sexta-feira, 13 de junho de 2014

Deputado critica possível aliança do PV com Cid Gomes

 

O deputado Roberto Mesquita (PV) discorda do apoio de seu partido à indicação do governador Cid Gomes (Pros) na disputa pelo governo do Ceará. Mesquita afirma que a possível aliança é um “avanço ditatorial”. Ele, porém, espera que a proposta não seja levada adiante, pois, assim, desrespeitaria a ideologia da legenda. O parlamentar avalia que, mesmo com a orientação da cúpula do PV, deve ficar fora do palanque, seguindo um caminho “diferente”.
“É uma promiscuidade a existência de mais de 30 partidos que não respeitam ideologia, não respeitam história e nem mandatos, nada”, disse, acrescentando que o principal problema da política brasileira é a grande quantidade de partidos políticos.
Roberto Mesquita é crítico da gestão Cid Gomes na Assembleia Legislativa e não esconde de ninguém que deseja apoiar o senador Eunício Oliveira (PMDB) na corrida pela chefia do Palácio da Abolição nas eleições deste ano.
Ao jornal O Estado, o presidente estadual do partido, Marcelo Silva, não negou a possível tendência do PV em apoiar o nome indicado por Cid Gomes. Contudo, não existe nada definido, admitindo que a decisão passará por uma extensa discussão interna. Por outro lado, esclarece que a legenda não terá candidatura majoritária e focará nas vagas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. A convenção estadual ainda não tem data marcada, pois, segundo justificou, o PV ainda aguarda a definição do cenário local.
NACIONAL
Amanhã, segundo Marcelo Silva, o PV oficializará a candidatura de Eduardo Jorge à Presidência da República. Jorge, que é médico sanitarista, ex-deputado federal e ex-secretário do Verde e de Saúde da cidade de São Paulo, recebeu o convite em dezembro de 2013. Marcelo Silva explica que as propostas da sigla foram construídas a partir de três eixos – superação da miséria; crise climática e aquecimento global; e reforma política -, o que, segundo ele, atenderá os anseios da população brasileira.
Nas eleições de 2010, o Partido Verde alcançou a maior votação de sua história no Brasil, com quase 20 milhões de votos - ou 20% do eleitorado, e sua candidata, Marina Silva, ficou em terceiro lugar na disputa que elegeu a presidente Dilma Rousseff. Agora, o PV espera, repetir - ou superar - os números de 2010 sem Marina, que deixou o partido em 2011 e migrou para o PSB.

Fonte: http://macariobatista.blogspot.com.br/

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