quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Kim reuniu-se com Trump em Hanói. Falha a Segunda Cúpula EUA-RPDC


De Stephen Lendman

Dois dias de negociações foram interrompidos na quinta-feira, sem resolução de grandes diferenças, nenhuma declaração final como foi emitida após a cúpula de junho passado - o formato habitual sempre que reuniões formais entre os líderes são realizadas.

As negociações fracassaram por causa das inaceitáveis ​​exigências do regime Trump em troca de promessas vazias, nenhuma demonstração de boa fé contra o pano de fundo da retirada da DLT do acordo nuclear da JCPOA com o Irã e do Tratado INF de 1987 com a Rússia - com base em Big Lies quando anunciado

Ao longo da história da Coreia do Norte pós-Segunda Guerra Mundial, a hostilidade dos EUA em relação à sua independência soberana tem sido incansável - apesar de posturas públicas ocasionais em contrário.

Um estado de guerra não declarada dos EUA na RPDC existe desde a adoção do difícil armistício de 1953 - depois de estuprar e destruir o país, a agressão de Harry Truman culpou falsamente Pyongyang.

O que está acontecendo depois das conversações da cúpula Kim Jong-Un / Trump em meados de junho de 2018 é uma reminiscência de como as relações EUA / RPDC se desfizeram mais cedo.

Promessas de Washington foram violadas. Pyongyang buscou e continua a buscar relações normalizadas com os EUA, o Ocidente e outros países, o respeito pela sua independência soberana, um tratado formal de paz que encerra a guerra dos anos 50, a suspensão de sanções inaceitáveis ​​e garantias de segurança em troca da desnuclearização. contra a temida agressão dos EUA.

O que está claro nas duas cúpulas e na história de longa data dos EUA é que nunca se pode confiar nas autoridades do governo. Exceções raras provam a regra.

Os radicais do regime Trump buscam um estado vassalo norte-coreano desmilorizado na fronteira com a China, um objetivo inalcançável das negociações da cúpula Kim / Trump, que não está prestes a mudar sua relação de longa data com Pequim, seu aliado mais confiável.

Os objetivos unilaterais do regime Trump são firmes, incluindo a desnuclearização completa da RPDC, a transformação da Coréia do Norte em um Estado vassalo dos EUA e a ilusão da paz durável na península entre Pyongyang e os EUA - uma nação permanentemente em guerra contra a humanidade, querendo controle sobre todos outras nações.

Trump cancela a cimeira entre a Coreia do Norte e os EUA. Pyongyang quer "desnuclearização bilateral"

Antes da conferência de imprensa de Trump na quinta-feira, em Hanói, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que "o acordo foi fechado neste momento, mas suas respectivas equipes esperam poder se reunir no futuro".

Nenhum acordo ou declaração formal mostrou que as negociações da cúpula terminaram em fracasso. Nenhum rosto corajoso colocado em discussões pode alterar a realidade.

De acordo com o cronograma publicado pela Casa Branca, Kim e Trump iriam se encontrar para um almoço de trabalho após as conversas - ambos os líderes participariam de uma cerimônia de assinatura conjunta, seguida por uma coletiva de imprensa do DLT.

Sem explicação, os eventos programados na conclusão das negociações foram cancelados. Nenhuma declaração conclusiva mostrou diferenças importantes permanecem sem solução.

A relutância do regime Trump de assinar uma declaração de paz, encerrando formal e simbolicamente a guerra dos anos 50 como uma demonstração de boa fé, foi reveladora.

Trump disse aos repórteres que está "sem pressa" de concordar formalmente com um acordo de desnuclearização da RPDC, dizendo que "finalmente teremos" um, acrescentando que "todas as sanções permanecerão".

As cúpulas raramente são realizadas sem as questões previamente acordadas, os líderes reunidos para formalizar as coisas - não indicando desta vez o fracasso em Hanói.

Perguntado pelos repórteres se eles serão uma terceira cimeira, Trump disse:

"Não. Vamos ver o que vai acontecer. Eu não dei compromissos ”.

Mais de oito meses após a cúpula de Cingapura em junho passado, nenhum progresso significativo foi feito para acabar com mais de 70 anos de hostilidade dos EUA em relação a Pyongyang.

Chamar as palestras de “produtivas” é linguagem de código por não concordar com os principais problemas. Na quinta-feira, Kim e Trump foram vistos saindo do local da cúpula separadamente - duas horas antes de se esperar que eles realizassem uma cerimônia de assinatura.

"Neste momento, decidimos não fazer nenhuma das opções e vamos ver para onde isso vai", disse Trump aos repórteres, acrescentando que as conversas foram "muito interessantes e produtivas (sic), (mas) às vezes você tem que andar".


Olhando para o futuro, as perspectivas de paz duradoura e estabilidade na península coreana, juntamente com a normalização das relações EUA / RPDC, levantamento de sanções inaceitáveis ​​e acordo sobre outras questões importantes, são praticamente nulas - porque Pyongyang não concordará em subordinar sua soberania a Interesses dos EUA.

Essa é a realidade final das tristes relações bilaterais. Em vez de recuar da península pela paz na península, o risco de um possível conflito entre as duas nações continua sendo uma possibilidade nefasta se os radicais do regime de Trump deixarem de subordinar os interesses norte-coreanos aos seus.

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O premiado autor Stephen Lendman vive em Chicago. Ele pode ser encontrado em lendmanstephen@sbcglobal.net. Ele é um pesquisador associado do Centro de Pesquisa sobre Globalização (CRG)


Seu novo livro como editor e colaborador é intitulado “Flashpoint in Ukraine: US Drive for Hegemony Risks WW III.”

http://www.claritypress.com/LendmanIII.html

Visite seu site sjlendman.blogspot.com.

Imagem em destaque: O Presidente Donald J. Trump é recebido por Kim Jong Un, Presidente da Comissão de Assuntos de Estado da República Popular Democrática da Coreia, para a sua segunda cimeira | 27 de fevereiro de 2019 (Fonte: Foto oficial da Casa Branca por Shealah Craighead)

The original source of this article is Global Research

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

JUSTIÇA CONDENA PAULO PRETO, OPERADOR DO PSDB, A 27 ANOS DE PRISÃO



247 - Apontado como arrecadador de propinas do PSDB, o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi condenado a uma pena de 27 anos e oito dias. De acordo com a sentença da juíza federal Maria Isabel do Prado, sete anos dessa pena têm de ser cumpridos em regime fechado.

Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal em São Paulo de ter fraudado licitações e participado de formação de cartel em obras do trecho sul do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo.

De acordo com a denúncia apresentada em agosto passado, enquanto era diretor de Engenharia da Dersa, entre 2007 e 2010, no governo José Serra (PSDB), Paulo Preto se reuniu com os empresários para combinar quem venceria as licitações das obras.

Paulo Vieira de Souza também é réu em outro processo que tramita em São Paulo, a respeito de desvios de R$ 7,7 milhões em reassentamentos do Rodoanel Sul. No entanto, como completa 70 anos no próximo dia 7, as acusações devem prescrever, já que nessa idade o tempo para que um possível crime caduque se reduz à metade.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/385418/Justi%C3%A7a-condena-Paulo-Preto-operador-do-PSDB-a-27-anos-de-pris%C3%A3o.htm

Operações lideradas pelos EUA na Síria já mataram 1.257 civis 'por acidente'


Patrulha dos EUA na Síria

© AP Photo / Arab 24 network

Oriente Médio e África

11:23 28.02.2019URL curta

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As forças militares lideradas pelos Estados Unidos mataram pelo menos 1.257 civis em meio à luta contra grupo terrorista Daesh* na Síria e no Iraque. As mortes ocorreram nos últimos quatro anos e meio, conforme divulgou a Operação Resolução Inerente (OIR) em seu relatório mensal.

"A Coalizão realizou um total de 33.921 ataques entre agosto de 2014 e o final de janeiro de 2019. Durante este período, com base nas informações disponíveis, a CJTF-OIR tem conhecimento de pelo menos 1257 civis mortos acidentalmente por ataques da Coalizão desde o início da Operação Resolução Inerente", afirmou a Força Tarefa Conjunta Combinada — Operação Solução Inerente (CJTF-OIR, na sigla em inglês) através de um comunicado para a imprensa.

Em janeiro, a coalizão relatou um total de 63 vítimas civis e concluiu que 12 deles são confiáveis. Esses ataques resultaram em 67 mortes civis "não intencionais", acrescentou. Outros 51 relatos foram considerados não confiáveis, e 141 incidentes ainda estão sendo investigados, segundo a coalizão.

A maioria das baixas registradas recentemente ocorreu em Raqqa, em 2017, quando as forças lideradas pelos EUA intensificaram sua campanha para retomar a cidade no Iraque. Entre os incidentes, a coalizão reconheceu que houve um ataque de 12 de junho que matou oito civis e um ataque aéreo em 15 de junho que matou outros 25.

A coalizão formada por mais de 70 países e liderada pelos EUA disse que conduziu operações militares contra o Daesh na Síria e no Iraque. As operações da coalizão na Síria, no entanto, não são autorizadas pelo governo do presidente Bashar Assad ou pelo Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019022813405955-eua-siria-civis-mortes-daesh/

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Quem tem besta, não compra cavalo

Bolsonaro fará leilão do pré-sal sexta e prepara a maior entrega da história

Bolsonaro quer continuar e aprofundar o governo Temer. Em todas as áreas, na reforma da Previdência mas também na entrega de recursos ao imperialismo. Nesta sexta-feira ocorrerá um gigantesco leilão do pre-sal e eles preparam um ainda maior, que promete ser a maior entrega de riquezas nacionais da história.

Redação

As gigantes imperialistas agradecerão. Dia 18, nesta sexta-feira será realizado um dos maiores leilões da riqueza nacional que se tem notícia. Irão a leilão os campos de Aram, Sudeste de Lula, Sul e Sudoeste de Júpiter e Bumerangue, todos esses campos são adjacentes e contíguos aos ricos campos já leiloados de Lula e Júpiter. Não há estimativas oficiais mas ao menos 10 bilhões de barris do ouro negro devem cair em mãos estrangeiras.

Este primeiro leilão de Bolsonaro é somente preparatório da entrega da jóia da Coroa – o excedente na cessão onerosa que deve ocorrer nos próximos meses. A área excendente da “cessão onerosa” irá a leilão em breve, o volume em petróleo é de ao menos 10,8 bilhões de barris, mas algumas estimativas cifram em até 30 bilhões de barris nestes campos gigantes. É uma fortuna que será dada de bandeja para a Shell, Total, Repsol, e outras empresas estrangeiras.

