sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Aposentado aos 33, Bolsonaro recebe uma fortuna em aposentadorias acumuladas


por: Redação Hypeness

A proposta de reforma da Previdência foi entregue em mãos por Jair Bolsonaro a Rodrigo Maia (DEM-RJ),  presidente da Câmara dos Deputados. O texto é polêmico, sobretudo pelo aumento do tempo de contribuição.

A idade mínima de aposentadoria para mulheres passaria de 62 anos. Homens, 65. Beneficiários terão que contribuir por no mínimo 20 anos. A partir de 2024, a idade mínima sobe de acordo com a expectativa de vida do brasileiro. Segundo o IBGE, a expectativa de vida hoje está em 76 anos.

Com reajuste no início do ano, aposentados e pensionistas do INSS recebem salário mínimo de $$ 998. Diferente do proposto pela equipe econômica comandada por Paulo Guedes, o presidente da República se aposentou do Exército aos 33 anos, ganhando salário de R$ 10 mil. Como ex-deputado federal, o político tem direito a mais R$ 27 mil. Total de 37 mil, apenas de aposentadoria. E claro, o salário R$ 30 mil pela presidência. Ao deixar o Palácio do Planalto, Bolsonaro receberá R$ 28 mil ao mês. 

Jair Bolsonaro se aposentou aos 33 anos e ganha salário gordo

Em 1998, Jair Bolsonaro foi afastado do Exército aos 33 anos e com 15 anos de serviços prestados. Desde então, recebe aposentadoria de capitão 63% acima do teto do INSS.

Brasileiros que ganham acima de um salário mínimo vão ter que contribuir por 40 anos para conseguir se aposentar com 100% do salário-teto do INSS, atualmente na casa dos R$ 5.839.

Especialistas enxergam com ressalvas os baixos valores das aposentadorias. O temor é que aconteça no Brasil o mesmo que ocorreu no Chile. O país foi um dos primeiros a implementar o modelo de capitalização no início da década de 1980. O valor pago é menor que o salário mínimo e o governo chileno precisou criar um fundo estatal para garantir uma pensão mínima para os que não contribuíram com o sistema.

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/02/aposentado-aos-33-bolsonaro-recebe-uma-fortuna-em-aposentadorias-acumuladas/?fbclid=IwAR3lVBC4QAOT5wo3UBq1Dy-_YhRY31CKgcnEbLH1UH-wKdzkeEqVqeOZ1ZI

Coisas que chamaram a atenção em minhas leituras

Equívocos históricos

"Viagens de trem em altas velocidades não são possíveis, os passageiros impedidos de respirar morrerão de asfixia."
* Dionysius Lardner, 1823

"No ano 2000 não existirá mais C, X ou Q no alfabeto usado no cotidiano."
* Ladies Home Journal, Dezembro 1990
O Institute for the Future previu em 1974 que em 1985 não existiriam mais pessoas obesas.

"Todos os casais serão felizes em 1990."
* John Haberton, 1893

"As casas voarão [em 2000]... Virá o tempo em que comunidades inteiras migrarão para o sul no inverno, ou mudarão para novas terras sempre que sentirem vontade de mudar de cenário."
* Arthur C. Clarke, Vogue, 1966
"Por volta de 1960 o trabalho será limitado a três horas por dia."
* John Langdon-Davies, A Short History of the Future, 1936
"Os raios-X são uma fraude"
* Lord Kelvin, físico inglês, 1900

"A Bomba nunca vai funcionar, e falo como um especialista em explosivos"
* Almirante William Daniel Leahy, conselheiro do Presidente Trumam em assuntos nucleares, 1945.

"A clonagem de mamíferos é biologicamente impossível"
* James McGrath e Davor Solter, biólogos, em artigo na Science, 1984

"Não teremos artrite em 2000."
* Dr. William Clark, 1966
"Em 2000, políticos simplesmente desaparecerão. Não veremos mais nenhum partido político."
* R. Buckminster Fuller, 1966

"A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula"
* Pierre Pachet, Professor de Fisiologia em Toulouse, 1872

"No futuro, os computadores não pesarão mais do que 1,5 tonelada"
* Popular Mechanics, prevendo a evolução da ciência, 1949

"Penso que há talvez no mundo um mercado para 5 computadores"
* Thomas Watson, presidente da IBM, 1943

"Viajei por todos os lados neste país, e posso assegurar-lhes que processamento de dados é uma ilusão que não perdura até o fim do ano"
* O editor encarregado de livros técnicos da Prentice Hall, 1957

"Não há nenhuma razão para que alguém queira ter um computador em casa"
* Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp.,1977

"Este 'telefone' tem inconvenientes demais para ser seriamente considerado um meio de comunicação. Esta geringonça não tem nenhum valor para nós"
* memorando interno da Western Union, 1876.

"A caixa de música sem fio não tem nenhum valor comercial imaginável. Quem pagaria para ouvir uma mensagem enviada a ninguém em particular?"
* Sócios de David Sarnoff em resposta a sua consulta urgente sobre investimentos em rádio nos anos 20.

"Quem se interessaria em ouvir os atores falar?"
* H.M. Warner, Warner Brothers, no auge do cinema mudo, 1927.

"Máquinas mais pesadas do que o ar são impossíveis de voar"
* Lord Kelvin, presidente da Royal Society, 1895.

"Se eu tivesse pensado a respeito disso, eu não teria feito a experiência. A literatura está cheia de exemplos mostrando que isso não pode ser feito"
* Spencer Silver, a respeito de seu projeto que culminou com os adesivos "Post-It" da 3M.

"O professor Goddard não conhece a relação entre ação e reação e a necessidade de ter algo melhor do que o vácuo contra o qual reagir. Ele parece não ter o conhecimento básico ensinado diariamente em nossas escolas secundárias"
* Editorial do New York Times em 1921 a respeito do estudo revolucionário de Robert Goddard sobre os foguetes.

"Broca para petróleo? Você quer dizer furar o chão para encontrar petróleo? Você está louco"
* Operários que Edwin L. Drake tentou contratar para seu projeto de prospecção de petróleo em 1859.

"Aviões são brinquedos interessantes mas sem nenhum valor militar"
* Marechal Ferdinand Foch, Professor de estratégia, Ecole Supérieure de Guerre, Paris.

"Tudo que podia ser inventado já o foi"
* Charles H. Duell, Diretor, Departamento de Patentes dos Estados Unidos, 1899, ao propor o fechamento da sessão de registro de novas patentes.

Fonte:

Colhidas em livros e outras publicações a longo do tempo

“Se eu era o dono, aquilo não foi invasão”, diz Lula sobre denúncia do triplex


O ex-presidente Lula reagiu com ironia à denúncia feita pelo MPF em São Paulo contra ele e coordenador do MTST, Guiherme Boulos, sobre a ocupação do triplex do Guarujá em abril de 2018. "Ora, se eles diziam que eu era o dono, aquilo não foi invasão"

30 de janeiro de 2020, 23:48 h Atualizado em 30 de janeiro de 2020, 23:51

MPF-SP denunciou o ex-presidente Lula e Guilherme Boulos por ocupação do triplex MPF-SP denunciou o ex-presidente Lula e Guilherme Boulos por ocupação do triplex (Foto: Divulgação | Brasil247)

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou na noite desta quinta-feira, 30, a denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público Federal em São Paulo contra ele, o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, e outras três pessoas, pela ocupação do triplex do Guarujá atribuído a Lula pela Lava Jato, em abril de 2018.

No ato de ocupação do imóvel Lula encontrava-se como preso política na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Pelo Twitter, o ex-presidente reagiu com ironia à ação do MPF.

"Ontem me denunciaram de novo, dessa vez por causa daquela invasão no tal do triplex. Eu e o companheiro @GuilhermeBoulos. Ora, se eles diziam que eu era o dono, aquilo não foi invasão", escreveu Lula.

Lula, Boulos e outras três pessoas foram enquadradas pelo MPF no artigo 346 do Código Penal, que estabelece como crime: tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por determinação judicial – na ocasião, o imóvel bloqueado pela Justiça (leia mais no Brasil 247).

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/se-eu-era-o-dono-aquilo-nao-foi-invasao-diz-lula-sobre-denuncia-do-triplex

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Como o Brasil se tornou um 'lixão' de agrotóxico proibido no resto do mundo


Yahoo Notícias

Yahoo Notícias11 de janeiro de 2020

Agência Brasil

Agência Brasil

Por Luana Rocha, Mariana Della Barba, Agência Pública/Repórter Brasil

“Ele começou com febre e coceira. Depois ficou suando frio, teve diarréia, a pressão caiu. Corremos pro hospital. A pele dele então ficou toda queimada e foi soltando do corpo. Mal consigo lembrar”, conta emocionado o produtor de leite paranaense José Quintino sobre o filho Júlio, que morreu em 2016 em Cascavel (PR) quando tinha 22 anos. “Veio médico de tudo que é parte, mas já não tinha jeito. Aos poucos, ele parou de respirar. Falaram que o pulmão dele tava inteiro queimado.”

Confirmada como causa da morte, a insuficiência pulmonar foi provocada por intoxicação aguda por agrotóxico. “O paraquate queimou o pulmão dele. Foi queimando a pele, as mucosas orais e nasais, indo até os alvéolos [pulmonares]. Esse é um agrotóxico de ação secante, seca e queima as folhas, faz o mesmo com a pele, as mucosas, o pulmão”, afirmou a médica epidemiologista Lilimar Mori, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde do Paraná e uma das responsáveis por confirmar que o agrotóxico foi a causa da morte de Júlio, contaminado ao descarregar cascas de soja com paraquate.

