nova condenação forjada.
Na base da força bruta, insistem em bancar a farsa até as últimas consequências.
A prisão de Lula é um símbolo do nosso retrocesso.
Viramos o país onde o trabalho não tem mais regulação, o salário-mínimo virou lenda e a única liberdade que existe é o aumento da nossa exploração.
Um país que desrespeita os vizinhos latinos e lambe as botas dos Estados Unidos; onde o presidente celebra a ditadura militar e incentiva a perseguição de professores enquanto escolas e universidades não recebem investimento digno; onde um pai de família é assassinado com 80 tiros pelo exército e as autoridades nada dizem; onde ninguém sabe até hoje quem mandou matar Marielle Franco!
Lula foi preso para acabarem com o seu direito de se aposentar. Para garantir que o sonho de entrar na universidade não seja para todos. Para piorar os serviços públicos, diminuir o acesso aos medicamentos, acabar com o Mais Médicos, enterrar a cultura nacional, favorecer os fabricantes de armas e alimentar o medo.
Prenderam Lula para aumentar a repressão ao povo, para fazer valer com mais força a lei da bala contra pobre, negro, trabalhador, enquanto os milionários ficam ainda mais milionários.
Lutar pela liberdade de Lula é enfrentar o caos.
É desatar o nó na garganta que está nos sufocando.
É encarar os irresponsáveis que puseram o Brasil à deriva, exigir justiça e democracia, dignidade e direitos.
O nosso grito por Lula Livre é um imenso coro em defesa da verdade! Vamos, de mãos dadas, construir este imenso cordão por justiça para Lula e para o povo brasileiro!

Assinam o Manifesto: Leonardo Boff, Marieta Severo, Raduan Nassar, Dilma Rousseff, Martinho da Vila, Arnaldo Antunes, Mia Couto, Leci Brandão, Celso Amorim, Mino Carta, Fernando Morais, Boaventura de Sousa Santos, José de Abreu, Maria Victoria de Mesquita Benevides, Frei Betto, José Celso Martinez Corrêa , Gilberto Gil, Flora Gil, Chico Buarque, Carol Proner, Patrícia Melo, John Neschiling, Franklin Martins, Aloizio Mercadante, Gustavo Fernandez, Juca Ferreira, Aderbal Freire Filho, Camila Pitanga, Anna Muylaert , Herson Capri, Celso Frateschi, Emir Sader, Inez Viana, Márcia Miranda, Eric Nepomuceno, Silvio Tendler, Ana de Holanda, Bemvindo Sequeira, Lan Lanh, Osmar Prado, Guta Stresser, Tuca Moraes, Luiz Fernando Lobo, Sérgio Santos, Tadeu di Pietro, Sidney Santiago, Tata Amaral, Yamandu Costa, Silvia Buarque, Malu Valle, Sérgio Mamberti, Débora Duboc , Toni Venturi Amir Haddad, Bete Mendes, Antônio Pitanga, Marina Person, Noca da Portela, Chico Diaz, Bruno Garcia, Luiz Carlos Barreto, Cristina Pereira, Carolina Ziskind, Marat Descartes, Renata Melo, Dora Castelar, Gorete Milagres, Viviane Ferreira, Eliane Café, Leusa Araújo, Ana Cecília Costa, Rodolfo Vaz, Orã Figueiredo, Alcides Nogueira, Duca Rachid, Tomaz Miranda, Augusto Madeira, Preta Ferreira, Rodrigo Lopes Siqueira, Roberta Mello, Anna Carolina Magalhães, Cida de Souza, João Raphael Alves, Leonardo Hinckel, Agnes de Freitas, Nady Oliveira, Tayara Maciel, Luiza Moraes, Idris Bahia, Natalia Gadiolli, Gilberto Miranda, Bernardo Cotrim, Claudia Troiano, Gabriella Gualberto, Camila Victor, Márcio Tavares, Ana Flávia Marx, Bruno Ramos, Warley Alves Barbosa, Laryssa Sampaio, Martha Romano, Wellington Alves, Luisa Gaspar, Manuel Victor, Lígia Miguel, Igor Felippe, Marina Piotto, Tião Carvalho, Sid Farney Lima de Araújo, Maria Jose Alves da Silva, Alfredo Farias da Rocha, Franco De Sa Aiezza, Lila Silva (Josefa Eliana Silva), Erika Vieira Lima Carvalho, Dorival Brandão, Valdir Castiglioni Filho, Redelson Tomaz da Silva, Darlucia Silva, Adnilsom da Silva Lara, Jorge Afonso Maia Mairink, Telma Saraiva dos Santos, Lúcio André de Figueiredo Rodrigues, Maria Teresa  Barbosa Huang, Leonardo Fialho Machado Nogueira, Pericles de Holleben Mello, Fernanda Camargo, Rodrigo Cesar Souza de Macedo, Berenice Perpetua Simão, Vitor Ortiz, Denílson Machado, Marcos Paulo Carvalho Lima, Sebastião Jose Soares, Cicero Belém Filho e EU.

