quarta-feira, 19 de setembro de 2018

FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO ENCERRA CURSO EM JIJOCA


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Jijoca de Jericoacoara. Domingo, 16 de setembro, na Pousada Jincoara, foi realizada a entrega dos certificados aos concluintes do Curso de Difusão “Gestão e resistência de Organizações Populares que teve início dia 24 de março de 2018 com carga horária de 110 horas, nas modalidades a distância/presencial e contou com a participação de cursistas dos municípios de Bela Cruz, Cruz, Granja e Jijoca de Jericoacoara com 32 concluintes certificados. Além da entrega dos certificados, houve um momento de confraternização entre os participantes do curso. O Professor José Osmar Fonteles foi o coordenador do curso e um grande incentivador para que o curso alcançasse os seus objetivos.

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Na solenidade de entrega dos certificados, cada cursista fez uma breve avaliação sobre a importância e conteúdo do curso, que foi avaliado como de excelente qualidade, de um conteúdo muito rico e que muito contribuiu para a formação de uma consciência diferenciada sobre a Política Nacional e os movimentos sociais no Brasil.

Quem não compareceu à entrega dos certificados, deve comparecer à Pousada Jincoara, em Jijoca de Jericoacoara, para receber seu certificado. Mas deve comparecer o mais breve possível para evitar a devolução.

A Fundação Perseu Abramo (FPA) foi criada em 5 de maio de 1996 pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para desenvolver projetos de caráter político-cultural. Nomeada em homenagem ao jornalista Perseu Abramo, a fundação se auto define como um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões.

Dr. Lima

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Judiciário atrasa julgamento de 31 acusados de corrupção que poderão se candidatar


A Lava Jato, o STF e o TSE, composto por juízes privilegiados pelos quais ninguém votou, vêm mostrando cada vez mais que não vieram para combater a corrupção. Escolhem os prazos, os métodos e os acordos (inclusive com a ONU) que irão acatar a cada momento para botar sua marca no resultado das eleições, impedindo que Lula se candidate. Aos corruptos do golpe, suas leis são mais generosas e poderão se candidatar.

A Lava Jato, o STF e o TSE, composto por juízes privilegiados pelos quais ninguém votou, vêm mostrando cada vez mais que não vieram para combater a corrupção. Escolhem os prazos, os métodos e os acordos (inclusive com a ONU) que irão acatar a cada momento para botar sua marca no resultado das eleições, impedindo que Lula se candidate. Aos corruptos do golpe, suas leis são mais generosas e poderão se candidatar.

A lista e denunciados inclui lideranças do congresso que tentam renovar seus mandatos, como Edson Lobão (MDB-MA) e Valdir Raupp (MDP-RO). Em Alagoas, Renan Calheiros e Benedito de Lira estão liderando as pesquisas para o Senado, de acordo com dados divulgados pelo Ibope. Ambos os candidatos são acusados pela Procuradoria Geral como integrantes do “quadrilhão” ligado ao MDB e ao PP, respectivamente.

Para governo de Estado, os principais candidatos são o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC), réu acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e Renan Filho (MDB), foco de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça derivado da delação da Odebrecht.

Entre os presidenciáveis, Geraldo Alckmin (PSDB), que é acusado de ação de improbidade pelo Ministério Publico de São Paulo e que é considerado como “O Santo” no departamento de propinas da Odebrecht, está com seu caso arquivado e pode se candidatar sem problemas. Enquanto isso, os juízes do Supremo Tribunal Federal impedem arbitrariamente a candidatura de Lula, que detém a maior parte das intenções de voto, tirando um direito básico do povo que é o direito de decidir em quem votar e dando continuidade a mais um capítulo do golpe institucional.

A atuação arbitrária do judiciário é a maior expressão de que a Lava Jato não veio pra combater a corrupção, e sim para manipular as eleições e garantir que seja eleito o candidato escolhido pela burguesia para aplicar melhor os ataques do que o PT vinha fazendo. Os juízes que aumentam seus salários em meio a crise ao mesmo tempo que aprovam a absurda lei de terceirização irrestrita não foram eleitos por ninguém e só servem para garantir os interesses dos empresários e do imperialismo.

