terça-feira, 31 de maio de 2016

DELCÍDIO CONFIRMA: GEDDEL FOI SEU PADRINHO POLÍTICO NA PETROBRAS

: Em sua delação premiada, Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, disse que Geddel Vieira Lima, articulador político do governo Michel Temer, foi quem indicou Delcídio Amaral para a diretoria de Gás e Energia da Petrobras, no segundo mandato de FHC; ao site Os Divergentes, Delcídio conta como foi nomeado: "Fui indicado pelo Geddel, a pedido do Flavio Derzi, na época deputado pelo PMDB"
31 DE MAIO DE 2016 ÀS 18:05
Por Andrei Meireles, d´Os Divergentes
Em sua delação premiada, Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, disse que Geddel Vieira Lima, articulador político do governo Michel Temer, foi quem indicou Delcídio Amaral para a diretoria de Gás e Energia da Petrobras, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
"Não indiquei Delcídio. É mentira", afirmou Geddel em entrevista à revista Veja. A Os Divergentes, Delcídio conta como foi nomeado diretor da Petrobras:
— Fui indicado pelo Geddel, a pedido do Flavio Derzi, na época deputado pelo PMDB. O senador Jader Barbalho, a quem eu conhecia desde que trabalhei na construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, apoiou a indicação feita por Geddel.
Jader fez mais. Em 1999, como líder do PMDB, era ele quem dava as cartas na CPI dos Bancos. A revista Istoé revelou que o então ministro da Fazenda Pedro Malan estava na sala da presidência do Banco Central quando foi acertada a salvação do banco Marka, do notório Salvatore Alberto Cacciola. Tales Faria e eu trabalhávamos na revista. Jader nos disse que iria convocar Malan.
Um dia, ele me avisa que desistiu da convocação de Malan. E justificou: "O Delcídio vai ser diretor da Petrobras". O toma lá dá cá de sempre.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/235428/Delc%C3%ADdio-confirma-Geddel-foi-seu-padrinho-pol%C3%ADtico-na-Petrobras.htm

Relator do impeachment no Senado pode ser preso a qualquer momento

Anastasia, através de assessores, negou qualquer envolvimento em escândalos durante seu governo. A polícia e o Ministério Público, contudo, parece que não estão muito convencidos disso e podem pegar também o senador e colocá-lo no Xadrez
Da Redação / Imagem: Agência Brasil
Era só o que faltava! O senador golpista Antônio Anastasia (PSDB-MG), responsável por relatar no processo de impeachment possíveis irregularidades do governo Dilma, pode ser preso a qualquer momento.
O motivo refere-se ao fato de o tucano ser fortemente ligado ao também peessedebista Nárcio Rodrigues, preso ontem (30.05) pela polícia, após comprovação de que está envolvido em ilícitos ocorridos durante gestão do senador Anastasia à frente do governo de Minas Gerais.
Nárcio atuou como secretário de Anastasia e é considerado ainda homem de extrema confiança de Aécio Neves, que por sua vez é o padrinho do relator do golpe no Senado.
Anastasia, através de assessores, negou qualquer envolvimento em escândalos durante seu governo. A polícia e o Ministério Público, contudo, parece que não estão muito convencidos disso e podem pegar também o senador e colocá-lo no xadrez.
Caso Antônio Anastasia seja preso devido comprovação de que também está metido nos escândalos que levaram seu colaborador Nárcio Rodrigues à cadeia, ficará cada vez mais evidenciado que o desgoverno Temer não passa mesmo de um blefe golpista.
Aliás, pelas denúncias que existem contra o próprio presidente tampão, ele deveria estar era se defendendo nos tribunais, e não emporcalhando a presidência da república.
Leia mais: http://www.erasooquefaltava.net/news/relator-do-impeachment-no-senado-pode-ser-preso-a-qualquer-momento/
http://www.erasooquefaltava.net/news/relator-do-impeachment-no-senado-pode-ser-preso-a-qualquer-momento/

‘Meu pai dizia que decência e honestidade eram obrigação’, declarou, em votação do impeachment, filho de tucano preso

POR MATEUS COUTINHO E FAUSTO MACEDO
Caio Nárcio, do PSDB de Minas, fez voto emocionado na sessão da Câmara que decidiu pelo processo de afastamento de Dilma; nesta segunda, 30, seu pai Nárcio Rodrigues, ex-secretário do governo Anastasia em Minas, foi preso
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Nárcio Rodrigues, preso nesta segunda-feira, 30 (esq) e seu filho Caio Narcio (dir)
Em abril, em sessão histórica na Câmara, o deputado federal Caio Nárcio, do PSDB de Minas, fez um discurso exaltado e emocionado ao votar pela continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma.
“Por um Brasil onde meu pai e meu avô diziam que decência e honestidade não era possibilidade. Era obrigação. Por um Brasil onde os brasileiros tenham decência e honestidade. Por Minas, pelo Brasil, para os jovens que estão lá fora nas ruas, verás que um filho teu não foge à luta”, afirmou em seu voto, um dos 367 favoráveis ao afastamento da petista, enquanto segurava a bandeira do Brasil.
VEJA O VOTO DE CAIO NARCIO
Na manhã desta segunda-feira,30, foi a vez de a Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar e o Ministério Público de Minas Gerais conversarem sobre decência e honestidade com o pai de Caio, ex-deputado federal e ex-secretário de Estado em Minas na gestão Antonio Anastasia (PSDB/2010 a 2014), Narcio Rodrigues.
Ele foi preso e levado para depor na Promotoria de Minas em uma investigação que apura as suspeitas de desvio de recursos para a construção do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex), erguido pelo governo estadual em Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal e reduto eleitoral de Narcio Rodrigues. A autorização para o início das atividades do centro foi assinada pelo então governador Aécio Neves, hoje senador por Minas e presidente nacional do PSDB, em fevereiro de 2010.
O Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil para apurar as irregularidades na obra.
Silveira disse em nota ao portal G1 que não teve participação no processo licitatório e no acompanhamento da execução de obras. Afirmou também que, caso haja, qualquer irregularidade ou desvio, a posição será sempre de pedir apuração criteriosa e punição dos eventuais culpados.
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/meu-pai-dizia-que-decencia-e-honestidade-eram-obrigacao-declarou-em-votacao-do-impeachment-filho-de-tucano-preso/

Ex-presidente do PSDB de Minas é preso pela PF por suspeita de desvio de 2 bi

Narcio Rodrigues, ex-deputado federal, ex-presidente do PSDB de Minas, de 2004 a 2007 e de 2009 a 2011, e ex-secretário de Ciência e Tecnologia no governo Anastasia, o relator do impeachment de Dilma no Senado, acaba de ser preso em Belo Horizonte.
Sua prisão é fruto de uma operação conjunta da Polícia Militar, do Ministério Público e da Polícia Federal. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas, entre elas Nárcio Rodrigues.
Entre as seis prisões, uma foi realizada em São Paulo. A identidade do preso ainda não foi revelada. A operação, batizada de Aequalis, também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal de Narcio.
O noticiário de Minas Gerais dá conta de que a investigação teria como objeto desvios da ordem de 2 bilhões de reais.
Narcio é um dos homens fortes de Aécio e Anastasia e sua prisão está sendo tratada como uma bomba em Minas Gerais.
A partir de Narcio, pode-se abrir a caixa preta do que aconteceu nos 12 anos de governo tucano no estado.
http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/05/30/homem-de-aecio-ex-presidente-do-psdb-de-minas-e-preso-pela/

STF QUEBRA DE SIGILO TELEFÔNICO DE VALDIR RAUPP

: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou a quebra do sigilo telefônico do senador e vice-presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO) e de outras quatro pessoas por suspeita de envolvimento em casos de desvios e corrupção investigados pela Operação Lava Jato. Decisão de Zavascki foi tomada na última quinta-feira (21), após pedido encaminhado ao STF pela Polícia Federal no início de maio; autorização para a quebra do sigilo dos investigados compreende o período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010
27 DE MAIO DE 2015 ÀS 16:58
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou a quebra do sigilo telefônico do senador e vice-presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO) e de outras quatro pessoas por suspeita de envolvimento em casos de desvios e corrupção investigados pela Operação Lava Jato. Decisão de Zavascki foi tomada na última quinta-feira (21), após pedido encaminhado ao STF pela Polícia Federal no início de maio.
Além da abertura do sigilo telefônico de Raupp, o ministro do STF também estendeu o procedimento em relação a assessora do senador, Maria Cléia Santos de Oliveira, e dos executivos da Queiroz Galvão Othon Zanoide de Moraes Filho e Ildefonso Collares Filho; além do doleiro Alberto Youssef. A autorização para a quebra do sigilo dos investigados compreende o período compreendido entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro daquele exercício.
Raupp é investigado em dois inquéritos no STF. Em um deles, o parlamentar e outros 38 suspeitos são investigados por formação de quadrilha nos casos de desvios verificados na Petrobras. Em um outro inquérito, o peemedebista aparece como suspeito de ter recebido dinheiro desviado de contratos da estatal.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/182648/STF-quebra-de-sigilo-telef%C3%B4nico-de-Valdir-Raupp.htm

Garcia: “Fechar embaixadas é política medíocre”

: Em novo vídeo divulgado pela presidente afastada Dilma Rousseff, o professor Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais, criticou duramente a política externa implementada pelo ministro José Serra no governo interino de Michel Temer; Garcia classificou a ofensiva de Serra contra as embaixadas brasileiras em países da África e do Caribe como "absurdo extraordinário"; "Me parece uma visão preconceituosa, atrasada, visão na qual está presente o conservadorismo do pensamento político brasileiro", afirmou; "Se nós ficarmos focados nesta política medíocre, submissa que está sendo proposta, nós vamos ficar pequenos"; Garcia afirmou que a partir do primeiro governo Lula, o Brasil se notabilizou por se afirmar como potência regional. "Isso significou uma aproximação com países da África e da Ásia, sem que isso significasse uma aliança com nossos aliados tradicionais, como Estados Unidos, União Europeia, e Japão. Afirmamos a identidade da política externa brasileira, sem que isso significasse uma ruptura", afirmou; assista
31 de Maio de 2016 às 13:59
247 - Em novo vídeo divulgado pela presidente afastada Dilma Rousseff, o professor Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, criticou duramente a política externa implementada no governo interino de Michel Temer pelo ministro de Relações Exteriores, José Serra.
Para Maro Aurélio, pensa em fechar embaixadas na África e no Caribe é um "absurdo extraordinário". "É não levar em consideração a importância que a África para a política externa brasileira. Não é somente uma afinidade étnica, é algo que tem a ver com relações econômicas", disse ele. "Me parece uma visão preconceituosa, atrasada, visão na qual está presente o conservadorismo do pensamento político brasileiro. Se nós ficarmos focados nesta política medíocre, submissa que está sendo proposta, nós vamos ficar pequenos", acrescentou.
Garcia afirmou que a partir do primeiro governo Lula, o Brasil se notabilizou por se afirmar como potência regional. "Os traços fundamentais foram a afirmação do Brasil como uma potência regional, mas que quer se associar aos países da América Latina, porque entendeu que está em surgimento um mundo multipolar. Isso significou uma aproximação com países da África e da Ásia, sem que isso significasse uma aliança com nossos aliados tradicionais, como Estados Unidos, União Europeia, e Japão. Afirmamos a identidade da política externa brasileira, sem que isso significasse uma ruptura", afirmou.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/235369/Garcia-%E2%80%9CFechar-embaixadas-%C3%A9-pol%C3%ADtica-med%C3%ADocre%E2%80%9D.htm

