quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Carol Proner: Lava Jato é guerra política e econômica. Envergonha o direito e o país


Carol Proner, integrante da Associação de Juristas pela Democracia, afirma que a operação Lava Jato é uma vergonha “para o país, para o Direito, para o Judiciário brasileiro. “Nós, professores de Direito que temos compromisso com a democracia temos de voltar a defender aquilo que sempre ensinamos em sala de aula: o rigor democrático e a nossa Constituição

21 de agosto de 2019, 09:35 h Atualizado em 21 de agosto de 2019, 10:06


  • Cláudia Motta, Rede Brasil Atual – Com sentenças questionadas judicialmente desde o início de sua carreira, o ex-juiz Sérgio Moro se orgulha do perfil rigoroso, autoritário. A advogada Carol Proner, integrante da Associação de Juristas pela Democracia, questiona. “Quero saber: até onde vai esse conceito de não garantista? Isso significa não observar as garantias que estão plasmadas no processo constitucional brasileiro?”

    Para ela, a Operação Lava Jato, conduzida por Moro é uma vergonha “para o país, para o Direito, para o Judiciário brasileiro. “Nós, professores de Direito que temos compromisso com a democracia temos de voltar a defender aquilo que sempre ensinamos em sala de aula: o rigor democrático e a nossa Constituição. ”

    Doutora em Direito Internacional, a advogada tem viajado o mundo para falar do processo que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão política mais famosa e questionada da atualidade. Ela e outros colegas, como a também advogada Gisele Cittadino, lançaram um livro no qual comentam a sentença contra Lula.

    “Os sistemas republicanos não entendem como um poder da República poderia ocupar o espaço de gestão política”, relata. “Muito difícil em 2017, em que setores do sistema de justiça desvirtuaram suas funções e produzem a manipulação do direito, uma guerra através do direito, para fins de natureza política e econômica”, lembrando a fundação de direito privado que a Lava Jato queria criar com dinheiro público.

    Carol Proner falou à Rede Brasil Atual minutos antes do ato que lançou a campanha #MoroMente, realizado na noite da segunda-feira (19), no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco.

    “O combate a qualquer crime, mesmo os mais graves, não pode ser feito sem a observância da lei. Porque se não corre o risco da anulação de processos. O que reverte no seu contrário, na sua total ineficácia”, afirma,

    A advogada critica qualquer possibilidade de se trabalhar fora do rigor da lei. “Fora da lei é trabalhar no direito de exceção e exceção significa um flerte muito forte com períodos fascistas da nossa história e de outros países do mundo. Isso é muito perigoso, nossa sociedade está muito fragilizada.”

    O processo conduzido por Moro durante a Operação Lava Jato é considerado por Carol Proner uma grande perda de oportunidade história de combater a corrupção no país, de forma legal. “Estamos todos agora afetados por isso.”

    E avisa que a campanha #MoroMente busca responsabilização dos que participaram dessa “farsa jurídica”. “Somos a favor do combate à corrupção de acordo com convenções internacionais que são muito preocupadas, por exemplo, com a investigação de grandes empresas. Porque quem sofre com o desmonte são os funcionários, os empregos, é a cadeia produtiva conectada com essas empresas. O que temos como resultado da Lava Jato é uma catástrofe do ponto de vista econômico.”

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/carol-proner-lava-jato-e-guerra-politica-e-economica-envergonha-o-direito-e-o-pais

    Governo torrando patrimônio do Povo

    Governo Bolsonaro anuncia festival de privatizações

    O governo de Jair Bolsonaro vai privatizar 17 empresas estatais neste ano, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (20) em São Paulo. Os nomes das empresas serão divulgados ainda nesta quarta-feira (21).

    21 de agosto de 2019, 04:47

  • O ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

    247 - O governo de Jair Bolsonaro vai privatizar 17 empresas estatais neste ano, anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (20) em São Paulo.

    Os nomes das empresas serão divulgados ainda nesta quarta-feira (21).  

    Ameaçador, o ministro neoliberal, deixou mais uma vez clara a vocação entreguista do governo Bolsonaro: "Vamos acelerar as privatizações. Tem gente grande que acha que não vai ser privatizado e vai entrar na faca", afirmou Guedes, reiterando a meta que estabeleceu para o seu secretário de Desestatização, Salim Mattar, de privatizar US$ 20 bilhões neste ano. 

    Guedes elogiou a fusão entre Embraer e Boeing. Segundo ele, o ideal seria fazer mais duas ou três fusões do tipo com outras empresas brasileiras.  

    As informações são do jornalista Ivan Martínez-Vargas da Folha de S.Paulo

    Fonte: https://www.brasil247.com/economia/governo-bolsonaro-anuncia-festival-de-privatizacoes

    Sem provas, Bolsonaro acusa ONGs de queimarem a Amazônia para atingir o governo


    Jair Bolsonaro afirmou, sem provas, que o aumento de queimadas registrado nos últimos dias na Amazônia pode ser uma reação à suspensão de repasses do governo para ONGs e de verbas de países para o Fundo Amazônia, projeto de cooperação internacional para preservação da floresta. "Pode estar havendo ação criminosa desse 'ongueiros' para chamar atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil"

    21 de agosto de 2019, 12:22 h


    Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (21) que o aumento de queimadas registrado nos últimos dias na Amazônia pode ser resultado de ação criminosa. Para o presidente, as ações podem ser uma reação à suspensão de repasses do governo para organizações não governamentais (ONGs) e a também de verbas de países para o Fundo Amazônia, projeto de cooperação internacional para preservação da floresta. Os principais países doadores do fundo, Alemanha e Noruega, anunciaram a suspensão de seus repasses após a divulgação das taxas de desmatamento na região.

    “O crime existe e temos que fazer com que esse crime não aumente. Mas nós tiramos dinheiro de ONGs, repasses de fora, dos quais 40% iam para ONGs, não tem mais, acabamos com repasses de órgão públicos para ONGs, de modo que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro. Então, pode estar havendo ação criminosa desse 'ongueiros' para chamar atenção contra a minha pessoa, contra o governo do Brasil. Essa é a guerra que estamos enfrentando”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada, na manhã de hoje. “Não estou afirmando, mas no meu entender, há interesse dessas ONGs que representam interesse de fora do Brasil”, ressaltou.

    Para Bolsonaro, as doações ao Fundo Amazônia, assim como o incentivo à demarcação de terras indígenas e ao aumento de áreas de reserva ambiental, são formas de “comprar à prestação a nossa soberania”.

    “As demarcações não são para proteger o índio, mas para deixar intacta a maior parte possível dessa área para que, no futuro, outros países venham nos explorar aqui. Você acha que é coração muito grande desses países em ajudar? Ele não querem ajudar, todo mundo sabe que não tem amizade entre países, tem interesses. O que nós temos na região amazônica o mundo não tem. O mundo cresce 70 milhões de habitantes por ano, esse pessoal precisa de algo para se alimentar, para evoluir e vem de onde a matéria-prima? Dessa área”, disse o presidente.

    Combate ao fogo

    O Bolsonaro destacou que as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estão atuando na Amazônia contra as queimadas e que as Forças Armadas devem reforçar o combate com as equipes locais, assim como a Força Nacional deve enviar 40 homens para a região. “É um crime, o governo não está insensível para isso. Mas temos uma guerra acontecendo no mundo contra o Brasil, a guerra da informação”, disse, ressaltando que o governo vai investigar os responsáveis por esse crime.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/sem-provas-bolsonaro-acusa-ongs-de-queimarem-a-amazonia-para-atingir-o-governo

    Destruição de Bolsonaro produziu uma imagem dramática que será o símbolo da luta pela Amazônia – e pode fazer o Brasil perdê-la


    A cena em que um tamanduá mirim tenta fugir de uma queimada na Amazônia, registrada pelas lentes do fotógrafo Araquém Alcântara, tem tudo para se tornar o símbolo de uma luta internacional pela preservação da Amazônia, assim como as imagens de ursos sobre calotas de gelo que derretem passaram a simbolizar os efeitos do aquecimento global. O risco da insensatez de Jair Bolsonaro é que o Brasil receba sanções contra o agronegócio e, no limite, venha até a perder a soberania sobre a Amazônia

    21 de agosto de 2019, 09:59 h


    247 – A imagem é dramática. Cego pelo fogo, um tamanduá mirim tenta fugir de uma queimada na região Amazônica. Mais uma. Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019. Neste ano, o número de queimadas aumentou 82% em relação ao mesmo período de 2018. Foram 71.497 focos neste ano. Destes, 13.641 ocorreram no Mato Grosso, onde foi captada a imagem pelo fotógrafo Araquém Alcântara.

    A devastação acontece num momento em que Jair Bolsonaro ataca deliberadamente o meio ambiente. O Brasil acaba de perder R$ 150 milhões que eram destinados pela Alemanha e pela Noruega ao Fundo Amazônia e os dois países foram insultados por Bolsonaro. No caso da Noruega, o presidente do Brasil chegou até a publicar um vídeo com imagens da Dinamarca para atacar os noruegueses sobre matanças de baleias – e até agora não se retratou.

    O estímulo de Bolsonaro à destruição da floresta amazônica terá dois efeitos práticos. O primeiro será fazer com que países europeus imponham sanções ao agronegócio brasileiro. Dias atrás, os principais meios de comunicação da Alemanha cobraram punições ao agronegócio brasileiro (saiba mais aqui) – o que pode favorecer exportações de soja e de alimentos dos Estados Unidos, país para o qual Bolsonaro bate continência. Ou seja: o país que mais se favorece com a destruição da Amazônia é justamente aquele governado por Donald Trump.

    O segundo efeito, mais perigoso para o Brasil, é o lançamento de uma campanha para que o país perca soberania sobre a maior parte de seu território, uma vez que seria declarado incapaz de preservar a floresta. Como a Amazônia é fundamental para equilíbrio ecológico global, ela poderá vir a ser declarada patrimônio da Humanidade – e não mais do Brasil – uma vez que o governo brasileiro age deliberadamente para destruí-la.