Leia mais reportagens da Agência Pública

Foi por causa dos riscos de intoxicação aguda do produto que envenenou Júlio, assim como sua relação com doenças como Parkinson, mutações genéticas e depressão, que a Anvisa decidiu em 2017 banir o paraquate, usado na dessecação de plantações para antecipar a colheita. A partir de setembro de 2020, nenhum litro do agrotóxico deve ser usado em solo brasileiro.

Apesar das evidências dos riscos, a resolução da Anvisa não fixou metas de redução de uso, de finalização de estoques e nem de importação do paraquate até sua completa suspensão. Sem esse limite, o ritmo de importação do agrotóxico só aumentou desde o início do processo de banimento, conforme apuraram Repórter Brasil e Agência Pública.E essa brecha abriu espaço para um processo que os pesquisadores chamam de “desova”, porque quase que a totalidade do paraquate usado aqui vem de países onde seu uso está proibido.

“O ideal é que, iniciado o processo de banimento, seja proibida a importação. Como isso não foi feito, as empresas acabam ‘desovando’ o material no Brasil porque, normalmente, o que está sendo banido aqui já foi proibido no seu país de origem”, afirma o pesquisador da Fiocruz, Luiz Cláudio Meirelles, que já foi coordenador geral de toxicologia da Anvisa.

É o caso da gigante suíça Syngenta (recentemente comprada pela ChemChina), uma das maiores produtoras do paraquate no mundo, da alemã Helm do Brasil e das chinesas Sinon do Brasil e Rainbow Defensivos. A Suíça retirou o paraquate das prateleiras nos anos 80. Na Inglaterra (onde é fabricado o Gramoxone, o paraquate da Syngenta) e no restante da União Europeia, ele foi banido em 2007. A China, que costuma ter uma legislação ambiental mais permissiva, autoriza a produção mas somente para exportação, já que seu uso é vetado por lá há quatro anos.

O fenômeno da “desova” pode ser observado pelos dados de importação do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços no portal Comex Stat. Em 2017, 35,3 mil toneladas do herbicida (paraquate ou dicloreto de paraquate) chegaram ao Brasil. No ano seguinte, essa quantia aumentou em para 50,8 mil e continuou em curva ascendente em 2019 quando, até novembro, já haviam sido importados 65,3 mil toneladas de paraquate.

“Essa é uma atitude típica, que já vimos em outros casos: o país não quer mais, e as empresas precisam desovar seus estoques e aproveitam para fazer isso em países que estabeleceram um período de transição até a proibição completa”, explica o professor de Economia da Universidade Federal do Paraná e engenheiro de alimentos, Victor Manoel Pelaez Alvarez.

“Desde que se acumularam evidências dos problemas causados pelo paraquate, o consumo continuou crescendo mesmo depois da proibição de uso. O correto seria importação zero em 2019”, explica o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia na região sul. Para ele, “o crescimento das importações sugere que talvez as empresas tenham aproveitado a tolerância brasileira para transferir para nosso território parte de seus estoques globais”.

Essa tendência é apontada também pelos dados de comercialização do Ibama. Em 2017, quando se iniciou o processo de banimento, o paraquate ocupava a oitava posição na lista dos dez ingredientes ativos mais vendidos no Brasil, com mais de 11 mil toneladas vendidas. Já no boletim referente a 2018, o pesticida subiu de posição e passou a ocupar o sexto lugar com mais de 13 mil toneladas vendidas em todo território nacional.

Na outra ponta desse mercado ainda lucrativo do paraquate está o produtor rural. “Como não houve imposição de limite para importação, ele pode estocar o produto até, por exemplo, 2023 e não vai chegar fiscalização”, afirma Meirelles, da Fiocruz. Os riscos para os trabalhadores rurais podem, na prática, também perdurarem até 2023 ou até acabarem os estoques.

Por meio da assessoria de imprensa da Syngenta, a empresa e outras 10 que comercializam paraquate no Brasil (que formam a chamada “Força-Tarefa paraquate”) afirmaram entender que “a saída de paraquate do mercado causaria impactos significativos na sustentabilidade da agricultura e na economia brasileira”. Leia a resposta na íntegra. Sobre o aumento das vendas visto como desova pelos pesquisadores, o grupo afirmou que “o abastecimento e comercialização de produtos à base de paraquate – como qualquer outro – é determinado pela demanda dos agricultores e sanidade de suas lavouras”. As empresas se recusaram a fornecer dados sobre vendas no mercado brasileiro ou mundial.

A Anvisa afirmou, por e-mail, que não vê contradição no aumento da venda de paraquate durante a transição, já que “a resolução não fixa um percentual de redução ou uma tendência esperada de queda durante os três anos”. Leia a nota na íntegra.

O aumento da venda de paraquate segue a tendência de crescimento do mercado de pesticidas no Brasil. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o setor dos agrotóxicos movimentou equivalente a US$ 10,5 bilhões em 2018, um aumento de 18% em relação a 2017. No topo de vendas aparecem os herbicidas (32,48%), categoria a qual pertence o paraquate. Questionada sobre o paraquate, a entidade afirmou que não divulga dados de comercialização referentes a ingredientes ativos específicos.

Afrouxamento

As discussões que levaram ao banimento do produto em 2020 começaram a se intensificar na Anvisa em 2008, quando o uso do paraquate passou a ser questionado após a divulgação de estudos indicando que o contato com o agrotóxico estaria associado à doença de Parkinson, além de ser potencialmente fatal quando há intoxicação, inclusive quando o trabalhador é envenenado sem estar aplicando o produto, como no caso de Júlio.

O paraquate também está associado a casos de suicídio e até mesmo à depressão. Tanto que a Coreia do Sul baniu o herbicida em 2011, após constatar que ele era responsável pela maioria das mortes desse tipo. A medida derrubou pela metade os índices de suicídios via intoxicação por pesticidas no país.

Diante desse cenário, a primeira resolução (RDC Nº 177) da Anvisa foi publicada em 22 de setembro de 2017, com o argumento de que existiam “evidências suficientes” da relação entre o agrotóxico e a doença de Parkinson.

Essa resolução definiu “medidas transitórias” pelos três anos seguintes até a proibição total em 2020. Entre elas, a proibição do uso do paraquate para fins dessecantes (seu principal uso no Brasil). Na ocasião, segundo a Anvisa, essa restrição serviria para proteger os trabalhadores que têm contato com o paraquate.

A Anvisa, no entanto, recuou apenas dois meses depois — e, em uma nova resolução (RDC 190) liberou o paraquate para ser usado como dessecante. A mudança ocorreu sob forte pressão de empresários do setor de agrotóxicos.

Cinco dias após a primeira resolução ser publicada, o alto escalão da Syngenta no Brasil e na América Latina se reuniu com a diretoria da Anvisa – em encontros que se repetiram outras vezes ao longo dos meses seguintes para tratar justamente do veto ao paraquate, como mostrava a agenda pública do órgão, revelada pelo The Intercept Brasil. Foi então criada uma força-tarefa das empresas produtoras e associações de produtores, que solicitaram à Anvisa a revisão de sua posição, conforme informado pelo próprio Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Para Meirelles, da Fiocruz, essa permissão é um “comportamento bem ruim” para quem deseja banir o paraquate já que, na prática, é como “manter a liberação do produto”. No Brasil, cerca de 60% do manejo da substância é empregada na dessecação e está liberada para as culturas do algodão, arroz, batata, cana-de-açúcar, milho e soja, alguns dos principais produtos cultivados no Brasil.

A Anvisa não deixou claro o porquê do recuou do veto sobre o uso como dessecante, apenas informou que foram mantidas na segunda resolução as proibições imediatas, “responsáveis por garantir a redução das exposição aos trabalhadores”, como a proibição de produtos formulados em embalagens de volume inferior a 5 litros – que, segundo o órgão, evitaria o uso do produto por pequenos produtores. Assim, as embalagens de mais de 5 litros continuaram liberados.

Pressão da ‘força-tarefa do paraquate’

Uma pessoa ligada ao setor de agrotóxicos afirmou à Repórter Brasil e à Pública que a “força-tarefa paraquate” continua trabalhando para que o banimento do agrotóxico seja revertido. “Apresentamos várias pesquisas e buscamos meio jurídicos para conseguir isso [o não banimento]”, afirmou.

As ações em curso para minar a suspensão foram confirmadas também por um funcionário de um órgão público que não quis ser identificado. Ele ressaltou que o contexto do governo atual seria um terreno favorável para tentar derrubar a resolução. “As empresas estão se reunindo para apresentar novos estudos e podem conseguir isso. Confesso que fico bastante preocupado”, disse.

A Anvisa afirmou que o processo está mantido e que, até o momento, não recebeu nenhum novo estudo questionando o banimento. A Syngenta e as outras empresas da força-tarefa não quiserem comentar sobre as reuniões com a diretoria da Anvisa.

Em um contexto em que há uma aprovação recorde de produtos agrotóxicos, a disputa contra as grandes produtoras vem deixando a esfera federal e passando para a municipal e a estadual.

É o caso do Rio Grande do Sul, o único estado no território brasileiro que tentou banir o paraquate. A iniciativa partiu da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente. Em 2012, a fundação entrou na Justiça pedindo o banimento do paraquate no estado gaúcho. Na época, 14 marcas de agrotóxicos tinham autorização para comercialização no local. A decisão logo foi revertida judicialmente e, hoje, somente dois produtos (paraquate Alta 200 SL e Tocha) permanecem proibidos no estado.

‘Esse paraquate é mais que um veneno, é uma bomba atômica’

Outra dificuldade é a responsabilização em casos de contaminação. Um exemplo é o caso de uma escola no município Espigão Alto do Iguaçu (PR), a 356 quilômetros de Curitiba. Em novembro de 2018 quase 100 pessoas foram intoxicadas, no caso com mais vítimas na história recente do estado, conforme revelaram Agência Pública e Repórter Brasil.

