quinta-feira, 20 de junho de 2019

Bolsonaro acaba de cometer o crime de homofobia, diz David Miranda



David Miranda: uma CPI deve se ater a Moro e Dallagnol

247 – "Bolsonaro insiste na fake news estapafúrdia de que Jean me vendeu o mandato, e em seguida se refere a Jean como a "menina" que deixou o país. É vergonhoso o nível do Presidente da República. Além de tudo, Bolsonaro comete o crime de homofobia, recentemente reconhecido pelo STF", postou o deputado David Miranda.


David Miranda

@davidmirandario

Bolsonaro insiste na fake news estapafúrdia de que Jean me vendeu o mandato, e em seguida se refere a Jean como a "menina" que deixou o país. É vergonhoso o nível do Presidente da República.
Além de tudo, Bolsonaro comete o crime de homofobia, recentemente reconhecido pelo STF.

Juízes repudiam Moro: tenta imputar a toda magistratura suas práticas ilícitas


247 - A Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou nota nesta quarta-feira, 19, em que repudia com veemência declarações do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que tem classificado como “absolutamente normal” e “muito comum” o contato privado de juízes com procuradores.

"Tais práticas não refletem, em absoluto, a conduta das magistradas e dos magistrados brasileiros que cumprem o seu dever funcional. Ao defendêlas, o Ministro promove uma inaceitável banalização do exercício distorcido da atividade judicante, ofensiva à sua dignidade, seriedade e respeitabilidade, que é também incompatível com a dignidade, a honra, o decoro e a transparência exigidos pelo Código de Ética da Magistratura", diz a entidade.

"Não aceitaremos, pois, que, para justificar sua conduta inapropriada, o Ministro tente imputar a toda a magistratura nacional a prática das mesmas ilicitudes", acrescenta.

Leia, abaixo a nota na íntegra:

A AJD - Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental, de âmbito nacional, sem fins corporativos, que tem como um de seus objetivos estatutários a defesa dos direitos e garantias fundamentais e a manutenção do Estado Democrático de Direito, vem a público externar seu mais veemente repúdio às declarações do Ministro da Justiça e Segurança Pública, que, em repetidos pronunciamentos públicos, tem classificado como “absolutamente normal” e “muito comum” o contato privado de juízes com procuradores para tratar de questões e estratégias processuais em feitos sob sua responsabilidade, ampliandose para atuações fora do próprio âmbito do processo, conforme se verifica no conteúdo das mensagens recentemente divulgadas pelo site The Intercept Brasil (https://theintercept.com/2019/06/18/lava-jato-fingiuinvestigar-fhc-apenas-para-criar-percepcao-publica-de-imparcialidademas-moro-repreendeu-melindra-alguem-cujo-apoio-e-importante/).

Tais práticas não refletem, em absoluto, a conduta das magistradas e dos magistrados brasileiros que cumprem o seu dever funcional. Ao defendêlas, o Ministro promove uma inaceitável banalização do exercício distorcido da atividade judicante, ofensiva à sua dignidade, seriedade e respeitabilidade, que é também incompatível com a dignidade, a honra, o decoro e a transparência exigidos pelo Código de Ética da Magistratura, cujo artigo 8º é claro ao estabelecer que “o magistrado imparcial é aquele que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito”. É inaceitável que o Ministro confunda a urbanidade na interação entre juízes e membros do Ministério Público, com a fusão de seus distintos papéis processuais, bem delineados em nossa Constituição. É ainda mais deplorável que o Ministro tenha a pretensão de subordinar a perene dignidade institucional da Magistratura ao sabor de estratégias ligadas a meros interesses individuais conjunturais. Não aceitaremos, pois, que, para justificar sua conduta inapropriada, o Ministro tente imputar a toda a magistratura nacional a prática das mesmas ilicitudes. 

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/juizes-pela-democracia-desmentem-moro

Carlos Bolsonaro contratou parentes "fantasmas" para trabalhar em gabinete no Rio


247 - O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, empregou a madrasta, Ana Cristina Siqueira Valle, e outros sete de seus familiares Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Segundo reportagem da revista Época, muitos sequer moram no Rio ou mesmo adentraram no prédio em que funciona o Legislativo municipal

“Não trabalhei em nenhum gabinete, não. Minha família lá que trabalhou, mas eu não”, disse Marta Valle, cunhada de Ana Cristina. Segundo a reportagem, porém, ela teria passado sete anos e quatro meses lotada no gabinete de Carlos Bolsonaro.

Outros parentes de Ana Cristina também teriam nomeados para cargos nos gabinetes de Jair Bolsonaro, quando este ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados, e do senador Flávio Bolsonaro, quando este exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Ministério Público investiga se as contratações devolviam integral ou parcialmente parte de seus salários aos parlamentares, prática chamada de “rachadinha”.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/carlos-bolsonaro-contratou-parentes-de-madrasta-que-vivem-em-mg-para-trabalhar-em-gabinete-no-rio

Santos Cruz: governo é 'show de besteiras' e ataques contra mim foram 'guerra de baixarias'


General Carlos Alberto dos Santos Cruz

247 - Após uma polêmica demissão da Secretaria de Governo da Presidência da República na semana passada - cujo motivo passa por sua resistência a financiar blogs da direita alimentados por fake news - o general Carlos Alberto dos Santos Cruz critica o governo em entrevista ao repórter Bruno Abbud, da revista Época.

Para ele, o governo Bolsonaro precisa parar de perder tempo com “bobagens” para focar no que é importante. “Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco”, diz. Sobre as críticas das quais foi alvo por parte de Olavo de Carvalho, avaliou que há um limite: "discordâncias são normais, mas atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias”.

“Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada. Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem”, disse Santos Cruz.

“Não é porque você tem liberdade e mecanismos de expressão, Twitter, Facebook, que você pode dizer o que bem entende, criando situações que atrapalham o governo ou ofendem a pessoa. Você discordar de métodos de trabalho é normal, até publicamente. Discordâncias são normais, de modo de pensar, modo de administrar, modo de fazer política, de fazer coordenação. Mas, atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias”, acrescentou.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/santos-cruz-governo-e-show-de-besteiras-e-criticas-foram-guerra-de-baixarias

Laura Carvalho: procura por caixa-preta do BNDES destrói capacidade de investimentos do país


A economista e professora da USP Laura Carvalho observa que, apesar dos altos índices de desemprego e da estagnação econômica, o governo Jair Bosloanro insiste em "continuar procurando a tal caixa-preta no BNDES enquanto destruímos completamente a capacidade de investimento e de financiamento do Estado brasileiro”.

20 de junho de 2019, 09:32 h Atualizado em 20 de junho de 2019, 10:11

Economista diz que busca por caixa-preta do BNDES prejudica a economia

A economista e professora da USP Laura Carvalho observa que a crise econômica brasileiraé bastante atípica” e que “a caixa-preta, que nos desastres ajudam a revelar alguns deles, pode ser encontrada, no caso de nossa recessão, em um setor-chave da economia: a construção civil”.

“Se considerarmos que a recessão começou no segundo trimestre de 2014, tal qual identificado pelo Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), o PIB Brasileiro ainda está 5,3% abaixo de seu valor pré-crise, tornando esta a mais lenta recuperação da história. Ainda assim, nada comparado ao que se passa no setor de construção, que ainda sofre com um produto 31,8% menor do que no pico”, destaca Laura em um artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo.

Laura relembra que, além da retração do setor, a construção civil faz uso intensivo da mão de obra e “a perda de empregos no setor é, sozinha, responsável por mais de 20% do aumento no número de desempregados no país”.

“É aí que entra em cena a confluência de fatores. Primeiro, na semana em que foi protocolado o maior pedido de recuperação judicial da história brasileira, pela Odebrecht S.A., não é possível ignorar os impactos econômicos de curto prazo da Operação Lava Jato”, diz. Ainda segundo ela, a retração do crédito também faz parte da confluência de fatores que atrasam o reaquecimento da economia. Para a economista, a ideia do governo jair Bolsonaro de "continuar procurando a tal caixa-preta no BNDES enquanto destruímos completamente a capacidade de investimento e de financiamento do Estado brasileiro”.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/laura-carvalho-enquanto-se-procura-caixa-preta-do-bndes-se-destroi-a-capacidade-de-investimentos-do-pais

terça-feira, 18 de junho de 2019

Críticas à Reforma Trabalhista marcam encerramento do Congresso "A Justiça do Trabalho no Brasil e no Mundo"


  • TRT/CE - Divisão de Comunicação Social <csocial@trt7.jus.br>

Para:Folha Digital - Sobral

18 de jun às 19:30

Críticas à Reforma Trabalhista marcam encerramento do Congresso Internacional "A Justiça do Trabalho no Brasil e no Mundo"

Na tarde da sexta-feira (14/6), o Congresso Internacional “A Justiça do Trabalho no Brasil e no Mundo” foi encerrado com pronunciamento do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Augusto César Leite de Carvalho. O magistrado resumiu os aspectos mais importantes abordados durante o evento e criticou a Reforma Trabalhista. O Congresso foi promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (Ejud7 – TRT/CE) nos dias 13 e 14 de junho e reuniu congressistas que debateram sobre estruturas e procedimentos para resolução de conflitos trabalhistas em países da Europa, Ásia, África e América.

Mesa de encerramento do Congresso contou com ministros do TST e desembargadores do TRT/CE

Mesa de encerramento do Congresso contou com ministros do TST e desembargadores do TRT/CE

Veja fotos do primeiro dia do evento aqui.

Veja fotos do segundo dia do evento aqui.

Para o magistrado, abordar a Reforma Trabalhista – que entrou em vigor no Brasil em novembro de 2017 - é importante pois o principal argumento utilizado por seus defensores é que a Consolidação das Leis Trabalhistas necessitava ser modernizada. Segundo o ministro, foi sob esse aspecto que, implicitamente, o evento lidou ao comparar os sistemas de Justiça do Trabalho do Brasil com os de outros países.

O ministro Augusto César considera que a Reforma Trabalhista perdeu a oportunidade de introduzir real modernização ao ordenamento jurídico brasileiro

O ministro Augusto César considera que a Reforma Trabalhista perdeu a oportunidade de introduzir real modernização ao ordenamento jurídico brasileiro

“A Reforma Trabalhista foi omissa em vários aspectos que poderiam de fato modernizar a legislação. A Lei nº 13.467 de 2017 não atende as expectativas, porque ela poderia ter sido uma real modernização das leis do trabalho. Hoje temos novas formas de remuneração. Por exemplo, se era para modernizar, por que a Reforma não tratou dos trabalhos por plataformas digitais, que estão não apenas a permitir a robotização do trabalho, mas também interferindo na própria gestão e concepção dos negócios?”, provocou. Para ele, uma nova lei trabalhista poderia ter sido profícua e trazer soluções jurídicas para esse tipo de situação.