Quando a cessão onerosa for a leilão serão entregues os campos de Búzios, Itapu, Atapu e Sépia. A Petrobras ficará de fora, e será acionista minoritária de qual empresa imperialista abocanhar o restante.

Pelo preço atual do petróleo o leilão desta sexta feira significa uma entrega de ao menos US$510 bilhões e próximo de valor que pode alcançar US$ 1,5 trilhão.

A dimensão destas entregas é avassaladora. Antes da descoberta do pre-sal o volume total de petróleo conhecido no país era de cerca de 9 bilhões de barris, cada leilão desses entregará um volume superior, outra comparação que se pode fazer é com um país inteiro conhecido como exportador de petróleo, o México, suas reservas cifram cerca de 7 bilhões, cada leilão de Bolsonaro entregará 1 México e meio ao imperialismo!

Desde o governo Temer a participação estrangeira no saque da riqueza nacional tem aumentado exponencialmente, com privatizações de campos de petróleo que pertencem à Petrobras e com novos leilões, em dois anos a produção estrangeira passou de 7% para 23%, com o novo leilão umas das maiores e mais ricas reservas do país vai para mãos estrangeiras. Com estes novos leilões rapidamente a maior parte da produção nacional será estrangeira. Eis o entreguismo de Bolsonaro em todas suas cores.

Saiba mais sobre o avanço do imperialismo na produção de petróleo nacional lendo esta matéria

As vastas riquezas do subsolo nacional não podem servir para o saque imperialista nem para negócios corruptos iniciados na ditadura militar e continuados nos governos do PMDB, PSDB e PT, estas riquezas podem servir ao povo brasileiro. Por isso o Esquerda Diário luta para que todo petróleo nacional seja da Petrobras e a Petrobras seja 100% estatal e gerida pelos seus trabalhadores com controle popular, única maneira de garantir que estes recursos sirvam aos interesses nacionais e não à corrupção e ao saque imperialista.

Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Bolsonaro-fara-leilao-do-pre-sal-sexta-e-prepara-a-maior-entrega-da-historia?fbclid=IwAR1S0iHnOEFpIC9aKEkSnJ-Qus-IU-ajDy_Awu12cCGwXdf8t-Q8i8xH-DE

Explicando porquê os EUA querem invadir a Venezuela

Nenhuma descrição de foto disponível.

Lrs Leite Jps

22 de fevereiro às 19:51

https://www.facebook.com/100000928507111/posts/2779586352082288/

O MUNDO INTEIRO TEM DE SABER A VERDADE.

A imagem pode conter: texto

A comunicação social ao serviço dos interesses petrolíferos dos EUA MENTE!
Os camiões da "ajuda humanitária" foram queimados por apoiantes de Juan Guaidó na Colômbia junto da fronteira da Venezuela.
E NÃO pelas forças fieis ao presidente Nicolás Maduro.
Com o objectivo de criar noticias falsas e legitimar a intervenção militar dos EUA na Venezuela

Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=193439044949176&set=a.103468060612942&type=3&theater

Jair Bolsonaro inicia governo com menor aprovação que FHC, Lula e Dilma


O presidente eleito Jair Bolsonaro chega ao Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília


Fotos Públicas / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Brasil

14:52 26.02.2019(atualizado 17:38 26.02.2019) URL curta

132310

Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA, divulgada hoje (26), indica que a avaliação pessoal do presidente Jair Bolsonaro conta com 57,5% de aprovação, 28,2% de desaprovação e 14,3% dos entrevistados não souberam opinar.

Foram ouvidas 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas nas cinco regiões do país, de 21 a 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

De acordo com o levantamento, 82,7% dos entrevistados declararam ter votado para presidente no pleito de 2018. Desses, 70,4% estão satisfeitos com o voto; 15,9% estão muito satisfeitos; e 7,6% estão arrependidos.

Dos 2.002 entrevistados, 38,9% consideram positivo o governo federal e 19% o avaliam como ruim. Para 29% dos entrevistados, a gestão é considerada regular e 13,1% não souberam responder. A administração com a pior marca no início de mandato era a de Dilma Rousseff em 2011, que registrou 49,1% de aprovação.

A pesquisa apontou ainda os desafios, considerados prioritários, pelos entrevistados. De acordo com a ordem mencionada estão aperfeiçoar os sistemas de saúde, segurança, educação, além de combater a corrupção, gerar emprego e incrementar a economia.

O combate à pobreza, a preservação do meio ambiente, o aperfeiçoamento do sistema de saneamento e de energia, assim como transporte público também são itens citados pelos ouvidos na pesquisa.

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2019022613392938-bolsonaro-governo-aprovacao-fhc-lula-dilma/

Os alvos nos EUA para a Rússia


Após o alerta de Putin, a TV russa lista alvos nucleares nos EUA.

Andrew Osborn
Reuters

MOSCOU (Reuters) - A televisão estatal russa listou as instalações militares norte-americanas que Moscou teria como alvo no caso de um ataque nuclear, e disse que um míssil hipersônico que a Rússia está desenvolvendo seria capaz de atingi-las em menos de cinco minutos.

Os alvos incluíram o Pentágono e o retiro presidencial em Camp David, Maryland.

O relatório, incomum até mesmo para os padrões belicosos da TV estatal russa, foi transmitido na noite de domingo, dias depois que o presidente Vladimir Putin disse que Moscou estava militarmente pronta para uma crise no estilo "míssil cubano" se os Estados Unidos quisessem.

Com as tensões aumentando sobre os temores russos de que os Estados Unidos possam implantar mísseis nucleares de alcance intermediário na Europa enquanto um tratado de controle de armas da época da Guerra Fria se desfaz, Putin disse que a Rússia seria forçada a responder colocando mísseis nucleares hipersônicos em submarinos perto das águas dos EUA. .

Os Estados Unidos dizem que não têm planos imediatos de instalar tais mísseis na Europa e descartaram as advertências de Putin como propaganda hipócrita. Atualmente, não possui mísseis nucleares de alcance intermediário baseados em terra que poderiam ser colocados na Europa.

No entanto, sua decisão de renunciar ao Tratado de Forças Nucleares (INF), de alcance intermediário, de 1987, sobre uma suposta violação russa, algo que Moscou nega, libertou-a para começar a desenvolver e instalar tais mísseis.

Putin disse que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista, mas também discou sua retórica militar.

O Pentágono disse que as ameaças de Putin apenas ajudaram a unir a OTAN.

"Toda vez que Putin emite essas ameaças bombásticas e apregoa seus novos dispositivos apocalípticos, ele deve saber que apenas aprofunda a determinação da OTAN de trabalhar em conjunto para garantir nossa segurança coletiva", disse Eric Pahon, um porta-voz do Pentágono.

Alguns analistas viram sua abordagem como uma tática para tentar engajar novamente os Estados Unidos em conversas sobre o equilíbrio estratégico entre as duas potências, para as quais Moscou há muito insistiu, com resultados mistos.

Na transmissão da noite de domingo, Dmitry Kiselyov, apresentador do principal programa semanal de TV da Rússia, "Vesti Nedeli", mostrou um mapa dos Estados Unidos e identificou vários alvos que ele disse que Moscou gostaria de atingir no caso de uma guerra nuclear.

Os alvos, que Kiselyov descreveu como presidenciais ou centros de comando militar, também incluíam Fort Ritchie, um centro de treinamento militar em Maryland fechado em 1998, McClellan, uma base da Força Aérea dos EUA na Califórnia fechada em 2001, e Jim Creek, uma base de comunicações navais. no estado de Washington.

Kiselyov, que é próximo ao Kremlin, disse que o míssil hipersônico "Tsirkon" ("Zircon") que a Rússia está desenvolvendo poderia atingir os alvos em menos de cinco minutos se lançado de submarinos russos.

Voo hipersônico é geralmente usado para significar viajar pela atmosfera a mais de cinco vezes a velocidade do som.

"Por enquanto, não estamos ameaçando ninguém, mas se tal implantação ocorrer, nossa resposta será instantânea", disse ele.

Kiselyov é um dos principais condutores do tom fortemente anti-americano da televisão estatal, uma vez que Moscou pode transformar os Estados Unidos em cinzas radioativas.

Solicitado a comentar o relatório de Kiselyov, o Kremlin disse na segunda-feira que não interferiu na política editorial da TV estatal.

Reportagem adicional de Tom Balmforth e Idrees Ali em Washington; Edição de Kevin Liffey e Dan Grebler

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

A Guerra Fria 2.0


O público russo não vê  Trump de maneira favorável, e a televisão estatal russa está falando sobre um ataque nuclear ao Pentágono

End of The American Dream
26 Fev, 2019

As relações dos EUA com a Rússia são as piores desde a crise dos mísseis cubanos, e os principais meios de comunicação russos estão constantemente conversando sobre a possibilidade de uma guerra nuclear com os Estados Unidos.

Enquanto isso, a esquerda neste país implacavelmente empurrou uma narrativa fictícia extremamente bizarra em que Donald Trump e Vladimir Putin são os  melhores amigos. Na verdade, outro dia o ex-diretor do FBI Andrew McCabe disse que era possível que o presidente Trump fosse um ativo russo. Você teria que ser um lunático ou um idiota total para acreditar em tal teoria da conspiração, porque não há absolutamente nenhuma evidência para sustentá-la. McCabe não parece ser insano, e isso significa que ele é provavelmente completamente e absolutamente incompetente, e é absolutamente assustador que tal homem tenha permissão para dirigir uma de nossas mais importantes agências de aplicação da lei.

É verdade que a maioria dos russos preferiu Donald Trump em 2016, porque havia uma crença generalizada na Rússia de que Hillary Clinton provavelmente começaria a 3ª Guerra Mundial.

E se você colocar qualquer opção contra  a "World War 3", a outra opção provavelmente será mais popular a cada vez.

Quando Trump entrou na Casa Branca, o povo russo estava esperançoso de que as relações entre as duas nações seguiriam em uma direção positiva, mas agora essa esperança praticamente evaporou completamente. Basta verificar esses números ...

A porcentagem de russos que estão confiantes de que o presidente Trump "fará a coisa certa em relação aos assuntos mundiais" despencou no ano passado de 53% para 19%, de acordo com a pesquisa anual Global Attitudes da Pew.