    Neste caso, o tamanduá cego pelo fogo de Araquêm Alcântara poderá se tornar uma imagem tão icônica quanto os ursos sobre calotes de gelo no Ártico, que se tornaram símbolo do aquecimento global.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/destruicao-de-bolsonaro-produziu-uma-imagem-dramatica-que-sera-o-simbolo-da-luta-pela-amazonia-e-pode-fazer-o-brasil-perde-la

    terça-feira, 20 de agosto de 2019

    LADRÃO É PRESO NO CENTRO DO ACARAÚ


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    Cruz. Nesta terça-feira, 20, a Polícia Militar de Acaraú, em operação conjunta com a Guarda Municipal, prendeu, no Centro da Cidade, um elemento, que vinha praticando vários furtos, roubos e até arrombamentos no comércio local. Na segunda-feira, este elemento, que não conseguimos levantar a sua identidade, havia arrombado um carro de horário e levado a mercadoria que se encontrava em seu interior, no valor de R$ 400,00. À noite praticou arrombamentos no comércio local.

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    À esquerda, o dono do milho e à direita, o ladrão.

    Na terça-feira, por volta das nove horas e trinta minutos, um comerciante comprou dois sacos de milho verde, colocou em uma camionete, que estava estacionada ao lado do Terminal Rodoviário, e saiu para resolver outros negócios. O bandido retirou o milho, mas, não obteve êxito. A polícia, que já estava fazendo diligências para capturar o elemento, foi avisada e, em uma operação conjunta com a Guarda Municipal, localizaram o indivíduo que foi capturado e teve que devolver o milho fazendo uma caminhada com o saco na cabeça, pelo Centro da Cidade, acompanhado pelos populares. O outro saco, estava escondido no muro da Delegacia de Polícia, ao lado da Rodoviária.

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    Agora, está à disposição da Justiça e das vítimas, que devem comparecer à Delegacia para prestarem queixas e fazerem o reconhecimento do amigo do alheio.

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    Sorte para o comerciante, que conseguiu recuperar o milho, que havia comprado, e azar para o elemento que vai passar uns dias sendo hóspede da Delegacia e prestar depoimento sobre sua atividade profissional criminosa.

    Dr. Lima

    JacintoPereira.com

    sábado, 17 de agosto de 2019

    RESERVAS INTERNACIONAIS ano a ano em US$ bilhões

    por Edílson Aragão

    2000: 33
    2001: 35,9
    2002: 37,8
    2003: 49,3
    2004: 52,9
    2005: 53,8
    2006: 85,8
    2007: 180,3
    2008: 193,8
    2009: 238,5
    2010: 288,6
    2011: 352
    2012: 373,1
    2013: 358,8
    2014: 363,5
    2015: 356,5

    E o PT quebrou o Brasil?!

    Fonte: https://www.facebook.com/edilson.aragao/posts/2816199778394532

    sexta-feira, 16 de agosto de 2019

    *Uma mensagem de Fernando Haddad para vocês...*



    *Uma mensagem de Fernando Haddad para vocês...*

    "Percebo nos olhos dos amigos de luta a tristeza e o cansaço. E confesso que muitas vezes em que me olhei no espelho ultimamente não gostei do que vi: nossos sorrisos estão mais tímidos, escondidos e raros.

    É triste observar o nepotismo, o popularismo, a cretinice, a canalhice, a mediocridade que imperam no país nadar de braçada à nossa frente.

    Sem críticas, questionamentos ou constrangimentos.

    Há uma espécie de cegueira coletiva, consequencias de um país que enlouqueceu, embruteceu e emburreceu.

    O pior da direita é que eles não ligam para a História. Não aprendem nada.
    Se sentir enojado como esse governo que está aí não significa necessariamente ser “Lula Livre” ou “petista”.

    Trata-se de uma questão de inteligência mesmo.

    Não ser Bolsonaro, esse equívoco histórico horrível, não significa ser Lula.

    Então, perceber essa anestesia intelectual, que compactua com coisas como Olavo de Carvalho, terraplanistas, Damares e essa ruma de gente constrangedora e imoral é doloroso.
    Observar a defesa sem críticas à Moro e Dalagnol, mesmo diante das perturbadoras mensagens vazadas é desalentador.

    Ouvir de amigos afirmações de que Jean Willys “vendeu” seu mandato ao vereador do Rio David Miranda, repetindo um mantra desonesto e completamente sem noção de fake News criados por Carluxo, através de seu perfil bizarro “pavão misterioso” é muito triste. É ver derretendo uma admiração, um carinho, uma confiança na capacidade intelectual de tais amigos.

    Ouvir pessoas próximas defender que as mensagens do Intercept são falsas e que Gleen, um jornalista premiado com um Pulitzer e um Oscar é um “bandido verdevaldo” é profundamete chocante.

    Perceber a imaturidade política e desonestidade intelectual em quem você admira é muito impactante.

    E sei que não sou só eu que estou passando por isso. Todos nós, que percebemos claramente o esforço feroz de destruírem um projeto de soberania e protagonismo nacional estamos nos sentindo muito tristes. E impotentes. A cada dia é uma surpresa nova. Um choque novo. E uma constatação de que eles não estão ligando.

    Sempre foi luta de classes. Sempre foi.
    Estamos diante de mais uma: a reforma trabalhista da forma que foi feita; a reforma da previdência tal qual está sendo feita; a vilanização da cultura, do pensamento, do ensino público gratuito; trata-se tão somente de luta de classes.

    Nós, que acreditamos em um país mais justo e mais humano, estamos perplexos diante das maldades perpetradas por pessoas que se dizem do bem, conduzidas pela fé e pela palavra de Deus. Nós, que entendemos a palavra de Jesus, estamos perplexos. É o oposto do mantra mais simples e repetido de sua palavra: “amai ao próximo como a si mesmo”.

    Essas pessoas de bem odeiam pobres. Odeiam pretos. Odeiam gays. Odeiam as diferenças. E detestaram ver essas diferenças ocupando espaços antes reservados apenas para eles, os nobres e superiores cidadãos da Casa Grande da nossa eterna senzala.
    Luta de classes.

    Estamos tristes e adoecidos, é verdade.
    Mas é agora, mais do que nunca, que precisamos manter a cabeça de pé.
    Nenhuma maldade dura para sempre.
    É da natureza das coisas a luz vencer a escuridão.

    Vamos manter nossa alma, cabeça e espírito fortes.

    Vamos resistir. A maldade perderá um dia, pois assim foi na inquisição, no nazismo, nas ditaduras e assim será mais uma vez.
    Reúnam-se com seus amigos de fé e riam, gargalhem, se divirtam.

    Quando for inevitável estar com os parentes e amigos “gente do bem cristã”, respire fundo e seja superior. Porque somos superiores. Estamos do lado certo da história.
    Esteja mais com quem gosta de estar.
    Leia mais livros bons. Assista mais filmes. Mais séries. Passeie mais com quem gosta. Dê mais valor a quem você ama. Se ame mais.
    Essa dor vai passar.

    Pois toda dor é como nuvem que se forma, se desmancha e vai embora.
    E se por acaso queimar a pipoca no microondas, dê risada e jogue tudo fora. Há coisas mais importantes para a gente dar atenção!
    Sigamos! Juntos!"
    Fernando Haddad

    Fonte: https://www.facebook.com/edilson.aragao/posts/2814123918602118

    O drama de Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação


    Parece pouco-caso, mas não é. Há anos, a primeira-dama se afastou das familiares com passagem pela polícia

    Por Hugo Marques e Nonato Viegas

    Michelle Bolsonaro: o tio predileto foi preso sob suspeita de integrar milícia (Isac Nóbrega/PR)

    Em abril passado, VEJA publicou uma reportagem que começava assim: “Maria Aparecida Firmo Ferreira tem 79 anos, é cardíaca, sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre que fica na parte mais miserável de Brasília — a favela Sol Nascente, conhecida pela violência, dominada pelo tráfico de drogas e conflagrada por facções que usam métodos similares aos das milícias cariocas. Sem se preocupar com tudo isso, dona Aparecida, como é conhecida, enfrenta uma odisseia diária. Aposentada, ela divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e bater papo com os vizinhos. (…) Ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona Aparecida. Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças. Passados três meses de governo, ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela. Por quê? Ela diz que não sabe responder”. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma nova reportagem mostrando que Maria Aparecida, a avó, estava internada fazia dois dias no corredor de um hospital público de Brasília, aguardando vaga para realizar uma cirurgia ortopédica. Sem nenhuma assistência da neta, ela sofria sozinha a dor pela fratura da bacia.

    Pois o que parecia um desprezo profundo da primeira-dama com a família de origem humilde esconde, na verdade, problemas bem mais complexos. Dona Aparecida, a avó, nem sempre foi a pessoa de saúde frágil e indefesa que hoje cobra um pouco de atenção da neta. Antes de se aposentar, ela tentou ganhar a vida traficando drogas. VEJA localizou nos arquivos da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do Distrito Federal o processo que detalha o dia em que Maria Aparecida Firmo Ferreira, então com 55 anos, foi presa em flagrante. Em 1997, a avó da primeira-­dama era conhecida nas ruas como “Tia” e, segundo a polícia, sua principal atividade era vender drogas no centro de Brasília. Em julho daquele ano, ela foi surpreendida com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína. No auto de prisão, ao qual VEJA teve acesso, os policiais contaram ter recebido uma denúncia anônima de tráfico numa região que fica a apenas 3 quilômetros do Palácio do Planalto. Ao chegarem ao local indicado, eles encontraram Aparecida. Dentro de uma sacola que ela carregava, além da “merla”, estavam dois relógios e dezesseis vales-transporte. Na delegacia, ela confessou o crime.

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    TRÁFICO – Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó da primeira-dama: em julho de 1997, ela foi presa em flagrante vendendo drogas no centro de Brasília. Condenada a três anos de prisão, cumpriu pena em um presídio feminino

    TRÁFICO – Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó da primeira-dama: em julho de 1997, ela foi presa em flagrante vendendo drogas no centro de Brasília. Condenada a três anos de prisão, cumpriu pena em um presídio feminino (Cristiano Mariz/.)