A justiça nunca será pela via da Lava Jato ou qualquer órgão da polícia e do poder Judiciário, que sequer é eleito por voto popular. Para que ela exista de fato, precisamos exigir que os casos de corrupção, ao invés de serem julgados por esse judiciário golpista, sejam julgados por júri popular. Os juízes privilegiados que hoje servem para garantir o lucro dos patrões deveriam ser eleitos pelo povo com mandatos revogáveis.

Para que isso aconteça, não podemos ter nenhuma confiança no PT, que sempre acreditou no judiciário do jeito que ele é hoje, foi quem abriu espaço pro Golpe se aliando com partidos burgueses, adotando os métodos corruptos dos capitalista e fortalecendo o Judiciário e a PF. Não atoa, em seu governo, o PT aprovou a Lei Ficha Limpa que hoje se volta contra Lula, mas se voltará decisivamente contra o resto de influência das massas nas eleições.

Fonte: http://esquerdadiario.com.br/Judiciario-atrasa-julgamento-de-31-acusados-de-corrupcao-que-poderao-se-candidatar

Haddad cresce 11 pontos e se consolida no 2º turno, mostra Ibope


Ricardo Stuckert | Reuters


247 - Pesquisa divulgada nesta noite confirma crescimento de 11 pontos de do candidato do PT e presidente, Fernando Haddad, que se consolida no segundo turno, contra o candidato da extrema-direita.

Confira os números: Jair Bolsonaro (PSL): 28%, Fernando Haddad (PT): 19%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 7%, Marina Silva (Rede): 6%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, João Amoêdo (Novo): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2%, Cabo Daciolo (Patriota): 1%, Vera Lúcia (PSTU): 0%, Guilherme Boulos (PSOL): 0%, João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%.

Votos bancos e nulos somam 14% e indecisos, 7%.

Na simulação de segundo turno, Fernando Haddad aparece exatamente empatado com Jair Bolsonaro, com 40% para cada. Ciro Gomes aparece empatado com Bolsonaro na margem de erro. Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%). Já contra Alckmin o quadro também é de empate. Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%).

A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/369213/Haddad-cresce-11-pontos-e-se-consolida-no-2%C2%BA-turno-mostra-Ibope.htm

Ibope atesta que Lula, preso político, comanda eleição da cadeia

Ricardo Stuckert

O que é o Ibope desta terça? É a pesquisa da fulminante arrancada de Haddad de 8% para 19% das intenções de voto em uma semana? Não! Porque Fernando Haddad não teria pernas nem fôlego para uma arrancada destas. Nem ele nem ninguém. Esta pesquisa é a consagração de Lula e sua tática para as eleições. É a arrancada da chapa Lula-Haddad-Manuela num feito que já pode ser considerado histórico no Brasil. É mais que isso: é o atestado de que Lula comanda as eleições de 2018 mesmo encarcerado e amordaçado como preso político.

É a vitória de Lula e do povo brasileiro e a derrota do golpe. Uma lição para todo o país: só Getúlio aproximou-se de Lula em sua ligação visceral, racional e emotiva com o povo brasileiro; ambos geniais em sua intuição para saber a "direção do vento".

Perderam os que apostaram que a prisão levaria Lula ao ostracismo, como a direita cantou em prosa em verso em abril. Perderam os que apostaram que o lulismo estava em declínio, como alguns setores da própria esquerda anunciaram meses a fio. Perderam os que consideraram que Lula estava numa "egotrip" e conduzindo o PT para uma aventura tresloucada.

Lula esteve e está no comando. Sem ele, não há o candidato Haddad -com o próprio o reconhece, com humildade e admiração.

Sem ele, a esperança fenece, a perspectiva de volta dos bons tempos fenece, as elites de agigantam.

Houve desprezo e desespero. "O timing!", gritavam, como se a tática do PT de esticar a corda ao limite para viabilizar a candidatura de Lula e deixar para fazer a passagem do bastão na undécima hora fosse rematada loucura.

