quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Moradores de parazinho relata sobre o tremor de terra


Moradores da zona rural do município de Granja, cidade com mais de 55 mil habitantes, na região norte do Estado, ainda estão assustados com o tremor de terra ocorrido há cerca de uma semana. Durante a noite de sexta-feira, 7, pelo menos quatro localidades, entornos do distrito de Parazinho, distante 21km da sede, registraram abalos sísmicos. Na tarde da terça-feira e manhã de ontem, um técnico do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) esteve na localidade para tentar localizar o epicentro do terremoto que atingiu 2,5 graus na Escala Richter, e instalar um sismógrafo para que um monitoramento ocorra na área. Além de Parazinho, foi feita visita técnica em Uruoca, Martinópoles e Granja. "Neste primeiro momento, estamos colhendo dados por meio de um questionário que será preenchido pelos moradores. Precisamos saber qual a intensidade do tremor no que diz respeito ao lado estrutural das casas e emocional das pessoas", disse o técnico em sismologia da UFRN, Eduardo Menezes.
Ele informou ainda que, para acompanhar melhor esse fenômeno, existe um estudo para instalação de uma base de sismologia na cidade de Morrinhos que deverá ser interligada à Rede Brasileira de Sismologia. "No Ceará, pelo menos outros três pontos deverão ser interligados com essa rede, uma em Pedra Branca, outra em Brejo Santo e a terceira na região do Jaguaribe, próximo ao Açude Castanhão", disse.
Praticamente todos os moradores de Parazinho sentiram o fenômeno, principalmente os que moram na localidade de Folha Larga e no Conjunto Habitacional da Cohab. "Eu moro na localidade de Folha Larga e pude sentir o tremor que veio acompanhado de um barulho forte vindo de dentro do chão", contou o estudante Edmilson Araújo, 17 anos, que se encontrava em casa deitado numa rede. Ele disse ainda que foi a primeira vez que sentiu um abalo e não soube descrever a sensação que teve.
Já o agricultor Raimundo Laurindo, 57 anos, contou que sentiu uma frieza vindo do solado do pé e que essa não foi a primeira vez. "Há dois anos tive a mesma sensação de ver a terra balançar, só que desta vez foi mais forte. Primeiro veio o tremor e, em seguida, um barulho forte, que não demorou muito", disse Laurindo.
O assunto do abalo sísmico ganhou dimensão. Quem não sentiu, conhece alguém ou ouviu falar. Tem sido o principal assunto da redondeza. "Eu conheço uma pessoa que sentiu a terra tremer. Se o senhor quiser eu o levo lá", dizia José Carvalho. "Eu não presenciei isso, mas os moradores aqui da Cohab falaram que sentiram os tremores, e um vizinho meu falou o mesmo", comentava o carreteiro José Edmilson Tabosa, 32 anos.
Na rua central de Parazinho, a dona de casa Antônia Rodrigues de Melo, 65 anos, fez questão de mostrar o local onde estava quando a terra tremeu. "Eu estava sentando naquela calçada, ao lado de meu filho, quando ouvi o barulho. Pensei que fosse trovão, em seguida, as pessoas começaram a gritar dizendo que a terra estava tremendo", comentou Antônia.

Por Wilson Gomes

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