terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Março promete emoções fortes para Temer


O mês decisivo para o governo de Michel Temer começa nesta Quarta-Feira de Cinzas. Em março, virá o que o procurador Carlos Fernando Lima, integrante da força-tarefa da Lava Jato, definiu como um tsunami na política brasileira, com a abertura das delações da Odebrecht, a maior das empreiteiras brasileiras, que praticamente sequestrou todo o sistema político, colocando-o a serviço de sua própria agenda empresarial.
Sabe-se, desde já, que políticos de todas as cores estão delatados. Mas o ônus maior é sempre de quem está no poder. Temer faz parte da lista da empreiteira, assim como pelo menos seis de seus ministros: Eliseu Padilha, da Casa Civil, Moreira Franco, da Secretaria-Geral, José Serra, do Itamaraty, Bruno Araújo, das Cidades, Marcos Pereira, do Desenvolvimento, e Gilberto Kassab da Ciência e Tecnologia.
A regra anunciada por Temer prevê que apenas ministros denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, serão afastados – o que não deve acontecer imediatamente. A tendência é que Janot peça a abertura de inquéritos ao Supremo Tribunal Federal e o ritmo dessas investigações será ditado pelo ministro Edson Fachin, revisor da Lava Jato na corte. Ainda assim, o estrago na imagem do governo tende a ser forte, num momento em que também serão votadas reformas importantes, como a da Previdência.
Em paralelo, o governo também terá que enfrentar uma onda de mobilizações em março. Na quarta-feira 8, Dia Internacional da Mulher, estão previstas manifestações em todo o País, que serão marcadas por pautas feministas, mas que também terão o "Fora Temer" como um elemento unificador. Uma semana depois, no dia 15, a Central Única dos Trabalhadores promete uma greve geral. E a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que integra a base de Temer, também organiza protestos contra a reforma da previdência.
Se isso não bastasse, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, decidiu ouvir todos os delatores que citam Dilma e Temer na ação em que cogita propor a cassação da chapa Dilma-Temer. Um deles será Marcelo Odebrecht e tudo indica que ele e outros executivos da empreiteira apontarão que doações da empreiteira ao consórcio PT-PMDB tiveram contrapartidas em contratos federais – o que levará o relator a propor a cassação da chapa.
Março será o mês decisivo para saber se a “pinguela" cairá ou se chegará até 2018. Se Temer conseguir atravessar esse período, dificilmente deixará de chegar ao fim do mandato.
http://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/282240/Mar%C3%A7o-promete-emo%C3%A7%C3%B5es-fortes-para-Temer.htm

MÍDIA SE DESESPERA E PEDE QUE JUDICIÁRIO CONDENE LULA E CONCLUA O GOLPE

247 – Alertada pelas pesquisas que apontam o ex-presidente Lula liderando todos os cenários de disputa à presidência da República em 2018, a mídia tradicional pede pressa ao Judiciário, para que o petista seja condenado a tempo de não poder se candidatar e voltar ao poder.
Nesta terça-feira 28, os dois principais jornais de São Paulo, Folha e Estado, concentram suas forças nesse apelo. Reportagem da Folha dá como certa a condenação de Lula pelo juiz Sergio Moro em primeira instância e prevê que a condenação em segunda instância ocorra entre julho e outubro, em meio à campanha presidencial.
Editorial do Estadão afirma que "a derrota do petista é certa" no campo jurídico, uma vez que, segundo o jornal, "sobram provas contra ele". O texto do jornal da família Mesquita diz que os argumentos dos advogados de Lula não se sustentam, critica o recurso apresentado pela defesa à ONU em que denuncia perseguição jurídica ao ex-presidente e atesta que o PT "e seu demiurgo não apenas são os responsáveis pela pior crise econômica da história brasileira, mas também são as estrelas do maior escândalo de corrupção que já se viu no País".
Nesta segunda, os dois jornais já haviam demonstrado seu receio com o retorno de Lula. A Folha colocou em xeque a candidatura do líder do PT - "é a dúvida no campo da centro-esquerda" em uma reportagem, enquanto o Estadão, novamente em um editorial, demonstrou seu inconformismo com a liderança de Lula na pesquisas: "Será que os brasileiros não aprendem a lição?", questiona o texto.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/282635/M%C3%ADdia-se-desespera-e-pede-que-Judici%C3%A1rio-condene-Lula-e-conclua-o-golpe.htm

LULA REBATE ESTADÃO: CURANDEIRISMO JURÍDICO

247 - A defesa do ex-presidente Lula divulgou uma nota em que rebate o editorial divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira 28. No texto, o jornal da família Mesquita diz que a condenação de Lula "é certa", uma vez que "sobram provas contra ele".
Para a defesa, trata-se de "curandeirismo jurídico" do jornal, que não apresenta "qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal".
A nota acusa ainda a mídia de "acumpliciamento" com o juiz Sergio Moro, pelo fato de o editorial "confundir a combatividade de nossa atuação" com "tentativas de irritar o magistrado". O jornal pede a condenação de Lula por medo de que ele vença as próximas eleições presidenciais.
Leia a íntegra da nota dos advogados:
Nota
A pretexto de analisar a visão política de um dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em entrevista concedida ao Valor, o jornal O Estado de S.Paulo volta a praticar curandeirismo jurídico em seu editorial de hoje (28/02) para sustentar que "se os processos contra Lula forem analisados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa". O próprio jornal, no entanto, não apresentou qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal.
Em uma das ações penais que o Ministério Público Federal promoveu contra Lula, valendo-se do espalhafatoso e indigno uso de um Powerpoint que chocou a comunidade jurídica nacional e internacional, sustentou-se que o ex-Presidente teria organizado um esquema que possibilitou o desvio de valores de três contratos firmados entre a Petrobras e uma empreiteira, e o produto desse ilícito teria sido utilizado para a "compra de governabilidade" (daí o aumento da base parlamentar em seu governo) e resultado em benefícios pessoais (a propriedade de um apartamento "tríplex" no Guarujá, SP, e o pagamento da armazenagem de parte do acervo presidencial.
As 65 testemunhas ouvidas, até o momento, nessa ação - sendo 27 selecionadas pelo Ministério Público Federal - quebraram a espinha dorsal da acusação. Nenhuma, inclusive os notórios delatores da Lava Jato, fez qualquer afirmação que pudesse vincular Lula a qualquer desvio na Petrobras, à propriedade do triplex ou ainda a recursos utilizados para a armazenagem do acervo presidencial. Ao contrário, os depoimentos apontaram a colossal distância entre esses supostos ilícitos na petroleira – que não foram identificados, diga-se de passagem, por qualquer órgão de controle interno ou externo – e o ex-Presidente Lula.
Foi nessa mesma ação penal que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ser confrontado com a prática de ilícitos na Petrobras no período em que era o dirigente máximo do País, com o envolvimento de alguns dos mesmos atores que hoje figuram na Lava Jato, reconheceu que "o Presidente da República não tem como saber de tudo". FHC também esclareceu que mantém seu acervo presidencial através de doações, exatamente como fez Lula.
Tamanha é a segurança na inocência de nosso cliente que pedimos - também nessa ação - a realização de uma prova pericial que pudesse analisar, dentre outras coisas, se algum valor desviado da Petrobras foi utilizado em benefício do ex-Presidente Lula. Mas a prova foi negada pelo juiz sem maior fundamentação. E por quê? Simplesmente, porque iria demonstrar, de uma vez por todas, que nenhum valor proveniente da Petrobras foi usado para beneficiar Lula. Outras provas requeridas também foram negadas da mesma forma.
Quem acompanha o que acontece na 13ª Vara Federal de Curitiba - presencialmente ou pelas gravações realizadas - sabe a distância entre o que afirma O Estado de S.Paulo e a condução real das audiências pelo magistrado responsável pelos processos. São rotineiramente desrespeitadas expressas disposições legais, como aquelas que asseguram às partes o direito de gravar as audiências independente de autorização judicial. A OAB/PR já aderiu à nossa impugnação sobre o tema e deu prazo para o magistrado se explicar.
O jornal confunde a combatividade de nossa atuação – que deveria nortear a conduta de qualquer advogado - com tentativas de "irritar o magistrado", deixando evidente a falta de seriedade de sua análise e a conivência do diário com as ilegalidades praticadas naquele órgão judiciário.
Aliás, esse acumpliciamento entre o juízo e alguns setores da imprensa está longe de ser novidade. Quando o principal ramal do nosso escritório foi interceptado, gravando a conversa de 30 advogados, o jornal ficou absolutamente silente, a despeito de violação flagrante às nossas prerrogativas. Bem diferente foi a posição quando se buscou quebrar o sigilo de jornalistas, o que mostra o casuísmo presente nas análises.
Os abusos praticados contra Lula pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba não são denunciados apenas por nós, seus advogados. No último dia 26.02, por exemplo, o próprio O Estado de S.Paulo veiculou entrevista com Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e com atuação nas mais diversas áreas do governo, afirmando que a condução coercitiva de Lula foi arbitrária. Ele também lembrou outros atentados jurídicos praticados contra o ex-Presidente pelo mesmo juiz.
Aliás, foi esse cenário de flagrantes arbitrariedades e ilegalidades, que afrontam claramente as garantias fundamentais de Lula, associado à ausência de um remédio eficaz para paralisá-las, que motivou o Comunicado de junho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que assinamos juntamente Geoffrey Roberston, um dos maiores especialistas no mundo sobre o tema. Em momento algum deixamos de apresentar, com técnica jurídica, a defesa em favor de Lula.
A propósito, não só elaboramos consistentes trabalhos jurídicos de defesa, como tornamos publico esse material (site www.averdadedelula.com.br). Oportuno lembrar, ainda, que o Congresso Nacional reconheceu em 2009 a possibilidade de qualquer brasileiro levar um comunicado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, de forma que a providência tem expresso amparo na legislação nacional. Os erros já cometidos pelo jornal no acompanhamento da tramitação do comunicado em Genebra também são a prova cabal da clara e deliberada confusão entre a opinião do diário e a apuração jornalística. A segunda está a reboque da primeira.
Das demais ações penais propostas contra Lula nesse assédio de alguns membros do MPF, com o cristalino objetivo de prejudicar ou inviabilizar sua atividade política, existe uma em estágio mais avançado, que tramita perante a 10ª Vara Federal de Brasília. Essa ação penal trata da – absurda – "compra do silêncio de Nestor Cerveró" e está baseada exclusivamente em acusação feita pelo senador cassado Delcídio do Amaral em delação premiada negociada com o MPF, que permitiu que ele deixasse a prisão. A ação foi proposta sem que Cerveró sequer tivesse sido ouvido sobre essa acusação de Delcídio, mostrando que a apuração ou a verdade dos fatos não foram os nortes seguidos pelos acusadores. Também os depoimentos ali colhidos mostram o óbvio: Lula jamais participou de qualquer ato objetivando interferir, direta ou indiretamente, na delação de Nestor Cerveró. O próprio delator deixou claro esse fato quando foi ouvido em juízo, na mesma linha seguida pelas demais testemunhas.
Esse balanço é suficiente para mostrar as impropriedades cometidas pelo jornal, em seu editorial de hoje, sob o disfarce de uma análise jurídica para a qual sequer dispõe de expertise e isenção para realizar. Sintomática igualmente a afirmação ali contida de que "sobram provas" contra Lula, mas nenhuma foi apontada, exatamente porque não existem! São apenas fruto de construções grosseiras, que O Estado de S.Paulo insiste em reverberar, com a divulgação constante de erros factuais em sua pretensa cobertura jornalística "isenta".
Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/282695/Lula-rebate-Estad%C3%A3o-curandeirismo-jur%C3%ADdico.htm