Lula acertou, quem apostou contra ele está derrotado.

Isso quer dizer que as eleições estão decididas,que Haddad pode considerar-se presidente? Longe disso. Bolsonaro, o candidato fascista, movimenta inseguranças e medos de amplas parcelas da população brasileira que serão manipuladas em larga escala pela mídia de massas conservadora sob a liderança da Globo; o mercado, mais uma vez, anunciará o armagedom, semeará o pânico para chantagear o povo brasileiro. Será uma batalha épica.

Mas as forças democráticas têm seu grande comandante e ele de fato comanda, da prisão. A pesquisa do Ibope é uma enorme injeção de ânimo das pessoas que se levantam contra o fascismo e a destruição do país. Mas ela tem uma mensagem muito específica: confiem em Lula.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/blog/91/369217/Ibope-atesta-que-Lula-preso-pol%C3%ADtico-comanda-elei%C3%A7%C3%A3o-da-cadeia.htm

sábado, 15 de setembro de 2018

Jean Wyllys: Globo tratou Haddad como inimigo, não entrevistado


Ag. Câmara/Ricardo Stuckert


Por Jean Wyllys, em seu Facebook - Eu sou jornalista e trabalhei durante quase dez anos em jornal impresso, de modo que já realizei muitas entrevistas na minha vida. Posso explicar a vocês algumas noções básicas do ofício?

Numa entrevista, você, jornalista, começa fazendo uma pergunta — e a palavra "pergunta" significa aqui pergunta mesmo, e não uma longa exposição da sua opinião, porque numa entrevista, a opinião que interessa e a do entrevistado, não a do jornalista. Depois de fazer a pergunta, você deixa o entrevistado responder.

Se você considerar que a resposta foi insuficiente, não respondeu ou incorreu em falsidade ou contradição, voce faz uma re-pergunta, ou duas, ou mais, podendo confrontar o entrevistado com informações e dados verificáveis, mas sempre, depois, deixa ele responder. A proporção do tempo de fala numa entrevista é um elemento fundamental e fica muito evidente numa revista ou jornal impresso. Peguem algum jornal e confiram: as perguntas, geralmente em negrito ou itálico, são MUITO mais breves que as respostas. Se essa proporção ficar invertida, isso não foi uma entrevista!

A entrevista não é um debate de opinião entre dois adversários, entrevistador e entrevistado. Se você tem muita vontade de debater com o candidato, então deixe o jornalismo e entre na política. Aí você pode ser candidato também. Aliás, entre candidatos, num debate, não há tantas interrupções.

O que o Jornal Nacional fez hoje com Fernando Haddad deveria ser estudado nas faculdades de jornalismo para ensinar como não se faz uma entrevista:

1) As perguntas não eram perguntas, mas longas afirmações que expressavam a opinião política dos entrevistadores, e o que se pedia ao entrevistado, mais do que responder sobre algum assunto, era algo que poderia se resumir na frase: "Depois de ouvir tudo o que eu expliquei, candidato, o senhor não acha que eu estou absolutamente certo?".

2) Os entrevistadores não permitiam que Haddad respondesse ou falasse nada. Segundo levantamento feito pela Revista Fórum, ele foi interrompido 62 vezes em 27 minutos de entrevista, durante os quais conseguiu falar por apenas 16:05. Isso dá uma média de uma interrupção a cada 15 segundos e meio. Imaginem vocês mesmos tentando responder a alguma coisa dessa forma. Mesmo assim, Haddad se saiu muito bem!

3) Cada vez que o candidato não respondia o que eles queriam (ou seja, todas as vezes), além de interrompê-lo, os entrevistadores usavam "perguntas" do tipo: "Então o senhor não vai pedir desculpas ao povo brasileiro?", ou "Então o senhor subestima os eleitores e acha que não sabem votar?". Outra vez, isso não é uma pergunta!

