quinta-feira, 31 de maio de 2018

Não precisamos de intervenção militar. Já temos a judicial-midiática


Por Fernando Brito · 31/05/2018

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Janio de Freitas e Teresa Cruvinel, na Folha e no JB, alertam contra o despudor com que se pede uma nova ditadura no Brasil.

“A sem-cerimônia com que a conclamação à “intervenção militar” passou dos testes tímidos, aqui e ali, à explicitude urrada, por voz e por escrito, estendeu-se no país”, diz Janio, advertindo que  é ” grande o risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo. A população mal informada, carente de percepção política e sugada pela crise não pode ser obstáculo à pregação do salvamento ilusório”.

Cruvinel avisa que “há mais que discurseira irresponsável nessa loucura. E já tendo o país sangrado tanto, já tendo o governo errado tanto, tem a obrigação de identificar e punir os que atentam contra as democracia. A Constituição considera crime inafiançável e imprescritível (artigo 5º., inciso XLII) “a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”.

Mas quem é o “pai da criança” das pseudosoluções à força senão o sistema judicial-midiático que, tal como pregam que os militares o façam, assenhoreou-se da vida brasileira e fez substituir a legitimidade dada pelo voto pela legalidade de sua vontade e de seus propósitos?

Claro e evidente está que os adeptos da ditadura, sem o aspecto tosco dos que pedem um regime militar – de resto anacrÔnico como forma de dominação em pleno século 21 e sua irreprimível capacidade de comunicação – são outros.

Pouco importa que usem a lei e a Constituição como escudo, se a umas e à outra moldam e fazem funcionar segundo sua vontade?

Não tem impeachment sem crime de responsabilidade? Cria-se um, de nome jocoso: “pedaladas”. Não há posse ou propriedade de um apartamento a provar corrupção? “Atribui-se” um a Lula. Há gravações de malas de dinheiro, de que “a gente mata ele antes que faça delação”, há contas de milhões na Suíça? Solte-se e se empurre com a barriga, porque estes não são “daqueles” que interessam.

Estamos mesmo numa democracia, ainda? Formalmente, pode ser, por enquanto, porque ainda não se cancelaram, senão pela interdição do candidato favorito, as eleições.

Mas como dizer que temos um regime democrático se a política, ferramenta com a qual se o exerce, está acuada em um canto, torcendo para que jornais, tevês e juízes não lhes apontem o dedo e decretem a execução de quem quiserem?

Não são os lunáticos hidrófobos que ameaçam a democracia e a liberdade no Brasil. Eles são produto de algo muito pior: a glorificação da estupidez e a moralidade dos cínicos, cúmplices e beneficiários de um sistema de espoliação do Brasil que é, perdoem-me a grosseria, com um “vende esta merda”, como se este não fosse, ao menos para a imensa maioria, o país que temos e no qual estamos fadados a viver e criar filhos e netos.

Fonte: http://www.tijolaco.com.br/blog/nao-precisamos-de-intervencao-militar-ja-temos-judicial-midiatica/?fl=4&cn=ZmxleGlibGVfcmVjcw%3D%3D&refsrc=email

Como o governo Temer está usando dinheiro da Saúde para engordar empresas privadas


Foto Beto Barata/Agência Brasil

PIUBS — Um Programa de Governo preocupado com a saúde… das empresas!

por José Augusto Vasconcellos Neto*

Em boa hora o Programa de Informatização das Unidades Básicas de Saúde (PIUBS) foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União.

Mas o TCU apenas arranhou a superfície do monstrengo, apenas vislumbrou uma pontinha do iceberg.

Sei que pessoas crédulas e de bom coração acreditaram que se tratava de um projeto para, de fato, fortalecer a informação nas Unidades Básicas de Saúde e no Programa de Saúde da Família. Ledo engano!

Realmente não é muito fácil entender do que trata o PIUBS apenas lendo as normas e publicações oficiais;  mas, assistindo com atenção as apresentações do ministro e de outros executivos do governo federal é possível vislumbrar as entrelinhas, o que não foi escrito, o que foi desdito, o que está implícito, e encontrar o fio da meada.

Este programa é mais uma ação da quinta-coluna que infiltrou o Ministério da Saúde e que trata de sabotar, por dentro, o SUS.

Pode até soar estranho à primeira ouvida, mas o PIUBS não tem nada a ver com o SUS ou com a saúde.

Também não é, nem de longe, um verdadeiro programa de informatização da atenção básica.

Não incorpora nem o conhecimento, nem as preocupações das comunidades de saúde pública, de medicina de família, ou de informática em saúde.

Não é por acaso nem por falta de coincidência que ninguém do Departamento de Atenção Básica (DAB) sentava à mesa na qual o ministro anunciava o programa.

Afinal, o campo do PIUBS é outro…

O PIUBS é uma iniciativa para criar mercado para algumas empresas de Tecnologia da Informação em saúde.

Basta ver as apresentações e documentos do MS, onde fica claro que a preocupação maior é sempre com as empresas.

Neste projeto as empresas ficaram com o filé, com o recurso, com a receita, com a participação na chamada pública e na redação dos editais; os municípios e o SUS ficaram com a conta, com as responsabilidades e com as penalidades.

Às empresas o dinheiro e as benesses, aos municípios as obrigações e o chicote;  isto é “market first”, como está na moda dizer.

O cérebro autor do projeto era, até recentemente, consultor de empresas, ensinando como organizações privadas podem ganhar dinheiro e ter lucro ao fazer negócios com o setor público.

Uma atividade que não é necessariamente ilegal.

Mas parece que esse espírito empresário persistiu e predominou, mesmo quando o consultor se tornou diretor do Ministério da Saúde  — e se colocou em posição de transformar o ministério num portentoso balcão de negócios.

Tal como proposto, o principal resultado prático da implantação do PIUBS será reduzir barbaramente a, digamos assim, “fatia de mercado” do “e-SUS AB”.

Hoje o “e-SUS AB”, software oficial do próprio Ministério da Saúde, expande sua base instalada e ganha adeptos praticamente sem concorrência.

É muito difícil para empresas privadas competirem com um software que é bom e gratuito.

Os agentes de mercado, empresas e consultores, estão obviamente descontentes.

Por isso o PIUBS propõe o tal esquema de credenciamento, que, entre aspas, “inviabiliza a competição”.

Por isso o mecanismo de escolha das soluções, que esconde o “e-SUS AB” ao transformá-lo em piso mínimo, e favorece os ditos diferenciais  — diferenciais de mercado, bem entendido! —  ou seja, as supostas vantagens de mercado que os softwares privados anunciam, em sua propaganda por vezes enganosa.

(Mas nenhuma vantagem de mercado pode ser tão boa para o SUS quanto usar um software público!)

Para entender melhor o que está em jogo, tentemos reduzir pelo absurdo: por que o MS não propôs, como seria esperado e como seria adequado, um grande programa de apoio à implantação do “e-SUS AB”?

(Que afinal de contas é o software desenvolvido pelo próprio ministério para a Atenção Básica!)

Por que não estimular a formação de equipes locais de informação em saúde, a construção de inteligência pública em epidemiologia e gestão do processo de trabalho, por que não fomentar comunidades de usuários e desenvolvedores?

Por que abrir o financiamento para produtos privados e comerciais, que em geral são cópias do “e-SUS AB” mas estão sujeitos às armadilhas e amarrações da propriedade intelectual?

Por que favorecer o produto privado no confronto com o software público?

Bastaria um detalhe, restringir o programa de financiamento ao uso do “e-SUS AB” e do módulo de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEC) para, ao mesmo tempo, descaracterizar e talvez salvar o PIUBS.

Fixar-se no público para contornar a malvadez original seria o caminho óbvio e fácil para civilizar a iniciativa.

Mas com o PIUBS o MS tenta criar um enorme mercado de serviços e software para empresas que hoje disputam uma demanda escassa e avara, e por isso enfrentam muita dificuldade de capitalização.

O PIUBS tem por objetivo resolver uma crise que é do mercado, e não as necessidades do SUS.

E, se tiver sucesso, vai colocar pelo menos 500 milhões de reais na mão dessas empresas ainda em 2018, ano eleitoral (e mais 3,5 bilhão por ano depois disso!).

Não surpreende, portanto, que o ministro tenha renunciado em abril para se candidatar…  tem que aproveitar o momento…

Parte do dinheiro sai, perversamente, dos próprios municípios.

Descontar do Piso de Atenção Básica (PAB) variável, minguado repasse às UBSs, qualquer que seja o percentual, é uma enorme sacanagem, um requinte de crueldade.

O setor de saúde como um todo já está penalizado e desfinanciado, ainda mais a atenção primária.

E agora querem pegar dinheiro da saúde para financiar um projeto de capitalização de grandes empresas.

Dentro de mais alguns meses ficará claro e escancarado que os milhões do PIUBS vão irrigar empresas e interesses singulares e não a informação ou o benefício públicos.

Virá então algum astuto a dizer que o suposto êxito reflete a superior destreza da tão privada iniciativa.

Mais certo seria reconhecer, desde já, que será o resultado calculado da canhestra arquitetura dos critérios.

No desvão entre atos e intenções, entre o escrito e o escondido, está a mesma velha mandinga do capitalismo de compadrio e do patrimonialismo: a arte marota de socializar o custo dos investimentos, mantendo privada a propriedade, a acumulação e o lucro.

E que ninguém se engane.

Este PIUBS não tem o mérito, a limpeza ou a beleza dos projetos de autêntico fomento à inovação, à criatividade, à ciência aplicada.

Não se trata aqui de produzir tecnologia, conhecimento ou novidade.

Não que não seja necessário, pois muito há, ainda, que se inventar no campo dos prontuários eletrônicos e do software em saúde.

Nossos prontuários são limitados e atrasados, os do mercado ainda mais que o PEC.

Mas, dane-se a inovação necessária, a questão aqui é apenas capitalizar alguns magnos maganos.

Pois, que novidade há em juntar na força bruta das parcerias comerciais um punhado de tecnologias velhas que eles tanto gostam de chamar de “soluções”?

Que mérito há em saber trafegar pelas sinecuras e descolar um caro credenciamento?

Este jogo não é para iniciantes e sim para iniciados; o PIUBS não choca ovos, apenas engorda os porcos.

Não é outro o sentido de incluir no edital questões estranhas à saúde e ao prontuário do paciente.

As empresas e consórcios tem que fazer cabeamento, fornecer conectividade, equipamentos, software, serviços, e mais: biometria e câmeras de vigilância!

