quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Partido governista: Síria não vai tolerar terroristas e base dos EUA em seu território


Soldados da artilharia do exército sírio na província de Idlib, no noroeste da Síria (foto de arquivo)

© Sputnik / Iliya Pitalev

Oriente Médio e África

13:36 17.01.2019URL curta

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A Síria não vai tolerar a presença de forças invasoras e de ocupação em seu território, o que compreende tanto a presença de terroristas na província de Idlib, como a base norte-americana em Al-Tanf, afirmou nesta quinta-feira (17) aos jornalistas o vice-secretário-geral do partido governista Baath, Hilal Hilal.

"Não é de todo culpa nossa que eles [terroristas] estejam aqui. Será que devemos tolerar sua presença na nossa terra? Eles podem abandonar o nosso território e ir para qualquer outro território do mundo. É problema deles. Isso não tem nada a ver conosco. Mas estes grupos têm duas opções: ou abandonar a terra síria, ou enfrentar a força do Exército Árabe Sírio", apontou Hilal.

Militar norte-americano na cidade de Manbij, Síria

© AP Photo/ Hussein Malla

'Esta não é uma luta dos EUA': forças americanas precisam deixar a Síria, diz repórter

De acordo com ele, esse território agora está controlado por organizações extremistas, como a Frente al-Nusra (proibida na Rússia e em vários outros países), apoiadas do exterior.

"Acreditamos que o nosso direito natural é conseguir que todos os grupos terroristas abandonem Idlib, bem como todas as outras partes da Síria", frisou o vice-secretário-geral.

O político apontou que o mesmo se passa com a base norte-americana em Al-Tanf, quando perguntado sobre as intenções de impedir os EUA de preservarem a base no território da Síria.

"A Síria tem o direito natural de defender cada pedaço de sua terra de uma ocupação estrangeira. Isso foi sempre dito pelo presidente sírio, Bashar Assad. E nós acreditamos que qualquer base militar criada em terra síria sem autorização do presidente e do governo sírio é uma presença de forças invasoras e de ocupação", afirmou.

"Nós, sem dúvidas, iremos lutar contra a presença de tais bases em nosso território. Trata-se não somente de bases militares, mas também de indivíduos particulares que estão envolvidos nessa atividade, de formações armadas e de Estados inteiros", ressaltou Hilal Hilal.

Fonte: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019011713128855-siria-terroristas-eua-base-partido-baath/

Gisele Bündchen, brasileira mais conhecida no planeta, pressiona Bolsonaro e ruralistas

 

Fotos: Reuters

247 - Depois de responder indiretamente nas redes sociais aos ataques que sofreu da ministra da Agricultura, Gisele Bündchen, a brasileira mais conhecida e prestigiada no mundo (ao lado de Lula) mandou uma carta nesta quarta-feira (16) para Tereza Cristina (DEM) na qual  responde às críticas. Na segunda-feira, a ministra atacara Gisele, acusando-a criticar o Brasil "sem conhecimento de causa" e dizendo que ela integra o grupo de "maus brasileiros" que se insurgem contra a política ambiental que prevalece no país desde o golpe. Embaixadora da Boa Vontade da ONU para o Meio Ambiente, indicou na carta que a ministra não tem a menor ideia de seu conhecimento e importância no cenário global. O texto é desmoralizante para Tereza Cristina e o bolsonarismo, pois revela que o atual governo está completamente alheio ao que acontece no mundo.

Escreveu Gisele: "Desde 2006 venho apoiando projetos e me envolvendo com causas socioambientais no Brasil (através da doação de parte da renda da venda de produtos licenciados com meu nome a diversos projetos relacionados à água e florestas até o apoio e realização de projeto de reflorestamento de mata ciliar na minha cidade natal). Já visitei a Amazônia algumas vezes e conheci de perto a realidade da região norte de nosso país. Em decorrência do meu trabalho relacionado ao meio ambiente fui convidada para ser Embaixadora da Boa Vontade da ONU para o Meio Ambiente e também pelo presidente da França para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente na Assembleia Geral da ONU nos Estados Unidos, além de ter participado de inúmeros encontros com presidentes de empresas, universidades, cientistas, pesquisadores, agricultores e organizações do meio ambiente, onde pude trocar informações e aprender cada vez mais sobre como cuidar do nosso planeta."

No texto, Gisele demarca distância com os interesses representados pela ministra, os dos ruralistas, grande proprietários de terras, e sua trajetória pessoal e familiar: "Sou uma apaixonada pela natureza e tenho uma conexão muito forte com a terra. Nasci no interior do Brasil, onde a agricultura sempre foi fundamental para a economia e desenvolvimento de todos os municípios do entorno. Meus avós também praticavam agricultura familiar".