4) Em nenhum momento da entrevista foi feita uma única pergunta sobre o programa de governo e as propostas do candidato; afinal, o que mais interessa! E todas as vezes que Haddad tentou falar de propostas, a interrupção era mais agressiva e insistente, até ele se calar. Dava a impressão que a única forma que Haddad teria de dizer algo seria gritando.

Isso não é jornalismo.

Agora procurem a entrevista de Geraldo Alckmin ao JN; está no YouTube. Assistam e comparem. Houve perguntas difíceis? Claro, mas ele teve tempo para responder a todas elas e foi tratado com respeito. Procurem entrevistas a candidatos em outros países e percebam a diferença.

A TV Globo não tratou Haddad como entrevistado, mas como inimigo a ser derrotado. É uma vergonha que isso seja o melhor que o principal telejornal do país possa oferecer à sua audiência. E faz muito mal à democracia.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/rio247/368891/Jean-Wyllys-Globo-tratou-Haddad-como-inimigo-n%C3%A3o-entrevistado.htm

Bonner fez 53 interrupções, tentou debochar de Haddad e foi derrotado



Por Ricardo Miranda, em seu blog Não sei qual é o Brasil que William Bonner quer ver, mas certamente não é um em que Fernando Haddad possa responder às suas perguntas. A última da série de entrevistas com presidenciáveis feitas pelo Jornal Nacional (Assista aqui) – abrindo o telejornal e antes que fosse mostrada a pesquisa Datafolha que confirmou o candidato do PT em forte ascensão, já empatado em segundo lugar com Ciro Gomes (mais que triplicando suas intenções de voto de 4% em 22/08 para 13% em 14/09) -, teve jeito de interrogatório. Pior. Dos 27 minutos de entrevista – assisti diversas vezes para cronometrar -, 16 minutos foram com perguntas e interrupções de William e Renata Vasconcellos, sua parceira de palco. 16 minutos! Ou seja, Haddad teve 11 minutos. Em outras palavras, as perguntas e interrupções tomaram 60% do tempo. William Bonner fez 53 interrupções. Renata outras 19. Em diversos momentos falaram ao mesmo tempo que o candidato, impedindo seu raciocínio.

Mas não eram só perguntas. Bonner e sua coadjuvante de bancada no JN fizeram ilações, deram opiniões, citaram números contestáveis, ocuparam o tempo que podiam. Sempre com ar de deboche e colocando-se como porta-voz da verdade, Bonner indignou-se quando, quase perdendo a paciência, Haddad tentou diferenciar denunciado de réu, citando as Organizações Globo e, por exemplo, seus problemas com a Receita Federal.

Leia a íntegra no blog de Ricardo Miranda e confira o momento em que Haddad enquadra Bonner:

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/368854/Bonner-fez-53-interrup%C3%A7%C3%B5es-tentou-debochar-de-Haddad-e-foi-derrotado.htm

Haddad enfrenta Globo e sai maior na campanha

 


247 - O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, rebateu, um a um, os sucessivos ataques que recebeu na bancada do Jornal Nacional na noite desta sexta-feira 14, pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos. Sem falar de propostas, por não ter sido questionado sequer uma vez a respeito delas, respondeu às acusações que recebia e lembrou, dentro da Globo, que a própria emissora é investigada por fraude fiscal. Haddad citou o nome do ex-presidente Lula logo no início de sua fala: "Boa noite, presidente Lula. Milhões de brasileiros gostariam de vê-lo nesta cadeira aqui no Jornal Nacional".

Em meio às agressões, Bonner citou nomes do PT que são investigados ou réus na Justiça pela Operação Lava Jato, entre eles o de Dilma Rousseff. Haddad rebateu: "Eu desconheço um processo em que a Dilma seja investigada. Se formos discutir investigação, a Rede Globo é investigada". O ex-prefeito de São Paulo também disse que "a Rede Globo condena por antecipação". "Vocês não tratariam os problemas da Rede Globo como tratam os problemas da administração pública, mesmo se tratando de uma concessão", declarou.

