segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

O que o BRICS fez neste ano sob presidência do Brasil?


Todos os cinco presidentes do BRICS se encontram às vésperas da cúpula do G20, Osaka, Japão

© Sputnik / Mikhail Klimentev

Análise

08:00 30.12.2019(atualizado 08:50 30.12.2019) URL curta

Tema:

Como foi 2019 e o que veremos em 2020 (5)

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O BRICS reúne as maiores potências emergentes do planeta, definidas como o agrupamento das economias mais promissoras em 2001 pelo economista Jim O'Neill. Este ano ficou marcado pela presidência do Brasil na liderança do bloco.

As cúpulas do BRICS, organizadas anualmente desde a primeira em 2009, em Ekaterinburgo, Rússia, têm como objetivo manter uma postura alinhada face às grandes diferenças de seus membros e aos desafios modernos.

De lá para cá, o bloco se estruturou em busca de cooperação, expandindo a sigla com a inclusão da África do Sul em 2010, o que tornou o agrupamento geograficamente inclusivo, e desenvolveu ambições políticas além das econômicas.

Em 2019 assistimos a realização da 11ª Cúpula do BRICS em Brasília, reunindo todos os seus líderes.

Posição brasileira frente ao bloco e à China

Antes mesmo das eleições, Jair Bolsonaro já manifestara opiniões pouco favoráveis à China, o maior parceiro econômico do Brasil. O tom indicava uma aproximação à política externa dos Estados Unidos, em um "alinhamento automático" segundo disse à Sputnik Brasil o especialista Diego Pautasso, professor de Relações Internacionais do Colégio Militar de Porto Alegre, retirando a prioridade das relações "sul-sul", características dos governos anteriores.

A postura inicial do governo Bolsonaro indicava que a cooperação do Brasil com a China e os demais países do BRICS seria deixada de lado, orientando o país econômica e politicamente em direção aos EUA. Algumas vozes até mesmo duvidaram quanto à realização da décima primeira cúpula, indicando que o Brasil poderia minar a cooperação dos demais membros.

Porém, a importância estratégica do gigante asiático "pressiona a diplomacia [brasileira] a ser mais responsável e pragmática em relação à China e ao BRICS", comenta o analista da instituição militar à Sputnik Brasil.

Nos últimos meses, o governo Bolsonaro expressou o interesse de se aproximar de Pequim e incrementar os investimentos e as relações bilaterais, apontando para a priorização de uma diplomacia mais pragmática e mais empenho na presidência do BRICS.

Cúpula do BRICS em Brasília

Em 2019 foi a vez de o Brasil receber a cúpula novamente. Neste ano, o governo brasileiro escolheu Brasília para receber apenas os cinco países, sem a participação dos países convidados como ocorrera em cúpulas anteriores.

Os especialistas consultados pela Sputnik Brasil analisaram os avanços da cúpula de formas distintas. Boris Martynov, analista político russo, demonstrou mais entusiasmo quanto aos resultados obtidos, classificados como "um passo adiante" e "uma nova coordenação dos diferentes países", porém, ainda que não tenham ocorrido grandes avanços, "o projeto se desenvolve" e "deve ser preservado e desenvolvido, sem precipitações".

Diego Pautasso apresenta uma perspectiva distinta, referindo que as notas emitidas após as reuniões entre os líderes "foram meramente protocolares, sem grandes inovações, políticas, diplomáticas ou institucionais".

O evento em si, conforme observa Pautasso, retrata a falta de envolvimento do Brasil, "se refletindo nos percalços organizacionais do evento" em referência a reclamações proferidas por membros das delegações recebidas em Brasília.

Ainda assim, alguns avanços da décima primeira cúpula do grupo parecerem ser inegáveis, retratados nas declarações conjuntas, abrangendo um total de 73 tópicos na "Declaração de Brasília", que vão desde metas de redução das emissões de carbono, em conformidade com o Acordo de Paris de 2015, até à defesa do livre comércio e a intenção de reformar as instituições das Nações Unidas.

Martynov expressa que é necessário propor "novas ideias ao mundo. Essas ideias só podem sair dos países que não participaram ou participaram pouco na divisão das forças internacionais". O BRICS seria uma importante força que, através de seu fortalecimento, poderiam reformar e democratizar as instituições internacionais, abrindo espaço para que outros países ditos "em desenvolvimento" ganhem voz.

Além disso, neste ano pudemos observar o fortalecimento das propostas de inclusão de novos países no bloco, como a Turquia, Argentina e Indonésia em um formato chamado BRICS Plus, conforme advogado por Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China.

Desafios para a presidência russa

A partir do primeiro de janeiro de 2020, a Rússia assumirá a presidência do bloco, dando continuidade aos avanços obtidos durante a presidência do Brasil e implementando uma agenda própria. Em 14 de novembro deste ano, durante a Cúpula de Brasília, Vladimir Putin, presidente da Rússia, comunicou aos outros líderes do BRICS os objetivos da Rússia ao assumir a presidência do bloco em 2020:

"Tudo que planejamos fazer irá, de uma forma ou outra, continuar os esforços do Brasil; continuaremos essas tendências e prioridades. Consideramos como uma de nossas missões incrementar a eficiência do BRICS em prover a continuidade da implementação dos projetos aprovados nos últimos anos".

Além disso, Vladimir Putin afirma que, durante sua presidência, "a Rússia certamente prestará especial atenção a expandir a coordenação da política externa entre nossos Estados nas principais plataformas internacionais, principalmente na ONU, onde os países BRICS têm uma boa experiência de interação [...] No entanto, aparentemente, as nações BRICS devem demonstrar mais interesse em assumir a liderança da ONU".

De acordo com o presidente russo, seu país buscará reforçar as organizações já existentes do bloco e seus mecanismos financeiros – o Novo Banco de Desenvolvimento, além das trocas comercias nas moedas locais, dispensando o uso do dólar como moeda internacional.

A presidência russa terá também como objetivos "cooperar com seus parceiros nas áreas de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, e o retorno de ativos obtidos ilegalmente […] incluindo esforços para que a iniciativa de criar uma plataforma de pesquisa energética do BRICS avance", afirmou Putin.

Em 2020, São Petersburgo receberá a 12ª Cúpula do BRICS.

Fonte: https://br.sputniknews.com/opiniao/2019123014950949-o-que-o-brics-fez-neste-ano-sob-presidencia-do-brasil/

Que lugar ocupa Brasil no ranking dos países mais influentes do mundo?


Congresso Nacional

© Folhapress / Sérgio Lima

Mundo

08:25 30.12.2019(atualizado 09:16 30.12.2019) URL curta

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Os países mais influentes são os que estabelecem padrões econômicos reconhecidos em todo o mundo, preocupam políticos e estão constantemente em manchetes das notícias.

O "subranking de poder", compilado pela revista estadunidense U.S. News & World Report valoriza a influência mundial de 80 estados, se baseando em cinco indicadores chave: líder, peso econômico e político, fortes alianças internacionais e capacidade de seu exército.

O Top 10

Os EUA continuam ocupando o primeiro posto, dado que possuem a maior economia no mundo e têm o maior orçamento militar. Além disso, o país é o que dá a maior contribuição financeira à OTAN e atribui bilhões de dólares em ajuda militar a outros países.

A Rússia e a China ocupam o segundo e o terceiro lugares respetivamente. Segundo os analistas da revista, a escala da influência da Rússia é "difícil de medir", enquanto a China é "uma das civilizações" mais antiga do mundo.

Este ano, o Top 10 de países mais influentes quase não sofreu mudanças desde 2018. Só a Coreia do Sul conseguiu melhorar sua posição e deslocou os Emirados Árabes para o 10º posto.

Aqui está o Top 10 dos países mais influentes no mundo com seus respetivos indicadores: população e PIB per capita:

  1. EUA (325,7 milhões de habitantes; US$ 59.792)
  2. Rússia (144,5 milhões de habitantes; US$ 27.893)
  3. China (1.400 milhões de habitantes; US$ 16.696)
  4. Alemanha (82,7 milhões de habitantes, US$ 50.804)
  5. Reino Unido (66,0 milhões de habitantes, US$ 44.292)
  6. França (66,7 milhões de habitantes; US$ 44.081)
  7. Japão (126,8 milhões de habitantes; US$ 42.942)
  8. Israel (8,7 milhões de habitantes; US$ 36.405)
  9. Arábia Saudita (32,9 milhões de habitantes, US$ 54.532)
  10. Coreia do Sul (51,5 milhões de habitantes, US$ 39.548)
América Latina

Nenhum país da região latino-americana conseguiu entrar no Top 10 da lista. No entanto, três nações latino-americanas conseguiram entrar no Top 50. O primeiro é o Brasil, que ocupou o 30º posto. Depois fica o México, no lugar 38, subindo uma posição em relação a 2018. Este ano, a Colômbia terminou a lista no posto 50, subindo do ponto 56.

Aqui se pode ver os lugares que outros países da região latino-americana ocuparam.

  30. Brasil (209,3 milhões de habitantes; US$ 15.637)

  38. México (129,2 milhões de habitantes; US$ 19.938)

  50. Colômbia (49,1 milhões de habitantes; US$ 14.437)

  55. Argentina (44,3 milhões de habitantes; US$ 20.918)

  64. Guatemala (16,9 milhões de habitantes; US$ 8.165)

  65. Equador (16,6 milhões de habitantes; US$ 11.507)

  66. Peru (32,2 milhões de habitantes; US$ 13.521)

  67. Chile (18,1 milhões de habitantes; US$ 24.592)

  69. República Dominicana (10,8 milhões de habitantes; US$ 16.997)

  72. Costa Rica (4,9 milhões de habitantes; US$ 16.894)

  74. Uruguai (3,5 milhões de habitantes; US$ 22.374)

Fonte: https://br.sputniknews.com/mundo/2019123014951111-que-lugar-ocupa-brasil-no-ranking-dos-paises-mais-influentes--mundo/

Para 58%, corrupção ficou igual ou aumentou no governo Bolsonaro, aponta pesquisa


A maioria da população brasileira (58%) considera que desde a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República, há um ano, a corrupção ficou igual ou aumentou. É o que aponta uma sondagem de opinião pública do Instituto Paraná Pesquisas

30 de dezembro de 2019, 10:02 h

Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

 

247 - Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas indica que a maioria da população considera que a corrupção no setor público ficou igual ou aumentou durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

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A pesquisa mostra que 12% consideram que a corrupção aumentou e 46% opinam que permaneceu igual durante o primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro. Para 39,2%, a corrupção diminuiu e 2,8% não souberam opinar. 

