domingo, 30 de abril de 2017

Pesquisa mostra papel-chave de Lula na democracia


A nova ascensão de Lula nas intenções de voto para 2018 é o melhor termômetro do sistema político brasileiro.
Lula subiu depois da liberação das delações da Odebrecht, a começar pelo risonho patriarca da maior empreiteira do país, fazendo insinuações de todo tipo, inclusive citando um nefasto general da ditadura para falar sobre seu caráter. Lula também atravessou a delação premiada de Leo Batista, o executivo da OAS que, como um aluno em exame de segunda época, refez o primeiro depoimento para tentar diminuir a própria pena, produzindo afirmações sob medida para atingir Lula. Nada.
Enquanto Lula subiu, seus adversários tradicionais desabaram. Contemporâneos em tantas disputas nos últimos 20 anos, estão caindo fora. Aécio, que foi adversário de Dilma em 2014, já teve mais de 20 pontos no Data Folha. Agora tem menos de 10, mesmo patamar de Geraldo Alckmin, que nunca chegou a 20 nas pesquisas e até enfrentou Lula em 2006. Quanto a José Serra, adversário de Lula em 2002, de Dilma em 2010, sequer se considerou a hipótese de incluir seu nome entre os concorrentes, o que diz muita coisa sobre as profecias que rondam seu futuro.
Vamos lembrar o essencial: nenhum dos maiores caciques tucanos até aqui enfrentou um Sérgio Moro para divulgar diálogos ilegais, como ocorreu na conversa entre Lula e Dilma em abril de 2016; as conversas privadas da mulher, da amante, da namorada, o que for, de qualquer um deles, nunca foi gravada e distribuída aos jornais; nenhum foi acordado em casa para uma condução coercitiva; nenhum foi impedido de assumir um cargo público -- ministério ou equivalente -- por uma liminar de um juiz do STF; nem teve direito a um editorial onde a maior empresa de comunicação do país se manifesta contra sua candidatura em 2018 depois de promover um ataque de 18 horas consecutivas nos tele-jornais da casa.
Mesmo assim, todos viraram fumaça. Foram esmigalhados por denuncias que só se tornaram notícia -- às vezes manchete -- a muito custo, quando não era possível esconder fatos graves que há muito mereciam atenção e cuidado, em particular de uma imprensa que fez das acusações de corrupção contra Lula e o PT o principal alimento de sua cobertura política.
A liquidação do comando tucano mostra a fraqueza congênita do PSDB, partido que já foi a grande esperança dos círculos conservadores do país após o colapso do malufismo e do PMDB. Vencidos pelas urnas, em quatro eleições consecutivas, seus caciques se revelam como políticos sem luz própria para enfrentar sequer três meses de notícias desagradáveis -- que jamais chegaram ao canibalismo que atinge Lula, há mais de 30 anos. O desmoronamento triplo mostra o caráter artificial da legenda, plástico, de mentirinha, sem vida independente, incapaz de se defender por méritos próprios -- apenas com a proteção dos amigos na mídia, no aparelho judiciário e nos grandes negócios.
A natureza especulativa dessas anti-candidaturas, lançadas como barreira para enfrentar Lula de qualquer maneira, se reflete nos pré-lançamentos ensaiados por esses dias. De João Dória a Bolsonaro, passando por Marina, o que se pretende não é discutir ideias nem projetos -- mas experimentar quem teria melhores condições de enfrentar Lula. Essa é a prioridade, a linha divisória.
A liderança de Lula, numa situação de perseguição implacável na qual nada mais lhe resta além da memória do povo, mostra uma verdade importante de ser afirmada após o golpe parlamentar contra Dilma. Sua força política reside em sua história, no saldo dos governos do PT que, apesar de erros e muitas limitações, deixaram um perfil único de luta contra a miséria e contra a desigualdade, pelo crescimento.
Qualquer calouro de Ciência Política sabe o valor de políticos feitos desse material -- a aprovação do povo -- e sua importância na preservação do regime democrático. Políticos de fantasia, dependentes, obras de marketing, são uma porta aberta para pressões indevidas e perniciosas, que podem ser destruídos por meia dúzia de manchetes. Já lideranças de raiz verdadeira tem um contato direto com o povo. São a principal referência da soberania do povo, clausula número 1 da Constituição.
O Data Folha vem em boa hora. Não se trata de procurar astrólogos para tentar adivinhar como estará o eleitor em 2018, cenário da pesquisa, quando devem concorrer novos nomes e novos rostos para velhíssimas ideias, saídos da linha de montagem da fábrica de candidatos que faz parte do arsenal de domínio político dos interesses que governam o país há cinco séculos.
A questão é reconhecer o principal: mais do que nunca Lula tornou-se uma peça-chave da preservação da democracia brasileira. É preciso entender as tentativas de afastá-lo da vida política como um esforço para consolidar uma ditadura, num processo idêntico ao que se fez em junho de 1964, quando a ditadura cassou Juscelino Kubitscheck para impedir que pudesse disputar a eleição de 1965, na qual era o favorito disparado. Não havia provas contra JK. Havia um discurso que o chamava de corrupto.
Nem há provas contra Lula. Há uma narrativa em construção.
O saldo da perseguição a JK foi vergonhoso e trágico, nós sabemos. Logo depois de sua cassação a eleição direta para presidente foi abandonada. Só 24 anos depois os brasileiros puderam voltar a urna presidencial.
http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/293024/Pesquisa-mostra-papel-chave-de-Lula-na-democracia.htm

DILMA DESTRÓI TEMER: É ILEGÍTIMO, MISÓGINO E TACANHO

LULA MARQUES247 – Em nota divulgada neste domingo, a presidente deposta Dilma Rousseff rebateu as estarrecedoras declarações de Michel Temer ao apresentador Ratinho, contratado pelo Palácio do Planalto para ser garoto-propaganda de reformas rechaçadas por 92% da população brasileira. No jabá do SBT, Temer insinuou que a economia brasileira, que ele próprio quebrou com a depressão econômica produzida pelo golpe, entrou em crise porque Dilma não tinha marido.
Abaixo, a resposta precisa de Dilma:
Dilma: "A cegueira política de Temer no Programa do Ratinho"
A entrevista do senhor Michel Temer ao apresentador Ratinho é um primor de misoginia e patriarcalismo.
É estarrecedor que no século 21 um presidente, mesmo ilegítimo, tenha opiniões tão tacanhas, rebaixadas e subalternas sobre o papel da mulher na sociedade brasileira.
Sua fantástica cegueira política e seu imenso conservadorismo o impedem de ver a importância das lutas e a realidade das conquistas obtidas pelas mulheres brasileiras obtiveram ao longo das últimas décadas.
As mulheres brasileiras não merecem que um golpista, líder de um governo que está impondo o retrocesso social e econômico mais impiedoso sobre o nosso país, venha, mais uma vez, a público e manifeste suas opiniões machistas ultrapassadas.
O Brasil precisa de eleições diretas já!
Dilma Rousseff
http://dilma.com.br/sobre-michel-temer/
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/293107/Dilma-destr%C3%B3i-Temer-%C3%A9-ileg%C3%ADtimo-mis%C3%B3gino-e-tacanho.htm