A médica explica que apesar de a intoxicação ter sido bem menor do que no caso de Julio, a gravidade do caso está no fato de que, entre os afetados, havia 52 crianças. A maioria delas estudava em uma escola rural que funciona colada à área agrícola onde o veneno estava sendo aplicado. Quem entrou em contato com a nuvem de paraquate sofreu sintomas como fortes dores de cabeça, estômago e barriga, tonturas e vômitos – todos condizentes com os de intoxicação aguda pelo agrotóxico. O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar o caso, mas ninguém ainda foi indiciado.

No caso de Júlio, sua filha, que tinha 3 anos quando o pai morreu, recebe uma pensão do INSS pela morte dele. Mas o pai da vítima, José, lembra que até hoje não conseguiu nada da cooperativa onde ele comprou a soja com paraquate que matou seu filho. A investigação mostrou que após a soja com o agrotóxico foi colhida antes do período estipulado para dissipar melhor o produto. Assim, Júlio foi contaminado ao tocar na soja com paraquate e ao aspirar a poeira produzida ao descarregá-la.

“Uma indenização não vai pagar pela vida dele, claro. Mas é muita revolta. Esse paraquate é mais que um veneno, é uma bomba atômica. Tem mais gente que morreu aqui por causa dele. É muito difícil ver seu filho ir desse jeito…. Nossa vida desabou. A gente arrumou força com os amigos e pela minha netinha. Ele (Júlio) era quem fazia a mamadeira dela toda a noite.”

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/como-o-brasil-se-tornou-um-lixao-de-agrotoxico-proibido-no-resto-do-mundo-070024350.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZmFjZWJvb2suY29tLw&guce_referrer_sig=AQAAAEuNqMPgdbCBeacUDSsmCDgdhEoUtyKjcbfEVGIg2mszmLI7IGKd7ZHgDU9CRqH80W1TB_B4_VjpxzqVjA1qje7Sx9QDef3lAbBR-oO-8q5wQuJD3FbYv3qH28mqHpJZ0Iq-36r5Al6XSqN9h70eSYjBjrTbGZ86ubm2L0leo3zg

Prisões de brasileiros nos EUA aumentam mais de 1.000% desde que Bolsonaro foi eleito


Há uma escalada sem precedentes no número de brasileiros detidos nos EUA desde o início do governo Bolsonaro. Cerca de 17,9 mil brasileiros foram detidos na fronteira entre EUA e México apenas entre outubro de 2018 e setembro de 2019. No período anterior, esse número era de 1,5 mil

30 de janeiro de 2020, 09:47 h Atualizado em 30 de janeiro de 2020, 10:46 (Foto: Alan Santos/PR | Reuters)

Fórum - Desde que Jair Bolsonaro foi eleito, em outubro de 2018, até o mês de setembro de 2019, quando já estava vigente o acordo de deportação firmado por ele com Donald Trump, o número de brasileiros detidos nos Estados Unidos aumentou mais de 1.000%, em relação ao mesmo período anterior.

Segundo dados do governo dos EUA, divulgados pelo portal G1, cerca de 17,9 mil brasileiros foram detidos na fronteira entre EUA e México apenas entre outubro de 2018 e setembro de 2019. No período anterior, esse número era de 1,5 mil.

“Os EUA continuam a trabalhar com seus parceiros na região, assim como outros países, para frear o fluxo da migração irregular”, divulgou, em nota, o governo estadunidense.

O comunicado foi feito para justificar a nova medida implantada por Trump, que vai mandar de volta para o México os brasileiros que entraram nos Estados Unidos pela fronteira entre os dois países.

Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês) dos EUA afirma ter tomada o medida devido ao aumento no número de cidadãos do Brasil que entram nos EUA pela fronteira com o México.

Na ultima sexta-feira (24), um avião fretado pelo governo dos Estados Unidos enviou de volta ao Brasil cerca de 70 imigrantes ilegais. Alguns deles voaram algemados pelos pés e pelas mãos. Foi o segundo voo de deportados autorizado pelo governo brasileiro.

No sábado (25), Bolsonaro afirmou que é “direito” dos Estados Unidos deportarem brasileiros que entraram no país ilegalmente. “Qualquer país, as suas leis têm de ser respeitadas”.

“Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina, é um direito daquele chefe de Estado, usando das leis, devolver aqueles nacionais”, afirmou Bolsonaro.

Fonte: https://www.brasil247.com/mundo/eua-enviam-ao-mexico-migrantes-brasileiros-que-cruzam-fronteira

Número de moradores de rua em São Paulo cresce 60% em quatro anos


Censo da População em Situação de Rua, realizado pela Prefeitura de São Paulo, ainda inédito, aponta um crescimento vertiginoso, de 60%, do número de moradores de rua na maior cidade do país

30 de janeiro de 2020, 05:55 h

    (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - A população de rua da cidade de São Paulo chegou a 24.344 pessoas em 2019, aumentando 60% em quatro anos, período em que o Brasil passou a ser governado pelo governo giolpista de Michel Temer e, há um ano, por Jair Bolsonaro, que pratica uma política econômica excludente. 

Em 2015, os moradores em situação de rua em São Paulo eram 15,9 mil.

Os dados do Censo da População em Situação de Rua, realizado pela Prefeitura de SP, serão revelados oficialmente na próxima sexta-feira (31).

O censo demonstra a relação entre o salto no número de moradores de rua e a alta na taxa de desemprego —que era de 13,2% na cidade em 2015 e agora chega a 16,6%, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/numero-de-moradores-de-rua-em-sao-paulo-cresce-60-em-quatro-anos

Líder de Bolsonaro no Senado é ‘real dono’ de concessionária que recebeu propina, diz PF


Uma concessionária da Jeep apontada por delatores como destinatária de propinas ao senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), líder do governo Jair Bolsonaro. A família do parlamentar também teria recebido propina através da empresa Bari Automóveis, que está em nome do primo dele, Lauro José Viana Coelho

30 de janeiro de 2020, 09:29 h

Fernando Bezerra Coelho  Fernando Bezerra Coelho  (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil - A)

 

247 - A Polícia Federal afirma que o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), líder do governo Jair Bolsonaro, é o dono de uma concessionária da Jeep apontada por delatores como destinatária de propinas ao parlamentar. Segundo as investigações, o congressista teria atuado pela concessão de benefícios fiscais à marca até 2025 no Nordeste.

Bezerra Coelho foi alvo de buscas e apreensões no dia 19 de setembro, durante a Operação Desintegração, que mira supostas propinas de R$ 5,5 milhões de empreiteiras à época em que ele foi ministro da Integração (2011-2013). Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

A família do senador também teria recebido propina através da empresa Bari Automóveis, que está em nome do primo dele, Lauro José Viana Coelho. Segundo o delator João Carlos Lyra Pessoa Mello Filho, os pagamentos para Bezerra eram destinados à concessionária. No total, a revendedora de veículos teria recebido R$ 322 mil.

A PF relata que "num HD operado por Maria Adyleane, secretária do Senador Fernando Bezerra, foram encontrados arquivos referentes ao controle de vendas da Bari Automóveis (JEEP PETROLINA)". "No mesmo relatório de análise, há uma série de arquivos que demonstram que Maria Adyleane controlava a agenda do Senador Fernando Bezerra, nas quais é possível confirmar diversas reuniões efetuadas pelo parlamentar, ora investigado, na sede da empresa Bari Automóveis (JEEP PETROLINA)".
Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/lider-de-bolsonaro-no-senado-e-real-dono-de-concessionaria-que-recebeu-propina-diz-pf

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Amigo dos filhos de Bolsonaro é nomeado para novo cargo na Casa Civil horas após exoneração


Exonerado por usar uma aeronave da FAB, Vicente Santini, então secretário-adjunto da Casa Civil, foi nomeado para outro cargo na mesma pasta. Ele é amigo de infância de Eduardo e Flávio Bolsonaro

29 de janeiro de 2020, 22:23 h Atualizado em 29 de janeiro de 2020, 22:29

Vicente Santini Vicente Santini (Foto: PR)

247 - Exonerado do cargo de secretário-adjunto da Casa Civil por usar avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em uma viagem à Índia, Vicente Santini foi nomeado para outro cargo na mesma pasta. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União horas depois da exoneração.

O salário previsto para Santini no novo cargo é de R$ 16.944,90 - R$ 382,75 a menos do que seu último rendimento, que era de R$ 17.327,65 brutos mensais, segundo reportagem da Globo.

Filho de general do Exército, Vicente Santini é amigo de infância de Eduardo e Flávio Bolsonaro, filhos do presidente. Os dois filhos queriam que o pai desse outro cargo ao ex-número 2 da Casa Civil.

Jair Bolsonaro chamou de "imoral" o que fez Santini ao usar a aeronave oficial. "O que ele [Santini] fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica", afirmou na ocasião.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/amigo-dos-filho-de-bolsonaro-exonerado-da-casa-civil-por-usar-aviao-da-fab-e-nomeado-para-novo-cargo-na-pasta

Treze ministros de Bolsonaro participaram da farra do jatinho da FAB para viagens internacionais


Não foi uma exceção o uso de um avião da FAB no exterior pelo ex-secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, que levou à sua demissão. Nada menos que 13 ministros do governo Bolsonaro já usaram os jatinhos no exterior. O campeão é Ernesto Araújo, com 22 viagens

29 de janeiro de 2020, 09:42 h

Avião da FAB e Ernesto Araújo Avião da FAB e Ernesto Araújo (Foto: PR | ABr)

 

247 -  A viagem que motivou a demissão do secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) não foi uma exceção no governo Bolsonaro. Há uma verdadeira orgia de voos internacionais em jatos da FAB pelos ministros bolsonaristas. Desde o início do governo, 13 ministros utilizaram os jatos para deslocamentos ao exterior. O campeão de uso é o chanceler Ernesto Araújo, que viajou 22 vezes, seguido de Ricardo Salles (Meio Ambiente), Osmar Terra (Cidadania), Tereza Cristina (Agricultura) e Fernando Azevedo (Defesa) – três viagens cada um. O levantamento é dos jornalistas Tânia Monteiro e Mateus Vargas, de O Estado de S.Paulo.

