sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Crimes da Lava Jato desviaram cerca de R$ 2,1 bilhões

 

O Ministério Público Federal divulgou em um site lançado nessa quarta-feira, 28, que os crimes já denunciados desviaram aproximadamente R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Deste total, R$ 450 milhões já foram recuperados pela Procuradoria, que também pediu o ressarcimento de cerca de R$ 1 bilhão das construtoras na Justiça. As investigações da Operação continuam em andamento, e os valores podem aumentar.

Até agora, foram instaurados 279 procedimentos, com 150 pessoas e 232 empresas sob investigação. Os procuradores da República que atuam no caso ofereceram 18 denúncias contra 86 pessoas, pelos crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de ativos, entre outros. Doze acordos de delação premiada foram firmados com pessoas físicas.

No site, estão disponíveis dados sobre a operação, incluindo histórico e fluxo das investigações, relação da Lava Jato com o caso Banestado, atuação dos doleiros e demais investigados. É possível encontrar a íntegra das denúncias apresentadas pelo MPF, as decisões judiciais já proferidas, entre outros documentos.

O site foi produzido pela força-tarefa que atua na Lava Jato e pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria Geral da República. “Trata-se da maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o país já teve. Com as denúncias, o MPF começa a romper a impunidade dos poderosos grupos econômicos e políticos que, há muitos anos, articulam-se contra os interesses do país”, diz ele. “É essencial que a sociedade acompanhe os trabalhos e compreenda de que forma o esquema atuava, para que situações como essa não se repitam”. Segundo a Procuradoria, o site será atualizado constantemente com os desdobramentos das investigações.

Ceará Agora

'Baseados em apelidos, grampos da Lava Jato são nulos'

 

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Para o advogado Celso Vilardi, que defende executivos da Camargo Corrêa, os grampos autorizados pelo juiz Sergio Moro ocorreram de modo “indefinido e descontrolado”, o que tornaria nula toda a origem da história; estratégia semelhante é adotada pela defesa do doleiro Alberto Youssef, que tenta anular processos da operação com a teoria dos frutos da árvore envenenada, que considera ilícitas provas derivadas daquelas já produzidas ilicitamente

30 de Janeiro de 2015 às 05:36

Por Felipe Luchete, do Consultor Jurídico - Greta Garbo, Omeprazol, Primo e Matusalém não viraram manchetes de jornais, mas estão na lista dos primeiros investigados na operação “lava jato”. Ainda em 2013, quando nem sequer se falava em corrupção na Petrobras, eles foram alvos de interceptações autorizadas pela Justiça Federal no Paraná. Essas decisões agora são questionadas pelo advogado Celso Vilardi, que defende executivos da Camargo Corrêa.

Em documento protocolado na última quarta-feira (28/1), ele e outros integrantes do escritório Vilardi Advogados afirmam que o juiz federal Sergio Fernando Moro autorizou escutas com base apenas em apelidos e pin numbers (números de aparelhos BlackBerry). Como a quebra de sigilo é a “mais séria e invasiva das medidas restritivas de direitos individuais”, os advogados dizem que seria fundamental saber antes quem eram os investigados.

Para Vilardi, os grampos ocorreram de modo “indefinido e descontrolado”, o que tornaria nula toda a origem da história. Estratégia semelhante é adotada pela defesa do doleiro Alberto Youssef, que tenta anular processos da “lava jato” com a teoria dos frutos da árvore envenenada, que considera ilícitas provas derivadas daquelas já produzidas ilicitamente.

A investigação tinha foco inicial em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria o deputado José Janene, já morto. A partir de grampo feito em aparelho do doleiro Carlos Habib Chater, a Polícia Federal chegou a outras pessoas (os tais apelidos) e passou a investigar Youssef (apontado como o “Primo”), até que o caso fosse ampliado para supostas fraudes na Petrobras.

“A interceptação telefônica teve por objetivo identificar condutas criminosas que não estavam sendo investigadas. Condutas de terceiros que não tinham nome, nem forma. Sequer tinham localização”, afirma Vilardi. “Passaram a ser investigados, diretamente por meio de escutas telefônicas, o Silo, o Rubens speedfast, o Fast GMX, o Michelin, o Primo e o Juizo. Mas quem são eles? O juízo não sabia e não se preocupou com a identificação e qualificação dos investigados.”

Ele ainda reclama por não ter tido acesso à integra do material coletado, que permitiria a análise de detalhes das interceptações. Embora Moro já tenha se manifestado sobre o assunto, alegando que os advogados poderiam questionar um dos delegados durante audiência, a defesa afirma ter direito de conhecer toda a prova, e não apenas participar de uma “encenação” presidida “por Vossa Excelência”.

Fora do “clube”

As afirmações foram dadas em documentos que tentam desconstruir acusações contra o diretor presidente da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini (foto), e o presidente do conselho de administração da companhia, João Ricardo Auler. Segundo o MPF, eles integram um “clube” de empreiteiras que fraudava contratos da Petrobras. Os advogados afirmam que os clientes estão “absolutamente” seguros de que não cometeram crimes e definem a denúncia como um “despautério”, sem descrições fundamentadas.

A acusação também é criticada na defesa apresentada nesta quinta-feira (29/1) pelo advogado Alberto Toron, que representa executivos da UTC Engenharia. A peça afirma que a operação “lava jato” apresenta “várias situações de marcante ilegalidade, onde o insólito virou uma espécie de marca registrada”.

Toron alega, por exemplo, que a denúncia não diz quando ou onde os clientes teriam ofertado propina para ganhar contratos nem o valor pago ou a obra que originou suposto ato de corrupção. “Não basta afirmar que houve sobrepreço — o que, frise-se, sequer foi feito —, a denúncia tinha que percorrer o caminho para demonstrá-lo”, afirma. O documento ainda inclui como testemunha oito políticos, incluindo o ministro da Defesa, Jaques Wagner.

Brasil 247

Camargo Corrêa deve aceitar delação premiada

 

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Gigante Camargo Corrêa, cujo presidente Dalton Avancini e a cúpula estão presos pela Polícia Federal no Paraná desde novembro, pode se tornar a primeira das grandes empreiteiras a contar o que sabe ao Ministério Público Federal sobre a Lava Jato; obras da usina hidrelétrica de Belo Monte devem ser objeto da delação

30 de Janeiro de 2015 às 06:00

247 – Em negociação desde o ano passado, a Camargo Corrêa deve ser a primeira grande empreiteira a aceitar o acordo de delação premiada proposto pelo Ministério Público na operação Lava Jato.

O presidente, Dalton Avancini, e a cúpula da companhia estão presos pela Polícia Federal no Paraná desde novembro, e podem contar o que sabem sobre o esquema, segundo a colunista Mônica Bergamo.

As obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, tocadas por consórcio integrado pela Camargo Corrêa, devem ser objeto da delação. Eventuais denúncias, no entanto, não afetariam o atual ritmo das obras.

O acordo demorou a sair porque as duas partes não se acertavam sobre o teor da delação. Segundo a jornalista, os procuradores chegaram a exigir que a Camargo Corrêa fizesse revelações sobre outra investigação, a Castelo de Areia, de crimes financeiros envolvendo políticos e a empresa. Essa operação foi anulada na Justiça, que considerou que as provas que deram início a ela eram ilícitas.

Brasil 247

Costa diz que recebeu R$ 8 milhões de Andrade e Estre

 

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O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ter recebido até R$ 8 milhões da construtora Andrade Gutierrez e da Estre Ambiental, especializada em coleta e tratamento de lixo; a maior parte, "entre US$ 2 milhões a US$ 2,5 milhões", foi paga pela empreiteira, segundo ele, e R$ 1,4 milhão, pela Estre Ambiental, que tem como acionista o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves

29 de Janeiro de 2015 às 21:00

247 - O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ter recebido até R$ 8 milhões da construtora Andrade Gutierrez e da Estre Ambiental, especializada em coleta e tratamento de lixo. Apesar de já citadas ao longo da Operação Lava Jato, é o primeiro depoimento de Costa em sua delação premiada que vem a público citando valores recebidos dessas duas empresas.

A maior parte, "entre US$ 2 milhões a US$ 2,5 milhões", foi paga pela empreiteira, segundo ele, e R$ 1,4 milhão, pela da Estre Ambiental. As informações constam em depoimentos prestados por Costa em sua delação premiada. Costa sustenta que, a exemplo do que ocorria na estatal, empresas privadas também formaram carteis para atuar em outras áreas do governo: "Eletrobras, construção de hidrelétricas, portos e aeroportos", elencou.

Paulo Roberto Costa voltou detalhar o quinhão da propina que cabia a partidos --principalmente PP e PMDB-- e autoridades.

De acordo com Costa, "60% eram para políticos", 20% eram repartidos entre ele e o operador do esquema, responsável por receber das empresas e repassar ao ex-diretor, e o restante cobria eventuais custos.

No primeiro momento, a função de intermediar a negociata era do ex-deputado José Janene, morto em 2010, quando foi substituído por Alberto Youssef. Mais adiante, Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, também passou a recolher o dinheiro.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/168297/Costa-diz-que-recebeu-R$-8-milhões-de-Andrade-e-Estre.htm

PF investiga mais empresas de fachada de Youssef

 

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A Polícia Federal apreendeu novos documentos que ligam empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato a outras empresas de fachada e negócios intermediados por Alberto Youssef e pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), falecido em 2010; na residência de Carlos Alberto Pereira da Costa, um dos laranjas usados pelo doleiro, foram apreendidas neste mês duas notas de pagamentos feitos pela Galvão Engenharia para a CSA Project Finance, em 2008, no valor de R$ 242,6 mil cada uma, a título de consultoria; a Galvão pagou também cerca de R$ 280 mil a Realty Finance, outra empresa suspeita de existir apenas no papel

29 de Janeiro de 2015 às 20:40

247 - A Polícia Federal apreendeu novos documentos que ligam empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato a outras empresas de fachada e negócios intermediados por Alberto Youssef e pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), falecido em 2010, que usou o doleiro para montar o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

Na residência de Carlos Alberto Pereira da Costa, um dos laranjas usados pelo doleiro, foram apreendidas em diligência realizada este mês duas notas de pagamentos feitos pela Galvão Engenharia para a CSA Project Finance, em 2008, no valor de R$ 242.620,00 cada uma, a título de consultoria. A Galvão pagou também cerca de R$ 280 mil a Realty Finance, outra empresa suspeita de existir apenas no papel.