Augusto César concluiu que a comparação do nosso sistema de Justiça do Trabalho com o de outros países não tem como objetivo buscar um nivelamento das legislações. “Nós não precisamos ser iguais a eles, porque temos uma sociedade diferente. Temos diferenças étnicas de respeito progressivo aos trabalhadores que prestaram serviços na condição de escravos num tempo muito próximo. Essa é uma diferença que merece um tratamento diferente e desigual por parte da lei. Ouvir a experiência acumulada por outros povos irmãos pode contribuir muito para que nós sejamos melhores”, finalizou.

Compuseram também a mesa de encerramento do Congresso Internacional os ministros do TST Kátia Abreu e Cláudio Brandão, o presidente do TRT/CE, desembargador Plauto Porto, e os desembargadores Regina Gláucia Nepomuceno, Maria José Girão, Tarcísio Lima Verde Júnior e Paulo Régis Botelho.

Repercussão

Após os dois dias de discussões e intercâmbio de informações sobre a Justiça do Trabalho no Brasil e no Mundo, os participantes do Congresso manifestaram satisfação com a organização do evento. O analista processual do Ministério Público do Trabalho Márcio Pontes Ibiapina considerou muito boas as instalações (auditório do anexo da Assembleia Legislativa do Ceará) e o conteúdo da programação. “A oportunidade foi de desmitificar o que muitas vezes se diz, inclusive de modo leviano, que somente o Brasil disporia de Justiça do Trabalho, o que seria algo sui generis”, afirmou.

A advogada Tereza Gabriela Magalhães afirmou que o Congresso foi de grande valia para a advocacia trabalhista. “Esta experiência acrescentou incrivelmente ao meio jurídico nacional, pois pudemos perceber que vivemos realidades bem parecidas, inclusive quanto aos temas objetos das litigâncias levadas à Justiça estrangeira”, destacou. Ela chamou a atenção, também, o fato de, no sistema norte-americano, ser possível um único autor representar vários trabalhadores da mesma categoria, o que, no Brasil, apenas caberia ao Sindicato.

Kaio Macedo Melo, acadêmico do 5º semestre de Direito da Universidade do Vale do Acaraú de Sobral, disse já ter frequentado alguns congressos, mas que este foi um dos melhores que já viu. O estudante revelou ter lhe despertado especial atenção a observação do doutor pela Universidade de Tóquio, Masato Ninomiya, sobre a cultura de trabalho no Japão. “Ficou claro que não bastam mudanças legislativas em contextos como esse. É preciso modificar a cultura instalada em torno do sentido do trabalho”, pontuou.

Ação solidária

Paralelamente à realização do Congresso Internacional “A Justiça do Trabalho no Brasil e no Mundo”, os participantes fizeram doações de leite ou adquiriram durante o evento, mediante pagamento de taxa. Ao todo, foram arrecadadas 528 latas de leite.

A Ejud7, ao final do evento, fez a doação da arrecadação para três instituições. O desembargador Tarcísio Lima Verde Júnior, diretor da Escola Judicial, realizou a entrega simbólica das doações para a irmã Conceição Albuquerque (Lar Amigos de Jesus) e Luiz Alberto de Sousa Martins (Irmão Sol Irmã Lua), representantes das duas instituições que estiveram presentes no Congresso. A outra instituição beneficiada foi o Lar Torres de Melo.

---

Informações para Imprensa
Divisão de Comunicação Social do TRT/CE
Telefones: (85) 3388-9428 / 9426 / 9227
Diretor: Hugo Cardim
Celular/Whatsapp: (85) 99275-8581

Protegido por Moro, FHC pediu dinheiro a Marcelo Odebrecht, mas é Lula quem está na cadeia


Novas revelações da Vaza Jato comprovam que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu dinheiro ao empresário Marcelo Odebrecht; laudo da Polícia Federal mostra que a Odebrecht havia feito pagamentos mensais que somaram R$ 975 mil ao iFHC entre dezembro de 2011 e de 2012

18 de junho de 2019, 23:30 h Atualizado em 18 de junho de 2019, 23:40


Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

247 - Novas revelações feitas nesta terça-feira, 18, pelo The Intercept sobre o escândalo da operação Lava Jato confirmam uma suspeita já conhecida das autoridades. A de que o ex-presidente Fernndo Henrique Cardoso solicitou dinheiro ao empresário Marcelo Odebrecht.

Segundo o Intercept, foi em uma conversa no dia 17 de novembro de 2015 que o procurador Roberson Pozzobon sugeriu investigar, num mesmo procedimento, pagamentos da Odebrecht aos institutos de Lula e FHC. “Assim ninguém poderia indevidamente criticar nossa atuação como se tivesse vies partidário”, justificou Pozzobon.

Depois de sugerir a investigação, o procurador da Lava Jato mostrou uma troca de e-mails de 2014 entre a secretária de FHC, Anna Mantovani, e dois interlocutores: um representante da Associação Petroquímica e Química da Argentina, a Apla, identificado como Manuel Diaz, e um empresário do ramo cultural, Pedro Longhi. A secretária fala para verificarem com a Braskem – empresa do ramo petroquímico controlada pela Odebrecht – qual a “melhor maneira para [a empresa] fazer a doação [para o iFHC]”.

A segunda imagem encaminhada por Pozzobon era de um laudo da Polícia Federal daquele mesmo ano, que mostrava que a Odebrecht havia feito pagamentos mensais que somaram R$ 975 mil ao iFHC entre dezembro de 2011 e de 2012. 

As investigações da Lava Jato também revelaram cinco emails que tratam de contribuições para o instituto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Há duas mensagens do próprio FHC pedindo doações a Marcelo em 2010. Em um dos e-mails, FHC manda a mensagem ‘SOS’, que significa socorro, para ajuda na campanha e envia dados bancários. Valores não são mencionados.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/vaza-jato-fhc-moro-odebrecht

Greenwald: Moro foi corrupto e prevaricou para proteger FHC


"Ele está protegendo FHC de várias acusações de criminalidade porque ele parece ser um defensor. Como isso não é crime de prevaricação?", questionou o editor do The Intercept Brasil, Glenn Greenwald após matéria que demonstra blindagem de Fernando Henrique Cardoso pela Lava Jato

18 de junho de 2019, 23:02 h

247 - O editor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, disse, após a divulgação de novos trechos de conversa do ministro da Justiça, Sérgio Moro, com integrantes da operação Lava Jato, que o ex-juiz cometeu crimes de corrupção e prevaricação.

"Para mim, esta é a mais grave revelação até agora. Desde o início, o fator-chave para Lava Jato ser legítima era perseguir políticos corruptos, independentemente de partido ou ideologia. Aqui, Moro fez o oposto: ele quer que FHC se proteja porque vê FHC como um aliado: isso é corrupção", disparou o jornalista norte-americano.

Para ele, Moro está obstruindo uma investigação para proteger alguém que considera um amigo.

"Ele está protegendo FHC de várias acusações de criminalidade porque ele parece ser um defensor. Como isso não é crime de prevaricação?", questiona.

"Então há o ato muito enganoso e cínico de Deltan: propositalmente passar aos promotores apenas uma acusação contra FHC - que ele sabia que não poderia ser processada porque já estava prescrita - a fim de enganar o público alegando que isso mostraria sua "imparcialidade", finalizou Glenn.

Prefeito de Forianopólis é preso em operação da Polícia Federal


O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, foi preso na manhã desta terça-feira (18) como parte da Operação Chabu, da Polícia Federal. A operação visa combater a prática de uma organização que violava o sigílo de o sigílo de operaçãoes policiais em Santa Catarina

Painel de abertura com debates e participação do prefeito, Gean Loureiro

247 - Às 10h20, assessores e servidores do governo municipal permaneciam reunidos na sede da Prefeitura de Florianópolis, no Centro. A informação é do Portal ND Mais.

Entre os detidos como parte da operação está o delegado Fernando Caieron, da Polícia Federal em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atrapalhar a investigação contra uma organização criminosa.

Os agentes federais prenderam, também durante a manhã, o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima. Entre os 30 mandados expedidos pelo TRF 4 em Porto Alegre há 23 de busca e apreensão.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/sul/prefeito-de-forianopolis-e-preso-em-operacao-da-policia-federal

Empresário confirma disparos em massa de whatsapp na campanha de Bolsonaro


Durante a campanha eleitoral de 2018, empresas brasileiras contrataram uma agência de marketing na Espanha para fazer, pelo WhatsApp, disparos em massa de mensagens políticas a favor do então candidato a presidente Jair Bolsonaro, que foi eleito à base de manipulações e fake news

18 de junho de 2019, 07:30 h Atualizado em 18 de junho de 2019, 12:25


Sócio de agência investigada por fake news pelo WhatsApp integra time de Bolsonaro

247 – "Durante a campanha eleitoral de 2018, empresas brasileiras contrataram uma agência de marketing na Espanha para fazer, pelo WhatsApp, disparos em massa de mensagens políticas a favor do então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL)", informa a jornalista Patrícia Campos Mello, em reportagem publicada na Folha de S. Paulo desta terça-feira. A informação é do espanhol Luis Novoa, dono da Enviawhatsapps.

PUBLICIDADE

"Nos áudios, ele diz que “empresas, açougues, lavadoras de carros e fábricas” brasileiros compraram seu software para mandar mensagens em massa a favor de Bolsonaro. De acordo com Novoa, ele não sabia que seu software estava sendo usado para campanhas políticas no Brasil e só tomou conhecimento quando o WhatsApp cortou, sob a alegação de mau uso, as linhas telefônicas de sua empresa", aponta ainda o texto.

Fonte: https://www.brasil247.com/regionais/brasilia/empresario-confirma-disparos-em-massa-de-whatsapp-na-campanha-de-bolsonaro

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Gustavo Montezano é escolhido para assumir o BNDES com a tarefa de privatizar tudo

 

247 - Após a saída humilhante de Joaquim Levy, o anunciado como novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é Gustavo Montezano. Segundo o G1, sua tarefa na presidência é acelerar as privatizações.

Já o presidente Jair Bolsonaro quer que o novo presidente do banco identifique onde foi investido o dinheiro enviado a obras de infraestrutura em Cuba e na Venezuela.