Veja a lista completa com o número de voos em aviões da FAB por ministro:

Ernesto Araújo (Relações Exteriores) - 22 viagens

Ricardo Salles (Meio Ambiente) - 3 viagens

Osmar Terra (Cidadania) - 3 viagens

Tereza Cristina (Agricultura) - 3 viagens

Fernando Azevedo (Defesa) - 3 viagens

Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos) - 2 viagens

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) - 1 viagem

Henrique Mandetta (Saúde) - 1 viagem

Paulo Guedes (Economia) - 1 viagem

Sérgio Moro (Justiça) - 1 viagem

Marcelo Álvaro (Turismo) - 1 viagem

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) - 1 viagem

Jorge Oliveira (Secretária-Geral da Presidência) - 1 viagem

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/treze-ministros-de-bolsonaro-participaram-da-farra-do-jatinho-da-fab-para-viagens-internacionais

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Defensoria: Weintraub violou a Constituição ao refazer análise do Enem de filha de bolsonarista


Para a Defensoria Pública da Uinão, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, cometeu “seríssima ofensa ao princípio da impessoalidade”, previsto na Constituição, ao atender pedido de apoiador pelas redes sociais e refazer a análise da prova do Enem

27 de janeiro de 2020, 19:49 h Atualizado em 27 de janeiro de 2020, 19:53 (Foto: reprodução)

 

247 - João Paulo Dorini, da Defensoria Pública da União (DPU), encaminhou comunicado ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmando que ele cometeu “seríssima ofensa ao princípio da impessoalidade” ao revisar a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de uma estudante, após pedido do pai dela feito pelo Twitter.

O defensor lembrou que a impessoalidade é um pilar da administração pública, previsto na Constituição Federal.

“Se aqueles que fazem pedidos informais nas redes sociais para revisão da nota são atendidos, por que não o são aqueles que o fizeram pelo canal criado pela própria Administração? E por que não se informa adequadamente cada um dos solicitantes da revisão, caso de fato ela já tenha sido realizada, já que o próprio Ministro da Educação pôde fazê-lo pelas redes sociais para alguém que aparentemente ele sequer conhece pessoalmente?”, questiona Dorini na manifestação, segundo reportagem do jornal O Globo.

No sábado (25), Weintraub determinou que o presidente do Inep verificasse se estava correta a nota da prova do Enem de uma candidata após receber pedido do pai dela pelo Twitter. Carlos Santanna, um apoiador de Bolsonaro nas redes, postou a reclamação e marcou o perfil de Weintraub.

O ministro respondeu com um print de uma conversa de seu celular de uma conversa com um interlocutor identificado como Alê, que supostamente seria Alexandre Lopes, presidente do Inep.

“Alê, tem como verificar”, escreveu o ministro. A resposta foi: “Ministro, a participante teve a prova corrigida corretamente. Tudo confere. Fez a prova em Ribeirão Preto/SP. Conferido com a aplicadora. Não houve erro de associação no caso dela.”Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/defensoria-weintraub-violou-a-constituicao-ao-refazer-analise-do-enem-de-filha-de-apoiador

PT desmente fake news de Guedes sobre "recorde" de empregos formais


Em seus primeiros anos de governo, ex-presidentes Lula e Dilma geraram 800 mil e 1,9 milhão de empregos com carteira assinada, respectivamente. Por outro lado, parte das 644 mil vagas criadas pelo governo de Jair Bolsonaro em 2019 é para o trabalho intermitente, em que o trabalhador trabalha pouquíssimas horas e conta como emprego formal

27 de janeiro de 2020, 16:17 h

247 - O site da bancada do PT no Senado desmentiu nesta segunda-feira, 27, informação do Ministério da Economia, de que o Brasil criou 644.079 empregos formais em 2019, que seria um recorde comparado aos últimos seis anos (leia mais no Brasil 247).

Em seu primeiro ano de governo (2003), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou mais de 800 mil postos de trabalho formal. No primeiro ano do segundo mandato (2007), a geração de empregos formais chegou a 1,9 milhão — um crescimento que superou o já excelente resultado de 2006, quando o País registrou o surgimento de 1,5 milhão de vagas com carteira assinada.

O desempenho de Bolsonaro também fica muito longe do alcançado no primeiro ano de governo da presidenta Dilma Rousseff (2011), quando o Brasil, a caminho do pleno emprego, criou mais 1,9 milhão de vagas com carteira assinada.

O resultado do primeiro ano de Dilma é mais impressionante quando se leva em conta que o País teve um fortíssimo crescimento em 2010, último ano de Lula na Presidência, quando a geração de empregos foi de 2,5 milhões de postos formais.

Segundo o economista Bruno Moretti, assessor da Bancada do PT no Senado, das 644 mil vagas geradas sob a batuta de Bolsonaro e seu ministro Paulo Guedes, 85 mil são para o chamado trabalho intermitente.

“Vale lembrar que o trabalhador, nessa modalidade, pode nem ser chamado para trabalhar ou pode trabalhar pouquíssimas horas. Mas, desde a reforma trabalhista, conta como emprego formal”, explica Bruno Moretti.

Em novembro de 2019, o Brasil registrou quase 12 milhões de desocupados e mais de 26 milhões de subutilizados — gente que desempenha uma carga horário inferior à sua disponibilidade e necessidade. Em 2020, a taxa de desemprego deve fechar o ano em 11,4%.

Fonte:https://www.brasil247.com/economia/pt-desmente-fake-news-de-guedes-sobre-recorde-de-empregos-formais

domingo, 26 de janeiro de 2020

Comunidade japonesa no Brasil se revolta com declaração racista de Bolsonaro contra a jornalista Thays Oyama


Ao comentar o livro Tormenta, Jair Bolsonaro se referiu à autora como "aquela japonesa" e também afirmou que ela morreria de fome se tentasse ser jornalista no Japão; Oyama é neta de japoneses e nasceu em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo

26 de janeiro de 2020, 07:14 h

Bolsonaro Oyama Bolsonaro Oyama (Foto: Bolsonaro Oyama)

247 – A recente agressão racista e xenófoba de Jair Bolsonaro contra uma jornalista brasileira descendente de japoneses repercutiu muito mal na comunidade de nisseis residentes no País. "Nikkeis se manifestam contra fala do presidente", diz o título de uma página da edição mais recente do jornal Nippak, que chegou às bancas do bairro da Liberdade, em São Paulo, na quinta-feira (23). Sob a manchete, dois artigos de membros da comunidade com críticas a Jair Bolsonaro (sem partido)., segundo aponta reportagem da Folha de S. Paulo, publicada neste domingo.

O alvo da agressão de Jair Bolsonaro foi a jornalista Thays Oyama, autora do livro Tormenta, que revela bastidores do governo atual e também a paranoia de Bolsonaro, que se referiu a ela como "aquela japonesa" e também afirmou que ela morreria de fome se tentasse ser jornalista no Japão; Oyama é neta de japoneses e nasceu em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.

Para estudiosos do tema, integrantes da comunidade e advogados consultados pela Folha de S. Paulo, "as expressões de Bolsonaro sobre a autora embutem racismo e xenofobia e se somam a outras vezes em que o presidente recorreu a estereótipos e fez comentários sobre características físicas da etnia". Segundo eles, a situação poderia ser classificada como injúria racial. A jornalista, no entanto, disse que não irá processar Bolsonaro.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/comunidade-japonesa-no-brasil-se-revolta-com-declaracao-racista-de-bolsonaro-contra-a-jornalista-thays-oyama

Eike Batista decide delatar banqueiros e Aécio Neves


O empresário Eike Batista, que já foi o homem mais rico do Brasil, decidiu delatar os banqueiros que o ajudaram a enganar investidores e também o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que quando foi governador de Minas Gerais e senador teria recebido vantagens em troca de favores ao grupo EBX

26 de janeiro de 2020, 07:50 h Atualizado em 26 de janeiro de 2020, 08:30

Eike Batista e Aécio Neves Eike Batista e Aécio Neves (Foto: Reuters | Lula Marques)247 – O deputado Aécio Neves (PSDB-MG), protagonista do golpe de 2016 e personagem envolvido em vários escândalos, mas até agora impune, será envolvido em mais uma delação: a do empresário Eike Batista, segundo informa o jornalista Lauro Jardim, em  sua coluna. Quando foi governador de Minas Gerais e senador, Aécio teria recebido vantagens em troca de favores ao grupo EBX.

A delação atinge também banqueiros. "Eike detalha como, segundo ele, à época da ruína do império X, instituições financeiras lhe ajudaram a jogar no colo de seus sócios prejuízos que caberiam a ele. No enredo brilham dois bancos de investimentos, um brasileiro e outro estrangeiro", diz o jornalista em sua coluna.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/eike-batista-decide-delatar-banqueiros-e-aecio-neves

sábado, 25 de janeiro de 2020

Bolsonaro enfrenta protestos nas redes e nas ruas da Índia


Posição do governo em relação à Amazônia e às mudanças climáticas motiva manifestações desde novembro, quando presidente confirmou visita ao país

25 de janeiro de 2020, 06:45 h

(Foto: Rede Brasil Atual)


Da Rede Brasil Atual – A visita de quatro dias do presidente Jair Bolsonaro à India, que começou hoje (24) em Nova Delhi, enfrenta forte resistência. Os manifestantes utilizam espaços públicos e as redes sociais para repudiar o mandatário, convidado para a principal festividade cívica do país, o Dia da República, comemorado em 26 de janeiro.