A CSA estava em nome de Costa e de Rubens de Andrade Filho. Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o próprio Costa afirmou que a empresa era de Janene e que tinha ainda como sócio oculto Cláudio Mente. Janene e Youssef usariam CSA para lavar dinheiro de propina, aplicando em negócios do setor termelétrico. Também está sendo investigado se a CSA também foi usada para desviar dinheiro de fundos de pensão.

No ramo de termelétricas, o investimento da CSA Project Finance foi feito na CTSUl. A PF apreendeu notas e recibos relacionados ao negócio. A empresa pagou R$ 417 mil por serviços de engenharia prestados pela CNEC Engenharia, na época pertencente à Camargo Corrêa, para o projeto da termelétrica, em 2008. Repassou ainda pelo menos R$ 1,380 milhão às empresas Empresa Brasileira de Mineração (EBM) e DMC Desenvolvimento, as primeiras donas da usina. Outros R$ 1,3 milhões foram pagos a uma empresa de projetos ambientais de Curitiba, a título de "serviços de avaliação ambiental" para o projeto da CTSul.

Outro negócio da CSA foi investir na Indústria Metais do Vale (IMV), em Barra Mansa, que teria resultado em prejuízo ao fundo de pensão da Petrobras, o Petros. Costa afirmou que o investimento na IMV foi de R$ 13 milhões e foi paga propina de R$ 500 mil a Humberto Pires Grault, na época gerente de novos negócios do Petros. Para acobertar a propina, teriam sido emitidas notas frias da empresa Betumarco. Grault já negou a acusação e afirmou que o investimento da IMV teve amparo técnico e foi decidido pela diretoria do fundo.

Brasil 247

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Após delação, Youssef tenta anular Lava Jato

 

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Em defesa protocolada nesta quarta-feira, doleiro Alberto Youssef afirma que o juiz federal Sergio Fernando Moro autorizou uma série de escutas sem motivos claros, que se tornaram “bisbilhotice”, e não investigação; a defesa apoia-se na teoria dos frutos da árvore envenenada, que considera ilícitas provas derivadas daquelas já produzidas ilicitamente; quebras de sigilo telefônico foram dadas em 2013, a princípio para investigar suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria o deputado José Janene, já morto; “Salta aos olhos que, em nenhum momento, houve qualquer definição, ainda que remota, do raio de alcance objetivo das investigações”, afirma o documento, assinado pelo advogado Antônio Figueiredo Basto

29 de Janeiro de 2015 às 05:16

Por Felipe Luchete, do Consultor Jurídico - O doleiro Alberto Youssef conseguiu uma série de benefícios depois de firmar acordo de delação premiada, mas mesmo assim tenta anular todos os processos da operação "lava jato", por classificar como ilegais os grampos que deram origem à operação. Em defesa protocolada nesta quarta-feira (28/1), ele afirma que o juiz federal Sergio Fernando Moro autorizou uma série de escutas sem motivos claros, que se tornaram “bisbilhotice”, e não investigação.

A defesa apoia-se na teoria dos frutos da árvore envenenada, que considera ilícitas provas derivadas daquelas já produzidas ilicitamente. Isso porque as quebras de sigilo telefônico foram dadas em 2013, a princípio para investigar suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolveria o deputado José Janene, já morto. A partir de grampo feito em aparelho do doleiro Carlos Habib Chater, chegou-se a Youssef e ampliou-se o foco para as supostas fraudes na Petrobras.

A defesa do doleiro diz que Moro ampliou e prorrogou os grampos várias vezes, mesmo sem identificar quem eram os interlocutores (baseando-se apenas em apelidos como “Primo” e “Omeprazol”). “Salta aos olhos que, em nenhum momento, houve qualquer definição, ainda que remota, do raio de alcance objetivo das investigações”, afirma o documento, assinado pelo advogado Antônio Figueiredo Basto e outros integrantes do escritório Figueiredo Basto Advocacia.

“A cada decisão que prorrogava a interceptação, o juízo citava diálogos referentes a fatos novos, colhidos fortuitamente durante a interceptação, completamente desconexos com os anteriormente investigados. Tratou-se de uma interceptação que se retroalimentava de si própria, a cada nova prorrogação”, diz a defesa. “Interceptou-se para saber se o alvo viria praticar algum crime, fosse ele qual fosse.”

Os advogados apontam que Moro repetiu os mesmos trechos e “clichês retóricos” em ao menos sete decisões nas quais prorrogou as escutas, quando a jurisprudência “tem repelido a repetição literal da mesma fundamentação”. Ainda alegam que, em alguns casos, a Polícia Federal continuou fazendo monitoramentos mesmo depois do prazo estipulado pela Justiça. Por esses motivos, declaram que as denúncias foram feitas com bases ilícitas, e “a nulidade se espraia por todo o processo”.

Membro, mas não líder

Youssef tenta desconstruir parte das acusações, pois afirma que ter firmado acordo de delação premiada “não implica uma necessária submissão passiva a toda imputação”. Em dezembro, a revista Consultor Jurídico já havia revelado que os advogados planejavam questionar uma série de elementos nas 10 Ações Penais em que virou réu.

A principal controvérsia está na acusação de que ele seria líder de todo o esquema, quando diz ter sido apenas operador financeiro. “Para decepção da acusação e de toda mídia nacional, Youssef não era e nunca foi detentor de qualquer poder para alterar contratos de licitação, favorecer empresas e influenciar os procedimentos de Paulo Roberto Costa [ex-diretor de abastecimento] junto à Petrobras ou qualquer empresa.”

A defesa ainda critica o Ministério Público Federal por ter fatiado as acusações em uma série de denúncias diferentes, com termos idênticos ou semelhantes. As peças foram divididas por executivos de cada empreiteira suspeita, e todas repetem Youssef como réu. Assim, os advogados afirmam que o doleiro responde várias vezes pelos mesmos fatos, e por isso querem a reunião das ações penais.

O advogado Figueiredo Basto planeja ainda pedir perdão judicial, mas ainda não manifestou formalmente esse interesse. Ele avalia que o cliente prestou “relevante” contribuição com as investigações.

Brasil 247

MP afirma que Lava Jato pode repatriar R$ 500 mi

 

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Ministério Público Federal (MPF) afirma ter fechado acordos de cooperação internacional com 12 países, com base nos depoimentos de investigados; “Certamente, sem essas delações, no modo como foram praticados os crimes, ou não se descobririam os fatos ou certamente demoraríamos décadas pra descobrir. E aí nós teríamos o instituto da prescrição inviabilizando a punição dos responsáveis”, disse o procurador Douglas Fischer; “Poderíamos dizer, de forma bastante segura, que este valor é histórico de tudo que se apurou até hoje em recuperação de valores relacionados à prática de crimes”, acrescentou

29 de Janeiro de 2015 às 05:44

247 - O Ministério Público Federal (MPF) afirma ter fechado acordos de cooperação internacional com 12 países para reaver R$ 500 milhões desviados por investigados na Operação Lava Jato.

Repasses fraudulentos por bancos em paraísos fiscais foram traçados a partir da delação premiada de 12 suspeitos de envolvimento no esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef.

“Certamente, sem essas delações, no modo como foram praticados os crimes, ou não se descobririam os fatos ou certamente demoraríamos décadas pra descobrir. E aí nós teríamos o instituto da prescrição inviabilizando a punição dos responsáveis”, disse o procurador Douglas Fischer.
“Poderíamos dizer, de forma bastante segura, que este valor é histórico de tudo que se apurou até hoje em recuperação de valores relacionados à prática de crimes”, acrescentou.

Os termos dos acordos de delação premiada têm gerado polêmica. O Ministério Público Federal informou que o doleiro preso Alberto Youssef não terá direito a nenhum tipo de recompensa no caso de recuperação dos recursos desviados no esquema de desvio de verbas e corrupção no âmbito da Petrobras. No entanto, diz que ele poderá ser beneficiado com abatimento da multa imposta.

Nesta terça (27), o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, afirmou que avalia contestar, no Supremo Tribunal Federal (STF), a medida: “O MP não pode dispor de recursos da União nem da Petrobras”, sentencia.

“Ele não está ganhando. O colaborador em hipótese alguma está ganhando. Ele está perdendo, tanto é que já existe, até o momento, o bloqueio de pelo menos R$ 50 milhões do seu patrimônio, ou seja, não há possibilidade de prejuízo para a União ou para a Petrobras. Há uma garantia, sim, exatamente para a reparação do dano do crime que já foi praticado", rebateu o procurador.

Brasil 247

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

COMÉRCIO CEARENSE REÚNE-SE AMANHÃ EM SOBRAL. NA PAUTA, AVALIAÇÃO E METAS DO SPC BRASIL

 

Com transmissão simultânea para 60 CDLs de outras cidades, o encontro deve apontar novos rumos e consolidar novos produtos a fim de qualificar o varejo estadual.

Acontece amanhã, quinta-feira, dia 29, a partir das 14 horas, na Sala de Reuniões da CDL de Sobral (CE), a primeira Reunião Ordinária de 2015 do Conselho Estadual do SPC-Ceará. Na pauta do encontro, a avaliação de resultados em 2014, metas para 2015, treinamento itinerante, cartão empresarial BNB/FCDL, padronização da marca, entre outros. 

