quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Golpe contra Dilma fez Brasil perder 17 fábricas por dia desde 2015


A articulação apoiada pela Fiesp e pela CNI para promover um golpe suave no Brasil, com a deposição da ex-presidente Dilma Rousseff, foi um tiro no pé da própria indústria brasileira, que perdeu 17 unidades por dia de 2015 a 2018. De acordo com levantamento da CNC, a indústria de transformação opera 18,4% abaixo do pico alcançado em março de 2011

16 de janeiro de 2020, 08:35 h Atualizado em 16 de janeiro de 2020, 08:39 (Foto: FIESP | 247 | Reuters)

 247 - O golpe dado contra Dilma Rousseff para impor uma agenda de entreguismo econômico, para favorecer estrangeiros, fez o Brasil perder 17 indústrias por dia nos últimos quatro anos. De acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 25.376 unidades industriais encerraram suas atividades de 2015 a 2018. O País tinha 384.721 unidades industriais de transformação em 2014, mas teve uma queda de 6,6%, com 359.345 indústrias em 2018.

A indústria de transformação opera 18,4% abaixo do pico alcançado em março de 2011. "A transformação está praticamente parada. Se ela não cai, também não demonstra nenhum tipo de crescimento", afirmou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. Os dados foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo cálculo de Fabio Bentes, economista da Divisão Econômica da CNC e responsável pelo estudo, se a produção industrial cresce, cada aumento de um ponto porcentual gera abertura de, aproximadamente, 5,9 mil unidades produtivas no ano seguinte. Se cai, a quantidade de fábricas em atividade diminui na mesma proporção. "O fechamento de unidades produtivas vai se intensificando e atinge um ápice também mais ou menos depois de um ano", explicou Bentes.

Com baixa de 12,7%, o Rio de Janeiro teve a maior queda nas unidades industriais de transformação de 2014 a 2018. Perdeu 2.535 unidades em quatro anos. Em números absolutos, o estado de São Paulo teve a maior perda de unidades produtoras. Foram menos 7.312 unidades, uma redução de 7%.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/golpe-contra-dilma-fez-brasil-perder-17-fabricas-por-dia-desde-2015-bj17b80t

General encara Bolsonaro e diz que não tem cabimento colocar militares no INSS


O ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, um dos nomes mais respeitados do Exército, criticou a decisão de Bolsonaro em recrutar militares da reserva para repor mão de obra no INSS. "Colocar militares para qualquer coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa", disse

16 de janeiro de 2020, 14:21 h Atualizado em 16 de janeiro de 2020, 14:47

General Carlos Alberto dos Santos Cruz e Jair Bolsonaro General Carlos Alberto dos Santos Cruz e Jair Bolsonaro (Foto: ABr | Senado)

247 - O ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, um dos nomes mais respeitados do Exército, criticou a decisão do governo de recrutar militares da reserva para repor mão de obra no INSS. "Militares no INSS? Não tem cabimento.  Os funcionários do INSS sabem dar as ideias para a solução. Tem que valorizar a instituição e as soluções irão aparecer. Colocar militares para qualquer  coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa. É obrigação valorizar as instituições", disse.

Recentemente, ele também declarou que  o "governo Bolsonaro se afastou do combate à corrupção".

General Santos Cruz

@GenSantosCruz

Militares no INSS? Não tem cabimento. Os funcionários do INSS sabem dar as ideias para a solução. Tem que valorizar a instituição e as soluções irão aparecer. Colocar militares para qq coisa é simplismo, falta de capacidade administrativa. É obrigação valorizar as instituições.

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12:15 - 16 de jan de 2020

A ação deflagrou uma onda de críticas entre servidores dentro e fora do órgão. Categorias cogitam ir à Justiça contra a medida e defendem que o Executivo contrate de forma temporária servidores do INSS já aposentados, além de fazer novos concursos para reforçar o corpo técnico de forma permanente, como reproduziu o Portal UOL.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/general-encara-bolsonaro-e-diz-que-nao-tem-cabimento-colocar-militares-no-inss

Heleno sobre Bolsonaro: 'o cara não sabe nada, pô, é um despreparado'


A frase foi dita num jantar com empresários, na reta final da campanha presidencial, quando o general não sabia estar sendo gravado; a revelação está no livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama

16 de janeiro de 2020, 06:18 h

    (Foto: Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

 

