Páginas

sábado, 30 de setembro de 2023

Garimpo ilegal perde R$ 1 bilhão em máquinas com operações na Amazônia, diz Ibama

Lista inclui tratores, escavadeiras, balsas, dragas, aviões e helicópteros, além de motores, barcos, motos, caminhonetes e material de acampamento

Ibama faz operação na Amazônia
Ibama faz operação na Amazônia (Foto: Divulgação (Ibama))

✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 na comunidade 247 no WhatsApp e siga o canal do Brasil 247 no WhatsApp.

Gustavo Basso, Repórter Brasil - Cerca de R$ 1,1 bilhão em bens e maquinários foram apreendidos ou destruídos nas sete maiores operações contra o garimpo ilegal deflagradas em 2023, segundo cálculos do Ibama obtidos com exclusividade pela Repórter Brasil.

Desse total, mais de R$ 1 bilhão corresponde a equipamentos apreendidos, enquanto R$ 82 milhões se referem a peças efetivamente destruídas. A lista é vasta e inclui tratores, escavadeiras, balsas, dragas, aviões e helicópteros, além de motores, barcos, motos, caminhonetes e material de acampamento.

Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, o valor e a quantidade dos aparelhos encontrados contradizem a ideia de que o garimpo seria uma técnica artesanal de exploração mineral.

“Há frotas de equipamentos de transporte aéreo ou fluvial, motores hidráulicos, geradores de energia e toda uma infraestrutura associada que forma o contexto de planta industrial ou produtiva de valor considerável”, explica Schmitt.

“Quem botou esse R$ 1 bilhão lá?”, provoca o coordenador de pesquisas em mineração do MapBiomas, Pedro Walfir. Segundo ele, o investimento não é feito pelos garimpeiros em campo, mas sim por empresários que aportam recursos nessas estruturas.

“Quem tem milhões para investir em uma atividade como essa, que é rentável mesmo sendo descoberta, destruída e queimada, e que no ano seguinte está de volta funcionando?”, acrescenta.

A destruição de equipamentos utilizados em crimes ambientais é uma prerrogativa legal do Ibama. Os agentes do órgão podem recorrer a essa alternativa quando a remoção do maquinário não é possível ou quando o transporte pode gerar riscos aos fiscais ou à população.

Contudo, essa medida foi desestimulada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), principalmente pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles – cuja gestão ficou marcada por tentativas de afrouxar regras ambientais para “passar a boiada”, conforme ele mesmo afirmou em reunião ministerial em 2020.

A destruição de equipamentos também vem sendo questionada por leis estaduais, como em Roraima e Rondônia. Porém, os textos têm sido anulados quando analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Helicóptero de R$ 10 milhões - As sete principais operações antigarimpo deste ano – Cayaripellos, Xapiri, Harpia, Ferro e Fogo III, Joker III, Acupary e Inopinus Flora – atuaram no rio Madeira, na bacia do rio Tapajós e nas Terras Indígenas (TIs) Vale do Javari e Yanomami. Esta última, palco de um dos piores desastres sanitários e socioambientais da história recente do país.

Juntas, essas fiscalizações apreenderam ou destruíram 262 balsas e dragas, que revolvem o leito dos rios para filtrá-lo na busca por minério. Cada máquina custa, em média, R$ 2,8 milhões, segundo o relatório “Abrindo o livro caixa do garimpo”, lançado em junho pelo Instituto Escolhas. Nos últimos anos, a organização vem realizando diversos estudos sobre a cadeia de produção mineral.

Também foram apreendidos ou destruídos 29 aviões e 2 helicópteros. Ao menos 20 aeronaves eram do modelo Cessna 182 Skylane, cujo preço médio gira em torno de R$ 1 milhão. Já entre os helicópteros havia um Sikorsky S-76, modelo utilizado por Donald Trump e vendido em média por R$ 10 milhões.

A lista de bens apreendidos ou destruídos pelo Ibama inclui ainda 105 retroescavadeiras ou tratores de esteira, um equipamento central na expansão do garimpo em terra firme na última década. Essa máquina pode custar mais de R$ 1 milhão quando nova, segundo Suely Araújo, especialista em políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidenta do Ibama.

“O alto investimento não é da população local, que trabalha nos garimpos, mas vive em uma região muito pobre, com o mais baixo IDH do país e dependente de apoio governamental”, reforça Araújo.

Nas operações, também chamou atenção dos fiscais a quantidade de aparelhos de comunicação via satélite apreendida – especificamente o Starlink, fabricado por empresa do bilionário Elon Musk e usado em larga escala na Amazônia.

“Apreendemos mais de 30 antenas que fazem com que os garimpeiros tenham uma comunicação melhor do que os fiscais em campo”, diz Schmitt.

Triplica destruição de equipamentos - O levantamento do Ibama indica uma retomada das fiscalizações ambientais na Amazônia neste ano e um aumento do número de equipamentos destruídos, após recuo ao longo do governo Bolsonaro.

Considerando todas as operações do órgão federal – incluindo as realizadas contra garimpo ilegal, pesca ilegal, exploração ilegal de madeira, entre outras –, o órgão assinou 422 termos de destruição de janeiro a agosto deste ano. Isso é quase o triplo do ocorrido nos quatro anos anteriores, quando a média foi de 148 nos oito primeiros meses do ano. Cada termo pode incluir uma ou mais máquinas afetadas.

Schmitt, do Ibama, defende a legitimidade do órgão em destruir os equipamentos e diz que é uma forma de descapitalizar os suspeitos rapidamente. “Quando um infrator é confrontado com a perda imediata de seus bens, isso tem um efeito muito mais poderoso no seu comportamento do que a ameaça de uma multa futura”, compara.