A pesquisa utilizou uma amostra de 2.222 pessoas, distribuídas por sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica.  

O levantamento de dados foi feito através de entrevistas telefônicas com habitantes com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal e em 166 municípios brasileiros entre os dias 14 a 18 de dezembro.

Fonte; https://www.brasil247.com/brasil/para-58-corrupcao-ficou-igual-ou-aumentou-no-governo-bolsonaro-aponta-pesquisa

Bolsonaro gastou 1.708 reais por hora no cartão corporativo


As contas foram realizadas pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e significam quase 2 salários mínimos por minuto

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Por Luisa Fragão

Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os gastos do governo fossem revelados, Jair Bolsonaro preferiu manter sob sigilo as despesas presidenciais. No entanto, sabe-se que R$ 14,9 milhões foram gastos com cartões corporativos no primeiro ano de mandato do ex-capitão, o que equivale a R$ 1.708 por hora.

O valor consta no Portal da Transparência do Governo Federal e é o maior registrado pela Presidência desde 2014. No Twitter, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) fez as contas para trazer outras leituras ao número.

“Bolsonaro gastou R$ 14,9 milhões com cartão de crédito corporativo em 2019: R$ 1,240 milhão por mês, R$ 41 mil por dia e R$ 1.708 por hora. Sim, é isso que você leu. Jair Bolsonaro gasta apenas com cartão de crédito bancado pelo povo brasileiro R$ 41 mil por dia!”, revelou.

A decisão recente do STF derrubou um decreto militar de 1967 que amparava a decisão de não divulgar as despesas da Presidência. No entanto, Bolsonaro até então não alterou o procedimento e, como justificativa, o presidente afirma que utiliza outra legislação, a Lei de Acesso à Informação (LAI).

“Sobre o assunto, cabe esclarecer que a legislação utilizada pela Presidência da República para classificar as despesas com grau de sigilo é distinta daquela que foi objeto da decisão do STF”, disse, em nota, a assessoria de comunicação do Palácio do Planalto.  Na lei citada pelo governo, há a justificativa de preservação da “segurança da sociedade ou do Estado” através do sigilo das contas.

Paulo Pimenta

@DeputadoFederal

Bolsonaro gastou R$ 14,9 MILHÕES com cartão de crédito corporativo em 2019.
- R$ 1,240 MILHÃO por mês
- R$ 41 MIL por DIA
- R$ 1.708 por HORA
Sim, é isso que você leu. Jair Bolsonaro gasta APENAS com cartão de crédito bancado pelo povo brasileiro R$ 41 MIL por dia!

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/bolsonaro-gastou-1-708-reais-por-hora-no-cartao-corporativo/

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Vaza Jato: Eduardo Cunha mencionou 120 políticos em proposta de delação não aceita


Foto: Gustavo Bezerra/Arquivo

O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso há três anos, mencionou cerca de 120 políticos em uma tentativa fracassada de fechar um acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. Além disso, afirmou ter arrecadado R$ 270 milhões, em cinco anos, para dividir com correligionários e aliados, sendo 70% via caixa dois, de acordo com reportagem de Felipe Bächtold, da Folha, e Rafael Neves, de The Intercept Brasil.

A proposta de delação de Cunha foi entregue a procuradores em meados de 2017. No entanto, seus relatos foram considerados pelos investigadores superficiais demais. Por isso, o acordo não foi homologado.

Um dos documentos que mostram a proposta foi compartilhado entre procuradores em um chat do aplicativo Telegram, em julho de 2017. O arquivo faz parte do material encaminhado ao The Intercept Brasil e analisado pelo site e pela Folha de S. Paulo, em mais uma divulgação da Vaza Jato.

Michel Temer (MDB) está entre um dos principais alvos dos relatos, como também o ex-ministro Moreira Franco (MDB) e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (sem partido).

Articulação

Cunha ganhou força dentro do MDB a partir de 2007. Mas no primeiro mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff ampliou sua atuação nos bastidores até a formação do chamado “blocão”, grupo de parlamentares de outros partidos além do MDB, que serviria de base para sua eleição à presidência da Câmara, em 2015, e para os quais também atuou na arrecadação de recursos.

A maioria dos políticos mencionados na proposta de delação é relacionada a essa articulação, em 2014. Ele afirmou ter arrecadado R$ 148,6 milhões naquele ano, repassados a mais de 60 deputados. As fontes listadas desses recursos são empreiteiras, como a Odebrecht “empresas de ônibus”, “montadoras de veículos”, JBS, além de doações oficiais de bancos. Como contrapartida, foram citadas aprovações de medidas de interesse desses grupos no Congresso.

Impeachment

O ex-deputado era acusado de quebra de decoro por ter mentido em depoimento a uma CPI. Ele declarou que não possuía contas no exterior.

O processo contra Cunha na Câmara foi até setembro de 2016, quando o plenário da Casa votou pela cassação. Ele foi preso por determinação de Sérgio Moro, um mês após perder o mandato. Em abril daquele ano, comandou a sessão na qual a Câmara votou pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Figura principal do processo de afastamento da ex-presidenta, Cunha atribui papel de destaque ao empresário Joesley Batista, da JBS, na articulação pela chegada de Temer ao poder.

O ex-deputado diz que Joesley, que mais tarde viraria delator, buscava colocar no Ministério da Fazenda do futuro governo, Henrique Meirelles, que naquele ano presidia o conselho de administração da controladora da JBS. Cunha diz que, por ter conseguido convencer Temer dessa nomeação, obteve junto ao empresário promessa de “crédito ilimitado”.

Rodrigo Maia

O hoje presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) também é mencionado. Cunha diz que Maia foi beneficiário de R$ 300 mil repassados pelo empresário Natalino Bertin a Moreira Franco, em 2010, em contrapartida a um financiamento obtido no governo federal.

Disse, também, que agiu para que Maia ficasse à frente de uma comissão de transportes da Casa, em 2013.

Garotinho

Os relatos de Cunha começam abordando seu papel junto a Antony Garotinho, em 2003, quando Rosinha Garotinho governava o Rio de Janeiro.

Cunha afirma que, quando o casal migrou do PSB para o MDB, passou a articular apoio aos dois no novo partido, o que o fez ganhar espaço na estrutura interna da legenda.

Cunha declara que, naquela época, colocou um aliado no comando da Cedae (estatal de saneamento do Rio), o que garantiu controle sobre um fundo de pensão da companhia. Desvios na previdência da estatal, diz ele, financiaram o pagamento de mesada a Garotinho.

Sem interesse

O relato de Cunha não interessou o grupo de procuradores, que incluíam membros do Ministério Público Federal no Paraná, DF, Rio, Rio Grande do Norte e da Procuradoria-Geral da República. No chat, eles citam que pesaram contra o ex-deputado “péssimos elementos de corroboração, omissões evidentes, inconsistências”.

Orlando Martello, da força-tarefa da Lava Jato do Paraná, declarou que a maioria das histórias apresentadas por Cunha já tinha sido revelada por outros colaboradores. “Sobram poucos [capítulos] que o conhecimento é só dele. Ainda assim, nesses ele minimiza enormemente a sua responsabilidade, quando o termo não é demais genérico”.

Por Revista Fórum

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2019/12/26/vaza-jato-eduardo-cunha-mencionou-120-politicos-em-proposta-de-delacao-nao-aceita/

EUA e Rússia se movem contra ameaças de asteróides


O que eles sabem? EUA e Rússia desenvolvem planos para lidar com asteróides vindouros

    Michael Snyder
    End Of The American Dream

    27 de dezembro de 2019

    Quando os russos tomam uma ação decisiva, geralmente é por uma razão.

    Como você verá abaixo, os russos decidiram repentinamente que agora é a hora de criar uma organização encarregada de detectar, rastrear e potencialmente destruir asteróides que chegam.

    Eles estão fazendo isso agora porque finalmente decidiram que é uma boa ideia ou algo chamou sua atenção?

    É claro que eles provavelmente não admitirão publicamente se chegaram à conclusão de que uma gigantesca rocha espacial está se dirigindo diretamente para nós.

    Assim como o governo dos EUA, o governo russo está muito interessado em manter a ordem social e, portanto, provavelmente adiaria a divulgação ao público sobre um potencial impacto de asteróide pelo maior tempo possível.

    Na vida, o que as pessoas fazem é muito mais importante do que dizem, e o novo centro que os russos acabaram de criar não estará apenas observando rochas espaciais gigantes. De acordo com o futurismo, esta nova organização será responsável por garantir que "eles não colidam com a Terra" ...

    A agência espacial russa Roscosmos está criando um centro dedicado ao monitoramento de meteoros, cometas e asteróides para garantir que eles não colidam com a Terra - mesmo que seja necessário explodi-los no espaço.

    “Como parte da criação de um sistema de monitoramento e suporte de informações para a segurança de atividades espaciais no espaço próximo à Terra, planejamos lançar o Centro Russo para Pequenos Corpos Celestes, cuja principal tarefa será detectar e rastrear corpos celestes que se aproximam da Terra. , ”Igor Bakaras, funcionário sênior da TsNIIMash, subsidiária da Roscosmos, disse à agência de notícias russa Sputnik.

    Certamente ninguém pode culpar os russos por alocarem recursos para esse fim.

    Nosso sistema solar está cheio de rochas espaciais gigantes potencialmente perigosas e um impacto suficientemente grande pode literalmente acabar com nossa civilização.

    Mas por que agora?

    Segundo uma fonte de notícias britânica, esta nova organização avaliará se é melhor “destruir objetos celestes ou levá-los a novas trajetórias e longe da Terra”…

    Roscosmos, o equivalente russo da Nasa, quer descobrir se é possível destruir objetos celestes ou levá-los a novas trajetórias e para longe da Terra.

    Isso pode envolver bater uma nave de 'impactador cinético' na rocha ou usar um satélite para arrastá-la para um novo percurso. As armas nucleares também podem ser enviadas para o espaço para explodir as rochas.