Leia a íntegra da carta de Gisele Bündchen

Excelentíssima Senhora Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina

Escrevo respeitosamente à senhora para me manifestar em relação a alguns comentários que foram feitos e que dizem respeito à minha pessoa em sua entrevista no dia 14 de janeiro ao veículo Jovem Pan. Causaram-me surpresa as referências negativas ao meu nome, pois tenho orgulho de ser brasileira e sempre representei meu país da melhor forma que pude.

Primeiramente, gostaria de dividir com a senhora um pouquinho da minha trajetória. Sou uma apaixonada pela natureza e tenho uma conexão muito forte com a terra. Nasci no interior do Brasil, onde a agricultura sempre foi fundamental para a economia e desenvolvimento de todos os municípios do entorno. Meus avós também praticavam agricultura familiar.

Valorizo e prezo muito o papel tão importante que a agricultura e os agricultores têm para o nosso país e nosso povo, mas ao mesmo tempo acredito que a produção agropecuária e a conservação ambiental precisam andar juntas, para que nosso desenvolvimento possa ser sustentável e longevo.

Desde 2006 venho apoiando projetos e me envolvendo com causas socioambientais no Brasil (através da doação de parte da renda da venda de produtos licenciados com meu nome a diversos projetos relacionados à água e florestas até o apoio e realização de projeto de reflorestamento de mata ciliar na minha cidade natal). Já visitei a Amazônia algumas vezes e conheci de perto a realidade da região norte de nosso país. Em decorrência do meu trabalho relacionado ao meio ambiente fui convidada para ser Embaixadora da Boa Vontade da ONU para o Meio Ambiente e também pelo presidente da França para participar do lançamento do Pacto Global para o Meio Ambiente na Assembleia Geral da ONU nos Estados Unidos, além de ter participado de inúmeros encontros com presidentes de empresas, universidades, cientistas, pesquisadores, agricultores e organizações do meio ambiente, onde pude trocar informações e aprender cada vez mais sobre como cuidar do nosso planeta.

Tendo ciência, através de diferentes fontes de informação, do alto grau de comprometimento e irreversibilidade que algumas ações governamentais poderiam trazer ao meio ambiente, como cidadã brasileira preocupada com os rumos da minha nação resolvi, em algumas oportunidades que entendi críticas e merecedoras de atenção, me manifestar.

A Senhora mencionou a grande quantidade de áreas protegidas no Brasil. Lamento, no entanto, ver notícias, como a do final do ano de 2018, com dados do Governo Federal divulgados amplamente na imprensa, que o desmatamento na Amazônia havia crescido mais de 13%, o que representava a pior marca em 10 anos. Um patrimônio inestimável ameaçado pelo desmatamento ilegal e a grilagem de terras públicas. Estes sim são os “maus brasileiros”.

Precisamos usar a tecnologia e todo conhecimento científico a favor da agricultura e da produtividade para que evitemos que novos desmatamentos possam ultrapassar o ponto de não retorno em que a degradação em curso do clima ameno se tornará irreversível.

Vejo a preservação da natureza não somente como um dever ambiental legal, mas também como uma forma de assegurar água, biodiversidade e condições climáticas essenciais para a produção agrícola.

Cara Ministra Teresa Cristina, seu papel como ministra da Agricultura – em um país onde clima, agricultura e floresta têm papel chave para nossa economia – é fundamental. Sei do desafio que tem pela frente e torço para que em seu mandato possam ser celebradas ações concretas que resultem em um Brasil mais sustentável, justo e próspero.

Ficarei muito feliz em poder divulgar ações positivas que forem tomadas neste sentido.

Com respeito,

Gisele Bündchen

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/380636/Gisele-B%C3%BCndchen-brasileira-mais-conhecida-no-planeta-pressiona-Bolsonaro-e-ruralistas.htm

Fux mata no peito e suspende investigação sobre Queiroz


247 - Foi o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) quem mandou parar nesta quarta-feira (16) o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabrício Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele atendeu pedido de Flávio Bolsonaro, deputado estadual e senador eleito pelo Rio, de quem Queiroz foi assessor. As investigações até o momento apontam para Queiroz como caixa do clã Bolsonaro, ao estilo de PC Farias para Collor e do coronel Lima para Temer. Uma filha de Queiroz, Nathalia, trabalhava no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e participava do esquema investigado.