E não é de agora. Desde novembro, quando aceitou o convite, Bolsonaro tem sido alvo de ativistas do meio ambiente e dos direitos humanos. Usando as hashtags #BoycottBolsonaro e #AmazonForestDestroyer, eles alertam sobre os prejuízos socioambientais globais trazidos pelas políticas adotadas no Brasil, bem como pelo incentivo do governo brasileiro ao desmatamento e à invasão e mineração em terras indígenas, além do discurso nazi-fascista, homofóbico, racista, machista e misógino. 

Para a organização ambientalista The Clean Project, sediada em Nova Delhi, Bolsonaro quer destruir a Amazônia, colocando em risco a vida de bilhões de espécies. “#BoycottBolsonaro porque ele quer destruir a fonte de 20% de oxigênio, água doce e bilhões de espécies – por suas aspirações corporais irracionais”.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-enfrenta-protestos-nas-redes-e-nas-ruas-da-india

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Regina Duarte deve R$ 319,6 mil por irregularidades com a Lei Rouanet


A área técnica do Ministério da Cultura reprovou a prestação de contas de um dos projetos, Coração Bazar, peça para a qual a atriz Regina Duarte captou R$ 321 mil com base na legislação. Ela tem uma empresa dele chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas. Pela decisão a artista terá de restituir R$ 319, 6 mil ao Fundo Nacional da Cultura

24 de janeiro de 2020, 11:19 h

(Foto: Divulgação)

247 - A atriz Regina Duarte pode ter complicações por causa de irregularidades na Lei Rouanet. Em março de 2018, a área técnica do Ministério da Cultura reprovou a prestação de contas de um dos projetos, Coração Bazar, peça para a qual artista captou R$ 321 mil com base na legislação. Ela tem uma empresa dele chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas. Pela decisão, cujos fundamentos são mantidos em sigilo, a atriz terá de restituir R$ 319, 6 mil ao Fundo Nacional da Cultura. Segundo informações de Veja, a conta não foi cobrada ainda porque houve apresentação de um recurso.

Dos outros dois projetos da empresa de Regina custeados por meio da Lei Rouanet, um teve contas aprovadas e o outro não foi analisado.

A atriz disse que fará “o que a Justiça determinar”.

Seu filho André Duarte, sócio-administrador de A Vida É Sonho, informou que a prestação de contas foi reprovada porque houve um descuido: a falta de comprovantes de que o monólogo, em cartaz de 2004 a 2005, foi exibido sem a cobrança de ingressos, contrapartida do contrato.

Fonte: https://www.brasil247.com/cultura/regina-duarte-deve-r-319-6-mil-por-irregularidades-com-a-lei-rouanet

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

ABJD pede que PGR enquadre procurador que denunciou Glenn na Lei de Abuso de Autoridade


A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou na PGR uma representação contra o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, que denunciou o jornalista Glenn Greenwald. Segundo a entidade, o procurador cometeu abuso de autoridade "ao acionar o Poder Judiciário de forma infundada e para dar vazão à sua posição político-ideológica"

22 de janeiro de 2020, 18:21 h Atualizado em 22 de janeiro de 2020, 18:24

 

247 - A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta quarta-feira (22), na Procuradoria Geral da República (PGR) uma representação contra o procurador no Distrito Federal, Wellington Divino Marques de Oliveira, que denunciou o jornalista do site Intercept Brasil Glenn Greenwald. De acordo com a ABJD, houve prática de abuso de autoridade na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). A entidade também pede que seja instaurado procedimento de investigação para apuração de conduta ilícita.

Para a Associação, a acusação apresentada pelo procurador descreve fato que não pode ser considerado crime. "Tenta criminalizar a livre manifestação do pensamento e a divulgação de informações, atingindo em cheio o direito fundamental à liberdade de expressão, liberdade de informação e liberdade de imprensa (art. 5º, incisos IV e IX, e art. 220 da CF)", conforme representação.

O site Intercept Brasil vem divulgando várias irregularidades da Operação Lava Jato. De acordo com as reportagens publicadas desde junho do ano passado, o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, interferia no trabalho de procuradores, servindo como uam espécie de "assistente de acusação". O então magistrado e os promotores feriam a equidistância entre quem julga e quem acusa.

Ao criticar a denúncia contra Greenwald, os Juristas pela Democracia afirmam que o uso do aparelho de Estado em desacordo com o que é determinado nas normas e em desrespeito aos direitos dos cidadãos foi o que levou à aprovação da Lei 13.869, em 2019, conhecida como Lei de Abuso de Autoridade.

"Ao acionar o Poder Judiciário de forma infundada e para dar vazão à sua posição político-ideológica, o procurador incide no que prevê o art. 30, da Lei 13.869/2019, com evidente abuso de autoridade", aponta documento.

O procurador Wellington Divino de Oliveira é um aliado de Sérgio Moro. Ele foi sargento do Exército por 13 anos e chefe da PGR em Goiás. Ele iniciou a perseguição a Lula antes da Lava Jato. Em 2007, Oliveira apresentou sua primeira denúncia contra Lula, quando ele ainda ocupava a Presidência, por suposto "desvio" de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

Em 2016, o procurador abriu uma investigação por Lula ter supostamente ter se apropriado de um crucifixo que lhe teria sido presenteado quando era presidente.

Em dezembro de 2019, ele denunciou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado Moro. Em julho, Santa Cruz dissera, em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, que o ex-juiz "banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas".

A defesa de Felipe Santa Cruz, entregou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/abjd-pede-que-pgr-enquadre-procurador-que-denunciou-glenn-na-lei-de-abuso-de-autoridade

Irmão de Bolsonaro já intermediou mais de R$ 100 milhões em verbas federais


Irmão de Bolsonaro atua como lobista de prefeituras do Estado de São Paulo e já obteve a liberação de R$ 110 milhões em verbas federais. Ele diz que não recebe nada para obter a liberação das verbas. As prefeituras dizem que nada pagam a ele. Ele não explica quem arca com os custos de suas viagens a Brasília e seu serviço de lobista

22 de janeiro de 2020, 14:03 h Atualizado em 22 de janeiro de 2020, 20:52

Renato Bolsonaro e Jair Bolsonaro Renato Bolsonaro e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Marcos Corrêa/PR)


247 - Renato Bolsonaro, irmão de Bolsonaro, é um atuante nos bastidores do Planalto. Ele já viabilizou liberação de ao menos R$ 110 milhões para prefeituras de São Paulo, participa de solenidades de anúncio de obras, assina como testemunha contratos de liberação de verbas, mas não possui cargo público algum.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo apurou a participação do irmão do presidente na liberação de dinheiro para ao menos quatro municípios do litoral e do Vale do Ribeira, região de origem da família Bolsonaro.

A reportagem acrescenta que Renato nega ser pago nesse trabalho e não responde se alguém custeia seus gastos, que incluem viagens pelo estado de São Paulo.

O diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto, declarou a reportagem que existe "um problema político" na ação de Renato: "Ele está postulando verba no lugar de um agente público. A princípio, este é um trabalho que deveria ser feito por um parlamentar".

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/irmao-de-bolsonaro-ja-intermediou-mais-de-r-100-milhoes-em-verbas-federais

Ao perseguidor de Glenn, a lei de abuso de autoridade!


"O coordenador do grupo de advogados Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, confirmando minha intuição jurídica, diz que eles estão mesmo estudando medidas contra o procurador com base na lei, votado pelo Congresso como reação aos abusos da Lava Jato e de outros setores do Judiciário", diz a jornalista Tereza Cruvinel, sobre os abusos judiciais que começam a pesar sobre Glenn Greenwald

21 de janeiro de 2020, 23:49 h Atualizado em 22 de janeiro de 2020, 00:00


(Foto: Divulgação)

Recentemente sancionada, a lei sobre abuso de autoridade pode ser aplicada ao procurador Wellington Divino de Oliveira, que apresentou denúncia  criminal contra o jornalista Glenn Greenwald, sem que ele tenha sido sequer investigado,  e insurgindo-se contra a liminar do ministro do STF Gilmar Mendes,  que proibira qualquer responsabilização do jornalista pelo raqueamento dos telefones de Sergio Moro e procuradores da Lava Jato (ADPF 601).  O coordenador do grupo de advogados Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, confirmando minha intuição jurídica, diz que eles estão mesmo estudando medidas contra o procurador com base na lei, votado pelo Congresso como reação aos abusos da Lava Jato e de outros setores do Judiciário.

No texto já sancionado da lei, encontro o artigo que me parece adequado ao caso. Diz ele, na tipificação dos crimes de abuso de autoridade: “Art. 30.  Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente.  Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.”  Mas eximo Marco Aurélio desta interpretação, que é minha, e pode estar equivocada. Mas é certo que os advogados estudam medidas contra o procurador perseguidor, que também já tentou processar o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Ontem o coletivo Prerrogativas divulgou nota em que afirmam: “Os esforços para caracterizar Glenn Greenwald como auxiliar ou mentor dos (supostos) hackers esbarram em qualquer critério de boa-fé. Não há leitura possível dos diálogos que comporte esse tipo de interpretação. É ainda muito preocupante que o Ministério Público Federal se insurja contra a autoridade da medida cautelar concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 601, do Supremo Tribunal Federal, que protegeu o exercício da liberdade de imprensa e, pelo menos até o dia de hoje, garantiu que Glenn Greenwald não fosse criminalizado em razão do exercício de atividades jornalísticas.  Esta acusação é uma escalada perigosa na ascensão do autoritarismo, além de consagrar o uso político do processo penal e a fragilidade da nossa democracia”.

