sábado, 23 de julho de 2011

Mulheres driblam preconceito e ganham destaque como pedreiras

O contexto da mulher na sociedade atual mudou muito quando comparado ao passado. Mesmo diante de muitas conquistas, o preconceito ainda é um grande elefante branco sentado confortavelmente na sala de estar. A questão de gênero ainda marca a disparidade salarial e, também do que é socialmente aceitável para homens e mulheres.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mulher ganhou, em média, 20% menos do que o homem ao longo de 2009. Associando o lado econômico ao social, o público feminino ainda tem muito a ser conquistado. Diante desse quadro, a inserção feminina na construção civil, especificamente no canteiro de obras, comprova que foi dado outro drible no preconceito e mais um pequeno passo rumo à sociedade mais justa no tocante à disparidade entre os gêneros.

No Ceará, cresce, ainda a passos miúdos, o número de mulheres que descobre os desafios de trabalhar em um canteiro de obras. Escolher a profissão de pedreira exige, acima de tudo, coragem para enfrentar o principal obstáculo: o preconceito. Dentro e fora dos canteiros, essas profissionais sabem que causam estranheza inicial, porém, também possuem a certeza de que podem fazer a diferença.

Castelão
Atualmente, três pedreiras trabalham nas obras de ampliação, modernização e adequação do Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, para a Copa do Mundo de 2014. Liduína Acelino, Francisca Falcão e Maria Vieira, embora com histórias de vidas distintas, são parecidas em características profissionais. Sem medo de colocar a mão na massa, literalmente, as operárias se destacam pelo capricho com o qual tratam o acabamento da construção. Além disso, fixam alvenaria, aplicam chapisco, rebocam paredes e fazem rejuntamentos. O que antes era exclusividade masculina, agora também é assunto de mulher.

http://www.boanoticia.org.br/noticias_detalhes.asp?Cod=2950

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