Com relação às apreensões, foram lavrados 1.660 termos de janeiro a agosto deste ano. Durante o governo Bolsonaro, a média foi de 894 nos oito primeiros meses de cada ano.

Do artesanal ao industrial - Historicamente, a prática de garimpo é vista no país como uma atividade individual e de pequena escala. Por essa razão, houve um afrouxamento da legislação para facilitar a extração de minério por meio desse sistema, segundo o recente estudo do Instituto Escolhas.

Uma das medidas mais criticadas foi a implementação da “presunção de boa fé”, aprovada por lei em 2013. Derrubada pelo STF em abril deste ano, a medida era vista como um estímulo ao mercado ilegal. Agora, quem compra ouro ilegal não poderá alegar desconhecimento sobre a origem do minério e passará a ser responsabilizado judicialmente, mesmo alegando “boa fé” na transação.

“Toda essa construção de garantias legais e facilidades permitiu que as atividades garimpeiras se estruturassem e capitalizassem”, diz o relatório do Escolhas.

O documento estima investimentos vultosos para explorar uma lavra. Para iniciar as operações de uma balsa de garimpo, por exemplo, o desembolso médio em máquinas, equipamentos e infraestrutura é de R$ 3,3 milhões.

As balsas nos rios da Amazônia podem gerar uma receita mensal estimada de R$ 1,1 milhão, segundo o estudo, com lucro de R$ 632 mil por mês. Ou seja, em seis meses, é possível recuperar o investimento inicial – considerando balsas grandes, com 18 garimpeiros e produção média de 3,75 kg de ouro por mês.

Já para a abertura de um garimpo de ouro em terra firme – o mais comum na bacia do Tapajós –, o investimento é de R$ 1,3 milhão, com uma estimativa de receita mensal de R$ 930 mil. Com escavadeira própria, o lucro por mês chega a R$ 343 mil por equipamento, considerando uma operação com 18 garimpeiros e produção mensal de 3 kg de ouro.

Graças às escavadeiras, popularizadas na última década, áreas antes garimpadas em um mês passaram a ser abertas em apenas uma semana, segundo o relatório do Escolhas.

A partir daí, a expansão dos garimpos foi rápida. Entre 2012 e 2022, a área total dos garimpos mais que dobrou, passando de 107 mil hectares para 263 mil ha, segundo estudo publicado este mês pelo MapBiomas. Desde 2020, a área de garimpos é maior que a da mineração industrial no país. Esta última é executada por grandes empresas e tem uma legislação mais rígida.

O avanço dos garimpos foi mais intenso sobre territórios indígenas e unidades de conservação. De 2018 a 2022, a área de garimpo ilegal nas TIs cresceu 265%, enquanto a área garimpada em áreas protegidas foi 190% maior.

A expansão do garimpo ilegal e o enfraquecimento da fiscalização nos últimos anos coincidiu com a maior presença do narcotráfico na Amazônia, afirma Roberto Magno, pesquisador do Laboratório de Geografia, Violência e Crime da Universidade Estadual do Pará (UEPA). Ao compartilhar aeronaves, pilotos e pistas de pouso, o tráfico de drogas e a exploração ilegal de ouro deram impulso aos chamados “narcogarimpos”, tema de investigação da Repórter Brasil.

“Nos últimos quatro anos houve um descontrole total dos órgãos de fiscalização na região”, avalia o pesquisador. “Nessa história de passar a boiada pela Amazônia, não passou só boiada, mas passou o PCC (Primeiro Comando da Capital, facção criminosa paulista), passou cocaína, passou skunk colombiano”, completa.

Apesar da retomada das ações contra o garimpo ilegal, a reestruturação do Estado na Amazônia será um processo lento, avalia o pesquisador Magno, da UEPA, pois os recursos de fiscalização são limitados frente a uma indústria bilionária.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/garimpo-ilegal-perde-r-1-bilhao-em-maquinas-com-operacoes-na-amazonia-diz-ibama

 

sexta-feira, 29 de setembro de 2023

"Lula quitou as parcelas do Minha Casa, Minha Vida para quem recebe Bolsa Família ou BPC", comemora Pimenta

 

"Isso significa que milhões de brasileiros e brasileiras que têm contrato no Minha Casa, Minha Vida vão ser beneficiados com casa própria gratuita", afirmou o ministro da Secom

Paulo Pimenta e presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Paulo Pimenta e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Agência Brasil )

247 - O ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, classificou como "momento histórico para a luta por moradia no Brasil" o anúncio do governo federal que isenta beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) de pagar as prestações de imóveis adquiridos por esses beneficiários no programa Minha Casa Minha Vida.

"Presidente @LulaOficial quitou as parcelas do Minha Casa, Minha Vida para quem recebe Bolsa Família ou BPC. Isso significa que milhões de brasileiros e brasileiras que têm contrato no Minha Casa, Minha Vida vão ser beneficiados com casa própria gratuita. Essa conquista tem nome: Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou o ministro Paulo Pimenta pelas redes sociais.

Essa isenção se aplica aos contratos realizados nas modalidades subsidiadas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) e do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). A portaria do Ministério das Cidades, que também define os limites de renda e participação financeira dos beneficiários, traz outras mudanças significativas, segundo reportagem do g1.

Além da isenção de pagamento para alguns beneficiários, a portaria também traz outras alterações no programa. Ela reduz o número de prestações para quitação do contrato, passando de 120 para 60 meses, nas unidades contratadas pelo Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU). Também estabelece a redução da parcela paga pelos beneficiários nos contratos do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), de 4% para 1%.