Montezano era secretário especial adjunto de Desestatização do governo e foi sócio do Banco BTG. De acordo com o colunista Lauro Jardim, Montezano teve o apoio do senador Flávio Bolosnaro (PL-RJ) e dp vereador Carlos Bolsonaro, ambos filhos do presidente Jair Bolsonaro. O jornalista disse que Carlos conhece Montezano há mais de 20 anos. Ele é filho de Roberto Montezano, que trabalhou com o Paulo Guedes anos atrás no Ibmec.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer acelerar o programa de privatizações que, segundo ele, estavam em "ritmo lento". Guedes quer divulgar o roteiro das privatizações, assim que for aprovada a reforma da Previdência. Ele diz que a estraga das estatais brasileira para o mercado deve gerar US$ 20 bilhões.

Fonte : https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/397032/Gustavo-Montezano-%C3%A9-escolhido-para-assumir-o-BNDES-com-a-tarefa-de-privatizar-tudo.htm

Editor do Intercept aponta contradição dos procuradores da Lava Jato

 

247 - Editor do site The Intercept, responsável pelos vazamentos das conversas entre Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, o jornalista Leandro Demori apontou a contradição de procuradores da Lava Jato ao comentar os diálogos divulgados. "Não reconhecem os diálogos, mas dizem que não tem nada de mais nos diálogos. Apostam em dois cavalos ao mesmo tempo", postou no Twitter.

Nesta segunda-feira 17, o procurador o Carlos Fernando dos Santos Lima, em entrevista ao Estado de S.Paulo, disse inicialmente que as conversas entre o ex-juiz e integrantes da força-tarefa eram uma "prática da Justiça", mas depois alertou para a hipótese de que "essas conversas não tenham sido editadas".

"A relação entre juiz e procuradores, juiz e delegados, juiz e advogados se dá diuturnamente. Questões procedimentais, exposição de pontos de vista e explicação de futuros pedidos são comuns. Somos todos conhecidos, não amigos, de mais de 20 anos. Não há nada de irregular nas conversas. Essa é a prática judiciária. Observo, novamente, que não se pode atestar que essas conversas não tenham sido editadas, motivo pelo qual nada disso significa qualquer coisa relevante", declarou Lima.

"O Carlos Fernando, que hoje usa aspas pra se referir ao nosso "jornalismo", não usou aspas quando nos concedeu uma entrevista para falar bem da Lava Jato", postou ainda Demori, compartilhando uma entrevista concedida pelo procurador ao Intercept em setembro de 2018.


Leandro Demori

@demori

Não reconhecem os diálogos, mas dizem que não tem nada de mais nos diálogos. Apostam em dois cavalos ao mesmo tempo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/397041/Editor-do-Intercept-aponta-contradi%C3%A7%C3%A3o-dos-procuradores-da-Lava-Jato.htm

Procurador da Lava Jato diz que parceria Moro-MPF é 'prática judiciária'


247 - O procurador aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima, que foi o decano da força-tarefa da Lava Jato, classificou como "comuns" as conversas de membros do Ministério Público Federal com o então juiz Sérgio Moro na construção da farsa jurídica que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá.

Em entrevista ao jornalista Fausto Macêdo, publicada nesta segunda-feria, 17, no jornal O Estado de S. Paulo, Santos Lima disse acreditar que a divulgação das ilegalidades da Lava Jato pelo site The Intercept Brasil sejam parte de "uma campanha orquestrada", com "objetivo claro de libertar Lula.

Questionado pelo jornal se houve relação ilegal entre o juiz da Lava Jato e a acusação, Santos Lima reagiu com naturalidade. "Essa é uma discussão sem sentido. A relação entre juiz e procuradores, juiz e delegados, juiz e advogados se dá diuturnamente. Questões procedimentais, exposição de pontos de vista e explicação de futuros pedidos são comuns. Somos todos conhecidos, não amigos, de mais de 20 anos. Não há nada de irregular nas conversas. Essa é a prática judiciária. Observo, novamente, que não se pode atestar que essas conversas não tenham sido editadas, motivo pelo qual nada disso significa qualquer coisa relevante", diz ele em um trecho da entrevista.

No trecho mais recente de conversas divulgado pelo Intercept, Carlos dos Santos Lima aparece atendendo a um pedido do então juiz Sérgio Moro para editarem uma nota atacando o ex-presidente Lula e sua defesa na imprensa. Segundo os diálogos, o procurador defendeu "ir direto na jugular" ao construir a falsa narrativa, comprada pela mídia, de que Lula teria coloca a culpa de seu suposto crime na esposa falecida, Marisa Letícia (leia mais no Brasil 247).

Fonte:  https://www.brasil247.com/pt/247/sul/397021/Procurador-da-Lava-Jato-diz-que-parceria-Moro-MPF-%C3%A9-'pr%C3%A1tica-judici%C3%A1ria'.htm

Senadores aprovam convite a Glenn Greenwald

247 - O Conselho de Comunicação Social (CCS) aprovou na tarde desta segunda-feira, 17, convite ao jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, que tem publicado conversas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

O jornalista irá falar sobre o escândalo da Vza Jato, que revelou que o ex-juiz Sérgio Moro atuou como coordenador do Ministério Público na construção da ação que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso triplex.

A audiência será em 1º de julho.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, irá ao Senado nesta quarta-feira (19) depor sobre as manipulações que fez na condução da Operação Lava Jato, reveladas pelo site The Intercept.

Ele vai tentar se defender da evidência de que cometeu atos ilícitos ao fazer conluio com a Promotoria, prática vedada pela lei e pela ética aos juízes.https://www.brasil247.com/pt/247/brasilia/397010/Senadores-aprovam-convite-a-Glenn-Greenwald.htm

Fonte:

TRF-4 já usou mensagens do Telegram para reforçar condenações


247 - O aplicativo de mensagens Telegram não foi usado apenas pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, para orientar integrantes da Força tarefa da Operação Lava Jato. O aplicativo Telegram já foi utilizado em diversas ocasiões para reforçar condenações aplicadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância da Lava Jato.

Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, em uma de suas decisões, 'o desembargador Thompson Flores integrou à sua sentença o argumento de que o réu mantinha "intensa comunicação por meio de aplicativos velados, a exemplo do Telegram"'.

O desembargador Leandro Pausen também afirmou, durante um julgamento sobre tráfico de drogas, que o réu, processado por tráfico de drogas, se comunicava com os cúmplices diversos meios eletrônicos — o Telegram entre eles — "com o objetivo de "dificultar o rastreamento".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sul/396999/TRF-4-j%C3%A1-usou-mensagens-do-Telegram-para-refor%C3%A7ar-condena%C3%A7%C3%B5es.htm

França, Suíça e Bélgica receberão Caravana por Lula Livre Europa

 

<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />

França, Suíça e Bélgica serão os países visitados entre os próximos dias 25 e 28 pela Caravana Lula Livre Europa; a iniciativa, de comitês Lula Livre distribuídos por diversas cidades do mundo, pretende amplificar as denúncias sobre a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

17 de Junho de 2019 às 14:25

Cláudia Motta (Rede Brasil Atual) - França, Suíça e Bélgica serão os países visitados entre os próximos dias 25 e 28 pela Caravana Lula Livre Europa. A iniciativa, de comitês Lula Livre distribuídos por diversas cidades do mundo, pretende amplificar as denúncias sobre a prisão política do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que em junho completou um ano e dois meses.

PUBLICIDADE

"A Caravana Lula Livre Europa tem o objetivo de fazer um movimento na França e países próximos sobre o que está acontecendo no Brasil. Ao mesmo tempo que falaremos de Lula e de sua perseguição política, abordaremos a fragilidade das instituições brasileiras", afirma a jornalista Maria Luísa Souto Maior, uma das organizadoras do evento. "Desde 2013, o Brasil vem sendo sacudido por uma série de eventos que nos levou até a eleição de Bolsonaro. Achamos que os jornais franceses ficaram, muitas vezes, a reboque da imprensa nacional (Estadão, Globo e Folha principalmente) e não fizeram um trabalho mais elaborado para explicar ao seu leitor como funcionam as instituições brasileiras", avalia Maria Luísa.

"Então começamos a pensar em divulgar ao cidadão francês e europeu a questão do lawfare (guerra jurídica) no caso Lula e de como o Judiciário brasileiro não é uma instituição que respeita a Constituição Federal, não está funcionando de acordo com o Estado democrático de direito", explica a jornalista.

"Lula é corrupto ou não? Essa é a pergunta que mais nos fazem, quando sabem que somos brasileiros", conta a jornalista que vive há 18 anos em Paris. "Por isso estamos organizando a Caravana Lula Livre Europa: para que se discuta o que e como foi criada a operação Lava Jato, seus reais interesses, com quem eles têm relação e ao mesmo tempo falar da perseguição política-jurídica que sofre o ex-presidente Lula."

Caravana cobra respeito à justiça

As informações que vêm sendo veiculadas pelo The Intercept Brasil corroboram a importância da caravana, avalia o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim, um dos responsáveis pela campanha Lula Livre internacional. "Até pouco tempo atrás havia muitas dúvidas na grande mídia europeia e mesmo entre personalidades sobre a questão da condenação injusta, porque há uma tendência natural, e explicável, no mundo inteiro de respeito à Justiça", diz Amorim, lembrando que o primeiro baque real que essa visão sofreu foi o fato de o juiz que julgou e condenou ter sido nomeado ministro.

"Mas com essas revelações feitas pelo Intercept – veículo jornalístico de alta credibilidade –, não há uma peça de mídia internacional que pelo menos não coloque em dúvida, a maioria dizendo que foram cometidas injustiças, que houve uma instrumentação política da Justiça para condenar o presidente Lula", relata o ex-ministro.

"É muito importante esse movimento de solidariedade internacional ao presidente Lula e à defesa da democracia no Brasil", afirma Amorim, destacando que essas duas coisas caminham sempre juntas. "A libertação de Lula é uma questão de justiça, um condenado inocente que foi perseguido e agora está mais claro ainda que isso é fato. Mas também a necessidade do Brasil de manter-se no rumo do diálogo, da democracia em que o povo possa ser representando efetivamente e ter sua voz refletida na voz do presidente Lula."

Para o ex-chanceler, tudo que está ocorrendo no Brasil, torna ainda mais urgente a libertação de Lula para que ele volte a poder participar plenamente da vida política nacional. "Só assim o Brasil pode retomar o caminho de uma verdadeira democracia e evitar muitas dessas barbaridades de absurdos que têm sido cometidos."

