quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Antipetista, deputada eleita do PSL vive em apartamento do Minha Casa, Minha Vida


Reprodução (Youtube)

Sul 247 - A deputada estadual eleita em Santa Catarina Ana Caroline Campagnolo (PSL), que pediu que alunos filmem os professores em sala de aula, apresenta-se como antipetista, mas vive em um apartamento financiado por um programa do PT: o Minha Casa, Minha Vida. A informação é do colunista Lauro Jardim.

Caroline processou a cooperativa Habitacional de Chapecó alegando que o valor do financiamento que recebeu era inferior ao valor do apartamento. Acusou, inclusive, a cooperativa de corretagem às avessas.

A juíza Nadia Schmidt considerou a ação improcedente porque o valor do financiamento não precisa ser obrigatoriamente o integral do imóvel e que a deputada eleita tinha a obrigação de ler o contrato, informou a coluna. A deputada eleita recorre da decisão.

Polêmica

Professores de Santa Catarina fizeram um abaixo-assinado online para pedir a impugnação da parlamentar, que fez uma publicação em redes sociais na noite de domingo (28) oferecendo um contato telefônico para alunos enviarem vídeos de professores em sala de aula que estejam fazendo "manifestações político-partidárias ou ideológicas".

"Nós, professores, entendemos que a referida Ana Caroline está incitando ódio ao afirmar inverdades, provocando um ambiente escolar insalubre, visto que nas atribuições em sala de aula, os professores, sobretudo, os da área de Humanas (alvo das críticas da referida) não fazem doutrinação ao ensinarem seus conteúdos, mas os apresentam e promovem debates com a total lisura respeitando o livre pensamento dos alunos e da comunidade educacional em geral", diz o abaixo-assinado.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sul/373766/Antipetista-deputada-eleita-do-PSL-vive-em-apartamento-do-Minha-Casa-Minha-Vida.htm

Executiva do PT: contra o 'aventureiro fascista', uma frente pela democracia e direitos do povo


247 - A Executiva Nacional do PT aprovou no fim da manhã desta quarta-feira (31) o primeiro posicionamento do partido depois da eleição de Bolsonaro no último domingo. O partido considera o presidente eleito "um aventureiro fascista" que se elegeu numa "campanha de ódio e de mentiras". E anuncia que o PT irá participar de uma "grande frente pela democracia e pelos direitos do povo". Na nota há um agradecimento "a todos os militantes do PT, do PCdoB, do PSB, do PROS, do PSOL e de todos de outros partidos que votaram em Haddad". O candidato derrotado do PT é claramente indicado como uma liderança de grande peso do partido. A agenda definida pelo PT inclui: combate à reforma da Previdência Social, à entrega do pré-sal, ao alinhamento com os EUA, à extinção do Ministério do Meio Ambiente e às agressões aos direitos humanos.

A nota registra ainda o reforço à campanha Lula Livre no Brasil e no exterior e convoca "os diretórios regionais e municipais a se integrar com os movimentos sociais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, organizando plenárias de articulação da resistência a partir de amanhã."

Leia a íntegra da nota:

A candidatura de Fernando Haddad e Manuela D'Ávila, representantes da democracia e do projeto de desenvolvimento com inclusão social inaugurado no governo do ex-presidente Lula, recebeu a votação de mais de 47 milhões de eleitores. Elegemos a maior bancada na Câmara dos Deputados e uma das maiores representações nas Assembleias Legislativas, quatro governadores do PT e muitos de partidos aliados.

Agradecemos a todos os militantes do PT, do PCdoB, do PSB, do PROS, do PSOL e de todos de outros partidos que votaram em Haddad em defesa da democracia e dos direitos do povo. Neste segundo turno, formou-se uma verdadeira frente democrática, em defesa do estado de direito e da civilização, ameaçados pela candidatura fascista de Jair Bolsonaro; uma frente que contribuiu para manter acesa a luta pelo progresso e pela justiça social.

O processo eleitoral foi marcado, desde o início, pela violência e pelo ódio político, a começar pela cassação da candidatura do ex-presidente Lula. A cúpula do Judiciário ignorou uma determinação da ONU sobre o direito de Lula ser candidato. E foi incapaz de conter a indústria de mentiras nas redes sociais financiadas pelo caixa 2 de Jair Bolsonaro. Pela primeira vez desde a redemocratização tivemos uma eleição sem debates no segundo turno.

Diante da sociedade brasileira e dos observadores internacionais, que testemunharam os desvios e violência desta campanha, a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal têm o dever de investigar as ocorrências denunciadas pela população, pela imprensa e pelo PT na campanha de Jair Bolsonaro.

O PT e Fernando Haddad continuarão ao lado dos trabalhadores, do povo sofrido, da soberania do Brasil e da democracia, como sempre esteve há quase 40 anos. Vamos defender os movimentos sociais, como o MST e o MTST, e as pessoas que pensam ou são diferentes de Bolsonaro: os negros, os indígenas, o povo LGBTI. Contra a violência que já se mostrou por agressões e até assassinatos de quem se opôs à candidatura Bolsonaro.

Vamos resistir à reforma da Previdência que Michel Temer e Jair Bolsonaro querem fazer, contra os aposentados e os trabalhadores. Resistir à entrega do patrimônio nacional, das empresas estratégicas, das riquezas naturais do Brasil aos interesses estrangeiros. Vamos resistir à submissão do país aos Estados Unidos. Nossa bandeira é a do Brasil. Nunca beijaremos a bandeira dos Estados Unidos como fez Bolsonaro.

Vamos resistir à extinção do Ministério do Meio Ambiente e a todos os retrocessos que atingem a agricultura familiar, os direitos de negros e mulheres, a valorização da Cultura e dos direitos humanos

Diante das ameaças às organizações e à integridade física de quem defende a democracia, inclusive com um ataque organizado às universidades, vamos construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas, de organização e de expressão.

Vamos criar uma Rede Democrática de Proteção Solidária, com o lema "Você não está só", reunindo advogados voluntários para reagir aos casos de violação dos direitos humanos e direitos civis, de violação às liberdades de organização, de imprensa e de expressão.

Vamos reforçar a campanha Lula Livre no Brasil e no exterior, não só para fazer justiça a quem foi condenado e preso arbitrariamente, mas porque esta campanha simboliza a defesa da liberdade, da democracia e dos direitos humanos.

Convocamos os diretórios regionais e municipais a se integrar com os movimentos sociais, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, organizando plenárias de articulação da resistência a partir de amanhã.

A eleição de um aventureiro fascista é fruto de uma campanha de ódio e de mentiras, que nos últimos anos manipulou o desespero e a insegurança da população.

Vamos resistir numa grande frente pela democracia e pelos direitos do povo.

São Paulo, 30 de outubro de 2018

Comissão Executiva Nacional do PT

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/373773/Executiva-do-PT-contra-o-'aventureiro-fascista'-uma-frente-pela-democracia-e-direitos-do-povo.htm

China faz dura advertência a Bolsonaro, que segue Trump e pode isolar Brasil


 247, com informações de Jamil Chade - A China fez uma dura advertência ao presidente eleito Jair Bolsonaro e apontou que, se a opção do Brasil em 2019 for por seguir a linha de Donald Trump e romper acordos com Pequim, quem sofrerá será a economia brasileira.

A forma encontrada pela China para mandar o recado foi a publicação de um editorial em seu principal jornal estatal, com versão em língua inglesa. No China Daily, o texto não deixa dúvidas das reações negativas que Bolsonaro já provocou em Pequim. O jornal é uma espécie de porta-voz ao mundo do governo chinês e usado para mandar mensagens a parceiros.

Segundo o editorial, as exportações brasileiras "não apenas ajudaram a alimentar o rápido crescimento da China. Mas também apoiaram o forte crescimento do Brasil". Para os chineses, portanto, criticar Pequim "pode servir para algum objetivo político específico". "Mas o custo econômico pode ser duro para a economia brasileira, que acaba de sair de sua pior recessão da história."

"Ainda que Bolsonaro tenha imitado o presidente dos EUA ao ser vocal e ultrajante para captar a imaginação dos eleitores, não existe razão para que ele copie as políticas de Trump", alertaram os chineses. O jornal admite que existem especulações sobre o futuro das relações entre os dois países.

Bolsonaro, ao longo da campanha presidencial, criticou a China. Em fevereiro, ele ainda visitou Taiwan, o que deixou Pequim irritada. Sabendo que Bolsonaro poderia ser um forte concorrente para a Presidência, a embaixada chinesa enviou uma carta de protesto. Nela, Pequim expressava sua "profunda preocupação e indignação" e alertava que a visita era uma "afronta a soberania e integridade territorial da China" e "causa eventuais turbulências na Parceria Estratégica Global China-Brasil".

Agora, segundo o editorial, empresários chineses operando no Brasil e autoridades em Pequim vão se colocar a pergunta: "até que ponto o próximo líder da maior economia da América Latina vai afetar a relação Brasil-China?"

"Essa é uma pergunta pertinente. Afinal, Bolsonaro é apresentado por alguns como um "Trump tropical", uma pessoa de direita que não apenas endossa a agenda de Trump, mas pode copiar uma página de seu guia", diz o texto. "Ele (Bolsonaro) prometeu dar preferências a acordos bilaterais e mudar a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém", indicou o texto do editorial.

"Além disso, ele se mostrou menos que amistoso em relação à China durante a campanha. Ele apresentou a China como um predador buscando dominar setores-chave da economia brasileira", destacou.

"Não é uma surpresa, portanto, que as pessoas estejam se questionando se Bolsonaro irá, como o presidente americano fez, dar um golpe substancial à relação mutuamente benéfica Brasil-China", insistiu.

Os chineses deixaram ainda claro que não acreditam que promessas feitas em campanhas eleitorais fiquem apenas pelo caminho antes do voto. "Ou que o Bolsonaro presidente coma naturalmente as palavras extremas do Bolsonaro candidato", alertam.

"Ainda assim, esperamos que quando ele assumir a liderança da oitava maior economia do mundo, Bolsonaro olhe de forma racional e objetiva para o estado das relações Brasil-China", disse. "Ele se daria conta que a China é seu maior mercado exportador e primeira fonte de superávit comercial", escreveu o jornal. "Mais importante: as duas economias são complementares e dificilmente competidores."