Fernando Haddad também denunciou a "indústria" das delações premiadas, em que "todo mundo quer reduzir sua pena e gozar de sua liberdade", ao ser indagado sobre os citados do partido em investigações. Lembrado que é alvo de uma denúncia recente do Ministério Público Federal, Haddad trouxe a informação de que os promotores que lhe denunciaram estão sendo investigados pelo Conselho Nacional do Ministério Público por supostas irregularidades ao mover ações faltando 30 dias para a eleição, sendo que poderiam ter tomado decisões há três anos.

Bonner culpou o PT pela "crise em que o país mergulhou" e ouviu de Haddad que as "pautas-bomba" contra o governo Dilma, praticadas pelos partidos que deram o golpe parlamentar em 2016, tiveram mais influência na crise do que os próprios erros do partido. O candidato destacou que o tucano Tasso Jereissati admitiu recentemente o erro de seu partido, o PSDB. "Espero que o PSDB não vá sabotar o governo eleito como fez em 2014. O presidente do PSDB assumiu essa culpa ontem. Admitiu um crime contra a democracia, admitiu aprovar uma pauta contra o país", afirmou.

Ao longo de 30 minutos de entrevista, os jornalistas não perguntaram sobre nenhuma proposta do candidato. Em sua mensagem final, Haddad lembrou aos eleitores dos "12 anos de normalidade democrática em que vivíamos", com programas como Luz Para Todos, Universidade Para Todos, ProUni, escolas técnicas e universidades no interior, transposição do São Francisco, Transnordestina e empregos. "A partir do momento em que a oposição contestou o resultado das urnas em 2014, mergulhamos nessa crise da qual podemos sair em outubro".

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/368849/Haddad-enfrenta-Globo-e-sai-maior-na-campanha.htm

No Jornal Nacional, Haddad foi interrompido 62 vezes, Alckmin 17


Revista Fórum- O ex-prefeito Fernando Haddad, candidato do PT à presidência, foi entrevistado nesta sexta-feira (14) pelos jornalistas do 'Jornal Nacional', da Globo. Apesar de suas respostas incisivas, o petista foi o candidato que mais sofreu interrupções entre todos os candidatos entrevistados por William Bonner e Renata Vasconcellos.

Ao todo, Haddad sofreu 62 interrupções dos jornalistas. Mais que o triplo de interrupções sofridas por Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano teve sua resposta cortada pelos apresentadores 17 vezes.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/368855/No-Jornal-Nacional-Haddad-foi-interrompido-62-vezes-Alckmin-17.htm

Uma revolução silenciosa


Os mentores e executores do golpe de 2016 - tramado por elites econômicas (locais e internacionais) em complô com elites políticas, sociais e do sistema de justiça brasileiro - apostavam:

1. No sucesso e consolidação das reformas neoliberais: tiveram força suficiente para aprovar a famigerada emenda constitucional que limita os gastos públicos por 20 anos e a reforma trabalhista, juntamente com a terceirização de mão de obra e o enfraquecimento da justiça do trabalho. Mas, já na terceira empreitada, a reforma previdenciária, enfrentaram colossal resistência da sociedade e dos setores democráticos e não lograram êxito.

2. Eliminação das esquerdas e, em especial, do PT: em conluio com a mídia empresarial e segmentos justiceiros e antidemocráticos do sistema de justiça, envidaram imenso e articulado esforço para eliminar as esquerdas e o principal partido desse campo. Numa espetacular reação dos movimentos sociais, da mídia alternativa, dos coletivos identitários e de segmentos democráticos de vários espectros sociais amargam fragorosa derrota: as esquerdas retomaram parte do protagonismo na cena política brasileira; o PT voltou a ter crescimento no número de filiados, simpatizantes e militantes; as armações contra o campo popular e democrático foram explicitadas, inclusive pela mídia internacional e Lula, para o desespero de feitores e tutores da Casa Grande (nos tribunais e nas casernas) se consolidou como o principal agente político e personagem central na disputa eleitoral.