MILHARES GRITAM “FORA TEMER” NO CARNAVAL DO RECIFE

Pernambuco 247 com Portal Vermelho - O grito de "Fora, Temer" se consolida como a principal manifestação do carnaval de 2017 em todas as regiões do País. Em Recife, não foi diferente.
Durante a apresentação de Lenine e Gaby Amarantos, no principal palco do Carnaval do Recife, no Marco Zero, o público puxou o Fora, Temer. Na apresentação de Lenine, após reclamar de problemas no áudio baixo, o cantor pediu para começar a música Do it de novo. O rápido silêncio que se seguiu foi preenchido por gritos de Fora Temer em toda a praça. Lenine acompanhou o grito puado pela plateia.
Gaby Amarantos enfatizou seu compromisso com os direitos humanos com um bloco de músicas que continham letras depreciativas à mulher e que foram modificadas. “Desconstroi esse Tigrão”, “a bunda é minha e eu rebolo se eu quiser” e “Não tolero seu assédio” foram algumas das mudanças promovidas por ela nas letras.
“Sou uma artista popular, mas acho que as letras precisam ter um conteúdo legal”, disse. Ao cantar "Que país é esse", o público gritou Fora Temer novamente.
Confira no vídeo acima.
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/282715/Milhares-gritam-%E2%80%9CFora-Temer%E2%80%9D-no-carnaval-do-Recife.htm

Moro blinda Cunha para blindar Temer


O juiz Sergio Moro é um funcionário público. Apesar de não ter sido eleito, deve prestar satisfações à sociedade brasileira, tal como os políticos, que o foram. Por isso, ele deveria vir a público explicar esse caso de "dois presos, duas medidas".
Vejam bem vocês como são as coisas. Antes de ser preso, Eduardo Cunha era o maior vilão do Brasil. Faltou pouco para os mais distraídos pensarem tratar-se de um novo Bandido da Luz Vermelha ou o Tião Medonho redivivo.
Ministros do STF gastavam horas enumerando as acusações de extorsão, chantagem, venda de medidas provisórias, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e dezenas de outros delitos.
A comparação mais bondosa que se fazia dele era com o mau caráter do seriado "House of Cards".
No entanto, bastou ir para o xilindró para ele sair das manchetes. Ele próprio teve que se esforçar para não ser esquecido, publicando uma carta aberta ao juiz Sergio Moro na "Folha" e enviando perguntas incômodas, muitas das quais foram censuradas por Moro.
Ou não se tem notícias porque a investigação a seu respeito parou ou ela continua, mas as notícias, como a exportação de carne em lata para a África não são vazadas para a mídia, ao contrário do procedimento usual desde o início da Operação Lava Jato.
O que parece é o seguinte. Cunha foi retirado de cena e em seu lugar foi coroado outro vilão, o outrora simpático Sérgio Cabral, para distrair a plebe, agora carimbado diariamente como o maior ladrão da República de todos os tempos, aquele que usou o helicóptero 1 milhão de vezes para descansar no fim de semana, aquele que comprou todas as joias do mundo, o insaciável, o abusado, aquele que cobrava 5% das obras, aquele cujo cabelo foi cortado e que sempre aparece em traje de presidiário de Bangu 8. Por coincidência, tinha ligações com os governos Lula e Dilma.
Já em Curitiba, Cunha, apesar de preso, mas em Curitiba, surgiu em público, na audiência com o juiz Sergio Moro com o mesmo corte de cabelo de sempre, aparado e não cortado, camisa limpa e bem passada, gravata elegante, um terno na estica e certamente com o perfume de sempre. Por coincidência, tem ligações com o governo Temer.
Se falar o que sabe Cabral pode potencialmente comprometer Lula; se Cunha falar o que sabe enterra o governo Temer.
Esse parece ter sido o ponto fundamental na escolha das prioridades. Expor Cabral cada vez mais como o bandido número 1, porque uma população viciada em telenovelas não pode viver sem vilões e esconder Cunha o mais possível, de modo que o esqueçam e ele esqueça Temer.
O noticiário negativo, intermitente e bombástico sobre Cabral serviu para atingir, potencialmente, Lula e Dilma, num período em que, coincidentemente, Lula aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas para 2018 e blindar Temer esvaziando o espernear de pernas de Cunha.
Não é mais nem o caso de discutir se Moro está ou não está blindando Temer, isso ficou demonstrado quando ele censurou perguntas de Cunha que comprometem o governo atual em vez de, como um juiz soberano, permitir que a população conheça as entranhas do poder que é por ela sustentado.
Moro blinda Cunha para blindar Temer.
http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/282605/Moro-blinda-Cunha-para-blindar-Temer.htm

Trabalhadores serão forçados a trocar direitos por emprego


O desemprego está aumentando. O poder aquisitivo dos salários, diminuindo - hoje o valor médio pago na indústria é menor do que o da China. Milhões de pessoas voltaram a ficar abaixo da linha de pobreza.
Isso não é um retrato do fracasso do governo golpista. É o indício de que ele está conseguindo fazer o que se propôs: fragilizar a classe trabalhadora.
O passo seguinte é a abolição das leis trabalhistas, que é o que significa a famosa "prevalência do negociado sobre o legislado". Trabalhadores fragilizados, cercados por um exército de reserva crescente, serão compelidos a trocar direitos por emprego, na "livre negociação" entre Golias e Davi. Lembrando: Davi só ganha na história bíblica. Fora dela, pode apostar em Golias, que é barbada.
Para completar, a "reforma do ensino médio" institucionaliza o apartheid educacional no Brasil e retira dos trabalhadores até mesmo a esperança da mobilidade social individual.
* Artigo originalmente publicado no Facebook do autor.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/luisfelipemiguel/282559/Trabalhadores-ser%C3%A3o-for%C3%A7ados-a-trocar-direitos-por-emprego.htm

GLOBO SE RENDE E ADMITE QUE ESTE FOI O CARNAVAL DO “FORA TEMER”

247 - No último dia do carnaval e depois de milhares de manifestações em todas as regiões do País, muitas delas transmitidas ao vivo, finalmente a Globo resolveu abordar o Fora Temer.
Reportagem do G1 mostrou nesta terça-feira, 28, que "Gritos de 'Fora, Temer' foram ouvidos no carnaval de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte".
O portal de notícias da Globo se obrigou a tocar no assunto depois que um grupo de foliões interrompeu nessa segunda-feira, 27, o fluxo de trios elétricos no Circuito Osmar, no Campo Grande, em Salvador, com gritos de "Fora, Temer" e pedidos por eleições diretas.
Também foram mencionadas manifestações contra Temer em São Paulo, nos blocos Jegue Elétrico, Charanga do França, Love Fest e "77, os Originais do Punk".
Leia na íntegra a notícia (tardia) da G1 sobre o Fora Temer no Carnaval.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/282723/Globo-se-rende-e-admite-que-este-foi-o-Carnaval-do-%E2%80%9CFora-Temer%E2%80%9D.htm