Acompanhe a caravana

No dia 25, a Caravana Lula Livre Europa visita a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, para entregar um documento feito por juristas em português, espanhol, francês e inglês, com uma análise da sentença de Sergio Moro e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) nas condenações de Lula. As violações do princípio de presunção da inocência, prevista pela Constituição Federal, fazem parte desse documento que, na manhã seguinte, já em Genebra, na Suíça, será apresentado à alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet.

Enquanto a delegação é recebida pela ONU, nos arredores haverá uma manifestação com batucada, faixas, panfletos. "Em Genebra iremos também à Organização Internacional do Trabalho (OIT), pois Lula foi um trabalhador e sindicalista, e ao Conselho Mundial das Igrejas, visto que o ex-presidente é também um homem de fé e que deseja a conciliação. Entregaremos o mesmo documento a essas entidades", descreve Maria Luísa.

De Genebra a caravana parte para Bruxelas, na Bélgica, para visitar o Parlamento Europeu na manhã do dia 27. Lá também será entregue o documento jurídico e haverá manifestação nas ruas. "A data de 27 de junho não é uma escolha ao acaso, é o dia de reabertura do Parlamento após as últimas eleições europeias", relata a jornalista.

De Bruxelas a caravana parte para Estrasburgo, na fronteira entre França e Alemanha, no dia 28. Lá, o documento será entregue, ainda, à Secretaria Geral do Conselho da Europa. À tarde retornam a Paris.

Teatro parisiense terá cartas a Lula

Além do debate político e jurídico, a Caravana Lula Livre Europa vai contar com eventos culturais.

Para esquentar, um sarau ocorrerá no dia 19, com músicos, cantores, declamações de poesia e venda de comidas e bebidas brasileiras. Será na sede do Partido Comunista Francês, a partir das 19h.

“Uma celebração ecumênica vai reunir todas as religiões e os ateus em torno da questão dos direitos humanos, precário no Brasil e mais ainda no Brasil dessa ultradireita”, critica Maria Augusta. Será no dia 23, às 15h, na Chapelle Saint Dominique-Saint Mathieu, na capital francesa.

No dia 25, início da Caravana Lula Livre Europa, um grande teatro municipal, o Monfort de Paris, receberá o espetáculo Avril-Avril/Lettres à Lula (Abril-Abril/ Cartas à Lula), dirigido pelo dramaturgo Thomas Quillardet com o criador Calixto Neto.

“Vamos contar o ano da história do Brasil que se seguiu à prisão do ex-presidente Lula, a partir de algumas das milhares de cartas que ele recebeu”, relata a historiadora francesa Maud Chirio Zahar. “As cartas são relatos desse ano trágico, mas também histórias de vida, testemunhos de solidariedade, afeto, coragem.”

As cartas serão lidas por cerca de 40 pessoas, a maioria atores profissionais, brasileiros e franceses, mas também músicos ou figuras públicas exiladas do Brasil de Bolsonaro, como Jean Wyllys e Marcia Tiburi. “Além dessas pessoas, que lerão as cartas, o show conta com a participação de dezenas de voluntários: historiadores que contribuíram para selecionar as cartas – no âmbito do projeto Linhas de Luta – cineastas e técnicos que vão filmar, tradutores.”

Muitos artistas participarão do espetáculo, como o cantor Chico Buarque, os atores Antonio Pitanga, Camila Pitanga, Marieta Severo, Renata Sorrah, Inez Viana, os coreógrafos Volmir Cordeiro, Wagner Schwartz, a atriz, cineasta e cantora portuguesa Maria de Medeiros.

“A recepção está sendo muito boa”, conta Maud. “O teatro abre a bilheteria aos poucos, porque todos os bilhetes são reservados em poucas horas após sua disponibilização. A sala de 400 lugares já está quase lotada”, comemora.

Também há grande interessa da mídia, afirma a historiadora. “Haverá uma filmagem do canal público franco-alemão Arte, e jornalistas representando todos os principais jornais franceses estarão presentes.”

Maud ressalta, ainda, a mobilização do mundo da cultura, que pela primeira vez na Europa demonstra num grande evento que está muito preocupado com a situação no Brasil. “O desmantelamento do Estado de Direito, a prisão do Lula, os ataques contra a cultura, os intelectuais, a educação. Através dessa expressão forte e linda que são as cartas pro Lula, toda essa solidariedade está se manifestando.”

Morte de Arthur tirou da inércia

Maria Luísa Souto Maior considera que a morte do neto de Lula, Arthur, aos 7 anos de idade, em março passado, foi a propulsora desse grande movimento.

“A ideia da Caravana germinou durante um bom tempo no Comitê Lula Livre de Paris a partir de pessoas como a militante Suzete de Paiva Lima. No entanto, como é um projeto custoso e que demanda enorme organização, ia sendo protelado”, lembra. “O falecimento do netinho do presidente Lula foi o que nos fez sair da inércia e realizar essa caravana custasse o que custasse.”

A questão do financiamento é um dos principais problemas enfrentados. “Estamos nos autofinanciando e é o que dificulta a divulgação e a realização de mais eventos e a compra de material. Tivemos uma doação de mil euros da Fondation Jean Jaurès na França e a ajuda de alguns simpatizantes da caravana”, explica Maria Luísa. “Também estamos vendendo bolsas e camisetas, mas não é o suficiente para financiar um projeto dessa envergadura. Por enquanto, todos que irão, terão de pagar seu lugar no ônibus e sua estadia. O objetivo é conseguir cobrir o valor total do ônibus que ficou em quatro mil novecentos e sessenta euros. E, para isso, necessitamos urgentemente da ajuda de partidos, simpatizantes, organizações etc.”

Há um site para financiamento participativo e doações são recebidas pela conta da associação Almaa – Action dans le Monde pour l’Amérique Latine et l’Afrique (Ação Global pela América Latina e África) n° 66 143 48 P 020 – La Banque Postale RIB bancário: FR12 2004 1000 0166 1434 8P02 041).

“Estamos convencidos, há bastante tempo, que Lula foi preso exclusivamente por razões políticas. Se trata de um caso de instrumentalização do direito no contexto de uma guerra política”, avalia a professora Maud. “Uma questão muito grave que teve consequências catastróficas para o destino político do Brasil, levando a extrema direita ao poder e ameaçando de morte a Nova República.”

A historiadora ressalta, ainda, a importância de as pessoas tomarem consciência e considerar a prisão de Lula como a do líder africano Nelson Mandela acabou sendo vista nos anos 1980. “E levem a sério essa nova técnica dos ultraconservadores na escala global, que estão numa postura muito ofensiva em muitos países”, alerta.

O que move essas pessoas a, mesmo de tão longe, lutar pela liberdade de Lula? “Não conhecemos pessoalmente o presidente Lula”, relata Maria Luísa. “Uma pessoa da organização o conheceu pessoalmente em Belo Horizonte na época em que se criava o PT e, segundo ela, já era um homem carismático e educado, mas ainda longe de ser o estadista que é hoje.”

Uma carta, assinada pelos participantes da Caravana Lula Livre Europa, será enviada ao ex-presidente. “Com todo nosso carinho, agradecendo a ele por não desistir do projeto de construir uma verdadeira nação no Brasil, apesar de estar em uma situação de sofrimento. E para dizer que apoiamos sua luta por justiça, pois um país sem justiça é um país sem paz social”, diz a jornalista brasileira.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/396998/Fran%C3%A7a-Su%C3%AD%C3%A7a-e-B%C3%A9lgica-receber%C3%A3o-Caravana-por-Lula-Livre-Europa.htm

Economia parada deixa brasileiro refém das dívidas


Inadimplência teve recorde em abril; segundo a Serasa Experian, 63,2 milhões de brasileiros estavam com débito em atraso no mês

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2019 | 04h00

A vendedora autônoma de maquiagem Adriana Barbosa, de 45 anos, conseguiu sair da lista de inadimplentes no ano passado. Mas no início deste ano teve uma recaída. Não pagou a fatura do cartão de crédito, usado na compra de materiais de construção para erguer mais um cômodo da sua casa. Com renda mensal de cerca de R$ 1 mil, Adriana ficou novamente inadimplente. As vendas de maquiagem caíram mais de 50% este ano e a ela também levou o calote. “Meus clientes não me pagaram porque perderam o emprego e isso atrapalhou a minha vida.”


Adriana

A vendedora autônoma Adriana Barbosa voltou a ficar inadimplente este ano, depois de ter limpado o nome em 2018 Foto: JF DIORIO/ESTADÃO

Adriana e outros milhões de brasileiros que conseguiram pagar as dívidas atrasadas nos últimos 12 meses e voltaram a ficar com o nome sujo neste ano são considerados “novos reincidentes” da inadimplência pelos birôs de crédito. Esse é o grupo que tem ampliado a participação no calote neste ano. Entre janeiro e maio, eles eram, em média, 27% do total de inadimplentes. No mesmo período de 2018, essa fatia estava menor, representava 24,9% do total de pessoas com dívidas vencidas e não pagas, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil.

Já o “reincidente velho”, aquele inadimplente que continuou na lista de devedores, deixou de pagar mais uma dívida no período e que responde pela maior parte do calote, reduziu sua participação. Entre janeiro e maio deste ano, esse grupo era 52,2% dos inadimplentes, em comparação a 54,4% no mesmo período de 2018. Enquanto isso, a participação dos inadimplentes que pela primeira vez ingressaram nessa lista ficou estável em 20,6%.

“Sentimos neste começo de ano um aumento mais acentuado desse movimento de pessoas que tinham conseguido sair da lista de inadimplentes e voltaram a não pagar em dia as dívidas”, diz Mariane Schettert, presidente do Igeoc, associação que reúne as 16 maiores empresas de telecobrança, que respondem por 20% do mercado. 

Zigue-zague. Além de todo início de ano ser um período de aperto no orçamento por causa do acúmulo de contas a pagar, o que leva normalmente mais pessoas a se tornarem inadimplentes, neste ano esse movimento está mais forte por causa da estagnação da economia. O zigue-zague de quem conseguiu sair do sufoco em 2018 mas voltou a ficar inadimplente neste ano reflete também os altos e baixos da economia. Após crescer 1,1% em 2018, o Produto Interno Bruto caiu 0,2% no primeiro trimestre e frustrou as expectativas de empresários e consumidores.

A falta de reação da economia neste início de ano é nítida no desemprego, que se mantém em níveis elevados. São 13,2 milhões de trabalhadores fora do mercado. “A inadimplência anda de mãos dadas com o desemprego”, diz Mariane.