Fonte: Leia matéria completa em: https://www.brasil247.com/pt/247/cultura/390725/Em-manifesto-artistas-e-intelectuais-pedem-Lula-Livre.htm

Os generais precisam de Lula para evitar a recolonização do Brasil

Ricardo Stuckert

A três anos do bicentenário da Independência, o Brasil nunca teve sua soberania tão ameaçada quanto agora. E só é possível compreender o Brasil de hoje quando se estende a visão também para o quadro global. Nesta semana, John Bolton, assessor especial de Donald Trump, afirmou que a "Doutrina Monroe", que preconiza a América para os americanos, "está mais viva do que nunca". O que significa que, na visão de Washington, todo o continente, da Terra do Fogo ao Alaska, pertence aos Estados Unidos.

Anunciada em 1823, um ano depois do nosso 7 de setembro, pelo então presidente John Monroe, a doutrina era um grito de independência da América contra o colonialismo europeu. Mas ali já se elaborava, no 'planejamento estratégico' do futuro Império, que a influência sobre a região seria deveria ser exercida pelos Estados Unidos – e não por outras potências. No século 20, sucederam-se golpes na América Latina fomentados pela Casa Branca. Todos, sem exceção, impuseram governos-fantoche na região, alinhados com os interesses de Washington. Tudo isso já é História, está devidamente documentado por fontes oficiais e também disponível nas próprias universidades norte-americanas.

Após a Segunda Guerra Mundial, que deu origem à Guerra Fria, a oposição entre os blocos capitalista e soviético serviu como pretexto para novas intervenções estadunidenses na América Latina para combater o "comunismo" – fantasma sempre usado para que os Estados Unidos impusessem sua hegemonia na região. Por isso mesmo, João Goulart, um fazendeiro que pretendia ampliar a classe média brasileira e alavancar um modelo de desenvolvimento muito mais parecido com o 'sonho americano' do que com o regime soviético, foi derrubado.

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim e o colapso do bloco soviético, analistas internacionais passaram a falar em "fim da História" e na era da hiperpotência americana. No entanto, o desfecho da globalização não foi exatamente aquele traçado nos think tanks de Washington. Não foram as multinacionais norte-americanas que conquistaram a China, a Ásia e todas as regiões do planeta. Ao contrário, foi a China que se converteu na planta industrial do mundo – e também na fronteira do desenvolvimento tecnológico, ao lado de países como a Coréia do Sul. Tanto os Estados Unidos quanto a Europa assistiram ao enfraquecimento de suas bases industriais.

No começo do século 21, imaginava-se que a humanidade poderia ingressar na era do mundo "pós-americano", marcada pela paz e pela prosperidade global, em que várias potências poderiam coexistir harmonicamente. No Brasil, o ex-presidente Lula governou exatamente neste período. E teve liberdade para ampliar as fronteiras do comércio e das relações geopolíticas do Brasil. Assim nasceram parcerias estratégicas com a China, com a Rússia, com a África, com os países árabes e com os vizinhos sul-americanos, sem que houvesse qualquer ruptura com os Estados Unidos ou com as antigas potências coloniais.