A portaria fixa valores máximos que cada família pode pagar nas prestações dos imóveis adquiridos no MCMV nas modalidades subsidiadas com recursos do FAR, do FDS e do PNHR, de acordo com a renda familiar. Por exemplo, para famílias com renda bruta familiar de até R$ 1.320, a prestação mensal deverá ser de 10% da renda familiar, com o valor mínimo de R$ 80,00. Para famílias com renda entre R$ 1.320,01 e R$ 4.400, a prestação mensal deve ser de 15% da renda familiar, descontando R$ 66,00 do valor. Em caso de atraso no pagamento das prestações, será aplicada uma taxa de juro de 1% ao mês.

A Caixa Econômica Federal, a instituição financeira responsável pelos contratos do programa, agora tem um prazo de 30 dias para regulamentar essas novas regras e colocá-las em prática. Após esse período, os contratos já firmados e que se enquadrem nas regras da isenção terão as cobranças suspensas, conforme informou o Ministério das Cidades. Essas mudanças buscam tornar o programa mais acessível e eficaz para as famílias de baixa renda, contribuindo para a redução do déficit habitacional e o acesso a moradias dignas.

 

Este é um momento histórico para a luta por moradia no Brasil. Presidente @LulaOficial quitou as parcelas do Minha Casa, Minha Vida para quem recebe Bolsa Família ou BPC. Isso significa que milhões de brasileiros e brasileiras que têm contrato no Minha Casa, Minha Vida vão ser… Mostrar maisImagem

2,6 mil

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-quitou-as-parcelas-do-minha-casa-minha-vida-para-quem-recebe-bolsa-familia-ou-bpc-comemora-pimenta

Desenrola transforma R$ 151 bilhões em dívidas em apenas R$ 25 bilhões, diz Haddad

 

Ministro da Fazenda disse ainda que o impacto econômico do programa de renegociação de dívidas pode levar a um quarto trimestre melhor que o esperado na economia

Fernando Haddad
Fernando Haddad (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (29) que o desconto médio obtido pelas pessoas endividadas que renegociaram seus débitos por meio do programa Desenrola, do governo federal, foi de 83% e classificou a iniciativa como "um enorme sucesso". Em entrevista coletiva no prédio do Ministério da Fazenda em São Paulo, Haddad disse que um volume de 151 bilhões de reais em dívidas se transformou em débitos de 25 bilhões de reais após os descontos e que o programa pode beneficiar até 32 milhões de pessoas.

“Com os descontos apurados, chegamos a um total de 83% de desconto médio. O programa pode ser considerado um enorme sucesso. Não esperávamos este resultado. R$ 151 bilhões se transformaram em R$ 25 bilhões”, disse. O ministro disse ainda que o impacto econômico do programa de renegociação de dívidas pode levar a um quarto trimestre melhor que o esperado na economia.

A equipe econômica conta com a votação da MP do Desenrola no Congresso na próxima semana, já que o programa entra agora na segunda fase, e a medida, se não for aprovada, perderá sua validade antes do término do programa.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/desenrola-transforma-r-151-bilhoes-em-dividas-em-apenas-r-25-bilhoes-diz-haddad

Desemprego no Brasil recua a 7,8% e atinge menor nível desde fevereiro de 2015

Taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,8% nos três meses até agosto, menor índice desde fevereiro de 2015, quando foi de 7,5%

Da esq. para a dir. no círculo: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Da esq. para a dir. no círculo: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: ABR)

Infomoney - A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,8% nos três meses até agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29).

O consenso de analistas ouvidos pela Refinitiv projetava uma taxa de 7,8% em agosto, ficando assim em linha com o esperado.

O número mostrou uma queda de 0,5 ponto percentual (p.p) em relação ao trimestre anterior, de março a maio de 2023.

Esse é o menor índice desde fevereiro de 2015, quando foi de 7,5%. Na comparação com o mesmo período de 2022, a taxa de desocupação caiu 1,1 p.p.

O contingente de pessoas desocupadas foi de 8,4 milhões no trimestre encerrado em agosto de 2023, o menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015, quando foi de 8,5 milhões.

Esse número significa um recuo de 5,9% na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2023, o que significa que havia menos 528 mil pessoas desocupadas no país. No confronto anual, a queda é ainda maior: 13,2%, ou menos 1,3 milhão de pessoas.

A queda na desocupação está diretamente influenciada pela alta de número de pessoas trabalhando, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílio. A população ocupada chegou a 99,7 milhões, um crescimento de 1,3% (ou 1,3 milhão de pessoas) no confronto contra o tri encerrado em maio.

Também um aumento, de 0,6% (mais 641 mil pessoas) na comparação contra o mesmo tri de 2022. Com isso, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57%. “Esse quadro favorável pelo lado da ocupação é o que permite a redução do número de pessoas que procuram trabalho”, arremata a pesquisadora.

Três grupamentos de atividades foram responsáveis pelo desempenho do mercado de trabalho no trimestre móvel terminado em agosto. A maior variação no confronto contra o tri encerrado em maio foi de Serviços domésticos, que teve alta de 2,9%, o que significa um incremento de mais 164 mil pessoas ocupadas.

Em seguida, o grupo de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com alta de 2,4% (ou mais 422 mil pessoas), principalmente na área da Saúde e da Educação pública. Fecha o trio as atividades de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, que registraram expansão de 2,3% (mais 275 mil pessoas) ocupadas. “No geral, houve resultado positivo também porque nenhum outro grupo registrou perda estatística de trabalhadores. Mas esses três grupamentos, em especial, contribuíram no processo de absorção de trabalhadores”, afirma Beringuy.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas aumentou 3,9% (199 mil pessoas) no trimestre e chegou a 5,3 milhões, queda de 17,3% (1,1 milhão) no ano. Já a população fora da força de trabalho foi de 66,8 milhões, queda de 0,5% ante o trimestre anterior (menos 347 mil pessoas) e aumento de 3,4% (mais 2,2 milhões) na comparação anual.