247 – Além de ter impedido Jair Bolsonaro de demitir Sergio Moro, o general Augusto Heleno aparece em outro trecho do livro Tormenta, da jornalista Thaís Oyama.  Ainda na campanha presidencial, sem saber que estava sendo gravado, ele desabafou sobre Bolsonaro: 'o cara não sabe nada, pô, é um despreparado'. Abaixo, o material de divulgação sobre o livro que está sendo lançado pela Companhia das Letras e vídeo sobre o trabalho de Oyama:

Um retrato implacável do primeiro ano de Bolsonaro no poder.     De uma das eleições presidenciais mais polarizadas da história republicana, sai vitorioso Jair Messias Bolsonaro, ex-capitão do Exército que chegou a defender publicamente a tortura, autor de não mais que dois projetos de lei aprovados ao longo de 27 anos de mandato como deputado e merecedor de apenas três dos 512 votos de seus pares na última vez que tentou se eleger presidente da Casa, em 2017.  A partir de um rigoroso trabalho de reportagem, Tormenta revela como opera o governo do 38o presidente da República, que forças se digladiam entre as paredes do Palácio do Planalto e de que forma as crenças e os temores — reais e imaginários — de Bolsonaro e de seus filhos influenciam os rumos do país. O livro traz detalhes surpreendentes sobre a crise interna de seu mandato, revelando segredos dos generais que o cercam no Palácio, intrigas que corroem o primeiro escalão do poder e bastidores que não chegaram aos jornais.  Mais do que mostrar as peculiaridades e a dinâmica do governo de Jair Bolsonaro — e de nos situar no calendário dos atribulados primeiros 365 dias de sua gestão —, a narrativa de Thaís Oyama ajuda o leitor a compreender o ano que passou e a vislumbrar o que nos aguarda.

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/heleno-sobre-bolsonaro-o-cara-nao-sabe-nada-po-e-um-despreparado

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Propina na Secom: secretário de Bolsonaro ganha dinheiro dos grupos de mídia que recebem publicidade


Mais um escândalo no governo Bolsonaro: o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, responsável pela distribuição de verbas publicitárias do governo federal, ganha dinheiro de emissoras de televisão, como a Band e a Record, que são beneficiadas por suas decisões

15 de janeiro de 2020, 14:38 h Atualizado em 15 de janeiro de 2020, 15:22

Secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten. Secretário especial de Comunicação Social, Fabio Wajngarten. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)247 - O chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), Fabio Wajngarten, é sócio de uma empresa e, por meio dela, recebe dinheiro de emissoras e de agências de publicidade contratadas pelo governo de Jair Bolsonaro, denuncia reportagem da Folha.

A Secom é responsável por administrar a distribuição de verba para propagandas do governo. Em 2019, a Secretaria gastou gastou R$ 197 milhões em campanhas.

Fabio é sócio da FW Comunicação e Marketing, ele tem 95% das cotas da empresa. A FW oferece serviço de controle de concorrência e checking e também faz estudos de mídia

De acordo com a Folha, a empresa de Fabio Wajngarten "tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record".

Fonte: https://www.brasil247.com/midia/chefe-da-secom-recebe-dinheiro-de-emissoras-e-agencias-contratadas-pelo-proprio-governo-bolsonaro

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Subserviência aos EUA nos levará a guerras injustas e de agressão

Vivo a política desde sempre. Escrevo para compartilhar o que vejo

José Dirceu

Na prática, temos a desconstrução da política externa de Lula e do Itamaraty e a redução do Brasil a um país satélite e dependente

Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

José Dirceujose.dirceu@metropoles.com

Quem diria, o imperialismo norte-americano – aquele sobre o qual queriam nos convencer que era coisa do passado – existe e nunca esteve tão atuante. A república democrática sonhada pelos fundadores dos Estados Unidos se transformou num Império, com todas as suas características, à semelhança do Império Romano, o último mais poderoso.

Suas leis têm alcance extraterritorial e qualquer nação ou cidadão do mundo está submetido à sua jurisdição. O dólar é a moeda-referência e o Banco Central estadunidense, o FED, na prática, decide as políticas monetárias, fiscais e cambiais da maioria dos países.

Suas Forças Armadas, seu poder militar e nuclear, de guerra eletrônica e cibernética, ameaçam todo o planeta.