Com a descoberta do pré-sal e a futura aplicação de seus recursos na educação, o Brasil apontava para ser uma das grandes potências do século 21. No entanto, veio a reação. Em 2013, a ex-presidente Dilma Rouseff começou a ser derrubada não apenas para que o petróleo brasileiro fosse subtraído, mas também para que o Brasil fosse enquadrado nessa nova ordem mundial. Não mais a da globalização harmônica, ainda que com seus percalços, mas sim à da hegemonia imperial – o fenômeno que explica a queda de Dilma, a prisão de Lula e a ascensão de Jair Bolsonaro, um presidente que diz "Brasil acima de tudo", mas bate continência para a bandeira dos Estados Unidos.

A visão dos militares

Nos dias de hoje, o que ocorre no Brasil é apenas parte de uma guerra muito mais ampla entre Estados Unidos e o resto do mundo. Para a América do Sul, obviamente, vale a Doutrina Monroe – ou seja, todo o continente "pertence" ao grande irmão do norte. Mas também partem de Washington a disputa comercial com a China, o caso Brexit para fragilizar a União Europeia, o estímulo a novos movimentos separatistas e as provocações rotineiras à Rússia, que é a segunda maior potência militar do planeta. Na prática, os Estados Unidos hoje confrontam o "globalismo" porque a palavra representa um obstáculo ao imperialismo. O mundo se move em direção à Ásia, mas o velho Império reage com as armas que têm à mão.

Entre os militares, prevalece a visão de que um confronto entre Estados Unidos e China é praticamente inevitável. E que o Brasil, até por razões geográficas, fatalmente terá que estar mais alinhado a Washington. O que não se imaginava, porém, era o grau de rapidez e violência desse processo, com a tomada do Itamaraty, que hoje tem um chanceler totalmente alinhado ao Departamento de Estado, a entrega da Embraer e até mesmo da Amazônia, que será aberta para exploração "em parceria" com os Estados Unidos, como anunciou Bolsonaro.

A ocupação do Brasil pelas forças dessa nova ordem também produz diversos efeitos colaterais negativos para burguesia nacional. Basta notar os prejuízos já causados ao agronegócio nacional e também a decadência contínua da indústria nacional. Com 13 milhões de desempregados, o Brasil de 2019 é um caldeirão prestes a explodir.

De onde poderia vir a reação a esse processo acelerado de destruição nacional? Eventualmente dos militares. Mas é exatamente contra esta reação que atuam personagens como o "guru" Olavo de Carvalho e o "chanceler informal" Eduardo Bolsonaro. De um lado, o guru avisa que os militares devem se contentar com os empregos que ganharam na máquina pública. De outro, Eduardo viaja a países como Hungria e Polônia, que também estão ocupados por governos de extrema-direita alinhados com a nova ordem imperialista. E, não por acaso, Bolsonaro estimula o deputado Marco Feliciano a pedir o impeachment de seu vice Hamilton Mourão.

O fator Lula

Hoje, a maior ameaça à soberania nacional se chama Jair Bolsonaro e os generais brasileiros, que imaginavam ser capazes de cavalgá-lo, sabem disso. Se Bolsonaro foi um instrumento para a conquista do poder, ele também representa um risco real de que, após sua passagem, não exista mais um Brasil como nação independente. Sobrará apenas um território habitado por pessoas.

Os militares brasileiros hoje se veem diante de um impasse histórico. Caso se rendam de vez ao bolsonarismo, que os humilha diariamente, serão cúmplices desse processo de recolonização do país por um Império que tenta evitar sua decadência. É também importante lembrar que os Estados Unidos não oferecem nenhum plano Marshall para reconstruir o Brasil. Ao contrário, o que se oferece é apenas mais destruição e a instauração de um bangue-bangue, com a liberação das armas de fogo.

O Brasil, no entanto, possui um ativo único no mundo: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é, na definição do intelectual Noam Chomsky, o preso político mais importante do mundo. Com essa força simbólica, Lula poderá fazer sua voz ser ouvida no mundo inteiro, na defesa de uma ordem internacional mais justa e mais equilibrada.