Para José Reinaldo Carvalho, editor internacional de Mundo do Brasil247, jornalista e especialista em Política e Relações Internacionais, Bolsonaro está "brincando com fogo". Afinal - ressalta - "a China é o maior parceiro comercial do Brasil; nosso país tem com a China quase a metade - 32 bilhões de dólares em 2017 - do seu superávit comercial global",

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/373771/China-faz-dura-advert%C3%AAncia-a-Bolsonaro-que-segue-Trump-e-pode-isolar-Brasil.htm

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Nas TVs, Bolsonaro mantém o discurso de guerra e ameaça líderes do PT e PSOL


Mauro Lopes, editor do 247 - As três entrevistas que concedeu às redes de TV aberta na noite desta segunda-feira mostraram um Jair Bolsonaro abatido, à vontade quando sentiu-se "em casa", com a Record e a Band, e extremamente tenso em "território inimigo", a Globo, apesar de todas as mesuras com que foi coberto por William Bonner e Renata Vasconcellos. Nas três rodadas, foi comum o esforço dos entrevistadores de apresentarem um "Bolsonaro democrata" ao país ou, na expressão do jornalista Ricardo Noblat de "normalizarem" o presidente de extrema-direita. Como Bolsonaro reagiu? Manteve o tom de ameaça a mais da metade dos país que não votou nele. No Jornal Nacional, ameaçou diretamente os dirigentes do PT e do PSOL com a prisão e o exílio.

A entrevista de maior repercussão foi a concedida ao Jornal Nacional, por sua repercussão e significado político. Pela primeira vez desde a eleição de Fernando Collor, em 1989, a Globo foi preterida e ficou em último lugar na fila, depois da Record e da Band. Bonner e Vasconcellos comportaram-se mais como alto executivos da empresa, representantes da família Marinho, do que como jornalistas.

Bonner fez um discurso depois da rodada inicial de cumprimentos que passa à história como uma das peças mais servis da imprensa a uma autoridade, algo realmente sem precedentes. O despropósito do discurso de Bonner chegou ao ponto, ao final, o executivo dos Marinho atacar as pessoas que, segundo, ele, "insistem" em dizer que Bolsonaro não é um democrata Eis:

"Presidente nesses poucos minutos nós queremos aproveitar aqui a sua disposição para acalmar os ânimos que andaram tão acirrados ao longo desta campanha. No primeiro dia depois do segundo turno o senhor disse aqui no Jornal Nacional que será um escravo da Constituição de 1988. No último sábado, agora na sua última aparição nas redes sociais antes da eleição o senhor estava com um exemplar da Constituição nas mãos e reiterou que todas as suas ações seguiram os
postulados da Constituição. No seu discurso da vitória de ontem o senhor disse que vai defender as liberdades, vai defender a democracia. Diante disso tudo o que é que o senhor diria para aqueles que ainda insistem em dizer que a sua eleição é um risco para a democracia?"

A resposta de Bolsonaro, carrancudo como um general da ditadura, foi um petardo sobre Bonner. Seco, ele retrucou, ao fazer sua "profissão de fé democrata": "Primeiro quero dizer a eles que chega de mentira chega de fake news".

Na sequência, depois de ter sido convidado de maneira quase suplicante por Vasconcellos a se colocar como alguém contra a homofobia, a misoginia e o racismo, Bolsonaro voltou a a reafirmar todas as mentiras sobre o "kit gay", que até a titubeante Justiça Eleitoral considerou uma falsicifcação grosseira durante as eleições.

A foto que ilustra esta reportagem é como um resumo do que aconteceu durante toda a entrevista. Um William Bonner todo derramado em sorrisos e mesuras e salamaleques e um Bolsonaro de cenho franzido, como um general Figueiredo sem óculos escuros.

Bonner ainda tentou ser um "pacificador" na relação entre Bolsonaro e a Folha de S.Paulo. Impossível saber se a tentativa deveu-se a um apelo dos Frias ao Marinho, mas o fato é que foi um fiasco. Bolsonaro repondeu com pedras à cândida tentativa de conciliação: "Eu não posso considerar essa imprensa [Folha de S.Paulo] digna". A seguir deixou claro que quem não "se comportar", quem não bajular o governo (o que Bolsonaro define como "jornalismo isento") será tratado a pão e água: "Não quero que ela [Folha de S.Paulo] acabe, mas, no que depender de mim na propaganda oficial do governo, empresa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente não terá apoio do governo federal".

Sem se dar por vencido e confiante em seu poder, Bonner quase se esgoelou para tentar arrancar do capitão uma declaração simpática à liberdade de imprensa: "Então o senhor não quer que este jornal acabe e está deixando isso claro agora". Foi em vão. "Por si só esse jornal se acabou", tascou-lhe Bolsonaro.

O pior ainda estava por vir. Renata Vasconcellos fez quase um apelo a Bolsonaro para que ele amenizasse o tom de seu discurso aos milicianos bolsonaristas reunidos na avenida Paulista, em São Paulo, quando, por telefone, ameaçou os opositores com a prisão, a tortura ou o exílio.

Renata: (...) O senhor disse que os marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria. O que eu quis dizer com isso?

Bolsonaro: (...) Eu estava me referindo à cúpula do PT e à cúpula do PSOL.

Nenhuma reação dos executivos dos Marinho. Por sinal, nenhuma menção a esta ameaça explícita na mídia conservadora.

Na primeira entrevista da noite, à TV Record, que disputa com a Band o pote dourado do governo Bolsonaro para ser a Fox News brasileira (é uma rede de TV americana de extrema-direita), apresentou-se um Bolsonaro mais relaxado e cortês. Ao responder aos agradecimentos do repórter, devolveu: "Eu que agradeço o jornalismo isento da Record". Foi uma entrevista sem sal, como um press release bolsonarista.

Na Band, também relaxado, mas menos à vontade. Bolsonaro não deixou de mostrar as garras. Disse que quando chegou ao Congresso Nacional em 1991 como deputado federal encontrou outros parlamentares, "praticamente uma centena de anistiados políticos e presos políticos, muitos bandidos terroristas assassinos". Na entrevista, com uma mesa a separá-lo dos entrevistadores, em vez da intimidade do sofá na Record, o presidente eleito voltou a defender a ditadura como uma "não-ditadura", convencido que em sua campanha a maioria da população convenceu-se disso: "Hoje em dia grande parte da população entende que o período militar não foi ditadura como a esquerda sempre pregou".

Ele fez uma defesa aberta da censura à imprensa com uma tese mirabolante segundo a qual os jornalistas, na época do regime militar, usariam suas reportagens para enviar "códigos" para atentados terroristas: "A censura... Muitas vezes de acordo com o articulista a palavra chave que estava naquela matéria para executar um assalto a banco e até mesmo executar uma autoridade em cativeiro. Essa foi a censura".

Este é o Bolsonaro que a Globo, a Record e a Band tentaram vender como um democrata ao país na noite desta segunda-feira.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/373668/Nas-TVs-Bolsonaro-mant%C3%A9m-o-discurso-de-guerra-e-amea%C3%A7a-l%C3%ADderes-do-PT-e-PSOL.htm

domingo, 28 de outubro de 2018

Fátima Bezerra do PT é a nova governadora do RN


247 - Com 57,45% do votos válidos, Fátima Bezerra, do PT é a nova governadora do Rio Grande do Norte. Trata-se da única mulher eleita para o cargo no país. Carlos Eduardo Alves tem até agora 42,55% dos votos. um total de 92% das urnas foi apurado até 18h43.

Atualmente Fátima Bezerra é senadora pelo Rio Grande do Norte; já foi deputada estadual do Rio Grande do Norte por dois mandatos e eleita três vezes deputada federal e é uma das mais progressistas políticas de todo o Nordeste.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/riograndedonorte247/373479/F%C3%A1tima-Bezerra-do-PT-%C3%A9-a-nova-governadora-do-RN.htm

sábado, 27 de outubro de 2018

Pesquisa Vox 247 dá empate entre Haddad e Bolsonaro


247 - Pesquisa Vox 247 realizada neste sábado 27, e financiada pelos eleitores, aponta empate entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), apontando para uma virada real neste domingo 28, data da votação do segundo turno.

Nos votos totais, as intenções de voto são de exatamente a 43% a 43%. Ninguém/Brancos/Nulos são 9% e "não sabe" ou "não respondeu", 5%.

Nos votos válidos, os percentuais são de exatamente 50% a 50%.

Os votos espontâneos para presidente, quando os eleitores citam o nome do candidato espontaneamente, são de 51% a 49% para Bolsonaro.

Esta pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral no dia 21 de outubro, sob o número BR-09614/2018. Foram entrevistados 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 121 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/373394/Pesquisa-Vox-247-d%C3%A1-empate-entre-Haddad-e-Bolsonaro.htm

Políticas públicas dos governos do PT reparam dívidas históricas com Nordeste, mulheres e negros


Postado em 25 de outubro de 2018



Foto: Ricardo Stuckert

Em artigo publicado na sua página da internet, o Instituto Lula ressalta a dívida histórica que o Brasil tem com o Nordeste, com a população negra e com as mulheres e destaca políticas públicas implementadas nos governos do PT para corrigir essas injustiças. Não existe “coitadismo”, existe uma dívida histórica que começou a ser paga nos anos Lula e Dilma”, diz o texto.

O Ligue 180, criado no governo Lula em 2005, e a Lei Maria da Penha, sancionada pelo então presidente Lula em 2006, são exemplos citados na luta contra a violência diária que a mulher sofre. Já os programas Bolsa Família, cisternas, Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida, fortaleceram as famílias do Nordeste e a região foi a que mais cresceu nos anos dos governos Lula e Dilma, registrando o índice de crescimento de 4,1% ao ano entre 2003 e 2013.

O editorial informa ainda que os governos progressistas triplicaram o número de negros nas universidades. De 10,2% em 2001 para 37,4% em 2012. “Com Lula e Dilma, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, segundo o IBGE entre 2003 e 2013. Mesmo assim, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos”.

Leia a integra do artigo:

Coitadismo? É o Brasil inteiro crescendo junto

Um país que mais mata mulheres, um país onde os negros da periferia ainda morrem por balas perdidas e são perseguidos, uma região do Brasil onde os sulistas apenas acham lindo e dão valor nas férias. Isso tudo é uma verdade. Uma triste verdade de nossa história solidificaram estas injustiças. Mas teve um momento de nossa linha do tempo que um presidente e uma presidenta fizeram de tudo para que isso começasse a mudar.