Poder de vida e morte
Com embargos e sanções econômicas – na verdade, bloqueios criminosos como os realizados contra Cuba e Venezuela, ou Irã –, os Estados Unidos decretam a vida e a morte de nações e povos, com a tétrica combinação de zero comida, medicamentos e energia.

Se seus tribunais, corporações, governos títeres ou satélites aliados — na verdade quintas colunas, traidores da pátria — não alcançam seus objetivos, simplesmente invadem e ocupam países e povos para assegurar suas fontes de suprimentos de matérias-primas (petróleo em primeiro lugar), seus mercados, lucros e suas leis internacionais.

Quando é de seu interesse nacional, usam as Nações Unidas e os foros internacionais. Se seus interesses não são atendidos, não obedecem recomendações e acordos internacionais, ou deixam de subscrevê-los, seja em que área for: comercial, clima, jurídica. Para eles, acordos e tratados são papéis para serem rasgados.


Guerras de agressão são uma constante na história do império estadunidense. Nestes últimos anos, vimos a ocupação do Afeganistão, do Iraque e da Líbia. E a Síria só não foi ocupada pela oposição da Rússia e do Irã.

Para os Estados Unidos fazerem prevalecer seus interesses, vale tudo. A começar por mentiras como a do arsenal de armas químicas de Saddam Hussein. Os factoides criados para justificar a intervenção são seguidos por uma escalada de provocações, sanções econômicas e tentativas de isolamento internacional que precedem a derrubada do governo que não se submete, ou pura e simplesmente uma ocupação militar travestida de luta contra o terrorismo ou a defesa da democracia.

Cinismo
A propaganda estadunidense tenta, de forma enganosa, criar uma capa de “legalidade” para seus atos, capa esta que se desmancha a qualquer escrutínio, pois o governo dos EUA se aliou a ditaduras sangrentas em todo o mundo, como recentemente no Omã, para ficar em um exemplo, sem falar da teocrática Arábia Saudita, seu aliado de sempre. Cínicos, os Estados Unidos usam facções terroristas que armam quando servem a seus interesses de lucro, ganância e poder.

Na nossa América, a Latina, os exemplos são inúmeros. Nos últimos anos, assistimos aos golpes em Honduras, Paraguai, Brasil e, recentemente, na Bolívia. A hostilidade aberta e pública a qualquer governo que ouse não seguir os cânones econômicos e políticos de Washington precede o boicote econômico e financeiro.

Qualquer tentativa de construir independência econômica, tecnológica, militar e mesmo comercial e diplomática é vista como hostil ao poder do império: blocos regionais, integração econômica, política externa e comercial ou econômica são logo taxadas de populistas e antiamericanas.

Império do Meio
A mais recente guerra comercial de Trump com a China é sintoma do temor da ascensão do Império do Meio como potência mundial capaz não apenas de desafiar a hegemonia econômica e tecnológica estadunidense, mas de ser um contrapeso às suas ambições imperiais de polícia do mundo. O mesmo vale em relação à Rússia, à Índia, à África do Sul, ao Irã e a qualquer outro governo ou nação que ouse construir seu próprio caminho.

A gravidade do momento atual no Brasil se concretiza na alienação de nossa política externa, nossa diplomacia e nossa independência em relação aos Estados Unidos pelo governo Bolsonaro, algo jamais visto a não ser no início da ditadura militar, que apoiou a invasão à Republica Dominicana e o bloqueio criminoso a Cuba. O alinhamento subserviente aos Estados Unidos, que vem se manifestando seguidamente, como no apoio ao golpe militar na Bolívia, às tentativas de invasão da Venezuela e, agora, ao assassinato do general Suleimani, do Irã, acabarão por nos arrastar a guerras injustas e de agressão.

Na prática, temos a desconstrução da política externa de Lula e do Itamaraty e a redução do Brasil a um país satélite e dependente dos Estados Unidos. E isso vem acontecendo ante ao silêncio do Parlamento brasileiro e das Forças Armadas. Estas, aliás, parecem só sair do mutismo para defender seus interesses salariais, previdenciários ou para criticar o Lula, que tirou seu orçamento da lona e deu dignidade a todos, e ao PT.

A atual política externa renuncia o papel do Brasil na integração da América do Sul e sua presença autônoma no mundo. Mais grave ainda é que esta postura faz parte do desmonte do Estado nacional, sem o qual jamais seremos uma nação independente e uma república democrática justa e igualitária.