          Integram o Prerrogativas, além de Carvalho, advogados renomados como Celso Antonio Bandeira de Melo, Mariz de Oliveira, Weida Zancaner, Fabiano Silva Santos, entre outros. E Sigmaringa Seixas, in memorian, pois foi um dos inspiradores de sua criação.

          No site do grupo há um artigo da jurista Carol Proner, publicado em julho do ano passado, no início da Vaza Jato, apontando “as quatro capas de proteção constitucional do The Intercept”: imprensa, expressão,  informação e verdade histórica”. Diz ela:

“Não se trata apenas de liberdade de imprensa a dar cobertura constitucional ao trabalho do The Intercept, mas também de liberdade de expressão, do direito à verdade e do direito (de acesso) à informação, quatro capas jurídicas imbricadas que garantem absoluta legalidade e o dever de proteção estatal ao trabalho dos jornalistas liderados por Glenn Greenwald.

As revelações são mais que jornalismo, pois permitem a realização do direito à verdade histórica. Permitem a revelação do que vinha sendo denunciado por juristas em todo o país: a disfuncionalidade de setores do sistema de justiça e o conhecimento de eventuais crimes cometidos por funcionários públicos num trabalho de inestimável valor à sociedade brasileira.”

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/ao-perseguidor-de-glenn-a-lei-de-abuso-autoridade

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Para Gilmar, denúncia contra Glenn é uma afronta ao STF


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, entende que a denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald afronta sua decisão anterior que garantia a impossibilidade técnica de responsabilização do fundador do The Intercept

21 de janeiro de 2020, 20:49 h


Gilmar Mendes e Glenn Greenwald Gilmar Mendes e Glenn Greenwald (Foto: STF | Senado)

 

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, entende que a denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald afronta sua decisão anterior que garantia a impossibilidade técnica de responsabilização do fundador do The Intercept.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo reitera qye "a denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista Glenn Greenwald desrespeita a decisão que deu em agosto do ano passado."

A matéria esplica a decisão de Gilmar: "o despacho de Gilmar determinava justamente que as autoridades públicas e seus órgãos de apuração se abstivessem de “praticar atos que visem à responsabilização do jornalista Glenn Greenwald pela recepção, obtenção ou transmissão de informações publicadas em veículos de mídia, ante a proteção do sigilo constitucional da fonte jornalística”.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/para-gilmar-denuncia-contra-glenn-e-uma-afronta-ao-stf

As reservas de ouro da Rússia continuam estabelecendo recordes

A Rússia e o ouro

As reservas de ouro da Rússia continuam estabelecendo recordes em meio à unidade de desdolarização

    Sputnik

    21 de janeiro de 2020

    Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores interino, Sergei Lavrov, confirmou que a política econômica da Rússia inclui a "desdolarização gradual da economia" em meio ao que ele disse ser um "uso cada vez mais agressivo de sanções financeiras pelo governo dos EUA" e o "abuso total" de Washington ao status do dólar como moeda de reserva mundial.

    A Rússia conseguiu manter seu quinto lugar recentemente conquistado entre os países com as maiores reservas de ouro, aumentando sua liderança sobre a China e conquistando o terceiro e quarto lugares Itália e França, mostram novas estatísticas do Banco Central da Rússia.

    Segundo dados bancários, as reservas de ouro cresceram 159 toneladas em 2019, totalizando 2.270,56 toneladas (73 milhões de onças).

    A China, que caiu dos cinco primeiros em 2018, comprou cerca de 100 toneladas em 2019, fechando em 1.948 toneladas (62,64 milhões de onças) durante o mesmo período.

    O tamanho total das reservas de ouro da Rússia está se aproximando da Itália (2.452 toneladas) e da França (2.436 toneladas), mas permanece muito abaixo dos detentores de primeiro e segundo lugar nos Estados Unidos (que declararam reservas de 8.133,5 toneladas) e na Alemanha (3.370 toneladas) .

    O crescimento contínuo das reservas de ouro da Rússia o aproxima cada vez mais do recorde soviético do século 20, de 2.800 toneladas, construído na véspera da Segunda Guerra Mundial.

    De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, os bancos centrais compraram cerca de 547,5 toneladas de ouro nos três primeiros trimestres de 2019, com o total de compras subindo 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Rússia foi responsável por 20% dessas compras. Em 2018, a compra do metal precioso pelo banco central quebrou um recorde de 50 anos, atingindo um total de 651,5 toneladas.

    Desfrutando de vastas riquezas de reservas de ouro inexploradas, a Rússia é capaz de produzir virtualmente o ouro que acaba em seus cofres no mercado interno, com o Banco Central comprando perto da metade do ouro total produzido.

    Nos últimos anos, a Rússia usou ouro, yuan, euros e outras moedas para reduzir a participação do dólar em sua reserva de reservas internacionais de US $ 500 bilhões, retirando dólares e títulos do Tesouro em meio à deterioração das relações com Washington e a assinatura de acordos com importantes parceiros comerciais, como China e Índia usando moedas locais.

    Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

    Ação ditatorial contra Glenn Greenwald repercute no New York Times


    A denúncia arbitrária do MPF contra o jornalista Glenn Greenwald, que sofreu acusação do órgão sem ao menos ser investigado, foi destaque no The New York Times, jornal estadunidense com maior circulação no país. Reportagem destaca que os documentos publicados na Vaza Jato “levantaram questões sobre a integridade, o profissionalismo e os motivos dos principais membros do sistema de justiça do Brasil”

    21 de janeiro de 2020, 15:14 h


    247 - A denúncia arbitrária do MPF contra o jornalista Glenn Greenwald, que sofreu acusação do órgão sem ao menos ser investigado, foi destaque no The New York Times, jornal estadunidense com maior circulação no país. Reportagem destaca que os documentos publicados na Vaza Jato “levantaram questões sobre a integridade, o profissionalismo e os motivos dos principais membros do sistema de justiça do Brasil”

    "Entre as revelações dos artigos, por exemplo, estavam os chats em que Sérgio Moro, ex-juiz federal que processou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2017, prestou orientação estratégica ao Ministério Público, violando normas legais e éticas. Moro é agora ministro da Justiça do Brasil", acrescenta a reportagem.

    Entenda:

    Em denúncia assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (21) sete pessoas por suposta invasão de celulares de autoridades brasileiras. Um dos denunciados é o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, que vem publicando várias irregularidades da Operação Lava Jato. São apontadas na denúncia do MPF prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro, bem como as interceptações telefônicas engendradas pelos investigados.

    O curioso é que Greenwald não foi investigado nem indiciado pela Polícia Federal. Para o MPF, ficou comprovado que ele auxiliou o grupo que acessou o conteúdo das mensangens trocadas por membros da Lava Jato, que feriram a equidistância entre quem julga e quem acusa, pois o ministro Sérgio Moro (Justiça) serviu como uma espécie de "assistente de acusação" dos procuradores.

    Fonte: https://www.brasil247.com/midia/acao-ditatorial-contra-glenn-greenwald-repercute-no-new-york-times

    Glenn diz que denúncia do MPF é "retaliação pelas revelações sobre Moro e Bolsonaro"


    Após ser denunciado pelo MPF por suposta "invasão a celulares de autoridades", o jornalista do The Intercept Brasil Glenn Greenwald, responsável pela série da Vaza Jato, afirmou que esta é mais uma tentativa de acabar com a imprensa livre no Brasil

    21 de janeiro de 2020, 15:23 h

    Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e Glenn Greenwald Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e Glenn Greenwald (Foto: ABr | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

    247 - O jornalista do site The Intercept Brasil Glenn Greenwald, um dos responsáveis pela série de reportagens conhecida como Vaza Jato, comentou nesta terça-feira (21), na coluna de Mônica Bergamo, da Folha, a denúncia feita contra ele pelo Ministério Público Federal (MPF).

    Glen Greenwald afirmou que está é mais uma tentativa de acabar com a imprensa livre no país e que é uma retaliação pelo que já divulgou o Intercept. "É uma tentativa óbvia de atacar a imprensa livre em retaliação pelas revelações que relatamos sobre o ministro Moro e o governo Bolsonaro".

    Ele também disse que não fica intimidado com a denúncia e que continuará fazendo seu trabalho. "Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. Estou trabalhando agora com novos relatórios e continuarei a fazer meu trabalho jornalístico. Muitos brasileiros corajosos sacrificaram sua liberdade e até sua vida pela democracia brasileira, e sinto a obrigação de continuar esse nobre trabalho".

    "Não fiz nada além do meu trabalho como jornalista, eticamente e dentro da lei", completou.

    O MPF alega que Glenn participou de uma "invasão a celulares de autoridades" que deu origem ao material que sustenta as reportagens da Vaza Jato, ou seja, as conversas entre o ex-juiz da Lava Jato, o ministro da Justiça Sérgio Moro, e procuradores da operação.

    Glenn Greenwald enviou uma nota à colunista Mônica Bergamo.

    Fonte: https://www.brasil247.com/midia/glenn-diz-que-denuncia-do-mpf-e-retaliacao-pelas-revelacoes-sobre-moro-e-bolsonaro

    Fundação Internacional de Direitos Humanos concede prêmio a Lula


    Em seu comunicado, a Fundação cita a homenagem em função da dignidade e natureza respeitosa, pacífica e democrática com que o ex-presidente enfrentou a perseguição judicial e política a que foi submetido, e que culminou em sua prisão política pelo período de 1 ano e 8 meses

    21 de janeiro de 2020, 11:43 h

    Lula no circo voador Lula no circo voador (Foto: Ricardo Stuckert)

    Da pagina Lula.com.br - A Fundação Internacional de Direitos Humanos acaba de anunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como homenageado pela instituição na edição 2020 do Prêmio Nicolás Salmerón, na categoria liberdade.