ENCONTRO MULTITERRITORIAL DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

 
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Cruz. Nos dias 28 e 29 de abril, os Povos Indígenas e de Comunidades Tradicionais dos Territórios Litoral Norte/Extremo Oeste, Vale do Curú, Ibiapaba e Sobral estiveram participando de um Encontro Multiterritorial promovido pelo NEDET – Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial.
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O encontro aconteceu na Aldeia Telhas, Terra Indígena Tremembé, Córrego João Pereira, Zona Rural do Município de Acaraú/CE.
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O encontro iniciou com um almoço, na Cozinha Comunitária dos Tremembé. À tarde, os visitantes foram recebidos pela comunidade indígena anfitriã com as danças do Torem e Toré, na oca, ponto de encontro e promoção de eventos dos povos da comunidade indígena.
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A Coordenação do evento foi da Assessora Territorial Litoral Norte Ana Janaina Rodrigues, com articulação dos Professores da UVA José Osmar Fonteles e o Antropólogo Ronaldo Santiago. Várias palestras foram proferidas por diversas autoridades ligadas as Políticas Públicas para Povos Tradicionais, dentre os/as palestrantes destacamos Castro Junior da SDA, representante do Ministério Público Federal Doutor Sérgio Brissac, Maria Zelma de Araújo Madeira Coordenadora da CEPPIRCoordenadoria Especial de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial ligada ao Gabinete do Governador do Ceará.
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Também estiveram presentes, participando do evento, O Presidente da Federação das Associações Comunitárias do Município de Cruz, Dr. Lima. Professor José Maria da UVA, André Luís que pesquisou os Índios Tremembé, o Cacique Negrinho dos índios Tapuia, Benedito dos Quilombolas de Timbaúba, representante dos Quilombolas de Água Preta em Tururu,
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A índia Brena apresentou o Projeto Caju e Cultura para o processo de beneficiamento do caju e enfatizou a melhoria e a valorização dos produtos com o processo de fabricação com o uso de equipamentos modernos que contribuiu para agregar valor ao produto e facilitando os métodos de produção e destacou os vários cursos realizados pelos índios. Estão produzindo mel, doces, mocororó, cajuína e outros derivados do caju. Com melhor aproveitamento do caju, a comunidade passou a ter uma renda a mais por família.
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Aurila Maria falou em nome dos Quilombolas da Comunidade de Nazaré em Itapipoca, que agrega 48 famílias, mas, que, nenhuma Comunidade Quilombola no Ceará teve suas terras tituladas. O Nordeste tem 1.80unidades quilombolas, sendo 1.482 certificadas, mas, nenhuma titulada até o presente.
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À noite houve atividades culturais, com danças e rituais indígenas, forró e bingo beneficente em prol da comunidade. Os Índios Tremembé apresentaram uma peça: Mani que tinha como mensagem Nunca Desistir. A segunda apresentação foi dos Índios Tremembé de Queimado. Os Quilombolas da Comunidade de Água Preta do Município de Tururu apresentaram uma dança afro.
No segundo dia do encontro, os índios e quilombolas debateram os temas que foram apresentados pelos promotores do evento: O que é ser índio e o que é ser quilombola e o que é ser índio ou quilombola jovens.
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Cada etnia ou entidade quilombola fez a sua exposição com destaques para sua identidade, as dificuldades enfrentadas, perseguições, o difícil e burocrático acesso às políticas públicas e as lutas de resistência.
Deram seus depoimentos indígenas e quilombolas, quando relataram muitos problemas semelhantes e apelaram para que as autoridades competentes fossem mais sensíveis aos seus problemas do cotidiano, principalmente, em relação à terra que eles preferem chamar de “Mãe Terra” pois é de lá que vem a sua sobrevivência sobre todos os aspectos, desde a moradia até o alimento e a matéria prima para o feitio de suas indumentárias, artesanatos e a realização de seus cultos aos Deuses que alimentam a Fé e o Espírito.
Antonizia da Comunidade Quilombola Três Irmãos de Croatá falou sobre os problemas enfrentados pela Comunidade Quilombola. A jovem Juliene – Índia Tremembé – questionou sobre a juventude indígena perante os novos costumes sociais. Aurila é Quilombola da Comunidade de Nazaré em Itapipoca e Coordenadora do Movimento Quilombola do Ceará disse que ser Quilombola é resistir. A índia Adriane, da Barra do Mundaú em Itapipoca, denunciou o massacre aos povos indígenas. A Liderança Indígena João Marques disse que ser índio é mostrar liderança e cultura e também denuncia a descriminação contra os índios. A índia Tremembé de Itapipoca cita as dificuldades que os povos indígenas encontram.
Houve muitas reclamações dos indígenas e quilombolas sobre os descasos das autoridades com relação aos povos tradicionais – índios e quilombolas, que em muitos casos, chegam a tomar posições contrárias aos direitos e interesses destes povos que sofrem há Séculos.
Durante o encontro, o Cacique Negrinho, da Tribo dos Tapuia do Município de São benedito, concedeu uma entrevista para o Programa A Comunidade e o Cidadão, Rádio FM 6 de Abril 98,7MHz, ao Radialista Dr. Lima.
Dr. Lima

AÉCIO FOI ENGOLIDO PELA PRÓPRIA ESPERTEZA

Minas 247 – Em condições normais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) poderia estar hoje na dianteira do Datafolha. No entanto, ele se tornou um nanico, que hoje perde para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disparado na frente, para a ex-senadora Marina Silva e para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Entre dezembro de 2015 e esta pesquisa de abril de 2017, Aécio caiu de 28% para 8%. O que mudou de lá para cá? Derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio não respeitou as regras do jogo democrático e liderou um golpe que arruinou a economia e a imagem do Brasil, ajudando a instalar no poder uma verdadeira quadrilha.
Aécio também fez do cinismo e da hipocrisia a sua máscara. Sua cruzada moralista esbarrou no seu próprio passado e hoje, com cinco inquéritos na Lava Jato, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ele só empata com Romero Jucá (PMDB-RR).
Como já ensinava seu avô Tancredo Neves, quando a esperteza é demais, ela engole o próprio dono.
O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais.
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/293014/A%C3%A9cio-foi-engolido-pela-pr%C3%B3pria-esperteza.htm

DATAFOLHA: LULA DISPARA E VENCE EM TODOS CENÁRIOS

247 – O massacre diário promovido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Globo e outros meios de comunicação da chamada velha mídia não produziu os efeitos desejados.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo revela que Lula disparou em todos os cenários, alcançando números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno. Ou seja: sem um tapetão judicial, que seria a fase 2 do golpe de 2016, com a inabilitação judicial de Lula, ele provavelmente seria eleito presidente pela terceira vez.
"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, mantém-se na liderança apesar das menções no noticiário recente da Lava Jato", reconhece a Folha.
A pesquisa também revelou o esfacelamento das principais forças golpistas: enquanto candidatos do PSDB, como Aécio Neves, derreteram, Michel Temer se tornou a personalidade política mais odiada do Brasil.
No vácuo político, o único que cresceu, além de Lula, foi o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que hoje iria para o segundo turno.
Ontem, ao participar de um evento em defesa da indústria naval, ao lado do ex-governador Olívio Dutra e da presidente golpeada Dilma Rousseff, Lula se disse pronto para vencer mais uma vez o candidato da Globo.
O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da greve geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/293006/Datafolha-Lula-dispara-e-vence-em-todos-cen%C3%A1rios.htm

DATAFOLHA 2: GOLPE FRACASSOU E 85% QUEREM DIRETAS JÁ

REUTERS/Ueslei Marcelino O golpe de 2016, personificado na triste figura de Michel Temer, que traiu a presidente eleita Dilma Rousseff para chegar ao poder por meio de uma conspiração de políticos corruptos, é também um fracasso, segundo aponta o Datafolha.
Temer é hoje o político mais rejeitado do Brasil, com 65% de avaliações negativas, e 85% dos brasileiros querem eleições diretas já. Antes do golpe, já eram 63% os brasileiros que defendiam diretas, mas Temer foi imposto pelo establishment político e midiático para fazer suas reformas altamente impopulares.
Como o Brasil só fez piorar deste então, e hoje tem 14,2 milhões de desempregados, o grito por eleições diretas é praticamente um consenso nacional.
A pesquisa também revela que Temer é mais impopular do que foi Dilma em seu pior momento, com uma diferença importante: enquanto ela foi massacrada, ele é protegido pelos barões da velha mídia.
"Segundo pesquisa do Datafolha, a gestão do peemedebista tem 61% de avaliação ruim ou péssima, com 28% a considerando regular e apenas 9%, ótimo ou bom. Logo antes de a Câmara afastá-la, em abril do ano passado, Dilma tinha 63% de rejeição e 13% de aprovação. Os 9% [de Temer] de aprovação são também similares à taxa de Fernando Collor de Mello antes de ser impedido, em setembro de 1992, embora a reprovação fosse maior (68%). Quando colocado como eventual candidato à reeleição, Temer vê a rejeição a seu nome subir de 45% para 64% de dezembro para cá", informa o Datafolha.
"A deterioração da imagem da Presidência impressiona. De dezembro de 2012, quando a pergunta foi feita pela última vez, para cá, disseram não confiar nela 58% dos ouvidos, contra 18% em 2012. É um índice quase igual ao da confiança no Congresso, historicamente baixa: 57% de 'não confio'".
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/293007/Datafolha-2-golpe-fracassou-e-85-querem-diretas-j%C3%A1.htm

TUCANOS REVOGARAM A PRÓPRIA HISTÓRIA E VIRARAM INQUILINOS DO GOLPE, DIZ COSTA PINTO

Luís Costa Pinto

ANDRE DUSEK 247 - Luís Costa Pinto, ao analisar a pesquisa Datafolha que mostra a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários e o naufrágio dos principais nomes do PSDB, fez um diagnóstico preciso da situação da legenda.
"Os tucanos embarcaram na canoa aecista de invibilizar o segundo mandato de Dilma, e depois surfaram no impeachment produzido pelo presidiário Eduardo Cunha e revogaram a própria História. Hoje são inquilinos de uma gestão aprovada por escassos 9% e largamente rejeitada".
A resiliência de Lula, em ascensão nos índices de intenção de voto, e a erosão do PSDB tradicional e histórico, reafirmam de uma vez por todas a necessidade de se ter um projeto: os tucanos embarcaram na canoa aecista de invializar o segundo mandato de Dilma, e depois surfaram no impeachment produzido pelo presidiario Eduardo Cunha e revogaram a própria História. Hoje são inquilinos de uma gestão aprovada por escassos 9% e largamente rejeitada.

