quarta-feira, 12 de março de 2014

Petrobras: Números desmascaram visão antinacionalista da oposição e da mídia

 

O deputado Luiz Alberto (PT-BA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras - o Pré-sal é Nosso, disse que a resposta dada pelo mercado internacional à oferta de US$ 8,5 bi de bônus no exterior lançada pela Petrobras mostra o prestígio que a estatal brasileira tem no exterior. A oferta da estatal obteve uma demanda recorde de US$ 22 bilhões. Para ele, o fato desmascara a visão “antinacionalista” da oposição e de setores da mídia.

“A Petrobras foi a empresa de petróleo que nos últimos dez anos mais acumulou reservas no mundo. Infelizmente, a oposição tenta transformar todos os fatos positivos em negativos”. Para ele, trata-se de uma atitude antinacional da oposição que reverbera em setores da mídia com o objetivo de fragilizar a empresa. “Isso é oposição ao nosso governo? Não. Isso é oposição ao Brasil”, analisou.

Para o deputado, a vitalidade financeira da estatal abre as portas para captação de recursos internacionais. “A Petrobras consegue bater recorde sucessivo de captação no mercado internacional. Isso significa que esse mercado tem confiança na capacidade da empresa”. De acordo com Luiz Alberto, o recurso que está sendo captado “é, exatamente, para fazer investimentos que vão trazer retorno financeiro futuro”.

Editorial – O deputado fez questão de comentar o editorial do jornal Folha de S. Paulo, que, recentemente, se posicionou contrário ao modelo de partilha adotada pelo Brasil. Segundo o jornal, o modelo brasileiro deveria seguir os moldes adotados no modelo mexicano. Para Luiz Alberto, a Folha reproduz o pensamento da oposição.  O petista lembrou que no período em que o Brasil foi governado pelo PSDB (1999-2002) o modelo instituído quebrou o monopólio, preparou a Petrobras para a privatização, fatiou a empresa em várias unidades de negócios para facilitar sua liquidação e diminuiu a mão de obra da empresa.

Para Luiz Alberto, o que incomoda a oposição é o modelo de partilha adotado na gestão do ex-presidente Lula. “Esse modelo garante a apropriação de maior parte do petróleo para o Estado brasileiro, e isso tem incomodado aqueles que prometeram ao mercado internacional que mudariam a legislação para garantir que eles tivessem acesso ao petróleo brasileiro”, apontou.

Balanço – Segundo o balanço comparativo apresentado pela Petrobras, na semana passada, o desempenho demonstrado pela empresa desde a descoberta do pré-sal aponta que a produção de petróleo e gás natural cresceu 11%, entre 2006 e 2013. Já nas empresas consideradas “gigantes” de petróleo a produção caiu 7% no mesmo período.

Na comparação referente ao período 2006 a 2013, o aumento da produção petrolífera brasileira foi de 7%. A queda registrada na produção das grandes empresas atingiu o índice de 16% no mesmo período. Em relação à Receita Operacional Líquida, de 2006 a 2013, a estatal brasileira teve aumento de 86%. Já as outras grandes empresas apresentaram um crescimento médio de 28%.

No que diz respeito ao Lucro Operacional, o montante atingido foi de US$ 16,2 bilhões em 2013, 4% inferior ao de 2012. No entanto, as empresas classificadas de “majors” divulgaram redução média de 18%. No período de 2006 a 2013, a queda brasileira registrada foi 16%. No mesmo intervalo, as outras apresentaram uma redução média de 11%.

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