quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Dilma empossada: 'projeto de nação triunfou'

 

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Na tarde desta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff foi empossada para o seu segundo mandato; no discurso, ela fez a defesa das conquistas recentes e prometeu mais mudanças; "temos a primeira geração de brasileiros que não vivenciou a tragédia da fome", disse ela; em seguida, falou de seus novos objetivos; "o fim da miséria é apenas o começo", afirmou; "o povo brasileiro quer democratizar cada vez mais a renda, o conhecimento e o poder"; ela também agradeceu o apoio "do maior líder popular da nossa história, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva" e colocou como prioridade do segundo mandato a reforma política; ela também anunciou o lema do segundo governo: 'Brasil, pátria educadora'; "só a educação liberta e abre as portas para um futuro próspero", disse Dilma

1 de Janeiro de 2015 às 15:40

247 - A presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer (PMDB), tomaram posse há pouco de seu segundo mandato em cerimônia tradicional no Congresso. Em seu discurso, ela fez a defesa das conquistas recentes e prometeu mais mudanças. "Temos a primeira geração de brasileiros que não vivenciou a tragédia da fome", disse ela. Em seguida, prometeu novos objetivos: "o fim da miséria é apenas o começo", afirmou. Ao falar das mudanças, disse que "o povo brasileiro quer democratizar cada vez mais a renda, o conhecimento e o poder". Ela também anunciou o lema do segundo governo: 'Brasil, pátria educadora'; "só a educação liberta e abre as portas para um futuro próspero", disse Dilma.

Leia, abaixo, reportagens da Agência Brasil sobre a posse:

Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil


A presidenta Dilma Rousseff disse há pouco, em seu discurso na Câmara dos Deputados, após tomar posse para o segundo mandato, que a credibilidade e a estabilidade da economia são importantes e que é necessário um ajuste nas contas públicas para que o país volte a crescer.

"Os primeiros passos dessa caminhada [para voltar a crescer] passam por ajuste nas contas públicas e aumento da poupança interna. Faremos isso com o menor sacrifício possível para a população. Vamos, mais uma vez, derrotar a falsa tese de que há conflito entre estabilidade econômica e investimento social", declarou a presidenta.

Dilma disse ainda que seu governo monitorará a inflação. "Em todos os anos do meu primeiro mandato, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta e assim vai continuar". Segundo ela, as reservas internacionais e os investimentos diretos no país estão em patamares favoráveis, e, em seu segundo mandato, o ambiente para negócios e atividade produtiva se tornará ainda melhor.

A presidenta anunciou que encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei criando um mecanismo de transição entre as categorias do Simples (regime de pagamento de impostos para pequenos empresários) e os demais regimes tributários. "Vamos acabar com o abismo tributário que faz os pequenos negócios terem medo de crescer", discursou.

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Durante a cerimônia de posse e em discurso no Congresso Nacional, a presidenta reeleita Dilma Rousseff disse hoje (1º) que volta à Casa “cheia de alegria, responsabilidade e esperança”. Aplaudida pelos presentes, ela destacou que, em seu primeiro mandato, o país conquistou o que considerou um feito histórico: a superação da extrema pobreza.

“Temos hoje a primeira geração de brasileiros que não vivenciou a tragédia da fome”, disse, ao ressaltar que 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza nos últimos anos, sendo 22 milhões nos primeiros quatro anos de seu governo. Dilma lembrou ainda milhões de brasileiros ascenderam à classe média, alcançaram emprego com carteira assinada e tiveram acesso à educação superior e à casa própria.

“A população quis que ficássemos porque viu o resultado do nosso trabalho compreendeu as limitações que o tempo nos impôs e concluiu que podemos fazer muito mais”, disse. “O povo brasileiro quer mudanças. É isso que vou fazer com destemor, mas com humildade, contando com o apoio desta casa e com a força do povo brasileiro”, completou.

Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer tomaram posse às 15h31, no plenário da Câmara dos Deputados, para o segundo mandato. Na presença dos presidentes do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de autoridades estrangeiras, entre elas, os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além de ministros de seu governo e outros convidados, Dilma e Temer fizeram o juramento de “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

A cerimônia começou, após Renan Calheiro declarar aberta a sessão e a banda dos Fuzileiros Navais executar o Hino Nacional. Em seguida, Dilma e Temer fizeram juramento de compromisso com a pátria e o presidente da Câmara os declarar empossados. A presidenta, o vice, os presidentes do Congresso, da Câmara e do STF assinaram o termo de posse e, então, Dilma iniciou seu pronunciamento.

Depois do presidente do Congresso encerrar a sessão solene, os dois eleitos e seus acompanhantes seguem para a presidência do Senado. Antes de deixarem o Congresso, mas já na área externa, eles acompanharão mais uma vez a execução do Hino Nacional pelo Batalhão da Guarda Presidencial. A presidenta passará a tropa em revista e, só então, seguirá no Rolls-Royce para o Palácio do Planalto

As cerimônias de posse respeitam o protocolo foi definido em um decreto de 1972. No país, os servidores públicos devem ser empossados na presença de um superior. No caso do presidente da República, seu superior é o povo, representado pelos deputados federais. Por isso a cerimônia de posse é realizada na Câmara dos Deputados. Cerca de 1 mil autoridades nacionais e estrangeiras foram convidadas para o evento no Congresso, além de 450 jornalistas credenciados para cobrir a solenidade.

Dilma diz que provará ser possível fazer ajustes econômicos sem revogar direitos

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que provará em seu segundo mandato na Presidência da República ser possível fazer ajustes na economia sem revogar direitos conquistados.

Em seu discurso de posse no Congresso Nacional, Dilma prometeu promover mudanças e se disse disposta a mobilizar a população para uma nova "arrancada" do Brasil.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Nestor Rebelo)

Brasil 247

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