YUNES CONTROLA REDE DE EMPRESAS SUSPEITAS

Por Renato Rovai, em seu blog José Yunes que delatou sem a necessidade de acordo com o MP o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é um empresário de sucesso. De muito sucesso. E de muitas empresas, muitas delas difíceis de entender para quem está acostumando com negócios de formato tradicional. Há muitas formas de colocar uma lupa sobre elas, uma é atentar para o nome de Arlito Caires Santos, morador de Barueri, que o blogue procurou para conversar antes desta publicação. Arlito, ou alguém que tem sua senha do Facebook, visualizou a mensagem e preferiu não responder.
Arlito Caires Santos é sócio na Stargate do Brasil Estética, Produtos e Serviços Ltda, nascida em novembro de 2001 e cujo objeto social é “comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos”. Seu capital, RS 2.646.058,00. Desse valor, Arlito é dono de apenas 1 mil reais.
A Stargate do Brasil na verdade é filha da offshore, criada em agosto de 2001, no estado de Delaware, famoso paraíso fiscal norte-americano, por Glorybel Sousa e que poucos dias depois de aberta teve José Yunes nomeado como seu procurador.
Até onde o blogue apurou essa parece ser a primeira operação de uma teia de formação de empresas para algum tipo de finalidade não muito clara que começa a ganhar mais complexidade depois de uma década.
Golden Star e LightedHouse, duas empresas que passaram a operar no mesmo dia
Em 29 de maio de 2013, começa a Golden Star Serviços e Participações Ltda, na rua Texas, 1152, com capital de 5.720,000,00 para realizar “atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica especifica, aluguel de imóveis próprios, atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios imobiliários, exceto imobiliários de holdings de instituições não-financeiras”.
No mesmo dia, nasce a LightedHouse Serviços e Participações, com um capital de 5.380,000,00. Também localizada na rua Texas, 1152, no Brooklin. Em ambas as empresas, Arlito tem 1 mil reais de participação. Todo o restante, mais de 11 milhões de capital, é da Stargate, a empresa controlada por Yunes.
O blogue apurou que no local onde ambas estão registradas, na verdade, funciona um escritório de contabilidade, a Sema Contábil.
Outras empresas de Arlito
arlito e esposa
Arlito e sua esposa (Foto: Reprodução/Facebook)
Além dessas empresas em sociedade direta com a Stargate, Arlito Caires Santos tem algumas outras. São elas: Caires Music Produções e Eventos Musicais Ltda, Bardi Participações Ltda, MHS, Administração de bens próprios Ltda e Sitio Bonaparte Imóveis e Participações Ltda.
Em 1/10/2010, Arlito abriu com Suellen Pereira Santos, a Caires Music Produções e Eventos Musicais Ltda, com um capital de 60 mil reais. Desse total, 57 mil são de Arlito e 3 mil de Suellen. A área de atuação definida em contrato é de “produção musical, serviços de organização de feiras, congressos e festas”.
Dois anos depois, em 6/11/2012 ele criou a Bardi Participações Ltda. O objeto social é “Holding de instituições não-financeiras”. Ela fica localizada, pelo que o blogue apurou, no mesmo endereço onde residem Arlito Caires Santos e sua esposa, Maria de Fátima Pereira Santos, que é sua sócia. Cada um deles tem 50% das cotas de um capital total de 120 mil reais.
Em 25 de agosto de 2015, Arlito e sua esposa abrem outra empresa, a MHS Administração de Bens próprios Ltda, desta vez com um capital bem maior, de 1.280,000,00. Cada qual com 50% das ações e tendo como endereço o mesmo da residência de ambos. A empresa tem por objeto social a “compra e venda de imóveis próprios, outras sociedade de participação, exceto holding, aluguel de imóveis próprios e holdings de instituições não-financeiras”.
Sitio Bonaparte
No Sítio Bonaparte, que é a maior empresa onde Arlito tem participação, com capital total de 8 milhões de reais, as idas e vindas societárias chamam a atenção para uma teia ainda mais complexa.
A empresa foi criada em 14/02/2012, com capital de 8 milhões de reais e sede na rua Senador Queiros, 505, no centro de São Paulo. Neste local funciona a loja Mabel, como se pode ver na foto abaixo. A partir da loja Mabel, que tem filial em Recife e Ceará abre-se uma nova ramificação de empresas com outros personagens.
loja Mabel
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A Mabel atua na área de importação e exportação de produtos típicos chineses, como se pode ver pelo seu http://www.mabelimport.com.br/loja/default.asp?lang=pt_BR)" style="box-sizing: border-box; background: transparent; color: rgb(180, 31, 36); text-decoration: none; line-height: inherit; transition: opacity 0.2s ease-in-out, color 0.1s ease-in-out; outline: none;">site.
Seus sócios atuais são a GB 17 Participações Ltda, a Golden Star Serviços e Participações Ltda. e Izaias Alves de Araújo. A administradora é Ana Paula dos Santos Nunes de Brito.
A GB 17 é de Gilberto Pereira Brito. Ana Paula é a sua esposa pelo que se pode inferir dos documentos. O blogue tentou localizar Gilberto, mas não obteve sucesso. A Golden Star é uma das empresas de José Yunes com Arlito, onde o primeiro tem mais de 99% do capital. Ou seja, Yunes também é dono da Mabel.
Voltando ao objeto social da Sítio Bonaparte, ela é definida como de “compra e venda de imóveis próprios, aluguel de imóveis próprios, holdings de instituições não-financeiras”.
O leitor já deve ter percebido que várias das empresas criadas tem essa finalidade. Por coincidência ou não, a mesma da Yuni Incorporadora S.A, empresa da família Yunes, com capital aproximado de 180 milhões, que construiu o Spacio Faria Lima, onde a Tabapuã, empresa do presidente Michel Temer, tem duas salas no 25º andar.
A diretoria e participação societária da Bonaparte é a seguinte:
– Arlito Caires Santos, representando a LightedHouse e Serviços e Participações Ltda, que como você que chegou até aqui já sabe, não é de Arlito, mas de José Yunes. E que entra com 2 milhões de capital na Boanaparte.
– A Bardi Participações Ltda, com valor de participação de 2 milhões de reais na sociedade. A Bardi, como já registrado acima, é de Arlito e de sua esposa. Ambos tem 50% das cotas da empresa. Quem representa a Bardi neste contrato é Maria de Fátima Pereira Santos.
– Gilberto Pereira Brito, representando a Telugo, e que também tem 2 milhões de capital investido.
– E a Imoto Participações Ltda, também com capital de 2 milhões de reais, representada por Izaias Alves de Araújo.
A despeito de todos esses nomes, tudo leva a José Yunes de novo. No contrato de formação da Golden Star, na página 15, há um contrato de empréstimo da Stargate do Brasil, aquela empresa mãe de todo o esquema e que surge a partir da offshore criada em 2001 por Glorybel Sousa, de empréstimo de R$ 2 milhões para Gilberto Pereira Brito. No próprio contrato fica estipulado que se Gilberto não honrasse o compromisso em 60 dias, as ações que ele comprou no Sítio Bonaparte passariam a ser da Golden Star, ou seja, de Yunes. Não é possível saber, mas a hipótese do blogue é que este empréstimo acabou não sendo pago.
As conexões não param por aí. O emaranhado de empresas e nomes que vão surgindo indicam uma clara tentativa de esconder algo. O “irmão” de Temer, que disse ter sido feito de mula por Eliseu Padilha, parece entender muito mais desse universo de negócios heterodoxos do que sua declaração sobre o doleiro Lucio Funaro, operador de Cunha, indicava.
Yunes também parece não operar apenas para si.
É importante que o leitor não deixe de atentar para uma coisa, o atual presidente sempre pleiteou diretorias de Portos e Aeroportos quando deputado. Mesmo não tendo atuação aparente nessa área.
No governo Dilma, num dado momento Temer tinha Moreira Franco como ministro da Aviação Civil, e Edinho Araújo, dos Portos. Dois homens de sua total confiança. Na carta que deixa vazar e que indica claramente seu rompimento com a presidenta, Temer cita a demissão de ambos como fatores importantes para a decisão.
Yunes se diz irmão de Temer por ser amigo dele desde o final dos anos 50. Mas ao que tudo indica é mais do que isso.
Mais matérias
No dia 24, este blogue publicou a primeira matéria sobre os documentos do Tabapuã Papers, criado em 31/12 do ano passado.
A partir disso, o Anonymous entrou no jogo e espalhou a documentação na rede.
Na sequência, outros blogueiros começaram a destrinchar o material.
O Miguel do Rosário, do Cafezinho, fez uma matéria chamando a atenção para a sociedade de Roberto Marinho na Maraú, empresa da qual o filho Marcos de José Yunes se torna sócio logo depois da sessão do impeachment.
O Azenha chamou a atenção para a ZHouse, empresa dos Marinhos, que acaba ficando com uma parte da Maraú.
Nassif fez dois textos abrindo novas trilhas do material e num deles destaca o banco Pine, uma parte importante dessa história e que ainda merece um olhar mais atento.
Em outro texto Nassif também joga luzes sobre a Maraú.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282628/Yunes-controla-rede-de-empresas-suspeitas.htm

GOLPE DESTRÓI A IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR

Lula Marques/ Agência PT 247 – O Brasil, que em 2009, no auge do governo Lula, era um dois países mais admirados do mundo, hoje é um dos mais desprezados, depois do golpe parlamentar liderado por Eduardo Cunha, que colocou Michel Temer no poder.
No ano passado,nada menos que 81% das reportagens sobre o País publicadas em 14 veículos internacionais foram negativas.
Este levantamento, que começou a ser feito em 2009 pela empresa Imagem Corporativa em 2009, revela que o Brasil foi do céu ao inferno.
No primeiro ano da pesquisa, nada menos que 80% das reportagens eram positivas.
Esse processo de autodestruição nacional foi decisivo para a contaminação da imagem do País, assim como o assalto à democracia.
Na opinião do escritor português Miguel Sousa Tavares, o impeachment foi uma assembleia de bandidos presidida por um bandido.
Com Temer, o Brasil já teve oito ministros que deixaram o cargo por suspeitas de corrupção e o País ainda passou o vexame de ver seu ministro da Cultura, Roberto Freire, agredir Raduan Nassar, o maior escritor brasileiro vivo, durante a entrega de um prêmio literário binacional.
http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/282618/Golpe-destr%C3%B3i-a-imagem-do-Brasil-no-exterior.htm

ERA TEMER VIRA BBB DA CORRUPÇÃO E TERÁ ACAREAÇÃO YUNES-FUNARO

247 - O governo de Michel Temer pode se transformar num Big Brother da corrupção brasileira. O empresário José Yunes, o melhor amigo e ex-assessor de Temer que usou uma expressão do tráfico de drogas e disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha, aceitou a proposta de Lucio Funaro, operador de Eduardo Cunha, para uma acareação.
"Aceito acareação com quem quer que seja ratificando todos os dizeres do meu depoimento", desafia Yunes, em declaração ao Estado.
Por meio de seus advogados de defesa, o empresário Lucio Funaro, que está preso em Brasília, disse que iria processar Yunes por calúnia e pedir uma acareação entre o ex-assessor da Presidência, Eliseu Padilha e o ex-diretor da empreiteira Odebrecht Cláudio Melo Filho. Seu objetivo é negar as declarações de que teria entregue um pacote de dinheiro a Yunes, a pedido de Padilha.
Segundo Yunes, Funaro teria dito que os recursos da Odebrecht teriam estavam financiando 140 deputados para a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara em 2015.
A declaração de Yunes corrobora o depoimento do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que disse, em delação premiada, que o escritório de Yunes era um dos lugares usados para o depósito de dinheiro destinado às campanhas do PMDB.
Ou seja: tanto a eleição de Cunha para a presidência da Câmara como o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff foram feitos com votos comprados pela turma de Temer.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/282589/Era-Temer-vira-BBB-da-corrup%C3%A7%C3%A3o-e-ter%C3%A1-acarea%C3%A7%C3%A3o-Yunes-Funaro.htm

SECRETÁRIA VAI CONFIRMAR VERSÃO CONTADA POR YUNES

247 – A secretária de José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer no Palácio do Planalto, será sua testemunha de defesa e deve corroborar, segundo ele, a história que contou à força-tarefa da Lava Jato em depoimento voluntário.
Yunes disse ter recebido em seu escritório de advocacia em São Paulo, por meio de Lucio Funaro, documentos em nome do ministro licenciado Eliseu Padilha, que na verdade seria R$ 1 milhão em propina da Odebrecht. "Fui mula de Padilha", disse.
A secretária deverá confirmar a versão de que Funaro entregou o "pacote", segundo informações da Coluna do Estadão nesta terça-feira 28. Yunes também disse estar à disposição de uma acareação entre ele, Funaro e Padilha. Segundo ele, Padilha "tem que ser ouvido". Funaro também sugeriu acareação.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/282616/Secret%C3%A1ria-vai-confirmar-vers%C3%A3o-contada-por-Yunes.htm