A liberdade de Lula, portanto, pode vir a ser a alavanca para a libertação do Brasil, em sentido amplo. O povo brasileiro poderá recuperar seus direitos, os militares poderão se libertar de Bolsonaro e o país poderá voltar a tentar se afirmar como nação soberana e independente. Um bom sinal, nesta semana, foi a autorização para que Lula, silenciado pelo imperialismo, possa conceder entrevistas. Mas é preciso ir além e reincorporá-lo à cena política para evitar que o Brasil seja destruído de forma definitiva e talvez irreversível.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/390740/Os-generais-precisam-de-Lula-para-evitar-a-recoloniza%C3%A7%C3%A3o-do-Brasil.htm

quinta-feira, 18 de abril de 2019

PT em manifesto: crise institucional é o resultado do golpismo


247 - Em manifesto assinado pelo ex-presidente Lula, a presidente nacional do partido, a deputada Gleisi Hoffmann, e pelos líderes da sigla no Congresso Nacional deputado Paulo Pimenta e senador Humberto Costa, o PT lançou manifesto em que aponta que a crise política e institucional que o país enfrenta é resultado do golpe que desrespeitou a Constituição e o Estado Democrático de direito.

"A anarquia institucional em que vive o país não é obra exclusiva de Jair Bolsonaro, embora ele tenha muito contribuído para isso por seu desapreço à democracia. A situação que vivemos é a consequência inevitável dos pequenos e grandes atentados à lei e à democracia que foram tolerados ou incentivados em nome de um combate à corrupção que, na verdade, era uma fracassada campanha de extinção do PT", diz um trecho do documento.

Confira a íntegra do manifesto:

"Seis meses depois de um processo eleitoral absolutamente fora da normalidade, no qual foi arbitrariamente excluído o candidato a presidente da maioria da população e foi interditado o debate de propostas, o Brasil vive hoje uma gravíssima crise política e institucional.

A relação harmônica entre os Poderes, estabelecida pela Constituição, cede espaço a golpes de força e à anarquia institucional, em meio a uma escalada de autoritarismo, reafirmada na quarta-feira (17) pela convocação da Força de Segurança Nacional a Brasília para reprimir legítimas manifestações dos povos indígenas em defesa de seus direitos ameaçados.

O Brasil está regredindo a um passado de repressão, censura e intolerância; aos tempos em que o Estado, a serviço das classes dominantes, negava as liberdades ao invés de garanti-las. As divergências políticas, corporativas e até pessoais em que se envolvem os chefes do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público ocorrem sob a interferência e até sob a tutela de chefes reacionários das Forças Armadas, o que é inadmissível na democracia.

Hoje não restam dúvidas de que na raiz dessa grande crise está o movimento golpista que levou ao impeachment sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e à condenação, igualmente sem crime, do ex-presidente Lula, para impedir que ele fosse eleito mais uma vez pela maioria da população em 2018. Derrotados nas urnas, pela quarta vez consecutiva, golpistas atacaram a democracia, reconstruída em anos de luta, com sacrifício de muitas vidas.

Os mesmos setores que hoje se dizem afrontados, seja pela Lava Jato, seja pelo STF, seja por coerções do Ministério Público ou da Polícia Federal, foram cúmplices, coniventes, omissos ou pusilânimes quando agentes do estado afrontaram o mandato legítimo da presidenta Dilma, os direitos e a liberdade do presidente Lula, praticando agressões e vazamentos na imprensa de mentiras contra o PT, seus dirigentes e até familiares de Lula.

Para tirar o PT do governo, a Constituição foi rasgada à luz do dia, rompendo o pacto nacional de 1988 que deu fim à ditadura e restaurou a democracia. Para condenar Lula, a imprensa e as instituições sustentaram uma farsa judicial que não convence mais ninguém e é rejeitada pelos mais renomados juristas do Brasil e do mundo. Para impedir sua candidatura, ignoraram a lei, a jurisprudência eleitoral e uma decisão da ONU que reconhecia seus direitos políticos.

Quem paga o preço por esta sucessão de golpes é o Brasil, desordenado internamente e desmoralizado internacionalmente; e o nosso povo, que sustentou no processo democrático a conquista de direitos e oportunidades negados ao longo de séculos.

Para atingir o PT, o mecanismo da Lava Jato foi movimentado a toque de arbitrariedades – como os grampos ilegais e a condução coercitiva de Lula – e negociações tenebrosas com bandidos que mentiram em troca de dinheiro e redução de penas. Isso foi escancarado pela recente revelação de que executivos da OAS receberam milhões para mentir contra Lula e o PT.

