segunda-feira, 16 de julho de 2018

Condição de preso político de Lula é escancarada para o mundo após sequestro e descumprimento de soltura pela PF


Foto: Eduardo Matysiak/Agência PT

Se ainda existia dúvida acerca do caráter político e arbitrário da prisão de Lula e da perseguição judicial sem precedentes contra ele, os fatos protagonizados neste domingo (8) pelo juiz Sergio Moro e por outros agentes do Judiciário escancaram a prisão de caráter político à qual é submetido o ex-presidente. Para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e o deputado Wadih Damous (PT-RJ), a Polícia Federal sequestrou Lula ao descumprir decisão judicial, afrontar a Constituição e subverter toda a ordem jurídica do País.

Pimenta e Damous, juntamente com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), entraram com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pedindo a libertação de Lula. A petição foi acatada pelo desembargador de plantão no tribunal, Rogério Favreto. Para evitar o cumprimento da liminar, Sérgio Moro – que se encontra de férias em Portugal – vestiu a camisa de militante partidário e atuou para impedir que Lula fosse posto em liberdade. O juiz de Curitiba telefonou para a Polícia Federal e determinou que não fosse cumprido o alvará de soltura de Lula.

Segundo Pimenta, travou-se em Curitiba uma “guerra absurda, ilegal, criminosa” que envolve integrantes da Polícia Federal, do Ministério Público, o juiz Sérgio Moro e o desembargador Gebran Neto. “Eles tentaram de todas as formas, de maneira desesperada, como disse o ministro do STF Marco Aurélio de Mello, impedir que a lei fosse cumprida”, denunciou o parlamentar.

Advogado e integrante da defesa de Lula, Wadih Damous considera que estamos testemunhando uma “anarquia judicial” em Curitiba. “Hoje um juiz de primeiro grau manda no País, manda no Judiciário, manda desobedecer ordens de magistrados de hierarquia superior. A Lava Jato atua como uma típica organização criminosa e Sérgio Moro como um capitão do mato”, apontou Damous.

Ainda de acordo com Damous, os agentes da Lava Jato estão “brincando de atear fogo no País” com essas ações que violam frontalmente a legislação. “O que está acontecendo em Curitiba é algo estarrecedor. Por conta dessa decisão, fomos procurados por diversos órgãos de imprensa estrangeiros. Eles ficam estarrecidos porque não passa pela cabeça deles essa hipótese. Como é que um juiz de primeira instância desobedece abertamente uma ordem judicial?”, relata o deputado do Rio de Janeiro.

Após a decisão inicial de Fraveto, o desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, expediu decisão revogando a ordem do colega. O desembargador de plantão, entretanto, emitiu novo despacho determinando o cumprimento da ordem de libertação de Lula em até uma hora após esta nova decisão. Além disso, Favreto sugeriu que Moro e o delegado da Polícia Federal na sede do órgão em Curitiba deveriam ser investigados e poderiam sofrer sanções pelo crime de desobediência, entre outros.

Novamente a ordem judicial foi ignorada pela Polícia Federal. E no início da noite o presidente do TRF-4, apesar de não possuir competência sobre o tema, determinou a continuidade da prisão de Lula. A defesa do ex-presidente irá recorrer da medida.

“O que a Lava Jato disse para o Brasil hoje foi o seguinte: ‘mesmo que exista decisão judicial determinando que o Lula seja solto, nós não vamos cumprir essa ordem judicial’. Moro cometeu um crime, assim como o delegado da Polícia Federal”, resumiu Pimenta.

Ameaças – O desembargador Rogério Fraveto teve o seu telefone celular e outros dados pessoais difundidos na Internet por gente como o ator Alexandre Frota e o jornalista Claudio Tognolli. Em razão disso, Fraveto revelou estar sofrendo diversas ameaças. “Há divulgação indevida por parte de pessoas nas redes sociais do meu telefone. Estão mandando ameaças para mim e minha família”, disse o magistrado em entrevista à Rádio Guaíba.

Rua – Militantes petistas e defensores da democracia foram às ruas neste domingo (8) para comemorar a liberdade de Lula e, após a revogação da sua soltura, passaram a denunciar a sua condição de preso político. Em São Bernardo do Campo (SP), milhares de pessoas se reuniram em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. No Rio de Janeiro o ponto de encontro foi a Cinelândia. Em Brasília a militância se dirigiu à Praça dos Três Poderes, enquanto em São Paulo uma multidão ocupou a Avenida Paulista.