Fonte: https://www.metropoles.com/colunas-blogs/jose-dirceu/subserviencia-aos-eua-nos-levara-a-guerras-injustas-e-de-agressao

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

É falso que Exército abriu 200 poços no Nordeste no governo Bolsonaro

#Verificamos: É falso que Exército abriu 200 poços no Nordeste no governo Bolsonaro

Agência Lupa

Yahoo Notícias19 de setembro de 2019

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por Maurício Moraes

Circula pelas redes sociais um post com a afirmação de que o Exército perfurou 200 poços artesianos no Nordeste durante os primeiros meses de governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O texto ainda pede ao leitor que compartilhe a notícia, “pois a mídia não o faz”, e mostra caminhões transportando tanques de guerra. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

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“Governo Bolsonaro trabalhando”

“O Nordeste está virando um mar, mais de 200 poços artesianos já foram abertos pelo Exército, publiquem, pois a mídia não o faz!!!”

Legenda de post no Facebook que, até as 9h30 de 18 de setembro de 2019, tinha mais de 3 mil compartilhamentos

FALSO

A informação, analisada pela Lupa, é falsa. Não houve perfuração de nenhum poço artesiano pelo Exército este ano, segundo nota enviada à Lupa pela assessoria de comunicação do órgão.

O que ocorreu foi a instalação e finalização de 95 poços artesianos que já haviam sido perfurados anteriormente, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com o Ministério do Desenvolvimento Regional para o período de 2016 a 2019. Por meio desse programa, batizado como Operação Semiárido e encerrado este ano, foram perfurados 593 poços artesianos entre 2016 e 2018, durante o governo do presidente Michel Temer (MDB).

Desse total, segundo o Exército, apenas 307 atingiram água. Menos da metade (125) têm água potável, enquanto 182 possuem água que pode ser usada para outros fins, como agricultura e consumo de animais. Nenhum dos 286 poços que estavam secos foi instalado. Quando o programa foi iniciado, em 2016, havia a promessa de construir 2,5 mil poços na região, o que jamais ocorreu.

O trabalho foi feito por cinco batalhões – 1º BEC, 2º BEC, 3º BEC, 4º BEC e 7º BE CMB –, que estão localizados em estados do Nordeste e integram o 1º Grupamento de Engenharia do Exército. Quase todas as perfurações ocorreram em 2016 (423, ou 71% do total) e 2017 (168, ou 28% do total). Em 2018, foram feitas apenas duas perfurações e, em 2019, nenhuma.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/lupa-governo-bolsonaro-pocos-115329475.html?guce_referrer=aHR0cDovL20uZmFjZWJvb2suY29tLw&guce_referrer_sig=AQAAANqAOxPwLlEC-Z1RzBt-FUGd4W55vl0N6_-fCPxtLStLDt3EmT5rgaR29yZDQ8nraef3Ul-7s3QnRQsZZ2dHq8Bca9knxsRcLhiDRmsPI--Uph7EO81gVAU3ZlQwmjqLSV0CavD1VegK4Ek56u9as058HJ9nEsSJxL3RAiO48UEn&guccounter=2

Bolsonaro acelera a destruição da democracia no Brasil, aponta El País


Em análise publicada no jornal El País, a jornalista Naiara Galarraga Gortázar afirma que Jair Bolsonaro faz referências constantes à necessidade de "eliminar até o último vestígio de seus antecessores esquerdistas. Também fez ataques ataques "à imprensa, à ciência, à história"

(Foto: Reuters)

247 - Em análise publicada no jornal El País, a jornalista Naiara Galarraga Gortázar afirma que o "primeiro ano de mandato incluiu confrontos com outros poderes do Estado, ataques à imprensa, à ciência, à história... decisões controvertidas e infinitas polêmicas".

"O militar reformado, que mantém vivo o discurso de nós contra eles da campanha e é abertamente hostil à esquerda, testou as instituições do Brasil. O apoio à democracia caiu sete pontos, a 62% desde sua posse, os indiferentes ao formato de Governo aumentam enquanto se mantém em 12% a porcentagem dos que acreditam que em certas circunstâncias a ditadura é melhor, de acordo com a pesquisa do Datafolha divulgada no Ano Novo", continua.

