domingo, 31 de agosto de 2014

A nova roupa da velha politica

 

No discurso, Marina Silva se apresenta como novidade, mas para chegar ao poder a candidata do PSB recorre a antigas práticas
Josie Jeronimo (josie@istoe.com.br)

O currículo da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, 56 anos, enumera passagens por pelo menos três partidos, mandatos parlamentares nas esferas municipal, estadual e federal e o comando de uma pasta ministerial num governo do PT. Desde os 30 anos, Marina vive e respira política, nos moldes ditados pelo sistema partidário. Apesar disso, Marina diz encarnar a “nova política”. É enfática em seus discursos ao frisar que não compactua com o vale-tudo eleitoral e o modelo de alianças adotado por PT e PSDB nos últimos 20 anos. A utopia da candidata, ao pregar uma nova era política, rendeu a seus apoiadores o cativante apelido de “sonháticos”. A oratória envolvente de Marina embala milhões de brasileiros desencantados com “tudo o que esta aí”. Com o verniz da “nova forma de fazer política”, ela mascara as antigas e surradas práticas tão presentes em sua candidatura e biografia.

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CAIXA2?
Entrevistada pelo "Jornal Nacional", Marina Silva não conseguiu
explicar o empréstimo do jato utilizado por Eduardo Campos durante a
campanha - a Polícia Federal investiga a origem do dinheiro usado para comprar o avião

Desde o início da campanha, Marina tem condenado as alianças forjadas única e exclusivamente, segundo ela, para alcançar o poder. No entanto, foi por pura conveniência política, nada menos do que isso, que ela aderiu ao PSB quando precisou escolher entre manter a coerência do discurso ou ficar alijada das eleições de 2014. Em setembro de 2013, antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sepultar as esperanças de Marina em lançar candidatura presidencial pela Rede Sustentabilidade, ela produziu um duro artigo contra o PT, comparando a legenda que a criou politicamente a um camaleão que se mimetiza para sobreviver. “Adaptou-se ao que antes combatia”, escreveu. Marina é rígida com as adaptações dos adversários, mas muito sucinta ao explicar seus ajustes.

A composição, por exemplo, com o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), seu vice, exigiu esclarecimentos. Marina é a candidata que diz não receber doações da indústria armamentista, barra projetos do agronegócio no Congresso e não aceita intervenção da ciência no ciclo natural da vida, posições opostas às de seu vice. Nas últimas eleições, o deputado federal Beto Albuquerque recebeu doação de R$ 30 mil da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), que tem como filiadas a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Taurus.

Recentemente, Marina reiterou ao PSB sua posição sobre a questão: “Estabelecemos que não iríamos receber nenhum tipo de doação da indústria do tabaco e da indústria bélica. Esses compromissos nós continuamos com eles. É uma mensagem de que defendemos uma cultura de paz. Queremos trabalhar com a ideia de promoção da saúde”, afirmou. Nada disse sobre a arrecadação feita por seu vice.

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Em entrevista ao “Valor”, o candidato a vice se justificou: “É claro que ela sabe. Ela não veio para o PSB para ser PSB, assim como não nos coligamos com a Rede para sermos Rede. Nós somos de partidos diferentes” afirmou Albuquerque. O que para os adversários inspiraria um estrondoso rótulo de aproximação por interesse, na nova política de Marina Silva ganhou tratamento diferenciado. “Nós somos diferentes e a nova política sabe trabalhar na diversidade”, argumentou em sua entrevista no “Jornal Nacional”, na noite de quarta-feira 28.

Marina defende as ideias de seu vice, mas prega distância de outros políticos tradicionais filiados ao PSB, como o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) e Paulo Bornhausen, outro ex-integrante do DEM de Santa Catarina convertido ao socialismo. Marina foge para não encontrar os parlamentares nos palanques estaduais. Embora imersa nas águas das velhas práticas, ela não quer parecer contaminada e provoca a ira de antigos militantes. Em tom de provocação, Severino Araújo – presidente do PSB do Paraná, tesoureiro da executiva do partido e ex-secretário de Miguel Arraes – conta que confeccionou 28 milhões de santinhos com a dobradinha de Marina Silva e o tucano Beto Richa, candidato à reeleição no Estado. Ele desafia a candidata à Presidência a vetar o material de campanha e alega que ela sabia dos termos durante o período de convenções. Mesmo assim, permaneceu no partido. “Se ela não quiser foto junto com outros candidatos, tem que fazer outra convenção. Não aceitamos. Essa coisa de nova política não tem a menor lógica. É um sonho, mesmo, como eles dizem.”

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Quando confrontada, Marina recorre a um desgastado artifício das velhas raposas. A tática do “eu não sabia” entrou em debate quando a candidata foi instada a responder sobre ilegalidades no processo de compra da aeronave utilizada pelo PSB para os deslocamentos da comitiva da campanha presidencial. O comportamento, típico dos políticos descolados em driblar a opinião pública, veio acompanhado do clássico brado por investigações. “Meu compromisso é com a verdade. A verdade não virá pelo partido nem pela imprensa e sim pela Polícia Federal”, afirmou Marina em entrevista ao “Jornal Nacional”. A PF investiga o caso e uma das hipóteses é que a aeronave tenha sido comprada com recursos de caixa 2. Loteamento de cargos é outro tema favorito da candidata para atacar os adversários. Porém, a amizade de Marina com o governador do Acre, Tião Viana (PT) garantiu cargo de secretário a seu marido, o técnico agrícola Fábio Vaz de Lima. Somente após Marina assumir a candidatura presidencial ele se afastou da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e Serviços Sustentáveis.

Analistas políticos acompanham com cautela a retórica de Marina. Apesar de a prática ser outra, a candidata consegue dizer o que o povo quer ouvir e trabalha bem com o imaginário popular, resume o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Kramer. “Nova política é um rótulo tão gasto que deu nome a uma coleção de discursos de Getúlio Vargas na década de 1950. É um conceito para consumo externo, cativa as grandes massas desencantadas com os partidos políticos”, afirma o especialista.

http://www.istoe.com.br/reportagens/380005_A+NOVA+ROUPA+DA+VELHA+POLITICA?pathImagens&path&actualArea=internalPage#.VAMqsdfqNDU.facebook

Força sedutora do 4G

Bruno Peron

Os serviços de Internet através de telefones móveis aprimoram-se. Investidores sempre encontram uma maneira de ganhar dinheiro com o potencial consumidor de brasileiros, ainda que aqui a burocracia e os custos sociais atravanquem negócios. Alguns deles são os cabeamentos horríveis que se penduram nos postes das ruas em vez de deixá-los subterrâneos nas cidades, e o risco de furto e roubo de aparelhos eletrônicos por aqueles que não podem comprá-los e importunam aqueles que os têm.

Para aqueles que podem acompanhar esses avanços tecnológicos, a expansão da telefonia móvel 4G é promissora no Brasil. Discutiu-se sua viabilidade ao longo de 2012 para que, em 2013, algumas cidades grandes como Brasília e Curitiba oferecessem o serviço. A vantagem da tecnologia 4G em relação à anterior 3G é que aquela oferece acesso muito mais rápido à Internet e permite, assim, interação maior dos usuários com aplicativos, músicas e vídeos enquanto estiverem em vias públicas.

Tudo começou no Brasil com o leilão da faixa de 2,5 GHz pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) em junho de 2012 para a implantação da tecnologia 4G. Entretanto, não existe um padrão de frequência da tecnologia 4G que seja aceito no mundo todo. Por isso, a ANATEL também pretende leiloar em setembro de 2014 a faixa de 700 MHz para uso da tecnologia 4G. Com isso, a frequência de 700 MHz complementaria a de 2,5 GHz, além de que ela tem a vantagem do sinal mais abrangente que a segunda e usa-se em países como Argentina e Estados Unidos.

Antes que a frequência de 700 MHz seja usada pela telefonia móvel, contudo, houve um acordo para que emissoras de televisão analógica mudem de faixa. Além disso, é importante destacar que o governo brasileiro terá uma receita inicial de aproximadamente R$ 8 bilhões com a concessão da faixa de 700 MHz e que o procedimento não se deve confundir com privatização. No entanto, espera-se que esses recursos financeiros não se convertam em leite que verta em mamadores compulsivos do governo federal.

Minha preocupação deve-se às oscilações de qualidade em gestão de dinheiro para fins públicos, já que decisões do governo envolvem várias pessoas. Há uma boa recepção a tecnologias novas no Brasil, desde que os sinais das operadoras de telefonia móvel ao menos funcionem e garantam operação mínima dos serviços contratados. Foi mais ou menos com esta disposição que a ANATEL obrigou que, desde junho de 2014, operadoras de telefonia móvel de cidades com mais de 500 mil habitantes disponibilizassem acesso em 4G. O imperativo da lei tem força, embora a oferta do serviço seja também de interesse destas empresas. Aproximadamente 2,5 milhões de pessoas acessam atualmente a telefonia 4G no Brasil em 106 cidades.

É bom que tecnologias avançadas (fibra ótica, 4G, etc.) cheguem também ao Brasil, embora elas sejam mais caras e mais seletivas que em países da vanguarda industrial. Redes de comunicação pavimentam um caminho irreversível na medida em que abrem janelas com que consumidores de vários níveis econômicos e sociais apenas sonhavam. É possível ter acesso a transmissões gratuitas de televisão digital, programas de países longínquos, videoconferências e mensagens instantâneas.

Creio que ninguém contrarie os benefícios que essas tecnologias trazem em qualquer lugar, embora algumas críticas mereçam atenção. Faço algumas: a da publicidade excessiva que transforma o lazer numa prorrogação do sistema produtivo através da televisão; a do compartilhamento de dados pessoais nos cadastros em websites e nas redes sociais da Internet; e a dos smart phones que se transformam num membro dos nossos corpos. Sobre um panorama nacional, agrego que o Brasil integra-se pelas tecnologias de comunicação (sobretudo a televisão), mas se desintegra nos espaços públicos mais tradicionais (as ruas, os bairros, as cidades e as regiões).

A tecnologia 4G é mais um serviço que provoca sedução.

Infelizmente, sua força sedutora evidenciará as margens.

http://www.brunoperon.com.br

MAIS REFORMA ORTOGRÁFICA?