Delator, filho de Machado pode implodir todo PMDB

: Gestor de recursos em Londres, Expedito Machado Neto era o operador financeiro do PMDB e decidiu fechar acordo de delação premiada na Lava Jato, assim como seu pai, Sergio Machado; de acordo com pessoas próximas ao caso, as cifras que serão devolvidas por Sergio Machado e seu filho seriam "surpreendentes"; delação já foi homologada pelo ministro Teori Zavascki e pode ser tão devastadora como a do pai, ex-presidente da Transpetro, que já derrubou dois ministros de Michel Temer: Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência
31 de Maio de 2016 às 08:54
247 - Apontado como um dos operadores financeiros do PMDB no Senado, o filho caçula do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Expedito Machado, seguiu os passos do pai e também firmou um acordo de delação premiada com a Justiça no âmbito da Operação Lava Jato. Did, como é conhecido, é responsável por um fundo de investimento em Londres e teve sua delação homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.
A delação premiada de Did pode ser tão devastadora como a do pai, cujos áudios gravados por ele junto a membros do PMDB e da cúpula do governo do presidente Interino Michel Temer levaram à queda de dois ministros em apenas 19 dias de gestão. Enquanto o Sérgio Machado mostrou as ligações da cúpula do PMDB em tirar a presidente afastada Dilma Rousseff do poder e em frear as investigações da Lava Jato, Expedito teria mostrado o caminho percorrido pelo dinheiro desviado de obras e contratos da Transpetro.
O acordo de delação premiada de Sérgio Machado e de Expedito teriam sido firmados após os investigadores terem rastreado operações financeiras ligadas ao grupo que acabaram chegando ao fundo de investimento controlado por Did.
O acordo prevê, ainda, a devolução dos recursos originários do esquema e que foram investidos no fundo controlado por Did. O valor total a ser repatriado, porém, ainda não foi devidamente quantificado, mas investigadores já adiantaram que os valores envolvidos são "surpreendentes".
As informações prestadas por Expedito são avaliadas como mais comprometedoras que os áudios gravados por seu pai e envolvem ainda mais o senador e ministro Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Na semana passada, Jucá deixou Ministério do Planejamento após as gravações mostrarem que ele defendeu o impeachment da presidente Dilma como uma forma de "estancar a sangria" decorrente da Operação Lava Jato.
Nesta segunda-feira (30), foi a vez do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, entregar o cargo após ao áudios mostrarem ele criticando a Lava Jato e orientando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é investigado, sobre como se defender junto à Procuradoria Geral da República (PGR).
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/235298/Delator-filho-de-Machado-pode-implodir-todo-PMDB.htm

Mídia internacional detona governo Temer: ‘manca de um escândalo a outro’

: Queda do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, após a divulgação de uma nova leva de áudios de Sérgio Machado, causa repercussão negativa na imprensa estrangeira; para o The New York Times, jornal mais influente do mundo, a demissão do segundo ministro de Michel Temer em menos de 20 dias "desferiu outro golpe contra um governo que parece estar mancando de um escândalo a outro"; o inglês The Guardian avalia que "a reputação do novo governo interino deslizou de frágil para burlesca" após o episódio; já para o argentino La Nación, "o desgaste político do governo interino se acelera a um ritmo vertiginoso"
31 de Maio de 2016 às 11:04
247 - A queda do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle Fabiano Silveira - o segundo do governo interino de Michel Temer em apenas 17 dias de gestão - foi alvo de duras críticas na imprensa internacional.
O jornal norte-americano The New York Times, o mais influente do mundo, destacou que a saída de Silveira – que aparece em um áudio criticando a Operação Lava Jato e orientando a defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos investigados –"desferiu outro golpe contra um governo que parece estar mancando de um escândalo a outro".
O NYT aponta uma "atmosfera cada vez mais paranoica na capital, Brasília", onde "membros das elites políticas e econômicas estão gravando secretamente uns aos outros para fazer acordos de delação premiada".
O britânico The Guardian, que já publicou reportagens e artigos críticos ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, também observa que "a reputação do novo governo interino deslizou de frágil para burlesca" com a queda do segundo ministro.
"A renúncia de Silveira eleva a pressão sobre o governo de Michel Temer, que encontra dificuldades de sacudir as acusações de que tomou o poder da presidente suspensa Dilma Rousseff com o objetivo de obstruir a maior investigação de corrupção na história do país", destacou a publicação.
Já o argentino La Nación comenta que "o desgaste político do governo interino se acelera a um ritmo vertiginoso" e que a conversa que culminou na saída de Silveira do ministério da Transparência causou "indignação em amplos setores da sociedade brasileira e inclusive em organismos internacionais anticorrupção" (leia mais).
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/235320/M%C3%ADdia-internacional-detona-governo-Temer-%E2%80%98manca-de-um-esc%C3%A2ndalo-a-outro%E2%80%99.htm

DCM: onde estão as pesquisas Datafolha e Ibope?

: Para o jornalista Paulo Nogueira, do DCM, as pesquisas de avaliação de grandes institutos como Datafolha e Ibope sumiram porque "interessava à imprensa minar Dilma. E agora interessa proteger Temer"; "É um momento delicado para os golpistas enfrentarem os resultados certamente péssimos para Temer. Senadores podem achar mais conveniente bater em retirada do golpe caso fique claro que os eleitores desprezam Temer e seu governo de corruptos", afirma
31 de Maio de 2016 às 14:25
247 - O jornalista Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo (DCM), notou nesta terça-feira, 30, a ausência de divulgação de pesquisas de avaliação do governo interino de Michel Temer por grande institutos como o Datafolha e Ibope.
"Na campanha movida contra Dilma pela imprensa, elas foram um elemento vital. Datafolha e Ibope produziam pesquisas em larga quantidade, e elas iam imediatamente dar nas manchetes de jornais, telejornais e o que mais for. Colunistas das grandes empresas jornalísticas — os chamados fâmulos dos patrões — se regozijavam em repercuti-las", afirma.
Segundo Nogueira, as pesquisa sumiram porque "interessava à imprensa minar Dilma. E agora interessa proteger Temer". "É um momento delicado para os golpistas enfrentarem os resultados certamente péssimos para Temer. Senadores podem achar mais conveniente bater em retirada do golpe caso fique claro que os eleitores desprezam Temer e seu governo de corruptos", afirma.
Leia na íntegra o texto de Paulo Nogueira.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/235377/DCM-onde-est%C3%A3o-as-pesquisas-Datafolha-e-Ibope.htm

Relator pede cassação de Cunha no Conselho de Ética

: Na avaliação do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mentiu à CPI da Petrobras ao negar que tenha contas no exterior, por onde recebeu dinheiro de propina, e por isso cometeu quebra de decoro parlamentar; segundo Rogério, 24 horas após a entrega, o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), deve convocar uma reunião para a leitura do documento
31 de Maio de 2016 às 12:11
247, com Agência Câmara - O relator do processo no Conselho de Ética contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado Marcos Rogério (DEM-RO), entregou seu parecer nesta terça-feira 31 ao presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), sugerindo a cassação do peemedebista.
Marcos Rogério assegurou que o documento reproduz o conjunto das provas que foram coletadas no curso da instrução. "Tanto as provas materiais, quanto as provas testemunhais. O nosso relatório leva em consideração o conjunto das provas, mas mesmo discordando da vice-presidência da Casa há respeito a elas", explicou.
Na última quarta-feira (25), o presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, reafirmou que a representação contra Cunha, deve se limitar à denúncia de que ele faltou com a verdade ao dizer que não tinha contas no exterior.
"Tanto o parecer do relator, como a defesa do representado devem limitar-se à única imputação considerada apta no parecer preliminar que admitiu o prosseguimento da representação, qual seja, a omissão intencional de informações relevantes ou prestação de informações falsas", disse Maranhão.
Segundo Rogério, 24 horas após a entrega do relatório, o presidente do colegiado deve convocar uma reunião para leitura do parecer.
Prazos
Marcos Rogério também afirmou que não há motivo para questionamentos por parte da defesa de Cunha sobre os prazos do processo.
"Acho que tem que ter respeito ao processo. É preciso ter respeito ao colegiado, é preciso ter respeito à Casa. O que se julga no Conselho de Ética são atos atentatórios à dignidade do Parlamento. E reclamar de defesa, de prazos, em um processo como esse é atentar contra a dignidade do próprio Parlamento. É querer abusar daquilo que já abusaram ao extremo", criticou.
Marcos Rogério também disse que não espera ser afastado da relatoria do processo contra Cunha. No dia em que se defendeu no Conselho de Ética, Eduardo Cunha afirmou que questionaria junto à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a permanência de Rogério na relatoria do processo em razão da troca partidária.
Rogério saiu do PDT e foi para o Democratas, partido que compunha o mesmo bloco parlamentar do representado. Após o questionamento de Cunha, Marcos Rogério afirmou que não está impedido de ser relator porque, quando assumiu a relatoria, era filiado ao PDT. Esse foi o mesmo argumento usado para destituir o primeiro relator do processo, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), que pertencia ao partido do bloco do PMDB.
"Já retiraram um relator e hoje eles cogitam a hipótese da retirada do novo relator. Argumentos regimentais e do Código de Ética não há, mas ultimamente as decisões estão longe de ter amparo regimental. Como o representado é o presidente e como o que ficou é preposto dele, não dá para ter segurança de nada. Espero que não aconteça para o bem do processo, para o bem da Casa e para a segurança jurídica de todos", afirmou.
Defesa
Cunha alega que não mentiu à CPI da Petrobras, em 2015, porque não se tratava de uma conta no exterior e sim de um truste do qual ele é beneficiário. Ele argumenta que, pela legislação em vigor na época, não precisaria declarar esse fato à Receita Federal.
Eduardo Cunha afirma ser inocente e ressalta não ter cometido nenhuma irregularidade. Cunha diz que foi "escolhido" para ser investigado como parte de uma tentativa do governo Dilma Rousseff de calar e retaliar a sua atuação política.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/235352/Relator-pede-cassa%C3%A7%C3%A3o-de-Cunha-no-Conselho-de-%C3%89tica.htm

