terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cerca de cem mil pessoas desafiam pacificamente a junta birmanesa

Cerca de 100.000 pessoas, entre elas 30.000 monges budistas, desafiavam nesta terça-feira, 25, a junta militar que governa Mianmar com um protesto pacífico em Yangun, segundo estimativas citadas por testemunhas. Às 14h30 locais (05h00 de Brasília), os manifestantes estavam reunidos nas imediações do pagode Sule, no centro da cidade. Não havia agentes das forças de segurança uniformizados na área, depois de uma primeira manifestação de mais de 100.000 pessoas realizada na segunda-feira, quando a junta militar ameaçou "tomar medidas" contra os religiosos. Nesta terça-feira de manhã, autoridades governamentais que circulavam em caminhões pediram à população que não participasse da manifestação. À tarde, enquanto os monges recitavam orações próximo ao pagode Sule, algumas pessoas que apoiavam o protesto discursavam com um megafone nas imediações da prefeitura. "A reconciliação nacional é importantíssima para nós", declarou à multidão a poeta Aung Way. "A população e os monges se reuniram aqui e os monges se erguem em nome do povo", acrescentou. Alguns religiosos levavam cartazes com os dizeres: "Alimentos, roupa e casas suficientes, reconciliação nacional, liberdade para todos os prisioneiros políticos". Mianmar, um dos países mais pobres do mundo, foi governado por juntas militares nos últimos 45 anos. A principal líder opositora, Aung San Suu Kyi, foi condenada à prisão domiciliar durante a maior parte dos últimos 18 anos.
AFP

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