 

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

O último acordo ortográfico da língua portuguesa, que se arrasta por anos, teve a sua vigência prorrogada pelo governo brasileiro de 2013 para 2016 – e já existe projeto de outra reforma na nossa língua portuguesa, essa com mudanças muito mais abrangentes do que a anterior.

O projeto, chamado “Simplificando a ortografia”, é do professor de língua portuguesa Ernani Pimentel e sugere alterações como o fim da letra H no início de palavras (“homem” e “hoje” viram “omem” e “oje”), o fim da junção CH (“chave” e “chuva”, viram “xave” e “xuva”) e o fim da letra S com som de Z (“precisar” e “casa” viram “precizar” e “caza”), entre outras. O objetivo é tornar a linguagem escrita igual à falada.

Muito nobre a intenção do professor, seria muito mais simples termos a nossa língua escrita exatamente da forma como é falada, mas estamos passando pelas dificuldades de uma reforma agora, reforma essa proporcionalmente simples, se comparada com a proposta agora. E já está dando o maior trabalho para todos, seja na escola ou para quem escreve, profissionalmente ou não.

O Acordo Ortográfico, que pretende ser comum a todos os países que falam o português e que já está sendo aplicado nas escolas e nas publicações brasileiras há alguns anos, era para vigir a partir do dia primeiro de janeiro de 2013, mas teve a sua vigência obrigatória adiada por mais três anos.

Livros didáticos e apostilas, usados em todas as escolas do país, tiveram que ser atualizados e reimpressos. Muita coisa foi para o lixo para ser substituída por novas versões atualizadas com a nova ortografia. Agora tudo vai ter que ser substituído novamente? Isso envolve dinheiro público, que poderia ser canalizado para outras necessidades da própria educação brasileira, que vem sendo sucateada sistematicamente. Será que não há nada mais importante para se pensar, para reformar, do que tumultuar o ensino e o uso da língua mãe?

Ou será que estão tentando “simplificar” a nossa língua justamente para disfarçar o sucateamento, por parte de nossos governantes, da educação brasileira, do ensino que está sendo praticado?

Os governantes que aí estão mudaram, recentemente, entre outras coisas, a idade de alfabetização de nossas crianças, que sempre aprenderam a ler e a escrever aos sete anos. Há alguns anos, a data de alfabetização dos pequenos mudou para oito anos. Claro, porque foram feitas muitas mudanças, nos últimos anos, no ensino do primeiro grau, e não foi para melhor. Não só na maneira de ensinar, mas no conteúdo curricular, também. De maneira que existem muitos estudantes no terceiro, quarto anos do ensino fundamental brasileiro que não sabem ler e escrever. Por causa disso, o governo brasileiro decidiu aumentar um ano no prazo para a alfabetização dos estudantes. Simples, não?

Sem considerarmos a confusão que as mudanças causam na maioria dos cidadãos brasileiros. Já havia dificuldade para escrever corretamente. Agora, então, é que não se tem mais segurança de nada.

Felizmente, o projeto ainda não está na Comissão de Educação do Senado, ela será apresentada no Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa que acontece em setembro, em Brasília. É um assunto que precisa ser pensado e discutido, com muita calma e serenidade, com objetividade, porque afinal, não saímos ainda de uma reforma e já estaríamos prestes a entrar em outra? O que diz disso a Academia Brasileira de Letras? E os outros países que falam a língua portuguesa, o que acharão disso?

Como disse Sérgio Nogueira, colunista de português, “A ‘simplificação’ me parece muito mais um empobrecimento, uma confissão de incapacidade: Fracassamos. Não conseguimos ensinar nem a nossa própria língua porque as regras são difíceis. Não será um acordo ortográfico que vai resolver nossos problemas com o analfabetismo”.

De pleno acordo. O que precisamos é de melhor manutenção e equipamentos apropriados nas escolas, melhor qualificação e pagamento digno aos professores, um conteúdo curricular planejado e eficiente para nossos estudantes.

“Bastou um pastor influente reclamar”, ataca candidato do PV sobre PSB

Eduardo Jorge criticou o recuo da coligação “Unidos pelo Brasil”, que eliminou ou alterou trechos do programa de governo em que se comprometia em articular aprovação de propostas para a comunidade LGBT

Em nota divulgada na noite deste sábado (30), o candidato do PV à presidência da República, Eduardo Jorge, criticou o recuo da coligação “Unidos pelo Brasil”, que voltou atrás e eliminou ou alterou trechos do programa de governo em que se comprometia a articular com o Congresso a aprovação de propostas para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais).

De acordo com a campanha da coligação, encabeçada pela presidenciável Marina Silva (PSB), houve “falha processual na editoração”, pois o texto divulgado inicialmente “não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo”.

“Bastou um influente pastor reclamar e ameaçar uma guerra santa e a campanha do PSB recuou em dois pontos essenciais: no reconhecimento do direito ao casamento para as pessoas que querem ver respeitada sua livre orientação sexual e na gravidade dos crimes de homofobia”, criticou Eduardo Jorge, em referência às críticas do líder da igreja evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, ao programa de governo de Marina Silva.

À Folha de S. Paulo, Malafaia declarou que “Marina não fez a correção por causa das minhas críticas”, mas porque “ela sabe que não pode contrariar o povo evangélico”. Segundo ele, “até o mais ignorante dos evangélicos sabe o que é um casamento gay”. A presidenciável do PSB também é evangélica, da Assembleia de Deus. “Será pra valer a promessa do PSB de adotar uma política laica se vencer a eleição?”, indagou Eduardo Jorge na nota.

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/%E2%80%9Cbastou-um-pastor-influente-reclamar%E2%80%9D-ataca-candidato-do-pv-sobre-recuo-do-psb/

Dilma diz que posição de Marina sobre o pré-sal é 'obscurantista’

 

Presidente parte para o ataque após críticas da candidata do PSB à política energética do governo federal

por BIAGGIO TALENTO, da Agência A Tarde

Candidata Dilma Rousseff durante a visita ao SENAI-CIMATEC- Divulgação

SALVADOR – A presidente da República e candidata à reeleição Dilma Rousseff partiu para o ataque após Marina Silva (PSB) criticar a política energética do governo federal e propor o incentivo a fontes alternativas de energia. Nesta sexta-feira, em Salvador, na Bahia, Dilma disse, sem citar a adversária, que a intenção do programa de governo de Marina de colocar o pré-sal em segundo plano é “fundamentalista, retrógrada e obscurantista”.

— Quem acha que o pré-sal tem que ser reduzido, não tem uma verdadeira visão do Brasil. Isso é um retrocesso, uma visão obscurantista. O pré-sal, dependendo da política que você faça, transforma uma riqueza finita num passaporte para o futuro — disse, referindo-se ao fato de 75% dos royalties e 50% do fundo social pré-sal serem destinados à Educação — o que, em 35 anos, pode render recursos de R$ 1,3 trilhão.

A presidente ressaltou que, em 35 anos, o pré-sal pode render recursos de R$ 1,3 trilhão. Ela criticou a candidata do PSB logo após visitar o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec).

— Não sei se é um desconhecimento da realidade supor que haja, hoje, entre as várias fontes de energia alternativas, alguma para substituir o petróleo no campo da matriz de combustíveis que move os transportes. Nesse (campo) temos algumas alternativas como o etanol, mas ele dá conta da gasolina, já o diesel (do transporte carga) quem dá conta é o biodiesel. No Brasil, a fonte do biodiesel é a soja. Nem o etanol nem o biodiesel são alternativas de fato, concretas ao uso do petróleo. Não substitui, complementa — afirmou.

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Os dois tipos de matriz defendida pela candidata do PSB, a energia eólica e a solar seriam apenas “alternativas” e também complementares na “matriz elétrica”. Dilma defendeu outro alvo de críticas de Marina, as hidroelétricas.

— No Brasil, quem não investir na hidroelétrica está alienando uma das fontes de competitividade do País, porque a alternativa à energia hidroelétrica não é a solar e a eólica, que são complementares — declarou, insistindo: — Não existe essa hipótese de um país que precisa de 70 mil megawatts nos próximos vinte anos fornecer essa energia dominantemente com energia solar e eólica. Isso é uma fantasia, uma irresponsabilidade com o país. Até porque o Brasil precisa de energia para crescer

Para Dilma, só mesmo uma posição fundamentalista explicaria a não exploração da energia hidroelétrica no País.

A presidente chegou a desdenhar das ideias de Marina.

— Não olhar o petróleo como uma das riquezas importantes para o Brasil, não olhar o pré-sal como sendo um grande ganho que esse país teve e essa história de que 'eu vou acabar com o petróleo' primeiro que eu acho que não é real. Esse País não aguenta isso. E mais, além disso, acredito que isso é fruto de uma má compreensão ou de um grande retrocesso e obscurantismo.

Sem crédito público, o Brasil pararia, diz Dilma

 

Presidente rebateu propostas de seus adversários ao Planalto em agenda de campanha em SP

Presidente tem criticado propostas "aventureiras" e "atrasadas"Dilma Rousseff

A candidata à reeleição Dilma Rousseff, afirmou na tarde deste sábado (30) que, sem o crédito subsidiado pelo governo federal, vários setores da economia serão afetados negativamente.

— Não é só o Minha Casa, Minha Vida. O mais grave é que também não vai ter Plano Safra da agricultura, do agronegócio. Hoje, todo o dinheiro do plano safra, tudo tem participação do recurso público.

Dilma rebateu propostas de seus adversários, dizendo que uma delas tira do Brasil o "passaporte para o futuro", que é o petróleo do pré-sal.

— Vocês começam a ver a gravidade das propostas que estão ai.

A outra proposta, segundo ela, impedirá que o governo federal financie o metrô.

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A candidata do PT explicou como funciona o empréstimo: 30 anos para pagar, cinco anos de carência, e 5% de taxa de juros. Ela salientou que taxa básica de juros, a Selic, atualmente está em 11% ao ano, mas que, no mercado, é possível encontrar taxas de 20%, 30%.

— Sem banco público, sem subsídio do governo federal, não tem nenhum investimento em transporte.

Essas propostas são, conforme a presidente, "aventureiras" e "atrasadas".