    No depoimento que prestou, a avó da primeira-dama contou que cada pacotinho da droga era vendido a 5 reais. Na Justiça, ela mudou a versão. Alegou que a sacola apreendida não era sua e que teria confessado o crime por pressão dos policiais. Havia, porém, testemunhos de clientes. Aparecida acabou condenada a três anos de reclusão, em regime fechado. A defesa ainda recorreu, sem sucesso. Uma das desembargadoras que votaram contra a libertação foi Sandra de Santis, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. No processo, ao qual VEJA também teve acesso, a avó da primeira-dama, depois de condenada, escreveu uma carta ao juiz confessando o crime e pedindo clemência: “É certo que transgredi a lei, mas o preço altíssimo que pago por meu delito transformou-se completamente. Sou uma senhora de princípios renovados”, dizia.

    Na penitenciária feminina do Gama, onde foi cumprir a pena, Maria Aparecida mostrou que os seus princípios não estavam tão renovados assim. Em maio de 1999, quando já estava presa havia um ano e oito meses, tentou subornar um agente, oferecendo-­lhe dinheiro para que a levasse até sua casa. O plano era o seguinte: ela fingiria que estava doente, a direção do presídio autorizaria sua ida a um hospital e, no caminho, a guarda desviaria a rota, permitindo que Maria Aparecida fizesse uma visita à família. Por causa dessa infração, ela ficou na solitária e teve os benefícios de progressão de pena suspensos — e só deixou a penitenciária, em liberdade condicional, em agosto de 1999, depois de cumprir dois anos e dois meses de cadeia. Sua punição foi oficialmente considerada extinta em 2000.

    IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso

    IDENTIDADE – Maria das Graças Firmo, a mãe de Michelle: a polícia descobriu que ela tinha dois registros civis — um deles, falso (./.)

    Na reportagem publicada em abril, Maria Aparecida contou ter ajudado a criar Michelle, reclamou da ausência da neta e lamentava não ter sido sequer convidada para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro — nem ela nem a filha, Maria das Graças, a mãe de Michelle. O passado, confidencia um familiar da primeira-dama, também deixou marcas na relação entre mãe e filha. Maria das Graças igualmente esteve na mira da Justiça. Em 1988, quando Michele tinha 6 anos, a polícia descobriu que sua mãe possuía dois registros civis — um verdadeiro e o outro falso. De acordo com o primeiro, o verdadeiro, Maria das Graças Firmo Ferreira nasceu no dia 11 de junho de 1959, tinha 1,60 metro e era filha de Ibraim Firmo Ferreira. No outro, o falso, não havia o nome do pai, o da mãe fora alterado (de Maria Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira), ela ficara nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e sua altura tinha aumentado em 13 centímetros (1,73 metro). Tratava-se, portanto, de outra pessoa.

    + Michelle Bolsonaro e a linguagem de sinais

    A então Delegacia de Falsificações e Defraudações de Brasília instaurou inquérito policial para investigar Maria das Graças. Os agentes apuraram que a mãe da primeira-dama havia solicitado a segunda identidade oito anos depois de obter a primeira. Para isso, usou uma certidão de nascimento adulterada expedida no município de Planaltina de Goiás, distante 440 quilômetros do local onde ela realmente nasceu e foi registrada (Presidente Olegário, em Minas Gerais). A fraude foi constatada quando a polícia comparou as impressões digitais dos dois prontuários de identificação arquivados na Secretaria de Segurança e descobriu tratar-se da mesma pessoa. Intimada a depor, Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e, “aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”, segundo ela.

    AMEAÇAS – Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio da primeira-dama continua preso preventivamente

    AMEAÇAS – Favela Sol Nascente: acusado de pertencer à milícia local, tio da primeira-dama continua preso preventivamente (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

    Maria das Graças usou a certidão de nascimento adulterada para emitir um novo CPF. Não há no inquérito informações sobre eventuais negócios ilícitos realizados por ela com os documentos falsos. Em 1989, o Ministério Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado. O juiz responsável pelo caso justificou a decisão argumentando que o crime estava prescrito. Procurada por VEJA, a mãe de Michelle apresentou uma nova versão para a história: “Isso aí foi um negócio que meu pai tinha arrumado para mim. Não quero mexer com isso, não quero falar sobre isso”. Ibraim Firmo, o pai, foi assassinado em 2015.

    VEJA apurou com familiares da primeira-dama que o distanciamento entre ela, a mãe e a avó se deu justamente por causa desses problemas do passado. Um parente que pediu anonimato contou que, pouco depois de Jair Bolsonaro decidir concorrer à Presidência, Michelle procurou a mãe para que ela resolvesse pendências que ainda existiam sobre sua documentação. Ofereceu ajuda, mas Maria das Graças recusou, e as duas se afastaram. A mãe nega qualquer entrevero com a filha. “Eu não vou lá (no Palácio da Alvorada) porque não gosto de palácios e, para a Michelle vir aqui, é muita gente para vir junto e fica tudo muito difícil”, diz. “Estamos ótimas, é tudo mentira, fofoca.”

    Rolos com a Justiça têm sido uma tradição familiar. João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi um dos poucos familiares de Michelle convidados para a cerimônia de posse do presidente Bolsonaro. É — ou era — o tio preferido da primeira-dama. Em maio passado, no entanto, ele foi preso, sob a acusação de fazer parte de uma milícia que age na Sol Nascente, onde mora com a mãe, Maria Aparecida, a avó de Michelle. De acordo com o Ministério Público, João Batista e mais sete PMs participariam de um esquema ilegal de venda de lotes na favela. Um delator contou que os policiais atuavam como o braço armado da quadrilha, dando suporte ao negócio irregular através de ameaças e até eliminação de desafetos. O sargento está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.

    O processo que apura a ligação do ex-policial com a milícia da Sol Nascente tramita em segredo de Justiça. Os advogados do PM dizem que o envolvimento dele no caso é um grande mal-entendido. João Batista, de acordo com essa versão, teve a prisão decretada após uma improvável coincidência. Ele construiu uma casa e tentava vendê-la. Um policial amigo indicou um comprador. Esse amigo, porém, estava sendo monitorado pelo Ministério Público. As conversas entre os dois foram gravadas e, para os investigadores, elas comprovariam que João Batista e o colega estavam vendendo lotes irregulares e dividindo as comissões. Logo depois de fechado esse último negócio, inclusive, foi realizada uma transferência de dinheiro da conta de João Batista para a do policial. De acordo com os advogados, o depósito seria uma comissão pela corretagem. Essa versão, no entanto, não convenceu a Justiça.

    No mês passado, a defesa de João Batista ingressou com um pedido de relaxamento da prisão preventiva, alegando que o sargento tem bons antecedentes e residência fixa. O juiz do caso, no entanto, ressaltou que a gravidade das condutas dos policiais apuradas pelos investigadores, entre elas participar de organização criminosa, justificava a manutenção da prisão — e negou o pedido. Pessoas próximas ao sargento contaram a VEJA que o fato de ser parente de Mi­chelle Bolsonaro não ajudou em nada a situação dele, muito pelo contrário. Na cadeia, detido há quase noventa dias numa área da penitenciária reservada a policiais, João Batista não recebeu a visita nem tipo algum de ajuda ou solidariedade de ninguém da família.

    Procurada, a primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares. No governo, Michelle vem desempenhando um bom papel, ocupando o cargo de presidente do conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, órgão responsável por projetos na área social. Depois da publicação da reportagem da Folha sobre a avó, dona Maria Aparecida foi transferida para outro hospital e operada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que não houve interferência alguma do Palácio do Planalto na mudança. Questionado sobre o caso e fiel ao seu estilo, o presidente Bolsonaro classificou o episódio todo como uma baixaria. De fato, é. Agora, entende-se a distância que a primeira-dama, tão ciosa de sua imagem e preocupada com causas sociais, impôs aos enrolados membros de sua família.

    Publicado em VEJA de 21 de agosto de 2019, edição nº 2648

    Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/michelle-bolsonaro-avo-mae-traficante-falsificacao-documentos/

    Bolsonaro ataca Bolsa-Família e compara o programa a “condução coercitiva”


    Com a economia derretendo e sem perspectivas de retomar o crescimento a curto ou médio prazo, Jair Bolsonaro voltou a atacar o Bolsa Família, programa criado no governo do ex-presidente Lula e que reduziu as taxas de extrema pobreza em um quarto (25%) e de pobreza em 15%, segundo dados do Ipea. Para Bolsonaro, contudo, o programa que atualmente beneficia quase 14 milhões de famílias, é uma espécie de "condução coercitiva"

    16 de agosto de 2019, 13:38 h Atualizado em 16 de agosto de 2019, 14:03


  • 247 - Com a economia derretendo e sem perspectivas de retomar o crescimento a curto ou médio prazo, Jair Bolsonaro voltou a atacar o Bolsa Família, programa criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que reduziu as taxas de extrema pobreza em um quarto (25%) e de pobreza em 15%, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para Bolsonaro, contudo, o programa que atualmente beneficia quase 14 milhões de famílias, é uma espécie de "condução coercitiva".

    “Eu lembro no debate de 2014 uma candidata bateu no peito e falou que no "nosso governo 52 milhões de pessoas vivem do Bolsa Família". Obviamente, e muita gente, repito, necessitava até disso daí. Mas outra parte, não, porque não era estimulada a sair desse tipo de condução coercitiva, vamos assim dizer”, disse Bolsonaro nesta sexta-feira (16) durante um evento no Palácio do Planalto.