Qual o significado disso?

Ainda nenhum software do MS usa biometria, mas isso já é exigido no credenciamento.

Vigilância patrimonial nada, absolutamente nada, tem a ver com prontuário médico  — a não ser na doentia visão desses ministros inimigos do público, para quem o SUS tem que ser controlado e vigiado!

O efeito concreto e prático de estabelecer esse sarrafo é podar do certame as empresas menores, especializadas ou iniciantes, e favorecer as grandes integradoras, empreiteiras de obras dúbias, aquelas mesmas que desde sempre exploram contratos com o Estado, a parcela parasita do mercado que vive de sangrar o erário.

E por falar em mercado, quem vocês imaginam que será a grande beneficiária deste projeto?

A primeira empresa a credenciar sua solução privada de “saúde pública”?

Não por acaso empresa e consultor-diretor vêm do mesmo estado, e da mesma cidade.

Não por acaso essa empresa se capitalizou com acordos e parcerias com o mesmo estado e sua capital.

Não por acaso essa empresa se tornou líder no mercado de software hospitalar graças a polpudas emendas parlamentares.

Para quem sabe onde achar e como cavar, não falta o que mamar…

Quem conhece a história do SUS há de se lembrar ainda do REFORSUS/Hospub, projeto similar ocorrido na virada do século (projeto de Reforço à Reorganização do SUS, levado a cabo de 1998 a 2002).

Naquela época o MS empurrou, Brasil afora, com verba e metodologia dos bancos de fomento internacionais (Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento), a implantação do hoje obsoleto Hospub, o antigo Sistema de Informatização Hospitalar do Ministério da Saúde.

Dezenas de empresas pequenas e médias se credenciaram e informatizaram centenas de hospitais.

O vício daquela época era outro, a perspectiva assistencialista do fomento internacional, a mesma visão envergonhada, caritativa e não-estruturante da filantropia que enterra milhões na África sem mudar condições estruturais.

Aqui também, este projeto dos anos 1990 foi “um falso sucesso” (por assim dizer), atingiu os objetivos e metas da agenda e das agências internacionais, sem contudo gerar resultados locais duradouros, sem construir, sem organizar, sem deixar legado real na informatização dos hospitais da época.

Um verdadeiro fracasso seria mais correto dizer, já que apenas acrescentou dívida externa para os nossos filhos e netos.

Pois o PIUBS é ainda pior e mais descarado, improvisado e desorganizado, favorecendo grandes empresas sem garantir sequer o controle público sobre os milhões que serão mal-gastos, pois até o acompanhamento será terceirizado e privatizado!

Mas as maldades não param por aí.

O projeto segue, infelizmente, a tradição centralizadora do MS. Prioriza as conexões com os sistemas de informação federais.

E deixa ao deus-dará qualquer integração com sistemas e soluções locais, muito mais importantes para quem está na ponta.

Ao deus-dará não, pois podem ser contratadas, em paralelo, das mesmas empresas privadas vencedoras  — neste caso com dispensa de licitação por inviabilidade de competição.

Ou seja, além de forçar (e subsidiar) a entrada da empresa no município, o PIUBS fomenta ainda um enorme mercado secundário de serviços, de um modo que faz o setor público perder autonomia frente às empresas contratadas.

Ao contrário do que pressupõe o projeto, software de saúde não é “commodity”.

Não dá para trocar de sistema como quem troca de roupa; mas o PIUBS ignora o que cada município já fez, já acumulou, e o que cada unidade precisa.

O PIUBS ignora detalhes e especificidades, e padroniza, impõe, de cima para baixo e de fora para dentro.

As implantações do PIUBS, feitas goela-abaixo dos municípios por equipes de técnicos apressados e sem experiência prévia em saúde, serão certamente traumáticas para as unidades básicas, especialmente as que já usam o “e-SUS AB” e forem obrigadas a trocar de sistema.

Municípios de porte médio e grande vão perder o controle da sua rede básica ao terceirizar desta maneira tortuosa sua informática.

Perderão o que já fizeram, seus suados progressos, seu histórico de dados e suas integrações com outros serviços municipais, como farmácia, regulação, vigilâncias.

Terão de pagar caro para as tais empresas privadas se quiserem fazer qualquer coisa além do mínimo contratado pelo MS. E ficarão na mão novamente quando os contratos acabarem.

Afinal, o que sobrará ao término desses contratos, depois de sessenta meses?

Para os municípios restará o nada, o vazio, computadores retirados, sistemas desligados, informação perdida, talvez o caos.

Pois este projeto não constrói, não é estruturante, não vai deixar legado.

Depois de 60 meses os municípios serão ou extorquidos ou abandonados pelas empresas.

Quem quiser que continue pagando, pelo preço que a empresa impuser. Quem não quiser perderá tudo em 120 dias.

Para os municípios médios e grandes a saída digna é, pois, fazer a informatização com suas próprias pernas, com sistemas próprios ou com o “e-SUS AB”, garantindo autonomia sobre o projeto.

E, depois, tentar ganhar algum troco deste temeroso MS dentro da linha de custeio do PIUBS.

Esta seria a única forma de tirar algum proveito perene do projeto.

Já os municípios pequenos ficaram reféns do ministério. Como, pelo outro lado, há a ameaça insana de cortar repasses para quem não se submeter aos controles draconianos e informatizar no prazo exíguo, o risco é muito grande.

O PIUBS obriga então o SUS a se tornar cliente de uma indústria privada atrasada e dependente da capitalização estatal.

Será o fim da informação e informática públicas em saúde?

Não surpreende que os temerosos ministros da saúde acreditem que a saúde possa ser reduzida a números, e que implantar prontuário eletrônico seja tarefa simples e rápida.

Estão errados, redondamente equivocados, mas não se esperaria mais, nem menos, deste governo e dos currículos que o compõem.

Ainda assim, surpreende um pouco a mansidão dos órgãos da sociedade organizada ante a sucessão de desatinos.

O projeto foi feito por políticos sem compromisso com o SUS, por técnicos sem experiência ou vivência em saúde pública, e por burocratas desde sempre afastados da ponta e dos serviços.

A implantação do prontuário eletrônico na atenção básica suscita problemas e cria oportunidades; mas as empresas privadas não saberão nem resolver os problemas, nem aproveitar as oportunidades.

Um dos problemas é o aumento no tempo de atendimento, cujo impacto tem sido largamente negligenciado até agora.

Com equipes de saúde da família subdimensionadas e sobrecarregadas, como equacionar um atendimento mais demorado, ainda que de melhor qualidade?

Além disso, a implantação do prontuário eletrônico é uma excelente oportunidade para rediscutir processos de trabalho e fluxos na unidade básica…  — mas qual empresa privada de TI saberia lidar com isso?

Ora, essa é a seara dos sanitaristas, dos profissionais de saúde da família, dos militantes do SUS, do pessoal da ponta.

O PIUBS ignora solenemente, arrogantemente, a sabedoria e o conhecimento de quem entende do assunto, e mal disfarça seu verdadeiro propósito comercial.

Ainda que na forma de hipóteses a serem comprovadas, os efeitos macro-econômicos e sistêmicos do PIUBS já podem ser prognosticados:

• (1º) enfraquecimento do “e-SUS Atenção Básica”;

• (2º) transtorno imediato no funcionamento e operação das unidades básicas;

• (3º) terceirização e enfraquecimento ainda maior dos setores de informação e informática na esfera municipal do SUS;

• (4º) concentração de mercado e perda de espaço por empresas regionais pequenas e médias, que não consigam se credenciar e competir com as grandes favorecidas do MS;  e

• (5º)  oportuníssima capitalização de uma grande empresa brasileira de software em saúde, justo no momento em que ela parte para conquistar o mercado latino-americano.

Decodificar este preocupante projeto é tarefa urgente que o TCU re-colocou na agenda do momento.

Todos os interessados no Sistema Único de Saúde e na administração pública (Conselho Nacional de Saúde, Comissão Intergestores Tripartite, Ministério Público, Conselho Nacional de Secretários [Estaduais] de Saúde, Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, Conselhos Estatuais de Secretários Municipais de Saúde, Associação Brasileira de Saúde Coletiva, etc) precisam colocar este tema também em suas agendas e decifrar esta esfinge.

A corroborar-se a presente interpretação, reconhecer-se-á mais um golpe contra o SUS. Vamos aproveitar o ensejo e corrigir isto de uma vez!

*José Augusto Vasconcellos Neto é médico sanitarista e especialista em informática médica

Fonte: https://www.viomundo.com.br/denuncias/governo-temer-esta-usando-dinheiro-da-saude-para-fortalecer-empresas.html

Mercadante explica a Petrobras (reprise)

O submundo de Paulo Preto: ameaças a testemunhas e fuga da filha para exterior


Geraldo Magela/ Agência Senado

Paulo Preto voltou à prisão nesta quarta-feira (30), por algumas horas. Ficamos sabendo que a razão seria a de “descumprimento de decisão judicial”. A expressão, corrente em todas as mídias, escondeu da opinião pública o tenebroso submundo do operador do PSDB, que faz o “lado b” dos tucanos causar calafrios.

Segundo a decisão judicial, a volta do tucano à gaiola foi necessária para "assegurar a instrução criminal". Palavras neutras, que nada revelam. Você não deve saber, mas o motivo da volta de Paulo Preto voltou à cadeia deve-se ao fato de recorrentemente ameaças testemunhas que deporiam contra ele.

O operador do PSDB tem R$ 121 milhões de bons motivos na Suíça para ameaçar as testemunhas do processo contra ele.

Em audiência no dia 18 de maio, segundo o Ministério Público Federal, uma testemunha cujo nome está sob segredo para sua segurança pessoal estava chorando quando "fez contato telefônico" com o MP "com medo de vir à audiência, pois temia que algo lhe acontecesse e temia encontrar os réus". Não bastou ameaçar uma das testemunhas. Paulo Preto ameaçou a mãe de uma investigada no processo. Mulheres, todas as ameaçadas pelo “macho” Paulo Preto.

É este o padrão de comportamento do ex-homem de ouro de Serra, Alckmin e Aloysio Nunes no processo a que responde por desvios de R$ 7,7 milhões em reassentamentos para obras do Rodoanel Trecho Sul, entre os anos de 2009 e 2011 (nos governos José Serra e Geraldo Alckmin). O valor seria pagamento de propina para o PSDB.

Se Paulo Preto ameaça testemunhas por “irrisórios” R$ 7,7 milhões, o que não faria por R$ 121 milhões.

