quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Paulo Bernardo esclarece denúncias sobre radiodifusão

 

Durante audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara para debater a radiodifusão digital no País, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, respondeu ontem vários questionamentos de deputados oposicionistas sobre denúncias feitas pela revista IstoÉ que, supostamente, envolveriam o ministro e sua esposa, Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil. Apesar do protesto de alguns parlamentares acerca da postura da oposição de mudar o foco do debate, o ministro fez questão de esclarecer todos os fatos. “Seria difícil neste momento, uma pessoa num cargo público como eu, se negar a dar essas respostas”, disse o ministro.

O primeiro ponto detalhado por Paulo Bernardo se referiu às ilações da oposição de que o aumento do faturamento da empresa Sanches Tripoloni nos últimos anos se devia a algum tipo de relacionamento que o ministro teria com seus sócios. O ministro foi taxativo ao dizer que qualquer levantamento feito com dezenas de outras empresas prestadoras de serviços apontaria o mesmo resultado. “Por um motivo simples: antes, nós não tínhamos investimentos. Quando assumi o Ministério do Planejamento, no governo Lula, tínhamos acabado de abrir uma negociação com o FMI, para decidir se poderíamos fazer investimentos ou não, o que possibilitou que R$ 3 bilhões fossem destinados a investimentos”, contou. Com a estruturação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), esse montante, explicou, subiu para R$ 504 bilhões e, em seguida, foi revisto para R$ 638 bilhões, o que permitiu investimentos em infraestrutura em todo o País.

Sobre a acusação da oposição de suposto favorecimento na liberação de recursos para a Sanches Tripoloni, o ministro disse que todos os recursos do PAC foram dispensados de fila, para evitar dificuldade na sua execução. “O dinheiro estava automaticamente liberado. Mais que isso: os pagamentos passaram a ser feitos no máximo 15 dias após a conclusão da obra, para resgatar a credibilidade na feitura de investimentos”, explicou.
A obra a que se referia a oposição é o Contorno de Maringá, no Paraná, que, segundo detalhou o ministro, foi incluída no PAC a partir de uma emenda parlamentar da bancada de deputados e senadores paranaenses. “Fica parecendo que o ministro Paulo Bernardo fez uma emenda e liberou do outro lado. Não foi assim. A emenda foi feita pelo Congresso Nacional. Os parlamentares do meu estado fizeram e nos convenceram de que era um projeto importante e viável”, argumentou.

Sobre a fiscalização do Tribunal de Contas da União, Paulo Bernardo disse não poder ser responsabilizado pelo fato de o governo, junto à bancada do estado, liberar recursos para determinado projeto que posteriormente apresentou problemas. “A oposição tem a prerrogativa de questionar. Da mesma forma, a mídia tem a liberdade de circular a informação, mas o mínimo que se pode pedir e até cobrar é que as matérias sejam apuradas e verificadas”, cobrou.

Embora tenha reforçado não ter procuração para falar em nome da ministra Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo também refutou as acusações de que haveria irregularidades nas doações feitas pela empresa em questão para a campanha de Gleisi ao Senado. “Essa empresa fez doações para ela de R$ 510 mil, mas também fez doação para o Comitê Nacional do PSDB, para o Comitê Estadual do PSDB, para senadores e para governadores que hoje estão eleitos. Mas os jornais só publicaram que as doações foram para Gleisi”, defendeu.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), o ministro esclareceu os fatos e afastou qualquer problema que pode ser atribuído a ele e à sua atividade política. “Ele demonstrou também que, apesar de não ser o objeto da audiência pública, as perguntas feitas não eram problema para ele, pois respondeu a todas. Passou por todas as questões e afastou qualquer desconfiança sobre sua atuação”, disse.

Fonte:

www.ptnacamara.org.br

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