— Mas fazem parte de uma proposta aparentemente avançada, demagógica e, sobretudo, não sei a que interesse serve. Fiquem atentos, olho aberto, vocês têm de escutar essa questão, que vai afetar a vida de todos nós.

Ainda no discurso no interior de São Paulo, Dilma continuou dizendo que essas propostas afetarão a construção de equipamentos por todo o Brasil e os investimentos do Estado.

— Não há financiamento no Brasil, acima de 10 anos, sem o governo federal subsidiar. Estou afirmando isso. Estou falando isso por um motivo, o Brasil não pode parar, o Brasil tem de continuar fazendo seus programas sociais.

Ao final, a presidente pediu aos prefeitos que a escutavam que ficassem atentos.

— Quem vai vencer essa campanha somos nós e a verdade. Vocês, que se integram a esse 'nós', me ajudaram em 2010 e vão me ajudar agora.

http://noticias.r7.com/eleicoes-2014/sem-credito-publico-o-brasil-pararia-diz-dilma-30082014

O Plano Nacional de Educação em perigo

 

cadernoscultpol / 17 horas ago 30 de agosto de 2014

Marina Silva

Por Theófilo Rodrigues

O anúncio de que o programa da candidata Marina Silva pretende reduzir os investimentos no pré-sal foi um verdadeiro balde de gelo – para usar uma expressão da moda – nos defensores da educação pública e do Plano Nacional de Educação.

O Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado neste ano é o principal documento norteador das políticas públicas de educação do país. Entre suas 20 metas para os próximos 10 anos consta que o investimento público em educação deverá alcançar 7% do PIB em 2019 e 10% do PIB em 2024. Hoje o investimento público em educação está em aproximadamente 6% do PIB.

Como podemos observar, a maior dificuldade do PNE não será sair dos 6% de 2014 para 7% em 2019. O maior problema será passar dos 7% de 2019 para 10% em 2024. E é aí que mora o perigo da proposta de Marina Silva de redução dos investimentos do pré-sal.

Como sabemos, o pré-sal é a principal fonte de financiamento para os 10% do PIB em educação. Após muita pressão da sociedade civil e dos movimentos sociais o Congresso Nacional aprovou em 2013 que 75% dos royalties e 50% do fundo social do pré-sal serão destinados à educação.

Marina Silva já anunciou que se for eleita não disputará a reeleição. Ou seja, sairá do governo em 2018. Se eleita, Marina não terá dificuldade em alcançar a meta de 7% do PIB em 2019. O problema estará no legado que deixará para seu sucessor. Sem o pré-sal nenhum presidente que a suceder conseguirá alcançar a meta de investir 10% do PIB em 2024. Marina não criará um problema para seu próprio governo, mas sim para o futuro do Brasil.

Tive a curiosidade de ler as mais de 240 páginas que constituem o programa de governo de Marina para saber o que ela realmente propõe para a área. De fato, o documento afirma na página 114 que seu governo irá “acelerar a implementação do Plano Nacional da Educação (PNE), que prevê a destinação de 10% do PIB à educação” e que para isso irá “aplicar os repasses à educação de parcela dos royalties do petróleo das áreas já concedidas e das do pré-sal”.

O problema, portanto, não está no seu programa, mas sim na sua declaração contraditória que vem sendo repetida à exaustão de que irá reduzir consideravelmente os investimentos da Petrobras no pré-sal para investir mais no etanol como fonte energética. Ademais, a candidata propõe que o orçamento do Ministério da Saúde suba para 10% do PIB, que o orçamento do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação alcance 2% do PIB e que também seja ampliado o orçamento do Ministério da Cultura.

Resta saber como Marina fará tudo isso sem o pré-sal e com uma política econômica de redução de gastos públicos, de manutenção de um elevado superávit primário e de autonomia do Banco Central. Para o bom debate público é bom que a candidata se explique.

Theófilo Rodrigues é cientista político.

http://cadernoscultpol.wordpress.com/2014/08/30/o-plano-nacional-de-educacao-em-perigo/

Marina se apropria de discurso original de Aécio

 

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Apresentadas hoje, 250 páginas do plano de governo da candidata Marina Silva têm um fio condutor: os mesmos princípios, ideias e soluções praticadas no passado de governo e propostas atuais de campanha do PSDB do adversário Aécio Neves; pregação de menor presença do Estado na economia, fim do "dirigismo" e liberalismo econômico para atrair o "capital privado" são, conceito por conceito, bandeiras que os tucanos sempre defenderam; no trato, candidata renovou rapidamente sua imagem e tenta imitar o estilo conciliador e simpático do senador mineiro; santinho eletrônico no mais puro estilo paz e amor busca o coração das massas; até o "vamos conversar" de Aécio virou "queremos conversar" na nova política de Marina

29 de Agosto de 2014 às 17:13

247 – Saiu o plano de governo da candidata Marina Silva. E ele tem a cara e o corpo dos conceitos, estratégias e soluções que o PSDB do candidato Aécio Neves vai apresentando nesta campanha eleitoral. O fio condutor das 250 páginas do conteúdo do programa apresentado hoje em São Paulo, na sede do PSB, é o mesmo do utilizado pelos tucanos ao longo de sua história: presença reduzida do Estado na economia, abertura de mercado e prevalência do capital privado no processo de desenvolvimento. A receita clássica do neoliberalismo.

Além de tomar para si o discurso econômico dos tucanos, Marina também vai tentando se apropriar do estilo conciliador do senador mineiro. Ela anuncia que abrirá espaço em seu governo para quadros de todos os partidos, desde que sejam "bons". Assim como Aécio, da velha escola mineira, Marina quer mostrar que tem capacidade de diálogo e convivência.

"É uma lenda", segunda ela, o perfil de que seria, na prática, uma pessoa que não aceita o contraditório. Para provar que mudou, o primeiro passo econômico de Marina se deu na direção de usineiros de etanol, uma base que o PSDB vinha cultivando em disputa, é claro, do ex-governador Eduardo Campos.

No terreno da imagem, Marina ganhou ares de mulher moderna, bem maquiada e sorridente.

Com economistas do campo de influência tucana com seus principais candidatos a ministro da Fazenda e presidente do Banco Central, André Lara Resende e Eduardo Giannetti da Fonseca, não necessariamente nessa ordem, Marina avisa, sem meias palavras, que quer o campo tucano todo para si.

Abaixo, notícia da Agência Reuters a respeito:

Programa de governo de Marina promete presença menor do Estado na economia

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO (Reuters) - O programa de governo da candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, prevê uma menor presença do Estado na economia, criando condições para elevar a participação do capital privado nos investimentos.

"A situação das finanças públicas e a rigidez do orçamento tornam imprescindível que deixemos de lado a prepotência e o dirigismo para criar as condições necessárias à atração de capital privado", diz trecho do documento de 124 páginas divulgado nesta sexta-feira.
Nesse sentido, o programa apresentado por Marina, que foi elaborado quando Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo neste mês, ainda era o presidenciável do PSB, indica que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá um papel menor na economia no caso de vitória da ex-senadora.

"Acesso a recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional, por meio dos bancos públicos, não pode ser o fator principal de sucesso das nossas empresas", diz o texto.

Em duras críticas à gestão da atual presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, o programa de Marina promete que seu "governo deixará de ser controlador para tornar-se servidor dos cidadãos".

"Deixará de ver o setor público como um fim em si mesmo e como algo superior, quase como o criador da sociedade. O Estado tem de servir à sociedade, e não dela se servir. Ou seja, inverteremos uma lógica dominante nos últimos quatro anos. Partimos do pressuposto de que a sociedade criou o Estado e o governo para servi-la. E não o inverso."

Ainda na questão do crédito, o programa de Marina aponta que um governo seu buscaria reduzir o domínio dos estatais Banco do Brasil na oferta de empréstimos ao setor agrícola e Caixa Econômica Federal no crédito imobiliário. "Os subsídios ao crédito agropecuário e aos programas de habitação popular deverão continuar, mas com maior participação dos bancos privados."

Marina foi anunciada como candidata à Presidência pelo PSB após a morte de Campos. Nas últimas pesquisas de intenção de voto, ela apareceu à frente do tucano Aécio Neves no primeiro turno e atrás de Dilma. Em simulações de segundo turno, a ex-senadora venceria a petista.

BC INDEPENDENTE E TRIPÉ

O programa de Marina coloca no papel a promessa já feita pela candidata de assegurar a independência do Banco Central, "o mais rapidamente possível, de forma institucional, para que ele possa praticar a política monetária necessária ao controle da inflação".

"Como em todos os países que adotam o regime de metas, haverá regras definidas, acordadas em lei, estabelecendo mandato fixo para o presidente, normas para sua nomeação e a de diretores, regras de destituição de membros da diretoria, dentre outras deliberações", informa o documento, acrescentando que o modelo será mais detalhado após as eleições.

O programa repete o discurso de Marina sobre a importância do tripé econômico.

Um eventual governo da ex-senadora trabalhará "com metas de inflação críveis e respeitadas, sem recorrer a controle de preços que possam gerar resultados artificiais", com a promessa de corrigir "os preços administrados que foram represados pelo governo atual, definindo regras claras quando não existirem".

Ainda nesse ponto, menciona a criação de um cronograma de convergência da inflação para o centro da meta atual, de 4,5 por cento ao ano, e a busca pela redução do nível de indexação da economia.

Sobre a questão fiscal, o programa diz que é necessário gerar um superávit primário (a economia feita pelo governo para o pagamento de juros da dívida pública) "para assegurar o controle da inflação". No médio prazo, "os superávits devem ser não só suficientes como também incorporados na estrutura de operação do setor público, de tal maneira que possam ser gerados sem contingenciamentos", diz o documento.

O programa prevê ainda a criação do Conselho de Responsabilidade Fiscal, independente e sem vinculação a nenhuma instância de governo, para verificar "a cada momento o cumprimento das metas fiscais e avaliar a qualidade dos gastos públicos".

Finalmente, sobre o câmbio, o programa promete manter a taxa livre, sem intervenção do BC. Mas deixa a porta aberta para que isso ocorra "ocasionalmente... para eliminar excessos pontuais de volatilidade, com vistas a sinalizar para o mercado que políticas fiscais e monetárias serão os instrumentos de controle de inflação de curto prazo".