Bem, então você pode pensar, “nossa, mas é uma surpresa essa coisa de coação de testemunhas, é muito grave, ainda bem que a Justiça agiu rapidamente”.

Pois é.

Mas o assunto já era conhecido nos tribunais. Não é a primeira vez que Paulo Preto ameaça testemunhas com o conhecimento do Poder Judiciário. Foi exatamente por este motivo que ele foi levado à cadeia em 5 de abril.

Mas quem foi em seu socorro? Ele mesmo, Gilmar Mendes, indicado ao STF por Fernando Henrique Cardoso e um dos principais quadros do PSDB no país, amigo-irmão de José Serra. No dia 11 de maio, Gilmar mandou soltar Paulo Preto porque, viu falta de "comprovação" das ameaças a testemunhas. Menos de uma semana depois de solto, o operador tucano voltou às ameaças.

E ainda teve a cara de pau (ou o bico de tucano) de conceder uma entrevista que foi um show de cinismo e fanfarronices, tripudiando sobre a Justiça, graças à proteção oferecida por Gilmar e todo o esquema do PSDB. Na entrevista, garantiu que ficaria de bico calado, para alívio da nação emplumada.

Basta de Paulo Preto?

Não. Tem mais.

Paulo Preto foi recolhido ao xilindró nesta quarta na companhia da filha, Tatiana Arana Souza Cremonini. Durante sua primeira estada na cadeia, de pouco mais de um mês, o terror dos tucanos quanto à delação de seu operar devia-se à preocupação de Paulo Preto exatamente com a filha e seu receio de ela ser arrastada ao processo. Ele estava a ponto de delatar para manter Tatiana longe de toda a história sórdida quando foi salvo pelo gongo Gilmar. Agora, ela está no olho do furacão.

Filha de tucano tucaninha é. São dois os motivos para a prisão de Tatiana Cremonini, a filha: ela vinha agenciando advogados para testemunhas de acusação, para transformar o processo contra o pai numa farsa; e preparava-se para embarcar em viagem às Ilhas Maldivas, paraíso fiscal localizado no Oceano Índico. Detalhe: o paraíso fiscal não tem acordo de extradição com o Brasil. Pelo visto, a tucana preparava-se para levantar asas e não mais voltar –para um paraíso fiscal, onde costumam-se guardar (esconder) milhões e milhões de dólares de operações ilegais. Viagem curiosa essa.

Bem, se você leu que Paulo Preto foi preso por uma inocente expressão, “descumprimento de decisão judicial”, ficou sem saber de nada.

Mas a história não acabou... Quem tem Gilmar Mendes tem tudo. O tucano-mor é a garantia de que os emplumados jamais conhecerão o inferno na terra. Enquanto finalizo este soube que há uma hora atrás Mendes mandou soltar Paulo Preto de novo. Ele poderá continuar a ameaçar testemunhas sem qualquer constrangimento. Mendes preza a família e não esqueceu da filha; ela também foi solta. Tem mais: Gilmar suspendeu um interrogatório de Preto que estava marcado para a próxima segunda-feira.

O submundo tucano é feito de jogo pesado. Muito pesado.  

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/91/356834/O-submundo-de-Paulo-Preto-amea%C3%A7as-a-testemunhas-e-fuga-da-filha-para-exterior.htm

Por que um 'Estado ecológico' não fala sobre crimes ambientais cometidos pela OTAN?


Placa de alerta de radioatividade pendurada na cerca em frente ao prédio que abriga urânio empobrecido nas instalações da EnergySolutions em Clive, Utah, EUA, 6 de meio de 2015.


© AP Photo / Rick Bowmer

Europa

12:04 31.05.2018(atualizado 12:14 31.05.2018) URL curta

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Em 1999, poucos dias antes do fim da agressão da OTAN contra a Iugoslávia, aeronaves norte-americanas A-10 bombardearam Azra, na península Lustica de Montenegro, com munições contendo urânio empobrecido por duas vezes.

Segundo diversas estimativas, foram lançadas mais de 300 bombas. Só algumas regiões da Sérvia foram atingidas com uma quantidade maior de bombas.

Isto é confirmado pelos dados do Centro de Montenegro para Pesquisas Ecotoxicológicas: somente em Azra foram lançados mais de 88 quilos de urânio empobrecido. Posteriormente, 90% das substâncias nocivas foram neutralizadas.

Um mineiro na região russa de Sverdlovsk (foto de arquivo).

© Sputnik / Pavel Lisitsyn

Mina de urânio cria disputa entre Portugal e Espanha

Mas enquanto as autoridades da Sérvia resolveram no final organizar uma comissão especial para investigar as consequências do bombardeio da OTAN, em Montenegro, país novato da Aliança, ninguém expressa qualquer desejo de discutir os resultados negativos dessa operação.

Embora Lustica seja um exemplo dos territórios mais cuidadosamente limpos, estudos minuciosos indicam que isso não significa que os riscos para saúde pública tenham sido eliminados, segundo o jornalista montenegrino Igor Damjanovic.

Em conversa com a Sputnik Sérvia, ele lembrou que as medições nesta área mostraram que, depois dos bombardeios, o nível de radiação superava a norma em até 350 vezes.

A limpeza do território de Lustica foi concluída vários meses depois da operação da Aliança. Segundo Damjanovic, é um processo muito caro e complexo com resultados parcialmente eficazes.

"O trabalho envolve a remoção de diversas camadas de terra, seu armazenamento em lugares específicos e preenchimento dos buracos escavados", explica.

Enquanto isso, segundo os especialistas, a limpeza do território não elimina todos os riscos. Resta a poeira radiativa que se espalha pelo ar por dezenas de quilômetros ao redor e tem um efeito negativo duradouro sobre a água, flora e fauna devido à longa meia-vida do urânio – cerca de 4,5 bilhões de anos.

Nesse sentido, o desejo das autoridades montenegrinas de silenciar o problema e esconder a verdade da população não é menos criminoso que o bombardeio, disse o jornalista.

"O manual elaborado para os soldados da OTAN no Kosovo comprova o cinismo das estruturas da OTAN e das autoridades que receberam propina. Ele recomenda que, no caso de se encontrar na distância de 500 m de um tanque, carro ou prédio que foram atingidos por uma munição com urânio empobrecido, é imprescindível o uso de máscara de proteção, porque a inalação de partículas de poeira de urânio pode causar, em poucos anos, câncer e doenças, inclusive nos descendentes", comentou Damjanovic.

Caça-bombardeiro A-10 norte-americano

© AFP 2018/ TED ALJIBE

Urânio empobrecido está de volta à Bósnia?

Além disso, ele lembrou que o bombardeio no Kosovo com urânio empobrecido levou a um surto de câncer entre os soldados italianos que serviram no Kosovo como parte da missão da KFOR. Até o momento, 45 militares morreram de câncer e mais de 500 estão sendo tratados.

Segundo Damjanovic, é especificamente nesse contexto que é preciso contestar a ausência de qualquer análise comparativa do crescimento do número de doenças oncológicas em Montenegro antes e depois do bombardeio. Na opinião dele, as autoridades estão preocupadas que esses números possam revelar a conexão direta entre o uso de urânio empobrecido e o crescimento do número de pacientes com câncer.

É curioso que Montenegro, ainda em 1991, se declarou um "Estado ecológico", mas aparentemente o país não está disposto a falar sobre as consequências dos crimes ambientais.

Fonte: https://br.sputniknews.com/europa/2018053111354307-estado-ecologico-uranio-otan-montenegro/

PF acha elo financeiro entre Rodrimar e operador de Temer

 

247 - A Polícia Federal encontrou o que considera ser o primeiro elo financeiro documentado entre o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer, e a Rodrimar, empresa suspeita de ter pago propina a Temer para ser beneficiada em decreto sobre os Portos.

Segundo a linha de investigação, divulgada pela Folha de S. Paulo nesta quinta-feira, 31, a ligação entre o coronel e a Rodrimar se materializa na empresa Eliland, braço de uma offshore sediada no Uruguai.

A PF suspeita que o administrador da filial brasileira da Eliland, Almir Martins, seja um laranja do coronel. Martins foi contador das campanhas eleitorais de Temer de 1994, 1998, 2002 e 2006, e trabalha até hoje em uma das empresas de Lima, a Argeplan.

Em depoimento à PF, o contador disse que foi colocado como gerente para administrar dinheiro de um único contrato —com a Rodrimar. Martins não apontou os serviços prestados.

O coronel Lima, que chegou a ser preso em março, é apontado como um intermediário do presidente e possível receptador de propinas em nome do emedebista. Temer tem negado as suspeitas.

As suspeitas envolvendo Temer e a Rodrimar tiveram como base documentos apreendidos na operação Patmos e interceptações telefônicas de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer.

Para a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal, há indícios de que o chamado decreto dos portos, assinado por Temer em maio de 2017, tenha beneficiado a Rodrimar —que atua no porto de Santos, historicamente área de influência do presidente e do PMDB— em troca de propina.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/356847/PF-acha-elo-financeiro-entre-Rodrimar-e-operador-de-Temer.htm

Líderes evangélicos reivindicam direito de votar em Lula para presidente

 

Luís Lomba | Ricardo Stuckert

Luis Lomba, Brasil de Fato - Lideranças evangélicas participaram do programa Democracia em Rede desta quarta-feira (30), em Curitiba (PR). O economista Wagner Wiliam da Silva e os pastores Cleusa Caldeira, Mike Viana e João Mario integram a Frente Evangélicos pelo Estado de Direito, que participa da Vigília Lula Livre na capital paranaense. "Reivindicamos o direito de votar em Lula para presidente. Se querem vencê-lo, que vençam nas urnas", afirmou Caldeira.

A pastora ressaltou que os cristãos têm o dever de serem justos e de denunciarem as injustiças, como a que está sendo feita contra Lula. "Nossa democracia está sendo golpeada e estamos resistindo. Cremos que esse movimento é capaz de dar outro rumo à nossa história", disse.

O programa Democracia em Rede é transmitido ao vivo a partir da Casa da Democracia, coletivo de jornalistas que cobrem a Vigília Lula Livre em Curitiba, diariamente às 14h. Trinta páginas de midiativistas reproduziram o bate-papo.

Nova geração

Defender Lula hoje é defender a democracia e o restabelecimento de direitos extintos depois do golpe contra Dilma Rousseff, analisou Wagner Wilian. "Os direitos básicos do ser humano são defendidos pelo cristianismo. Lula não queria ver o brasileiro passando fome, sem saneamento básico. O papel do evangélico hoje não é se tornar petista, mas ler a Bíblia é entender que cristianismo não combina com derrocada de direitos", afirmou.