PT na Câmara

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/08/condicao-de-preso-politico-de-lula-e-escancarada-para-o-mundo-apos-sequestro-e-descumprimento-de-soltura-pela-policia-federal/

Coronel Lima pagava propina a Temer desde 1990, aponta PF


Um documento da PF aponta que o coronel João Baptista Lima Filho, apontado como operador de propinas de Michel Temer, intermediava pagamentos indevidos feitos por empresas do setor portuário desde a década de 90; segundo os investigadores, os recursos teriam passado pela Argeplan, empresa pertencente a Lima, e teriam sido pagos a "MT" e "MA" e "L", indicando que os repasses eram feitos a Michel Temer e a Marcelo Azeredo, que foi indicado por Temer para comandar a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e ao próprio coronel Lima

16 de Julho de 2018 às 14:08 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - Um documento da Polícia Federal aponta que o coronel João Baptista Lima Filho, apontado como operador de propinas de Michel Temer, intermediava pagamentos indevidos feitos por empresas do setor portuário desde a década de 90. Segundo a PF, os recursos teriam passado pela Argeplan, empresa pertencente a Lima, e teriam sido pagos a "MT" e "MA" e "L". Segundo os investigadores, as iniciais indicariam que os repasses eram feitos a Michel Temer e a Marcelo Azeredo, que foi indicado por Temer para comandar a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e ao próprio coronel Lima.

Segundo o blog da jornalista Andréia Sadi, do G1, o documento foi anexado ao Inquérito dos Portos, que investiga o suposto pagamento de propinas a Temer por meio da edição de um decreto que teria beneficiado empresas do setor portuário, dentre elas a Rodrimar e o grupo Libra, que operam terminais o Porto de Santos e que é tido como uma espécie de enclave do MDB. As empresas negam as suspeitas e o Palácio do Planalto não quis comentar o fato.

O documento seria uma espécie de complemento de uma outra planilha anexada a um outr inquérito que investigava irregularidades no Porto e Santos e que foi arquivado em 2011 por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), marco Aurélio Mello. O material também destacaria a existência de "contratos exclusivos" do grupo Libra com a Argeplan.

"Todas as participações foram concedidas sem nenhum tipo de investimento por parte da Argeplan, além do cumprimento total das exigências políticas", diz o relatório da Polícia Federal.
https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/361995/Coronel-Lima-pagava-propina-a-Temer-desde-1990-aponta-PF.htm

sábado, 14 de julho de 2018

O striptease do Judiciário


A decisão de manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como preso político, para que ele não dispute e vença com facilidade as eleições presidenciais de 2018, fez com que o Poder Judiciário, que assumiu o poder na forma de ditadura implantada no Brasil, perdesse de vez o pudor. Rasgaram-se todas as fantasias. No último domingo, no pleno exercício de seus direitos, o desembargador Rogério Favreto atendeu a um pedido de habeas corpus em benefício do ex-presidente Lula. Favreto avaliou que, mantido preso, Lula sofreria um dano irreparável, uma vez que permaneceria impedido de participar de debates políticos na corrida eleitoral.

O que ocorreu desde então foi um verdadeiro striptease institucional. O juiz Sergio Moro interrompeu suas férias, alegando ter sido citado no despacho de Favreto, e decidiu suspender a decisão de um juiz hierarquicamente superior. De acordo com mais de uma centena de juristas, que protocolaram uma reclamação contra Moro no Conselho Nacional de Justiça, Moro não tinha poderes nem competência para atuar no caso. Em seguida, o desembargador João Pedro Gebran, do TRF-4, também interrompeu suas férias, avocando para o si o caso. Finalizando o roteiro, o presidente da corte, Carlos Eduardo Thompson Flores, cassou a decisão de Favreto, alegando que havia um "conflito de competência" – que todos sabem ser inexistente.