REFORMA POLÍTICA E PARTICIPAÇÃO POPULAR

O programa de governo defende uma maior participação popular, de modo a haver uma "democratização da democracia", dizendo que as eleições "são apenas o ponto de partida do processo".

O texto fala de uma "crise de valores" e que uma das causas dessa crise é "a reprodução da velha política", argumentando que os agentes dessa lógica são o presidente eleito e os líderes partidários, um trocando recursos pelo apoio dos outros.

Para deflagar uma reforma política, o programa propõe a unificação do calendário geral das eleições, o fim da reeleição e a adoção de mandato de cinco anos.

Diz que é preciso mudar as regras para a competição entre os partidos políticos, especialmente os modos de financiamento de campanha.

E em sintonia com as manifestações de junho de 2013, o programa aponta que é preciso criar novos mecanismos de participação, com o uso da tecnologia, além de fortalecer os já existentes, como plebiscitos, consultas populares e conselhos sociais.

"As manifestações recentes demandam que se ampliem os espaços públicos de discussão, maior inserção nos processos políticos e exercícios de cidadania", diz o texto.

"Os canais existentes devem ser fortalecidos mas novos instrumentos precisam ser desenvolvidos, mediante o uso de tecnologias da informação e comunicação, para que o cidadão participe mais ativamente das decisões."

(Reportagem adicional de Eduardo Simões e Alexandre Caverni)

http://www.brasil247.com/+rk07b

sábado, 30 de agosto de 2014

Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura a governador

 

Informação é do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas Gerais

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A entrada em cena de Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos, mexeu com o cenário eleitoral e já começa a reorientar as estratégias das campanhas adversárias. O senador Aécio Neves (PSDB), deslocado para o terceiro lugar pela ex-ministra do Meio Ambiente, pode ser, no entanto, o primeiro a adotar uma estratégia de alto risco político.

Segundo informações de bastidor apuradas pelo repórter Gerson Camarotti e publicadas em seu blog no G1, Aécio adotaria uma posição pragmática diante da queda na pesquisa nacional e das dificuldades de seu candidato em Minas, Pimenta da Veiga, 14 pontos percentuais atrás de Fernando Pimentel, nome do PT ao governo. Aécio teria de optar pelo pragmatismo e "mergulhar um período em terras mineiras".

Segundo um cacique tucano teria dito a Camarotti, o partido teria chegado à conclusão de que "é preciso manter o espaço em Minas". Para isso, poderia lançar mão de uma operação de alto risco: Aécio desistiria da candidatura à Presidência e assumiria a missão de impedir que os tucanos percam a máquina em Minas Gerais, de R$ 75 bilhões e 17 mil cargos comissionados.

Essa hipótese ganhou as ruas nesta sexta-feira, 29, por meio do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas, Pedro Brandão Guadalupe. Em postagem no Facebook, Pedro Brandão diz que, "se Marina passar muito Aécio, ele sai, apoia ela, ganha no primeiro turno, e vira Governador de Minas Gerais (sic)". Ele reconhece que não seria a melhor opção, mas garante que "já está certo o cheque-mate a qualquer momento no PT (sic)".

http://www.pautandominas.com.br/en/May2013/brasil/1017/Aécio-pode-desistir-do-Planalto-e-assumir-candidatura-a-governador.htm

Pré-Sal e a energia hidrelétrica não podem ser negados

Pré-Sal e a energia hidrelétrica não podem ser negados

 

A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (29) que reduzir o Pré-Sal seria um retrocesso. “Quem acha que o Pré-sal tem de ser reduzido não tem uma verdadeira visão do Brasil”, disse Dilma, apontado que esta é uma grande descoberta para o País. “Com o Pré-Sal, dependendo da política que se faça, transforma-se uma riqueza finita em passaporte para o futuro”.

O Governo Dilma conquistou a destinação de 75% dos royalties do Pré-Sal e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para serem investidos em Educação. A Saúde receberá 25% dos royalties do Pré-Sal. “Você soma tudo e vai dar em torno de R$ 1,3 trilhão. Isso será destinado à Educação por lei”, afirmou a presidenta.

Outras fontes de energia
A presidenta também explicou que o petróleo é a melhor matriz energética para o transporte. “Nem o Etanol e o Biodiesel são alternativas de fato concretas ao uso do petróleo. Complementam, mas não substituem. Teria uma fonte que substituiria o petróleo, a chamada célula de carbono, que é caríssima e portanto não tem comercialidade”.

Dilma Rousseff também avaliou que as matrizes, como a Eólica e a Solar, são alternativas complementares à hidrelétrica. A opção seriam as térmicas a gás e a carvão e o óleo combustível. “No Brasil, quem não investir em hidrelétrica está alienando uma das fontes de competitividade do País. Num país que precisa de 70 mil MW nos próximos 20 anos, não tem hipótese de fornecer estes 70 mil MW dominantemente com energia Solar e Eólica. Isso é uma fantasia, uma irresponsabilidade com o País, até porque o País precisa de energia para crescer”.

E Dilma completa: “acredito que usar devidamente a natureza, respeitando o meio ambiente, é o melhor caminho para a produtividade”.

PIB
O recuo no PIB é uma situação momentânea, avaliou a presidenta Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (29), em Salvador (BA). “O Brasil hoje tem todas as condições para ter uma grande retomada, porque nós estamos criando estas condições”, explicou a presidenta, apontando que para crescer, é preciso apostar na capacidade produtiva do povo e fazer grandes investimentos em infraestrutura.

Apenas três países se saíram bem no segundo trimestre no mundo: China, Estados Unidos e Reino Unido. Os demais países, apresentaram redução drástica no crescimento, inclusive aqui na América Latina, à exemplo do Chile e Peru. O resultado foi influenciado pela queda nos preços das commodities.

Mais petróleo
A descoberta de petróleo no Pré-Sal foi anunciada em 2006 pela Petrobras, a partir do primeiro óleo encontrado na área de Tupi, na bacia de Santos. Em 2008, foi produzido o primeiro óleo originário do Pré-Sal; e em julho de 2014, a Petrobras atingiu a marca de 500 mil barris diários do Pré-Sal. A previsão é alcançar 1 milhão de barris por dia em 2017 e 2,1 milhões em 2020.

O País levou 31 anos para produzir os primeiros 500 mil barris e agora, em apenas três anos, está produzindo 500 mil barris de petróleo oriundos do pré-sal. A média de produção de petróleo cresceu 50% entre 2002 e 2013.

Em 2013, foi realizado o primeiro leilão do Pré-Sal, no campo de Libra, com volume de petróleo recuperável estimado entre 8 e 12 bilhões de barris. Em 2014, foi autorizada a contratação direta da Petrobras para a exploração dos campos de Búzios, entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi, com volume de petróleo recuperável estimado entre 10 a 15 bilhões de barris. Somente nesses campos e em Libra estima-se haver um volume de petróleo equivalente a 1,5 vezes as reservas provadas no país até 2013.

O número de plataformas de produção de petróleo em operação passou de 36 para 82, entre 2002 e 2014. Atualmente, 28 sondas para exploração do Pré-Sal estão contratadas para construção em estaleiros brasileiros. A infraestrutura de gasodutos cresceu de 5.417 km de extensão para 9.489 km, entre 2002 e 2014.

Autor: Equipe Dilma Rousseff

Publicado: 29 de agosto de 2014

Janot pede ao TSE fim da campanha de Arruda

 

Em requerimento, procurador-geral cobra cancelamento da campanha do ex-governador do DF, que teve sua candidatura negada pela Justiça eleitoral com base na Ficha Limpa

por Congresso em Foco | 28/08/2014 10:29

Agência Brasil

Líder nas pesquisas, mas barrado pela Justiça eleitoral, Arruda insiste na campanha

O procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tome providências para proibir o candidato a governador José Roberto Arruda (PR) de continuar sua campanha após ter o seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por improbidade administrativa, o ex-governador foi considerado inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa, pela Justiça eleitoral.

Para Janot, não há por que Arruda continuar a campanha se não possui registro de candidatura. “A realização de campanha, evidentemente, somente é permitida àqueles que possuem o registro de candidatura”, escreveu o procurador-geral no requerimento encaminhado ontem (27) ao TSE.

No documento, ele solicita que a decisão da corte seja comunicada à Justiça eleitoral do DF para que todos os atos de campanha de Arruda sejam cancelados. Janot também pede que o Partido da República, pelo qual o candidato concorre, seja intimado a apresentar, caso queira, um novo nome ao governo do Distrito Federal.

O procurador argumenta que a substituição às vésperas da votação, como ocorreu em determinados casos na eleição de 2010, traz prejuízo ao eleitor. “O candidato não concorre, nesses casos, ‘por sua conta e risco’, mas à conta e risco do direito dos eleitores em vivenciarem um processo eleitoral transparente e baseado na segurança jurídica, o que é inadmissível”, afirmou.

Janot considera que Arruda só pode continuar a campanha se obtiver uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garanta esse direito no período em que estiver recorrendo contra a decisão que barrou sua candidatura.

O procurador-geral também ressalta que a única possibilidade de recurso de Arruda no TSE, os chamados embargos declaratórios, não tem poder de reverter a decisão tomada anteontem (26) pela corte, que manteve a posição do TRE-DF de barrar a candidatura do ex-governador. Além de recorrer ao próprio TSE, a defesa de Arruda também promete ir ao Supremo para tentar liberar sua candidatura. “Ainda que cabíveis, em tese, os embargos declaratórios, isso em nada altera o caráter de pronunciamento último da Justiça eleitoral”, observa Janot.

No requerimento, o procurador-geral diz que a legislação em vigor reforça a necessidade de evitar os “graves efeitos” causados pela presença de candidatos considerados inelegíveis no processo eleitoral, participando até mesmo de “debates infrutíferos” até as vésperas das eleições.

Caixa de Pandora

Arruda foi condenado, em 2013, por improbidade administrativa no caso conhecido como “mensalão do DEM”. A condenação foi confirmada recentemente pelo Tribunal de Justiça (TJ) local. O processo foi um dos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF).