A parcialidade de Sérgio Moro tornou-se indisfarçável quando o ex-juiz virou ministro do governo que ajudou a eleger por ter condenado Lula sem provas. A promiscuidade da Lava Jato com interesses econômicos e geopolíticos dos Estados Unidos ficou provada no acordo, até outro dia secreto, em que entregaram delações e falsas provas contra nossa estatal à Justiça de lá, em troca de R$ 2,5 bilhões para proveito pessoal e político dos procuradores.

A anarquia institucional em que vive o país não é obra exclusiva de Jair Bolsonaro, embora ele tenha muito contribuído para isso por seu desapreço à democracia. A situação que vivemos é a consequência inevitável dos pequenos e grandes atentados à lei e à democracia que foram tolerados ou incentivados em nome de um combate à corrupção que, na verdade, era uma fracassada campanha de extinção do PT.

A história tem muitos exemplos da tragédia em que vivemos, no Brasil em outros países em que, em determinados momentos, o estado de direito foi subjugado pela perseguição política sob qualquer pretexto. Foi assim com o Terror na França, com a ascensão do fascismo na Itália, do nazismo na Alemanha, do macarthismo nos Estados Unidos, das ditaduras na América Latina. Muitos dos que hoje lamentam a crise institucional são responsáveis por tê-la criado. Chocaram o ovo desta serpente.

O PT nasceu há quase 40 anos para defender os direitos do povo e a plenitude da democracia, atuando sempre dentro da lei, seja nas instituições políticas, nos movimentos sociais, nas fábricas, nas escolas ou nas ruas. Não há partido político no Brasil com uma trajetória – na oposição ou no governo – que lhe confira mais autoridade para reivindicar a defesa da democracia e da normalidade institucional.

Nosso partido entende, claramente, que as instituições devem investigar, julgar e punir, estritamente dentro da lei, aqueles que espalham falsas notícias, os agentes do Estado que vazam ilegalmente informações sigilosas, falsas ou não confirmadas, para destruir reputações e praticar chantagens.

Ao longo da campanha de desmoralização de Lula e do PT por meio da mídia, que foi sistemática nos últimos cinco anos, apelamos à Justiça pelo direito de resposta e pela punição dos responsáveis. Jamais fomos atendidos. Nem mesmo quando o vazamento do grampo ilegal de conversa entre os ex-presidentes Lula e Dilma tinha o timbre oficial do então juiz Sergio Moro, que até hoje não respondeu por este crime cometido há mais de três anos.

Neste momento em que tantas vozes se levantam contra a censura a uma revista eletrônica que nunca primou pela credibilidade nem pela isenção editorial, é de se lembrar que, também por decisão monocrática de ministro do STF, o presidente Lula encontra-se proibido de dar entrevistas desde setembro do ano passado. Onde estavam essas vozes quando o maior líder político do país foi violentamente censurado?

Onde estavam quando jornalistas independentes, como Luís Nassif, Marcelo Auler, Renato Rovai e outros, foram perseguidos e condenados por divulgar denúncias sérias contra agentes do estado? Onde estavam quando a Veja publicou uma capa falsa, acusando Lula e Dilma a três dias da eleição de 2014? Quando a Folha de S. Paulo revelou a indústria de mentiras de Bolsonaro paga por caixa 2 até de estrangeiros às vésperas da eleição?

O PT nunca defendeu, nunca praticou e jamais defenderá a censura, nem mesmo contra nossos mais mentirosos detratores. Mas temos claro que, para restabelecer o estado de direito e a democracia, é fundamental a investigação, julgamento e punição, rigorosamente dentro da lei, dos agentes do estado que a estupram sob qualquer pretexto – a suposta intenção de fazer justiça ou a criminosa chantagem.

Se nos últimos anos as instituições tivessem defendido a lei simplesmente, sem temores pessoais nem condicionamentos políticos, as forças do arbítrio e da violência não teriam chegado onde chegaram. Ninguém duvida que seus crimes serão cobrados pela História, mas os seus erros já estão sendo cobrados no presente, pelo caos em que lançaram o país e pelo sofrimento do nosso povo.