A agressão continuada aos direitos do ex-presidente Lula não parou por aí. No Superior Tribunal de Justiça, a ministra Laurita Vaz cassou o pedido de habeas corpus e vários pedidos apresentados por cidadãos comuns. Mais do que isso, ela também questionou os poderes de Favreto para decidir num plantão judicial – esquecendo-se de que ela própria, também num domingo, havia concedido ao médico-estuprador Roger Abdelmassih o direito à prisão domiciliar. Na sequência, a juíza de execução Carolina Lebbos silenciou a voz de Lula, impedindo-o de conceder entrevistas, alegando que ele é "inelegível" – quando quem se manifesta sobre questões do gênero é o Tribunal Superior Eleitoral.

O movimento mais violento, no entanto, partiu da procuradora-geral Raquel Dodge, que pediu abertura de inquérito contra o desembargador Favreto, questionando suas motivações para conceder seu habeas corpus a Lula. O recado de Dodge foi claro e direcionado a todos os juízes do Brasil. Pode ser traduzido da seguinte forma: não ousem conceder qualquer direito ao ex-presidente Lua porque Lula não tem direito algum. Portanto, Lula foi colocado abaixo da lei, porque representa um perigo. A questão a ser respondida é: um perigo para quem? Para todos aqueles que sonham com um Brasil soberano e que tenha direito a preservar suas próprias riquezas, como o petróleo, a Embraer e seu sistema elétrico.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/361508/O-striptease-do-Judici%C3%A1rio.htm

domingo, 8 de julho de 2018

Guerra contra soltura de Lula é política e derruba máscara da Lava Jato


STF/Stuckert

A briga de rua de Sérgio Moro e Gebran Neto para impedir a execução de uma decisão do desembargador Rogério Favreto, que determinou a soltura de Lula, é um lance definitivo para desmoralizar a Lava Jato, operação necessária, destinada a punir a corrupção, que se transformou numa ação de perseguição política contra o Estado Democrático de Direito.

Até agora intimidados pelas ações de Sérgio Moro desde o início da Operação, saudadas em ambiente de grande espetáculo pelos oligopólios da mídia, difícil imaginar que os tribunais superiores possam optar pela política de fingir que nada ocorre diante de seus olhos -- sob o risco de comprometer uma parcela ainda maior de sua autoridade. 

Não é aceitável que  uma sentença judicial legítima, assinada pelo magistrado autorizado de fazê-lo, seja descumprida por determinação de magistrados que, sem qualquer motivação jurídica plausível, resolveram entrar em cena quando se encontravam fora do expediente -- um deles de férias, em Portugal, o outro em seu descanso dominical, em Porto Alegre.

Juiz de primeira instância, fora do país, em Sérgio Moro assinou despacho para impedir a soltura de Lula. Não lhe cabia fazer isso, pois não é juiz de execução penal, mas da 13 Vara Criminal deCuritiba. Nessa condição, Moro teve e tem o direito de julgar e condenar Lula, da maneira que considerar adequada, sempre que uma denúncia de crime chegar a suas mãos.

Mas não lhe cabe interceptar uma ordem de soltura -- tão grave, tão sólida, quanto qualquer ordem de prisão, inclusive aquelas que atingem um ex-marido que deixou de pagar as pensões alimentares devidas à ex-mulher.

Também não cabe ao desembargador Gebran Neto questionar a decisão de Rogerio Favreto. O argumento de que Gebran Netto é o relator do caso no TRF-4, corte na qual Favreto é desembargador, não fez sentido. No momento em que seu despacho foi assinado, o plantão cabia a Favreto, enquanto a responsabilidade retorna a Gebran a partir das 11 da manhã desta segunda-feira, quando o caso deixa a mesa do plantonista.

Num episódio que traçou uma linha divisória da Lava Jato, Teori Zavaski determinou a soltura de Paulo Roberto Costa, executivo da Petrobras, num despacho no qual o ministro do STF se referia a carceragem de Curitiba como "masmorra", característica típica das prisões medievais. Paulo Roberto voltou para casa e ao convívio com a própria família. As formalidades, que constituem um dos pilares do judiciário, foram cumpridas em todas as instâncias. Costa retornou a prisão quando as investigações apresentaram provas mais robustas contra ele. Moro pediu a volta do executivo a prisão e, com aval de Teori, o executivo foi colocado novamente atrás das grades.

O mesmo respeito pelas formalidades caberia aplicar aqui. Como qualquer outra, a decisão de Rogério Favreto é soberana. Qualquer consideração empregada para questionar o conteúdo  de seu despacho deve seguir os caminhos competentes, formais, única forma de garantir que a lei tenha uma aplicacão igual para todos. Não pode ser tolerante para uns, rígida para outros.