O esquema consistia em compra de apoio político para a candidatura do próprio Arruda ao governo do DF, em 2006, com recursos oriundos de contratos de informática do Executivo distrital. Arruda, que foi filmado recebendo dinheiro ilícito, chegou a ser preso durante dois meses, acusado de tentar atrapalhar as investigações. Na campanha, ele vem repetindo ter sido vítima de um golpe que teria como um dos mentores o petista Agnelo Queiroz, atual governador do DF que disputa a reeleição.

À Justiça eleitoral, a defesa alegou que o ex-governador não pode ser enquadrado na lei da Ficha Limpa e, consequentemente, considerado inelegível porque o julgamento em segunda instância – no TJ – ocorreu após a apresentação do pedido de registro de candidatura à Justiça eleitoral. Arruda vem liderando as pesquisas de intenção de voto.

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Marina abre o jogo: deixa o pré-sal para os gringos! Energia, só de catavento e espelhinho!

 

29 de agosto de 2014 | 12:05 Autor: Fernando Brito

latuff

Não foi preciso nem que a diretora da Chevron, Patrícia Pradal, fosse pedir, como fez com José Serra, em 2010.

Marina Silva, espontaneamente, anunciou que vai deixar o petróleo do pré-sal lá embaixo, bem enterradinho, para que, um dia, os gringos venham tirar.

Seu programa, dizem os jornais, vai tirar a prioridade “da exploração do petróleo da camada do pré-sal na produção de combustíveis”.

Ou seja, deixar por lá mesmo uma quantidade imensa de petróleo, tão grande que faz a Agência Internacional de Energia prever que o crescimento da oferta de petróleo no mundo, nas próximas décadas, virá mais do Brasil do que do Oriente Médio.

Adeus, 75% da renda do petróleo do pré-sal para a educação. Goodbye, 25% para a saúde! Tchau, indústria naval, engenharia nacional e empregos!

Fiquem lá esperando até que os gringos venham te buscar!

O que ela sugere no lugar ma maior reserva de petróleo descoberta no século 21?

Energia eólica e energia solar.

Claro que ninguém é inimigo, muito pelo contrário, do uso da energia dos ventos e do sol para gerar eletricidade, e o Brasil vem avançando muito neste campo.

Só que, com a ciência de almanaque de Marina Silva, deixa-se de lado a sinceridade.

Um parque eólico muito bom – que é caríssimo – vai gerar perto de 40% de sua capacidade instalada, porque o vento, óbvio, não é constante. Ou seja, para produzir um 1 megawatt é preciso instalar turbinas capazes de gerar pelo menos 2,5 MW.

O parque eólico de Osório, do Rio Grande do Sul, um dos maiores da América Latina, ocupa com seus cataventos uma área de 130 km², quase tanto quanto a usina de Santo Antonio inundou além da área que já era antes ocupada pela calha do Rio Madeira, para gerar de meros 51 Mw médios, menos que uma só das 30 turbinas que já operam naquela usina!

E a energia solar?

A maior usina solar do mundo só consegue abastecer – se tiver sol todo o tempo – a cidade de Niterói!

Produz 340 Mw, o que é meio por cento do que o Brasil consome!

Recém inaugurada pela empresa Google, gera menos que 15% da energia gerada por Santo Antônio e para isso transforma 13 km² do deserto de Mojave, na Califórnia, numa fornalha solar. São 3.150 campos de futebol cobertos de espelhos refletindo energia do sol para caldeiras a vapor!

Só para cobrir o crescimento da demanda, precisaríamos fazer umas dez fornalhas gigantes destas por ano!

E, claro, com problemas ambientais, só que trocando a ecologia do bagre pela do calango.

Qualquer pessoa com conhecimento técnico ouve o que Marina diz com o espanto de quem olha um energúmeno.

E qualquer empresa de petróleo do mundo ouve o que Marina diz com o salivar de quem tem grandes apetites.

Ela só agrada aos bobos e aos muito espertos.

Marina Silva seria a P-36 do petróleo brasileiro.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=20579

Homem de muuuuuuuuuuuuita fé

'Camilo ganha e ainda dou 10 mil votos em Sobral' desafia Ciro

Secretário quer apostar na vitória do candidato do PT contra

Maurício Moreira
jornalismo@cearanews7.com.br

O secretário da Saúde do Estado, Ciro Gomes (PROS), durante o jantar de adesão à campanha do senador Inácio Arruda (PCdoB) ao cargo de deputado federal, realizado ontem (28), no Marina Park, lançou um desafio ao candidato ao governo do Estado, Munício Oliveira (PMDB), a quem voltou a chamar de "Riquinho".
Ao comentar a pesquisa Zaytec publicada com exclusividade pelo portal CearaNews7 apontando a vitória de Eunicio sobre Camilo por 10 pontos percentuais, Ciro disparou: Camilo ganha e ainda dou 10 mil votos em Sobral".
Ciro, confiante na vitória de seu candidato ao Governo, Camilo Santana (PT), desafiou o candidato do PMDB a aceitar uma aposta com ele. Não disse o valor desse desafio. Quer apenas casar o valor sobre o resultado eleitoral em Sobral, onde Ciro dá de lambuja uma vantagem de 10 mil votos.
Segundo o levantamento do Zaytec, Eunício Oliveira (PMDB) lidera hoje com 34,5%, Camilo Santana (PT) 24,3%¨, Eliane Novaes (PSB) 2,3 %, Ailton Lopes 1,3%, Branco/Nulo - 13 % e não sabem - 24,6%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 00431/2014 e no Tribunal Regional Eleitoral com 00014/2014.

http://cearanews7.com.br/ver-noticia.asp?cod=19733

Marina e o mito do cavaleiro solitário

 

Luís Nassif


Atualizado às 15:00

Todo fim de ciclo político abre espaço para os outsiders da política.

São períodos em que ocorre um aumento da inclusão, da participação popular e os mecanismos políticos tradicionais não mais dão conta da nova demanda. Há o descrédito em relação à política e, no seu rastro, o cavaleiro solitário, cavalgando o discurso moralista e trazendo a esperança da grande freada de arrumação.

Fazem parte dessa mitologia políticos como Jânio Quadros, Fernando Collor e, agora, Marina Silva.

***

Tornam-se fenômenos populares, o canal por onde desaguará a insatisfação popular com o velho modelo.

No poder, isolam-se por falta de estrutura partidária ou mesmo de quadros em qualidade e quantidade suficiente para dar conta ro recado de administrar um país complexo como o Brasil.

Com poucos meses de mandato, a população percebe que não ocorrerá o milagre da transformação política brasileira e se desencantará com o salvador. Sem base política, sem o canal direto com o povo, perdem o comando e trazem a crise política.

***

Desde a redemocratização de 1945 o Brasil tornou-se um país difícil de administrar, dada a complexidade de forças e setores envolvidos. Só é administrável através das composições políticas.

Na última década, a complicação ficou maior porque floresceram uma nova sociedade civil, novas classes de incluídos e o fantasma da hiperinflação (e dos pacotes econômicos) não mais funcionava como agente organizador das expectativas e de desarme das resistências.

***

O maior momento de Marina foi quando, na OMC (Organização Mundial de Comércio) defendeu a o direito do Brasil proibir a importação de pneus. No episódio Cessna descobre-se um sócio oculto do ex-governador Eduardo Campos, que enriqueceu com incentivos fiscais (do estado de Pernambuco) justamente para a importação de pneus.

***

Não apenas isso.

Sua vida profissional indica uma personalidade teimosa e desagregadora.

Começou a vida política com Chico Mendes. Depois, rompeu com ele e aderiu ao PT. Foi parceira de Jorge Vianna, governador do Acre. Rompeu com Jorge, tornou-se Ministra de Lula.

Teve embates com a então Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff acerca da exploração da energia na Amazônia. Perdia os embates nas reuniões Ministeriais, mas criava enormes empecilhos no licenciamento ambiental.

Nas reuniões ministeriais, jamais abria mão de posições. Quando derrotada, se auto-vitimizava e, nos bastidores, jogava contra as decisões com as quais não concordava.

Saiu do governo Lula no dia em que anunciou seus planos para a Amazônia e Lula entregou a gestão para Roberto Mangabeira Unger.

***

Saiu do governo, entrou no PV e promoveu um racha no partido. Tentou montar a Rede, juntou-se com o PSB e criou conflitos de monta com os principais auxiliares de Campos.

A teimosia em geral estava a serviço de ideias e conceitos totalmente anticientíficos.

Combateu as pesquisas em células tronco. Em 2010, em uma famosa entrevista no Colégio Marista, em Brasília, anunciou que proibiria ensinar Darwin nas escolas, por ser a favor do criacionismo.

Se o país resolver insistir na aposta no personagem salvador, só há uma coisa a dizer: bem feito!

Relativizando a posição de Marina sobre o criacionismo e a célula tronco

FOLHA - Antes de mudar de partido, a Sra. mudou de religião, de católica para evangélica. No ano passado, equiparou a teoria da evolução de Charles Darwin ao criacionismo, que atribui a origem da vida a Deus. Entre fé e ciência, a Sra. fica com a fé?
MARINA SILVA - Houve um completo mal-entendido. Fui dar palestra em uma universidade adventista, que é uma faculdade confessional. A legislação brasileira permite as escolas e as faculdades confessionais, que têm o direito de fazer a abordagem do ensino a partir da perspectiva religiosa.
Um jovem me perguntou o que eu achava de as escolas adventistas ensinarem o criacionismo. Respondi que, desde que ensine também a teoria da evolução, não vejo problema. A partir daí, as pessoas começaram a dizer que eu estava defendendo o criacionismo. Sou professora, nunca defendi essa tese e nem me considero criacionista. Porque o criacionismo é uma tentativa de explicação como se fosse científica para responder a questão da criação em oposição ao evolucionismo. Apenas acredito em Deus, é uma questão de fé. Nunca tive dificuldade em respeitar e me relacionar com os ateus, com pessoas que professam outras crenças ou outra forma de pensar diferente da minha.

http://jornalggn.com.br/noticia/marina-e-o-mito-do-cavaleiro-solitario#.VACt8PZm_eh.facebook

Novo racha no PSB: "Pode vir dinheiro do que for"

 

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O deputado Márcio França (PSB-SP), indicado pelo partido para coordenar o novo comitê financeiro da candidatura de Marina Silva, suspendeu o veto da ex-senadora e de Bazileu Margarido, seu representante nas finanças da campanha, sobre origem de doações; "Não tem problema algum, se a doação for legal. Pode vir dinheiro da indústria de armas, de bebidas, do que for", disse ele; declaração demonstra que os "sonháticos" são cada vez mais pragmáticos; tanto ou mais do que os representantes da chamada velha política

29 de Agosto de 2014 às 10:29

247 – Uma declaração do deputado Márcio França, presidente do PSB em São Paulo, indica não apenas um racha no partido em relação à origem das doações da campanha presidencial, mas também que os "sonháticos" do grupo de Marina Silva são cada vez mais pragmáticos, semelhante ou mais do que os representantes do que os pessebistas chamam de "velha política".