‘Dilma deve voltar ao governo para a retomada da democracia’, diz Fontana

LUIS MACEDO: O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) avaliou as duas primeiras semanas do governo interino de Michel Temer e disse que haverá muito trabalho "para retomar a normalidade democrática no País, e recolocar a presidenta Dilma na cadeira de presidenta da República, de onde ela jamais deveria ter saído"; "Um governo que nasce para frear investigações contra a corrupção e cortar políticas sociais, reduzindo as políticas de distribuição de renda que vinham em curso no país é um governo que jamais terá legitimidade"
31 de Maio de 2016 às 14:29
Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) avaliou as duas primeiras semanas do governo interino de Michel Temer e disse que haverá muito trabalho 'para retomar a normalidade democrática no País, e recolocar a presidenta Dilma Rousseff na cadeira de presidenta da República, de onde ela jamais deveria ter saído".
"Um governo que nasce para frear investigações contra a corrupção e cortar políticas sociais, reduzindo as políticas de distribuição de renda que vinham em curso no país é um governo que jamais terá legitimidade. É um governo que não tem condições de resolver os desafios que o Brasil tem pela frente", disse o parlamentar na Câmara dos Deputados.
Segundo o congressista, "estas duas primeiras semanas do governo temporário e ilegítimo de Michel Temer mostram bem que o golpe foi articulado para derrubar a presidente". "Um governo que nasce de um golpe cujo objetivo central é, em primeiro lugar, frear investigações contra a corrupção e, a queda do segundo ministro em duas semanas por grampos que mostram com toda a evidência a articulação do golpe, não pode prosseguir no cargo", defendeu.
O petista reforçou que a presidente Dilma não cometeu crime de responsabilidade". "Portanto a queda de governo construída por uma maioria no Congresso, é um claro e evidente golpe de Estado de caráter parlamentar. Vamos continuar trabalhando para reverter esta situação com todo o vigor e com toda a intensidade", complementou.
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/235378/%E2%80%98Dilma-deve-voltar-ao-governo-para-a-retomada-da-democracia%E2%80%99-diz-Fontana.htm

Empresário diz que pagou propina de R$ 1,5 milhão a aliado de Aécio

: Em delação premiada, o executivo português Firmino Rocha afirmou que a empresa em que trabalhava, a Biotev, pagou propina de R$ 1,5 milhão ao ex-presidente do PSDB de Minas e aliado do senador Aécio Neves, Nárcio Rodrigues, que teve decretada prisão temporária de cinco dias nesta segunda-feira, na operação Aequalis; de acordo com o delator, parte da verba abasteceu ilegalmente campanhas eleitorais
31 de Maio de 2016 às 13:51
Minas 247 - Em delação premiada assinada com o Ministério Público (MP-MG), o executivo português Firmino Rocha afirmou que a empresa em que trabalhava pagou propina ao ex-presidente do PSDB de Minas e aliado do senador Aécio Neves, Nárcio Rodrigues, que teve decretada prisão temporária, de cinco dias, nesta segunda-feira (30), na operação "Aequalis". De acordo com o delator, o suborno teve valor de cerca de R$ 1,5 milhão e parte dele foi destinado ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais. Segundo a Controladoria-Geral de Minas Gerais, os equipamentos foram comprados sem licitação e com superfaturamento de R$ 3,8 milhões. Apesar de terem sido pagos, os equipamentos não teriam sido entregues, gerando prejuízo de R$ 8 milhões ao governo mineiro.
Rodrigues, que na época, ocupava o cargo de secretário estadual de Ciência e Tecnologia do governo do atual senador Antonio Anastasia (PSDB), disse a propina teve origem em contrato superfaturado de venda de equipamentos para o centro de pesquisa mineiro "Cidade das Águas", e parte foi remetida ao paraíso fiscal de Hong Kong em 2014. A auditoria apontou a aquisição do material para o laboratório da "Cidade das Águas" foi montada de maneira que uma empresa do grupo Yser, a Biotev, da qual Firmino chegou a ser presidente, fosse a executora do projeto.
A empresa teria sido a responsável pela organização da cotação de preços que teve como vencedora outra companhia do mesmo grupo, a SRN Comercial Importadora e Exportadora S/A, da qual Firmino também foi diretor. Rodrigues foi um dos coordenadores políticos das campanhas eleitorais estaduais de Anastasia em 2010 e do tucano Pimenta da Veiga, derrotado no pleito de 2014.
A operação Aequalis também prendeu Neif Chala, ex-servidor da Secretaria de Ciência e Tecnologia; Luciano Lourenço, funcionário da CWP Engenharia; Alexandre Horta, engenheiro do Departamento de Obras Públicas; e o português Hugo Alexandre Murcho, diretor Yser e da Biotev.
Outro lado
O PSDB de Minas afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que desconhece detalhes da operação Aequalis deflagrada na segunda (30) e quem "se houver indícios de irregularidades, eles devem ser investigados pelos órgãos competentes". Segundo relato da Folha, o partido ressaltou que "havendo comprovação de crimes" é necessária punição.
Sobre a realização do "Complexo das Águas", a sigla informou que foi um projeto aprovado em 2007 pela Unesco, tendo as obras iniciadas em 2011, paralisadas em 2014 e retomadas este ano.
Quanto ao ex-deputado Nárcio Rodrigues, o partido reitera que ele "não exerceu nenhuma função de captação de recursos financeiros junto à direção estadual do PSDB em campanhas de 2014". A defesa de Firmino Rocha informou que não iria se manifestar sobre o caso.
Em manifestações anteriores, Antonio Anastasia disse que defende que "quaisquer denúncias sejam apuradas pelos órgãos competentes e julgadas na forma da lei". O tucano disse que só tomou conhecimento sobre a investigação da Controladoria-Geral e do Ministério Público da obra iniciada na sua gestão em abril, quando a Folha publicou reportagem sobre o fato.
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/235365/Executivo-aponta-propina-de-R$-15-mi-a-aliado-de-A%C3%A9cio-preso-em-opera%C3%A7%C3%A3o.htm

Caos da era Temer já vira votos no Senado

: Começo turbulento do governo interino de Michel Temer, que já perdeu dois ministros em menos de vinte dias, Romero Jucá e Fabiano Silveira, ambos acusados de atuar nos bastidores contra a Lava Jato, já provoca reviravoltas no Senado; dois parlamentares que votaram pela admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO), já admitem mudar seus votos; "Assim como questões políticas influenciaram muitos votos na primeira votação, todos esses novos fatos políticos irão influenciar também", disse Romário; "Entendo que não há crime de responsabilidade fiscal por causa das pedaladas", reforça Gurgacz; jogo pode estar começando a virar
31 de Maio de 2016 às 07:55
247 – O começo turbulento do governo interino de Michel Temer, que já perdeu dois ministros em menos de vinte dias, Romero Jucá e Fabiano Silveira, ambos acusados de atuar nos bastidores contra a Lava Jato, já provoca reviravoltas no Senado.
Dois parlamentares que votaram pela admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO), já admitem mudar seus votos, na votação fina.
"Meu voto foi pela admissibilidade do impeachment, ou seja, pela continuidade da investigação para que pudéssemos saber se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade. Porém, assim como questões políticas influenciaram muitos votos na primeira votação, todos esses novos fatos políticos irão influenciar também. Meu voto final estará amparado em questões técnicas e no que for melhor para o país", disse Romário.
Gurgacz foi ainda mais assertivo. "O que eu coloquei é que a admissibilidade era uma necessidade, porque a população estava cobrando a discussão. O mérito é outro momento, estamos avaliando. Entendo que não há crime de responsabilidade fiscal por causa das pedaladas, mas a questão é mais pela governabilidade, pelo interesse nacional", afirmou.
Segundo o PDT, o voto de Gurgacz contra o impeachment é uma certeza – e não uma possibilidade. Outro que pode também virar é Cristovam Buarque (PPS-DF).
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/235287/Caos-da-era-Temer-j%C3%A1-vira-votos-no-Senado.htm

Defesa de Lula recorrerá ao STF contra vazamento

: Em nota sobre reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que diz que "Filho de Lula recebeu cerca de R$10 milhões", os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins dizem ser "inadmissível que o vazamento tenha ocorrido antes mesmo que os advogados de Luís Cláudio tivessem acesso ao procedimento, em cumprimento à decisão do Ministro Dias Toffoli"; para eles, trata-se de uma "represália aos advogados que buscam os direitos de seu cliente e ao próprio Ministro"
31 de Maio de 2016 às 12:56
247 - Os advogados da família do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, divulgaram uma nota nesta terça-feira 31 para negar as acusações da reportagem "Filho de Lula recebeu cerca de R$10 milhões", publicada pelo Estado de S. Paulo, e repudiar o vazamento de informações de um processo que eles conseguiram acesso apenas ontem.
"Além da inverdade publicada, é inadmissível que o vazamento tenha ocorrido antes mesmo que os advogados de Luís Cláudio tivessem acesso ao procedimento, em cumprimento à decisão do Ministro Dias Toffoli", afirmou a defesa, em referência ao filho de Lula. Para os advogados, trata-se de uma "represália aos advogados que buscam os direitos de seu cliente e ao próprio Ministro".
O caso "será levado ao Supremo Tribunal Federal para que sejam tomadas as medidas necessárias para apuração da autoria do crime praticado", anunciam. Leia abaixo a íntegra da nota:
A matéria "Filho de Lula recebeu cerca de R$10 milhões" (Estado de S.Paulo edição 31.05.2016) é a prova da materialidade de um crime contra a administração da Justiça. Um dia após ser publicada a decisão do Ministro Dias Toffoli, que finalmente permitiu aos advogados de Luís Cláudio Lula da Silva terem acesso a procedimento relativo à Operação Zelotes, reclamado, sem êxito, desde dezembro de 2015, o jornal vaza ilegalmente dados sigilosos da investigação.
A verdade irrefutável é que Luís Cláudio não recebeu os valores indicados pelo jornal. A empresa Touchodow Promocoes e Eventos Ltda. atua na organização do principal campeonato de futebol americano no País e, para tanto, aufere receitas através de patrocínio e venda de ingressos, como qualquer outra do setor. E foi para esta atividade canalizadas as verbas de patrocínio obtidas na legalidade.
Além da inverdade publicada, é inadmissível que o vazamento tenha ocorrido antes mesmo que os advogados de Luís Cláudio tivessem acesso ao procedimento, em cumprimento à decisão do Ministro Dias Toffoli.
O que deduzir do fato? Aparenta ser uma represália aos advogados que buscam os direitos de seu cliente e ao próprio Ministro, que concedeu a medida com base em entendimento assentado na Corte (Sumula 14). O ocorrido será levado ao Supremo Tribunal Federal para que sejam tomadas as medidas necessárias para apuração da autoria do crime praticado.
Há muito o jornal usa suas páginas para lançar suspeitas indevidas sobre Luís Cláudio. E deve ser registrado que, após ser investigado por aproximadamente um ano no âmbito da Operação Zelotes, não foi identificado qualquer ato ilícito a ele atribuível, pela simples razão de que Luís Cláudio sempre observou a lei.
Quem comete ilegalidade é o veículo de imprensa em sua campanha persecutória e difamante.
Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/235355/Defesa-de-Lula-recorrer%C3%A1-ao-STF-contra-vazamento.htm

