terça-feira, 13 de novembro de 2007

CPMF: governo deve oferecer redução da alíquota

Sem votos suficientes para aprovar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, o governo deverá pôr na mesa agora a oferta de redução da alíquota do imposto do cheque, acatando pedido do PMDB e do PDT. A proposta foi discutida em duas reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, articuladores políticos do governo e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Oposição e aliados pedem um corte de 0,38% para 0,36% na alíquota da CPMF, a partir de 2008, mas o valor ainda não está fechado porque a equipe econômica entende que a diminuição deve ser menor. Pelas contas de Mantega, a redução de 0,02% representa uma perda de R$ 2 bilhões em uma receita estimada em R$ 40 bilhões para o ano que vem. "A CPMF está tranqüila", amenizou Lula, após almoço no Itamaraty com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, ao responder a uma pergunta dos repórteres que o aguardavam. Mais tarde, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, foi taxativo: "Não dá para o governo ficar sem a CPMF. É impossível."
Agência Estado

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