Certa ou errada, não é ali o lugar para se discutir um erro ou acerto da alegação, afirmada no despacho de Favreto, de que a permanência de Lula na prisão pode trazer eventuais prejuízos a sua campanha presidencial.

A intervenção fora de hora e de lugar de Moro e Gebran só ajuda a reforçar a convicção de que o país assiste aos movimentos de uma operação política, destinada a impedir, de qualquer maneira, que  Lula tenha seus direitos respeitados, como todo cidadão brasileiro. Contribui para reforçar essa visão constatação de que no plantão da Polícia Federal também não se encontrou um delegado apto a cumprir -- a tempo -- a ordem de soltar Lula.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/361051/Guerra-contra-soltura-de-Lula-%C3%A9-pol%C3%ADtica-e-derruba-m%C3%A1scara-da-Lava-Jato.htm

Thompson Flores mantém Lula preso após manobras de Moro, Gebran e da PF


247 – “Determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele”, disse o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, após manobras de Sergio Moro, de João Pedro Gebran e da própria Polícia Federal, tomadas para manter Lula como preso político e impedir que ele dispute as eleições presidenciais de 2018, que Lula venceria com extrema facilidade. Abaixo, reportagem anterior:

247 – A decisão do desembargador Rogério Favreto chegou às 17h52 à Polícia Federal determinando a soltura do ex-presidente Lula. Segundo os policiais, o prazo de uma hora conta a partir deste momento e o que acontece neste instante é uma verdadeira guerra de nervos, em que policiais tentam obter obter uma determinação do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, impedindo a liberdade de Lula, que vem sendo mantido como preso político há mais de três meses. Legalmente, Thompson Flores não tem poderes para cassar o habeas corpus concedido por Favreto, mas o Brasil hoje uma anarquia jurídica e Thompson foi ao TRF4 para tentar manter Lula preso. Abaixo, reportagem da Reuters sobre o caso:

SÃO PAULO (Reuters) - O desembargador Rogerio Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, voltou a determinar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja solto neste domingo, e deu prazo até pouco depois das 17h para que a Polícia Federal cumpra a decisão e solte o ex-presidente.

Lula está preso em Curitiba desde abril para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

O despacho mais recente de Favreto vem depois de o relator do processo do tríplex na corte, João Pedro Gebran Neto, decidir que petista seguisse preso, por entender que Favreto, que está respondendo pelo plantão da corte, foi induzido ao erro ao deferir o pedido liminar feito por parlamentares do PT.

Favreto negou ter sido induzido ao erro e insistiu ter competência para determinar a libertação de Lula por estar no plantão da corte neste domingo e disse que não deve subordinação a outro colega, mas apenas aos tribunais superiores.

"Reitero o conteúdo das decisões anteriores, determinando o imediato cumprimento da medida de soltura no prazo máximo de uma hora, face já estar em posse da autoridade policial desde às 10h, bem como em contado com o delegado plantonista foi esclarecida a competência e vigência da decisão em curso. Assim, eventuais descumprimentos importarão em desobediência de ordem judicial, nos termos legais", escreveu Favreto em despacho das 16h12.

"Não há qualquer subordinação do signatário a outro colega, mas apenas das decisões às instâncias judiciais superiores, respeitada a convivência harmoniosa das divergências de compreensão e fundamentação das decisões, pois não estamos em regime político e nem judicial de exceção", acrescentou.

Na decisão, Favreto também determinou que as manifestações do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo caso na primeira instância, sejam enviadas à corregedoria do TRF-4 e ao Conselho Nacional de Justiça para apuração de eventual falta funcional do magistrado. Mais cedo, Moro se negou a cumprir a primeira decisão de Favreto pata soltar Lula e, dizendo-se orientado pelo presidente do TRF-4, pediu manifestação de Gebran Neto, que posteriormente revogou a liminar concedida por Favreto.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/361056/Thompson-Flores-mant%C3%A9m-Lula-preso-ap%C3%B3s-manobras-de-Moro-Gebran-e-da-PF.htm

Desembargador peita Moro e manda crumprir ordem de soltar Lula

 