Samuel Pinheiro Guimarães: ‘Houve uma conspiração no Brasil’

: Ex-número um do Mercosul, o diplomata Samuel Pinheiro Guimarães nega, em entrevista ao jornal argentino Página 12, que Lula e Dilma tenham implantado uma diplomacia 'ideológica' e adverte, contra as propostas do chanceler interino, José Serra, que "o centro da politica externa brasileira tem de ser a América do Sul; na América do Sul, o Mercosul; no Mercosul, a Argentina. Não compreender isto significa enorme miopia e cultivar o fracasso"; para ele, o governo interino de Michel Temer "é o resultado de uma conspiração"
31 de Maio de 2016 às 12:34
Por Martin Granovsky, da Página/12
Martin: O governo Temer é legitimo?
Samuel: O Governo, interino, de Michel Temer é o resultado de uma conspiração de que participaram, de forma coordenada, os políticos envolvidos em denuncias de corrupção; os políticos e partidos de oposição, como o PSDB, inconformados com a inesperada derrota, por estreita margem, nas eleições de 2014; os políticos e partidos conservadores, do ponto de vista social, como os evangélicos; os meios de comunicação, em especial o sistema Globo, com dezenas de estações de televisão, de rádios, jornais e revistas; o Poder Judiciário, desde o Juiz Sergio Moro, messiânico e disposto a praticar em sua luta contra a corrupção atos ilegais de toda ordem, aos Ministros do Supremo que, podendo e devendo, não o disciplinaram; os interesses estrangeiros que viram, nas dificuldades econômicas, oportunidade de reverter políticas de defesa dos capitais nacionais para promover a redução do Estado e a abertura aos bens e capitais estrangeiros, como o caso da Petrobras, das riquíssimas jazidas de petróleo do pré-sal, do Banco do Brasil e do BNDES; do mercado financeiro, isto é, dos grandes investidores e milionários que são os 71.440 brasileiros cuja renda mensal média é de 600 mil dólares; dos rentistas, temerosos de uma politica de redução das taxas de juros; das associações de empresários como a FIESP, a FEBRABAN, a CNI, a CNA ; dos defensores de políticas de austeridade que visam a redução dos programas sociais, revisão dos direitos dos trabalhadores, equilíbrio fiscal pela redução do Estado, dos programas sociais, dos investimentos do Estado, da fiscalização dos abusos de empresas; e, finalmente, dos deputados, senadores, economistas e jornalistas, intérpretes, porta-vozes e beneficiários destes interesses.
A presidente Dilma Rousseff foi afastada por uma Câmara de Deputados sob a presidência e o comando do notório Deputado Eduardo Cunha, corrupto e afastado, logo em seguida, pelo Supremo Tribunal Federal, que poderia tê-lo afastado antes, e depois por uma Comissão de Senadores e agora, afastada, aguarda resultados da Comissão do Senado e da votação pelo Plenário do Senado que julgará seu impeachment. Neste processo, centenas de deputados e senadores, acusados ou processados por corrupção, votaram pelo processo de impeachment, sem que houvesse nenhuma prova de ato ilícito praticado pela Presidente Dilma.
367 Deputados e agora, eventualmente, 54 Senadores, representantes dos mais conservadores setores sociais, dos indivíduos mais ricos em uma das sociedades mais desiguais do mundo, dos interesses estrangeiros mais vorazes, poderão anular o resultado de eleições em que 54 milhões de brasileiros escolheram a Presidenta Dilma Rousseff e a continuidade de um projeto de desenvolvimento social, econômico e politico do Brasil que se iniciou em 2003, e derrotaram um projeto neoliberal, submisso e reacionário.
A composição do Ministério indicado por Michel Temer, suas ligações ostensivas, e manifestadas publicamente pelos próprios Ministros, com os interesses econômicos e conservadores e as acusações de corrupção que sobre eles pesam indicam perfeitamente o caráter da conspiração que derrubou Dilma Rousseff, cujo objetivo final é a recuperação total do poder nas eleições de 2018.
Martin: Quais chances de Dilma não ser afastada definitivamente, e quais fatores condicionam estas chances?
Samuel: Ainda há grandes possibilidades da Presidente Dilma não ser afastada definitivamente já que o número de Senadores que devem votar pelo seu afastamento é de 2/3, isto é, 54 Senadores em um total de 81.
As manifestações populares, de personalidades e setores significativos contra o governo Temer e seus atos, a favor da democracia e contra o golpe, tem sido cada vez mais amplas e intensas, apesar de a grande imprensa procurar ocultá-las e minimizá-las.
Os elementos fundamentais para evitar o impeachment são a participação do Presidente Lula á frente das manifestações populares, a resistência a cada iniciativa do governo interino apresentadas ao Congresso e a mobilização e coordenação das ações das organizações sociais.
Martin: Em suas diretrizes de política externa, o ministro José Serra definiu que a diplomacia não seria "ideológica", nem estaria a serviço de um partido político. Qual sua opinião a respeito?
Samuel: A politica exterior do Brasil tem de se fundamentar nos objetivos de soberania, de integridade territorial, de desenvolvimento econômico, social e politico e se guiar pela Constituição que, em seu artigo 4, define os princípios da politica externa e, entre eles, o objetivo de promover a integração latino americana.
A politica externa do Brasil tem de considerar, de um lado, a localização geográfica do país, com seus doze Estados vizinhos; as assimetrias entre o Brasil e seus vizinhos; suas extraordinárias dimensões territoriais, de população, de desenvolvimento econômico; suas disparidades de toda ordem; seus enormes recursos naturais e , de outro lado, e simultaneamente, as circunstâncias de um mundo em que se verifica grande concentração de poder econômico, politico e midiático, com gigantescas multinacionais, com políticas de restrição ao desenvolvimento econômico e tecnológico, com as Grandes Potências em crise econômica prolongada e com uma disputa velada por hegemonia entre os Estados Unidos e a China.
A politica externa dos governos do PT se orientou, com firmeza e coerência, pelos princípios de autodeterminação, de não intervenção, de cooperação com os países subdesenvolvidos, de integração da América do Sul, e pelos objetivos de luta pela desconcentração de poder em nível mundial e pela multipolarização, pelo multilateralismo e contra o unilateralismo das Grandes Potências, pela defesa da paz e pelo desarmamento dos países altamente armados, pelo direito ao desenvolvimento, pelo luta contra o aquecimento global, pelo desenvolvimento econômico, contra a pobreza.
Assim, na América do Sul foram mantidas relações de cooperação e de respeito politico com governos tão distintos quanto os da Colômbia, do Peru, do Chile, da Venezuela, da Argentina, do Uruguai, do Paraguai etc.
Com os Estados Unidos, foi mantida uma política de cooperação, como no caso do etanol; de respeito mútuo, como no caso da Rodada de Doha, e de divergência, sempre que necessária, como no caso da ALCA. As relações com o Brasil foram consideradas pelo governo americano de grande importância, como se pode inferir dos comentários do Presidente Obama sobre o Presidente Lula.
Com a Europa, o grau de cooperação pode ser demonstrado pelo acordo de parceria estratégica com a União Europeia, tipo de acordo que a União Europeia tem com pouquíssimos países, tais como os Estados Unidos e a China; pelo programa de construção e transferência de tecnologia do submarino nuclear com a França; pela aquisição, construção e transferência dos aviões de combate Grippen.
As relações com a China, a grande Potência emergente, são de grande importância como demonstra o fato de a China se ter tornado o principal parceiro comercial do Brasil, com crescentes investimentos no país, dos acordos celebrados com a China, prevendo operações de valor total superior a 54 bilhões de dólares, da participação, politica e econômica do Brasil, nos BRICS, no Banco dos BRICS, no Acordo de Reservas e no Banco Asiático de Infraestrutura.
Nas Nações Unidas, a luta pela reforma da Organização pela ampliação e democratização de seu Conselho de Segurança, em companhia da Índia , do Japão e da Alemanha; a participação nas conferências de natureza social e econômica; a criação do Conselho de Direitos Humanos e a luta contra a utilização seletiva e política dos direitos humanos.
No Oriente Próximo, o Brasil procurou se aproximar dos países árabes através das reuniões entre a América do Sul e países árabes, com excelentes resultados políticos e econômicos para todos que delas participaram. Ao mesmo tempo, o Brasil reconheceu a Autoridade Palestina como Estado, condenou os ataques a Gaza e os atentados terroristas, de qualquer procedência em qualquer lugar. A iniciativa do Brasil e da Turquia de negociação exitosa do acordo com a Turquia mostrou a capacidade da politica externa brasileira de conseguir soluções onde outros Estados tão mais poderosos haviam fracassado durante tanto tempo.
Com a África, os governos do PT desenvolveram uma política externa cujos fundamentos eram a dívida histórica do Brasil para com os povos africanos e as possibilidades de entendimento e cooperação politica e econômica devido ao fato de ser o Brasil ter sido também uma colônia e nunca um pais imperialista; subdesenvolvido porém com êxitos importantes em setores como a agricultura de cerrado e a saúde; da contribuição cultural, econômica, étnica e religiosa das populações africanas para a construção da sociedade brasileira. Na área política, o interesse de cooperar em questões relativas à segurança do Atlântico Sul, a negociação sobre meio ambiente, florestas e mega-diversidade, e sobre comércio na OMC e outros foros.
Toda a politica brasileira foi baseada nos princípios de não intervenção, de autodeterminação e de cooperação respeitosa, sem tentativas de ensinar a nenhum Estado, país ou sociedade como deve se organizar, politicamente ou economicamente.
Tudo isto prova cabalmente, para quem conhece um mínimo de historia e de politica internacional para além do que diz a mídia e dos preconceitos partidários, que a política desenvolvida pelo Governo brasileiro desde 2003 não foi nem ideológica nem partidária nem visou beneficiar os interesses de um partido, no caso o PT.
Martin: A América do Sul terá de iniciar uma etapa de acordos de livre-comércio?
Samuel: O centro da politica externa brasileira tem de ser a América do Sul; na América do Sul, o Mercosul; no Mercosul, a Argentina. Não compreender isto, significa enorme miopia e cultivar o fracasso.
Um dos principais objetivos do Brasil e de sua politica externa é construir condições que sejam propicias ao seu desenvolvimento econômico, social e politico.
O desenvolvimento econômico e social de um pais como o Brasil, que tem 85 % de sua população urbana; com uma agricultura que não emprega mão de obra em grande escala; com um setor de serviços subdesenvolvido; com grande necessidade de geração de empregos para absorver o crescimento da força de trabalho e os estoques de mão de obra subempregada, como são os 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família, cujo rendimento mensal é inferior a 77 reais, isto é, a 20 dólares por mês, tem de ser baseado na industrialização, no setor industrial, base do desenvolvimento de todos os setores da economia.
Pensar em construir uma economia e uma sociedade com base na agricultura apenas é um absurdo técnico, politico e social.
A industrialização necessita de mercados seguros que são os mercados regionais através de acordos que estimulem o desenvolvimento das empresas de capital nacional e atraiam empresas estrangeiras e da ação do Estado para construir a infraestrutura e complementar a iniciativa privada.
Este mercado na América do Sul é o Mercosul, com sua tarifa externa comum.
Os países industrializados que desejam escapar de suas crises através das do aumento de suas exportações desejam eliminar a tarifa externa do Mercosul e suas possibilidades de desenvolvimento industrial e para isto acenam, junto com seus arautos internos, com a celebração de acordos de livre comércio, que significariam, logicamente, o fim do Mercosul .
O acordo Mercosul- União Europeia seria, em realidade, o primeiro de uma série de acordos de livre comércio com os Estados Unidos, a China o Japão, em que, de um lado, os países do Mercosul, em especial Brasil e Argentina, abririam totalmente seus mercados para os produtos industriais europeus, e em seguida americanos, chineses e japoneses muito mais competitivos e avançados, dariam assimétricas concessões em compras governamentais, e outras concessões, e, em troca, receberiam concessões, irrisórias, em produtos agrícolas.
Mesmo que as concessões europeias correspondessem ao fim de todos os subsídios que concedem a seus agricultores europeus e de todos os obstáculos as exportações agrícolas do Mercosul, o acordo com a União Europeia seria tremendamente prejudicial aos objetivos de desenvolvimento industrial do Brasil e da Argentina e também do Uruguai e Paraguai.
Os acordos de livre comercio tão defendidos pela mídia, pelos acadêmicos, pelos importadores e pelos países desenvolvidos significam o fim do Mercosul, que é um instrumento importante de promoção do desenvolvimento industrial e, portanto, econômico de nossos países.
Seria necessário mencionar a UNASUR, a linha de transmissão no Paraguai e tantos outros temas como o FOCEM, mas o espaço não permite.
Via Carta Maior
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/235354/Samuel-Pinheiro-Guimar%C3%A3es-%E2%80%98Houve-uma-conspira%C3%A7%C3%A3o-no-Brasil%E2%80%99.htm

