domingo, 31 de janeiro de 2016

Com documentos, Lula desmonta farsa do triplex

: 31 de Janeiro de 2016 às 12:33
247 – Por meio do Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de publicar um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao famoso "triplex" do Guarujá.
Lula publica seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel.
"A mesquinhez dessa 'denúncia', que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País", diz a nota do Instituto Lula. "Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados".
Confira a íntegra:
Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa
30/01/2016 22:05

Como os adversários de Lula e sua imprensa tentam criar um escândalo a partir de invencionices. Entenda, passo a passo, mais uma armação contra o ex-presidente.
Abril de 2005
Marisa Letícia Lula da Silva assina o “Termo de Adesão e Compromisso de Participação” com a Bancoop – Habitacional dos Bancários de São Paulo.
A cláusula 1a. do Termo de Adesão diz: “O objetivo da Bancoop é proporcionar a seus associados a aquisição de unidades habitacionais pelo sistema de autofinanciamento, a preço de custo”.
O que isso significa?
Que Marisa Letícia tornou-se associada à Bancoop e adquiriu uma cota-parte para a implantação do empreendimento então denominado Mar Cantábrico, na praia de Astúrias, em Guarujá, balneário de classe média no litoral de São Paulo.
Como fez para cada associado, a Bancoop reservou previamente uma unidade do futuro edifício. No caso, o apartamento 141, uma unidade padrão, com três dormitórios (um com banheiro) e área privativa de 82,5 metros quadrados.


Maio de 2005 a setembro de 2009
Marisa Letícia paga a entrada de R$ 20 mil, as prestações mensais e intermediárias do carnê da Bancoop, até setembro de 2009. Naquela altura, a Bancoop passava por uma crise financeira e estava transferindo vários de seus projetos a empresas incorporadoras, entre as quais, a OAS.
Quando o empreendimento Mar Cantábrico foi incorporado pela OAS e passou a se chamar Solaris, os pagamentos foram suspensos, porque Marisa Letícia deixou de receber boletos da Bancoop e não aderiu ao contrato com a nova incorporadora.
O que isso significa?
1) Que a família do ex-presidente investiu R$ 179.650,80 na aquisição de uma cota da Bancoop. Em setembro de 2009, este investimento, corrigido, era equivalente a R$ 209.119,73. Em valores de hoje, R$ 286.479,32. Portanto, a família do ex-presidente pagou dinheiro e não recebeu dinheiro da Bancoop.
2) Que, mesmo não tendo aderido ao novo contrato com a incorporadora OAS, a família manteve o direito de solicitar a qualquer tempo o resgate da cota de participação na Bancoop e no empreendimento.
3) Que, não havendo adesão ao novo contrato, no prazo estipulado pela assembleia de condôminos (até outubro de 2009), deixou de valer a reserva da unidade 141 (vendida mais tarde pela empresa a outra pessoa, conforme certidão no registro de imóveis).


Março de 2006 a março de 2015
Na condição de cônjuge em comunhão de bens, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ao Imposto de Renda regularmente a cota-parte do empreendimento adquirida por sua esposa Marisa Letícia, de acordo com os valores de pagamento acumulados a cada ano.
A cota-parte também consta da declaração de bens de Lula como candidato à reeleição, registrada no TSE em 2006, que é um documento público e já foi divulgado pela imprensa.
O que isso significa?
Que o ex-presidente jamais ocultou seu único e verdadeiro patrimônio no Guarujá: a cota-parte da Bancoop.

Site do TSE: http://www.tse.jus.br/sadEleicao2006DivCand/listaBens.jsp?sg_ue=BR&sq_cand=23

2014-2015
Um ano depois de concluída a obra do Edifício Solaris, o ex-presidente Lula e Marisa Letícia, visitam, junto com o então presidente da empresa incorporadora OAS, Léo Pinheiro, uma unidade disponível para venda no condomínio.
Era o apartamento tríplex 164-A, com 215 metros de área privativa: dois pavimentos de 82,5 metros quadrados e um de 50 metros quadrados. Por ser unidade não vendida, o 164-A estava (e está) registrado em nome da OAS Empreendimentos S.A, matrícula 104.801 do cartório de imóveis de Guarujá.
Lula e Marisa avaliaram que o imóvel não se adequava às necessidades e características da família, nas condições em que se encontrava.
Foi a única ocasião em que o ex-presidente Lula esteve no local.
Marisa Letícia e seu filho Fábio Luís Lula da Silva voltaram ao apartamento, quando este estava em obras. Em nenhum momento Lula ou seus familiares utilizaram o apartamento para qualquer finalidade.
A partir de dezembro de 2014, o apartamento do Guarujá tornou-se objeto de uma série de notícias na imprensa, a maior parte delas atribuindo informações a vizinhos ou funcionários do prédio, nem sempre identificados, além de boatos e ilações visando a associar Lula às investigações sobre a Bancoop no âmbito do Ministério Público de São Paulo.
Durante esse período, além de esclarecer que Marisa Letícia era dona apenas de uma cota da Bancoop, a Assessoria de Imprensa do Instituto Lula sempre informou aos jornalistas que a família estava avaliando se iria ou não comprar o imóvel.
As falsas notícias chegam ao auge em 12 de agosto de 2015, quando O Globo, mesmo corretamente informado pela Assessoria do Instituto Lula, insiste em atribuir ao ex-presidente a propriedade do apartamento. Em evidente má-fé sensacionalista, O Globochamou o prédio de Edifício Lula na primeira página de 13 de agosto.
O jornal mentiu ao fazer uma falsa associação entre investimentos do doleiro Alberto Youssef numa corretora de valores e o contrato da OAS com o agente fiduciário do projeto Solaris, com a deliberada intenção de ligar o nome de Lula às investigações da Lava Jato. O editor-chefe do jornal e os repórteres que assinam a reportagem estão sendo processados por Lula em grau de recurso. (http://www.institutolula.org/lula-entra-com-acao-contra-o-globo-por-conta-de-mentiras-sobre-triplex-no-guaruja)

26 de novembro de 2015
Marisa Letícia Lula da Silva assina o “Termo de Declaração, Compromisso e Requerimento de Demissão do Quadro de Sócios da Seccional Mar Cantábrico da Bancoop”.
Como se trata de um formulário padrão, criado na ocasião em que os associados foram chamados a optar entre requerer a cota ou aderir ao contrato com a OAS (setembro e outubro de 2009), ao final do documento consta o ano de 2009.
A decisão de não comprar o imóvel e pedir o resgate da cota já havia sido divulgada pela Assessoria de Imprensa do Instituto Lula, em mensagem à Folha de S. Paulo, no dia 6 de novembro.
O que isso significa?
Que a família do ex-presidente Lula solicitou à Bancoop a devolução do dinheiro aplicado na compra da cota-parte do empreendimento, em 36 parcelas, com um desconto de 10% do valor apurado, nas mesmas condições de todos os associados que não aderiram ao contrato com a OAS em 2009.
A devolução do dinheiro aplicado ainda não começou a ser feita.



Por que a família desistiu de comprar o apartamento?
Porque, mesmo tendo sido realizadas reformas e modificações no imóvel (que naturalmente seriam incorporadas ao valor final da compra), as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento.
A família do ex-presidente Lula lamenta que notícias falsas e ações sem fundamento de determinados agentes públicos tenham causado transtornos aos verdadeiros condôminos do Edifício Solaris.
Janeiro de 2016
A revista Veja publica entrevista do promotor Cássio Conserino, do MP de São Paulo, na qual ele afirma que vai denunciar Lula e Marisa Letícia pelos crimes de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, no curso de uma ação movida contra a Bancoop.
Trata-se de um procedimento que se arrasta há quase dez anos, do qual Lula e sua família jamais foram parte, e que é sistematicamente ressuscitado na imprensa em momentos de disputa política envolvendo o PT.
Além de infundada, a acusação leviana do promotor desrespeitou todos os procedimentos do Ministério Público, pois Lula e Marisa sequer tinham sido ouvidos no processo. A intimação para depoimento só foi expedida e entregue na semana seguinte à entrevista.
No dia 27 de janeiro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Triplo X, que busca estabelecer uma conexão entre o Edifício Solaris e as investigações da Lava Jato, reproduzindo dados da ação dos promotores de São Paulo.
Diferentemente do que fazem crer os pedidos de prisão e de busca apresentados ao juiz Sergio Moro pela força-tarefa da Lava Jato, as novidades do caso, alardeadas pela imprensa, já estavam disponíveis há meses para qualquer pessoa interessada em investigar esquemas de lavagem de dinheiro – seja policial, procurador ou jornalista "investigativo".
A existência de apartamentos tríplex registrados em nome da offshore Murray e a ligação desta com a empresa panamenha Mossack Fonseca constam, pelo menos desde agosto passado, da ação que corre em São Paulo. Foram anexadas por um escritório de advocacia que atua em favor de ex-cotistas da Bancoop.
O mesmo escritório de advocacia anexou a identificação e os endereços dos supostos representantes da Murray e da Mossack Fonseca no Brasil.
Mesmo que tenham vindo a público agora, em meio a um noticiário sensacionalista, estes fatos nada têm a ver com o ex-presidente Lula, sua família ou suas atividades, antes, durante ou depois de ter governado o País. Lula sequer é citado nos pedidos da Força-Tarefa e na decisão do juiz Moro.
O que isso significa?
1) Que fracassaram todas as tentativas de envolver o nome do ex-presidente no processo da Lava Jato, apesar das expectativas criadas pela imprensa, pela oposição e por alguns agentes públicos partidarizados, ao longo dos últimos dois anos.
2) Que fracassaram ou caminham para o fracasso outras tentativas de envolver o ex-presidente com denúncias levianas alimentadas pela imprensa, notoriamente a suposta “venda de Medidas Provisórias”, plantada pelo Estado de S. Paulo no âmbito da Operação Zelotes.
3) Que aos adversários de Lula – duas vezes eleito presidente do Brasil, maior líder político do País, responsável pela maior ascensão social de toda a história – restou o patético recurso de procurar um crime num apartamento de 215 metros quadrados, que nunca pertenceu a Lula nem a sua família.
A mesquinhez dessa “denúncia”, que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País.
Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/215308/Com-documentos-Lula-desmonta-farsa-do-triplex.htm

Lula usa sitio de amigo e FHC usa apartamento de amigo em Paris. E daí?