Lula amplia liderança para 2018, e Bolsonaro chega a 2º, diz Datafolha
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) cresceu e aparece no segundo lugar da corrida para a Presidência em 2018, empatado tecnicamente com a ex-senadora Marina Silva (Rede).
WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR

Corremos o risco de ter pela primeira vez um presidente de popularidade abaixo de zero

“Entra, Temer”, escreve o funcionário de um cemitério
Corremos o risco de ter pela primeira vez um presidente de popularidade abaixo de zero.
Abaixo de zero.
Os 4 pontos de aprovação de Temer no mais recente levantamento eleitoral, com a margem de risco, tornam concreta essa possibilidade.
E não há nada que faça crer que o quadro possa mudar.
Temer é de uma pequenez gigantesca. Não inspira, não entusiasma, não dá esperança.
Ele próprio dissera, pouco antes do início do impeachment, que Dilma não tinha como ir ao fim do mandato com uma aprovação que era o dobro da dele hoje.
Veríssimo conta, com a graça habitual, a história de um detetive cujo escritório era tão pequeno que devia ser definido como esc. Michel, sob essa lógica, é um pres, não um presidente. A única coisa que se destaca nele é sua vocação decorativa. É o típico sujeito com quem você fala agora e em cinco minutos já esqueceu.
Sêneca, o grande filósofo romano, dizia para você ter cuidado com os seus sonhos porque eles podem se realizar.
É o caso do pres Mic Tem.
Tanto quis a presidência e aí está ele, negado e desprezado pela esmagadora maioria dos brasileiros.
As cenas que demonstram isso foram colhidas na noite de ontem no Largo da Batata, onde uma multidão barulhenta e multicoloridade se reuniu para atacar a casa de Mic Tem no Alto de Pinheiros, ali por perto.
Fico aqui pensando que terá passado pela cabeça presidencial. Certamente ele antevira, com sua traição, a chance de fazer bonito perante sua jovem mulher.
Mas não cabem nesse papel de Lancelote as imagens de ontem. A rigor, não cabe nada desde o golpe. Mic Tem não deu uma dentro.
Em vez de elevar o Brasil, ele rebaixou-o. Uma sociedade que ia recuperando a auto estima hoje se sente a última do mundo, ou uma das última.
Nem o jornalismo de guerra francamente pró-Tem parece ter força para melhorar sua imagem.
E assim caminhamos para o primeiro presidente zero de popularidade. Ou abaixo disso.
Tão tolo ele é que parece acreditar que não está sendo usado para realizar os projetos antipovo da plutocracia graças a sua impopularidade.
Já vi teses toscas, mas esta é insuperável. Começou com Nizan, recomendando a pres Mic que se utilizasse da falta de prestígio para fazer reformas como a da Previdência e a da legislação trabalhista.
Ora, um presidente forte teria incrível dificuldade para fazer isso, que dizer um pinguela.
Agora, foi a vez de Luiza Trajano, com o mesmo nhenhenhém. Ficaremos assim: os plutocratas ganham e o pres Mic se afunda ainda mais, se é possível.
Não resta ao micropresidente saída que não seja a renúncia imediata para a convocação de diretas já.
É a única atitude decente que resta para encerrar um sonho que se transformou celeremente em pesadelo.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/corremos-o-risco-de-ter-pela-primeira-vez-um-presidente-de-popularidade-abaixo-de-zero-por-paulo-nogueira/

DATAFOLHA CONFIRMA QUE DILMA FOI QUEM MAIS COMBATEU A CORRUPÇÃO

247 - A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (30), também mostra que o governo de Dilma Rousseff (PT), é percebido como aquele que mais combateu a corrupção no Brasil.
Foi sob o governo Dilma que, pelo primeira vez, o Ministério Público e a Polícia Federal conseguiram a autonomia e os recursos necessários para levar à diante uma operação do tamanho da Lava Jato.
Para 48% dos brasileiros, a gestão da petista foi a que mais investigou a corrupção.
O tucano Fernando Henrique Cardoso fica bem atrás: apenas 2% creem que havia mais investigação e punição durante sua gestão.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/293019/Datafolha-confirma-que-Dilma-foi-quem-mais-combateu-a-corrup%C3%A7%C3%A3o.htm

LULA: ‘TEREI O MAIOR PRAZER EM SER CANDIDATO PARA DERROTAR O ESCOLHIDO DA REDE GLOBO'

RICARDO STUCKERT Da Rede Brasil Atual Um dia após a greve geral desta sexta-feira contra a reforma da Previdência e trabalhista, que contou com a adesão de mais de 35 milhões de trabalhadores e foi destaque na imprensa internacional, uma multidão voltou às ruas na tarde de hoje (29). Desta vez, a população de Rio Grande (RS) e municípios vizinhos lotou a praça em frente à prefeitura para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato em defesa da indústria naval brasileira, da Petrobras, do pré-sal e da democracia.
Rio Grande sedia o polo naval que já foi responsável por mais de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, e que hoje enfrenta grave crise pela falta de investimentos.
Ao lado de Dilma Rousseff, do ex-governador Olívio Dutra (PT), da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), além de deputados petistas, dirigentes da CUT e de sindicatos, entre outros aliados, Lula desafiou a Rede Globo a apresentar o nome do candidato que deverá apoiar para a Presidência da República.
"Eu peço a Deus que a Globo descubra qual é o seu candidato porque eu, que nem queria ser candidato, terei o maior prazer em derrotar esse candidato. A Globo não se presta mais a transmitir informações, mas em tentar destruir o PT, Dilma e Lula", disse, sob aplausos da multidão.
A emissora, segundo o ex-presidente, "deve ficar com uma azia desgraçada quando faz pesquisa e vê meu nome", afirmou, para então emendar que continua sendo o "Lulinha paz e amor".
Lula atacou o presidente Michel Temer (PMDB) e sua política de desmonte do Estado e de ataques aos direitos dos trabalhadores.
"Uma nação não pode ser condenada por alguém que não sabe governar, que não entende da alma desse povo, que não conhece as raízes profundas. Não pode ser governado por alguém que, por incapacidade, está vendendo um país que construímos."
Ele também mencionou o juiz federal Sérgio Moro, a quem prestará depoimento no próximo dia 10. "Não estou sendo 'julgado' por corrupção, mas pelo meu jeito de governar. E como dizia Fidel, a história vai me absolver."
Ao defender o polo naval de Rio Grande como símbolo da indústria naval e da soberania nacional, lembrou o processo difícil de convencimento da direção da Petrobras, logo no início de seu primeiro mandato, para o investimento no conteúdo nacional apesar do aparente custo mais baixo oferecido por empresas estrangeiras.
"A gente tem de pensar no país, nos trabalhadores, e não apenas na Petrobras. É preciso pensar nos empregos que são criados, nos impostos que o país vai receber. E nada mais alegre do que um povo com trabalho digno. Não posso ter o mais barato e ver o povo sem emprego, sem comida, na sarjeta", disse.
Muito aplaudida, Dilma destacou que até os anos 1980 o Brasil tinha uma indústria naval com capacidade de produção, mas que foi "enterrada pelos governos de Fernando Collor de Mello e FHC".
"E agora eles (o governo) estão querendo enterrar essa indústria que trouxe emprego de qualidade e desenvolvimento. Vejam que a construção da (plataforma) P71 está parada, quando deveria estar gerando emprego e renda. Está parada porque eles querem vender o Brasil".
E voltou a dizer que "sofreu um golpe por um bando de corruptos", quando foi interrompida por um "Fora Temer". Ela também atacou a Rede Globo como o "principal partido do golpe que quer enquadrar o Brasil no neoliberalismo, na desigualdade e no desemprego".
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/293012/Lula-%E2%80%98Terei-o-maior-prazer-em-ser-candidato-para-derrotar-o-escolhido-da-rede-Globo'.htm

DELAÇÃO DA ANDRADE LÍQUIDA AÉCIO E PSDB

Pedro França/Agência Senado Mias 247 - A equipe da Lava-Jato e os advogados da Andrade Gutierrez fecharam o cardápio do recall das delações da empreiteira, que precisará explicar algumas omissões de seus primeiros depoimentos —reveladas com a delação da Odebrecht e o avanço das investigações—
Ao contrário dos primeiros depoimentos, dessa vez os tucanos terão com o que se preocupar — e muito.
As informações são da coluna de Lauro Jardim em O Globo.
"Será detalhada a participação do então governador Aécio Neves no processo de entrada da Cemig no consórcio que venceu a licitação da hidrelétrica de Santo Antônio. Assim como pagamentos de propina na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais.
Os tucanos paulistas também terão dor de cabeça. O menu inclui entre seus pratos principais propina na construção do Rodoanel e da Linha Amarela do metrô paulistano durante as gestões José Serra e Geraldo Alckmin."
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/293016/Dela%C3%A7%C3%A3o-da-Andrade-l%C3%ADquida-A%C3%A9cio-e-PSDB.htm

