domingo, 30 de dezembro de 2007

Oposição do Quênia proclama-se vencedora das eleições

A oposição queniana proclamou-se vitoriosa neste sábado nas eleições presidenciais mais disputadas na história do país, com base nos resultados preliminares, mas as autoridades pediram paciência e advertiram que nem todos os votos foram contados. Enquanto isso, as tensões resultantes do atraso na publicação dos resultados das eleições da terça-feira provocaram episódios de violência. A polícia queniana usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes na capital, Nairóbi.Neste sábado, a Comissão Eleitoral informou que o candidato da oposição, o milionário Raila Odinga, tinha vantagem na contagem dos votos com 3,7 milhões de sufrágios, contra 3,4 milhões do atual presidente Mwai Kibaki, que tenta a reeleição. Já foram contados os votos de 159 dos 210 distritos eleitorais do Quênia. "Acreditamos que Odinga venceu as eleições," disse seu chefe de campanha, Mohamed Isahakia. A campanha de Kibaki instou os quenianos a esperarem os resultados oficiais, enquanto a tensão cresce.Na capital e nos bastiões da oposição no interior, milhares de pessoas saíram às ruas, armadas com facões, e saquearam lojas e residências. No pobre bairro operário de Quibera, em Nairóbi, onde o apoio a Odinga é forte, jovens gritavam: "sem Raila não existe o Quênia", e exigiam que seu candidato fosse declarado vencedor. Centenas de pessoas saíram em passeata do bairro em direção ao centro de Nairóbi, mas a polícia dispersou a multidão com gás lacrimogêneo.As eleições desta semana no Quênia foram a primeira vez que um governante em exercício enfrentou um desafio sério de perder o poder desde que o país ficou independente da Grã-Bretanha, em 1963. A disputa eleitoral teve o foco no problema da corrupção. Os dois candidatos prometeram lutar contra os subornos e eliminar o favoritismo tribal, que foi um flagelo na política queniana durante anos.

Agência Estado

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