bote
É estarrecedor o que está acontecendo neste país. Virou manchete na Folha de São Paulo deste sábado que dona Marisa, esposa de Lula, comprou um bote para sua família usar no lago de um sítio em atibaia que um amigo e sócio de um de seus filhos empresta.
O bote foi comprado por quatro mil reais e a nota fiscal foi emitida em nome da esposa de Lula. Segundo a Folha, essa seria a “prova” de que, na verdade, o imóvel em Atibaia pertenceria a Lula. Afinal, se a família Lula investiu tanto no barco, só o faria se fosse proprietária do imóvel.
É hilariante. Lula tendo investido a fortuna de quatro mil reais no bote acima, está provado que é o verdadeiro dono do sítiozinho.
A mesma lógica, porém, não vale para outro político envolvido há décadas em denúncias de corrupção que nunca são investigadas pela imprensa ou pelos órgãos competentes graças a conchavos.
Lembram-se da velha história do apartamento de FHC em Paris, denunciada por Janio de Freitas quando o tucano deixou a Presidência, em 2003, e foi “descansar” na “Cidadade Luz” durante uma bela temporada?
Por muito tempo espalharam que o apartamento na luxuosa avenue Foch, em Paris, um dos endereços mais caros da cidade, seria de FHC. Formalmente, porém, nunca foi. O imóvel pertence à família de Jovelino Mineiro, parceiro e sócio de FHC em alguns negócios, inclusive em uma fazenda em Buritis, MG.
Abaixo, foto do amigo do tucano e da avenida em Paris onde fica o imóvel que FHC usa, assim como Lula usa imóvel de amigo em Atibaia.
bote 1
Foi Jovelino Mineiro quem, no final do governo FHC, passou o chapéu para arrecadar dinheiro para o tucano entre empresas hoje enroladas na Lava Jato, tais como Odebrecht e Camargo Correia.
Em um jantar, FHC levantou R$ 7 milhões para a montagem do Instituto FHC; “uma noite de gala”, noticiou a revista Época em 2002, sem se escandalizar com o fato de que um presidente e seu melhor amigo rodavam a sacolinha em pleno Palácio da Alvorada, durante o mandato
A revista apagou a matéria de seus arquivos na internet para tentar proteger FHC, mas foi possível recuperá-la em cache. Confira, abaixo.
http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/lula-usa-sitio-de-amigo-e-fhc-usa-apartamento-de-amigo-em-paris-e-dai/

Globo mente e criminaliza trabalhadores

: Por Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores
É lamentável que a imprensa use a liberdade de expressão, conquistada depois de muitas torturas e mortes de dezenas de companheiros e companheiras que lutaram contra a ditadura, para criminalizar lideranças dos movimentos de esquerda brasileiros.
Não é crime comprar um apartamento de classe média, em um bairro de classe média por meio de uma cooperativa criada para ajudar trabalhadores e trabalhadoras a realizar o sonho da casa própria, como o jornal O Globo deste domingo, 31 de janeiro, insinua que fiz.
Não é crime trabalhar durante anos para quitar um imóvel.
Não é crime demorar para ir ao cartório para passar a escritura para o seu próprio nome.
Lamentavelmente, O Globo, um jornal de grande circulação nacional, dá a informação sobre o imóvel que comprei da Bancoop de forma criminosa.
No texto da matéria, sou tratado como "um dos investigados" pelo Ministério Público de São Paulo.
Qual o crime? Se foi o de comprar e quitar religiosamente todas as parcelas de um apartamento da Bancoop, centenas de pessoas cometeram o mesmo crime.
A relação que o Globo tenta fazer é que é criminosa. Não recebi favores e tenho todos os comprovantes de pagamento para provar isso. Não fiz nada de ilegal. Trabalho e pago minhas contas desde os 16 anos. Não tenho qualquer relação com a OAS nem com qualquer outra empreiteira ou empresa. Soube pelo Globo que estou entre os investigados. Investigado por quê? Como o jornal sabe disso e eu, não. Nunca recebi qualquer intimação do Ministério Publico.
Não podemos aceitar que as suspeitas infundadas dos promotores e as acusações levianas da imprensa sejam tratadas como verdade. O fortalecimento da democracia, com dignidade e respeito à justiça e aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil sempre será nossa luta e nenhuma ameaça ou constrangimento ilegal vai nos tirar deste caminho.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/215314/Líder-da-CUT-Globo-mente-e-criminaliza-trabalhadores.htm

A importância de defender Luiz Inácio Lula da Silva


LULA MARQUES: <p>Brasília- DF 05-11-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Ex- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da 5º Conferência nacional de segurança alimentar e nutricional.</p>
Num ano político que se inicia com a dupla investigação contra Luiz Inácio Lula da Silva, começa a se construir uma reação mais ampla, por parte de setores da sociedade brasileira que já compreenderam que a pressão sobre Lula está longe de atender qualquer finalidade jurídica.
Apenas busca retirar da cena política a principal liderança popular construída pelo país após a democratização. Pretende-se fazer isso pela destruição – com métodos covardes – da imagem pública de Lula, através de uma conhecida combinação de espetáculos midiáticos que, sem demonstrar provas nem fatos, têm a finalidade de produzir na população aquele sentimento perverso de que: "aí tem tem coisa!"
Caso esta forma de ataque não venha a ser bem sucedida, é bom estar preparado até para a possibilidade de que uma fatia mais aventureira do poder judiciário seja capaz de uma iniciativa mais drástica – você sabe do que estou falando.
Como parte desta reação, a bancada de senadores do PT divulgou uma nota veemente neste fim de semana, onde manifesta sua "inconformidade com a perversa agenda policial que foi introduzida no cotidiano dos brasileiros, gerando um ambiente de culpabilização sem apresentação de provas, que atinge várias forças políticas do país." Advertindo que a "pauta policial tem impedido o Brasil de enxergar seus reais problemas e encontrar soluções," os senadores afirmam que "os ataques contra o ex-presidente Lula tem um único propósito: dilapidar seu patrimônio político e minar a confiança nele depositada por dezenas de milhões de brasileiros."Com frequência, manifestações dessa natureza são simples exercícios burocráticos. Neste caso, representa uma atitude positiva no universo parlamentar, onde a omissão diante de temas relevantes são infinitamente mais comuns do que o protesto. Só cabe aguardar que a reação dos senadores do Partido dos Trabalhadores possa ir além do papel, e que eles tomem medidas efetivas para estimular uma mobilização necessária e decisiva.
A experiência recente dos brasileiros ensina que a justiça do espetáculo só pode ser confrontada pela mobilização popular, que permite manter a soberania de uma nação nas mãos de quem tem direito a escolher quem pode governar o país – o povo – e assegurar que o destino de cada homem público seja decidido por um instrumento insubstituível das democracias, o voto popular.
Desde 16 de dezembro, quando centenas de milhares de pessoas foram as ruas para denunciar uma tentativa de golpe contra Dilma Rousseff, nós sabemos que a luta em defesa da democracia deixou de ser uma conversa exclusiva de altos salões jurídicos para se tornar um assunto do povo.
Isso explica por que, em entrevista ao 247, Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entidade herdeira do movimento que enfrentou a ditadura e mudou a luta dos trabalhadores a partir da década de 1970, fez a denúncia da ameaça de substituição do Estado Democrático de Direito por um Estado Policial, como você pode ler em nota anterior neste espaço.
Foi da região do ABC paulista que partiu uma centena de ônibus lotados de trabalhadores que foram até a avenida Paulista no dia 16. No ABC também ocorreu uma vigília na casa de Lula e foi dali que saiu um grupo de operários para protestar contra a explosão de uma bomba no Instituto Lula. Isso não é produto de uma relação política e histórica, algumas vezes até sentimental, entre os trabalhadores e Luiz Inácio Lula da Silva. Há uma base material, também.
Os prejuízos econômicos associados a Lava Jato – que produziu uma redução de R$ 45 bilhões na massa salarial, além de uma redução de 2 pontos no PIB – transformaram uma operação jurídica num pesadelo social para boa parte da população, em especial os trabalhadores e os mais pobres. Perderam emprego, salário, crédito, perspectiva. Mais do que prender políticos e empresários acusados de corrupção, a operação desmontou uma aliança em torno de um modelo que produziu crescimento e distribuição de renda.
É sintomático, assim, que se queira impedir, de qualquer maneira, qualquer iniciativa capaz de permitir um respiro a economia. Essa postura explica o combate absurdo aos acordos de leniência, que procuram preservar um patrimônio econômico-tecnológico que é obra do conjunto dos brasileiros, que, mais do que executivos e políticos acusados de corrupção, deram sangue e suor na construção da sétima economia do mundo. Faz parte dessa mesma estratégia nociva tratar com desprezo iniciativas como a recriação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, onde poderá ser possível formar um ambiente favorável, mesmo nas difíceis condições atuais, ao debate para livrar o país da recessão.
A defesa de Lula faz parte dessa resistência, e começa a se manifestar.
Com apoio do prefeito Luiz Marinho, do sindicato dos metalúrgicos do ABC e outras entidades da região, ali funciona um Comitê de Mobilização que prepara novas atividades para as próximos dias, agora com a defesa de Lula como a maior prioridade.
Ao transformar Lula em alvo, as investigações judiciais cumprem uma etapa previsível de um processo que tem natureza política desde o início. A ameaça a Lula deu urgência e gravidade absoluta a uma luta que terá um aspecto decisivo em relação ao futuro do país.
É correto pensar em termos eleitorais, lembrando que o esforço para inviabilizar uma possível candidatura de Lula, em 2018, faz parte das tarefas necessárias a uma oposição que nunca teve votos para vencer eleições presidenciais desde 2002. Mesmo hoje, com uma crise de múltiplas faces e imensa profundidade, ela não consegue firmar uma candidatura capaz de falar a maioria dos brasileiros. Mas é preciso ir a além neste raciocínio.
O que está em jogo é a reversão de um processo histórico de conquistas e benefícios que, mesmo com limites e imperfeições, contribuíram para uma melhoria inegável na condição dos mais pobres e na ampliação dos direitos dos mais humildes. Não custa lembrar que um regime democrático prevê alternância de poder – o que deve ocorrer dentro das regras estabelecidas pela Constituição – e raramente produz governos eternamente invencíveis.
Convém pensar que uma eleição presidencial, dentro de dois anos e 9 meses, irá ocorrer num ambiente diferente do atual. Sem minimizar nenhuma nova dificuldade que poderá surgir no horizonte, cabe lembrar que em 2018 ambiente político será outro – a começar pelo horário político, que permite ao governo fazer uma disputa pelo eleitorado numa situação mais equilibrada, em comparação com o universo construído pelo monopólio dos meios de comunicação.
Mesmo quem enxerga uma grande dificuldade de vitória em 2018 deve reconhecer que o ataque a Lula tem a finalidade de eliminar o personagem que, em qualquer caso, terá a função de liderar a resistência popular a uma restauração reacionária.
http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/215288/A-importância-de-defender-Luiz-Inácio-Lula-da-Silva.htm