Formado por onze membros, o grupo é composto pelos Presidentes da CDL Fortaleza, Severino Ramalho Neto, e da FCDL-CE, Freitas Cordeiro, e representantes municipais. O Conselho atua internamente no sentido de propor ações de melhoria que gerem resultados para as CDL’s do interior, através do fomento aos negócios, apoio às divulgações de marketing e vendas, bem como na geração de produtos que estejam trabalhando a marca SPC. 

As iniciativas elaboradas para as cidades polo são responsáveis por multiplicar e garantir a extensão das ações para o Estado. E para ter um número representativo na cidade de Sobral, o presidente da Federação das CDLs do Ceará, Freitas Cordeiro, está mobilizando juntamente com sua equipe de colaboradores a participação, por meio de transmissão simultânea, para mais de 60 CDLs de outras cidades, fincando assim o foco de sua gestão: a comunicação.

O Presidente da CDL de Fortaleza, Severino Ramalho Neto, avalia que “a reunião acontece num momento importante quando representantes do varejo de todo o Ceará se reúnem para compartilhar formas de qualificar as ações do comércio”. Ele enfatiza que a missão fundamental do Conselho é zelar pelo uso correto e seguro do banco de dados, assim como desenvolver e promover uma gama variada de produtos qu compõe o portfólio do SPC Brasil.

Além da Reunião Ordinária do Conselho Estadual do SPC, também acontecerá palestra do empresário Pio Rodrigues, com o tema: A importância do Movimento Lojista, às 19 horas, e em seguida a solenidade de posse da nova Diretoria da CDL Sobral, que atuará no triênio 2015/ 2018. Quem estará à frente da nova gestão da entidade neste período é o empresário Henrique Augusto Pereira Pontes. O evento acontecerá no Centro de Convenções, às 19 horas, com show de Adelson Viana e Cainã Cavalcante.

SERVIÇO:

Às 14 horas - Reunião do Conselho na CDL de Sobral, rua Dr. João do Monte, 6267, Centro.

Às 19 horas - Palestra do empresário Pio Rodrigues Neto. Tema: A importância do Movimento Lojista e a solenidade de posse da nova Diretoria. Local: Centro de Convenções de Sobral

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DÉGAGÉ

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Empresas cearenses desenvolverão projetos de inovação a partir de março

 

Os projetos foram desenvolvidos pelo IEL/CE, submetidos ao edital INOVA Talentos e aprovados para serem desenvolvidos durante um ano

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL/CE), entidade ligada a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), comemora a aprovação de 8 projetos na 3° chamada do Programa Inova Talentos. A partir de março, 14 bolsistas, recrutados e selecionados pelo IEL/CE, devem iniciar seus trabalhos e estarão por 12 meses dedicados aos projetos das instituições contempladas.

As empresas e Institutos que tiveram projetos aprovados assinarão um Termo de Parceria de Natureza Técnica Financeira com o IEL/CE, responsável pela gestão do programa no Ceará. Este documento celebra a parceria e é indispensável para as etapas seguintes referente ao recrutamento e seleção dos bolsistas, de acordo com o perfil solicitado para os projetos.

O IEL/CE apoia as empresas na elaboração e orientação dos projetos, bem como na submissão deles ao CNPq. Ao longo dos primeiros meses, a entidade realiza quatro visitas técnicas de acompanhamento e também fica responsável pelo recebimento mensal dos relatórios de atividades.

As empresas que tiveram projetos aprovados foram: Slap Confecções, Fotosensores, CBL Alimentos, Verde Tecnologia e a Fortsan. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/CE) obteve a aprovação de três projetos, sendo dois para o Departamento Regional (SENAI-DR/CE) e um do Centro Regional de Treinamento em Moagem e Panificação Senador José Dias de Macêdo (SENAI-CERTREM/CE).

Inova Talentos

O Inova Talentos é um programa que visa ampliar o número de profissionais qualificados em atividades de inovação no setor empresarial brasileiro. Com isso, visa estimular a indústria brasileira a manter-se competitiva, diversificada e inovadora, como caminho para o desenvolvimento sustentado. O programa foi idealizado sobre esses conceitos, com o objetivo de incentivar a criação de projetos de inovação nas empresas e institutos privados de pesquisa e desenvolvimento (P&D). A ideia é simples: selecionar, capacitar e inserir no mercado profissionais para exercerem atividades de inovação.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ONU e Brasil se mobilizam pelos recursos hídricos

 

A Agência das Nações Unidas para Assuntos sobre Água Doce e Saneamento anunciou, na última terça-feira (20), o tema que vai pautar o Dia Mundial da Água. Comemorado internacionalmente em 22 de março, o evento terá como tema “Água para Nosso Futuro”.

O Fórum Mundial da Água ocorre a cada três anos. Neste ano, o evento será realizado na Coreia do Sul, em duas cidades: Daegu e Gyeongbuk. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), o assunto que pautará as discussões sobre recursos hídricos em todo mundo em 2015 será “Água e Desenvolvimento Sustentável”.

Em 2018, a comemoração do Dia Mundial da Água terá Brasília como sede. A escolha da capital federal aconteceu em fevereiro de 2014, durante a 51ª Reunião de Governadores do Conselho Mundial da Água (WWC), em Gyeongju, na Coreia do Sul.

O Dia Mundial da Água é celebrado mundialmente desde 1993, após ser formalmente recomendado pela ONU durante a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

A partir de então estabeleceu-se a tradição de a ONU escolher um tema anual para conduzir os eventos sobre a água. O intuito é, segundo a ANA, fazer com que a abordagem dos problemas relacionados aos recursos hídricos ganhem visibilidade e agreguem-se às mobilizações civis, atraiam cientistas e usuários do recurso natural.

A ONU ainda definiu outros temas para as discussões até o encerramento do ano. Entre eles estão “Água e Energia”, “Cooperação pela água”, “Água e segurança alimentar”, “Águas transfronteiriças”, “Saneamento”, “Água limpa para um mundo saudável”, “Lidando com a escassez de Água” e “Água para as cidades: respondendo ao desafio urbano”.

Brasília - A campanha brasileira que resultou na escolha de Brasília para sediar a FMA 2018 teve como tema “Compartilhando Água”. A ideia é que o tema dê continuidade aos debates já realizados sobre os desafios do setor de recursos hídricos.

A ANA informou ainda que uma equipe de avaliadores esteve em Brasília em agosto de 2013. O relatório produzido pelo grupo abordou temas como infraestrutura de transportes, mobilidade urbana, rede hoteleira e locais para realização do fórum, e serviu de suporte para que a escolha da cidade.

Maioria dos paulistanos culpa Alckmin por falta d’água

Mais de 90% dos moradores da cidade de São Paulo culpa o governo do estado, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin (PSDB), e a Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) pela falta de água na região.

Além disso, segundo a 6ª edição da pesquisa Indicadores de Referência de Bem Estar no Município (Irbem), feita pela ONG Rede Nossa São Paulo e pela Fecomercio, 42% dos entrevistados acham que a escassez de água foi causada por falta de planejamento do governo tucano.

O levantamento, divulgado na última quinta-feira (22), mostrou ainda que oito em cada dez paulistanos veem uma grande chance de acabar a água na cidade. Diante desse cenário tenebroso, 57% dos cidadãos afirmam que deixariam a capital paulista, se pudessem.

Na mesma pesquisa realizada no ano passado, o percentual de pessoas dispostas a deixar a capital paulista era de 55%.

A pesquisa foi realizada entres os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas maiores de 16 anos residentes em São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Mobilização – Enquanto os paulistamos culpam Alckmin pela falta d’água, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), articula uma reunião entre prefeitos das 30 cidades abastecidas pela Sabesp com o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga.

De acordo com o prefeito, o objetivo do encontro é combater a crise hídrica do estado. Ainda seguno Haddad, o secretário do governo paulistano tem interesse em participar da reunião.

“Não tivemos oportunidade de sentar com o secretário e os prefeitos de cidades abastecidas pela Sabesp para alinhar os esforços”, disse Haddad, à Agência Brasil

PT na Câmara

CNA vai monitorar os possíveis impactos para o Brasil da política francesa de estimular a produção de proteínas vegetais

 

França foi o país europeu que mais ampliou as compras de produtos agropecuários

Brasília (26/01) – A França pode reduzir o ritmo de suas compras de produtos agropecuários do Brasil, especialmente do complexo soja, nos próximos anos, reflexo de uma decisão do ministro da Agricultura francês de aumentar a produção interna de plantas com alto teor de proteína vegetal até 2020.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vai monitorar os impactos comerciais da medida, financiada por recursos da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia. O monitoramento será feito pela Superintendência de Relações Internacionais (SRI), que aborda este e outros temas na mais recente edição do “Boletim do Agronegócio Internacional”.

No período estipulado pelo ministro Stéphane Le Foll, serão concedidos aos agricultores franceses entre 100 e 200 euros – o que varia entre R$ 303 e R$ 606, em valores aproximados, – ao ano por hectare cultivado. A avaliação é que estas culturas não são competitivas na França e, se os subsídios forem removidos, a produção deve voltar aos baixos níveis.

As metas do plano são reduzir a dependência dos criadores franceses de gado, suínos e aves das importações de proteínas vegetais, e diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados, incentivando a produção de soja não-transgênica em substituição ao milho. Além de ervilhas-do-campo, favas, tremoço e alfafa, a soja está no grupo de plantas com alto teor de proteína vegetal.

O farelo de soja representou 55,6% dos embarques do Brasil para o mercado francês em dezembro. A França foi o país europeu que mais ampliou as compras de produtos agropecuários do Brasil no período, na comparação com o mesmo mês de 2013, com gastos de US$ 180,2 milhões no último mês de 2014.