O Coaf apontou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz durante um ano sem que houvesse esclarecimento. Queiroz foi convocado duas vezes a depor pelo Ministério Público do Rio, mas não compareceu, sob o argumento de que tem problemas de saúde. Flavio Bolsonaro foi chamado, mas também não foi.

A decisão de Fux foi assinada nesta quarta-feira (16). O relator do caso, por sorteio, é o ministro Marco Aurélio Mello, mas, em razão do recesso do Judiciário, Fux, ministro de plantão, decidiu. Curiosamente, Fux, que é vice-presidente do Tribunal, assumiu o plantão durante o recesso judiciário no último dia 14 -e tomou a decisão dois dias depois. Durante o plantão, geralmente são decididos apenas casos urgentes. O STF retorna aos trabalhos em 1º de fevereiro, quando o processo deverá ser analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello, que foi sorteado relator para o caso.

O ministro Fux tem se notabilizado por agir com enorme presteza contra o ex-presidente Lula. Foi ele quem em setembro cassou decisão do ministro Ricardo Lewandowski que autorizara entrevistas de Lula à imprensa. O presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, em vez de sustentar a decisão original de Lewandowski, correu em apoio de Fux, numa sequência de decisões que surpreenderam o mundo jurídico.

No exercício da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral tomou decisão em 1º de agosto na qual afirmava haver uma "inelegibilidade chapada" na candidatura do ex-presidente Lula, antes de qualquer julgamento no TSE ou STF. A candidatura de Lula sequer havia sido lançada, o que aconteceu apenas em 4 de agosto.

A mesma velocidade que Fux demonstrou contra Lula demonstra agora na defesa do clã Bolsonaro.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/380671/Fux-mata-no-peito-e-suspende-investiga%C3%A7%C3%A3o-sobre-Queiroz.htm

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

New York Times: leis afrouxadas na capital mundial do assassinato


247 - A repercussão sobre a liberação da posse de armas no Brasil teve impacto negativo no mundo. O jornal americano New York Times escreveu que as leis foram afrouxadas na "capital mundial do assassinato". Já o Financial Times lembrou que 61% dos entrevistados pelo Datafolha em dezembro no país afirmaram ser contra a liberação da posse de armas de fogo. O britânico The Guardian afirmou, com base em um estudo da ONG Sou da Paz, que o volume de registro de novas armas no Brasil aumentou de 3.900 para 33 mil em dez anos.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo sublinha ainda que "os jornais argentinos La Nación e Clarín foram outros que destacaram a medida. ​A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta terça e tem efeito imediato. O texto (...) estende o prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos e cria pré-requisitos objetivos que precisam ser apresentados a um delegado da Polícia Federal para autorização da posse."

"Também limita para quatro a quantidade de armas que uma pessoa pode comprar, com exceção daqueles que comprovarem a necessidade de ter mais do que isso, e exige que aqueles que vivam com crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência apresentem uma declaração de que a residência possui cofre ou local seguro com tranca para guardar o armamento."

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/380481/New-York-Times-leis-afrouxadas-na-capital-mundial-do-assassinato.htm

Gleisi defendeu a paz


Ricardo Stuckert

É tocante ver a preocupação da mídia oligopolizada e da direita brasileira com a democracia .........na Venezuela.

Segundo tais forças, Maduro seria um "terrível ditador", mesmo tendo sido eleito em pleito limpo, porque o judiciário daquele país seria parcial e teria prendido o principal opositor político ao governo.

Isso me soa vagamente familiar. Não sei bem o porquê.

Mas voltemos à Venezuela.

Antes da chegada dos "terríveis bolivarianos" ao poder, não havia democracia alguma na Venezuela. O que havia era mero simulacro de democracia.

O que havia era o Pacto de Punto Fijo. Um pacto oligárquico articulado pelos EUA, pelo qual os partidos tradicionais e conservadores aceitaram alternar-se no poder, sem permitir a entrada de novos partidos. O objetivo, para os EUA, era garantir alguma estabilidade política na Venezuela, diante de sua importância como fornecedora de petróleo.

A realização de eleições presidenciais periódicas apenas entre os dois partidos conservadores (Ação Democrática-AD, de orientação socialdemocrata, e o Comitê de Organização Política Eleitoral Independente-COPEI, de tendência democrata-cristã), fez com que a Venezuela fosse apresentada como um exemplo raro de "democracia na América do Sul".

Tratava-se, é claro, de uma grosseira falácia. A bem da verdade, o sistema político gerado pelo Pacto de Punto Fijo era muito semelhante à política do "café-com-leite" da República Velha brasileira: por trás de uma fachada de democracia, escondia-se um sistema fortemente oligárquico e excludente.

