quarta-feira, 13 de março de 2013

Graça Foster rebate oposição: “Não há crise na Petrobras”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse ontem ao site da Liderança do PT na Câmara que não existe crise na companhia. “A Petrobras não passa por qualquer dificuldade financeira. Nossos investimentos em 2012 chegaram a R$ 84,1 bilhões, a maior realização na história da empresa”, disse. A declaração foi dada a propósito de campanha contra a empresa organizada por partidos de oposição e capitaneada pelo PSDB.

“Temos, como sempre tivemos, em 60 anos de história, grandes desafios a superar, que são também enormes oportunidades de crescimento para a companhia”, afirmou Graça Foster. Ela também rebateu as críticas ao atual estágio na exploração do pré-sal, lembrando que as metas estão sendo cumpridas e os resultados são “os melhores possíveis”. Foster relatou que no mês de fevereiro a estatal atingiu a marca de 300 mil barris/dia de petróleo produzidos no pré-sal. Isso, segundo ela, ocorreu em apenas sete anos após a descoberta da camada do pré-sal.

Para dimensionar a importância do feito, a dirigente observou que a mesma marca só foi obtida, no Golfo do México, após 17 anos de exploração. “Nós conseguimos isso no pré-sal com apenas 17 poços produtores, o que mostra a elevada produtividade desses campos já descobertos”, enfatizou.

O líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), analisou que em dez anos de transformações protagonizadas pelo governo liderado pelo PT, a Petrobras - maior empresa estatal do País - foi recuperada do desmonte a que tinha sido submetida pelo governo FHC (1995-2002).
Guimarães lembrou que a estatal passou a receber investimentos, garantindo-lhe meios para modernizar-se e chegar à descoberta e à exploração do pré-sal, uma das maiores reservas de petróleo do mundo. O pré-sal , disse o líder, eleva o Brasil a posição estratégica, diante da demanda de energia mundial.
Para Guimarães, a “crise” na Petrobras é invenção da oposição que, quando no governo, privatizou 30% da empresa na bolsa de Nova York, por valores irrisórios diante da magnitude da estatal. O líder lembrou que a Petrobras não foi totalmente privatizada no governo do PSDB dada à reação de diferentes forças da sociedade brasileira, entre elas o PT. Os tucanos também tentaram mudar o nome da empresa pra Petrobrax e a fatiaram em diferentes unidades de negócios para pavimentar o caminho da privatização, prática que integra a cartilha neoliberal do PSDB.
Os números não deixam margem a dúvidas: com o governo do PT e aliados, a Petrobras recuperou-se e transformou-se em uma das maiores petrolíferas do mundo.
Lucro - Em 2002, último ano do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, a empresa valia US$15,5 bilhões; no ano passado, o seu valor de mercado era de US$ 126 bilhões. O lucro líquido em 2002 foi de R$ 8,1 bilhões; no ano passado foi de R$ 21,2 bilhões.
Em 2002, a empresa investiu R$ 18,9 bilhões e, no ano passado, a cifra foi de R$ 84,1 bilhões. O número de empregados quase dobrou nos últimos dez anos, passou de 46,6 mil empregados em 2002 para 84,7 mil no ano passado.
Outro dado que mostra o êxito da gestão da Petrobras durante o governo do PT: a produção de petróleo saltou de 1,5 milhão de barris/dia em 2002 para 1 milhão e 980 mil barris/dia. No mesmo período, a receita da estatal saltou de R$ 69,2 bilhões para R$ 281,3 bilhões.

Tucanos não têm moral para criticar gestão da Petrobras, afirmam petistas

 

 

 

 

 

 

 

Os deputados Fernando Ferro (PT-PE), Luiz Alberto (PT-BA) e Sibá Machado (PT-AC) rechaçaram as críticas realizadas em seminário do PSDB, realizado nesta terça-feira (12), sobre a forma como a Petrobras vem sendo administrada nos últimos dez anos de governo petista. Segundo os parlamentares, falta “condição moral” aos tucanos para fazerem qualquer reparo à condução da estatal.
Segundo os petistas, diferentemente do que ocorreu nos oitos anos “de desgoverno tucano”, os números da empresa na comparação com aquela época “são muito positivos”. Já sobre o título do seminário promovido pelo partido oposicionista, “Recuperar a Petrobras é o nosso desafio”, os petistas fizeram a seguinte afirmação: “Eles querem recuperar a Petrobras, para quem?!”, indagaram.
De acordo com Fernando Ferro, a defesa agora apaixonada dos tucanos em favor da Petrobras “só pode ser remorso”. “No governo tucano de FHC eles tentaram privatizar a empresa de todas as maneiras para entregá-la ao capital estrangeiro. Inclusive, tentaram trocar o nome da empresa para Petrobrax, para facilitar a pronúncia lá fora”, lembrou.
Na mesma linha, Luiz Alberto disse que os tucanos querem mesmo é “resgatar a Petrobras para eles, os privatistas, para depois repassá-la ao controle do capital internacional”, afirmou. Segundo o deputado, nos governos petistas a empresa fez exatamente o contrário. Retomou o controle da produção do petróleo como operadora única, e com participação mínima de 30% em todos os contratos nas novas licitações do pré-sal.
Em plenário, o deputado Sibá Machado, 1º vice-líder da bancada do PT, declarou que o PT não teme entrar no debate sobre a Petrobras. “Para mostrar o que é uma Petrobras, hoje uma das cinco maiores empresas do mundo e uma das maiores do nosso País”, disse.
P-36 - Os petistas foram unânimes em apontar o ponto alto da gestão tucana à frente da empresa. “Eles conseguiram a façanha de, literalmente, afundar uma plataforma da Petrobras, a P-36, que hoje está no fundo do mar graças à ‘competência e a boa gestão deles’ a frente da empresa”, afirmou Luiz Alberto. “Isso demonstra que o discurso dos tucanos é uma falácia, uma mentira”, acrescentou Fernando Ferro.
No dia 15 março de 2001, a então maior plataforma petrolífera do mundo afundou após várias explosões, causando um prejuízo estimado em mais de US$ 300 milhões e causando 11 mortes.

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