"Bolsonaro destituiu o diretor do órgão que realiza a medição oficial do desmatamento na Amazônia, pediu um boicote ao jornal Folha de S.Paulo e às empresas anunciantes, sugeriu que o jornalista norte-americano Glenn Greenwald possa ser preso no Brasil por revelações jornalísticas, em um discurso no Chile elogiou Pinochet e no Paraguai, Stroessner. A lista continua e é longa", acrescenta.

A jornalista afirma que Bolsonaro faz referências constantes à necessidade de "eliminar até o último vestígio de seus antecessores esquerdistas, como frisou dias atrás ao mencionar os livros de texto".

Fonte: https://www.brasil247.com/midia/bolsonaro-acelera-a-destruicao-da-democracia-no-brasil-aponta-el-pais

Lula parabeniza Petra Costa por indicação ao Oscar: "a verdade vencerá"


O ex-presidente Lula parabenizou a cineasta Petra Costa pela indicação ao Oscar 2020 com o documentário “Democracia em Vertigem”, que relata o processo de golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff. “A verdade vencerá”, disse ele

13 de janeiro de 2020, 12:24 h Atualizado em 13 de janeiro de 2020, 12:26


Lula e Petra Costa Lula e Petra Costa (Foto: 247 | DIEGO BRESANI/Divulgação)

247 - O ex-presidente Lula usou suas redes sociais para parabenizar a cineasta Petra Costa pela indicação ao Oscar com o documentário “Democracia em Vertigem”, que relata o processo de golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff. Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá.

Em Democracia em Vertigem, distribuído pela Netflix, a cineasta faz um retrato do processo de impeachment que derrubou a ex-presidente Dilma da presidência do Brasil, em 2016, apontando os esquemas escusos que culminaram na ascensão de Michel Temer no poder, além da crise social que o país enfrenta desde 2013 com a intensificação da polarização política.

Veja:


Lula

@LulaOficial

Parabéns, @petracostal, pela seriedade com que narrou esse importante período de nossa história. Viva o cinema nacional! A verdade vencerá. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/01/13/oscar-2020-democracia-em-vertigem-e-indicado-a-melhor-documentario.htm …

Oscar 2020: Democracia em Vertigem é indicado a melhor documentário

Democracia em Vertigem, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix, foi indicado ...

entretenimento.uol.com.br

5.184

11:14 - 13 de jan de 2020

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/lula-parabeniza-petra-costa-por-indicacao-ao-oscar-a-verdade-vencera

sábado, 11 de janeiro de 2020

Mourão manda recado a Bolsonaro ao defender política externa soberana e independente


O vice-presidente Hamilton Mourão quebrou o silêncio e mandou um recado para Jair Bolsonaro ao defender uma política externa não submissa aos interesses dos Estados Unidos. "Em relações internacionais, não existem amizades eternas nem inimigos perpétuos, existem apenas os nossos interesses. Essa é a visão que nós temos que continuar, buscando uma inserção soberana do país, apresentando o Brasil como solução, e não como problema", disse ele

11 de janeiro de 2020, 08:31 h

O Presidente em exercício Hamilton Mourão fala à imprensa O Presidente em exercício Hamilton Mourão fala à imprensa (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Agência Brasil – "independente e pragmática" do Brasil no cenário internacional. Em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta sexta-feira (10), ele fez uma breve análise do panorama geopolítico atual, reforçou a ideia de que o país deve buscar uma inserção soberana e colaborativa com as demais nações.

"O Brasil, tradicionalmente, sempre se voltou ao mundo de uma forma independente e pragmática. Nós temos que ter essa visão de perseguir os interesses do país. Costuma-se se dizer que, em relações internacionais, não existem amizades eternas nem inimigos perpétuos, existem apenas os nossos interesses. Essa é a visão que nós temos que continuar, buscando uma inserção soberana do país, apresentando o Brasil como solução, e não como problema, seja aqui no nosso entorno próximo, na América do Sul e, ao mesmo tempo, com as grandes nações, como Estados Unidos, que nós consideramos o grande farol da democracia, a China, nosso maior parceiro comercial, a Comunidade Europeia, a Rússia e a África, não podemos descuidar da África, um grande número de brasileiros veio de lá."

Mourão tem tido uma atuação de destaque como representante do governo brasileiro em assuntos estratégicos da agenda internacional. Logo no início do mandato, em fevereiro do ano passado, ele foi designado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o principal representante do país na reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, no auge do agravamento da crise política na Venezuela. O Grupo de Lima reúne países das Américas para tratar sobre as questões que envolvem o país vizinho.