Não se muda centenas de anos em pouco mais de uma década. Mas grandes passos foram dados e ainda tem muitos a serem dados. Mas têm pessoas no país dispostas a colocar tudo a perder.

Não existe “coitadismo”, existe uma dívida histórica com o Nordeste, a população negra e as mulheres que começou a ser paga nos anos Lula e Dilma.

As mulheres tiveram nos anos de governos progressistas várias ações que buscaram amenizar a opressão.  Em 2006 Lula sancionou a Lei Maria da Penha. Um marco na luta contra a violência diária que a mulher sofre. Seja em casa, na rua ou onde for. Em 2005 foi criado o Ligue 180, um canal de denúncia fundamental para a mulher brasileira. Somente em seus 8 primeiros anos foram 3,6 milhões de ligações. Um número que é uma boa forma de entender a importância das políticas de ajuda, de 2012 para 2013 aumentou em 20% o número de ligações para denunciar violência logo no primeiro episódio.

Ainda poderíamos citar a organização dos serviços de coleta de vestígios de crimes sexuais, o Centro de Atendimento às Mulheres nas Fronteiras, as campanhas continuadas de conscientização, as unidades móveis para mulheres em situação de violência no campo, na floresta e nas regiões ribeirinhas e a Casa da Mulher Brasileira

Nordeste – A região do Brasil que mais cresceu nos anos dos governos Lula e Dilma. O Nordeste teve índice de crescimento de 4,1% ao ano entre 2003 e 2013, um índice de dar inveja a muito país desenvolvido. Uma região que viu a dignidade voltar, a fome sumir e sede evaporar e o trabalho e as perspectivas de vida melhorarem como nunca. Escolas técnicas, universidades deram uma guinada da vida da população jovem. Bolsa Família, cisternas, Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida, fortaleceram as famílias da região. Não só fortaleceram, mudaram radicalmente a vida dessas pessoas.

Temos uma dívida enorme com a população negra. Não é coitadismo, foram mais de 300 anos de escravidão, é a perseguição nas periferias, é o racismo dos dias de hoje. Que está sendo escancarado pelos tempos modernos, cheios de pensamentos antigos.

Os governos progressistas triplicaram o número de negros nas universidades. De 10,2% em 2001 para 37,4% em 2012. As cotas também no serviço público dando mais emprego.

Com Lula e Dilma, a renda da população preta e parda cresceu 51,4%, enquanto a da população branca aumentou 27,8%, segundo o IBGE entre 2003 e 2013. Mesmo assim, a renda dos negros ainda corresponde a apenas 57,4% da dos brancos.

As políticas de cotas não são mais do que uma forma de nossa sociedade pagar um pedaço desta dívida. Somente no último censo (2010) que 50,7% da população brasileira se declarou negra. À época declarou Jefferson Mariano, analista econômico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): “Muitos que se autodeclaravam brancos agora se dizem pardos, e muitos que se classificavam como pardos agora se dizem pretos. Isso se deve a um processo de valorização da raça negra e ao aumento da autoestima dessa população”.

Não há novidade nos aventureiros, tão comum em terras brasileiras, cheios de demagogia, mas que nunca fizeram nada pelo país. O Brasil é maior do que o preconceito dos admiradores de fascistas. Um país mais justo se constrói com democracia, transparência e trabalho de verdade, não com discurso de ódio.

Instituto Lula

O Evangelho segundo Bolsonaro


17:1 O erro da ditadura foi torturar e não matar; 17:2 Não vou lhe estuprar porque você não merece; 17:3 Se eu vir homossexuais se beijando na rua, dou porrada; 17:4 Mulheres devem ganhar menos porque engravidam; 17:5 Eu sonego tudo que for possível; 17:6 Nem para procriar [quilombola] ele serve mais; 17:7 O dinheiro do auxílio-moradia, eu usava para comer gente. 17:8 Eu sou favorável à tortura e o povo também; 17:9 Eu não entraria num avião pilotado por um cotista; 17:10 Através do voto não se muda nada neste país; 17:11 Só muda quando a gente terminar o serviço que a ditadura não fez; 17:12 Tem que matar pelo menos uns 30 mil; 17:13 A polícia tem que ter imunidade para atirar. Se morrerem inocentes, que morra; 17:14 Tive quatro filhos homens e na quinta dei uma fraquejada: nasceu uma mulher; 17:15 Fui o único deputado que votou contra direitos trabalhistas para empregadas domésticas; 17:16 Tem mulher que é competente, admito; 17:17 Não aceito outro resultado que não a minha eleição; 17:18 O trabalhador vai ter que escolher: o emprego ou os direitos; 17:19 Gostar de homossexual, ninguém gosta. A gente suporta; 17:20 O Psol é coisa de viado: 17:21 Eu sou favorável à pena de morte; 17:22 Índio que vier falar em reservas que vá comer capim; 17:23 Tem que arrebentar o cara até entregar todo mundo; 17:24 Meninos adotados por gays serão homossexuais; 17:25 Meus filhos foram bem educados e não correm o risco de casar com uma negra; 17:26 Sou preconceituoso com muito orgulho; 17:27 Eu seria incapaz de amar um filho homossexual. Preferia que morresse num acidente; 17:28 Sou capitão do Exército e fui treinado para matar; 17:29 Quem procura osso [de desaparecidos políticos] é cachorro; 17:30 Eles obedecem a nossa lei ou serão todos banidos do nosso país; 17:31 Lula vai apodrecer na cadeia; 17:32 A gente tem que tirar o governo do cangote do empresário; 17:33 Eu sou cristão!

Mas, no evangelho verdadeiro, está escrito (reproduzo como lembro) que, tendo naquele dia lhe perguntado sobre a tradição de jejuar nos dias reservados, Jesus falou e disse: "O mal é o que sai da boca do homem" e, aos seus discípulos, em outro momento os alertou: "A boca fala do que o coração está cheio".

Ricardo Alcântara

Escritor e publicitário

Fonte: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2018/10/o-evangelho-segundo-bolsonaro.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Bolsonaro quer acabar com o Estatuto da Criança e do Adolescente; advogados alertam


Tânia Rêgo/Agência Brasil

"Acabar com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é expor as crianças e adolescentes ao abuso sexual, à exploração do trabalho infantil, sem garantias de acesso à educação, à saúde, à assistência social. Se hoje, com uma das mais avançadas legislações do mundo, nós ainda temos tantos problemas, imagine se a lei for 'jogada na latrina", diz o advogado Ariel de Castro Alves, fundador da comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

26 de Outubro de 2018 às 05:50 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

Da Rede Brasil Atual - "Acabar com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é expor as crianças e adolescentes ao abuso sexual, à exploração do trabalho infantil, sem garantias de acesso à educação, à saúde, à assistência social. Se hoje, com uma das mais avançadas legislações do mundo, nós ainda temos tantos problemas, imagine se a lei for 'jogada na latrina." O alerta é do advogado Ariel de Castro Alves, fundador da comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele e outros especialistas no tema avaliam que a ideia do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) de revogar a legislação vai liberar todo tipo de abuso contra crianças e adolescentes.

"O ECA tem que ser rasgado e jogado na latrina. É um estímulo à vagabundagem e à malandragem infantil", afirmou Bolsonaro em entrevista coletiva, na cidade de Araçatuba (SP), em 23 de agosto. O candidato acusa a legislação de servir à impunidade de adolescentes e é defensor da redução da maioridade penal para 16 anos.

"Isso seria uma tragédia. Todo sistema de medidas protetivas para crianças e adolescentes, com Conselhos Tutelares, Varas da Infância, delegacias especializadas, abrigos para crianças que sofrem abusos, assistência social. Tudo isso está ancorado no ECA", disse Alves.

O estatuto é comumente associado apenas às medidas socioeducativas para responsabilização dos menores de 18 anos que cometam crimes – definidos como atos infracionais. No entanto, todas as garantias legais e de proteção da criança e do adolescente também estão definidas na norma.

"O ECA está constituído em uma premissa de proteção integral. Todas as normas de proteção, garantia de direitos e responsabilização estão definidas ali. Essa ideia é 'jogar na latrina' a infância. É um grave retrocesso, depois de tanta luta para mudar os processos de educação e cuidado com as crianças e adolescentes, que ainda está longe de ser o ideal", avaliou o ex-diretor do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) de Interlagos (zona de sul paulistana) Djalma Costa.

O estatuto define a proteção da criança como política de Estado, possibilitando inclusive que a criança seja protegida de um membro da própria família, se for necessário. Dados do Ministério da Saúde, reunidos entre 2011 e 2017, revelam que mais de um terço dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes são praticados por uma pessoa da própria família e quase 70% deles ocorrem dentro da casa da vítima.

"Nesses casos, o ECA prevê que a Justiça pode determinar a saída do agressor da casa, seja ele padrasto, tio, primo. Também permite transferir o cuidado da criança ou adolescente para outro familiar ou a colocar em um abrigo. Isso para além das demais medidas penais.

Sem essa legislação é impossível esse tipo de atuação", ressalta Alves. Uma revogação do estatuto também liberaria o trabalho de crianças e adolescentes, hoje proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendizes a partir dos 14 anos.

Para Costa, uma revogação do estatuto é um "convite à agressão e ao abuso" contra crianças e adolescentes. "Voltaremos à ideia de que eles são propriedade de alguém e não pessoas, não sujeitos com direitos, interesses e sonhos", afirmou.

O defensor destacou que sem o ECA, todo tipo de política pública será abandonada, tornando crianças e adolescentes "cidadãos de terceira classe, lembrados apenas quando estão incomodando alguém, como era antes do estatuto".

Itamar Batista Gonçalves, gerente de Advocacy da ONG Childhood Brasil, que atua no enfrentamento à violência sexual de crianças e adolescentes, ressaltou que esse tipo de ação só começou a ter espaço no Brasil após a implementação do ECA. "O abuso sexual contra crianças e adolescentes era uma questão 'naturalizada' pelos costumes. Apenas com a criação do estatuto é que vamos ter uma estrutura legal e instituições para fazer esse trabalho, tanto na prevenção quanto no enfrentamento", afirmou ele, avaliando que não seria tão simples revogar essa legislação.

Gonçalves lembrou ainda que o ECA não foi criado pelo desejo de um grupo político ou partido, mas por uma grande mobilização social. "Esta articulação respondia a um processo que vinha sendo realizado no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecimento e defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

O estatuto incorporou essas discussões e se tornou uma referência internacional em legislação de proteção, garantias e responsabilização de crianças e adolescentes", relatou.

