terça-feira, 27 de novembro de 2007

O TRABALHADOR ESPIRITA

Quando as portas se abrem e adentramos, surgem as primeiras oportunidades para o nosso crescimento. O caminho é árduo, mas há que ser seguido. A persistência é vital para a nossa credibilidade, a disciplina, é um dos instrumentos indispensáveis para se seguir adiante e a determinação, é imperativa para não retrocedermos. Mãos a obra. A remuneração é generosa, há trabalho para todos, a mão-de-obra é nivelada, não há trabalhadores maiores nem menores, todos são iguais, só o trabalho, torna-se grandioso e dignificante. O trabalho é lei, está recomendado na Legislação Universal. Portanto devemos trabalhar para crescermos, pois é o único caminho que nos leva ao amor, e é a caridade, a mais expressiva forma de remuneração.
O trabalhador espírita, é o guardião da sua própria conduta, e é também aquele que de maneira consciente, torna-se um voluntário, doando parte do seu tempo ou até mesmo todo tempo integral e irrestrito, em função do seu semelhante. Na casa espírita ou fora dela, desde que voltado para o bem, e exercitando a disciplina como base fundamental de suas tarefas. Esta é a orientação do Movimento Espírita. Independente da orientação, o trabalhador espírita consciente, traz no seu interior a necessidade de servir. Tornando esta atividade, função orgânica; à falta dela, são palpáveis, às alterações ao seu metabolismo. Foi assim que aconteceu numa casa espírita, com um grupo de médiuns que se mantinha em elevada harmonia. Aquela casa espírita, dentre suas atividades, mantinha as 2ª, 4ª e 6ª, reuniões privativas de assistência aos desencarnados. No grupo de médiuns, havia uma senhora, que, mantinha suas atividades mediúnicas, há mais de 30 anos. Começou sua tarefa, ainda muito jovem, e ao longo deste tempo, superou os mais variados obstáculos, para se fazer presente em todas as reuniões. Nada privava a sua presença à casa e as reuniões. A sua função durante a reunião, era apenas, manter-se em prece. E por mais de 30 anos, lá estava a nossa querida irmã, verdadeiramente sintonizada, na mais elevada comunhão com o Mundo Espiritual, No princípio do seu mediunato, era envolvida de muita curiosidade. Via a movimentação dos médiuns, e através dos mesmos, as manifestações espirituais. Ela em si, não sentia absolutamente nada. Nenhuma vibração diferente, a não ser as vibrações do ambiente e uma satisfação indescritível. Só. Não sentia mais nada. Uma vez ou outra, era alfinetada de maneira carinhosa, pelos colegas de mediunidade, que lhe perguntavam: Como é? você só fica ali paradinha, não lhe acontece nada? Ela respondia com a humildade habitual: É, ainda não chegou a minha vez. Certo dia, sentiu muito presente, o peso da responsabilidade, pela qual estava envolvida. Seu amadurecimento espiritual lhe conduzia a longas períodos de meditações. Numa destas meditações, foi envolvida por uma inexplicável dose de desânimo, fato que nunca houvera acontecido. Indecisa, não sabia muito ao que fazer. Achava que era hora de parar. Até porque a sua presença naquela reunião, a seu ver, era indispensável. Não faria nenhuma falta. Naquele momento era a sua opinião. E com um certo pesar, pressentia que, também era a opinião dos colegas de mediunidade. Naquele momento sua decisão foi radical. Pronto! parei. Sou uma inútil. Estou há mais de trinta anos naquela casa. Fazendo o que? só fico lá sentada nas reuniões, sem produzir absolutamente nada. Hoje não vou a reunião. Pega o telefone e liga para a casa espírita, comunicando sua decisão. Os colegas da casa, receberam a notícia com surpresa e apreensão. A preocupação foi geral, e logo quiseram saber se ela estava doente e que fato grave teria acontecido. Ela, com à habitual humildade, trata de acalmar os colegas, em aflição. Estava tomando apenas uma decisão, pendente há muito tempo. Aproxima-se a hora da reunião, os médiuns começam a harmonização do ambiente, com os cânticos habituais. A ausência da colega, proporcionava um clima de insegurança, nunca antes sentido. O dirigente, dá como aberta, a reunião. Os médiuns em desequilíbrio, não conseguem os resultados de antes. As entidades espirituais assistidas, que se faziam presentes, dominaram a reunião a seu bel prazer. Os médiuns e até mesmo o dirigente, perdeu o controle total da reunião. Os médiuns saem da sala sem saber ao certo o que havia acontecendo. Estavam muito assustados. Ninguém arriscava qualquer comentário sobre o episódio Na reunião seguinte, nenhum médium queria participar. Todos alegavam insegurança, e ainda estava muito presente o desconforto da reunião anterior. A muito custo, o dirigente convenceu aos médiuns, a participarem da reunião daquele dia. Receoso com o que poderia acontecer, é dado por iniciado à reunião. O Mentor Espiritual da casa, por intermédio do dirigente, se manifesta, e faz sérias advertências aos trabalhadores. Onde diz, que mediunidade não é privilégios, mas sim, resgates de dívidas que foram deixadas para traz, ao longo das existências. Ninguém se sobre põe a ninguém, e se quisermos chagar em algum lugar, confortável e com segurança, que seja pelos caminhos justos da humildade. E para finalizar, faz a última advertência. Esta reunião só tem sido possível, durante estes mais de 30 anos, graças à generosidade Divina e a nossa irmã, que tem sido fortaleza inesgotável na doação de magnetismo para a realização deste trabalho, que tem produzido, tão elevados benefícios. Está na hora de caminharmos para o nosso interior, observar com detalhes o que há lá dentro. É sempre oportuno olharmos para dentro de nós, com olhos telescópicos. Com certeza vamos descobrir o nosso tamanho, pois não será maior do que as nossas próprias ações.
Disciplina e paz.

Um comentário:

  1. Gostei muito desta Postagem ela realmente diz tudo aquilo que um trabalhador Espírita precisa ouvir. Tanto aquele que acha que não tem muita importancia numa casa Espírita e aqueles que não valorizam os seus colegas .
    Um forte abraço

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