sexta-feira, 19 de março de 2010

SUS paga mal aos médicos, diz deputado

O deputado Fernando Hugo (PSDB) se disse preocupado com o repasse "irrisório" que o Sistema Único de Saúde (SUS) vem fazendo aos hospitais, sobretudo em relação a remuneração dos médicos. O parlamentar alertou, em pronunciamento na sessão de ontem, que isso pode se tornar um percalço na contratação desses profissionais para hospitais e policlínicas que o Governo do Estado vem construindo no Interior do Estado.

"Os médicos não irão trabalhar nos hospitais do Estado e nem tão pouco nas policlínicas recebendo remuneração do SUS", avisa o deputado tucano.

Segundo Hugo, o baixo repasse do SUS está ocasionando outro problema: a superlotação na emergência do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), o único a receber casos graves do SUS.

"Antes os hospitais recebiam os pacientes do SUS. Hoje fecham as portas. Pacientes complicados, como os diabético com infecção, é o tipo do paciente que morre e não é recebido, porque é caro para os hospitais. O HGF é que ainda tem a caridade de colocar esses pacientes nas macas, por isso está lotado até o terceiro andar", destacou.

Cirurgia

Fernando Hugo informa que o SUS paga por uma cirurgia de retirada de apêndice o valor de R$ 253 a ser dividido pela equipe que é formada pelo cirurgião, anestesista e o auxiliar. Diz ainda que a diária paga pelo SUS em UTI de nível 2 é de R$ 410. "Ora, uma ampôla de Rossefin é R$ 150, o paciente muitas vezes toma duas por dia", alerta, destacando, "isso é uma vergonha mundial".

Por isso, o deputado acredita que nenhum profissional da área de saúde vai querer sair da Capital para o Interior do Estado para receber pela tabela do SUS. Essa questão, na visão dele, deve ser um motivo a mais de preocupação para a atual gestão estadual.

O vice-líder do Governo na Assembleia, deputado Roberto Cláudio (PSB), esclareceu que a administração dos hospitais regionais, das policlínicas e dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) será através de consórcio entre o Estado e os municípios o que segundo ele, vai permitir a contratação de profissionais com salários mais atrativos. (DN).

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