Fonte:  https://www.brasil247.com/economia/desemprego-no-brasil-recua-a-7-8-e-atinge-menor-nivel-desde-fevereiro-de-2015-k6ex6hwq

 

8/1: general alvo da PF é especialista em sabotagem e incitação à revolta

General da reserva Ridauto Lúcio Fernandes foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro

(Foto: Reprodução/Exército do Brasil)
 
247 - O general da reserva do Exército Ridauto Lúcio Fernandes, que nesta sexta-feira foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da 18ª fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada nesta sexta-feira (29) pela Polícia Federal (PF), aponta para a possível participação de integrantes das forças especiais do Exército nos atos terroristas do dia 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas e de extrema direita invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A análise dos fatos revela padrões incomuns que mostram uma ação ordenada por parte dos extremistas, como a derrubada estratégica de grades de proteção, seu uso como escadas para acessar o Congresso Nacional e a habilidade no enfrentamento ao gás da Polícia Militar do Distrito Federal, o que indica a possibilidade de uma ação planejada por profissionais.

Ridauto é um "kid preto", como são conhecidos os militares que fazem parte das forças especiais, tropa de elite do Exército, especializada em técnicas de sabotagem e de incitação à revolta e ao tumulto. Segundo o jornalista Leonardo Sakamoto, do UOL, ex-integrantes do núcleo duro do governo Jair Bolsonaro (PL) também integravam os “kids pretos”. >>> Nova fase da Operação Lesa Pátria tem como alvo general que foi diretor da Saúde na gestão Pazuello

“Também fazem parte dessa elite outros nomes importantes do governo Bolsonaro, como o tenente-coronel Mauro Cid (ex-faz-tudo de Jair), o general Luiz Eduardo Ramos (ex-ministro-chefe da Casa Civil), o general Eduardo Pazuello (ex-ministro da Saúde e hoje deputado federal), o coronel Élcio Franco (ex-secretário executivo da Saúde) e general Dutra (ex-chefe do Comando Militar do Planalto)”, destaca Sakamoto.

Ridauto Lúcio Fernandes é ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde e próximo do general Eduardo Pazuello. Ele foi nomeado para o cargo em julho de 2021 e exonerado no dia 31 de dezembro do ano passado, último dia do governo Bolsonaro.

De acordo com a coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, o general também trabalhou com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, no Comando de Operações Especiais do Exército, em Goiânia. Ridauto chegou a visitar Mauro Cid enquanto ele esteve preso em uma unidade militar em Brasília.

Em sua delação premiada à PF, Cid revelou que Bolsonaro discutiu a viabilidade de um golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diversas reuniões realizadas com os comandantes das Forças Armadas. 

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/8-1-general-alvo-da-pf-e-especialista-em-sabotagem-e-incitacao-a-revolta

 

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

CNI entrega ao governo mapeamento para melhorar acesso ao mercado externo

Da Agência CNI - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou ao governo brasileiro quatro publicações inéditas para fortalecer a agenda de acesso aos mercados internacionais. Em parceria com os setores industriais de alimentação, cosméticos, têxteis e brinquedos, a entidade mapeou as respectivas prioridades no enfrentamento dos desafios causados pela divergência regulatória no comércio internacional.

Os Mapas de Cooperação Regulatória Internacional da Indústria são o resultado do trabalho conjunto da CNI com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ).

Para a construção dos levantamentos, a indústria foi consultada sobre barreiras regulatórias e dificuldades de acesso a mercados. O presidente da CNI ressalta a importância desse tipo de mapeamento para fortalecer o posicionamento estratégico da indústria em assuntos regulatórios e para orientar a atuação do governo na mitigação dos impactos das divergências.

"As empresas brasileiras enfrentam um número crescente de desafios de acesso a mercados devido a divergências regulatórias e padrões a serem atendidos em terceiros países. Os mapas de prioridade de cooperação regulatória serão fundamentais para ajudar a conduzir essa aproximação de normas e contribuir com a integração internacional”, afirma Andrade.

O que é CRI? - A Cooperação regulatória internacional (CRI) é a interação entre governos, órgãos públicos, reguladores e setores privados de diferentes países, com objetivo de coordenar o conteúdo e a produção e aplicação de leis, regulamentos e procedimentos administrativos. A ferramenta promove o comércio internacional para eliminar ou reduzir as divergências regulatórias e facilitar o acesso a mercados.

Qual o impacto da divergência regulatória? - O impacto provocado pelas barreiras regulatórias tem causado cada vez mais dificuldades de acesso aos mercados, e boa parte desses desafios resulta da divergência entre padrões ou normas técnicas entre países. Além do custo relacionado à informação, a divergência regulatória no comércio internacional pode provocar o aumento do custo da exportação, já que as regras diferenciadas entre mercado exportador e importador podem envolver a exigência de outros certificados, testes ou adaptações de produtos e processos produtivos. 

Os benefícios para a Indústria:

  • Redução de custos, principalmente para o setor privado, beneficiando as exportações do país;
  • Incremento do conhecimento mútuo entre os parceiros comerciais sobre seus sistemas regulatórios e de normalização;
  • Maior confiança entre parceiros comerciais e aumento da transparência e previsibilidade, reduzindo incertezas para os exportadores;
  • Melhora na capacidade dos reguladores nacionais, proporcionada pelo compartilhamento de informações e conhecimento especializado entre órgãos e agências análogos; 
  • Aumento da segurança e da qualidade de produtos, quando ocorre adaptação a métodos de produção mais eficientes e atendimento a padrões mais adequados de segurança e sustentabilidade e de informações aos consumidores.

Quais as principais recomendações dos mapas?

Alimentos

Tema Prioritário: Rotulagem nutricional frontal

Bilateral

  • Realização de diálogos bilaterais governamentais com países da América Latina, especialmente Colômbia, Peru e Paraguai, para aproximação e melhor compreensão quanto às escolhas regulatórias.