    Um novo departamento em Roscosmos, chamado Centro Russo de Corpos Celestes, terá a tarefa de procurar no espaço a procura de cometas e asteróides que se aproximam da Terra.

    Mais uma vez, ninguém pode argumentar com o valor de um projeto tão importante, mas a NASA já não está fazendo tudo isso?

    Os russos não poderiam simplesmente sentar e deixar que nós, americanos, fizéssemos todo o trabalho?

    Eu gostaria que alguém fizesse essa pergunta a Vladimir Putin.

    E esse movimento repentino dos russos ocorre apenas um ano depois que os EUA emitiram uma "Estratégia e Plano de Ação Nacional para a Preparação de Objetos Próximo à Terra" ...

    Em 2018, o Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca lançou um novo relatório intitulado "Estratégia e Plano de Ação Nacional para a Preparação de Objetos Próximo à Terra".

    O documento de 18 páginas descreve as etapas que a NASA e a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) tomarão nos próximos 10 anos para impedir que asteróides perigosos atinjam a Terra e preparar o país para as possíveis consequências de um evento desse tipo.

    Talvez as autoridades americanas tenham subitamente decidido no ano passado que ter um plano para as rochas espaciais gigantes recebidas fosse uma ótima idéia, e talvez os russos tenham decidido que era uma ótima idéia que eles deveriam nos copiar.

    Ou talvez os dois governos saibam algo que ainda não estão nos dizendo.

    Claro que a verdade é que a NASA nem sequer identificou a maioria das rochas espaciais gigantes que estão flutuando por aí. Por exemplo, em julho, um asteróide muito grande chegou perto de nos atingir…

    Um asteróide de 427 pés de largura zuniu a 45.000 milhas da Terra na quinta-feira.

    Embora isso possa parecer distante, 45.000 milhas é o que os astrônomos consideram um barbear rente: é menos de 20% da distância entre a Terra e a lua. Foi o mais próximo que chegamos a um cenário semelhante ao "Armageddon" em pelo menos alguns anos.

    Se esse asteróide tivesse realmente atingido nosso planeta, teria sido o pior desastre que algum de nós já viu por uma margem muito ampla.

    E, de acordo com os e-mails vazados, os funcionários da NASA só sabiam disso um dia antes de zunir por nós ...

    Viajando a 55.000 km / h e medindo 426 pés por 187 pés (130m x 57m), a NASA só percebeu que 2019 OK estava chegando 24 horas antes de passar.

    Especialistas dizem que, se atingisse, teria devastado uma cidade inteira como Londres, com mais de 30 vezes a energia da explosão atômica em Hiroshima.

    Portanto, a verdade é que poderíamos ser atingidos por uma rocha espacial gigante a qualquer momento, e nenhum de nós pode ter alguma idéia de que ela esteja chegando.

    Com isso dito, existem alguns asteróides enormes que os cientistas sabem que podem ser grandes problemas na próxima década.

    O primeiro que eu quero discutir é o 2007 FT3. Esse não é um nome sofisticado, e pouco se sabe sobre o asteróide, mas aparentemente há uma chance de que "possa atingir o planeta em 2 de outubro de 2024" ...

    No caso do FT3 de 2007, o Sentry informou que o asteróide poderia atingir a Terra entre os anos de 2024 e 2116. Durante esses anos, o Sentry registrou um total de 164 impactos potenciais na Terra causados ​​pelo asteróide. Conforme observado pelo sistema de monitoramento, há uma chance de o FT3 de 2007 atingir o planeta em 2 de outubro de 2024.

    A propósito, Rosh Hashaná começa na noite de 2 de outubro de 2024. Não sei se isso é importante, mas pensei em lançar isso lá fora.

    De acordo com a NASA, este asteróide atingiria uma velocidade de aproximadamente 46.000 milhas por hora e "criaria uma cratera de vários quilômetros" ...

    Com base nos dados coletados pela Sentry, o asteróide tem um diâmetro estimado de 1.115 pés, o que o torna quase tão alto quanto o Empire State Building. O sistema de monitoramento observou que poderia romper a atmosfera da Terra e atingir o planeta a uma velocidade de cerca de 46.000 milhas por hora.

    Dada a velocidade e o tamanho do asteróide, certamente é capaz de causar altos níveis de destruição se acabar colidindo com a Terra. Com o impacto, criaria uma cratera de vários quilômetros de comprimento. A energia que será liberada da explosão do asteróide seria poderosa o suficiente para nivelar uma cidade inteira, bem como suas áreas vizinhas.

    O FT3 de 2007 não está recebendo muita publicidade, mas um asteróide um pouco maior que poderia nos atingir em 2029 está recebendo muito mais atenção.

    Em 13 de abril de 2029, está sendo projetado que Apophis passará pelo nosso planeta a uma distância que é "dez vezes mais perto que a lua". O seguinte vem da Wikipedia…

    A abordagem mais próxima conhecida de Apophis ocorre em 13 de abril de 2029, quando o asteróide fica a uma distância de cerca de 31.000 quilômetros da superfície da Terra. A distância, a amplitude de um cabelo em termos astronômicos, é dez vezes mais próxima que a lua e ainda mais próxima que alguns satélites feitos pelo homem. [23] Será o asteróide mais próximo de seu tamanho na história registrada. Nessa data, ficará tão brilhante quanto a magnitude 3,1 [22] (visível a olho nu nas áreas rurais e nas áreas suburbanas mais escuras, visível com binóculos na maioria dos locais). [24] A abordagem mais próxima será visível na Europa, África e Ásia Ocidental. Durante a abordagem, a Terra perturbará Apophis de uma órbita da classe Aten com um eixo semi-maior de 0,92 UA para uma órbita da classe Apollo com um eixo semi-principal de 1,1 AU.

    A NASA insiste que não vai nos atingir, mas outros pesquisadores independentes são céticos.

    E se Apophis não nos atingir, a NASA listou outras dez datas futuras quando potencialmente poderia ...

    12 de abril de 2060

    11 de abril de 2065

    12 de abril de 2068

    10 de outubro de 2068

    13 de abril de 2076

    13 de abril de 2077

    13 de abril de 2078

    10 de outubro de 2089

    13 de abril de 2091

    14 de abril de 2103

    Na Rússia, eles estão tão preocupados com esse asteróide que “desenvolveram mísseis balísticos intercontinentais que visam destruir o asteróide Apophis”…

    No que parece um passo de elevador para uma sequência do Armageddon, os cientistas russos anunciaram que desenvolveram mísseis balísticos intercontinentais que visam destruir o asteróide Apophis, que vai balançar pela Terra em 2036.

    Também conhecido como 99942 Apophis, mede 210-330 metros (690-1080 pés) de diâmetro. De acordo com um artigo da Slate do astrônomo Phil Plait, um encontro com a Terra significaria momentos não tão divertidos para o nosso planeta; "Liberaria a energia equivalente a mais de 1 bilhão de toneladas de TNT explodindo, pelo menos 20 vezes mais do que a maior bomba nuclear já detonada!"

    Os cientistas russos também alertaram que Apophis poderia ter "centenas de oportunidades para atingir a Terra ao longo do próximo século".

    Mas, por enquanto, cientistas americanos e russos estão nos assegurando que está tudo bem e que não há motivo para entrar em pânico.

    Você acredita neles?

    Talvez eles estejam nos dizendo a verdade.

    Talvez não haja nada com o que se preocupar.

    Mas é claro que ambos os governos têm um longo histórico de estarem soltos com a verdade, e não seria uma grande surpresa se eles não estivessem exatamente sendo sinceros conosco.

    Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

    BBC aponta seis frentes de investigação contra o clã Bolsonaro


    Do envolvimento com acusado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em 2018, à possibilidade de um "novo AI-5" levantada em 2019, passando pelo uso massivo de fake news na eleição de 2018 e a chamada 'rachadinha', a família Bolsonaro é alvo de seis frentes de investigação

    27 de dezembro de 2019, 10:51 h Atualizado em 27 de dezembro de 2019, 10:54


    (Foto: Reprodução)

     

    247 -  Reportagem da BBC mostra seis frentes de investigação que têm como alvo um ou mais membros do Clã Bolsonaro. "Há acusações de prática de rachadinha — quando funcionários do gabinete devolvem parte dos salários para políticos —, de disseminação de notícias falsas, de uso de funcionários fantasmas, de quebra de decoro parlamentar e de ligação com suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes", conta a reportagem.

    Veja abaixo:
    1. Caso Queiroz

    Ex-assessor de Flávio e amigo de Jair Bolsonaro desde a década de 1980, Fabrício Queiroz passou a ser investigado em 2018 depois que o Coaf (atual Unidade de Inteligência Financeira) identificou diversas transações suspeitas suas. Somente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão, valor incompatível com seu patrimônio e ocupação.

    2. CPMI das Fake News

    Depoimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que está em andamento, apontam a participação de Carlos e Eduardo Bolsonaro e de assessores próximos à família Bolsonaro em campanhas na internet para atacar adversários com uso frequente de notícias falsas. A ex-aliada e ex-líder do governo Joice Hasselmann (PSL-SP) apresentou dossiê em que aponta sofisticado esquema de "milícias digitais" em torno de Bolsonaro que pratica ataques orquestrados a críticos de sua gestão.

    3. Suspeita de uso de assessores-fantasmas por Carlos Bolsonaro

    O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga, sob sigilo, o vereador Carlos Bolsonaro após reportagens apontarem que assessores nomeados em seu gabinete nunca exerceram de fato essas funções. Suspeita-se, a exemplo do irmão Flávio Bolsonaro, que haja um esquema de rachadinha, com os funcionários devolvendo o salário, parcial ou integralmente.

    4. WhatsApp na eleição de 2018

    Após denúncia na Folha de S.Paulo, ainda em 2018, de que empresas compraram, sem declarar à Justiça Eleitoral, pacotes de disparos em massa de mensagens no WhatsApp contra o PT, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a investigar a campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

    5. Novo AI-5

    Em entrevista à jornalista Leda Nagle, quando perguntado sobre os recentes protestos no Chile, o deputado federal Eduardo Bolsonaro levantou a possibilidade de um "novo AI-5", passando a ser alvo de processos na Câmara e no STF.  "Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5", disse.