Promover o debate sobre as desigualdades sociais é atribuição dos evangélicos nesse momento crítico para o país, afirmou o pastor Mike Viana. Ele considera que os pastores "midiáticos", como Silas Malafaia, Magno Malta e Marcos Feliciano, não representam a integridade da comunidade evangélica. "Temos uma nova geração. Quando da ocupação das escolas públicas, vários estudantes evangélicos encabeçaram o movimento", aponta.

O pastor João Mario acredita que o debate puxado pela Frente Evangélica vai contribuir para levar os fiéis a assumirem posições em defesa da democracia. "Os evangélicos que apoiam a libertação de Lula não são maioria, por falta de esclarecimento. Nós da Frente estamos aqui justamente para esclarecer", resumiu.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/356859/L%C3%ADderes-evang%C3%A9licos-reivindicam-direito-de-votar-em-Lula-para-presidente.htm

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Gilmar manda soltar Paulo Preto novamente

 

247 - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou no início da noite desta quarta-feira, 30, a liberdade do ex-diretor da Dersa (empresa responsável por obras viárias paulistas) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

Apontado como operador de propinas e de contribuições ilícitas para o PSDB durante o governo de José Serra (2007-2010), Paulo Preto havia sido preso nesta manhã, acusado de descumprir medidas judiciais. A decisão judicial que mandou prender Souza afirmava que sua volta à cadeia era necessária para "assegurar a instrução criminal" do processo em que ele é acusado pelo desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa, entre 2009 e 2011 (governos José Serra e Geraldo Alckmin).

A prisão foi determinada pela juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Ele havia sido preso no dia 6 de abril, mas liberado cerca de um mês depois, após o ministro Gilmar Mendes. Documentos enviados aos procuradores por autoridades suíças mostravam que Paulo Preto tinha ainda quatro contas no banco suíço Bordier & Cie. O saldo conjunto, em junho de 2016, era equivalente a R$ 113 milhões. Em fevereiro do ano passado, os valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356836/Gilmar-manda-soltar-Paulo-Preto-novamente.htm

Grifo Meu: Gilmar se tornou o anjo protetor dos criminosos do PSDB, atuando acima de qualquer Lei.

Por Jacinto Pereira

Parente afronta o país e aumenta gasolina em meio à crise


Em meio a uma crise sem precedentes, Pedro Parente volta a aumentar o preço da gasolina; a partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro; em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%; a decisão de subir o preço soa como uma afronta ao país

30 de Maio de 2018 às 10:25 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

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Vitor Abdala, repórter da Agência Brasil - A Petrobras voltou a aumentar o preço da gasolina, depois de cinco quedas consecutivas do valor do combustível. A partir de amanhã (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro.

Em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/356743/Parente-afronta-o-pa%C3%ADs-e-aumenta-gasolina-em-meio-%C3%A0-crise.htm

PF estoura esquema dos golpistas Jefferson, Jovair e Paulinho no Trabalho


247 - A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (30), uma operação contra fraudes na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. Dentre os alvos visados pela operação estão os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), líder da central Força Sindical, Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB) -a PF está no gabinete dos três. A operação Registro Espúrio está cumprindo 64 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de prisão temporária.

A ação da PF acontece depois que o deputado Paulinho e a Força Sindical, que apoiaram o golpe contra Dilma, praticamente romperam com Temer, desde a fracassada reforma da Previdência e a reforma trabalhista. Nos últimos meses, a Força Sindical voltou a atuar unificadamente com a CUT.

A prisão preventiva dos parlamentares chegou a ser pedida pela Polícia Federal, mas a solicitação foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Conforme os investigadores, a operação visa apurar o loteamento do Ministério do Trabalho entre o PTB e o Solidariedade. As investigações apontam, ainda, que o núcleo político do esquema contaria com a participação do ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, além dos deputados Paulinho da Força e Wilson Filho.

Os mandados expedidos pela Justiça Federal estão sendo cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais e dizem respeito aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/356713/PF-estoura-esquema-dos-golpistas-Jefferson-Jovair-e-Paulinho-no-Trabalho.htm

87% dos brasileiros apoiam a greve dos caminhoneiros, diz Datafolha

 

Reuters

247 – O Instituto de Pesquisas Datafolha fez uma pesquisa telefônica em que constatou que o brasileiro apoio maciçamente a greve dos caminhoneiros e defende a sua continuidade. Foram ouvidas 1500 pessoas na terça-feira (29).

A pesquisa vem em um momento delicado para o governo e para Pedro Parente. Temer decidiu rever a política de preços da Petrobras, que parece finalmente ao governo, ser a única saída para o fim da greve.

“87% apoiam o movimento. São contrários 10%, enquanto 2% se dizem indiferentes e 1% não souberam opinar. Já 56% dos entrevistados acham que a paralisação deve seguir, contra 42% que são a favor de seu fim. O apoio aos caminhoneiros é bastante homogêneo levando em conta as regiões do país, baixando um pouco entre os mais ricos e os mais velhos.

(...)

Ainda assim, para 50% os caminhoneiros são mais beneficiados do que prejudicados pelo que eles chamam de greve --o governo trabalha com a hipótese de parte do movimento ter sido estimulado por donos de transportadoras. Esses, por sua vez, têm mais prejuízos, na visão de 60% dos ouvidos.

Já o cidadão se vê mais prejudicado (43% a 33% dos que se acham mais beneficiados) pessoalmente. Acham que o "brasileiro em geral" é mais prejudicado 56% dos ouvidos.A pesquisa aferiu que o brasileiro não concorda em ser penalizado com aumento de impostos e corte de gastos federais para atender às reivindicações dos caminhoneiros.

Leia mais aqui.

Fonte: https://www.brasil247.com/

'Pacote do Veneno' vem para acabar com pragas ou com agronegócio brasileiro?

Grifo meu: Agrotóxicos matam os insetos, com eles mortos, quem polinizará as plantas para novas colheitas?

Ato da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida no Rio de Janeiro,


© Fernando Frazão/ Agência Brasil/ Fotos Públicas

Análise

18:10 29.05.2018(atualizado 18:16 29.05.2018) URL curta

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A PL 6.299/2002, ou "Pacote do Veneno", pode flexibilizar o uso de agrotóxicos no país. Sputnik Brasil conversou com especialistas para entender os prós e contras do projeto.

A comissão especial que analisaria nesta terça-feira o Projeto de Lei 6.299/2002 adiou pela quarta vez a votação do parecer do relator Luiz Nishimori (PR/PR). O projeto flexibiliza as regras de produção, comercialização e distribuição de agrotóxicos e gerou fortes reações contrárias.

Pelo texto, o Ministério da Agricultura será o único responsável por conceder o registro dos pesticidas, retirando as atuais atribuições do Ibama e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Caberá a estes órgãos apenas homologar avaliações de risco sobre os produtos.

Ato da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida no Rio de Janeiro.

© Foto : Fernando Frazão/ Agência Brasil/ Fotos Públicas

Agrotóxicos não são regulados de maneira satisfatória no Brasil, diz ex-gerente da Anvisa

O Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Anvisa, Ibama, Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde (DSAST/MS), Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), Fiocruz, INCA, Defensoria Pública da União (DPU), e Conselho Nacional de Saúde emitiram notas de protesto à nova lei, chamada de Pacote do Veneno pela oposição na Câmara.

As principais críticas da PL questionam a competência do Ministério da Agricultura para "substituir" as ações fiscalizadoras de outros órgãos.

Segundo o professor do departamento de Economia da UFPR, Victor Pelaez Alvarez, o pacote seria um retrocesso. Segundo ele, a lei de 1989 significou um grande avanço ao incorporar diversos órgãos para fiscalizar os efeitos de agrotóxicos.

"Isso faz parte de um processo histórico, que aconteceu em vários países do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, que são o principal consumidor de agrotóxicos, nos anos 70 foi criado o órgão de proteção ambiental e transferiram para ele essa competência", que antes era do ministério da Agricultura. A economia deixou de ser avaliada pela eficiência, mas também pela qualidade dos produtos.

"Historicamente, a área agrícola é muito permissiva e só pensa na perspectiva da produção, e não dos impactos ambientais", explicou.

"Saúde e meio ambiente não são antítese da economia, pelo contrário, são uma síntese de tudo isso", acrescentou.

O especialista também questionou a flexibilização da lei que, segundo ele, afetará as exportações de produtos brasileiros.

"A legislação da União Europeia é muito mais rigorosa e proíbe uma série de ingredientes ativos que ainda são permitidos no Brasil. Se o Brasil não acompanhar essa legislação — uma tendência no mercado mundial — o Brasil fica defasado e corre risco muito grande de sofrer barreiras comerciais e fitossanitárias".

Para ele, o governo demonstra posição "míope" a médio e longo prazo para a população, no setor ambiental e no comércio internacional.

"É muito evidente o retrocesso histórico que estamos vivendo agora com esse projeto de lei", afirmou e disse que o "ministério da Agricultura se revelou incompetente mesmo nas competências que já tem. Comprometendo a competitividade do Brasil no mercado internacional".

Agricultura brasileira deve bater novo recorde na safra de grãos 2015-2016

© Pedro Revillion/ Palácio Piratini

Ministério da Agricultura e Apex-Brasil fecham parceria para promover o agronegócio

"A sociedade precisa evoluir. Infelizmente estamos em um período de retrocesso em todos os níveis. Vide essa paralisação que afeta todos nós. Essa miopia do governo de não entender o médio e longo prazo, com uma legislação que atende os interesses de um grupo muito restrito da população. Mesmo empresas de agrotóxicos não querem esse desmanche legal", concluiu.

O ex-secretário de assuntos internacionais do ministério da Agricultura, Ênio Marques, por outro lado, acredita que certos aspectos da PL são bem-vindos.

Segundo ele, demora muito para fazer registro de agrotóxico ou de defensivo no Brasil. Há filas enorme. A metodologia e a burocracia fazem com que todos os tipos de produto sejam tratados de forma igual, quando há enormes diferenças no seu uso. Por outro lado, ele defendeu uma nova interpretação da lei de 1989, que desconhece outras legislações mais específicas.

"Não tem cabimento surgir uma praga aqui e você não ter a solução de combate à ela e ter um problema maior, do que deveria. Levar 8 anos [para registrar substância nova] é uma aberração. Tem muitas medidas desburocratizantes que a Anvisa, o Ibama e Agricultura está fazendo, que vai mudar radicalmente essas filas. Já está mudando", pontuou.