3. Legitimação do golpe via crescimento econômico: os golpistas apostaram muitas fichas na retomada do crescimento econômico como principal álibi à consolidação do neoliberalismo. Com esse pretenso trunfo, conseguiriam apresentar à nação um nome forte à disputa eleitoral de 2018. Ao contrário do planejado, a economia está em frangalhos; o desemprego aumenta assustadoramente; a miséria voltou à cena; a credibilidade internacional do país está no fundo do poço. E de resto não há nenhum nome da coalizão golpista que apresente, sequer, um resultado econômico convincente à população. Alckmin e Meireles, que disputam os despojos da coalizão golpista, são um fiasco na disputa eleitoral.

4. Entrega da soberania e privatização de bens públicos: a política externa subserviente aos interesses norte-americanos somada a uma nova onda de entreguismo do patrimônio público também foi colapsada devido ao total descrédito do governo atual. O país continental se transformou num anão diplomático, ridicularizado no concerto das Nações. Por outro lado, nenhum agente do conglomerado financeiro-econômico internacional que se preza deseja fazer negócios com um governo sem nenhuma legitimidade e odiado pelo seu povo. É um risco alto demais para o deus-mercado.

Como podemos observar nesse pequeno inventário, as apostas do condomínio golpista e seus poderosíssimos atores nacionais são como um gigante de pé de barro e terminam esse período pós-impeachment fajuto com um estrondoso fracasso e evidentes derrotas.

Porém, a mais espetacular derrota se apresenta na desobediência civil silenciosa, que já é captada nas pesquisas de intenção de votos à presidência, no atual momento: os candidatos golpistas, são um fracasso.

Do outro lado, aqueles candidatos que denunciam o golpe e seus atores são os que, juntos, têm a preferência da maioria do eleitorado.

Se somarmos as intenções de votos atribuída a Lula (sendo que boa parte será transferida para Haddad), Ciro Gomes e Boulos temos um percentual duas vezes maior que a soma de todos os demais concorrentes (da coalizão golpista e daqueles cujos discursos dúbios, como o caso de Marina Silva, parecem não convencer o eleitor).

Fala-se que o povo está ausente e apático da disputa política. Trata-se, mais uma vez, desses despautérios produzidos por intelectuais conservadores, analistas de botequim da mídia empresarial e por incautos do campo progressista para criminalizar, ainda mais, os setores populares.

A bem da verdade, as significativas intenções de voto nos candidatos do campo democrático-popular são a mais contundente revolução silenciosa do povo que - não obstante o massacre midiático, a seletividade da justiça da Casa Grande, o autoritarismo que ecoa da caserna, os discursos violentos e de ódio dos setores ultraconservadores e antidemocráticos - não se curvou à narrativa golpista e resiste bravamente contrariando os podres e poderosos poderes.

Agora resta saber se o pleito, que é a última e frágil casca da fajuta democracia tupiniquim, será respeitado.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/robsonsavioreissouza/368581/Uma-revolu%C3%A7%C3%A3o-silenciosa.htm

Datafolha: PT é o partido preferido de 21%; PSDB, 3%


Ricardo Stuckert

247 - Em um recorte pouco destacado na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira 14, a preferência partidária dos eleitores confirma-se disparada no Partido dos Trabalhadores, que tem Fernando Haddad como candidato à presidência da República, representando o ex-presidente Lula.

A maioria dos eleitores, de acordo com a pesquisa, "não tem" um partido de preferência (58%). Entre os que citam uma legenda, no entanto, 21% mencionam o PT, contra apenas 3% do segundo colocado, o PSDB. A seguir vem MDB, de Temer, e PSL, de Bolsonaro, com 2% cada, enquanto PDT e PSOL têm 1% cada.

Os números apenas confirmam a falência tucana após o golpe. Nesta semana, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) foi o primeiro tucano de peso a admitir o erro histórico do partido de apoiar o golpe e embarcar no governo golpista de Michel Temer (leia mais).

Confira aqui o relatório da pesquisa Datafolha - os dados sobre a preferência partidária estão na página 19. O instituto foi às ruas nesta quinta (13) e sexta-feira (14), quando entrevistou 2.820 eleitores em 197 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/368892/Datafolha-PT-%