TEMER JÁ TEM AS DELAÇÕES. E NÃO TEM PARA ONDE IR

LULA MARQUES Por Luciano Martins Costa, no portal Os Brasileiros
Os integrantes e associados do governo enterino do sr. Michel Temer já receberam cópias do conteúdo das delações da Odebrecht.
A conclusão é dos advogados que editam o site e boletim Migalhas, especializado em questões jurídicas.
Para quem estranhava a súbita renúncia do ex-ministro das Relações Exteriores José Serra, eis aí uma boa pista.
Sob o título “Ai que dó”, a nota observa que o advogado José Yunes acaba fazendo a revelação ao se complicar nas explicações sobre como recebeu um pacote de dinheiro do doleiro Lúcio Funaro: ele confessou ter atuado como “mula” do agora ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil.
Deve o autor, evidentemente, se desculpar publicamente com a nobre estirpe dos muares.
“Ai que dó” é como o Migalhas se refere à alegação de Yunes, de que não sabia que o pacote entregue por Funaro continha dólares.
“A informação de Yunes revela que ‘eles’ já tiveram acesso à delação da Odebrecht. E estão, todos, montando suas versões”, diz o boletim.
O fato é muito grave e coloca uma pá de cal sobre a credibilidade da força-tarefa que conduz a operação Lava-Jato: o conteúdo da delação de Claudio Mello Filho, da Odebrecht, nunca foi revelado, o que significa que a equipe liderada pelo juiz Sergio Moro vazou para os acusados o teor das acusações, para que eles possam planejar suas defesas.
O presidente-tampax vê se desmoralizar ainda mais seu gabinete quando o ministro Serra deixa abruptamente o cargo e alega um problema de coluna, ou, como se apressou a divulgar a mensageira Eliane Cantanhede (Grupo Globo e Estado de S. Paulo), Serra estava “tristinho” no cargo de ministro das Relações Exteriores.
Serra saiu para tentar se desviar da enxurrada de esterco que a Lava-Jato procura esconder.
Esse é o episódio que irá marcar definitivamente as biografias dos integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.
A evidência de favorecimento, por parte dos personagens que são tidos pelos midiotas como heróis da moralidade pública, a integrantes da quadrilha abrigados no poder federal, não admite omissão: cumpre ao CNJ agir, cumpre ao STF dar aos brasileiros um sinal de que nem tudo é esculhambação.
Nem se deve, a esta altura, cobrar alguma responsabilidade da imprensa hegemônica, porque de onde nada se espera é que nada sai, mesmo.
Mas pode-se apostar que pelo menos a Folha de S. Paulo, o jornal que atua como uma espécie de agência privada do ex-ministro Serra, venha a trazer alguma informação nova enquanto repinicam os tamborins.
Os midiotas, atordoados pela comprovação de que o impeachment de Dilma Rousseff instalou as raposas no galinheiro, não têm mais como ficar repetindo que o mandato do sr. Temer é transitório, porque a transição significa que se sai de um lugar para outro, e ele demonstra não saber onde está.
Faltava ao inquilino do Planalto legitimidade. Depois se constatou que faltava estofo e carisma para conduzir o que, segundo seus acólitos, seria a transição para fora da crise econômica; agora não há como esconder que falta honestidade, falta estratégia, falta respaldo popular, falta competência.
O governo enterino não tem para onde ir.
Aliás, alguns de seus integrantes e ex-integrantes têm, sim: o presídio da Papuda.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/282623/Luciano-Martins-Costa-Temer-j%C3%A1-tem-as-dela%C3%A7%C3%B5es-E-n%C3%A3o-tem-para-onde-ir.htm

Abismo moral atrapalha a estratégia econômica

Josias de Souza.
O Carnaval ofereceu a Michel Temer uma valiosa oportunidade para a reflexão. A quarta-feira reserva ao presidente muitas cinzas. Temer terá de decidir se vai eliminar ou acentuar o contraste que se estabeleceu entre as áreas econômica e política do seu governo. Na economia, Temer celebra os números que apontam, timidamente, os resultados de uma gestão que tenta tirar o país do buraco. Na política, o presidente tolera e até participa de uma movimentação que aprofunda o abismo moral em que o Brasil está metido. O primeiro dilema que Temer precisa encarar envolve o ministro Eliseu Padilha. Demitir ou não demitir o chefe da Casa Civil?, eis a questão.
Nos últimos dias, Temer e o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, se esforçam muito para convencer os aliados do governo no Congresso e toda a plateia de que a página da recessão foi virada. Os números mais recentes do IBGE sobre o desemprego recomendam calma. Há mais de 12 milhões de desempregados no país. Um em cada cinco desses trabalhadores está sem contracheque há mais de dois anos. Uma situação como essa não se reverte do dia para a noite. Leva tempo.
Temer precisa resolver o drama hamletiano do seu governo, momentaneamente personificado em Eliseu Padilha. Sob pena de permitir que a podridão política contamine a economia. O presidente não pode mais assistir à carnavalização política do seu governo com o distanciamento de um observador neutro, como se nada fosse com ele. Depois que seu amigo José Yunes acusou seu outro amigo Eliseu Padilha de lhe enviar um pacote tóxico por meio do doleiro Lúcio Funaro, tudo passou a ser com Michel Temer. De volta do descanso do Carnaval, o presidente terá de informar se tem condições de se afastar do bloco de sujos.
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/02/27/abismo-moral-atrapalha-a-estrategia-economica/

DINO PROPÕE MUDANÇAS NAS INDICAÇÕES AO STF

Por Leandro Miranda/blog marrapa.com - Após escolha de Alexandre de Moraes, no último dia 21 de fevereiro, como novo ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, reascendeu o debate em torno da forma atual de escolha de membros daquela Corte que é feita por indicação do Presidente da República e posterior apreciação/indicação do Senado.
A tese defendida por especialistas em Direito Constitucional é a de que haja, nesse processo, uma participação maior de representantes sociais e políticos no processo de seleção dos magistrados. Para tanto, no Legislativo existem atualmente 24 proposições de mudança desse processo em tramitação no Congresso desde 2001.
O processo brasileiro, criado a partir do modelo norte-americano, estabelece que, para ser um dos 11 ministros do Supremo, é preciso ser indicado pelo presidente da República e, ato seguinte, ter indicação aprovada em sabatina por senadores. De acordo com os requisitos constitucionais, o pretendente deve ter notório saber jurídico e reputação ilibada. O mandato se estende até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. O risco observado pelos especialistas é o de que prevaleça, nesse processo de escolha, critérios meramente políticos onde existam interesses escusos por trás da indicação de aliados.
Dentre as proposta em tramitação no Congresso, segundo o consultor legislativo do Senado, Roberto da Silva Ribeiro, a proposta mais “meritória” é a do hoje governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA) que defende a participação de várias partes, como colegiados de faculdades de Direito, OAB, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça e as duas Casas do Congresso. Dino propõe um mandato dos ministros do STF de 11 anos sem recondução.
“A proposta confere maior legitimidade democrática ao processo, na medida em que faculta a participação dos órgãos de representação popular, bem como fortalecendo a autonomia do Judiciário”.
http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/282652/Dino-prop%C3%B5e-mudan%C3%A7as-nas-indica%C3%A7%C3%B5es-ao-STF.htm

IVES GANDRA CRITICA PROTAGONISMO DO STF

Adri Felden/Argosfoto 247 - Em artigo publicado nesta terça-feira 28 no Estado de S.Paulo, o jurista Ives Gandra Martins estranha e critica o "protagonismo" com o qual vem atuando o Supremo Tribunal Federal nos últimos anos.
"Como operador do Direito há quase 60 anos, não me habituo ao atual protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF), cujos ministros, reconhecidamente eminentes juristas, em vez de "guardiões da Constituição" (artigo 102), não poucas vezes a alteram, criando novas normas", diz ele.
Para Gandra Martins, "o Congresso Nacional, acuado pelas denúncias da Lava Jato, não tem coragem de se opor a essa invasão, razão pela qual não tem desobedecido às ordens emanadas daquele Poder, apesar de o permitir o artigo 49 inciso XI da Lei Suprema".
O jurista também faz ponderações à Lava Jato: "o Ministério Público, em que atuam bons juristas, incluídos os do Paraná, em certas atuações cinematográficas tem procurado desconstituir o instituto universal in dubio pro reo, como se uma investigação bem fundamentada pudesse justificar a pena, mesmo que haja dúvidas. Segundo essa nova interpretação, a dúvida, beneficiaria a acusação, não o réu".
"Tenho dito que o Brasil muito deve a Sergio Moro, à Polícia Federal e ao Ministério Público por desventrarem a corrupção e darem novo alento ao País, mas tenho também feito críticas à interpretação dos delitos cometidos – para mim, muitos se assemelham à concussão imposta pelos governos dos últimos 13 anos –, assim como às prisões preventivas prolongadas (artigo 5.º, inciso III, da Lei Maior)", observa.
Em outro trecho, o conservador Gandra Martins espantosamente reclama da falta de espaço que os religiosos têm na mídia, em detrimento, segundo ele, da "minoria barulhenta dos 'progressistas', para quem a liberdade sem limites e sem critérios merece todos os espaços dos meios de comunicação".
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/282630/Ives-Gandra-critica-protagonismo-do-STF.htm