O desembargador Rogério Favreto do TRF-4 acaba de soltar novo despacho reafirmando no qual reafirma sua decisão de que Lula seja libertado imediatamente, confrontando a desobediência de Sérgio Moro, que se recusa a cumprir a ordem: "determino o IMEDIATO cumprimento a decisão". No despacho, Favreto adverte que se a ordem de soltura não for cumprida Moro incorre em "responsabilização por descumprimento de ordem judicial, nos termos da legislação incidente"

8 de Julho de 2018 às 13:32 // Inscreva-se na TV 247 Youtube

247 - O desembargador Rogério Favreto do TRF-4 acaba de soltar novo despacho reafirmando no qual reafirma sua decisão de que Lula seja libertado imediatamente, confrontando a desobediência de Sérgio Moro, que se recusa a cumprir a ordem: "Reitero a ordem exarada e  determino o IMEDIATO cumprimento a decisão, nos termos da mesma e competente Alvará de Soltura expedido (Evento 6), ambos de posse e conhecimento da autoridade policial, desde o início da manhã do presente dia". No despacho, Favreto adverte que se a ordem de soltura não for cumprida Moro incorre em "responsabilização por descumprimento de ordem judicial, nos termos da legislação incidente".

Assim escreveu o deembargador Favreto: "Pelo exposto, determino o IMEDIATO cumprimento da medida judicial de soltura do Paciente, sob pena de responsabilização por descumprimento de ordem judicial, nos termos da legislação incidente. Cumpra-se. Comunique-se os Impetrantes, remetendo a presente decisão à Polícia Federal para imediato atendimento da ordem judicial".

Abaixo reportagem da Reuters:

SÃO PAULO (Reuters) - O juiz federal Sérgio Moro afirmou em decisão neste domingo que o desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Rogerio Favreto não é competente para conceder liminar para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e determinou que a ordem de soltura não seja executada até que o relator do caso do tríplex no TRF-4 se manifeste sobre a liminar.

Mais cedo, Favreto, que atuou no Ministério da Justiça no governo Lula e foi nomeado desembargador pela ex-presidente petista Dilma Rousseff, havia concedido liminar e emitido alvará de soltura para Lula, alegando que a condição de pré-candidato ao Planalto do ex-presidente ensejava sua liberdade para que pudesse se manifestar e fazer pré-campanha em igualdade com os demais concorrentes.

Logo após a decisão de Moro, Favreto reiterou a ordem de soltura, determinando o “imediato cumprimento da decisão”.

Em seu despacho, Moro disse ter consultado o presidente do TRF-4 que o orientou a aguardar manifestação do desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso do tríplex pelo qual Lula está preso.

“O Desembargador Federal plantonista, com todo o respeito, é autoridade absolutamente incompetente para sobrepor-se à decisão do Colegiado da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e ainda do Plenário do Supremo Tribunal Federal”, escreveu Moro.

“Se o julgador ou a autoridade policial cumprir a decisão da autoridade absolutamente incompetente, estará, concomitantemente, descumprindo a ordem de prisão exarada pelo competente Colegiado da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região”, acrescentou.

Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República na eleição de outubro, está preso desde abril na sede da Polícia Federal em Curitiba cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso sobre o tríplex no Guarujá.

Em sua decisão, Favreto argumenta que a concessão da liminar e de liberdade a Lula não afronta decisões anteriores de cortes superiores ao analisarem pedido de habeas corpus de Lula pois se baseia em um “fato novo”, a pré-candidatura de Lula à Presidência nas eleições de outubro.

“Efetivamente, o anúncio público pelo Paciente como précandidato, aliado aos já mencionados inúmeros pleitos de participação em eventos de debates políticos, seja pelos meios de comunicação ou outros instrumentos de manifestação da cidadania popular, ensejam verificar a procedência de sua plena liberdade a fim de cumprir o desiderato maior de participação efetiva no processo democrático”, escreveu Favreto em sua decisão.

“Tenho que o processo democrático das eleições deve oportunizar condições de igualdade de participação em todas as suas fases com objetivo de prestigiar a plena expressão das ideias e projetos a serem debatidos com a sociedade. Sendo assim, percebe-se que o impedimento do exercício regular dos direitos do pré-candidato, ora paciente, tem gerado grave falta na isonomia do próprio processo político em curso”, acrescentou.