No boletim, a equipe da superintendência também avalia o desempenho do setor agropecuário em 2014. As exportações de produtos agropecuários responderam por 43% das vendas externas do país. São Paulo lidera o ranking, com 19% do total. Na sequência, estão Mato Grosso (15% de participação), Paraná e Rio Grande do Sul (cada um com 13%). Minas Gerais exportou 8% do total. Acesse a íntegra do boletim no site da CNA (www.canaldoprodutor.com.br).

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109 1411/1419
www.canaldoprodutor.com.br

COM APOIO DA CNA, APEX BRASIL E ABRAFRUTAS ASSINAM CONVÊNIO PARA EXPORTAÇAO DE FRUTAS BRASILEIRAS

 

Parceria prevê ações como promoção comercial em feiras no exterior e capacitação de empresas. Presidente da CNA e ministra da Agricultura participam da cerimônia

Brasília (26/01) – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) assinam, amanhã (27/01), o primeiro convênio entre as duas entidades para promoção comercial de frutas frescas brasileiras e produtos derivados no mercado internacional.

A parceria terá investimentos de R$ 5,2 milhões e prevê, entre outros pontos, ações de promoção comercial em feiras internacionais e a capacitação de empresas para exportação. O convênio tem como foco oito países: Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Hong Kong, França e Rússia.

A cerimônia será às 18h na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília (DF), que apoiou a criação da Abrafrutas para a defesa dos interesses da fruticultura. O presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior, e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, participam da cerimônia.

SERVIÇO

Assinatura de convênio – Apex Brasil e Abrafrutas
Data – 27/01 (Terça-Feira)
Local – CNA (SGAN Quadra 601, Módulo K, Edifício Antônio Ernesto de Salvo)
Horário – 18h

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109 1411/1419
www.canaldoprodutor.com.br

Somos brasileiros

 

Bruno Peron

Meu texto Não há negros no Brasil talvez levante dúvidas em alguns leitores quanto a seus conceitos de que significa ser brasileiro. Meu argumento derruba preconceitos em vez de intensificá-los e faz uma proposta conciliatória. O texto atual visa a dissipar dúvidas e fazer mais alguns esclarecimentos de por que a racialização do Brasil seria o agouro de mais uma tragédia nacional.

O problema maior que aflige a educação no Brasil é que seus educadores são os primeiros que precisam reeducar-se antes de colonizar a mente de seus “alunos”. Por isso, o aumento de investimentos em educação somente espalha o vírus em vez de tratar o organismo enfermo com novas práticas e posturas.

Minha atenção, neste momento, volta-se à dificuldade de os nascidos e crescidos no Brasil reconhecer-nos simplesmente como brasileiros. Fazemos de tudo para dividir-nos em classes (A, B, C, etc. com pretextos socioeconômicos), raças (“brancos”, “negros”, etc.), e até investigar árvores genealógicas para tirar passaportes de cidadanias europeias, como aprendizes fiéis da Europa. De fato, no continente europeu, essas distinções têm validade, ao contrário do Brasil.

Os caminhos de interação entre tradição e modernidade são outros no Brasil. Construímos nossa própria modernidade. Meu argumento de que somos todos brasileiros, contudo, não anula as diversidades. Elas estão em outros aspectos socioculturais no país: nos regionalismos, nos sotaques, nas carreiras, nas civilidades, nos gostos e na cor da pele também (por que não?). No entanto, somente a cor da pele não é critério científico para determinar etnias e raças, sobretudo em se tratando de um país tão mestiço e colorido como o Brasil.

Neste ponto sobre diversidades, vale a pena contrastar Brasil com Estados Unidos. O segundo país é um transplante fiel dos ideais, das formas de vida e das pretensões expansionistas e universalizadoras da Europa, enquanto o Brasil teve conflitos internos e rebeliões históricas contra as práticas e os mandos europeus. Cito os episódios de escravos fugidios que formavam quilombos, a conspiração de Joaquim da Silva Xavier (“Tiradentes”) contra a colonização, e as lutas contra as invasões francesas e holandesas no litoral. O Brasil foi, no início do século XIX, sede do império português, mas as imigrações intensas expandiram as diversidades no país e nos reformulamos como brasileiros.

No entanto, por causa das ideias e das práticas educadoras que critiquei acima, o Brasil contém o pior e o melhor que a Europa já produziu. O pior porque faz o jogo militar de potências globais (envia tropas para “pacificar” países pequenos, tomou posição na segunda guerra entre potências de 1939 a 1945) e entende-se como um país dividido em classes. E também o melhor porque no Brasil se avançam discussões e leis sobre liberdades e direitos humanos.

Embora burocratas e políticos de Brasília escutem e aceitem primeiramente o que diz o United States Federal Reserve, o Palais de l'Élysée e o British Parliament, em vez de ouvir o povo brasileiro para tomar suas decisões, o Brasil não é um mero enxerto transoceânico da Europa. Aqui temos matrizes ameríndias, africanas, europeias, e também outras trazidas por imigrantes asiáticos, caribenhos, centro-americanos, sul-americanos, norte-americanos, e outros.

Tenho receio de que as diversidades no Brasil se esvaeçam em políticas de segregação (em bairros e “cotas”) como na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos. A França defende-se tão agressivamente de imigrantes que suas instituições levam a um ponto extremo as liberdades de expressão através de racismo contra imigrantes e sátira de religiões. O efeito é feroz: assassinato de jornalistas inconsequentes da revista Charlie Hebdo e protestos ao redor do mundo (no Paquistão, manifestantes queimaram a bandeira francesa). Ainda assim, nenhum desentendimento cultural deveria gerar conflitos e mortes.

Ser brasileiro é um privilégio para os que pressentem o destino do Brasil.

Este mundo se transforma. Europa é passado; Brasil é futuro. Europa é guerra; Brasil é paz. Europa é tristeza; Brasil é felicidade. Europa é conflito; Brasil é harmonia. Resta-nos aos brasileiros reconhecer-nos como uma civilização nova e trocar as roupas europeias com as quais nos vestimos durante séculos.

http://www.brunoperon.com.br

Syriza acende sinal amarelo para austeridade

 

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“Vitória do Syriza, partido nascido em 2009, nas eleições gregas lembra o básico: eleitorado pode ser cruel com governos que não defendem empregos e salários”, diz o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; segundo ele, experiência ensina ao Brasil que “todo cuidado é pouco”: ‘comprometida com a perspectiva de “arrumar a casa”, a presidente tem se demonstrado particularmente zelosa quando se trata dos direitos dos trabalhadores’

26 de Janeiro de 2015 às 07:29

por Paulo Moreira Leite

A vitória do Syriza nas eleições gregas, lembra uma dessas viradas históricas na vida de um país.

Terá profunda repercussão na Europa, onde Espanha, Portugal e Italia, enfrentam um recessão prolongada depois do colapso financeiro de 2009.

A vitória pode produzir efeitos imprevisíveis sobre a economia mundial. Isso pode acontecer caso, diante de uma enfática manifestação das urnas, a União Europeia se mostre sem disposição política para aliviar o sufoco de cinco anos, o que pode gerar novas ondas de choque e instabilidade.

A causa do resultado eleitoral é fácil de ser decifrada. Envolve questões universais, que preocupam a humanidade em toda parte — emprego, recessão, colapso de serviços públicos — e costumam resolver eleições no mundo inteiro. Até por essa razão, permite paralelos com o Brasil.

Lula e Dilma teriam sido aniquilados, levando consigo as conquistas obtidas pela população a partir de 2003, como aconteceu com os social-democratas do Pasok, caso o governo brasileiro tivesse seguido a política que Atenas praticou nos últimos cinco anos — e que era recomendada pelos centros financeiros internacionais.

Se a eleição deste domingo na Grécia reuniu conflitos típicos da luta de classes também colocou, de forma aguda, a questão nacional. A crise de 2009 colocou o conflito da soberania nacional da Grécia frente aos poderes coloniais das grandes economias europeias, que nos últimos cinco anos submeteram o conjunto da população a um programa de descontrução da economia local.

E é por que tem esse caráter nacional que a eleição abriu caminho para uma remodelagem do sistema político, anunciando uma aposentadoria prolongada — quem sabe falencia definitiva — de partidos tradicionais.

Após uma austeridade prolongada e selvagem, num ambiente de chantagem no qual os mercados atravessaram várias regras da democracia para impor seus interesses — inclusive para impedir um referendo onde o povo diria sim ou não às propostas de austeridade — o eleitorado foi às urnas para fazer o ajuste de contas com a pobreza, o desemprego e a falta de perspectiva.

A mensagem é clara: venceu um partido que há poucos anos tinha uma presença simbólica ao lado de legendas tradicionais — mas cresceu com um discurso firme contra os programas de pobreza. O crescimento de um partido nazista dá bem uma ideia do ambiente de radicalização e confronto em que se encontra a Grécia.

Como acontece em países onde a situação atingiu um patamar desesperado — nos últimos anos, famílias de classe média arruinada disputavam vagas na fila das instituições de caridade destinada preferencialmente a população pobre — era possível encontrar eleitores do Syriza nos bairros chiques, nas lojas de artigos de luxo, entre empresários que em outros tempos eram votos assegurados à direita, revela Helen Smith, correspondente do Guardian em Atenas.

Os bilionários programas aprovados pela Troika — União Européia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional — destinavam-se a confortar os credores estrangeiros, ampliando a dívida do país – sem nada deixar para os investimentos que poderiam animar a economia e os programas sociais que protegiam o povo.

É normal, assim, que empresários e ex-empresários locais, interessados em reativar seus negócios, voltassem sua atenção a uma sigla que, em outros tempos, só causaria repulsa. A vitória teria sido ainda mais expressiva se, numa manobra burocrática, o governo conservador da Nova Democracia não tivesse impedido o alistamento de uma numerosa parcela de eleitores jovens — evitando a presença, nas urnas, da parcela mais sacrificada da população, reservatório natural de votos para o Syriza.