Avalia-se que cerca de 50% da população teria sido excluída do exercício do voto desde os anos 60. Como o registro eleitoral era facultativo e como as zonas de inscrição estavam situadas apenas nas zonas mais prósperas do país, a população mais pobre não participava, na prática, de quaisquer decisões eleitorais. Além disso, o federalismo venezuelano era profundamente autoritário. Cabia ao Presidente da República nomear todos os governadores e prefeitos biônicos, muitos dos quais hoje militam na oposição venezuelana. Apenas em 1989 foram realizadas as primeiras eleições para prefeitos e governadores. Não bastasse, eram comuns as prisões de jornalistas, em razão da publicação de matérias que desgostassem o governo de plantão.

À exclusão política, somava-se a exclusão social e econômica da maior parte da população.

Antes do "cruel e ditatorial" governo bolivariano, a Venezuela, o país com a maior reserva de óleo do mundo, tinha 70% de sua população abaixo da linha da pobreza e 40% do seu povo na pobreza extrema. Isso diz tudo sobre os governos anteriores.

Antes do governo de Chávez, em 1998, 21% da população estavam subnutridos. É isso mesmo. No país que, como Celso Furtado escreveu em 1974, tinha tudo para se tornar a primeira nação latino-americana realmente desenvolvida, 1 em cada 5 habitantes passava fome. Essa era a Venezuela dos "capriles", dos "lópez" e da "oposição democrática".

O principal mérito do chavismo foi ter implodido o conservador e excludente modelo político venezuelano, baseado no Pacto de Punto Fijo. Com Chávez, assim como com Lula, Morales, Rafael Correa e outros, aqueles que não tinham voz e vez passaram a se fazer ouvir e a se fazer cidadãos. Passaram a comer, a se educar, a morar. Deixaram de ser invisíveis, miseráveis anônimos, e passaram a ser sujeitos de direitos.

Para a ONU, a Venezuela passou a ser modelo no cumprimento dos Objetivos do Milênio.

O chavismo, entretanto, foi além e organizou e mobilizou as massas destituídas da Venezuela, bem como passou a dominar setores importantes do aparelho de Estado, como as Forças Armadas e o poder judiciário. Isso acabou privando as oligarquias venezuelanas de seus principais instrumentos de intervenção política. São esses fatores que ajudam explicar a radicalidade do atual processo político venezuelano.

No entanto, o principal fator que induz a radicalidade do conflito da Venezuela é geopolítico.

A Venezuela está sentada na maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo do mundo. Este petróleo está a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas. Em comparação, o petróleo do Oriente Médio está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta.

A própria formação do Estado venezuelano deu-se num contexto de estreita dependência econômica e política dos EUA. Com efeito, a consolidação do Estado Nacional venezuelano embasou-se na exportação de petróleo para o mercado norte-americano, o que levou à Venezuela a desenvolver "relações privilegiadas" com os EUA. Tal dependência estreita econômica e política marcou profundamente a política externa da Venezuela, bem como sua política interna.

Durante praticamente toda história venezuelana pré-Chávez, a Venezuela praticou uma política externa fortemente isolacionista, concentrada nas relações bilaterais com os EUA.

Esse isolacionismo da Venezuela, que privilegiava somente suas relações bilaterais com os EUA, fez até que aquele país aderisse tardiamente ao GATT, à Comunidade Andina e a outros organismos regionais e multilaterais, numa demonstração de total falta de iniciativa própria no cenário mundial.

Pois bem, Chávez implodiu não apenas o Pacto de Punto Fijo. Implodiu também essa política externa extremamente dependente.

De fato, no campo da política externa, Chávez rompeu com o paradigma anterior de país periférico e dependente e investiu na integração regional e no eixo estratégico da geoeconomia e geopolítica Sul-Sul, com destaque para as relações bilaterais com o Brasil, o que acabou conduzindo à adesão da Venezuela como membro pleno do Mercosul, algo que nos beneficia muito.

Ademais, Chávez estabeleceu relações próximas com Rússia, China e Cuba e passou a apoiar experiências políticas que divergiam da ordem mundial dominada pelos interesses dos EUA. Em contraste com o isolacionismo anterior, Chávez fundou a ALBA e criou a Petrocaribe, objetivando fornecer petróleo a preços convidativos para os países daquela região.

Mais recentemente, a Venezuela bolivariana, até mesmo em função do terrível bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, está passando a exportar mais óleo para a China que para o mercado norte-americano.