Nenhum chefe de Estado ligou para Temer

: O deputado Enio Verri (PT-PR) observa que, até agora, nenhum chefe de Estado mundial telefonou para reconhecer o “presidente” interino Michel Temer (PMDB); “A Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Papa e dezenas de chefes de Estado não reconhecem a interinidade de Michel Temer”, afirma; segundo ele, "o Brasil vive uma fascista e preocupante inversão de valores políticos e jurídicos"
31 de Maio de 2016 às 11:43
Blog do Esmael - O deputado Enio Verri (PT-PR) observa em sua coluna desta terça-feira hoje (31) que, até agora, nenhum chefe de Estado mundial telefonou para reconhecer o “presidente” interino Michel Temer (PMDB). “A Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Papa e dezenas de chefes de Estado não reconhecem a interinidade de Michel Temer”, discorre o colunista.
Leia abaixo a íntegra do artigo:
Até agora, nenhum Chefe de Estado mundial telefonou para Michel Temer
O Brasil vive uma fascista e preocupante inversão de valores políticos e jurídicos, segundo os quais, os avanços sociais, econômicos e políticos dos últimos 13 anos são passíveis de questionamentos por parte de uma elite que se beneficiou do desenvolvimento brasileiro e, agora, nega os avanços. Tudo em nome de uma ordem político-econômica neoliberal, que arquitetou um golpe de Estado revestido de legalidade
Desde 2012, quando a crise econômica de 2008, que atingiu as maiores econômicas do mundo nos alcançou, a oposição desenhou os piores cenários para sua existência. O avanço da popularidade dos dois governos PT não parava, apesar da desaceleração da economia e a política de “quanto melhor, pior”, defendida pelos partidos oposicionistas.
O governo Dilma enfrentou a crise com estímulo à empregabilidade, por meio de todo tipo de renúncia fiscal possível, para o Brasil seguir produzindo. Chegamos ao fim de 2014 com 4,9% de desemprego, mas deputados e sanadores não puderam contribuir com, por exemplo, o fim da desoneração da folha de pagamento, sem perda de empregos. O posicionamento do governo em relação a operação Lava Jato foi de discrição e sem uma única interferência. Fato reconhecido pelo Ministério Público Federal (MPF).
De outra parte, o governo Dilma investiu na ampliação e no aprofundamento dos programas sociais e reforçou a participação do Brasil no Mercosul e no BRICS. O Brasil é, segundo Obama, uma liderança mundial. Em 2012, o Fundo Monetário internacional (FMI) estimava as participações de contribuição para o crescimento econômico mundial, em 56% do bloco BRICS e 9% do bloco G7.
Com fortunas energéticas incalculáveis para a geopolítica mundial, o Brasil e sua jovem democracia foram submetidas a um golpe e constrangimento internacional. Os 367 deputados, apoiadores da ruptura democrática, causaram um indisfarçável mal estar. A maior parte dos países das Américas Latina e Central e do Caribe acusou o processo em curso e nenhum chefe de Estado do mundo telefonou para cumprimentar o novo “presidente”.
O mais evidente complexo terceiro-mundista foi expresso pelo ministro interino do Exterior, José Serra (PSDB), ao visitar a Argentina sem ser convidado por não ser reconhecido, como governo legítimo. O Brasil foi imperialista. E Serra, em sua posse, no Itamaraty, deixou claro que não quer relações com países bolivarianos, como a Venezuela, a Bolívia, o Equador.
Em uma atitude arrogante e de mau jeito, os golpistas colocam em risco uma aliança de desenvolvimento e paz, construída há mais de 10 anos. A Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Papa e dezenas de chefes de Estado não reconhecem a interinidade de Michel Temer. O mundo está estarrecido com o atraso político em mais de 40 anos.
*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.
http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/235332/Verri-nenhum-chefe-de-Estado-ligou-para-Temer.htm

Delação premiada de Genu pode afundar o PP de vez

: Ex-assessor do partido, João Claudio Genu, que já foi condenado no processo do 'mensalão', deverá fechar um acordo delação premiada; caso isso se confirme, o PP, que já enfrenta maus bocados com a delação premiada feita pelo ex-presidente da legenda Pedro Corrêa, poderá ser ainda mais sacrificado; legenda é a que mais possui parlamentares envolvidos no esquema de corrupção e desvios na Petrobras
31 de Maio de 2016 às 11:56
247 - O ex-assessor do PP João Claudio Genu – condenado na Ação Penal 470 e preso na 29ª fase da Operação Lava Jato - deverá fechar um acordo delação premiada.
Caso isso se confirme, o PP, que já enfrenta um pesadelo politico coma delação premiada, feita pelo ex-deputado e ex-presidente da legenda Pedro Corrêa, poderá ser ainda mais sacrificado.
O PP é o partido que mais possui parlamentares envolvidos no esquema de corrupção e desvios na Petrobras.
Genu foi preso pela Lava Jato no dia 23 de maio sob suspeita de ser um dos beneficiários do PP no esquema de corrupção na Petrobras. Ele foi citado em delações feitas pelo doleiro Alberto Youssef e pelo operador do PMDB Fernando Baiano.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/235345/Dela%C3%A7%C3%A3o-premiada-de-Genu-pode-afundar-o-PP-de-vez.htm

Superdelação da Odebrecht deve atingir 50 políticos

:
Empreiteira comanda por Marcelo Odebrecht, preso há quase um ano, formalizou sua delação premiada na última quarta-feira, segundo informa a jornalista Mônica Bergamo; empresa se comprometeu a detalhar o financiamento de todas as campanhas recentes que financiou, o que atinge tanto a chapa Dilma-Temer como Aécio-Aloysio, na disputa presidencial de 2014; além disso, o pai de Marcelo, Emílio Odebrecht, também deve participar das delações; ao todo, devem ser citados cerca de 50 políticos, de partidos como PT, PMDB e PSDB
31 de Maio de 2016 às 05:12
247 – A Odebrecht, maior empreiteira do País, formalizou na última quarta-feira seu acordo delação premiada, segundo informa a colunista Mônica Bergamo.
Segundo ela, além de Marcelo Odebrecht, preso há quase um ano em Curitiba, até mesmo seu pai, Emílio Odebrecht, deve prestar depoimentos ao Ministério Público.
A delação, diz Mônica, não será seletiva. "A empreiteira se comprometeu oficialmente a detalhar o financiamento de todas as campanhas majoritárias de anos recentes com as quais colaborou – como as de Dilma Rousseff a presidente da República e Michel Temer vice e a de Aécio Neves a presidente, em 2014. Ou seja, nenhum dos grandes partidos (PT, PSDB e PMDB) deve ser poupado", diz ela.
Mônica informa ainda que não há nada de concreto sobre eventual acusação contra a presidente temporariamente afastada Dilma Rousseff. "O tema não foi ainda abordado oficialmente com o Ministério Público Federal", informa.
"O termo assinado pela Odebrecht e pelos procuradores não define o número exato dos executivos que devem delatar. Mas ele pode chegar a 50", diz ainda a jornalista.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/235260/Superdela%C3%A7%C3%A3o-da-Odebrecht-deve-atingir-50-pol%C3%ADticos.htm

Privatização do Fies aumentará custo de financiamento para estudantes

: Ministro da Educação, Mendonça Filho, tem sinalizado que quer a entrada dos bancos privados no financiamento estudantil; atualmente, o programa é feito pelo Banco do Brasil e Caixa, com taxas de administração que variam entre 1,5% e 2% ao ano; para abrir o Fies à iniciativa privada, MEC vai precisar aumentar as taxas de administração do programa, o que implicará em que os alunos paguem mais pelo financiamento; Fies é responsável por mais de 30% das matrículas no ensino superior privado no país
31 de Maio de 2016 às 11:20
247 - O ministro da Educação, Mendonça Filho, tem sinalizado que quer a entrada dos bancos privados no financiamento estudantil. A informação, veiculada nesta terça-feira, 30, na coluna "Lauro Jardim", significa, na prática, aumento do custo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para os alunos beneficiários do programa.
Além disso, representa a privatização de parte do Fies. Atualmente, o programa é feito exclusivamente por bancos públicos: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. As taxas de administração, que variam entre 1,5% e 2% ao ano, são muito menores do que as aplicadas no mercado em programas privados de financiamento estudantil.
Para abrir o Fies à iniciativa privada, Mendonça Filho vai precisar aumentar as taxas de administração do programa, o que implicará em que os alunos paguem mais pelo financiamento realizado. O governo Dilma Rousseff descartou, em março, a entrada de bancos privados do Fies.
Na ocasião, representantes da Febraban informaram ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde), órgão vinculado ao Ministério da Educação, que consideravam as taxas de administração do programa muito baixas. Ao longo da negociação, a Febraban também considerou o perfil dos beneficiados de alto risco.
Mais de 2,2 milhões de pessoas já tiveram acesso ao ensino superior no Brasil por meio do Fies. Só no primeiro semestre deste ano, foram oferecidas 250 mil vagas no programa. O Fies é responsável por mais de 30% das matrículas no ensino superior privado no país.
De acordo com as regras atuais, podem se inscrever para concorrer a um contrato do Fies o estudante que fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obteve média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos, além de nota na redação diferente de zero.
Além disso, é critério possuir renda familiar mensal bruta per capita de até dois salários mínimos e meio. Não pode participar do programa quem já tem um diploma de ensino superior.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/235328/Privatiza%C3%A7%C3%A3o-do-Fies-aumentar%C3%A1-custo-de-financiamento-para-estudantes.htm