GREVE FOI RECADO DE QUE BRASILEIRO NÃO ACEITARÁ PAGAR O PREÇO DA CRISE

Por Flávio Dino
A greve geral que parou o Brasil nesta sexta-feira já entrou para a história como uma das principais mobilizações políticas de nosso país. Como cidadão, lamento muito que medidas extremas como essas estejam sendo necessárias, por falta de diálogo e de adequada compreensão acerca de qual a melhor agenda para o Brasil sair da crise.
Além do vigor de nossa sociedade civil, essa manifestação emite dois sinais essenciais para pensar o Brasil hoje. Em primeiro lugar, foi uma mensagem eloqüente de que a imensa maioria da população, que vive exclusivamente das rendas do trabalho, não aceitará pagar o preço da crise econômica por meio do corte unilateral de direitos. É também uma mensagem a todas as instituições do mundo político: é hora de abrir o diálogo com a sociedade, pois somente ditaduras impõem suas vontades contra a Constituição.
Ficou evidente a rejeição ampla a uma pauta errada que tentam fazer passar pelo Congresso Nacional e que nada tem de moderna. Com efeito, moderno mesmo seria tributar os lucros dos bancos, as rendas do capital e as heranças dos milionários, como a maioria dos países do mundo faz, inclusive na Europa e nos Estados Unidos. Moderno mesmo seria rever aposentadorias de privilegiados que ganham R$ 70 mil por mês ou até mais, e ainda se acham com direito de condenar quem está defendendo seu benefício de 1 salário mínimo.
Para além da questão humanitária e de justiça social, tampouco há razão econômica para as reformas colocadas em pauta. É inútil o esforço de tentar convencer a população de que ela precisa de menos direitos para gerar mais empregos. Há poucos anos atrás, tivemos a menor taxa de desemprego da história do país em plena vigência da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Isso porque, em um amplo mercado de consumo como o Brasil, quanto mais dinheiro circular na economia, maior será o efeito positivo para todos. Mesmo no terrível período da ditadura militar, houve crescimento econômico sem mexer na CLT.
Portanto, não iremos superar uma de nossas maiores crises econômicas com restrição de direitos. Simplesmente porque elas reduzem os ganhos dos trabalhadores e jogam o país em um ciclo depressivo. E o resultado é o que estamos a assistir: desemprego derruba consumo, que derruba arrecadação, o que alimenta crise fiscal e faz faltar dinheiro para investimentos públicos. E sem investimentos públicos, a economia não cresce, em país nenhum.
Para além do debate sobre as pautas da Greve Geral, há uma mensagem que se impõe de forma límpida. A de que é o momento dos agentes políticos, de todos os campos ideológicos, atinarem-se para a necessidade de ponderação.
Nossa missão, como políticos, deve ser a de buscar construir um mundo de justiça para todos. Aprofundar as desigualdades, em um país tão desigual como o nosso, não nos levará a bom termo. Precisamos ir em direção a outra agenda, de uma verdadeira reforma tributária que corrija as graves distorções em nosso país. Vejam que no Maranhão, só de fraudes fiscais, encontramos cerca de R$ 1 bilhão subtraídos, que poderiam ter virado saúde, policiais e escolas.
É preciso que as instituições do mundo político suspendam essa agenda errada das “reformas” e dialoguem mais. Mudanças legais podem ser feitas, mas em outro ritmo e de outra forma. Aqueles que, nesse momento, apostam na destruição da política terão apenas mais do mesmo: um país polarizado e sem instâncias organizadas de mediação. Quanto mais medidas de confronto, mais o país sofrerá e irá demorar a se livrar dessa devastadora crise que já chega a 14 milhões de desempregados. A paz é fruto da justiça, e é disso que o Brasil precisa agora.
http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/293025/Dino-greve-foi-recado-de-que-brasileiro-n%C3%A3o-aceitar%C3%A1-pagar-o-pre%C3%A7o-da-crise.htm

JUCA FERREIRA: GREVE MOSTROU QUE O POVO AINDA PODE SALVAR O BRASIL

Pedro Fran�a/MinC Por Juca Ferreira, na revista Fórum
A mensagem da greve geral: quando os trabalhadores e as trabalhadoras despertam e se unem para defender os seus direitos, não tem mídia, não tem polícia, não tem golpista – prefeito ou presidente – capaz de conter essa força política transformadora.
Nas ruas de todo o Brasil, hoje, abrimos uma porta para a mobilização permanente, para o debate popular e para a ação política organizada em defesa de direitos duramente conquistados e que não podem ser usurpados por uma aventura golpista.
Daqui para a frente, precisamos debater os problemas sofridos por nosso país e construir um projeto de futuro. Precisamos pensar o Brasil que queremos. Corrigir os erros, acertar o rumo e seguir em frente.
Hoje é um dia histórico. O dia em que o povo brasileiro recobrou a sua capacidade de reagir, se deu as mãos, e decidiu dar um basta ao golpe e aos golpistas.
A democracia brasileira agora tem uma base política genuína, popular, humana, sobre a qual poderá ser reerguida.
http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/293008/Juca-Ferreira-greve-mostrou-que-o-povo-ainda-pode-salvar-o-Brasil.htm

ODEBRECHT ENTREGA PROVAS DA PROPINA A PADILHA

José Cruz/Agência Brasil247 - Após os depoimentos que detalharam com riqueza de detalhes o esquema de corrupção do ministro Eliseu Padilha (Casa Cilvil), um dos mais próximos de Michel Temer, a Odebrecht entregou uma espécie de "mapa da propina", que detalha a rota e os pormenores do percurso do dinheiro ilícito. No caso das informações contra o Padilha (PMDB), as informações fornecidas pelos delatores são bastante contundentes: num dos endereços indicados pela empreiteira, onde um representante do ministro teria recebido R$ 1 milhão, funcionam três empresas ligadas a ele, no Centro Histórico de Porto Alegre; no local existe ainda um funcionário chamado Luciano, nome citado pelos delatores como responsável por receber valores.
As informações são de reportagem de O Globo.
Outro que se complicou ainda mais foi Aécio Neves :
"Em Contagem (MG), Oswaldo Borges, tesoureiro de Aécio Neves (PSDB-MG), de fato despachava na concessionária Mercedes Benz citada pelo executivo Sérgio Neves. Num galpão nos fundos está a coleção de carros antigos mencionada pelo delator como visitada no dia em que levou R$ 500 mil para Borges. Procurado, não se manifestou."
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/293015/Odebrecht-entrega-provas-da-propina-a-Padilha.htm

REPATRIAÇÃO NÃO TROUXE DE VOLTA RECURSOS IRREGULARES NO EXTERIOR

tOrange.biz 247 - Batizado de “repatriação”, o programa que legalizou bilhões em recursos clandestinos no exterior, na verdade, trouxe de volta ao Brasil apenas uma pequena parcela desse dinheiro.
Segundo um levantamento do Estado de S.Paulo, feito como base na Lei de Acesso à Informação, a imensa maioria do dinheiro não voltou para o Brasil. Segundo a Receita Federal, foram regularizados R$ 152,7 bilhões até agora, mas permanecem lá fora R$ 126,1 bilhões – quase 83% do total. O Banco Central registrou a entrada no País de R$ 26,6 bilhões. Detalhe: o grosso, R$ 151,6 bilhões, pertence a pessoas físicas.
As informações são de reportagem de Alexa Salomão e Marcelo Godoy.
"Segundo advogados que trabalharam na regularização, essa parcela menor foi trazida, principalmente, pelos pequenos investidores, com menos de R$ 1 milhão. Tanto é assim que os quase R$ 27 bilhões repatriados entraram no Brasil por meio de 10.194 contratos de câmbio. Isso indica que, na média, cada contrato foi de R$ 260 mil.
Investidores com valores maiores ainda resistem. Contam que tiraram o dinheiro do País para ter uma espécie de “seguro” contra a instabilidade do Brasil e não acham que é hora de voltar. 'A maior parte dos investidores prefere deixar o dinheiro lá fora até as coisas se acalmarem; querem ter uma reserva em moeda forte contra os riscos econômicos e políticos daqui. Tem crise, desemprego, Lava Jato. Ainda não estão acreditando no Brasil', diz Ordélio Azevedo Sette, sócio fundador do Azevedo Sette Advogados, que já fez mais de 100 procedimentos de regularização.
A legalização mostrou que é antiga a prática de 'exportar' capital clandestinamente em tempos mais sensíveis. Pode-se dizer que o fluxo do dinheiro ilegal conta a história das crises brasileiras.
'No meio do trabalho da repatriação, a gente pode ver, claramente, que os grandes movimentos de envio de recursos para o exterior foram em momentos pré-riscos políticos', diz o advogado tributarista Tiago Dockhorn, sócio do escritório Machado, Meyer, que coordenou pessoalmente mais de uma centena de repatriações.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/293023/Repatria%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-trouxe-de-volta-recursos-irregulares-no-exterior.htm

sábado, 29 de abril de 2017

O Brasil depois da greve geral


A semana foi farta em más notícias para o governo Temer. No Congresso, a votação da reforma trabalhista, que ainda pode ser barrada no Senado, mostrou que o Palácio do Planalto não tem os 308 votos necessários para as mudanças na Previdência. Na economia, março trouxe o maior rombo fiscal da história e uma nova alta do desemprego, numa demonstração cabal de que não há retomada alguma da atividade. Nas ruas, a greve geral, que teve a adesão de diversas categorias, indica que a paciência dos brasileiros chegou ao limite – o que também foi captado pela pesquisa Ipsos, que mostrou aprovação de apenas 4% a Michel Temer. Se isso não bastasse, 92% apontaram que o Brasil segue no caminho errado.
Todos esses indicadores deveriam ser suficientes para que o Brasil buscasse saídas para a enrascada em que se meteu. Um esboço disso foi apresentado na última quinta-feira, com o Projeto Brasil Nação, liderado pelo professor Luiz Carlos Bresser Pereira e apoiado por diversos intelectuais. O texto aponta que, com Temer, promove-se o maior desmonte já visto no Brasil não apenas de direitos e garantias sociais, como também das próprias empresas nacionais, num projeto de submissão do País a interesses internacionais.
Concorde-se ou não com as ideias de Bresser Pereira, ao menos há um esforço para aglutinar pensadores em torno de uma saída. O que já não é mais aceitável é ignorar que o Brasil sofre o maior processo de autodestruição a que uma nação já se submeteu e, ainda, que o projeto político representado por Temer já se esgotou ou está muito perto disso.
A grande questão, para as forças que o apoiaram, é como empurrar esse projeto até 2018. Em maio, por exemplo, já será possível saber a reforma da Previdência será ou não aprovada. Depois disso, qual será a serventia de um governo rejeitado pela ampla maioria da população? Sua manutenção apenas postergará a agonia brasileira, trazendo prejuízos políticos inclusive para as forças que o apoiam, como já se pode notar nas taxas de rejeição aos principais nomes do PSDB.
Quem já percebeu o risco e sacou uma boa proposta foi o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que passou a defender eleições imediatas não apenas para a presidência da República, como também para o Congresso – o que significa que ele próprio renunciaria ao atual mandato. Caiado argumenta, com razão, que os brasileiros já não se veem mais representados na classe política e que só as urnas poderão pacificar o País. Hoje, a continuidade de Temer favorece apenas a oposição, que ganha novos argumentos a cada dia para denunciar os reais motivos por trás da deposição de Dilma Rousseff.
Para um país conflagrado como o Brasil de hoje, a única saída é a reconquista da democracia, com eleições gerais e um novo pacto político. Até porque reformas econômicas, como as que Temer vêm tentando impor, só poderão ser aprovadas por um governo visto como legítimo pela população.
http://www.brasil247.com/pt/blog/leonardoattuch/292877/O-Brasil-depois-da-greve-geral.htm