Assim, no primeiro semestre do ano passado a Venezuela exportou, em média, 566 mil barris por dia para os EUA, a mais baixa exportação média dos últimos 60 anos, ao passo que as exportações para a China, no mesmo período, se situaram em 640 mil barris/dia.

Observe-se que o governo Maduro já acertou com a China um empréstimo de US$ 5 bilhões para aumentar sua exportação em 500 mil barris /dia. Na realidade, a Venezuela, em razão de seguidos empréstimo tomados à China e à Rússia, está comprometendo as sua reservas de óleo àqueles países.

Os EUA, que substituíram o terrorismo pela grande luta pelo "poder mundial" com a China e a Rússia como sua grande prioridade geoestratégica, não estão gostando nada desse cenário que ameaça privá-los da maior fonte de energia do planeta, situada em seu "quintal".

É dentro desse contexto geopolítico que deve ser entendida a hipócrita "preocupação" dos EUA, do Grupo de Lima e do grande democrata Bolsonaro com a democracia venezuelana.

Essa "preocupação com a democracia" levou os EUA a apoiarem o golpe de Estado contra Chávez, em 2002, que quase resultou em sua execução sumária, o "paro petrolero" do período 2002-2003, que, com a suspensão das atividades da PDVSA, controlada então pelas oligarquias venezuelanas, resultou numa contração do PIB de 18%, o processo violento do "la salida", que levou a oposição venezuelana a introduzir uma guerra civil surda na Venezuela e, mais recentemente, um bloqueio econômico e financeiro brutal, somado à promessa de uma intervenção militar naquele país. Tudo muito democrático.

Na realidade, os EUA, seus aliados e a direita latino-americana de um modo geral nunca tiveram e não têm qualquer compromisso histórico com a democracia. Sempre que quiseram, jogaram às favas todos os seus supostos "compromissos" democráticos e promoveram quarteladas e golpes à larga. Apoiaram e apoiam as piores ditaduras, desde que atendam a seus interesses.

Em tempos recentes, tais forças vêm se empenhando na desestabilização de todos os governos e regimes progressistas da região, mediante guerras híbridas, que muitas vezes resultam em "golpes brancos", tal como aconteceu no Brasil.

Nesse cenário, não resulta difícil entender porque a Venezuela não está em situação de normalidade democrática, embora o governo atual esteja muito longe de ser uma ditadura, como apregoam os desinformados. Também não resulta difícil entender porque há uma crise econômica grave naquele país, que penaliza muito seu povo.

A situação, evidentemente, é séria.

Mas o que os EUA e aliados vêm fazendo é apostar no acirramento do conflito, com vistas à derrubada pela força do regime bolivariano.

Trata-se de aposta de alto risco.

O conflito venezuelano tem tudo para se internacionalizar, com os EUA e seus satélites apoiando uma oposição de extrema direita e China e Rússia apoiando os bolivarianos. Teríamos, assim, uma situação de instabilidade crônica muito parecida como a que se desenvolve, há décadas, no Oriente Médio.

Obviamente, isso não é do interesse do Brasil, principal beneficiário da integração regional e do entorno de paz e prosperidade que ela trouxe.

Muitos reclamam da imigração de venezuelanos. Mas tal imigração seria multiplicada, caso ocorra um conflito mais sério.

Por isso, os governos do PT vinham investindo no estímulo à negociação e à solução pacífica das controvérsias, até mesmo em obediência aos princípios constitucionais da nossa política externa. Atuávamos, na Venezuela, como mediadores e facilitadores do diálogo. O próprio Capriles, principal líder da oposição, reconhecia o papel positivo do Brasil, na época. Dizia que só participava das negociações por causa do Brasil.

Nesse sentido, a ida de Gleisi à Venezuela deve ser entendida como uma visita de apoio não propriamente a Maduro, mas à paz e ao diálogo. Ela fez um contraponto à atitude irresponsável e belicista do governo Bolsonaro, que, em obediência cega ao Império, quer incendiar a Venezuela, com consequências desastrosas para o povo venezuelano e para os interesses objetivos do Brasil.

A direita não está preocupada com democracia. Também não está preocupada com o povo venezuelano. Está preocupada com o petróleo e os lucros que ele pode trazer. Se, para isso, tiver que destruir a democracia e provocar uma guerra, que seja.

É muito difícil defender a paz e o diálogo nesse cenário de belicismo e desinformação. Mas Gleisi Hoffmann teve a coragem de fazê-lo.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/marcelozero/380305/Gleisi-defendeu-a-paz.htm

Temer, Moreira Franco, Padilha, Queiróz, Lorenzoni. Cadê o Moro?