Gleisi Hoffmann: A reforma da Previdência e os minutos de terrorismo

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em sua coluna desta segunda (27), destrói a falácia do ilegítimo governo Michel Temer (PMDB) que advoga a tese do “déficit” na Previdência Social. Para a líder do PT no Senado, não faz sentido falar em “déficit” porque existem fontes de recursos assegurados pela Constituição no orçamento da Seguridade Social para financiar a Previdência. Ao desmistificar o “rombo” na Previdência, Gleisi chega a uma conclusão: “dinheiro tem, e muito”.
A reforma da Previdência e os minutos de terrorismo
Gleisi Hoffmann*
Diariamente, o governo em exercício bombardeia no rádio, na TV e nas redes sociais a ideia de que, sem a reforma, a Previdência Social vai quebrar em poucos anos. Em seu terrorismo midiático, o grupo que tomou o poder após tirar a presidenta Dilma tenta incutir na sociedade a previsão de que, em um futuro próximo, não haverá dinheiro para as aposentadorias dos brasileiros porque o sistema paga mais do que arrecada, tornando assim a conta insustentável. Mas o que vendem para a população é mentira.
O que eles “esquecem” de dizer é que a Previdência não é um programa isolado. Ela faz parte de um amplo sistema de proteção denominado Seguridade Social, que não depende apenas da contribuição previdenciária de patrões e empregados. Dispõe também do que é arrecadado com a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a contribuição ao PIS/Pasep – para financiar o Programa do Seguro-Desemprego –, e ainda das receitas das loterias e de todos os órgãos e entidades que participam do orçamento nacional.
O que isso significa? Significa que não faz sentido falar em déficit porque existem fontes de recursos assegurados pela Constituição no orçamento da Seguridade Social para financiar a Previdência. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e a Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) lançaram um excelente estudo desmistificando os dados do governo nesse setor. Intitulado “Previdência: reformar para excluir?”, o trabalho expõe, de forma clara, a realidade dos números.
As duas entidades mostram, por exemplo, que o suposto “rombo” de R$ 85,8 bilhões apurado pelo governo em 2015 poderia ter sido coberto com parte dos R$ 202 bilhões arrecadados pela Cofins, dos R$ 61 bilhões pela CSLL e dos R$ 53 bilhões do PIS-Pasep. De acordo com a Anfip e o Dieese, haveria ainda os R$ 63 bilhões desviados da Seguridade pela DRU (Desvinculação das Receitas da União) e os R$ 157 bilhões de desonerações e renúncias fiscais. Como se vê, dinheiro tem, e muito.
Isso ninguém fala. Aliás, o governo, para tentar agravar ainda mais o quadro que ele alardeia, inclui na conta do INSS o déficit do Regime Próprio de Previdência, dos servidores públicos. Esse regime sequer pode ser computado na Seguridade Social, porque ele não é universal, é diferenciado. O trabalhador do setor público não tem o mesmo teto de aposentadoria do trabalhador do setor privado. Ele ganha, na maioria das vezes, o seu salário integral, e há outros processos de reajuste. Então, ele é separado. Ele tem que ser bancado pelo Tesouro. É um regime próprio. E o governo, maldosamente, coloca esse cálculo dentro do déficit da Previdência. É ou não enganador?
A Seguridade Social é uma das maiores conquistas que os brasileiros tiveram com a Constituição de 1988. Foi um longo percurso até que esses direitos fossem assegurados. No início, o sistema previdenciário era extremamente excludente. Ainda na República Velha, os primeiros beneficiados foram os trabalhadores do setor exportador – ferroviários, portuários e marítimos.
Em 1930, no governo de Getúlio Vargas, foram criados os institutos de aposentadorias e pensões, com benefícios estendidos a outras categorias, embora ainda prevalecesse a visão corporativa. Havia o Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos, dos comerciários, dos bancários, dos industriários, ou seja, cada categoria tinha o seu, com regras próprias.
O sistema foi evoluindo aos poucos, com a junção desses institutos e a criação, em 1963, do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) e do Departamento Nacional de Previdência Social, o embrião do INSS. Em 1974, cria-se o Ministério da Previdência Social, que agrega o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), encarregado da gestão e a administração dos benefícios, e também o Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas), que passa a cuidar da gestão financeira e da arrecadação. Surge também o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), que também começa a ser o embrião do nosso Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 1977, constrói-se um sistema de previdência, saúde e assistência social, com o surgimento de órgãos como a LBA (Legião Brasileira de Assistência) e a Funabem (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor), formando assim o precursor da seguridade social, que nós vimos implantada a partir da Constituição de 1988.
Pela primeira vez na história, uma Constituição do Brasil tem no seu texto o direito do povo brasileiro à previdência, à assistência e à saúde, como um sistema único. Foi uma grande conquista da nossa população, dos nossos trabalhadores. Estava consolidada, portanto, a seguridade social, com proteção ao trabalhador, inclusive o do campo, com bem-estar geral e justiça social e com a universalização dos serviços de saúde.
Mas agora tudo isso está ameaçado. Esse governo de quinta categoria, que fechou o Ministério da Previdência, quer acabar com a aposentadoria no País, esmagando principalmente os direitos das mulheres, dos pobres e dos que começam a trabalhar bem cedo no campo. Uma maldade sem fim.
Em sua hipócrita propaganda “Minuto da Previdência”, Temer e seus sócios tentam convencer a população a apoiar uma reforma questionada até mesmo por boa parte de sua base aliada no Congresso.
Vai ser muito difícil ele conseguir isso, mesmo com todo o seu terrorismo praticado minuto a minuto. Resistiremos e lutaremos!
*Gleisi Hoffmann (PT-PR) é líder do PT no Senado.
http://www.esmaelmorais.com.br/2017/02/gleisi-hoffmann-a-reforma-da-previdencia-e-os-minutos-de-terrorismo/

Barraca da Mônica e Pousada da Mônica, comida típica e descanso

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Venha curtir no paraíso!!!
Depois do banho de mar, é hora de almoçar um peixe assado na brasa, um camarão ou um filé de peixe. Para completar, só mesmo uma soneca numa das redes da pousada.
Fones: 88 999854046 / 88 988074715 / 88 997119900

O STF lavará as mãos como Pilatos ou tomará vergonha na cara? Por Eugênio Aragão

por : Diario do Centro do Mundo
Yunes e Temer
Yunes e Temer
POR EUGÊNIO ARAGÃO, ex-monistro da Justiça.
As frações de informação tornadas públicas na entrevista do advogado José Yunes, insistentemente apresentado pelos esbulhadores do Palácio do Planalto como desconhecido de Michel Temer, embrulham o estômago, causam ânsia de vômito em qualquer pessoa normal, medianamente decente.
Conclui-se que Temer e sua cambada prepararam a traição à Presidenta Dilma Vana Rousseff bem antes das eleições de 2014. A aliança entre o hoje sedizente presidente e o correntista suíço Eduardo Cunha existia já em maio daquele ano, quando o primeiro recebeu no Palácio do Jaburu, na companhia cúmplice de Eliseu Padilha, o Sr. Marcelo Odebrecht, para solicitar-lhe a módica quantia de 10 milhões de reais.
Não para financiar as eleições presidenciais, mas, ao menos em parte, para garantir o voto de 140 parlamentares, que dariam a Eduardo Cunha a presidência da Câmara dos Deputados, passo imprescindível na rota da conspiração para derrubar Dilma.
Temer armou cedo o golpe que lhe daria o que nunca obteria em uma disputa democrática: o mandato de Presidente da República. Definitivamente, esse sujeitinho não foi feitopara a democracia. É um gnomo feio, incapaz de encantar multidões, sem ideias, sem concepções, sem voto, mas com elevada dose de inveja e vaidade. Para tomar a si o que não é seu, age à sorrelfa, à imagem e semelhança de Smeágol, o destroncado monstrengo do épico “O Senhor dos Anéis”.
Muito ainda saberemos sobre o mais vergonhoso episódio da história republicana brasileira, protagonizado por jagunços da política, gente sem caráter e vergonha na cara, que só conseguiu seu intento porque a sociedade estava debilitada, polarizada no ódio plantado pela mídia comercial e reverberado com afinco nas redes sociais, com a inestimável mãozinha de carreiras da elite do serviço público.
O resultado está aí: o fim de um projeto nacional e soberano de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A mais profunda crise econômica que o país já experimentou. A desconstrução do pouco de solidariedade que nosso Estado já prestou aos mais necessitados.
A troca do interesse da maioria pela mesquinhez gananciosa e ambiciosa daminoria que, “em nome do PIB” ou “do mercado”, se deu o direito de rasgar os votos de 54 milhões de brasileiras e brasileiros. Rasgaram-nos pela fraude e pelo corrompimento das instituições, com o único escopo de liquidar os ativos nacionais e fazer dinheiro rápido e farto, como na privatização de FHC. Dinheiro que o cidadãonunca verá.
É assim que se despedaça e trucida a democracia: dando o poder a quem perdeu as eleições, garantindo aos derrotados uma fatia gigantesca do governo usurpado e até a nomeação de um dos seus para o STF, para assegurar vida mansa a quem tem dívidas com a justiça. A piscadela de Alexandre de Moraes a Edison Lobão, na CCJ, diz tudo.
Assistiremos a tudo isso sem nenhum sentimento de pudor?
A essa altura dos acontecimentos, o STF e a PGR só podem insistir na tese da “regularidade formal” do impedimento da Presidenta Dilma Roussef com a descarada hipocrisiadefinida por Voltaire como “cortesia dos covardes”.
Caiu o véu da mentira. Não há mais como negar: o golpe foi comprado e a compra negociada cedinho, ainda no primeiro mandato de Dilma. O golpe foi dado com uma facada nas costas, desferida por quem deveria portar-se com discreta lealdade diante da companheira de chapa. O Judas revelado está.
E os guardiões da Constituição? Lavarão as mãos como Pilatos – ou tomarão vergonha na cara?
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-stf-lavara-as-maos-como-pilatos-ou-tomara-vergonha-na-cara-por-eugenio-aragao/

ACIDENTE TIRA A VIDA DE JOVEM EM CRUZ/CE

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Neste domingo, 26, às 19hs, uma jovem de nome Luana Vasconcelos foi vítima de um acidente de carro, na estrada de acesso à Bela Cruz. O carro em que ela estava e dirigia capotou em uma curva, na saída de Cruz. Os cinco ocupantes do veículo, que ficou totalmente danificado, dois estão em Sobral, em estado grave, e dois já se encontram em casa. Luh como era carinhosamente conhecida, tinha um grande número de amigos e amigas e era bem conhecida nesta cidade, sendo residente na vizinha comunidade de Jenipapeiro. O trágico acontecimento comoveu toda a cidade que ficou profundamente consternada. O carnaval silenciou para que as pessoas pudessem solidarizarem-se com as famílias das vítimas neste momento de profundo pesar. Milhares de mensagens são provas do estado de comoção em que se encontra o Município de Cruz, à 360 Km de Fortaleza, Litoral Norte do Ceará.
A Rádio FM Comunitária 6 de Abril, profundamente consternada, na pessoa de seus comunicadores, leva à família profundos sentimentos neste momento difícil para todos os seus familiares. O sepultamento está previsto para amanhã (quarta-feira).
Dr. Lima
Radialista

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Se Yunes foi “mula” de Padilha, Padilha foi “mula” de Temer


