terça-feira, 16 de março de 2010

Quatro militares assaltados no Ceará

O perigo ronda os policiais militares e civis do Estado do Ceará. A coisa se inverteu: não são mais só os policiais que perseguem os bandidos, os marginais, agora, os atacam sem dia, hora e lugar certos. As vítimas mais recentes da ousadia dos bandidos foram um major e um subtenente do Corpo de Bombeiros, um sargento e um subtentente da Polícia Militar. Os quatro foram assaltados ontem. Três deles, em plena luz do dia.

Ainda pela manhã, a violência e a ousadia dos assaltantes aconteceu contra dois subtenentes - um dos Bombeiros e outro da Polícia Militar. As vítimas foram abordados no cruzamento da avenida Leste-Oeste com a Rua Jacinto Matos e tiveram seus pertences levados: armas, carteiras, celulares e até uma Bíblia. A abordagem aconteceu por volta das sete horas.

As duas vítimas trabalham na Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) e tinham saído de serviço. Os militares estavam fardados e foram surpreendidos por três homens, um deles armados com um revólver. Segundo testemunhas, um dos assaltantes saiu de trás de uma árvore.

Sargento

À tarde, um sargento da PM - que não teve o nome revelado - caiu em uma emboscada no bairro do Siqueira. Ele saía de uma empresa de ônibus na Rua Adalberto Malveira, no Siqueira e estava no carro da empresa, acompanhado de um funcionário, quando um veículo Fiat Pálio, de cor cinza e placas HXQ-1545, surgiu na contra mão da direção e bateu no carro onde estava o sargento, cercando-o e forçando o carro das vítimas a parar.

Naquele momento, segundo o sargento Vidal, da 4ª Companhia do 6º Batalhão de Polícia Militar (Conjunto Ceará), três homens chegaram em duas motocicletas e abordaram as vítimas, levando uma pistola e fugindo logo em seguida. O carro (Fiat Pálio) e as duas motocicletas, uma Honda Fan de placas HXK-0847, de cor preta, e uma NXE, vermelha, de placas NQR-0638, foram roubadas recentemente para uso no assalto.

Nem os policiais que atenderam a ocorrência nem as vítimas confirmaram se, além da pistola do sargento, os assaltantes levaram um malote com dinheiro da empresa. O sargento da PM e o funcionário da empresa prestaram depoimento no 32º DP, no Bom Jardim, mas ninguém quis falar com a reportagem sobre uma possível prestação de serviços do policial à empresa, como segurança particular.

Já no fim da tarde, o major Oliveira, do Corpo de Bombeiros, foi atacado por um adolescente na ´Comunidade da Mana´, no Conjunto Palmeiras. O oficial, que estava à paisana, teve seu telefone celular roubado. Um grande efetivo policial foi mobilizado para a área e pouco tempo depois, o adolescente foi apreendido e o telelefone, recuperado.

A onda de crimes contra policiais começou em janeiro, quando três PMs do Ronda do Quarteirão foram atacados por dois bandidos vestidos de mendigos, quando faziam policiamento a pé na Praça do Conjunto Polar, na Barra do Ceará. Os assaltantes levaram duas pistolas de calibres Ponto 40 e 380, um colete e carregadores das armas dos soldados Paulo Roberto da Silva Guedes (soldado Guedes) e Dimas Mourão Araújo de Oliveira (soldado Mourão).

O terceiro integrante da patrulha, Arnaldo Costa de Aquino Júnior (soldado Júnior), conseguiu se afastar dos colegas e ligou para a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), pedindo apoio de outras viaturas.

Coronel

No mesmo dia, por volta das 19 horas, o tenente-coronel PM José Maria Barbosa Soares, comandante da Academia de Polícia Edgar Facó, saía de sua residência, situada na Cidade dos Funcionários, acompanhado dos filhos, quando foi atacado por dois bandidos. O oficial reagiu e lutou com os criminosos. Um dos filhos do oficial foi atingido com um tiro na perna e os assaltantes fugiram levando a pistola de Soares.

No fim do mês de janeiro um soldado da PM foi assassinado em Caucaia e, menos de 24 horas depois, um soldado da PM, de folga, foi rendido por um casal de assaltantes, na Favela do Papoco, no bairro Bela Vista.Segundo a Polícia, um dos acusados, uma adolescente, aparentava ter 16 anos.

Na ocasião, o jornal apurou que o militar, identificado apenas como ´soldado Genilson´, destacado na 2ª Companhia de Polícia de Guarda (2ª CPG), estaria fazendo a escolta de um vendedor de cigarros, como trabalho extra.

O vendedor e o PM haviam acabado de sair de um mercadinho, na Rua Timbaúba, na Favela do Papoco, quando foram atacados por um casal e o militar teve o revólver roubado. (DN).

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