Por Ricardo Melo, do Jornalistas pela Democracia

O ministro da Justiça Sérgio Moro é o típico personagem deste governo que espanta o país e o mundo. Quando juiz de Curitiba, posou de valentão e vestiu a fantasia de Torquemada. Um artigo de jornal, um pedalinho e um roupão com iniciais eram suficientes para incriminar o ex-presidente Lula. Em nome de indícios tão "robustos", humilhou o maior líder popular da história do país. Terminou por confinar Lula a uma solitária com base num processo fraudulento, enquanto combinava sua indicação para o gabinete de Jair Bolsonaro. Cometeu uma sucessão de crimes funcionais deliberadamente abafados pela corporação judiciária.

Moro agora está nu. Suas pretensas convicções de limpar o país, como se vê nos dias atuais, não passavam de parolagem para integrar o esquema destinado a destruir a oposição, o PT em particular.

Michel Temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha, para não falar de outros, hoje são cidadãos comuns. Perderam o foro privilegiado que os mantinha a salvo da avalanche de processos de que são alvos. A somar as roubalheiras de que são acusados, a quantia supera em muito os supostos valores de que Lula é acusado, sem provas, de se beneficiar. Deveriam estar respondendo à Justiça a partir de primeiro de janeiro. Mas estão aí, livres, leves e soltos.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

O caso do laranja Fabrício Queiróz é ainda mais escabroso. As evidências de que o cidadão manipulava verbas do povo em favor da famiglia Bolsonaro são claras como a luz solar. Após o vídeo em que o "brother" do clã contracena saltitante com uma haste de soro, embora alegue enfermidades para não depor, a situação dispensa maiores comentários. A título de comparação: quem não se lembra, por exemplo, de que o ex-ministro Guido Mantega foi preso no mesmo hospital Albert Einstein num momento em que sua mulher passava por uma cirurgia de risco? Precisa desenhar?

Do ministério atual nem é preciso se estender. O chefe do meio ambiente é acusado de intermediário em transações irregulares de licenças ambientais. A ministra veneno, da Agricultura, está encrencada com negociatas com a JBS. E o Lorenzoni? Acusado de caixa-dois, foi perdoado por Moro porque "reconheceu" o erro. A sentença mais rápida do oeste. Mas aí apareceu outra denúncia contra o mesmo Lorenzoni. O ministro da Justiça deve achar que "não vem ao caso", como dizia diante dos argumentos da defesa do ex-presidente Lula.

Sérgio Moro desmoraliza-se ainda mais rápido do que quando foi ungido a "faxineiro" de improbidades. Em dobradinha com a procuradora Raquel Dodge e o STF, constitui a turma do abafa o caso. Quando interpelado, ou foge dos jornalistas ou muda de assunto: manda meia dúzia de soldados para o Ceará e não consegue conter o ataque de facções do crime organizado.

Demite funcionários que não podia e que continuam trabalhando pouco se lixando para seus decretos. Passa um vexame internacional no caso Cesare Battisti. Só lhe resta encarregar a mulher de postar twitters para defender as prevaricações do marido.

Quando o próprio ministro da Justiça é o primeiro a encobrir as aberrações e roubalheiras à sua volta, é impossível esperar qualquer coisa de positiva neste governo. Como, aliás, era de se prever. É daí para pior.

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/colunistas/ricardomelo/380378/Temer-Moreira-Franco-Padilha-Queir%C3%B3z-Lorenzoni-Cad%C3%AA-o-Moro.htm

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

PROBLEMAS NO ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA PRAIA DO PREÁ


Cruz. Há meses que a população e visitantes da Praia do Preá, situada no Município de Cruz, há 300 Km de Fortaleza, Litoral Norte do Ceará, vem sofrendo com as constantes interrupções no fornecimento de água da comunidade, que é administrado pela Associação Comunitária do Preá. As donas de casas reclamam que a falta de água é uma constante, havendo período em que há falta de água várias vezes ao dia e quem mora mais distante da caixa d'água diz que são obrigados a conviverem com esta situação diariamente. Os que moram em partes mais elevadas da comunidade ou em apartamentos, são quem mais sofrem com esta situação.

A população reclama que, além das constantes interrupções no fornecimento de água, a cobrança pelo consumo da água é exorbitante. Feito um levantamento, para comparação com os preços cobrados nas comunidades vizinhas, a diferença é astronômica. É comum, consumidores pagarem um determinado valor por um certo período, e de repente chaga uma cobrança com preços altíssimos sem explicações. Quando há reclamação, a explicação é sempre a mesma: "Tem que pagar". É comum contas de R$ 80,00, 200,00, 400,00 Reais ou mais. Há aqueles que consomem mais e pagam menos e vice-versa. Casas fechadas recebem contas altíssimas. Há, até casos de pessoas que não pagam pelo uso da água, conforme podemos constatar em algumas visitas domiciliares que fizemos.