LULA CRITICA DESMONTE DA INDÚSTRIA NAVAL E PEDE REAÇÃO URGENTE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado, de atos em defesa da indústria naval, que foi praticamente destruída pela Operação Lava Jato.
Leia abaixo reportagens sobre os atos no Rio Grande (RS) e em Angra dos Reis (RJ) e confira a fala de Lula e Dilma acima.
"Eles não estão fazendo reforma, estão demolindo a CLT", diz Lula em ato no Rio Grande (RS)
Para o ex-presidente, reforma Trabalhista em tramitação levará o país às condições de trabalho do início do século passado
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (29) de ato em defesa do Polo Naval do Rio Grande (RS), na chamada Metade Sul do Estado. Em seu discurso, ele criticou os projetos de reforma da Previdência e Trabalhista em tramitação em Brasília, e afirmou que o que está sendo feito é “a demolição da CLT”.
“Os que deram um golpe na Dilma dizendo e iam melhorar o país, só pioram o país. Eles estão destruindo tudo que Getúlio Vargas fez a nível de direitos trabalhistas. Eles querem que os trabalhadores tenham as mesmas condições de trabalho do início do século passado, querem jogar nas costas do povo o rombo da Previdência. Eles não estão fazendo uma reforma, estão demolindo o país”, disse o ex-presidente.
O local e a ocasião em que se deu a fala de Lula são bastantes propícios. O processo de desmonte por que passa o Polo Naval existente ali já afeta a economia de Rio Grande e do Estado como um todo. No município, saiu-se de um orçamento de mais de R$ 200 milhões, em 2009, para algo em torno de R$ 700 milhões em 2016. Mas, para este ano, a previsão é de uma retração de algo entre R$ 70 milhões e R$ 75 milhões.
Sobre esta guinada política e econômica por que passa não só o Rio Grande do Sul, mas o Brasil como um todo, Lula disse: “Eu estou percebendo que esse desmonte do Brasil não pode continuar acontecendo. Eu posso esperar até 2018, mas quem tá passando fome não pode esperar até 2018. A gente tem que falar para os golpistas: tomem vergonha e tenham coragem de convocar novas eleições.”
De acordo com Lula, tanto o golpe que sofreu a presidente Dilma Rousseff (que também foi ao ato deste sábado no Rio Grande, onde foi muito aplaudida), quanto as reformas que se tenta impor ao país são frutos de um projeto de nação que é contrário ao que foi posto em prática durante os anos de governo do PT. “Tem um tipo de gente que não aceita uma menina da periferia fazer medicina ou engenharia. Tem gente que não suportou pobres com carro, computador. Nós provamos em 12 anos que é possível mudar a história do país”, afirmou Lula, que concluiu: “Uma nação é medida pela qualidade do seu povo. Pelos direitos e formação do seu povo. Nada representa mais uma nação do que uma pessoa que nasce pobre e poder sonhar em fazer universidade”
O ex-presidente falou ainda sobre uma eventual candidatura à Presidência da República em 2018. De acordo com ele, sua disposição é de voltar a governar o país, e toda a sua vida, até o fim, será voltada para a defesa da democracia no Brasil. “Quero que a TV Globo descubra logo o candidato dela. E eu, que não queria mais ser candidato, terei um imenso prazer em derrotar o candidato da Globo. Na minha idade, a gente não sabe quanto tempo terá pela frente. Tô com 71 anos, mas se eu tiver mais 20 ou mais um ano pela frente, será só para defender a democracia neste país”
Leia ainda reportagem da Rede Brasil Atual:
Rede Brasil Atual - Em ato na manhã de hoje (17) em Angra dos Reis (RJ), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o "desmonte" da indústria naval brasileira, lembrando que ele mesmo, no início de seu primeiro mandato, ajudou a recuperar o setor. "Pegamos do zero e levamos a quase 80 mil trabalhadores", afirmou, durante manifestação no estaleiro Brasfels. O local é um exemplo das mudanças pelas quais passou o setor. Segundo Lula, onde só havia "capim, mato e rato", passaram a trabalhar 12 mil pessoas. Atualmente, o estaleiro tem apenas 3 mil.
"Provamos que é possível recuperar a indústria naval", disse o ex-presidente, defendendo a manutenção da política de conteúdo local. "Temos tecnologia, engenharia, gente capacitada", afirmou, criticando a mudança de diretriz da Petrobras, que deveria, segundo ele, "continuar a fazer investimento no Brasil, contratando obra e exigindo conteúdo nacional". Caso contrário, a empresa passará a "engordar" estrangeiros, provocando desemprego no país.
Para Lula, o país melhorou nos últimos anos e não pode admitir o retrocesso. "As pessoas mais pobres têm de entrar no orçamento da União." Ele sugeriu que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), organize "prefeitos, deputados e sindicalistas", além de eventualmente convidar o presidente Michel Temer "para sentir o cheiro de um metalúrgico de estaleiro, de uma soldadora, para ele saber que essas pessoas precisam trabalhar". "É preciso reagir enquanto é tempo", acrescentou o ex-presidente, que participou de assembleia com sindicalistas do setor metalúrgico e dos petroleiros, ligados a diversas centrais sindicais.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/292971/Lula-critica-desmonte-da-ind%C3%BAstria-naval-e-pede-rea%C3%A7%C3%A3o-urgente.htm

JOÃO SANTANA DIZ QUE TEMER “ENCHEU O SACO” PARA ENTRAR NO PROGRAMA ELEITORAL

ABR 247 - O marqueteiro João Santana disse em seu depoimento à Justiça Eleitoral que Michel Temer, então candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff "encheu o saco", para poder participar do programa eleitoral da chapa presidencial encabeçada pela petista em 2014. Santana, porém, ressaltou que Temer não somava nada à campanha e ainda tirava votos da chapa.
O marqueteiro, que prestou depoimento ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin na última segunda-feira afirmou que até mesmo Dilma teria pedido para que Temer fosse inserido no programa eleitoral porque ele "estava enchendo o saco".
"Dilma e Temer nunca tiveram uma boa relação", disse Santana. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o marqueteiro também disse que o peemedebista não era o vice dos sonhos de Dilma e nem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Santana relatou que informou a Temer que sua imagem era negativa para boa parte das pessoas ouvidas em entrevistas pelo comitê eleitoral responsável pela campanha. A Imagem de Temer era associada ao satanismo pelos eleitores do Sul e Sudeste do país.
Santana relatou, também, ter sofrido uma "pressão amigável" por parte de Temer para atuar em uma campanha eleitoral no Haiti, em 2015. Diante da negativa, Temer teria insistido para que ele reconsiderasse a decisão.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/292995/Jo%C3%A3o-Santana-diz-que-Temer-%E2%80%9Cencheu-o-saco%E2%80%9D-para-entrar-no-programa-eleitoral.htm