Genaro Silva Pimentel, 47 anos, ex-caixa de supermercado, é um exemplo dessa relação Após um ano no emprego, ele foi demitido no mês passado. Pimentel estava há algum tempo no cadastro de inadimplentes. “Ia até acertar as cotas, mas não deu tempo.” Agora, novamente desempregado e com uma rescisão de R$ 2,7 mil no bolso, ele acredita que vai conseguir bancar as suas despesas por mais dois meses, se não conseguir trabalho. “Devo ficar inadimplente mais ainda, não tem como.”

genaro

Genaro Silva Pimentel, que já estava inadimplente, foi demitido no mês passado e acredita que deve atrasar mais contas se não conseguir um novo emprego Foto: JF DIORIO/ESTADÃO

A renda estagnada, a perda de confiança da população e o aumento da inflação, especialmente de alimentos, que atingiu a maior marca em três anos no início de 2019, também contribuíram para o avanço do calote.

“O que mais afetou a inadimplência no início deste ano foi a inflação”, avalia o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, empresa especializada em informações financeiras. “A inflação dos alimentos, que atingiu 3,7% de janeiro a abril, bateu na baixa renda, que é mais vulnerável quando se fala de inadimplência.”

Entre janeiro e maio deste ano, 238 mil famílias engrossaram o grupo dos 3,8 milhões de domicílios que estavam com contas atrasadas ao final de maio, destaca o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, Fabio Bentes. No ano inteiro de 2018, 291 mil famílias se tornaram se tornaram inadimplentes.

Recorde. O aumento neste ano do número de consumidores inadimplentes e de dívidas em atraso é apontado por dois birôs de crédito. Em abril, 63,2 milhões de brasileiros estavam com dívidas atrasadas, segundo a Serasa Experian. É o maior contingente de inadimplentes desde o início da série iniciada em março de 2016. São 2 milhões a mais de inadimplentes em relação a abril de 2018.

Segundo a Boa Vista, em maio, o volume de dívidas não pagas aumentou 4,8% em relação a abril, descontados os efeitos típicos do período. Foi a maior alta mensal do número de dívidas não pagas desde maio de 2018 e a terceira elevação mensal seguida.

“Começamos a observar uma mudança de tendência da trajetória da inadimplência”, alerta o economista Flávio Calife, da Boa Vista.

Desde meados de 2018 as pessoas começaram a tomar mais crédito e o endividamento aumentou. Mas a situação financeira do consumidor não está melhorando. Por causa desse descompasso, deve crescer o número de inadimplentes e a recuperação do crédito pode piorar, prevê o economista.

Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,economia-parada-deixa-brasileiro-refem-das-dividas,70002876562

Bolsonaro dá mais sinais de que aposta na ruptura, diz jornalista

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Rodrigo Vianna - O escândalo da #VazaJato não foi o único movimento importante a mostrar o rearranjo das forças que apoiam o governo de Jair Bolsonaro. Na mesma semana, o presidente fritou Santos Cruz (representante da ala militar não extremista, o general foi demitido da Secretaria Geral de Governo por se recusar a abrir os cofres estatais pra financiar o olavismo) e humilhou Joaquim Levy (liberal e privatista, o economista foi afastado do BNDES por não instalar uma caça às bruxas no banco, como pedem os bolsonaristas radicais, incluindo Paulo Guedes).

Os dois últimos episódios indicam que Bolsonaro caminha para se "encastelar" num governo minoritário (com apoio de 25% ou 30% do eleitorado), que prioriza o discurso do "contra tudo e contra todos" e do combate ao "sistema" e aos "políticos". Um governo que não vê problemas em criar arestas com militares e empresários, acreditando que a postura beligerante o credencia como único representante orgânico da direita.

Fica evidente que o fim desse processo é crise institucional grave. Todos sinais apontam nesse sentido.

Importante também é notar que Sergio Moro, que tinha agenda própria e imagem até mais ampla do que a de Bolsonaro (o ex-juiz dialogava com o centro liberal e até com setores da esquerda udenista), passa agora a ser sócio da mesma lógica anti-sistema.

Moro se desmoralizou de forma definitiva entre formuladores e operadores do Direito. Perdeu apoio também na mídia (com exceção da Globo, temerosa pelo que os vazamentos possam revelar sobre os intestinos da empresa). E, para sobreviver, dependerá cada vez mais de um subtexto extremista e cínico que se espalha nas redes: "ah, dane-se a Constituição; o objetivo era destruir PT e Lula, então o juiz não podia seguir as regras normais".

Moro passa a depender também da rede subterrânea de apoios de Bolsonaro, que produz um discurso infantilizado e violento no Twitter e no Whatapp. É isso que permite ao ex-juiz trocar de justificativa diante das evidências claras de que manipulou a Lava-Jato: primeiro, disse que não havia "nada demais ali" nos vazamentos (reconhecendo autenticidade do material); depois, encampou a tese da Globo dos "hackers" a adulterar mensagens; agora, simplesmente afirma que não reconhece as mensagens vazadas.

A oscilação discursiva faz com que Moro mude de posição no debate: de juiz "correto" e sóbrio, passa a um político sócio do discurso da extrema-direita no Brasil. Isso, talvez, lhe dê força para sobreviver ao escândalo, fabricando uma realidade paralela sob a lógica de que "ninguém prova que escrevi nada para os procuradores". E mesmo que fique essa dúvida, Moro se refugia na ideia de que estava cumprindo o que o antipetismo queria, ou seja, abrindo caminho para a derrota de Lula. Bolsonaro mesmo já disse isso, que Moro foi decisivo pra barrar o PT.

O ex-juiz, portanto, deixa de ser o "superministro" que legitima Bolsonaro. E vira um político legitimado pelo bolsonarismo.

O mesmo ocorre com Paulo Guedes. No dia em que o relator Samuel Moreira (PSDB) leu seu texto para a Previdência (mudando vários pontos da proposta original do governo, mas articulando os votos necessários pra fazer a reforma andar), o ministro da Economia partiu pra cima do Congresso. Muita gente viu na ação de Guedes um movimento desastrado. Parece-me que não se trata disso.

O ataque ao Congresso e, ao mesmo tempo, a fritura de Levy jogam na linha do governo "encastelado". A Capitalização pretendida por Guedes na Previdência (e enterrada no relatório de Moreira) é mudança tão radical e perigosa que só seria possível sob a égide de rompimento ou de "refundação" institucional. E isso hoje no Brasil só se faz à força.

Moro e Guedes passam a atuar nessa trincheira. O general Heleno, com seus murros na mesa, indica o mesmo caminho. O quadro é grave e perigoso. E se aprofunda quando o presidente vai a um evento militar no sul do país e defende "o povo armado" (milícias?)...

A essa altura, já está claro que Bolsonaro não será capaz de entregar o que a maior parte do eleitorado esperava dele: um país mais seguro, com empregos de volta e serviços de mais qualidade na saúde e educação. Diante disso, só resta ao capitão fabricar inimigos, culpar o "sistema" e apostar no confronto.

Conta, pra isso, com o porão das Forças Armadas e das polícias, com os setores extremistas das igrejas evangélicas e com um lúmpen empobrecido nas grandes cidades que segue a acreditar no discurso fácil do bolsonarismo.

A economia não vai melhorar. No curto prazo, Bolsonaro tende a perder mais apoio... mas parece apostar nesse núcleo radicalizado que permitirá, logo mais à frente, partir para um tudo ou nada: ou Bolsonaro cai, ou fecha o regime e aprofunda o autoritarismo. É isso o que indicam os movimentos aparentemente desconexos da semana que passou.

Do "lado de cá", ou seja, entre os setores democráticos, há dois movimentos em paralelo:

– a centro-direita, liderada por Rodrigo Maia, rompeu qualquer ilusão de "pacto" e tenta avançar a agenda da Previdência (o que tira parte do discurso de Bolsonaro, de que o "sistema" não lhe deixa governar);

– a centro-esquerda segue a ampliar apoios nas ruas, incorporando setores moderados que parecem já enxergar o risco de Bolsonaro para a Democracia, para o bolso dos aposentados e para o futuro dos estudantes.

Esse duplo movimento indica que Bolsonaro chegará ao momento do "tudo ou nada" mais isolado do que a centro-esquerda. Se minha aposta estiver correta, em seis meses ou um ano, viveremos uma grave crise institucional. E, para derrotar o campo extremista, será necessário construir uma ampla frente democrática.

O "Lula Livre" (ilude-se quem pensa diferente) só poderá se completar quando esse momento chegar, ampliando essa frente até setores da direita (no STF, no Congresso e na mídia) que em 2016 jogaram no golpe...

Há seis meses, eu diria que a extrema-direita teria mais chances de se impor num confronto assim. Hoje, parece-me que a balança já pende – ainda que de forma leve – para o lado das forças democráticas. Será preciso luta, sabedoria e amplitude pra evitar o pior.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/397001/Bolsonaro-d%C3%A1-mais-sinais-de-que-aposta-na-ruptura-diz-jornalista.htm

Se Moro é suspeito, Lula é inocente até prova em contrário

ABr | Ricardo Stuckert

A direita brasileira tenta, neste exato momento, construir uma nova narrativa: a de que o ex-juiz Sérgio Moro extrapolou na Lava Jato, mas, mesmo assim, o ex-presidente Lula é culpado. Afinal, a sua condenação foi mantida na segunda instância e também no STJ.

Nada mais falso. Se o juiz de primeiro grau cometeu fraude processual, ao instruir a acusação e abrir mão da imparcialidade, princípio básico do conceito de justiça, o processo contra Lula deve ser anulado e recomeçar do zero. A denúncia poderá até ser recusada pelo novo juiz.

Caso seja aceita, Lula será, na condição de réu, um cidadão normal, contra quem nada foi provado até agora. Portanto, Lula será inocente, até que se prove o contrário, num processo justo e em que o juiz não se misture com a acusação e nem tenha motivações políticas ou econômicas.

Ah, mas e as condenações no TRF-4 e no STJ? O tribunal gaúcho é um caso à parte e será necessário aguardar as revelações do Intercept. É possível que os três juízes tenham integrado o consórcio chefiado por Moro. O STJ não examinou o mérito da causa, mas apenas aspectos formais.

Razão tem o ministro Gilmar Mendes, que disse que Moro e Dallagnol cometeram um crime que terá como consequência a anulação do processo contra Lula, o que deve restituir ao ex-presidente inclusive seus direitos políticos, pondo em xeque a legitimidade do atual governo.