Do ponto de vista da economia, as urnas de domingo se encerram com vários pontos de interrogação — a começar pela provável resistência do governo de Angela Merkel para aceitar mudanças na política da União Europeia em relação a Grécia, permitindo que o país tenha acesso a uma parcela do pacote superior a 1 trilhão de euros recém-aprovado pelo Banco Central Europeu, que poderia dar oxigênio para a economia, estimulando os investimentos, o crédito e o crescimento. O futuro do governo do Syriza irá depender, fundamentalmente, de sua capacidade de conservar o apoio popular para transformar as propostas de palanque em medidas concretas, capazes de aliviar o imenso sofrimento da população grega e abrir uma nova perspectiva para o país.

Para os brasileiros, chega a ser irônico que, seis anos depois da crise dos derivativos, os gregos tenham escolhido um governo que denuncia a austeridade e, há um mês, em Brasília, Dilma Rousseff tenha escolhido Joaquim Levy para ocupar o ministério da Fazenda, no lugar de Guido Mantega, que teve um papel decisivo na política de estímulo que permitiu ao país atravessar a crise de 2009.

A verdade é que não há termo de comparação entre os programas impostos a Grécia ao longo dos últimos anos e as propostas de ajuste que Levy e a equipe econômica. São universos separados pela geografia, pela história e pela política. Mas o afundamento do tradicional sistema político da Grécia demonstra que o eleitorado costuma ser impiedoso com partidos que não correspondem a suas promessas e compromissos. A indignação do eleitorado explica por que o desgaste do conservador Nova Democracia, que aplicou os programas de austeridade, encurvado perante a Troika, tenha sido até menor que o desmoronamento dos socialistas, eleitos com a promessa de promover o bem-estar e proteger os direitos dos trabalhadores.

O principal objetivo do ajuste consiste em recuperar a confiança dos empresários, mercadoria que, concordam monetaristas e desenvolvimentistas, é indispensável para fazer a economia capitalista funcionar. Comprometida com a perspectiva de “arrumar a casa”, a presidente tem se demonstrado particularmente zelosa quando se trata dos direitos dos trabalhadores. É bom que seja assim, pois a experiência ensina que todo cuidado é pouco nesta matéria. Como diz um governador da base do governo: “os mercados nunca estão satisfeitos. Sempre pedem mais para mostrar que têm confiança, O risco é acabarem engolindo o governo.”

Três dias depois de ser empossado no Ministério do Planejamento, Nelson Barbosa anunciou que estava em curso uma mudança na legislação do salário mínimo. Acabou obrigado pela presidente a divulgar uma nota à imprensa na qual dizia que tudo seguirá como está. Na semana passada, quando o Financial Times atribuiu a Joaquim Levy a afirmação de que o seguro-desemprego estava ultrapassado, o próprio ministro da Fazenda foi levado a divulgar nota corrigindo o jornal. Para que não restasse um fiapo de dúvida, o ministro Miguel Rossetto, secretário particular da Presidência da República, definiu o seguro-desemprego como cláusula pétrea, conceito constitucional em que se encontra a proibição do país produzir armas nucleares, por exemplo.

Brasil 247

domingo, 25 de janeiro de 2015

Por que Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz

 

publicado em 23 de janeiro de 2015 às 21:18

Alckmin inaugurando o volume morto

Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”

por Conceição Lemes

24 março de 2014. Em entrevista ao Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, denunciou que Alckmin e a Sabesp já faziam racionamento de água nas áreas pobres da capital há mais de dois meses e mentiam:

“Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo”.

“Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses. A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento”.

“Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”.

“Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador mente”.

“O sistema de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso. Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ter sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o que aconteceu”

“O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’água hoje”.

14 de janeiro de 2015. Quase dez meses após a denúncia do Viomundo e de ter passado toda a campanha eleitoral de 2014 negando o racionamento de água, Alckmin admitiu-o:

“O racionamento já existe, quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina. Quando ela diz que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo] no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição. O que estou dizendo é que se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água], e hoje estamos tirando 17, é óbvio que nós temos uma restrição hídrica”.

Foi após a juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, conceder liminar no dia anterior, 13 de janeiro, proibindo a cobrança de multa para quem consumisse água a mais.

Em menos de 24 horas, essa decisão foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

A Justiça autorizou, assim, a cobrança de multa – a chamada sobretaxa — em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive a capital. A multa será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

15 de janeiro de 2015. Um dia após admitir a toda a imprensa a existência do racionamento, Alckmin voltou atrás com a desculpa esfarrapada de que foi mal interpretado:

“Estamos evitando o racionamento. O que é o racionamento? É você fechar o registro. Então, estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas [o volume morto], da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca”.

“Lamentável que o senhor Geraldo Alckmin tenha mudado de opinião de um dia para o outro”, critica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “O governador não tem preocupação com a realidade e a verdade dos fatos. Ele só está preocupado em eleger o próximo prefeito e depois se eleger à presidência.”

“Será que o governador vai mudar de opinião amanhã ou depois de amanhã?” questiona o advogado Carlos Thadeu, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O governador, o presidente da Sabesp e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos estão perdidos, pois não têm um plano B para a crise da água.”

MÍDIA FOI E CONTINUA SENDO CÚMPLICE E PARCEIRA DE ALCKMIN NA CRISE HÍDRICA

Em 1º de janeiro, no discurso de posse do novo mandato, o governador salientou:

Um dos pilares deste governo será o da inovação permanente, sempre a serviço do cidadão. Temos, a nosso favor, um histórico do qual nos orgulhamos.

Transparência absoluta: Portal da Transparência, Bolsa eletrônica, Indicadores Criminais, Salários dos servidores na internet.

Transparência absoluta?! Só se for em Marte, no Estado de São Paulo de jeito nenhum.

A crise hídrica é a maior prova. Desde o início, Alckmin a trata com sofismas, inverdades e dissimulações, porque tem a seu favor a mídia tradicional, que acoberta todos os seus malfeitos, inclusive os da água.

Primeiro, a grande mídia quase não divulgou a falta de água enquanto o problema atingia apenas a periferia. Tanto que praticamente ignorou-a durante o primeiro semestre de 2014.

Depois, relacionou a falta de água a apenas aspectos climáticos — “estiagem”, “seca”, “falta de chuvas”. Omitiu e passa por cima até hoje da falta de planejamento de Alckmin e de seu antecessor José Serra (PSDB).

“Com a complacência da mídia, o governo Alckmin passou toda a campanha eleitoral de 2014 , enviando sinal trocado em relação à crise da água”, observa Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Ao mesmo tempo em que pedia para economizar água, afirmava que ela não faltaria e tudo estava sob controle.”

Em português claro: a mídia “comprou” e” vendeu” a versão dos tucanos paulistas de que a culpa é de São Pedro, poupando a incompetência e a irresponsabilidade do governo Alckmin de não ter investido em novos mananciais, como estava previsto desde 1995.

Marzeni Pereira da Silva, oposição no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), reitera denúncia feita ao Viomundo em novembro de 2014: “A mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira do governo Alckmin na crise de abastecimento de água em São Paulo”.

Tanto que fez vista grossa às artimanhas tucanas para aprovação da sobretaxa.

AUDIÊNCIA NA ANTEVÉSPERA DO ANO NOVO: “MÁ-FÉ E JOGO DE CARTAS MARCADAS”

Em 18 de dezembro, sem ouvir órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil que atuam em defesa dos recursos hídricos, Alckmin anunciou a criação da sobretaxa. Também disse que a Arsesp – a agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado – tinha aprovado naquele dia.

Não foi bem assim.

A Arsesp é a responsável pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo tucano. Oficialmente ainda não tinha se manifestado sobre a questão.

Só no dia seguinte ao anúncio de Alckmin foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o comunicado da Arsesp convocando uma audiência pública para deliberar sobre a tarifa de contigência na conta da água, que é como ela chama a multa, ou sobretaxa.

A Arsesp convocou a audiência para – pasmem! — 29 de dezembro de 2014.

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“A data foi proposital, de má-fé”, acusa o coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Na antevéspera do Ano Novo, a possibilidade de mobilização é muito reduzida. O objetivo era que não fosse ninguém.”

Mesmo com a manobra da Arsesp, houve grande mobilização e compareceram, além do pessoal da casa (membros da Sabesp e da própria agência), 23 representantes de quatro entidades e cidadãos. A saber: Comissão de Direito do Consumidor da OAB-SP, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Proteste, Instituto Socioambiental e Instituto Pró-cidadania.

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Na mesa da audiência pública só diretores da Arsesp. Da esquerda para a direita: Waldemar Bon Júnior (Relações Institucionais); José Bonifácio de Souza Amaral Filho (Regulação Econômico-Financeira e de Mercados); Antonio Luiz Souza de Assis (Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Distribuição de Gás Canalizado); e Anton Altino Schwyte (superintendente de Análise Econômica Financeira)

Durante a audiência, depois em documento (na íntegra, ao final) enviado à Arsesp , as quatro entidades impuseram uma condição para aprovação da sobretaxa. A de que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento, como determina o artigo 46 da lei federal do Saneamento Básico 11.445/07:

“Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda”

A Arsesp, desde sempre aparelhada pelos tucanos, simplesmente ignorou o documento das entidades e a determinação legal e autorizou a cobrança da sobretaxa da água.

“A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal”, observa Edson Aparecido da Silva. “A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral.”

“Decretar oficialmente o racionamento não é mera formalidade como tenta fazer crer o governador”, avisa Carlos Thadeu, do Idec. “Além de tornar legal a cobrança da sobretaxa para quem usar mais água, implica transparência de tudo o que está acontecendo. O consumidor tem o direito à informação.”