    Para ele, o programa foi implantado visando “ganhos eleitorais”. “Em parte, o Bolsa Família foi usado para ganhar votos”, afirmou. “Para esses que até pouco dominaram o país é muito importante que o povo brasileiro tenha em uma de suas mãos um título de eleitor e, na outra, o cartão de um programa assistencial. O que tira a juventude da miséria, ou um homem ou uma mulher, é o conhecimento. Não são programas sociais, que em alguns casos são necessários, até pela idade e pelas condições daquelas pessoas. Mas não podemos crescer pensando nisso”, emendou.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/jair-bolsonaro-volta-a-atacar-o-bolsa-familia-tipo-de-conducao-coercitiva

    Aparece ligação direta entre esquema Queiroz-clã e milícias


    Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação

    16 de agosto de 2019, 10:28 h Atualizado em 16 de agosto de 2019, 10:5 (Foto: Reprodução)

    247 - Aparecem primeiros documentos que indicam uma ligação entre o esquema Queiroz-clã Bolsonaro e a milícia de Rio das Pedras, uma das mais violentas do Rio. Restaurante de uma ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro é o elo de ligação.

    A revelação é da revista "Crusoé".

    Os vínculos do ex-PM Fabrício Queiroz e do clã Bolsonaro com as milícias do Rio são notórios. O ex-tenente da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do "Escritório do Crime". como são conhecidas as milícias de Rio das Pedras, base eleitoral do bolsonarismo, teve sua mãe e esposa empregadas no gabinete de Flávio Bolsonaro. A mãe do ex-tenente participava do esquema de arredação de Queiroz.

    Em 9 de setembro de 2005, na cadeia, Adriano Nóbrega recebeu a Medalha Tiradentes, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que lhe foi concedida por iniciativa de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual.

    Cadê o Queiroz?

    Enquanto isso, prossegue o descaso para com o paradeiro de Fabrício Queiroz. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli , determinou em julho a suspensão de todos os processos judiciais em que dados bancários de investigados tenham sido compartilhados por órgãos de controle sem autorização prévia do Poder Judiciário. A decisão foi dada em resposta a um pedido de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para beneficiá-lo em investigações que tramitam contra ele na Justiça do Rio de Janeiro.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/aparece-ligacao-direta-entre-esquema-queiroz-e-milicias

    quinta-feira, 15 de agosto de 2019

    Bolsonaro enfraquece Moro e intervém na PF do Rio para abafar caso Queiroz


    "Vou mudar o superintendente da Polícia Federal no Rio", anunciou o presidente, atropelando a autonomia da instituição, que fica sob a jurisdição do Ministério da Justiça, de Sergio Moro; segundo reportagem da Folha, a troca já vinha sendo articulada pela cúpula da corporação para as próximas semanas e o anúncio de Bolsonaro causou desconforto

    15 de agosto de 2019, 14:37 h Atualizado em 15 de agosto de 2019, 15:4


  • Marcos Corrêa/PR Marcos Corrêa/PR (Foto: Marcos Corrêa/PR)

    247 - Em mais uma demonstração de que não tem qualquer apreço às instituições, o presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã desta quinta-feira 15 que irá trocar o superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, atropelando a autonomia da instituição. A PF fica sob a jurisdição do Ministério da Justiça, de Sergio Moro.

    O atual chefe, Ricardo Saadi, será substituído por Carlos Henrique Oliveira, nome escolhido pelo diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Bolsonaro usou como justificativa ‘questões de produtividade’ e ‘um sentimento’ para tirar Saadi do comando.

    Em nota de repúdio às declarações de Bolsonaro sobre a exoneração, o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal em São Paulo afirma que chefe do Executivo é 'desrespeitoso' com a corporação. “A Polícia Federal é uma instituição de Estado e deve ter autonomia para se manter independente e livre de quaisquer ingerências políticas”, diz o texto.

    Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o anúncio de Bolsonaro causou desconforto na corporção, uma vez que a troca já vinha sendo articulada pela cúpula, mas para as próximas semanas. O anúncio deu a entender, ainda, que a ideia foi de Bolsonaro, mas integrantes da PF asseguram que não houve interferência para a decisão.

    O movimento de Bolsonaro indica intenção sua de interferir no caso Fabrício Queiroz, pivô da investigação que envolve o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O caso não está com a PF, mas outras investigações podem envolver os mesmos personagens.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/bolsonaro-anuncia-troca-na-pf-atropelando-autonomia-da-instituicao

    MP determina que PF colha depoimento de Flávio Bolsonaro por suspeita de crime eleitoral


    O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, terá que dar explicações num inquérito na Justiça Eleitoral do Rio que apura indícios de falsificação na declaração de bens do parlamentar

    15 de agosto de 2019, 19:21 h Atualizado em 15 de agosto de 2019, 19:35

    Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro (Foto: Foto: REUTERS/Adriano Machado)

    247 - Além do chamado Bolsogate, que envolve o assessor Fabrício Queiroz, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), é alvo de outra investigação por parte do Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro, que determinou que a Polícia Federal tome o depoimento dele sobre possível omissão de bens à Justiça Eleitoral nas eleições de 2014.

    O MP ainda requisitou que a PF solicite a Flávio suas declarações de Imposto de Renda nos anos de 2013 e 2014. De acordo com o órgão, o objetivo é apurar e colher provas para o inquérito eleitoral que investiga o crime de falsidade ideológica eleitoral.

    De acordo com informações do inquérito, obtido pelo jornal O Globo, a principal suspeita recai sobre um imóvel cujo valor declarado ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio era de R$ 565 mil em 2014. Em 2016, ele declarou o mesmo imóvel por R$ 846 mil à Justiça Eleitoral e, no fim daquele mesmo ano, vendeu-o por R$ 1,7 milhão.

    "O Ministério Público investiga se as declarações de bens dele à Justiça Eleitoral continham informações falsas", destaca o jornal.

    Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/mp-ve-indicios-de-falsificacao-de-declaracao-de-bens-de-flavio-bolsonaro

    Maior produtor de soja do mundo, Blairo diz que Bolsonaro pode matar o agronegócio


    O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi alerta para os riscos da política de Jair Bolsonaro para os ruralistas; "Acho que teremos problemas sérios. Não tem essa que o mundo precisa do Brasil. Talvez precisem dos agricultores brasileiros em outros países, mas somos apenas um player e, pior: substituível. O mundo depende de nós agora, mas daqui a pouco se inverte e ficamos chupando dedo", disse

    15 de agosto de 2019, 18:48 h Atualizado em 15 de agosto de 2019, 19:24

  • 247 - O ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi,  acionista da Amaggi, maior trading do agronegócio de capital nacional, alertou para os riscos ao agronegócio da política de Jair Bolsonaro em relação ao Meio Ambiente.

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    Para Maggi, o governo Bolsonaro está "uma verdadeira confusão". "O governo não fez nenhuma mudança aqui internamente, não facilitou a vida de ninguém, no entanto estamos pagando um preço muito alto. Acho que teremos problemas sérios. Não tem essa que o mundo precisa do Brasil. Talvez precisem dos agricultores brasileiros em outros países, mas somos apenas um "player" e, pior: substituível. O mundo depende de nós agora, mas daqui a pouco se inverte e ficamos chupando dedo", disse ele em entrevista ao Valor Econômico.

    O ex-ministro chama a atenção para a cláusula do acordo do Mercosul-UE que permite que a Europa barre importações do Brasil. "Essas confusões ambientais poderiam criar uma situação para a UE dizer que o Brasil não estaria cumprindo as regras. E não duvido nada que a gritaria geral que a Europa está fazendo seja para não fazer o acordo. A França não quer o acordo", acrescentou.

    Fonte: Maior produtor de soja do mundo, Blairo diz que Bolsonaro pode matar o agronegócio

    Os inimigos nem tanto ocultos


    CONHEÇA O SEU INIMIGO E NÃO É RÚSSIA

    O europeu étnico sobrevive em royalties de livros doados pelo autor Michael Walsh e apoiadores de notícias e pontos de vista reais. NÓS DESEJAMOS DE SUBSTITUIR A ROTA DOS VITÓRIOS COM A HISTÓRIA VERDADEIRA, ENTRELATIVAR, INSPIRIR E EDUCAR, E COM A SUA AJUDA PARA COMPARTILHAR AS NOSSAS HISTÓRIAS O MAIS TÃO POSSÍVEL

    As empresas mais odiadas do mundo são chefiadas pela Monsanto: o Dr. Strangelove, criador do DDT e do Agente Laranja, a Monsanto é um dos maiores fabricantes mundiais de pesticidas e genótipos de genocídios (agente laranja). É conhecida por ser a primeira empresa a modificar geneticamente uma semente para torná-la resistente a pesticidas e herbicidas. Os herbicidas da Monsanto foram responsabilizados por matar milhões de hectares cultivados, enquanto seus produtos químicos foram adicionados a listas negras de produtos que causam câncer e muitos outros problemas de saúde.

    Apple: Apple é acusada de maltratar ou pagar seus funcionários, de esconder dinheiro no exterior e de não pagar impostos. Também foi acusado de violar a legislação sanitária ou ambiental e de abusar da sua posição onde detêm o monopólio do mercado. E, deliberadamente, desacelerar os iPhones mais antigos e sobrecarregar seus produtos.

    Nestle: A Nestlé, maior empresa de alimentos e bebidas do mundo, diz que está comprometida em melhorar a qualidade de vida. No entanto, foi arrastado por numerosos escândalos envolvendo trabalho escravo. A multinacional é uma das corporações mais boicotadas do mundo, já que violações de direitos trabalhistas foram relatadas em suas fábricas em diferentes países.

    Philip Morris: Os produtos da multinacional americana fabricante de cigarros e tabaco são vendidos em mais de 180 países fora dos Estados Unidos. A Philip Morris é dona da Marlboro, uma das maiores marcas do mundo. Em 1999, Philip Com uma retórica anti-humana de tirar o fôlego, Morris cortejou autoridades da República Tcheca explicando como o tabagismo, na verdade, ajudaria sua economia, devido à redução dos custos de saúde de seus cidadãos que morrem cedo.

    McDonald's: O McDonald's foi fundado em 1940. A empresa atende mais clientes todos os dias do que toda a população da Grã-Bretanha, mas tem uma longa história de práticas trabalhistas medonhas. Tem sido constantemente sob fogo para servir junk food macabro, o que contribui para problemas de saúde. Pesquisadores descobriram que os hambúrgueres do McDonald's não podem se decompor por conta própria.