Além disso, a porcentagem de russos que vêem os EUA favoravelmente em geral caiu precipitadamente também…

O impulso da campanha de Trump para laços mais quentes com Moscou claramente se destacou, com 41% dos russos vendo os EUA favoravelmente nos meses após sua posse - de 15% no final do mandato de Barack Obama. Esse número caiu agora para 26%.

Nos últimos anos, a grande mídia e os dois partidos políticos demonizaram os russos. Escusado será dizer que isso não passou despercebido na Rússia. Além disso, as sanções econômicas que aplicamos aos russos foram muito dolorosas para sua economia, e o papel dos EUA em derrubar o governo na Ucrânia há cinco anos nunca será esquecido por lá.

O povo russo está constantemente atento a essa “nova Guerra Fria” com o Ocidente, e uma pesquisa recente descobriu que 80% de todos os russos consideram a OTAN “uma ameaça” para sua nação.

Enquanto isso, o modo como o povo americano vê a Rússia também está mudando. Basta verificar esses resultados da pesquisa ...

A pesquisa online da NBC News & SurveyMonkey revelou que apenas 23% consideram a Rússia amigável e apenas 5% dizem que a nação é "aliada do nosso país". Mais de dois terços disseram que a Rússia é hostil (43%) ou norte-americano inimigo (25%).

Teria sido bom haver relações positivas entre os nossos dois países, mas parece que isso não vai acontecer.

Aqui nos Estados Unidos, a grande mídia e a esquerda radical culpam continuamente a Rússia pela vitória de Trump em 2016. E na Rússia, há conversas constantes sobre uma possível guerra nuclear com os Estados Unidos pela televisão estatal. Na verdade, outro dia eles mostraram uma lista de alvos que a Rússia provavelmente atacará no caso de uma guerra nuclear…

A televisão estatal russa listou instalações militares norte-americanas que Moscou terá como alvo no caso de um ataque nuclear, e disse que um míssil hipersônico que a Rússia está desenvolvendo será capaz de atingi-las em menos de cinco minutos.

Os alvos incluíram o Pentágono e o retiro presidencial em Camp David, Maryland.

E apenas alguns dias antes, Vladimir Putin disse à imprensa que logo poderemos enfrentar uma nova crise de mísseis cubanos ...

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia está militarmente pronta para uma crise no estilo dos mísseis cubanos se os Estados Unidos quiserem uma e ameaçam colocar mísseis nucleares hipersônicos em navios ou submarinos perto das águas territoriais norte-americanas.

Se você segue meu trabalho regularmente, sabe que estou profundamente preocupado com um possível conflito futuro com a Rússia. A maioria dos americanos presume que temos um arsenal nuclear estrategicamente poderoso e que a Rússia nunca ousaria tentar qualquer coisa, porque eles seriam levados ao esquecimento.

E uma vez isso foi verdade.

Mas desde o auge da primeira Guerra Fria, o tamanho do nosso arsenal nuclear estratégico diminuiu em aproximadamente 95%, e ainda estamos usando tecnologias desatualizadas das décadas de 1960 e 1970.

Enquanto isso, os russos vêm desenvolvendo novos sistemas de armas em antecipação a um conflito com os Estados Unidos, e Putin se vangloriou de algumas dessas novas armas há alguns dias ...

Putin detalhou sua advertência pela primeira vez, dizendo que a Rússia poderia implantar mísseis hipersônicos em navios e submarinos que poderiam se esconder fora das águas territoriais norte-americanas se Washington se movesse agora para implantar armas nucleares de alcance intermediário na Europa.

“Estamos falando de veículos de entrega naval: submarinos ou navios de superfície. E nós podemos colocá-los, dada a velocidade e alcance (dos nossos mísseis) ... em águas neutras. Além disso, eles não são estacionários, eles se movem e eles terão que encontrá-los ”, disse Putin, de acordo com a transcrição do Kremlin.

“Você trabalha: Mach 9 (a velocidade dos mísseis) e mais de 1.000 km (seu alcance).”

Os "submarinos de buracos negros" russos são tão incrivelmente silenciosos que nossos militares não conseguem rastreá-los. Algum dia, uma frota inteira deles poderia chegar às nossas costas e lançar um primeiro ataque devastador que começaria a eliminar alvos estratégicos dentro dos EUA em menos de cinco minutos.

E como a Rússia tem os sistemas anti-mísseis mais avançados do mundo, eles provavelmente poderiam lidar facilmente com qualquer míssil obsoleto que conseguíssemos atirar de volta neles.

A verdade é que os russos agora têm a vantagem estratégica, e a maioria dos americanos não tem ideia de que as coisas mudaram tão drasticamente.

Infelizmente, não há muitos de nós que estão soando o alarme sobre isso, e muito pouco está sendo feito para derrubar a balança a nosso favor.

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

Fomentando a próxima guerra e ela na Venezuela


    Chocante Intel: Está sendo alegado que as armas e munições estão sendo movidas para a próxima guerra na Venezuela


Michael Snyder
Economic Collapse

25 de fevereiro de 2019

Parece que a guerra na Venezuela pode começar no próximo mês, e não parece que inicialmente haverá muita oposição ao conflito nos Estados Unidos.

Há amplo apoio bipartidário para a “mudança de regime” na Venezuela entre democratas e republicanos, e a grande mídia está claramente disposta a seguir adiante. Donald Trump está agora cercado por conselheiros extremamente ansiosos que estão muito ansiosos para fazer algo sobre o presidente venezuelano Nicolas Maduro, e se Trump decidir puxar o gatilho, é provável que a grande maioria de seus apoiadores apóie totalmente a decisão. E neste momento a maioria das outras grandes nações ocidentais também está chamando Maduro para cair, mas Maduro insiste que ele não vai a lugar nenhum. Portanto, uma solução pacífica para esta crise parece estar fora de questão, e isso significa que a guerra quase certamente está chegando.

Este fim de semana foi o primeiro passo. Se a ajuda ocidental pudesse ser forçada através da fronteira, isso mostraria que Maduro estava perdendo o controle do país. Mas se Maduro fosse capaz de bloquear a ajuda que estava aparecendo, isso faria com que ele parecesse um líder que não se importa com seu pessoal para com aqueles no mundo ocidental, e relatos simpáticos da mídia ajudariam a angariar apoio à guerra. É claro que agora a maioria de nós já viu imagens da violência que aconteceu ao longo da fronteira no fim de semana, e muito sangue foi desnecessariamente derramado. O seguinte vem da Vox…

A partir de sexta-feira, confrontos violentos eclodiram em vários pontos ao longo da fronteira da Venezuela com a Colômbia, enquanto forças armadas do governo tentavam impedir o envio de ajuda para entrar no país. No final do sábado, pelo menos quatro pessoas teriam sido mortas ao longo dessa linha e ao longo da fronteira do país latino-americano com o Brasil; centenas mais ficaram feridas. Maduro insistiu que os suprimentos humanitários são desnecessários e passou o final de semana continuando a celebrar seu governo com seus partidários - mesmo quando os Estados Unidos e outros líderes internacionais pediram que ele renunciasse.

A CNN, a MSNBC e a Fox News vão filmar incessantemente os confrontos violentos no fim de semana, e isso vai criar apoio para qualquer ação que seja tomada.

Durante os anos Bush, a ação militar direta foi o modelo preferido, e vimos isso no Afeganistão e no Iraque. Durante os anos de Obama, armar a “resistência” e iniciar guerras civis foi o modelo preferido, e vimos isso na Síria e na Ucrânia.

Então, o que Trump decidirá finalmente fazer?

Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

Bem, os russos parecem acreditar que, neste caso, o modelo de Obama será seguido, e eles estão acusando os Estados Unidos de se prepararem para armar a oposição na Venezuela. Segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, os EUA já transportaram equipes de forças especiais e equipamentos militares “para mais perto do território venezuelano”…

Zakharova alegou que os EUA moveram forças especiais e equipamentos militares "para mais perto do território venezuelano" e estavam considerando a compra de armas em grande escala para armar a oposição.

Notando que passaram cinco anos desde a revolução ucraniana que derrubou um líder apoiado pela Rússia - que Moscou acusou os EUA de orquestrar - Zakharova disse que Washington está se preparando para mais mudanças de regime na Venezuela.

"Parece que em Washington não há nada para marcar o quinto aniversário do golpe de Estado na Ucrânia, então eles decidiram realizar um novo golpe de Estado", disse ela.

Ela também disse à imprensa que os EUA estão planejando transferir “um grande lote de armas e munições” de um país do Leste Europeu para aqueles que estão prontos para lutar contra o governo de Maduro na Venezuela…

“Temos provas de que as empresas dos EUA e seus aliados da Otan estão trabalhando na questão da aquisição de um grande lote de armas e munições em um país da Europa Oriental para sua posterior transferência para as forças de oposição venezuelanas”, disse ela durante o encontro.

Se essas alegações forem verdadeiras, os Estados Unidos estão prestes a transformar a Venezuela em uma zona de guerra horrível.

E Zakharova passou a dizer que "a carga" está prevista para chegar à Venezuela "no início de março" ...

"A carga deve chegar à Venezuela no início de março, em um país vizinho, em uma aeronave transportada por uma companhia de navegação internacional", disse ela.

Será possível que tudo o que os russos estão dizendo seja falso?

Certo.

Mas quando eles publicamente nos chamam para algo assim, eles geralmente têm seus patos seguidos. E se essas alegações forem verdadeiras e os russos conseguirem adquirir essa informação de alguma forma, isso representa uma falha de segurança impressionante para os militares dos EUA.

É claro que é improvável que uma guerra civil tenha sucesso em derrubar Maduro, e ainda é possível que o presidente Trump possa optar pela ação direta dos militares americanos.

De fato, parece que o auto-declarado "presidente em exercício" da Venezuela, Juan Guaido, poderia estar à beira de pedir formalmente aos militares americanos para ajudar na "libertação de nossa pátria" ...

A ameaça vem apenas Guaido anunciou que participaria de uma cúpula do Grupo Lima - uma reunião de 12 estados americanos que o reconheceram como líder "legítimo" da Venezuela.

Crucialmente, Guaido se encontrará com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, na cúpula onde ele “propôs formalmente à comunidade internacional que devemos manter abertas todas as opções para a libertação de nossa pátria, que está lutando e continuará lutando”, segundo para uma declaração no sábado à noite.

Se o Guaido solicitar oficialmente a intervenção militar dos EUA, será apenas porque os EUA já lhe garantiram que o conseguirão.