Líder do PT denuncia dez ministros de Temer à Comissão de Ética

: Deputado Afonso Florence (PT-BA) encaminhou nesta terça-feira, 31, à Comissão de Ética Pública da Presidência da República pedido de abertura de procedimento administrativo com sugestão de exoneração do cargo contra dez ministros do governo interino de Michel Temer; Florence lembra que dos 24 ministros nomeados, oito são deputados e três senadores, que "se valeram do cargo para fins particulares", ao votarem a favor do afastamento da presidente Dilma e negociarem cargos no futuro governo interino; "Agentes públicos devem pautar-se pelos princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade, eficiência, moralidade e probidade", diz
31 de Maio de 2016 às 10:45
Bahia 247 - O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), encaminhou na manhã desta terça-feira (31) à Comissão de Ética Pública da Presidência da República denúncia contra dez ministros do governo interino de Michel Temer. Ele pede a abertura de procedimento administrativo para a aplicação de advertência com sugestão de exoneração do cargo. O líder entende que todos eles violaram tanto a Constituição Federal como o Código de Conduta da Administração Federal.
Os ministros citados na representação são Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), José Serra (Relações Exteriores) , Bruno Araújo (Cidades), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil), Mendonça Filho (Educação ), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Ricardo Barros (Saúde), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Ronaldo Nogueira (Trabalho). Serra é ainda objeto de uma representação à parte por medidas tomadas desde que assumiu, interinamente, o Itamaraty. O ex-ministro interino do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), também é citado no documento.
Na representação, Florence lembra que dos 24 ministros nomeados pelo presidente interino Michel Temer, onze – para os quais pede o processo por parte da Comissão de Ética – oito são deputados e três senadores. Ele entende que eles se valeram do cargo para fins particulares, ao votarem a favor do afastamento da presidente Dilma e, ao longo de todo o processo, negociarem cargos no futuro governo interino. A lei 8112/90 veda essa prática, observa Florence.
"A votação no processo de impeachment , que deveria ser jurídica e feita com base no interesse público, foi motivada por interesses pessoais e políticos, como denota o fato de os requeridos terem sido empossados como ministros de Estado imediatamente após a votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff", alega o líder do PT. Florence citou várias matérias da imprensa que dão contam de que Temer negociava abertamente cargos e ministérios com vários políticos em troca de votos favoráveis ao afastamento da presidenta legitimamente eleita.
Segundo o líder, o princípio da moralidade administrativa está consolidado no artigo 37 da Constituição Federal como mandamento indispensável aos atos de todos os poderes da União, estados, Distrito Federal e municípios. O Código de Conduta da Alta Administração Federal, aplicado aos ministros de Estado, visa, entre outras coisas, ''estabelecer regras básicas sobre conflitos de interesses públicos e privados", afirma Florence.
Esse mesmo código estabelece que agentes públicos devem ''pautar -se pelos princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade, eficiência, moralidade e probidade". A sua inobservância acarreta ao agente público, sem prejuízo de outras sanções legais, a censura ética ou exoneração do cargo em comissão ou dispensa da função de confiança.
Florence cita que o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, de 1994, veda ao servidor usar o "cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer favorecimento para si ou outrem". Cita também a lei 12.813/13, que dispõe sobre conflitos de interesses no exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo Federal. Por isso, o líder pede a sanção dos ocupantes dos cargos de ministro, à exceção de Romero Jucá, exonerado do Ministério e a quem pede advertência da Comissão de Ética.
Itamaraty- Quanto ao ministro interino das Relações Exteriores, José Serra, Florence questiona o fato de ter votado a favor do impeachment e horas depois assumir o cargo de chanceler. Para o líder, Serra devia ter atuado como magistrado e nunca podia ter aceitado o convite para ser ministro. "Deveria agir com imparcialidade, recusando articulações espúrias que pudessem conferir benefícios pessoais".
Há outras faltas de Serra que mereceram a representação à parte. Florence denunciou à Comissão de Ética que Serra tratou de ''conferir tom nitidamente ideológico à sua gestão ao constranger seus subordinados a aderirem a uma visão especifica dos fatos políticos recentes no País'', conforme farto material da imprensa.
O líder se refere a instruções de Serra para que o corpo diplomático brasileiro combata , no Brasil e no exterior, a tese que não houve um golpe no País, para tirar a presidenta Dilma do cargo. Para Florence, ao usar o cargo para impor esta visão, Serra ''atentou contra a moralidade administrativa, desvirtuando os papéis que deve ter o condutor da política exterior brasileira". Trata-se do uso de seu poder para "tentar fazer prevalecer uma versão que lhe é pessoalmente mais benéfica", constrangendo o corpo diplomático brasileiro a assumir posição que correspondente "unicamente aos desígnios partidários" de Serra. Essas faltas, pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal, resultam em advertência e exoneração do cargo.
http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/235322/L%C3%ADder-do-PT-denuncia-dez-ministros-de-Temer-%C3%A0-Comiss%C3%A3o-de-%C3%89tica.htm

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Você não vai se decepcionar com os sabores


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domingo, 29 de maio de 2016

TEMER SE ENCONTRA COM GILMAR E REVOLTA PT

: O presidente interino Michel Temer se reuniu, na noite de ontem, com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que assumiu a presidência da turma que irá definir quais processos sobre políticos envolvidos na Lava Jato entrarão na pauta da corte; oficialmente, o encontro noturno e num fim de semana visava discutir o orçamento do Tribunal Superior Eleitoral, presidido por Mendes, mas o PT bateu duro; "Mídia covarde e domesticada acha normal encontro de juiz com investigado sábado à noite em Brasília", disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS); "Uma única pergunta revela a hipocrisia sem limites. E se fosse o Lula ou a Dilma, como teria sido a cobertura da imprensa?? Gilmar Mendes faz questão de mostrar quem está no comando. Sua coragem e autoridade só afina quando surgem os nomes de Eduardo Cunha ou Aécio Neves"
29 DE MAIO DE 2016 ÀS 06:14
Brasília 247 – O presidente interino Michel Temer recebeu, na noite de ontem, no Palácio do Jaburu, em Brasília, uma visita inesperada do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes.
Além de relator no TSE processo que analisa as contas da campanha da chapa Dilma-Temer, Gilmar assumirá, no dia 31, a presidência da Segunda Turma do STF, que é responsável pelo julgamento da maioria dos inquéritos que investigam a participação de políticos no esquema investigado pela Operação Lava Jato.
Será ele, por exemplo, o responsável por definir a pauta da turma, selecionando quais políticos terão seus casos julgados. Gilmar tomou decisões polêmicas recentemente, ao decidir que nada sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deveria ser investigado, a despeito dos pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo a assessoria de Temer, o encontro do presidente interino com o ministro, ocorrido num sábado à noite, visava tratar do orçamento para as eleições municipais.
Para integrantes do PT, como o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a explicação não fica de pé. Eis o que ele postou no Facebook:
Mídia covarde e domesticada acha normal encontro de juiz com investigado sábado à noite em Brasília
O interino Golpista Michel Temer é citado por delatores da Lava Jato. O interino ilegítimo responde junto com Dilma a uma ação no TSE que questiona as contas da campanha de 2014. Gilmar Mendes preside o TSE e terça feira, assumirá a turma do STF que julgará os acusados da Lava Jato.
Temer estava em SP e retornou as pressas à Brasília. Os dois se encontraram sábado à noite no Jaburu. A mídia covarde acha normal.
Uma única pergunta revela a hipocrisia sem limites. E se fosse o Lula ou a Dilma, como teria sido a cobertura da imprensa?? Gilmar Mendes faz questão de mostrar quem está no comando. Sua coragem e autoridade só afina quando surgem os nomes de Eduardo Cunha ou Aécio Neves.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/234934/Temer-se-encontra-com-Gilmar-e-revolta-PT.htm

Governo Dilma foi o que mais combateu a corrupção, diz Datafolha

Datafolha: brasileiros consideram que o governo Dilma foi o que mais investigou a corrupção desde a redemocratização. Ainda segundo o levantamento, foi no atual governo que os corruptos mais foram punidos

governo dilma combate corrupção brasil
(Imagem: Ichiro Guerra)
De acordo com pesquisa Datafolha divulgada na edição deste domingo (7) do jornal Folha de S.Paulo, 46% dos entrevistados acham que, desde a redemocratização brasileira, o governo da presidenta Dilma Rousseff foi a gestão em que mais se investigou a corrupção. Em segundo lugar vem o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 16%.
Na terceira posição, ficou o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve 11% dos votos. Atrás dele, vem o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, com apenas 4% dos pesquisados. Em último lugar, com 1%, ficou o governo do ex-presidente Itamar Franco.
Ainda segundo o levantamento, também foi no governo da presidente Dilma que os corruptos foram mais punidos, de acordo com 40% dos entrevistados.
O governo Collor aparece em segundo com 12%, seguido pelo governo Lula, com 11%. Entre os governos em que a corrupção foi menos punida está o dos ex-presidentes Fernando Henrique (3%) e José Sarney (2%).
Índice de aprovação
Além do Datafolha, o Ibope também divulgou um levantamento a respeito de avaliações do atual governo neste domingo. Dilma conseguiu manter exatamente os índices de aprovação que detinhas nas vésperas do segundo turno, em 27 de outubro. O governo é considerado ótimo e bom por 42% do público, enquanto 24% veem a administração com ruim ou péssima.
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http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/12/governo-dilma-foi-que-mais-combateu-corrupcao-diz-datafolha.html