    MENÇÕES NOTÁVEIS de corporações não tão ruins o suficiente para fazer a lista: Goldman Sachs JPMorgan Chase, ExxonMobil, Halliburton, British American, Tabaco, Dow Chemical, DuPont, Bayer, Microsoft, Google, Facebook, Amazon, Walmart.

    Michael Walsh foi premiado com a Euro Weekly News "Escritor do Ano 2011". Com 60 livros com o seu nome, milhares de novas histórias e colunas, Michael é indiscutivelmente a Grã-Bretanha e o autor mais prolífico da Europa de livros com vários tópicos.

    https://www.youtube.com/watch?v=oI92bp1o4b4

    Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

    quarta-feira, 14 de agosto de 2019

    Em novo crime de responsabilidade, Bolsonaro refere-se ao provável futuro presidente da Argentina como "bandido"


    Jair Bolsonaro voltou a quebrar o decoro da presidência da República ao insultar o povo argentino e os prováveis futuros governantes de um país que é o maior importador de produtos industriais do Brasil. “Bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse ele, no Piauí, onde também chamou governadores nordestinos de "cocô". Militares tentaram fazer com que ele se calasse, mas Bolsonaro se mostra insano e incontrolável

    14 de agosto de 2019, 12:17

    (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que “bandidos de esquerda” começam a voltar ao poder na Argentina, em referência ao resultado das primárias presidenciais no país vizinho, em que o presidente Mauricio Macri, aliado de Bolsonaro, foi derrotado por ampla margem por Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

    Em evento na cidade de Parnaíba, no Piauí, Bolsonaro também disse que a “turma vermelha” será varrida do Brasil nas próximas eleições e que a Argentina começa a trilhar o caminho da Venezuela.

    “Olha o que está acontecendo com a Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque, nas primárias, bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse o presidente no discurso, transmitido ao vivo em uma rede social.

    “Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil”, afirmou. “Nós juntos vamos varrer a corrupção e o comunismo do Brasil.”

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/em-novo-crime-de-responsabilidade-bolsonaro-refere-se-ao-provavel-futuro-presidente-da-argentina-como-bandido

    Bolsonaro assume papel de ditador e fala em 'acabar' e 'varrer' a esquerda do Brasil


    Em um discurso típico de ditador, durante ato na cidade de Parnaíba, no Piauí, Jair Bolsonaro falou em "acabar" com os comunistas e "mandar essa cambada" para a Venezuela ou para Cuba; "O cocô é essa raça de corruptos e comunistas. Nas próximas eleições, vamos varrer essa turma vermelha do Brasil", atacou; para o PSOL, "Bolsonaro adere à mesma fórmula usada pelas ditaduras latino-americanas, pelo nazismo, pelo macartismo"

    14 de agosto de 2019, 17:28 h


  • Bolsonaro discursa em Parnaíba, no Piauí Bolsonaro discursa em Parnaíba, no Piauí (Foto: Alan Santos/PR)

    247 - Em um evento político para celebrar o aniversário da cidade de Parnaíba, no Piauí, onde foi inaugurar uma escola com seu nome e homenagear um militar, o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso típico de ditador nesta quarta-feira 14. Fala similar já havia sido feita por ele durante a campanha presidencial, quando falou em "metralhar a petralhada".

    Nesta quarta, Bolsonaro falou em "acabar" com os comunistas e "mandar essa cambada" para a Venezuela ou para Cuba. Em seu discurso, ele também voltou a ofender o Nordeste e a falar em "cocô", como fez na última segunda-feira 12, quando sugeriu que o brasileiro alternasse os dias para fazer cocô como medida de preservação do meio ambiente.

    "O Mão Santa me disse agora há pouco que nós vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas. Nas próximas eleições, vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que na Venezuela está bom, vou mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouco mais para o norte, vai até Cuba, lá deve ser muito bom também", declarou no Piauí.

    Ele também chamou de "bandidos de esquerda" os integrantes da chapa de centro-esquerda na Argentina, Alberto Fernández e Cristina Kirchner, que venceu as primárias contra o presidente Mauricio Macri. E disse que o país está "mergulhado no caos", mas não por conta das medidas neoliberais de Macri, e sim porque a chapa da oposição estaria voltando a comandar o país.

    Fonte: https://www.brasil247.com/poder/bolsonaro-assume-papel-de-ditador-e-fala-em-acabar-e-varrer-a-esquerda-do-brasil

    Moro pediu para Bolsonaro indicar Deltan para a PGR e recebeu um "não"


    Segundo informações apuradas pelo jornalista Kennedy Alencar, o ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu para Jair Bolsonaro indicar o nome do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para ocupar o cargo de procurador-geral da República, e recebeu um não como resposta

    14 de agosto de 2019, 21:08 h Atualizado em 14 de agosto de 2019, 21:31

    247 - Segundo o jornalista Kennedy Alencar, comentarista da CBN,  o ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu para Jair Bolsonaro indicar o nome do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para ocupar o cargo de procurador-geral da República.

    "O pedido, no entanto, foi negado por Jair Bolsonaro", conta Kennedy, afirmando ainda que a atual procuradora-geral, Raquel Dodge, perdeu força após ter pedido providências em relação a Eduardo Bolsonaro. "O nome do Dallagnol está fora", reforçou o jornalista.

    O mandato de Dodge termina em setembro. Jair Bolsonaro disse que vai indicar o nome até a próxima sexta-feira (16). Não confirmou se vai seguir a lista tríplice, ou seja, os três mais bem votados pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para assumir a Procuradoria Geral da República (PGR).

    Dallagnol e Moro são protagonistas do escândalo da Vaza Jato revelado pelo The Intercept, que mostra o conluio para incriminar Lula, a manipulação de processo e provas e a articulação para obter lucro com a exposição midiática da Lava Jato.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/moro-pediu-para-bolsonaro-indicar-deltan-para-a-pgr-e-recebeu-um-nao

    Globo diz que Bolsonaro investe contra o decoro e representa risco para o Brasil


    Responsável direta pela ascensão da extrema-direita no Brasil, ao pressionar o Poder Judiciário a prender o ex-presidente Lula e retirar seus direitos políticos, o grupo Globo agora se dá conta de que Jair Bolsonaro é um risco para o Brasil. Em editorial publicado nesta quarta-feira, o jornal O Globo aponta novas quebras de decoro – ou seja, motivos para impeachment

    14 de agosto de 2019, 05:20 (Foto: PR | Mídia Ninja)

    247 – O editorial desta quarta-feira do jornal O Globo aponta mais motivos para o afastamento de Jair Bolsonaro da presidência da República, por quebra de decoro. Curisamente, o texto parte de um veículo de comunicação que foi crucial para a ascensão da extrema-direita no Brasil, ao pressionar o Poder Judiciário para prender e retirar os direitos políticos do ex-presidente Lula – que seria presidente pela terceira vez não fosse a campanha de ódio promovida pela Globo.

    "Nos últimos dias, o presidente tem sido especialmente produtivo em falar o que não deve, em usar termos chulos, em investir contra o decoro da Presidência da República. À costumeira agressividade de quando trata de temas políticos, sempre abordados de maneira radical, Bolsonaro acrescentou uma fixação escatológica. É no mínimo exemplo de má educação, de inconveniência. Por partir de um presidente da República, não passa despercebido no mundo, e isso afeta a imagem do país, com prejuízos concretos. No descontrole em que se encontra Bolsonaro, interesses diplomáticos envolvendo a economia já começam a ser afetados", aponta o texto.

    "A oposição à preservação do meio ambiente, uma característica da extrema direita mundial, tem sido exercida como se Bolsonaro ainda estivesse no baixo clero. Seu governo, com o ministro do Meio Ambiente à frente, Ricardo Salles, procura romper por completo o acordo com Alemanha e Noruega, que sustentam o Fundo Amazônia com bilhões em doações, para apoio a projetos sustentáveis na região", prossegue o editorial.

    "Com o desconcertante ataque ao Fundo Amazônia, entre outros atos, Bolsonaro dá pretexto para que França e Alemanha, cujos agricultores e certas indústrias desgostam do acordo entre a UE e o Mercosul, tirem o apoio ao tratado comercial. Um revés para o Brasil. A vitória da chapa peronista Alberto Fernández/Cristina Kirchner nas primárias argentinas contra o presidente Mauricio Macri, de centro direita, mereceu de Bolsonaro uma reação também nada protocolar. Alertou os gaúchos para o risco de a 'esquerdalha' transformar a Argentina em nova Venezuela, e o Rio Grande do Sul, outro Roraima, porta de entrada de venezuelanos no país. Bolsonaro se esquece do Mercosul, do nível de integração que já existe entre os dois países, com a Argentina sendo forte importador de produtos manufaturados do Brasil. O presidente se torna um risco para o país", finaliza o editorial.

    Fonte: https://www.brasil247.com/midia/globo-diz-que-bolsonaro-investe-contra-o-decoro-e-representa-risco-para-o-brasil

    Miriam Leitão aponta Bolsonaro como o grande inimigo da economia brasileira


    Com o Brasil em recessão, a jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, ironiza as prioridades de Jair Bolsonaro: cortar o cabelo e furar reunião com o chanceler francês, atacar a Alemanha e insultar os argentinos, maiores compradores de produtos industriais brasleiros. "É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia", diz ela

    14 de agosto de 2019, 05:39 h


    247 – A jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, já aponta Jair Bolsonaro como um dos principais empecilhos para a retomada da economia brasileira – em crise desde 2014, quando as forças golpistas começaram a preparar a derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff sob a alegação de 'pedaladas fiscais'.