Além disso, Ênio Marques alega que a nova lei repete em "90% do que já tem inscrito na lei atual do defensivo agrícola".

"Há muito tempo não se permite mais produtos persistentes no ambiente, ou produtos de espectro largo. O relevante é ter uma farmácia agronômica adequada. Ou seja, ter uma lista de todo tipo de praga e doença. Ter um método diagnóstico para ela e soluções que permitem o controle e respeitem todos os cuidados estabelecidos".

Quanto ao eventuais problemas para os produtos brasileiros no exterior, o ex-secretário alegou que cada região do mundo possui características específicas e as pragas dependem de combinação de fatores climáticos. "Aqui temos muitos insetos. Tem muitos produtos aprovados na Europa que não são aprovados aqui, e vice-versa", explicou.

"Não existe nenhum tipo de possibilidade de restrição externa", concluiu.

Muito chão pela frente

O pacote foi apresentado pelo relator Luiz Nishimori (PR-PR) em 24 de abril e foi redigido em 2002 pelo do então senador Blairo Maggi (PP-MT), atual ministro da Agricultura.

A Câmara não informou a nova data para discussão e apreciação da PL pela comissão especial.

Em ano de eleição e com ânimos políticos acirrados existe perigo da votação acabar sendo empurrada para a próxima gestão. De todo modo, nas redes sociais, a votação foi um dos tópicos mais comentados. A hashtag #ChegadeAgrotóxicos chegou aos assuntos mais compartilhados no Twitter da semana passada.

Segundo Sindage (Sindicato Nacional para Produtos de Defesa Agrícola) cada brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxicos ao longo do ano, o que coloca o Brasil no posto de maior consumidor do planeta.

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2018052911336215-pacote-veneno-pragas-agrotoxico-brasil/

Brasil à deriva abre espaço para uma intervenção

Grifo meu: Mudaria em que, se as forças armadas seguem diretrizes americanas?

A greve dos caminhoneiros, que parou o país e obrigou Temer a usar a força para pôr fim ao movimento, expôs as vísceras de um país desgovernado, à deriva, que navega ao sabor de interesses internacionais. Ficou evidente que os golpistas, que tomaram o poder com acusações falsas a Dilma e com a promessa de promover o desenvolvimento nacional, não tinham nenhum projeto de governo e não estavam preocupados com os interesses do povo. Muito pelo contrário, seu objetivo era atender aos interesses do mercado, das elites do dinheiro e, especialmente, do capital norte-americano. Por isso todos os seus atos, desde que assumiram o poder há dois anos, foram direcionados no sentido de entregar ao capital estrangeiro todas as nossas riquezas naturais, sobretudo o petróleo, nossas empresas estratégicas, como a Petrobrás, a Eletrobrás e a Embraer, o que sobrou do entreguismo do governo FHC. E parte do povo, enganada e imbecilizada pela mídia golpista, acabou manipulada pelo MBL (Movimento dos Bobalhões Livres), saindo às ruas de amarelo e espancando panelas das varandas dos prédios luxuosos para apoiar as ações que culminaram com a ascensão de Temer.

Esses mesmos amarelinhos e paneleiros, provavelmente envergonhados porque perceberam que foram usados como massa de manobra, simplesmente sumiram sem indignar-se contra as medidas desastrosas do governo Temer, não dando as caras nem mesmo diante do desabastecimento de combustíveis, que provocou um caos no país. Conseguiram, porém, estigmatizar a camisa amarela da CBF como uniforme de golpista e, por isso, são poucos os que tem coragem de vesti-la para torcer pela seleção brasileira de futebol. E muita gente que saiu às ruas carregando cartazes contra Dilma, em cujo governo o litro de gasolina era R$ 2,69, ficou quieta, escondida, sem protestar contra os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis. Alguns imbecis, porém, que continuam anestesiados pelo noticiário tendencioso da mídia, ainda chegaram a culpar os caminhoneiros pela situação do país, inclusive aprovando o ato de Temer convocando as Forças Armadas para o desbloqueio das estradas. Não aprenderam a lição, deixando-se influenciar mais uma vez pelo noticiário da Globo, que pintou os caminhoneiros como os grandes vilões.

Apesar do esforço da mídia em distorcer os fatos, porém, grande parte da população sabe que os verdadeiros culpados pelo caos em que mergulharam o país são Michel Temer, presidente ilegítimo da República, e Pedro Parente, presidente da Petrobrás. Parente, que já deveria ter sido demitido há muito tempo, foi indicado pelo PSDB para dar prosseguimento ao desmonte da Petrobrás iniciado no governo tucano de Fernando Henrique, que só não conseguiu vender a estatal do petróleo, cujo nome tentou mudar para Petrobras, porque o seu mandato expirou antes da conclusão do processo, mas deu o grande passo inicial para a prática do crime de lesa-pátria quebrando o monopólio do petróleo. E outro tucano, José Serra, deu o segundo passo, tirando a obrigatoriedade da presença da Petrobrás na exploração do pré-sal. Não é difícil perceber a estranha obsessão dos tucanos pela destruição da Petrobras, mesmo conscientes da importância da empresa para a soberania do Brasil. Por que Temer resiste em demitir Parente? Porque certamente ele é a peça principal do seu compromisso com os americanos para permanecer no Palácio do Planalto.

O fato é que o movimento legítimo dos caminhoneiros autônomos, prejudicados pelos aumentos abusivos do diesel, foi confundido deliberadamente com os interesses dos empresários de transporte de carga para torna-lo criminoso e oferecer ao governo motivo para o uso da força. O que se observou, porém, a julgar pelo conteúdo de vídeos postados de vários pontos do país, foi que o tiro dado pelo governo Temer saiu pela culatra e os caminhoneiros passaram a pedir uma intervenção militar, desencantados não apenas com o governo mas, também, com o Legislativo e o Judiciário. Um dos caminhoneiros chegou a subir num tanque do Exército e, lá de cima, reivindicou a intervenção dos militares, sob os aplausos da multidão. Um coronel da PM chamou Temer de mentiroso, por ter afirmado que os manifestantes obstruíam as estradas. E o motorista de um caminhão que transporta oxigênio desmentiu a Globo, dizendo que não houve prejuízo para os hospitais porque todos os veículos com essa carga transitaram normalmente sem nenhum obstáculo. Diante desse panorama, tem-se a impressão de que uma intervenção militar ficou mais próxima depois da greve dos caminhoneiros.

Essa ameaça ficou mais palpável por culpa não apenas do desastre do governo Temer mas, também, pelo vergonhoso comportamento do Congresso, que aprovou todas as medidas contra os interesses do país e do seu povo; e do Supremo Tribunal Federal, que se revelou de uma parcialidade escandalosa. Ambos, que foram cúmplices do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, perderam a confiança da população. A presidenta da Corte Suprema, ministra Carmem Lucia, no entanto, em recente entrevista admitiu ter fracassado em sua tentativa para "pacificar" o país. Quando aconteceu essa tentativa que ninguém sabe? Pacificar o quê, como? Na verdade, ao contrário do que afirmou, o que ela fez foi tocar fogo nos ânimos ao manobrar, nas sessões da Corte, para salvar Aécio Neves e prender Lula, evidenciando a sua coloração partidária. Ainda assim ela disse, sem corar, que "não consegui a pacificação social, pelo menos do que era minha atribuição, mas dei o exemplo de serenidade nos momentos mais difíceis". Serenidade quando? Quando, com o voto de minerva, permitiu a prisão de Lula? É fácil ficar sereno quando os outros é que vão para a cadeia, sem crime. Quem ela pensa que engana?

Por conta de atitudes como essas é que o Supremo perdeu totalmente a confiança da população que, apesar da cortina de fumaça levantada pela mídia, conseguiu enxergar a sua escandalosa parcialidade. Prenderam Lula sem ter cometido nenhuma crime mas, em compensação, libertaram o assassino da missionária Dorothy Stang. Ou seja, para a justiça brasileira o homicídio não tem a gravidade de obras realizadas num apartamento. E o que é mais revoltante: os magistrados sabiam que o apartamento nem pertence a Lula. Sua prisão, porém, que contou com a vergonhosa cumplicidade do TRF-4 e do STF, não tem nenhuma base legal, não passando de mera armação do juiz Sergio Moro para impedir Lula de ser candidato à Presidência da República. E o Judiciário, nos diferentes níveis, foi cúmplice dessa armação. Diante disso, por não confiar mais na Justiça é que parte do povo insiste numa intervenção militar. Se tal acontecer, adeus eleição.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/ribamarfonseca/356450/Brasil-%C3%A0-deriva-abre-espa%C3%A7o-para-uma-interven%C3%A7%C3%A3o.htm

terça-feira, 29 de maio de 2018

Leo ao quadrado: depois dos caminhoneiros, a vez dos petroleiros

Defesa de Lula consegue reverter demissão de assessores


Stuckert

247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região atendeu ao pedido formulado pela defesa e "restabeleceu todos os seus direitos e prerrogativas previstos na Lei no. 7.474/86, dentre eles o de receber assessoria de 6 agentes do Estado, como todos os ex-Presidentes da República".

"A decisão foi proferida pelo Desembargador Federal André Nabarrete Neto na data de hoje (29/05) e suspendeu os efeitos da decisão proferida no dia 16/05 pelo juiz Haroldo Nader, da 6ª Vara Federal de Campinas, nos autos da Ação Popular nº 5003204-33.2018.4.03.6105, que havia cancelado tais direitos e prerrogativas", diz a nota do advogado.

De acordo com a decisão, "a simples leitura dos dispositivos mencionados evidencia que aos ex- Presidentes da República são conferidos direitos e prerrogativas (e não benesses) decorrentes do exercício do mais alto cargo da República e que não encontram nenhuma limitação legal, o que obsta o seu afastamento pelo Poder Judiciário, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes, eis que haveria evidente invasão da competência legislativa".

Por determinação do um juiz federal de Campinas (SP), o Planalto havia demitido seis assessores do ex-presidente. A lista foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/356653/Defesa-de-Lula-consegue-reverter-demiss%C3%A3o-de-assessores.htm

Está caindo a catarata política dos brasileiros

CUT/Vox Populi: 60% dos brasileiros são contra privatização de estatais

247 - Pesquisa CUT/Vox divulgada nesta segunda-feira (28) apontou que 60% afirmaram ser contra a privatização da Petrobras e 59% disseram que a venda da companhia só beneficiaria os empresários, os investidores e os mais ricos.

