terça-feira, 29 de setembro de 2009

Crucifixo e sacrário são destruídos por evangélico

Uma invasão à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição provocou medo e indignação na população desta cidade. O atentado aconteceu por volta das 19h do último domingo, no momento em que o padre Emanuel Franklin celebrava a missa campal, em homenagem à São Francisco de Assis. De posse de duas facas, Márcio Renner Oliveira da Costa, de 24 anos, evangélico, destruiu o sacrário e um crucifixo feito em madeira, considerado uma relíquia para a Igreja.

Segundo testemunhas, o acusado ainda tentou atacar o pároco e também os fiéis que quiseram dominá-lo. O evangélico só foi contido com a chegada da Polícia Militar. Apesar de ser levado para a Delegacia em Sobral, Márcio Rener não ficou preso, acabou sendo liberado na manhã de ontem.

A invasão à igreja e a notícia da soltura do acusado trouxeram ainda mais revolta à população. "Ele estava bastante violento e parecia estar drogado. Foi muito trabalho para conter a sua fúria", disse um dos fiéis, que prefere não se identificar.

A entrada de Márcio Renner na Igreja foi pouco percebida. Antes de se dirigir ao altar, ele deu algumas voltas no entorno da igreja, para ter a certeza que poderia cometer o ato sem ser interrompido.

Ao entrar no local, Márcio Renner foi direto para altar onde tentou subir e derrubar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que fica ao centro. Antes, já havia derrubado o sacrário, que é feito em bronze, destruído as imagens, e quebrado o crucifixo, de origem européia, feito em madeira, considerada peça rara, e depois destruiu as hóstias que seriam usadas naquela noite.

"Não tive mais condições de celebrar a missa, o nervosismo foi tão grande que achei melhor me recolher na Casa Paroquial", disse o pároco. De acordo com o coordenador regional da Pastoral, padre Edmilson Eugênio, que também é coordenador regional da Pastoral, e que já viveu momento idêntico quando pároco de Santa Quitéria, uma situação como esta é difícil de ser evitada. "Nós estamos muito vulneráveis a este tipo de situação, pelo fato de lidar com o público. O padre estava celebrando fora da igreja quando ela foi atacada", contou.

Por Wilson Gomes, publicado no Diário do Nordeste

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