quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dilma: Combate à corrupção não pode atacar credibilidade da ação política

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao participar da abertura 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, que acontece este ano no Brasil, em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff falou da importância da união para o combate a essa prática existente ainda no mundo todo. “O que nos une não são receitas acabadas, nem modelos acabados, mas a verdadeira troca de experiências na construção de parcerias em torno de estratégias comuns”, disse. Para a presidenta da República, o combate ao malfeito não pode ser usado para atacar a credibilidade da ação política, tão importante nas sociedades modernas.

“O discurso anticorrupção não deve se confundir com o discurso antipolítica, ou antiestado, que serve a outros interesses. Deve, ao contrário, valorizar a política, a esfera pública, a ética, o conflito democrático entre projetos que nela tem de ter lugar. Deve reconhecer o papel do Estado como instrumento importante para o desenvolvimento”, disse.

Dilma Rousseff afirmou que, no Brasil, a prevenção e o combate à corrupção são, hoje, práticas de Estado, citando instrumentos como “a respeitada Controladoria-Geral da União, os tribunais de contas – em especial, o Tribunal de Contas da União -, um Ministério Público independente, uma Polícia Federal atuante e uma imprensa livre”, disse. Sobre a imprensa ela voltou a dizer que, “mesmo quando há exageros, é sempre preferível o ruído da imprensa livre ao silêncio tumular das ditaduras”.

A presidenta disse ainda que, no Brasil, a luta anticorrupção é uma luta democrática e o Governo oferece amplo respaldo aos órgãos de controle na fiscalização, investigação e na punição da corrupção e de todos os malfeitos. Ela citou o Portal da Transparência, que teve início no governo Lula e que expõe na internet, a cada dia, os gastos de todos os órgãos federais realizados no dia anterior. Também se referiu à Lei da Ficha Limpa, e à aprovação da Lei Brasileira de Acesso à Informação. “Acreditamos ser esta uma das leis mais avançadas do mundo, porque ela sujeita todos os poderes e entes da Federação ao amplo acesso aos dados da gestão, dos gastos, dos históricos”, afirmou.

Em seu discurso Dilma Rousseff disse ainda que todo esse aparato é também baseado na convicção da importância da transparência para aprimorar a governança e a gestão. ”Quanto maior a transparência, maior a possibilidade de controle dos programas e de garantia que a decisão de gastar dinheiro público se destine necessariamente àquilo que são os programas necessários, principalmente para um país como o nosso que acumulou não só décadas, mas séculos de desigualdade”, completou.

Fonte: PT na Câmara

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