DNA DE ALCKMIN DESDE 2001, QUANDO TEVE INÍCIO A GESTAÇÃO DA ATUAL CRISE

O fato é que o governador passou esse último ano escondendo e/ou maquiando a verdade verdadeira sobre a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

“Na verdade, o grande responsável por essa crise da água que estamos vivendo em São Paulo é o senhor governador Geraldo Alckmin”, afirma o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo, logo após a morte de Mario Covas.”

Alckmin, só para relembrar, foi governador de 6 de março de 2001 a 31 de março de 2006. De 2007 a 2010, o posto foi ocupado por José Serra, que também tem culpa no cartório. Não fez o que deveria. Em 1 de janeiro de 2011, Alckmin voltou a ocupar o Palácio dos Bandeirantes, onde está até hoje.

Não é à toa que ele foge do racionamento da água como o diabo da cruz. Quer evitar a todo custo o carimbo de governador do racionamento, ou do rodízio. Tal como aconteceu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o apagão de energia elétrica, em 2001.

O DNA de Alckmin, porém, está ao longo de todo processo que desembocou na atual e gravíssima crise, como mostra o professor Júlio:

1985: Inaugurado o Cantareira, um sistema de Primeiro Mundo. Capacidade de 66 m³/s, para uma demanda:51 m³/s. A RMSP tinha 14 milhões de habitantes.

2000: Capacidade disponível e demanda eram iguais: 66 m³/s.

Para uma população de 18 milhões, o sistema já estava meia boca, como diz o professor Júlio. Foi o início do déficit de abastecimento de água. Nessa altura, já deveria ter sido providenciado novo manancial de grande porte.

2003: Foi o primeiro alerta. Estiagem prolongada levou o sistema Cantareira à beira do colapso.

2004: Nesse ano foi feita a renovação da outorga (direito de utilização da água) do sistema Cantareira por 10 anos. No contrato, foram incluídas várias exigências que deveriam ser cumpridas pela Sabesp nesse período de dez anos. Entre elas, a implantação de novos mananciais para atender a região metropolitana, diminuindo, assim, a dependência do Cantareira no abastecimento dessa área.

A renovação da outorga venceu em agosto de 2014 e a Sabesp não cumpriu essa exigência.

2005: O DAEE (Departamento de Águas e Esgotos do Estado de São Paulo) concluiu as barragens de Biritiba-Mirim e Paraitinga e disponibilizou mais 5,7 m³/s do sistema Alto Tietê para a região metropolitana. Só que não pode ser usado porque a Sabesp não tinha ampliado a capacidade da Estação de Tratamento de Água de Taiaçupeba de 10 para 15 m³/s. Taiaçupeba só passou a usar essa vazão em 2012.

2007: A Sabesp declarou oficialmente que era gravíssima a situação da deficiência dos mananciais da RMSP e não tinha condições de superá-la.

A empresa solicitou então ao governo paulista que assumisse essa responsabilidade. O que ele fez. Para isso, contratou a elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista. O prazo para execução era de 180 dias, mas somente foi concluído em outubro de 2013.

2012: Sabesp detectou o início do processo de estiagem através da diminuição das reservas nos seus reservatórios.

2014: A RMSP tem 22 milhões de habitantes. A capacidade disponível de água para abastecimento é de 72 m³/s enquanto a demanda era de 82 m³/s. Ou seja, sistema deficitário em 10 m³/s. Isso significa 2,7 milhões de habitantes sem água.

2014, janeiro: A Sabesp estava preparada para dar início ao Plano de Racionamento Geral na Região Metropolitana. O governador, porém, vetou-o e assumiu pessoalmente o gerenciamento da crise.

“Quando o governador assumiu pessoalmente o comando e gerenciamento da crise, na prática, ele declarou oficialmente sua instalação”, atenta o engenheiro Júlio Cerqueira César. “Alckmim vetou o plano da Sabesp e definiu um Plano Político para enfrentá-la.”

Ele proibiu o racionamento e decidiu explorar todas as reservas de água disponíveis, inclusive as reservas técnicas (volumes mortos) até o seu esgotamento se necessário. A expectativa era de que as chuvas voltariam em outubro de 2014, os reservatórios encheriam e a crise seria superada.

2015: As chuvas não aconteceram no volume esperado. A capacidade disponível de água está em 39 m³/s e a demanda em 82 m³/s. Déficit: 43 m³/s. É mais da metade da demanda numa hipótese otimista, porque estamos considerando a integridade do sistema do Alto Tietê. Caso o sistema do Alto Tietê não se recupere, o que não está fora de cogitação, o déficit atingirá 58 m³/s — 70% da demanda.

Não há solução estrutural de curto prazo para a crise. Para complicar, Alckmin esvaziou os espaços institucionais de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de Bacia, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que reúne os 39 prefeitos e representantes do governo do Estado.

“Alckmin precisa convocar urgentemente os prefeitos das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e falar a verdade sobre a crise”, defende Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional Ambiental. “O governador não pode continuar agindo como se a situação estivesse sob controle. O ideal seria que ele decretasse estado de calamidade pública e apresentasse um plano de contingência sério, discutido com os prefeitos e representantes da sociedade, para enfrentar a situação.”

“Não consigo encontrar um adjetivo para qualificar o quadro que teremos de enfrentar”, arremata Cerqueira César. “Só posso dizer que o que enfrentamos hoje — principalmente a população mais pobre que é a mais afetada — será refresco perto do que teremos pela frente.”

Em tempo 1: Por que Alckmin e Serra não fizeram as obras necessárias para que não estivéssemos na atual situação? Falta de planejamento, contando com São Pedro? Incompetência? Irresponsabilidade? Opção pelos investidores da Sabesp?

Em tempo 2: Onde foram parar os lucros da Sabesp? Em 2012, foi de R$ 1,9 bilhão. Em 2013, também R$ 1,9 bilhão. Em 2014, apesar da crise, o lucro até o terceiro trimestre foi de R$ 800 milhões. De 2003 a 2013, a Sabesp teve R$13,11 bilhões de lucros. Nesse período, pagou R$ 4,37 bilhões de dividendos. O percentual de pagamento na forma de dividendos em relação ao lucro variou de 27,9% a 60,5%,este em 2003.

Detalhe: o estatuto da empresa determina que se pague, no mínimo, 25% de dividendos. A Sabesp, para alegria dos seus investidores e azar dos consumidores, pagou sempre mais.

Audiência Pública Arsesp para deliberar sobretaxa da água: Manifestações de entidades da sociedade civil by Conceição Lemes

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Leia também:

Luciano Martins Costa: A ordem é preservar Alckmin e criminalizar a população

“Mídia é cúmplice do governo Alckmin na crise da água em SP

Júlio Cerqueira César: “Racionamento de Alckmin é irresponsável”

http://www.viomundo.com.br/denuncias/por-que-geraldo-alckmin-foge-racionamento-como-o-diabo-da-cruz.html

Paulo Moreira Leite: Prêmio de até R$ 20 mi a Youssef escancara Lava Jato e Moro

 

publicado em 25 de janeiro de 2015 às 20:06

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Operação Escancarada

Taxa de sucesso que pode chegar a R$ 20 milhões a delator da Lava Jato só reforça convicção de que Sérgio Moro quer condenações a qualquer preço — literalmente

por Paulo Moreira Leite, em seu blog, sugestão de Pedro Velho

Poucas notícias sobre a Operação Lava Jato causaram tanta indignação nos meios jurídicos como a revelação de que delator Alberto Yousseff pode voltar para casa com um prêmio de 2% sobre cada centavo que ajudar a localizar em contas secretas no exterior. Isso quer dizer que, se trabalhar direito, Yousseff pode embolsar até R$ 20 milhões, quantia espantosa para um cidadão que, pela letra fria da lei, poderia acumular penas de até 200 anos.

“Agora escancarou”, reage Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende Eduardo Leite, executivo de uma empreiteira.

“É repulsivo,” afirma Nélio Machado, advogado do acusado Fernando Santana.

Para Claudio José Lagroiva Pereira, professor de Direito Processual Penal na PUC paulista, instituição da qual foi vice-reitor, a decisão envolve uma medida absurda: “como é que o Estado brasileiro vai tirar uma porcentagem de um dinheiro que deve ser devolvido ao povo brasileiro, pois é fruto da corrupção, para entregar a um bandido?”

Num país onde esse tipo de recompensa não é previsto pela legislação — não consta sequer das regras que definem a delação premiada –, o acordo reforça a visão de que o juiz Sérgio Moro está empenhado em obter condenações fortes a qualquer preço — literalmente. A tradição jurídica brasileira admite várias concessões a um acusado capaz de auxiliar no andamento de um processo. Mas são acordos que envolvem redução de pena, suspensão de acusações consideradas pouco consistentes e assim por diante. Nem advogados nem autoridades ligadas ao mundo da Justiça já tinham ouvido falar de um caso semelhante. Para um delegado ouvido pelo 247, e que já participou de várias investigações semelhantes, “pode ser aceitável permitir que um condenando fique de posse de bens que ele pode demonstrar que adquiriu honestamente. E só.”

O curioso é que há uma década o mesmo Sergio Moro acertou com o mesmo Yousseff um acordo de delação premiada, que permitiu ao doleiro safar-se das principais acusações, entregando pouco mais de 60 concorrentes no comercio ilegal divisas — inclusive Toninho da Barcelona, o maior doleiro paulista na época — e cumprir uma pena relativamente leve. Uma das cláusulas dos acordos de delação é óbvio: os beneficiados assumem o compromisso de não retornar às atividades ilegais. Embora não tenha cumprido sua parte do pacto, o que deveria ser um agravante em seu caso, dificultando até um novo acordo acordo de delação, em 2014 Yousseff conseguiu um segundo pacto, tão generoso que lhe permite até cobrar comissão por serviços prestados.