Nos últimos dias, o presidente Trump afirmou repetidamente que todas as opções são “abertas” quando se trata da Venezuela, e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, enfatizou a mesma coisa durante uma entrevista à Fox News no domingo…

Parece que as provocações deste fim de semana e o confronto de fronteira sobre a ajuda dos EUA à Venezuela foram apenas o começo. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, discutiu a perspectiva de uma ação militar contra Caracas no Fox News Sunday, dizendo que os dias do regime de Maduro estão "numerados" e que "todas as opções" estão na mesa para que isso aconteça.

Pompeo disse que os EUA vão "fazer as coisas que precisam ser feitas" e isso não vai parar até que "garanta" que "haja um futuro melhor para o povo da Venezuela", que inclui apoio continuado para os autoproclamados interinos. presidente, Juan Guaido.

Há algumas vozes à direita e algumas vozes à esquerda que estão falando contra a guerra na Venezuela, mas no momento o consenso esmagador em Washington é que a mudança de regime é necessária.

Escusado será dizer que, sempre que há um consenso esmagador sobre algo em Washington, geralmente é uma idéia muito, muito ruim.

Meus leitores regulares já sabem que eu acredito que os EUA não devem ser “a polícia do mundo” e que, se vamos pedir a jovens americanos que morram, isso deve ser por uma razão muito boa.

Substituir um líder socialista na Venezuela por um líder um pouco menos socialista não se qualifica.

Mas os ventos da guerra estão soprando em todo o mundo, e isso é algo que detalhei em meu recente artigo intitulado “'Guerras e rumores de guerras': EUA, Venezuela, Cuba, Rússia, Índia e Paquistão, todos se aproximam Conflito Militar ”.

Steve Quayle notou toda a conversa de guerra também, e em seu mais recente alerta ele chamou esses “tempos muito perigosos” ...

MUITAS ÁREAS DIFERENTES NO MUNDO PARECEM TER CHEGADO PARA O MODO WAR, NA ALETA DO INTERRUPTOR GLOBALISTA - MANTENHA SEUS OLHOS NA ESCALAÇÃO ENTRE O PAQUISTÃO E A ÍNDIA, BEM COMO A RÚSSIA VERSUS A UCRÂNIA. CONVERSA DE FÓRUM DE CUBA ESTANDO COLOCADA NA GUERRA FOOTING TAMBÉM. O PRESIDENTE PUTINOS DA IRMÃ, ESTÁ FORA DAS QUADRAS E O OCIDENTE ESTÁ PRONTO PARA INICIAR UM SÉRIE DE EVENTOS QUE ESCALA RAPIDAMENTE - USAR O AMANHÃ PARA A PARTIR DAS PREPARAÇÕES APENAS EM CASO! CORRER ATRAVÉS DE SUAS LISTAS - POUCO TEMPO BOM PARA CORRER ATRAVÉS DE SUA LISTA DE VERIFICAÇÃO - E OS CRISTÃOS REZAM E INTERCEDERAM AO SEU TODO TEMPO DE CORAÇÃO - MUITO PERIGOSO

Eu escrevi este artigo com um coração muito pesado. Eu tenho um sentimento muito ruim sobre o que vai acontecer, e gostaria de poder fazer algo para impedir isso.

A paz está sendo tirada da Terra, e o que vem a seguir vai chocar todos nós.

Fonte:

Com intenção de derrubar Maduro


EUA acumulam operações especiais em Porto Rico, exército na Colômbia para derrubar o Maduro - Conselho de Segurança da Rússia

    RT

    26 de fevereiro de 2019

    Ao enviar tropas e forças especiais para Porto Rico e Colômbia, Washington está se preparando para intervir na Venezuela e derrubar seu líder, disse o secretário do Conselho de Segurança da Rússia.

    Os EUA estão "se preparando para uma invasão militar" na Venezuela, disse Nikolai Patrushev à mídia russa na terça-feira.

    A transferência das unidades das forças especiais americanas para Porto Rico, o destacamento das unidades do Exército dos Estados Unidos para a Colômbia e outros fatos evidentemente mostram que o Pentágono está aprimorando suas forças armadas na região para usá-lo em destituir… Presidente [Nicolas] Maduro.

    "O povo da Venezuela entende isso claramente", disse Patrushev, acrescentando que essa noção aumenta o apoio popular a Maduro e leva o governo a rejeitar a ajuda oferecida por "um Estado agressor".

    Maduro bloqueou a entrega de ajuda humanitária patrocinada pelo governo dos EUA, descartando a medida como um golpe de relações públicas e destacando temores de que Washington possa usá-la como uma oportunidade para contrabandear armas para o país.

    Isso levou a confrontos entre policiais e manifestantes do outro lado da fronteira com a Colômbia.

    Nos últimos meses, Washington aumentou a pressão sobre Caracas, enquanto apoiava abertamente o líder da oposição, Juan Guaido.

    O presidente Donald Trump confirmou que o uso do Exército dos EUA na Venezuela está entre as "opções" na mesa.

    Maduro acusou repetidamente os EUA de tramarem um golpe contra ele e encenaram exercícios militares que mostram a preparação do exército para defender a nação contra ameaças estrangeiras.

    Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

    Peça ajuda humanitária, presidente Zé de Abreu


    A Venezuela é aqui. No Brasil, a desigualdade cresce há 16 trimestres consecutivos, ou seja, desde que a presidente Dilma Rousseff foi derrubada sem crime de responsabilidade. O desemprego se mantém em alta e cresce em todas as capitais. E o que se vê no horizonte é ainda mais grave, com a perspectiva de que os idosos de hoje e de amanhã sejam jogados na miséria, com o fim das aposentadorias públicas.

    Se não bastasse a destruição econômica, o Brasil vive a mais profunda degradação ética e moral. A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, acusada de sequestrar uma criança indígena, discursa nas Nações Unidas e "se esquece" de citar o nome de Marielle Franco – aliás, quem matou Marielle e Anderson? O ministro da Educação, Vélez Rodriguez, aquele que chama brasileiros de ladrões e canibais, pede às escolas que filmem crianças recitando o slogan de Jair Boisonaro – heil, Hitler. E o inacreditável chanceler Ernesto Araújo sugere que se abra um corredor de passagem na Amazônia para que soldados americanos promovam a primeira guerra na América do Sul, em 150 anos.

    Tudo isso é absurdo e grotesco, mas a sociedade brasileira tem se mostrado incapaz de se levantar com as próprias pernas. Ela se mantém encurralada por meios de comunicação que ainda apoiam Jair Bolsonaro, justamente porque ele oferece uma cenoura ao capital: a promessa de que liquidará com as aposentadorias e com o que resta de estado de bem-estar social no Brasil.

    Diante disso, a melhor notícia do ano foi a decisão do ator José de Abreu de se autoproclamar presidente da República, assim como fez Juan Guaidó na Venezuela. Zé de Abreu já declarou que "nossa bandeira jamais será laranja" e prometeu acabar com aposentadorias e pensões especiais das mais variadas castas da sociedade – incluindo filhas casadas que fingem ser solteiras, como a Maitê Proença. Também prometeu indultar o ex-presidente Lula, que, em condições democráticas normais, hoje seria presidente da República. Afinal, o país que prende opositores para impedi-los de disputar eleições é o Brasil – não a Venezuela.

    Zé de Abreu, no entanto, não será capaz de libertar o Brasil da opressão, da burrice, da ignorância e do obscurantismo sem ajuda internacional. É urgente que os democratas de todas as partes do mundo o apoiem na construção de uma frente internacional de ajuda humanitária para que o Brasil volte a ser Brasil.

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/385108/Pe%C3%A7a-ajuda-humanit%C3%A1ria-presidente-Z%C3%A9-de-Abreu.htm

    segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

    Bolsonaro, aposentado aos 33 anos, quer nos obrigar a trabalhar até os 65


    Apesar de ter se apoiado nos avanços arbitrários da Lava-Jato para ser o candidato “anticorrupção e anticrime” nestas eleições, Bolsonaro venceu as urnas, mas para vencer a guerra da Reforma da Previdência, que Temer não conseguiu impor. O capitão é a caricatura ultrarreacionária e patética que os empresários, militares e juízes elegeram para atacar a aposentadoria dos trabalhadores e manter intocados os seus gordos privilégios e lucros.

    Redação

    sexta-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

    Sempre vale lembrar que as eleições de 2018 foram desviadas de cabo a rabo pelo judiciário, começando pela prisão arbitrária de Lula e posterior veto à sua candidatura. Controlaram o resultado dessas eleições, beneficiando Bolsonaro, que não abriu o bico sobre as reais intenções dessa parceria: aprovar a Reforma da Previdência para os capitalistas e os patrões aprofundarem a exploração e ganharem com isso.

    Anunciada a proposta no dia 20 desta semana, Bolsonaro já começa a escutar o rebuliço no seu próprio eleitorado. O ex-capitão, aposentado compulsoriamente por mal comportamento aos 33 anos de idade (15 anos de contribuição), é um exemplo de como seu discurso de “combate aos privilégios”, é mais uma de suas Fake News espalhadas no Whatsapp.

    A idade mínima que Bolsonaro está querendo impor a todos os trabalhadores é de 65 anos aos homens e 62 às mulheres. Não bastasse isso, na proposta agora terá um mecanismo que permitirá futuros governos ajustarem automaticamente essa idade, com base em dados que especulam sobre o tempo de “sobrevida” dos aposentados, sem lei.

    Mas os militares seguirão com as aposentadorias intocadas, e Bolsonaro seguirá gozando da sua aposentadoria de R$ 9.135 mensais, 63% acima do teto do INSS. A proposta de dar direito aos patrões demitirem sem multa e sem FGTS aposentados que precisem continuar trabalhando não vai tocar essa “mamata”, conquistada após ter sido afastado do Exército por “mal comportamento”.

    Essa é a cara do patético ex-militar ultrarreacionário, especialista no fisiologismo do baixo escalão, de loteamento de cargos, vide o caso Queiroz. São quase uma dezena de ataques combinados nessa Reforma da Previdência, que já mostrou enorme rebuliço nos espaços de trabalho. Sinal de que Bolsonaro pode ter problemas em convencer seu eleitorado dessa proposta, o que mostra que o “equilíbrio” com a sua lua de mel poderá ter seu fim. O papel de cada trabalhador é muito importante nisso, pois se não conseguirmos a mais ampla aliança entre trabalhadores, junto às mulheres, negros, LGBTs, Indígenas, confluindo ações iniciadas em cada local de estudo, Bolsonaro terá a sua paz necessária para passar este ataque.