Também é de 60% o percentual dos que são contra a venda da Caixa – 61% acha que a privatização beneficia os de sempre, empresários, investidores e ricos.

De acordo com os dados, 58% dos brasileiros são conta da venda do Banco do Brasil – só beneficia empresários e ricos afirmaram 59% dos entrevistados. E 57% dão contra a venda da Eletrobras, entre outros motivos porque isso não beneficia nem o Brasil nem os brasileiros. As estatísticas foram publicadas pela CUT.

No geral, 55% dos entrevistados pela CUT/Vox são contra a privatização. Outros 23% são a favor e 22% não souberam ou não quiseram responder. A maior rejeição a venda de empresas e serviços públicos foi registrada na Região Sudeste (59), seguida pela Região Centro/Oeste-Norte (57%); e Sul e Nordeste, com 49% cada.

Não importa o gênero, a idade, a escolaridade ou a renda, todos são contra a  privatização das empresas ou serviços públicos.

Gênero e idade

Entre os homens o índice dos contrários é de 54%, entre as mulheres é de 55%. No recorte por faixa etária, o cenário é o mesmo: 51% dos jovens, 57% dos adultos, e 52 dos maduros não querem da venda das empresas e serviços brasileiros.

Escolaridade e renda

Por escolaridade, os percentuais também são acima de mais da metade dos entrevistados - 55% no ensino fundamental e no médio e 53% nos que têm ensino superior. O mesmo ocorre no recorte por renda: 51% dos que ganham até 2 SM são contra, 59% dos que ganham mais de 2 SM até 5 SM, e 54% entre os que têm nível superior.

Setores estratégicos

Entre os 23% que são a favor da privatização, 45% acham que todas as empresas e serviços deveria ser privatizados; 50% acham que apenas algumas que não forem de setores estratégicos podem ser colocadas a venda; e 5% não soube ou não quis responder.  

Entre os 55% que são contra a privatização, 59% não quer que nenhuma seja vendida; 31% apenas algumas e 10% não sabem ou não responderam.

Avaliação da privatização feita no Brasil nos últimos 30 anos

Sobre as empresas que eram públicas e foram privatizadas no Brasil nos últimos 30 anos, a avaliação também é negativa.

Para 44%, nas mãos da iniciativa privada, as empresas não ficaram rentáveis nem fortes; os preços estão mais caros (42%), o número de empregados diminuiu (38%), os salários foram rebaixados (31%) e a qualidade dos produtos piorou (24%).

Para 33% dos entrevistados, a privatização não trouxeram benefícios para o Brasil, 50% não é um bom negocio

Bancos Públicos

49% dos entrevistados pela pesquisa CUT-Vox acham que os bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa, são indispensáveis ao desenvolvimento nacional e não devem ser privatizados; outros 26% acham que os bancos privados são capazes de fazer as mesmas coisas e que a privatização do Banco do Brasil e da Caixa seria boa para o país.

Para 47%, se a Caixa for privatizada muitas cidades do interior vão ficar sem agências bancárias e muitos programas sociais vão diminuir ou parar de funcionar. Para 27%, isso não vai acontecer, ou seja, não haverá redução na cobertura de agências ou perdas nos programas sociais.

Sobre a administração dos recursos do FGTS 

49% dos entrevistados acham que, se a Caixa for privatizada, o FGTS não vai ser mais destinado a financiar a habitação para famílias de renda baixa e média. Já outros 26%, acreditam que mesmo se for privatizada a Caixa continuará prestando esse tipo de serviço. 

*Com informações da CUT

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/356599/CUTVox-Populi-60-dos-brasileiros-s%C3%A3o-contra-privatiza%C3%A7%C3%A3o-de-estatais.htm

Os golpistas ainda não estão satisfeitos com a condição falimentar do Brasil

Alerta: STF e TSE tramam contra eleições

247 - O Supremo Tribunal Federal (STF), corte máxima do país, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela condução dos processos eleitorais no Brasil, estão colocando em andamento duas operações contra a realização das eleições em 2018: a presidente do STF, Cármen Lúcia, trama a volta do parlamentarismo; nesta terça (29) à tarde o TSE vira de ponta cabeça toda a jurisprudência sobre candidaturas para tirar Lula da disputa eleitoral, numa decisão que pode alijar também Jair Bolsonaro do pleito. Enquanto isso, o presidente do TSE está colocando  em questão a própria realização das eleições em de outubro: “[a greve] acendeu um sinal quanto à própria realização das eleições”, afirmou Luiz Fux ontem. Para que se tenha uma ideia do estado de espírito nos tribunais superiores, Fux chegou a afirma que a greve dos caminhoneiros não deve ser resolvida nos tribunais e sim por um “ato de força”.

Até agora, qualquer pessoa poderia ser lançada candidata por um partido político e sua candidatura era analisada pelo tribunal caso houvesse pedidos de impugnação. Agora tudo pode mudar, para tirar Lula da disputa. Na semana passada, o ministro Napoleão Maia Filho, aliado de Temer, reviu um voto seu e decidiu admitir a discussão na corte sobre a possibilidade teórica de um réu condenado ser candidato a presidente da República. Anteriormente ele havia negado o debate afirmando que era evidente que uma consulta sobre o assunto, apresentada por um deputado do DEM, dizia respeito a Lula. Mas outros magistrados apelaram, e ele mudou o entendimento. O assunto entra na pauta na sessão de hoje à tarde e espera-se que o veto a Lula seja aprovado.

Com a decisão, os condenados em segunda instância não poderiam mais registrar suas candidaturas. A decisão pode também atingir Jair Bolsonaro, que é alvo de duas ações penas no STF. Se a manobra for bem sucedida ficarão fora do pleito os dois candidatos que têm, somados, a intenção de voto de mais da metade dos eleitores. Com isso, as elites desenham aos poucos, um tipo de "democracia" na qual só candidatos "tolerados" serão admitidos aos processos eleitorais.

Enquanto isso, Cármen Lucia prepara-se para colocar em pauta no Supremo a discussão sobre a implantação do parlamentarismo por meio de uma emenda à Constituição. O desejo das elites brasileiras de liquidar com as eleições diretas para presidente e manter o controle do país com maiorias conservadoras no Parlamento é antiga. Foi o que aconteceu em 1961, quando as elites, para evitar a posse de João Goulart na Presidência, depois da renúncia de Jânio Quadros, tiraram da cartola o parlamentarismo para evitar um presidente progressista. O sistema durou 17 meses, sendo derrotado num plebiscito em 1963 e acabou sendo um ensaio para o golpe militar de 1964.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356568/Alerta-STF-e-TSE-tramam-contra-elei%C3%A7%C3%B5es.htm

Urgente Caminhoneiro Acaba de Anunciar A GREVE CONTINUA .

Manifesto internacional pede a liberdade de Lula


247 - Trezentos acadêmicos e intelectuais acabam de lançar um manifesto intitulado "Lula da Silva é um prisioneiro político. Lula Livre!", denunciando a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição discute em detalhe a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro contra Lula, afirmando que ele é nada menos do que um prisioneiro político. O documento declara que a comunidade internacional deve trata-lo como tal e demanda sua imediata libertação. O manifesto é assinado por juristas, intelectuais e acadêmicos de grande peso, como  Tariq Ali, Noam Chomsky, Angela Davis, Leonardo Padura, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos, Slavoj Žižek, Karl Klare e Friedrich Müller.

O manifesto é apoiado por acadêmicos e intelectuais de todo o mundo, mas principalmente dos EUA e da Europa. Ele será traduzido para outras línguas e está aberto para apoio acadêmico adicional no site https://chn.ge/2kpoxzi.

A petição declara que "os abusos do poder judiciário contra Lula da Silva configuram uma perseguição política mal disfarçada sob manto legal. Lula da Silva é um preso político. Sua detenção mancha a democracia brasileira. Os defensores da democracia e da justiça social no Oriente e no Ocidente, no Norte e no Sul do globo, devem se unir a um movimento mundial para exigir a libertação de Lula da Silva."

O manifesto é endossado por juristas mundialmente famosos, tais como Karl Klare, Friedrich Müller, António José Avelãs Nunes e Jonathan Simon. Eminentes pesquisadores do poder e da perseguição judicial (Lawfare), como John Comaroff, Eve Darian-Smith, Tamar Herzog e Elizabeth Mertz, também são apoiadores.

Adicionalmente, a petição é subscrita por intelectuais de renome global como Tariq Ali, Robert Brenner, Wendy Brown, Noam Chomsky, Angela Davis, Axel Honneth, Fredric R. Jameson, Leonardo Padura, Carole Pateman, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos e Slavoj Žižek.

Sociólogos proeminentes como Fred Block, Mark Blyth, Michael Burawoy, Peter Evans, Neil Fligstein, Marion Fourcade, Frances Fox Piven, Michael Heinrich, Michael Löwy, Laura Nader, Erik Olin Wright, Dylan Riley, Ananya Roy, Wolfgang Streeck, Göran Therborn, Michael J. Watts e Suzi Weissman também assinaram o manifesto.

O documento é apoiado por especialistas reconhecidos e diretores de centros de pesquisa em Estudos Latino-Americanos como Alex Borucki, Aviva Chomsky, Brodwyn Fischer, Barbara Fritz, James N. Green, Victoria Langland, Mara Loveman, Carlos Marichal, Teresa A. Meade, Tianna Paschel, Erika Robb Larkins, Aaron Schneider, Stanley J. Stein e Barbara Weinstein.

Ademais, é endossado por economistas globalmente reconhecidos como Dean Baker, Ha-Joon Chang, Giovanni Dosi, Gérard Duménil, Gary Dymski, Geoffrey Hodgson, Costas Lapavitsas, Marc Lavoie, Thomas Palley, Robert Pollin, Pierre Salama, Guy Standing, Robert H. Wade e Mark Weisbrot.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356579/Manifesto-internacional-pede-a-liberdade-de-Lula.htm

Brasil entra em colapso e elites cogitam queda de Temer


Reuters

247 - A crise se aprofunda sem cessar com o país em colapso e as elites, que patrocinaram o golpe contra a presidenta eleita Dilma Roussef em 2016, agora cogitam tirar Michel Temer. Os prejuízos do golpe ao Brasil são incomensuráveis, chegam à casa das centenas de bilhões de reais e analistas projetam um cenário de desastre em larga escala em 2018. Num evento do jornal Valor Econômico que reuniu dezenas de empresários e alto executivos na noite desta segunda (28) o clima era de desalento. Jornal conservador dá Temer como liquidado. 

Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose, chegou a prever que o caos dos últimos dias patrocinado pelo governo pode reduzir o crescimento do PIB dramaticamente: "Essa paralisação vai afetar o PIB do ano em um ponto percentual. Porque a economia parou", disse. "Há múltiplas empresas com as operações paradas." A bem da verdade, a paralisia da economia já estava se desenhando antes da greve dos caminhoneiros. Nos últimos três meses do ano passado, o PIB estava estacionado, com um aumento simbólico de 0,1%. O cenário se repetiu no primeiro trimestre deste anos bem antes da greve. Segundo o Valor Data, a estimativa média de 24 instituições financeiras e consultorias é de que PIB continua estacionado, com outra alta irrisória de apenas 0,3% -os números oficiais devem sair hoje. Enquanto isso, analistas começam a projetar para 2018 um PIB negativo, o dólar batendo nos 5 reais e uma queda brutal nas reservas do país.

No encontro de ontem à noite,  Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza disse que "o Brasil não será o mesmo depois dessa greve". Para Hamilton Amadeo, presidente da holding de saneamento Aegea, o governo está no chão: "Essas movimentações, crises e impactos sempre existirão. O que pode fazer a diferença é ter um governo com capacidade mobilizadora suficiente para direcionar a sociedade e as empresas no melhor caminho".

Para Tito Martins, presidente da mineradora Nexa Resources (ex-Votorantim Metais) a greve dos caminhoneiros tem potencial, inclusive, para influenciar o resultado das eleições de outubro. "A maneira com a qual a negociação foi levada mostra que o governo está enfraquecido", disse. "Nas eleições, o ambiente criado acaba favorecendo os candidatos mais radicais. Arriscaria que a intenção de voto de alguns desses candidatos mais extremos vai subir nas próximas pesquisas."

O jornal O Estado de S.Paulo, porta-voz do segmento mais conservador das elites, publicou nesta terça um editorial com o título "Fraqueza perigosa" no qual indica que o governo golpista naufragou: "O governo do presidente Michel Temer mostrou-se frágil ao lidar com o protesto dos caminhoneiros que parou o País. Essa fragilidade ficou particularmente evidente com a quase total inação das Forças Armadas, malgrado o fato de que as medidas decretadas por Temer para desobstruir as estradas e garantir o abastecimento das cidades incluíam a autorização expressa para que os militares agissem contra os grevistas. Está claro que ao governo faltou pulso para administrar uma crise dessa dimensão, restando à sociedade a sensação de que o que está sendo feito é insuficiente e que os caminhoneiros – e todos os oportunistas que pegaram carona no movimento – estão a ditar os rumos da crise. O País se aproxima perigosamente da anomia – quando aqueles que deveriam exercer a autoridade política e institucional são desmoralizados, prevalecendo a lei do grito".

O humor e mesmo desespero das elites econômicas dá asas a saídas não democráticas para a crise, como insinua o editorial do jornal de Sçao Paulo. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, agendou para os próximos dias uma ação que questiona se é possível migrar do sistema presidencialista para o parlamentarismo por meio de emenda à Constituição. Seria uma reedição da saída de 1961, quando as elites, para evitar a posse de João Goulart na Presidência, depois da renúncia de Jânio Quadros, tiraram da cartola o parlamentarismo para evitar um presidente progressista. O sistema durou 17 meses, sendo derrotado num plebiscito em 1963 e acabou sendo um ensaio para o golpe militar de 1964.   

A articulação de Lúcia vai ao encontro dos movimentos do presidente da Câmara, César Maia. Pré-candidato do DEM à Presidência, com irrisório 1% nas pesquisas, Maia tenta viabilizar-se no poder como primeiro-ministro. Ele continua atirando contra Temer. Numa entrevista à Rede TV que foi ao ar somente na madrugada desta terça-feira ele voltou a insistir na inviabilidade política de Temer: "Governo existe para arbitrar soluções, e não para ficar tratando de números e fazer ajustes econômicos. A renda das pessoas está caindo, o orçamento familiar está pesado por causa do gás de cozinha e dos combustíveis e não houve sensibilidade para enxergar isso antes que o movimento dos caminhoneiros ocorresse".

Cenário das empresas

O encontro do Valor Econômico serviu para dar um cenário da atividade empresarial no país.

"A Suzano parou, hoje, porque eu preciso colocar madeira, químicos e outros insumos para a fábrica 'rodar', e não recebemos nada disso", afirmou Schalka. O executivo relatou que, mesmo com as medidas anunciadas pelo governo, a companhia não sentiu qualquer melhora no fluxo dos caminhões que transportam matéria-prima. "Temos um gabinete de crise monitorando tudo, hora a hora, e não conseguimos evoluir nada."

A greve paralisou cerca de 90% das operações da Heineken no Brasil, informou Didier Debrosse, presidente da cervejaria no país. A previsão é que as operações vão levar de quatro a seis dias para voltar ao normal a partir do momento em que a greve, de fato, terminar.

No grupo Boticário, houve uma queda ao redor de 20% no movimento das lojas, disse Artur Grynbaum, presidente da empresa. "Temos até estoque nas lojas, mas não temos movimento", afirmou. A previsão é que o setor levará de 8 a 14 dias para voltar ao normal.

A Kroton suspendeu 50% das aulas presenciais nas suas unidades de ensino superior, ontem, e planeja estender esse percentual para 70%, hoje. O motivo é a dificuldade de professores e alunos chegarem às unidades, disse Rodrigo Galindo, presidente da empresa.

Na Dell EMC, o estoque de componentes só vai durar 24 horas se o desabastecimento se mantiver, disse Luiz Gonçalves, presidente da fabricante de computadores no Brasil. "Temos estoque curto, de alguns dias, e abastecimento contínuo. Oito caminhões estão parados em Santos", afirmou. "Estamos fazendo reunião de crise duas vezes por dia". Metade dos funcionários passou a trabalhar em casa.

O polo petroquímico do Grande ABC está parado desde ontem (28) por tempo indeterminado, informou o Comitê de Fomento Industrial do Polo do Grande ABC (Cofip ABC), em nota. O polo petroquímico é formado por 14 empresas de primeira e segunda geração da é formado por 14 empresas de primeira e segunda geração da Indústria, como Braskem, AkzoNobel, Liquigás, Ultragaz, entre outras.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/356546/Brasil-entra-em-colapso-e-elites-cogitam-queda-de-Temer.htm

Golpe agoniza e a mídia paga por eles se torna expressão do desespero

Golpe agoniza e mídia se torna expressão do desespero

A capa do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira estampa o desespero do golpe; diante da monumental incompetência do governo, o jornal desabafa em praça pública clamando algum tipo de ação definidora e apontando o óbvio: a ausência de lideranças para conduzir o processo; editorial d'O Globo segue a mesma linha: a exasperação

29 de Maio de 2018 às 07:23 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - A capa do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira estampa o desespero do golpe. Diante da monumental incompetência do governo, o jornal desabafa em praça pública clamando algum tipo de ação definidora e apontando o óbvio: a ausência de lideranças para conduzir o processo.

O Estadão, célebre por sua posição conservadora, indaga aos seus leitores: “o que mais eles querem?”. A resposta, tão evidente, é estereotipada pelo redator: a deposição de Michel Temer, para o jornal, é desejada apenas por ‘alguns’.

Factual é o relato sobre a narrativa da catástrofe que avança: o país está sem controle. Não há credibilidade de nenhum lado e a epidemia de ilegitimidade se alastra como um vírus, em processo de apodrecimento jamais visto na história do país.

O jornal faz extensa matéria que ocupa volume também inédito em sua edição. A linha de raciocínio segue na direção de uma “politização do movimento”. A pauta não seria mais o imposto nem o preço do diesel, mas sim o desmonte de todo o cinturão de proteção social e trabalhista que já não existe mais no país.

Leia a cobertura do jornal aqui.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/356544/Golpe-agoniza-e-m%C3%ADdia-se-torna-express%C3%A3o-do-desespero.htm

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Ibope: Lula lidera até em São Paulo


Foto Ricardo Stuckert


SP 247 - Pesquisa Ibope realizada entre os dias 24 e 27 de maio mostra vitória de Lula até em reduto tucano: o ex-presidente registra 23% das intenções de voto, liderando a disputa presidencial no Estado, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 19%, e Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 13%, mesmo tendo acabado de deixar o governo estadual; Marina Silva aparece com 9%, Ciro Gomes, 3%, e Alvaro Dias, 2%.

Outra pesquisa divulgada nesta segunda-feira 28, em caráter nacional, a Vox Populi revelou vitória de Lula no primeiro turno. O ex-presidente teria 39% dos votos se as eleições fossem hoje - mais votos do que a soma dos votos de 13 adversários sondados (30%).

Em um cenário sem Lula, com Fernando Haddad representando o PT, o ex-prefeito de São Paulo registra 3% das intenções de voto. Nessa simulação, Bolsonaro obteve 19%, seguido por Alckmin, com 15%, Marina Silva, com 11%, Ciro Gomes, com 7%, e Alvaro Dias, com 3%.

O levantamento foi divulgado pela Band.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/356523/Ibope-Lula-lidera-at%C3%A9-em-S%C3%A3o-Paulo.htm

Olha ai porquê Parente quer aumento diário nos combustíveis: Mais um dinheirinho no seu bolso!

Sócio de Parente tem contrato de R$ 11 milhões, sem licitação, com a Petrobras

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


247 - O empresário Odilon Nogueira Junior, sócio de Pedro Parente, presidente da Petrobras, tem um contrato de R$ 11 milhões, sem licitação com a estatal. A denúncia foi feita pelo jornalista Filipe Coutinho na revista eletrônica Crusoé.

Segundo ele, Nogueira Junior firmou o contrato para prestar serviços de pesquisa e gestão em março de 2017. Cinco meses depois, ele passou a ser sócio de Pedro Parente.

O empresário é dono da Dana Tecnologias, cujo endereço é a casa dele. À época da assinatura do contrato da Dana com a Petrobras, Parente já presidida a estatal.