O Sistema de Abastecimento tem mais de 20 anos e foi feito para abastecer 200 famílias, mas, está se aproximando das 2.000 ligações e, diariamente, novas ligações são feitas para atender pousadas, restaurantes e o setor de construção civil. Cada nova ligação que é feita, a situação agrava-se mais

ainda.

As ligações são feitas sem nenhum critério técnico, agravando ainda mais a situação.

Na tentativa de amenizar a situação, a população recorre a prática clandestina de perfuração de poços, pondo em risco a contaminação do lençol freático, pois, estima-se que mais de 100 poços já tenham sido perfurados na comunidade e circunvizinhança.

A vizinha comunidade de Formosa, foi comtemplada com um sistema de abastecimento para atender a 74 famílias, mas houve uma intervenção da diretoria da Associação do Preá e sustou o projeto no valor de R$ 217.000,00, dizendo que ia executar o projeto para beneficiar a comunidade de Formosa e Praia do Preá e apresentou uma dívida de R$ 300.000,00, embora, não tenha sido autorizada pela Comunidade do Preá, pois, se quer foi consultada e jamais concordou com esta despesa.
Mas, vivemos uma realidade bem diferente. Esta água nunca resolveu o problema do Preá, passaram a cobrar pelo uso da água aos consumidores da Formosa, que passaram a pagar valores incompatíveis com as condições de vida das famílias daquela comunidade, além de serem prejudicadas por ficarem sem a reserva de caixa, pois, logo que falte energia, ou que as bombas deixem de funcionar, falta água nas torneiras. Isto não vem agradando a estes consumidores que estão sentindo-se enganados.

Um outro poço foi perfurado dentro da área de rebaixamento do lençol freático do poço já existente, que havia sido purado pelo Governo do Estado em Parceria com a Prefeitura de Cruz para abastecer a comunidade de Formosa,mas como não tinha outorga, nem autorização do proprietário e nem aprovação das comunidades, o serviço foi embargado.

A situação agrava-se mais ainda, porque a diretoria teve seu mandado encerrado em 31 de janeiro do ano passado, sem que houvesse eleição para renovação da diretoria. Fizeram uma simulação de eleição sem o devido comprimento das normas estatutárias. A Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz, não foi informada sobre esta eleição, e ao tomar conhecimento de que havia sido constituída uma comissão eleitoral sem aprovação em Assembleia Geral, conforme determina a Estatuto Social da associação, logo intimou o presidente da referida comissão para fazer os devidos esclarecimentos, mas, ao atender a convocação não comprovou a legalidade da constituição desta comissão.
A Federação emitiu uma nota esclarecendo a população sobre a ilegalidade desta eleição e aguardou o termino do mandado da diretoria para que fosse anunciada a vacância do cargo, mas, como não aconteceu, foi endereçado um oficio ao Presidente da Associação Senhor José Ivan Felix, solicitando a documentação referente a realização da eleição, mas, o mesmo não atendeu ao ofício e nem se manifestou. Isto comprova que, de fato e de direito não houve eleição, tratando-se de uma diretoria ilegítima, sem poderes legais para administrar a associação, embora continue no poder.
Outros problemas agravam mais ainda a situação da associação: Um terreno que havia sido doado pelo Senhor Tarcísio Irapuã Sales para construção de uma escola de artes e ofícios, foi vendido sem o conhecimento dos associados por um valor muito abaixo do preço de mercado, causando indignação entre os associados e a comunidade em geral, embora seja propagado que a venda foi autorizada pela população e de acordo com os doadores, afirmando que o referido terreno não tinha documento. Na verdade, não era de conhecimento dos associados, o terreno tinha documento de doação e os doadores discordaram desta venda. Outro agravante é que, como o imóvel foi doado com uma finalidade de uso, não poderia ter sido vendido. Ao tomarem conhecimento deste fato, os doadores do terreno tentaram contato com o presidente, mas, este não se apresentou e, o caso foi levado para ajustiça.

O sistema de esgotamento sanitário foi destruído e está totalmente abandonado.
Uma quadra de esporte da associação foi abandonada, a ferrugem destruiu os portões, o lixo tomou conta do local que está servindo para criação de animais.

A sede da associação está quase abandonada e cheia de lixo, pois não há serviços de limpeza e conservação de forma regular. Há mais de ano que não se faz uma reunião.