A GREVE GERAL, A GLOBO E A RETÓRICA REACIONÁRIA

Por Chico Cavalcante
O que há de novo no cenário político nacional? A partir de hoje a resposta para essa questão é simples: o protagonismo das massas que marcharam de norte a sul do país na sexta-feira, 28/4.
Potente grito dos movimentos sociais organizados contra um governo ilegítimo e sua democracia do achaque, a greve geral multitudinária do dia 28/4 jogou por terra o argumento de que, protegido pela grande imprensa, o governo golpista não seria incomodado pelo alarido das ruas. Foi. E foi de modo rotundo.
A iniciativa, que começou com o movimento sindical unificado, se alastrou em ações do MST no campo, do MTST – protagonista da gloriosa marcha até a casa de Temer, em São Paulo; no apoio da igreja católica; nos comunicados de professores até mesmo de escolas mais tradicionais do país e nas convocações espontâneas que inundaram as redes sociais.
Logo pela manhã as multidões tomaram as ruas e estradas, em gestos que irmanaram a nação. Não houve nenhuma cidade importante onde não tenha acontecido um ato de grande envergadura que integrava em rede a maior greve geral já realizada no país.
Sustentada na recusa das chamadas reforma trabalhista e reforma da previdência - dois projetos de desmonte de um arcabouço de direitos dos trabalhadores brasileiros – a mobilização também se insurgiu contra a corrupta estrutura política do país, reconhecendo em Temer o ponto central do sistema. É dele a iniciativa da liberação de dinheiro para os deputados, na forma de emendas parlamentares; o loteamento de empresas estatais e a negociação aberta de cargos públicos que sustentam sua nauseante maioria parlamentar.
O presidente com maior rejeição da medida no país, está também no centro dos relatos feitos pelos delatores da Odebrecht, que entregaram à força-tarefa da Lava Jato e ao Ministério Público Federal extratos que de pagamento de propina acordada em uma reunião com o então vice-presidente Temer, em 2010. Os valores superam os US$ 40 milhões que, segundo os executivos da empresa corruptora, teriam sido acordados em São Paulo, no comitê do vice-presidente.
Enquanto as manifestações cresciam em todo o país e surpreendiam golpistas e seus apoiadores, o jornalista Rodrigo Ratier denunciava em sua página em uma rede social que havia recebido de um o seguinte relato, vindo de dentro da redação da TV Globo São Paulo: "na preparação do telejornal vespertino, um editor se dirigiu aos berros à equipe, dizendo estar vetado o uso da expressão greve geral nas reportagens da rede". A instrução era para nomear de "protesto" de "sindicalistas e manifestantes", com foco na "baderna" e "nos transtornos causados à população".
A Rede Globo não contestou o relato do jornalista. Nem poderia. Quem acompanhou a cobertura da greve, tanto na TV Globo quando na Globonews, viu, ao vivo e em cores, a "ordem de cima" ser seguida a risco pelos repórteres, apresentadores e editores. A moldura da cobertura mentirosa era feita pelos comentaristas, ora ignorando totalmente a realização da manifestação histórica, ora usando o luxuoso auxílio das versões palacianas, que desqualificam o movimento.
A cotidiana manipulação dos fatos e a construção de uma retórica própria, que nega os fatos, provam que a Rede Globo desenvolveu-se como diretriz a prática descrita nas teorias da comunicação como agendamento.
O agendamento pressupõe que as notícias são como são porque os veículos de comunicação nos dizem em que pensar, como pensar e o que pensar sobre os fatos noticiados. A prática do agendamento pela rede Globo parte do entendimento, correto, de que os consumidores de notícias tendem a considerar mais importantes os assuntos veiculados na imprensa, transformando seus postulados em verdades absolutas.
Ou seja, a Globo, líder de audiência em canais fechados e abertos, segue dizendo aos brasileiros o que falar e pautar em âmbito privado. Ela agenda não apenas o debate, mas a política, orgulhando-se de ter derrubado três presidentes legitimamente eleitos: Jango, Collor e Dilma. É notória a participação do leque noticioso da emissora na articulação do golpe de 2016, transformando as camisas da combalida seleção brasileira em uniforme de uma rebeldia sem causa e levando multidões às ruas para condenar previamente uma presidente eleita, colocando em seu lugar um fantoche do capital.
Diante disso, não é de se estranhar que a vênus platinada tenha uma cartilha retórica conservadora, reacionária, para esconder de seus telespectadores e assinantes a verdade dos fatos.
O público dessa emissora vive no escuro. Não conhece os fatos, apenas as versões. Não debate ideias, assimila opiniões carimbadas com a chancela do Planalto. Não sabe que o Brasil atravessa uma grave recessão, inaugurada pelo governo golpista e agravado por suas decisões econômicas, ditadas grosseiramente pelo capital financeiro e por interesses exógenos.
Como robôs que seguem apenas uma programação, os apresentadores e repórteres da emissora, salvo honrosas exceções, rezam uma única cartilha. Classificam a política de desmonte de direitos de Temer como "modernização do mercado de trabalho" e fazem da repetição incessante de minuciosos recortes de denúncias - que ainda estão por se provar - uma infame e ilegal campanha aberta pela prisão do ex-presidente Lula, esquecendo propositalmente que as delações da Odrebrecht incluem, com até mais peso, outros 200 políticos renomados, dentre os quais o próprio Michel Temer, Aécio Neves, Geraldo Alkmin, José Serra, Fernando Henrique Cardoso e os presidentes da Câmara Federal e do Senado da República.
Qualquer observador atento perceberá, assistindo a qualquer programa jornalístico da Rede Globo, o viés reacionário de sua retórica e o perfil autoritário com que impõe sua "linha editorial". Quando entrevista, chama tão somente pessoas que corroboram com sua opinião. Quando debatem, montam um time de ventríloquos que repetem a voz do dono. Tudo o que soar como novo ou que vier a contrariar a opinião dos donos da casa é recusado, ou melhor, é etiquetado para ser destruído.
Professor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade Princeton, Albert Hirschman se debruçou sobre a ''cultura reacionária'' das estratégias do imobilismo. Os argumentos básicos que, de acordo com Hirschman, os conservadores utilizam para criticar políticas que podem introduzir mudanças progressistas na ordem social são a perversidade, a futilidade e a ameaça.
A análise da retórica da Globo à luz dos ensinamentos de Hirschman mostra como a emissora assentou suas baterias contra as principais eixos da greve geral do mesmo modo que vem fazendo contra as ações da oposição a Temer e dos postulados da esquerda diante dos evidentes impasses da economia do caos, imposta por Meireles e sua equipe de burocratas a serviço dos banqueiros.
O jornalismo da Globo argumenta que a greve geral não resolve nenhum dos problemas que pauta e ainda resulta em outros (argumento da futilidade), que a greve foi manipulada pelo PT e por setores "contrários à lava jato" (argumento da perversidade), e, ainda, que a greve geral colocou em risco "as importantes reformas que o país precisa fazer" (argumento da ameaça).
Assim, a retórica conservadora da Globo contra a greve geral se revela cada vez mais reacionária, ideológica e sem sustentação empírica. Enquanto manifestantes provocavam seus repórteres com frases como "Globo golpista", a emissora insistia em repetir os surrados argumentos da perversidade, da futilidade e da ameaça de um movimento legítimo e necessário. Se continuar assim, corre o risco montar para si mesma uma realidade paralela, um nefasto asilo onde se ignora o mundo real em nome de patéticas miragens reacionárias.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/292975/A-greve-geral-a-Globo-e-a-ret%C3%B3rica-reacion%C3%A1ria.htm

O Brasil na mão de um bando que finge que a greve falhou enquanto faz jabá no Ratinho

Largo da Batata, SP, 28 de abril de 2017
Faz sentido o ministro da Justiça Osmar Serraglio, indicação de Eduardo Cunha, se fazer de desentendido diante da greve geral.
Para Serraglio, que chamou líder de esquema descoberto na operação Carne Fraca de “grande chefe”, as manifestações foram “pífias” e não tiveram “a expressão que se imaginava”.
Diz ele que “forçou-se até a situação quando se percebeu que os resultados não eram os imaginados”.
“Vimos provocações em alguns lugares, interdições em outros locais, mas aqueles movimentos que nós fizemos de milhões não aconteceu. Logo, nós iremos prosseguir com as reformas que estamos introduzindo”, falou.
Fazendo coro ao chefe, foi criativo: “A população sabe que precisamos tomar um remédio amargo para uma doença triste. É difícil, mas é necessário”.
A “população” a que Serraglio se refere são, provavelmente, os 4% de cidadãos que, segundo a última pesquisa Ipsos, acham o governo bom ou ótimo.
Serraglio resumiu a gestão para a qual trabalha, formada por maganos que trabalham para si mesmos num Congresso de costas para o povo.
O centro das capitais esvaziou como num domingo de janeiro, os transportes não funcionaram, lojas fecharam, escolas públicas e particulares não abriram.
A casa de Michel recebeu a visita de milhares de brasileiros que não foram lá para cumprimentá-lo.
A quantidade de bocós que se dedicaram a tentar desmoralizar o movimento, como Rachel Sheherazade e os suspeitos de sempre, a campanha franca da Globo para criminalizar o ato depois de tentar ignorá-lo, as bravatas do prefeito João Doria — tudo isso atesta o tamanho da greve.
Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas que mede o debate político baseado em menções a temas na internet, a hashtag #BrasilemGreve esteve entre os tópicos mais comentados mundialmente no Twitter.
Teve mais repercussão na rede que os protestos pelo impeachment de Dilma em 2015 e 2016, relata o site Poder360. Trata-se do momento mais crítico para o governo Temer desde seu início, atesta a FGV.
Sim, houve depredações, piquetes e confrontos, mas era um protesto e não uma micareta de gente com camiseta da CBF dançando em volta de um pato amarelo e tirando selfie com a polícia, tendo o metrô franqueado e esfiha gratuita no Habib’s.
O cinismo de Serraglio e a covardia de Temer não surpreendem. É desespero.
O Brasil de 2017 é chefiado por uma escumalha que paga jabá no programa do Ratinho enquanto as ruas pegam fogo.
Temer no Ratinho
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-brasil-na-mao-de-um-bando-que-finge-que-a-greve-falhou-enquanto-faz-jaba-no-ratinho-por-kiko-nogueira/

LULA DIZ QUE GOLPISTAS “NÃO ESTÃO FAZENDO REFORMA, ESTÃO DEMOLINDO O PAÍS”

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula Rio Grande do Sul 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as investigações da Operação Lava Jato contra ele não são opor corrupção, mas pelo "seu jeito de governar". Lula, que neste sábado (29) participou de um ato em Rio Grande (RS) em defesa da indústria naval, disse que "a história irá me absolver".
Lula disse, ainda, que o eu depoimento ao juiz federal Sério Moro, marcado para o próximo dia 10, será a "a primeira chance" que terá para "falar sobre o que estão fazendo comigo". Lula criticou a ação da Polícia Federal quando ele foi levado para depor coercitivamente no ano passado. Segundo ele, "a PF até levantou meu colchão atrás de dinheiro". Lula disse, ainda, "estar pedindo a Deus para depor".
Lula também criticou as reformas previdenciária e trabalhista que, segundo ele, "estão demolindo o país". "Os que deram um golpe na Dilma dizendo e iam melhorar o país, só pioram o país. Eles estão destruindo tudo que Getúlio Vargas fez a nível de direitos trabalhistas. Eles querem que os trabalhadores tenham as mesmas condições de trabalho do início do século passado, querem jogar nas costas do povo o rombo da Previdência.
Eles não estão fazendo uma reforma, estão demolindo o país", afirmou.
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/292993/Lula-diz-que-golpistas-%E2%80%9Cn%C3%A3o-est%C3%A3o-fazendo-reforma-est%C3%A3o-demolindo-o-pa%C3%ADs%E2%80%9D.htm

IBGE CONFIRMA: NADA INDICA RECUPERAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO

247 - Apesar da constante tentativa de Michel Temer e sua equipe econômica de dizer que o golpe deu certo, a série de recordes negativos no mercado de trabalho no trimestre encerrado em março, revelados pela Pnad Contínua nesta sexta-feira (28), indica que "não há absolutamente nada que mostre qualquer indício de recuperação", afirmou o coordenador de trabalho e rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Desde 2012, início da série histórica da Pnad Contínua, nunca a fila de desempregados foi tão grande: 14,2 milhões de pessoas procuram emprego, mas não encontram vaga. A taxa de desocupação subiu para 13,7% no trimestre encerrado em março, recorde, conforme publicação do jornal Valor Econômico.
Os dados do IBGE mostram que a população ocupada está em forte queda desde o fim de 2015 e chegou no trimestre encerrado em março de 2017 no menor nível desde abril de 2012. Atualmente, 88,9 milhões de pessoas estão empregadas no país, contingente 1,9% menor que no trimestre encerrado em março de 2016. Em relação a igual período do ano passado, são quase 1,692 milhão de pessoas empregadas a menos no país.
"Tudo que acontece no mercado de trabalho é reflexo do cenário econômico conturbado, do cenário político instável. São coisas que desestabilizam. Essas respostas [negativas] do mercado [de trabalho] são rápidas, mas a recuperação é demorada", diz Cimar Azeredo. O nível da ocupação, que caiu para 53,1%, também é o menor da série.
Temer e Henrique Meirelles (ministro da Fazenda) têm ainda outro recorde negativo: o contingente de trabalhadores com carteira assinada caiu 3,5% no trimestre encerrado em março, na comparação com igual período do ano passado, e chegou ao menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Nesse período, houve perda de 1,2 milhão de postos de trabalho com esse tipo de garantia trabalhista, segundo o IBGE.
No trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pnad Contínua, havia no país 33,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Frente ao trimestre encerrado em dezembro, houve perda de 599 mil postos de trabalho com carteira assinada, queda de 1,8% no período.
O corte do emprego com carteira assinada tem ainda os efeitos negativos de reduzir a contribuição previdenciária, de cortar o acesso ao plano de saúde concedido pela empresa e de piorar o acesso ao crédito, enumerou Cimar Azeredo. "É a perda da proteção social, principalmente nas famílias de baixa renda. Isso mexe na estabilidade dessas famílias".
Pelo lado positivo há apenas o rendimento médio real, que cresceu 2,5% em relação ao trimestre encerrado em março do ano passado, para R$ 2.110. Em grande parte, segundo Cimar Azeredo, o movimento foi beneficiado pela redução da inflação. De acordo com ele, o rendimento nominal cresceu significativamente em relação ao trimestre anterior e a inflação menor corroeu menos a renda do trabalho.
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/292928/IBGE-confirma-nada-indica-recupera%C3%A7%C3%A3o-do-mercado-de-trabalho.htm

Globo faz jornalismo ruim e culpa greve geral


Passei a tarde de 28 de abril hoje ouvindo – na TV – depoimentos de cidadãos comuns a repórteres da Globo que ficaram sem transporte em função da greve geral. O tom da cobertura era previsível: pobres cidadãos indefesos que tiveram seu dia arruinado pela paralização de trabalhadores, a maior de nossa história.
Parece que a culpa pelos transtornos enfrentados pelas pessoas nas rodoviárias e nas estações de trem e do metrô deve ser atribuída ao movimento sindical. Bobagem.
Com um mês de antecedência, as centrais sindicais informaram ao país inteiro que os trabalhadores iriam cruzar os braços no 28 de março. Incluía-se aí, evidentemente, a paralisação dos transportes, ação tradicional em toda paralisação desse porte – na Grécia, na França, ou no Brasil.
Como se não fosse suficiente, nos cinco dias que antecederam a greve geral, uma centena de bispos da Igreja católica publicaram vídeos, na internet, convocando a população a cruzar os braços no dia 28.
O próprio governo federal preparou-se, reforçando o aparato policial. O mesmo fizeram as PMs, na maioria dos estados. Anunciaram esquemas de policiamento, avenidas e regiões liberadas e assim por diante.
O que fez a Globo? Embora bastasse ler os jornais e dar um simples telefonema as partes envolvidas para qualquer estagiário de jornalismo inteirar-se do que acontecia, preferiu fingir que a greve não existia. Retirou o assunto de sua pauta, quando, em nome do interesse público, poderia ter antecipado a situação e alertado os espectadores. Num clássico exercício jornalismo de serviço, poderia sugerir providências para enfrentar aquela emergência. Não precisava apoiar nem divulgar a paralização. Tinha mesmo o direito de fazer críticas – ainda que estas seriam mais aceitáveis se o Brasil não tivesse uma mídia dominada pelo pensamento único.
Em qualquer caso, bastava não esconder de seu público que – era previsível – o protesto teria grande adesão e era prudente tomar as providências cabíveis. Algo que qualquer emissora de Tv, em qualquer país do mundo, aprendeu a fazer décadas atrás. Pauta banal do tele-jornalismo norte-americano quando um furacão se anuncia.
No caso brasileiro, há uma questão de fundo aí. Reconhecer os direitos dos trabalhadores implica, numa sociedade como a nossa, em aceitar os direitos de uma classe diferente da camada dominante. Implica em admitir que essas pessoas podem valer-se dos poucos instrumentos de pressão de que dispõem -- como cruzar os braços -- para serem ouvidas. Vamos combinar: empenhado em aprovar um pacote que reduz os direitos dos assalariados a um caso de polícia -- como na República Velha -- o governo Temer finge dialogar, finge ouvir e finge negociar. No fim das contas, entrega um pacote pronto, igualzinho ao que recebeu de seus patrões. Nessa situação, não há muito que os que os trabalhadores possam fazer no plano da gentileza e do diálogo. Podem abaixar a cabeça ou ir à luta. Foi o que fizeram ontem.
Possivelmente embriagada por um poder de manipulação social que possuía em tempos que felizmente não existem mais, a Globo imaginou que seria possível impedir um fato – a greve – pelo boicote da notícia. Recusou-se a reconhecer os direitos do outro. Reduziu a classe operária a uma não-pessoa, típico exercício de totalitarismo político.
O vexame -- cuja origem profunda se encontra no desprezo histórico pela capacidade de luta dos trabalhadores – se comprovou ao longo do dia.
Desprevenidos como cidadãos que não são alertados para sair de casa com capa e guarda-chuva em dia de tempestade, a Globo encontrou pessoas que chegaram desavisadas às estações de trem e metrô. Ofereceu microfones e câmaras sempre abertas para ouvir seus depoimentos, sendo colocados na posição de vítimas de grevistas. Com isso, ajudavam a Globo a cumprir a função política de desgastar as lideranças dos trabalhadores, evitando reconhecer que elas indiscutivelmente expressam um ponto de vista partilhado por uma maioria imensa dos brasileiros.
Ainda que uma greve geral como a de ontem seja um evento particularmente grave na conjuntura de um governo enfraquecido como Temer, é preciso reconhecer que paralizações desse porte são eventos corriqueiros sob regimes democráticos. Ao demonstrar que não aprendeu a conviver com elas, a Globo confirma que pouco aprendeu com a história do país e com seus próprios erros.
Há 37 anos, a emissora boicotava a campanha pelas diretas-já, a maior mobilização popular da historia republicana. Chegou dizer que um comício contra a ditadura, na Praça da Sé, havia sido uma festa pelo aniversário de São Paulo. Agora, culpa a luta de trabalhadores, apoiada por várias forças legítimas da sociedade, inclusive bispos da Igreja católica, pelos efeitos previsíveis de uma opção politicamente errada de seu jornalismo. Se tivesse mesmo preocupada com eventuais dores de cabeça que uma greve geral poderia causar aos brasileiros, o mínimo que poderia ter feito era orientá-los a se preparar para ela em vez de fazer o possível para esconder uma gigantesca mobilização em curso.
O saldo dessa opção política de cobertura é óbvio. Alimenta a retórica artificial de que a greve geral teve pouca adesão -- hipótese que todos os dados disponíveis desmentem -- e ajuda Temer em seu esforço para levar a proposta de reforma da previdência adiante, em vez de assumir a única atitude legítima depois de uma paralisação deste porte, que é retirar a proposta de circulação.
http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/292884/Globo-faz-jornalismo-ruim-e-culpa-greve-geral.htm

BRESSER: GREVE GERAL FOI DEFESA DO POVO CONTRA VIOLÊNCIA DA CLASSE DOMINANTE

KEINY ANDRADE Por Luiz Carlos Bresser Pereira, em seu Facebook
A greve de ontem foi uma impressionante manifestação dos trabalhadores brasileiros contra o radicalismo da reforma da previdência e da reforma trabalhista.
Ela nada teve a ver com as greves gerais que os trabalhadores socialistas defendiam para iniciar uma revolução.
Foi uma greve defensiva contra a luta de classes de baixo para cima que o governo e as elites financeiro-rentistas vêm fazendo contra o povo brasileiro.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/292969/Bresser-greve-geral-foi-defesa-do-povo-contra-viol%C3%AAncia-da-classe-dominante.htm