Delatores apontam cinco novas contas de Cunha no exterior

: Rio 247 – Às vésperas da volta do recesso do Congresso, quando terá seu caso avaliado pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi surpreendido com mais uma revelação constrangedora.
Reportagem de Aguirre Talento e Gustavo Uribe informa que dois delatores da Lava Jato, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, donos da Carioca Engenharia pagaram R$ 3,9 milhões em cinco novas contas movimentadas por Cunha no exterior – além das que já eram conhecidas.
As comissões seriam contrapartidas pela liberação de recursos do FI-FGTS para obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
"Em geral, seu filho [Ricardo Pernambuco Júnior] se reunia com Eduardo Cunha para saber em qual conta deveria ser feita a transferência", disse Ricardo Pernambuco em seu depoimento. "Todos os pagamentos feitos a Eduardo Cunha foram no exterior", afirmou.
Os nomes das contas seriam os seguintes: Korngut Baruch no Israel Discount Bank (sede em Israel), Esteban García no Merrill Lynch (EUA), Penbur Holdings no BSI (Suíça), Lastal Group no Julius Bär (Suíça) e outra Lastal Group no Banque Heritage (Suíça).
Cunha negou as acusações. "Desminto qualquer repasse de valores e qualquer participação naquilo que ele supostamente falou de relação com qualquer das contas", declarou o presidente da Câmara.
Na volta do recesso, o plenário do STF decidirá se ele permanecerá ou não no cargo.
http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/215281/Delatores-apontam-cinco-novas-contas-de-Cunha-no-exterior.htm

Jornalismo brasileiro virou 'fanfiction tucana'

: Por Pablo Villaça, em seu facebook
Lula é um gênio do crime, um Moriarty moderno, o Lex Luthor do ABC.
Depois de ser investigado continuamente por quase 40 anos - uma investigação sempre estampada nas capas de jornais e revistas interessados, como de hábito, em defender os interesses das corporações que os bancam -, este Blofeld do sindicalismo conseguiu, graças ao seu brilhantismo maquiavélico, evitar que qualquer prova acerca de suas décadas e décadas de malfeitos fosse descoberta. Nem o próprio Hercule Poirot conseguiria detê-lo, tamanho seu cuidado na concepção de seus milhares de esquemas.
Mas tudo chega ao fim. E Lula, enriquecido além do possível depois de tanto roubar, finalmente tropeçou ao desistir de comprar um apartamento (que tolamente havia declarado previamente à Receita), ao visitar o sítio de amigos (estupidamente às claras, sem esconder de ninguém) e, principalmente, ao permitir que sua esposa comprasse um barquinho de pesca de menos de 5 mil reais (e pateticamente com nota fiscal no próprio nome).
Por sorte, os Woodward-Bernsteins que compõem a equipe da Foxlha conseguiram descobrir esta compra (sorrateiramente feita com emissão de nota fiscal no nome verdadeiro de dona Marisa) e - ainda mais chocante - comprovaram que o caminhoneiro que entregou o barquinho tinha nada menos do que 25 anos de profissão (como destacaram na chocante matéria que renderá a eles o Pulitzer por terem derrubado o ex-presidente).
É um alívio saber que nossa imprensa sabe priorizar o que merece destaque: a revista Veja, que um dia será eternizada em sua própria versão de Spotlight (título provisório: Boimatlight), fez uma matéria fabulosa cuja manchete resume, por si so, o imenso apuro jornalístico do veículo: "Publicitária presa disse ter ouvido ‘zum-zum-zum’ sobre tríplex de Lula no Guarujá".
Ah, o "zum-zum-zum", esta prova que consta de todos os Códigos Penais como a mais inquestionável das evidências.
O ZumZumZumGate, como será conhecido pelas gerações futuras, acertadamente ganhou as páginas do jornalismo brasileiro no lugar de helicópteros com 500 kg de cocaína, de certos aviões dos Estados de SP e MG que foram usados para voos particulares de amigos e da esposa de certos governadores, de testemunhos repetidos sobre o mineiro "chato das propinas" e, claro, de contratos sem licitação feitos pela gestão de Alckmin para comprar 200 milhões anuais de merenda escolar.
Nossos barões da mídia sabem que tucanos são pré-anistiados e, portanto, não fazem o leitor perder tempo lendo notícias que não levarão a nada. São gentis assim.
Por outro lado, quando o roteirista dos clássicos modernos O Candidato Perfeito e Até que a Sorte os Separe 3 declara que o governo federal "cerceia críticas", ninguém aponta a aparente contradição: seus filmes tiveram captação de recursos aprovada pela Ancine. E ainda bem que não fazem isso, pois poderiam acabar levando o leitor a acreditar que o governo NÃO está implantando uma ditadura comunista no país. Sim, ela está sendo implantada há 14 anos, mas isto é apenas prova da incompetência de seus líderes.
Como apreciador do bom jornalismo, fico encantado ao perceber como a imprensa brasileira foi de “Lula era o cabeça do esquema na Petrobras” a “mulher de Lula comprou barquinho de pesca”. E fico esperando, ansioso, pelas manchetes que virão a seguir:
"Lula teria matado ao menos 200 minhocas ao longo dos anos; barquinho de pesca foi utilizado para atirar cadáveres na água."
"PF intima peixe para depor: “Lula matou e comeu minha família”; esposa teria ajudado a cozinhar os corpos."
"Esposa de Lula comprou vara de pescar; vendedor com 32 anos de profissão relembra: “Ela ainda pediu desconto”."
E aguardo, ansioso, pelo discurso que será feito pelo repórter da Foxlha ao receber seu segundo Pulitzer por sua matéria investigativa que provará que Lula mentiu ao afirmar ter pescado peixe de 18 kg.
É claro que poderia haver outra explicação para tudo isso, mas hesito em abraçá-la, já que implicaria em aceitar algo revoltante:
Que o jornalismo brasileiro virou fanfiction tucana.
http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/215290/Jornalismo-brasileiro-virou-'fanfiction-tucana'.htm

Erro de Lula foi acreditar na conciliação de classes

: "José Dirceu e Lula chegaram ao poder apostando tudo na conciliação de classes. Experimentam, agora, o poder da guerra de classes movida pelos barões da mídia. Você pode até esquecer que nasceu pobre, foi do pau-de-arara ao Planalto, dividiu a mesa e serviu aos ricaços. Mas quem está “por cima” não esquece nunca…", diz o jornalista Luiz Carlos Azenha, ex-Globo e editor do Viomundo, sobre a campanha movida pela Globo contra Lula
31 de Janeiro de 2016 às 06:36
247 – O jornalista Luiz Carlos Azenha, ex-Globo e editor do Viomundo, publicou instigante análise sobre a campanha movida pelos meios de comunicação familiares contra o ex-presidente Lula. Confira abaixo:
Lula acreditou na conciliação de classes. Filhos do Roberto Marinho, não
por Luiz Carlos Azenha
De 15 para 16 de setembro de 2006. Uma equipe da Polícia Federal prende “aloprados” do PT com dinheiro vivo em um motel de São Paulo. Eles supostamente tentavam comprar um dossiê contra José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo.
O jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr. diz que foi uma ação de contra-inteligência. Algo comum nos bastidores de campanha. Você joga uma isca, a campanha adversária morde e, além de posar de vítima, você tem um argumento para tentar “virar” a eleição de última hora.
Estávamos, então, na reta final da campanha de 2006. Lula candidato à reeleição, Geraldo Alckmin encabeçando a chapa tucana. A TV Globo de São Paulo despachou uma equipe para cobrir a chegada dos “aloprados” presos à sede da PF em São Paulo.
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O suspeitíssimo iate do Lula: segundo a Folha, R$ 5 mil reais em valores “atualizados”. Rsrsrs
Ao chegar, o repórter da Globo notou que tinha companhia: a primeira equipe de TV no local era da produtora a serviço de Alckmin. Curioso, não? Será que a campanha de Alckmin foi a primeira a saber das prisões, antes mesmo que a Globo?
O fato é que deu certo. Alckmin usou o episódio na reta final. Conseguiu levar a eleição para o segundo turno. A mídia explorou o episódio diuturnamente, colocando o PT na defensiva.
O delegado Edmilson Bruno, da PF, deu o toque derradeiro: vazou as fotos do dinheiro apreendido na antevéspera do primeiro turno.
A eleição foi disputada com o presidente da República retratado com um capuz na primeira página da Folha e doEstadão, logo abaixo das fotos do dinheiro dos aloprados. Uma forma pouco sutil dos Frias e Mesquita de dizer que Lula era bandido.
Eu já havia narrado anteriormente que, como repórter do Jornal Nacional, testemunhei pessoalmente o esquema pelo qual os barões da mídia fazem avançar seus interesses políticos e econômicos: a famosa repercussão da capa da Veja.
Ela sai na sexta, no sábado ganha espaço no Jornal Nacional com reprodução acrítica, ou seja, sem que as informações sejam checadas de forma independente. No domingo é publicada na Folha, no Estadão e em O Globo. E, assim, o assunto ganha pernas.
Captura de Tela 2016-01-29 às 20.21.46
Nos últimos dias vimos a reprise.
Primeiro, a capa da revista Veja:A Hora da Verdade, anunciando o enterro de Lula a partir de pré-julgamento de um promotor paulista.
Em seguida, mais uma etapa da Operação Lava Jato, batizada pela PF de Triplo X.
O Jornal Nacional mergulha no assunto. Folha eEstadão repercutem e trazem “novidades”.
A Folha, requentando a Veja, fala na reforma de um sítio supostamente bancada pela Odebrechet. Acha um barco de alumínio que “liga” Lula ao sítio.
É tudo assim, na base da presunção: Lula seria o dono oculto do triplex reformado pela OAS e seria o dono oculto do sítio por ter deixado lá, com nota fiscal e tudo, um barco de alumínio. O ex-presidente nega ter recebido favores de empreiteiras.
Esta presunção de culpa é reservada a Lula e aos inimigos políticos; o mesmo não se dá com FHC, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin…
Como sempre denunciamos, desde 2006, dois pesos, duas medidas.
Um distorção que tem consequências políticas óbvias.
Tudo se parece com 1989, quando Lula concorreu ao Planalto pela primeira vez contra Fernando Collor. Este o acusou, então, de ser dono de um luxuoso aparelho de som três em um, supostamente incompatível com a renda do operário do ABC. Era uma forma de retratar Lula como traidor de classe.
A tática, agora, é a mesma. Lula se diz defensor dos pobres mas enriqueceu no Planalto, gritam as manchetes. Tanto, que ia desfrutar de um luxuoso triplex no Guarujá. E ganhou churrasqueira nova para seus fins-de-semana de pesca num sítio em Atibaia.
Não é preciso esperar pelos desdobramentos das investigações. Pelo devido processo legal. Isso é acessório. O importante, calcula a oposição, é gerar a espuma que corroa ainda mais a imagem de Lula.
O objetivo é queimá-lo com o que restou de seu eleitorado, especialmente no Nordeste.”Ele arranjou uma boquinhas enquanto estava no Planalto”, anunciam nas manchetes os barões midiáticos.
As acusações sobre o triplex e o sítio acontecem num momento em que a opinião pública já está saturada de denúncias de corrupção. Caem, portanto, em solo fértil. O ódio contra o PT e petistas chegou aos grotões. Faz tempo. Prova disso é que milhões de brasileiros acreditam que um dos filhos do Lula é dono da Friboi — e isso a partir de mentira disseminada nas redes sociais.
Lula governou para os ricos, mas reservou algumas migalhas para os pobres. Um luxo que o Brasil, na visão da elite neoliberal, só podia sustentar enquanto estava crescendo. Na crise, Lula se tornou um estorvo ainda maior. Para enfraquecê-lo, pensando em 2018, é preciso tomar do PT a Prefeitura de São Paulo. É disso que se trata, agora: solapar as bases de uma nova candidatura do Lula carimbando o principal cabo eleitoral de Fernando Haddad: corrupto.
Ouvi, do senador Roberto Requião, a seguinte história, que o Renato Rovai reproduziu em seu blog:
Segundo ele[Requião], no primeiro mandato de Lula, quando era governador, foi ao encontro do presidente e lhe contou o que havia feito na comunicação do Paraná, onde acabou com a verba publicitária e investiu todos os recursos na TV Educativa local. Lula teria se animado com o que ouviu e pediu-lhe que conversasse com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Requião foi ao quarto andar do Palácio e enquanto contava ao ex-ministro sobre o quanto a TV Educativa estava sendo importante para o governo, Zé Dirceu teria lhe interrompido e dito: “Requião, mas o governo também tem uma TV”. Isso aconteceu antes da criação da TV Brasil, que se deu no segundo mandato de Lula. Requião teria ficado surpreso e perguntou: “Mas que TV, Zé?”. Ao que o então ministro respondeu: “A Globo, Requião.”
José Dirceu e Lula chegaram ao poder apostando tudo na conciliação de classes. Experimentam, agora, o poder da guerra de classes movida pelos barões da mídia. Você pode até esquecer que nasceu pobre, foi do pau-de-arara ao Planalto, dividiu a mesa e serviu aos ricaços. Mas quem está “por cima” não esquece nunca…
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/215282/Azenha-erro-de-Lula-foi-acreditar-na-conciliação-de-classes.htm