    6. Caso Marielle

    Depois que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde Jair Bolsonaro reside, afirmou à polícia que Élcio Queiroz, um dos acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, se dirigiu à casa de Bolsonaro horas antes do homicídio, o clã se viu envolvido na investigação.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/bbc-aponta-seis-frentes-de-investigacao-contra-o-cla-bolsonaro

    quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

    PT divulga lista com 17 retrocessos do governo Bolsonaro


    Durante primeiro ano na Presidência, Jair Bolsonaro fez de tudo, menos governar para o povo brasileiro: promoveu retrocessos, retirou direitos e desmontou programas sociais, aponta levantamento do Partido dos Trabalhadores, comandado por Gleisi Hoffmann

    25 de dezembro de 2019, 07:20 h (Foto: Divulgação)

     

    Do site PT.org – A palavra que melhor define a gestão desastrosa de Jair Bolsonaro (sem partido) é incompetência. Ele demonstra total inabilidade em lidar com o ambiente político e busca sempre causar polêmicas,, dando um verniz autocrata ao principal cargo do país e gerindo o Planalto como se fosse sua casa.

    Além disso, instalou no Brasil um pacote de retrocessos que pode levar o país para cenários cada vez mais sombrios se mantidos a longo prazo.

    A seguir, a lista detalha 17 retrocessos cometidos pelo desgoverno durante o ano de 2019 (a lista é maior, mas não caberia nesse post):

    1- Retirada da população LGBT da Política de Direitos Humanos

    Em uma de suas primeiras ações como presidente do Brasil, Jair Bolsonaro deixou claro que não defenderia os direitos da população LGBT, mesmo governando um dos países que mais matam no mundo. Por isso, na medida provisória de número 870, Jair retirou a população LGBT das diretrizes de Direitos Humanos. Tal movimento sinalizou que o desgoverno seria recheado de retrocessos e investe, ao contrário de qualquer democracia, na promoção do ódio.

    2- Extinção de 22,4 mil cargos da Saúde; destes, 10,6 mil são agentes comunitários

    Outra medida de Bolsonaro foi assinar, na última sexta-feira (20), um decreto que extingue 27,6 mil cargos efetivos. Destes, 14,2 mil são cargos efetivos que estão vagos, e outros 13,4 mil estão preenchidos – serão extintos quando vierem a vagar, e não haverá reposição. A Saúde é a área mais afetada, com 22,4 mil cargos extintos, ou cerca de 81%. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. A extinção dos cargos vale a partir de 26 de fevereiro de 2020.

    3- Contrariando a OMS, ministério da Saúde de Bolsonaro veta termo violência obstétrica

    Agora atacando as mulheres, o ministério da Saúde de Bolsonaro determinou que o termo violência obstétrica fosse evitado em documentos de políticas públicas. O órgão disse, na época, avaliar que o termo “tem conotação inadequada, não agrega valor e prejudica a busca do cuidado humanizado no período gestação-parto-puerpério”.

    Segundo o estudo “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizado pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), em 2010, uma em cada 4 mulheres foi vítima de violência obstétrica no Brasil. Porém, Bolsonaro e seu ministério querem ‘abafar’ os casos e evitar que a palavra seja usada por acharem que existe ‘viés socialista’ no termo.

    4- Desgoverno Bolsonaro acaba com reajuste real do salário mínimo

    Jair Bolsonaro acabou com a Política de Valorização do Salário Mínimo implementada por Lula e transformada em lei por Dilma Rousseff. A medida permitia que os trabalhadores obtivessem ganhos reais, além do reajuste da inflação. A proposta de Bolsonaro é que, a partir de 2020, o salário mínimo seja reajustado apenas pela inflação, acabando com o ganho real.

    A mais recente previsão indica que o piso nacional seja de R$ 1.030 no próximo ano. Se o salário continuasse sendo reajustado de acordo com a regra implementada por Lula, o valor seria de R$1.059,32. Com essa, quem sai mais uma vez prejudicado é o trabalhador brasileiro.

    5- Liberação recorde de agrotóxicos

    Em menos de nove meses, Bolsonaro liberou 404 tipos de agrotóxicos no Brasil. Os valores são absurdos. Em 200 dias, o desgoverno fez mais liberações de novos agrotóxicos do que a União Europeia (UE) nos últimos oito anos. Foram 239 autorizações no Brasil contra 229 na UE, desde 2011. A denúncia foi feita pelo ex-presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária (ABRA), Gerson Teixeira.

    A liberação de venenos beneficia apenas a bancada ruralista, que anda de mãos dadas com o desgoverno. Porém, Jair e sua ministra da Agricultura, Tereza Cristina, não se importam com as consequências nocivas que as liberações podem causar para a população.

    6- Amazônia perde área maior que 300 mil campos de futebol

    Jair Bolsonaro também não se importa com o meio ambiente e está colocando em risco o futuro da Amazônia. Em julho, com o aval dado ao desmatamento, a floresta já havia perdido 2.273,6 km², o equivalente a 318 mil campos de futebol. Mais meses se passaram sem que nada fosse feito e a situação piorou. Nos primeiros nove meses deste ano, o desmatamento chegou a ser de 8.409 km², ante o mesmo período do ano passado, que registrou 4.602 km² de degradação da região, o aumento representa 83% segundo o Inpe.

    Em 2014, o Brasil era reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo que o mundo deveria seguir no combate ao desmatamento. A entidade atribuía o resultado ao sucesso das políticas de preservação das florestas na primeira década dos anos 2000, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, Bolsonaro fomenta a degradação e a destruição da natureza brasileira.

    7- Vergonha internacional

    Não bastasse a vergonha que passa ao anunciar seus retrocessos no Brasil, Bolsonaro também passou vergonha para o mundo inteiro. Durante o discurso na Assembleia-Geral da ONU em setembro, Jair fez ataques infundados e espalhou fake News como se estivesse discursando para um grupo de amigos terraplanistas. Em uma fala extremamente agressiva, Bolsonaro não teve vergonha de mentir para o mundo até mesmo sobre a preservação ambiental brasileira ao afirmar que a “a Amazônia permanece quase intocada”.

    O vexame na ONU provocou comentários indignados de grande parte dos diplomatas perante as falas autoritárias e mentirosas de Jair. O discurso vergonhoso transmitido para o mundo inteiro envergonhou o povo brasileiro e Bolsonaro falhou ao tentar justificar a destruição que provoca no país, desmontando estatais, prejudicando os mais pobres e instaurando a censura e o preconceito.

    8- Fim do departamento de HIV/Aids no Ministério da Saúde

    O desgoverno não tem qualquer compromisso com a saúde do povo brasileiro. Uma das provas disso foi o desmonte do programa que tratava HIV/Aids no Ministério da Saúde. Reconhecido mundialmente, o setor foi reduzido a uma coordenação e vai dividir espaço com outras doenças que possuem enfrentamento diferente.

    A invisibilização da doença promovida pelo atual governo vai da estrutura ao nome: o Departamento de Aids passou a ser Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Bolsonaro está acabando com uma política de referência internacional em saúde pública que foi construída ao longo dos últimos 20 anos e fortalecida pelos governos do PT, com Lula e Dilma.

    9- Alteração das regras na Saúde e redução do acesso ao SUS

    Continuando a atacar a saúde, o desgoverno fez a primeira alteração no alocamento de recursos em mais de 20 anos. O Ministério da Saúde anunciou que para fazer o repasse de recursos aos municípios levará em conta o número de pacientes cadastrados nas equipes de saúde, o que pode causar a exclusão de muitos brasileiros.

    O modelo proposto pelo ministério impacta ainda no principal pilar do Sistema Único de Saúde (SUS) – a universalidade do serviço. Como o ministério pretende levar em conta somente usuários que consigam fazer cadastro nas unidades de saúde, deixará de fora aqueles que ainda não estão registrados no sistema, seja por dificuldade no registro ou por falta de necessidade.

    Com a recessão econômica do país, muitas pessoas perderam seus planos de saúde e buscam o SUS. O novo formato proposto fará com que os postos de saúde não tenham os recursos necessários para atender os novos pacientes. A decisão do Ministério da Saúde dá continuidade ao desmonte da saúde promovido por Bolsonaro e é mais um dos retrocessos do desgoverno.

    10- Aumento do custo do botijão de gás

    As mentiras de Bolsonaro começaram já em sua campanha eleitoral, quando fez inúmeras promessas à população. Um a um, esses compromissos estão sendo esquecidos. Um exemplo é o preço do gás, que Jair prometeu baixar para apenas R$ 30 no seu mandato. Porém, em outubro de 2019, o preço médio do botijão já é R$ 65 podendo alcançar R$ 115, e deve continuar aumentando.

    O governo Bolsonaro autorizou aumento de 5% no preço do gás nas distribuidoras. O encargo acaba sendo ainda maior para o consumidor final, já que o aumento nas distribuidoras pode afetar outros custos envolvidos na rede de produção e distribuição. No entanto, Jair não se preocupa com o povo brasileiro e não se importa se o trabalhador terá que desembolsar mais dinheiro para adquirir o gás.

    11- Desmonte do Estado e venda de empresas públicas

    Como mais uma etapa do desgoverno neoliberal, Bolsonaro e Paulo Guedes promovem a tentativa de liquidação do patrimônio nacional, que prevê a venda ou extinção de empresas públicas como Correios, Telebras e Eletrobras. Ao todo, 17 empresas estão no plano de desmonte do Estado brasileiro elaborado pelo ministro da Economia. O projeto entreguista vai afetar o desenvolvimento e a soberania do país, assim como a vida de milhares de trabalhadores e a qualidade dos serviços prestados.

    12- Reforma da Previdência que retirou direitos previdenciários

    A proposta da “Nova Previdência” do desgoverno e aprovada pelo Senado Federal significou corte de mais de R$ 800 bilhões em direitos. O valor foi retirado da população na forma de redução dos valores de benefícios, ampliação do tempo de contribuição e, para milhões de trabalhadores, a inviabilização do acesso à aposentadoria.

    A diminuição do salário mínimo, a perpetuação do alto índice de desemprego e as novas regras da aposentadoria levarão à redução de dinheiro em circulação na economia a longo prazo. Bolsonaro e sua equipe levarão o país ao desmonte total e milhares de pessoas podem voltar à miséria. O trabalhador é quem mais sofre e sofrerá com as políticas de Jair.