A narrativa montada pelo Palácio do Planalto e "comprada" pela imprensa que aderiu ao golpe do impeachment que consiste em responsabilizar e criminalizar somente Eliseu Padilha e relativizar a participação de Michel Temer no "Caso do Pacote de 1 milhão" entregue a José Yunes pelo operador Lucio Bolonha Funaro pode ser desmontada por qualquer aprendiz de Sherlock Holmes.
Senão, vejamos. O pacote de 1 milhão fazia parte do pacote de 4 milhões destinados a Padilha, que fazia parte do pacote de 10 milhões acertados pelo então presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e pelo diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho num jantar no Palácio do Jaburu, com presença do então vice-presidente da República, Michel Temer, e de Eliseu Padilha.
O Jaburu era a residência oficial de Temer, e não de Padilha. A maior autoridade presente no jantar era Temer, e não Padilha, portanto. Temer era o chefe de Padilha, e não o contrário.
Ou seja, depois do jantar, selado o acordo com a principal autoridade presente, Padilha saiu em campo para operacionalizar a entrega e o recebimento da bufunfa. E então usou Yunes como intermediário, que não era seu amigo, mas amigo de Temer. Se Yunes, como confessou, foi "mula" de Padilha, este, por sua vez foi "mula" de Temer.
Não há como engolir a versão do Planalto de que Temer atuou dentro da legalidade, mas Padilha, não. Ou ambos atuaram legalmente ou ambos ilegalmente.
Para começar, se o acerto fosse legal – contribuição para campanhaS do PMDB - não seria fechado no Palácio do Jaburu, que não era a sede do PMDB e sim no diretório do partido. Se fosse legal, não seria fechado com Marcelo Odebrecht que era o criador e responsável pelo propinoduto da Odebrecht por meio de contratos com a Petrobrás.
A narrativa de que o pedido era relativo a "campanhas do PMDB" também não para em pé a partir do momento em que Yunes revelou que, no encontro em seu escritório, Funaro lhe disse que estava negociando a adesão de 140 deputados à campanha de Eduardo Cunha para presidente da Câmara.
Não era uma campanha eleitoral formal, e, portanto, não caberia uma doação legal ao partido, como Temer quer fazer crer.
A outra questão que não quer calar é: por que Temer tinha tanto interesse em eleger Cunha presidente da Câmara? A resposta mais óbvia é que Cunha, nesse cargo, era quem poderia dar início a um processo de impeachment da presidente Dilma. O que alçaria Temer a presidente, em seu lugar. O maior interessado, portanto, era Temer e não Padilha que poderia é claro ser recompensado, mas não com o cargo máximo da hierarquia de poder.
Ou seja, a conspiração do impeachment começou no Palácio do Jaburu e contou com o financiamento direto (voluntário ou involuntário) da Odebrecht e, indireto, da Petrobrás. E só foi possível com a compra de 140 votos, como Funaro contou a Yunes.
Se 140 dos 367 votos que derrubaram a presidente foram comprados, como se deduz, qualquer aprendiz de Sherlock diria que a votação foi viciada e é passível de anulação.
Esse é o enredo que o Palácio do Planalto, aliado à imprensa que ainda tenta blindá-lo está tentando esconder da opinião pública.
http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/282277/Se-Yunes-foi-%E2%80%9Cmula%E2%80%9D-de-Padilha-Padilha-foi-%E2%80%9Cmula%E2%80%9D-de-Temer.htm

Além de Padilha e Temer, denúncia de Yunes compromete Moro


O depoimento que José Yunes prestou ao MP assumindo-se como simples "mula" para transportar os R$ 4 milhões da propina da Odebrecht destinada a Eliseu Padilha, é demolidor para o governo golpista.
A denúncia do amigo de mais de meio século do Michel Temer põe luz sobre acontecimentos relevantes da história do golpe, e pode indicar que os componentes do plano golpista foram estruturados em pleno curso da eleição presidencial de 2014:
1. a Odebrecht atendeu o pedido do Temer, dos R$ 10 milhões [os R$ 4 milhões ao Padilha são parte deste montante] operados através de Lucio Funaro, ainda durante o período eleitoral de 2014;
2. mesmo sendo o candidato a vice-presidente da Dilma, na campanha Temer trabalhava pelo esquema do Eduardo Cunha [que na eleição apoiou Aécio Neves, e não a chapa do seu partido, o PMDB], que tinha como meta eleger uma grande bancada de deputados oposicionistas ao governo Dilma;
2. a organização criminosa financiou com o esquema de corrupção a campanha de 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara;
3. Lúcio Funaro, tido até então exclusivamente como o "operador do Eduardo Cunha", na realidade também atuava a mando de Eliseu Padilha e, tudo indica, de Michel Temer - José Yunes diz que Temer sabia tudo sobre o serviço de "mula" que Padilha lhe encomendara;
4. em janeiro/fevereiro de 2015, na disputa para a presidência da Câmara, embora em público Temer dissimulasse uma posição de "neutralidade", nos subterrâneos trabalhou pela eleição do Cunha;
5. mesmo sendo vice-presidente da Presidente Dilma, o conspirador conhecia o plano golpista desde sempre, e participou desde o início da conspiração para derrubá-la. O primeiro passo, como se comprovou, seria dado com a vitória do Eduardo Cunha à presidência da Câmara para desestabilizar o ambiente político, implodir os projetos de interesse do governo no Congresso e incendiar o país.
A denúncia de Yunes reabre o questionamento sobre a decisão no mínimo estranha, para não dizer obscura e suspeita, do juiz Sergio Moro. Em despacho de 28/11/2016, Moro anulou por considerar "impertinentes" as perguntas sobre José Yunes que o presidiário Cunha endereçou a Temer, arrolado como sua testemunha de defesa.
Moro tem agora a obrigação de prestar esclarecimentos mais convincentes e objetivos que o argumento subjetivo de "impertinência", alegado no despacho. Caso contrário, ficará a suspeita de ter prevaricado para proteger Temer e encobrir o esquema criminoso que derrubaria o governo golpista. Afinal, sabendo do envolvimento direto de Michel Temer no esquema criminoso, Moro teria agido para ocultar o fato?
A cada dia fica mais claro que o Brasil está dominado pela cleptocacia que assaltou o poder de Estado com o golpe. O melhor que Temer faria ao país seria demitir toda a corja corrupta – a começar pelo Eliseu Padilha – e renunciar, porque perdeu totalmente a confiança política e a credibilidade.
A permanência ilegítima de Temer na cadeira presidencial é um obstáculo instransponível à recuperação do Brasil, que assim seguirá o caminho acelerado do abismo.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/jefersonmiola/282239/Al%C3%A9m-de-Padilha-e-Temer-den%C3%BAncia-de-Yunes-compromete-Moro.htm

sábado, 25 de fevereiro de 2017

PRAIA DO PREÁ – CRUZ/CE – CARNAVAL 2017

Praia, mar, sol e gastronomia. Ingredientes para um bom carnaval
Cruz. A Praia do Preá, Litoral Norte do Ceará, fica situada no Município de Cruz à 300Km de Fortaleza. Um lugar calmo, clima agradável, praia ideal para banho em qualquer época do ano. Uma comunidade acolhedora aonde as pessoas vivem a tranquilidade de épocas passadas.
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Uma comunidade de 2.500 habitantes juntamente com Formosa, Rancho do Peixe e Cavalo Bravo. Uma comunidade bem estruturada com Postos de abastecimento, supermercados, lojas de eletrodomésticos, padarias, oficinas de carros e motos, lava lato, farmácia, Pousadas, depósitos de matéria de construção, restaurantes e lanchonetes. Ainda conta com ônibus diariamente para Cruz e Fortaleza.
Neste carnaval, pousadas e restaurantes estão preparados para receber os foliões que derem preferência a um local tranquilo, com praia agradável, água limpa e restaurantes que oferecem pratos típicos da comunidade.
Em visita às barracas, pode-se constatar que está tudo pronto par recepcionar os carnavalescos, que derem preferência a um local tranquilo para diversão e banho de mar.
No Restaurante e Pousada Pôr do Sol, de Dona Ivone, estar aberto, diariamente, a partir das oito horas com pratos típicos de galinha e camarão. Um local aconchegante ideal para encontro de amigos, bate papo, acalentado pela brisa agradável que vem do mar.
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A Barraca da Mônica, na orla marítima, ao som das ondas do mar, oferece Bife de Robalo ao Molho de Camarão acompanhado de outros sabores da nossa gastronomia bem peculiar. Não abre à noite. O local é bastante aconchegante. Ponto preferido dos turistas e visitantes.
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O restaurante Vivendo do Mar, aberto diariamente, das nove às 22 horas. Oferece pratos diversos, com destaque para o Trio: Robalo, Polvo e Camarão. O Prato da casa mais preferido é cioba grelada com camarão ou Filé de serigado Grelhado ao molho.

Confira os principais pontos do currículo de Alexandre de Moraes, o novo ministro do STF


Foto: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/eduardoguimaraes/281536/Sabatina-de-Alexandre-de-Moraes-farsa-que-esbofeteia-o-Brasil.htm

  • Nasceu em 13 de dezembro de 1968, dia da promulgação do AI5.
  • Em sua tese de doutorado “Jurisdição constitucional e tribunais constitucionais – garantia suprema da Constituição”, defendeu que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, fossem vedados os que exercem cargos de confiançadurante o mandato do presidente da República em exercício” para que se evitasse “demonstração de gratidão política“.
  • Sob essa mesma tese pesa uma grave acusação de plágio de trechos do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente.
  • Foi advogado em 123 processos da Transcooper, uma das cinco empresas e associações que está no alvo de investigação sobre lavagem de dinheiro e corrupção pela organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
  • Recebeu R$360 mil da campanha de Aécio Neves à Presidência da República em 2014.
  • Foi advogado de ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2014 em ação sobre o uso de documentos falsos.
  • Foi secretario de segurança pública de SP no governo de Geraldo Alckmin, durante sua gestão a PM foi responsável por 1 em cada 4 assassinatos no estado. Dando a ele o “título” de secretario com mais mortes no currículo.
  • Se tornou ministro da Justiça de Michel Temer quando houve a ruptura democrática em 12 de maio de 2016.
  • Desviou recursos do Fundo Penitenciário para ações de repressão e “inteligência” policial.
  • Esvaziou o Conselho Nacional de Política Penitênciária.
  • Durante a crise penitenciária em Roraima, mentiu publicamente dizendo que havia oferecido ajuda ao estado, foi desmentido pela Governadora Suely Campos (PP-RR).
  • Foi ao Paraguai cortar pés de maconha e prometeu exterminar a planta no continente.
  • A Polícia Federal apreendeu documentos na Operação Acrônimo, que citam o pagamento de R$4 milhões entre 2010 e 2014 à Alexandre de Moraes.
  • Durante a campanha municipal em Ribeirão Preto (SP), vazou informações sigilosas sobre a Operação lava Jato.
  • Foi indicado por seu amigo pessoal Michel Temer à vaga do STF após a morte de Teori Zavaski em um acidente de avião em janeiro, na véspera de homologar as delações da construtora Odebrecht na Operação Lava Jato.
  • Se desfiliou do PSDB em 07 de fevereiro de 2017, após a sua indicação ao STF.
  • No mesmo dia 07 de fevereiro foi a uma sabatina “informal” no barco do senador Wilder Morais (PP-GO) com a presença de mais 8 senadores.
  • Omitiu em sua declaração que sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, tem ações em curso no Supremo Tribunal Federal.
  • Vai herdar o pedido de vistas do falecido Ministro Teori Zavaski sobre a descriminalização da maconha.
  • Será Ministro do STF por VINTE SEIS ANOS.
http://alertasocial.com.br/?p=2931