Luizianne Lins é pré-candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza

Aprovada em reunião municipal, candidatura será oficializada na convenção do partido. A ex-prefeita afirmou que vai solicitar uma reunião com o governador Camilo Santana para tratar da decisão
Encontro do PT deve decidir hoje nome que representará o partido na eleição municipal ( Foto: William Santos )
Em encontro neste sábado (28), a deputada federal e ex-prefeita da Capital Luizianne Lins foi escolhida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como pré-candidata da legenda à Prefeitura de Fortaleza. A eleição municipal acontece em outubro deste ano. Em discurso após ter seu nome aceito por aclamação, ela se disse alegre em "recomeçar" e leu uma mensagem do deputado federal José Guimarães, representante da ala do partido que defendia a realização de mais debates internos antes da definição do candidato ou candidata.
"Você, candidata, terá toda a minha solidariedade e apoio", disse o parlamentar, ex-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, que não compareceu ao evento pois está viajando.
Sob gritos de "É socialista, é radical, Luizianne prefeita da Capital!", puxados por membros da Juventude do PT, a deputada federal citou obras "materiais" e "imateriais" de sua gestão no comando da Prefeitura e criticou o atual governo, do prefeito Roberto Cláudio, ao afirmar que equipamentos municipais como os CUCAs e o Hospital da Mulher estão sendo "sucateados".
"Há doze anos, a gente plantava no coração de cada fortalezense a esperança de construir um governo popular do Partido dos Trabalhadores. Em meio a todas as dificuldades, nós chegamos à vitória e agora, doze anos depois, estamos mais fortes e experientes, e acima de tudo, mais firmes em defesa na luta do socialismo e do Partido dos Trabalhadores do Brasil. A gente aprendeu a ser governo, deixar de ser governo e ter a humildade para fazer com que o poder pudesse transformar a vida das pessoas, mas que ele jamais poderia transformar nossa essência de militante por um mundo melhor, por uma Fortaleza mais justa", disse Luizianne, sob aplausos de militantes e delegados do partido.
Confira vídeo:
O deputado estadual Elmano de Freitas, presidente municipal do PT, defendeu o nome de Luizianne antes da votação. "O povo olha para nós e diz assim: vocês lançaram um nome para valer ou lançaram um nome para marcar posição? Nós estamos apresentando um nome para disputar a eleição e para ganhar a eleição!", bradou.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, discursou na abertura do evento, que começou por volta das 14h50 em um hotel na Praia de Iracema. Ele deixou o local logo após discursar e embarcou para São Paulo. No entanto, afirmou que, assim como participou da campanha de Elmano de Freitas, em 2012, atuará na campanha da ex-prefeita de Fortaleza.
> Mantida reunião para decidir quem representará o PT na disputa pela Prefeitura da Capital
"Nós vamos disputar essa eleição em uma conjuntura totalmente diversa da eleição de 2012. Primeiro porque parte dessa eleição vai ser disputada sob o governo ilegítimo e que o PT não reconhece, porque é fruto de um golpe e não de voto popular. A segunda diferença em relação à campanha de 2012 é que, para o nosso bem, foi proibido o financiamento empresarial. Nós nos antecipamos ao Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que o PT não receberia mais recursos de empresas. Isso significa que a nossa campanha terá de ser de auto sustentação financeira, o que significa também que acabou a era da militância paga. Nós teremos que fazer uma campanha com muitos voluntários e voluntárias e, para isso, é fundamental que a gente tenha ideias a oferecer", disse Rui Falcão.
A chapa do PT, porém, ainda não tem pré-candidato a vice-prefeito. No encontro, ficou decidido que o nome será definido pelo diretório municipal do partido. Também foram oficializadas as pré-candidaturas de cerca de 20 petistas para o cargo de vereador, entre eles, nomes que já ocupam cadeiras na Câmara Municipal de Fortaleza, como Guilherme Sampaio, Deodato Ramalho, Acrísio Sena e Ronivaldo Maia.
Antes de Luizianne Lins ser anunciada como pré-canditada após votação do diretório municipal, o grupo do deputado federal José Guimarães e parte do grupo do vereador Acrísio Sena haviam afirmado que iriam se abster da votação. Na sexta-feira (27), eles levaram até o diretório municipal do partido uma proposta de adiamento do encontro deste sábado (28), que foi rejeitada pela maioria dos presentes. "Nossa abstenção será um protesto ao não adiamento do encontro", justificou Acrísio, antes da votação.
No encontro, também foi aprovada uma moção em reconhecimento e agradecimento ao governador Camilo Santana, pelo que tem feito, segundo Elmano de Freitas, "contra o golpe", referindo-se ao processo de impeachment da presidente, agora afastada, Dilma Rousseff. O líder do Executivo estadual, porém, não foi à reunião. Foi o grupo próximo a Camilo que tentou a mudança de data do encontro deste sábado (28). Próximo do prefeito Roberto Cláudio, ele ainda não anunciou quem apoiará no pleito de outubro. Durante a leitura da moção, delegados chegaram a chamá-la de "moção de conciliação".
Luizianne Lins, por sua vez, afirmou que solicitará uma reunião com o governador em breve, ocasião na qual devem ser repassadas as deliberações do encontro.
Entenda
Em reunião fechada que antecedeu o Encontro Municipal de Tática Eleitoral, o diretório municipal da PT decidiu, por 33 votos a 11, que o encontro deste sábado (28) não seria apenas para oficializar candidatura própria, o que já era dado como consenso dentro do partido, mas também para a escolha do candidato ou candidata petista para a eleição municipal. Segundo o Regulamento de Prévias e Encontros da legenda, a decisão de delegar ao encontro municipal a escolha do candidato ou candidata à Prefeitura deveria ser aprovada por dois terços dos membros do diretório municipal, ou seja, o mínimo de 31 votos.
O único nome formalmente apresentado até a reunião foi o de Luizianne Lins, muito aplaudida ao chegar ao encontro. Também estiveram presentes o deputado Elmano de Freitas, presidente do PT Fortaleza, De Assis Diniz, presidente estadual do partido, e o senador José Pimentel, além dos vereadores Acrísio Sena, Ronivaldo Maia, Guilherme Sampaio, Deodato Ramalho, Vicente Pinto e Jovanil Oliveira.
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/mobile/cadernos/politica/online/luizianne-lins-e-pre-candidata-do-pt-a-prefeitura-de-fortaleza-1.1557493