    13- Trabalho informal, sem carteira assinada e por conta própria batem recorde

    O Brasil segue batendo recordes de precarização do trabalho com o desgoverno de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de trabalhadores sem carteira e por conta própria atingiu uma marca histórica no trimestre encerrado em outubro.

    De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad) Contínua, foram 11,9 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e 24,4 milhões por conta própria. Ainda segundo o levantamento, a taxa de informalidade, que inclui empregados domésticos sem carteira e empregados sem CNPJ ficou em 41,2% – um total de 38,8 milhões de trabalhadores nessas condições.

    14- Bolsonaro prejudica desempregados ao taxar benefício do seguro-desemprego

    O desgoverno Bolsonaro não cansa de atacar os desempregados e a população mais pobre do Brasil. Dessa vez, para conseguir promover seu novo ‘programa de geração de empregos‘, – que na verdade só favorece os empresários e precariza ainda mais a situação dos trabalhadores, – colocou os desempregados para pagarem a conta. O governo resolveu taxar em 7,5% o seguro- desemprego, enquanto isso, alivia os encargos para as empresas contratantes.

    Quando passar a valer a nova medida cruel de Jair, quem recebe o seguro-desemprego no valor de um salário mínimo, por exemplo, que hoje é R$ 998, terá um valor de R$ 74,85 descontado pela taxa de Bolsonaro. Os valores arrecadados dos desempregados serão destinados a pagar o chamado Programa Verde Amarelo, que só gera contratos temporários com duração máxima de dois anos e que não será capaz de fazer uma redução significativa no montante de mais de 12 milhões de desempregados no país.

    15- Desmonte do programa Minha Casa Minha Vida

    O desgoverno anunciou em novembro que não haverá mais contratações para a faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida. As obras já contratadas serão terminadas, ainda assim, em ritmo lento.

    Além disso, a previsão de investimento no Minha Casa Minha Vida caiu de R$ 4,6 bilhões em 2019 para R$ 2,7 bilhões para o próximo ano. Esse deve ser o menor orçamento da história do programa, que completou dez anos de existência em 2019. O desgoverno reduz cada vez mais os recursos destinados aos pobres, aos trabalhadores, aos estudantes e à população vulnerável, mostrando que Bolsonaro é antipovo.

    16- Dólar tem alta recorde e alcança R$ 4,27

    Oaumento do dólar é apenas mais uma das consequências do acúmulo de retrocessos impostos desde o primeiro dia do desgoverno Bolsonaro. Os operadores do desgoverno, que deveriam ter uma postura de estabilidade, estão levando o país a uma situação de total instabilidade com declarações polêmicas e desastrosas.

    No dia 26 de novembro, o mercado financeiro reagiu mal à fala insana do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ameaçou um novo “AI-5”. A verborragia e o descontrole político levaram o dólar a bater novo recorde de alta chegando a R$ 4,27. A falácia de que com a saída de Dilma o dólar abaixaria caiu por terra e demonstra a narrativa delirante alimentada pela elite brasileira para instigar o golpe de 2016.

    17- Tentativa de desmonte da educação

    Durante o ano de 2019, Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, promoveram polêmicas na área e tentaram desmontar a educação pública brasileira. Em março, o desgoverno anunciou contingenciamento de R$ 5,8 bilhões nas verbas destinadas às universidades públicas e programas de fomento à pesquisa, que desencadearam protestos por todo o país. Depois, também “esvaziou” ações voltadas para a educação básica, como programais de apoio a educação em tempo integral, construção de creches, alfabetização e ensino técnico.

    Mesmo anunciando o descontingenciamento meses depois, existe sempre a possibilidade de novos cortes e novas medidas destruidoras, principalmente porque Bolsonaro já demonstrou que não se importa com a educação e que Weintraub acha que estudantes fazem ‘balbúrdia’ nas instituições públicas.

    Além disso, o ministério da Educação do desgoverno também anunciou o Future-se, programa que prevê a ingerência de capital privado nas universidades públicas e institutos federais. Lançado em julho, o programa propõe um “novo modelo de financiamento” do  ensino superior no Brasil, com “maior autonomia financeira às universidades e institutos federais por meio de incentivo à captação de recursos próprios e ao empreendedorismo”. Porém, na prática, significa promover uma espécie de  terceirização da gestão e do financiamento das instituições e a maioria das universidades públicas já rejeitam e criticam instalação do projeto.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/pt-divulga-lista-com-17-retrocessos-do-governo-bolsonaro

    terça-feira, 24 de dezembro de 2019

    No Natal, Bolsonaro presenteia os seus


    A jornalista Helena Chagas escreve sobre o Natal como desvendador do caráter de classe do atual governo: "os presentes de Natal de Jair Bolsonaro mostraram de forma clara para quem ele governa e onde quer estar: com sua base social e com os mais ricos"

    24 de dezembro de 2019, 11:20 h


    Bolsonaro Papai Noel Bolsonaro Papai Noel (Foto: Reprodução)


    Por Helena Chagas, no Divergentes e para o Jornalistas pela Democracia -

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    Se ainda havia alguma dúvida, os presentes de Natal de Jair Bolsonaro mostraram de forma clara para quem ele governa e onde quer estar: com sua base social e com os mais ricos. O inédito indulto a policiais, militares e agentes de segurança condenados por crimes culposos tenta ressuscitar uma medida que já foi rejeitada pelo Congresso — o excludente de ilicitude — para agradar à sua base social. O pessoal da segurança pública, que vai além dos integrantes das corporações e da bancada da bala, sentiu-se presenteado.

    É crime culposo — sem intenção — atirar a esmo de forma irresponsável e matar uma criança com a bala perdida? Enquanto for, e com uma ajudinha de Bolsonaro, casos assim vão continuar aumentando, como ocorreu no primeiro ano do governo do ex-capitão.

    Subsidiariamente, o presidente mostra também, com seu indulto, que não pensa duas vezes antes de afrontar o Congresso. Certamente terá que se ver (de novo) com o STF, a quem caberá dizer se tal indulto é ou não constitucional. No ano passado — lembram? — Michel Temer incluiu no seu políticos condenados por corrupção e teve o ato suspenso pela Corte. É uma questão de tempo.

    Os outros presentes de Natal não deixam margem a dúvidas. Bolsonaro governa preferencialmente também para o andar de cima, os mais ricos — aliás, segmento da população que, segundo as pesquisas, anda muito satisfeito com ele. O anúncio da equipe econômica de que vai acabar com a desoneração dos produtos da cesta básica vai sacrificar os de sempre.

    Não adianta substituir a medida por um hipotético acréscimo de vinte e poucos reais no Bolso Família — programa, aliás, que anda no alvo dos tecnocratas bolsonaristas para sofrer reformulações. O problema é que a redução nos preços da cesta básica pela isenção de impostos beneficia um universo que vai muito além dos beneficiários do programa — e que, apesar de não ser miserável, é pobre também. E vai pagar mais.

    Da mesma forma, a extinção de cargos públicos e funções obsoletas na administração federal, como anunciado, não é uma medida necessariamente ruim da equipe econômica. Mas é o caso de se acender o sinal vermelho quando a maioria desses cargos está nos ministérios da Educação e da Saúde — e sua principal ocupação, obviamente, não é atender os mais ricos.

    Fonte: https://www.brasil247.com/blog/no-natal-bolsonaro-presenteia-os-seus

    segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

    Nova Vaza Jato: Jornalistas combinaram matérias e submeteram textos a procuradores da Lava Jato


    Foto: Montagem Revista Fórum

    Nova matéria da Vaza Jato, feita em parceria entre Intercept e a Ilustríssima, publicada nesta sexta-feira (20), demonstra que, de acordo com áudios vazados, jornalistas combinaram matérias e submeteram textos a procuradores da Lava Jato.

    De acordo com a matéria, “alguns repórteres submeteram ao coordenador da força-tarefa os textos de suas reportagens antes da publicação, para que apontasse erros ou imprecisões. Outros concordaram em publicar entrevistas que Deltan Dallagnol respondeu por escrito, inclusive com o acréscimo de perguntas que não tinham sido feitas”.

    O jornalista diz que em dias em que novas fases da operação foram deflagradas, com prisões e buscas realizadas pela Polícia Federal pela manhã, Deltan informou alguns jornalistas com antecedência sobre as ações, encaminhando cedo a eles pelo Telegram as notas oficiais que só foram distribuídas aos outros jornalistas mais tarde.

    “Em pelo menos duas ocasiões”, diz a matéria “após levantar o sigilo dos autos de um processo, Sergio Moro segurou a divulgação da chave numérica para permitir que os procuradores a fornecessem primeiro a repórteres de sua escolha, que assim teriam acesso à informação antes de outros veículos”.

    Não se trata de vazamentos ilegais já que Moro tornara públicos os autos. Mas ao segurar a divulgação das chaves que davam acesso ao material, Ele garantiu vantagem para os jornalistas selecionados pela força-tarefa em detrimento da promessa original de transparência.

    Deltan informou alguns jornalistas com antecedência sobre as ações, encaminhando cedo a eles pelo Telegram as notas oficiais que só foram distribuídas aos outros jornalistas mais tarde.

    Deltan e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima eram os que mais se relacionavam com a imprensa. Ninguém devia falar sem que ambos soubessem. Eles tinham entre as suas atribuições a coordenação da assessoria de comunicação e a orientaram a lhes submeter todas as demandas recebidas.

    “Deixem-me saber de tudo que acontece de imprensa”, disse Deltan à equipe de comunicação em fevereiro de 2016. “É importante estar situado e pensar juntos na mensagem global a ser passada”.

    Até jornalistas que eram julgados confiáveis, de acordo com a reportagem, foram tratados com frieza quando sugeriram pautas que a força-tarefa achava negativas, arriscadas ou embaraçosas. Vários procuraram Deltan no Telegram para obter informações sobre acordos de delação premiada quando as negociações com os colaboradores estavam em curso e ficaram sem resposta.

    “O repórter deu liberdade para fazer novas perguntas, desconsiderar o que entendesse impertinente, criar”, disse o procurador aos assessores certa vez. “Temos na nossa mão o que queremos para dar o foco em que quisermos… as perguntas que criarmos aparecerão como dele, mas temos que manter é claro sigilo sobre isso rs”.

