terça-feira, 8 de outubro de 2013

Analistas elevam previsão do PIB para 2,47% e apontam estabilidade da inflação

 

Pela terceira vez seguida, contrariando todas as previsões pessimistas, analistas do mercado financeiro voltaram a revisar para cima suas projeções para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013. É o que aponta o relatório de mercado Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC). O mesmo levantamento também apontou estabilidade nas estimativas para a inflação deste ano.
De acordo com os dados, a atividade brasileira, medida pelo PIB, crescerá 2,47% em 2013. Na pesquisa anterior, a projeção era de uma expansão de 2,40% e, na de quatro semanas atrás, de 2,35%. Para 2014, o quadro não foi alterado. Os economistas mantiveram a projeção de expansão de 2,20% como na semana passada para o crescimento do País. Há um mês, era aguardado um crescimento de 2,28%.
Já com relação à inflação, a mediana para o índice de 2013 seguiu em 5,82%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. Para 2014, a mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu levemente de 5,97% para 5,95%, ante taxa de 5,85% vista um mês atrás. O Focus revelou também que, no caso da mediana das estimativas suavizadas à frente para a inflação acumulada em 12 meses, houve uma aceleração de 6,21% para 6,23%. Há quatro semanas, estava em 6,13%.
“O levantamento revela que a inflação está dando demonstrações de acomodação e tudo indica que vamos ter um número final bem próximo do centro da meta. Com relação ao PIB, avalio que o crescimento deste ano, embora não seja o ideal, não seja aquele que a gente gostaria que fosse, aponta para uma perspectiva razoável”, avaliou o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).
Para o deputado Assis Carvalho (PT-PI), o resultado da pesquisa demonstra o olhar acertado da presidenta Dilma Rousseff e de toda a sua equipe econômica. “Já acreditávamos que a inflação ficaria dentro da meta como a atual projeção indica. Com relação ao crescimento do PIB, importante destacar que essa elevação ocorre num momento de crise mundial, em que a maioria dos países desenvolvidos apresenta índices baixíssimos de crescimento, alta de inflação e índices de desempregos elevados”, ressaltou o petista.
Indústria – A alta da economia prevista para este ano não será sustentada pelo setor manufatureiro, de acordo com os profissionais consultados pelo BC. Isso porque a Focus revelou uma queda na estimativa para o crescimento da produção industrial deste ano, de 1,92% para 1,70%. No levantamento feito um mês atrás, a mediana estava em 2,10%. No caso de 2014, a tendência foi idêntica: o setor manufatureiro deverá se expandir 2,30% no ano que vem, e não mais 2,40%, como era previsto no levantamento anterior.

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