Para França, indicado pelo partido para coordenar o novo comitê financeiro da campanha do PSB, de Marina Silva, tanto faz a origem das doações, desde que elas sejam legais. Segundo ele, a legenda não terá nenhum tipo de restrição a captação de recursos nessas eleições. "Não tem problema algum, se a doação for legal. Pode vir dinheiro da indústria de armas, de bebidas, do que for", afirmou.

O pensamento vai de encontro ao da nova candidata do partido, que declarou que vetaria arrecadação de companhias da indústria bélica, do tabaco, de bebidas alcoólicas e de agrotóxicos nessas eleições, por exemplo. "Defendo o mesmo que Eduardo Campos defendia sobre as doações e nunca houve restrição", insiste Marcio França.

Quando França, que é candidato a vice-governador na chapa do tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo, foi indicado pelo presidente nacional do partido, Roberto Amaral, para coordenar o comitê financeiro da nova campanha, depois da morte do então candidato Eduardo Campos, Marina dividiu a tarefa com Bazileu Margarido, membro da executiva nacional da Rede Sustentabilidade, partido da presidenciável.

O aliado da candidata diz que manterá o veto aos tipos de arrecadação financeira a que Marina é contra. Sobre o trabalho de manter contato com empresários para a captação de recursos, afirmou: "nós é que vamos cuidar disso". É certo que, se a tarefa está dividida entre Margarido e França, a campanha acabará arrecadando doações dessas indústrias, uma prática típica dos representantes do que a candidatura chama de "velha política". E mais uma contradição a ser contabilizada na lista de Marina Silva.

http://www.brasil247.com/+pkju1

Lula faz alerta contra o discurso de Marina

 

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"Se alguém quiser votar em alguém que não é político, em primeiro lugar, não acredite quando o cara faz a apologia da não-política. Não acredite. Porque não é possível alguém governar fora da política", disse ele, em São José dos Campos (SP), numa clara referência a Marina Silva; "Quem for eleito presidente da República vai ter de conversar com o Congresso Nacional e com os partidos políticos. Não está na hora de a gente negar a política"; Marina tem adotado o discurso da "nova política" e prometido enterrar raposas que, segundo ela, simbolizam o Poder Legislativo

28 de Agosto de 2014 às 22:06

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo, nesta quinta-feira, para confrontar o discurso da chamada "nova política" de Marina Silva, que promete colocar na oposição nomes que representam o Poder Legislativo, como os senadores José Sarney (PMDB-MA) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Se alguém quiser votar em alguém que não é político, em primeiro lugar, não acredite quando o cara faz a apologia da não-política. Não acredite. Porque não é possível alguém governar fora da política", disse ele. "Quem for eleito presidente da República vai ter de conversar com o Congresso Nacional e com os partidos políticos. Não está na hora de a gente negar a política."

Lula também pediu votos para a presidente Dilma e para o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. "Votar na presidente Dilma para que a gente não deixe o Brasil voltar ao que era antes de 2002. Os mais jovens não sabem o que era o Brasil antes de eu chegar à Presidência. Por favor, perguntem para os seus pais, para os seus avós, para saber que este país era o país do desencanto, era o país em que o ministro da Fazenda, todo final de ano, ia a Washington pedir esmola para fechar o caixa deste país."

Na disputa paulista, Lula pediu um Padilha mais combativo. "Você não tem que ter raiva. Você não tem de demonstrar ódio, mas acho que você tem de ser mais duro com a bandalheira que está acontecendo neste estado", afirmou. Com 5% na última pesquisa Ibope, Padilha ainda está distante de Paulo Skaf, que tem 20%, e do governador Geraldo Alckmin, que lidera, com 50%.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/151676/Lula-faz-alerta-contra-o-discurso-de-Marina.htm

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Estadão confirma notícia do Tijolaço: Campos usou outro avião de Apolo

 

25 de agosto de 2014 | 10:33 Autor: Fernando Brito

estadaoaviao

A teimosia dos fatos é a grande inimiga da mentira.

Hoje, em boa e segura reportagem no Estadão, o repórter Ricardo Brant apurou que, de fato, houve um segundo jato cedido pela Bandeirantes Companhia de Pneus, aparentemente de propriedade de Apolo Vieira (leia aqui sobre ele), servindo à campanha de Eduardo Campos, como este blog publicou na sexta-feira.

A figura de Apolo vai se tornando, cada vez mais, central neste episódio.

Leia a matéria de Brandt, publicada hoje na página A-4 do Estadão, que está repercutindo em vários dos grandes portais de notícias:

Campos usou outro jatinho de empresário investigado pela PF

Ricardo Brandt

Em maio, então candidato do PSB viajou em aeronave comprada por Apolo Vieira,envolvido em negócio do avião que caiu em Santos

Uma das empresas investigadas na compra do jato Cessna Citation 560 XLS, que caiu matando o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, a Bandeirantes Companhia de Pneus Ltda. tem em seu nome outra aeronave que, em maio, foi usada pelo ex-governador de Pernambuco durante visita de pré-campanha na Bahia.

Trata-se do Learjet 45, prefixo PP-ASV, que Campos usou no dia 20 de maio, em visita a Feira de Santana. Em fotografia retirada pela imprensa durante sua chegada é possível ver a aeronave.

Mais modesto que o Citation 560 XLS, o avião biorreator usado pelo candidato naquele dia está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em nome da Bandeirantes, que tem sede em Pernambuco, e pertence a Apolo Santa Vieira. Pelo registro na Anac, o Learjet 45 foi financiado pela Bandeirantes. Como foi comprado por leasing, enquanto a empresa não terminar de pagá-lo, pertence ao Bank of Utah Trustee.

Apolo Santa Vieira é um dos três empresários pernambucanos investigados pela Polícia Federal como supostos laranjas na negociação de arrendamento do Citation, que caiu em Santos (SP), no dia 13. A aeronave está em nome da AF Andrade, que está em recuperação judicial. Em maio, o empresário pernambucano João Carlos Lyra de Melo Filho assinou compromisso de compra da aeronave e indicou as empresas Bandeirantes e BR Par para assumir dívidas junto à Cesnna.

Agentes da PF, com auxílio da Receita Federal, tentam identificar de onde veio o dinheiro para a Bandeirantes Pneus, uma importadora e recuperadora de pneus, comprar o Learjet e o Citation.

Por meio de nota, a empresa informou que tentou assumir o leasing do Citation (que vale US$ 8,5 milhões), mas que a compra não se efetivou. A AF Andrade informou que já havia recebido parte das parcelas.

Apolo Viera é réu em um processo por sonegação fiscal na importação de pneus, via porto de Suape (PE), que gerou um prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos. Sua antiga empresa, a Alpha Pneus, e outras, recorrem em segunda instância.

A Bandeirantes foi criada em 2004, em Jaboatão dos Guararapes (PE) e funciona em um galpão de médio porte. O Estado localizou uma movimentação de importação financiada registrada pelo Banco Central, em dezembro de 2010, de US$ 1,4 milhão, via banco Ilhas Cayman e Banco Safra.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=20399

Depois de pedido de FHC, Gilmar dá liminar a Arruda

 

Atualizado em 27/08/2014 - 11:08

Jornal GGN - A tentativa de José Roberto Arruda atrair o voto favorável à sua elegibilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal e membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, deu certo.

Logo após a divulgação dos vídeos em que Arruda aparece afirmando que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estava “trabalhando” para conquistar o apoio do ministro, Gilmar Mendes votou pelo registro de Arruda a candidato ao governo do Distrito Federal.

Os argumentos usados por Gilmar foram que as condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento do pedido de registro de candidatura, não podendo ficar o registro a mercê de eventuais causas de inelegibilidade surgidas depois.

Ainda, durante a sua explanação no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro disse que a política em Brasília era “rastaquera” e que o Distrito Federal “já deveria ter passado por processo de intervenção”.

Possivelmente irritado com a divulgação do vídeo, afirmou que o “Distrito Federal não tem sequer dignidade para ter autonomia política”.

Leia mais: FHC admite conversa com Gilmar a pedido de Arruda

Com informações do Correio Braziliense.

http://jornalggn.com.br/noticia/depois-de-pedido-de-fhc-gilmar-da-liminar-a-arruda

A história do “empréstimo” do jatinho não resiste a um peteleco

 

27 de agosto de 2014 | 14:52 Autor: Fernando Brito

geovane

Quem gosta de emoções fortes que se prepare.

Nem com toda a “amizade” da mídia a história do “empréstimo de boca” do fatídico jato que matou Eduardo Campos se sustentará.

Começou a ser demolida ontem, no Jornal Nacional, e virá mais, muito mais, ainda que ontem, na Band, os jornalistas parecessem mais preocupados em fazer “tabelinha” com os candidatos para atingir Dilma Rousseff.

Porque é o tipo da situação que não tem como ser contida dentro dos jornais, a não ser por um pacto muito grande e violento sobre as redações.

Há um “festival de laranjas” na transação e um bicho graúdo, que é Apolo Vieira, apontado pela Receita Federal como fraudador de importações e processado por contrabando.

Entre as empresas que surgem na lista dos depósitos “picadinhos” que deram a AF Andrade R$ 1,7 milhão há outras situações inexplicáveis, como a do pobre Geovane, o pescador que apareceu ontem no JN como “sócio” na compra do avião.

A empresa Ele Leite, do amigo de Eduardo Campos, Eduardo Freire Bezerra Leite – vulgo Eduardo Ventola – está registrada como microempresa, mas tem mais de R$ 720 mil para “emprestar” para a compra de um avião.