    Em seu comunicado, a Fundação cita a homenagem em função da dignidade e natureza respeitosa, pacífica e democrática com que o ex-presidente enfrentou a perseguição judicial e política a que foi submetido, e que culminou em sua prisão política pelo período de 1 ano e 8 meses.

    “Esta instituição sustenta que a raiz dessa perseguição política responde ao objetivo de concluir o incidente inconstitucional e não democrático realizado anteriormente contra a presidente Dilma Vana Rousseff, em um ato inequívoco chamado de lawfare, cujo objetivo final seria forçar e alterar ilegitimamente as eleições presidenciais de outubro de 2018”, afirmou a entidade ao anunciar o prêmio.

    A Fundação Internacional de Direitos Humanos reconheceu ainda o legado de Lula no combate à fome e à miséria. “Em seu tempo como presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu colocar três refeições diárias sobre a mesa de milhões de casas – tudo em tempo recorde sem precedentes na história do mundo – pelos mais ousados programa de emprego e segurança alimentar, com o resultado da remoção de cerca de 30 milhões de seres humanos da pobreza. Sua prisão arbitrária não apenas tentou contra sua reputação e liberdade pessoal, mas também contra a ordem constitucional e o progresso social do Brasil, não ‘apesar de’ tais realizações, mas ‘por causa de’ alcançá-las”, declarou o júri da entidade

    Fonte: .https://www.brasil247.com/poder/fundacao-internacional-de-direitos-humanos-concede-premio-a-lula

    domingo, 19 de janeiro de 2020

    Jornal Nacional dedica cinco minutos aos erros de português de Weintraub e ao nazismo do governo Bolsonaro


    O telejornal fez uma cobertura bastante ácida dos erros do Enem neste ano, mostrou os erros de português do perfil do ministério, e ainda fez longa matéria do que chamou de "ideias nazistas" do ex-secretario da Cultura, Roberto Alvim

    19 de janeiro de 2020, 06:27 h Atualizado em 19 de janeiro de 2020, 07:07

    Bolsonaro JN Bolsonaro JN (Foto: Divulgação/Globo)

    Da revista Fórum – O Jornal Nacional, da Globo, saiu do silêncio na noite deste sábado (18) e deu mais de 5 minutos a dois temas espinhosos para o governo Bolsonaro.

    Fez uma cobertura bastante ácida dos erros do Enem neste ano, mostrando que o ministro Weintraub havia dito ainda ontem que esta edição havia sido a melhor da história, mas que hoje começaram a aparecer vários erros de avaliação, que prejudicavam a nota de uma grande quantidade de estudantes.

    Além disso, o JN ainda mostrou os erros de português do perfil do ministério que escreveu “paralização”, assim mesmo, com z. E também destacou os erros de português do próprio ministro, que recentemente escreveu “imprecionante”, assim mesmo, com c.

    O jornal ainda fez longa matéria do que chamou de “ideias nazistas” do ex-secretário da Cultura, Roberto Alvim. Também deu crédito ao Jornalistas Livres pela matéria e à advogada Manuela Lourenção que postou a informação em primeira mão no seu perfil do Twitter.

    O Jornal Nacional de hoje mudou de postura. Talvez por ser sábado, seu dia se menor audiência. Mas já é algo para ser anotado.

    Fonte: https://www.brasil247.com/midia/jornal-nacional-dedica-cinco-minutos-aos-erros-de-portugues-de-weintraub-e-ao-nazismo-de-alvim

    quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

    Golpe contra Dilma fez Brasil perder 17 fábricas por dia desde 2015


    A articulação apoiada pela Fiesp e pela CNI para promover um golpe suave no Brasil, com a deposição da ex-presidente Dilma Rousseff, foi um tiro no pé da própria indústria brasileira, que perdeu 17 unidades por dia de 2015 a 2018. De acordo com levantamento da CNC, a indústria de transformação opera 18,4% abaixo do pico alcançado em março de 2011

    16 de janeiro de 2020, 08:35 h Atualizado em 16 de janeiro de 2020, 08:39 (Foto: FIESP | 247 | Reuters)

     247 - O golpe dado contra Dilma Rousseff para impor uma agenda de entreguismo econômico, para favorecer estrangeiros, fez o Brasil perder 17 indústrias por dia nos últimos quatro anos. De acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 25.376 unidades industriais encerraram suas atividades de 2015 a 2018. O País tinha 384.721 unidades industriais de transformação em 2014, mas teve uma queda de 6,6%, com 359.345 indústrias em 2018.

    A indústria de transformação opera 18,4% abaixo do pico alcançado em março de 2011. "A transformação está praticamente parada. Se ela não cai, também não demonstra nenhum tipo de crescimento", afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. Os dados foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

    Segundo cálculo de Fabio Bentes, economista da Divisão Econômica da CNC e responsável pelo estudo, se a produção industrial cresce, cada aumento de um ponto porcentual gera abertura de, aproximadamente, 5,9 mil unidades produtivas no ano seguinte. Se cai, a quantidade de fábricas em atividade diminui na mesma proporção. "O fechamento de unidades produtivas vai se intensificando e atinge um ápice também mais ou menos depois de um ano", explicou Bentes.

    Com baixa de 12,7%, o Rio de Janeiro teve a maior queda nas unidades industriais de transformação de 2014 a 2018. Perdeu 2.535 unidades em quatro anos. Em números absolutos, o estado de São Paulo teve a maior perda de unidades produtoras. Foram menos 7.312 unidades, uma redução de 7%.

    Fonte: https://www.brasil247.com/economia/golpe-contra-dilma-fez-brasil-perder-17-fabricas-por-dia-desde-2015-bj17b80t

    General encara Bolsonaro e diz que não tem cabimento colocar militares no INSS


    O ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, um dos nomes mais respeitados do Exército, criticou a decisão de Bolsonaro em recrutar militares da reserva para repor mão de obra no INSS. "Colocar militares para qualquer coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa", disse

    16 de janeiro de 2020, 14:21 h Atualizado em 16 de janeiro de 2020, 14:47

    General Carlos Alberto dos Santos Cruz e Jair Bolsonaro General Carlos Alberto dos Santos Cruz e Jair Bolsonaro (Foto: ABr | Senado)

    247 - O ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, um dos nomes mais respeitados do Exército, criticou a decisão do governo de recrutar militares da reserva para repor mão de obra no INSS. "Militares no INSS? Não tem cabimento.  Os funcionários do INSS sabem dar as ideias para a solução. Tem que valorizar a instituição e as soluções irão aparecer. Colocar militares para qualquer  coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa. É obrigação valorizar as instituições", disse.

    Recentemente, ele também declarou que  o "governo Bolsonaro se afastou do combate à corrupção".

    General Santos Cruz

    @GenSantosCruz

    Militares no INSS? Não tem cabimento. Os funcionários do INSS sabem dar as ideias para a solução. Tem que valorizar a instituição e as soluções irão aparecer. Colocar militares para qq coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa. É obrigação valorizar as instituições.

    2.054

    12:15 - 16 de jan de 2020

    A ação deflagrou uma onda de críticas entre servidores dentro e fora do órgão. Categorias cogitam ir à Justiça contra a medida e defendem que o Executivo contrate de forma temporária servidores do INSS já aposentados, além de fazer novos concursos para reforçar o corpo técnico de forma permanente, como reproduziu o Portal UOL.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/general-encara-bolsonaro-e-diz-que-nao-tem-cabimento-colocar-militares-no-inss

    Heleno sobre Bolsonaro: 'o cara não sabe nada, pô, é um despreparado'


    A frase foi dita num jantar com empresários, na reta final da campanha presidencial, quando o general não sabia estar sendo gravado; a revelação está no livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama

    16 de janeiro de 2020, 06:18 h

      (Foto: Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

     

    247 – Além de ter impedido Jair Bolsonaro de demitir Sergio Moro, o general Augusto Heleno aparece em outro trecho do livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama.  Ainda na campanha presidencial, sem saber que estava sendo gravado, ele desabafou sobre Bolsonaro: 'o cara não sabe nada, pô, é um despreparado'. Abaixo, o material de divulgação sobre o livro que está sendo lançado pela Companhia das Letras e vídeo sobre o trabalho de Oyama:

    Um retrato implacável do primeiro ano de Bolsonaro no poder.     De uma das eleições presidenciais mais polarizadas da história republicana, sai vitorioso Jair Messias Bolsonaro, ex-capitão do Exército que chegou a defender publicamente a tortura, autor de não mais que dois projetos de lei aprovados ao longo de 27 anos de mandato como deputado e merecedor de apenas três dos 512 votos de seus pares na última vez que tentou se eleger presidente da Casa, em 2017.  A partir de um rigoroso trabalho de reportagem, Tormenta revela como opera o governo do 38o presidente da República, que forças se digladiam entre as paredes do Palácio do Planalto e de que forma as crenças e os temores — reais e imaginários — de Bolsonaro e de seus filhos influenciam os rumos do país. O livro traz detalhes surpreendentes sobre a crise interna de seu mandato, revelando segredos dos generais que o cercam no Palácio, intrigas que corroem o primeiro escalão do poder e bastidores que não chegaram aos jornais.  Mais do que mostrar as peculiaridades e a dinâmica do governo de Jair Bolsonaro — e de nos situar no calendário dos atribulados primeiros 365 dias de sua gestão —, a narrativa de Thaís Oyama ajuda o leitor a compreender o ano que passou e a vislumbrar o que nos aguarda.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/heleno-sobre-bolsonaro-o-cara-nao-sabe-nada-po-e-um-despreparado

    quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

    Propina na Secom: secretário de Bolsonaro ganha dinheiro dos grupos de mídia que recebem publicidade


    Mais um escândalo no governo Bolsonaro: o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, responsável pela distribuição de verbas publicitárias do governo federal, ganha dinheiro de emissoras de televisão, como a Band e a Record, que são beneficiadas por suas decisões

    15 de janeiro de 2020, 14:38 h Atualizado em 15 de janeiro de 2020, 15:22

    Secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten. Secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)247 - O chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Fabio Wajngarten, é sócio de uma empresa e, por meio dela, recebe dinheiro de emissoras e de agências de publicidade contratadas pelo governo de Jair Bolsonaro, denuncia reportagem da Folha.