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

MELHOR AMIGO DE TEMER DELATA ELISEU PADILHA

247 – O governo de Michel Temer começou a desmoronar neste fim de semana. Isso porque o melhor amigo de Temer, o empresário José Yunes, decidiu delatar o segundo melhor amigo de Temer, que é o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Em entrevista à revista Veja, Yunes afirmou ter sido "mula" de Padilha.
Mula é uma expressão usada no tráfico de drogas. O termo se refere ao indivíduo que, conscientemente ou não, transporta droga em seu corpo, geralmente para outros países.
Yunes, que era assessor especial da presidência da República, foi citado na delação premiada de Claudio Melo Filho, da Odebrecht, e foi forçado a deixar o cargo. Ele foi citado porque R$ 4 milhões dos R$ 11 milhões pedidos por Temer à Odebrecht, em pleno Palácio do Jaburu, teriam sido entregues em seu escritório de advocacia. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira.
Com a entrevista deste fim de semana, Yunes tenta limpar a sua barra e joga a bomba no colo de Padilha, que se torna insustentável no comando da Casa Civil – a menos que o procurador-geral Rodrigo Janot decida não denunciá-lo.
Abaixo, texto postado por Gerson Camarotti:
O presidente Michel Temer foi informado que seu amigo e ex-assessor José Yunes deu depoimento ao Ministério Público Federal no qual relata que recebeu “documentos” do doleiro Lúcio Funaro a pedido do atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante a campanha presidencial de 2014. Segundo delação premiada de Cláudio Melo, ex-executivo da empreiteira Odebrecht, Yunes recebeu em seu escritório, em dinheiro vivo, R$ 4 milhões que seriam parte de um repasse de R$ 10 milhões. Após a revelação do conteúdo da delação de Melo, em dezembro, José Yunes pediu demissão do cargo de assessor especial da Presidência.Nesta quinta-feira (23), Yunes esteve em Brasília e visitou Michel Temer no Palácio da Alvorada. A assessoria do Palácio do Planalto confirmou o encontro, mas não revelou o teor da conversa.Foi Yunes quem procurou o Ministério Público para prestar depoimento e dar sua versão dos fatos. Segundo o relato de Yunes, Eliseu Padilha ligou para ele e disse que uma pessoa iria deixar em seu escritório em São Paulo documentos que depois seriam retirados por um emissário. Ao chegar ao local, a pessoa se identificou como “Lúcio”. Yunes conta que pensava se tratar do deputado Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima.Mas, ao receber o portador dos documentos, viu que era o doleiro Lúcio Funaro, preso e apontado pela Polícia Federal como operador do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Yunes disse que falou rapidamente com Funaro e que achou a conversa “maluca”. Segundo relato de Yunes, Lúcio Funaro deixou o “documento” no escritório. Horas depois, outra pessoa pegou o envelope deixado por Funaro, que tinha como destinatário o ex-ministro Geddel Vieira Lima.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/281999/Melhor-amigo-de-Temer-delata-Eliseu-Padilha.htm

SUÍÇA BLOQUEIA CONTAS LIGADAS AO SENADOR LOBÃO

Geraldo Magela/Agência Senado 247 - Autoridades da Suíça bloquearam preventivamente contas ligadas ao senador Edison Lobão, e o Ministério Público do país europeu agora investiga se elas teriam sido usadas para receber propina; foi o próprio banco suíço que, após o nome de Lobão aparecer entre os citados na Lava Jato, optou por comunicar as autoridades do país europeu; as contas, no entanto, não estão em nome do senador, mas de pessoas e empresas ligadas a ele; chamou a atenção dos investigadores é que parte das transferências ocorreu sem qualquer tipo de justificativa, o que acendeu sinais de alerta entre os serviços de monitoramento; líder da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), foi Lobão quem presidiu a sabatina de Alexandre de Moraes
As informações são de reportagem de Jamil Chade na Folha de S.Paulo.
"Lobão é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Operação Lava Jato; ele foi citado em delações premiadas como um dos beneficiários do esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás ao lado de outros nomes do PMDB. Em outro inquérito, é investigado por irregularidades nas obras das usinas de Angra 3 e Belo Monte.
Controladores das contas procuraram a Jutiça da Suíça para tentar impedir o compartilhamento de informações sobre a movimentação bancária com autoridades brasileiras, impedindo que os dados possam ser usados em processos no Brasil. Por duas vezes, no entanto, os tribunais suíços rejeitaram os recursos apresentados.
Numa das decisões, os advogados alegaram que não existem provas de que o dinheiro tenha origem suspeita e que a medida é desproporcional. Os juízes, porém, rejeitaram o argumento.
Mesmo após a recusa, os documentos e extratos não foram repassados ao Brasil porque o processo ainda está em andamento na Suíça. O Ministério Público da Suíça optou por manter bloqueadas as contas até que seja esclarecida a origem."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282017/Su%C3%AD%C3%A7a-bloqueia-contas-ligadas-ao-senador-Lob%C3%A3o.htm

TEMER PODE DESEMPREGAR MAIS 1 MILHÃO COM FIM DO CONTEÚDO LOCAL

247 – Não contente com a maior taxa de desemprego e todos os tempos, divulgada nesta quinta-feira 23 pelo IBGE, e que aponta que 24,3 milhões de pessoas ficaram sem trabalho em 2016, Michel Temer pode desempregar mais 1 milhão de trabalhadores brasileiros do setor de petróleo e gás.
Isso porque o governo decidiu alterar – e praticamente dar fim – à política industrial de conteúdo local no setor, irritando profundamente a indústria e provocando consequências drásticas para a economia do País, os brasileiros e os empresários. A previsão dos mais 1 milhão de desempregados é da própria indústria, segundo reportagem da Agência Estado nesta quinta.
O motivo: a frustração nos negócios da cadeia fornecedora, que teria investido, nos últimos anos, mais de US$ 60 bilhões na implementação e capacidade de produção para atender a demanda nacional do setor.
"Empresas multinacionais que para cá vieram por conta do conteúdo local, encerrarão suas atividades no Brasil e passarão a fornecer bens e serviços a partir de outros países, acarretando maior desemprego e perda de renda", explica o movimento "Produz Brasil", que reúne 14 entidades representantes de fornecedores. Para eles, as medidas anunciadas pelo governo sinalizam o fim do conteúdo local.
A reportagem diz ainda que o setor contava com o apoio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços durante as discussões sobre a nova política, enquanto o Ministério de Minas e Energia atuou, principalmente, para atender as reivindicações das grandes companhias petroleiras, que prometem ao governo ampliar o investimento no Brasil.
O maior problema da mudança na política, na opinião do presidente do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq, Cesar Prata, é a definição de 25% de conteúdo local para as plataformas de petróleo. Atualmente, esse índice é de 65%, mas o setor aceitava reduzir para 40%, com separação entre serviços e materiais.
Para exploração em terra, o índice de conteúdo local será 50%. Nos blocos em mar, o conteúdo mínimo será de 18% na fase de exploração, 25% para a construção de poços e 40% para sistemas de coleta e escoamento. Nas plataformas marítimas, o percentual será 25%. Atualmente, os percentuais de conteúdo local são definidos separadamente em cada rodada nos editais que são publicados para chamar os leilões.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/281960/Temer-pode-desempregar-mais-1-milh%C3%A3o-com-fim-do-conte%C3%BAdo-local.htm

DELATADO PELA ODEBRECHT E PELO MELHOR AMIGO DE TEMER, PADILHA SE LICENCIA

247 - Após ser delatado por José Yunes, melhor amigo e ex-assessor de Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tirou licença ontem do governo alegando problemas de saúde. Ele viajou para Porto Alegre (RS), onde tem residência, e deve fazer ainda no fim de semana uma cirurgia para retirada da próstata. Padilha sai no momento em que Yunes afirmou ter recebido, a pedido dele, um "pacote" em seu escritório entregue por Lucio Funaro, tido como operador do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.
"Em delação premiada, Claudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, afirma que enviou dinheiro vivo ao escritório de Yunes também a pedido de Padilha.
Ele não se pronunciou sobre as declarações de Yunes.
O ministro passou mal na segunda-feira (20) e foi internado no hospital do Exército, em Brasília, depois de uma hemorragia causada por obstrução urinária. Exames mostraram aumento da próstata e a necessidade de cirurgia.
Ontem, ele se reuniu com Temer e apresentou pedido de licença médica para se submeter ao procedimento. Já em Porto Alegre, fez exames preparatórios para cirurgia no hospital Moinhos de Vento.
A previsão inicial é de que no dia 6 de março ele volte a despachar em seu gabinete no Palácio do Planalto."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/282028/Delatado-pela-Odebrecht-e-pelo-melhor-amigo-de-Temer-Padilha-se-licencia.htm

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DELATADO PELA ODEBRECHT, SERRA PEDE DEMISSÃO

Beto Barata/PR 247 - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, pediu demissão do governo Michel Temer nesta quarta-feira 22. Primeiro tucano a integrar a equipe de Temer, Serra alegou motivos de saúde na carta em que pediu sua exoneração.
"Faço-o com tristeza, mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de chanceler", diz Serra.
Segundo o tucano, o tempo para sua recuperação, de acordo com os médicos, é de quatro meses. "Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe", afirma.
Serra é acusado pela Odebrecht, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, de ter recebido R$ 23 milhões em propina na Suíça.


http://www.brasil247.com/pt/247/poder/281769/Delatado-pela-Odebrecht-Serra-pede-demiss%C3%A3o.htm

Por que é hora de falarmos de Lula?