Para os especialistas, o estatuto é a ferramenta que temos para pressionar o Estado brasileiro em todos os sentidos na garantia de direitos das crianças e adolescentes, como acesso à educação, saúde, cultura, medidas de proteção e de responsabilização.

Também na inclusão das crianças que têm algum tipo de deficiência física ou intelectual. "Sem isso voltaremos ao tempo da caridade, desobrigando o Estado de zelar por elas", explicou Alves, que considera que uma revogação dessa legislação seria inconstitucional, já que o ECA regulamenta o artigo 227 da Constituição.

O ex-diretor do Cedeca lembrou que outras normas que afetam a vida de crianças e adolescentes também estão sendo alvo de alterações que reduzem a proteção. "O Congresso tem discussão sobre a redução da idade mínima para o trabalho, bem como o debate sobre a redução da maioridade penal. Em 28 anos, não conseguimos instituir plenamente o ECA e já tem quem queira destruí-lo. Nós vamos lutar contra isso, nas ruas e na Justiça", afirmou Costa.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/373225/Bolsonaro-quer-acabar-com-o-Estatuto-da-Crian%C3%A7a-e-do-Adolescente;-advogados-alertam.htm

Bolsonaro quer fechar escolas dos sem terra


247 - O candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que já prometeu banir e prender opositores caso vença o segundo turno, agora diz que vai fechar escolas mantidas em assentamentos rurais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para ele, as escolas são "fábricas de guerrilheiros".

"Queremos por um ponto final nas escolinhas do MST. A bandeira que eles hasteiam não é a verde e amarela, é a vermelha com uma foice e um martelo. Lá eles não aprendem o Hino Nacional, eles aprendem a Internacional Socialista. Eles estão formando uma fábrica de guerrilheiros no Brasil", afirmou.

A declaração de Bolsonaro foi feita durante uma entrevista à TV Aparecida, nesta quinta-feira (25), onde ele expôs o seu plano de levar o chamado "ensino à distância para crianças em idade escolar nas zonas rurais.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/373249/Bolsonaro-quer-fechar-escolas-dos-sem-terra.htm

Gráficos evidenciam fraude eleitoral de Bolsonaro


Uma análise dos perfis de Bolsonaro em comparação com Lula, Haddad, Ciro e Alckmin nas estatísticas geradas pelo sistema de busca do Google, que são consolidadas numa ferramenta denominada Google Trends, dá um indicativo claro de que algo muito estranho - uma fraude - aconteceu no primeiro turno das eleições; veja os gráficos e conclua

26 de Outubro de 2018 às 10:32 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

Mauro Lopes e Pablo Nacer, do 247 - Um olhar detido para as estatísticas geradas pelo sistema de busca do Google, que são consolidadas numa ferramenta denominada Google Trends (algo como Google Tendências, que mensura a quantidade de buscas relacionadas a um tema ou pessoa) pode ser um bom indicativo para verificar que algo muito estranho - uma fraude, ao que tudo indica - aconteceu no primeiro turno das eleições.

Que fraude foi essa? Tratou-se, na verdade, da combinação de duas ações, uma quanto à forma e outra quanto ao conteúdo.

Quanto à forma, estruturou-se uma operação ilegal e clandestina patrocinada por empresas para financiar a disseminação em massa de mensagens pelas redes sociais, especialmente em grupos de Whatsapp. Esta operação veio à luz em 18 de outubro em reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello sob o título “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp” (leia aqui). A operação é ilegal porque não registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por ser financiada por empresas, o que é terminantemente vedado pela legislação eleitoral.

Quanto ao conteúdo, foi uma operação de disseminação de notícias falsas (fake news) contendo acusações ao PT e especialmente a Lula, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila com todo tipo de difamação e calúnias com o intuito de prejudicar a candidatura petista e alavancar a de Jair Bolsonaro.

Veja o gráfico abaixo. Para que o efeito visual fique evidente, reunimos os dados de pesquisas referentes a Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, Ciro Gomes e Lula nos últimos doze meses. O valor 100, na semana que inicia no domingo do primeiro turno (7/out), é o máximo de busca relacionada a um dos quatro políticos neste período.

Assuntos como a prisão do ex-presidente Lula (90) e a facada em Jair Bolsonaro (86), que mobilizaram todo o país e justificam qualquer aumento orgânico nas buscas, ficaram abaixo do pico da eleição, que iniciou na semana seguinte ao #EleNão (49) e teve um aumento vertiginoso (80), chegando ao ápice (100) em uma semana que não houve nenhum fato novo público na campanha. Mas havia um “fato novo” no esgoto subterrâneo na campanha de Jair Bolsonaro que pode ter alterado os rumos da eleição.

Basta ver as tendências de voto para o segundo turno, que dizem muito sobre as rejeições aos candidatos, apresentadas no gráfico abaixo. Após Fernando Haddad abrir oito pontos de diferença em relação a Jair Bolsonaro no final de setembro e os dois empatarem tecnicamente no início de outubro, as intenções de voto em Haddad despencam na semana da eleição, enquanto Bolsonaro disparou e alcançou o seu maior índice até então, numa convergência com as curvas do gráfico do Google Trends.

Veja agora o gráfico comparativo entre Bolsonaro e Haddad. Observe a curva de Bolsonaro. Ela despenca literalmente depois da revelação da fraude na reportagem da Folha em 18 de outubro, com uma indicação clara de que o movimento era artificial e o esquema ilegal entrou em colapso.

Esta sequência de gráficos não contém prova de crime. É apenas a reunião de algumas evidências. As provas estão nas reportagens de Patrícia de Campos Mello e devem (ou deveriam) estar nas investigações das autoridades.

Se não são provas, os gráficos indicam claramente: há algo de podre no reino das mídias sociais da campanha de Bolsonaro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/373248/Gr%C3%A1ficos-evidenciam-fraude-eleitoral-de-Bolsonaro.htm

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Decreto de Temer pode ser usado para criminalizar movimentos sociais


Foto: Marcelo Casal/EBC

O decreto 9.527/2018, recentemente assinado por Michel Temer (MDB), poderá permitir a perseguição a movimentos sociais e entidades que representam os trabalhadores e minorias. A nova lei, que trata da criação de uma força-tarefa de inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil, poderia ser usada por um governo extremista para criminalização dos movimentos sociais, segundo ativistas.

Publicado em 16 de outubro no Diário Oficial da União, o conteúdo do decreto estava previsto no âmbito da criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), mas a falta de definição sobre o conceito de atividade terrorista pode ser uma brecha para a atuação de membros do Executivo e do Legislativo contra organizações como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST).

Em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, o representante do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) Leo Pinho, criticou o fato de a legislação não estar associada à atual a lei 12.850/2013, que tipifica o crime organizado. “Isso já tiraria de cara as organizações e movimentos sociais”, afirma, rejeitando também a inclusão das Forças Armadas e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiado pelo general do Exército Sérgio Etchegoyen, na força-tarefa.

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/10/24/decreto-de-temer-pode-ser-usado-para-criminalizar-movimentos-sociais/

CUT/Vox Populi: com apenas 5 pontos de diferença, virada está no horizonte


Ricardo Stuckert

247 - A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi realizada nos dias 22 e 23 (terça e quarta) apresenta números idênticos ao do levantamento realizado nos dias 16 e 17. A diferença entre Haddad e Bolsonaro é de apenas 5 pontos nos votos totais e 6 pontos nos válidos. 44% para Bolsonaro e 39% para Haddad nos votos totais e 53% a 47% nos válidos.

Na simulação estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 44% das intenções de votos contra 39% de Haddad. A diferença entre os dois candidatos é de apenas 5%. Se for considerada a margem de erro da pesquisa, que é de 2,2%, a diferença entre as intenções de voto em Haddad e Bolsonaro pode chegar a 1 ponto percentual (2,2% a menos para Bolsonaro e 2,2% a mais para Haddad).

A pesquisa mostra também que 17% dos eleitores ainda estão indecisos. Desse total, 12% disseram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular os votos. Outros 5% não sabem ou não quiseram responder. Os percentuais são exatamente iguais aos da pesquisa anterior.

Os percentuais de votos válidos, excluídos os brancos, nulos, ninguém ou não sabem ou não responderam, também são idênticos aos da pesquisa anterior: 53% para Bolsonaro e 47% para Haddad.

O percentual de rejeição a Fernando Haddad se manteve estável (41%). Já a rejeição a Bolsonaro aumentou 2% entre a pesquisa anterior e a rodada realizada nos dias 22 e 23 – de 38% para 40%.

Cenário espontâneo

A simulação espontânea, quando o entrevistador apenas pergunta em quem o eleitor vai votar, aponta Bolsonaro com 43% das intenções de votos contra 37% de Haddad, os mesmos percentuais do levantamento realizado nos dias 16 e 17.

Neste cenário, 13% disseram que não votarão em ninguém, votarão em branco ou anularão o voto e 7% não sabem ou não responderam. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 12% e 8%, respectivamente.

Estratificação

No cenário estimulado, o Nordeste, Região onde o candidato petista apresentou os maiores percentuais de intenção de voto durante toda a corrida presidencial, aumentou o número de eleitores que pretendem votar em Haddad: de 57% para 60%.

Os percentuais de intenção de voto em Haddad também cresceram entre os homens (de 35% para 37%), entre os maduros (de 37% para 41%); entre os eleitores que têm até o ensino fundamental (de 44% para 47%) e entre os que ganham até 2 salários mínimos (45% para 50%).

Os percentuais de intenção de voto em Bolsonaro registraram queda de 27% para 25% na Região Nordeste, entre os homens - de 53% para 49% -; entre os maduros - de 48% para 43%.

Religião

Considerando apenas os válidos, as intenções de votos para presidente apresentou pouca variação. Haddad oscilou positivamente um ponto percentual entre os católicos (de 42% para 43%), 2% entre os espíritas (de 38% para 40%) e 4% nos que se declararam sem religião (de 42% para 46%). Mas oscilou negativamente 3% entre os evangélicos (30% para 27%) e 6% nos que declararam seguir outras religiões (de 48% para 42%).

Rejeição

O percentual de rejeição a Fernando Haddad se manteve estável (41%). Já a rejeição a Bolsonaro aumentou 2 pontos percentuais entre a pesquisa anterior e a rodada realizada nos dias 22 e 23 – de 38% para 40%.