    O sindicato não pode mandar os funcionários ficarem em casa nesse contexto, como a CUT fez com as 3600 famílias demitidas pela Ford em São Bernardo. É preciso exigir que a CUT se levante da mesa, saia dos gabinetes de negociação com o governo de extrema direita e organize a mobilização contra o fechamento e em defesa do emprego. A CUT e a CTB precisam, assim como as demais centrais sindicais, construir um plano de lutas que unifique os trabalhadores contra a reforma da previdência, as demissões e os ataques em curso.

    Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Bolsonaro-aposentado-aos-33-anos-quer-nos-obrigar-a-trabalhar-ate-os-65?fbclid=IwAR3rZARZgSHeWFMQBTKE3NeaaodNZ4jTY2FrVYslKEWLk7CMISHOu5xACOY

    Análise: fracasso dos EUA em desestabilizar situação na Venezuela fortaleceu Maduro


    Nicolás Maduro, presidente da Venezuela


    © REUTERS / Miraflores Palace

    Américas

    07:50 25.02.2019(atualizado 09:38 25.02.2019) URL curta

    Tema:

    Crise política na Venezuela se agrava (159)

    35519

    Tentativas de transportar ajuda humanitária sem permissão do governo oficial da Venezuela causaram conflitos entre manifestantes e polícia na fronteira do país, levando Caracas a romper as relações diplomáticas com Colômbia. Um especialista explicou ao serviço russo da rádio Sputnik que mudanças significativas aconteceram na Venezuela.

    O decano da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia Russa de Economia e Serviço Público, Aleksandr Chichin, explicou ao serviço russo da rádio Sputnik que os EUA não conseguiram abalar a situação na Venezuela da forma que queriam.

    Segundo ele, o balanço de forças mudou em 23 de fevereiro, quando a operação com o comboio humanitário fracassou, pois agora Guaidó só pode usar as palavras dos políticos americanos dizendo que todas as opções estão em cima da mesa.

    "Mas todas as medidas diplomáticas já foram tomadas, e a única coisa de que eles podem falar são os métodos de intervenção. Eles não conseguiram (…) usar essa ajuda humanitária como instrumento para abrir uma brecha na fronteira venezuelana… Claro que todos os venezuelanos que não são muito ricos agora estão ainda mais próximos de Maduro ", disse Aleksandr Chichin.


    O especialista considera que a pressão sobre a Venezuela continuará. No entanto, diz ele, Maduro agora obteve apoio total não apenas do exército, mas também do povo, e não aconteceu o colapso que se planejava criar na fronteira e usar como pretexto para a intervenção na Venezuela por forças treinadas em campos colombianos.

    "Maduro saiu dessa situação mais forte. Mas agora a perspectiva é perfeitamente óbvia. O país sobreviverá em condições de mobilização moral e política, com recursos econômicos muito escassos, e esse período pode ser bastante longo". Chichin observou que os Estados Unidos não estão conseguindo esmagar a Venezuela, à vista de todos, pois a capacidade de resistência de Maduro é bastante significativa.


    No dia 23 de fevereiro, Caracas rompeu as relações diplomáticas com Bogotá e deu 24 horas aos diplomatas colombianos para abandonarem o país. O agravamento das relações entre os dois países foi causado pela situação em torno das tentativas dos EUA de fazerem chegar ajuda humanitária da Colômbia à Venezuela sem o consentimento de Caracas.

    O presidente venezuelano Nicolás Maduro recusou-se a aceitar ajuda, considerando as entregas como manobra para derrubar seu governo, tendo em conta que Washington havia imposto sanções, bloqueado os ativos da estatal PDVSA e proibido as transações com esta empresa, privando a Venezuela de mais de 10 bilhões de dólares.

    Em janeiro, ocorreu na Venezuela uma onda de protestos contra o atual presidente Nicolás Maduro, reeleito em março passado. Em 23 de janeiro, o líder da oposição, Juan Guaidó, declarou-se presidente interino, tendo sido apoiado pelos EUA e vários outros países. Maduro recebeu apoio de tais países como a Rússia, México, China, Turquia, Indonésia e outros.

    Fonte: https://br.sputniknews.com/americas/2019022513382919-especialista-desestabilizar-situacao-venezuela-fortalecer-maduro/

    Mourão confronta vice de Trump e pede saída pacífica na Venezuela

     

    Marcos Corrêa/PR

    247 - "Sem aventuras", escreveu o vice-presidente Hamilton Mourão, que está na reunião do grupo de Lima, em Bogotá na Colômbia, para discutir a crise na Venezuela.

    Em sua página nas redes sociais, Mourão escreveu: "Vamos manter a linha de não intervenção, acreditando na pressão diplomática e econômica internacional para buscar uma solução pacífica".

    Enquanto Mourão defende uma não intervenção, o representante do governo norte-americano, o também vice dos EUA, Mike Pence, atacou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e manteve as ameaças de ingerência.

    Em pronunciamento durante a reunião, Mourão afirmou que o governo brasileiro considera ser possível encontrar uma solução "sem qualquer medida extrema", como defende o governo de Donald Trump.

    "O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema que nos confunda com aquelas nações que serão julgadas pela história como agressoras, invasoras e violadoras das soberanias nacionais", disse Mourão.

    Para o vice brasileiro, a comunidade internacional deve avaliar medidas como sanções contra o regime chavista por parte de organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), e também agências de aplicação de tratados internacionais, tribunais e bancos de fomento e investimentos.

    General Hamilton Mourão

    @GeneralMourao

    Vamos manter a linha de não intervenção, acreditando na pressão diplomática e econômica internacional para buscar uma solução pacífica. Sem aventuras. Condenamos o regime de Nicolas Maduro e estamos indignados com a violência contra a população venezuelana.

    5.679

    14:58 - 25 de fev de 2019

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/385047/Mour%C3%A3o-confronta-vice-de-Trump-e-pede-sa%C3%ADda-pac%C3%ADfica-na-Venezuela.htm

    A vitória de Maduro foi espetacular


    Por Gilberto Maringoni, do Jornalistas pela Democracia

    Guaidó não tem apoios internos. EUA cometem erro crasso de avaliação

    É PRECISO DIZER COM todas as letras: Nicolás Maduro obteve uma vitória incontestável e espetacular contra a tentativa de derrubá-lo através da entrada forçada de uma torta "ajuda humanitária", articulada pelo Departamento de Estado, com auxílio da Colômbia e do Brasil. Inquestionável e espetacular, não menos que isso.

    Os Estados Unidos demoraram a encontrar uma tática para retirar Maduro do poder que fosse palatável à opinião pública global. Quando Donald Trump declarou, na ONU em 26 de setembro do ano passado, que "Todas as opções estão na mesa, todas. As mais e menos fortes. E já sabem o que quero dizer com forte", estava se referindo a uma intervenção militar direta. Mariners e boinas verdes marchariam sobre Caracas.

    NÃO É FÁCIL, MESMO PARA UM IMPÉRIO, materializar uma ação desse tipo. É preciso um mínimo de consenso internacional, do suporte da maioria da opinião pública de seu país e de legitimidade dentro do país invadido. Os Estados Unidos já realizaram intervenções diretas na América Central, no Oriente Médio e na Ásia. Mas nunca na América do Sul.

    Aqui valeu sempre a terceirização de ações. Ou seja, alianças com o empresariado, as forças armadas, os meios de comunicação, a Igreja católica e parcelas da opinião pública. Foi o que se viu no Brasil (1964), no Chile (1973) e na Argentina (1976).

    Trump se animou ao ver a correlação de forças regional mudar em 2018, com a vitória dos direitistas Ivan Duque, na Colômbia (junho) e Jair Bolsonaro, no Brasil (outubro). Não se sabia como uma iniciativa "forte" seria recebida na sociedade venezuelana. Havia - e há - forte crise econômica e dificuldades materiais pesadas para a população pobre.

    AS INCERTEZAS QUANTO A APOIOS INTERNOS na Venezuela seriam assim compensados por uma sólida frente externa, que envolveria Sebastian Piñera (Chile) e Maurício Macri (Argentina). Havia dúvidas sobre a unanimidade na União Europeia, pela posição ainda equidistante de Portugal e Espanha, nos últimos meses do ano. Mas França, Inglaterra, Itália e Alemanha se somariam à articulação da Casa Branca, o que logo arrastou todo o Velho Mundo.

    As articulações dentro da Venezuela se voltaram para o poder unilateralmente anulado pela Constituinte convocada por Maduro, em junho de 2017. Trata-se da Assembleia Nacional (AN), que seria o ponto de apoio de todas as movimentações sediciosas.

    Em 11 de janeiro deste ano, dia seguinte à posse de Maduro, Juán Guaidó, até então um obscuro parlamentar em primeiro mandato que assumira a presidência do Legislativo, se dirigiu a um protesto em Caracas e chamou o sucessor de Chávez de "usurpador". Ato contínuo, convocou o Exército, o povo e a comunidade internacional a apoiar os esforços da AN para tirá-lo do poder. E se colocou à disposição para assumir interinamente a presidência do país.

    IMEDIATAMENTE, A MÍDIA INTERNACIONAL traçou perfis para lá de favoráveis de Guaidó, que seria um líder moderno, carismático e democrático. O troféu babaovo ficou para um colunista da Folha de S. Paulo, que atentou para suas semelhanças gestuais com Barack Obama.

    Foi o que bastou para cerca de 50 países - a começar por Estados Unidos e Brasil - reconhecerem Guaidó como líder de um governo de facto. Construiu-se um empate catastrófico, uma dualidade de poderes que levou a Venezuela a um impasse aparentemente insolúvel. Guaidó chegou a designar embaixadores, receber verbas internacionais e passou a ser saudado como chefe de Estado.

    MADURO RECEBEU APOIOS quando China e Rússia - além de México, Uruguai, Bolívia e outros - literalmente trancaram a rota de uma unanimidade internacional (e no Conselho de Segurança da ONU, para onde a questão ameaçou ser levada). No início de fevereiro, o secretário-geral da Organização, António Guterres, afirmou ser Maduro o presidente legítimo do país.

    (Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

    O DEPARTAMENTO DE ESTADO deve ter percebido que o desenho de uma intervenção direta seria extremamente arriscado diante do quadro internacional. E projetou uma solução híbrida: reforçaria os dutos de dinheiro a Guaidó, convocaria as forças armadas do Brasil e da Colômbia a participarem do show midiático marcado para 23 de janeiro, quando toneladas e toneladas de "ajuda humanitária" entrariam por bem ou por mal na Venezuela, e açulou seus mais fiéis cães de guarda, Iván Duque e Jair Bolsonaro.

