quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Geraldo Simões defende redução de juros e critica neoliberais da era FHC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O deputado Geraldo Simões (PT-BA) ironizou ontem economistas que participaram do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e têm reclamado da redução da taxa de juros pelo Banco Central. Ele criticou os tucanos por terem patrocinado uma estratosférica taxa Selic de 46% ao ano, enquanto os juros internacionais eram de 6%. “Hoje, os juros básicos, devido à firme posição da presidenta Dilma Rousseff e das autoridades monetárias, encontram-se em seu mais baixo patamar de todos os tempos”.

Geraldo Simões observou que no tempo de FHC havia uma verdadeira “ciranda financeira, uma festa que os especuladores faziam e o povo brasileiro pagava, com o aval das autoridades da época. Pena que esta especulação não foi objeto de auditoria, como deveria ter sido”.

O parlamentar alfinetou os defensores da política neoliberal dos anos 90 por ficarem incomodados com os juros atuais, de 7,24%. “Essa posição supostamente se justifica no controle da inflação e defesa das exportações de produtos brasileiros. Mas eles se esquecem de analisar como as políticas de juros altos, dos governos anteriores, basicamente de FHC, penalizavam a grande maioria da população brasileira, impediam as compras a crédito, beneficiavam os banqueiros, dificultavam os investimentos produtivos, geravam desemprego e deixavam a economia à beira da recessão”, disse.

Simões observou que, ao longo do tempo, o sistema financeiro brasileiro “sempre abusou da paciência da população e teve a conivência das autoridades de governos passados. Hoje, a presidenta Dilma defende juros baixos e a ampliação do crédito como estímulo para o desenvolvimento da economia do País”.

Ele criticou o ex-presidente do Banco Central à época de FHC, Arminio Fraga, que reclamou da redução da taxa de juros. Fraga assumiu o BC em 1999 e adotou, como remédio para as finanças nacionais, logo em seu primeiro movimento, a elevação dos juros a 45% ao ano. Seu legado foi uma inflação de 12,5% ao ano e o crescimento do PIB na faixa do 1%.

Geraldo Simões provocou o sistema bancário e sugeriu aos banqueiros “rebater declarações saudosistas de seus supostos representantes de governos anteriores e assumir um papel social importante de coadjuvante no esforço de crescimento econômico e de resistência à crise internacional, que o governo brasileiro tem promovido”.

Liderança do PT na Câmara

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