O maior percentual de rejeição contra Bolsonaro foi registrado no Nordeste (59%). Já os eleitores do Sudeste e do Sul rejeitam mais Haddad, 48% em cada Região.

52% dos que se declararam negros e 42% dos pardos rejeitam Bolsonaro. Já entre os que se declararam brancos, o percentual de rejeição de Haddad sobe para 49%.

Metologia

A pesquisa CUT-Vox Populi foi realizada entre os dias 22 e 23 de outubro. Foram feitas 2.000 entrevistas pessoais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior de todos os estratos socioeconômicos. Os entrevistadores foram em 121 municípios.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/373131/CUTVox-Populi-com-apenas-5-pontos-de-diferen%C3%A7a-virada-est%C3%A1-no-horizonte.htm

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Até a mídia conservadora já antevê Bolsonaro como ditador


247 - A imprensa conservadora, pautada por um antipetismo feroz, começa a dar sinais de que sua adesão incondicional e entusiasmada a Jair Bolsonaro está refluindo. A lua de mel de ao menos parte da imprensa da direita com o candidato de ultradireita parece estar acabando. Foram esses os sinais claros que a Folha de S.Paulo e alguns dos veículos do grupo Globo emitiram nos últimos dias. O mais expressivo deles foi o editorial desta quarta-feira (24)do Valor Econômico, da família Marinho, sob o título: "Os Bolsonaro atacam a imprensa e a democracia" (aqui)

"Bolsonaro tem pouco apreço pela democracia, como demonstrou em seguidos discursos públicos a favor da ditadura e da tortura", indica o editorial, que prossegue em tom crítico: "As instituições democráticas, construídas após 21 anos dessa ditadura, poderão ser tensionadas se Bolsonaro for eleito e governar com o mesmo espírito com que disputou as eleições. Atitudes de campanha são prenúncios, que já poderiam ser afastados por apelos à moderação e ao bom senso, sem os quais a dura tarefa de recolocar nos eixos a economia, entre tantas outras questões, não será realizada".

O tom é sempre de "uma no cravo e outra na ferradura", pois o distanciamento de Bolsonaro não significa um arrefecimento no antipetismo visceral das mídias conservadoras, representativas das elites. No mesmo texto, o jornal dos Marinho não deixa de manifestar o apoio ao golpe de Estado contra Dilma e derramar seu ódio ao partido de Lula: "A corrupção e o desastre petista na economia custaram-lhe [ao PT] o impeachment e, ao que tudo indica, esta eleição. Como indicam as pesquisas, o povo tende a dar a Bolsonaro a incumbência de consertar a casa da mesma forma com que ela quase foi desarrumada - dentro das regras e métodos da democracia".

Este mesmo movimento é feito pelos Frias e sua Folha de S.Paulo. Ao mesmo em que se antagonizam com Bolsonaro por conta das ameaças dos seus seguidores, a ponto de pedir proteção da Polícia Federal a três jornalistas e ao diretor do Datafolha, o jornal, ao publicar matéria sobre o assunto nesta terça, sob o título "Folha pede que Polícia Federal investigue ameaças a profissionais", não menciona que as ameaças partem de bolsonaristas até o quinto parágrafo do texto. Ao mesmo tempo, faz publicar um editorial que é um violento ataque ao programa de governo de Haddad (aqui) que sequer se dá ao trabalho de analisar de fato as propostas, mas recorre à tradicional chantagem para obrigar o PT a abraçar o receituário neoliberal para a economia. Nesse processo sinuoso, a Folha não considerou relevante examinar o programa de governo de Bolsonaro, um papelucho de 81 páginas em boa medida composto de plágio de artigos de jornais e sites (aqui) sem qualquer esforço de reflexão sobre o país.

Segundo o jornalista Mario Vitor Santos, ex-ombudsman da Folha de S. Paulo e do G1, em entrevista ao programa Giro das 11 da TV247, este movimento da Folha explica-se pela trajetória política e editorial do jornal, que ao fazer uma opção alinhada com a direita do país e cada vez mais conservadoras do ponto de vista dos costumes, perdeu sua tradicional base de leitores de centro e cento esquerda, das camadas intelectuais urbanas e se restringiu cada vez mais a uma base de classe média de direita e reacionária. "A Folha, usando uma imagem um pouco forte, está como que aprisionada por essas criaturas que ela transformou em seus leitores e que a ameaçam com cancelamento de assinaturas e protestos a qualquer movimento de crítica em relação ao Bolsonaro", observou Santos.

É um paradoxo, segundo o ombudsman, porque estes veículos, institucionalmente, pode se colocar na mesma posição que acabaram ocupando depois do golpe de 1964, se Bolsonaro vencer as eleições. Apoiaram o golpe de Estado e se tornaram vítimas de uma ferrenha censura do Estado autoritário, como Bolsonaro já deixou claro que pretende fazer. Este não é um dilema para veículos e projetos políticos que aderiram de corpo e alma ao bolsonarismo, como a Rede Record, da Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, a Rede Bandeirantes, o jornal O Estado de S.Paulo e a rádio Jovem Pan de São Paulo, por exemplo. Todos eles disputam o "privilégio" de se tornarem porta-vozes do movimento neofascista no país.

Enquanto os veículos da mídia conservadora movem-se de acordo com interesses e cálculos de seus proprietários, há alguns jornalistas, onde há um mínimo espaço de manifestação, que começam a revisitar sua adesão à direita e, mais recentemente, à extrema-direita, e revisitam sua posição inicial de simpatia em relação a Bolsonaro. O primeiro a realizar este movimento foi Reinaldo Azevedo, uma estrela do antipetismo e do pensamento de direita radical na imprensa e que começou a perder espaço na medida em que foi se colocando criticamente em relação aos ataques à democracia da Lava Jato e, agora, de Bolsonaro. Azevedo é o criador da palavra "petralha" que se tornou num ponto de unidade do antipetismo do país. Ele tem repetido que nunca recebeu uma ameaça de morte enquanto criticava o PT, e que, agora, recebe ameaças diariamente dos bolsonaristas.

Outra que tem sido sistematicamente ameaçada é Miriam Leitão. A jornalista, que tem coluna no jornal O Globo e na rádio CBN e é presença diárias nos programas da TV Globo e GloboNews, foi uma das líderes do antipetismo no grupo da família Marinho e é vista como uma porta-voz informal de seus patrões. Bastou começar a se distanciar do discurso de ameaça à democracia de Bolsonaro e começou a sofrer ataques em massa.

Outros jornalistas ou comentaristas da imprensa conservadora historicamente antipetistas e que agora confrontam Bolsonaro pelo risco que o neofascismo representa são Elio Gaspari (Folha e O Globo), Marcelo Coelho (Folha) e Ricardo Noblat (ex-O Globo e agora Veja).

Eles convivem, nestes veículos, com alguns poucos jornalistas que nunca se deixaram contaminar pelo antipetismo e antagonizaram-se com o bolsonarismo desde o primeiro momento, como Janio de Freitas, Maurício Stycer e Nélson de Sá, na Folha de S.Paulo, e Bernardo Mello Franco e Kennedy Alencar, nas empresas da família Marinho.

Se Haddad vencer, todos aqueles que inciaram um movimento de antagonismo com Bolsonaro mas são antipetistas viscerais retornarão à sua posição de origem; os poucos progressistas nos veículos conservadores, sobreviverão a duras penas. Se Bolsonaro vencer, haverá um movimento de crescente oposição a ele, na medida em que decisões de cunho autoritário forem de tornando políticas de governo.      Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/373031/At%C3%A9-a-m%C3%ADdia-conservadora-j%C3%A1-antev%C3%AA-Bolsonaro-como-ditador.htm

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bolsonaro: vamos acabar com o coitadismo de nordestino, gay, negro e mulher

 

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

247 - De acordo com matéria de Yala Sena, publicada na Folha de São Paulo nesta terça-feira (23), "ao mirar em eleitores do Nordeste na reta final da campanha, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à TV Cidade Verde, afiliada do SBT no Piauí, que irá acabar com a política do ´coitadismo´ a nordestino, gay, negro e mulher. Segundo ele, as políticas afirmativas reforçam o preconceito", diz a matéria.

O candidato de extrema-direita disse que "isso não pode continuar existindo. Tudo é coitadismo. Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense. Vamos acabar com isso”.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/372985/Bolsonaro-vamos-acabar-com-o-coitadismo-de-nordestino-gay-negro-e-mulher.htm

Coronel que insultou Rosa Weber agora ameaça Gilmar e diz estar agindo em nome de Bolsonaro

 

Em novo vídeo no YouTube, o coronel da reserva Carlos Alves ameaça Gilmar Mendes e diz que "Lewandowski vai abrir o bico quando o Bolsonaro assumir a presidência da República"; ele também elogia Eduardo Bolsonaro e diz estar agindo em nome de Jair Bolsonaro e do Exército; "Nós vamos entrar juntos nessa linha. O Brasil vai ser consertado", diz; "Seus dias estão acabando, meu inimigo", grita

23 de Outubro de 2018 às 22:26 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - Em novo vídeo no YouTube, o coronel da reserva Carlos Alves, que já insultou com diversos nomes a ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ameaça o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e diz que "Lewandowski vai abrir o bico quando o Bolsonaro assumir a presidência da República". O STF vai pedir investigação à PGR sobre vídeo anterior.

Agora ele também elogia o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro, que tem feito ameaças ao Supremo, e diz estar agindo em nome do candidato Jair Bolsonaro e do Exército. "Nós vamos entrar juntos nessa linha. O Brasil vai ser consertado", diz. "Seus dias estão acabando, meu inimigo", https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/372995/Coronel-que-insultou-Rosa-Weber-agora-amea%C3%A7a-Gilmar-e-diz-estar-agindo-em-nome-de-Bolsonaro.htmgrita.

Fonte:

Disparada na rejeição de Bolsonaro abre espaço para virada de Haddad


Ricardo Stuckert


247 - Os brasileiros começam a reagir e rejeitar os discursos ditatoriais do candidato Jair Bolsonaro, que ameaçou prender ou expulsar do País os seus opositores, e à ameaça de fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).

Segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta noite, a rejeição ao candidato da extrema-direita subiu cinco pontos em uma semana, saindo de 35% para 40%. Nos votos válidos, Bolsonaro caiu dois pontos, indo para 57%, e nas menções espontâneas a queda é de cinco pontos percentuais, de 47% para 42%.