    Deu errado.

    O que falhou e como Maduro obteve sua vitória espetacular?

    Algumas hipóteses:

    1. JUAN GUAIDÓ MOSTROU-SE UMA FARSA. Nem mesmo o bulldozer midiático montado interna e externamente, destinado a projetá-lo como líder inconteste, conseguiu encobrir um fato. O jovem deputado representa quase ninguém. Nem nas grandes cidades e nem na fronteira houve manifestações de massa em apoio à "ajuda humanitária" ou ao suposto presidente. Guaidó falou sozinho;

    2. O ERRO DE CÁLCULO DOS ESTADOS UNIDOS - e de seus serviços de espionagem e inteligência - desmoraliza toda a oposição venezuelana e leva os governos de Duque e Bolsonaro a passarem um carão de dimensões planetárias. Ambos tornam-se atores nulos em qualquer mediação de gente grande no plano internacional.

    3. NO CASO BRASILEIRO, o bom senso do setor militar puxou o freio de mão nos delírios napoleônicos de Jair Bolsonaro - que definitivamente jamais soube o que é sombra de estratégia militar -, David Alcolumbre, Dias Tófolli e Ernesto Araújo. Esses, em reunião sábado relatada pelo Painel da FSP, defenderam quase uma nova invasão da Normandia. Hamilton Mourão, Augusto Heleno e Rodrigo Maia se colocaram contra até mesmo da presença de militares estadunidenses em solo brasileiro. Uma ação mais decidida teria de ser feita por terra, em meio a selva, e o risco de fiasco militar era enorme.

    4. POR MAIS INSUFICIÊNCIAS QUE NICOLÁS MADURO APRESENTE como liderança, ele conseguiu provar que a oposição é muito pior. Seu discurso sábado em praça pública, diante de dezenas de milhares de pessoas, foi realista e sem bravatas. Evitou atacar o Brasil e centrou fogo na Colômbia e nos EUA. Quer ajuda humanitária, mas de organismos multilaterais. O restante, pagará pelo que vier, em operações comerciais normais. E deu concretude ao que Chávez e ele próprio bradam há duas décadas: o Império quer mesmo invadir a Venezuela.

    5. O PRESIDENTE VENEZUELANO obteve algo raro: união nacional contra o inimigo externo. Destravou o impasse que já durava um mês. É bem provável que se convocar agora um referendo revogatório de seu mandato, será vitorioso com boa margem.

    6. A CRISE ECONÔMICA NÃO FOI VENCIDA. Há uma situação emergencial, em meio ao embargo econômico que rouba recursos legítimos do país. Mas as prateleiras dos mercados estão cheias de produtos iranianos, turcos e russos. A perspectiva de superação mostra-se difícil, mas - pelos relatos de quem está em Caracas - não há um clima de desespero geral na capital, como alardeado até semanas atrás. O principal sinal é que cessaram as coberturas da mídia corporativa sobre busca insanas da população por mercadorias, a começar por papel higiênico.

    7. COMO DIRIA HUGO CHÁVEZ, há uma vitória a ser comemorada, "por enquanto".

    Um ponto a mais deve ser levantado. Tirando a vitória de Manuel López Obrador, no México em julho passado, a esquerda latinoamericana não tinha boa notícia assim há anos.

    Não é pouca coisa, gente...

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/gilbertomaringoni/384997/A-vit%C3%B3ria-de-Maduro-foi-espetacular.htm

    domingo, 24 de fevereiro de 2019

    A Venezuela e o triste papel que estamos fazendo neste conflito

    Humberto: falta verba para a Previdência, mas não para comprar votos


    Waldemir Barreto - Agência Senado

    247 - O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou o governo Jair Bolsonaro, que pretende liberar emendas parlamentares no valor de R$ 1,8 bilhão para eles aprovarem a Reforma da Previdência. A cifra foi divulgada pelo jornal O Globo.

    "Para aprovar a Reforma da Previdência, governo já fala em destinar cerca de R$ 1,8 bilhão para atender as demandas dos parlamentares. No governo Bolsonaro, falta dinheiro para a Previdência, para Educação, para a Saúde...mas para comprar votos não", criticou o parlamentar no Twitter.

    A proposta enviado por Bolsonaro à Câmara prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem, além da contribuição de 40 anos para o direito a 100% do benefício.

    O projeto implementa o chamado regime de capitalização, em que o trabalhador abre uma conta individual e faz uma espécie de poupança para se aposentar no futuro.

    O governo também fixou a idade de 70 anos para idosos receberem o Benefício de Prestação Continuidade (BPC). Atualmente a idade é de 65 anos. O valor será de R$ 400, abaixo do salário mínimo vigente no Brasil.

    Para aprovar a Reforma da Previdência, governo já fala em destinar cerca de R$ 1,8 bilhão para atender as demandas dos parlamentares. No governo Bolsonaro, falta dinheiro para a Previdência, para Educação, para a Saúde...mas para comprar votos não.https://t.co/jOINRvmwLS

    — Humberto Costa (@senadorhumberto) 24 de fevereiro de 2019

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/nordeste/384946/Humberto-falta-verba-para-a-Previd%C3%AAncia-mas-n%C3%A3o-para-comprar-votos.htm

    Os fantasmas que podem derrubar Bolsonaro



    Gustavo Bebianno em novembro de 2018. © José Cruz (Agência Brasil ) Gustavo Bebianno em novembro de 2018.

    Começam a se perguntar no exterior quem manda no Brasil e quanto durará o presidente Bolsonaro. A resposta poderia ser: governam muitos e ninguém. É que o capitão reformado Jair Bolsonaro, de extrema direita, eleito com 57 milhões de votos, praticamente ainda não começou a governar. Há quem governe por ele ou contra ele. Quanto isso durará é algo que saberemos logo. Decidirá o Congresso, aprovando ou descartando suas grandes reforma, da Previdenciária à da luta contra a violência. Se naufragarem, o Governo acaba. E o Brasil vai à bancarrota. Se bem sucedido, o Governo segue o seu destino pelos próximos quatro anos.

    Tudo isso porque o sangrento atentado que sofreu durante a campanha e que o afastou do poder fez que o novo presidente chegasse tarde ao Planalto. São muitos os que já haviam se apropriado do governo. Ao mesmo tempo, Bolsonaro se vê açoitado por uma manada de fantasmas que não lhe dão sossego. Fantasmas que foram, alguns deles, crescendo no seio de sua própria família.

    O que levou o sociólogo Celso Rocha de Barros, da Universidade de Oxford, a prognosticar na Folha de S.Paulo que, se não forem diluídos esses fantasmas que criaram “um cenário de inferno”, a presidência de Bolsonaro “poderia não chegar nem ao Carnaval”. Até quando o Brasil poderá continuar aparentemente sem leme e sem saber ao certo quem está tomando decisões à sombra? Manda o presidente ou mandam seus filhos? Mandam os militares que ele levou para o Governo?

    Carlos Bolsonaro, filho do meio entre os três herdeiros do presidente do primeiro casamento — todos os três com mandato popular —, já tinha insinuado que quem deseja a morte física ou política de seu pai não são somente seus inimigos, mas também pessoas próximas a ele. Pensou-se em seu vice, o general Hamilton Mourão, que na verdade está virando o eixo da balança e o apagador de incêndios, e que não pode ser demitido porque foi sacramentado nas urnas junto com o presidente. Se no passado os vice-presidentes eram jarras de enfeite no poder, desta vez o vice aparece como quem toma decisões, desfaz confusões e aconselha prudência. Assim, começa a angariar a simpatia popular. Afinal de contas, num Governo com quase 50 militares, o vice é um general, e o presidente um capitão que, além disso, foi afastado do Exército, ainda jovem, por indisciplina.

    Manda, aparentemente à sombra, o vice-presidente. Mandam os dois ministros mais importantes, o da Economia, Paulo Guedes, e o da Justiça, Sergio Moro. Ambos deveriam representar o símbolo da revolução bolsonarista, o relançamento da economia em chave liberal e a luta contra a corrupção política para deixar a velha política para trás. Hoje, entretanto, poderiam acabar também eles arrolados pelos fantasmas do presidente.

    Mandam, embora por enquanto apenas à sombra, todos os outros militares dos quais Bolsonaro quis se cercar como proteção. Eles são a grande incógnita. Entraram na política por caminhos democráticos, sem golpes, mas são sempre militares, para quem a disciplina faz parte de sua idiossincrasia. Não permitirão que as coisas saiam de seu caminho. São a esperança para uns, e o temor de outros. Eles detestam as máfias. E manda também o clã familiar dos três filhos do presidente. Mandam tanto que essa intromissão deles nos momentos mais críticos da nova presidência é um dos temas mais analisados e que mais preocupação despertam no mundo político atual.

    Alguns fantasmas com nomes e sobrenomes perseguem hoje Bolsonaro e colocam sua presidência em perigo. Eles formam uma rede que Fernando Gabeira descreveu como sendo de “rivalidades, tramas e ciúmes”. E poderiam acrescentar-se também traição e vinganças, ao estilo das máfias passadas e recentes.

    Entre esses fantasmas estão o assassinato, ainda sem autores oficiais, de Marielle Franco, vereadora do Rio, ativista dos direitos humanos, negra, feminista, favelada e com futuro político. Adriano Magalhães, ex-policial procurado e desaparecido por possivelmente estar envolvido na morte de Marielle, teve a sua mãe e sua esposa trabalhando no gabinete do então deputado e hoje senador Flavio Bolsonaro, o filho mais velho do presidente, que inclusive o condecorou.

    Há também o fantasma de outro ex-policial, Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flavio e amigo de longa data de Jair Bolsonaro, que teve uma movimentação milionária flagrada pelo COAF,  e a quem a polícia não consegue interrogar. Queiroz é também um velho amigo de Magalhães.

    E há o misterioso autor do atentado contra Bolsonaro, que em plena campanha eleitoral atravessou seu ventre com uma faca e o colocou à beira da morte, Adélio Bispo de Oliveira, sobre cuja identidade e passado pairam um grande mistério, assim como sobre os famosos advogados que o defendem sem que se saiba quem os paga. Tudo é tão misterioso que há até quem afirme ainda hoje que não houve atentado nenhum, nem agressor, nem faca. Seria tudo uma montagem para vitimizar o candidato.