Outra microempresa, a Câmara & Vasconcelos, que funcionaria numa rua miserável de Nazaré da Mata, periferia de Recife, ajudou com R$ 160 mil, sem contar aquela RM cujo dono gargalhou ao ser informado que agora era sócio dos destroços do avião.

E o tal João Paulo Lyra, que assumiu ter sido o operado desta “colheita fantasma” para a compra do avião?

O cidadão tem uma condenação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, por deixar de registrar operações em dólar na sua empresa de factoring, a JCL.

Por todo lado que se olhe não há nada que sustente esta versão de empréstimos imensos, “de boca”, como “de boca” foi o “empréstimo” do avião.

Isso não existe.

E não existe, mesmo.

http://tijolaco.com.br/blog/?p=20495

Marina sobe em pesquisa e agora está empatada com Dilma

 

Por Redação Yahoo! Brasil

Em pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (29) no Jornal Nacional, da TV Globo, Marina Silva (PSB) voltou a apresentar crescimento em relação às últimas pesquisas. Ela agora está empatada com Dilma Rousseff (PT) e à frente de Aécio Neves (PSDB).
Com um total de 34% das intenções de voto, Marina, que apresentou seu programa de governo nesta sexta, empatou com a petista, que tem os mesmos 34% das intenções de voto e abriu boa vantagem para o tucano, que terminou a pesquisa com 15%. Aparecem ainda Pastor Everaldo (PSC) com 2% e os outros candidatos não atingiram 1% das intenções. Brancos e nulos atingem 7%, mesmo percentual de pessoas que não responderam a pesquisa.
Em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PSB levaria a melhor. Ela chegaria a 50% dos votos diante de 40% da petista. Aécio, por sua vez, em caso de chegada ao segundo turno, seria derrotado por Dilma com uma diferença de 48% a 40%.
A pesquisa é a primeira após o primeiro debate de presidenciáveis, que aconteceu na última terça-feira (26), na TV Bandeirantes. Na televisão, os candidatos abusaram de perguntas diretas entre eles em debate que foi considerado "agressivo" por especialistas.

https://br.noticias.yahoo.com/marina-sobe-em-pesquisa-e-agora-est%C3%A1-empatada-com-dilma-232952597.html

Eunício pede e Justiça proíbe servidores em campanha

 

O candidato da Coligação Ceará de Todos ao Governo do Estado, Eunício Oliveira (PMDB), pediu e a Justiça Eleitoral o atendeu para os servidores do Estado não serem mobilizados para participar de atos da campanha do adversário Camilo Santana, que é candidato a governador pela Coligação ‘Para o Ceará Seguir Mudando”. O desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes, da Corregedoria Regional Eleitoral, concedeu uma liminar a favor da coligação de Eunício Oliveira. Se desobedecida a medida judicial, poderá estar caracterizado o uso da máquina pública estadual em favor de um candidato. Depois de notificada, a Coligação de Camilo Santana tem cinco dias para contestar a decisão judicial.

http://www.cearaagora.com.br/site/2014/08/eunicio-pede-e-justica-proibe-servidores-em-campanha/

CNBB ENTRA NA LUTA PELA REFORMA POLÍTICA

 

Por: Equipe Dilma Rousseff - 26/08/2014

A presidenta Dilma recebeu nesta segunda (26) um importante apoio em sua luta por uma reforma política. Dilma reuniu-se com o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, que veio anunciar a realização de um grande movimento no próximo dia 7 de setembro para reunir assinaturas em apoio à realização de um plebiscito sobre a reforma política.
“Do ponto de vista do governo, apoiamos uma iniciativa que busque de fato uma reforma política.”, disse a presidenta. Segundo Dilma, para que a reforma política se torne uma realidade, é preciso que toda a sociedade seja mobilizada. "Senão ninguém terá força para aprovar uma reforma política”.
PROPOSTAS DE DILMA
No Programa de Governo para o segundo mandato, Dilma propõe melhorar a representatividade política, aprimorar o sistema eleitoral e tornar a política mais transparente, definindo regras claras de financiamento.
“O cidadão deve ter mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes, bem como mais espaços para participar das decisões do governo em todos os níveis. Mais ética, mais democracia, mais oportunidade de participar e ser ouvido. Este é um dos clamores de todos os cidadãos no Brasil e também pelo mundo a fora”, registra o documento.
Considerada a “mãe” de todas as outras reformas, a mudança do sistema político brasileiro vem sendo objeto de discussões e debates há muitos anos, sem que tenha havido avanços significativos nos governos passados. Em pronunciamento à nação em junho do ano passado, a presidenta Dilma lançou o PACTO PELA REFORMA POLÍTICA propondo uma consulta popular para respaldar a medida junto ao Congresso Nacional.
A proposta de Dilma tem recebido diversos apoios. Há consenso sobre o esgotamento do atual modelo - considerado como origem de vários dos nossos problemas atuais.
A ação da CNBB que busca a legitimação da medida no respaldo popular pode ser a grande frente de impulso desta reforma, sobretudo pela credibilidade e força da instituição.

http://www.dilma.com.br/#noticia/cnbb-entra-na-luta-pela-reforma-polItica-271

O Globo diz que versões “não batem”. Não, porque o jato não foi “empréstimo”, foi crime eleitoral

 

28 de agosto de 2014 | 22:48 Autor: Fernando Brito

novojato

O jornal O Globo publica que as “explicações” de Marina Silva sobre a situação do jato que caiu com Eduardo Campos se contradizem com as dadas pelo PSB, em nota oficial.

Não há nenhuma contradição: tudo, inclusive a escolha das palavras, é tortuosamente construído para não dizer a verdade: o avião foi comprado, através de depósitos fraudulentos, feitos através de empresas fantasmas, por um grupo de empresários encabeçado pelo senhor Apolo Santana Vieira, um homem acusado de contrabando.

Nua e crua é esta a verdade e as tais “explicações” ão ser aqui desmontadas de forma muito clara.

1. O “empréstimo”.

Em primeiro lugar, você empresta o que é seu. Se não é seu, não pode emprestar. O avião não era dos empresários, para que pudesse ser emprestado. Estava sendo adquirido não para o uso daqueles empresários ou de suas empresas, mas especificamente para Eduardo Campos fazer sua campanha presidencial. Tanto é que foi levado à sua aprovação, num voo de teste, em 8 de maio, de Congonhas a Uberaba.

2- O “empréstimo” ia ser “ressarcido”

Empréstimo não é “ressarcido” nem pago. Se é pago, é aluguel, não empréstimos. O seu senhorio não “empresta” o apartamento onde você mora nem você o “ressarce” todo mês. Ele o aluga e você paga o aluguel.

3-Mas poderia haver “aluguel” do avião a Campos e ao PSB?

Poderia, se a AF Andrade ou a Bandeirantes Companhia de Pneus fossem empresas de táxi aéreo, o que não são, Neste caso estariam exercendo uma atividade ilegal, para a qual não habilitadas. Empresas de táxi aéreo poderiam até doar horas de voo ao candidato, desde que as declarassem assim, contabilizando pelo valor que têm. Mas uma empresa só pode doar serviço se este for um serviço que presta nas suas própria funções. Se for serviço de outra empresa, estará pagando e, então, não pode fazer, tem de doar o dinheiro ao candidato e ele que pague.

4- Quem pagou três meses de despesas do avião?

Um jato não voa centenas de horas sem custos significativos. São milhares de litros de querosene de aviação, salários, alimentação e diárias de hotel de dois pilotos, hangar, taxas aeroportuárias. Fazer cada uma estas despesas significa assumir o controle operacional do avião e, até agora, ninguém seque dignou-se a perguntar quem os pagou.

Vejam que sequer entrei na questão das irregularidades da compra do avião, feita de maneira ardilosa e ilegal. Essa é a questão de legislação fiscal e penal.

Trato apenas da questão sob o ponto de vista da lei eleitoral, que está sendo esbofeteada publicamente pelo PSB e por sua candidata.
Se o Ministério Público e a Justiça Eleitoral permitirem que isso siga sem uma responsabilização, por medo “do que a mídia dirá”, porque boa parte “marinista”, será melhor revogar toda a legislação que trata de doações e de uso do poder econômico a candidatos. Qualquer um pode dar-lhes o que quiser, como quiser e deixar para passar recibo ou assinar contratos lá no final, muito depois de dados os votos do povo.

Eu não estou sugerindo que a candidatura Marina seja cassada, que isso fique claro. Ela – e já se disse isso aqui – não tinha a obrigação de saber dos detalhes do avião conseguido por Campos e seria natural que aceitasse a sua versão. Marina é, e só depois que encampou esta farsa,cumplice na ocultação de um crime eleitoral.

É isso o que precisa ficar claro: que há um crime eleitoral. E quem o encobre, acoberta e deixa de agir diante dele torna-se cúmplice deste embrulho que a fatalidade expôs ao Brasil

http://tijolaco.com.br/blog/?p=20571

Assessor de economia de Marina defende que aluno da Unicamp pague mensalidade

 

Campinas Eduardo Gianetti da FonsecaneoliberalismoUnicampuniversidades públicasUSP

800px-Entrada_Unicamp_2O principal assessor econômico da candidata Marina Silva (PSB), Eduardo Giannetti da Fonseca, defende que alunos da Unicamp e de outras universidades públicas brasileiras paguem mensalidades. A bandeira, muito presente durante os governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), nos anos 90, ganha nova roupagem.

Uma nota nota do Jornal GGN afirma que Eduardo Gianetti, durante palestra em Campinas, no evento “A economia Brasileira: Desafios ao seu crescimento” defendeu o ensino pago nas universidade públicas, pelo menos para os estudantes que podem pagar e, segundo ele, os que fizeram nível médio em escola particular, podem pagar ensino universitário. Gianetti já havia defendido essa posição em outros eventos.

Em artigo recente, Wladimir Saflate diz que uma família que ganha 10 mil reais por mês teria que escolher, dentre os filhos, um deles para ingressar na universidade, como ocorre no Chile.