Já o candidato do PT a presidente, Fernando Haddad aparece em alta: subiu dois pontos nos votos válidos, de 41% para 43%, e viu sua rejeição cair seis pontos, de 47% para 41%. Crescimento do petista ocorre na intensificação do contato com os eleitores e na adesão de líderes de diversos segmentos da sociedade.

Nos votos totais, Jair Bolsonaro tem 50% e Fernando Haddad (PT) tem 37%. Votos brancos e nulos somam 10% e indecisos, 3%.

O desafio faltando apenas cinco dias para a eleição é tirar 6,5 pontos de Bolsonaro até domingo. Há horizonte para a virada e para vitória da democracia na reta final.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/372996/Disparada-na-rejei%C3%A7%C3%A3o-de-Bolsonaro-abre-espa%C3%A7o-para-virada-de-Haddad.htm

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Bolsonaro se assume candidato a ditador e oferece aos opositores a cadeia ou o exílio

 

247 – Em discurso transmitido ao vivo na Avenida Paulista, na tarde de ontem, Jair Bolsonaro se assumiu como candidato a ditador do Brasil. Na fala, ele, que é rejeitado por mais da metade dos brasileiros, ofereceu duas alternativas aos opositores: a cadeia ou o exílio. Prometeu ainda prender seu adversário Fernando Haddad e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), atacou a imprensa e afirmou que a política terá retaguarda para bater no lombo dos adversários. Confira o vídeo e a fala em que Bolsonaro se coloca como tirano (PT-RJ), ataca a imprensa e afirma que a poílcia terá retaguarda para bater no lombo dos adversários.

Fonte:

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/372794/Bolsonaro-se-assume-candidato-a-ditador-e-oferece-aos-opositores-a-cadeia-ou-o-ex%C3%ADlio.htm

Lindbergh entra com notícia-crime contra Bolsonaro


247 - O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou nesta segunda-feira, 22, que está entrando com uma notícia-crime contra o candidato da extrema-direita a presidente, Jair Bolsonaro (PSL), por ter dito nesse domingo, 21, em mandaria prender Lindbergh e o candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, se ele se tornar presidente.

Ele participou de uma transmissão ao vivo pelas redes sociais ao lado da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, do senador Roberto Requião, e do deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara.

"Ele não tem aquele poder. Ele não está acima das instituições", afirmou Lindbergh, relembrando que nesse sábado, 20, vazou o vídeo em que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) fala em fechar o Supremo Tribunal Federal. Lindbergh disse que só consegue achar uma explicação para as declarações de cunho fascista de Bolsonaro.

"Ele quis legitimar o que ele pode fazer. É um discurso de um candidato a ditador, não é um candidato a presidente da República. Ultrapassamos todos os poderes", disse ele. "Se estão fazendo isso com autoridades, imagina o que pode acontecer com você", disse Lindbergh.

Inscreva-se na TV 247 e assista à declaração:

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/372879/Lindbergh-entra-com-not%C3%ADcia-crime-contra-Bolsonaro.htm

Deputado do PT pede a prisão de Jair Bolsonaro


O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) ingressou nesta segunda-feira (22) com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) por crime contra a Segurança Nacional, requerendo sua prisão imediata. Neste domingo (21), Bolsonaro afirmou, em vídeo, que caso eleito iria perseguir os opositores políticos de esquerda. "A faxina agora será muito mais ampla (... ) Ou vão pra fora ou vão pra cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria", disse.

"Defender a prisão ou a expulsão do país de opositores políticos está fora do ordenamento jurídico brasileiro, é uma clara manifestação pública que tenta legitimar através do voto, por exposto em campanha eleitoral, ações que confrontam com a Constituição Brasileira e que possuem caráter arbitrário e persecutório só possíveis em regimes ditatoriais", disse o parlamentar, no texto enviado à PGR.

O deputado pediu a investigação e punição de Bolsonaro nas linhas dos artigos 1º, II e III, 22, I, 26, parágrafo único, 28 e 31, II, todos da Lei nº 7.170/83, que define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social.

Número da manifestação: 20180117363
Chave de Consulta: 93b407b127cb8f5da87c2aaf8186d33a
Data da manifestação: 22/10/2018

AMEAÇA TAMBÉM É DENUNCIADA

Em outra representação à PGR, Solla também pede investigação de um eleitor de Bolsonaro, Marcos Filho, que em sua conta no Facebook ameaçou de dar uma facada no petista, em comentário numa postagem que parabenizava os médicos pela passagem do seu dia. "Vms dar uma facada na sua barriga e ver ser você se recupera em 1 mês boraaaa? Vms vai ser legal kkk".

"Não é só por mim, é por toda a militância de esquerda, por todas as minorias políticas, por todos os brasileiros que estão sendo intimidados pelos fascistas que agem legitimados no discurso de ódio de Bolsonaro. Eles precisam saber que vamos reagir, que não vamos aceitar calados. Quem comete crime precisa pagar, precisa responder. Não abrimos mão da democracia, e na democracia a resposta ao crime é a lei", disse. O pedido à PGR cita o Art. 147 do Código Penal, que trata dos crimes de ameaça.

Número da manifestação: 20180116711
Chave de Consulta: eeb03543d235fe075fd807226d084d73
Data da manifestação: 19/10/2018

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/372875/Deputado-do-PT-pede-a-pris%C3%A3o-de-Jair-Bolsonaro.htm

Giro das 11: Horror mundial com Bolsonaro

Diário das eleições (22/10/18): Ou o STF reage ou se cala para sempre

domingo, 21 de outubro de 2018

Bolsonaro ameaça: “Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos”


por Redação — publicado 21/10/2018 18h23

Em vídeo exibido a apoiadores em São Paulo, o presidenciável do PSL também criticou a mídia

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Tânia Rego/Agência Brasil

Bolsonaro ameaça: "Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos"

Bolsonaro atacou a "imprensa vendida"

Em vídeo exibido em um telão na Avenida Paulista durante ato a favor de sua candidatura, Jair Bolsonaro voltou a usar termos bélicos contra os opositores. O candidato do PSL prometeu “uma limpeza nunca vista na história desse País” e criticou a “imprensa vendida”.

Leia também:
Quem financia e quanto custa a campanha de Bolsonaro no WhatsApp?

Citou em particular a Folha de S. Paulo, que trouxe à tona a denúncia de que empresários financiaram a disseminação de notícias falsas contra o petista Fernando Haddad. A prática guarda indícios de caixa 2, crime que poderia levar à impugnação da chapa do deputado.

“Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos do Brasil”, afirmou. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”. Em retribuição, seus apoiadores gritavam “Fora, PT”.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/politica/bolsonaro-ameaca-201cvamos-varrer-do-mapa-esses-bandidos-vermelhos201d

Bolsonaro ameaça seus opositores: ou vão para fora ou serão presos


Carta Capital - Em vídeo exibido em um telão na Avenida Paulista durante ato a favor de sua candidatura, Jair Bolsonaro voltou a usar termos bélicos contra os opositores. O candidato do PSL prometeu “uma limpeza nunca vista na história desse País” e criticou a “imprensa vendida”.

“Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos do Brasil”, afirmou. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”. Em retribuição, seus apoiadores gritavam “Fora, PT”.

Leia na íntegra na Carta Capital

Abaixo, o tweet de Boulos:

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/sp247/372782/Bolsonaro-amea%C3%A7a-seus-opositores-ou-v%C3%A3o-para-fora-ou-ser%C3%A3o-presos.htm

Altman: centro direita tenta transformar o PT num novo PSDB

21ª Reunião Extraordinária do CBH-Acaraú em Sobral


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Cruz. Aconteceu, dia 18 de outubro, no auditório da Gerencia Regional da COGERH-Sobral, Parque de Exposição José Passos Dias, a 21ª Reunião Extraordinária do CBH- Acaraú com a seguinte pauta: Leitura e aprovação da ata da última reunião; Informes; Processo de Renovação do CBH; Reunião da Comissão Gestora do Açude Acaraú Mirim; ENCOB e Reunião com o Governador; Demanda do Açude Arrebita; Promotoria Pública; Capacitação para os membros do Comitê; Plano de Saneamento Municipal; Tendência do Clima para 2019 – FUNCEME; Acompanhamento da Operação do Vale: Açudes Paulo Sarasate, Edson Queiroz e do Sistema Jaibaras – Taquara; Aprovação e formação da Câmara Temática de Operação do Vale; Encaminhamentos e Encerramento.

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O Presidente do CBH-Acaraú João Marcelo fez a abertura da Assembleia, com a acolhida e agradeceu a presença de todos os membros do Comitê presentes. Fez uma breve exposição sobre o XX ENCOB que aconteceu de 20 a 24 de agosto, em Florianópolis, com o tema: “Os Comitês de Bacias Hidrográficas e o Futuro da Água” e apresentou a pauta da reunião que aconteceu com o Governador do Ceará Camilo Santana e os representantes das 12 Bacias Hidrográficas do Estado.

Kamylle Prado da COGERG-Sobral apresentou o Edital de Convocação para a Renovação do Plenário do Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú para o quatriênio 2019-2022 e pediu para que todos os membros do comitê fizessem a divulgação e contatos com as instituições de sua região. Kamylle informou que serão realizados quatro Encontros Regionais nos Municípios de Nova Russas, dia 22 de novembro; Varjota, dia 22 de janeiro; Sobral, dia 13 de fevereiro e Marco, dia 27 de fevereiro. Só poderão disputar uma vaga no comitê quem participar de, pelo menos, um destes encontros. O Congresso de Renovação do Comitê está marcado para o dia 9 de abril no Município de Sobral.

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O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú é constituído por 40 instituições membros, sendo 12 vagas para Sociedade Civil, 12 vagas para usuários de água, 8 vagas para o poder público municipal e 8 vagas para o poder público estadual e federal. Também, foi informado que dias 13 e 14 de novembro, haverá uma capacitação para os membros do Comitê de Bacia do Acaraú que será realizada em Meruoca.