Pimenta cita aeroporto de Aécio e apê de FHC em Paris para defender Lula

: RS 247 – Para defender o ex-presidente Lula das acusações relacionadas a imóveis no Guarujá (SP) e em Atibaia (SP), o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que poderá ser o próximo líder do partido na Câmara, fez alusão também a imóveis de líderes da oposição.
Num mesmo tweet, Pimenta mencionou o aeroporto construído com recursos públicos em Cláudio (MG), dentro da fazenda de um tio do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e também a um imóvel atribuído ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em Paris.
Confira abaixo:

Matéria do site Brasil 247

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Publicitária nega ser laranja de triplex no Guarujá

: 29 de Janeiro de 2016 às 06:13
247 - O advogado de Nelci Warken, presa na quarta (27) pela Lava Jato, afirmou que sua cliente é dona da Murray Holdings e de um dos imóveis do condomínio Solaris, no Guarujá, registrado em nome da empresa offshore, baseada no Estado de Nevada (EUA).
Alexandre Crepaldi negou que a publicitária seja "laranja" da OAS ou de pessoas ligadas ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
"Minha cliente não é laranja de ninguém. Ela vai esclarecer no depoimento que o dinheiro que ela usou para comprar os imóveis têm origem em 45 anos de trabalho no ramo da publicidade e a razão dela ter optado por comprá-lo através de uma empresa offshore, o que não é crime", disse o advogado.
Segundo ele, Warken já prestou serviços na área de publicidade para diversas construtoras, entre elas a OAS, e para a própria Bancoop.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/215090/Publicitária-nega-ser-laranja-de-triplex-no-Guarujá.htm

Acho que Delfim está com saudades da ditadura’

: Economista da UFRJ e ex-deputada pelo PT, Maria da Conceição Tavares, considerou absurda a proposta do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto de a presidente Dilma Rousseff emparedar o Congresso pelas reformas; ““Não estamos numa ditadura, quando o presidente e seu ministro da Fazenda faziam o que queriam. Só numa ditadura que as reformas passam sem o Congresso opinar. Acho que tem saudades da ditadura. Essa crise abalou os nervos dele”; segundo ela, é preciso uma frente democrática ampla contra crise e diz que o Conselhão pode ser um caminho
29 de Janeiro de 2016 às 07:45
247 - Ex-deputada pelo PT, a economista da UFRJ Maria da Conceição Tavares, criticou a proposta do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto de a presidente Dilma Rousseff emparedar o Congresso pelas reformas.
“A proposta dele é absurda. Ele esquece o seguinte, o nosso presidencialismo é de coalizão. Não é um presidencialismo autoritário. A Dilma tem que negociar. Não pode chegar no Congresso e dizer que quero fazer. Isso não existe. Tem que compor aliança. Do contrário, não poderá governar. Como o PMDB está esfacelado, fica difícil. Presidencialismo de coalizão tem isso: quando o partido majoritário está esfacelado, é difícil governar”, disse ela, em entrevista ao Globo.
A economista sugeriu que “os tempos da ditadura voltaram à cabeça” de Delfim. “Não estamos numa ditadura, quando o presidente e seu ministro da Fazenda faziam o que queriam. Só numa ditadura que as reformas passam sem o Congresso opinar. Voltou o velho espírito dele. Acho que tem saudades da ditadura. Essa crise abalou os nervos dele”, completou.
Ela alerta para o risco de ‘conflito social gigantesco, uma greve atrás da outra, uma tempestade no mundo do trabalho’. Sugere uma frente democrática ampla e diz que o Conselhão pode ser um caminho (leia mais).
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/215099/‘Acho-que-Delfim-está-com-saudades-da-ditadura’.htm

Mantega: Lula nunca fez qualquer pedido por MPs

: Em depoimento à Polícia Federal no inquérito da Operação Zelotes, ex-ministro da Fazenda Guido Mantega negou acusações sobre o ex-presidente Lula e disse que considera 'um absurdo falarem em compra de Medidas Provisórias', segundo ele criadas 'acertadamente' no governo FHC; “O ex-presidente Lula nunca fez qualquer pedido nesse sentido, não fez qualquer empenho nem junto a mim nem junto a qualquer servidor do Ministério da Fazenda durante minha gestão”; acrescentou ainda que o tucano ‘agiu bem’ ao editar MPs que ‘geraram bem estar, postos de trabalho, tecnologia de desenvolvimento e atividades econômicas satélites dessas indústrias’
29 de Janeiro de 2016 às 05:18
247 - O ex-ministro Guido Mantega afirmou nesta quinta-feira, 28, em depoimento na Polícia Federal em São Paulo, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ‘jamais manifestou qualquer empenho’ para aprovar Medidas Provisórias de interesse da indústria e das montadoras de veículos.
“O ex-presidente Lula nunca fez qualquer pedido nesse sentido, não fez qualquer empenho nem junto a mim nem junto a qualquer servidor do Ministério da Fazenda durante minha gestão”, afirmou Mantega ao delegado Marlon Cajado, que conduz o inquérito da Operação Zelotes.
“É um absurdo alguém falar que compraram ou venderam essas MPs porque elas versam exclusivamente sobre prorrogação temporal de um programa instituído pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Na época dele (como presidente), em medida acertada, houve a concessão de incentivos fiscais para as indústrias que quisessem se estabelecer em regiões mais pobres, sem postos de trabalho, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Essas MPs simplesmente estenderam o prazo (dos incentivos)”, acrescentou.
Segundo o ex-ministro, FHC ‘agiu bem’ ao editar MPs que ‘geraram bem estar, postos de trabalho, tecnologia de desenvolvimento e atividades econômicas satélites dessas indústrias’.
Mantega afirmou que ‘não conhece, nunca viu, nem esteve na presença’ do lobista Mauro Marcondes, preso na operação.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/215074/Mantega-Lula-nunca-fez-qualquer-pedido-por-MPs.htm

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dilma: “o ônus da prova é de quem acusa”

Roberto Stuckert Filho/PR: 27 de Janeiro de 2016 às 16:52
247 – A presidente Dilma Rousseff se irritou nesta quarta-feira 27 em Quito, no Equador, quando questionada se a nova fase da Operação Lava Jato se aproximava do ex-presidente Lula. Ela destacou que, ao contrário do mundo medieval, "o ônus da prova é de quem acusa, daí por isso o inquérito, toda a investigação".
"Eu me recuso a responder perguntas desse tipo porque se levantam acusações, se levantam insinuações e não me diz por que, como, quando, onde, e a troco do que", disse Dilma, ao deixar a IV Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos), em Mitad del Mundo, próximo à capital do Equador.
"Se alguém falasse a respeito de qualquer um de nós aqui: 'a nova fase da Lava Jato levanta suspeita sobre você', e você não soubesse sobre o que é a suspeita, como é a suspeita e de onde vem a suspeita, você não acharia extremamente incorreto do ponto de vista do respeito?", acrescentou a presidente.
"Quem prova, acho que foi a partir da Revolução Francesa, se não me engano foi com Napoleão, quem prova a culpabilidade, ao contrário do mundo medieval, o ônus da prova é de quem acusa, daí por isso o inquérito, toda a investigação", disse ainda Dilma Rousseff.
"Antes você provava assim: eu dizia que você era culpado e você lutava comigo. Se você perdesse, você era culpado. Houve um grande avanço no mundo civilizado, a partir de todas as lutas democráticas", completou a presidente aos jornalistas. Dilma foi perguntada ainda se a Lava Jato afeta a economia. E respondeu: "o FMI acha".
O 22ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta, investiga apartamentos do condomínio Solaris, no Guarujá (SP), onde o ex-presidente Lula chegou a adquirir a cota de um imóvel via Bancoop, mas que segundo o Instituto Lula informou em novembro, teria sido devolvida à OAS, empreiteira responsável pela conclusão da obra (leia mais).
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/214882/Dilma-“o-ônus-da-prova-é-de-quem-acusa”.htm