    E agora somou-se a esses fantasmas o último e mais misterioso, o de seu agora ex-ministro da Secretária da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que havia sido o personagem-chave da eleição de Bolsonaro e seu advogado pessoal, e que preside o partido que o acolheu como candidato, o PSL. Acusado de corrupção e possível detentor de muitos segredos sobre Bolsonaro e sua família, Bebianno foi praticamente demitido através das redes pelo filho político mais novo de Bolsonaro, o vereador Carlos, que o acusou de mentir, criando a primeira crise real do novo Governo. Nesta segunda, o porta-voz do Governo Bolsonaro, Otávio de Rego Barros, confirmou sua exoneração, decidida por razão de “foro íntimo” do presidente, segundo Barros.

    Estamos desta vez frente ao pior dos fantasmas que podiam aparecer no cenário do novo presidente. As mensagens enigmáticas enviadas pela imprensa e pelas redes sociais por parte de Bebianno, o novo fantasma de Bolsonaro, lembram as ordens das velhas máfias, com suas advertências, avisos e ameaças. Porque há traições que em algumas esferas não são permitidas e acabam sendo duramente castigadas.

    Como correspondente na Itália deste jornal, pude ter, em Palermo, capital da Sicília, uma longa conversa com o então juiz-estrela do combate à máfia, Giovanni Falcone, que tinha levado à prisão e julgamento quase 400 membros da temível organização criminal siciliana. Foi um processo que estremeceu a Itália. O juiz vivia blindado. A porta de seu escritório só podia ser aberta por dentro por ele mesmo. Contou-me como a máfia trabalhava, com seus ritos sumários. Quando saímos da entrevista, descemos pelas amplas escadas com quatro policiais de cada lado com as pistolas à mostra. Na rua, esperavam-no seis carros pretos, todos iguais, com as sirenes ligadas. Antes de entrar num deles, aleatoriamente, disse-me ao se despedir: “Tudo isto não serve para nada. Quando quiserem me matar me matarão”. Foi o que aconteceu quando havia deixado de ser juiz para ir trabalhar no Ministério da Justiça, a fim de contribuir para alterar a legislação penal contra os mafiosos e contra a corrupção política. Fizeram voar pelos ares o carro que num fim de semana levava o ex-juiz e sua esposa do aeroporto de Palermo para sua casa.

    Mas por que eu quis recordar esse caso jornalístico? Porque o que começa a se refletir na nova era política no Brasil às vezes se parece muito com o que ocorreu na Itália, depois que a máfia governava junto com o poder político e até decidia nas urnas. Foi quando a operação Mani Pulite, a Lava Jato da época, acabou com a velha política e levou o líder socialista e ex-premiê Bettino Craxi ao exílio, sendo sucedido por Silvio Berlusconi, empresário liberal e conservador, também ele acusado de corrupção.

    E hoje? A Itália, com a esquerda encurralada, faz parte desse espasmo da extrema direita autoritária europeia que começa a preocupar quem continua apostando em governos democráticos empenhados na defesa das liberdades e dos diferentes, com ênfase nos novos pobres do mundo. O que não significa que só a esquerda seja capaz disso. Não o são, certamente, as máfias e seus jogos de fantasmas, os interesses ocultos, a política que não possa ser feita à luz do sol e que prospera por baixo do pano das pequenas ou grandes cumplicidades de tipo mafioso, das “rivalidades, tramas e ciúmes” que Gabeira critica. E também das possíveis traições e vinganças. Será possível governar assim?

    Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/politica/os-fantasmas-que-podem-derrubar-bolsonaro/ar-BBTM81I?li=AAggV10&ocid=NL_PTBR_A1_20190222_1_2

    Uma proposta indecente que vem de alguém indecente

    Idosos de baixa renda terão direito a R$ 400 aos 60 anos

    Proposta aumenta para 70 anos a idade mínima necessária para ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC)

    Por Da redação

    access_time 20 fev 2019, 15h43

    more_horiz

    Idosos aguardando na fila para o recadastramento de aposentados e pensionistas com mais de 90 anos, no posto de atendimento do INSS do bairro de Copacabana - 07/11/2003

    Idosos receberiam 400 reais mensalmente desde o 60 anos e somente após os 70 anos é que teriam direito a um salário mínimo (Guito Moreto/Agencia O Globo/Dedoc)

    O texto da nova reforma da Previdência apresentado nesta quarta-feira, 20, além de mexer nas aposentadorias, trouxe alterações na assistência social. O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos de baixa renda será de 400 reais a idosos entre os 60 e 69 anos.

    Caso consiga se aposentar aos 65 anos, a pessoa deixa de receber o benefício. Se não conseguir a aposentadoria, esse idoso passa a receber o salário mínimo (hoje em 998 reais) após os 70 anos. Para quem possui deficiência as regras ficaram inalteradas.

    Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/idosos-de-baixa-renda-terao-direito-a-r-400-aos-60-anos/?fbclid=IwAR118oXKqPaJ4VxJURCUoU82fEhMepY26RTOBp1hcxCSu1wMENHdAhrw6A4

    sábado, 23 de fevereiro de 2019

    Como os EUA transformaram a Venezuela em um barril de pólvora


    Esq.: Marco Bello - Reuters / Dir.: Carlos Garcia - Reuters

    Brasil de Fato - O autoproclamado “presidente interino” da Venezuela, Juan Guaidó anunciou que o país será invadido à força neste sábado (22) para viabilizar a entrega de “ajuda humanitária” à população.

    O Brasil de Fato preparou uma linha do tempo de 2019 para mostrar como os Estados Unidos passaram a influenciar nos rumos internos na Venezuela, incentivando conflitos, aprofundando a crise e articulando países ao seu redor para derrubar o presidente eleito Nicolás Maduro.

    Contexto

    Herdeiro político do ex-presidente Hugo Chávez, Maduro chegou ao poder em meio à comoção pela morte do líder que, além de impulsionar a chamada Revolução Bolivariana, colocou o país petroleiro no mapa geopolítico mundial. A ausência de Chávez, no entanto, fortaleceu a oposição, que não deu trégua ao governo Maduro, primeiro não reconhecendo sua vitória, passando por tentativas de tirá-lo do poder por meio de referendo ou promovendo boicotes e protestos.

    Petróleo

    Com mais de 2,9 bilhões de barris por ano, os EUA são os maiores importadores de petróleo do mundo. Cerca de 500 milhões de barris vêm da Venezuela, cujas reservas são dez vezes maiores que as estadunidenses.

    O país latino-americano é considerado estratégico, do ponto de vista logístico, porque o custo de importação é inferior àquele importado do Golfo Pérsico, por exemplo, com tempo reduzido entre a produção e a entrega.

    Na Venezuela, o Estado controla a produção, a distribuição e o destino da renda do petróleo, e é visto como um impedimento à dominação econômica e política dos EUA no continente

    Confira a linha do tempo das tensões que se acirraram em 2019:

    4 de janeiro

    Grupo de Lima, que reúne 14 países, emite comunicado afirmando que não iria reconheceria novo mandato do presidente chavista Nicolás Maduro, eleito no dia 20 de maio para o período 2019-2025.

    5 de janeiro

    A Assembleia Nacional, com seus poderes suspensos pela Justiça, por desacato a uma decisão judicial, após dar posse a três deputados de oposição acusados de crimes eleitorais, escolhe nova mesa diretiva e indica o deputado Juan Guaidó para a presidência. Em consonância com o Grupo de Lima, diz que há "uma ditadura" e não reconhecem a eleição de Maduro.

    10 janeiro

    Presidente Nicolás Maduro toma posse e faz juramento diante do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Constituição venezuelana estabelece que na ausência do Poder Legislativo o presidente eleito deve juramentar diante do TSJ. No dia da posse, uma multidão ocupa as ruas do centro de Caracas em apoio ao presidente Nicolás Maduro. Representantes da ONU e mais de 90 países participam da posse e reconhecem legitimidade de Nicolás Maduro.

    11 de janeiro

    Oposição realiza ato político, com pouca adesão da população — cerca de 300 pessoas, no município de Chacao, na grande Caracas. Neste dia o deputado Juan Guaidó disse pela primeira vez que tinha "legitimidade para assumir a presidência interina do país". Nesse mesmo dia o secretário da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, publica no Twitter uma saudação à Guaidó, como se já fosse presidente: "Saudamos a assunção de Guaidó, como presidente interino da Venezuela, conforme o artigo 233 da Constituição Política", escreveu Almagro.

    23 de janeiro em três atos:

    São realizadas duas grandes marchas em Caracas, da oposição e da situação, de magnitudes semelhantes. No centro da cidade, apoiadores de Maduro lotam as ruas. No município de Chacao opositores marcham contra o governo.

    Durante o ato dos partidos de oposição, Guaidó, se autoproclama presidente interino da Venezuela. O governo dos Estados Unidos reconhece imediatamente a autoridade de Guaidó. Em seguida, os países do grupo de Lima, com exceção do México, acompanham os EUA. O México reconhece a legitimidade do governo Maduro e advoga pela autodeterminação dos povos.

    Presidente Nicolás Maduro anuncia que Venezuela rompeu relações diplomáticas com os EUA estabelece prazo de 48 horas para o corpo diplomático deixar o país e chama de volta seus embaixadores. Primeiro o governo dos norte-americano afirma que não vai retirar os diplomatas porque já não reconhecem o governo Maduro, mas antes de encerrar o prazo a embaixada retira o corpo diplomático.

    24 de janeiro

    - Estados Unidos convoca reunião da Organização de Estados Americanos para discutir o tema Venezuela. Durante sessão da OEA, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anuncia ajuda humanitária de US$ 20 milhões de dólares. Nesse momento já haviam sido bloqueados US$ 23 bilhões de dólares do governo venezuelano no exterior, a pedido do governo dos Estados Unidos. 17 países apoiam pedido de diálogo defendido pelo governo de Nicolás Maduro. Outros 16 se mostram contrários ao governo Maduro e reconhecem Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, entre eles, 13 países do grupo de Lima.

    26 de janeiro

    A pedido dos EUA, Conselho de Segurança da ONU debate a situação na Venezuela. Como já havia ocorrido na OEA, também no Conselho de Segurança, a maioria dos países se mostram contrários a deposição do presidente Maduro e pedem diálogo. Não houve votação, mas de acordo como o pronunciamento, 20 países se mostraram favoráveis ao diálogo e a uma saída negociada e 17 países foram favoráveis à interferência estrangeira.

    4 de fevereiro

    A Venezuela começa um dos maiores treinamentos militares da história do país, com a participação de cerca de 2 milhões de militares e integrantes das brigadas bolivarianas, que são compostas por civis com treinamento militar, preparados para agir em situação de crise.