“Estamos no mundo dos caçadores de recompensa,” afirma o professor Claudio Lagroiva, apontando para um crescimento da influência da escola utilitária da Justiça norte-americana no interior do Judiciário brasileiro. Não é uma novidade que caiu do céu, já que, através de acordos bilaterais de cooperação, mantidos pelo Departamento de Estado, muitas idéias jurídicas dos EUA ganharam curso no país em anos recentes, competindo com as escolas europeias que formaram boa parte de nossos juristas.

No debate jurídico, o termo “utilitarismo” ajuda a designar práticas destinadas a obter provas condenatórias de qualquer maneira, ainda que seja possível ferir princípios maiores do Direito. Depois dos escândalos financeiros dos anos 1990, os EUA se tornaram a pátria da delação premiada, que permitiu ao chefe de uma quadrilha, que manipulava informações privilegiadas acumular fortunas na Bolsa, salvar o pescoço em troca da delação de sócios e parceiros.

Para falar num caso extremo: durante o governo George W. Bush, a Casa Branca assinou um decreto que autorizava os interrogatórios por afogamento de prisioneiros de guerra — o utilitarismo era dizer que essa forma de violência não constituía tortura. O decreto foi revogado por Barack Obama mas ainda hoje, em determinados estados, policiais acusados de torturar prisioneiros podem até ser processados e cumprir penas — mas as provas obtidas pela tortura não são anuladas, o que implica numa forma de respaldo.

O emprego das prolongadas prisões preventivas por parte de Sérgio Moro não é definida como tortura — é uma medida prevista em lei e os prisioneiros têm sua integridade física preservada. Mas o regime é de uma dureza peculiar, como descreve o advogado Nélio Machado, num habeas corpus em que pede a soltura de seu cliente, detido, como a maioria, sem provas. O acesso de familiares de cidadãos encarcerados nas celas da Polícia Federal no Paraná, que são simples acusados, é mais restrito até do que nas penitenciárias que guardam condenados com pena transitada em julgado. O contato com advogados é mais restrito. O que se busca é uma prova que guarda uma semelhança essencial com a tortura, mesmo que não seja obtida com choques elétricos — uma confissão involuntária.

O utilitarismo é político, também. Como as investigações da Lava Jato interessam aos adversários do governo Lula-Dilma, fecha-se os olhos a um abuso. Imagine se o mesmo regime fosse empregado para se obter confissões dos envolvidos no esquema do metrô do PSDB paulista. Recorde-se a pronta resposta do Supremo Tribunal Federal quando ocorreram as prisões dos acusados na Operação Satiagraha.

Para além do necessário debate jurídico, há uma questão política. Quem lê um texto de Sérgio Moro escrito em 2004, “Considerações sobre a Operação Manni Puliti,” constata que a Operação Lava Jato estava pronta antes mesmo de aparecer a primeira denúncia sobre a Petrobras. Moro já falava na necessidade de “deslegitimar” o sistema político — processo em curso quando parlamentares e ministros são colocados contra a parede por vazamentos cuja origem ninguém assume, cujo conteúdo integral ninguém conhece.

Durante uma década a Lava Jato foi uma ideia em busca de uma oportunidade, escrevi neste espaço, em 16 de janeiro. Num país onde os principais meios de comunicação são adversários assumidos do governo federal, não foi difícil obter adesão a suas ações, indispensável para dar sustentação a uma operação dirigida contra o núcleo do sistema representativo e da soberania popular.

No pedido de habeas corpus, Nélio Machado afirma: “impõe-se que o magistrado do Paraná, o quanto antes, se dê por impedido ou se declare suspeito, pelo inescondível apaixonamento que revela pela causa, que parece ser, em boa verdade, a sua causa, que talvez possa chamá-la de ‘minha, ‘minha causa,’ou quem sabe ‘minha luta,’tarefa incompatível com a judicatura, que há de ser impessoal.”

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Paulo Nogueira: Está reaberta a temporada de caça a Zé Dirceu

Fernando Brito: O crime compensa para doleiro. E com o aval do Judiciário

Leia 12 mentiras sobre o PT que circulam nas redes sociais! Fique atento!

 

As número 1, 11 e 12 são as mais repetidas por várias pessoas desinformadas


BOATO QUE MUITOS ACREDITAM 1> “Bolsa Presidiário” A verdade é que o PT nunca criou nenhum tipo de bolsa ou auxílio à presidiários. Existe um direito adquirido desde a década de 90 aos dependentes de trabalhadores contribuintes do INSS em caso de serem presos ou detidos. É uma minoria de presos que se enquadram nos requisitos para que suas famílias possam receber o auxílio, além disso, não é “por filho”, é o valor equivalente ao salário recebido no emprego dividido entre todos os dependentes.
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BOATO QUE MUITOS ACREDITAM 2> “Foro de São Paulo é ameaça ao Brasil” – Na verdade não passa de um encontro entre pessoas que compartilham uma ideologia, em momento algum significa implantação de comunismo ou algo parecido. Claro que fizeram o maior alarde para apavorar pessoas sem muita instrução e insinuar que a democracia brasileira corre risco. O objetivo do Foro seria um alinhamento entre países que defendem parceria, mas não dependência de economias como a dos EUA e da UE. A união econômica entre os países em desenvolvimento e subdesenvolvidos em nada interessa aos dominantes do mercado mundial.
12 anos depois de estar governando ainda tem gente que acredita que o PT vai implantar um “comunismo” no Brasil. O PT tem praticado a social-democracia da melhor maneira que se pode constatar e isso tem surtido efeito no combate à fome e miséria. Mas enfim as pessoas precisam acreditar que o “foro de SP” é um perigo. Se elas não acreditarem, como a oposição vai ganhar terreno nas mentes das pessoas? Se os EUA fazem um encontro com países ricos ninguém critica... você acha que eles se encontram para que? Para definir estratégias de continuar dominando o mercado global ou para se preocuparem em ajudar a economia dos países emergentes? Claro que não né? Eles precisam dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento para sustentar suas economias!
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BOATO QUE MUITOS ACREDITAM 3> “Bolsa Prostituta criada por senadora do PT” – A verdade logo apareceu, a justiça entrou em ação mas embora tenha sido desmentido e o autor processado, esse boato indignou muita gente. Foi um dos primeiros boatos “plantados” na internet para incitar antipatia ao PT.
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BOATOS QUE MUITOS ACRETITAM 4> Bolsa família faz com que as mulheres de baixa renda tenham mais filhos? Claro que não! A pirâmide etária brasileira desmente essa fácil, analise você mesmo! Raríssimas exceções pode sim acontecer de alguma mulher muito mal instruída pensar assim. A pirâmide etária brasileira mostra inclusive um futuro problema previdenciário devido à queda no número de nascimentos de bebês. Bolsa família é m programa eficaz e elogiado em todo o mundo na redução da fome. É um valor mínimo que o beneficiado ao sacar o dinheiro o reinjeta na economia comprando alimentos ou o que lhe convier. Os valores do Bolsa família também são distorcidos em imagens na internet, um até misturado com a verba de auxílio de combate à seca (cadastrado pela prefeitura) a um produtor nordestino. Tudo com o objetivo de indignar os internautas e criar uma esfera de revolta contra o PT. Qualquer candidato a presidente diz que vai manter o Bolsa Família.
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BOATOS QUE MUITOS ACREDITAM 5> “O PT é o partido mais corrupto do Brasil”, a verdade todos sabem, essa frase repetida milhares de vezes pelos opositores do PT acabou criando força. O fato é que o maior número de investigações de casos de corrupção foram feitos nos anos de governo do PT. Dezenas de casos que envolvem políticos do PSDB acabaram engavetados e nunca foram julgados ou os corruptos presos. A lenda de que no Brasil não existia corrupção antes do PT é exatamente ao contrário. Existia e NUNCA era seriamente investigada.
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 6> “A revista Veja é uma revista séria” Pode em parte ser verdade, mas de maneira geral a revista sempre blindou e poupou citar políticos do PSDB. É uma revista conhecida por soltar dados de investigações ainda não concluídas sempre contra o PT. Por exemplo: essa capa dedicada a um delator que nunca foi petista, que foi indicado para cargo de confiança por membros de partidos aliados ao PT, mas amigos de Aécio, inclusive o mesmo que indico Aécio para cargo importante no passado. Documentário que circula na internet mostra gravações do empenho da Veja em derrubar o PT. Parece que o rede Globo segue logo atrás nas mesmas atitudes de blindagem dos políticos do PSDB.
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 7> “Dilma deu porto em Cuba para beneficiar Fidel”. A verdade é que empréstimos do BNDS a empresas brasileiras para países da América Latina sempre foram feitos. O Porto em Cuba é estratégico para o comércio mundial das economias emergentes. Claaaaro que os EUA ficaram perturbadíssimos, afinal: eles tem interesse no desenvolvimento econômico de outros países? Desde que eles estejam ganhando mais sim, caso contrário... precisa responder?
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 8> “O Brasil vai quebrar depois da Copa causa dos gastos ”. Na verdade nem foi a Dilma que decidiu trazer o evento para o Brasil. Os governadores dos Estados é que ficaram responsáveis pelos gastos com o Estádios. Curiosamente, os Estádios que ficaram mais acima do valor orçado inicialmente estão os de SP e MG, governados pelo PSDB.
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 9> “Pequeno agricultor perde terras por não conseguir pagar empréstimo. ” Da forma como é passada a notícia, o PT estaria fazendo política agrícola que culminaria na quebra dos pequenos agricultores. Calma aí! Na verdade, nesse caso específico, houveram erros do judiciário, incluindo o advogado do próprio agricultor, que culminaram em uma ação de despejo do senhor Winter. Como sendo único bem do agricultor, a área não poderia ter sido penhorada. Nesse caso o agricultor não tentou renegociar a dívida com o banco quando o débito venceu em 1998, contratando advogado só em 2003 depois do pedido de cobrança judicial. A grande maioria dos pequenos agricultores brasileiros melhoraram de vida nos últimos anos devido aos créditos concedidos.
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 10> D "Dilma deixou a filha milionária com empresas". Grande mentira! Na verdade a filha de Dilma é concursada no judiciário e tem uma brilhante atuação na procuradoria do trabalho. Seu cargo a impede que tenha empresas. Isso é apenas mais um boato para você tomar antipatia de Dilma e do PT!
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 11> "Filho do Lula está tão rico que tem avião particular." Mais uma mentira. Assim como a mentira dele ser dono da Friboi. E aquela outra ele ter maltratado pessoas no Circo de Soleil Claro que o objetivo dessas mentiras eram indignar as pessoas contra o PT.
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MENTIRAS QUE MUITOS ACREDITAM 12> "Lula está bilionário". Falsificaram até uma capa da revista Forbes para dar mais credibilidade à mentira. Claro que funcionou muito bem entre as pessoas que vivem procurando motivos para odiar o PT. A verdade é que Lula fez e faz palestras por todo o mundo, assim como a Marina Silva, FHC, enfim... é normal pessoas de destaque fazerem palestras e serem remuneradas. Lula após sair da presidência ganhava em torno de R$400 mil por palestras em vários países do mundo. Claro que ganhou dinheiro, é influente. Daí a declará-lo BILONÁRIO é uso de má fé para prejudicá-lo.