Em maio do mesmo ano, Mourão fez uma visita oficial à China, onde reativou a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) e se reuniu com o presidente do país, Xi Jinping. Essa viagem serviu como importante preparação para a visita do presidente Bolsonaro ao país, alguns meses depois. O vice-presidente também foi o principal integrante da comitiva de autoridades brasileiras que foram ao Vaticano para assistir à cerimônia de canonização de Irmã Dulce, em outubro de 2019, em que manteve um rápido encontro com o papa Francisco. Mais recentemente, em dezembro, Mourão cumpriu outra missão diplomática importante: foi o representante brasileiro na posse do novo presidente da Argentina, Alberto Fernández.

Nas viagens que tem feito, o vice-presidente brasileiro diz que tem percebido um conjunto de mudanças estruturais em curso no mundo. "O cenário internacional não é simples, porque estamos vivendo três revoluções no mundo. A revolução do mais, que as pessoas passaram a ter mais acesso ao conhecimento, a informações, e, ao ter mais acesso, elas também querem mais. Temos a revolução da mobilidade, então as pessoas se deslocam mais facilmente, viajam e conhecem coisas diferentes. E temos a revolução da mentalidade, a juventude hoje mudou totalmente a sua mentalidade. O mundo enfrenta isso daí, gera intranquilidades e, ao mesmo tempo, existem as tensões sociais e econômicas, entre duas grandes economias, como a China e os Estados Unidos, com reflexos nos demais países e comunidades, digamos assim."

Ajuste fiscal e reformas

Hamilton Mourão fez um balanço do primeiro ano do governo Bolsonaro, em que destacou principalmente a aprovação da reforma da Previdência, que é, na sua opinião, base para a recuperação econômica do país. Ele também citou a reorganização administrativa do governo e a redução dos índices de criminalidade. "Tivemos um enxugamento da Esplanada dos Ministérios, não é simples você reduzir de 29 para 22 ministérios, como foi feito. Nós temos dificuldades de reestruturação disso aí. Ao mesmo tempo, a questão da segurança pública também foi colocada de forma primordial, o trabalho do ministro [da Segurança Pública, Sergio] Moro, da equipe dele, em conjunto com os governos estaduais, levou a que os resultados fossem extremamente expressivos."

Para 2020, o vice-presidente enfatizou a necessidade de aprofundamento das reformas e privatizações pretendidas pelo governo, além da continuidade do ajuste fiscal. "Na questão da economia, onde nós temos dois problemas sérios que têm ser enfrentados. Começou o ano passado, mas essa tarefa continua. Um é o ajuste fiscal, temos que trabalhar em cima da reforma administrativa, em cima das privatizações das empresas estatais, de modo que a gente consiga colocar receita e despesa equilibradas e, em consequência, o governo ter condições de investir em áreas onde hoje ele não tem condições de fazer. Ao mesmo tempo, temos que atacar na questão da baixa produtividade, fruto daquilo que é chamado custo Brasil. E aí entram os projetos na área de infraestrutura, por meio de parcerias público-privadas, as concessões que têm que ser feitas e, principalmente, a reforma tributária", afirmou.

Outra prioridade do governo, segundo Mourão, deve ser a agenda social. Ele citou a expectativa de reformulação de programas sociais do governo, como o Bolsa Família, e a meta de buscar um salto de qualidade na educação. "Temos que avançar na questão de uma educação de qualidade. Vamos lembar que a gente já conseguiu, nos últimos anos, conseguir colocar um grande número de crianças e jovens na escola, mas agora nós temos que fazer com que essas crianças e jovens efetivamente aprendam. Então, esse é o salto de qualidade que o Brasil tem que dar em termos educacionais. E também nos programas sociais que atingem aquela população que vive em situação de pobreza e extrema pobreza, que o presidente está definindo aí junto com o ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil] e os ministros ligados à área social."

Fonte: https://www.brasil247.com/poder/mourao-manda-recado-a-bolsonaro-ao-defender-politica-externa-soberana-e-independente

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Preço da carne acumula alta de 32% em 2019, aponta IBGE


O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, fechou 2019 em 4,31%. A carne acumulou aumento de 32,4%, sendo um dos gastos que mais puxaram o índice

10 de janeiro de 2020, 12:57 h Atualizado em 10 de janeiro de 2020, 13:03

    Homem compra carne em um açougue de Santo André, São Paulo. Homem compra carne em um açougue de Santo André, São Paulo. (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

 

247 - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, fechou 2019 em 4,31%. A carne acumulou aumento de 32,4%, sendo um dos gastos que mais puxaram o índice. O feijão ficou 55,99% mais caro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado do IPCA ficou acima do centro da meta do governo, de 4,25%.