A Meteorologista e Supervisora do Núcleo de Meteorologia da FUNCEME Meiry Sakamoto apresentou as tendências para a quadra invernosa de 2019 com foco na temperatura das águas do Pacífico e Atlântico. Mas, como se trata de projeções simuladas, não há nada definido, embora, os indicativos é de que haja a presença do El Nino. O prognóstico oficial da FUNCEME vai sair em janeiro de 2018, quando o Oceano Atlântico apresenta uma configuração mais definida. Também foi apresentado um histórico, dos estudos desde a década de 50 do Século passado, sobre o El Niño. clip_image008

Adriano, da Empresa GDA, apresentou um trabalho de mapeamento que está sendo realizado na BH-Acaraú com o uso de drones, que muito irá contribuir para um melhor acompanhamento dos trabalhos que a COGERH faz nesta bacia.

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Patrícia da COGERH-Sobral apresentou os resultados da Operação do Vale.

Dr. Lima

Membro do CBH-Acaraú

Presidente da FAC

Analistas: países emergentes acumulam ouro temendo colapso do dólar


Barras de ouro


© Sputnik / Vitaliy Bezrukih

Economia

08:50 21.10.2018(atualizado 08:51 21.10.2018) URL curta

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Países de todo o mundo aumentam suas reservas de ouro à medida que está crescendo a incerteza sobre o futuro do sistema baseado no dólar, provocada pelas guerras comerciais e política agressiva de Washington, revelaram vários analistas ao RT.

'É hora de nos preocuparmos com as maiores economias'

"Em um futuro próximo, podemos assistir a grandes mudanças nas regras do jogo", disse Mikhail Maschenko, analista da rede social para investidores eToro, que lembrou que no início do ano os países em desenvolvimento "foram os primeiros a sentir o pânico dos investidores ".

"Se uma crise na América Latina e no Sul da Ásia não surpreende ninguém, agora é hora de nos preocuparmos com as maiores economias do mundo", alertou o analista.

Notas de euro, dólares americanos e de Hong Kong, libras e yuan chinês

© REUTERS / Jason Lee

Economista americano prevê desvalorização drástica do dólar em 2024

Para ele, "a política agressiva" dos EUA dos últimos anos forçou alguns países a "procurar uma alternativa ao dólar e repor suas reservas de ouro", enquanto preocupações com o futuro da economia global são "um incentivo adicional" para essas compras. Além disso, "muitos questionam o protecionismo de Donald Trump", acrescentou o especialista.

'A única alternativa'

Denis Lisitsyn, analista da empresa FinIst, partilha a mesma opinião e enumerou uma série de sinais do possível colapso do sistema financeiro global encabeçado pelo dólar norte-americano. Entre esses índices estão a emissão descontrolada de dinheiro em diferentes países, aumento das taxas de juros nos EUA, guerras comerciais, aumento rápido dos preços da energia, tensões geopolíticas na Síria e no Iraque ou a guerra no Iêmen.

Nota de cinco dólares em chamas

CC BY 2.0 / Mike Poresky / Fogo

Goldman Sachs: sanções estadunidenses minam papel do dólar como moeda de reserva

Nestas circunstâncias, "muitos países estão comprando ouro antecipadamente" porque entendem "que o papel-moeda é constantemente consumido pela inflação, o preço das ações cairá drasticamente em caso de crise e depósitos no estrangeiro podem ser arrestados, confiscados ou congelados", explicou o financista.

A Hungria, a Polônia, a Rússia, a China, a Índia, a Turquia e a Arábia Saudita estão acumulando suas reservas de ouro, disse por sua vez Vladimir Rozhankovsky, especialista do Centro Financeiro Internacional.

Segundo ele, existem "poucas alternativas aos títulos do Tesouro dos EUA" em termos de volume e liquidez de mercado, mas "os países mais prudentes querem aumentar suas reservas" e o ouro é de fato "a única" opção.

Apoio em tempos de crise

Mark Goihman, analista da empresa TeleTrade, também destaca que o preço do ouro geralmente aumenta durante os períodos de crise e pode servir como apoio adicional para a moeda nacional.

Dólar e rublo

© Sputnik / Aleksandr Demianchuk

Pode rejeição do dólar proteger economia russa?

Além disso, "muitos países, particularmente a China e a Rússia, estão se voltando para o ouro em oposição à dependência do domínio do dólar", ao mesmo tempo "reduzindo os ativos em dólar em suas reservas", apontou ele.

Lisitsyn lembrou que essa tendência se observa não apenas na China e na Rússia. A Alemanha, por sua vez, repatriou mais de 300 toneladas de ouro e a Holanda fez regressar cerca de 100 toneladas de lingotes. A Turquia comprou 187 toneladas no ano passado e também retirou o ouro da Reserva Federal dos EUA, enquanto o Irã usou o metal precioso para estabilizar sua economia.

Fonte: https://br.sputniknews.com/economia/2018102112488636-colapso-dolar-ouro-reservas-china-russia/

Rússia responderia à saída americana do INF inclusive por via militar, diz vice-ministro


Dois submarinos nucleares russos perto de ponte-cais (foto de arquivo)


© Sputnik / Vitaly Ankov

Rússia

06:58 21.10.2018(atualizado 06:59 21.10.2018) URL curta

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Se os EUA continuarem a sair dos acordos bilaterais unilateralmente, a Rússia empreenderá medidas de resposta, inclusive de caráter militar, disse à Sputnik o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou que sairia do Tratado INF (Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário), assinado com a parte soviética em 1987, acusando ainda Moscou de violar o documento.

"A questão é grave demais para ser resolvida através de uma polêmica pública. Se os norte-americanos continuarem a agir de modo tão grosseiro e brutal, como já vimos em várias situações, se eles continuarem a sair de tratados, diferentes acordos e mecanismos unilateralmente […] não nos restará nada mais que empreender medidas de resposta, inclusive do caráter técnico militar. Mas não queríamos chegar a esse ponto", comentou.

Ele observou que o caráter grosseiro da política externa estadunidense vem provocando protestos em muitos países e em vastos círculos da comunidade internacional.

"É com preocupação e condenação que consideramos as novas tentativas norte-americanas de chantagear a Rússia e para que ela faça concessões no campo da segurança e estabilidade estratégica internacionais. A parte russa reiterou repetidas vezes que o lado estadunidense não tem nenhuns fundamentos para acusar a Rússia de violar o tratado", adiantou o vice-ministro.

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma sessão da Assembleia Geral, em Nova York, em 26 de setembro de 2018

© AP Photo/ Evan Vucci

EUA deixam acordo nuclear com a Rússia pois sonham com mundo unipolar, diz fonte

Datado de 1987, o Tratado INF previa a eliminação dos mísseis balísticos e de cruzeiro, nucleares ou convencionais, cujo alcance estivesse entre 500 e 5.500 quilômetros.

Além disso, o acordo permite a qualquer uma das partes inspecionar as instalações militares da outra. De fato, o acordo tem prazo indeterminado, mas qualquer das partes pode rompê-lo caso apresente provas sólidas de violação. Os Estados Unidos e a Rússia já se acusaram repetidamente de violar o tratado.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse em dezembro que os Estados Unidos se retiraram de fato do tratado quando implantaram sistemas de lançamento de mísseis na Romênia. Desde então, nas palavras do mandatário russo, o país tem insistido na narrativa de apresentar a Rússia como violadora do tratado e usar isso como pretexto para se retirar do acordo.

Fonte: https://br.sputniknews.com/russia/2018102112488263-russia-eua-tratado-inf-armas-nucleares/

O mundo inteiro grita, mas o gado brasileiro segue feliz para o matadouro

Divulgação

Os jornais franceses, os intelectuais americanos, os roqueiros britânicos e os acadêmicos argentinos concordam: Bolsonaro é um mal a ser evitado. Apesar do alerta uníssono, vindo dos quatro cantos do planeta, o processo eleitoral brasileiro se torna mais dramático a cada nova pesquisa, que indica o fortalecimento do candidato do ódio. É como um pesadelo de que não podemos acordar. Enquanto o mundo clama pela civilidade, a população brasileira, orgulhosa, opta pela violência de um discurso malfadado e caminha rumo ao obscurantismo. A redoma de medo e ignorância que fomenta o mal precisa ser rompida. O brasileiro precisa enxergar o erro que está cometendo, a tempo de evitar o mal maior: sua destruição como sociedade democrática.

Poucas vezes uma ameaça a nível mundial foi tão clara. Bolsonaro conseguiu unir uma lista de críticos que vai do ícone pop Madona ao Papa Francisco, da atriz canadense Ellen Page à Marine Le pen e do clube futebolístico Barcelona ao cineasta Walter Salles. Mas uma parcela enorme da sociedade prefere, de forma aterradora, desacreditar tudo e todos, para, de maneira ufanista e idiota, recitar mentiras inventadas, mal e porcamente, por fanáticos em uma rede de troca de mensagens. É o caminho da ignorância sendo escolhido por uma nação sob o desespero de todas as demais, que lamentam a marcha fúnebre e contínua de nosso gado rumo ao matadouro.

Seguindo um movimento similar da classe média alemã, que abraçou o nazismo na década de 1930, os eleitores brasileiros dão as costas para a razão para admirar um líder popular que representa o ódio. Já é possível ver, a olho nu, o sangue na mão de todo brasileiro que, em campanha voluntária, coloca seus dedos em formato de armas, sorridente nos comícios. É a vitória do mal em uma live do Facebook. O triunfo da barbárie, em HD, direto de seu smartphone.

À resistência, resta resistir. Não se dar por vencido nesse teatro dos absurdos e jogar o jogo no papel que lhe cabe. Tentar nas ruas e nas redes sociais reverter voto a voto e usar o tempo restante de campanha para promover uma colossal e inédita virada rumo à vitória, por mais improvável que ela pareça. Pois, para a maioria de nós, a questão agora é de vida ou morte. A nossa vida, no caso.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/guilhermecoutinho/372331/O-mundo-inteiro-grita-mas-o-gado-brasileiro-segue-feliz-para-o-matadouro.htm?fbclid=IwAR2JLQxR_o8_FnKTqO1Ouid3DT49NEbpekit9RTndEdz2kxvyz-b8Re_yrY#.W8Zh4r9I88s.twitter

A Justiça virou sócia da manipulação, diz Fernando Brito sobre o bolsolão


Roberto Jayme/Ascom/TSE

Fernando Brito, no Tijolaço - Diz o insuspeito site do qual eu não cito o nome mas mereceria chamar-se O Bolsonarista , replicado pelo Estadão - diz que "a abertura da ação de investigação eleitoral contra Jair Bolsonaro pelo ministro Jorge Mussi, do TSE, foi uma jogada pensada, discutida previamente com os demais ministros.

