sábado, 22 de setembro de 2007

"Chávez é um louco", diz, vice-presidente do Senado

O primeiro vice-presidente do Senado, senador Tião Viana (PT-AC), disse que as declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deixa em dúvida a sua sanidade mental. "O Chávez é um louco, ele não tem estatura para ser presidente de uma Nação, de um povo, de uma democracia. Aí confunde o espaço de poder com o espaço de uma ofensa gratuita", criticou. Chávez acusou novamente o Congresso brasileiro de estar a favor dos Estados Unidos por atrasar a decisão sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul. "Ou ele não nos conhece ou é um louco, respeito os loucos por um distúrbio biológico, agora, os que ofendem, a gente tem de reagir, não podemos ficar rindo com eles", justificou. Para Tião Viana, Chávez "deveria começar de novo a vida dele, aprendendo lições de humildade, para não falar isso dos povos brasileiros". "O Senado tem todos os defeitos, mas que os brasileiros o aponte". O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) endossa a tese quanto ao comportamento desequilibrado do presidente venezuelano. "São afirmações ridículas, só uma pessoa com formação autoritária exacerbada, sem o menor senso do ridículo é capaz de fazer uma declaração desta. Ele está se tornando uma figura pitoresca, grotesca", atacou. O relator da proposta de adesão da Venezuela ao Mercosul na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), disse nesta sexta-feira, 21, que a melhor coisa que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, poderia fazer neste momento é não emitir nenhuma opinião sobre a questão. 'Possível e impossível' O PSDB vai fazer "o possível e o impossível" para impedir a aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul, informou em nota o líder do partido, senador Arthur Virgílio (AM), nesta sexta-feira, 21. "A depender do PSDB, a Venezuela de Chávez não terá o ingresso aprovado. Há, para isso, razões legais, políticas, econômicas e éticas", disse Virgílio na nota. "Não adianta ele pressionar com esse discurso atrasado e com esse cacoete de insultar parlamentares para forçar a aprovação do ingresso do seu país no Mercosul." O líder do DEM no Senado, senador José Agripino (RN), também protestou contra as declarações de Chávez. Em nota divulgada nesta sexta-feira, ele afirmou: "diante de tanta fanfarronice, já estou achando melhor não aceitá-lo para não nos arrependermos amanhã dos incômodos de sua companhia". No encontro de Chávez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira em Manaus, o mandatário brasileiro disse que o Palácio do Planalto está trabalhando para obter a aprovação da adesão da Venezuela ao Mercosul e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que esse processo deve ser concluído até dezembro. 'Papagaio dos EUA' Em meados de junho, Chávez criticou o Senado brasileiro por aprovar um requerimento pedindo a devolução da concessão do canal RCTV, que não foi renovada. Chávez revidou dizendo que o Senado brasileiro era "como um papagaio" do Congresso norte-americano. Um mês depois, o presidente venezuelano afirmou que dava prazo de três meses para o Mercosul admitir o seu país na união aduaneira, o que foi rechaçado por críticos nos quatro países que compõem o bloco.

Agência Estado

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