: 27 de Janeiro de 2016 às 22:03
Fernando Brito, do Tijolaço - O palerma que fica "batizando" as fases da Operação Lava Jato, desta vez, não teve muita inspiração: o máximo que conseguiu para disfarçar o nome de "Triplex do Lula" para "Triplo X".
Tanto quanto o nome, o objetivo da operação é infame e não engana ninguém: é tentar alcançar algo que possa servir para incriminar o ex-presidente Lula com tudo o que lhes restou: um suposto apartamento no Guarujá – esta verdadeira Côte D'Azur brasileira – sobre o qual não há nenhuma prova de que lhe pertença ou a seus familiares.
É inacreditável que o sistema jurídico brasileiro esteja assistindo a um grupo de policiais e promotores, sob a evidente ânsia de um juiz de primeira instância esteja ordenando prisões e buscas em todo país atrás de tudo o que lhe possa servir de mote para seu obsessivo ideal: prender o ex-presidente da República.
Não se tem notícia de que o Brasil tenha voltado a ser um império, onde Sua Majestade Sérgio Moro seja o Senhor, os procuradores sua Corte e a PF seus pretorianos.
A covardia do Judiciário brasileiro – o mesmo que já estaria sinalizando que "não vai dar" para fazer nada com Eduardo Cunha, cujos extratos bancários no exterior, incontestados, são aceitos na base da "carne moída" do "usufrutário (sic) de trusts"- está evidente frente aos abusos que estão sendo cometidos.
Todos se vergam diante do ousado senhor que a mídia entronizou no poder supremo.
Lula pode e deve ser investigado.
Mas um ano – mais de um ano, 14 meses!- depois da prisão dos dirigentes da OAS "descobrirem" o que nunca esteve escondido, que ela é dona de diversos apartamentos no tal prédio do "Triplo X" e ordenarem uma pataquada para "apreender documentos" (se fosse o caso, haveria ainda algum?) que possam permitir ilações com Lula, ou para fazer algum funcionário, amedrontado, dizer "sim, senhor, ele não saída de lá", francamente...
É pedir que este seja um país de tolos, embora já sejamos, de fato, um país sem direitos democráticos.
PS. A entrevista do sr. Carlos Fernando Santos Lima ao Estadão é um escárnio. Tudo é tão escandalosamente impreciso que ele diz que vão investigar "todos" os apartamentos dos prédios. " Se houver apartamento lá que esteja em seu (de Lula ) nome ou negociado com alguém da sua família, como todos os outros (será investigado). Temos indicativos do uso desses apartamentos para lavagem de dinheiro.". É o império da meganhagem
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/214920/Tijolaço-Lava-Jato-escancarou-que-só-importa-'pegar-o-Lula'.htm

Lava Jato escancarou que só importa 'pegar o Lula'

: 27 de Janeiro de 2016 às 22:03
Fernando Brito, do Tijolaço - O palerma que fica "batizando" as fases da Operação Lava Jato, desta vez, não teve muita inspiração: o máximo que conseguiu para disfarçar o nome de "Triplex do Lula" para "Triplo X".
Tanto quanto o nome, o objetivo da operação é infame e não engana ninguém: é tentar alcançar algo que possa servir para incriminar o ex-presidente Lula com tudo o que lhes restou: um suposto apartamento no Guarujá – esta verdadeira Côte D'Azur brasileira – sobre o qual não há nenhuma prova de que lhe pertença ou a seus familiares.
É inacreditável que o sistema jurídico brasileiro esteja assistindo a um grupo de policiais e promotores, sob a evidente ânsia de um juiz de primeira instância esteja ordenando prisões e buscas em todo país atrás de tudo o que lhe possa servir de mote para seu obsessivo ideal: prender o ex-presidente da República.
Não se tem notícia de que o Brasil tenha voltado a ser um império, onde Sua Majestade Sérgio Moro seja o Senhor, os procuradores sua Corte e a PF seus pretorianos.
A covardia do Judiciário brasileiro – o mesmo que já estaria sinalizando que "não vai dar" para fazer nada com Eduardo Cunha, cujos extratos bancários no exterior, incontestados, são aceitos na base da "carne moída" do "usufrutário (sic) de trusts"- está evidente frente aos abusos que estão sendo cometidos.
Todos se vergam diante do ousado senhor que a mídia entronizou no poder supremo.
Lula pode e deve ser investigado.
Mas um ano – mais de um ano, 14 meses!- depois da prisão dos dirigentes da OAS "descobrirem" o que nunca esteve escondido, que ela é dona de diversos apartamentos no tal prédio do "Triplo X" e ordenarem uma pataquada para "apreender documentos" (se fosse o caso, haveria ainda algum?) que possam permitir ilações com Lula, ou para fazer algum funcionário, amedrontado, dizer "sim, senhor, ele não saída de lá", francamente...
É pedir que este seja um país de tolos, embora já sejamos, de fato, um país sem direitos democráticos.
PS. A entrevista do sr. Carlos Fernando Santos Lima ao Estadão é um escárnio. Tudo é tão escandalosamente impreciso que ele diz que vão investigar "todos" os apartamentos dos prédios. " Se houver apartamento lá que esteja em seu (de Lula ) nome ou negociado com alguém da sua família, como todos os outros (será investigado). Temos indicativos do uso desses apartamentos para lavagem de dinheiro.". É o império da meganhagem
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/214920/Tijolaço-Lava-Jato-escancarou-que-só-importa-'pegar-o-Lula'.htm

Após PF, Lula diz que gosta de ser provocado

: 27 de Janeiro de 2016 às 20:08
SP 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou sua conta no Facebook para reproduzir nesta quarta-feira, 27, o trecho da entrevista que concedeu a blogueiros, na qual disse que gosta de ser provocado.
"Você sabe que eu gosto de ser provocado. Nas pesquisas todas, embora o PT tenha caído de prestígio na sociedade, nenhum deles [os outros partidos] ganhou. As pessoas estão esperando um gesto do PT", diz o trecho da fala do ex-presidente destacado (veja aqui).
A postagem aconteceu após a deflagração da 22ª etapa da Operação Lava Jato, denominada "Triplo X", que tem como alvo os imóveis do condomínio Solaris. Entre os imóveis sob investigação, está um triplex da OAS que teria sido reservado ao ex-presidente Lula.
Deputados do PT se mostraram indignados com o que consideram perseguição para inviabilizar o ex-presidente. "Enquanto não se faz nenhuma investigação séria sobre personagens como Aécio Neves e Sergio Guerra, citados em delações, desviam o foco para tentar atingir o Lula", disse Afonso Florence (PT-BA), que pode vir a ser líder do partido na Câmara.
O condomínio Solaris teve a construção iniciada pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), que foi presidida por Vaccari Neto. Em crise financeira, a Bancoop transferiu o empreendimento para a empreiteira OAS, em 2009.
http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/214908/Após-PF-Lula-diz-que-gosta-de-ser-provocado.htm

Investigação contra Lula é 'especulação indevida'

Valter Campanato/Agência Brasil: 27 de Janeiro de 2016 às 21:46
Mariana Tokarnia, da Agência Brasil - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou hoje (27) de "especulações absolutamente indevidas" notícias veiculadas pela imprensa segundo as quais a nova fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, está se aproximando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao participar do lançamento de uma força-tarefa para combater desvios de merenda e transporte escolar no Ministério da Educação, Cardozo foi questionado sobre o possível envolvimento do ex-presidente na chamada Operação Triplo X, mas disse que a ação está sob sigilo e que não poderia fazer nenhum comentário.
"Apenas posso dizer [falar sobre] as situações que já são públicas. Recentemente, o juiz Sérgio Moro disse que o presidente Lula não é investigado na Operação Lava Jato, e eu não recebi nenhuma informação, mesmo aquelas veiculadas pela imprensa, de que tenha sido praticado qualquer ato investigativo em relação à pessoa do presidente Lula", afirmou o ministro. Moro é o responsável pelos inquéritos da Lava Jato.
"Isso está absolutamente claro, pelas manifestações do próprio Judiciário e daquelas que decorrem das próprias investigações. O presidente Lula não está sendo investigado, nem me parece que, na operação de hoje, tenha sido determinada qualquer medida investigativa em relação à figura do presidente. Portanto, quaisquer outras situações que possam estar sendo colocados ou veiculadas são especulações absolutamente indevidas", acrescentou.
Também nesta tarde, a presidenta Dilma Rousseff classificou de "insinuação" a avaliação de que a nova fase da Operação Lava Jato está se aproximando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A nova fase da Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira, investiga lavagem de dinheiro com a compra de empreendimentos imobiliários em Guarujá, no litoral paulista. Três pessoas foram presas. A Polícia Federal apura se imóveis que transferidos pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) para a empreiteira OAS foram usados como repasse de propina.
O ministro foi perguntado também sobre carta aberta publicada por mais de 100 advogados, em diversos jornais do país, criticando a Operação Lava Jato. No inicio da carta, os advogados destacam que a operação ocupa lugar de destaque na história do país "no plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados".
"É absolutamente legítimo que qualquer pessoa se expresse em relação a qualquer situação." Cardozo disse que, como ministro não cabe a ele se posicionar quanto ao conteúdo da carta dos advogados. Ele afirmou que qualquer investigação deve ser imparcial, contundente e rigorosamente dentro da lei. "Se alguém acha que a lei está sendo desrespeitada, tem o legítimo direito de se posicionar, assim como aqueles que acham que a lei está sendo respeitada."
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/214918/Cardozo-investigação-contra-Lula-é-'especulação-indevida'.htm