Mussi abriu a ação para evitar a chiadeira dos petistas e dos "juristas simpatizantes".

"Ao mesmo tempo [em que abria a ação], ele negou as medidas cautelares – praticamente inviabilizando a produção de provas para instruir a ação. Como o PT não dispõe de documentos para amparar a investigação, precisava obtê-los por meio de busca e apreensão nas agências de envio de mensagens em massa pelo WhatsApp, suspeitas de terem participado da empreitada, e pela quebra de sigilo telefônico e digital."

Confirma o que diz a Folha ao informar que a questão foi objeto de "conversas de ministros do TSE" e que teriam resolvido "não fazer marola" e que não caberia promover "diligências extravagantes".

D. Raquel Dodge mandou e a PF abriu também inquérito.

Mas um inquérito genérico, com mensagens falsas de todos os candidatos. Igualando o gesto de qualquer grupo que possa estar fazendo isso com um esquema milionário, pago por empresas, para atingir mais de 100 milhões de pessoas.

Ou seja, é, até agora, tudo coisa "para inglês ver" e, portanto, cúmplice da manipulação dos sentimentos dos brasileiros.

Acha que fica com um "salvo conduto" contra o autoritarismo, ao qual, amanhã, estará lambendo ainda mais as botas

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/372751/A-Justi%C3%A7a-virou-s%C3%B3cia-da-manipula%C3%A7%C3%A3o-diz-Fernando-Brito-sobre-o-bolsol%C3%A3o.htm

O coiso odeia liberdade de expressão

Greenwald denuncia ameaças de Edir Macedo

SERGIO MORAES

A provável ascensão ao poder do extremista de direita Jair Bolsonaro já está gerando um clima no qual jornalistas que criticam a ele, ou ao seu movimento, – incluindo jornalistas que reportam para o Intercept – estão sendo expostos a uma campanha agressiva de investigações pessoais, tentativas de intimidações e escrutínios perniciosas de membros de nossas famílias

21 de Outubro de 2018 às 07:27 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

Por Glenn Greenwald – A PROVÁVEL ASCENSÃO ao poder do extremista de direita Jair Bolsonaro já está gerando um clima no qual jornalistas que criticam a ele, ou ao seu movimento, – incluindo jornalistas que reportam para o Intercept – estão sendo expostos a uma campanha agressiva de investigações pessoais, tentativas de intimidações e escrutínios perniciosas de membros de nossas famílias.

Esses ataques estão sendo orquestrados pelos meios de comunicação de propriedade do pastor evangélico bilionário e afogado em escândalos, Edir Macedo, que agora é um defensor explícito de Bolsonaro. O vasto império de mídia de Macedo – que inclui a segunda maior emissora de TV do país (Record), portais online (R7) e outras agências de notícias – está sendo usado para punir e retaliar jornalistas pelo crime de denunciar criticamente Jair Bolsonaro, seu movimento e as empresas de Macedo.

No sábado passado, o Intercept publicou uma denúncia sobre como jornalistas dentro do R7, um enorme portal on-line de propriedade de Macedo, são “reféns” de sua agenda, impedidos de publicar matérias negativas sobre Bolsonaro e completamente forçados a sacrificar sua integridade jornalística a serviço da agenda política extremista de Macedo. O artigo, escrito por Leandro Demori para o Intercept, baseado em relatos de jornalistas anônimos desesperados do R7, viralizou, tornando-se rapidamente um dos nossos artigos mais lidos esse ano. Na quinta-feira, após a reportagem, a chefe de redação de longa data do principal programa de notícias da TV Record, Luciana Barcellos, pediu demissão.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/372737/Greenwald-denuncia-amea%C3%A7as-de-Edir-Macedo.htm

Kotscho questiona: o que Bolsonaro fez na vida para ser presidente?


Sem espaço na mídia e sem dar muita bandeira, Bolsonaro começou a montar silenciosamente uma ampla rede de apoiadores na internet, que se mobilizavam para recebê-lo em aeroportos e nas festas de formação de militares e policiais pelo Brasil afora. Criou-se o “Mito”, o candidato fake, informa o jornalista.

Antes de sair para votar no próximo domingo, o eleitorado brasileiro poderia se fazer esta singela pergunta aí do título.

Pensem, por exemplo, em duas ou três coisas que ele tenha produzido em seus 28 anos como deputado federal ou nos anos em que serviu o Exército.

Não se tem notícia de nada que possa ter melhorado a vida dos brasileiros.

Qualquer cidadão brasileiro com mais de 35 anos pode ser candidato a presidente, claro, mas quando ele comunicou a seus colegas da bancada da bala que entraria em campanha, ainda no início de 2015, ninguém o levou a sério.

Parecia apenas mais uma bravata do deputado do baixo clero, que só chamava a atenção do plenário por seus discursos de ódio contra o PT e os movimentos sociais identitários (mulheres, negros, índios, gays) representados no parlamento.

Sem espaço na mídia e sem dar muita bandeira, Bolsonaro começou a montar silenciosamente uma ampla rede de apoiadores na internet, que se mobilizavam para recebê-lo em aeroportos e nas festas de formação de militares e policiais pelo Brasil afora. Criou-se o “Mito”, o candidato fake.

Assim que começaram a ser divulgadas as primeiras pesquisas presidenciais, seu nome já aparecia em segundo lugar, com cerca de metade das intenções de voto do ex-presidente Lula, empatado com a eterna candidata Marina Silva.

Não se dava muita bola para aquele tipo excêntrico e beligerante, achando que era só fogo de palha de eleitores em busca de uma “novidade”, um cavalo paraguaio destinado a guardar lugar para algum outro candidato de direita mais competitivo.

Mas o tempo passou, este candidato do establishment não se viabilizava, e a Justiça tratou de processar, condenar e prender Lula, até cassar definitivamente sua candidatura.

Sem Lula no páreo, o capitão reformado assumiu logo a liderança nas pesquisas, mas todos diziam que isso iria mudar assim que começasse o horário da propaganda eleitoral, em que ele só teria 8 segundos.

Estabilizado na faixa dos 20 pontos nas pesquisas, Bolsonaro jogou parado, sem apresentar qualquer projeto ou programa de governo, nem dizer o que pretendia fazer com o país caso fosse eleito, além de varrer o PT do mapa.

Aí aconteceu o episódio da facada em Juiz de Fora, o capitão passou de algoz a vítima, e dominou o noticiário político por várias semanas, enquanto o PT trocava Lula por Haddad, que logo subiria para o segundo lugar nas pesquisas.

Era tudo o que Bolsonaro precisava para não expor ao distinto público o seu absoluto despreparo para tratar de qualquer assunto de interesse nacional.

Com a velha política desmantelada pela Lava Jato, ele se apresentava como o candidato “fora do sistema”, embora fizesse parte dele por quase três décadas, a maior parte do tempo como deputado do PP de Paulo Maluf.

Agora ninguém se lembra disso porque ele é apresentado como o santo guerreiro “contra a corrupção”.

Seus anônimos colaboradores, um pequeno staff formado por três filhos, um advogado e um economista, chamado de “Posto Ipiranga”, aquele que tem todas as respostas, saíram então em busca de um partido de aluguel e, depois de namorar com vários, fixou-se no nanico PSL, tão desconhecido do grande público quanto o próprio candidato.

Depois de fracassar em várias tentativas para arrumar um vice civil, o capitão foi esnobado até pela pomba gira Janaína Paschoia, que acabaria eleita deputada estadual pelo PSL, com votação recorde.

Por falta de outras alternativas, o capitão só conseguiu arrumar um general de vice, certo Hamilton Mourão, o mesmo que já nos tinha ameaçado com uma intervenção militar pouco tempo antes.

A essa altura, porém, Bolsonaro poderia falar ou fazer o que bem quisesse, porque já tinha sido adotado pelo mercado e por setores da mídia, que desistiram dos outros nomes de direita anti-PT, por absoluta inviabilidade eleitoral.

Bolsonaro tornou-se então o único nome que sobrou para evitar a volta do PT ao poder.

E assim ele surfou no antipetismo até o final do primeiro turno, já beirando os 40% nas pesquisas.

No dia da eleição, subiu como um foguete, enquanto os votos eram apurados e, por pouco, não liquidou a fatura no primeiro turno.

Só agora ficamos sabendo como se deu a multiplicação dos votos das milícias bolsonaristas que, na esteira do capitão, elegeram um monte de cacarecos reacionários até outro dia anônimos.

A grande indústria de fake news montada pela guerrilha virtual, revelada esta semana pela repórter Patrícia Campos Mello, na Folha, foi uma verdadeira operação de guerra montada por um estado maior ainda misterioso, que apareceu na reta final da campanha do primeiro turno.

De nada adianta agora denunciar a manobra à Justiça Eleitoral, porque o estrago já estava feito por crimes continuados.

É jogo jogado, como costumam dizer os que defendem a velha máxima de que os fins justificam os meios.

Quem não gostou, que vá se queixar ao bispo, desde que não seja Edir Macedo, pois este já fechou o apoio incondicional da sua igreja midiática ao capitão.

Nosso Judiciário analógico, com toda sua pompa feita de ritos e rituais, agora vai levar anos para investigar o que aconteceu nesta guerra cibernética, para dar seu veredito quando o governo eleito, provavelmente,  já estiver terminando.

Depois de Jânio Quadros e Fernando Collor, é bem provável que o Brasil eleja mais um salvador da pátria amalucado, sobre quem a maioria do eleitorado pouco sabe, nem quer saber, porque o importante agora é derrotar o professor Fernando Haddad e tudo o que ele representa na luta pela emancipação do povo brasileiro.

Não por acaso, a chapa militar ganhou nesta reta final o apoio ostensivo do vetusto Estadão, em fase terminal, o mesmo jornal que apoiou Jânio, o homem da vassoura, o golpe militar de 1964 e a candidatura do “caçador de marajás”, em 1989, para impedir a vitória de Lula ou de Brizola.

Se alguém souber o que o capitão reformado Jair Messias Bolsonaro fez na vida para ser eleito nosso presidente da República, por favor, me diga. Ou pergunte no “Posto Ipiranga”.

Mas tem que ser logo, porque agora só faltam 8 dias para o Brasil eleger seu destino.

Vida que segue.https://www.balaiodokotscho.com.br/2018/10/20/o-que-bolsonaro-fez-na-vida-para-querer-ser-presidente-da-republica/