O mesmo repórter publicou na semana passada outra denúncia contra Parente, a de que o banco JP Morgan no Brasil recebeu pagamento no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras. Segundo o jornalista, José Berenguer, que preside o banco no Brasil, é sócio de Parente.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/356507/S%C3%B3cio-de-Parente-tem-contrato-de-R$-11-milh%C3%B5es-sem-licita%C3%A7%C3%A3o-com-a-Petrobras.htm

Metalúrgicos param contra venda da Embraer e demissões

Da GaúchaZH:

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou nesta segunda-feira, 28, que a categoria decidiu apoiar a greve dos caminhoneiros. Em razão de assembleias realizadas para demonstrar solidariedade, atrasaram a produção em quatro fábricas: Embraer, JC Hitachi, Friuli e Prolind.

Os metalúrgicos da cidade também pediram a convocação de uma paralisação de todas as categorias profissionais. “A greve dos caminhoneiros mostra que esta é a hora de os trabalhadores unificarem suas lutas e partir para uma greve geral. Durante todo o seu governo, o presidente Michel Temer agiu contra a classe trabalhadora e em favor dos empresários. É preciso derrubar este governo imediatamente e colocar um fim nas reformas comandadas por ele”, afirma o presidente do sindicato, Weller Gonçalves.

Além do apoio aos caminhoneiros, os trabalhadores da Embraer também reivindicaram o fim das demissões na fábrica e estabilidade no emprego. Desde o anúncio das negociações com a Boeing, tem ocorrido cortes na Embraer, diz o sindicato. “Os trabalhadores já estão sentindo na pele as consequências dos planos de venda para a Boeing. Por isso, exigimos do governo federal o veto à entrega da Embraer”, disse o diretor do Sindicato Herbert Claros.

The the E195-E2 commercial jet’s first prototype is pictured in Sao Jose dos Campos, Brazil, March 7, 2017. REUTERS/Roosevelt Cassio

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/metalurgicos-param-contra-venda-da-embraer-e-demissoes/

CUT/Vox: com 39%, Lula vence no primeiro turno


Ricardo Stuckert


CUT - Mesmo preso há 52 dias e atacado ferozmente pela mídia golpista, o ex-presidente Lula mantém a vantagem sobre os demais candidatos a presidente da República e seria eleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje. E se houvesse segundo turno, Lula também derrotaria qualquer adversário por ampla margem de votos.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula alcançou 39% das intenções de voto contra 30% das soma dos adversários, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 19 a 23 de maio e divulgada nesta segunda-feira (28).

O diretor do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, chama a atenção para o pífio desempenho dos candidatos ligados ao ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) que, juntos com o presidente, deram o golpe de estado e levaram o Brasil para o caos atual.

“Apesar do proselitismo de parte da imprensa brasileira, eles patinam em índices muito baixos. Entre eles, o que mais chama a atenção é o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que está aquém do que alcançaram outros candidatos tucanos no passado”.

“Parece que a opinião pública não perdoa o comportamento do partido de 2014 para cá”, diz Coimbra.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os brasileiros não esquecem que Lula aqueceu a economia, gerou mais de 20 milhões de empregos e distribuiu renda, apesar da crise de 2008 que derrubou bolsas em todo o mundo e levou a economia da Europa e dos Estados Unidos à bancarrota.

“O que temos agora são quase 14 milhões de desempregados, fora os subempregados, aumentos absurdos da gasolina, diesel e gás de cozinha e um governo acuado, desacreditado e sem capital político sequer para negociar o fim de uma mobilização de caminhoneiros”, pontua Vagner.

Na pesquisa estimulada, o segundo colocado, com praticamente um terço das intenções de voto de Lula, está o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 12%; seguido de Marina Silva (Rede), com 6%; Ciro Gomes (PDT), com 4%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 3% e Álvaro Dias (Podemos), com 2%.

Henrique Meirelles (MDB-GO), Manuela D’Ávila (PC do B) e João Amoedo (Novo-RJ) têm cada um 1% das intenções de votos. Já Flávio Rocha (PRB-RN), Guilherme Boulos (Psol-SP), João Vicente Goulart (PPL), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Paulo Rabelo de Castro (PSC) não pontuaram. O percentual dos que não vão votar em ninguém, brancos e nulos totalizou 21% e não sabem ou não responderam, 9%.

No Nordeste, Lula tem 56% das intenções de votos, contra 7% de Bolsonaro e Ciro, que empatam na Região; Marina tem 6% e Alckmin apenas 1%. Os demais não pontuaram. No Sul, 31% dos entrevistados votariam em Lula, 18% em Bolsonaro e 10% em Álvaro Dias; Marina e Ciro empatam, com 4% cada e Alckmin aumenta para 2%, empatando com João Amoedo. Meirelles, Manuela e outros têm 1%.

Pesquisa espontânea

No cenário espontâneo, Lula também está bem na frente dos demais candidatos. O ex-presidente tem 34% das intenções de votos, Bolsonaro surge em segundo lugar, com 10%; Ciro e Alckmin voltam a empatar, com 3% cada; Marina e Joaquim Barbosa, que desistiu da candidatura, surgem com 2% cada; e Álvaro Dias, com 1%. E 5% dos entrevistados disseram que vão votar em outros, 25% ninguém, brancos e nulos, e 16% não sabem ou não responderam.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários com larga vantagem. Venceria Marina com 45% contra 14% da candidata da Rede; Já contra Alckmin e Bolsonaro, Lula alcançaria 47% dos votos contra 11% e 16%, respectivamente.

A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada com brasileiros de mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos.

Foram ouvidas 2.000, em entrevistas feitas em 121 municípios. Estratificação por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda.

A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Confira a íntegrhttps://www.brasil247.com/pt/247/poder/356473/CUTVox-com-39-Lula-vence-no-primeiro-turno.htma

Fonte:

Atos em todo o País confirmam a candidatura de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, em diversos municípios do País, o pré-lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, neste domingo (27), data em que completam 50 dias de sua prisão política. Milhares de brasileiros foram às ruas em todos os estados, em centenas de municípios, para dizer em alto e bom som que Lula é o candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República em 2018.

Em São Paulo, o ato ocorreu no diretório municipal do partido, com a presença de militantes e apoiadores de Lula.

O ex-presidente cumpre o mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

O presidente do PT municipal, Paulo Fiorilo, explicou que o objetivo da ação é reiterar que Lula pode participar da corrida eleitoral.

“A decisão do PT é de inscrever Lula porque temos esses casos de candidatos que estavam presos ou impossibilitados que puderam disputar e, inclusive, alguns ganharam a eleição. O PT entende que é fundamental inscrever Lula dia 15 [de agosto] para fazer a disputa, principalmente neste momento tão difícil que a gente está vivendo de crise dos combustíveis, crise gerada pelo próprio governo com sua política de privatização”, disse Fiorilo.

Eleonora Menicucci, ex-ministra de Dilma Rousseff, afirmou que o PT permanece sem outro nome para concorrer ao pleito.

“Nós estamos aqui reafirmando que acreditarmos que essa ditadura de toga vai acabar.”

A militante Rosângela Veiga da Silva, que mora na zona sul da capital paulista, está confiante na eleição de Lula em outubro.

“Juridicamente, a gente pode sim votar nele. A gente tá vivendo um retrocesso muito grande, com a venda de patrimônios nacionais e a gente acredita que, mesmo preso, ele vai ganhar. Agora, se vão deixar ele governar eu não sei. Mas estamos fazendo nossa parte como militante e também pelo bem social, porque ele foi o único que governou pelo povo”, disse.

Também estiveram presente no ato o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e a vereadora Juliana Cardoso.

O evento nacional de lançamento da pré-candidatura está marcado para o próximo dia 9 de junho, em Belo Horizonte (MG).

O registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorre até o dia 15 de agosto.

Brasília – Centenas de brasilienses vestiram as suas camisas vermelhas e com a suas bandeiras foram para as ruas participar da caminhada e do ato de lançamento da pré-candidatura Lula presidente. O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), se uniu aos manifestantes e reafirmou que não existe hipótese nenhuma de Lula não ser o candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República. “Vamos inscrevê-lo no dia 15 de agosto e temos o desafio de fazer uma campanha linda e entusiasmada para elegê-lo no primeiro”, enfatizou.

Paulo Lula Pimenta, que visitou Lula em Curitiba na última quinta-feira (24), informou que encontrou o ex-presidente disposto, animado e preparado para ser presidente de novo. “Dia 1º de janeiro de 2019, Lula estará de volta e nós vamos subir a rampa do Palácio do Planalto com ele”, afirmou, para a alegria de uma multidão que entoava slogan como “no voto Lula vence, Lula presidente”.

PT na Câmara com Brasil de Fato

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/05/27/pt-reafirma-candidatura-de-lula-a-presidencia-em-diversos-atos-no-pais/

O vampirão só não renuncia com medo ir direto para cadeia

Kotscho: o que Temer ainda está esperando para renunciar?

"Num cenário de perda de emprego e renda, os preços dos alimentos e outros produtos de primeira necessidade já dispararam, investimentos foram adiados ou cancelados, o clima de insegurança é crescente nos mercados e nas ruas. Por que Michel Temer não renuncia de uma vez. O que falta ainda?", questiona o jornalista Ricardo Kotscho

28 de Maio de 2018 às 11:38 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

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247 - O jornalista Ricardo Kotscho afirmou nesta segunda-feira, 28, em meio ao oitavo dia de greve dos caminhoneiros, que põe o governo de joelhos, Michel Temer perdeu o que ainda restava de qualquer condição de governabilidade.

"O que pode levar alguém a chegar a este ponto de humilhação, sem ter mais condições de reagir, só para continuar no poder? Ninguém mais presta atenção no que ele fala, não acredita no que diz, e isso não tem volta", diz Kotscho.

"Já está com a vida ganha. Não seria melhor para ele e para nós todos que fosse cuidar da família e deixasse o país em paz? As reações dele frente ao movimento dos caminhoneiros, que há uma semana paralisa o país, foram as piores possíveis e deram provas sucessivas de que perdeu o controle do governo", diz o jornalista.

Para Ricardo Kotscho, não há nenhuma saída pacífica à vista no horizonte, na ausência de lideranças e interlocutores confiáveis em busca de uma solução.

"A paralisação dos caminhões pode até acabar nas próximas horas, mas já está marcada outra, desta vez dos petroleiros, e depois o que virá? Num cenário de perda de emprego e renda, os preços dos alimentos e outros produtos de primeira necessidade já dispararam, investimentos foram adiados ou cancelados, o clima de insegurança é crescente nos mercados e nas ruas. Por que Michel Temer não renuncia de uma vez. O que falta ainda?", questiona.

Leia o texto na íntegra no Balaio do Kotscho.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/356431/Kotscho-o-que-Temer-ainda-est%C3%A1-esperando-para-renunciar.htm