Antes de um processo justo, qualquer cidadão tem o direito de julgar Lula e de achar o que bem entender. Aliás, o melhor lugar para expressar esse tipo de julgamento é a urna, direito que foi suprimido do povo brasileiro. Mas estaremos tratando de opiniões, e não de sentenças.

Não há meio termo nesta discussão. Se Moro é suspeito, Lula é inocente, até que se prove o contrário. Ponto final.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/396894/Se-Moro-%C3%A9-suspeito-Lula-%C3%A9-inocente-at%C3%A9-prova-em-contr%C3%A1rio.htm

Frota chama Olavo de rato e diz que seguidores são “miquinhos”


Esq.: Cleia Viana - Câmara

247 - Atacado pelo escritor Olavo de Carvalho, o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) denunciou uma tática olavista para a demissão de ministros que desagradam à ala próxima do guru do presidente Jair Bolsonaro. A postagem no Twitter foi feita cerca de 20 minutos depois de o astrólogo dizer na mesma rede social que "o Alexandre Fruta fez carreira no teatro mostrando pinto e cu. Na atividade parlamentar, para alívio geral, mostra só o cu".

PUBLICIDADE

Segundo o parlamentar, "no Governo não falta Pavão, o método tem sido assim: primeiro é esculachado pelo Olavo, depois que esse rato faz o serviço sujo, entram os miquinhos amestrados nas Redes". "Bom aí entra o Rei e manda embora de um jeito absurdo. Foi assim Bebiano, Vélez, Cruz, Levy. SEM IDEOLOGIA", tuitou Frota.

Alguns bolsonaristas acusaram Frota de traição e mandaram o deputado, que é vice-líder do PSL, abandonar a legenda e partir para o PT.

Neste mês de junho, por exemplo, Frota também afirmou que teria anulado o voto se soubesse da influência de Olavo no governo. "Se tivessem me falado que eu ao votar no Jair, na verdade estava votando no Olavo teria anulado meu voto. Que tristeza", disse.


Alexandre Frota 77 PSL

@alefrotabrasil

No Governo não falta Pavão , o método tem sido assim primeiro é esculachado pelo Olavo ,depois que esse rato faz o serviço sujo ,entram os miquinhos amestrados nas Redes. Bom aí entra o Rei e manda embora de um jeito absurdo .Foi assim Bebiano, Vélez,Cruz,Levy. SEM IDEOLOGIA.

620

07:39 - 17 de jun de 2019

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sudeste/396947/Frota-chama-Olavo-de-rato-e-diz-que-seguidores-s%C3%A3o-%E2%80%9Cmiquinhos%E2%80%9D.htm

Procura-se um presidente desonesto para o BNDES


ABr | Reuters

Peça central das campanhas permanentes contra os bancos públicos brasileiros, o BNDES tem sido uma decepção para os governos que assumiram o governo federal   após o golpe que afastou Dilma Rousseff. Isso porque não conseguem confirmar as próprias denúncias.

Ao explicar o pedido de demissão de Joaquim Levy, humilhado por um "tô por aqui" do próprio Jair Bolsonaro, o repórter Bernardo Caram, da Folha de S. Paulo, lembrou uma verdade que até as pedras de Brasília já conhecem: "a  avaliação é de que Levy não deu andamento a uma criteriosa revisão das grandes operações feitas pelo BNDES, principalmente durante a gestão petista". 

A verdade é que Joaquim Levy não é o primeiro economista a ocupar a presidência do BNDES cercado pela expectativa de que iria denunciar  gigantescos esquemas de corrupção contra o Partido dos Trabalhadores -- para ir embora sem nada apontar.

Nomeado presidente do BNDES por Michel Temer, em meio a expectativas idênticas, o economista Paulo Rabelo de Castro, também decepcionou os  padrinhos, no governo, no mundo acadêmico e no jornalismo.

Após uma apuração nos bastidores do banco, Rabelo de Castro  produziu o "Livro Verde," um balanço das operações do BNDES ao longo de quinze anos -- 2001 e 2016 --, período que cobria, justamente,  os governos Lula e Dilma.  Sua conclusão foi um choque para quem esperava uma nova Operação Lava Jato:  "É um banco de comportamento absolutamente ético e exemplar", disse. “Encontrei no BNDES uma equipe excepcional, de cerca de 2,8 mil pessoas, em geral jovens de muito talento. O Banco é casado com o desenvolvimento, a geração de emprego e a inovação, portanto casado com o futuro”, explicou. Com as credenciais de quem foi aluno de Milton Friedman, um dos papas da Universidade de Chicago -- onde Paulo Guedes também estudou --, Rabelo de Castro defende ideias conservadoras  em  meia dúzia de livros, um deles em homenagem a Roberto Campos. Também foi conselheiro da Federação das  Industrias de São Paulo e presidiu o Instituto Atlântico, de apurada  sintonia conservadora.

A atitude responsável de Rabelo de Castro, ao colocar o respeito aos fatos acima das conveniências políticas, teve seu preço. O Livro Verde não teve, nem de longe, a repercussão devida. O próprio economista, que foi vice de Alvaro Dias na última campanha presidencial, até então tinha uma presença frequente em debates sobre política econômica na TV. Caiu na geladeira.

Pode-se esperar um tratamento menos doloroso a Joaquim Levy, já que sua saída ocorre no pior dos muitos momentos ruins do governo Bolsonaro. Conservador assumido, Levy ocupou postos importantes no governo Lula e em especial no início do segundo mandato de Dilma, quando foi ministro da Fazenda.

O debate, aqui, não envolve destinos pessoais nem carreiras profissionais, mas projetos de desenvolvimento econômico.

Fundado em 1952, hoje um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo, o BNDES ocupou um lugar especial na política econômica dos governos Lula e Dilma. Teve um papel positivo no bom momento vivido pelo país (lembra do desemprego de 4%?) no período.

Numa economia onde os bancos privados cobram juros pornográficos, que inviabilizam a maioria dos investimentos de longo prazo,  o BNDES oferece recursos a um custo mais baixo, viabilizando negócios -- pequenos, médios, gigantescos -- que poderiam morrer sem sair da planilha.

Na crise de  2008-2009, período em que os grandes bancos privados fugiam de clientes em dificuldade, ocupados apenas em  proteger seus lucros, o trio de grandes bancos públicos -- Caixa, Banco do Brasil e BNDES -- foi o instrumento básico para impedir um desastre apocalíptico.

Diante de uma instituição que cumpre uma função econômica inegável e já recebeu atestado de boa conduta por parte de dois presidentes sem qualquer ligação suspeita, talvez seja mais prático, para o governo  contratar um executivo abertamente desonesto para assumir a presidência do BNDES, desses que cumprem ordens de cima sem vacilar nem reclamar -- de olho no salário gordo de cada mês e no bônus de fim de ano.

Alguma dúvida? 

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/396921/Procura-se-um-presidente-desonesto-para-o-BNDES.htm

Moro manipulava a acusação e não mantinha conversas com defesa de Lula


Antonio Cruz/ Agência Brasil

247 - Os vazamentos de informações do site The Intercept incriminam o ex-juiz federal Sergio Moro, o chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato e outros procuradores, mostrando que houve conluio entre o juiz e a promotoria. Já a defesa de Lula está segura de que não cometeu ilegalidades.

A jornalista Mônica Bergamo informa em sua coluna desta segunda-feira (17) na Folha de S.Paulo que "os advogados de Lula estão seguros de que não vão aparecer trocando mensagens com Moro no escândalo revelado pelo site The Intercept Brasil".

A defesa do ex-presidente não tinha nem sequer o número do telefone celular do ex-juiz.

Aliás, era este o comportamento padrão de Moro no seu relacionamento com os advogados dos dos investigados e réus da Operação Lava Jato. Eles não tinham acesso ao juiz.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396927/Moro-manipulava-a-acusa%C3%A7%C3%A3o-e-n%C3%A3o-mantinha-conversas-com-defesa-de-Lula.htm

Reinaldo Azevedo: demissão de Levy, truculência gratuita e BNDES politizado


247 - Em artigo publicado no Portal UOL, o jornalista Reinaldo Azevedo afirma que "Joaquim Levy pediu demissão neste domingo. Não tinha como ficar. No sábado, dia 15, com a elegância habitual, afirmou Bolsonaro sobre o então presidente do BNDES: "Eu já estou por aqui com o Levy. Falei pra ele demitir esse cara na segunda-feira ou eu demito você, sem passar pelo Paulo Guedes". O tal "cara", no caso, é Marcos Barbosa Pinto, que foi assessor do banco na gestão petista e fora indicado para assumir a diretoria de Mercado de Capitais. A exemplo de Levy, é um nome considerado técnico e tido como profissional de alta reputação pelo mercado. E daí? Bolsonaro acha que ele não tem, vamos dizer, o viés ideológico necessário para a função".

"O próprio Paulo Guedes deixou a fritura de Levy correr solta e também atacou o presidente do BNDES no próprio sábado. Razão do descontentamento? O ministro da Economia exige que uma tal 'caixa preta' da instituição seja aberta, com a exibição de supostos escândalos da era petista. Levy cometeu o erro de querer trabalhar a sério".

"Ainda no sábado, o sempre gentil Bolsonaro disparou: "Essa pessoa, o Levy, já vem há algum tempo não sendo aquilo que foi combinado e aquilo que ele conhece a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio já há algum tempo". A expressão "cabeça a prêmio" pode ficar bem na boca de caçador de recompensa, capitão do mato ou miliciano. Na de um presidente da República, nunca! Não sei quem assume o lugar de Levy. Será certamente pior do que ele"

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396963/Reinaldo-Azevedo-demiss%C3%A3o-de-Levy-trucul%C3%AAncia-gratuita-e-BNDES-politizado.htm

Economia parada deixa brasileiro refém das dívidas


247 - Com a falta de proposta do governo Jair Bolsonaro para aumentar o consumo, subiu o número de brasileiras que voltaram a ficar com o nome sujo nos últimos 12 meses. São os chamados "novos reincidentes" da inadimplência pelos birôs de crédito. Entre janeiro e maio, esse grupo representava eram, em média, 27% do total de inadimplentes. No mesmo período de 2018, essa fatia estava menor, representava 24,9% do total de pessoas com dívidas vencidas e não pagas, informou a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil. Os relatos foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

Também caiu a quantidade dos "reincidentes velho", aquele inadimplentes que continuaram na lista de devedores, deixou de pagar mais uma dívida no período e que responde pela maior parte do calote, reduziu sua participação. Entre janeiro e maio deste ano, esse grupo era 52,2% dos inadimplentes, em comparação a 54,4% no mesmo período de 2018. A participação dos inadimplentes que pela primeira vez ingressaram nessa lista ficou estável em 20,6%.