Plurilateral/Multilateral

  • Mercosul: manutenção da participação coordenada entre governo brasileiro e setor privado nacional nas propostas de harmonização da rotulagem nutricional frontal.
  • Codex Alimentarius: participação coordenada entre governo brasileiro e setor privado nacional nas propostas de diretrizes gerais que estão sendo delineadas.

Cosméticos

Tema Prioritário: Regularização e monitoramento pós-mercado

Unilateral

  • Atuação do governo brasileiro e do setor privado de cosméticos na consolidação de um modelo de vigilância de mercado mais eficiente.

Bilateral

  • Realização de diálogos bilaterais governamentais com os países do Mercosul, da Comunidade Andina (CAN) e o Chile para melhor conhecimento das experiências dos países que usam o sistema de notificação sanitária obrigatória (NSO).
  • Proposição aos países do Mercosul de realizar acordos de reconhecimento mútuo (ARM).
  • Realização de negociações bilaterais com o Paraguai para realização de ARM.
  • Realização de diálogos com a Colômbia para melhor conhecimento da experiência de utilização do sistema NSO.

Plurilateral

  • Aproximação entre Mercosul, CAN e Aliança do Pacífico para melhor conhecimento dos sistemas de notificação e possibilidade de implantar um sistema de notificação birregional.

Têxteis

Tema Prioritário: Etiquetagem e indicação da composição de produtos têxteis

Bilateral

  • Promoção de diálogos bilaterais para aproximação e melhor compreensão quanto às escolhas regulatórias, com o suporte e participação do setor privado.
  • Proposição de ARM entre Inmetro e INTI para o alinhamento de procedimentos de testes, ensaios, certificações e inspeções, com base em padrões internacionalmente reconhecidos.

Plurilateral

  • Mercosul: aperfeiçoamento do Regulamento Técnico Sobre Etiquetagem de Produtos Têxteis, que pode evoluir para determinar claramente a etiquetagem como único meio de informação ao consumidor sobre a composição do produto.

Brinquedos

Tema Prioritário: Regulação de segurança de brinquedos

Bilateral

  • Promoção de diálogos bilaterais com a Argentina, para aproximação e melhor compreensão quanto às escolhas regulatórias, principalmente esclarecimentos sobre suposta diferença entre a regulação brasileira e a do Mercosul.
  • Proposição de ARM dos resultados de testes e ensaios.

Plurilateral

  • Mercosul: Participação ativa dos reguladores brasileiros, dos representantes privados e da ABRINQ para que sejam aprovadas normativas compatíveis com os interesses das empresas brasileiras e com as ambições de segurança dos reguladores nacionais.
  •  
  • Fonte:  https://www.brasil247.com/reindustrializacao/cni-entrega-ao-governo-mapeamento-para-melhorar-acesso-ao-mercado-externo

 

Bolsa Família: 64% das crianças atendidas em 2005 saíram da pobreza e não dependem mais do programa

Pesquisa aponta que apenas 20% dos dependentes que tinham entre 7 e 16 anos em 2005 continuaram no programa em 2019

Lula e cartão do Bolsa Família
Lula e cartão do Bolsa Família (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Jefferson Rudy/Agência Senado)

Rede Brasil Atual - Dos mais de 11 milhões de crianças e adolescentes de 7 a 16 anos que em 2005 eram beneficiários do programa Bolsa Família, ao menos 64% superaram a condição de vulnerabilidade socioeconômica 14 anos depois. E se tornaram adultos que, em 2019, não necessitavam mais do programa de transferência de renda atrelado a outras ações sociais. É que o que revela o estudo “Mobilidade Social no Brasil: uma análise da primeira geração de beneficiários do Programa Bolsa Família”, realizado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), em parceria com o instituto de pesquisa Oppen Social, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Universidade Bocconi de Milão, na Itália.

De acordo com a pesquisa, apenas 20% dos dependentes ainda estavam no programa como membro de uma família que recebe o benefício ou titular. Já os 64%, além de deixarem o Bolsa Família, também não estavam mais inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), que reúne dados de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Ou seja, representa uma alta taxa de mobilidade, interpretando a saída do CadÚnico como o indivíduo saindo daquele ‘pool’ de pessoas necessitadas de algum programa de transferência de renda”, destacou o professor Valdemar Neto, da Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV, um dos autores do estudo. Neto apresentou o dado nesta terça-feira (26) em um seminário realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que apresentou uma série de novos estudos sobre o Bolsa Família de instituições como Banco Mundial e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Acesso ao emprego no âmbito do Bolsa Família - Durante o evento, o professor da FGV também observou que o programa federal, criado em 2003, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também teve impactos no mercado formal de trabalho. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores investigaram como estavam as 11.628 milhões de crianças na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2015 a 2019. E constataram que 44,74% dessas pessoas acessaram o mercado formal de trabalho ao menos uma vez no período.

Desse total, até 14% foram encontrados ao longo de toda essa série na RAIS. “Estar na RAIS por um período considerável de cinco anos, e nota-se que estamos falando de jovens, mostra que houve uma mobilidade e uma mobilidade relevante, principalmente para essas pessoas em condição de vulnerabilidade. E tenho certeza que isso impactou substancialmente a condição de vida delas”, destacou o pesquisador.

A barreira da desigualdade - Neto ponderou, contudo, que os resultados também dão novas diretrizes para o aprimoramento do programa. A pesquisa também aponta algumas contradições que revelam outras desigualdades pelo país. Por exemplo, a taxa de saída do Bolsa Família é maior para brancos e homens. Assim como aquelas crianças que tinham como titular ou responsável com maior nível de escolaridade. Na região Sul, a saída do CadÚnico fica em torno de 74%, ante o Nordeste, que registra 54%.