ESSA TABELA ACIMA É VERDADEIRA!
O fato é que Lula fez um excelente governo, nao desagradando os grandes empresários, banqueiros e o mercado em geral, mas em todo momento tomando medidas que tambem melhorassem a vida do povo. Dilma seguiu os passos de Lula, aumentou todos os programas que funcionaram bem. Entrou para a história, por exemplo, definindo 10% do PIB para educação, luta histórica que antes os presidentes se negavam a atender. Claro que a oposição precisava de desconsturir a imagem do PT, e tem feito isso muito bem usando vários meios de comunicação, boatos, enfim, qualquer arma parece válida para tirar o PT.
Essas mentiras iniciaram sua circulação em sites, blogs e paginas do Facebook de São Paulo e de estados da Regiao Sul, depois se espalharam por todo o Brasil.
MAIS
LULA, SECRETÁRIO GERAL DA ONU?
11 PERGUNTAS QUE QUEM VOTOU NA DILMA JÁ ESTÁ CANSADO DE OUVIR
12 MENTIRAS SOBRE O PT QUE CIRCULAM NAS REDES SOCIAIS! FIQUE ATENTO!

406464 visitas - Fonte: Plantão Brasil

Últimas notícias

PSDB CONTINUA “DELIRANDO” E CONTRATA ESPECIALISTAS DO ITA PARA TENTAR REVERTER ELEIÇÕES DE 2014

 

O PSDB concluiu a formação do grupo que será responsável pela auditoria do resultado das eleições presidenciais de 2014, vencida por Dilma Rousseff, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.
O grupo conta com oito especialistas do ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica) e da Poli/USP, que estão analisando 30 gigabytes de material e terá 60 dias para apresentar os resultados.
Os trabalhos começam nesta semana em Brasília, informa o jornal, mas o partido ainda se mostra dividido sobre o que fazer depois da análise ser concluída. A conclusão do trabalho é vista com grande expectativa dentro do partido: quando Carlos Sampaio, coordenador jurídico do PSDB, pediu auditoria especial das eleições, a decisão incomodou uma parte dos tucanos, por ter sido feita sem que houvesse um debate interno sobre o tema.

Inicialmente, o PSDB havia pedido uma verificação oficial, com a participação do TSE e de todos os partidos políticos, o que foi negado pelo tribunal, mas autorizou a liberação dos documentos para a realização de uma auditoria própria.
Carlos Sampaio afirmou que a revisão dos dados trará confiança ao processo eleitoral, e que só a auditoria poderá sanar as desconfianças.

http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=85833

Crise hídrica, no Globo, é culpa de Dilma

 

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Embora a gestão da água seja competência estadual e municipal, charge de Chico Caruso, no Globo, estampa a presidente Dilma Rousseff, de quatro, num reservatório seco, como o Cantareira, torcendo por uma 'tempestade perfeita’; os três principais estados do Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, já enfrentam problemas de escassez de água

23 de Janeiro de 2015 às 06:24

247 – Com uma charge que estampa a presidente Dilma Rousseff de quatro, em um reservatório seco, Chico Caruso, do Globo, atribui a crise hídrica ao governo federal, embora a gestão da agua seja competência dos Estados e dos municípios.

Após a seca em São Paulo, que gerou impasses com o abastecimento do Rio de Janeiro, Minas Gerais anunciou problemas de escassez e a urgência de se economizar água.

No Rio de Janeiro, um dos principais reservatórios opera no chamado 'volume morto', assim como o Cantareira em São Paulo. Ao atribuir o problema das secas a Dilma, o jornal O Globo explicita sua posição política.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/167545/Crise-h%C3%ADdrica-no-Globo-%C3%A9-culpa-de-Dilma.htm

O retorno da Farmácia Sânzio

 

Após alguns meses fechada, em função dos danos proporcionados pelo incêndio da loja vizinha, onde todos os medicamentos tiveram que ser trocados, por terem sofrido superaquecimento, agora volta a funcionar. Desde o dia 19 deste, já está funcionando. O prédio sofreu reforma, o interior está climatizado e com todo o estoque de produtos completamente novo. Outra coisa boa da Farmácia Sânzio, é que o proprietário é um farmacêutico e está todo dia a disposição dos clientes, para orientar da melhor forma possível, o bom uso dos medicamentos adquiridos ali. A Farmácia Sânzio fica situada na esquina da Rua Cel. Diogo Gomes com a Rua Domingos Olímpio. O telefone é: 88 3611 – 1944.

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Houve total cobertura da Imprensa na inauguração

IMG_0067O proprietário Alex com uma das inúmeras clientes que foram lhe felicitar pela reabertura da Farmácia Sânzio.

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José Luís Melo, representando o Guaraná Delrio e também compondo a equipe de rotarianos que se fizeram presentes (já que Alex Dias também rotariano) e Alex Dias, Proprietário.IMG_0069IMG_0070

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Banco dos EUA cita Lula para acalmar mercado sobre eleição na Grécia

 

Para acalmar investidores sobre eleição na Grécia, banco dos EUA compara líder de esquerda a Lula. “Antes tinham medo de Lula, um ex-sindicalista de esquerda, e agora lhe dão o crédito pela impressionante trajetória econômica do Brasil”

Banco EUA Lula mercado eleição Grécia economia

Marcelo Montanini, Opera Mundi

Em meio à tensão gerada pela possível vitória do partido de esquerda Syriza na eleição grega, marcada para o próximo domingo (25/01), especialmente nos organismos ligados ao mercado financeiro, o Bank of America Merrill Lynch em Londres tratou de acalmar seus investidores. A instituição enviou na última semana um informe aos clientes avaliando que o medo dos mercados pode não ter fundamento e compara o líder do Syriza, Alexis Tsipras, ao ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva.

Vejamos o ex-presidente do Brasil Lula da Silva (2003-2010), um ex-líder sindicalista de esquerda que demonstrou que o medo dos mercados [em relação a sua ascensão ao poder] era infundado, e agora lhe dão o crédito pela impressionante trajetória econômica do Brasil”, diz o comunicado.

Embora o ambiente externo da Grécia seja mais complicado, o caso de Lula prova que Tsipras poderia surpreender positivamente de forma semelhante os mercados, acelerando reformas estruturantes”, acrescenta.

No entanto, o banco adverte que a vitória do Syriza pode gerar “volatilidade nos mercados” durante o primeiro semestre do ano, enquanto o eventual governo estiver negociando um novo acordo sobre o pagamento da dívida pública grega, que, estima-se, está equivalente a 177% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O Syriza lidera as pesquisas de intenção de voto na Grécia, com cerca de 4 pontos percentuais de vantagem em relação ao governista Nova Democracia. No domingo (18/01), o jornal I Kathimerini publicou levantamento em que o partido de esquerda tem 34,5% das preferências, ante 30,2% do principal rival.

Reestruturação da dívida

Quanto à reestruturação da dívida, que é uma das promessas eleitorais de Tsipras, o banco destaca que “os últimos relatórios do FMI apontam a necessidade de uma reestruturação da dívida grega, com um corte de 35 bilhões de euros no cenário base e de 110 bilhões de euros no cenário pessimista. As nossas estimativas estão em linha com o cenário mais pessimista”.

O líder do Syriza defende que a dívida pública da Grécia, de cerca de 322 bilhões de euros (ou R$ 993,5 milhões), é insustentável e que as metas de pagamento aos credores, estabelecidas pela troika – grupo formado por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu, que detém cerca de 80% da dívida -, são impraticáveis.

O resto da Europa não quer aceitar demandas pouco razoáveis da Grécia, diante da preocupação que existe sobre o crescimento da popularidade de partidos antieuropeus na Espanha, na Itália e em outros países”, pondera o banco.

‘Grexit’

Os investidores temem o fantasma do ‘Grexit’ – neologismo que se refere à saída da Grécia da zona do euro –, cenário que se criou desde 2010, quando o país se viu obrigado a pedir o resgate financeiro. Voltou à tona em 2012, quando o partido de direita Nova Democracia, do primeiro-ministro Antonis Samaras, venceu a acirrada eleição, mas o Syriza ganhou força.

A expressão, novamente, voltou à pauta com a possibilidade do partido de esquerda ascender ao poder, apesar de Tsipras já ter declarado que quer contribuir para a estabilidade na zona do euro, creditando a Samaras essas especulações com a finalidade de causar medo na população. Estima-se que a economia grega represente 2% do PIB da zona do euro.

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