Não há boas perspectivas de melhora deste cenário, pois, atualmente, são mais de 13 milhões de desempregados. "Sentimos neste começo de ano um aumento mais acentuado desse movimento de pessoas que tinham conseguido sair da lista de inadimplentes e voltaram a não pagar em dia as dívidas", diz Mariane Schettert, presidente do Igeoc, associação que reúne as 16 maiores empresas de telecobrança, que respondem por 20% do mercado. "A inadimplência anda de mãos dadas com o desemprego", acrescenta.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/396941/Economia-parada-deixa-brasileiro-ref%C3%A9m-das-d%C3%ADvidas.htm

domingo, 16 de junho de 2019

Raquel Dodge recebe pedido para investigar Sérgio Moro

 

<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu neste domingo pedido para que Sérgio Moro, seja investigado por condutas ilícitas revelas nas reportagens do Intercept; o pedido de providências foi protocolado hoje pelo coletivo Advogadas e Advogados Pela Democracia

16 de Junho de 2019 às 19:07

Do Blog do Esmael - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu neste domingo (16) pedido para que o ministro da Justiça, ex-juiz Sérgio Moro, seja investigado por condutas ilícitas revelas nas reportagens do site The Intercept Brasil.

O pedido de providências foi protocolado hoje pelo coletivo Advogadas e Advogados Pela Democracia.

Na noite deste sábado (16), o mesmo coletivo ingressou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com um pedido de prisão preventiva contra o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes da força-tarefa Lava Jato sob o argumento de que eles agiam em conluio para praticar fraudes processuais contra réus. Além disso, sustentam os advogados, que procuradores e o ministro da Justiça podem destruir provas e usar a função pública para dificultar as investigações.

No entanto, o pedido formulado à PGR se resume da seguinte forma:

"Por todo o exposto, solicita-se a V. Ex.cia que tome todas as providências necessárias, no sentido de que seja imediatamente instaurado procedimento de investigação, para apuração dos fatos aqui noticiados e condutas ilícitas apontadas, sem prejuízo de outras relacionadas à matéria, a fim de que se efetive a tutela dos mais relevantes interesses da sociedade brasileira", diz o pedido na petição assinada por 12 advogados.

Saiba que são os doze advogados que pediram providências à PGR contra Moro:

Adriano Laurentino de Argolo
OAB/AL 4.678

Eduardo Suzuki Sizo
OAB/PA 7.608

Carlos Augusto dos Santos Nascimento Martins
OAB/PR 47.262

Claudio Antonio Ribeiro
OAB/PR 4.636

Igor Martinho Kalluf
OAB/PR 60.106

Jocilene Queiroz Meyer
OAB/PR 90.202

Lucas Rafael Chianello
OAB/MG 137.463

Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira
OAB/AL 16.100

Marcello R. Lombardi
OAB/PR 25.302

Pedro Fratucci Savordelli
OAB/PR 38.675

Ruy Silva dos Santos Júnior
OAB/BA 31.641

Tânia Mara Mandarino
OAB/PR 47811

Na representação à Procuradoria-Geral da República (PGR), o coletivo de Advogados pela Democracia fundamenta o pedido nos conteúdos publicados pelo portal The Intercept, em que foram revelados vários diálogos entre o então juiz da 13a Vara Federal Criminal de Curitiba, Sérgio Moro, e os seguintes procuradores da Operação Lava Jato:

Deltan Dallagnol (coordenador da força-tarefa);
Laura Gonçalves Tessler (procuradora federal);
Carlos Fernando dos Santos Lima (procurador federal aposentado); e
Maurício Gotardo Gerum (procurador federal junto ao TRF da 4a Região).

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396917/Raquel-Dodge-recebe-pedido-para-investigar-S%C3%A9rgio-Moro.htm

'Temos um arquivo colossal' da Lava Jato, diz editor do Intercept


247 com O Povo - O editor-executivo do Intercept, Leandro Demori, da equipe liderada por Glenn Greenwald, afirma que os arquivos obtidos pelo site contêm "centenas e centenas de áudios, mensagens e vídeos", que constituem "um arquivo colossal". Demori diz que não há dúvida em relação à autenticidade dos arquivos que causaram a liquidação da reputação de Sérgio Moro e Deltan Dallagnon e devem enterrar a Operação Lava Jato. As informações são de uma entrevista ao jornal cearense O Povo, que você pode ler a seguir:

PUBLICIDADE

Há uma quase ansiedade em relação aos próximos capítulos da série Vaza Jato, do "The Intercept Brasil. Qual é a real dimensão do conteúdo que vocês têm em mãos?

A gente não esta falando sobre o tamanho do arquivo. Não posso responder isso. O que posso dizer é que é um arquivo muito grande, um arquivo colossal, e que foram centenas e centenas de diálogos de grupos e de situações. Estamos falando ai de anos, praticamente a maior parte dos anos da Operação Lava Jato. E realmente muito grande, já fizemos um sobrevoo até agora, lá conseguimos mergulhar um pouco mais, mas é um trabalho de longo prazo. E uma maratona, não é uma corrida de 100 metros.

Há prognóstico de novos conteúdos ainda nesta semana?

Intercept não está falando nem quais são as próximas matérias nem quais são as próximas pessoas diretamente envolvidas, não está divulgando prazos ou datas. Não fizemos isso. Não estamos fazendo isso para evitar especulações, porque é um assunto delicado que trata de interesses públicos e que mexe com muita coisa. O que fizemos nesta semana foi publicar os contextos dos fatos de uma das reportagens, que era aquela reportagem que mostrava os diálogos do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.

Adotou-se uma postura, comum ao Intercept, que foi publicar na integra os diálogos com o contexto. Isso vai ser seguido nas próximas reportagens? Vão sempre publicar a integra dos conteúdos?

A gente vai publicar sempre tudo que for possível, mantendo a intimidade e a privacidade das pessoas, e mantendo também algumas histórias que eventualmente estejamos apurando. Essa é a estratégia.

Até agora, uma parte dos veículos de imprensa deu mais importância à origem das mensagens e ao modo pelo qual elas foram obtidas do que propriamente ao conteúdo. Como avalia isso do ponto de vista jornalistico?

Olha, pra mim isso tudo é mau jornalismo. O que interessa mais à população brasileira, ou seja, o que tem maior Interesse público nesse debate? É a isso que se diz jornalismo. Jornalismo é uma profissão que lida fundamentalmente com interesse público. A gente serve à sociedade. Portanto, jornalismo é um serviço. O que ter mais interesse público neste momento no Pais: saber como operaram procuradores e o juiz da maior ação de combate à corrupção da história do Brasil? Ou você ficar especulando se houve ataque hacker de celular de x, ou z? Quem define a linha editorial a partir das especulações não está servindo ao interesse público. Se não serve ao interesse público, faz mau jornalismo. Os motivos, não sei.

O senhor acha que cabia ao site, e de modo geral ao jornalista, essa preocupação com a origem da informação? Vocês, em algum momento, chegaram a se perguntar se deveriam ou não publicar esse conteúdo?

Nós não estamos falando sobre a nossa fonte, então não dá informação sobre isso. Mas, nesse caso, a gente adotou o mesmo padrão de qualquer outro caso, que é o mesmo padrão adotado pelo melhor Jornalismo feito no mundo inteiro, que é: você recebe uma informação, um pacote de documentos, verifica a autenticidade e verifica se existe Interesse público naquilo. A partir do momento em que os documentos são autênticos e são de interesse público, você faz uma apuração consistente em cima para não cometer nenhuma injustiça. E, depois, você leva isso a conhecimento público. É assim que se faz bom jornalismo no New York Times, no The Guardian, no Washington Post, no La Republica, no Le Monde Diplomatique e na melhor Imprensa europeia e norteamericana. Então foi exatamente isso que a gente fez.

Obviamente que vocês sabiam que aquele conteúdo era, e é, explosivo e provocaria um terremoto politico em Brasilia e na própria Operação Lava Jato. Vocês estavam preparados para esta repercussão, inclusive do ponto de vista jurídico?

A partir do momento em que a gente recebeu o material, e começou a avaliar o material, identificando a autenticidade dele, a gente entendeu que aquilo era algo muito grande e muito importante por se tratar de uma operação que, nos últimos anos tornou conta do noticiário e mexeu muito com o cenário politico, econômico e eleitoral. Uma operação que mexeu muito com a vida social do Brasil. Do emprego ao voto, foi isso que a Lava Jato fez, para o bem e para o mal. A gente sabia que aquilo teria impacto bastante relevante. Obviamente a gente se cercou de muitas precauções. O Intercept tem uma preocupação jurídica muito forte, porque a gente sabe que pode ser alvo de guerra jurídica. Estamos preparados por isso. Nossos advogados leram todas as matérias, Tínhamos muita preocupação de não usarmos palavras equivocadas e cometemos injustiças. E depois nós nos asseguramos de que o arquivo fosse resguardado num lugar seguro fora do País para que não sofresse tentativa de bloqueio de conteúdo, com o sequestro do arquivo. Ou que o arquivo fosse copiado, roubado ou caísse em mãos erradas, fazendo com que todas as informações que são privadas, de foro intimo, que o Intercept não vai divulgar, causasse algum tipo de dano público à pessoa.

A decisão de fazer a publicação seriada, ou por capítulos, se deve exclusivamente à extensão do conteúdo? Porque o País fica em suspenso aguardando as próximas revelações. Acha que isso cria um clima prejudicial ou é natural diante de uma tarefa desse tamanho?

A ideia é basicamente organizar a cobertura, não deixar que isso fique solto. A gente criou um sistema organizado, que as pessoas possam ter uma ideia de timeline também, que possam voltar e entender as histórias, que crie organização e não se perca nisso. A ideia de fazer desse jeito foi por causa disso.

Quando receberam as informações, deve ter havido dúvida em relação à autenticidade do conteúdo. Nesse momento, vocês partiram
para uma fase de checagem para saber se algumas informações correspondiam a atitudes a desdobramentos na Lava Jato?