Mercadante: Temer vai agravar a crise econômica

CELSO JUNIOR: DF - MERCADANTE/SENADO - POLÍTICA - O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante,  participa de audiência da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, presidida   pelo senador Eduardo Braga, em Brasília, nesta quarta-feira.    04/05/2011 - Fot
Um dos ministros mais próximos de Dilma Rousseff quando ela se encontrava no Planalto, Aloizio Mercadante continua um de seus auxiliares mais presentes no Avorada, onde a presidente se mobiliza na resistência ao golpe de Estado que a afastou do cargo sem demonstrar que havia cometido um crime de responsabilidade. Na quinta-feira passada, dois dias depois que o ministro da Fazenda Henrique Meirelles anunciou uma proposta de emenda constitucional que tentará impor um limite aos gastos do governo com base na inflação do ano anterior, Dilma e Mercadante foram ao face-book da presidente discutir as possíveis consequências dessa iniciativa com as redes sociais, em especial entre os jovens. Em seguida, Aloizio Mercadante deu esta entrevista ao Brasil 247:
247 – Os Estados Unidos têm uma legislação semelhante a proposta que Henrique Meirelles apresentou na terça-feira, numa tentativa de impor um limite para os gastos do governo, com base na inflação do ano anterior. Por causa do teto no endividamento, todos os anos a Casa Branca de Barack Obama tem sido obrigada a negociar seus gastos com o Congresso, de maioria republicana, colocando a sociedade americana sob a ameaça de paralisar todo tipo de gasto, dispensar funcionários, suspender serviçois essenciais, um caos. Você vê alguma semelhança nesses casos?
MERCADANTE – A inspiração ideológica é a mesma, claro. Estamos falando de uma visão de Estado mínimo, formulada e defendida pelo Partido Republicano desde os anos de Ronald Reagan, e que foi assumida agora pela área economica do governo temporário de Michel Temer. A diferença é que o Brasil não é a maior economia do mundo e vive uma situação historicamente mais difícil. Por fatores que ninguém precisa debater aqui, nosso setor privado não possui o mesmo dinamismo nem a mesma força para oferecer serviços na mesma quantidade, com amesma qualidade, como se vê nos Estados Unidos. Ou seja: aplicando uma receita parecida, de escolhimento do Estaddo, teremos resultados ainda piores para a maioria da população.
247 – Por exemplo...
MERCADANTE – Vamos começar pelo básico, saúde e educação. São áreas cuja carência nenhuma autoridade tem o direito de colocar em questão e que necessitam de uma elevação real de investimentos para responder ao que é mais urgente. Quando você decide, por antecipação, que irá congelar os investimentos pela inflação passada, está dizendo que seus gastos terão de ser reduzidos. Num país que necessida de investimentos de longo prazo, amplos e permanentes, isso quer dizer que estamos desistindo de resolver toda deficiencia importante do Estado brasileiro. Para complicar, estamos falando de uma proposta de emenda constitucional e não de uma lei ordinária, um projeto de ajuste no orçamento que se aprova num ano mas pode ser revisto no ano seguinte. O próprio Meirelles já disse que não se trata de um programa temporário, mas permanente. Com esse programa, o governo de MIchel Temer está dizendo que sua prioridade é manter as contas equilibradas, acima de tudo, sem importar as consequências para a vida das pessoas e das famílias.
247 – Num vídeo que circulou nas redes sociais, você falou de Desordem e Retrocesso, para sublinhar que o plano contrariava a orientação de nossa bandeira, que fala em Ordem e Progresso. Por que?
MERCADANTE – É claro que, como economista, discordo dos pressupostos da proposta do Meirelles. Acredito que o problema essencial do Brasil continua sendo avançar no desenvolvimento, criar empregos, ampliar o mercado interno e diminuir a desigualdade. Acredito sim no papel da economia de mercado mas estou convencido que o Estado tem uma função essencial nessa tarefa. Os pressupostos da proposta do governo temporário são outros. Envolvem a crença absoluta na capacidade do mercado para resolver nossos problemas. Mesmo admitindo que faltam recursos ao Estado, Meirelles nem cogita em elevar impostos, cobrando mais de quem pode pagar mais e hoje paga muito pouco, ou nem paga nada, como é o caso das famílias que embolsam lucros e dividendos. Seria uma mudança positiva para um país com a nossa desigualdade. Mesmo quem partilha de um ponto de vista semelhante ao o ministro da Fazenda tem manifestado muitas dúvidas.
247 – Como assim?
MERCADANTE – Numa estimativa publicada pelo Valor Econômico, no dia seguinte ao anuncio, descobre-se que o plano só poderá atingir os resultados esperados, com um resultado próximo de déficit zero, em 2025. Ou seja: estamos falando de uma proposta de solução dos mais graves problemas da economia que pede aos brasileiros para esperar nove anos de sacrifícios para o plano quem sabe possa vir a dar certo. Se estivéssemos falando de algum tipo de economia planificada, com forte presença do Estado, isso até poderia fazer sentido – ao menos no plano doutrinário. Mas estamos falando isso numa perspectiva radical de economia de mercado. Imagine tudo o que pode e vai acontecer no mundo e no Brasil pela próxima década. Pense na China, Europa, os Estados Unidos. Teremos, no Brasil, passado por duas eleições presidenciais – se o calendário atual for mantido – e teremos um terceiro pleito a vista.
247 – Do ponto de vista da educação, qual a perspectiva imediata?
MERCADANTE – Hoje, uma em cada quatro crianças com oito anos de idade – quando todas devem estar albatetizadas – não sabe ler corretamente. Uma em cada três não sabe escrever de forma adequada. Uma em cada duas não domina as operações matemáticas. Este é nosso universo real, que limita o crescimento dessas pessoas e, é claro, afeta diretamente nossas possibilidades de desenvolvimento. Não há como enfrentar essa herança, histórica, que se reproduz de pai para filho, e depois para neto, sem uma intervenção a altura do problema. Atuando na direção contrária, o ministro da Fazenda temporário admite cortes em áreas essenciais, e é escandoloso que isso seja dito com naturalidade, como se fosse um número, quando deveria ser motivo de indignação. Em 1994, quando tomou uma iniciativa semelhante, criando o Fundo Social de Emergência, o governo Fernando Henrique dizia que pretendia proteger os investimentos sociais, embora estivesse em busca de um acordo para reduzir despesas obrigatórias pela Constituição. É uma prova de que o ambiente político do país mudou.
247 – Qual o balanço desta experiência?
MERCADANTE – Foi uma tragédia previsível, já que a educação teve um desfalque acumulado de R$ 50 bilhões de reais, uma perda que desorganizou os gastos do ministério e só foi corrigida, mesmo assim com dificuldades, no governo Lula, depois que a economia se recuperou da crise do segundo mandado de Fernando Henrique. A penúria era tão grande, no governo do PSDB, que se assinou um decreto absurdo, que proibia a abertura de novas escolas técnicas em qualquer nível da administração, medida que dispensa comentários num país onde a procura por profissionais de técnico sempre foi maior do que a oferta.
247 – Nós sabemos que, com o tempo, isso mudou. Como?
MERCADANTE – As escolas técnicas somavam 140 estabelecimentos quando Lula tomou posse. Chegaram a 354 no final do segundo mandato. Em 2014, já no governo Dilma, chegaram a 562. Há 14 anos, nós tínhamos 70 000 estudantes matriculados em cursos profissionalizantes. Hoje são 700 000. E é claro que isso só foi possível porque se decidiu ampliar os gastos com educação, como reconhece toda pessoa capaz de abandonar ideias preconcebidas para fazer uma discussão serena sobre a realidade.
247 – Quais são os grandes números?
MERCADANTE – Em 2002, o orçamento da Educação chegava a R$ 18 bilhões. Em 2013, bateu em R$ 90,8 bilhões, ou quatro vezes mais. Foram recursos que permitiram mudanças que nem todos percebem, mas que ocorreram em vários níveis. O piso salarial dos professores foi elevado em 47% acima da inflação. Também foi possível reforçar cursos de formação no ensino medio e fundamental, num país onde a maioria de professores de áreas importantes, como Física, sequer tem formação específica na área que lecionam. O PROUNI, uma criação do governo Lula, começou com 95 000 matrículas em 2005. Já havia chegado a mais de um milhão oito anos depois. Uma pesquisa de 2014, junto aos 481.720 alunos que participaram do ENAD, mostrou que 35% deles eram os primeiros da família com acesso ao ensino superior. É um grande avanço, que muito deve nos orgulhar, mas não vamos nos iludir. Falta muito ainda. Se hoje temos 2 milhões de universitários, faltam 7 milhões de vagas para jovens que poderiam fazer o ensino superior mas não encontram vagas disponíveis.
247 – Estamos falando da quantidade de vagas, que se ampliou consideravelmente. E a qualidade do ensino?
MERCADANTE – A qualidade, nós sabemos, envolve um processo de amadurecimento geral. A educação é um processo integral, que só funciona quando anda em conjunto. Melhores professores do ensino básico irão gerar melhores alunos do ensino médio, que irão ter aulas com mestres mais preparados para que cheguem as universidades, onde se formarão com bases melhores do que a geração anterior. Estamos no meio de um percurso, com avanços reconhecidos por qualquer instituição séria, e que não pode ser interrompido.
247 – Você poderia dar exemplos da elevação da qualidade?
MERCADANTE – Acho que, através do programa Ciência sem Fronteiras, estamos criando a primeira geração de brasileiros com uma grande quantidade de cérebros formados nos melhores centros de estudo, pesquisa e inovação do planeta. Poucos países do mundo tem um programa de formação avançada com essa importância e essa ambição. Nosso progresso no ensino técnico também é visível. O desempenho dos brasileiros nas Olimpíadas do Conhecimento não para de melhor. Nossa delegação ficou 15o lugar em 2005, quando participou dessas Olimpíadas pela primeira vez. Em 2009 ficamos em sexto lugar, em 2013 ficamos em quinto e em 2015 nossa delegação ficou em primeiro lugar, a frente de países como Coreia do Sul, China, Taiwan, Suíça, Japão, Inglaterra. Ninguém precisa exagerar nesse resultado, querendo enxergar um mundo perfeito, no qual todos os problemas foram resolvidos. Não é assim. Em qualquer caso, estamos falando de uma Olimpíada. Mas é claro que esse desempenho mostra um ambiente de progresso e melhora.
247 – Como isso foi possível?
MERCADANTE – Colocando com clareza, o maior responsável é o cidadão brasileiro. Pois é ele que trabalha todos os dias para construir um país melhor para si e para seus filhos. Este é o ponto essencial. Mas eu acho que, além disso, precisamos reconhecer que algumas autoridades fizeram sua parte. As primeiras iniciativas importantes foram tomadas pelo Lula. Outras, pela Dilma, na mesmo sentido. Em 2011, primeiro ano de seu mandato como presidente, Dilma tomou uma decisão que nem sempre é reconhecida. Resolveu que seu governo nunca se limitaria a cumprir a obrigação constitucional de gastar 18% da receita líquida de impostos com educação. Sempre fez mais. No primeiro ano do mandato, gastou 18,9%. Em 2012, esse total já havia subido para 25,6% e em 2014 chegou a 23,1%. Isso representou, só naquele ano, um gasto de R$ 12 bilhões a mais do que o total obrigatório. No total, em cinco anos, Dilma investiu R$ 54 bilhões acima da determinação constitucional.
247 – Com os cortes, inevitáveis, o que deve acontecer?
MERCADANTE – Com medidas de austeridade, o governo temporário irá agravar a crise econômica, em vez de oferecer uma perspectiva de alívio. Esse é o primeiro ponto. Em segundo lugar, a contínua perda de renda levará os filhos da classe média para as escolas públicas. Também fará com que ela abandone os planos de saúde para utilizar o SUS. Assim, numa conjuntura de perda de receitas, haverá um aumento de demanda. Podemos imaginar o resultado.
247 – Você gravou um vídeo onde disse que, em vez de Ordem e Progresso, o lema do governo provisório de Michel Temer deveria ser Desordem e Regresso. É isso?
MERCADANTE – Eu estava falando dos cortes nos gastos com saúde, educação, benefícios sociais. Mas é um fenômeno maior, grave, que está presente em boa parte do governo temporário. Para dar um exemplo: é importante refletir sobre o que aconteceu com o protesto de toda sociedade, e não só do movimento de mulheres, quando se descobriu que não havia uma única mulher no ministério do governo temporário. Em nenhum país do mundo já se viu um governo recém chegado ao poder, que em teoria teria muito prestígio para exibir, passar seis dias fazendo convites para personalidades respeitáveis da cultura, das artes, da política, do feminismo, e receber recusas declaradas, públicas, acabando na situação daquele sujeito que convida a moça para dançar na festa e toma uma táboa, como se dizia no tempo em que o presidente MIchel Temer era jovem e frequentava bailes de adolescentes. Foram seis recusas, o que é um recorde. Isso não é coisa de governo provisório mas de governo improvisado.
247 – O que esse problema tem a ver com Desordem e Regresso?
MERCADANTE – Mostra um descompasso muito grande entre suas ações e a realidade. Só um governo que enxerga o mundo pelo espelho retrovisor do automóvel, e ainda pensa que está vivendo num país que ficou para trás, com usos e costumes conservadores, misturados a muito preconceitos, não consegue entender a importancia das mudanças ocorridas nas últimas décadas, muitas a partir de 2003. Isso é ainda mais impressionante quando se recorda que o presidente temporário foi vice-presidente em dois mandatos de nosso governo. Apenas um olhar que vive no passado, não pode enxergar que a mulher brasileira mudou de posição, avançou em seus direitos e não pode ser excluída de um ministério, da mesma forma que não pode ficar fora do Congresso nem de um posto de responsabilidade numa grande empresa privada. Isso vale para o governo Dilma, Lula, Temer, para um grande banco, um grande grupo comercial, uma editora. Não pode, compreende? Não dá mais. Não é uma coisa de direita, de esquerda. É mais do que isso. Porque só um olhar preonceituoso pode imaginar que é impossível encontrar uma mulher qualificada para formar um ministério. Também não se compreende que não haja um ministro negro. Estamos falando de parcelas que, socialmente, compõe a maioria da população. Imaginar que elas não tem lugar num ministério é assumir, de saída, que se trata de um governo que representa a minoria social que governa o país há 500 anos. É ruim para todo mundo e dificulta a solução de problemas graves e urgentes.
247 – Como assim?
MERCADANTE – Um caso terrível, inaceitável, como a tragédia deste estupro ocorrido no Rio de Janeiro, no qual 30 homens são acusados de atacar uma garota de 16 anos, confirma que nenhum governo, de qualquer ideologia, pode dispensar a sensibilidade feminina. Quando era secretário de Segurança Pública, em São Paulo, Michel Temer participou da criação da Delegacia da Mulher, antiga reivindicação do movimento feminista. Naquele universo considerado especialmente masculino, ainda mais há trinta anos, o trabalho era conduzido por uma delegada.
247 – Todo mundo tem um amigo que não pode ser acusado de machista nem de racista mas é capaz de dizer que, num caso específico, não encontrou uma mulher nem um negro para uma função considerada importante...
MERCADANTE – Vamos falar de situações reais. Quem consegue se lembrar da lista de ministros do governo Temer deve fazer um esforço mental e responder, para si mesmo, algumas questões simples: será que todos ministros ocupam seus cargos porque são muito bem preparados? Será que todos tem o domínio completo dos assuntos de seus ministérios, que por sinal se tornaram ainda mais complexos e difíceis agora que um ministro terá o dever de gerir? Por acaso estamos diante de um ministério de notáveis, quem sabe cidadãos especiais, cérebros privilegiados capazes de formular respostas para os problemas difíceis que o Brasil enfrentam? Basta fazer essas perguntas para entender o que está em jogo, na verdade.
http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/234874/Mercadante-Temer-vai-agravar-a-crise-econômica.htm