    Mídia condescendente

    Para o líder Paulo Pimenta (PT-RS), a mídia sempre foi complacente com atitudes antidemocráticas de Bolsonaro. O petista escreveu em sua conta no Twitter: “Com Bolsonaro a grande mídia sempre foi condescendente e barbaridades como defender torturadores e a ditadura militar foram normalizadas. Com a Lava Jato foram além. Alguns jornalistas viraram assessores dos procuradores e foram cúmplices da máfia revelada pela Vaza Jato”.

    Leia o texto completo aqui:

    https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/12/mensagens-vazadas-da-lava-jato-indicam-favorecimento-a-jornalistas-aliados.shtml

    Por Revista Fórum

    Fonte : https://ptnacamara.org.br/portal/2019/12/20/nova-vaza-jato-jornalistas-combinaram-materias-e-submeteram-textos-a-procuradores-da-lava-jato/

    Governo extingue 27,6 mil cargos; Ministério da Saúde é o mais afetado


    Através de decreto, Jair Bolsonaro exintguiu 27,6 mil cargos efetivos. Medida também proíbe a realização de concurso público para uma série de cargos de instituições de ensino vinculadas ao MEC

    23 de dezembro de 2019, 15:23 h

    Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

    247  - O governo decidiu extinguir 27.611 cargos efetivos do seu quadro de pessoal, por meio de um decreto do presidente Jair Bolsonaro, informa reportagem do jornal O Globo.

    Além disso, diz  a reportagem, o texto proíbe a realização de concurso público para uma série de cargos de instituições de ensino vinculadas ao Ministério da Educação (MEC).

    O órgão mais impactado pela medida será o Ministério da Saúde. Serão cortados 22.476 cargos, o que representa cerca de 81% do total. Apenas para o Agente de Saúde Pública serão extintos 10.661 cargos.

    Estratégia dourada: Rússia alcança recordes na produção de ouro, informa Ministério da Economia


    Barras de ouro comercializadas no mercado internacional


    © Sputnik / Aleksandr Kondratyuk

    Economia

    08:05 23.12.2019URL curta

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    A Rússia alcançou mais um recorde na produção de ouro no 1º semestre do ano. De acordo com o Ministério da Economia, a produção do metal precioso no país aumentou 17 % em comparação com o primeiro semestre de 2018.

    A Rússia produziu mais de 185 toneladas de ouro nos primeiros seis meses de 2019, de acordo com os novos dados publicados pelo ministério. Os valores representam um aumento de 17 % em comparação com o período homólogo no ano passado.

    O objetivo de reduzir a dependência da moeda estadunidense gerou uma forte demanda do metal precioso por parte de investidores, levando ao aumento da produção do metal precioso nos últimos anos.

    Segundo os dados do Banco Central da Rússia, as reservas ultrapassam as 2.261 toneladas, tornando a Rússia o quinto país do mundo com maiores reservas, de ouro a seguir aos EUA, Alemanha, Itália,e França.

    Nos últimos meses, Moscou se livrou da maior parte dos títulos do Tesouro dos EUA e encorajou outros países a reavaliar o papel global do dólar estadunidense. De 48,7 bilhões em títulos estadunidenses em abril deste ano, Moscou passou para 14,9 bilhões em julho e, posteriormente, para 10 bilhões.

    Vale ressaltar que o maior detentor de dívida dos EUA – o Japão – tem reduzido sua participação em ritmo semelhante ao iniciado anteriormente por Pequim.

    Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2019122314927574-estrategia-dourada-russia-alcanca-recordes-na-producao-de-ouro-informa-ministerio-da-economia/

    domingo, 22 de dezembro de 2019

    Folha: Bolsonaro está destruindo a Amazônia, o meio ambiente e os interesses econômicos do Brasil


    "A calamidade demanda reação enérgica da sociedade. A todos, incluindo o agronegócio, interessa a defesa da região. Governadores, Congresso, empresariado e opinião pública podem e devem mobilizar-se contra retrocessos conduzidos pelo Executivo federal", aponta editorial do jornal dos Frias

    22 de dezembro de 2019, 06:30 h

     

    247 – O jornal Folha de S. Paulo publica um duro editorial neste domingo, em que aponta Jair Bolsonaro como inimigo da Amazônia e do meio ambiente de forma geral – o que é prejudicial aos interesses econômicos de longo prazo do Brasil. "O governo Jair Bolsonaro tinha meros 25 dias no poder quando se deflagrou a maior tragédia ambiental do Brasil. Barragem da mineradora Vale se liquefez em Brumadinho (MG) e levantou um tsunami de rejeitos que matou 270 pessoas", lembra a Folha. "Bolsonaro e equipe fizeram mais que prostrar-se, entretanto. Capitanearam os esforços para afrouxar as normas do licenciamento, sob pretexto de desburocratizá-las (coisa de que por certo necessitam). Só não se consumou retrocesso completo porque o Congresso chamou para si a negociação e exerceu um poder moderador", aponta o texto.

    Em relação à Amazônia, o editorial aponta que "o desgoverno ambiental já se tornava tema de conhecimento no mundo em agosto e setembro, na estação seca, com a explosão das queimadas que se seguem ao corte". Segundo o editorial, o atual ministro, Ricardo Salles, é também um personagem bisonho.

    "Com tal sequência de desmandos, a área ambiental responde, até aqui, pelos danos mais palpáveis infligidos pelo bolsonarismo ao país. A alta de 29,5% no desmate da Amazônia junta números às declarações e ações desastradas do governo —com perda devastadora também para a imagem do país", finaliza o editorial. "A calamidade demanda reação enérgica da sociedade. A todos, incluindo o agronegócio, interessa a defesa da região. Governadores, Congresso, empresariado e opinião pública podem e devem mobilizar-se contra retrocessos conduzidos pelo Executivo federal."

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/folha-bolsonaro-esta-destruindo-a-amazonia-o-meio-ambiente-e-os-interesses-economicos-do-brasil

    MP pega Flávio Bolsonaro: confessou lucro 82% superior ao declarado por sua empresa


    Agrava-se ainda mais situação de Flavio Bolsonaro e do clã: Ministério Público do Rio constatou que ele retirou de sua empresa R$ 793,4 mil de receita nos três primeiros anos de atividade da loja de chocolates, quase o dobro do lucro declarado pela Bolsotini à Receita (R$ 435,6 mil)

    22 de dezembro de 2019, 11:51 h

    (Foto: Reprodução)


    247 - A situação do senador Flávio Bolsonaro agrava-se a cada dia, com repercussão direta sobre a sutação política de todo o clã. Agora, o Ministério Público do Rio constatou que ele retirou de sua empresa R$ 793,4 mil de receita nos três primeiros anos de atividade da loja de chocolates, 82% mais que o lucro declarado pela Bolsotini à Receita (R$ 435,6 mil).

    Além disso, ele recebeu quase o dobro dos lucros da Bolsotini Chocolates e Café em relação a seu sócio, que tem a mesma participação na empresa.

    De acordo com o MP-RJ, Flávio disse ter retirado R$ 793,4 mil de receita nos três primeiros anos de atividade da loja de chocolates, inaugurada em 2015. Só que a própria Bolsotini informou, em declarações de informações socioeconômicas e fiscais (DEFIS) relativas ao Simples nacional, que Flávio obteve, na verdade, R$ 435,6 mil no período. Segundo o MP, a Bolsotini não apresentou declaração de Imposto de Renda na mesma época.

    A investigação também aponta divergências nas retiradas de Alexandre Santini, responsável por metade da sociedade com Flávio Bolsonaro. De acordo com os documentos, Santini declarou lucros de R$ 288,9 mil, valor mais de R$ 24 mil abaixo da transferência que a Bolsotini informou à Receita Federal.

    Considerando os valores efetivamente retirados pelos dois sócios, o MP conclui que Flávio obteve quase R$ 500 mil a mais do que Santini nos três anos iniciais de atividade da loja. O valor equivale à cota de participação que deveria ter sido paga por Santini na empresa. Por outro lado, o MP não identificou aportes do sócio de Flávio até o fim de 2018. informam os jornalistas Bernardo Melo e Juliana Casto em O Globo,

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/mp-pega-flavio-bolsonaro-confessou-lucro-82-superior-ao-declarado-por-sua-empresa

    sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

    Queiroz ameaça clã Bolsonaro e se diz abandonado


    Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, um dos principais implicados no esquema das rachadinhas e outras práticas de lavagem de dinheiro no gabinete do filho de Jair Bolsonaro quando era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, tem enviado sinais ao Palácio do Planalto que soam como chantagem e amedrontam o clã do titular do Poder Executivo

    20 de dezembro de 2019, 08:45 h Atualizado em 20 de dezembro de 2019, 08:53


    Flávio e Queiroz Flávio e Queiroz

     

    247 -  O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se tornou uma espécie de fantasma que assombra o Palácio do Planalto.

    Queiroz faz questão de alimentar o medo na família presidencial, informa O Antagonista, que ressalta: "Manda recados ao clã e não esconde o temor quanto aos efeitos das investigações de um suposto esquema de 'rachid' na Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj.  

    O ex-assessor de Flávio sente-se abandonado por aqueles que um dia foram seus grandes amigos.  

    O site relembra o áudio vazado em 26 de outubro, por meio da imprensa: “Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí”.  

    O protagonista do escândalo das rachadinhas e outras ilegalidades de Flávio Bolsonaro escancarou seus receios. “O MP está com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente e não vi ninguém agir”, disse ao interlocutor desconhecido.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/queiroz-ameaca-cla-bolsonaro-e-se-diz-abandonado

    Dispara a rejeição a Bolsonaro e 53% já desaprovam sua maneira de governar, aponta Ibope


    Feita antes mesmo da descoberta do megaesquema de corrupção em torno do caso Queiroz, a nova pesquisa Ibope aponta que 53% dos brasileiros desaprovam a maneira com que Jair Bolsonaro governa o Brasil; isso indica que os resultados devem piorar ainda mais, depois das denúncias sobre a rachadinha e a ligação de Bolsonaro com milicianos

    20 de dezembro de 2019, 14:24 h


    Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PRchocolate)

     

    247 – O Brasil rejeita Jair Bolsonaro. É o que aponta a nova pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria, segundo informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna. "A popularidade do governo, a confiança e a aprovação da população na maneira de Jair Bolsonaro governar estão em queda, de acordo com uma nova pesquisa feita pelo Ibope. A maioria dos entrevistados, 53%, não aprovam o modo de Jair Bolsonaro governar o Brasil. É o seu pior resultado entre as quatro pesquisas feitas pelo Ibope neste ano. A pesquisa, que será divulgada ainda hoje pela CNI, que encomendou o levantamento, foi feita entre os dias 5 e 8 de dezembro, antes, portanto, de o caso Flavio/Queiroz voltar ao noticiário", diz o colunista.