Com relação ao emprego, ele é mais permanente e visível no Sudeste (34,3%) e no Sul (38,2%) do que no Norte (23%). O estudo também comparou os “filhos” da primeira geração do Bolsa Família com aqueles da mesma faixa etária que não receberam o benefício. Os dados mostram que os dependentes são indivíduos com proporção maior de pessoas com ensino fundamental, mas menor nível no ensino superior. Na área trabalhista, o emprego de menor qualidade concentra-se entre os que recebiam o auxílio em 2005. Diferentemente do que ocorre com aqueles que não beneficiários, que têm maior acesso também às empresas de maior porte.

“Precisamos qualificar um pouco mais. Ao invés de pensar o Brasil como milhões de pessoas dependentes do programa, na prática há um resultado no Norte e Nordeste, diferente do Sul e do Sudeste. E no Nordeste, em particular, a informalidade é mais alta”, observou o professor e pesquisador.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/bolsa-familia-64-das-criancas-atendidas-em-2005-sairam-da-pobreza-e-nao-dependem-mais-do-programa

 

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

CGU visitará municípios para avaliar destinação de recursos do Bolsa Família

A Rede Federal de Fiscalização, anunciada hoje, visa aprimorar a gestão do programa, combater fraudes e melhorar a eficácia das transferências de renda federais

Ministros Wellington Dias (Desenvolvimento) e Vinicius Marques (CGU)
Ministros Wellington Dias (Desenvolvimento) e Vinicius Marques (CGU) (Foto: Reprodução)

247 - O Ministério da Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou uma iniciativa inovadora em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e outras entidades governamentais para intensificar a fiscalização e aprimorar a destinação de recursos do Bolsa Família em municípios de todo o Brasil.

Em uma reunião com o Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o Ministro da CGU, Vinícius Marques, apresentou a Rede Federal de Fiscalização, um colegiado criado no âmbito do novo modelo do Bolsa Família. Essa rede integra a CGU, a Advocacia-Geral da União (AGU), a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, com o objetivo de aprimorar a gestão do programa, combater fraudes e melhorar a eficácia das transferências de renda federais. 

Durante a reunião, o ministro Wellington Dias expressou otimismo: "aqui nos alegra primeiro a volta dessa organização da Rede de Fiscalização Federal do Bolsa Família, junto com um grande trabalho que tem a nossa Controladoria. E não é só uma visão fiscalizadora propriamente, é também de trabalhar a qualidade e apontar alternativas, caminhos que venham a melhorar sistemas como o nosso".

"Nossa área do Sistema Único de Assistência Social, a nossa rede também na Segurança Alimentar e Nutricional integrada com vários programas. E agora aqui ele está me dizendo que vão ser mais cinco municípios. Fizeram dois, agora mais cinco novos municípios, e também haverá o acompanhamento de outros 59 municípios, em todas as regiões do país", acrescentou Wellington Dias.

O Ministro Vinícius Marques enfatizou que a CGU não se limita a fiscalizar, mas também busca aprimorar as políticas públicas: "a CGU ajuda a entregar mais qualidade de vida para os cidadãos brasileiros, para cidadãs. E a gente está aqui hoje com o ministro Wellington celebrando essa nossa parceria, em que, mais uma vez a CGU se coloca à disposição do Ministério para conseguir aprimorar a política do Bolsa Família, aprimorar as questões relacionadas ao Cadastro Único e com isso, a gente garante que a população brasileira possa usufruir da maneira mais adequada a esse direito que ela tem".

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/cgu-visitara-municipios-para-avaliar-destinacao-de-recursos-do-bolsa-familia

 

Na contramão do STF, Senado aprova marco temporal para demarcação de terras indígenas

O movimento de avançar com o projeto foi liderado pela bancada ruralista e desafia uma decisão do Supremo Tribunal Federal

Indígenas protestam em Brasília contra proposta do Marco Temporal
Indígenas protestam em Brasília contra proposta do Marco Temporal (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

247 - O Senado aprovou nesta quarta-feira (27), por 43 votos a 21, o texto-base do projeto que estabelece um marco temporal (PL 2.903/2023) para demarcação de terras indígenas no Brasil. Parlamentares precisam analisar sugestões de mudança (destaques) e concluir a votação. Se o projeto for aprovado em definitivo, seguirá para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovar ou vetar a proposta. A decisão de senadores contraria o Supremo Tribunal Federal, que barrou a aplicação da proposta. No Senado, o movimento de avançar com o projeto, liderado pela bancada ruralista, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última quarta-feira (20). A corte definiu a tese do marco como ilegal. >>> Marco Temporal: Supremo decide que ocupante de boa-fé deverá ser indenizado

De acordo com o projeto, povos originários só têm direito a ocupar terras tradicionalmente ocupadas por eles no dia da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988. Na semana passada, o STF barrou, por 9 votos a 2, a aplicação da proposta.

O movimento de avançar com o projeto, liderado pela bancada ruralista, contraria decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última quarta-feira (20). A corte definiu a tese do marco como ilegal. 

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), "há flagrante violação do Direito Originário dos Povos Indígenas", que é reconhecido desde o Brasil Colônia. "É uma tradição do direito brasileiro, com disposições semelhantes na primeira Lei de Terras do ano de 1850 e nas Constituições de 1934, 1937, 1946 e 1967". "A adoção de um marco temporal vem para legalizar o processo histórico de mais de 500 anos de colonização, genocídio e expulsão dos povos indígenas dos seus territórios, que remete a tempos muito anteriores ao ano de 1988".

