terça-feira, 25 de agosto de 2009

Teles vendem PCs para incentivar banda larga

Talita Moreira e Gustavo Brigatto, de São Paulo
25/08/2009


Empresas como TIM, Vivo e Claro já oferecem notebooks e netbooks em parceria com fabricantes tradicionais de PCs

Para impulsionar a demanda por conexões de banda larga, as operadoras de telecomunicações estão se tornando vendedoras de computador. Empresas de telefonia móvel como TIM, Vivo e Claro já oferecem modelos de notebooks e netbooks (aparelhos ultraportáteis) em parceria com fabricantes tradicionais de PCs. Dessa forma, repetem a estratégia que ajudou - e muito - a expandir o mercado de celulares no país. Empresas de telefonia fixa também começam a analisar essa estratégia. A Net, operadora de TV por assinatura, banda larga e telefonia, está fazendo testes no varejo para vender computadores. A Telefônica desenha um plano com a mesma finalidade.

As operadoras de telecomunicações reúnem características que podem torná-las canais relevantes para a indústria de computadores. É o caso de sua ampla base de clientes e de distribuidores, o que lhes dá poder de barganha junto aos fabricantes. São atributos como esses que fizeram a Telmex, controladora da Embratel, transformar-se na maior vendedora de PCs do México.

Os formatos comerciais variam bastante. Há casos em que o preço do equipamento é subsidiado. Em outros, o assinante adquire o computador e ganha um desconto no serviço de acesso à internet. Entre as companhias de telefonia móvel, um dos caminhos mais procurados é vender PCs já equipados com modem para o acesso à internet por meio de suas redes de terceira geração (3G). Na Vivo, o assinante adquire um portátil da Positivo com o chip da operadora e pode navegar gratuitamente por três meses. A TIM optou pela fórmula típica do mercado de celulares: o cliente que aderir a um pacote de banda larga leva desconto de R$ 400 na compra de um netbook HP.

Hoje, há pouco mais de 11 milhões de conexões de banda larga no Brasil. Em 2012, segundo a empresa de pesquisas Yankee Group, o país terá 6,8 milhões de portáteis com modem de alguma operadora de telefonia móvel embutido.

Nos Estados Unidos, já existem casos em que o netbook sai de graça para o assinante. No Brasil, a avaliação é de que será difícil reproduzir esse cenário no curto prazo. Uma das razões é que as operadoras só podem firmar contratos de até 12 meses com seus assinantes. É a metade do prazo permitido para as teles americanas, o que torna mais longo o retorno desse subsídio.



Fonte: Site Valor ONLINE

Postado por Denilson Pereira

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