    Confira os principais dados:

    *53% não aprovam a maneira de Bolsonaro governar (eram 40% em abril e 48% em junho e 50% em setembro). Aqueles que aprovam somam 41% (eram 51%, 46% e 44% nas pesquisas anteriores). Um total de 6% não quiseram responder.

    *A confiança em Bolsonaro também decresceu, mas marginalmente, dentro da margem de erro. Os que disseram "confiar" no presidente foram 41% dos entrevistados. Em abril, esse percentual era de 51% (caiu para 46% em junho e para 42% em setembro). Por outro lado, 56% disseram "não confiar" em Bolsonaro (eram 45% em abril e 51% em junho e 55% em setembro).

    *A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo era de 35% em abril, caiu para 32% e 31% em junho e em setembro, respectivamente, e agora está em 29%.

    * A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% em abril para 32% em junho, em setembro chegou a 34% e agora alcançou 38%.

    *Os que consideram o governo "regular" são 31% (eram 31% em abril e os mesmos 32% em junho e em setembro). Os que não sabem ou não quiseram responder somaram 3%.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/dispara-a-rejeicao-a-bolsonaro-e-53-ja-desaprovam-sua-maneira-de-governar-aponta-ibope

    Prejuízos virão em 2020? Liga Árabe condena Brasil por escritório comercial em Jerusalém


    Representantes da Liga Árabe participam de reunião de emergência na sede do grupo  no Cairo, Egito (arquivo)

    © AP Photo / Amr Nabil

    Oriente Médio e África

    11:37 20.12.2019(atualizado 11:41 20.12.2019) URL curta

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    A Liga Árabe condenou na quinta-feira a abertura de um escritório de comércio do Brasil na cidade contestada de Jerusalém, alertando que a medida "prejudicará seriamente" os interesses políticos e econômicos do Brasil no mundo árabe.

    Em uma reunião de emergência convocada no Cairo, representantes da Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, entre outros Estados, criticaram a ação do Brasil como uma violação do direito internacional e manifestaram seu apoio contínuo às reivindicações palestinas à cidade dividida.

    Em um comunicado, o conselho declarou que uma "mudança negativa na política externa brasileira em relação aos palestinos prejudicaria seriamente os interesses políticos, econômicos e diplomáticos compartilhados entre árabes e brasileiros", embora não ofereça detalhes.

    O documento expressou ainda "profundo desapontamento" pelo fato de o governo brasileiro reverter sua política de décadas no Oriente Médio.

    O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma visita a uma sinagoga em Israel.

    © AP Photo / Menahem Kahana

    O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma visita a uma sinagoga em Israel.

    Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental, que Israel capturou em uma guerra no Oriente Médio em 1967, como a capital de um futuro Estado. Israel reivindica toda Jerusalém como sua capital indivisível.

    Na repreensão mais aguda, o representante do Kuwait, o embaixador Ahmed Al-Bakr, expressou "rejeição completa de qualquer ato de preconceito em relação ao status legal da cidade", acrescentando que a abertura de um escritório técnico constitui uma "clara e óbvia violação de resoluções internacionais".

    A Argélia alertou que o passo do Brasil inflamaria as tensões na região e minaria os esforços pela paz entre Israel e os palestinos, instando o governo brasileiro a reavaliar.

    O Brasil, como outros países latino-americanos, há muito tempo ficou ao lado dos palestinos das Nações Unidas e de outros organismos globais. Mas o presidente brasileiro Jair Bolsonaro encontrou um terreno comum com o governo de direita do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

    O estabelecimento de um escritório comercial no Brasil em Jerusalém é considerado um primeiro passo em potencial para a realocação da embaixada lá, seguindo a liderança do presidente dos EUA, Donald Trump.

    Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019122014918131-prejuizos-virao-em-2020-liga-arabe-condena-brasil-por-escritorio-comercial-em-jerusalem/

    quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

    A casa caiu: advogado abandona Queiroz depois da revelação do esquema de corrupção do clã Bolsonaro


    O advogado Paulo Klein, responsável pela defesa do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, e seus familiares, alegou "foro íntimo" e abandonou o caso

    19 de dezembro de 2019, 20:06 h Atualizado em 19 de dezembro de 2019, 20:07

    (Foto: Reprodução)


    247 - O advogado Paulo Klein, responsável pela defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e seus familiares, abandou o caso depois da revelação do esquema de corrupção do clã Bolsonaro.

    À reportagem do UOL, Klein alegou "foro íntimo" para abandonar o caso e disse ter "convicção da honestidade dos — agora — ex-clientes".

    A decisão foi tomada no dia seguinte à operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Queiroz, e a parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, e revelou um grande esquema de 'rachadinha' no antigo gabinete de Flávio, quando era deputado estadual na Alerj.

    Na mira do MP, há a apuração de desvio de dinheiro público comandado por Flávio Bolsonaro e Queiroz a partir do recolhimento de parte dos salários de funcionários fantasmas em seu gabinete. A loja de chocolates do atual senador também é alvo de investigação, por suspeita de lavagem de dinheiro, assim como o crescimento do patrimônio do parlamentar.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/a-casa-caiu-advogado-abandona-queiroz-depois-da-revelacao-do-esquema-de-corrupcao-do-cla-bolsonaro

    Lava Jato grampeou 462 ligações de defesa de Lula por 23 dias


    Os investigadores da Lava Jato grampearam o ramal central do escritório que defende o ex-presidente Lula por quase 14 horas durante 23 dias entre fevereiro e março de 2016. Ao todo, foram interceptadas 462 ligações. Conforme revelou a Vaza Jato, os grampos foram usados para que a força-tarefa se antecipasse às estratégias da defesa

    19 de dezembro de 2019, 19:27 h Atualizado em 19 de dezembro de 2019, 19:38


    Por Pedro Canário, no Conjur - Os investigadores da “lava jato” grampearam o ramal central do escritório que defende o ex-presidente Lula por quase 14 horas durante 23 dias entre fevereiro e março de 2016. Ao todo, foram interceptadas 462 ligações, nem todas relacionadas à defesa do ex-presidente, mas todas feitas ou recebidas pelos advogados do escritório.

    E as conversas que estavam relacionadas à defesa de Lula foram transcritas em relatórios diários enviados pela Polícia Federal aos procuradores da “lava jato” e ao ex-juiz Sergio Moro. E, conforme mostraram conversas de Telegram obtidas pelo site The Intercept Brasil e divulgadas pela Folha de S.Paulo, os grampos foram usados para que a força-tarefa se antecipasse às estratégias da defesa.

    Os grampos foram feitos num momento sensível para a “lava jato”: o Supremo Tribunal Federal estava para decidir quem seria competente para ficar com o caso de Lula, o consórcio de Curitiba ou o Ministério Público de São Paulo.

    Os promotores paulistas chegaram ao ex-presidente a partir de uma investigação sobre o envolvimento da Bancoop na propriedade de um prédio no Guarujá (SP) – onde está o tríplex que resultou numa condenação a Lula. Para a defesa de Lula, feita pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, o caso do ex-presidente deveria ficar em São Paulo. Mas, para a “lava jato”, Lula havia recebido propina de empreiteiras a partir de contratos da Petrobras.

    A interceptação do ramal central do escritório de Zanin e Valeska, portanto, foi bastante útil para os curitibanos. Conforme documentos apresentados pela defesa de Lula ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a PF fez diversos relatórios sobre as conversas relacionadas ao ex-presidente, avaliando se elas poderiam ser úteis ou não ao processo.

    No dia 4 de março de 2016, por exemplo, Zanin ligou para o criminalista Nilo Batista, que também trabalhou na defesa de Lula. Segundo o relatório enviado aos procuradores pelo agente da PF William Coser Stoffels, eles “conversaram amenidades”.

    Já no dia 14 de março, o relatório, feito pelo agente Rodrigo Prado Pereira, foi sobre uma conversa entre Zanin e Lula: “Pergunta como foi o dia. Diz que foi corrido. Acha que avançaram. Estão preparando uma serie de petições. Tem algumas providências para adotar. Uma em especial no Supremo que acha que pode dar certo. Em prejuízo do recurso que está em julgamento. Lils [abreviação para Luiz Inácio Lula da Silva] diz que Cristiano gravou e quer que ele acompanhe para ver se vão deturpar. Vai contrapor qualquer versão. Cristiano entregou num pen-drive a íntegra do depoimento”.

    Mas o grampo já acontecia há algum tempo. A defesa de Lula protocolou a reclamação sobre a competência da “lava jato” no dia 26 de fevereiro de 2016. No dia seguinte, Rodrigo Prado Pereira informou Deltan que Roberto Teixeira, sócio de Zanin e Valeska, havia conversado com Jacques Wagner (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil e hoje senador, e com Lula sobre conversar com a ministra Rosa Weber, do STF. Ela era relatora da reclamação.

    “As conversas internas do escritório e entre os advogados e o Embargante foram ouvidas em tempo real pela Polícia Federal, que elaborou planilhas com resumos dos diálogos e os submeteu ao então juiz Sergio Moro e aos procuradores da República que oficiaram no feito”, afirma a defesa de Lula, nos embargos apresentados ao TRF-4.

    Procedimento

    Os embargos foram apresentados ao TRF contra a condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia. Uma das alegações do documento é que o grampo ao escritório dos advogados do ex-presidente não seguiu o rito da Resolução 59 do Conselho Nacional de Justiça, que regula a interceptação de comunicações por ordem judicial.

    A resolução diz que o juiz deve conferir com a operadora de telefonia se o número interceptado pertence de fato ao réu ou investigado, o que nunca aconteceu nesse caso.

