terça-feira, 30 de abril de 2013

O RADIOAMADORISMO E A PRÓXIMA CONFERENCIA MUNDIAL DE TELECOMUNICAÇÔES (II)

Esta conferencia tem particular interesse para nós, Radioamadores, porque, pela primeira vez vai reconhecer, como Serviço, a atividade dos Radioamadores, fato que significa o direito a que lhe seja alocado espaço do espectro, tal como se faz com outros Serviços, como o Marítimo, o Fixo de ponto-a-ponto, o Aeronáutico, a Radiodifusão, etc. .

Espero que o resultado desse Serviço, que não deixa de ser um trabalho responsável, venha também nos desobrigar de pagar Reais para sermos Radioamadores, já que isso não aconteceu na conferencia passada. O pior aconteceu e o inverso, pois atualmente os Radioamadores é que estão pagando uma taxa anual à ANATEL, que diz no boleto que é para ajudar às manutenções de “Broadcastings” e outros serviços afins.

Na próxima oportunidade, a delegação dos Estados Unidos vai propor, pela segunda vez, uma distribuição de faixas de relação harmônica para o Serviço de Radioamador e vai procurar obter a aprovação do seu projeto do Plano de Frequências, no qual se reservavam cerca de 5.000kHz para nosso Serviço nas faixas abaixo de 30mHz.´

A proposta vai esbarrar com a opinião unânime dos Delegados Europeus, para os quais a ideia de ver centenas de Radioamadores operar com equipamentos privados e sem controle estatal vai ser simplesmente ridícula e extravagante, porque em seus países a radiotransmissão havia se desenvolvido como monopólio estatal e não concebiam uma regulamentação tão liberal como a que existia na América.

Essa liberação de equipamentos modernos para operação, principalmente no Brasil não teve uma repercussão boa, anterior, em virtude de qualquer loja de transceptores não exigir a carteira de Radioamador de cada interessado na compra daqueles aparelhos. Hoje nós sabemos que clandestinos andam a solta nas faixas, porque simplesmente adquiriram os equipamentos, simplesmente com o dinheiro que tinham no bolso, sem apresentar nenhuma identidade de Radioamador, o que é o correto. Já nos Estados Unidos, Reino Unido, Europa e países da Escandinávia, lá você só pode comprar qualquer transceptor para Radioamadores, se tiver uma carteira de Radioamador. Além disso o signatário recebe uma nota fiscal da compra do equipamento, para que também seja apresentada por ocasião de uma fiscalização aleatória.

Atualmente, no Brasil, se a ANATEL quiser, ela e a Receita Federal, poderão, em conjunto, ter uma arrecadação vultuosa, se for feita uma “caça à raposa” aos clandestinos existentes no país.

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