sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Deslizamento é o maior registrado no Brasil

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14/1/2011

Números da tragédia impressionam. Há cerca de 510 mortos e aproximadamente 6,3 mil desabrigados
São Paulo. À medida que equipes de resgate avançam por áreas devastadas pelas chuvas, a tragédia na região serrana do Rio ganha contornos mais e mais dramáticos. Até o fechamento desta edição, as prefeituras contabilizavam 510 mortos em cinco municípios fluminenses: Teresópolis, Nova Friburgo, Sumidouro, Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto.
O drama que assola a região já é o maior deslizamento de terra da história do País de que se tem registro internacional. Há ainda 8.320 pessoas desalojadas (retiradas de casa) e 6.270 desabrigadas (que perderam as casas). A quantidade de mortos pode crescer drasticamente. Em Teresópolis, a prefeitura não conseguiu chegar a três bairros muito castigados.
A tragédia, que ganhou repercussão na mídia internacional, também pode entrar para a lista dos dez deslizamentos mais mortais no planeta em 111 anos. Pelos registros mantidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), é o segundo maior no mundo em um ano e o quarto maior da década em todo o planeta.
Os dados fazem parte do banco de estatísticas do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, entidade com sede na Bélgica e que serve de base para os números oficiais usados pela ONU.
A entidade coleta dados desde 1900 e concluiu que uma enchente no Brasil em janeiro de 1967, que matou 785 pessoas, é a maior já registrada. Para especialistas da entidade, o problema dos deslizamentos já vem sendo registrado no Brasil há anos e a falta de vontade política e investimentos é a principal responsável pelas mortes.
Burocracia

Em meio à tragédia, mais de 30 projetos com medidas para minimizar os efeitos das enchentes estão parados no Congresso Nacional. O Rio foi o segundo estado que mais recebeu recursos do programa "Resposta aos Desastres e Construção", do Ministério da Integração em 2010. Um total de R$ 347,2 milhões foram investidos para o restabelecimento das atividades essenciais e a recuperação de danos causados por tragédias.
"As chuvas vão continuar. A dimensão do desastre é que é inaceitável", declarou a professora Luci Hidalgo Nunes, doutora do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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