quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Professores da UECE deflagram greve geral

 

Em assembleia realizada, na manhã de ontem, no Campus do Itaperi, os professores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) deflagraram greve geral por tempo indeterminado. Os técnico-administrativos da instituição também aderiram à paralisação. O plebiscito colheu o voto de 254 professores. Destes, 155 foram favoráveis, 96 contra e três abstenções. À noite, os estudantes, que estão em greve há oito dias, também em assembleia, reiteraram a paralisação geral do corpo discente. As reivindicações por melhorias estruturais e contratação de profissionais para a Universidade seguem alinhadas entre professores, servidores e alunos.
Segundo a presidente do Sindicato dos Docentes da Uece (Sinduece), Elda Maciel, em reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, René Barreira, o gestor pediu paciência à categoria. “Na semana passada, tivemos uma audiência com o secretário. Ele pediu para esperarmos até março, mas esqueceu que neste mesmo mês quem vai se candidatar a cargos eletivos tem que se afastar e o governador [Cid Gomes] com certeza vai se afastar e aí com quem vamos conversar? Não podemos pedir paciência para os nossos alunos que estão sem aula, aos professores e aos servidores da Instituição. Não podemos admitir essa situação”, enfatizou Elda Maciel.
De acordo com a docente, a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e a Universidade Regional do Cariri (Urca) também devem deflagrar greve ainda esta semana. “Ficaremos em greve por tempo indeterminado, até que haja diálogos, propostas e soluções para as nossas reinvindicações”, acrescentou.
REIVINDICAÇÕES
Maior investimento na estrutura física, concurso para professores efetivos (segundo o Sindicato, a Uece tem carência de 295 professores, a Urca de 322 e a UVA de 70) e regulamentação do plano de carreira são algumas das reivindicações do grupo. “Nós vamos protocolar essas pautas junto à Reitoria e o Governo, para oficializar a nossa greve e as nossas reivindicações, que são muitas”, disse Elda Maciel.
Durante a assembleia dos docentes, outras propostas foram incluídas na pauta de reivindicações. Questões como reformas para acessibilidade de portadores de deficiências e segurança interna nos campis serão anexadas às demais.
ASSEMBLEIA DOS ESTUDANTES
Na assembleia do corpo discente, iniciada por volta das 17h, de ontem, cerca de 1.000 universitários participaram e confirmaram a continuidade da paralisação, iniciada há oito dias. Com pautas alinhadas às do corpo docente, os estudantes destacaram seis eixos que serão cobrados junto ao governo estadual. São eles: infraestrutura, democracia, orçamento, assistência estudantil, concurso público e segurança nos campis.
De acordo com o integrante do Centro Acadêmico de História, Marcelo Ramos, além dos estudantes da Capital, a assembleia contou com a participação de universitários da Uece de Limoeiro, Crateús, Quixadá, Tauá e Itapipoca. Segundo Marcelo, hoje, às 10h, será realizada uma reunião, no Itaperi, com o comando de greve dos docentes, discentes e técnicos da instituição para organizar as futuras ações.  Para o dia 6 de novembro, segundo Marcelo, está prevista uma Virada Cultural na Universidade para expor as pautas da greve a fim de envolver a comunidade nas atividades. Um ato público também está sendo planejado pelos estudantes, para ocorrer na manhã do mesmo dia no Palácio da Abolição, sede do governo estadual, para que as cobranças sejam levadas diretamente ao governador Cid Gomes.
DISPOSIÇÃO PARA DIÁLOGO
Segundo nota divulgada, segunda-feira (28), a Reitoria da Uece afirma que, deflagrada a greve, estará à disposição para, respeitosamente, dialogar com o comando da paralisação, pois aposta nos canais institucionais e tem acordo com as pautas de reivindicação.
JESSICA FORTES
jessica@oestadoce.com.br

Postado por pompeumacario

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