quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ilário x Guimaraes - disputa dentro do PT

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará estão intensificando os contatos com vistas à eleição para escolha dos novos dirigentes da agremiação. A prefeita Luizianne Lins está participando diretamente das negociações, mas a candidatura dela, com o apoio do deputado José Nobre Guimarães, encontra restrições na sua própria tendência. A eleição será em novembro, mas o registro de chapas e de candidatos à presidência regional será encerrado na próxima semana.
A tendência denominada Democracia Socialista (DS), a qual pertence a prefeita Luizianne Lins, se reuniu na última terça-feira, e ontem a prefeita foi a Brasília para falar com o ministro José Pimentel e o atual presidente, Ilário Marques, que pertencem à corrente denominada Articulação.

Nas eleições passadas, Luizianne Lins apoiou Ilário Marques que derrotou Joaquim Cartaxo, apoiado por José Nobre Guimarães. Agora, Ilário Marques se apresenta como candidato à reeleição, e para dar o troco, defendendo o discurso da unidade, Guimarães lançou o nome da prefeita como candidata, aproveitando a fórmula articulada dentro do PSB que terá o governador Cid Gomes como presidente.
A prefeita, que até semana passada manifestava apoio à reeleição de Ilário, não gostou das declarações do presidente regional que a comparou a um coronel ao avaliar a possibilidade de Luizianne ser candidata. Essa insatisfação foi manifestada pela prefeita durante a reunião que participou com as demais lideranças da Democracia Socialista, na sede do partido, na última terça-feira.
Em seu discurso, a prefeita também abordou a questão do relacionamento de Ilário Marques com o governador Cid Gomes, atribuindo o fato as diferenças pessoais. Ela também falou do apoio oferecido pelo deputado José Guimarães. Sendo o grupo de Guimarães o maior existente no partido, até mesmo a prefeita se admirou da oferta, disse um dos seus aliados na tendência, tendo em vista que Guimarães concordaria com a indicação de Waldemir Catanho como candidato a vice-governador e José Pimentel como candidato a uma das vagas ao Senado. A única exigência que fazia era quanto à manutenção dos cargos que detém na direção partidária. (DN).

Por Wilson Gomes

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