(originalmente publicado no blog de Marcelo Auler)
O estado de degradação moral, de corrompimento institucional e de dissolução social do Brasil, com destruição de ativos estratégicos em escala nunca dantes vista, é consequência da ruptura do consenso político construído após a ditadura militar e consolidado com a Constituição de 1988.
A ruptura se deu num processo iniciado com o chamado caso do “mensalão” e se completou com a destituição da Presidenta Dilma Rousseff. Para rasgar o voto de 54 milhões de eleitores, recorreu-se fraudulentamente ao instituto constitucional do impedimento. Armaram-se os golpistas com uma maioria de ocasião no parlamento, cevada com recursos públicos desviados por Eduardo Cunha e sua organização de trombadinhas espalhados por partidos sem conteúdo programático nem militância espontânea. O impedimento foi dinamizado pelos perdedores das eleições de 2014 e só logrou ser bem-sucedido graças à omissão imprópria do Ministério Público e do Judiciário.
Eis-nos agora sentados, desorientados, sobre os escombros da nossa recente e promissora democracia inclusiva. Não foi perfeita, pois nada neste mundo o é. Equilibrou-se sobre um pacto entre forças progressistas e os velhos agentes do atraso, com suas tradicionais práticas patrimonialistas. Mas, no sistema político vigente, foi a única receita institucional para garantir governabilidade a quem quisesse levar adiante transformações de cunho ético, social e geoestratégico. Mudanças na cultura política precisam de tempo e decorrem de pressões sociais resultantes das adversidades dessa cultura.
Um dos problemas mais sérios da nossa jovem democracia foi, porém, o crescente corporativismo de carreiras da elite do funcionalismo, expressão da mesma natureza patrimonialista de nossas práticas políticas. As carreiras melhor remuneradas atraíram para seus quadros os velhos sujeitos do privilégio. Transformaram instituições em instrumentos de sua própria valorização, para alavancagem de seus ganhos. A fronteira entre o institucional e o corporativo desapareceu.
O Estado não foi apropriado apenas por políticos que se serviram de recursos públicos para garantir sua perpetuação no poder, mas também por agentes públicos que usaram de suas graves atribuições para colocar o governo sob pressão e assim lograr a consolidação de sua posição de poder e de privilégio na máquina administrativa. Não há diferença nenhuma entre a “corrupção” de uns e a de outros. O resultado é um Estado fraco, fragmentado entre diversos polos políticos, em permanente conflito, presa fácil de forças externas interessadas nos ativos de nosso país.
Com a administração pública sob crescente cerco de suas elites e a classe política extorquindo prebendas e cargos em troca de apoio, o único ator capaz de garantir um mínimo de reequilíbrio seria o Supremo Tribunal Federal.
Ocorre que há algum tempo essa corte perdeu sua capacidade de ação contramajoritária, preferindo, nos casos de elevado impacto sobre o sistema politico, seguir a “opinião pública”, mostrando-se mais preocupada com o eventual desgaste de seus membros do que com a catástrofe político-institucional que se abateu sobre o País.
Campanha midiática – A dita “opinião pública” não representa nada a não ser os formadores de opinião, leia-se: a mídia comercial. Não tem mandato para falar em nome da sociedade e, pelo contrário, vive da manipulação remunerada. Notícia, já se disse alhures, é que nem jabuti em árvore: como não sobe sozinho, só chega à altura se alguém o colocar lá. Quem não conhece a estória por trás da notícia está sendo sistematicamente engambelado. Todas têm estória: por que foram colocadas lá, na primeira ou na segunda ou na terceira página? Por que lhe deram esse título e não aquele? Quem solicitou a notícia? E por aí vai… Corretamente formuladas e respondidas, tais perguntas descortinam um cenário de conspirações e engodos.
A chamada campanha de “combate à corrupção” é em boa parte uma campanha midiática com interesses específicos. Para começar, os órgãos da persecução penal dela não carecem no cumprimento da sua missão. Quanto mais discretamente trabalham, menos resistência encontram. A resistência se dá sobretudo pela exposição, pela devassa pública, que destrói reputações antes mesmo da culpa formada.
Quando os imputados são atores políticos, a reputação é seu maior ativo e é por demais explicável que reajam furiosamente a seu tangenciamento arbitrário e usem todo o seu poder para obstar o estrépito em torno de si.
Se a campanha midiática não serve à atuação, a que serve? Serve aos desideratos corporativos. Serve ao fortalecimento das carreiras da elite do funcionalismo, como verdadeira ação de relações públicas. Já o vimos antes, na campanha contra a PEC 37, em 2013, como o Ministério Público conseguiu derrotá-la com um discurso maniqueísta em seu favor, veiculado pela grande mídia. Ao proclamarem que a PEC era a “PEC da impunidade” – um contrassenso rotundo, já que se tratava apenas de definir a investigação criminal como atividade típica da polícia judiciária -, os membros do Ministério Público posavam de heróis na moralista cruzada contra a criminalidade, mormente a que envolvia atores graúdos da política. Nessa qualidade, passaram a ser temidos por administradores, que teriam doravante – esta a intenção latente – mais “simpatia” por sua corporação.
Fato é que o “combate” à corrupção pouco tem a ver com corrupção em si. Talvez o tenha, apenas, na medida em que se avizinha do desvio de atribuições constitucionais e legais para seu uso corporativo. Mas não muito mais. Em verdade, diz respeito, em sua ação, à inviabilização de um projeto de Estado inclusivo e da consolidação do Brasil como ator global. Principal instrumento desse “combate”, a Lava Jato ajudou a derrubar o governo Dilma Rousseff com vazamentos de interceptações telefônicas ilegais e de delações extorquidas de investigados detidos por meses a fio, recheadas de afirmações não provadas, num “timing” calculado e articulado com a mídia.
A bola da vez – A operação quebrou grande parte do setor de infraestrutura do País e destruiu centenas de milhares de empregos. Colocou no poder uma malta descomprometida com um projeto nacional, mais preocupada em atrair negócios para si e os seus, sem zelo pelo custo social e estratégico. Pôs em cheque a credibilidade das instituições ao fazer alarde e atuar seletivamente. E rasgou a Constituição ao se permitirem, os membros do MPF, estabelecer relações onerosas e de alto risco para os interesses do país com Estados estrangeiros, sem intervenção do Executivo e do Senado Federal.
E aqui chegamos, ajudando nossos irmãos do Norte na apropriação de ativos estratégicos, sem um pio do Ministério Público, a quem a Constituição incumbiu a defesa da democracia e do interesse público.
É, porém, da natureza dessas elites do serviço público não sossegarem na atuação de risco que as prestigiam. O show tem de continuar. Assim a bola da vez são os golpistas que num primeiro momento se beneficiaram do trabalho estrambótico do Ministério Público. Só que, nesta nova fase, o complexo policial-persecutório provavelmente não contará com o apoio midiático. A mídia já vem substituindo suas acusações seletivas contra o PT, contra Dilma Rousseff e contra Lula por uma indignação seletiva, como, aliás, certos atores da cúpula do Judiciário. Passam a criticar o exibicionismo do juiz federal de piso de Curitiba. Demonstram cólera com as prisões pré-processuais sem prazo. O arbítrio a que expuseram Lula e o PT não pode valer para os que derrubaram Dilma. E este é o momento da grande desmoralização de todo o projeto golpista-corporativo.
Hora da representação popular – Como sairemos desta situação dramática? A derrocada institucional só pode ser freada com um banho de legitimidade na política brasileira. Eleições gerais são um pressuposto para salvação da democracia. Só por meio delas encontraremos a base para a reforma política e a reforma do Estado, que redesenhará o papel e a relevância de órgãos que abrigam as elites do serviço público, nelas incluídos o Ministério Público e o Judiciário.
É fundamental que a representação popular, revigorada por atores menos comprometidos com as práticas patrimonialistas, volte a ser o centro da ação política, colocando o Supremo Tribunal Federal de volta no seu lugar de ação complementar, secundária.
Para dar início a esse processo, por mais contraditório que para alguns possa parecer, é vital que um personagem retorne ao palco da política nacional como protagonista: Luiz Inácio Lula da Silva.
Perseguido, caluniado, difamado, injuriado e submetido à ação arbitrária do juiz de piso que o fez conduzir coercitivamente aos olhos do público, somente para abalar sua reputação, Lula permanece na luta mais forte e mais legitimado que dantes. Cresceu aos olhos da sociedade, principalmente quando se comparam os resultados de seus governos com a ação medíocre e lesa-pátria dos golpistas. É um gigante da política, na linhagem de Getúlio Vargas e JK. Conseguiu, a despeito de todas as aleivosias contra si lançadas, manter-se aberto ao diálogo com os adversários implacáveis.
Enquanto outros queimaram seus galeões, Lula sempre construiu pontes. É, de certo, o único personagem da política nacional capaz de fazer superar a polarização criada com a ação perversa da mídia e o ódio das elites.
Contra Lula, nada de concreto. As acusações vêm ruindo uma a uma pelas palavras das testemunhas, não só da defesa, mas, também, da acusação. Põe-se a nu o caráter politiqueiro das iniciativas persecutórias, em uma ação que usou-se chamar de “lawfare”, o uso de procedimentos jurisdicionalizados como estratagema de destruir um inimigo político.
Exemplo mais pornográfico dessa prática é dado pelo recentíssimo “indiciamento” de Lula por um delegado em Brasília, para atribuir-lhe, ao comando do Procurador-geral da República, obstrução de justiça, por ter tomado posse como Ministro-Chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff.
Além da tese aventureira estar calçada em elemento de convicção invalidado pelo ministro Teori Zavascki, saudoso relator dos processos da Lava Jato no STF, o próprio tribunal, em recente julgamento, no caso de Moreira Franco, vulgo “Angorá”, considerou a nomeação de investigado para o cargo de ministro inepta para obstruir a justiça.
A iniciativa é tão rasteira quanto a insistência do juiz federal de piso de Curitiba, de manter audiência de instrução em ação penal contra Lula na data antes marcada, a despeito do luto do réu pelo falecimento de sua esposa.
Mas a sociedade não se deixa enganar. Quando lhe dói na pele, sabe distinguir os mocinhos dos bandidos. É só olhar para o estado desolador do país para saber quem é quem. Enquanto Lula logrou governar com ampla maioria, sempre trabalhando consensos e acordos, os golpistas, que se assenhorearam do poder com a destituição fraudulenta da Presidenta Dilma Rousseff, fazem questão de governar contra tudo e contra todos, sem legitimidade ou apoio popular, para socar, goela abaixo da sociedade, retrocessos sociais, econômicos e políticos, nos mais diversos temas. Não consultam e nem debatem. Passam o rolo compressor sobre qualquer resistência com uma maioria dócil no Congresso, comprada com favores e cargos.
Queiram ou não os golpistas, a volta de Lula é a saída mais adequada para a crise do país, pois só ele conseguirá recosturar as alianças necessárias para superar os conflitos que esgarçaram nosso tecido institucional e só com ele o país pode voltar à condição de membro respeitado no concerto das nações. Precisamos falar dele e trabalhar já essa perspectiva de seu retorno, para não dar tempo – “timing”, na linguagem de um delegado politiqueiro – àqueles que desejam rifar em definitivo o Estado inclusivo e buscam minar a opção política por Lula através de chicanas persecutórias. O único meio de calá-los é o apoio maciço dos eleitores. Vamos à luta!
(*) Wadih Damous, advogado, Deputado Federal (PT-RJ), ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão da Verdade do Estado do Rio de Janeiro.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/wadihdamous/281596/Por-que-%C3%A9-hora-de-falarmos-de-Lula.htm