A democracia do PMDB foi pro beleleu

Reunião do PMDB tem briga, acusações e até tiro

: Clima esquentou na sede do partido em Goiânia, na noite desta quarta-feira; Pablo Rezende, da Juventude do PMDB e ligado a Iris Rezende, olhava documentos relativos à eleição para o diretório estadual quando o deputado estadual Paulo Cezar Martins entrou na sala e então começou a discussão; os dois e outros peemedebistas começaram a briga e um segurança teria disparado um tiro (foto mostra o sinal no teto) para separar a briga; no centro da crise está a disputa pelo comando do partido; Pablo apoia Nailton Oliveira, candidato de Iris, e Paulo Cezar apoia o deputado federal Daniel Vilela; eleição está marcada para fevereiro
27 de Janeiro de 2016 às 22:08
Goiás 247 - Terminou em briga e tiro uma reunião na sede do PMDB, em Goiânia, na noite desta quarta-feira. O presidente nacional da Juventude do PMDB, Pablo Rezende, que é ligado ao ex-governador Iris Rezende, e o deputado estadual Paulo Cezar Martins, que apoia o deputado federal Daniel Vilela para a presidência do diretório, protagonizaram uma briga que só foi interrompida por disparo de arma de fogo.
A confusão começou porque Pablo e integrantes da chapa de Nailton Oliveira, que é o candidato de Iris para o diretório, examinavam documentos com indícios de fralde e Paulo Cezar tentou impedir o acesso.
“Nós tínhamos autorização do presidente da Comissão Provisória, Pedro Chaves, para fazer cópias da documentação. Há uma suspeita de fraude, nós entramos com um pedido na justiça para impugnar a outra chapa”, afirmou Pablo ao Jornal Opção.
Pablo Rezende acusa o deputado de quebrar a sala inteira e os dois então começaram a brigar. Paulo Cezar afirma que repreendeu os colegas de partido porque eles não teriam permissão para ver os documentos da eleição. O deputado diz que Pablo e outros homens começaram a lhe agredir e então um segurança teria disparado para separar a briga.
"Vieram cinco para cima de mim, eu estava apanhando”, disse o deputado ao Opção. Ele conta ainda que a ação teria sido orquestrada pela ex-deputada Dona Iris, mulher de Iris Rezende. "Ela está com medo de perder o poder. Mandou os jagunços dela lá para tentar inviabilizar as eleições. Dona Iris está tentando manter o domínio do partido. Quer manter o ‘panelão’ do PMDB e nós estamos reagindo democraticamente. Ela quer ser candidata a senadora e está com medo de perder de novo”, acusou o parlamentar.
http://www.brasil247.com/pt/247/goias247/214919/Reunião-do-PMDB-tem-briga-acusações-e-até-tiro.htm

CGU: municípios desviaram R$ 2 bi de merenda e transporte escolar

: 27 de Janeiro de 2016 às 21:31
Mariana Tokarnia, da Agência Brasil - Balanço divulgado hoje (27) pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que, desde 2003, foram desviados R$ 2 bilhões destinados à merenda e ao transporte escolar em diversos municípios no país. Os recursos foram desviados de programas federais que recebem repasses da União. Os ministérios da Justiça, da Educação, e a CGU assinaram uma portaria conjunta estabelecendo medidas para combater as irregularidades e atuar na fiscalização desses recursos.
Ao todo, 2,7 mil municípios foram fiscalizados durante esse período e, em 199 deles foram constatadas irregularidades. Em operações conjuntas feitas pela CGU e Polícia Federal, foram presas 350 pessoas. A GCU citou, como exemplo, cinco municípios que, juntos, tiveram um prejuízo estimado em R$ 380 milhões, no período: Sermão aos Peixes (MA), onde foi constatado o desvio de R$ 114 milhões; Infecto (BA), de R$ 90 milhões; Fidúcia (PR), de 70 milhões; Cauxi (AM), de R$ 56 milhões; e, Carona (PE), R$ 50 milhões.
"A corrupção retira recursos públicos que servem para atender as demandas da sociedade. É indiscutivelmente mais grave e doloso quando se vê desvio de verbas na educação e, ainda mais, em áreas como merenda e transporte. Estão minando a possibilidade que o jovem ou a criança venham a ter um futuro melhor", disse o ministro interino da CGU, Carlos Higino Ribeiro de Alencar.
A CGU constatou, nesses municípios, a relação entre a má gestão e o desempenho dos alunos. A média dos Índices de Desempenho da Educação Básica (Ideb) onde há corrupção é menor que a média nacional. A média nacional é 5,2, enquanto nos locais onde foi constatada fraude nos programas é 3,55.
Alencar disse que, em muitas das cidades visitadas, foi constatada ainda má gestão, o que não necessariamente configura crime. Ele citou, como exemplo, o mau condicionamento dos alimentos que seriam servidos às crianças e a falta de zelo dos gestores com os programas.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que os desvios foram feitos de recursos enviados diretamente a estados e municípios por meio de ações como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). Pelo primeiro, o Ministério da Educação (MEC) transfere uma complementação de R$ 0,30 a R$ 1,20 por aluno e, pelo segundo, além de comprar ônibus e outros meios de transporte, o MEC transfere recursos para custeio.
Em 2016, a pasta vai investir R$ 3,6 bilhões em alimentação e R$ 600 milhões em custeio do transporte, que inclui tanto verbas para gasolina, quanto para aluguel de veículos, em algumas localidades.
Medidas de combate à corrupção
Para combater os desvios, MJ, MEC, CGU, PF atuarão juntos. A portaria assinada hoje tem o objetivo de aumentar tanto o rigor em relação aos repasses para alimentação, transporte e fiscalização nos municípios.
"Estamos criando uma força-tarefa. Vamos aumentar o patamar das nossas ações e ampliar a investigação. Nossas áreas de inteligência darão mais atenção a isso", ressaltou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro interino da CGU destacou que as operações serão ampliadas. O MEC também vai ampliar o controle e monitoramento da gestão desses recursos.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/214916/CGU-municípios-desviaram-R$-2-bi-de-merenda-e-transporte-escolar.htm

Lula é o segredo de Polichinelo da Lava Jato

: 27 de Janeiro de 2016 às 13:20
247 – Uma semana depois de o ex-presidente Lula ter dito, em entrevista a blogueiros, que seu nome seria o "grande prêmio" de delações premiadas em investigações como a Zelotes e a Lava Jato, a nova fase da Operação Lava Jato tem Lula como alvo final, embora isso não seja explicitado nas falas de seus investigadores.
"Com o cuidado de não dizer isso de forma explícita, embora politicamente seja um segredo de polichinelo, a força-tarefa mostra que Lula está sob seu radar", avalia o jornalista Igor Gielow, diretor da sucursal de Brasília da Folha de S.Paulo, em coluna publicada logo após a coletiva de imprensa sobre a nova fase (leia aqui).
Segundo a jornalista da Globo Cristiana Lôbo, no Palácio do Planalto a apreensão é maior com esta nova fase. "Há a convicção de que o alvo é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comprou um apartamento da Bancoop e, depois do entendimento da cooperativa com a OAS, teve um triplex reservado para sua família", escreve (leia aqui).
Batizada de "triplo X", em referência aos triplex do condomínio Solaris, localizado na praia de Astúrias, no Guarujá (SP), a investigação apura os crimes de corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio da aquisição de apartamentos neste empreendimento, que foi repassado em 2009 pela Bancoop à empreiteira OAS.
É neste mesmo condomínio que está o triplex do qual Lula e sua esposa, Marisa, obteve uma cota por meio da Bancoop – que segundo nota do Instituto Lula de novembro do ano passado, seria devolvida à OAS. A assessoria de imprensa informou que a esposa de Lula desistiu de obter uma unidade no condomínio e por isso pediria o ressarcimento dos investimentos que fez durante as obras.
Quando questionado sobre Lula – por mais de uma vez –, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, não admitiu que o ex-presidente é um dos alvos, respondendo sempre que "todos os apartamentos serão investigados". "Nós investigamos fatos. Se tiver algum apartamento lá em seu nome ou no nome de seus familiares, nós vamos investigar", afirmou, em referência a Lula.
Em outra declaração, disse que "existe uma notícia de jornal de que a família do ex-presidente estaria desistindo de exercer o poder de compra desse imóvel" e que isso também seria analisado "mais a fundo".
Leia aqui a íntegra da decisão do juiz Sérgio Moro, que deflagrou a operação Triplo X, divulgada no blog de Fausto Macedo.
http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/214846/Lula-é-o-segredo-de-Polichinelo-da-Lava-Jato.htm

Deputado diz que há 'preferência política' em citar Lula na Lava Jato

: 27 de Janeiro de 2016 às 18:34
Bahia 247 - O deputado Afonso Florence (BA) criticou nesta quarta-feira, 27, o que classificou como direcionamento nas investigações da Operação Lava Jato para envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"A evolução desta fase como um aparente foco numa suposição de uma visita (do ex-presidente ao imóvel) sem um nexo direto com o objeto da investigação é realmente inusitado. Isso dá sustentação de que haja por trás alguma preferência política em atingir o presidente Lula", acusou o petista, cotado para ser líder do partido na Câmara.
Na 22ª fase da operação, deflagrada nesta manhã, a Polícia Federal incluiu um apartamento triplex ao qual a família do ex-presidente teria direito no rol de imóveis com "alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade". Lula e familiares, contudo, não foram alvos diretos da operação "Triplo X". Também não estão no rol de investigados da ação policial.
Para Florence, "circunstâncias muito contundentes" sobre integrantes da oposição, como delações que mencionam o ex e o atual presidentes do PSDB, respectivamente, Sérgio Guerra (falecido) e o senador Aécio Neves (MG), não contam com "nenhuma investigação minimamente respeitável". Por outro lado, observou, apurações de "quinta grandeza" que mencionam Lula servem de base para insinuações sobre o ex-presidente.
http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/214902/Deputado-diz-que-há-'preferência-política'-em-citar-Lula-na-Lava-Jato-htl

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sociologia da roubalheira sob FHC

FHC e roberto marinho
Sugestão singela do Jairo Moraes Jr. do Face do C Af: o Moro não foi o primeiro...
O Conversa Afiada reproduz artigo de Tatiana Carlotti, extraído da Carta Maior:


A sociologia da honestidade de FHC

Apesar do abafamento da mídia, denúncia de propina de R$1 bilhão trouxe à tona os mecanismos de organização da corrupção da era tucana.
por Tatiana Carlotti
Na última segunda-feira, veio a público a outra parte de um depoimento prestado pelo ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, à Procuradoria-Geral da República, em outubro de 2015. Desta vez, o que vazou foi a afirmação de que a negociação da Perez Compancq, empresa argentina adquirida pela Petrobras em 2002, “envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões” (R$ 1 bilhão em valor corrigido). Ele disse, também, que cada diretor da empresa argentina havia recebido “US$ 1 milhão como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente, [que seria diretor da estatal na Argentina, muito próximo de Menem] US$ 6 milhões.
A operação teve ampla cobertura da mídia na época. Em 23.07.2002, a Folha de São Paulo, por exemplo, publicava em seu caderno Mercado a chamada “Petrobras paga US$ 1,125 bi por argentina”, informando o fechamento do acordo de compra. E destacava a dívida de US$ 1,9 bi da Pecom Energia, afirmando que a operação só seria formalizada após a sua reestruturação. O acordo seria fechado, em outubro, com um desconto no preço. Quanto?
Exatos US$ 100 milhões.
O feito foi comemorado pelo bravo jornalismo investigativo da família Frias. Folha de SP /18.10.2002: ‘Petrobras paga menos pela Pecom’, trecho: “a Petrobras conseguiu reduzir em quase US$ 100 milhões o preço para a compra de 58,6% das ações da Pecom Energia, a segunda maior empresa do setor petrolífero da Argentina. Ao assinar o acordo de compra preliminar, em julho, a Petrobras devia pagar US$ 1,125 bilhão pelo controle da Pecom. No entanto, o valor foi reduzido para US$ 1,027 bilhão, segundo contrato definitivo ontem”.
‘O presidente da Petrobras, Francisco Gros’, seguia o texto do diário vigilante, disse que o desconto obtido não reflete “a alta do dólar no Brasil – que encareceu o negócio – mas os resultados da auditoria ‘mais profunda’ realizada nos últimos três meses para avaliar o valor da Pecom’.
Ao responder às acusações de Cerveró nesta semana, FHC disse que “afirmações vagas como essa”, que se referem “genericamente” ao período de um ex-presidente já falecido da Petrobras, “sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação’, pontificou o tucano, como costuma fazer sempre que a Lava Jato comete alguma dissonância no monólogo antipetista.
Vejamos.
Conduta imprópria?
Em “A corrupção do PSDB não pode ser abafada”, de 12.01.2016, o militante social Jeferson Miola destaca que essa nova denúncia foi desvendada de maneira acidental: “a descoberta só foi possível porque uma cópia do depoimento de Cerveró ao MP, que teoricamente seria protegido por segredo de justiça, foi encontrada junto com papéis apreendidos no escritório do senador Delcídio Amaral”.
Na mesma delação, em outubro, ele aponta que apenas vazaram acusações contra o governo Dilma. Vale lembrar que à época, o ex-presidente FHC atiçava o bordão do Fora Dilma, bradando nos meios de comunicação: “a força do impeachment vem da rua, e não do Congresso”.
Em dezembro passado, quando Cerveró afirmou que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-diretor da Petrobras nos anos FHC, tinha recebido uma propina de R$ 10 milhões, entre 1999/2001, da Alstom - empresa favorita dos tucanos paulistas, envolvida em lambanças no metrô -, FHC optou por estabelecer uma diferença entre “corrupção organizada” e “conduta imprópria”.
Claro, malfeitos do PT serão sempre sistêmicos na sociologia da honestidade do ex-presidente; os dos tucanos, por definição, ordinariamente pontuais.
Caso da conduta de Sérgio Guerra, falecido ex-presidente da legenda, por acaso?
O tropeço, pontual, de Guerra, da ordem de R$ 10 milhões, foi revelado por outro delator, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo afirmou Costa, a dinheirama correspondeu ao cala boca cobrado por Guerra para encerrar a CPI da Petrobras, aberta em julho de 2009.
Um ato impensado individual?
Em termos: Guerra teria afirmado ao ex-diretor da estatal que usaria o dinheiro para a campanha de 2010.
Corrupção organizada
No esforço de elucidar melhor a complexa sociologia da honestidade desenvolvida por FHC, ou “conduta imprópria”, seguem-se alguns dos maiores escândalos registrados sob a sua presidência, ademais de breve compilação de ‘desvios de rota’ observados em governos tucanos, a envolver casos de superfaturamento de contratos, propinas, evasão de divisas, proteção descarada ao sistema financeiro... Certamente, não há aqui a pretensão de esgotar um assunto tão virgem, ainda à espera de um espaço na unifocal agenda do operoso juiz Sergio Moro. Vejamos:
Trensalão e Caso Alstom. O Trensalão envolve um bilionário esquema de contratos superfaturados e pagamento de propinas de multinacionais – Alstom e Siemens à frente – para ‘operar’ licitações no setor de transporte sobre trilhos. Em São Paulo, palco da maioria dos contratos superfaturados, o esquema teria envolvido, ao longo de uma década (1998-2008), integrantes dos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. A denúncia veio à tona em 2013, na Suíça. A alemã Siemens fez, então, um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), delatando o que sabia, em troca de imunidade civil e criminal. Estima-se que juntas, Siemens e Alstom tenham faturado R$ 12,6 bilhões em contratos.
Outro escândalo incluído na rubrica ‘Caso Alstom’ apareceu em 2008. Autoridades suíças denunciaram o pagamento de propina da multinacional francesa à Eletropaulo, a estatal de energia comandada pelo tucanato paulista há mais de duas décadas. Segundo o Ministério Público da Suíça, entre 1998 e 2001, pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em subornos a autoridades dos governos tucanos através de empresas offshore, criadas em paraísos fiscais.
Mensalão tucano. Em 2007, o Ministério Público denunciou um esquema de desvio de R$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões corrigidos) de empresas públicas mineiras, ocorrido em 1998, para favorecer a reeleição de Eduardo Azeredo, então governador de Minas Gerais. Entre os envolvidos no financiamento irregular, além do ex-governador, estão os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz. Há suspeitas, aguardando investigações operosas, que o valor seja superior ao indicado. Empresas públicas, como a CEMIG, por exemplo, ficaram de fora da denúncia que amargou oito anos no limbo. Em dezembro de 2015, a Justiça de Minas Gerais condenou Azeredo a 20 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A decisão foi em primeira instância. Cabe recurso. Mesmo condenado Azeredo continua exercendo cargo na Fiemg como informa o Estadão de 19.12.2015.
Caso Banestado. O escândalo do Banestado (Banco do Estado do Paraná) diz respeito à evasão de divisas do Brasil, na ordem de R$ 150 bilhões, para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002. Em 2003, chegou a ser instalada a CPMI do Banestado que, em seu relatório final, pedia o indiciamento de 91 pessoas. Da lista faziam parte doleiros, funcionários do banco, empresários e vários tucanos, como o ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Gustavo Franco e o ex-diretor do Banco do Brasil, amigo do peito de José Serra, o impoluto quadro tucano, Ricardo Sérgio de Oliveira. Em reportagem onde detalha o caso, Governo recupera R$ 2,2 mi dos R$ 124 bi desviados via Banestado - a jornalista Najla Passos, de Carta Maior, em 04.09.2012, destaca que as ações contra responsáveis pelo sistema fraudulento encontram-se esparsas, em diferentes varas da justiça brasileira, a maioria sob segredo de justiça. Somente no Governo Lula, aponta Najla, o Brasil passou a contar com dispositivos para combater a prática de evasão de divisas.
Farra das Privatizações. Os escândalos que envolveram as privatizações na era FHC estão documentados em dois trabalhos de fôlego: O Brasil Privatizado de Aloysio Biondi e A Privataria Tucana de Amaury Ribeiro Jr. Ambos detalham irregularidades e bastidores da venda a preço de banana do patrimônio público nacional. Em 2011, Ribeiro Júnior trazia, inclusive, indícios de corrupção envolvendo membros do governo FHC, com vasta documentação sobre movimentação financeira e lavagem de dinheiro por meio de offshores no Caribe.
Em 1999, no calor da hora, Biondi sintetizava o processo de privatização já na introdução do seu livro: “o governo financia a compra no leilão, vende ´moedas podres´ a longo prazo e ainda financia os investimentos que os ‘compradores’ precisam fazer. E, para aumentar os lucros dos futuros ‘compradores’, o governo ‘engole’ dívidas bilionárias demite funcionários, investe maciçamente e até aumenta tarifas e preços antes da privatização”. Vários escândalos envolveram as privatizações, como veremos a seguir.
Grampos no BNDES. Às vésperas da privatização do Sistema Telebrás, em novembro de 1998, Elio Gaspari denunciava a existência de grampos no BNDES. Uma gravação vazada pela Folha, em 25.05.1999, trazia Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, presidente do BNDES na época, articulando o apoio da Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) em benefício do consórcio do Banco Opportunity. FHC, inclusive, entrava na conversa, autorizando o uso do seu nome para pressionar o fundo. Já na privatização da Telemar (uma das empresas da Telebrás), surgiu a denúncia da cobrança de R$ 90 milhões, por parte de (de novo, o amigo do peito de Serra, pau para toda obra tucana), Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-diretor do Banco do Brasil, ele foi peça chave nas privatizações que envolveram a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB), atuando na montagem de consórcios. Ao acompanhar a movimentação financeira de empresas do ex-diretor do BB e do empresário Carlos Jereissati – à frente do consórcio vitorioso – Ribeiro Jr. lança a suspeita, em seu livro, do pagamento de US$ 410 mil.
Vale destacar a análise de Biondi sobre a venda do sistema Telebrás. Biondi mostra o quanto a negociação foi prejudicial ao país, já que o governo havia investido R$ 21 bilhões no setor, durante dois anos e meio, para vendê-lo depois por R$ 22 milhões. Além disso, R$ 8 milhões foram financiados pelo BNDES para que as empresas compradoras pudessem dar a entrada num autêntico exemplar dos negócios ‘de pai para filho’.
Venda da Vale do Rio Doce. O escândalo da venda da Vale do Rio Doce, em 1997, começa já no valor da negociação. A mineradora foi arrematada por US$ 3,3 bilhões. O preço estimado no período batia os R$ 30 bilhões. Em 2011, Amaury Jr escreveria que, em diferentes ocasiões, dois ministros de FHC ouviram o empresário Benjamin Steinbruch se queixar de uma suposta comissão paga ... sim, ele, Ricardo Sérgio de Oliveira. O valor, R$ 15 milhões, teria sido confirmado por executivos da área financeira, ministros e empresários, segundo o jornalista. Steinbruch nega.
Superfaturamento no TRT-SP. O escândalo dizia respeito ao desvio de recursos públicos na construção do Tribunal Regional do Trabalho paulista. A denúncia veio à tona durante as investigações da CPI do Judiciário. Aberta em 1999, a CPI levou à condenação do juiz Nicolau dos Santos Neto e do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF), cassado em 2000, pelo desvio de R$ 169 milhões. Ao todo, foram investidos R$ 234,5 milhões na obra, um montante acima do previsto no Orçamento, apesar dos alertas do TCU sobre irregularidades. Em 2000, ao ser questionado sobre os repasses federais, FHC respondeu “assinei sem ver”. A frase correu na imprensa internacional do período, como informava a Folha, em 15.07.2000, e foi comentada pelo argentino El Clarín, no site da TV CNN, no chileno El Mercúrio, no português Jornal de Notícias.
Caso Marka e FonteCindam. Em 1999, um ano depois da desvalorização cambial promovida por FHC logo após a reeleição - com suspeitas de vazamentos de informações pelo Banco Central - os bancos Marka e FonteCindam contaram com privilégios e uma ajuda do BC brasileiro. Montante envolvido: R$ 1,6 bilhão fixado com base em uma cotação de R$ 1,25 do dólar, quando a moeda já alcançava R$ 1,30 no mercado.
Compra de votos para a reeleição. A emenda da reeleição foi aprovada em 1997. Como? Um esquema da compra de votos – R$ 200 mil por cabeça – teria envolvido pelo menos 150 deputados. A suspeita sempre desdenhada pelo PSDB, seria corroborada pela admissão explícita de dois deputados do PFL (atual DEM). Em maio, dois representantes do Acre, Ronivon Santiago e João Maia, afirmavam ao jornalista Fernando Rodrigues, terem recebido R$ 200 mil para votar a favor da reeleição. Segundo eles, o assunto era tratado diretamente com Sérgio Motta, ministro das Comunicações de FHC. No artigo “Esqueçam o que escrevi, diriam os jornais”, de 02.09.2013, a jornalista Maria Inês Nassif detalha o episódio.
PROER – O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER), criado em 1995, para salvar bancos particulares custou 12,3% do PIB (R$ 111,3 bilhões) aos cofres públicos, segundo analistas do CEPAL. Em “Proer: a cesta básica dos banqueiros”, de 30.08.2012, o escritor Laurez Cerqueira aponta como consequência direta da medida a grande concentração bancária, calcada na internacionalização do sistema financeiro brasileiro: 8 instituições estrangeiras compraram 11 bancos nacionais. Títulos públicos de juro alto e risco baixo ocuparam desde então o espaço de honra no portfólio dos bancos, marmorizando a especulação financeira no sistema.
Cerqueira aponta, também, que o grosso dos recursos do Proer foram distribuídos para salvar bancos falidos como o Banco Econômico, o Nacional e o Bamerindus que deram um calote de mais de R$ 10 bilhões no BC. O Banco Nacional, que pertencia à família Magalhães Pinto, da nora de FHC, foi um deles. Contou com uma linha de crédito de R$ 6 bilhões, apesar dos R$ 5,3 bilhões registrados em fraudes contábeis praticadas pelo banco desde 1986.
Pasta Rosa. Em 1995, funcionários do BC, que trabalhavam em uma auditoria do Banco Econômico, encontraram uma pasta rosa, com documentos que revelavam a doação ilegal de US$ 2,4 milhões de bancos a 45 políticos durante as eleições de 1990. Entre os envolvidos estavam a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o dono do Banco Econômico, Ângelo Calmon de Sá --além de políticos como José Serra (PSDB), Antônio Magalhães (DEM), Luís Eduardo Magalhães (PFL/BA), José Sarney (PMDB) entre outros. Calmon de Sá chegou a ser indiciado pela Polícia Federal pelo crime de sonegação e “colarinho branco”, mas o caso foi arquivado em fevereiro de 1996.
Em seu artigo “O recheio da pasta e o caso do Banco Econômico”, de 16.08.2012, o escritor Laurez Cerqueira detalha que entre os documentos havia recibos e notas fiscais de serviços supostamente prestados a campanhas eleitorais, além da lista de políticos. Em 1990, a legislação eleitoral proibia a doação de dinheiro por empresas a candidatos. O estorvo ’às condutas impróprias’ seria resolvido em 1997, durante o Governo FHC, com a promulgação da Lei n.9.504. De certa forma ela sancionaria a compra das eleições no país, permitindo o financiamento privado das campanhas eleitorais.
Caso Sivam. O primeiro ano de governo de FHC foi marcado por denúncias de tráfico de influência e corrupção na negociação do contrato de US$ 1,4 bilhões do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). Sem concorrência pública, foi escolhido o consórcio liderado pela Raytheon Company, empresa norte-americana, associada à paulista Esca – Engenharia de Sistemas de Controle e Automação S/A. Apesar da Esca ser acusada de fraudar de Previdência, o contrato foi fechado. No mesmo ano, vazava uma gravação que indicava tráfico de influência e propina na negociação. Personagens do enredo gravado: o chefe de cerimonial de FHC, Júlio César Gomes dos Santos e o empresário José Afonso Assumpção, representante da Raytheon no Brasil. Um pedido de CPI foi protocolado. Só saiu seis anos depois, de forma esvaziada e sem quórum. Júlio César foi nomeado embaixador em Roma; os trabalhos da CPI encerrados.
Ninguém foi punido.
Não se pode dizer que tenha sido um ponto fora da curva nas relações entre malfeitos, impunidades e poder tucano.
Em seu artigo “Os 11 crimes da era FHC”, de 19.08.2015, Altamiro Borges, do Centro de Estudos Barão de Itararé, lembra que em menos de vinte dias de governo, FHC assinou um decreto extinguindo a Comissão Especial de Investigação, formada por representantes da sociedade civil. O objetivo do órgão era combater o desvio dos recursos públicos.
Apenas seis anos depois seria criada a Controladoria-Geral da União, conhecida por abafar denúncias contra os tucanos. O então Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, não decepcionou. Apelidado “engavetador-geral da República”, conseguiu a façanha de manter parados mais de 4 mil processos, até 2001. Um marco consagrador na ‘sociologia da honestidade’ do príncipe da matéria.
http://www.conversaafiada.com.br/politica/sociologia-da-roubalheira-sob-fhc