    "É preciso olhar os dados do primeiro semestre. A confiança dos consumidores havia subido para 96 pontos em janeiro e caiu para 88. O mesmo aconteceu com a confiança empresarial. Alimentam essa queda alguns fatos concretos, aumentou o endividamento das famílias, segundo o Banco Central. Outra pesquisa, feita pela Boa Vista SCPC, mostrou que o percentual de inadimplentes com mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas saltou de 56% para 73%. Os que se dizem muito endividados saltaram de 37% para 43% dos entrevistados. E as principais causas são o desemprego elevado e a diminuição da renda. Reverter esses problemas deveria consumir as energias do governo. O presidente da República prefere se dedicar às exibições diárias de pensamentos rasteiros sobre questões sérias", diz Miriam, em sua coluna.

    "Um avanço importante foi o acordo Mercosul-União Europeia. De lá para cá, o presidente preferiu cortar cabelo a receber o chanceler francês, ofendeu a Alemanha, e agora sugere o fim do Mercosul porque os eleitores argentinos podem contrariá-lo. A Argentina é a maior compradora de manufaturados brasileiros, com ela temos um comércio de R$ 26 bilhões, com superavit para o Brasil, e tradicionais laços de amizade. As relações internacionais não podem ficar prisioneiras da ideologia do presidente da República. É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia."

    Fonte: https://www.brasil247.com/economia/miriam-leitao-aponta-bolsonaro-como-o-grande-inimigo-da-economia-brasileira

    Para Margaridas, reforma é opressora e tira direito da mulher trabalhadora


    Para elas, a reforma proposta por Jair Bolsonaro (PSL), é cruel e maldosa para o povo brasileiro, em especial as mulheres que terão até as pensões por morte reduzidas a menos de um salário mínimo. E pior ainda para as camponesas

    14 de agosto de 2019, 08:53 h

    CUT - Depois de participar da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas e do Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Aposentadoria e Contra os Cortes na Educação,  nesta terça-feira (13), em Brasília, as milhares de Margaridas concentradas no Pavilhão do Parque da Cidade participaram de atividades simultâneas para debater diversos temas de interesse das mulheres do campo, da cidade, das águas e das florestas.

    O que atraiu maior interesse foi o “Tribunal Popular das Margaridas - Previdência Pública Universal e Solidaria”, que discutiu, analisou e julgou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que dificulta a concessão de da aposentadoria, da pensão por morte, da aposentadoria por invalidez, entre outros itens, e reduz o valor dos benefícios.

    A atividade foi marcada pela indignação das mulheres que consideraram que as mudanças significam praticamente o fim da aposentadoria. E claro, elas condenaram a reforma por unanimidade.

    Para elas, a reforma proposta por Jair Bolsonaro (PSL), já aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado, onde também precisa ser aprovada em dois turnos, é cruel e maldosa para o povo brasileiro, em especial as mulheres que terão até as pensões por morte reduzidas a menos de um salário mínimo. E pior ainda para as camponesas.

    Para a secretária de Políticas Sociais da Contag, Edjane Rodrigues, é necessário e urgente barrar essa reforma porque a “previdência social é uma estratégica de nação, ela contribui com o desenvolvimento social e econômico de mais de 70% dos municípios do nosso país”.

    “Essa reforma vai levar a indigência e contra ela vai a nossa resistência”,

    A presidenta da CUT Maranhão, Adriana Oliveira, disse em seu depoimento que não reconhece este governo porque Bolsonaro não governa para as trabalhadoras e os trabalhadores.

    Segundo ela, essa reforma não é reforma e sim uma deforma que retira políticas públicas conquistadas por anos, principalmente nos governos de Lula e Dilma.

    “A gente precisa repudiar e lutar contra essa reforma. E Essa marcha tem essa responsabilidade de denunciar essa reforma e dizer que não reconhecemos este governo”.

    A cada intervalo de debate as mulheres cantavam e batucavam.

    “Essa reforma é opressora, tira direito da mulher trabalhadora”, cantaram mais uma vez durante o debate.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/para-margaridas-reforma-e-opressora-e-tira-direito-da-mulher-trabalhadora

    Manifestações estudantis levaram um milhão às ruas e houve simpatia da mídia conservadora


    As manifestações dos estudantes em defesa da educação e de repúdio a Bolsonaro voltaram a surpreender por seu vigor. As estimativas oscilam entre 900 mil e 1,5 milhão de pessoas nas ruas. Um fato novo foi a cobertura da mídia conservadora, claramente simpática à mobilização. Em 7 de setembro haverá outra rodada de protestos.

    14 de agosto de 2019, 09:14 h


    (Foto: Mídia Ninja)

    247 - As manifestações dos estudantes brasileiros em defesa da educação e de repúdio a Bolsonaro voltaram a surpreender o país por seu vigor nesta terça-feira (13). As estimativas oscilam entre 900 mil e 1,5 milhão de pessoas nas ruas. Um fato novo foi a cobertura da mídia conservadora, claramente simpática à mobilização.

    Segundo a União Nacional dos Estudantes, participaram dos protestos cerca de 1,5 milhão de pessoas em 205 cidades em todos os Estados e no Distrito Federal. Com o sucesso, nova mobilização está convocada para 7 de setembro.

    A novidade desta vez foi a mudança na postura da mídia conservadora, que passou da hostilidade ou indiferença para uma cobertura claramente simpática aos protestos.

    "Manifestações a favor da educação levam 1,5 milhão de pessoas às ruas" - foi a manchete de Veja em seu site.

    "Cidades brasileiras de todo o país têm atos em defesa da educação e contra a reforma da Previdência" - foi a manchete do site das Organizações Globo, o G1.

    A Folha de S.Paulo foi ainda mais enfática: "Atos contra Bolsonaro levam milhares às ruas pelo Brasil". E ainda registrou numa reportagem : "Em ato contra cortes na educação em SP, esquerda retoma verde e amarelo" -com referência direta aos "cara pintada" que marcaram época no movimento pelo impeachment de Fernando Collor nas manifestações de 1992.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/manifestacoes-estudantis-levaram-um-milhao-as-ruas-e-houve-simpatia-da-midia-conservadora

    terça-feira, 13 de agosto de 2019

    Bolsonaro despreza os nordestinos. E ele não está sozinho.



    Qualquer pessoa que saia do Nordeste para a parte de baixo do mapa sente a força do preconceito regional. Nós também sentimos. “O povo do Nordeste é preguiçoso, só vive na rede”, “O que essa pessoa lá do Nordeste quer se metendo nas coisas daqui?” etc. Quantas vezes não ouvimos conhecidos usarem as derivações de “baiano” para expressar algo errado, ruim ou inapropriado, e ficamos constrangidos ao perceber que, indiretamente, era de nós que eles estavam falando.

    É por isso que as declarações xenófobas de Bolsonaro não nos surpreendem. Ele só reforça a realidade que conhecemos bem: existe um forte e arraigado preconceito regional no Brasil. Não há diferença alguma entre o que Bolsonaro diz e o que qualquer tio do pavê falaria em um churrasco de domingo. Preconceitos, não esqueçamos disso, que Bolsonaro também destila contra mulheres, negros, LGBTs, indígenas, pobres.

    A diferença é que Bolsonaro é o presidente da República, e seus preconceitos interferem na economia e no desenvolvimento do Brasil e, claro, do Nordeste, que já vê o crédito minguar. Um levantamento do Estadão revelou que a Caixa Econômica Federal já reduziu a concessão de novos empréstimos para o Nordeste neste ano. Até julho, os estados da região receberam apenas 2,2% do total de novos empréstimos autorizados pelo banco, um percentual muito menor do que os 21,6% em 2018 e do que os 18,6% em 2017.

    Bolsonaro também ignorou dados do Tesouro Nacional, alegando que o baixo volume de financiamentos se deve à alta inadimplência dos municípios nordestinos. Mas as informações do Tesouro provam que não há diferenças regionais nos débitos e nem impedimento legal para que os repasses ocorram.

    A explicação verdadeira pode ser outra. Em um evento recente na Bahia, Bolsonaro condicionou a liberação de recursos ao apoio dos governadores do Nordeste: “não vou negar nada para esses Estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro.”

    Bolsonaro nunca engoliu o fato de que, se dependesse do Nordeste, ele não estaria no Palácio do Planalto.

    Quando o presidente deixa evidente o preconceito que tem pelos nordestinos, a mensagem que está passando é que, no seu governo, a população de nove estados do Brasil será ignorada. Não só ignorada, como punida. Ao dizer para o seu ministro que “tem que ter nada com esse cara”, referindo-se ao governador do Maranhão, chamado pejorativamente de paraíba, o presidente está falando de uma parte dos brasileiros que será tratada com desprezo.

    Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a 25ª Reunião do  Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE).

    Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a 25ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene.

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    Fim de um ciclo

    O governo Bolsonaro não é adepto das pesquisas científicas e, com frequência, nega a história. Mas ambas mostram que muitos fatores atrapalharam a ascensão dos nordestinos na economia brasileira. O principal, do passado até hoje, é a falta de políticas públicas de educação, saúde e alimentação.

    Foi a partir da segunda metade do século 19 que o fosso regional começou a se abrir. E se mantém largo desde então. Em 2010, a renda média do Nordeste equivalia a 55% da renda sudestina. Mas isso não tem nada a ver com a alegada preguiça dos nordestinos de trabalhar. A questão é econômica.

    Em meados da primeira metade do século 19, açúcar e algodão, produtos tradicionais da economia nordestina, iam perdendo fôlego. Na década de 1820, eles respondiam por 50% do valor das exportações brasileiras, mas desabaram para 9% em 1890. Surgia, então, o café como principal produto de exportação do Brasil. Produzido principalmente no Rio, Minas e São Paulo, mas atingindo também o Paraná e o Espírito Santo, o café responderia de 50% a até 70% de todo o valor das exportações brasileiras de 1830 até 1960.

    A segunda metade do século 19 marca também o aumento no fluxo de mercadorias, capitais e trabalhadores por todo o mundo. É quando ocorre a segunda revolução industrial, que transformou de forma profunda os transportes, as comunicações e a produção. Com a pujança do café, a região sudeste atrairia a maior parte dos frutos dessa modernização que se dirigiam ao país.