Os donos da fortuna, os rentistas, latifundiários, representantes de interesses estrangeiros; os reacionários, preconceituosos e fundamentalistas que disseminam o ódio, a intolerância e o autoritarismo são os responsáveis por mais essa tragédia nacional.

O objetivo deles sempre foi claro: entregar a soberania nacional, nossas riquezas e potencialidades; destruir nossa capacidade de desenvolvimento autônomo; revogar as conquistas do povo, dos trabalhadores e da cidadania; acabar com a aposentadoria e os direitos dos idosos, trabalhadores do campo e das cidades; devolver o controle absoluto do Estado às classes dominantes, formadas em três séculos de escravagismo que fizeram do Brasil uma das sociedades mais injustas e desiguais do mundo.

O PT está pronto para reconstruir, junto com o povo e com todas as forças democráticas, um Brasil melhor e mais justo, como vínhamos fazendo desde a redemocratização e especialmente a partir do governo Lula em 2003. Nossa gente já mostrou que é capaz de superar grandes crises. E a história comprova que isso só é possível quando há liberdade política e democracia plena.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do PT
Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT
Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados
Humberto Costa, líder do PT no Senado Federal/'

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/390667/PT-em-manifesto-crise-institucional-%C3%A9-o-resultado-do-golpismo.htm

STF libera entrevistas de Lula na prisão


247 - O STF (Supremo Tribunal Federal) vai liberar o ex-presidente Lula para dar entrevistas aos veículos que pediram autorização para falar com ele na prisão, como Florestan Fernandes Júnior, do El País, que faz parte da rede Jornalistas pela Democracia, e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A decisão foi noticiada por Mônica Bergamo em sua coluna.

As entrevistas de Lula foram barradas em caráter liminar em setembro do ano passado pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu uma autorização que havia sido concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski. O presidente do Supremo, Dias Toffoli, também proibiu a entrevista.

Ainda nesta quinta-feira 18, o El País publicou artigo dos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Carla Jiménez em que cobravam a liberação do STF para a entrevista. Os jornalistas lembram que em meio a este consenso em torno da liberdade jornalística, por conta da decisão do ministro Alexandre de Moraes, em parceria com Toffoli, de mandar tirar do ar reportagem da revista Crusoé, do site O Antagonista.

"Por duas vezes, em setembro e outubro do ano passado, esse direito foi conferido em despacho do ministro do STF Ricardo Lewandowski. E, por duas vezes, foi negado pelos também ministros do STF Luiz Fux e Antonio Dias Toffoli. Os dois alegaram, na época, que a entrevista de Lula poderia confundir o processo eleitoral, levando eleitores pouco atentos a acreditar que Lula seria candidato", dizem.

A decisão é tomada pouco tempo depois do recuo do ministro Alexandre de Moraes sobre a censura ao Antagonista. "Comprovou-se que o documento sigiloso citado realmente existe, apesar de não corresponder à verdade o fato que teria sido enviado anteriormente à PGR para investigação", anotou o ministro ao revogar sua decisão.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/390703/STF-libera-entrevistas-de-Lula-na-pris%C3%A3o.htm

Gleisi encara Bolsonaro: chega de ameaças


Ricardo Stuckert/Agência Brasil

247 - A presidente do nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), repudiou o que chamou 'ameaças' feitas pelo governo Jair Bolsonaro em sua campanha para aprovar a reforma da Previdência.

"Discurso do governo Bolsonaro nas redes é o mesmo feito por Temer para aprovar a Reforma Trabalhista: desemprego vai explodir. Na previdência o Brasil vai quebrar! Desemprego explodiu depois da Trabalhista e o Brasil está na lona por culpa dessa turma. Chega de ameaças, não convencem", escreveu a deputada em sua página no Twitter.