O PT tem reafirmado que registrará a candidatura de Lula ao Planalto até o prazo legal de 15 de agosto. O petista, no entanto, pode ser barrado pela lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por órgãos colegiados da Justiçca.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/361031/Desembargador-peita-Moro-e-manda-crumprir-ordem-de-soltar-Lula.htm

Lazer na minha comunidade

Ontem a noite fui até a pracinha da igreja da minha comunidade, Cavalo Bravo e estava uma animação só. Tinha barraca com comida caseira a vontade, bolos, pipoca, chá-de-burro, doces sucos de frutas, refrigerantes, cajuína, bazar de roupas usadas, músicas e gente dançando. Também houve um bingo beneficente. É bom bom ver pessoas alegres se confraternizando e com muita simplicidade. Em meio a tanta violência, momentos assim, produzem uma sensação de paz e harmonia na gente, queria eu que isso fosse uma constante nas comunidades, produzindo laços mais familiares nas comunidades.

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sábado, 7 de julho de 2018

Com a cumplicidade do Congresso, Temer acelera a dilapidação do país


REUTERS

Não foi por acaso que Michel Temer só chegou, pelas vias legais, à vice-presidência da República: ele não tinha preparo para assumir o comando da Nação. Daí o desastre da sua presença na Presidência, onde só chegou porque usurpou o cargo através de um golpe. Desde que assumiu o poder, há dois anos, Temer não tomou uma única medida que produzisse algum benefício ao país e ao seu povo. Muito pelo contrário, todas as suas ações estão voltadas para a destruição do país como, por exemplo, o desmonte dos programas sociais duramente conquistados e a entrega aos estrangeiros do nosso petróleo, incluindo a Petrobrás, e de outros empresas estatais. Agora mesmo ele acaba de aprovar a entrega da Embraer, uma das mais importantes empresas brasileiras, à norte-americana Boeing, um crime de lesa-pátria como tantos outros que tem cometido. E se prepara para entregar a Eletrobrás, contando com a cumplicidade da Câmara dos Deputados, cujo presidente Rodrigo Maia manobrou para conseguir a aprovação de um projeto que autoriza a venda de seis distribuidoras da empresa de eletricidade.

Temer, como é fácil perceber, não está sozinho nesse processo de dilapidação do nosso patrimônio: além do apoio da mídia golpista, que esconde os graves danos à nossa economia e à nossa soberania, ele conta, também, com os votos dos mesmos deputados que aprovaram o impeachment da presidenta Dilma Roussef. São todos vendilhões da Pátria, cujos nomes precisam ser conhecidos pelo povo, para que sejam extirpados do Congresso nas próximas eleições de outubro. Até porque eles são tão perigosos para a soberania da nossa Nação que, aproveitando a distração do povo com a euforia da Copa do Mundo de Futebol, aprovaram na surdina projeto de lei que permite à Petrobrás transferir até 70% dos campos da cessão onerosa do pré-sal na Bacia de Santos para as empresas estrangeiras, o que equivale a 5 bilhões de barris de petróleo. Não foi por acaso que os americanos espionaram a Petrobrás e a presidenta Dilma Roussef. Por isso os golpistas sabem exatamente onde atacar na questão do nosso petróleo, há muito cobiçado pelos Estados Unidos. Foi o ex-presidente FHC que abriu caminho para as investidas norte-americanas ao quebrar o monopólio do petróleo.

Os tucanos, aliás, à frente Fernando Henrique, sempre revelaram enorme empenho em entregar nosso petróleo para Tio Sam, como é fácil perceber pelo artigo do ex-presidente sociólogo publicado em 2015, no qual defendeu a retirada do direito da Petrobrás como exploradora exclusiva do pré-sal, o que acabou conseguindo por intermédio de projeto de lei de outro tucano, José Serra, aprovado pelo Senado. No seu artigo ele disse que o governo Lula "forçou a Petrobrás a apropriar-se do pré-sal", como se o pré-sal não fosse brasileiro.

Basta!

O Brasil não pode mais conviver com governantes e parlamentares que, eleitos para representar o povo e defender os seus interesses, estão empenhados justamente em massacrar a população, retirando-lhe direitos e, ao mesmo tempo, defendendo os interesses estrangeiros, além dos seus próprios. Temer e seus aliados, em particular os tucanos como FHC, pouco se importam com os destinos da Nação, mais preocupados com seus próprios negócios e em agradar os seus patrões americanos. Eles são os principais responsáveis pela criminalização dos políticos, transformados pela Lava-Jato em sinônimos de corruptos.