    Mas a coisa não se deu de forma repentina. Em 1872, o Rio de Janeiro era a maior cidade do Brasil, com 275 mil habitantes. Em seguida, vinham Salvador e Recife, com 120 mil habitantes, aproximadamente. São Paulo, por outro lado, tinha apenas 31 mil habitantes, sendo menor que São Luís, Fortaleza e Cuiabá. Isso mudou após cerca de três décadas. Em 1900, as duas maiores cidades do Brasil eram Rio, com 811 mil, e São Paulo, com 240 mil pessoas. Consolidava-se, assim, o poderio econômico da região sudeste, e o fosso regional começava a se alargar com maior velocidade.

    A explicação para o aumento súbito da população de São Paulo é a imigração europeia, atraída por causa da economia em expansão. Entre 1884 e 1940, desembarcaram no Brasil milhões de italianos e portugueses e milhares de espanhóis, japoneses e alemães. Todos países mais avançados que o Brasil.

    Dotados de maior grau de educação (ou “capital humano”, no linguajar dos economistas), essa mão de obra mais qualificada foi crucial para o desenvolvimento do sul e do sudeste do Brasil. Não que houvesse algo de especial nos genes de italianos e alemães. Mas em 1900, enquanto a taxa de alfabetização no Brasil era de 35% da população maior de 15 anos, na Itália ela de mais de 50%, e na Alemanha de quase 80%.

    Com o Nordeste em decadência, e com o Sul e o Sudeste em expansão, esses imigrantes – e seus descendentes, com o próprio presidente Jair Bolsonaro, de ascendência italiana – ainda hoje se concentram nas duas regiões mais ricas.

    Segundo o censo de 2010, 78% da região sul e 55% da região sudeste se declarava branca, enquanto no Nordeste esse valor é de 29%. Já os pardos – isto é, os mestiços – são 60% dos nordestinos, 36% dos sudestinos e 16% dos sulistas.

    Racismo científico

    Desde do final do século 19 estava na moda aquilo que ficou conhecido como “racismo científico”. Isso é, um conjunto de teorias que pregavam a existência de um ranking entre as “raças”, com os brancos europeus ocupando o topo da pirâmide, enquanto as populações pretas e mestiças ocupavam a base.

    Brancos europeus são vistos pela sociedade racista da época como mais inteligentes e mais trabalhadores. Os não brancos (pretos, pardos, indígenas), por sua vez, como inferiores, preguiçosos, malandros. Havia até autores como o italiano Cesare Lombroso que davam estofo “científico” às ideias de que pretos e pardos eram inclinados ao crime.

    Esses preconceitos facilitavam a ascensão social dos europeus e de seus descendentes, enquanto criavam mais obstáculos para a superação da pobreza das populações não-brancas. Logo, o sul-sudeste passa a ser composto em sua maioria pelas “raças superiores”, enquanto os nordestinos, em sua maioria, eram formados por elementos decaídos na visão da elite brasileira.

    A decadência do Nordeste era ainda mais violenta para as populações do semi-árido, cuja economia havia se especializado na produção de carne para atender as cidades litorâneas. Já no início do século 19, essa atividade entra em declínio, incapaz de competir com o charque (carne salgada) produzido pelo Rio Grande do Sul. Além dessa queda estrutural, o sertanejo era atingido pelas secas periódicas.

    Imagem de uma criança faminta na seca de 1877.

    Imagem de uma criança faminta na seca de 1877.

    Em 1877 e 1879, ocorre a chamada “grande seca”, que atinge com violência particular o estado do Ceará, provocando a morte de 500 mil sertanejos. Muitos foram os que, ao tentarem fugir da fome, se retiravam para as cidades litorâneas, bem como para a região norte do país, que começava a experimentar o boom da borracha.

    Rodolpho Theóphilo em sua “História da seca no Ceará” relata como os retirantes comiam plantas e raízes venenosas, que lhes custavam a vida, como também faziam uso de “carnes repugnantes de cães, gatos, morcegos, répteis e urubus”.

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    Cearenses comem lagarto para não morrer de fome.

    Arquivo Jornal do Brasil

    Essa massa de gente esfomeada e doente, que esmolava, se prostituía e cometia pequenos crimes nas cidades – muitas vezes para não morrer – passa a ser vista com pavor também pelas gentes das cidades grandes do Nordeste. Na seca de 1915, no Ceará, chegou-se mesmo a criar verdadeiros campos de concentração de retirantes, buscando evitar que eles chegassem à capital Fortaleza.

    De 1950 até 1980, por conta do forte crescimento econômico do Sudeste, legiões de nordestinos saem em busca de uma vida melhor no Rio e em São Paulo. Após longas viagens em caminhões pau-de-arara, esses nordestinos pobres, mestiços, com baixa escolaridade (a maioria era mesmo analfabeta) encontravam sustento em profissões de baixa qualificação e reduzido prestígio social. As mulheres, via de regra, se tornavam empregadas domésticas, lavadeiras. Os homens, pedreiros, trabalhadores braçais.

    Manchete “Nordeste tem novas ‘espécies humanas’”, referindo-se à baixíssima estatura dos nordestinos que passaram fome.

    Sem salários que lhes garantissem dignidade, esses nordestinos iam morar nas favelas que se agigantavam pelas grandes cidades brasileiras. Com pouca educação formal, falando um português com um sotaque característico, passam a ser um alvo fácil do preconceito, do ódio e também do humor – um modo socialmente palatável de destilar xenofobia e ódio.

    O preconceito já foi até mais ostensivo e desavergonhado, como nos tempos em que não havia preocupação com o “politicamente correto”, que tanto irrita nosso presidente e nossos humoristas medíocres.

    Paulo Francis, por exemplo, vez por outra saudado como um grande jornalista brasileiro, em colunas publicadas em grandes jornais sentia-se confortável o bastante para comparar os nordestinos a uma “sub-raça”. Eugênio Gudin, dos mais respeitados economistas no Brasil, também escrevia no jornal O Globo comparando os sertanejos nordestinos a animais, intocados pela civilização.

    Hoje não cai bem escrever essas coisas n’O Globo ou na Folha de S. Paulo, mas no mundo sem leis da internet o preconceito contra nordestinos sempre ressurge. Nas eleições presidenciais, por exemplo, a polarização sul antipetista e norte petista fez ebulir o ódio aos nordestinos.

    O presidente Jair Bolsonaro, da posição privilegiada do mais alto cargo da República, está constantemente reafirmando e chancelando a xenofobia, mais ou menos evidente, que existe em parte não desprezível de seu eleitorado. Ele consolida um preconceito baseado nessa construção histórica, de origem econômica, social e racial, que são marca do “racismo científico” e que ainda hoje se mantém no inconsciente de muita gente.

    Nós, nordestinos, não somos indivíduos aos olhos do presidente – aos olhos de vários brasileiros também não.

    Fonte: https://theintercept.com/2019/08/12/bolsonaro-despreza-nordeste-nordestinos-economia/?fbclid=IwAR256KUDAyMEXTtvRHjEZioNccMjorKUdXZSoQa_Qxi35mDp5lTGXgtK_pA

    JacintoPereira.com

    segunda-feira, 12 de agosto de 2019

    Demori: Deltan diz que relação com grupos "nunca foi segredo"

    Demori: Deltan diz que relação com grupos "nunca foi segredo", mas nas mensagens era "não me citem como origem"

    Leandro Demori, editor do site The Intercept Brasil, rebateu a tese do procurador Deltan Dallagnol, que disse em sua página nas redes que não reconhece o conteúdo dos novos trechos da revelados pela Vaza Jato, mas que "nunca foi segredo" sua relação com os grupos

    12 de agosto de 2019, 19:14 h


    Leandro Demori Deltan Dallagnol Leandro Demori Deltan Dallagnol

    247 - Leandro Demori, editor do site The Intercept Brasil, rebateu o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que disse não reconhecer o conteúdo dos novos trechos da revelados pela Vaza Jato, que mostram o procurador articulando ações de grupos da direita como Mude e Vem pra Rua para tentar pressionar o Supremo Tribunal Federal a não colocar Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli como seus substitutos.

    Dallagnol disse que "nunca foi segredo meu diálogo com entidades da sociedade civil e movimentos sociais, que têm sido essenciais para os avanços contra a corrupção nos últimos anos".

    "'Nunca foi segredo', mas só na matéria de hoje ele diz as seguintes coisas: "não me citem como origem"; "sem mencionar minha sugestão"; "Não comenta com ninguém, tenho que ficar na sombra"", rebateu Demori, citando trechos das frase usadas por Dallganol nas mensagens vazadas de grupos em seu Telegram.


    Leandro Demori

    @demori

    "Nunca foi segredo", mas só na matéria de hoje ele diz as seguintes coisas: "não me citem como origem"; "sem mencionar minha sugestão"; "Não comenta com ninguém, tenho que ficar na sombra". Então tá. https://twitter.com/deltanmd/status/1160950848475881473 …

    Deltan Dallagnol

    @deltanmd

    Não reconhecemos as mensagens do Intercept. Agora, nunca foi segredo meu diálogo com entidades da sociedade civil e movimentos sociais, que têm sido essenciais para os avanços contra a corrupção nos últimos anos. Seu mérito deve ser reconhecido.

    2.808

    18:44 - 12 de ago de 2019

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/demori-deltan-diz-que-relacao-com-grupos-nunca-foi-segredo-mas-nas-mensagens-era-nao-me-citem-como-origem

    Bolsonaro volta a quebrar decoro e insulta o povo argentino


    Jair Bolsonaro deu mais um motivo para sofrer impeachment, ao desrespeitar o resultado das primárias argentinas. Nesta segunda feira, durante evento em Pelotas (RS), ele disparou: "Se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima"

    12 de agosto de 2019, 13:12 h Atualizado em 12 de agosto de 2019, 13:20

  • 247 - Jair Bolsonaro deu mais um motivo para sofrer impeachment, ao desrespeitar o resultado das primárias argentinas. Nesta segunda feira, durante evento em Pelotas (RS), ele disparou: "Se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima".

