domingo, 5 de abril de 2009

Proposta brasileira que pune paraísos fiscais é aprovada pelo G-20


G-20 sepulta o neoliberalismo do Consenso de Washington, dizem petistas Parlamentares do PT avaliaram na última sexta-feira (3) que a reunião de Cúpula do G-20 em Londres teve com um dos principais avanços o fim do Consenso de Washington, o receituário neoliberal hegemônico que vigorou sobretudo na América Latina a partir de 1990.
"O importante é que a posição da política externa brasileira, expressada há tempos pelo presidente Lula, acabou prevalecendo no encontro de Londres", comentou o deputado Gilmar Machado (PT-MG). "A era liberalizante Reagan -Thatcher foi enterrada de vez. O mundo convenceu-se de de que é preciso regulação dos mercados e maior participação do Estado na geração de desenvolvimento econômico e social, como temos feito no Brasil, com o governo Lula", acrescentou.
Gilmar Machado ainda criticou a oposição demo-tucana por insistir ainda com as diretrizes do Consenso de Washington como saída para a crise mundial. O modelo foi seguido à risca pelo governo FHC (1995-2002), com privatizações e desregulamentação. "O mundo tem agora um novo olhar sobre a importância do Estado, mas a oposição brasileira continua refém de seu modelo superado", disse Gilmar Machado. Ele lembrou que pela lógica do Consenso de Washington, tudo que vinha do Estado era ruim, e do mercado, bom.
Agenda Global - O deputado José Genoino (PT-SP) entende que o sepultamento do Consenso de Washington seja o fato mais importante da reunião do G-20, além de outros avanços que os chefes de Estado e de Governo definiram, como a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird). "O Consenso de Washington foi enterrado de vez, dando lugar a uma agenda de mudança no plano global, com transformações necessárias reclamadas pela diplomacia do governo Lula há tempos, como a reforma das instituições multilaterais".
"Em 20 anos, o Consenso de Washington foi a base hegemônica, com a economia sendo regida por diretrizes que se mostraram um fracasso total. Agora chegou o momento da adoção de novos parâmetros, com o Estado retomando seu papel de regular o mercado e induzir o desenvolvimento".
Um dado importante apontado por Genoino é o fato de que pela primeira vez decisões globais foram tomadas num mesmo pé de igualdade entre as nações ricas e as chamadas emergentes, dentre as quais incluem países como Brasil, China, Índia e Argentina. O Clube dos Ricos- o G-8, que inclui também a Rússia por seu poder militar – na prática cede espaço de poder para o G-20.


Por: Jacinto Pereira

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