segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Bancários da Caixa continuam em greve por tempo indeterminado

Os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) não aceitaram as propostas da instituição e continuam em greve por tempo indeterminado. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 80% das agências e departamentos da Caixa estão paralisados. O secretário de imprensa do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, informou que apenas os funcionários da Caixa continuam em greve por falta de propostas satisfatórias à categoria. “A Caixa tem fugido das negociações. Na sexta-feira (5) eles apresentaram algumas coisas que também estavam sendo pedidas, mas foram consideradas insuficientes. Uma questão de mudança no plano de cargos e coisas pequenas. São muitos detalhes pequenos, que ninguém vê nenhuma vantagem”. Em nota, a CEF disse que as negociações têm avançado. “Pagará adiantamento equivalente a 70% da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) básica (ante os 50% negociados na Mesa Unificada da Fenaban). Além disso, comunicou que mantém a proposta econômica negociada com as entidades representativas dos empregados e que foi aprovada pelos bancários dos demais bancos”. A CEF também propôs o pagamento de R$ 600 de adiantamento da PLR adicional no mês de outubro. “A proposta da Caixa é a melhor possível dentro das condições da instituição, negociada com a categoria bancária, incluindo as cláusulas específicas”, informa a instituição. De acordo com a assessoria de imprensa da CEF, a diretoria do banco está reunida para decidir se entra ou não na Justiça do Trabalho com uma ação de dissídio coletivo, que é uma conciliação judicial para questões que não são resolvidas pela negociação direta entre empresa e funcionários. Os bancários da Caixa estão em greve desde a quarta-feira (3) passada. A categoria pede um reajuste salarial de 10,3%, que corresponde a 5,5% de aumento real nos salários, participação nos lucros e resultados (PLR) de dois salários mínimos e uma parcela fixa de R$ 3.500. Além disso, eles reivindicam a fixação de um piso salarial de R$ 1.628,24.
Agência Brasil

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