Leia mais na reportagem da Reuters:

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou em 2019 avanço de 4,31%, acima da alta de 3,75% registrada em 2018, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, a inflação ficou acima do centro da meta do governo, de 4,25%, depois de dois anos terminando o período abaixo.

Ainda assim, foi o quarto ano seguido em que o IPCA fica dentro do intervalo definido como objetivo, já que a margem estabelecida era de 1,5 ponto percentual —para mais ou menos.

Para 2020, o governo determinou como meta inflação de 4%, mantendo a margem de tolerância em 1,5 ponto percentual.

Em dezembro, o IPCA teve alta de 1,15%, sobre avanço de 0,51% em novembro, na leitura mais elevada para o mês desde 2002, quando o índice subiu 2,10%.

As expectativas em pesquisa da Reuters com analistas eram de alta de 1,08% em dezembro, acumulando em 12 meses avanço de 4,23%.

O último mês do ano foi marcado principalmente pela pressão dos preços das carnes, que exerceram o maior impacto individual ao subirem 18,06% em relação a novembro. Sem esse impacto, a inflação teria sido de 0,64% em dezembro, de acordo com o IBGE.

Com isso, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 3,38% em dezembro, maior variação mensal desde dezembro de 2002 (+3,91%).

Também se destacou a aceleração da alta de Transportes a 1,54% em dezembro, de 0,30% em novembro, diante dos fortes aumentos dos preços dos combustíveis (3,57%) —a gasolina subiu 3,36% e o etanol, 5,50%.

Ano

No ano de 2019, o preço das carnes disparou 32,40%, após alta de 2,25% em 2018, devido ao aumento das exportações para a China e à desvalorização do real . Sem o efeito das carnes, o IPCA teria subido em 12 meses 3,54%.

A maior parte do aumento nos preços das carnes ficou concentrada no último bimestre (27,61%), levando o grupo Alimentos e Bebidas a acumular alta no ano de 6,37% sobre 4,04% em 2018.

“O resultado acabou sendo muito influenciado pelas carnes, o que tem a ver com a questão de oferta, não com questão de demanda. A perspectiva é de melhora no cenário econômico, e a gente tem que aguardar 2020 para ver”, avaliou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Transportes, com avanço acumulado de 3,57%, e Saúde e cuidados pessoais, com 5,41%, também se destacaram em 2019. Dos nove grupos pesquisados, apenas Artigos de Residência tiveram deflação em 2019, de 0,36%.

Diante do cenário de inflação fraca, o Banco Central reduziu em dezembro a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto pela quarta vez consecutiva, à nova mínima histórica de 4,5%. Mas indicou cautela em relação aos juros dali para frente em meio a uma retomada econômica com mais ímpeto.

Com o ineditismo dos juros em nível tão baixo, analistas discutem os cenários para a taxa Selic ao longo deste ano, avaliando apenas que o fim do ciclo de afrouxamento monetário está muito perto do fim.

Sinais de recuperação da atividade têm contribuído para dispersar mais as projeções e ditar um cenário um pouco mais conservador.

“O IPCA não muda o debate sobre se vai cortar 0,25 ponto ou não (na próxima reunião). Isso não significa que está certo que BC vai cortar ou parar, estamos em uma linha d’água, tem espaço, mas por outro lado tem alguns riscos”, avaliou o economista do Banco Votorantim Carlos Lopes.

A primeira reunião de política monetária do BC no ano acontece em 4 e 5 de fevereiro.

O Focus, pesquisa semanal do BC junto ao mercado, mostra que a estimativa é de que a Selic termine 2020 a 4,5%, com inflação de 3,60% —portanto abaixo do centro da meta— e o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 2,30%.

“Para a política monetária o importante é o comportamento em termos de tendência e o que se espera para o futuro, e vemos o IPCA ainda abaixo da meta”, disse o economista-chefe do Banco Haitong, Flávio Serrano.

Fonte: https://www.brasil247.com/economia/preco-da-carna-acumula-alta-de-32-em-2019-aponta-ibge