LULA: PARA ME TIRAR DE 2018, TERÃO QUE RASGAR A CONSTITUIÇÃO

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula 
Rio Grande do Sul 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista nesta sexta-feira, 28, para a Rádio Guaíba de Porto Alegre. Lula, que detém a liderança da preferência do eleitor brasileiro em todas as pesquisas, voltou a dizer que irá disputar a presidência da REpública em 2018.
"Na medida em que eu percebo que meus adversários estão tentando me prejudicar, que eu percebo que sou alvo de um massacre irresponsável por parte de parcela pequena do Ministério Público, que faz parte da Lava Jato, ou de denúncias irresponsáveis . Na medida em que percebo que isso tem interesses políticos de evitar que eu possa ser candidato em 2018, se eu tinha alguma dúvida, hoje eu posso dizer: eu quero ser candidato", disse Lula.
"Se eles quiserem evitar que eu seja candidato, eles terão mais uma vez que rasgar a Constituição brasileira, para cometer mais um crime contra a democracia neste País", afirmou.
Como fez em entrevista à Rede Brasil Atual, Lula comemorou a alta adesão da greve geral que paralisa o País contra as reformas trabalhista e da Previdência. "Eles aprovaram uma terceirização que vai fazer com que os trabalhadores fiquem mais fragilizados na relação com seus empregadores. Isso é motivo suficiente para que o povo brasileiro se rebele, se manifeste, faça sua greve e fale para o governo que não vai aceitar esta situação", disse Lula. "É uma greve histórica. Há muito tempo que não víamos um movimento tao preciso quanto esse. E é importante dizer que é uma greve causada pela irresponsabilidade e pela insensibilidade do governo", disse Lula.
Lula informou que estará neste sábado, 29, no Rio Grande do Sul, para participar de um ato em defesa da indústria naval e do conteúdo local para obras e aquisições da Petrobras. "Não é possível o Brasil não ter uma indústria naval poderosa como nós estávamos construindo", afirmou.
Assista à íntegra da conversa acima.
http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/292817/Lula-para-me-tirar-de-2018-ter%C3%A3o-que-rasgar-a-Constitui%C3%A7%C3%A3o.htm

Quem não gosta de greve, democrata não é


Sou totalmente favorável a greve geral de protesto como a de hoje que tem um fundamento muito claro: trabalhadores mostrarem ao governo e à classe política que não concordam com o teor das reformas trabalhistas e da Previdência, nem poderiam, pois serão violentamente atingidos.
As desigualdades sociais, já imensas no Brasil, tendem a aumentar mais.
Não há outra conclusão a tirar das reformas de Temer a não ser que visam tirar dos que já têm pouco para dar aos que já têm demais. Tirar dos trabalhadores para dar aos empresários. É a forma que eles encontraram de enfrentar a crise.
Esse é o grande erro que Temer está prestes a cometer.
A única arma que os trabalhadores têm para se defender da artilharia pesada de Brasília é o protesto. A greve.
É um instrumento de protesto legítimo, previsto na constituição de 1988.
Quem se opõe à greve não só desrespeita a opinião da classe trabalhadora que vai ser afetada de forma radical pelas propostas, como também rasga a constituição e revela seu caráter autoritário.
É o caso, por exemplo, do prefeito de São Paulo, João Dória que chamou os grevistas de “vagabundos e preguiçosos” e ameaça cortar o ponto de quem aderir ao movimento.
Eleito pelos trabalhadores de baixa renda que são a maioria da população de São Paulo é assim que ele retribui.
Em sua homenagem vai aqui, em primeira mão, a versão 2017 do famoso samba de Dorival Caymmi:
“Quem não gosta de greve/ democrata não é/ é ruim da cabeça/ ou doente do pé”.
http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/292810/Quem-n%C3%A3o-gosta-de-greve-democrata-n%C3%A3o-%C3%A9.htm

O governo golpista sente a força do movimento popular


O ensaio foi longo, mas a greve geral saiu e paralisou o Brasil. De norte a sul, em grandes, médias e pequenas cidades, o País parou e saiu para as ruas, para manifestar a defesa dos interesses de todos contra a ofensiva antipopular do governo golpista.
Se jogava com um fracasso da greve geral para seguir adiante com a cassação dos direitos da massa da população, o governo se deu mal. Tinha corrido para aprovar a liquidação da CLT, a terceirização, o fim da previdência pública, para mostrar serviço para o mercado e a mídia, mas se choca com o País real.
Até agora o governo se valeu da grande maioria conservadora no Congresso, como se ela fosse representativa da sociedade, para tocar pra frente seu programa regressivo. Foi acumulando resistências, no movimento popular e na sua própria base de apoio.
Os movimentos populares, por seu lado, foram acumulando forças, até o grande desafio da greve geral. Há quem ache que é a solução definitiva dos conflitos. Não é. Ela é uma grande demonstração de forca e, ao mesmo tempo, um momento de grande tomada de consciência por parte dos trabalhadores do papel de produtores de todas as riquezas que o País possui.
Seu sucesso coloca a luta contra o governo golpista num patamar superior. As condições de rejeição do fim da previdência ja existiam, agora se trata de brecar o fim da CLT no Senado, para assim colocar um limite aos avanços do governo e fazer com que ele perda a iniciativa e passe a temer qualquer nova votação no Congresso.
A luta de classes irrompe de forma direta nos enfrentamentos democráticos entre governo e oposição. Se o governo tenta manter o centro dos embates no Congresso, valendo-se da maioria que ainda detem, os movimentos populares conseguiram fazer intervir as ruas, onde a correlação de forcas lhe é totalmente favorável.
A dinâmica do avanço do pacote de maldades do governo gera, ao mesmo tempo, as resistências populares cada vez mais amplas e, com isso, coloca limites ao pacote. Quanto mais se aproximam as eleições de 2018, mais resistências o governo vai encontrando dentro da sua própria base de apoio no Congresso. Somado às resistências populares, vai se configurando uma tempestade perfeita para o governo, especialmente a partir do segundo semestre deste ano.
A partir da greve o movimento popular precisa continuar mobilizando a setores cada vez mais amplos da sociedade a partir da consciência de como seus direitos estão sendo atropelados, de como o pais esta’ retrocedendo, de como so pela recuperação da democracia o Brasil pode voltar a crescer e a distribuir renda. Precisa, ao mesmo tempo, aumentar a pressão sobre os parlamentares para impedir a aprovacao do fim da previdencia publica no Congresso, do fim da CLT no Senado.
O movimento popular precisa, ao mesmo tempo, lutar para garantir o direito do Lula ser candidato a presidente, que é a condição de que tenhamos eleições democráticas e recuperação do direito do povo decidir, livremente, pelo voto, os destinos que quer para o pais. Trabalhar para tirar toda capacidade de iniciativa do governo, para que ele veja que qualquer acao dele será rejeitada politicamente, tera’ respostas cada vez mais drásticas e amplas da população.
A greve geral, pelo seu sucesso, e’ um novo marco na luta pela redemocratização do pais e pela obstrução da acao deletéria do governo golpista contra o Brasil. Refuta aqueles que acusam o povo brasileiro de falta de disposição de luta por seus direitos e pelos destinos do pais. Mostra que, mobilizada e conscientizada, a sociedade brasileira é capaz de restaurar a democracia e reconduzir o pais pelos caminhos que foram interrompidos pelo golpe.
http://www.brasil247.com/pt/colunistas/emirsader/292820/O-governo-golpista-sente-a-for%C3%A7a-do-movimento-popular.htm

GLOBO TRANSFORMA GREVE GERAL EM BADERNA SINDICAL

247 - O jornal O Globo desistiu de fazer jornalismo e se entregou ao papel de defensor integral do governo de Michel Temer, que ajudou a colocar no poder ao apoiar integralmente a deposição da presidente legitimamente eleita, Dilma Rousseff (PT).
Neste sábado, apesar de uma greve geral história —que mobilizou 35 milhões de brasileiros, com manifestações em todos os Estados e no Distrito Federal— o periódico dos Marinho limitou o movimento a uma mera baderna sindical.
Ignorando a adesão popular ao movimento e o recorde de impopularidade de Michel Temer, aprovado por apenas 4% dos brasileiros, segundo pesquisa Ipsos divulgada nesta semana, O Globo montou uma narrativa fantasiosa. Para o jornal carioca, ao invés de saírem as ruas para defender eus direitos, os manifestantes estavam dispostos apenas a depredar o que encontrassem pela frente, além de atrapalharem o trânsito nas grandes cidades.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/292906/Globo-transforma-greve-geral-em-baderna-sindical.htm

GREVE GERAL EVIDENCIOU LUTA DE CLASSES

247 – "Ao assistir, quarta (26), à votação da reforma antitrabalhista, ocorreu-me frase atribuída ao bilionário Warren Buffett. Em tradução livre, a sentença do investidor seria a seguinte: 'Existe, sim, guerra de classe, mas é a minha classe, a classe dos ricos, que está fazendo guerra, e estamos ganhando'", diz o colunista André Singer, em sua coluna deste sábado.
"No final de contas, contudo, 296 representantes do povo votaram a favor do emprego sem horário fixo e para que não haja obrigatoriedade de pagamento pelo piso da categoria ou pelo salário mínimo na remuneração por produção, entre muitos outros retrocessos. Da outra parte, 177 se manifestaram contra as propostas patronais. Ficara claro de que lado estava, naquela noite, a maioria da Câmara", diz ele.
A greve geral, no entanto, representa uma esperança de virada. "A resposta veio na sexta (28). Na que talvez tenha sido a maior paralisação nacional desde os anos 1980, se não me falha de novo a lembrança, a base da sociedade mostrou que começa a reagir. Agora, precisamos preservar a democracia para que, mesmo de maneira lenta e paulatina, seja possível construir uma representação majoritária capaz de reverter a batalha histórica perdida nesta semana."
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/292898/Singer-greve-geral-evidenciou-luta-de-classes.htm