    A Secom é responsável por administrar a distribuição de verba para propagandas do governo. Em 2019, a Secretaria gastou gastou R$ 197 milhões em campanhas.

    Fabio é sócio da FW Comunicação e Marketing, ele tem 95% das cotas da empresa. A FW oferece serviço de controle de concorrência e checking e também faz estudos de mídia

    De acordo com a Folha, a empresa de Fabio Wajngarten "tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record".

    Fonte: https://www.brasil247.com/midia/chefe-da-secom-recebe-dinheiro-de-emissoras-e-agencias-contratadas-pelo-proprio-governo-bolsonaro

    terça-feira, 14 de janeiro de 2020

    Subserviência aos EUA nos levará a guerras injustas e de agressão

    Vivo a política desde sempre. Escrevo para compartilhar o que vejo

    José Dirceu

    Na prática, temos a desconstrução da política externa de Lula e do Itamaraty e a redução do Brasil a um país satélite e dependente

    Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

    Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

    José Dirceujose.dirceu@metropoles.com

    Quem diria, o imperialismo norte-americano – aquele sobre o qual queriam nos convencer que era coisa do passado – existe e nunca esteve tão atuante. A república democrática sonhada pelos fundadores dos Estados Unidos se transformou num Império, com todas as suas características, à semelhança do Império Romano, o último mais poderoso.

    Suas leis têm alcance extraterritorial e qualquer nação ou cidadão do mundo está submetido à sua jurisdição. O dólar é a moeda-referência e o Banco Central estadunidense, o FED, na prática, decide as políticas monetárias, fiscais e cambiais da maioria dos países.

    Suas Forças Armadas, seu poder militar e nuclear, de guerra eletrônica e cibernética, ameaçam todo o planeta.

    Poder de vida e morte
    Com embargos e sanções econômicas – na verdade, bloqueios criminosos como os realizados contra Cuba e Venezuela, ou Irã –, os Estados Unidos decretam a vida e a morte de nações e povos, com a tétrica combinação de zero comida, medicamentos e energia.

    Se seus tribunais, corporações, governos títeres ou satélites aliados — na verdade quintas colunas, traidores da pátria — não alcançam seus objetivos, simplesmente invadem e ocupam países e povos para assegurar suas fontes de suprimentos de matérias-primas (petróleo em primeiro lugar), seus mercados, lucros e suas leis internacionais.

    Quando é de seu interesse nacional, usam as Nações Unidas e os foros internacionais. Se seus interesses não são atendidos, não obedecem recomendações e acordos internacionais, ou deixam de subscrevê-los, seja em que área for: comercial, clima, jurídica. Para eles, acordos e tratados são papéis para serem rasgados.


    Guerras de agressão são uma constante na história do império estadunidense. Nestes últimos anos, vimos a ocupação do Afeganistão, do Iraque e da Líbia. E a Síria só não foi ocupada pela oposição da Rússia e do Irã.

    Para os Estados Unidos fazerem prevalecer seus interesses, vale tudo. A começar por mentiras como a do arsenal de armas químicas de Saddam Hussein. Os factoides criados para justificar a intervenção são seguidos por uma escalada de provocações, sanções econômicas e tentativas de isolamento internacional que precedem a derrubada do governo que não se submete, ou pura e simplesmente uma ocupação militar travestida de luta contra o terrorismo ou a defesa da democracia.

    Cinismo
    A propaganda estadunidense tenta, de forma enganosa, criar uma capa de “legalidade” para seus atos, capa esta que se desmancha a qualquer escrutínio, pois o governo dos EUA se aliou a ditaduras sangrentas em todo o mundo, como recentemente no Omã, para ficar em um exemplo, sem falar da teocrática Arábia Saudita, seu aliado de sempre. Cínicos, os Estados Unidos usam facções terroristas que armam quando servem a seus interesses de lucro, ganância e poder.

    Na nossa América, a Latina, os exemplos são inúmeros. Nos últimos anos, assistimos aos golpes em Honduras, Paraguai, Brasil e, recentemente, na Bolívia. A hostilidade aberta e pública a qualquer governo que ouse não seguir os cânones econômicos e políticos de Washington precede o boicote econômico e financeiro.

    Qualquer tentativa de construir independência econômica, tecnológica, militar e mesmo comercial e diplomática é vista como hostil ao poder do império: blocos regionais, integração econômica, política externa e comercial ou econômica são logo taxadas de populistas e antiamericanas.

    Império do Meio
    A mais recente guerra comercial de Trump com a China é sintoma do temor da ascensão do Império do Meio como potência mundial capaz não apenas de desafiar a hegemonia econômica e tecnológica estadunidense, mas de ser um contrapeso às suas ambições imperiais de polícia do mundo. O mesmo vale em relação à Rússia, à Índia, à África do Sul, ao Irã e a qualquer outro governo ou nação que ouse construir seu próprio caminho.

    A gravidade do momento atual no Brasil se concretiza na alienação de nossa política externa, nossa diplomacia e nossa independência em relação aos Estados Unidos pelo governo Bolsonaro, algo jamais visto a não ser no início da ditadura militar, que apoiou a invasão à Republica Dominicana e o bloqueio criminoso a Cuba. O alinhamento subserviente aos Estados Unidos, que vem se manifestando seguidamente, como no apoio ao golpe militar na Bolívia, às tentativas de invasão da Venezuela e, agora, ao assassinato do general Suleimani, do Irã, acabarão por nos arrastar a guerras injustas e de agressão.

    Na prática, temos a desconstrução da política externa de Lula e do Itamaraty e a redução do Brasil a um país satélite e dependente dos Estados Unidos. E isso vem acontecendo ante ao silêncio do Parlamento brasileiro e das Forças Armadas. Estas, aliás, parecem só sair do mutismo para defender seus interesses salariais, previdenciários ou para criticar o Lula, que tirou seu orçamento da lona e deu dignidade a todos, e ao PT.

    A atual política externa renuncia o papel do Brasil na integração da América do Sul e sua presença autônoma no mundo. Mais grave ainda é que esta postura faz parte do desmonte do Estado nacional, sem o qual jamais seremos uma nação independente e uma república democrática justa e igualitária.

    Fonte: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/jose-dirceu/subserviencia-aos-eua-nos-levara-a-guerras-injustas-e-de-agressao

    segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

    É falso que Exército abriu 200 poços no Nordeste no governo Bolsonaro

    #Verificamos: É falso que Exército abriu 200 poços no Nordeste no governo Bolsonaro

    Agência Lupa

    Yahoo Notícias19 de setembro de 2019

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    por Maurício Moraes

    Circula pelas redes sociais um post com a afirmação de que o Exército perfurou 200 poços artesianos no Nordeste durante os primeiros meses de governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O texto ainda pede ao leitor que compartilhe a notícia, “pois a mídia não o faz”, e mostra caminhões transportando tanques de guerra. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

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    “Governo Bolsonaro trabalhando”

    “O Nordeste está virando um mar, mais de 200 poços artesianos já foram abertos pelo Exército, publiquem, pois a mídia não o faz!!!”

    Legenda de post no Facebook que, até as 9h30 de 18 de setembro de 2019, tinha mais de 3 mil compartilhamentos

    FALSO

    A informação, analisada pela Lupa, é falsa. Não houve perfuração de nenhum poço artesiano pelo Exército este ano, segundo nota enviada à Lupa pela assessoria de comunicação do órgão.

    O que ocorreu foi a instalação e finalização de 95 poços artesianos que já haviam sido perfurados anteriormente, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com o Ministério do Desenvolvimento Regional para o período de 2016 a 2019. Por meio desse programa, batizado como Operação Semiárido e encerrado este ano, foram perfurados 593 poços artesianos entre 2016 e 2018, durante o governo do presidente Michel Temer (MDB).

    Desse total, segundo o Exército, apenas 307 atingiram água. Menos da metade (125) têm água potável, enquanto 182 possuem água que pode ser usada para outros fins, como agricultura e consumo de animais. Nenhum dos 286 poços que estavam secos foi instalado. Quando o programa foi iniciado, em 2016, havia a promessa de construir 2,5 mil poços na região, o que jamais ocorreu.

    O trabalho foi feito por cinco batalhões – 1º BEC, 2º BEC, 3º BEC, 4º BEC e 7º BE CMB –, que estão localizados em estados do Nordeste e integram o 1º Grupamento de Engenharia do Exército. Quase todas as perfurações ocorreram em 2016 (423, ou 71% do total) e 2017 (168, ou 28% do total). Em 2018, foram feitas apenas duas perfurações e, em 2019, nenhuma.

    Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook

    Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/lupa-governo-bolsonaro-pocos-115329475.html?guce_referrer=aHR0cDovL20uZmFjZWJvb2suY29tLw&guce_referrer_sig=AQAAANqAOxPwLlEC-Z1RzBt-FUGd4W55vl0N6_-fCPxtLStLDt3EmT5rgaR29yZDQ8nraef3Ul-7s3QnRQsZZ2dHq8Bca9knxsRcLhiDRmsPI--Uph7EO81gVAU3ZlQwmjqLSV0CavD1VegK4Ek56u9as058HJ9nEsSJxL3RAiO48UEn&guccounter=2