    Segundo a tese desenvolvida pelo MPF para justificar o pedido de grampo, o telefone do escritório estava registrado na Receita Federal como se fosse a Lils Palestras, a empresa de palestras e consultoria de Lula. Na verdade, o site foneempresas.com é que listava o telefone como se fosse da Lils Palestras. Uma busca no Google mostraria aos procuradores que o número era do Teixeira, Martins e Advogados.

    Tudo isso foi alegado pela defesa ao Supremo na época. O relator da “lava jato” era o ministro Teori Zavascki, que pediu explicações a Moro. O ex-juiz disse que não tinha percebido que autorizou o grampo de um escritório de advocacia, mas pediu “escusas”. Teori, então, mandou que a 13ª Vara destruísse as provas — o que nunca aconteceu.

    A alegação de ilegalidade nos métodos de investigação também foi apresentada ao TRF-4 no caso do sítio de Atibaia, mas foi ignorada pelo tribunal. Os embargos pedem que os desembargadores da 8ª Turma, a que julga os recursos da “lava jato”, se pronunciem sobre o caso.

    “Necessário, portanto, que esse tribunal regional sane a omissão aqui apontada e analise tal ponto a fim de aclarar, diante do presente caso, se pode um Magistrado não só determinar ato ilegal como permitir que ele se repita e perpetue no tempo, sob a justificativa de não ter percebido justamente os dois ofícios da companhia telefônica que davam notícia acerca da real titularidade da linha telefônica interceptada”, dizem os embargos.

    Clique aqui para ler os embargos de declaração

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lava-jato-grampeou-462-ligacoes-de-defesa-de-lula-por-23-dias

    Família de miliciano suspeito de matar Marielle repassou quase 20% do salário para o gabinete de Flávio Bolsonaro


    Familiares do miliciano Adriano Magalhães, suspeito de assassinar Marielle Franco e Anderson Gones, faziam parte de um esquema de "rachadinhas" no gabinete de Flávio, e que o próprio miliciano também tirava proveito dos recursos

    19 de dezembro de 2019, 14:57 h


    (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Reprodução)

     

    247  - O Ministério Público do Rio (MP-RJ) afirmou, no pedido de busca e apreensão que teve como alvos o senador Flávio Bolsonaro (sem partido/RJ) e funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que a família do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, transferiu para o ex-assessor Fabrício Queiroz quase 20% (cerca de R$ 203 mil) dos salários recebidos no gabinete do então deputado estadual, como informou o jornal O Globo.

    Relembrando quem é Adriano

    De acordo com a denúncia do MP-RJ, Nobrega é chefe da milícia que age nas comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste do Rio, e líder de um grupo de matadores de aluguel batizado pela Polícia Civil do Rio como Escritório do Crime. Nobrega, que é próximo do clã Bolsonaro, e outros membros da quadrilha são suspeitos de participação no atentado contra Marielle e Anderson.

    "A rachadinha"

    O MP informou que os parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, que constaram como assessores de Flávio Bolsonaro "sacavam quase a integralidade dos salários recebidos na Alerj para repassar os valores em espécie a outros integrantes da organização criminosa". O total recebido pelos 9 integrantes da família que tiveram o sigilo quebrado é de R$ 4,8 milhões.

    Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/familia-de-miliciano-suspeito-de-matar-marielle-repassou-quase-20-do-salario-para-o-gabinete-de-flavio-bolsonaro

    Globo rompe com clã e acusa Flávio de ser "líder da organização criminosa" - assista


    Em reportagens devastadoras no Bom Dia Brasil, TV Globo acusa Flávio Bolsonaro chefe do esquema criminoso do clã e aponta seis núcleos da quadrilha. A Globo destaca três: o esquema de Queiroz, o familiar e o do grupo de milicanos. Assista ao vídeo completo

    19 de dezembro de 2019, 14:15 h Atualizado em 19 de dezembro de 2019, 14:28


    (Foto: Reuters | Reprodução)

     

    247 com Forum - Em reportagens devastadoras que somaram quase 10 minutos de duração na manhã desta quinta-feira (19), o Bom Dia Brasil, da TV Globo, apresentou detalhes do inquérito sigiloso do Ministério Público do Rio de Janeiro e detalhou o que qualifiocu como “esquema de corrupção” comandado pelo senador Flávio Bolsonaro, apontado como “líder da organização criminosa".

    “A TV Globo teve acesso ao pedido de medida cautelar de busca e apreensão e quebras dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de 33 pessoas físicas e jurídicas, todos assessores do senador Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. No documento, o Ministério Público detalha o suposto esquema de corrupção”, disse logo no início da matéira o apresentador Chico Pinheiro.

    A primeira reportagem, feita pela jornalista Marina Amaral, revelou a estrutura da organização criminosa, que segundo o MP-RJ tem seis núcleos.

    A Globo destacou três núcleos da quadrilha bosonarista: o primeiro deles liderado pelo ex-PM Fabrício Queiroz e sua família, o segundo grupo liderado pelo ex-policial do Bope, Adriano Magalhães, “acusado de integrar o grupo de milicianos conhecido como ‘escritório do crime’". O terceiro grupo, apontou a Globo, é composto pelos parentes de Bolsonaro.

    Mostrando recortes do inquérito, a reportagem afirmou que “os elementos de provas dos autos permitem vislumbram a existência de uma organização criminosa com alto grau de permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2007 por dezenas de servidores da Alerj”, sendo Flávio o “líder da organização criminosa”.

    Na segunda reportagem, o Bom Dia Brasil destacaou a relação de Flávio Bolsonaro com os milicianos, apresentando conversas Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega com o ex-marido, Adriano. As conversas comprovam que Danielle sabia da origem ilegal do dinheiro e que era funcionária fantasma, empregada no gabinete de Flávio por indicação do miliciano.

    Em uma reprodução de conversa de Whatsapp, a reportagem indicou a preocupação de Queiroz com a ex-mulher do miliciano, devido à proximidade das eleições de 2018. “Estão fazendo um pente fino nos funcionários e família deles”, disse o ex-assessor de Flávio sobre a exoneração de pessoas que atuavam como funcionários fantasmas nos gabinetes do clã Bolsonaro.

    A reportagem revelou ainda que Flávio e a esposa, Fernanda Antunes Figueira usaram o “sócio” Alexandre Santini como “laranja” na loja de chocolates finos Kopenhagen para lavar dinheiro do esquema de corrupção.

    Fonte: https://www.brasil247.com/midia/globo-rompe-com-cla-e-acusa-flavio-de-lider-da-organizacao-criminosa

    Presidente da OAB pede abertura dos sigilos fiscais, bancários e telefônicos do clã Bolsonaro


    O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, defendeu que Jair Bolsonaro e seus filhos Flavio, Carlos e Eduardo abram seus sigilos: "seria a hora do presidente e seus filhos abrirem seu sigilos e dos gabinetes da família provando que são inocentes. É hora de o presidente Bolsonaro abrir o sigilo e provar que não deve nada"

    19 de dezembro de 2019, 15:07 h


    (Foto: Reprodução | Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

     

    247 - O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, defendeu nesta quinta-feira (19) a abertura dos sigilos fiscais, bancários e telefônicos pessoais e de seus gabinetes parlamentares de Jair Bolsonaro e dos filhos Flavio, Carlos e Eduardo, que constituem o clã Bolsonaro..

    A declaração de Santa Cruz acontece sob o impacto das revelações desta quarta-feira sobre as investigações do MP do Rio de Janeiro sobre o esquema de corrupção no gabinete do então deputado estadual e agora senador Flávio Bolsonaro.

    Santa Cruz disse a coluna de  Lauro Jardim que “as acusações são muito graves, mas devemos garantir aos Bolsonaro a presunção de inocência. Agora seria a hora do presidente e seus filhos abrirem seus sigilos e dos gabinetes da família provando que são inocentes. É hora de o presidente Bolsonaro abrir o sigilo e provar que não deve nada. É o momento do presidente demonstrar que a prática não era sistêmica nos gabinetes da família”.

    Ele sugeriu que deveriam ser abertos também os sigilos dos parentes de Bolsonaro que moram no Vale da Ribeira, em São Paulo. Completa Santa Cruz: “Tem que abrir inclusive do núcleo do Vale do Ribeira que explora atividades comerciais. Só assim Bolsonaro pode acalmar o país. À mulher de Cesar não lhe basta ser séria, tem que parecer séria. Basta que o presidente apresente ao ministro Sérgio Moro e ao MP a documentação necessária para auditoria.”

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/presidente-da-oab-pede-abertura-dos-sigilos-fiscais-bancarios-e-telefonicos-do-cla-bolsonaro

    quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

    Bolsonaro também deveria ser investigado


    "Bolsonaro pai está envolvido nisso porque os acusados por rachadinha no gabinete de seu filho são seus parentes – família de sua ex-mulher – ou amigos, como o notório Fabrício Queiróz. E rachadinha é um outro nome para corrupção", constata o jornalista Alex Solnik

    18 de dezembro de 2019, 12:35 h Atualizado em 18 de dezembro de 2019, 13:43

  • (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

     Por Alex Solnik, para o  para o Jornalistas pela Democracia - Os dois principais personagens do Bolsonarogate – Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro - não foram alvo de busca e apreensão da Operação desencadeada esta manhã pelo MP do Rio de Janeiro, por meio do GAECO, como ocorreu com os demais acusados, todos seus subalternos.

    Estão blindados por lei, só poderiam ter sido investigados se o STF tivesse dado permissão, mas isso sequer foi solicitado.

    Presidente da República, de acordo com a constituição, não pode ser condenado por atos alheios ao mandato, mas pode ser investigado. Enquanto está no cargo a investigação prossegue, só que o julgamento se dá depois de cumprido o mandato.

    Bolsonaro pai está envolvido nisso porque os acusados por rachadinha no gabinete de seu filho seus parentes – família de sua ex-mulher – ou amigos, como o notório Fabrício Queiróz. E rachadinha é um outro nome para corrupção.

    Outra questão que deixa mal Bolsonaro na história é a evidência de que ele fora informado antecipadamente acerca dessa operação, que deveria ter ocorrido em sigilo, como ele mesmo declarou em entrevista.

    Ele deveria ser instado a revelar quem o informou – e quebrou o sigilo da operação.

    Fonte: https://www.brasil247.com/blog/bolsonaro-tambem-deveria-ser-investigado