    Segundo informou o site O Globo, ele disse: "Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima. E não queremos isso: irmão argentinos fugindo pra cá, tendo em vista o que de ruim parece que deve se concretizar por lá caso essas eleições realizadas ontem se confirmem agora no mês de outubro" .

    "Não se esqueçam que aqui mais ao Sul, na Argentina, o que aconteceu nas eleições de ontem, o que aconteceu nas eleições de ontem.... A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma da Dilma Rousseff, que é a mesma de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez, e Fidel Castro, deram sinal de vida aqui", acrescentou.

    Entenda:

    As eleições primárias na Argentina, ocorridas neste domingo (11), mostram que o jogo político na América Latina, que viu a ascensão de governos de extrema direita nos últimos tempos, começa a mudar.

    A chapa progressista encabeçada por Alberto Fernandez, com Cristina Kirchner na vice-presidência, derrotou o grupo conservador de direita liderado pelo atual mandatário, Mauricio Macri – apoiado por Jair Bolsonaro. Na primeira parcial, com 58,7% das urnas apuradas, Fernandez/Kirchner obtiverem 47,01% dos votos, contra 32,66% do presidente, que tenta a reeleição. Leia mais aqui.

    Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/bolsonaro-volta-a-quebrar-decoro-e-insulta-o-povo-argentino

    “Se Vc topar, vou te pedir pra ser laranja em outra coisa que estou articulando kkkk”, disse Deltan a procuradora


    Num dos trechos mais impactantes da Vaza Jato, o procurador Deltan Dallagnol pede a sua colega Thamea Danelon que ela seja "laranja" numa articulação da força-tarefa para pressionar o Supremo Tribunal Federal a prender o ex-presidente Lula – e ela concorda

    12 de agosto de 2019, 06:56 Deltan Dallagnol Deltan Dallagnol (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

    247 – Confira, abaixo, um dos trechos mais importantes da reportagem de Rafael Neves e Rafael Mora Martins, publicada no Intercept:

    Em 22 de março de 2018, o STF concedeu ao ex-presidente Lula um salvo-conduto para que ele, já condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá, não fosse preso até o julgamento de seu habeas corpus preventivo, marcado para 4 de abril. Grupos contrários e favoráveis ao petista mobilizaram-se para pressionar o Supremo.

    Oito dias depois, Dallagnol anunciou no grupo de Telegram Parceiros MPF — 10 medidas que ele e a equipe da Lava Jato no Paraná haviam aderido a um abaixo-assinado restrito a juízes e procuradores a favor da prisão em segunda instância. Horas mais tarde, o procurador discutiu com Thaméa Danelon a possibilidade de que também houvesse abaixo-assinados apresentados pela sociedade, e não apenas por autoridades.

    No dia seguinte, Dallagnol fez uma proposta à procuradora. “Se Vc topar, vou te pedir pra ser laranja em outra coisa que estou articulando kkkk”. Danelon assentiu, animada, e o chefe da Lava Jato continuou. “Um abaixo assinado da população, mas isso tb nao pode sair de nós… o Observatório vai fazer. Mas não comenta com ng, mesmo depois. Tenho que ficar na sombra e aderir lá pelo segundo dia. No primeiro, ia pedir pra Vc divulgar nos grupos. Daí o pessoal automaticamente vai postar etc”.

    O Observatório Social é uma organização de atuação nacional sediada em Curitiba que atua, segundo o site, “em favor da transparência e da qualidade na aplicação dos recursos públicos”. Mantendo sigilo sobre a articulação, a colega de Dallagnol em São Paulo divulgou o abaixo-assinado e disse a ele que o Vem Pra Rua fez o mesmo. Em seguida, o coordenador da Lava Jato compartilhou a petição em seu perfil do Facebook sem mencionar que estava por trás da iniciativa.

    Satisfeito com a repercussão, Dallagnol escreveu a Danelon: “Temos que cuidar pra não parecer pressão. Se não estivéssemos na LJ, o tom seria outro kkkkk. Ia chutar o pau da barraca rs. Depois chutava a barraca e eles todos tb kkk”. A procuradora subiu vários tons. “Eu colocava todos na barraca e metralhava kkkk”.

    ]Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/se-vc-topar-vou-te-pedir-pra-ser-laranja-em-outra-coisa-que-estou-articulando-kkkk-disse-deltan-a-procuradora

    Dallagnol articulou movimentos de rua contra o STF um dia após a morte de Teori Zavascki


    Enquanto o Brasil entrava em choque com a morte do ex-ministro Teori Zavascki num acidente aéreo até hoje não explicado, o procurador Deltan Dallagnol já se articulava com movimentos como Mude e Vem pra Rua para tentar pressionar o Supremo Tribunal Federal a não colocar Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli como seus substitutos. Esta é uma das novas revelações da Vaza Jato

    12 de agosto de 2019, 05:23 h Atualizado em 12 de agosto de 2019, 07:13 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

    247 – "O procurador Deltan Dallagnol usou dois grupos políticos surgidos após a operação Lava Jato como porta-vozes de causas políticas pessoais dele e da operação, revelam mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram e que fazem parte do arquivo da Vaza Jato. Nelas, Dallagnol pauta atos públicos, publicações em redes sociais e manifestações dos movimentos de forma oculta, tomando cuidados para não ser vinculado publicamente a eles", aponta a nova reportagem do Intercept, assinada por Rafael Neves e Rafael Moro Martins.

    "Os chats mostram que Dallagnol começou a se movimentar para influenciar a escolha do novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal apenas um dia após a morte do ministro Teori Zavascki, antigo responsável pelos processos da operação no STF", aponta o texto da Dupla.

    Os grupos usados por Dallagnol para mobilizar "manifestoches" foram o Vem pra Rua, ligado a bilionários, como Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev, e o Mude - Chega de Corrupção. "Passada a derrota na votação das dez medidas na Câmara, Dallagnol passou a usar o Mude — e também o Vem Pra Rua — para outras tarefas – entre elas influenciar a escolha do relator da Lava Jato no Supremo após a morte de Zavascki", aponta a reportagem.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/dallagnol-articulou-movimentos-de-rua-contra-o-stf-um-dia-apos-a-morte-de-teori-zavascki

    Deltan dirigiu pressão contra sorteio no STF, pediu a Barroso para assumir vaga e no fim disse que Fachin foi 'coisa de Deus'


    Os novos diálogos da Vaza Jato também revelam que os procuradores de Curitiba, além de vetar alguns ministros do Supremo Tribunal Federal para a relatoria da Lava Jato, também tinham duas preferências: Luis Roberto Barroso e Edson Fachin, que acabou se movimentando para ocupar a vaga

    12 de agosto de 2019, 05:36 h Atualizado em 12 de agosto de 2019, 06:4 (Foto: Reuters | STF | ABr)

    247 – Enquanto o Brasil vivenciava a tragédia causada pela morte do ministro Teori Zavascki, o procurador Deltan Dallagnol agia nas sombras para emplacar seu substituto. "Em 31 de janeiro, Dallagnol manifestou sua preocupação com os colegas da força-tarefa do Paraná no grupo Filhos do Januário 1. Ele sugeriu que dissessem a jornalistas, em off, que temiam 'que Toff, Gilm ou Lew assumam' e que delegassem aos movimentos sociais a tarefa de pressionar o STF a não definir a questão por sorteio, o que seria uma 'roleta russa'”, aponta a nova reportagem, assinada por Rafael Neves e Rafael Mora Martins.

    No dia seguinte, em 1º de fevereiro, o ministro Edson Fachin, de surpresa, pediu para migrar para a segunda turma. Mas a Lava Jato preferia que Luís Roberto Barroso tivesse feito isso. Numa conversa privada com uma ex-integrante da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, Dallagnol indica que chegou a fazer o pedido a ele:

    1 de fevereiro de 2017 – Chat privado

    Anna Carolina Resende – 12:11:18 – Deltan, fale com Barroso

    Resende – 12:11:37 – insista para ele ir pra 2 Turma

    Deltan Dallagnol – 12:18:07 – Há infos novas? E Fachin?

    Dallagnol – 12:18:11 – Ele seria ótimo

    Resende – 13:54:21 – Vai ser definido hj

    Resende – 13:54:33 – Fachin não eh ruim mas não eh bom como Barroso

    Resende – 13:54:44 – Mas nunca se sabe quem será sorteado

    Resende – 13:56:40 – Barroso tinha q entrar nessa briga. Ele não tem rabo preso. Eh uma oportunidade dele mostrar o trabalho dele. Os outros ministros devem ter ciúmes dele, pq sabem que ele brilharia na LJ. Ele tem que ser forte e corajoso. Ele pode pedir p ir p 2 turma e ninguém pode impedi-lo. Vão achar ruim mas paciência, ele teria feito a parte dele

    Dallagnol – 14:11:37 – Ele ficou alijado de todo processo. Ninguém consultou ele em nenhum momento. Há poréns na visão dele em ir, mas insisti com um pedido final. É possível, mas improvável.

    Dallagnol – 14:30:16 – Mas sua mensagem foi ótima, Caroll

    Dallagnol – 14:30:24 – Por favor não comente isso com ninguém

    Dallagnol – 14:30:25 – Please

    Dallagnol – 14:30:29 – Ele pediu reserva

    Resende – 14:30:31 – clarooo, nem se preocupe

    Resende – 14:30:45 – só lhe pedi para falar novamente com ele porque isso está sendo decidido hoje

    Dallagnol – 14:30:52 – Foi o tom do meu último peido

    Resende – 14:31:18 – vamos rezar para Deus fazer o melhor

    Resende – 14:32:22 – mas nosso mentalização aqui é toda em Barroso

    No fim das contas, Fachin foi transferido para a 2ª Turma e acabou sorteado relator da Lava Jato. Dallagnol comemorou o resultado em 2 de fevereiro numa conversa com Fabio Oliveira, do Mude: “Fachin foi coisa de Deus”, aponta a reporttagem.

    Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/deltan-orientou-lobby-contra-sorteio-no-stf-pediu-a-barroso-para-assumir-a-vaga-mas-no-fim-disse-que-fachin-foi-coisa-de-deus