Em nota, a Frente Parlamentar Agropecuária, o PL, o Novo e outros grupos afirmaram que "repudiam a contínua usurpação de competência pelo Supremo Tribunal Federal em temas como legalização das drogas, descriminalização do aborto, direito de propriedade e legítima defesa, entre outros, manifestando seu firme e integral repúdio às decisões que invadem as competências do parlamento". "Ressalvado o nosso respeito às competências do STF como Corte Constitucional, não aceitaremos qualquer interferência na prerrogativa legislativa do Congresso Nacional".

Fonte: 

 

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Com investimento de R$ 8,8 bi, governo vai conectar todas as escolas públicas até 2026

138.400 escolas brasileiras poderão ter tablet, computador e wi-fi

Crianças de escola pública do Rio de Janeiro operam tablets
Crianças de escola pública do Rio de Janeiro operam tablets (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

247 - Nesta terça-feira, o governo federal anunciou o lançamento da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, um projeto que pretende revolucionar o acesso à educação no Brasil. Com um investimento total de R$ 8,8 bilhões, o objetivo é conectar todas as escolas públicas do país até o ano de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou o plano durante o programa "Conversa com o Presidente," transmitido pelo Canal Gov. Ele afirmou: "Vamos conectar 138.400 escolas nesse país. Até 2026, a gente vai deixar toda a nossa meninada altamente conectada com wi-fi e tudo o mais que for necessário."

A maior parte dos recursos, cerca de R$ 6,5 bilhões, será alocada no "Novo PAC" e será direcionada ao eixo da conectividade, informa o portal g1. A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas abrange seis eixos principais: Conectividade; Ambiente e dispositivos; Gestão e transformação digital; Recursos educacionais digitais; Competências e formação; e Currículo.

Os R$ 2,3 bilhões restantes serão investidos nos demais eixos do programa, com recursos provenientes da lei 14.172, do Programa de Inovação Educação Conectada (Piec) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que mais da metade das escolas brasileiras atualmente não possui acesso à internet via wi-fi. Algumas têm algum tipo de conectividade, mas muitas vezes restrita à sala da direção, sem benefício para alunos e professores.

Para resolver esse problema, será criado um comitê interministerial composto pelos ministérios da Ciência e Tecnologia, Educação e Casa Civil, com recursos provenientes do Fundo da Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e do leilão do 5G. O comitê trabalhará com o objetivo de, até o final de 2026, garantir que nenhuma escola pública no Brasil esteja sem conectividade com fins pedagógicos.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/com-investimento-de-r-8-8-bi-governo-vai-conectar-todas-as-escolas-publicas-ate-2026-95xcmv2f

 

Polícia Federal faz operação contra fraudes no Programa Farmácia Popular

Investigados usavam indevidamente dados de cidadãos em vendas fictícias feitas por farmácias por meio do programa

(Foto: Ag. Brasil)

Agência Brasil - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Indebitus com 240 policiais, que cumprem 62 mandados de busca e apreensão em endereços dos acusados de fraudes contra o Programa Farmácia Popular do Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Amazonas e Ceará.

As investigações se iniciaram em outubro de 2022, a partir de notícia da venda fictícia de medicamentos por meio do Farmácia Popular, que teria sido praticada por uma rede de farmácias com atuação na Região Sul do país.

Os acusados usavam indevidamente dados de cidadãos em vendas fictícias feitas por farmácias por meio do programa. Segundo a PF, os investigados responderão, em tese, pelos crimes de estelionato contra a União, falsificação de documento particular, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O Farmácia Popular, programa do governo federal, tem por objetivo complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde, por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada.

Acessando ao aplicativo ConecteSUS, aba “Medicamentos” e em seguida aba “Recebidos”, os cidadãos podem verificar se houve uso indevido dos seus dados em vendas fictícias realizadas por farmácias por meio do Programa Farmácia Popular do Brasil.

As transações indevidas identificadas deverão ser informadas à Polícia Federal por meio do e-mail da instituição.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/policia-federal-faz-operacao-contra-fraudes-no-programa-farmacia-popular

 

"O Brasil é definitivamente a bola da vez", diz Lula

"Tem poucos momentos na história do mundo em que o Brasil participou e foi tão requisitado, foi tão bem aceito como está sendo agora", enfatizou Lula

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (25/9), destacou o momento auspicioso pelo qual o Brasil está passando, apontando para um futuro de oportunidades e desenvolvimento. Durante a conferência, o presidente Lula compartilhou suas perspectivas após uma série de viagens internacionais e reuniões com líderes de outros países desde o início de seu terceiro mandato.

"Eu estou muito otimista com o futuro do Brasil. Eu acho que o Brasil tem uma chance que a gente tem que agarrar com unhas e dentes. O Brasil, definitivamente, é a bola da vez. Tem poucos momentos na história do mundo em que o Brasil participou e foi tão requisitado, foi tão bem aceito como está sendo agora", enfatizou Lula.

O presidente enfatizou a importância de aproveitar as oportunidades que se apresentam em várias áreas para que o Brasil possa, finalmente, deixar de ser tratado como um país em desenvolvimento e alcançar o status de um país efetivamente desenvolvido.

Lula ressaltou que o desenvolvimento do Brasil deve ser acompanhado de um cuidado especial com o bem-estar da população. Ele destacou a necessidade de acesso à educação, ao lazer e a empregos dignos para todos os brasileiros. Nesse contexto, ele lembrou do lançamento conjunto, entre Brasil e Estados Unidos, da parceria pela promoção global do trabalho digno, na semana passada, em Nova York.

Essa iniciativa visa garantir condições adequadas de trabalho em um mundo cada vez mais digitalizado. Lula enfatizou que as pessoas que trabalham em plataformas digitais, como entregadores de aplicativos, merecem respeito e seguridade social. "O que nós queremos é isso. Não é que nós queremos obrigá-lo a trabalhar com a carteira assinada. Ele tem o direito de querer ser empreendedor individual, mas ele tem também o direito de ser tratado de forma decente, com respeito, com seguridade social", afirmou o presidente.