A reforma da Previdência tramita na Câmara dos Deputados com dificuldade para o governo aprovar. A Comissão de Constituição e Justiça adiou a votação do relatório, empurrando para semana que vem o que representou uma derrota para os planos do governo que queria acelerar a aprovação.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/390651/Gleisi-encara-Bolsonaro-chega-de-amea%C3%A7as.htm

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Pinheiro: face ao horror da conjuntura, precisamos de Lula


247 | Reuters

247 - O Secretário de Estado de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique Cardoso e atual relator da ONU, Paulo Sérgio Pinheiro, enviou uma carta a Lula, seu amigo de longa data. Na mensagem, conta: “Não há um dia em que eu não me lembre da dor, do constrangimento, do escândalo no Brasil e no mundo de você estar trancafiado numa sala de 15 metros quadrados em Curitiba, enquanto todo o Brasil e nós precisamos tanto de você para fazer face aos horrores da conjuntura do dia-a-dia”. A informação está no site dedicado ao ex-presidente Lula.

Pinheiro lembra que sua condenação, prisão e interdição não foi “apenas um golpe” contra o ex-presidente ou seu partido político. Foi, segundo ele, um golpe contra os avanços conquistados durante os governos Lula: “Esses benefícios assegurados para os milhões pobres e em pobreza extrema foram percebidos como ameaças à hierarquia, à desigualdade, ao racismo, que asseguram a continuidade autoritária na democracia”.

Leia a íntegra da carta:

Senhor Presidente, Caro Amigo Lula,

Desde quando nos conhecemos? Faz 40 anos, em 1978, com Mino Carta e sua mulher, Angélica. Nos convidaram para comer com a Marisa e você um macarronada al pesto, especialidade do Mino, no apartamento em Higienópolis. Depois fomos visitar você em sua casa, em São Bernardo.

Posso dizer que desde aí nos tornamos amigos, sem nenhuma interrupção , e muitas memórias tenho de você. No Palácio dos Bandeirantes, quando você foi conversar com Franco Montoro, me perguntando como conseguia trabalhar com todas aquelas paredes revestidas de madeira. Em Oxford, num seminário que organizamos com Leslie Bethell em que estava Eric Hobsbawm, que tinha uma enorme admiração por você, visitando com o saudoso alfred Stepan o escritório dele no prédio de All Souls.

Chegando com Marisa ao prédio onde morava nosso querido amigo Marco Aurélio, para comemorar os 60 anos dele. No lançamento do relatório mundial de violência com a criança, cuja tradução foi promovida por Paulo Vannuchi, num encontro de umas cinco mil pessoas. No seu discurso emocionante ao subscrever o projeto de lei contra o castigo corporal de crianças e adolescentes. Tantas memórias.

Não há um dia em que eu não me lembre da dor, do constrangimento, do escândalo no Brasil e no mundo de você estar trancafiado numa sala de 15 metros quadrados em Curitiba, enquanto todo o Brasil e nós precisamos tanto de você para fazer face aos horrores da conjuntura do dia a dia.

Sua condenação injusta, sua prisão inconstitucional, o impeachment preventivo da anulação de sua candidatura, fecham o processo de neutralização de um segmento importante da política brasileira, a esquerda. Temos consciência que não foi apenas um golpe, com a participação dissimulada do seu principal algoz em entendimento e em plena campanha com o futuro candidato presidencial, que o premia com um ministério. Não foi um golpe contra um partido ou um programa ideológico, mas visou reverter os ganhos pela maioria mais pobre da população que você tanto promoveu em seus governos. Esses benefícios assegurados para os milhões pobres e em pobreza extrema foram percebidos como ameaças à hierarquia, à desigualdade, ao racismo, que asseguram a continuidade autoritária na democracia.

Tenho certeza que a injustiça perpetrada contra você virá a ser reparada. Mas por mais dolorosa que seja para você essa prisão, a grande dignidade que todo dia você demonstra, especialmente nos momentos de grande dor como foi recentemente, é uma referência para o Brasil. Por mais indigno que seja o comportamento dos juízes que o atormentam, sua conduta irrepreensível serve como grande exemplo e inspiração para a sociedade brasileira para a defesa da democracia e da constitucionalidade.

Aceite um abraço do meu filho André, o corintiano, e outro muito afetuoso, da Ana Luiza e meu.

Paulo Sérgio Pinheiro

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/390512/Pinheiro-face-ao-horror-da-conjuntura-precisamos-de-Lula.htm