Na verdade, o golpe, tramado nos porões do Departamento de Justiça dos Estados Unidos como parte de um plano muito mais amplo englobando toda a América Latina, teve duas motivações principais: o nosso petróleo e a aproximação do Brasil à China e à Russia. Os americanos nunca digeriram a indigesta independência do nosso país no governo Lula, que manteve com eles e com as outras nações uma relação de igual para igual, sem a vergonhosa subserviência observada hoje no governo golpista de Temer, cujo chanceler só falta beijar a mão de Trump. Para a execução do golpe, que colocou no poder os vira-latas obedientes às suas ordens, Tio Sam contou com a participação de traidores da Pátria nos três poderes. E, ao contrário dos golpes tradicionais através dos militares, desta vez preferiram usar o Judiciário que, assumindo a responsabilidade pela aparência de legalidade, endossou o impeachment e passou a caçar, sob o manto distorcido da lei, os que poderiam ameaçar o novo governo obediente aos EUA.

Assustados com a gradativa perda do domínio dos países latino-americanos, que se aproximaram de China e Rússia com o estreitamento das relações políticas e econômicas, os americanos partiram para a execução de um plano de reconquista do controle do continente, primeiro influenciando suas eleições e, depois, promovendo a derrubada dos seus governos. Os seus estrategistas, porém, concluíram que a época não comportava mais golpes militares e, por isso, decidiram utilizar o Judiciário no que ficou conhecido como lawfare, ou seja, o uso da lei, interpretada ao sabor dos seus interesses, para perseguir os inimigos políticos. Os primeiros alvos foram Cristina Kirschner, na Argentina; Lula, no Brasil; e Rafael Correa, no Equador. Como não conseguiram a cumplicidade de traidores na Venezuela, ameaçam invadi-la militarmente. No Brasil, o principal braço americano nessa ação é a Lava-Jato que, além de desmoralizar a classe política, destruir algumas das mais importantes empresas do país e causar milhares de desempregos, colocou Lula na cadeia, o seu mais importante objetivo, disfarçado com a desculpa de combate à corrupção. Não é por acaso que o juiz Sergio Moro volta e meia está nos Estados Unidos. O entreguismo desse pessoal é tão escandaloso que a gente se pergunta: será que são brasileiros mesmo ou americanos disfarçados de brasileiros?

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/ribamarfonseca/360911/Com-a-cumplicidade-do-Congresso-Temer-acelera-a-dilapida%C3%A7%C3%A3o-do-pa%C3%ADs.htm

O Brasil foi depenado


Reuters

Nos últimos dias, com parte da população brasileira anestesiada pela Copa do Mundo, a base parlamentar que dá sustentação ao governo federal, conquistado pela aliança PSDB-MDB por meio de um golpe parlamentar, pisou no acelerador. O objetivo é claro: acelerar a entrega de riquezas nacionais antes das eleições presidenciais de 2018. Na Câmara, foi aprovada a venda de seis subsidiárias da Eletrobrás e o projeto que permite à Petrobras ceder a petroleiras internacionais 70% das reservas do pré-sal recebidas pelo regime de cessão onerosa. Em paralelo, o Tribunal de Contas da União retirou os entraves para mais leilões de petróleo, ainda em 2018. Como cereja do bolo, a Boeing engoliu a Embraer, formando uma nova empresa em que a participação nacional será de apenas 20%.

Na prática, o Brasil está sendo rapidamente depenado para que, em breve, não reste mais qualquer resquício de soberania nacional. Na energia, o Brasil entrará para a história como o único país do mundo que decidiu entregar passivamente suas maiores descobertas de petróleo. Será também aquele que, sem qualquer discussão com a sociedade, abriu o setor elétrico ao capital privado. Na aviação, a venda da Embraer tira de mãos brasileiras uma empresa de altíssima tecnologia, que recebeu bilhões em investimentos do orçamento nacional. Daqui para a frente, empregos qualificados serão gerados em Seattle, sede da Boeing, e não mais no pólo aeroespacial de São José dos Campos (SP). Além disso, o projeto de compra dos caças pela Aeronáutica, que previa a transferência de tecnologia dos Gripen para a Embraer, também fica prejudicado.