domingo, 24 de janeiro de 2016

Matutando sobre o ódio que a Direita conservadora destila contra o PT

Bom dia. Após ler as notícias dessas encrencas com o PT e o Lula as tentativas de impitmar a Dilma nas revistas e jornais conservadores, cada vez fica mais claro para mim, que o problema é geopolítico. Tem muitas coisas acontecendo nos bastidores da mídia ligada a Washington, que seria bom alguém explicar. Ha grande interesse dos EUA na retirada do PT do governo.
Veja bem: Os EUA e União Europeia estão perdendo a hegemonia econômica e militar para os BRICS, sob a liderança da China. Então, a única maneira de os EUA preservarem sua hegemonia é eliminando os BRICS. Para isso, é preciso tirar o Brasil do BRICS e a única forma de tirar o Brasil do BRICS é retirar o PT do Governo do Brasil. Mas para tirar o PT do Governo, é preciso eliminar as possibilidades do Lula se candidatar se candidatar outra vez, pois Ele é hoje, a maior liderança política de nosso país. Por isso, o grupo de Sergio Moro, através da Lava Jato em conluio com a imprensa conservadora, tenta a qualquer custo, criminalizar o PT, para caçar a sua legenda e impossibilitar a candidatura de Lula. Até porquê, o PT tem hoje, o melhor sistema de arrecadação de verbas através de seus filiados com cargos eletivos, e isso pesará muito numa eleição sem dinheiro de empresas, que foi quem sempre bancou a eleição dos partidos de Direita. As vezes eu penso que uma das razões para tanto ódio por parte da Direita ao PT, é ter visto o PT entrar nessa seara que os direitistas sempre consideravam sua, e retirar dessas empresas, grande parte do financiamento de suas campanhas.Fiquem ligados e pensem nisso.
Por Jacinto Pereira

Promotor “violou a lei e até o bom senso”

:
23 de Janeiro de 2016 às 17:10
247 - O Instituto Lula afirmou em nota divulgada na tarde deste sábado 23 que o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, "violou a lei e até o bom senso ao anunciar, pela imprensa, que apresentará denúncia contra o ex-presidente Lula e sua esposa, Marisa Letícia, antes mesmo de ouvi-los".
O promotor acusa Lula, no entanto, de ocultar um patrimônio que sequer é dele. Lula e sua esposa tinham uma cota de um empreendimento da cooperativa Bancoop, que foi assumido pela OAS Os antigos cotistas poderiam ficar ou não com os imóveis, mas Lula e Marisa decidiram devolvê-lo. A própria OAS afirma que é dona do imóvel, que ainda está à venda.
A denúncia foi publicada na noite desta sexta-feira 22 pela revista Veja. Na reportagem, a defesa de Lula se disse estarrecida e perplexa. "Fico perplexo em saber que um promotor esteja cogitando denunciar alguém sem ter dado a oportunidade de prévia manifestação", disse o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente.
Na nota, o Instituto Lula informa que "os advogados do ex-presidente examinam as medidas que serão tomadas diante da conduta irregular e arbitrária do promotor". A revista Veja também será alvo de novo processo, diz o texto. De acordo com a assessoria, "não há crime de ocultação de patrimônio, muito menos de lavagem de dinheiro. Há apenas mais uma acusação leviana contra Lula e sua família".
Leia a nota na íntegra:
Violência contra Lula: promotor anuncia denúncia sem ouvir defesa
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva examinam as medidas que serão tomadas diante da conduta irregular e arbitrária do promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo. O promotor violou a lei e até o bom senso ao anunciar, pela imprensa, que apresentará denúncia contra o ex-presidente Lula e sua esposa, Marisa Letícia, antes mesmo de ouvi-los. E já antecipou que irá chamá-los a depor apenas para cumprir uma formalidade.
Ao contrário do que acusa o promotor – sem apresentar provas e sem ouvir o contraditório – o ex-presidente Lula e sua esposa jamais ocultaram que esta possui cota de um empreendimento em Guarujá, adquirida da extinta Bancoop e que foi declarada à Receita Federal.
O capital investido nesta cota pode ser restituído ao comprador ou usado como parte na aquisição de um imóvel no empreendimento. Nem Lula nem dona Marisa têm relação direta ou indireta com a transferência dos projetos da extinta Bancoop para empresas incorporadoras (que são várias, e não apenas a OAS).
Não há, portanto, crime de ocultação de patrimônio, muito menos de lavagem de dinheiro. Há apenas mais uma acusação leviana contra Lula e sua família.
A atitude do promotor é incompatível com o estado democrático de direito e com o procedimento imparcial que se espera de um defensor da lei, além de comprometer o prestígio e a dignidade da instituição Ministério Público.
Quanto à revista Veja, que utilizou a entrevista do promotor para mais uma vez ofender e difamar o ex-presidente Lula, será objeto de nova ação judicial por seus repetidos crimes.
https://www.brasil247.com/pt/247/poder/214415/Lula-promotor-“violou-a-lei-e-até-o-bom-senso”.htm