    Países europeus reconhecem Juan Guaidó como presidente interino, entre eles França, Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, Áustria, Holanda, Suécia, Polônia, Dinamarca, Bélgica e República Tcheca. No entanto, Itália e Grécia não reconhecem Guaidó.

    6 de fevereiro

    EUA acusa a Venezuela de bloquear a ponte internacional Las Tienditas, na fronteira com a Colômbia, para impedir entrada de "ajuda humanitária". Entretanto, a ponte não foi inaugurada e nunca foi usada.

    7 de fevereiro

    Países latino-americanos, caribenhos e europeus realizam reunião em Montevidéu, no Uruguai, para discutir uma saída pacífica para crise na Venezuela. Dessa reunião saem duas propostas. México, Uruguai, Bolívia e 14 países da Comunidade de Estados do Caribe (Caricom) criam o "Mecanismo de Montevidéu", um grupo que tem objetivo de proporcionar um diálogo entre oposição e governo venezuelano. Já os países da União Europeia criaram um "Grupo de Contato", que seria enviado a Caracas para negociar um possível adiantamento das eleições presidenciais.

    12 de fevereiro

    Juan Guaidó anuncia que partidos opositores ao governo de Maduro farão caravana de Caracas até a fronteira para fazer entrar a "ajuda humanitária" em território venezuelano.

    14 de fevereiro

    O empresário bilionário britânico, Richard Branson anuncia que fará um mega show no dia 22 de fevereiro, em Cúcuta, cidade colombiana, na fronteira com a Venezuela. Entre os artistas anunciados estão Miguel Bosé, Luis Fonsi, Maluma, Carlos Vives, Maná, Diego Torres, Peter Gabriel, Ricardo Montaner e Alejandro Sanz.

    18 de fevereiro

    Governo venezuelano informa que também serão realizados shows e eventos cultuais do lado venezuelano da fronteira também no dia 22.

    23 de fevereiro

    Data em que o autoproclamado "presidente interino" da Venezuela, Juan Guaidó, anuncia que o país será invadido à força para viabilizar a entrega de "ajuda humanitária" à população.

    *Com informações de Fania Rodrigues

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/384859/Como-os-EUA-transformaram-a-Venezuela-em-um-barril-de-p%C3%B3lvora.htm

    Nicolás Maduro sai vencedor no ‘Dia D’


    Carlos Herrera - Sputnik

    247 - No dia (23/02) em que os Estados Unidos, com apoio do Brasil e da Colômbia, tentaram iniciar a intervenção na Venezuela com a chamada ajuda humanitária, o presidente Nicolás Maduro saiu vencedor deste duelo contra o imperialismo americano, que tentam explorar o petróleo do país sul-americano e frear a influência de países como China e Rússia no continente.

    Caminhões enviados pelos Estados Unidos não conseguiram cruzar a fronteira. Tanto no caso da fronteira com a Colômbia tanto na fronteira com o Brasil. No lado colombiano dois veículos foram incendiados. Do lado brasileiro caminhões ficaram parados e depois foram movidos para um local afastado da divisa entre os dois países.

    Os EUA são os maiores importadores de petróleo do mundo. São cerca de 2,9 bilhões de barris por ano. Algo em torno de 500 milhões de barris são provenientes da Venezuela, país considerado estratégico do ponto de vista logístico - custo de importação é menor do que o importado do Golfo Pérsico, no Oriente.

    A frustração da direita acontece às vésperas de um encontro do presidente dos EUA, Donald Trump, com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, no Vietnã, sobre a desnuclearização da península coreana. O tema da agenda deve mudar por causa dos desdobramentos nada favoráveis à maior potência econômica mundial.

    Resta saber se os EUA e o Brasil continuarão optando por uma zona de conflito ou respeitarão um princípio constitucional chamado soberania nacional.

    Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/384885/Nicol%C3%A1s-Maduro-sai-vencedor-no-%E2%80%98Dia-D%E2%80%99.htm

    sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

    Cheques de Flávio Bolsonaro eram assinados por irmã de milicianos, diz revista


    O filho mais velho de Jair Bolsonaro, então deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, concede entrevista aos jornalistas em frente ao Hospital Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.

    Tânia Rêgo / Agência Brasil

    Irmã de dois milicianos presos pelas autoridades do Rio de Janeiro, Valdenice de Oliveira Meliga tinha uma procuração do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, para pagar despesas de campanha, segundo informações publicadas pela revista IstoÉ.

    De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira, Valdenice é irmã de Alan e Alex Rodrigues Oliveira, detidos em uma operação intitulada Quarto Elemento, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

    Candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), vota no Rio de Janeiro junto ao seu filho Flávio, em 7 de outubro de 2018

    © AP Photo / Silvia Izquierdo

    Caso Queiroz: Bolsonaro ganhará se agir como Abraão e 'sacrificar filho', avalia especialista

    A IstoÉ obteve dois cheques – um de R$ 3,5 mil e outro no valor de R$ 5 mil – assinados por Valdenice, que possuía uma procuração de Flávio Bolsonaro para participar do "laranjal" do PSL, partido do senador e do presidente da República, no estado do Rio de Janeiro – já há denúncias de esquemas em Minas Gerais e Pernambuco.

    A reportagem aponta que Valdenice seria o elo da conexão de Flávio Bolsonaro com as milícias fluminenses, suspeita que já paira por homenagens prestadas pelo hoje senador quando era deputado estadual do Rio a policiais e ex-policiais, hoje investigados ou presos por serem identificados como milicianos.

    A revista expôs que o cheque de R$ 5 mil assinado por ela foi direcionado à empresa Alê Soluções e Eventos Ltda., que pertence a Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira. Esta, por sua vez, era funcionária do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), com um salário de R$ 5,1 mil, e durante a campanha foi tesoureira do PSL.

    Steve Bannon, exestratega jefe de la Casa Blanca

    © AP Photo / Andrew Harnik

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    A firma de Alessandra comandou a contabilidade de 42 campanhas eleitorais do PSL no Rio (20% do total). O fato mais alarmante levantado pela revista é que, assim, a mesma pessoa responsável por distribuir os recursos do PSL no Rio recebia parte dos recursos de volta, por meio da conta de sua empresa.

    Outro nome que aparece ligado ao senador é o do advogado Gustavo Botto, que administrava as contas dele e que atuou ao lado de Alessandra durante as eleições de 2018. Candidatas ouvidas pela IstoÉ informaram que só tiveram gastos com as empresas de Alessandra e Botto durante a campanha.

    Procurado pela revista, Flávio Bolsonaro não se pronunciou. O caso é apenas mais um que envolve o nome do parlamentar, que também é investigado pela Justiça do Rio no caso envolvendo o assessor Fabrício Queiroz, e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suas movimentações de compra e venda de imóveis no Rio.

    Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/2019022213368296-cheques-flavio-bolsonaro/

    Bebianno escreve cartas a conhecidos: 'se algo acontecer comigo, abram'


    247 - Com medo das ameaças que recebeu, o ex-ministro Gustavo Bebianno, demitido por Jair Bolsonaro na semana passada, escreveu cartas para duas pessoas com os nomes de quem estaria interessado em lhe causar algum mal, segundo a coluna Radar. "Se algo acontecer comigo, abram".

    No momento da crise, pouco antes de ser demitido, Bebianno teria recebido ameaças de morte por meio do WhatsApp e cogitou fazer a denúncia às autoridades, informou a jornalista Mônica Bergamo.

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/384792/Bebianno-escreve-cartas-a-conhecidos-'se-algo-acontecer-comigo-abram'.htm

    Lula é candidato oficial ao Prêmio Nobel da Paz


    RICARDO STUCKERT

    247 - Depois de mais de 600 mil assinaturas pelo mundo todo e prol da sua candidatura o Prêmio Nobel da Paz, o ex-presidente Lula foi oficializado como pleiteante à deferência máxima da Academia Sueca. A jurista Carol Proner tuitou: "o ex-presidente Lula é oficialmente candidato ao prêmio Nobel da Paz. Na primeira fase da campanha, o ex-presidente conseguiu apoio de todas as categorias, incluindo chefes de Estados e ganhadores do prêmio em outras edições."

    Confira o Twitter de Carol Proner:

    carol proner @carolproner

    O ex-presidente Lula é oficialmente candidato ao prêmio Nobel da Paz. Na primeira fase da campanha, o ex-presidente conseguiu apoio de todas as categorias, incluindo chefes de Estados e ganhadores do prêmio em outras edições.

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/384715/Lula-%C3%A9-candidato-oficial-ao-Pr%C3%AAmio-Nobel-da-Paz.htm

    Venezuela posiciona mísseis S-300 na fronteira com o Brasil


    247 - Aumenta a tensão na fronteira entre o Brasil e a Venezuela na véspera do dia fixado pelos Estados Unidos para a entrada da suposta ajuda humanitária aos venezuelanos.

    Segundo informações do site DefesaNet, relacionado a assuntos militares, o governo do presidente Nicolás Maduro posicionou o Sistema de Mísseis de Defesa Aérea S-300VM próximo à fronteira com o Brasil, que foi fechada às 20 horas desta quinta-feira.

    Conforme o DefesaNet, a posição onde o sistema S-300 foi posicionado é a região do aeroporto de Santa Elena de Uairén, que fica a 11 km da cidade fronteiriça de Pacaraima.

    A Venezuela possui 3 Sistemas de Defesa Aérea S-300, que inclui lançadores, sistemas de radares e apoio. O sistema de Defesa Aéreo S-300VM é produzido pela empresa russa Antey-Almaz. Tem sido o maior sucesso de vendas no mercado internacional da indústria militar russa pós-Guerra Fria.

    A Venezuela adquiriu os S-300 durante o governo de Hugo Chávez. Junto incorporou o conceito de defesa aérea desenvolvido pelos russos desde a Guerra Fria. Trata-se de um sistema escalonado, que vai desde o menor nível com canhões até os mísseis para grande altitude.

    Nesta sexta-feira, 22, indígenas e militares venezuelanos teriam entrado em confronto na cidade de Kumarakapay. Segundo a agência Reuters, uma pessoa teria morrido e diversas ficaram feridas por tiros. A cidade fica a cerca de 70 km de Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil, que está fechada por ordem do presidente Nicolás Maduro (leia mais).

    Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/384791/Venezuela-posiciona-m%C3%ADsseis-S-300-na-fronteira-com-o-Brasil.htm