segunda-feira, 18 de maio de 2009

Comércio em Sobral registra queda devido as chuvas

O comércio de Sobral, considerado como o mais importante da região, também registrou queda neste período de intensa chuva. A maior queda foi registrada no setor automotivo, comparando com os eletrodomésticos, confecções e de calçados. Os números apontam perda em torno de 40% a 50%, de acordo com a avaliação feita pelo presidente da Associação das Autopeças da Zona Norte (Assopeças), Paulo Sérgio de Lima. “Como a maioria dos nossos clientes está nas cidades de menor porte, eles não apareceram nesses dois últimos meses, o que fez o comércio recuar bastante nas vendas”, disse.
A expectativa, segundo o presidente da Assopeças, é que as vendas tenham um aumento agora, uma vez que as chuvas cessaram um pouco. Mas há quem comemore a ascensão nas vendas entre os meses de abril e maio. Um dos motivos teria sido provocado pela data dedicada ao Dia das Mães. Na opinião do lojista Egito Carneiro, do setor calçadista, o setor tem motivos de sobra para comemorar. “Mesmo com a crise, tivemos um aumento das vendas em torno de 10% se comparado com o mesmo período do ano passado”, destacou Egito Carneiro.
Por outro lado, Carneiro admite que neste dois últimos meses houve aumento na inadimplência. “A gente sabe que Sobral vive um momento muito difícil, tanto pela crise financeira, bem como com este período de enchentes do rio Acaraú, por isso tivemos problemas na inadimplência. Aumentou o número de clientes que atrasaram suas prestações, por esse motivo incrementamos as vendas parceladas no cartão”, admitiu Egito.
O otimismo do gerente da loja de calçados, entretanto, não contagiou a todos no centro comercial. Antônio José de Carvalho, gerente de uma loja de eletrodomésticos, disse que as vendas não estão indo tão boa como se esperava. “Quem movimenta o nosso comércio são os consumidores das cidades circunvizinhas. Como não pode vir a Sobral, ficamos no prejuízo”, admite. Ele acredita que a queda nas vendas nesse setor foi algo em torno de 10% a 15%. Indagado sobre a inadimplência, Antônio José assegura que houve aumento sim.
“Muitos dos nossos clientes ligaram informado que não teria como pagar suas contas na data do vencimento em virtude de problemas na família. Esses clientes justificavam dizendo que teve que pegar o dinheiro para ajudar um irmão, um parente próximo que perdeu tudo por causa das chuvas”, diz.

Por Wilson Gomes

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