sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A contagem regressiva para a missão de libertação de reféns começou

A missão para libertar os três reféns das Farc teve sua contagem regressiva iniciada com a chegada à Venezuela dos avalistas internacionais e familiares dos seqüestrados.

A operação, que tem o apoio da Cruz Vermelha Internacional, da França, da Suíça, do Brasil e outros cinco países latino-americanos, deve trazer de volta para a Colômbia a ex-candidata à vice-presidência Clara Rojas, 44 anos, seu filho Emmanuel, 3, e a ex-congressista Consuelo González, 57.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) decidiram entregar os três ao presidente venezuelano Hugo Chávez em desagravo pela decisão do governo de Bogotá de interromper a mediação que até então vinha sendo feita.

A missão começará quando helicópteros destinados a receber os três reféns decolarem da Colômbia às 15H00 local (17H30 Brasília) desta sexta-feira, conforme Chávez anunciou na quinta-feira.

"Nesta sexta-feira, aproximadamente às 3 da tarde, os helicópteros partirão com suas tripulações, incluindo um aparelho adaptado com equipamentos médicos. Será a ponta da operação", disse Chávez à imprensa no Palácio de Miraflores, em Caracas.

Chávez disse que o comboio partirá do aeroporto de Santo Domingo, no estado de Táchira, perto da fronteira com a Colômbia, 650 km ao sudoeste de Caracas, com destino à cidade colombiana de Villavicencio, 100 km ao leste de Bogotá e com forte presença da guerrilha.

Dentro do plano que Chávez estabeleceu com as Farc e que recebeu a aprovação do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, os helicópteros decolarão em seguida de Villavicencio para buscar os três reféns.

Em Villavicencio o delegado de Chávez para a operação, o ex-ministro do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, receberá as coordenadas do ponto em meio à selva para o qual voarão os helicópteros para receber os reféns, dados que só serão comunicados aos pilotos venezuelanos.

Na quinta-feira começaram a chegar à Venezuela os delegados internacionais que acompanharão a operação, entre eles o ex-presidente argentino Néstor Kirchner e o chanceler Jorge Taiana, assim como o assessor da presidência brasileira para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia.

Também acompanhará a caravana a senadora colombiana Piedad Córdoba, que, junto com Chávez, mediou as negociações para a troca humanitária.

Chávez destacou ainda que nesta sexta-feira chegarão à Venezuela dois delegados da Cruz Vermelha Internacional, assim como o alto comissário para a paz do governo de Bogotá, Luis Carlos Restrepo.

A mãe e o irmão de Clara Rojas, assim como as duas filhas de Consuelo González, chegaram a Caracas na noite de quinta-feira, acompanhadas de familiares de outros reféns e guerrilheiros presos.

A Colômbia anunciou que a operação deve terminar "no mais tardar às 18H59 (23H59 GMT) de domingo", mas Chávez descartou que se tenha fixado um prazo para cumprir a missão.

AFP

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