Há dois anos, o físico Leandro Tessler, em evento na Unicamp, há havia desmontado o mito do ensino pago nos Estados Unidos. “O ensino superior nos Estados Unidos, tanto público quanto privado, é pago. Mas a chamada propina dos alunos não cobre os custos e, em alguns casos, nem chega perto disso. Apesar de não haver um sistema de educação nacional, o governo federal é a maior fonte de recursos das instituições”, disse no evento. Ainda segundo notícia da própria universidade, as escolas de ensino superior dos EUA receberam, em 2009, 153 bilhões de dólares do governo federal e 78 bilhões dos estados, na forma de auxílio estudantil, financiamento de pesquisa e benefícios fiscais. “É uma cifra astronômica, considerando que a Unicamp, por exemplo, recebe um bilhão de dólares em um ano normal”, completou. (Carta Campinas)

http://cartacampinas.com.br/2014/08/assessor-de-economia-de-marina-silva-defende-que-aluno-da-unicamp-pague-mensalidade/

Dilma critica adversários e diz que campanha tem muita 'desinformação'

 

Presidente participou de evento com trabalhadores rurais em Brasília.
Ela disse que os rivais querem fechar pasta do Desenvolvimento Agrário.

Filipe Matoso Do G1, em Brasília

Dilma faz fotos com participantes de encontro na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília (Foto: Filipe Matoso / G1)Dilma faz fotos com participantes de encontro na Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em Brasília (Foto: Filipe Matoso / G1)

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, disse nesta quinta-feira (28) que a campanha eleitoral está "baseada na mentira" e tem muita "desinformação". Sem citar nomes, ela se referiu aos adversários como "eles", e disse que seus rivais torcem pelo quanto pior melhor.

Dilma deu a declaração durante discurso em evento com representantes da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) e trabalhadores rurais. Antes, ela tirou fotos com eleitores e gravou imagens para o programa eleitoral.

"Eu vou falar uma coisa para vocês. Estamos numa campanha baseada na mentira, assim como foi na Copa, em que diziam que não iria ter Copa e teve. Eles continuam fazendo isso, é o processo deles, e falam e falam e falam. E mostram o seu pessimismo, porque apostam no quanto pior melhor, para ter uma alternativa, porque se quanto pior melhor, eles acham que saem ganhando", disse a presidente. "Nessa campanha tem muita desinformação e derrotismo", concluiu.

A presidente disse ainda que os adversários se equivocam quando, na opinião dela, argumentam que o aumento dos salários é que faz a inflação subir. Para a presidente, esse raciocínio é uma "mentira".

"Dizem que é importante parar de subir o salário, porque senão a inflação cresce. O salário mínimo aumentou 12,5% acima da inflação no meu governo e isso permitiu que milhões de brasileiros tivessem acesso a uma vida melhor. Eles falam que a inflação aumentou por conta do salario. É mentira. A inflação nos últimos meses está caindo, e no último mês chegou a perto de 0", argumentou Dilma.

Ela também disse que os adversários querem fechar o Ministério do Desenvolvimento Agrário, por entenderem que "não tem nada diferente" do Ministério da Agricultura.

"O primeiro nome de ministério que eles queriam fechar, que os meus adversários propõem fechar, é o Ministério do Desenvolvimento Agrário, porque eles acham que o MDA não tem nada de diferente do Ministério da Agricultura”, disse a presidente durante o discurso.

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Dirigindo-se aos trabalhadores rurais, Dilma ressaltou que a “parceria” entre o governo e o movimento que representa o setor do campo foi fortalecida nos últimos anos. Para a presidente, as políticas de seu governo voltadas para a produção rural evoluíram em razão dos trabalhos conduzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“O futuro está no fato de que nós, juntos, fizemos um processo de fortalecimento da agricultura familiar no nosso país. […] De uma certa forma, é como mostra o meu programa eleitoral, muitos brasileiros eram invisíveis e não eram vistos. Então, fico muito feliz de ter tido uma forte parceria e diálogo com a Contag”, disse a presidente.

Propostas
Durante o evento, em que a Contag manifestou apoio à candidatura da petista, a entidade entregou a Dilma documento com 13 propostas para o país avançar no desenvolvimento rural de forma sustentável e solidária. O documento defende políticas para a reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar, educação no campo e participação social, entre outros pontos.

Reforma agrária
A presidente defendeu as políticas de seu governo voltadas para a reforma agrária. Dilma afirmou, no entanto, que o poder público não pode somente entregar as propriedades às famílias assentadas, mas deve prever outras políticas, como destinação de crédito e casa própria.

“Reafirmo aqui meu compromisso com a reforma agrária, mas reafirmo com a reforma agrária que não é só distribuição de terra […] Além da distribuição às famílias assentadas, temos de ter outras medidas, porque o assentado não pode ficar abandonado à própria sorte ou às pressões do mercado”, disse.

“Nos governos tucanos, eles desapropriaram e largaram os assentados nas mais longínquas terras do país. Isso levou o país a um déficit passivo social em relação aos assentados da reforma agrária”, complementou a presidente.

Entrevista
Após o evento da Contag, Dilma concedeu entrevista a jornalistas na qual defendeu as políticas do governo federal voltadas para os agricultores familiares, trabalhadores rurais e mulheres do campo. A presidente comentou o projeto enviado ao Congresso que prevê o salário mínimo em R$ 788 para 2015.

“Eu não pretendo de maneira alguma acabar com a política de valorização do salário mínimo, política de salário mínimo que nós temos certeza que contribuiu para esse país chegar onde chegou”, declarou.

Questionada sobre a declaração em relação aos adversários, na qual falou sobre “desinformação”, Dilma exemplificou ao dizer, sem citar nomes, que não reconhecem que o Brasil é um dos países do mundo que mais investe em mobilidade urbana e transporte público.

Ao ser indagada sobre declarações da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, de que irá governar, caso seja eleita, com os “melhores” de cada partido, Dilma afirmou que, em sua avaliação, os bons são os que têm compromisso com o país.

“Eu acho que essa distinção entre bons e maus é uma distinção muito complicada e simplista. Os bons são aqueles que têm compromisso. Para mim, os bons nesse país são aqueles que têm compromisso com a distribuição de renda e a inclusão social. […] O conceito de bom pra mim tem ligação com compromisso”, concluiu.

http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/08/dilma-diz-que-rivais-querem-fechar-pasta-do-desenvolvimento-agrario.html

Nota de esclarecimento sobre a declaração da candidata Marina Silva no debate da Rede Bandeirantes

 

Leia a nota divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre)

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Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a consequente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.

Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo sanitarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.

Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.

Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.

Xapuri, 27 de agosto de 2014

José Alves – Presidente

Waldemir Soares – Assessor Jurídico

http://www.pstu.org.br/node/20949?

Vice de Marina aparece no programa de TV de Alckmin e pede votos para o PSDB

 

Beto Albuquerque (PSB-RS) diz que governador era 'exemplo' para Eduardo Campos e pede votos pela reeleição do tucano, cujo candidato a vice é Márcio França, também do PSB

por Redação RBApublicado 27/08/2014 15:30, última modificação 27/08/2014 15:59

Beto Albuquerque (PSB-RS) diz que governador era 'exemplo' para Eduardo Campos e pede votos pela reeleição do tucano, cujo candidato a vice é Márcio França, também do PSB

Reprodução

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O candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva, Beto Albuquerque, pede votos para o PSDB na TV

São Paulo – O candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque (PSB), estreou hoje (27) na propaganda de TV do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição. Ele teve inserção breve, em que pede votos para o PSDB no estado e ressalta que o tucano "tem nosso respeito e nosso apoio", já que Eduardo Campos "via em Alckmin um exemplo".

Albuquerque foi escolhido pelo PSB para ser o interlocutor da campanha presidencial de Marina Silva e do tucanato paulista: o candidato a vice-governador de Alckmin, Márcio França, é do partido socialista, em acordo autorizado por Campos, embora rejeitado por Marina e pelos militantes da Rede Sustentabilidade, atualmente aglomerados em torno da legenda socialista até que ocorra a formalização do novo partido.

A candidata tem posição ambivalente: de um lado, diz a interlocutores que Alckmin é representante da "velha política" e rechaça apoio à reeleição do tucano, mas invoca Fernando Henrique Cardoso e José Serra como aliados na construção da "nova política" – a deferência a Serra levou Marina até a retirar o apoio que havia declarado à campanha de Eduardo Suplicy (PT) ao Senado por São Paulo.

Albuquerque não é o primeiro aliado de Marina Silva a pintar na propaganda eleitoral de Alckmin e do PSDB: na semana passada, Roberto Freire e Soninha Francine, candidatos a deputado e deputada federal pelo PPS, foram exibidos no tempo de TV dos tucanos em frente a letreiros pedindo voto para Aécio Neves (PSDB). O "engano", segundo o deputado estadual Duarte Nogueira, presidente do PSDB de São Paulo, se deu porque os dois partidos gravam e editam os programas eleitorais no mesmo estúdio, que se "confundiu".

O motivo que levou os técnicos do estúdio a inverter o local onde os candidatos deveriam ser exibidos é a relação entrelaçada entre os arcos de alianças das candidaturas do PSB e do PSDB. Embora o PPS tenha coligação majoritária (pelo cargo de presidente da República) com o PSB, a coligação proporcional (para os cargos no Poder Legislativo) é com o PSDB e o DEM. Isso significa que o eleitor que deseja votar em candidatos coligados a Marina Silva para todos os cargos e escolhe um deputado federal do PPS pode acabar ajudando a levar para a Câmara deputados do PSDB e do DEM, puxados pelos votos recebidos pelo PPS.

Esse fenômeno ocorre porque, pelas regras da coligação proporcional, primeiro são somados todos os votos recebidos pelas legendas coligadas. Depois, as cadeiras conquistadas pelo total de votos recebidos pelos partidos são distribuídos entre os candidatos da coligação, de acordo com a votação individual.

O advogado Alberto Rollo, especialista em processo eleitoral, ressalta que, embora as coligações sejam regulares, a aparição de candidatos de coligações distintas em programas de TV de adversário pode ser considerada crime eleitoral, desde que a Justiça Eleitoral considere que o eleitor está sendo enganado. "O princípio maior é que o eleitor não seja induzido ao erro, a votar em quem ele não pretende eleger", resume.

http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/vice-de-marina-aparece-no-programa-de-tv-de-alckmin-e-pede-votos-para-o-psdb-5216.html