Energias limpas – O presidente Lula também destacou as oportunidades que o Brasil possui para avançar no desenvolvimento sustentável, especialmente no que diz respeito à energia verde. Ele enfatizou que o Brasil tem um potencial excepcional nesse campo, comparável ao que a Arábia Saudita representa para o petróleo. Com tecnologia, terra, água, sol e mão de obra qualificada, o Brasil está bem posicionado para liderar a transição para energias limpas.

Na coletiva, o presidente Lula também relembrou que já cumpriu dois dos principais compromissos de seu terceiro mandato: a recuperação de 42 políticas públicas implementadas em seus mandatos anteriores e a retomada das relações internacionais do Brasil. Ele destacou que "o mundo estava com saudades do Brasil e o Brasil voltou".

Entre os próximos grandes desafios do país, Lula mencionou a participação na COP 28 (conferência da ONU sobre mudanças climáticas) no final deste ano, nos Emirados Árabes, onde apresentará uma proposta dos países amazônicos para o mundo. Além disso, o Brasil assumirá a presidência dos grupos de países G20 e BRICS, consolidando sua posição de liderança global. O presidente também anunciou a organização da COP 30, que será realizada no Pará em 2025, colocando o Brasil no centro das discussões sobre o meio ambiente.

Fonte:  https://www.brasil247.com/poder/brasil-e-definitivamente-a-bola-da-vez-diz-lula

 

Heleno mente à CPMI ao dizer que Cid não participava de reuniões de Bolsonaro com as Forças Armadas

Imagem publicada pelo Palácio do Planalto mostra o tenente-coronel Mauro Cid atrás do ex-chefe do GSI em uma "reunião" de Bolsonaro com os comandantes das Forças Armadas

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - O general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro (PL), negou em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas, nesta terça-feira (26), que o ex-ajudante de ordens do ex-mandatário, tenente-coronel Mauro Cid, tenha participado de reuniões entre Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas. No entanto, uma imagem oficial do Palácio do Planalto divulgada no site de imagens Flickr desmente a afirmação do general, considerado um dos braços direitos do então mandatário, que contrapõe essa afirmação.  

Mauro Cid entrega Bolsonaro e diz que ele consultou militares sobre golpe

"Eu quero esclarecer que o tenente-coronel Mauro Cid, ele não participava de reuniões, ele era o ajudante de ordens do presidente da República. Não existe essa figura do ajudante de ordens sentar numa reunião dos comandantes de Força e participar da reunião. Isso é fantasia. Isso é fantasia. E a mesma coisa é essa delação premiada, ou não premiada, do Mauro Cid... Estão apresentando trechos dessa delação e me estranha muito, porque a delação está ainda sigilosa, ninguém sabe o que o Cid falou”,  disse Heleno à CPMI. 

Na imagem publicada pelo Planalto, é possível ver Bolsonaro acompanhado dos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, além do próprio general Heleno, e, logo atrás dele, o tenente-coronel Mauro Cid.  

Ex-comandante da Marinha apoiou plano golpista de Filipe Martins e Bolsonaro, conta Cid

Quando confrontado com a imagem pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), Heleno tentou se defender: "quando o presidente precisava que um órgão de inteligência participasse da reunião, ele me convocava. (...) Claro que ele [Mauro Cid] está escutando, mas ele não participa”. 

A legenda da imagem detalha os participantes do evento: "Presidente da República, Jair Bolsonaro durante encontro com durante Reunião com Fernando Azevedo, Ministro de Estado da Defesa; Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, Comandante da Marinha do Brasil; General de Exército Edson Leal Pujol, Comandante do Exército Brasileiro; Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica; Almirante Esq Cláudio Portugal de Viveiros, Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Interino, e Alte Esq Almir Garnier Santos, Secretário-Geral do Ministério da Defesa". 

Minimizar a delação de Mauro Cid faz parte da estratégia que Jair Bolsonaro e seus aliados definiram para se preservar das revelações feitas por Mauro Cid em sua delação premiada à Polícia Federal,  segundo informou nesta terça-feira Bela Megale, do jornal O Globo. A tese adotada pelo ex-mandatário junto a interlocutores é que Cid não participava das reuniões que ele mantinha com os comandantes das Forças Armadas, devido à sua patente de tenente-coronel do Exército.

Fonte:  https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/heleno-mente-a-cpmi-ao-dizer-que-cid-nao-participava-de-reunioes-de-bolsonaro-com-as-forcas-armadas

 

Candidato à PGR, Gonet foi contra responsabilização do Estado por assassinato de Zuzu Angel, Marighella e Lamarca na ditadura

O subprocurador Paulo Gonet é apadrinhado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes

Augusto Aras e Paulo Gonet
Augusto Aras e Paulo Gonet (Foto: Leonardo Prado/PGR | Carlos Moura/SCO/STF)

247 -  O subprocurador Paulo Gonet, apadrinhado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, na condição de favorito à indicação do presidente Lula como novo Procurador Geral da República, possui muitas reservas com o PT. 

“Um dos principais motivos para a má vontade dos petistas é a alegação de que Gonet, além de ser homem do Gilmar é um conservador. Nos anos 90, quando representou o Ministério Público Federal (MPF) na Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, ele votou contra o reconhecimento da responsabilidade do Estado sobre a morte de opositores do regime, como os assassinatos de Zuzu Angel, Marighella e Lamarca”, informa a jornalista Bela Megale, em sua coluna no O Globo.

Fonte:  https://www.brasil247.com/brasil/candidato-a-pgr-gonet-foi-contra-responsabilizacao-do-estado-por-assassinato-de-zuzu-angel-marighella-e-lamarca-na-ditadura