Os associados ou qualquer outro cidadão que precisar de uma informação é negada, inclusive, se souberem que alguém irá a sede para solicitar documentos ou informações, vai encontrá-la fechada. Fato que já se repetiu por várias vezes.

A Federação está ouvindo a população, que vem demonstrando insatisfação com esta situação e querem que haja o afastamento desta diretoria. A Federação está analisando a situação e logo tomará as medidas cabíveis.

Dr. Lima
Presidente da FAC

Personalidades do setor de Recursos Hídricos do Ceará recebem Comenda Zaranza


11/01/2019

Homenagem ocorreu durante Fórum Cearense de Comitês de Bacia, nesta sexta (11)

O segundo dia de atividades do Fórum Cearense de Comitês de Bacia foi de homenagens à personalidades que se destacaram na gestão dos Recursos Hídricos do Estado e na preservação do Meio Ambiente. Os agraciados com a comenda foram indicados pelos integrantes dos Comitês de cada bacia hidrográfica em assembleia geral realizada previamente. Ao todo, 12 pessoas foram homenageadas, entre elas três servidores da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Comenda Zaranza

A comenda Zaranza é também uma homenagem póstuma a Antônio Zaranza, ex-servidor da Cogerh. Zaranza era um dos técnicos mais notados no setor de meteorologia e recursos hídricos do Estado do Ceará. Iniciou a carreira pública em 1974 na Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) e posteriormente integrou os quadros da Cogerh, gerenciando as bacias do interior do estado, cargo que exerceu até os últimos dias de vida.

Veja os homenageados com a Comenda Zaranza 2018

Comitê da Sub- Bacia Hidrográfica do Baixo Jaguaribe
Elieser Reinaldo Bezerra

Comitê da Sub- Bacia Hidrográfica do Médio Jaguaribe
Jucier Leandro Silva Nogueira

Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Banabuiú
Paulo José Gomes Ferreira

Comitê da Sub- Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe
Maria Josefa do Nascimento

Comitê da Sub- Bacia Hidrográfica do Rio Salgado
Francisco de Assis Batista

Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú
Adriana Kamylle Prado Pereira Guarani

Comitê das Bacias Hidrográfica da Região Metropolitana
José Soares da Silva Filho (Dedé)

Comitê de Bacia Hidrográfica do Coreaú
Francisco Jailson Monteiro de Sousa

Comitê de Bacia Hidrográfica do Litoral
Francisco Fábio Menezes Lima

Comitê de Bacia Hidrográfica da Ibiapaba
Jaime Gomes da Fonseca Filho

Comitê de Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús
Francisco Tarcizio Bonfim

Colaboração da repórter Dr. Lima

Nordestino tem até vocabulário próprio

 

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Joba Alves

Fonte: https://www.facebook.com/100001134408474/posts/1910640982317030/

Um possível Pearl Harbour para os EUA no espaço


Pearl Harbor'  espacial dos EUA em alerta - Ataque da China a estação espacial itá mergulhar nos EUA em caos

O próximo projeto espacial da China colocou as autoridades do Pentágono em alerta, já que a futura estação espacial da China poderá acabar com todos os satélites dos EUA e mergulhar o país no caos.

Os EUA estão caminhando para um "Pearl Harbor no espaço", de acordo com importantes autoridades do Pentágono, por temores do poderio militar crescente da China. A China chocou o mundo este mês quando seu módulo lunar Chang'e-4 aterrissou no outro lado da lua pela primeira vez na história da humanidade.

Mas as autoridades de segurança dos EUA estão cada vez mais preocupadas com os próximos passos da China no espaço, em meio a temores de um conflito catastrófico vindo. O pouso lunar da China é apenas o primeiro passo na ambição do país de se tornar um líder em exploração espacial.

Cientistas chineses já haviam declarado as ambições da China comunista de estabelecer uma base lunar tripulada e enviar foguetes nucleares para o espaço. O país está atualmente se preparando para lançar sua própria estação espacial, batizada de Harmony of the Heavens, até 2020.

A estação, controlada por um centro de comando aeroespacial de Pequim, seria capaz de “destruir ou desativar todos os satélites comerciais e de comunicação”. Isso colocará  a energia elétrica dos EUA em perigo - potencialmente acabando com telefones , internet e TVs em todo o país, segundo a RT. Os chineses terão os meios para derrubar os satélites dos quais os militares dos EUA dependem, para reunir informações para guiar mísseis e drones de precisão.

By Jeffery Pritchett

Postado por Um novo Despertar às 10:14 Nenhum comentário:

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Marcadores: China x EUA

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