A gente fez vários processos de checagem de autenticidade, um deles fol esse, de bater fases e datas que aconteceram na Operação Lava Jato na época. Para saber se o mundo real estava correspondido naquela massa gigantesca de chats e situações que seria impossível que alguém conseguisse fraudar aquilo com aquela riqueza de detalhes. Outra coisa: existe a voz de cada um dos personagens. A gente consegue identificar, é facilmente perceptível quem está conversando. E outra coisa é que não temos só chats, mas também áudios. Temos um monte de arquivos de áudios e videos. Centenas e centenas e centenas de áudios. Esses áudios não são falsificáveis. impossível que alguém conseguisse falsificar, com a voz das pessoas envolvidas nesse processo, centenas e centenas. Eles estão ali para corroborar também a autenticidade. E, claro, tem a análise técnica. Existe uma forma de avaliar tecnicamente que esses arquivos tem uma autenticidade. Tanto garantimos, que quando as reportagens começaram a sair, nenhum dos envolvidos (ex-juiz, procurador e Lava Jato) colocou em dúvida a autenticidade do material. O atual ministro Inclusive falou que não via nada de mais nas conversas. Não há dúvida em relação à autenticidade, e qualquer tentativa de voltar atrás nas opiniões é mero esforço de mudar a narrativa da história.

Foi isso que o ministro e o procurador fizeram. Disseram que havia a possibilidade de que o hacker tenha feito enxertos ou adulterado uma ou outra declaração que estava contida ali. Acha que isso é uma mudança de narrativa de Moro e Dallagnol?

Eu vou responder com o que o ministro Sergio Moro falou, porque acho que mais claro do que isso é impossível. A gente colocou na nossa reportagem que ia deixar muito claro que o Intercept recebeu material muito antes de o ex-juiz declarar que seu celular tinha sido supostamente hackeado. Mesmo assim, quando Moro declara que seu celular foi hackeado, ele mesmo diz que nada foi subtraído do celular dele.

Uma das consequências da divulgação das reportagens tem sido uma reação raivosa nas redes sociais. Como vocês avaliam os riscos, inclusive pessoais? Vocês têm recebido ameaças?

A redação do Intercept já recebe ameaças há bastante tempo. A gente trata de temas complexos. Basta lembrar que a gente fez uma grande cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco, fomos o primeiro veículo a apontar o envolvimento de milícias. Enfrentamos também um processo eleitoral bastante turbulento com ameaças constantes. A gente tem uma expertise nisso e estamos preparados.

Que imagem surge da Lava Jato a partir do arquivo de vocês? Há uma fissura na imagem da força-tarefa?

O que dá pra saber até agora, pelas reportagens, é que a chave de leitura da Lava Jato mudou. E ela necessariamente precisa mudar. A partir das revelações que o Intercept trouxe, veem-se claramente multas intenções por trás da operação que não estavam à luz do sol. Muita gente, antes do domingo passado, poderia ter convicções pessoais sobre a não isenção do ex-juiz Moro ou sobre exageros e passadas de linha dos métodos da força-tarefa, mas agora, à luz do que já foi publicado, percebe-se uma outra ótica de olhar a operação. Essa ótica é mais do mundo real, da vida real. Não é a ótica da linguagem burocrática, não é a ótica das entrevistas de paletó, não é a ótica dos microfones oficiais, não é a ótica das coletivas de Imprensa. Agora temos uma ótica realmente de como operou a Lava Jato.

É possível que haja outras menções a figuras do Judiciário ao longo dos próximos capítulos?

Para evitar especulações, a gente não pode falar. Não podemos. O que foi mostrado no programa do Reinaldo Azevedo, na última quarta-feira, foi porque o ex-juiz Sergio Moro, que não contestou a autenticidade dos diálogos, disse que não via nada de mais naquele tipo de relacionamento. O que fiz foi trazer um trecho de pequeno diálogo entre Moro e Dallagnol citando um ministro do STF (Luiz Fux) para mostrar de novo para que a população julgue esse tipo de relação.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/396915/'Temos-um-arquivo-colossal'-da-Lava-Jato-diz-editor-do-Intercept.htm

Greenwald desafia procuradores: mostrem os originais das conversas

 

Gage Skidmore | Reuters

247 - O editor do The Intercept, Glenn Greenwald, rebateu as afirmações do ministro Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato. que insistem na tese de que os conteúdos revelados pelo site foram adulterados.

"De novo: os participantes nos grupos LJ têm seus próprios conversas. Se qualquer coisa que publicássemos fosse alterada, eles poderiam facilmente provar: mostrar o original", escreveu ele nas redes sociais.

Moro e os procuradores dizem não reconhecer os conteúdos das conversas secretas e ilegais mantidas por eles que revela um conluio para construir provas contra o ex-presidente Lula. Apesar de afirmar que foram alvos de hackers, os procuradores não entregaram seus celulares para perícia da Polícia Federal.

"Por que eles não [mostram os originais]? Porque sabem que estão enganando ao usar insinuações que 'poderiam ser alteradas'", acrescentou Glenn.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396900/Greenwald-desafia-procuradores-mostrem-os-originais-das-conversas.htm

Bolsonaro se irritou com Levy por não haver caixa-preta no BNDES para incriminar PT


PR | Reuters

<?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />

Durante a campanha, o então candidato Jair Bolsonaro prometeu encontrar uma suposta 'caixa preta do BNDES' que revelaria o maior escândalo de corrupção, mostrando supostas fraudes em empréstimos concedidos na era petista; mas a tal caixa não existe, segundo o BNDES

16 de Junho de 2019 às 09:18

247 - Um dos motivos que levou o presidente Jair Bolsonaro a humilhar o economista Joaquim Levy e dizem que a sua cabeça estava a prêmio foi a tal "caixa-preta" do BNDES, que Bolsonaro prometeu encontrar para incriminar o PT.

Durante a campanha, Bolsonaro e seus apoiadores diziam que assim que tomassem posse o BNDES iria ser passado a limpo, revelando um escândalo de corrupção maior que  o 'petrolão'. Assim que tomou posse, Bolsonaro prometeu que na primeira semana de seu governo a tal 'caixa preta' seria aberta, mostrando supostas fraudes em empréstimos concedidos na era petista.

"Caixa-preta alguma foi aberta. E, no BNDES, há uma unanimidade sobre o tema: não tem nada para aparecer. Bolsonaro nunca se conformou", escreveu o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/396895/Bolsonaro-se-irritou-com-Levy-por-n%C3%A3o-haver-caixa-preta-no-BNDES-para-incriminar-PT.htm

Glenn avisa: Vaza Jato divulgará áudios de Moro, um mentiroso sociopata


247 - O jornalista Glenn Grenwald, que lidera a equipe do site Intercept na série de reportagens Vaza Jato concedeu uma entrevista ao canal norte-americano Democracy Now na qual avisou: serão divulgados áudios, com mensagens de voz trocadas entre Moro e a membros da Lava Jato. Greenwald afirmou que Moro "mente de forma sociopata", que há muito material a ser divulgado "o mais rapidamente possível". Assista à entrevista abaixo.

Falando do Rio com a âncora Amy Goodman e o jornalista Juan González, dos estúdios do Democracy Now em Nova York, Greenwald afirmou que as revelações da Vaza Jato mostram que "o presidente Lula estava certo" quando acusava Moro e seus associados de perseguição política. "O objetivo de Moro era prender Lula e torná-lo inelegível", disse Greenwald, acrescentando que o ex-juiz estava "obcecado por isso".

Para o líder da Vaza Jato, Moro e seu grupo "abusaram da lei para derrota o partido que não conseguiam derrotar em eleições" e o escândalo causará enorme desestabilização ao governo Bolsonaro, pois "Moro é um dos pilares do governo".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/396871/Glenn-avisa-Vaza-Jato-divulgar%C3%A1-%C3%A1udios-de-Moro-um-mentiroso-sociopata.htm

Reforma da Previdência 'vai destruir um sistema absolutamente eficiente', diz professora da UFRJ

 

247 - A economista e professora da UFRJ Denise Gentil, especialista em Previdência Social, falou à TV 247 sobre a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e em tramitação no Congresso. Na entrevista, ela esclareceu o funcionamento do sistema previdenciário e ressaltou a importância social da Previdência.

Denise Gentil classificou o sistema previdenciário brasileiro como "excelente" e pontuou aspectos positivos de seu funcionamento. "A Previdência que nós temos é excelente, tem uma capacidade de cobertura de 82% dos idosos, tem uma enorme contribuição para a redução da pobreza, para o combate das desigualdades sociais, é uma contribuição solidária em que contribui o empresário, empregador, trabalhador e Estado, é essa solidariedade que faz com que se gere o mínimo de sobrevivência para todos, pelo menos um salário mínimo".

Segundo ela, poucas sociedades no mundo tiveram uma Previdência Social tão positiva quanto a do Brasil. "Nós temos um guarda-chuva de benefícios que é resultado de uma contribuição tripartite, de empresários, trabalhadores e do Estado, para formar um Welfare State, não é ainda como foi um dia o Walfare State europeu, mas assegura condições de vida muito importantes para a população brasileira. Foi uma conquista histórica, uma conquista que poucas sociedades do terceiro mundo tiveram. É esse sistema, de resultados extremamente importantes, tanto em termos de combate da desigualdade social como combate à fome, que está sendo destruído por uma reforma".

Ainda que a reforma tenha perdido um pouco de seu caráter inicial, a economista afirmou que, mesmo assim, ela irá destruir o sistema previdenciário. "Por mais que o relatório tenha sido amenizador da crueldade que estava se propondo, era uma brutalidade sem tamanho que foi proposta, sem base econômica alguma, as teses sobre a reforma da Previdência são desastrosas do ponto vista teórico, empírico, de qualquer ponto de vista que você pegue para justificar a proposta que foi feita pelo ministro Guedes é absolutamente desastrosa para o país. Vai destruir um sistema absolutamente eficiente, e conquistado democraticamente", alertou.

Denise Gentil também lembrou um pouco da luta dos brasileiros pela Previdência Social e enalteceu a importância de mobilizações como a greve geral do dia 14 de junho para resistir ao projeto. "Eu defendo muito esse sistema, defendo muito os direitos sociais que saltaram da Constituição de 88, eu acho que os trabalhadores têm que ir para a rua e defender com unhas e dentes esse legado, foi um legado que nos custou muitas vidas, custou uma história de luta e de sofrimento para duas ou três gerações no passado para chegarmos até esse resultado fantástico que nos deu a Seguridade Social".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/economia/396767/Reforma-da-Previd%C3%AAncia-'vai-destruir-um-sistema-absolutamente-eficiente'-diz-professora-da-UFRJ.htm