terça-feira, 25 de setembro de 2007

Valorização do real compensa alta do petróleo no mercado externo

A valorização do real frente ao dólar, ocorrida após a alta provocada pela crise no mercado hipotecário norte-americano, compensou a alta do preço internacional do barril de petróleo nas últimas semanas e, por isso mesmo, o preço dos principais derivados não sofrerá alterações no mercado brasileiro. A análise foi feita nesta segunda-feira, 25, no Rio de Janeiro, pelo diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, ao reafirmar que a estatal manterá a sua atual política de reajuste dos combustíveis – de não repassar para os preços internos a volatilidade (as oscilações) do preço do petróleo no mercado spot (com pagamento à vista e entrega imediata). “O real bateu recorde também. Uma coisa compensa outra e o preço não muda”, afirmou Barbassa, que participou da solenidade de posse do geólogo, ex-senador e ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, na presidência da Petrobras Distribuidora (BR). Presente à solenidade, o diretor de Abastecimento da Companhia, Paulo Roberto Costa, também descartou a possibilidade de a estatal brasileira mexer no preço dos derivados em razão da alta recorde do petróleo no mercado exterior, que vem fechando os últimos dias acima dos US$ 80 o barril. “Não há ainda uma definição clara. Isso é uma diferença aí de potencial de preço e a Petrobras não vai trabalhar com pontos fora de curva. Nossa política de preços é de longo prazo e vamos continuar trabalhando desta maneira”, afirmou Costa, acrescentando que, para a estatal, ainda não está configurada a fixação de um novo patamar no preço internacional do barril do petróleo.
Agência Brasil

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