A destruição do Brasil em pouco mais de dois anos não tem paralelo. Setores em que o Brasil era referência global, como a engenharia pesada, foram dizimados. Construção naval não existe mais. O desemprego é o maior da história e, por isso mesmo, o golpe é um fracasso de público e de crítica, sendo rejeitado por mais de 97% dos brasileiros. Para os patrocinadores desse processo, no entanto, isso pouco importa. Muitas das promessas da "ponte para o futuro", que fez o Brasil retroceder 200 anos, foram entregues. A reforma trabalhista não gerou empregos, mas ampliou as margens de lucro das empresas. Joias da coroa estão sendo entregues de bandeja. Na Petrobras, a política de reajustes diários fez com que os consumidores tivessem um arrocho de 50%, enquanto as refinarias nacionais são mantidas subutilizadas.

Nação brasileira é um conceito que já nem existe mais. A obra maior dos golpistas foi a transformação do Brasil, país antes admirado e respeitado no mundo, num gigantesco território habitado por pessoas. Os muito ricos continuarão muito ricos. A classe média desaparece e o Brasil retorna ao mapa da pobreza. Num futuro não muito distante, o Brasil será um caso de estudo: o país que conseguiu se autodestruir.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/360753/O-Brasil-foi-depenado.htm

terça-feira, 3 de julho de 2018

Vitória da esquerda no México é marco para toda América Latina


Foto: Edgard Garrido/Reuters

Mesmo fora da Copa após a derrota para o Brasil, os mexicanos têm muito a comemorar. O Instituto Eleitoral do México confirmou nesta segunda (2) que o país será governado pela esquerda progressista pela primeira vez. A vitória do presidente Andrés Manuel López Obrador, do Morena (Movimento Regeneração Nacional), representa um marco histórico para a política da segunda maior economia do continente. E para toda a América Latina.

A trajetória do novo presidente mexicano guarda muitas semelhanças com a de Lula. Como nosso ex-presidente, Obrador tem ampla experiência como líder social. Concorreu à presidência duas vezes antes de ser eleito. Desta vez, ganhou com uma ampla margem: 53%, contra 23% do segundo colocado e 15% do candidato governista. Sua vitória põe fim a um domínio de quase 90 anos da direita na política mexicana.

É o prenúncio de uma nova primavera da esquerda no continente? O ex-chanceler Celso Amorim acredita que sim, mas faz um alerta para a reação imperialista que deve aumentar a pressão sobre o Brasil e a América Latina. “A visita do vice-presidente Pence foi só o prelúdio. E a luta por Lula Livre, Lula candidato é mais do que nunca vital”, disse ele em entrevista ao Brasil 247.

O PT, em nota assinada pela presidenta Gleisi Hoffmann e pela Secretária Nacional de Relações Internacionais do partido, Monica Valente, saudou os mexicanos e reforçou a importância da eleição de Obrador que tanto vai contribuir para uma América Latina livre e soberana.

Nas redes sociais, a presidenta Dilma Rousseff manifestou sua torcida pelo candidato. “Será uma vitória não apenas do México, mas de toda a América Latina”, escreveu. A senadora e presidenta nacional do PT Gleisi Hoffmann também se manifestou. “Na bola, hoje somos todos Brasil. Na América Latina, somos todos irmãos.” Também felicitaram AMLO o senador Lindbergh Farias e o deputado Paulo Pimenta e Benedita da Silva.

Seus principais desafios são o combate à corrupção, à recessão resultante das políticas neoliberais anteriores e à violência dos cartéis de drogas. O partido também levou a prefeitura da Cidade do México, que equivale a uma secretaria de estado na organização política do país. Com a vitória de Claudia Sheinbaum, é a primeira vez que uma mulher é eleita prefeita da capital mexicana, a mais populosa de todo o continente.

Em tempos de Trump, a guinada progressista também começa a ressoar no norte do continente. Em movimento inédito, uma mulher latina de 28 anos venceu derrotou um veterano do Partido Democrata nas prévias para deputada em Nova York. Alexandria Ocasio-Cortez é aliada do socialista Bernie Sanders e defende uma plataforma abertamente de esquerda, com acesso integral à saúde, controle de armas, aumento de salário mínimo e banimento dos presídios privatizados.

Por PT

Fonte: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/02/vitoria-da-esquerda-no-mexico-e-marco-para-toda-america-latina/